estava se aproximando dia 20 de janeiro que era comemorado o dia de SÃĢo SebastiÃĢo padroeiro da nossa cidade nessas ocasiÃĩes a nossa rua tornava-se Festiva isso porque todos ali eram catÃģlicos e fazÃamos uma pequena quermesse para ajudar na igreja do Santo em questÃĢo papai e o pai de Jose fazia as barracas e atÃĐ seu ZÃĐ InÃĄcio ajudava naquele ano meu pai resolveu chamar o Ricardo o moço que era o mais novo na rua marido daquela mulher que estava grÃĄvida as crianças ficavam por conta das bandeirinhas e pintura dos paralelepÃpedos vi quando papai orientava Ricardo que
parecia animadÃssimo em participar daquilo tudo a mulher dele como eu disse antes grÃĄvida parecia bem prÃģximo de dar a luz o nome dela era Larissa uma mulher LindÃssima diga-se de passagem vimos ela do portÃĢo que acenou pra gente depois entrou pra sua casa depois ela voltou trazendo um jarras de vidros com refresco delicioso os meninos da dona Graça trepam no muro para amarrar a linha para subirmos a bandeirinha quando o carro de Dona Andreia passou arrebentando tudo o menino mais novo da viÚva cujo nome era Israel e que por sinal era o mais arteiro dos
trÊs gritou com Dona Andreia Ei tÃĄ vendo a linha nÃĢo ela nÃĢo estava ela era impossÃvel vÊ-la na verdade mas o que ela nÃĢo deixou de notar por ali foi Ricardo que segurava a escada pro meu pai eu e Jose observamos aquela mulher descer do carro i na direçÃĢo do rapaz ela o cumprimentou ignorando completamente Israel que continuava esbravejando e subindo de novo vimos seu Ricardo negar a ajuda da mulher dizendo que estava tudo bem e que talvez as mulheres estivessem precisando da ajuda dela Minha mÃĢe estava cuidando dos doces e a Fabiana das bebidas
cada um tinha uma funçÃĢo na rua e no final sempre nÃģs nos divertÃamos muito quando Ricardo falou aquilo a mulher ficou toda sem graça olhou na direçÃĢo da casa dele e viu Larissa se aproximando a cumprimentou de qualquer jeito e fez um elogio à sua barriga depois colocou os Ãģculos escuros e foi paraa sua casa sequer ofereceu ajuda paraas mulheres VocÊ viu como ela olhou pro seu Ricardo falou stevan colocando as bandeirinhas comigo sh quieto moleque se mete nisso nÃĢo mas eu tinha visto Jose tambÃĐm viu ela olhou para aquele homem com interesse sorria de
um jeito diferente mexia no cabelo nem olhou na cara do meu pai que atÃĐ Desceu a escada para pegar um arame que o seu Ricardo nÃĢo o dava ela saiu dali contrariada quando a esposa grÃĄvida apareceu Pelo menos foi o que nÃģs notamos meu pai me chamou e pediu que eu fosse atÃĐ a casa do Seu ZÃĐ InÃĄcio porque sÃģ ele tinha as ferramentas que torciam os arames fui atÃĐ lÃĄ e bati diversas vezes se ZÃĐ nÃĢo me atendeu achei aquilo tÃĢo estranho jÃĄ nas primeiras batidas ele costumava gritar com o vozeirÃĢo que tinha jÃĄ
vou cambada mas naquela manhÃĢ ele nÃĢo me atendeu espiei pela janela da sala que estava entreaberta Foi entÃĢo que eu vi algo no corredor que parecia ser apenas os pÃĐs dele pato estava meio de lado mostrando o tornozelo do homem gritei pelo meu pai que veio imediatamente junto de Ricardo e do pai de Jose eles arreganhar a janela e entraram seus ZÃĐ estava caÃdo no corredor meu pai correu NÃģs entramos pela porta Jose e eu chorÃĄvamos muito assustadas SerÃĄ que foi um infarto falava meu pai acudindo o homem Ricardo foi ao telefone dele para Ligar
para EmergÊncia enquanto o papai fazia massagem no peito do Nosso vizinho Ele estava mesmo muito fraco dava dÃģ todo mole um homem sempre Rijo de cabeça erguida ali no colo do meu pai como se fosse uma criança que pena que eu fiquei nunca me esquecerei dessa cena papai ficava repetindo fala com a gente seu ZÃĐ fala pedia enquanto colocava ele no sofÃĄ minha mÃĢe Nessa hora jÃĄ estava entrando na casa junto da dona graça Pois os meninos jÃĄ tinham contado para todo mundo da rua seu zÃĐ nÃĢo conseguia responder nada apenas nos olhava com os
olhos marejados tentava mas nÃĢo conseguia a força que tinha procurava levar as mÃĢos ao peito como se sentisse dor em minutos a rua toda praticamente jÃĄ estava no quintal de seu ZÃĐ ele era aquele velho ranzinza mas que todo mundo amava e cuidava todo mundo menos a vizinha nova ela levava de sua janela com uma xÃcara de cafÃĐ nas mÃĢos quando viu aquilo Jose me apontou olhei para ela e percebi que fechou a cortina na nossa cara quando a ambulÃĒncia chegou se ZÃĐ foi atendido na sua casa mesmo disseram que nÃĢo era um ataque cardÃaco
descartaram mas o colocaram no oxigÊnio como nÃĢo conseguiam identificar o que ele tinha levaram ao hospital mamÃĢe precisou ir com ele pois ele nÃĢo tinha mais ninguÃĐm Jose e eu resolvemos f tÃĄ por ali dar uma arrumada para ele seu ZÃĐ era um homem muito acido um ex-militar do exÃĐrcito que apesar de sozinho sua vida era extremamente organizado mas a casa dele estava como que chamÃĄvamos de sujeira acumulada pequenas coisas que a velice nÃĢo te permite mais fazer Se ele nÃĢo fosse um homem tÃĢo orgulhoso ali mesmo na nossa rua de baixo tinha Dona Rosa
que era uma excelente faxineira Nossa Jose veja eu mostrei quando abrir a janela da cozinha era algo de dar pena eu vi da minha casa como ÃĐ que foi do que era para irso Bia falava a minha amiga mostrando as flores murchas do IP no chÃĢo Parece atÃĐ que foram envenenadas eu disse repentinamente tentando junar o que podia com a escavadeira do Seu ZÃĐ vocÊ acha que Elas seriam capazes de fazer isso acho sim acho que elas mataram as ÃĄrvores de propÃģsito para nÃĢo sujarem mais a casa delas tem muita gente ruim esse mundo jos
minha amiga Ficou pensativa mas como ÃĐ que elas fariam isso disse eu jÃĄ nÃĢo sei respondi isso e fiz um minuto de silÊncio depois resolvi contar sobre a histÃģria do bolo pra minha amiga jos no entanto me refutou ela nÃĢo conhece a sua mÃĢe Bia ÃĐ normal nÃĢo querer comer algo de gente que nÃĢo conhece atÃĐ o padre LÃĐo da CançÃĢo Nova fala sobre isso pensei um pouco e concordei com ela talvez fosse sÃģ uma que eu tava pelo que ela tinha feito aquilo poderia estar me fazendo inventar coisas ÃĐ vocÊ pode estar certa mas
as ÃĄrvores morrerem de repente assim ÃĐ estranho nÃĢo acha mamÃĢe disse que aqui na nossa cidade Janeiro ÃĐ o mÊs que elas mais florescem por causa do clima era para estarem lindos e nÃĢo morrerem olhei para cima e vi o Brad na janela das vizinhas vi que ca estava por trÃĄs das Cortinas nos observando Ei ca nÃĢo quer vir aqui nos ajudar Seu ZÃĐ homem sozinho teve que ir para o hospital a menina surgiu entÃĢo na janela de onde estÃĄvamos dava para ver apenas a parte de cima do biquÃni dela apanhou o gato do para
peito e nÃĢo me respondeu nada apenas nos encarava vÃĄ filha vÃĄ ajudar as meninas sint olhou por cima do hombre e viu que era a mÃĢe que dizia vÃĄ VocÊ ainda estÃĄ de fÃĐrias sugeriu lhe a mÃĢe Vimos que Cintia cochichava algo com ela e depois deixou janela Andreia nos olhou e Balançou a Cabeça Ela tÃĄ esperando algumas amigas mas eu tenho algo que vocÊs precisam Espere aà instantes depois AndrÃĐ jogava no quintal de seu ZÃĐ um bolo de saco de lixo eles eram imensos e facilitaria muito a nossa vida ali preciso sair menina senÃĢo
atÃĐ dava uma força AtÃĐ mais disse a mulher deixando a janela tambÃĐm nessa hora entrou os trÊs meninos da dona Graça para nos ajudar parissa a mulher que estava grÃĄvida tambÃĐm apareceu foi ela quem notou algo estranho no tronco de uma das Ãrvores O que foi eu perguntei enquanto ela escorava o saco de flores murchas no muro isso ÃĐ tÃĢo estranho vejam isso aqui vamos lÃĄ olhar e a ÃĄrvore tinha pequenos furos O que vocÊ acha que ÃĐ eu perguntei confusa parece de broca broca de furadeira veja hÃĄ outros O que que vocÊ tÃĄ pensando
que ÃĐ isso Ela ficou em silÊncio mas depois me respondeu Beatriz quando nÃģs nos mudamos para cÃĄ fizemos algo que nÃĢo nos orgulhamos nÃģs tÃnhamos uma Amendoeira lembra-se nÃĢo tinha como ficar com ela e fazer a reforma que precisÃĄvamos nÃģs entÃĢo resolvemos matÃĄ-la injetamos veneno em furos como este Ricardo fez com a furadeira depois foi sÃģ injetar o veneno mas o seu zÃĐ nÃĢo mataria as prÃģprias ÃĄrvores ele briga atÃĐ por causa de bola que os pÃĐs de cve Larissa olhou para mim confusa stevan veio na nossa direçÃĢo querendo mostrar algo quando olhamos Larissa apressou-se
nÃĢo nÃĢo EstevÃĢo me dÃĄ isso aqui era um galÃĢo com lÃquido roxo ele estava na casa de ferramentas do Seu ZÃĐ isso ÃĐ veneno e dos Bravos ele matou as prÃģprias ÃĄrvores Mas por que Larissa Por que ele faria algo assim nÃĢo ele nÃĢo faria e ficava repetindo Talvez ele tivesse cansado de limpar meninas tem mais de 80 anos lembram-se Olha o trabalhÃĢo que tÃĄ dando para vocÊs que sÃĢo jovens nÃĢo Larissa Ele ama esse quintal isso ÃĐ um tapete nÃĢo sujeira para ele vocÊ nÃĢo conhece bem mas nÃģs o conhecemos a vida toda seu
zÃĐ nÃĢo faria algo assim Larissa pegou o galÃĢo e falou para nÃģs bem de qualquer forma eu vou ficar com isso vocÊs por favor se encontrarem qualquer coisa do tipo nÃĢo mexam nem coloquem a mÃĢo isso ÃĐ muito perigoso atÃĐ para se tocar entenderam nÃģs duas concordamos os meninos nesse instante jÃĄ estavam longe Enchendo os carrinhos com os sacos de lixo eu e Jose ficamos ainda umas duas horas por ali para nÃģs era claro uma coisa era a vizinha que tinha feito aquilo mas como ela fez nÃģs nÃĢo sabÃamos mas que era ela nÃĢo tÃnhamos
a menor dÚvida precisÃĄvamos apenas de um jeito para provar mas a Única pessoa que podia dizer algo estava hospitalizado foi discutindo sobre isso que ouvimos quando meu pai me gritou da rua soubemos que seu zÃĐ nÃĢo estava bem que a situaçÃĢo dele piorava MamÃĢe ainda estava lÃĄ fazendo companhia Foi ela que disse que os mÃĐdicos estavam tentando descobrir o que o seu ZÃĐ tinha mas ainda sabiam de muito pouco disseram que quando chegou salivava muito e que a respiraçÃĢo estava muito fraca os primeiros exames de sangue dEle mostravam alteraçÃĩes que indicavam problemas no fÃgado e
rins pediu que a gente rezasse muito cancelamos a festa aquela tarde mesmo quando soubemos que ele havia sido levado pro CTI fomos da rua mais feliz da cidade para mais apreensiva naquele dia Ei Bia vocÊ reparou como Aquela mulher ficou em cima do seu Ricardo falou o Gu franzindo a testa Jose me olhou na mesma hora era estranho ouvir aquilo vindo de um menino geralmente moleques sÃĢo desatentos para esse tipo de coisa como assim eu perguntei desconversando enquanto Ãamos para casa ah sei lÃĄ esses dia ela estava parada na frente da casa dele assim como
quem nÃĢo quer nada bem na hora que ele chegou do trabalho aà ficou puxando o papo mexendo no cabelo ri à toa atÃĐ encostou no braço dele falou Gui que parecia se divertir com a situaçÃĢo Guilherme Guilherme olha intriga garoto se dona Graça souber de conversinha vai sobrar atÃĐ para nÃģs mas Jose nÃĢo reagiu como eu a Larissa viu isso Gui Ela perguntou mais preocupada que nada tava lÃĄ dentro mas sabe o que ÃĐ mais engraçado seu Ricardo parecia mais desconfortÃĄvel aquele dia hoje ele parecia atÃĐ tÃĄ gostando o menino disse isso e correu atrÃĄs
dos irmÃĢos que iam à frente olhei entÃĢo para a entrada da casa de Dona Andreia e vi que um grupo descia de um tÃĄxi eram garotas que tinham entre nossa idade e um pouco mais talvez uns 16 anos todas usavam trages de piscina adentraram a casa de Andreia sendo recebidas por ca essa sequer olhou pra gente entrou atrÃĄs das amigas e bateu o portÃĢo na nossa cara em casa meu pai preparava algo para comermos quando lhe perguntei Ei papai o senhor sabe o que que a Dona Andreia faz da vida como ÃĐ que ÃĐ ah
pai eu nÃĢo sei vizinhos costumam saber um dos outros nÃĢo ÃĐ nÃģs sabemos de todo mundo daqui falei enquanto tomava ÃĄgua eu tÃī falando da vizinha nova vocÊs sabem algo Bia Bia que que vocÊ tÃĄ matutando hein menina a gente sabe o que os outros contam qualquer coisa diferente disso ÃĐ mexerico e vocÊ sabe que sua mÃĢe e eu Pensamos a respeito disso nÃĢo ÃĐ eu sÃģ tÃī perguntando Pai eu sei eventualmente ela deve dizer ou a gente acaba percebendo ou vendo algo que diga mas nÃĢo temos nada a ver com isso mocinha meu pai
estava certo mas nÃģs descobrirÃamos que ela tinha um impÃģrio no centro da cidade um lugar que vendia desde a muda AtÃĐ os pÃģs desidratados lÃĄ vocÊ podia comprar erva para tudo o que quisesse nessa vida por isso elas tinham tantas plantas no quintal mas o conhecimento daquela mÃĢe e filha iam muito alÃĐm do que a natureza podia oferecer assim como a maldade que estava prestes a se manifestar na nossa rua percebi que um som inoportuno Começou a tocar vindo lÃĄ da casa de Dona Andreia atÃĐ o meu pai estranhou aquilo nÃģs os moradores antigos nos
recolhemos em respeito ao seu ZÃĐ InÃĄcio aquelas mulheres no entanto pareciam que estavam dando uma festa da minha casa nÃĢo dava para ver o quintal delas apenas à frente mas o som estava tÃĢo alto que afetava a rua inteira meu telefone tocou e eu pensei que fosse minha mÃĢe para dar notÃcias me enganei era minha amiga Jose pediu que eu fosse à casa dela imediatamente quando eu cheguei ela estava em seu quarto subiu e ela me apontou à janela quando olhei vi que as moças que chegaram de tÃĄxi estavam na piscina jÃĄ era a noite
perto das 20 horas Qual o problema Jose estÃĢo se divertindo conhecem seu ZÃĐ Jose fez um sinal de silÊncio e apontou pro lado Cintia estava com o gato no colo diferente das outras garotas ela nÃĢo estava com trages de banho estava usando um HOB Preto Foi entÃĢo que vimos Andreia surgir na porta e chamar pelas meninas tudo que entendemos que ela disse ÃĐ que estava na hora em seguida olhou na direçÃĢo da janela de onde espiamos ela nÃĢo pÃīde nos ver nÃģs as olhÃĄvamos por uma pequena fresta no canto uma a uma as jovens foram
adentrando à casa o que vocÊ acha que elas vÃĢo fazer ÃĐ hora de qu eu perguntei pra jos nessa hora a perturbada da Cintia virou-se pra janela de jos e deixou que o roupÃĢo caÃsse na grama estava completamente noa deu um sorriso maquiavÃĐlico e entrou atrÃĄs das outras vocÊ viu isso viu a cara dela e se meu irmÃĢo tivesse em casa Bia meu Deus meu pai minha mÃĢe vai ficar Furiosa que coisa horrÃvel Ei Bia seu pai tÃĄ chamando vocÊ gritou Fabiana do pÃĐ da escada desci meu pai estava na porta abatido papai O que
houve filha sua mÃĢe ligou seu ZÃĐ piorou muito os mÃĐdicos disseram que se quisermos ainda nos despedirmos devemos ir agora vamos disse meu pai sendo acompanhados por Fabiana e pela famÃlia dela