[Música] Olá turma iniciando hoje então o nosso sétimo encontro quase a totalidade né prevista aí pra disciplina de planejamento público quase cumprindo todo o nosso conteúdo programático e o nosso objetivo hoje é falar sobre dois padrões em que a gente pode se basear na construção de planejamentos públicos né na na na orientação aí do desenvolvimento do Turismo que é o padrão endógeno e o padrão exógeno na aula passada a gente terminou falando sobre o modelo de gestão que orienta o Plano Nacional de turismo 2024 2027 e esse modelo de gestão ele é baseado na descentralização
e na regionalização e eu informei né que o o texto da regionalização nesse plano ele fala exatamente sobre o padrão endógeno se não me engano se não me falho a memória é a primeira vez que eu vejo essa especificação em um plano nacional de turismo né Eh E aí qual é o o o interesse né de aproximar a regionalização desse padrão endógeno é exatamente marcar as questões de territorialidade de recursos locais o os valores da comunidade local e apontar essa comunidade local como a principal beneficiária de todas as medidas e de todas as questões que
envolverem a prática do Turismo Então isso é algo muito relevante muito interessante que inclusive nos orienta não só sobre uma metodologia sobre uma técnica sobre a aplicação de um inventário sobre a construção de de um de um diagnóstico sobre como redigir objetivo metas e estratégias mas também sobre um padrão de desenvolvimento porque ao falar de endógeno e exógeno a gente está falando exatamente sobre um padrão de desenvolvimento e a gente encontra agora oficialmente essa indicação essa orientação no plano nacional de turismo assinado ali pelo Celso Sabino que é o nosso Ministro de turismo e por
toda uma ampla equipe né que ajudou e que participou na construção desse documento eh chamo atenção também pro fato de que eh esse esse plano né Eh que tá disponível aí na internet para consulta leitura completa né de quem tiver interesse ele vai mostrar que tanto a descentralização quanto a regionalização são pontos em comum desde o primeiro plano construído a partir do ministério em 2003 ele vai fazer uma lista acho que ele chama de eu tenho anotado aqui pontos convergentes desde o primeiro plano de 2003 Até esse que vai ter né vigência aí até 2027
e entre esses pontos convergentes ele faz uma lista acho que de 10 pontos ali estão presentes a descentralização e a regionalização por isso a gente vai continuar batendo aí né nessa tecla e nessa compreensão ampliada da regionalização eh a regionalização Então a gente vai entender que ela é tratada como essa escala né como esse recorte geográfico Com base no qual hoje a gente constrói os produtos turísticos nacionais e a gente consegue visualizar vamos assim dizer essa regionalização o resultado dessa regionalização por meio do mapa do Turismo brasileiro do no no plano nacional a gente também
encontra referências sobre esse mapa do Turismo brasileiro Acredito que muitos aqui principalmente quem trabalha quem atua diretamente junto a uma secretaria a um departamento né Eh de turismo aí nos seus municípios tenham conhecimento né desse desse mapa e presentes no mapa estarão todos os municípios que compõe uma igr né e que são reconhecidamente uma região turística certificada no nosso país e essas regiões elas são classificadas de acordo ali com uma série de características que são avaliadas elas são categorizadas né em a b c d e e recebem três categorias né A os municípios A e
B eles são considerados municípios turísticos dentro desse mapa do Turismo brasileiro ou seja são aqueles municípios eh mais estruturados que já recebem um fluxo de turistas mais consolidados né que já tem ali um pouco mais de Noal que já atende uma série de critérios né do estado e e estão mais Condes entes com as principais diretrizes políticas do nosso país né então e aí eles pertencem à mesma categoria municípios turísticos eh os municípios que forem classificados como C e D eles são entendidos como municípios de oferta complementar ou seja eles têm ali atrativos equipamentos como
equipamentos hoteleiros de gastronomia né que são são um complemento a esses municípios eh principais que tem também a sua demanda mas eles não são os principais municípios de atração turística eh do nosso país né eles não são esses os municípios que vão exercer uma maior motivação sobre a demanda e são também os municípios né c d aqueles que ainda precisam de ajustes em relação ao seu planejamento né ou que não tem de fato assim eh um um um conjunto de atrativos de recursos turísticos para atrair né Uma demanda mais eh substancial e a última categoria
né que seria aí o município município de apoio ao turismo é a categoria E que são os municípios que como o nome diz né são municípios de apoio não são aqueles municípios para onde necessariamente ente o turismo O Turista vá ele não é o núcleo receptivo de turista é aquele município em que o turista passa por ele e permanece algumas horas permanece algum período do dia né mas ele é ali um apoio entre destinos de maior eh atração entre destinos em que o turista de fato vá ficar por maior tempo e aí a gente começa
a pensar eh nessa inclusão que o que a regionalização consegue fazer e se eu falo de inclusão eu também falo de descentralização e seria interessante que cada um aqui né Eh pudesse pensar agora qual é a realidade do seu município né vocês aqui representam municípios né de categoria A B C D E né o seu município ao longo dos últimos anos ele se Manteve na mesma categoria ele subiu de categoria ele desceu de categoria por né quais foram aí as implicações que que fizeram ou que ele se mantivesse ou que ele tivesse alguma mobilidade o
que que aconteceu né o seu município hoje está dentro do mapa de turismo ou não está por que que não está né perdeu certificação ou o seu município por algum motivo teve que sair de uma igr sair de um circuito o que que aconteceu né Eh então é importante que a gente também reflita agora individual mente sobre a realidade de cada município aqui representado sei que nós temos eh alunos e alunas aqui de vários outros estados né a gente tem pessoal lá do nordeste nós temos pessoas representando aí o sul do país Sudeste tem pessoas
de várias regiões e às vezes eu fico usando um pouco a terminologia de Minas Gerais já antecipo desculpas tá eh qualquer coisa vocês comentem lá nos fóruns tá e deixem alguma referência pra gente lá também eh vi muitas pessoas ao longo dos fóruns que T experiência muito boa junto aí de secretarias Então se são terminologias muito mineirinhas vocês também entrem ali tá eh nos fóruns para compartilhar com a gente alguma outra forma de de fazer referência né como essas aí né o pessoal lá de Alagoas E por aí vai seja como for né por essa
orientação hum Federal presente no no no plano nacional eh essa regionalização seja como ela se dá em qualquer estado ou região do Brasil né ela tem as suas regras Gerais que por mais que as nomenclaturas talvez possam ser usadas de formas diferentes né o conceito entendimento a metodologia e a orientação para o padrão endógeno é uma só então todos nós de onde a gente estiver com sutaque que a gente estiver a gente vai continuar seguindo uma só então essa essa penúltima aula né Eh eu trouxe um texto que vai comparar o endógeno com o exógeno
mas não só no sentido da gente dizer assim olha Eh ah o endógeno é assim o exógeno é assado também é importante a gente entender que o exógeno e o endógeno eles também vão acontecer numa forma híbrida por quê Porque em alguns lugar lugares eu não consigo né implantar esse exógeno na sua forma pura vamos dizer assim né em algumas outras localidades o turismo ele já tá lá há tantas décadas e eles e ele já surgiu né obviamente por ter surgido ali talvez década de 50 década de 60 no pós Segunda Guerra Mundial ele já
surgiu dentro daquela lógica reducionista dentro daquela lógica né de reproduzir o turismo enquanto um objeto de consumo e a política do município os interesses ali representados Eh Ou seja lá quais outros motivos talvez até mesmo a dimensão geográfica daquele daquele município ali não permitiu que a coisa avançasse e que se saísse daquela lógica de reprodução meramente capitalista entre oferta e demanda Ou seja a gente tá ali muito muito preso a modelos exógenos eh e nós talvez como consumidores como turistas que às vezes conseguimos ser não é isso eh Mas também como acadêmicos como profissionais eh
leitores né de artigos de matérias aí divulgadas a gente talvez tenha muito mais exemplos e conhecimento de práticas exógenas que essa prática padrãozinho de mercado oferta e demanda do que práticas endógenas Então a gente vai jogar esses conceitos aqui que que não são novos eh mas pra gente começar a compreender o rumo em que a gente gostaria que as coisas tomassem mas que a gente não olhasse isso com Ah é impossível esse negócio de exógeno não tem nada de impossível né tanto é que a gente hoje tem assim muitas práticas vou usar um exemplo que
eu acho que é um dos melhores assim e sei que deve ser conhecido de algumas pessoas que aqui estão me ouvindo porque Inclusive eu li isso em alguns fóruns de apresentação por isso que eu continuo reforçando a importância pelo menos para o professor eh dos fóruns de apresentação porque eu li ali experiências de alguns de vocês por exemplo com o turismo de base Comunitária eu li eh a experiência de alguns com o teatro em nas suas localidades com Pequenos Grupos eh experiências de outros de vocês com pequenas comunidades com arraiais com distritos aonde é perfeitamente
possível dependendo do interesse dependendo do apoio dependendo do empoderamento local do protagonismo né dependendo ali das Ferramentas que se cruzam nesse espaço de uma prática de turismo endógeno é fácil não é rápido não é simples não é possível é então vamos lá eu fiz aqui nas minha na minha nas minhas anotações literalmente duas colunas né uma coluna onde de um lado a gente coloca as principais características do exógeno e do outro lado onde a gente coloca as principais características do exógeno endógeno e exógeno e e isso dá impressão de que são dois padrões assim áveis
né Isso é um risco porque eu consigo também encontrar municípios em que ele vai ter experiências do exógeno e do endógeno com grupos diferentes em espaços diferentes daquele município mas eu consigo ter isso tá então vamos vamos entender que essa separação de características ela é didática pra gente poder compreender um e outro e não perder de vista que a orientação do nosso Ministério para a regionalização é o padrão endógeno então vamos lá vamos começar pelo endógeno que de fato é aquele que mais nos interessa pelo menos nesse momento aqui do estudo né Eh o nome
já nos diz né Ele é de dentro né Ele é de dentro para fora então a gente vai começar a pensar a inventariar a catalogar a gente vai começar a relacionar todos os tipos de recurso culturais ambientais sociais todos os tipos de recurso de dentro ou seja qual é o O que que tem dentro desse Território que pode ser AD que pode ser projetado pelo turismo que pode ser respeitado pelo turismo e que aquela comunidade está de acordo O que que tem são pessoas são histórias é uma receita são acontecimentos festas que que tem ali
tem Cachoeira tem o qu não sei pensem aí vocês quais são os recursos locais que aquele lugar tem eu não vou tentar implantar aqui uma Disney fui no Óbvio do que é de fora eu não vou tentar implantar aqui um McDonald's fui no Óbvio do que é de fora eu vou tentar projetar para esse turismo endógeno aspectos que são locais formas de lazer formas de vivência de experiência eu vou criar uma atração com aquilo que é próprio aquilo que é característica com aquilo que é daquele território eu não preciso Apesar de que eu adoro meck
viu gente mas eu não preciso trazer para cá uma réplica da Disney para que aquele lugar se torne um atrativo turístico inclusive é interessante que eu corte da minha mente nesse momento esse padrão do do do Lazer ideal porque muitas vezes no endógeno eu vou transformar elementos muito curiosos e muito fora desse padrão né Muito muito fora desse ideal de consumo eu vou transformar vários desses aspectos em atrativos por quê Porque é aquilo que expressa o território é aquilo que expressa a realidade daquela comunidade com as suas regras com as suas crenças com os seus
interesses com o seu sim com o seu não né Eh com todo o seu regramento ali social local das suas Comunidades dos seus grupos Então o que a gente tem dentro do endógeno é uma visão de horizontalidade e essa visão de horizontalidade ela também vai impactar a forma como o negócio vai ser feito né porque ela não vai ser de cima para baixo ela não vai ser numa lógica hierárquica de quem tem mais de quem manda mais de quem pode mais de quem fala mais alto né de quem tem mais não ela vai ser numa
lógica ali de horizontalidade dentro daquele grupo social daquele grupo que tá envolvido dentro das associações daquele lugar dentro das cooperativas daquele lugar enfim né das pessoas que estão interessadas ali para trabalhar eh essa ideia de trabalhar com o capital local com os recursos locais com as forças locais né enfim tudo que é do local ele vai nos permitir uma visão micro o que que é essa visão micro é quando eu consigo me aproximar e e de fato olhar enxergar os detalhes e não fazer apenas uma leitura distanciada e projetar aquilo que se projeta de forma
padrão né equipamentos e produtos e serviços padrão não eu vou conhecer as particularidades as especificidades né e vou começar a construir produtos e e e atrativos e discursos específicos daquele local por isso que a minha visão ela é micro no sentido de ser detalhada eh e ao mesmo tempo que a minha visão ela é micro a minha concepção ela é maximalista porque na na concepção de planejamento maximalista eu consigo dar uma uma dimensão humanista para aquele processo que vai ser absolutamente diferente quando a gente começar a ver o exógeno que tem uma concepção eh minimalista
ou seja né ele vai trabalhar apenas com aquela Ótica do utilitário com aquela Ótica economicista Então sempre que a gente pensa no turismo endógeno a nossa assim palavras né de de centrais para nós são os aspectos pertencentes àquele território e aquela comunidade local no tempo daquela comunidade atendendo as regras e os interesses daquela comunidade eh e atendendo aqueles pressupostos que a gente acostumou a chamar de sustentabilidade justamente porque a gente acredita mais nessa lógica da qualidade e não da quantidade essas pessoas que se envolvem né em práticas como turismo de base Comunitária como a gente
mencionou eles também querem e precisam né do impacto econômico da questão do lucro da questão da rentabilidade mas sempre associada às premissas da sustentabilidade e dentro daquilo que aquele grupo social julga ser os limites para a prática do Turismo e não os imperativos do mercado eh então é interessante que a gente possa pensar né em alguns destinos em que a gente consegue ver eh essa referência né de turismo endógeno porque quando a gente começa a consegue né comparar eh esse protagonismo da comunidade e essa mesma comunidade enquanto beneficiária e enquanto tomadora de decisão e destinos
em que o mercado é quem comanda a gente vê também na prática né Eh de maneira assim muito muito diferenciada como que as coisas acontecem Eu particularmente eh tenho experiência isso desde a década desde 2003 eu ia falar década de 90 gente mas não desde 2003 eh eu trabalho por exemplo eh do ponto de vista da pesquisa Eu trabalho com o turismo e Agricultura Familiar então a gente visita o meu mestrado foi na cidade de Maria da Fé em Minas Gerais não tem não sei se tem alguém aqui que conhece ou que seja vizinho ou
que talvez até seja né lá do município eh que tem muitas possibilidades e muitos traços desse turismo endógeno por quê Porque são os agricultores familiares que trabalham eh em suas propriedades com o quê com agricultura familiar e que dividem o seu tempo entre a agricultura e a prática turística então eles dividem tanto a mão de obra quanto o espaço quanto o seu tempo entre a agricultura que é o carro chefe do seu negócio e o turismo e todas as decisões né todas todo o sim e todo não que esse coletivo de agricultor familiar Ele oferece
ao turismo né é dado a partir dos seus próprios limites dos seus próprios interesses né E aí eu comecei então isso lá 2003 até 2005 mais ou menos eu fiquei ali em Maria da Fé né pude ter essas primeiras essas Primeiras Experiências eh e depois não sei nem mais precisar exatamente em que ano foi eu também comecei a trabalhar alguma experiência dessa em assentamentos da reforma agrária que que também começaram a trabalhar com o turismo e alguns desses espaços chamam de turismo de base com unitária outros de turismo Rural outros de agroturismo outros de turismo
na reforma agrária mas que tem essa mesma lógica do trabalho eh endógeno né é aquela própria comunidade que eh organizada ora em Associação ora em rede ou às vezes as próprias famílias ali individualmente que desenvolvem um tipo de turismo que não é a ferramenta principal que é a ferramenta às vezes né assim eh complementar da agricultura e que trabalham sobre essa lógica aí do endógeno né valorizando o que eles são o que eles produzem a sua terra o seu território né e conseguindo construir um discurso e Uma História a que Alia turismo e Terra foi
a mesma experiência que eu tive também na favela da Rocinha e na favela Santa Marta Isso entre a partir ali de 2012 2013 mais ou menos eh quando eu também fiquei nessas favelas durante algum tempo para poder pesquisar como que coletivos de moradores locais que se formaram como guias de turismo como que eles desenvolvi um turismo endógeno dentro das favelas né como que eles vendiam e produziam esse turismo e não aquelas agências da cidade do asfalto eh que vendiam o turismo n nessas mesmas favelas mas completamente destituídos né de uma lógica de quem vive de
uma lógica endógena né não era um turismo de dentro sim um turismo de quem vê de fora e apenas ia lá vender essas favelas então eu deixo aqui esses exemplos né que eu vivi e ainda tenho alguma relação com esses espaços com esses territórios e com essa prática de turismo endógeno eh em relação ao turismo exógeno então a gente consegue ver exatamente o oposto disso né E aí eu vou começar inclusive por esses exemplos que a gente via na favela alguns de vocês certamente já devem ter ouvido falar sobre o Safari na favela sobre o
zoológico de gente eram termos que foram usados para caracterizar o turismo de favela que acontecia no Rio de Janeiro principal ente dessas agências externas né do centro ali da cidade que levavam grupos de turistas dentro de gips dentro de vans para fazer um tour pela favela Especialmente na favela da Rocinha mas que pelo medo né pelo distanciamento com os moradores locais era como se eles estivessem fazendo um Safari de gente porque eles não tinham praticamente nenhum contato com a comunidade nenhuma ação com a comunidade e o dinheiro desse turismo de favela ele ia todo embora
para as agências que organizavam e vendiam então esses passeios e a comunidade ela era apenas explorada por agências de fora então quer dizer era uma relação apenas de mercado o mercado enxergava na favela um potencial turístico essas agências montavam pacotes vendiam os pacotes na maioria das vezes para turistas estrangeiros colocavam todos eles ali dentro de gips ou algo semelhante eh com o monte de regra né e regras existem para serem cumpridas e para serem apresentadas eu tô enfatizando as regras aqui porque eram Regras São Regras porque isso ainda existe né São Regras que reforçam aquele
estereótipo da favela e São Regras que reforçam o estereótipo sobre uma ador da favela e eu digo isso porque antes de começar eh as minhas idas pra favela com os moradores eu fiz um uma uma experiência né Eh e eu fui pra favela com essas agências porque eu queria viver né as duas experiências eu fui pra favela com esses mesmos dips e eles contavam as narrativas deles Era exatamente aquela narrativa completamente estereotipada de do que é uma favela né do que é uma pessoa que mora na favela de todos os riscos que se correm ao
entrar numa favela né do daquela fiação elétrica que nós costumamos chamar de gato né o o esgoto na favela a pobreza na favela o tráfico na favela eles só trabalhavam as questões que reforçavam os estereótipos ou seja era uma leitura de fora para dentro isso é o exógeno é o aproveitamento de um espaço é o mercado se valendo desse desse espaço levando para lá um grupo de consumidores sem sem relação com uma história local sem relação com mercado local ali e e aquele e a favela mesmo em si não ganhava nada com aquele negócio turístico
pelo contrário ela só era eh ela só era Alva ali né do reforço mesmo desses desses estereótipos então eu quero deixar aqui esse exemplo de exógeno porque eu vivi isso durante muito tempo né mas a gente poderia levantar vários outros exemplos aí Eh falando em outros exemplos né vocês aí podem refletir sobre os seus municípios os lugares onde vocês moram né lugares que vocês costumam frequentar como turistas eh se esses espaços eles têm mais esses aspectos de exploração de mercado ou de integração com a comunidade né qual qual que é o papel que a comunidade
exerce na construção do Turismo nesses espaços eh e aí a gente vê então que no exógeno a gente vai ter essa verticalidade né É de cima para baixo é de fora para dentro até mesmo a apresentação até mesmo os discursos que são feitos sobre a favela não são narrativas construídas por pessoas da favela são narrativas estereotipadas daquilo que a gente vê no jornal daquilo que a gente vê no noticiário ou daquilo que já se padronizou né falar sobre aquele território sobre aqueles sujeitos então é uma coisa mesmo assim que apresenta mas sem um aprofundamento de
uma realidade o que você tem por detrás ali é um negócio a favela ela se torna nesse Exemplo né um um mais um negócio que o turismo explora e sem uma responsabilidade social daqueles que que ali estão explorando e a gente costuma chamar isso de uma relação eh não de força local como a gente tem no endógeno mas de uma relação de fixo e de fluxo que é exatamente o fixo a oferta e do fluxo que é a demanda o que rege esse tipo de padrão é é essa relação aí é é apenas a oscilação
entre o os fixos e os fluxos ou seja oferta e demanda eh o o turismo ali né o o padrão de desenvolvimento desse turismo ele é ele é regido nada mais nada menos pela oscilação de mercado oferta e demanda é isso né planejar dentro dessa lógica é planejar oferta e demanda E isso também teria toda uma repercussão em cima do que que é construir políticas públicas para um para um padrão como esse né você pensar de forma bastante utilitária né sobre o o o as questões ali hegemônicas práticas objetivas pragmáticas que o turismo pode gerar
e por isso nós costumamos dizer que dentro dessa linha do exógeno nós temos uma macrovisão Por que uma macrovisão porque não é aquela que chega e detalha olha as peculiaridades olha as particularidades Pergunta para um e para outro pelo contrário é aquela que vai ver a distância né Eu acho que é nesse texto que vocês vão ler acho que que é nesse texto mesmo que diz que diz algo eh como se o o planejamento dentro da visão exógena ela fosse feito quase que por culturas alienígenas eh pessoas que não conhecem que não se identificam que
não tem correspondência mas que ainda assim estão ali para decidir o futuro do outro né então reparem isso aí quando aparecer na no texto para vocês né Eh exatamente por isso isso que é uma concepção minimalista do Turismo que só olha o turismo como uma fonte de renda como uma possibilidade de gerar lucro para aqueles que estão ali né Eh movimentando esse fixo e esse fluxo né ou seja uma a gente volta lá no primeiro texto da nossa disciplina em que a nossa luta é exatamente o contrário né a nossa luta é exatamente para conseguir
criar uma ciência criar um um planejamento e metodologias que sejam afim de uma visão ampliada uma visão sistêmica uma visão holística do Turismo e de todas essas interfaces que o turismo tem para além da economia e se a gente então se resume apenas essa lógica exógena é como se a gente tivesse dando Passos atrás inclusive no campo da ciência né e dizendo Olha tudo bem a gente planejar o turismo e a gente aprovar intervenções e decisões eh de cunho meramente econômico e aí novamente né Eu arremato com a questão do poder eh o poder baseado
né nessas decisões exógenas Ele também é um poder muito Centralizado naqueles pequenos grupos de interesse econômico enquanto o poder baseado em decisões endógena ele ele é um poder muito mais ampliado que também representa um grupo de interesses muito mais variado do que aqueles apenas do do grupo de interesse ali econômico né então pra gente poder arrematar isso aí né visando esse padrão endógeno né mas não esquecendo de que muito do nosso país ainda é permeado pelo exógeno Como que eu consigo fazer esse equilíbrio né qual que é realidade do meu Município o que que eu
consigo fazer eu enquanto gestor e a minha equipe o que que é possível em médio e longo prazo porque não é de hoje para amanhã né e gente então eu termino esse vídeo por aqui tá deixa um abraço para vocês e a gente prossegue com as nossas reflexões ao longo da semana e no nosso encontro então da semana que vem que é para arrematar e finalizar a nossa disciplina Ok um abraço para todos