Então, pessoal, boa noite, sejam bem-vindos, né, à nossa última webinar oficial do período, né, eh, a gente não vai conseguir fechar a matéria nessa webinar de hoje. Eh, então aqui já Boa noite para todo mundo, gente. Então aqui já para deixar registrado, né?
Eh, eu já montei a prova AP2 pensando no conteúdo dado até o webinar de hoje, né? Vão ficar acho que ainda dois ou três capítulos que eu vou deixar gravados para vocês. E aí esses últimos dois ou três capítulos, eles vão ser vão fazer parte só do conteúdo de P3, tá?
Para quem por acaso, né, precisar ir para P3. Eh, então, só para já deixar isso. Eu tô gravando essa aula, meu Deus.
Tô, tô gravando. Só para já deixar isso aqui, né, esclarecido. Estou melhorando, meninas.
Obrigada pela preocupação, obrigada pelo carinho. Estou melhorando. Só tem que dar uma segurada na animação, porque esse é o grande problema.
Mas agora tá tudo bem. Eu tô até meio meio lenta, né? mais um pouco mais lenta do que o meu normal, mas vai dar tudo certo.
Eh, vamos lá então, paraa gente não perder mais tempo, eu vou compartilhar aqui os slides. Eu não vou nem deixar no não vou nem abrir a capa que é aplicações práticas parte dois. Eu já vou abrir no slide que vai ser o de trabalho e eu vou deixar a câmera fechada para por causa da conexão que tá ficando muito muito lentinho.
Se tiver com a câmera aberta fica mais lento ainda. Bom, então hoje, né, seguindo a linha da aula anterior que nós tivemos das aplicações práticas, a gente vai discutir um pouco sobre alguns alimentos, né, que t as suas propriedades funcionais. Obrigada, Veriele, que tem as suas propriedades funcionais já muito bem definidas, né, já eh validadas, né, já consideradas eh cientificamente válidas pela Anvisa, né?
Então, aquilo que a gente falou, que eu bati bastante na tecla na aula anterior, nem todo alimento que possui compostos bioativos, que possui algum potencial, né, de efeito de saúde, né, algum potencial funcional, o alimento em com em um conjunto, nem todo o alimento ele vai ser considerado um alimento funcional, que a gente, eu até destaquei alguns na aula passada com vocês, né? falei da questão da beringela, da questão da maçã, elas eles são sim ricos em compostos bioativos, ricos em compostos, né, com eh propriedades funcionais nos compostos, mas que a gente não tem essa confirmação, né, essa legalidade pela Anvisa, de que o alimento comum todo vai fazer parte do rol de alimentos bioativos, alimentos funcionais. Desculpa.
Eh, então hoje a gente vai trazer mais alguns desses alimentos, né? Aqui vai ser a mesma questão da aula anterior. Alguns deles eu vou fazer as minhas críticas pessoais à classificação que o material faz com relação a serem alimentos funcionais, mas a gente vai discutir as propriedades que alguns compostos deles apresentam.
Então, a gente começa essa aula de aplicações práticas parte dois falando do nosso queridinho, né, chocolate para nós mulheres, então, né, um alimento aí que muitas vezes não só vai ser consider, a gente vai querer consumir esse chocolate pensando nos seus benefícios funcionais, mas, né, esse esse alimento que tem o poder de abraçar, de dar o afago, de dar o carinho em muitos momentos, né, pensando aí nas nossas variações hormonais ao longo dos do mês nos nossos ciclos menstruais. Boa noite, Rafa. Eh, então o chocolate ele é considerado um alimento, né, que possui compostos bioativos na sua composição, tá?
Mas já é o primeiro dos alimentos que eu teria muito cuidado em quando a gente atribui esse potencial de alimento funcional ao chocolate, né? Porque o chocolate ele é sim, e a gente já tem essas alegações, né, de ser um alimento rico em compostos bioativos ali interessantes. Com certeza, né?
A gente tem aí pensando, né, nessa coisa do chocolate, do comfort food, do afago, do carinho, do abraço. a gente tem o triptofano, né, que não é um composto bioativo propriamente dito, é um aminoácido, mas é um aminoácido essencial na produção de um neurotransmissor, que é a a serotonina. Então o triptofano ele é um precursor da serotonina, né, que é o hormônio relacionado, o neurotransmissor relacionado a prazer, a bem-estar.
Então, né, a gente come aquele chocolatinho, ele dá uma aquecida no coração, nada mais é do que o triptofano sendo utilizado para produção de serotonina, que dentro das cascatas neurológicas vai ser responsável, né, por essa sensação de bem-estar, de calma, de tranquilidade, de alegria, de prazer, né? Então ele tem esse potencial, isso já é comprovado cientificamente. Um outro composto bioativo é a feniletilamina, né?
Eh, a feniletilamina, ela também tá relacionada, né, com eh em na em entrar nessa cascata, eh, neurológica. aumentando, auxiliando, né, a sensação de alerta relacionada ali, né, com adrenalina, com luta e fuga e também, né, com a sensação de bem-estar. A gente tem dois compostos estimulantes muito importantes no chocolate, que são um deles, né, é um composto bioativo que é a teobromina.
A cafeína, ela também tá ali presente como composto estimulante, mas ela não é considerada um composto bioativo, até porque, né, a gente já sabe hoje em dia que a cafeína ela tem eh potencial eh viciante, ela tem, né, esse potencial de abuso. Eh, ela é considerada, né, uma droga e como eh algumas outras drogas ilícitas. Eh, existem estudos muito interessantes, é um estudo muito legal que eh eles avaliaram, eles ofereceram, né, eh algumas drogas a aranhas e avaliaram o padrão da produção da teia dessas aranhas sob a influência de cada uma dessas drogas.
Eh, então era cafeína, era cafeína, cocaína, eh, eh, tinha tinha cannabis, mas eu não lembro se eles ofereceram como a erva mesmo, né? Ou se foi só o THC, eu não lembro exatamente, e LSD. Então, eram essas quatro drogas.
E aí eles comparavam o padrão de produção de teia dessas aranhas, eh, sem a influência de nenhum tipo de droga. E sob essa influência, eh, o padrão de teia da aranha que foi para para qual foi oferecida a cafeína, eh, é um padrão assim completamente desconexo do normal. Esse foi inclusive um dos estudos que trouxe primeiro nessa questão da cafeína como realmente uma droga com potencial viciântico e tal.
Mas, né, de uma devagada aqui, mas é porque eu acho realmente um estudo muito interessante. Eh, são compostos estimulantes, né? E eles são estimulantes não apenas no apenas para para questão neurológica, mas também estimulantes musculares.
Não é à toa, né, que muitas vezes os chocolates, o chocolate ele também é consumido ali, né? para dar. E aí as pessoas acham que, ah, é um pico de energia, não é um pico de energia, são esses compostos que estão eh atuando, né, como estimulantes aí em diferentes sistemas do corpo.
E além disso, o chocolate ele também tem flavonoides, epicatequina e ácido gálico, que a gente discutiu bastante lá no início da disciplina, né, que são compostos antioxidantes com ação antioxidante já muito bem descrita, né, muito bem eh determinada. Tô tentando passar pro outro slide. uma hora ele vai a gente ah, foi.
E aí então, né, apesar de eu falar para vocês que eu teria muito cuidado em dizer que o chocolate é um alimento funcional, ele tem sim benefícios funcionais associados ao seu consumo, né? eh a ação cardioprotetora que tá diretamente ligada, né, com o ácido gálico, com a epicatequina, com a epigalocatequina, eh, e com outros flavonoides. Então, essa ação antioxidante, ela se dá, né, principalmente em células estreadas do músculo cardíaco.
Então, existe essa ação cardioprotetora, né? a gente vê eh o estímulo, né, ao consumo de doses eh equilibradas de chocolate, pensando nesses benefícios, né, essa ação cardioprotetora para pacientes, por exemplo, né, cardiopatas, eh outros benefícios funcionais estão relacionados com estímulo ao sistema nervoso central, tanto Tanto pela ação da teobromina, quanto pela presença do triptofano, quanto pela feniletilamina, a gente falou, né, de como que ele pode atuar dessa maneira, auxiliando na produção e liberação e recaptação de neurotransmissores. Eh, além disso, redução do estresse, da ansiedade, né?
E aí aqui eu já começo a ter algumas críticas porque ao mesmo tempo, né, que por esses por esses compostos bioativos, isso possa auxiliar nesse controle de estresse, de ansiedade, pela presença da cafeína, o chocolate ele vai ter, né? E aí eu não digo nem que é um potencial eh de gerar eh vício ou nada do tipo, mas é um alimento muito frequentemente citado em episódios de compulsão, de falta de controle, né? Quem nunca falou?
Peguei uma, estava nervoso, estava estressado, estava cansado, peguei uma barra de chocolate para comer um pedacinho, não consegui parar até ver aquela barra finalizada. Então eu teria um pouco de cuidado, né, de de trazer essa alegação de alimento funcional, pensando nisso também. E o reforço antioxidante, é claro, além dessa ação diretamente eh voltada, né, para pro músculo estriado cardíaco, a ação antioxidante ela se dá de forma sistêmica, né, pensando em células de qualquer tecido do corpo humano.
Porém, a gente precisa deixar claro, destacar que esses efeitos, esses benefícios funcionais, eles vão ser observados no consumo de chocolate com alto teor de cacau. Aqui ficou 60, mas não é nem 60, né? São chocolates com teores acima de 70% de cacau.
O que que isso quer dizer? Se eu consumir um chocolate ao leite, eu vou aproveitar destes benefícios? Muito dificilmente.
A concentração desses compostos bioativos num chocolate ao leite, ela é tão reduzida, né, pela adição ali dos outros, ainda que seja um chocolate ao leite de alta qualidade, tá? Não tô falando nem da qualidade, é da composição mesmo, porque o chocolate e esses benefícios eles estão no cacau, eles vão ser eh eles vão estar mais biodisponíveis pelo processo da produção de chocolate, com certeza, mas eles vêm do cacau. Então, se eu tenho pouco cacau e mais leite ou açúcar ou enfim, que seja eh que sejam produtos, né, eh mais que sejam ingredientes que fazem parte naturalmente da produção de chocolate, a gente vai ter essa a concentração desses compostos bioativos muito reduzida nesses produtos.
passar aqui pro próximo slide. Calma que ele vai. Eu acho que não vai não.
Pera aí, gente. Eu vou vou compartilhar da outra tela. Senão não vai dar certo aqui, não.
Não quero atrasar a nossa aula. foi apareceu. Acho que sim, né?
Vamos lá. Bom, outro alimento, né, funcional é a aveia. Acho que nesse momento vocês aí, né, a um mês de se formarem, de serem profissionais de nutrição, com certeza vocês já ouviram muito sobre os benefícios da aveia como alimento funcional.
Talvez não tenham escutado como é esta cunha de alimento funcional, mas todo mundo sabe nesse momento, né, dos benefícios da aveia dentro de um contexto geral de alimentação. Então, a gente sabe que a aveia ela é rica em fibras solúveis, principalmente nesta classe de fibra chamada betaglucana. que tem relação direta com redução da glicemia, né, redução do açúcar circulante no sangue.
Então, muito eh indicado para tratamento de pacientes diabéticos, de pacientes com resistência a insulina, né? Porque essas betaglucanas elas auxiliam no transporte da glicose circulante no sangue para dentro da célula. Então, né, eh, a gente já vende a aveia como um super alimento.
Eh, além disso, né, devido ao seu autoteor de fibras e aí não só pela betaglucana, mas pelas fibras, de modo geral, a aveia ela tem seu potencial, né, na regulação do da atividade intestinal, do trânsito intestinal. Então, pessoas constipadas, elas fazem, né, um bom proveito da aveia também sendo inserida ali na na nos seus hábitos alimentares, porque a aveia ela tem além da fibra solúvel, ela também tem fibra insolúvel. Então, ela auxilia tanto na formação do bolo fecal quanto na motilidade intestinal, né?
E aí, novamente, vocês que já devem estar fazendo, já fizeram estágio em clínica, com certeza já ouviram falar no bendito do coquetel laativo, né, que é uma grande gororoba de alimentos com esse potencial laxativo. A aveia é um deles que é adicionado, né, e que é tiro e queda aí para pacientes que às vezes vem com relatos, né, de constipação intestinal crônica, que ficam 5, 6, 7, 10 dias sem conseguir evacuar eh de maneira natural, que precisam fazer uso de ou de medicação ou de enema para poder, né, eliminar o conteúdo fecal, você começa a trabalhar o coquetel laxativo com esse com esse paciente, dois, três, quatro dias, no máximo, ele tomando aquilo ali, eh, ele tem, né, esse efeito bem bem clássico, né, laxativo. Além disso, e novamente pelo seu teor de fibras, a veia também tá relacionada com a redução do colesterol, principalmente do LDL, né, e consequentemente, né, do colesterol total e ainda o controle glicêmico, que eu já tinha falado, e aumento da saciedade, porque se a gente tem mais fibra, né, eh, esse alimento ele vai levar mais tempo para acontecer o esvaziamento gástrico e com isso a sensação de saciedade ela é aumentada.
Eh, o overnight, né, que você tá falando, Mariele, também é uma estratégia, mas o coquetel ele nem é porque o overnight ele fica parecendo um uma, como é que é o nome daquilo? Uma Me ajuda. Como é que Como é que é o nome daquela coisa?
Não é uma geleia não, ele fica parecendo mesmo um creminho, né? Um um negócio assim meio gosmentinho. O coquetelativo, ele é um sucão e ali vai eh mamão, vai a mexa, a mexa seca e reidratada, né?
que é melhor do que a do que a mexa em Natura na nessa questão da laxante, vai laranja, vai farelo de aveia, né? E aí é importante o farelo, ele tem um potencial ainda maior, né? E bate aquilo tudo ali, taca no paciente e é realmente é é um grande suco.
A Fabiane falando ali, né? Coqel mesmo. A gente fez estágio social, nutricionista sempre recomendava.
E é uma coisa barata, né? Se a gente for pensar, são frutas e o farelo de aveia que são produtos bastante baratos e suco, que é bem aceito aí por diferentes faixas etárias, né? E aí muitas vezes quem tem quem mais tem constipação, criança e idoso, que são populações aí, né?
Criança que rejeita muita coisa, idoso que tem essa dificuldade de mastigar a coisa e tal. o coquetel é bem aceito. O farelo de aveia, ele é o que vai ter mais eh propriedades relacionadas a esse a esse teor de betaglucana, porque a betaglucana ela tá concentrada no farelo, que é a casquinha da aveia.
Então, a o farelo é só a casquinha ali, né, apenas concentrada. a farinha ou a vengãos, ela também vai ter, mas pensando no montante tá um pouco mais diluído, né, esse teor ali. Então, quando que essa veia vai ter indicação pensando nesse potencial funcional, né, pra dislipidemias, porque auxilia no controle do colesterol, LDL, pra diabetes melitos tipo 2 e também para quadros de resistência à insulina, constipação intestinal, né, falamos aqui bastante sobre o coquetelativo, no auxílio do emagrecimento, se a gente for pensar tá, né, na questão da do aumento da sensação de saciedade e ainda, né, no suporte nutricional na gestação, porque além dessas dessas alegações funcionais, a aveia é um cereal aí rico em minerais que são bastante importantes durante a gestação.
Outro alimento com potencial funcional é a quinoa, que é um pseudoereal. É um pseudo cereal. Eh, e aí, primeiro de tudo, né, por que que ela é um pseudo cereal?
Porque ela tem a composição semelhante a dos cereais, mas ela é de outra família botânica que não a das graminhas. Então, por isso que ela é um pseudo cereal e não um cereal. A minha tela parou de compartilhar.
Isso mesmo. Tá, botei aqui para voltar. Voltou.
Eh, só que diferente dos cereais clássicos, né? Eh, a quinoa, ela é rica em proteínas e proteínas de alto valor biológico. Os cereais clássicos, eles são ricos em proteína.
Eles são ricos, não, eles são fontes de proteína, mas são proteínas de baixo valor biológico, que não tem ali, né, o aporte de aminoácidos essenciais eh completo, né? Sempre tem algum que tá em quantidade reduzida. Na quin a gente vai ter eh esses aminoácidos essenciais presentes, né, em quantidades adequadas, em quantidades necessárias, o que faz com que ela seja considerada um pseudocereal de de com proteínas de alto valor biológico.
Ô, eh, além disso, pera aí, gente, só um minutinho. Além disso, a quinoa, ela não produz glúten, né? Ela não forma glúten, ela não tem ali na sua composição eh as proteínas gliadina e gluten quando, né, agitadas e com aporte de água, eh, formam aquela rede proteica que é o glúten.
Aqui eu já vou colocar um ponto e vírgula. Ser isento de glúten para mim não me diz nada, porque para a população de maneira geral, o glúten nunca foi nem nunca será um problema, né? Mas existem as vertentes que defendem até hoje, né, os benefícios de uma dieta isenta de glúten.
Não, não é uma discussão que cabe na aula, eh, mas eu não colocaria o exento de glúten como um benefício, né, relacionado a esse pseudo cereal. Mais uma coisa que é realmente um grande benefício é a presença de ácidos gros essenciais que como o ômega3 e o ômega6, além de ser rico em fibras, diversos minerais e festrógenos. E a quinoa, então ela vai ter, né, indicação, ela pode auxiliar em manejos de eh sintomas da tensão pré-menstrual, sintomas da menopausa, além de casos de osteoporose, aumento da imunidade e ainda, né, de cognição.
Psílium. Psílium também é considerado, né, hoje um alimento funcional. Ele é fonte de fibras solúveis, tá?
Eh, por ser fonte de fibras solúveis, ele apresenta um efeito laxativo suave. Suave por lembra da aveia, principalmente do farelo da aveia. A gente tem fibra solúvel e insolúvel, tá atuando nas duas vertentes lá no intestino, tanto no aumento do bolo fecal quanto no estímulo dos eh dos movimentos peristálticos.
Então, tem um efeito laxativo mais intenso. O psílium, apesar dele ser fonte de fibras solúveis, ele não apresenta teor, né, eh, considerável de fibra insolúvel. Então ele atua sim no aumento do bolo fecal, mas para que esse efeito laxativo seja aproveitado, a gente precisa, né, garantir que o consumo de líquidos, principalmente de água pelo pelo paciente que está consumindo o psílio, eh que seja um consumo de água satisfatório, senão tu aumenta o bolo fecal, só que aquele bolo fecal ele não vai ser eliminado, então você pode inclusive piorar os sintomas da constipação.
Além disso, ele é hipocolesta, eu nunca consigo falar essa palavra, né? Hipocolesterolemiante e regulador da glicemia devido à presença das fibras solas. Psílium, ele também tá associado com potencial antiinflamatório e cicatrizante de mucosas.
e a gente consegue aplicar, né, eh, inserir obsílium na alimentação dos pacientes de diversas maneiras, desde a incorporação dessa fibra em cereais, quanto em iogurtes, ou ainda utilizando o psílium, né, pela sua capacidade de formar o gel, utilizando esse psílium aí como substituto para farinha. por exemplo, para produtos panificáveis, né? Então, eh, eu vejo muito, eu vi até que ela tava aqui, eh, mas eu vejo muito, eh, receitas de pães, por exemplo, né?
sem farinha de trigo, sem glúten e aí novamente, porque sem glúten, se tiver um motivo válido, OK, mas eu vou sempre bater na tecla, né, de não eh trazer esse grande terrorismo pro glúten, como as pessoas gostam de fazer, mas que para conseguir aquela textura, né, mais semelhante ao que a rede de glúten promove, eh, É, as receitas incorporam psílium ali, né, com farinhas que naturalmente não tem glúten, para conseguir ter um pão mais fofinho, um bolo mais úmido, né, em receitas aí sem a presença de glúen. Por que que tem gente que chama o psílium dezenique natural? Porque a fibra solúvel ela ajuda a reduzir o apetite, mas não existe nenhum tipo de comprovação científica de que o psílium atua como eh inibidor do GLP1, que é a enzima lá relacionada com o uso do Zenpi.
É, então assim, o Psíum eu acho uma loucura. Eu vejo muito eles falando do Morosil, né, que é o extrato lá da da laranja Moro, que esse sim tem essa atuação direta lá no GLP1, tá bom? Os cogumelos, eles são ricos em betaglucanas, assim como a aveia.
Também são ricos em fibras, vitaminas, né? Lipossolúveis, hidrossolúveis, ricos em compostos fenólicos, aminoácidos essenciais. Faltou a palavrinha aqui, mas são aminoácidos essenciais.
né? Então, os cogumelos eles são aquele grupo de alimentos, né, que não é nem de origem animal, nem de origem vegetal, são fungos pensando nos reinos, né, eh, nos nos reinos biológicos, mas que também são considerados superalimentos. Eles têm, né, um uma concentração, né, e uma diversidade de compostos bioativos bem interessantes ali na sua composição.
Esses cogumelos, eles estão relacionados também, né, com o estímulo à imunidade, porque eles auxiliam na propagação de células MK do sistema imunológico, né, as células natural killers. Então eles estimulam eh o aumento da imunidade, né, a melhora da do sistema imune. E além disso podem apresentar são antioxidante, antiinflamatória e hipoglicemiante.
Então, pensando na nutrição funcional, para quem os cogumelos poderiam, né, ser indicados pensando ali na incorporação desses alimentos num cardápio? Para quem que eu poderia indicar? Para pacientes imunossuprimidos, uma vez que eh eles possuem compostos que estimulam essa essa mobilização de células natural killers.
Então, eh, exemplo, pacientes com quimioterapia, pacientes soropositivos, eh pacientes com doenças autoimunes, por exemplo, né? Eh, pacientes com doenças inflamatórias crônicas. E aí a gente pode pensar desde uma obesidade até um câncer, por exemplo, que são doenças aí relacionadas com inflamações sistêmicas, com dislipidemias e pacientes em dietas com restrição proteica, porque apesar dos cogumelos apresentarem, né, os aminoácidos eh essenciais, na sua composição, eh, as a composição em proteínas dos cogumelos, ela é bastante diferenciada quando a gente pensa em proteínas, né, eh, de origem animal.
E aqui seria restrição proteica, né, de proteína de origem animal. Então, eh, a gente não tem aquele impacto, por exemplo, para pacientes renais crônicos que precisam realmente, né, fazer uma restrição proteica bem importante para não eh sobrecarregar o funcionamento renal, por exemplo. Seria aí uma maneira de suprir proteínas sem trazer essa sobrecarga renal.
E pra gente finalizar, eu acho que o Kefir é o último. E pra gente finalizar, então, eh, a gente tem o kefi, né, que não é um alimento, é uma bebida funcional. Eh, o Kefir, ele também faz parte, né, do rol de alimentos funcionais já.
Eh, já com comprovação pela Anvisa, né? Eh, principais características do kefir. Ele é uma bebida fermentada, rica em probióticos, é uma bebida uma bebida látea fermentada, tá?
A gente precisa deixar isso bem destacado, rica em probióticos que vão servir como alimento, né, paraa nossa microbiota intestinal. Além disso, eles eh o quefir ele contém vitaminas do complexo B, um alto teor de cálcio, porque é uma bebida láctea, fermentada, então é o leite que fermenta, o cálcio que tá ali no leite, ele vai ficar concentrado. Eh, enzimas e compostos bioativos, como eu falei, por ser rico em probióticos, ele regula a microbiota intestinal.
E aqui a gente tem que ter, né, um cuidado, porque o probiótico ele vai servir de alimento para qualquer que seja a cepa de microrganismo que está colonizando o seu intestino. Então, para ter esse efeito benéfico da regulação da microbiota intestinal benéfica da microbiota intestinal natural, a gente precisa, primeiro de tudo, de um intestino saudável. Se eu tenho um paciente que chegou para mim com uma síndrome do intestino irritável, uma doença de crom ou que tá vindo de um uso crônico ali de antibióticos que vai que não vai ter naquele momento uma microbiota intestinal adequada que não vai ter um intestino saudável, eu colocar quefir pensando nesse nessa carga probiótica que ajudaria a regular a microbiota, isso vai ser um grande tiro no pé, porque aqueles microorganismos patogênicos que estão lá, sejam os patogênicos ou os oportunistas, né, que estão lá colonizando o intestino nesse momento, eles vão proliferar ainda mais.
Então, muito cuidado quando a gente pensa no uso do kefir, porque o meu paciente, primeiro de tudo, ele precisa estar com o intestino saudável, senão isso vai virar um grande problema. E além disso, né, o quefir, ele tem um potencial antibacteriano devido a uma a uma a um metabólito produzido por uma das cepas que fermentam o leite para fazê-lo virar quefir, que é esse, pelo amor de Deus, abaixo tem que é esse microrganismo que é o lactobacil quefire. Então, pra gente finalizar, eh, quando que a gente vai, né, aplicar esse kefir pensando em estratégias dentro da nutrição funcional?
Ele pode ser interessante para pacientes com intolerância à lactose? Por que que ele pode ser interessante para pacientes com intolerância à lactose? mas que precisam ali, né, do cálcio, das vitaminas, dos benefícios do leite.
Porque se para ter quefir eu preciso de fermentação, como é que o processo de fermentação acontece? O microrganismo, a levedura vai lá, consome o açúcar e produz ácido lático. Qual é o açúcar do leite?
A lactose para fermentar o leite, essa lactose ela precisa primeiro ser quebrada em glicose e galactose e depois essa glicose e a galactose vão ser consumidas para produção de ácido lático. Então o kefir ele é naturalmente um produto lácteo sem lactose. É uma alternativa interessante, por exemplo, né, para crianças, para idosos que têm essas necessidades de cálcio aumentadas, né, e que de repente ali, dependendo até do grau de intolerância, não podem nem consumir, por exemplo, um leite zero lactose.
em casos de disbiose intestinal, mas novamente em casos de disbiose, primeiro a gente precisa tratar a disbiose. E aí no caso não somos nós quem tratamos, né? São os gastroenterologistas.
Depois que essa disbiose foi tratada, ou seja, que o paciente foi lá, tomou o repofor dele, né? tomou o florativo dele, teve a melhora do quadro intestinal, do quadro de irritação intestinal, né? Aí sim a gente pode entrar comfir para estimular a proliferação daquelas bactérizinhas que estavam lá no repoflor, que o paciente tomou.
Em casos de diarreias recorrentes, ele também pode ser interessante devido, né, ao seu potencial probiótico e ainda, né, como a maneira de reforçar o sistema imune. Porque uma microbiota saudável, ela auxilia também, né, na na permeabilidade intestinal. Então, se eu tenho um intestino, né, impermeável, eu diminuo o risco de infecções e eu tenho ali, né, o meu sistema imune sendo potencializado.
Porém, a gente tem que ter também um cuidado bem importante, que é como que esse kefir tá sendo preparado. Então, o kefir ele é um fermentado feito por uma levedura, né? É um organismo vivo.
Aquilo ali para o preparo precisa levar em consideração as boas práticas de fabricação. Então, assim, é conhecer a origem da cepa, né? De onde tá vindo aquela cepazinha ali que você recebeu, eh, que ou que você comprou.
né? Sempre utilizar o leite eh esterilizado, leite UHT para fazer, né? Evitar leite pasteurizado, evitar leite cru devido à proliferação de microrganismos oportunistas ou patogênicos.
sempre esterilizar todos os frascos que forem ser utilizados ali para fazer essa fermentação, né? Acabou um que eh acabou aquele aquela garrafa, não é só aproveitar que ainda tem levedura lá dentro e tacar mais leite para fermentar. Precisa esterilizar aquele frasco.
Isso é uma das coisas que mais contribui para contaminação nesses produtos fermentados. E aí, não só pro quefir, mas para combucha, para aquele, é o combucha que é que é feito com o também com aquele scob, scub, é, é o combucha, né? Então, não só o quefir, mas a combucha também, né?
Porque muitas vezes as boas práticas de fabricação elas são deixadas de lado. E aí é aquilo tem é probiótico, é, mas ele vai ser probiótico para qualquer microrganismo, seja patogênico, seja degradante, seja oportunista. Então, eh, essas boas práticas, elas devem sempre ser levadas em consideração para que a gente tenha, né, os efeitos necessários ali sendo cumpridos.
Então, com isso, a gente encerra eh esse conteúdo por aqui e eu vou, gente, eu vou mostrar para vocês, quem tiver curiosidade também, eh o treco lá da teia de aranha que eu fiquei com isso na cabeça. Vai aparecer aí para vocês já já. Só para vocês terem uma noção de como que a cafeína impacta na numa capacidade eh instintiva, né, do animal.
É bem bem chocante, bem impactante quando a gente vê assim essa imagem, né? Bem, bem doido de pensar. E com isso, só a título de curiosidade, né?
Eu encerro a nossa aula por aqui. Então, queria, vou até abrir o vídeo só para dar um tchauzinho, né? Queria agradecer a vocês pela presença na aula de hoje.
Pedir desculpa pela minha lentidão. Eh, logo logo tô 100% de novo. Bom, é a última vez que a gente se encontra antes da formatura de vocês, né, da colação de grau.
É, alguns eu ainda vou encontrar por causa da orientação ou por fazer parte da banca do TCC, mas, né, em todo mundo, né? Então, vou aproveitar aqui esses 5 minutinhos finais para desejar para vocês, né, já nesse momento boa sorte com as apresentações do TCC, né? Eh, espero que todos consigam eh ter, né, boas apresentações, realizar bons trabalhos, né?
A gente espera muito isso de vocês. Boa sorte na vida profissional, né? Seja para quem tá começando agora.
Ah, primeira graduação. Tô tô fazendo isso. Tô vou entrar nessa nessa coisa do mercado de trabalho agora ou para quem já tá, né, nesse processo de repente de transição de carreira.
Boa sorte para todo mundo. Eh, minha primeira turma, vou sentir muita saudade, mas vocês sabem, eu falo isso sempre, né? Vocês podem contar comigo pro que for necessário, né?
Todo mundo tem meu contato, todo mundo sabe onde me encontrar. Eh, e no que vocês precisarem, eu, na medida do possível que tiver ao meu alcance, vou estar sempre disponível. Não tenho notícias da colação, não tem data ainda, mas vai ter colação.
Eh, sim, ainda temc, né? Juliana me orientada, Vitória me orientada. Aí Rafaela, fala que vocês vão me escolher pra banca.
Sei. Vocês estão querendo me tirar até o meu último couro, né? Mas pode chamar mesmo que eu que eu gosto, eu gosto.
Gente, beijos para vocês. A gente se vê em breve, né? Tanto nas defesas quanto na colação.
Foi um prazerzaço estar com vocês nesses 3 anos e meio, né? Não, 4 anos, porque eu não pego vocês no primeiro período, mas foi um prazerzaço estar com vocês nesses 3 anos e meio. Adorei conhecer cada um de vocês.
Eh, acho incrível a maneira com que a gente evoluiu da de 2022 um para cá, né? Eh, eu como docente, vocês como agora quase profissionais, né? Eh, é muito emocionante ver essa, essa evolução que nós tivemos.
Então, fico muito feliz da gente ter crescido junto, né, dentro da nossa profissão. Beijo para todo mundo e em breve a gente se vê. Tchau, tchau, pessoal.
Boa semana para vocês.