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Como é a EXPERIÊNCIA de APRESENTAR o JORNAL DO ALMOÇO | SHIRLEI PARAVISI - UCS Play Podcast #52

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UCS Play
Olá eu sou o Jorge Alves Júnior está começando hpl podcast estamos na quarta Temporada e hoje a nossa entrevistada é a Shirley parav coordenadora de Jornalismo e apresentadora do jornal do almoço da RBS TV Caxias Ela contou um pouco da sua história um pouco da sua trajetória acompanhe esse programa que está muito [Música] legal Shirley Muito obrigado pela tua Presença um prazer enorme estar te recebendo aqui no Xplay podcast né e a gente sabe que teu tempo é curto mas a gente conseguiu aí né tu conseguiu um espaço para bater um papo com a gente
imagina eu que agradeço É sempre um prazer voltar né pra universidade o lugar onde eu estudei onde Eu me formei É sempre um prazer tá aqui a gente falar de jornalismo né que é algo tão legal assim que é algo que me encanta muito então Obrigado pelo convite e um momento Ímpar também né do jornalismo Pelo menos eu vejo dessa forma né Shirley mas antes da gente entrar assim direto no campo do jornalismo a gente quer conhecer a tua história né o nosso Internauta quer conhecer um pouco da Shirley e eu pensei Shirley em voltar
lá atrás lá no tempo né e conhecer um pouco da tua infância da tua adolescência como é que foi Conta aí pra gente ch é engraçado que a gente quase não para para pensar né sobre um pouco da nossa história desde a infância Assim mas eu eu sou de uma família aqui de Caxias do Sul meus pais não são daqui meu minha mãe é do interior de São Francisco de Paula é de casusa Ferreira hum eh e meu pai é é de Santa Catarina e mas os dois né vieram morar em Caxias se conheceram enfim
eh eu nasci em Caxias do Sul brin que eu sou uma Caxiense raiz porque eu nasci no Hospital Pompeia e quem nasce no Hospital Pompeia então é um Caxiense raiz então eu sou uma Caxias e Raí também faça essa brincadeira ah Nasci em Caxias Eh tenho uma irmã mais velha do que eu né A Sheila e eu passei a minha infância praticamente toda no bairro Cristo Redentora aqui em Caxias e depois a gente se mudou pro bairro Bela Vista que é onde eu moro até hoje né mas no meio do caminho ainda teve algumas mudanças
mas depois eu explico eh então eu sou de uma família que é uma mistura né de descendentes de italianos meu pai tem essa descendência italiana minha mãe já não que a gente fala que é o pelo Duro né ali em São Francisco de Paulo então nós temos essa essa mistura de de qualquer forma a gente eh por exemplo na culinária na minha casa é muito da da da imigração italiana assim a gente come muita coisa típica né dos imigrantes italianos por outro lado eh a minha mãe trouxe muito gosto pelo interior pelo campo e principalmente
o interesse pelas tradições gaúchas né então eu desde muito pequena eu participei de de dos centros de Tradição Gaúcha né eu fui eh Dancei no ctgs me criei praticamente dentro de um CTG junto com a minha família eh então começou ainda na escola que tinha os grupinhos né as invernadas artísticas né nas escolas e mas logo em seguida eu já fazia parte do CTG imigrantes e tradição e passei toda a minha infância e adolescência nesse ambiente do tradicionalismo o que para mim é um grande orgulho assim porque eu acho que é um ambiente muito saudável
eu convivi com a minha família junto a a Minha diversão eh de infância e de adolescência era dentro do CTG junto com a família então isso eu acho bem importante né esse espaço rtar né também isso n esse espaço em que as famílias conseguem estar juntas né que não precisa ser uma diversão cada um no seu canto né então Eh isso foi muito presente na na minha na minha infância e na minha adolescência eu fui primeira prenda né fui primeira prenda primeiro no CTG depois eu fui primeira prenda Regional né a 25ª região tradicionalista que
é onde Caxias faz parte e depois eu fui primeira prenda juvenil do rioo Grande do Sul eh então é algo que também me enche de orgulho e e e foi muito importante assim na minha vida né porque é Um Desafio não é simples né É É bem disputado né as pessoas talvez não conheçam muito esse processo mas a gente tem que estudar muito tem que saber a história do Brasil a história do Rio Grande do Sul a gente tem prova escrita né Tem uma prova escrita e uma prova artística que a gente chama né então
na minha época era a prova escrita e a prova artística tinha que dançar cantar tocar um instrumento e fazer um artesanato que legal e que instrumento tu tocava ch já que tu tocou eu não sou da área da música né mas na época eu aprendi a tocar flauta Opa para o concurso né não é algo que fazia parte da minha vida mas na época eu aprendi Fui para uma Escola de Música aprender a tocar flauto pro concurso não tem nenhuma voz para cantar não tem a menor ideia como é que foi na época não tinha
gravação então a gente não sabe né foi fez passou passou fo eh mas eu cantei então toquei o o a flauta a dança né e e o artesanato que agora te confesso que eu não me lembro o que que eu fiz mas talvez seja um tricô um crochê alguma coisa nesse sentido assim então foi algo muito marcante na minha vida assim eu Tenho muito orgulho de falar até o hoje dessa minha trajetória assim no meio tradicionalista que inclusive foi o que me fez escolher o jornalismo Pois é eu tava pensando aqui chir enquanto tu tu
conta a tua história né Eu disse Ah tinha que escrever estudar a história do Rio Grande do Sul eu digo bom isso aí a gente já faz um link com a questão da da própria comunicação né É foi aí que que me despertou e eu eu era uma uma jovem assim meio sem saber muito para que Caminho seguir profissionalmente na época de fazer aquela escolha Que idade tu tinha mais ou menos 17 18 isso é eu fiz magistério né antes de chegar na faculdade eu fiz magistério meu ensino médio foi o magistério a minha família
é uma família de professores cheguei a dar aula né Em alguns momentos mas muito pouquinho assim mas cheguei a dar aula e era um caminho meio que eh natural assim porque minha irmã é Professora minha mãe é professora minhas tias minhas primas todo mundo é professor na minha família e e e eu tava indo por esse caminho também mas com o tradicionalismo eh na hora de escolher qual a faculdade que eu iria fazer me despertou que eu precisava me comunicar muito assim o fato de ter sido primeiro aprendo a gente era convidado pros eventos pros
congressos do movimento tradicionalista e e Normalmente eles nos chamavam para fazer um discurso para Falar porque eu era representante do MTG né nas cidades e aquilo foi me despertando essa essa questão da comunicação na hora de escolher qual a faculdade eu ia fazer eu não sabia realmente eu eu não tinha certeza do que eu queria fazer eu gostava de história mas não era bem o que eu queria quando eu era pequeno eu queria ser ã pesquisadora né enfim mas não era nada muito concreto e então eu decidi fazer Jornalismo porque eu achava que era a
coisa que mais me atraía mesmo que mais fazia parte da minha personalidade que era a comunicação e eu fiz jornalismo fiz a a o vestibular e na minha família não tem tem ninguém da área não tem ninguém que eu me inspirei para escolher o jornalismo Foi mesmo essa questão da comunicação da necessidade de comunicar com as pessoas que me fez então Eh olhar pro jornalismo assim como uma Alternativa profissional mas também não fica muito longe né Shirley porque tendo os pais professores essa questão do estudo da literatura de escrever né o próprio o próprio depois
do envolvimento ali com CTG e tal isso eu acho que tem tem a minha mãe foi professora meu pai não meu pai trabalhou em empresa a vida toda meu pai trabalhou nober mais de 30 anos assim né mas eles me deixaram sempre muito livres pra Escolha profissional né A minha mãe me incentivou a fazer o o o magistério para ter uma profissão né minha mãe sempre batia nisso assim importante já ter uma profissão e foi importante para mim mesmo porque hoje eu penso que se eu quisesse dar continuidade já tinha um primeiro passo né fazendo
Magé mas ele sempre me deixaram muito Livres assim pra escolha e tem essa questão da da geração também né que que o pessoal sa Olha tu tem que se formar tu tem que ter Uma profissão alguma coisa já definida que hoje também a gente conversando depois mais lá na frente sobre o jornalismo a gente vê que muitas coisas mudaram né Shirley e tu fosse da pelo que eu fiz ali nas minhas pesquisas me corrija se eu tiver né equivocado tu foi da terceira turma de jornalismo aqui da ux isso eu fui da terceira turma e
e assim eu muitos colegas chirley assim conhecidos da área que tu estudou ou muitos muitos naquela época o que que Acontecia não tinha o curso sendo muito novo a maior parte dos alunos já trabalhava então a gente fez a faculdade no mercado Já então a gente unia as duas coisas né o o o acadêmico com o mercado de trabalho na prática mesmo eu fui um caso quer dizer eu entrei eh em 94 na ux e em março de 94 em maio eu tava fazendo estágio na TV então eu fiz Poxa super rápido é eu abri
o processo seletivo Eu Me inscrevi passei e então fiz toda a faculdade já trabalhando eu fiquei 1 ano E meio fazendo estágio e depois eu fui contratada naquela época não precisava do registro eh profissional do diploma né para trabalhar eh e eu acabei então trabalhando todo o meu período de faculdade já já na RBS Eu acho que eu digo que eu tive a sorte de me encontrar Porque que tu tava falando que hoje né os alunos entram num curso daqui a pouco não querem mais os jovens né já não sabem muito bem não tem muita
paciência também para permanecer um pouco mais Para saber se é aquilo que quer né Eh e acaba trocando de curso eu tive a sorte de de poder exercitar na prática a a faculdade que eu tava fazendo e me encontrar mesmo e saber que aquilo era realmente algo que que eu queria fazer né Tu sempre foi televisão tu nunca Fei o rádio jornal agora né Nós temos agora as redes sociais que é um outro momento mas direto na na televisão isso é outra coisa que é do meu tempo como eu digo né naquela época tu escolhia
um caminho né Ou tu fazia jornal ou tu fazia rádio ou tu fazia TV né tu tu precisava escolher algo para fazer naquela época eh e eu acabei indo pra televisão por conta do estágio mesmo né e acabei me apaixonando assim então eu fiz realmente todo o curso já pensando em trabalhar em televisão nunca trabalhei em jornal e nunca trabalhei em rádio e na minha época não tinha rede social né minha gente então mas é sempre foi a televisão hoje o Mercado tá diferente né Tu não precisa mais fazer essa escolha muito antes pelo contrário
né o profissional ele tem que estar preparado para fazer tudo tudo exato tem que saber escrever para jornal para site para fazer vídeo antes tinha alguém que editava tu só chegava ali né e Exatamente é é uma é uma mudança assim nesse período muito grande assim né eu eu brinco que a gente é de uma geração que testemunhou uma mudança no mundo gigantesca em pouco tempo né sim Perfeito é eu Eu me formei em 98 né não é tanto tempo assim se a gente pensar para hoje né E as coisas mudaram drasticamente né Então realmente
assim a transformação né já entrando um pouco mas a transformação do jornalismo ela é gigante assim muito diferente da minha época a gente tinha aula de TV de rádio jornal e sempre nos perguntavam Qual a área que tu vai seguir agora tem uma coisa que é interessante que os profissionais né da da de gerações Anteriores também precisaram caminhar dentro dessa mudança né Assim como todas as áreas não é Shirley mas é um processo diferenciado que a gente pega essa gurizada que já sai aqui prontos sabendo que tem que fazer tudo é eu acho que a
gente eu sou de uma geração que que precisou aprender fazendo né Eh porque as coisas foram mudando com a gente no mercado de trabalho assim eu eu brinco assim o pessoal às vezes não acredita mas eu trabalhava numa redação que tinha Máquina de escrever né sim sim sim tinha um computador eu peguei eu peguei essa essa galera exato tinha um telefone na no meio da mesa da redação para todo mundo né não existia WhatsApp né eu nem sei como é que a gente trabalhava Mas enfim a gente conseguia conseguia e a gente teve que se
adaptando com com as mudanças com a chegada da internet especialmente né que mudou muita coisa mas a gente teve que ir se adaptando mesmo como profissionais na prática né Enquanto os alunos hoje já saem com uma noção mais Ampla e com essa ideia de que o jornalista precisa ser eh mais multimídia mesmo que ele precisa ter a capacidade de de circular em diferentes áreas né naquela época a gente não tinha então a gente foi aprendendo isso na prática trabalhando enquanto tu trabalhava tu estudava também né tu fazia o teu estágio Depois teve um período que
tu foi para Porto Alegre eu acho que tudo muito puxado mas Eu me lembro que eu conversei contigo um dia aqui na universidade tu me contou assim tu disse Jorge eu fazia se eu não me engano o número eram sete cadeiras mais o TCC isso aí e ainda tava trabalhando é isso aí Escuta né que loucura porque hoje eu penso que eu não conseguiria quando eu fiz eu acho que eu fiz três cadeiras e mais o TCC eu já tava enlouquecido então tu tem essa coisa também de um dinamismo né e estudar bastante que é
necessário para Para estar do cargo hoje de coordenadora né do jornalismo Fala um pouquinho pra gente como é que é essa loucura é eu naquela época não sei como é que eu conseguia fazer eram sete cadeiras mais o TCC fe ã eu trabalhava né e e eu fazia reportagem fazia produção fazia edição e apresentava assim então fazia todos os as etapas claro que o jornal era um pouco menor né a gente não tinha um um bloco tão grande quanto a gente tem hoje mas o que a gente chamava de bloco de Variedades assim na no
jornal do almoço eu eu que fazia né a responsabilidade era minha e muitas às vezes Tinha que viajar para fazer matéria tinha que ir pra região das Hortênsias tinha que ir para Bento enfim a gente circulava muito pela região também eh e e assim naquela época não tinha Uber não tinha pai e mãe para levar eu ia de ônibus para vinha de ônibus para ux ia de ônibus para trabalhar assim então Eh isso né não é querer dizer ah hoje em dia é tudo mais Fácil cada época é uma época mas realmente assim eu eu
me virava em sete assim para para dar conta de fazer tudo né e Foi um aprendizado bem bem importante mas acho que Vale ressaltar também um pouquinho né shir esse esse esforço esse trabalho né porque às vezes Claro a gente não quer falar né sempre claro A ideia é que do podcast não é polemizar não é mas a gente traz algumas questões Mas hoje tem alguns algumas alguns certos e eh eu diria privilégios Ou facilidades né eu vejo pelo meu filho eu tenho um filho de 14 anos né Eh o meu filho nunca pegou um
ônibus na vida né a gente a gente leva e busca sempre a gente tá tá sempre ali tentando facilitar e Que bom que né tem essa oportunidade assim sim tendo contraponto sempre importante né isso claro claro mas o que eu digo que naquela época era mais difícil mesmo e também era outro tempo né Eu me lembro que quando eu era criança eu ia a pé pro colégio sozinha Muito pequena e tudo bem não tinha um problema né hoje em dia a gente tem essa questão da segurança tem um monte de coisa que influencia né hoje
tem algumas facilidades realmente assim né que às vezes legal a gente falar pro filho assim olha no meu tempo eu pegava dois ônibus para ir pra faculdade né e e a o curso naquela época era de manhã então eu tinha que negociar com os professores para conseguir sair mais cedo porque eu tinha que ir pra TV finalizar o bloco Apresentar e detarde ir pra externa para fazer as matras tu já apresentava então um 18 19 20 não foi é uns 20 anos mais ou menos eu apresentava porque quando eu fui contratada eh a Patrícia taufer
que era apresentadora do jornal do o moço saiu e aí ficou a vaga e eles me contrataram 1 ano e meio como estagiário e depois eles me contrataram já para apresentar o jornal do almoço e para fazer reportagem Olha então os malucos eu digo né assim mas enfim né E tu Encarando os desaf barri ou tranquil eu tinha uma uma equipe muito legal né Assim pessoas que realmente acreditavam me davam a segurança de que eu podia fazer né E isso a gente vai com medo mesmo né obviamente que nunca foi fácil assim eu me lembro
que a primeira entrada ao vivo que eu fiz foi na festa da uva olha e a entrada a Vivo que eu digo para todo o estado né foi na festa da ouva e o Lauro quadros é que me chamou olha só o grande Lauro quadros né então para ver o tempo que faz mas foi a primeira vez que eu entrei ao vivo para todo o estado né e eu era uma estudante né eu não tinha me formado ainda e como é que foi quando tu foi para Porto Alegre o convite para ir para Porto Alegre
foi muito tempo depois é eu fiquei Acho que uns 7 anos aqui né Trabalhando e e eu tava numa fase assim que as coisas começam a meio que se repetir né a gente começa a ter sentir uma necessidade de fazer outras coisas De crescer de evoluir né E aí eu comecei a procurar outros lugares cheguei a pegar um avião ir até o interior de São Paulo para fazer uma entrevista e essa história é ótima assim porque eu peguei um avião eu fui até Maringá de avião sozinha né ah e nunca tinha andado de avião fui
até Maringá de Maringá Eles mandaram um motorista eh Presidente Prudente era cidade que eu fui olha de Maringá mandaram um motorista me pegar no aeroporto cheguei lá no aeroporto Tinha um senhor com uma plaquinha com o meu nome nunca tinha visto ele na vida e eu fui de carro de Maringá até Presidente Prudente com uma pessoa que eu nunca tinha visto na vida para fazer uma entrevista lá com o diretor e acabou não não não fechando e tal por uma série de razões mas eu tava procurando mesmo um outro lugar para trabalhar porque o jornalismo
também tem isso né chegou um ponto que que o lugar que tu tá trabalhando assim fica um pouco pequeno Para para tu crescer mesmo para te evoluir e tal como profissional nesse meio tempo assim dessa procura Porto Alegre o pessoal de Porto Alegre Então me fez um convite para ir para lá inicialmente eu fui para fazer a cobertura do Porto Alegre em cena eu sempre fui uma repórter mais voltada para a cultura pro entretenimento pro comportamento do que policial política né política coisa assim sempre fui mais por essa veia da cultura mesmo né ah e
Isso porque tu escolheu ou foi os caminhos porque às vezes vai naturalmente n naturalmente eu acho que o CTG pode ter influenciado de alguma forma né mas foi naturalmente assim porque o que eu fazia aqui em Caxias naquela época era Esta área então eu me eu eu fui sendo moldada nessa área assim eu fazia isso depois eu até passei um período na geral que a gente chama que daí faz tudo né faz política faz economia faz polícia mas não é é nunca Foi algo assim que que me tocasse mais fundo assim Eu realmente gosto mais
do comportamento das pessoas né e e eu fui para Porto Alegre então para fazer o Porto Alegre em cena e acabei ficando acabei ficando porque naquela época o jornal do moço para todo o estado ele tinha um bloco dedicado às notícias culturais à notícias de Cultura então eu fiquei focada nisso durante um bom tempo não lembro quantos anos mas durante um bom tempo tu tinha que se atualizar Muito ali também da da realidade cultural ali né Essa essa mudança mesmo fazendo cultura também essa esse foi o maior desafio assim né Eu tinha uma chefe que
ela era muito exigente assim e ela conhecia tudo e todos desta área cultural em Porto Alegre ela sabia Eu não sei acho que ela não dormia porque ela ia em todos os espetáculos ela sabia tudo que tava acontecendo tudo que tava sendo produzido exposição livro tudo ela sabia Uhum Então ela cobrava muito da Gente então eu precisei eh mergulhar nesse universo estudar muito conhecer eh porque realmente se tivesse alguma coisa que tivesse fora ela me cobrava muito eu tinha muito medo dela sabe Uhum E então eu precisei mergulhar nesse universo e para mim foi muito
importante na minha carreira porque eh eu conheci muita gente eu tive a sorte de entrevistar muita gente dessa área Assim muitos famosos muita gente que eu Admiro sabe e eu tive a oportunidade de entrevistar tá sei lá Fernanda Montenegro Caetano Veloso eu sou fã número um da Marisa Monte e quando eu vi eu tava entrevistando a Marisa Monte que eu não sabia nem o que perguntar para ela porque eu tava encantada com aquele momento eu fiz 11 anos o festival de cinema de Gramado Então olha 11 anos né também conheci muita gente lá hã e
eu e eu digo que tem uma coisa que foi para mim muito significativo também Eu eu determinado momento me disseram que eu ia fazer a cobertura do Carnaval em Porto Alegre numa gringa de Caxias em Porto Alegre fazendo carnaval assim era o ser humano fora do universo assim né eu não sabia nada de carnaval eu não tinha conhecimento de nada e eu me lembro que eu tinha uma espécie de curadora assim que eu fazia os textos e ele olhava para ver se eu não tava falando bobagem porque o carnaval ele tem características muito próprias eh
Expressões que são muito próprias e coisas que até tu fala que não pega bem né na comunidade carnavalesca assim Claro e eu tive que aprender isso e e eu fiz Acho que uns quatro ou 5 anos eu fazia as matérias anteriores fazendo a preparação mesmo das escolas e depois as transmissões na época RBS TV transmitia né o carnaval de Porto Alegre então eu fazia a transmissão também dos dos desfiles Uhum E foi muito legal assim porque nas primeiras vezes que eu ia nas Quadras eles ensaiam de madrugada é uma coisa maluca e e eles se
envolvem muito assim é um é um universo pouco conhecido mas que movimenta muito Porto Alegre Uhum E eu ia nas quadras de das escolas e eles me olharam assim que que essa gringa tá fazendo aqui né tipo baixinha pequenininha destoando assim e aos poucos eu fui indo fui com toda humidade porque realmente eu não tinha conhecimento daquele universo assim no final eu já tava tinha muitos amigos já I di essa coisa da conquista do espaço né e da amizade e a confiança das pessoas né para conseguir pegar essa ter a matéria ter a informação ter
o conteúdo o mais legal é isso é a confiança eles passaram a a Me enxergar como alguém que tá ali na aqu universo que quer fazer o melhor e e fiz muitos amigos no nos desfiles de transmissão alguns porque daí no dia dos desfiles ficam né assim tipo as estrelas né então às vezes Ah não vou dar entrevista eu Dis ah vai vai dar entrevista porque é para mim daí eu vou dar porque é para ti então assim essa relação de confiança que se estabelece Então para mim foi bem importante então fiquei em Porto Alegre
eh entrei lá em 2001 pós queda das torres gêmeas foi bem seguidinha assim que me marcou isso muito e fiquei um bom tempo então fazendo essa área de cultura e aí também chegou Aquele momento que tu pensa ah preciso fazer outras coisas e aí eu comecei então a Foi quanto tempo Ch ali eu fiquei 11 anos ao todo Acho que uns 8 9 anos nessa nessa área legal E aí depois eu resolvi é depois eu resolvi então dar uma mudada eu não queria ir pra geral eu não queria ir pro pro jornalismo diário E aí
eu comecei a a a me preparar e a buscar assim oportunidades no no jornalismo de matérias mais amplas mais produzidas mais que levavam mais tempo para serem feitas né não o hard News ali do todo dia e aí comecei a me aproximar do Pessoal que na época era o tel domingo né que era um programa que tinha depois do Fantástico Uhum E que eram matérias assim com esse perfil né mais produzidas com mais tempo então comecei a fazer o tel domingo e comecei a me aproximar do do núcleo da Globo né do pessoal do núcleo
da Globo que é o espaço onde faz a produção de matérias paraa Rede Globo e ali fui batalhando galgando assim passo a passo algum espaço para poder fazer matéria e acabei Conquistando um espaço bem legal no jornal hoje então eu fiz muita coisa pro jornal hoje que tinha um pouco do meu perfil o programa naquela época hoje hoje ele é mais notícia mesmo naquela época ele tinha muita coisa de comportamento e eu cheguei a ter uma série de reportagens minha no jornal hoje que a gente falava sobre direito do consumidor que legal chir que conquista
né então é então foi bem legal assim então fiquei nessa área assim fazendo Matérias mais especiais fazia pro jornal do almoço também e tal mas não no dia a dia mesmo não tava ali no hard News né até que em 2012 a a coordenadora aqui de jornalismo de Caxias eh foi para Florianópolis a Juliana bolson e aí alguém olhou e disse assim por que que a gente não oferece pra Shirley e vieram falar comigo eu disse Por que não né Um Desafio né Um Desafio mais um mas aí era uma mudança de carreira mesmo né
eu ia eu ia deixar A reportagem na época né era era apenas paraa função de de coordenadora e passar pra área de gestão que era algo completamente desconhecido para mim muito novo e mas eu aceitei mas esse esse ponto que eu que eu queria chegar que tu já tu já trouxe chir Pois é né área de gestão tu trabalhou como trabalhando como jornalista fazendo teu trabalho é totalmente diferente você vai lidar com as pessoas vai liderar né vai decidir definir o que que é importante o Que que não é como é que tu te preparou
como é que tu se viu nesse de repente né nesse não de repente no sentido né Foi de repente mesmo nesse cargo então né liderando Essa essa equipe Conta aí pra gente talvez tenha sido o maior desafio assim da minha vida porque eu não eu te confesso que eu não tinha do tamanho da responsabilidade né Eh gerir uma equipe e e ainda mais num ambiente em que tu é muito responsável pelo por por apontar os caminhos por Abrir espaço para que as pessoas se desenvolvam para que as pessoas cresçam eu não imaginava assim o desafio
que seria isso né tanto é se eu soubesse talvez eu não tivesse aceito assim porque para mim foi uma mudança muito radical assim de carreira mesmo e o que normalmente acontece nas empresas e não só não é só na RBS é que quem se destaca na área técnica acaba sendo promovido né destacado para uma uma função de gestão e e muitas vezes as pessoas não são Preparadas para Aquilo é porque tu era bom Tecnicamente tu acaba indo pra gestão foi o meu caso Ah me destaquei Tecnicamente era uma repórter reconhecida as pessoas gostavam do meu
trabalho e tudo mais Ah vamos vamos oferecer para ela Só que eu não fui preparada para essa função de gestão e assim no primeiro momento né claro aham E então assim nossa para mim foi um sofrimento assim lidar com as pessoas não é fácil né Cada um tem objetivos na Vida o ser humano não é fácil e então eu eu no início foi muito difícil muito desafiador para mim eu sofria muito com algumas coisas até na hora de dar um feedback para alguém Aquilo me machucasse Quem Sou Eu para dar um feedback foi muito questionada
assim muito muito questionada porque eu errei muito eu errei demais por não ter o conhecimento mesmo uhum claro que com o tempo né fui tendo o suporte dos meus gestores né das pessoas que estavam ali Ao meu redor E que foram me ajudando a própria experiência né te traz uma segurança maior as cabeçadas que a gente dá né os erros que a gente comete faz a gente crescer faz a gente aprender muita coisa né mas eu olhando assim para trás eu então eu passei pra gestão em 2012 olha Olhando de lá para cá assim o
quanta coisa eu já aprendi e quanta coisa a gente a gente aprende assim a função da da liderança ela é ao mesmo tempo que ela é muito solitária porque Né tu tem que tomar muitas decisões ela te proporciona muitos aprendizados e também porque o mercado vai mudando as pessoas vão mudando e a gente tem que né se aprimorando e entendendo né a dinâmica do mercado e das pessoas para para ajudá-las né mas eu acho que isso é o mais legal da gestão é ter a oportunidade de ajudar as pessoas a se desenvolverem hoje o meu
grande prazer não é mas só meu meu grande prazer como profissional é poder ajudar as pessoas a Crescerem a evoluirem algumas pessoas né Vem para cá começa a trabalhar e querem ir embora e Ah tá indo embora assim que bom é isso as pessoas vão isso as pessoas vão voar sozinhas né e e o meu papel é esse é ajudar para que elas daqui a pouco voem né E aí pessoal curtindo o Episódio A gente já vai voltar antes um recadinho rápido você sabia que aluno da ux pode fazer cursos de extensão de forma gratuita
isso mesmo todos os estudantes de graduação da ux Podem usar suas horas complementares para fazer os cursos e se aperfeiçoarem sem pagar nada mais por isso no link ali embaixo na descrição desse vídeo você verá os cursos disponíveis em tudo que é campo de trabalho dá para fazer cursos de extensão na área de engenharia informática comunicação marketing gastronomia administração arquitetura enfim é uma infinidade de opções Basta apenas ser aluno de qualquer curso de graduação da ux para aproveitar esse Benefício é algo que somente Universidade com o tamanho da ux consegue fazer por você beleza recado
dado vamos voltar pro Episódio E durante esse período chil é claro que o jornalismo ele traz isso toda a experiência que tu vivenciou eu acho que ela culminou eu acredito particularmente que nada é por acaso né tem seus seus poréns aí na na na na existência né que a gente segue alguns caminhos mas durante esse teu trajeto todo no Jornalismo que culminou aí com a tua coordenação o que que mudou no jornal para ti durante todo esse período né e contribuiu Claro para ti hoje ser coordenadora também quer dizer ter toda essa essa visão lidar
com as pessoas e as mudanças que são significativas no mundo né ch Nossa muita coisa né Jorge assim o conceito Geral do jornalismo ele continua né Eh de tu ter uma pauta bem apurada de ter ouvir todos os lados da notícia né tu ter essa essa ética né Sobre aquilo e essa responsab idade porque afinal de contas eh a gente tá tratando com vidas né então acho que isso não mudou porém a gente lida especialmente com a chegada das redes sociais assim né e o quanto isso impacta no nosso trabalho na época que eu comecei
a gente não tinha nem noção do do do resultado daquilo que a gente tava colocando no ar na vida das pessoas porque não tinha esse retorno que a gente tem hoje hoje é um qualquer coisa Que tu fale é um retorno imediato ali nas redes sociais pode ser positivo e pode ser negativo né mas o que mais me preocupa nesse nesse nessa trajetória assim é é hoje ter que lidar com as fake News assim né e e me preocupa ainda mais agora com essa questão da Inteligência Artificial assim né isso robô fazendo jornalismo aí como
né Shirley como dizem é eu eu até acho que assim essa essa ideia de que ai vamos perder todos o emprego porque um robô Vai fazer eu não acredito nisso né é a mesma coisa que quando surgiu a internet gente disse ah vai acabar o rádio vai acabar a TV né não acabou e e Ainda graças a Deus o ser humano é um tem um papel importante assim mas me preocupa muito assim esse uso da Inteligência Artificial H com com objetivos não muito éos éticos exato e e por exemplo a gente tá perto de uma
eleição como vai ser essa eleição frente a à Inteligência Artificial né até que ponto a política Vai fazer uso disso com com objetivos que não são tão legais assim né Eh e as fake News é algo que é uma batalha diária assim hoje em dia pra gente como jornalista né porque a gente batalha todo dia jornalista profissional ele vai atrás ele apura ele ele pergunta ele ele não né pelo menos os responsáveis eh demora muito pra gente construir algo né Dá muito trabalho fazer Jal rapidamente e rapidamente se destrói isso por questões emocional Emocionais e
e mais do que isso né as pessoas todo mundo acha que é um pouco jornalista sem a menor responsabilidade Então coloca qualquer coisa ali nas redes né na internet sem uma apuração sem um cuidado sem uma ética e aquilo pode gerar consequências gravíssimas assim enquanto isso nós jornalistas profissionais estamos lá não pera aí nós só vamos publicar Quando a gente tiver a certeza do que a gente tá falando né exato e é uma concorrência Desleal na verdade né porque muita gente se deixa levar por aquela notícia que no WhatsApp só lê o título da da
matéria e não aprofunda acredita naquilo e compartilha qualquer não sabe quem é a pessoa que tá falando aquilo não sabe quem tá falando não sabe se aquela pessoa que publicou realmente foi atrás na informação ou só repassou então é um grande desafio que a gente tem hoje e a tecnologia ela é ótima Claro mas ela também contribui para isso que tu tá Falando né ch por exemplo as edições uma vez era uma coisa limitada hoje Qualquer um edita e às vezes você nós né que somos da área a gente pega um vídeo e vê completamente
desconstruído uma fala e aquilo Tá circulando e o jornalista tem esse trabalho e nós passamos aí por momentos muito delicados né Shirley eh os jornalistas de agressão né me lembro que eu conversei contigo e cheguei a perguntar se aqui né Tava tava tendo alguma algum respingo digamos assim mais Significativo tu disse olha Eh me lembro que tu comentou eh ainda não tão forte assim de agressão física Jorge mas tá complicado como é que tu observa esse esse momento chirley tu acha que isso ainda vai continuar diante das tecnologias vai ser uma batalha eterna Tomara que
não seja eterna tá Jorge mas assim hoje a gente vive um momento ainda muito delicado muito frente a essa polarização né que a gente vive no país né ex eu acho que ela não tá só no país Né mas ela tá meio estranha assim né Mundial quase isso com certeza temos muitos exemplos parecidos com o Brasil em outros países Uhum eu eu me lembro assim que talvez um momento que tenha eh que a coisa tenha ficado começado a ficar um pouco mais complicada em 2013 lembra aqueles protestos que teve começou com a passagem de o
preço da passagem de ônibus e desencadeou uma série de Protestos para mim foi muito difícil Aquele momento que eu tinha Recém-chegado aqui como gestora e lidar com aquilo e foi perigoso para as equipes Eles foram ameaçados na rua era bomba explodindo em Caxias uhum cavalarianos correndo assim era um cenário de guerra e e eu me lembro que naquela época assim Como proteger as equipes que ao mesmo tempo que a gente tem que registrar Aquele momento que foi histórico a gente também tem que proteger as equipes a gente não pode Expor os nossos profissionais sofrerem Algum
tipo de violência né e a partir dali eu acho que a coisa foi só tomando uma proporção maior muito por causa da tecnologia muito por causa da internet por causa das redes sociais eh WhatsApp né essa esse compartilhamento ent em massa né das informações das fake News assim e também G por conta da política também muito forte né polí muito muito porque pelo menos eu né Não percebia isso antigamente a rede social deu essa voz potencializou o que já existia tu Achas Eu acho que sim eu acho que não nesse tamanho né eu lembro Jorge
de uma de uma eleição eu sempre falo esses dia tava comentando com o Valinho sobre isso eu lembro de uma eleição em Caxias que era ah Pepe Vargas e e rigoto né direita e esquerda mais concreto isso né hoje em dia a gente já nem sabe mais o que que é direita e esquerda mas era era PT e PMDB né e a cidade viveu aquela eleição de uma forma assim Acirrada era todo mundo discutindo política eu lembro de um prédio no centro que era assim metade eh do do Pepe e a outra metade do do
rigoto rigoto mas com uma diferença gigantesca o respeito naquela época tinha né as pessoas acreditavam nos seus ideais nos seus partidos mas ainda existia respeito Hoje em dia a gente vive uma polarização que assim quantas episódios a gente já teve né de violência física de morte de de coisas muito sérias mesmo porque as Pessoas têm um olhar muito intransigente sobre a opinião do outro ninguém mais quer saber da tua opinião E pior do que isso a gente não adianta nem argumentar porque a pessoa não quer mudar de opinião ela não quer considerar aquilo que tu
tá falando ex então sim nós estamos no momentos num momento muito radical E isso se reflete no nosso trabalho eu não tive ainda bem nenhum episódio de violência física mas violência e de de de xingarem as equipes De colocarem em dúvida o nosso trabalho muito e contigo mesmo muito muito é assim tu tem que provar de que tu fez essa matéria é baseada numa apuração séria que que tu não e às vezes nem isso adianta né nem isso adianta porque não essa é a minha maior preocupação as pessoas têm um olhar muito focado naquilo que
elas acreditam e seja qual for o argumento que tu usar para desfazer aquela ideia não vai não vai ter efeito né então assim no no Jornalismo eu vivi recentemente isso uma um descrédito sobre o nosso trabalho achando que a gente tinha segundas terceiras quartas Quintas intenções quando na verdade a gente só tava fazendo jornalismo né E aí tu ter que te sujeitar a ter que chamar a pessoa e dizer olha para chegar nesta matéria eu fiz isso isso isso e mesmo assim a pessoa não acreditar que tu fez jornalismo elas acham que tu teve um
uma segunda intenção Lembrando que o Jornalista ele procura não só dentro da da pesquisa da matéria mas ele lê ele Se informa a gente tem que entender sobre um pouco de economia de história da construção para Pod de construir essa matéria né que tudo tem um contexto nem sempre As coisas elas são assim porque são assim elas são assim por outras coisas né Uhum Então esse é o nosso papel como jornalista também né entender aquele contexto né clo aquela profundidade que ISO que não tem nas Redes sociais não tem nas redes sociais exatamente que a
gente não não quer ver né mas infelizmente a gente tem desconfiança ainda né de de uma uma parcela muito grande da sociedade sim que essa é a crise do jornalismo hoje né E se di crédito no nosso trabalho e a gente pensar assim meu Deus eu trabalhei tanto para botar isso no ar para para deixar assim o mais correto possível e alguém assim do nada vem descredibilizar aquilo que eu fiz assim é é difícil sabe É doído isso e e o Valim até aqui ele ele me disse assim tu pergunta pra pessoa né Tá mas
por quê De onde como né não sabe te responder não sabe quando tu tenta aprofundar um pouco mais não não rola a po Então já já te direciona tu é de tal linha né Então po que ser ou de um lado ou de outro né Tu não pode ter um meio-termo ou tu pode concordar com uma coisa de um e outra coisa de outro não já taxado como tá seguindo uma linha eu brinco que assim nós hoje em dia e eu Não sei mais o que que a gente é porque um diz que a gente
é uma coisa e o outro diz que a gente é outra eu tô meio perdida estamos juntos nessa ch Estamos bem perdidos né e os novos jornalistas ch que estão chegando né tu deve ter Estagiários jovens trabalhando como é que tu observa a a experiência ou a visão deles diante desse desse momento tão ímpar da sociedade né como ele absorve isso e como que tá o o trabalho dele no jornalismo né com com as redes Sociais enfim Pois é eu tenho duas duas visões assim sobre isso né uma é de que ele esse jornalista esse
novo jornalista ele tá muito mais flexível é muito mais capaz de aprender de mudar de rumo tal vez do que da minha geração né é aquilo que a gente falava antes eu não eu preciso escolher o caminho e quase que meio que não mudar no né tem que seguir aquele caminho que eu escolhi hoje eles têm mais essa autonomia às dizes não tá legal vou partir para outra Né vou fazer outra coisa tem mais capacidade mais rapidez para paraa aprendizagem Mas por outro lado me preocupa um pouco pela instabilidade deles assim né e pela profundidade
assim a gente é de uma época que a a gente tinha que ler muito que a gente tinha que ver televisão que a gente tinha que ouvir rádio assim e hoje é tudo muito rápido é o tiktok é o Instagram e é ali a informação deles né de de muitos assim Claro que tem as suas exceções né Mas eh E e essa instabilidade por outro lado é ruim porque ah não tá bom Aqui vou para outro lugar me pagam r$ 50 a mais ali vou para outro lugar assim não tem uma persistência de aprender de
se aprofundar de de permanecer mais assim eu eu brinco que pessoas que têm 30 anos de casa como eu não vão existir mais assim uhum né hoje em dia ninguém mais fica um tempo tão grande assim numa empresa n para ganhar a medalha lá no Final lé como aconte para ser jubilado é ninguém mais né o a galera fica assim do anos já é muito né quando quando ficam do anos assim eh então isso me preocupa um pouco né Essa essa impaciência que eles têm de tá sempre mudando gente tá sempre indo atrás de outra
coisa E e essa superficialidade que me parece que às vezes é É Mas isso não é uma uma não é algo que ating só os jornalistas né Eu acho que de uma maneira geral nós vivemos numa geração que é superficial Né muit que é eh incapaz assim de de de se concentrar eu eu sei porque eu tenho meu filho é adolescente meu filho faz cinco coisas ao mesmo tempo e isso é ele joga ele daí tem o tema aqui o celular o computador e e se bobar mas tem profissionais que já falaram que ah eu
faço cinco seis coisas ao mesmo tempo 10 coisas ao mesmo tempo mas que não você não eh eh não faz com toda a eficiência né Eu não acredito em quem consegue fazer bem cinco coisas ao mesmo tempo né Por mais ligado que tu seja assim não acredito que alguma coisa vai escapar né seja e mas o que mais eu penso é que essa esse teu hábito de fazer um monte de coisa ao mesmo tempo quando tu precisa te concentrar tu não consegue porque o teu cérebro tá tão acostumado a uma um bombardeio de de informação
que tu não consegue parar para ler um livro para ver só uma coisa não tu vê vá um filme que não tem um estímulo muito né isso que tu tu já vai começar hoje nós Estava falando sobre isso lá na TV eh matérias que são muito grande tu não pode mais fazer uma matéria muito grande na TV porque tu não vai segurar o público exato É tudo muito rápido né e e não adianta a gente ter aquele Ai aquela ideia ai fiz tão legal essa matéria entrevistei tanta gente interessante me amigo não vai rolar não
vai rolar não vai tu tem infelizmente a gente também tem que se adaptar porque o que eu digo é que a gente profissional de televisão A gente não pode ignorar que existe a internet a gente tem que se se aliar a ela ao nosso favor porque se a gente viver no nosso na nossa bolha no nosso mundinho a gente vai perder o nosso telespectador perfeito ch muito legal e e assim no jornalismo né O que que tu gostaria ainda de de realizar que tu não realizou que tu gostaria de fazer uma entrevista um Enfim uma
matéria o que me aposentar Jorge e ainda falta ainda falta ainda falta Olha falta porque né Acontece que né Mudaram as coisas e ainda falta assim mas sem brincadeira assim eu acho que eu que eu a gente não falou mas eu acabei voltando pro vídeo né eu fiquei um período fora do vídeo vídeo né Ah sim sim ah fiz só a gestão e depois em 2019 eu acabei sendo convidada para retornar para apresentar o jornal do almoço dentro RBS tu ficou fora do vídeo mas trabalhando na trabalhando na gestão isso é mas em 2019 eu
acabei retornando pro vídeo né e e fazendo Apresentação do jornal do almoço e continuo até hoje assim mas o vídeo é é algo as pessoas me peram ai como é que é né tá no vídeo as pessoas te reconhecerem isso é muito legal esse retorno mas não é algo que que rege a minha vida assim se eu tiver que ficar fora e fiquei Uhum não tem problema nenhum assim eu gosto do jornalismo né seja lá ele onde for né mas hoje assim a minha a minha grande grande barata assim é é realmente me aperfeiçoar nessa
coisa Da gestão né não tenho mais grandes ambições assim de ai trabalhar em São Paulo trabalhar na Globo assim não tenho mais assim Acho que já já já tô mais madura nesse sentido assim não sei se eu tenho energia também para começar tudo de novo mas esse aspecto da da da gestão me interessa muito né de de poder contribuir assim me me qualificar mesmo né nessa área e poder contribuir com com para desenvolver né os repórteres que passam Ali pela redação essa semana eu Uma menina que começou comigo e tá crescendo enfim ela me disse
não esquece nunca do Quanto tu ajuda as pessoas a crescer e quantas portas Tu abre quantas portas tu já abriu para muita gente então acho que que isso é o mais é é para mim é o que mais me me motiva hoje em dia sabe é poder assim ter um e e quando tu ouve de alguém que já saiu e e e vem para já passei por isso assim de as pessoas diz assim nossa eu lembro muito das coisas que tu me falava lembra Tal dia que tu me falou tal coisa eu lembro muito daquilo
levei pra minha vida então isso é hoje que me que me motiva assim sabe e essa coisa de conseguir puxar do profissional né a habilidade dele que às vezes ele não percebe que tem é é é é é revelar os talentos é é contribuir ajudar esse profissional a entender Qual é o profissional que ele é qual o caminho que ele vai seguir porque normalmente os os novinhos eles chegam bem perdidos Assim né eles não sabem que tipo de profissionar porque cada um tem uma característica mesmo e a maioria chega assim não sei para onde vou
então poder ajudar né a construir esse caminho e ass se se identificar mesmo como repórter Isso é o que tem me me desafiado hoje e a família ch quando tu falou de todos esses desafios da tua vida tua trajetória né e esposo filhos então Eh normal já cresceram já acostumaram com esse pique que é o jornalismo que a Gente sabe como é que é né final de semana Festa da Uva transmissão não sei aqui lá nunca tá em casa quase mais fora como é que é essa relação aí a minha mãe ela ainda eu tenho
quase 30 anos de RBS a minha mãe ainda pergunta Tu vai trabalhar no feriado filha mãe eu sempre trabalho no feriado então um desejo né de que eu pudesse ficar com eles apesar de saber que a ela já sabe a resposta né mas a gente sabe que é assim não adianta e a gente abre Mão de muita coisa né eu tive a sorte de de conhecer uma pessoa meu marido assim que ele nunca em nenhum momento ele me questionou assim ah mas tem que trabalhar de novo ahi mas não fica com a gente de forma
alguma nunca muito antes pelo contrário ele me incentiva muito e me e me manda mensagem assim fica tranquila que a gente tá aqui te esperando né não ele é uma pessoa normal ele é economista então é tem que Ter alguém né normal na família né então ele é a pessoa normal e o meu filho eh obviamente que ele já nasceu nesse ambiente então nunca viu outra forma né nunca viu a mãe o tempo todo em casa né às vezes ele me diz mas mãe porque muitas vezes a gente tem trabalha durante o dia tem um
evento de noite tem algum lugar para ir né Eu agora nessa nessa Fun e ele me olha assim mãe mas tu trabalhou o dia inteiro Tu vai de novo né ter que Trabalhar então faz a pergunta mas tá tudo bem né sim Tent é não não assim não não se sente abandonado não se sente né como se eu não tivesse ali presente e o que eu tento fazer quando dá tá perto assim e valorizar aqueles momentos que a gente pode ter junto né mas o meu filho ele é uma curiosidade Ele é muito engraçado assim
porque as pessoas coleguinhas da escola ai tua mãe trabalha na RBS ai não sei o quê e ele olha tipo tá daí ele é muito pé no chão Assim muito porque eu também sou assim né não tem nada mais El já dá alguns sinais assim de não querer ser normal el el D sinal de de não querer fazer o que eu faço Ah tá certo isso porque isso é uma coisa que eu acho que a gente acaba influenciando assim como ele vê que eu trabalho muito ele repensa assim né eu tipo pensa Eu não eu
não acho que eu não quero isso né eu eu já peguei assim não explícitamente ele não sabe ainda muito o que ele quer Fazer mas ele já manifestou assim ah por isso que quando eu tenho Tom muito trabalho muita coisa ele diz ah por isso que eu não acho que não é jornalismo que eu quero pra minha vida assim e e é isso né assim a gente acaba meio que influenciando por esse lado também cada um tem a sua vida o seu caminho não é ch isso é muito legal isso exatamente que siga que seja
feliz né e alguma alguma coisa no jornalismo uma matéria o que que te marcou muito nessa tua trajetória Shirley na tua vida assim que tu pá isso nunca mais eu vou esquecer marcou a minha vida no jornalismo essa pergunta é porque é a mesma coisa que tu perguntar assim qual é o filho que tu gosta mais né a difícil né piça a gente dizer assim eu acho que um pouco disso que eu comentei assim né o festival de cinema de Gramado que foi algo assim que fez muito parte da minha vida eu fiz muita matéria
em Gramado as pessoas achavam que eu morava em Gramado grado de tanto Que eu fazia matéria lá eh Gramado foi uma cidade que me abriu muitas portas para fazer eh reportagens entradas ao vivo pra Globo então eu eu tive uma visibilidade Graças às coisas que acontecem lá frio Neve festival de cinema Páscoa né um monte de coisa que acontece lá e coisas eh não tão legais assim né Eu Me Lembro muito do acidente da Tan tava aterrizando em São Paulo saiu de Porto Alegre foi para São Paulo né e pegou fogo e muita gente morreu
e a Maior parte do dosos passageiros era de Porto Alegre e a gente depois então fez muita matéria né com familiares então isso foi uma coisa que me marcou bem pesado eh algumas coisas daqui assim que as pessoas nem acreditam né eu fiz o show do Mamonas Assassinas pouco antes de eles morrerem todos esses dias estava na internet uma das poucas matérias minhas de antigamente que estão na internet porque Naquela época não se gravava não tinha nada né E alguém resgatou essa matéria mais agitaram e eles fizeram um show aqui na festa da u acho
que na é na quinta-feira e eles morreram no domingo assim foi muito perto mesmo com o frio uma chuva fraca que caiu durante quase todo o tempo o show dos Mamonas Assassinas não deixou de ser sucesso em Caxias do Sul Então isso é algo que que marcou assim eu fiz algumas coisas também quando eu ainda quando eu era Estagiário eu fiz uma queda de um avião em Canela do um avião não lembro se caiu ou se bateu E aí uma um pai ou um tio abraçou uma criança e ele morreu e a criança não depois
a gente foi lá fazer a criança uhum enfim essas pequenas coisas assim do dia a dia né da da rotina né do da da vida assim que que acabam marcando assim mas talvez nenhuma em específico assim o carnaval festival de cinema a as oportunidades que eu tive de conhecer Esses artistas né que que eu sou fã assim que pude entr está Eu costumo dizer Jorge que o grande barato do jornalismo é a oportunidade que ele te dá de estar em lugares que tu não estaria se não fosse o jornalismo perfeito eu não teria oportunidade de
conversar com os meus ídolos eu não teria oportunidade de estar em lugares Eh que que as viagens que a gente faz os lugares que a gente conhece as vivências que a gente tem os aprendizados de Coisas difíceis também fazer uma matéria na nas ilhas em Porto Alegre é algo muito difícil mexe com a gente né Uhum Então isso isso nos nos fortalece como ser humano isso nos nos torna pessoas melhores eu acho sabe por essas experiências proporcionadas pelo jornalismo então eu sou muito grata por ter escolhido essa profissão porque talvez eu não teria feito tanta
coisa né se não fosse eh pelo fato de eu ser jornalista isso também nos dá uma visão De mundo legal né shir e a capacidade de produzir aquilo que a a gente produz né que você produz muito bem qualificando né Trazendo com base com com profundidade né com ética e seriedade para o nosso público né Não só pegando um celular aí e e sair falando é eu costumo dizer Jorge que a gente o cérebro da gente é como se fosse uma série de caixinhas e cada coisa que tu vive cada experiência que tu tem cada
pessoa que tu entrevista cada lugar que Tu vai filme que tu vê livro que tu lê fica guardadinho ali naquela as caixinhas aí vai ter um determinado momento que tu vai resgatar aquilo para produzir uma matéria eu falo isso PR os meus repórteres aquilo tá ali parece que tu não absorveu nada mas tu absorveu e aquilo vai fazer a diferença na hora de fazer um texto na hora de entrevistar uma pessoa na hora de se colocar no lugar do outro né de respeitar o outro então Eh é assim nosso cérebro é tem Essa capacidade imensa
né de nos ajudar no momento que a gente precisa com tudo que tá guardadinho ali lembrei também a professora profess agora que ela disse de jornalismo que ela disse assim ó Leia tudo até embalagem de remédio ali e tal Lê porque em algum momento quando tiver fazendo uma construção aquilo vai vir te ajuda claro que no sentido aqui né figurado tá brincando um pouco mas acho que vai um pouco ao encontro do que Tu disseste né E como tá difícil hoje em Dia fazer os jovens lerem né Pois é é é muito estímulo na palma
da mão no celular ali assim não é fácil sei pelo meu filho assim tem quase implorar pelo amor de Deus ler um livro né desliga um pouco do celular assim que por mais que sim tu aprenda muita coisa com a internet não vamos demonizar também né não não sim sim mas uma boa leitura faz uma diferença né Toda uma diferença e se tu pudesse deixar uma dica então Shirley para quem tá interessado né tu já deu Várias aqui mas assim pra gente fechar que nosso tempo passa voando a conversa tá boa né mas para quem
tá interessado em fazer jornalismo ou enfim né pro nosso Internauta quem pode te conhecer um pouco mais ou hoje que dica tu deixa aí conselho enfim eu acho que assim a gente primeiro que eu acho que para fazer jornalismo eu é quase como uma missão eu comparo muito assim o jornalismo com com os professores sabe porque é uma dedicação tão grande né que A gente precisa ter eh e a gente faz tanta diferença na vida das pessoas que a gente tem que ter certeza que é isso que a gente quer não levado pela vaidade não
levado pela pela impulsividade né tu tem que realmente acreditar que o teu trabalho faz a diferença na vida das pessoas e aqui não é assim ai um Son uma a Shirley Sonhadora né aquela ideia ai quero mudar o mundo não é isso assim eu acho que pequenas coisas nos ajudam a contribuir Para ter um mundo melhor né E eu acho que o jornalismo tem essa capacidade seja tu informando uma pessoa apenas informando sobre determinada coisa muitas vezes só ouvindo as pessoas já faz diferença né então acho que tem que ter muita certeza Quando escolher essa
profissão porque ela realmente faz a diferença na vida das pessoas né então não brinca com o jornalismo que ele é muito sério né E se dedica se dedica a ele com toda com todo teu amor com toda Tua aquilo que tu tem de melhor assim para tu ser capaz de tocar quem tá te ouvindo Quem tá te lendo e e assim isso não quer dizer que vai fazer a televisão tradicional o jornal tradicional tu pode usar as redes sociais pode usar a internet mas que tenha seriedade sabe que tenha que realmente faça que toque a
pessoa de um de um jeito assim ético eh que seja realmente com aquilo que tu acredita com o teu coração sabe a gente tem que Acreditar no que a gente faz assim e porque eu acho que daí o resultado vai ser positivo né quando a gente acredita naquilo que a gente faz um compromisso com com a vida e com o outro né com a existência out isso eu acho que é o mais importante é o compromisso com com a gente tá perdendo um pouco isso na sociedade né esse se colocar no lugar do outro né
Essa empatia né Cada um a gente tá meio individualista eu acho e o jornalismo te pode proporcionar ISO bom Isso cada palavra que eu tô escrevendo faz sentido para alguém então eu tenho que pensar naquela pessoa que tá lendo naquela pessoa que tá vendo isso tudo faz sentido a gente tem que ter essa responsabilidade com certeza cerza Shirley muitíssimo obrigado pela tua presença o tempo passou voando Obrigado pelas contribuições eu acho que nosso Internauta teve a possibilidade de conhecer um pouco da tua história e tenho certeza que vai se inspirar né e As portas estão
abertas seja sempre bem-vinda para contribuir com a gente espero que tu tenha gostado CH e até a próxima né nossa muito obrigada é sempre muito legal reviver essas coisas a gente vive numa numa vida tão corrida que às vezes a gente não consegue nem parar para para refletir sobre algumas coisas então esses momentos proporcionam isso pra gente né e agradecer mais uma vez pela confiança né pelo convite a gente sabe Que a escolha de um entrevistado ele ela é bem importante não é a gente pensa muito né em quem trazer em quem conversar e no
resultado que isso pode ter eu espero eh ter a assim a ter tido a capacidade né de passar alguma coisa paraas pessoas com essa responsabilidade do jornalismo mesmo então muito obrigada mais uma vez a gente que agradece Obrigado Shirley Valeu Você conferiu mais um episódio do hux Play podcast Não esqueça de dar o Like compartilhar o conteúdo e também deixar o seu comentário os episódios estão no YouTube e também no Spotify ou no @play no Instagram no Facebook no tiktok ou no Twitter que agora é ex certo Um forte abraço abço para você e até
o próximo episódio [Música] [Aplausos] [Música] valeu
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