a gente vai fazer ela no final. Ô Andreia, como que a gente faz para identificar que a gente tá passando por uma relação abusiva, por um abuso? Como que a gente faz para saber por isso aqui?
Não tá certo não, velho. Porque às vezes acontece, a gente não sabe o que tá rolando. É, é de é engraçado porque realmente parece tão simples, né?
Mas realmente não é, porque acontece uma ausência de consciência. Uma relação abusiva, ela parte do princípio inicial de que, exatamente, o abusador em geral, ele vai te convencer que o problema nunca é você, nunca é ele, é você. Então, até os abusos que ele cometeu contra você, a culpa foi sua, porque é você que estimulou o pior dele ou é você que tem comportamentos eh repreensíveis.
Então, a primeira coisa que ele te rouba é a ausência de consciência, porque uma pessoa inconsciente você faz com ela o que você quer. Então, eh, a sua pergunta é muito boa, porque nos dá dicas de como entender se eu tô numa relação abusiva. Primeiro, eu eu costumo dizer o seguinte, né?
Primeira coisa, use a intuição. Desconfie daquilo que o seu coração tá te dizendo que não tá certo. Então assim, é natural alguém expor alguém publicamente, alguém falar mal de alguém publicamente, eh não usar de atitudes carinhosas ou de atitudes expositivas ou perversas, querer te afastar dos seus amigos, te afastar da sua família, do seu ciclo, querer que você viva exclusivamente para essa pessoa, ficar te cobrando o tempo inteiro situações, ficar ressaltando as suas limitações o tempo inteiro.
Ai, mas você não é carinhosa. Ai, mas você não faz isso. Ai, mas naquela situação, gente, então eu só tenho problemas.
Eu só tenho defeitos. A regra é o seguinte, Rodrigão. Quando você está numa relação, você se pergunte, depois que essa pessoa chegou na minha vida, eu fiquei melhor ou eu fiquei pior?
Se você ficou pior, você tá vivendo uma relação abusiva. O ser humano, eles não são complementares. Ai, fulano entrou na minha vida para me completar.
Tá errado. Tá errado. Já começa aí.
A gente não tem que completar ninguém. Eu falo assim que existe uma regra básica. Para casar tem que ser solteiro.
Para se relacionar tem que ser solteiro. Ah, André, mas isso é óbvio? Não é óbvio.
A palavra solteiro vem de só e inteiro. Eu só posso me juntar com alguém quando eu estou só e inteiro. Se você tá faltando pedaço, se você tá querendo que o outro complete seu pedaço, já era.
Então, antes de querer se relacionar com alguém, primeiro esteja só e inteiro, feliz com você, bem, minimamente bem. Aí ninguém junta para se completar, a gente junta para se suplementar. Que que é suplementar?
Eu já tô muito bem, mas depois que o Rodrigão entrou na minha vida, eu fiquei melhor ainda. Eu transbordei, cara. Você engraçado demais.
Nós sai, é massa. Nós toma cerveja, nós ri. Tava estressado, você me chamou para para ir ali ver um trem, um futebol e foi gostoso.
Nós rimos demais. Voltei muito melhor para minha casa. Você me suplementa, você me faz transbordar.
No momento em que eu sou menos com você, você eu preciso ligar meu alerta. Tem pessoas que tem o dentro de mim tem n versões, tem umas 25 Andreia aqui dentro. Você vai tirar.
É fragmentado demais, hein? Todos nós nós temos versões. Existem pessoas que têm o poder de tirar a nossa pior versão.
A pessoa que tem o poder de tirar a sua pior versão, ela precisa sair fora de sua vida. E claro que é igual entrevista. Tem gente que fala assim: "Nossa, mas você vai no podcast Três Irmãos, é sempre maravilhoso".
Modéstia parte, tô falando para agradar vocês, porque a gente não precisa disso, mas porque vocês são excelentes hosts, então vocês proporcionam uma versão minha que é muito boa, que eu vou falar, que eu vou contar, que eu vou falar teoria, que eu vou ficar à vontade. Pelo contrário, eu vou em outras situações que o podcast é muito ruim. Eu vou em algumas entrevistas porque as e as entrevistas não são boas.
Por quê? Porque a pessoa não soube tirar o melhor de mim. Relacionamento é da mesma forma.
Existem pessoas que tiram a minha melhor versão. Tem uma versão dentro de mim, de Andreia, que ela é fantástica, ela vai transformar o mundo. Mas em compensação tem uma versão que muita gente não gostaria de ver.
Tem gente que tem esse poder. Eu tenho claro na minha mente, não vou dar exemplo porque é parente, mas eu tenho claro na minha mente uma pessoa que tira a minha pior versão, uma versão que é grossa, que dá rala, que e eu detesto essa versão. Inclusive, quando ela vem para fora, eu fico chateada.
Eu falo: "Pô, não tinha que ter dado aquela resposta atravessada, por que que eu fui grossa daquele jeito? Para que que Mas essa pessoa tem o dom, a tira o Andreia aqui de dentro que nem eu gosto. E você acha que as pessoas às vezes são abusivas sem saber que estão sendo ou é proposital?
Ó, eu prefiro achar que elas não sabem, porque se for proposital é psicopatia. É porque você falou isso aí, é muito louco, assim, eu já vem na minha cabeça várias pessoas que vivem juntas e uma acaba machucando o outro e aí por uma questão de tipo, ah, tá assim, deixa ficar, sempre foi assim, né? Acaba não querendo mudar aquilo na vida delas, mas elas estão todo dia um machucando o outro.
Nossa, mas aí cabe a quem tá vivendo isso trazer outra consciência ou acabar com essa história. Mas às vezes são os dois, não é isso, Cabir? Às vezes os dois, um Eu conheço dos dois jeitos, sim, sabe?
Eu conheço do jeito que tipo é um lado só, mas a outra por medo, né, de As pessoas têm medo de mudar também, né? É, por medo de mudança. Difícil, né?
Ou às vezes é, às vezes sim, os dois, um machucado. Tava falando, sabe o que que eu tava pensando? Tipo assim, era uma coisa que eu te perguntar, tipo assim, quando o povo começa a lavar roupa suja na frente dos outros, cara, nossa senhora, velho.
É [ __ ] Lavar roupa é ruim demais. Eu falo isso pro meu marido. Isso que eu gosto de de ver assim, né?
Não, não vou car assistir falando assim, ela lá tá pegando. Isso em psicanálise se chama recalque. Você fala pra pessoa errada e no lugar errado.
Aham. Você fica chateado com a sua esposa por uma situação. Aí você não fala para ela não.
Você recalca. Aí você chega lá na casa da sua sogra, você fala: "É porque também lá em casa, né? Tá tudo bagunçado, as roupas ficam jogada para todo lado, né, meu bem?
Porque você fala até num tom de brincadeirinha. Não, gente, eu falo isso direto meu esposo. Se você ficou insatisfeito com alguma coisa comigo, fala para mim na hora certa, no lugar certo.
Não deixa para falar na mesa de almoço lá da minha mãe no domingo. Não, é muito feio. Isso é ridículo.
Mas so a sogra não é um bom lugar porque aí você fala assim, ela tá vendo? Você não criou direito esse menino, ó. Já puxa a orelha dele e dá a mãe junto.
Quer dizer, na verdade é um lugar horroroso. O que é do individual, a gente trata no individual, a gente não trata no coletivo, não. Isso é muito feio.
As suas questões com a sua esposa, são as suas questões com a sua esposa e vice-versa. É muito feio você levar paraa casa dos outros para falar isso. Isso é, isso é covardia.
Eu não sou corajoso bastante para tratar disso com você. E aí, de forma covarde, eu trato isso de forma pública. Isso é covardia, isso é falta de maturidade.
Se eu tiver medo da mulher, ainda assim é porque eu tenho medo mesmo. Você tá, eu tenho medo dela. Eu falava, deixava para falar perto da mãe dela que a mãe dela vi não faz isso com o Robertinho.
Não, aí a covardia sumida. Deixa ela me ajudar. Mas se eu for falar com ela, ela zanga comigo mais ainda.
Você deixa a roupa no chão meu. Que eu não vejo assim. É um hábito meu.
Não sei se vocês estão um exemplo aleatório aí, mas a esposa do Robertinho deve ser tão brava quanto a mãe dele foi. Freud explica. Não, ela é bem mais brava.
Tadinho. Eu tenho dó. Eu tenho dó meus meninos.
Tadinho. No Andreia fez uma leitura muito [ __ ] aqui, gente. Vocês não tem noção.
Claro que é. A mulher do Robertinho acompanha. É, a Bianca é muito brava, velho.
Ela é muito brava. Mas por quê? Porque o primeiro, a referência de mulher para ele foi a mãe dele.
E aí ele plotou esse modelo e escolheu alguém muito parecido. Não, mas mas vai além disso porque ela realmente é muito brava, mas vai além. Ela é uma excelente companheira quando minha mãe foi, sabe?
Talvez a maior companheira que alguém pode ter. Tá vendo? Então ela tem não só os traços, vamos pensar o ônus do negócio, mas ela tem também o bônus, que é a grande, talvez a maior acerto que eu tive.
Caraca, velho, o olho do Robertinho encheu de lágrima aqui agora. Foca, Pedrão, foca. Mas isso não é ruim.
A gente escolhe um modelo muito parecido com Por isso que eu falei pro Rodrigão no último podcast, a sua filha vai escolher um homem muito parecido com a forma como você trata ela. Não vamos falar disso de novo não. O povo pegou no meu pé, povo pegou no meu pé.
Eu tô tratando minha filha melhor. Eu tô eu tô ressignificando isso aí. Eu tô tratando minha.
O homem vai escolher um modelo de mulher muito parecido com a mãe. A mulher vai escolher um modelo de homem muito parecido com o pai. Eu tô até paparicando mais minha filha assim, ó.
Tô mudei. Mudei. Mas o exemplo, o exemplo da da filha vai no reflexo com a mãe também, né?
Não é só como o pai trata a filha em especial, é como o pai também trata a mãe. Não, muito mais de como o pai trata a filha. Entendi.
Às vezes ele não é um excelente marido, mas ele é um pai espetacular. Excelente pai. Não.
Aí você vê exemplos dos dentro das nossas famílias. Tem maridos que são um lixo, trai a mulher a vida inteira, mas trata os filhos, trata a filha com amor danado. A filha idolatra esse pai.
É verdade. E é e é melhor que seja assim, inclusive, até porque ela não é a esposa dele, ela é a filha dele. Uma coisa é o meu pai, outra coisa é o marido da minha mãe.
São pessoas diferentes. Entendi. Quando a gente mistura isso, a gente adoece.
E muita gente mistura. Sabe que eu Ah, porque ele era uma um péssimo pai. E aí eu falo, ele foi um péssimo pai, me conta dele como pai.
Não, analisando aqui, André, ele foi o bom pai, ele foi um péssimo marido. Eu falo: "Ah, então vamos separar". Sabe que eu tenho medo assim de cá pensando tipo que a minha esposa pode ser parecida com a minha mãe que eu busquei e sei lá, sabe?
Confundia a minha esposa com a minha mãe, velho. Eu não quero fazer isso não. Não é que você confundiu, mas você vê características.
Seja sincero. Algumas sim. Algumas sim.
E não é só a parte ruim não. Inclusive as qualidades. Mas sabe que tipo assim, ó, igual igual essa parada que eu que eu escrevi ontem assim, eu fiquei morrendo de medo assim da galera falar assim: "Eita, casou com a mãe, velho.
Olha aqui, foi buscar uma pessoa para ser mãe dele, porque não teve mãe, sabe? Eu eu tenho tenho um pouco de receio dessas falas, que o homem procura uma mãe, uma esposa parecida com a mãe e que o o a filha procura um esposo parecido com o pai. Eu tenho não necessariamente é o pai ou a mãe, é a sua referência de afeto, feminina ou masculina.
Eh, não necessariamente. Em geral é a mãe ou o pai, porque são quem estão mais próximos da nossa criação, mas não necessariamente. Você vai procurar o modelo no qual você se espelhou.
Por exemplo, meu caso é um caso muito clássico. A minha referência masculina foi o meu sogro. Eu me apaixonei pelo meu marido por causa do meu sogro.
Eu me apaixonei pelo meu sogro primeiro. Eu era muito amiga do meu esposo. Nós éramos amigos antes de ser namorada, antes de ser qualquer coisa.
E eu admirava demais o pai dele. Eu era louca com o pai dele. Eu falava: "Gente, que gracinha, que marido que ele é, que pai que ele é, que homem que ele é".
Eu pensava: "Gente, se uma mulher casada com uma pessoa dessa, de olhando para ele como pai mesmo, como não com uma referência de desejo, nunca passou por isso, como uma referência paterna. Eu admirava o jeito que ele criava os filhos, eu admirava o jeito que ele era esposa, eu admirava o jeito que ele era dono de casa. E um dia eu olhei pro filho dele e pensei: "Se o Jorge for metade do que o pai dele foi, posso casar que é sucesso garantido".
E o Jorge é o pai dele idêntico. Idêntico. Então o meu sogro foi minha primeira referência masculina de afeto.
Foi o primeiro homem que eu olhei e falei: "Esse é a forma que para mim seria o ideal de homem". Até porque o que você tinha em casa não servia como referência. É.
Então a sua forma de mulher não necessariamente precisa ser sua mãe, precisa ser alguma referência de afeto feminina. Tem gente que é avó, tem gente que é a madrasta, tem gente que é a professora, mas alguma mulher que você admirou e disse: "Nossa, um mundino, hein? " Mas será que você não tem uma memória armazenada assim de épocas que você não lembra?
Por exemplo, eles falam que eh o que você passa dentro da barriga de sua mãe, você leva para sua vida. Uhum. Também.
né? Aquilo ali que aquilo ali fica ex fica enraizado em você, né? Será que não tem algo assim também que acaba influenciando na sua escolha que não foi só o seu sogro que te inspirou nessa busca?
Pode até ser. Pode até ser, mas a teoria vai dizer que não. A teoria vai dizer que é uma tom, é uma consciência adquirida.
Você percebe, você escolhe o que para você tem valor. Olha o seu exemplo. É claro.
Sua mãe era brava, mas era uma excelente companheira, melhor esposa que alguém poderia ter. Você buscou alguém muito parecido com a sua mãe no ônus e no bônus. Então essa referência em geral ela é buscada de forma muito consciente, por mais que a gente ainda não tenha idade e tome consciência disso.
Mas é uma referência. O meu sogro, eu sempre eu sempre sonhei muito com homem. Aliás, eu eu para mim existem algumas questões em homens e uma delas é que eu acho que homem precisa proteger.
Mulher é naturalmente fisicamente mais frágil. Isso é ponto. Nós estamos falando de biologia agora, não estamos falando de machismo ou feminismo.
Não é sobre trabalhar, não é sobre ser independência. Você pegar agora e fizer um exame em mim, um exame em vocês, vocês têm 20 vezes mais testosterona que eu. Testosterona é o hormônio da força.
Sua fibra muscular é muito maior que a minha. Isso te dá muito mais força para pegar peso. Enfim.
Então eu sempre admirei muito homens que protegessem mulheres. Isso para mim sempre foi muito referência. Meu sogro, olha que gracinha.
Uma vez eu estava grávida, tinha pouco tempo de casada. De repente 3 horas da tarde, o Jorge trabalhava até 6 horas, 7 horas da noite. De repente 3 horas da tarde meu sogro bateu lá em casa, abriu o portão.
Falei: "Ué, que que foi, seu Raul? " Tá tudo bem? Não, minha filha, tem cá trazer uma melancia para você, picada, não sei o quê.
Ficou lá comigo a tarde inteira proseando do nada. Falei: "Gente, o que que esse homem veio fazer aqui? " uma visita meio sem sentido.
7 horas da noite, a hora que o Jorge abriu o portão, que o Jorge chegou, ele levantou, falou assim: "Agora eu posso ir embora. " Mas por que que o senhor vai embora agora que ele chegou? O senhor não vai ficar com o filho do senhor?
falou: "Na verdade, minha filha, eu não vim aqui para encontrar ele, nem para passar a tarde conversando com você, não. É porque eu ouvi a Defesa Civil falar que ia ter uma chuva muito forte em Uberlândia e como eu sei que você tem medo de chuva e você tá grávida, eu pensei: "Eu vou para lá mais cedo e vou passar o dia com ela. " Então isso isso para mim é referência de masculinidade.
É quando você se ante e entende que a pessoa que está com você, de certa forma precisa de proteção. É, é, aconteceu um caso em Uberlândia muito triste, né? Todo mundo ficou sabendo lá do menino com a menina que foi assassinado a facadas lá na porta do restaurante, porque ele foi defender a namorada no momento do assalto, que eles queriam levar a namorada.
Foi um ato de violência, um ato de tristeza, mas de certa forma é um ato de heroísmo, né? Porque eu acho que o homem quando ele ocupa esse lugar, ele acaba ocupando o lugar que lhe é devido e que a natureza lhe chama. Assim como a mulher no ato de cuidar, sua esposa cuida muito melhor dos seus filhos do que você, mil vezes, porque ela tem progesterona.
A progesterona é o hormônio da prostração, da melhor percepção, da melhor visão, da melhor sentimento, da melhor sensação. Por isso, lá nas cavernas, o homem caçava, mas quem distribuía a caça era a mulher, segundo a fome de cada um, porque ela tinha percepção de entender quem estava com mais fome, quem estava com menos fome, quem precisava mais, quem precisava menos. O homem caça, a mulher sente quem precisa mais e quem não sente.
O homem defende, a mulher cuida. Perfeito demais. Nossa, perfeito demais.
Você viu agora essa galera assim? Esse aí a gente, eu não sei, acho que você viu, acho que o Cabeleira não viu sobre a mulher cuidar mais, ter esse instinto de de ter uma cria mesmo, de ter alguma coisa para ela eh acalentar ela a todo instante. Você viu a galera criando bebês agora só que são bonecos?