[música] [música] [música] Salve salve rapaziada, estamos ao vivo para mais um pode pass certo mítico jovem. Certo meu irmão. Tá parecendo que a gente tá numa rádio. Onde a gente tá? Ah, estamos na Mix TV. Mentira, estamos aqui na Universal Studios e Universal aqui em Orlando. Será dá aqui atrás? Dá para ver a galera passando aí, ó. Tá passando uma moça, duas moças. Agora a moça. Dá dá ou não dá? Uma criança, um rapaz. [ __ ] finalmente, hein, cara. Conseguimos falar com esse cara. Tava difícil. [ __ ] que pariu. Quando foi jogando, Graças
a Deus. Eu acho que tudo tem no tudo é no momento certo, né, meu Padrinho? Sempre no melhor momento. E e olha onde nós estamos, né? Feliz que o Rafa também tá ali, tá com a família dele aqui, ô. Coisa boa. Aqui. Esse é o clima de Orlando, né? Família, alegria, calor, futebol. Filho dele já tá tudo desesperado. Vai logo, pai. Para liberar pra gente brincar, [risadas] [ __ ] Ó, rapaziada, bate muita palma aí no estúdio. Estamos com ele, Roberto Carlos Do Brasil. Monstro, meu ídolo. Como é que você tá, meu irmão? Tudo bem?
Tudo bem. Obrigado, viu? Obrigado pelo convite. Aproveitando que o Real Madrid tá aqui também, né? Ufa. Então, tive um tempinho de poder falar com vocês aí, contar um pouco de História, saber de vocês também que vocês são jovens. Irmão, pode perguntar o que você quiser. De brincadeira, pode o que quiser. A gente não vai correr para responder não. Mas o papo é o seguinte, você já falou que o Real Madrid tá aí e tal, pra gente entender, a gente que é brasileiro e ama você, mas às vezes tá longe e não tá sabendo o que
tá acontecendo na sua vida, o que que você faz no Real Madrid Hoje? Eu sou embaixador do Real Madrid, quer dizer, viajo pelo mundo contando a história do do clube e tal. Há quanto tempo, Roberto? [ __ ] já tô há 8 anos, velho. 8 anos já. E sendo embaixador do Real Madrid é fazer foto com os sponsor do Real Madrid, eh, fazer as fotos durante os jogos. Eu viajo todos os jogos, eu vou com o time viajando para todas as competições, Copa do Rei, Champions, Liga, Supercopa e viajo para todos os jogos com os
meninos, com Vini, com Militão. Você ainda gosta desse? Não gosta, porque é óbvio que gosta, mas falou assim, mas você eu sinto falta de jogar futebol, sente falta desse dia a dia de jogo é tô fazendo tudo, menos treinar e jogar. Essa é verdade, porque eu fico no campo, eu faço um pouco de tudo, mas pô, dá saudade, lógico, pô. Da minha época de De União São João, Palmeiras, Inter de Milão, Real Madrid, seleção brasileira, dá saudade. Os o você viu que os moleques eles tiram muita dúvida com você, mesmo eles, pô, já estando no
Real Madrid muito muito jovem, pô. Você rod júpeões da Champions League com 20 20 e poucos anos. El, você vê eles perguntando muita coisa com vocês. Como é que é essa relação dos dos brasileiros com vocês? Não é mais conselho. Mais conselho. Quem Sou eu para falar alguma coisa pro Vini, pro Rodrigo, pro Militão, pro Odzola, Roberto Carlos, Ardá, enfim. [risadas] Não, você é o Roberto Carlos. Eu só chego no momento de crise. Deu crise, eu apareço. Entendi. E Real Madrid tem crise interna. Quando acontece algum probleminha ali no clube, eu resolvo, tá? Mas a
gente não joga na imprensa porque imprensa não tem que saber, o Público não tem que saber. Então o Real Madrid é um clube muito organizado em relação à estrutura. Então problemas nunca, sempre bons resultados. Da hora saber desse seu momento, da sua vida, da sua carreira, porque eu eu sei que muitos fãs querem saber de toda essa parada, mas eu quero saber também da sua, do seu momento atual. Mas qual momento você tava quando o Real te chamou e porque você topou? Você não Fala: "Meu Deus, olha essa nova empreitada". Aí depois eu tava na
Índia, fui fui jogar no Deli Dynam aí da Índia que tinha aquela liga de de franquícia franquia, né? Uhum. Eu era um jogador franquia, então era treinador, jogador. Isso foi em 2000. E você tirava o tern ia jogar, moleque. Não, não. Eu joguei dois jogos só. Só fiz dois jogos. Depois eu coloquei. Quem Que eu coloquei? Que que o treinador achou? Não tava precisando. É, eu achei que eu não precisava jogar. [risadas] Tá muito mal. não tá correndo como antes. [risadas] Aí colocava os meninos mais novos. Mas foi uma baita de uma experiência. Aconteceu isso
no Angi também da Rússia. Eu fiquei lá dois anos no Angi, duas temporadas. Praticamente eu eu montei o Time do da Rússia, né? Sulean Kerimov era proprietário, me contratou 2000 quando assim que eu saí do Corinthians. Por que você fez isso [risadas] então, mano? Você entendeu? Aí você arrumou um problema. [risadas] É ser campeão brasileiro. Rapaz, a torcida do Palmeiras me chamava de traidor. Ué, sério? Sério? Torcida do Palmeiras. E eu tentei Explicar para eles. Poxa, eu fui no Santos primeiro, que é o time de de coração. Meu time de coração. Você bateu lá? Foi,
pô. E aí? Mentira. Aí falaram que não tinha possibilidade de de me pagar. É verdade. Sim. [risadas] Eu naquela época até entendia, né? Ali foi o começo de tudo, né? Em relação ao Santos, né? Pô, aquele time do Santos da B que você não foi, irmão. Mas como que foi? Você como que foi, Roberto? Você chegou assim, Santos? Não, eu eu marquei uma reunião na época com o presidente do Santos, foi o diretor esportivo do Santos, eu sentei com ele, falei: "Ó, tô querendo voltar pro, quero ficar, quero voltar pro Brasil, quero ficar no Brasil
durante muito tempo, tal". Ele falou: "Roberto, a gente não tem uma estrutura ainda boa para você, velho. E a gente não vai trazer aqui se não dá todo o suporte necessário para você jogar bem dentro de campo." Falei: "Não, não tem problema. Um dia eu vou jogar aqui, mas dá duas camisas do Santos para eu guardar de recordação. Aí me deram as camisas, mas não me deram contrato. Aí fui no Palmeiras. Mesma coisa. Palmeiras também não tinha a possibilidade de de me colocar no grupo, tal, porque já tinha, não lembro quem tava jogando lateral esquerdo,
tava bem no time, ia arrumar confusão. Falei: "Não, beleza, não tem problema". Aí foi quando o Ronaldo soube que eu tava no Brasil, ele tava almoçando com o Andre ali na Marginal. E onde você tá, velho? Eu falei: "Tô em São Paulo, por quê? Não, que tô lendo Que você tá no Brasil e não me ligou. Você foi em qual clube? Falei: Santos e Palmeiras. Você falei? Ele ficou bravo com você? Ficou muito bravo. [risadas] Vem para cá. Já falei: Ronaldo, não dá, velho. Não, você o Andrés quer falar com você. Eu falei: "Ô, ô,
ô, Ronaldo, eu joguei no no Palmeiras. Você acha que como que eu vou assinar com o Corinthians, mano? Mas eu vou me reunir com vocês. Aí o Andres passou toda a Planificação que ele tinha de temporada, o que o Ronaldo tinha feito, como era a torcida do Corinthians, como iam se comportar comigo, porque eu nunca tive conflito com torcida, até pela me dou bem com todo mundo, né? Mas você é um ídolo nacional também, não tem como. Mas é é muito legal porque eu sempre disse pras pessoas que eu sempre fui embaixador do país. Nós
que jogamos fora do país, nós que trabalhamos fora do País, hoje nós somos embaixadores do Brasil. Você se sente um representante da bandeira brasileira do da do brasão? Sim, sim, sim. Até porque é uma é uma história bonita, uma história muito legal que eu fiz em futebol dentro e fora de campo. Com certeza. Nunca tive problema nenhum dentro de campo e muito menos fora de campo. Aí você tinha medo da da torcida do Corinthians como ia reagir com a sua talvez ida lá. Sabe essas entrevistas você sendo legal com o torcedor? Sim. E mostrando para
eles que não existe rivalidade dentro de campo, que independentemente da camisa que você vista Uhum. Você vai fazer o teu melhor e vai jogar com alegria e tal, tal. Isso que eu Passei paraa torcida do Corinthians. Não consegui explicar direito paraa torcida do Palmeiras porque foram 2 anos e meio lá ganhando título aquela época do 93, 94, 95. Mas o que que te convenceu você ir pro Corinthians? Adivinha Ronaldo. Mas era o que jogar com ele? Mas ele apelou. Ele apelou pro emocional, pra amizade. Falou: "Mano, Você que sabe também, viu Roberto?" [risadas] Mas ele
é muito assim. O Ronaldo, ele é muito assim, né? O Ronaldo quando ele tá tomando um negócio, ele, pô, não deixa nem você 5 horas da manhã, você não vai embora não que tá cedo. 5 horas da manhã ficar tudo tonto já. Tudo descansar que daqui a pouco tá entre. Não, não, não. Se você for embora, você não entra mais aqui. Meu Deus. O igão é meio que assim Também, meio vai num sentimental da pessoa que você se sente mal se você negar. Eles são eles são Falta amor. É, os gordinhos é assim, né? Não,
mas falta amor. Falta. É que quando a gente é muito próximo de vocês assim, vocês sentem que é dono. Dominância. Isso. Por que será, mano? São muito legal, mano. É verdade, entendeu? E a gente gosta de se sentir bem. É gosta de agradar de todo jeito. Fica aqui comigo, mano. Que só mulher o [ __ ] [risadas] Fica aqui com nós. Não, mas esse negócio, pô. O Ronaldo, o Ronaldo não tinha, ele não parava, velho. O Ronaldo não parava e eu queria ficar em casa com a minha família. O Ronaldo não parava. Mariana falou: "Pô,
Pelo amor de Deus, dá um tempo." Não é aquela fase, o tempo do Ronaldo, não é o ele ou eu. Entendeu? Porque eu disse muitas vezes, o Ronaldo é o meu melhor amigo no futebol. Olha que tenho amigos para caramba, né? Mas o Ronaldo eu conheci ele menino ainda quando ele tava no PSU, velho, no PSV. Por que vocês se conectaram tanto? Você sente? Vai saber, né? Você acha que foi, sei lá, dividindo o quarto e foi criando. A gente dormia juntos. A gente dormia juntos, não, no mesmo quarto. O pessoal vai entender mal. [risadas]
E a gente fala sempre entrevista, né? Que eu dormi mais com o Ronaldo do que com a minha própria esposa, né? Então eu pude acompanhar ele o crescimento dele, ele acompanhando o meu crescimento, dando risada, contando história, a gente descia para almoçar Jun para tomar café junto, subia para pro quarto, voltava para almoçar juntos. Era um relacionamento super interessante. E tudo que eu fiz na minha vida, tudo que eu aprendi na vida, eu devo muito a duas pessoas, possivelmente, né? Meu pai, lógico, meu pai chato para [ __ ] E logo o Ronaldo. Ronaldo foi,
mas o quê? E vocês dois conversar? Eu sei que você quer saber? Não, pior que não. O quê? Das festas. Cara, é festa. Não, [risadas] eu não quero saber, eu quero ir, mano. Eu acompanho vocês há muito temper também. Mas agora Ronaldo vai casar de novo. É, né? É, é. Fodeu com a gente. Não, Ronaldo. Ronaldo, cara essa, mano. Não. E outra Coisa, ele me convidou de padrinho. Ah, você vai ser padrinho. Tem um grupo aqui no WhatsApp de padrinhos, mas eu não sou padrinho. Você não é? Não sou. Ele nunca chamou você para ser
padrinho de outro casamento. Não, grupo chama-se só os padrinhos. Mas eu me convidaram para ir pr pro pra cerimônia. Não é Entender. Você conhece também há muito tempo a fera, né? Nossa. Atenção, Ronaldo. Imagina mítico. Imagina você ser padrinho de casamento do Ronaldo. Que que ele quer de presente? Que que ele quer? Que que ele quer? Um presente para ele, chega na festa e fala: "Não, você tem que ficar ali sentado na na fileira três ou na dois ou que fora." Mas aqui no no em cima você não pode ficar, Não é? É. Os padrinhos
fica lá em cima da noiv. Aí não deixaram você subir, não. Vai ser dentro de pouco. Dentro de pouco. Ele vai casar, velho. Não, não. Que é isso? [limpando a garganta] Ronaldo, você já entendeu que essa não é a vibe? Não, [risadas] não, mas ele quer carregar. Brincadeira. Felicidades, Felicidade pro Ronaldo. É, Celina, gente boa pr caramba. Mas você deu, você deu o que de presente? Como que é o nível de vocês de presente? Dá uma casa, uma ilha, como [risadas] é que funciona essa coisa?Ix de presente entre vocês? Deixa eu ver aqui. Acho que
ele não me pediu nada, não. Deixa eu ver. Pera aí. Eu ia pedir pedir um closet da casa. O bom de fazer Esses programas assim que você pode fazer todo pode. Oxe, aqui é solto. A única coisa que é cor clara, evitar vermelho e preto. E pras mulheres não pode de esses sapato de fino, não sei o quê. Mas o presente não tá. Ah, ufa. Ufa. Ufa [risadas] Tá bem, Ronaldo. Mas ufa às vezes você também não sabe que que presente você dá para agradar o Ronaldo da vida. Pres no Ronaldo vai casar. Você ia
dar o que de presente para ele? É sério? Tô falando sério, não tô brincando. Só de sacanagem. Caramba. Caramba. É nossa. Ele tem tudo então e até mais. É uma TV de tubo, tá ligado? Um bagulho que ele não vê faz tempo também. [risadas] Branco e preto. Pô, ele ia ficar maior feliz. Ele falou: "Nossa, e você sabe que ele é muito assim? Ele é muito assim. Ele tem tudo. Você vai na casa do Ronaldo lá em Biza, você vê, pô, televisões do caramba, o Ronaldo tem Tudo. Imagina, imagina tudo. Ronaldo tem. E vai dar
o quê? Uma bola de de paddel. [risadas] Ele gosta de pedra. A gente vai ser o o como é que se fala? A atitude de dar alguma coisa para ele do que o presente em si. Não, se você não quiser gastar muito, você fala: "A presença tá boa". Só a presença já vale muita coisa. Mas tem que ser assim com os amigos. A gente conheceu ele agora no no Qatar e a gente trocou uma ideinha com ele maravilhoso. E óbvio, né? como brasileiro idolatro Ronaldo assim aí aí tem o lance do dele ter ido pro
Corinthians e aí pô você vê a simplicidade que ele é às vezes e pô também Ronaldo. Ronaldo, Romário, vou chamar agora Roberto. [risadas] É muito R vocês também. Quantos os caras e quando os caras me confundem com o Ronaldo mano? Não, não tem como. Mas de confundo sim. Para as pessoas sim, mas de coração mesmo. É. Aí, Ronaldo, tudo bem aí? Você teve um dia no Real Madrid que eu tive esse problema. Depois você, depois você não esqueça que Você ia falar do Ronaldo que ele é muito gente boa. Parece que ele não tem noção
do da do tamanho da grandeza que significa, sabe? Muito natural. Ele é muito natural. Isso é bom. E não fala o que você falar. Esse negócio da de Ronaldo, me confundiram com o Ronaldo, não sei se o Rafa vai lembrar, teve um dia que tava saindo do treino do Real Madrid, aí como não podem, não pode entrar no treino para Ver o os jogadores, tal, aí paramos na porta, parei com o carro, tal, vem uma senhora e fala assim: "Ô, Ronaldo, eh, você [risadas] pode, você pode assinar um, pode dar um autógrafo pro meu neto,
qual o nome dele?" "Ah, Jesus." Então, aí você assinou Ronaldo. Jesus. O o final você vai ver para Jesus com carinho Ronaldo R9 e aí R9 É aí a mulher foi para casa, tal, entregou porque ela tinha feito a foto e colocou o autógrafo junto com a foto. Aí o menino falou para ela: "Não, vó, esse é o Roberto Carlos. A mulher me denunciou, mano. Me denunciou. Falscidade de lógica. [risadas] É. E aí? Mas chegou o que? A denúncia. Chegou uma multa lá em casa para pagar. Ela queria, ela ela tava precisando Também de de
tal e eu acabei pagando a multa e o dinheiro foi pra mulher. Ah, não, não. Mas espera, meus filhos, preciso falar de valores, mas é foi um valor diferente por apenas colocar Ronaldo R9 é um valor valor alto. É um valor [risadas] alto, né, mano? Verdade. Juro por Deus. Não fala isso porque você vai dar ideia pros outros agora. Pelo amor de Deus, Não faça isso porque eu tenho acompanhado notícias, as pessoas estão muito, as pessoas são ligeiras, mano. Não, então pessoas são ligeiras. Mas aí não não vai pra frente também. É só você não
assinar Ronaldo. Mais ô Roberto, eu tenho uma grande dúvida sobre você. Quando é que você sente confiante ao ponto de falar assim: "Dá que dá, vou chutar?" Meu irmão, da onde começou isso? Jogo, isso é do jogo, não. E eu desde pequeno eu tenho a perna forte, né? E meu pai, tanto que o meu primeiro presente foi uma bola, aquela famosa bola de capotão, lembra das bola de capotão. Você são nov, vocês são novos ainda? Não, eu peguei. E e meu pai comprou uma bola e a partir daí futebol era a minha vida, estudar bola,
estudar bola. E quando eu entrei na União São João em 88, depois dos Jogos Regionais, a gente tinha a gente treinava muito e como sempre fui muito rápido, pequenininho, rápido, eu precisava melhorar minha o meu acerto de cruzamento ou de chute ou gol. Então ficava treinando muito, meia hora, 40 minutos. Aí fui pro fui pro Palmeiras e o Vanderlei na época era muito treinador mesmo. Ele me pegava ali como deve cruzar ali, empurrava a bola para mim, fazia o zigue-zague e bum, bola no Segundo pau, bola no primeiro pau. E as faltas eu comecei com
União São João com o Éder. Lembra do Éder Leixo? Pô, esse eu não lembro, juro. Aí pegou na idade mesmo. Eu tá, eu vou falar para ele que vocês não conhecem. Fala não. 82. Seleção de 82. 82 86 ou é leation? é da nossa época. [risadas] E o Éder ou o branco? Branco, você lembra do branco? Isso. Júnior. Sim. Sim. Doed lembra, pô. Não. Tá bem. O Éder [risadas] só fale falar que é o mesmo que vocês não lembram. O Éder Aleixo, ele trabalha hoje no Atlético Mineiro, porque ele ele é mineiro, claro, jogou muito
tempo no Atlético na seleção brasileira, na época do Zico, o Sócrates, se você ver um gol De fora da área, você vai saber quem que é. A Lexo de 82, acho. Lateral direito. Não, ele é o Jorginho. Não, mas ele é lateral. Ele é ponta esquerda. Ponte esquerda. Tá bom. Éder Aleix. Vou atrás. Pode ir. E ele ele era meu professor. Aí depois entrou o branco na história que eu fui com a seleção, era reserva do Branco e a gente sempre quando acabava o treino, a gente ficava 30, 40 minutos batendo falta. Mas você sentiu
uma certa facilidade? Porque a bola não é tão leve hoje. Acho que hoje em dia a bola é mais leve do que aquela época. E eu acho que a partir dos anos 90 a bola ela começou a ficar mais leve. Ela começou Fez muita diferença para você? Fazia diferença. A minha época de União São João, por exemplo, era um pouco mais pesada. As marcas faziam um pouco mais pesada e pouco a pouco eles foram fazendo a bola menor, mais de plástico, né? Não, aquela de costura. Sim. E a bola vai perdendo peso. Você tira costura,
ela perde peso. Então, ao decorrer da sua carreira, conforme as bolas foram mudando, você teve que se adaptando. Tá pensando, tá pensando por quê? do Éder Alex. [risadas] Brincadeira. Eu quero saber assim quando foi que você ficou confiante ao ponto de, tipo assim, porque desunião, desunião, rolava uma parada de jogar contra você que era tipo tomar cuidado do cruzamento, da inversão de bola, da falta ou até do arremate vindo de longe, sabe? No Palmeiras já começou isso, né? Acho que no Palmeiras foi minha minha época boa assim de fazer gols de longe. Eu fiz Um
gol em 93 contra o Grêmio. Eu fiz praticamente muito parecida a do Brasil contra a França. E aí o E eu começava a treinar muito e no Palmeiras esse jogo contra o Grêmio foi bom. Foi bom porque aí começou uma era do chute de longe do Roberto Carlos e continuava treinando. Não ficou uma era. Eu lembro, eu já vi o Marcelinho Carioca falando que é ídolo também, não tem como. E ele fala assim que teve um jogo que você chegou nele Que você tava era Corinthians Palmeiras, falou assim: "Daí é só eu, hein?" E ele
acabou fazendo gol. Isso é verdade, é verdade. Quant o Veloso não foi? Foi em Ribeirão Preto. Errei um pênalti na final. Você errou um pênalti? Eu tinha, já tinha sido vendido para Inter Copa América que eu tinha feito um gol de pênalti. Olha que história maluca. Aí Eu lembro que saiu o pênalti no minuto 62 de jogo. Sei se tava 1 a 1, lembro do tempo. E o Ronaldo era o goleiro. E o campo do do Botafogo de Ribeirão tinha e eh por baixo da grama tinha muita areia. E no na marca do pênalti não
tinha marca do pênalti, tinha areia. Escorregou pr caramba. É. E foi nesse jogo que o Marcelinho meteu por cima da barreira lá. Um golaço, rapaz. E Marcelinho, é isso que eu i perguntar. Pernambucano. Esses caras são de outro mundo, velho. Não, mas você também, irmão, só que você é na ignorância. Mas eu te explico uma coisa. Eu eu eu de pênalti eu sou horrível. Curta distância eu sou horrível. De longa distância eu acho melhor. Qual foi o maior o o gol que você achou mais [ __ ] que você fez? O gol contra o Tenerife
foi o mais legal. Com a bola em movimento, a bola quicando. Eu passei da bola e bati por Cima do Qual que é aquele que é quase na linha do de fundense, né? Essa foi Real Madrid, Tenerife. Você sai assim, ó. É, nem eu acreditei. Ah, você tá zoando os cara [risadas] Deus. Você não fez assim, ó? Tipo, [risadas] pode olhar no replay, ele faz assim, ó, tipo, ah, gente, fiz mais um. Ai, [ __ ] segura. [risadas] Mas esses dois gols foram Eu gosto muito daquele da Copa de 2002. Acho que é contra a
China. É contra a China. A bola saiu, bola fez assim na Não, o da dó do goleiro, ele ele caiu depois. Tem o do Corinthians também que eu gosto muito que acho que é na Arena Barueri que você vai no Trinc lá no Trinco contra o Rio Claro. Esse aí foi demais. Contra a Portuguesa também não tava. Isso não tava. Meu pai, Meu pai não deixava muito. Qual que aquele que ele tá na do Brasil que a bola faz uma contra França? Acho que França contra o Bartz. Eu fiz um gol bonito também contra o
contra o Olimpique de Marselia que o Beckham bate o escanteio e eu pego de primeira. Campo molhado, a bola quicou, foi lá em cima. Qual Marcos? O gol olímpico contra Portuguesa, Corinthians e Portuguesa. Aquele ali você foi danado, hein? Foi rasteirinha mítico. Foi uma trivelinha rasteirinha. Um gol Palmeiras e Boca Júnior. O Ivair dá um passe para trás, eu bato. A bola faz um efeito também que vai lá no lembra do goleiro Navarro Montoia, lembra? Não vai lembrar que vocês são novos ainda. Esse aí, esse aí também não peguei não. Montanha. Meu irmão, eu quero
saber também que o lance quando você começou no Palmeiras ali, eu lembro que você tinha cabelinho. Tinha. Pô, por que você foi raspar? Você tem cabelo? É porque não, eu tenho. Teu cabelo igual do Marcelo. Meu cabelo é enorme. É. Eu lembro uma vez que foi teve um jogo União São João e Curitiba lá em Araras, 42º na Lomba, 11 hor da manhã. [risadas] Eu não vou falar o nome do produto e eu Passei um produto que alisava o cabelo. É porque eu tinha cabelão, então o que eu fazia? Meu cabelo crescia para cá, então
queria jogar ele para baixo, entendeu? E passei o produto e ficou lindo, velho. Passei água, ficou balançando para caramba. Fazia assim, o cabelo vinha aqui na cara. O problema foi que como tava muito quente, velho, ficou um um pau meu cabelo, [risadas] queimou tudo, uma Confusão aí, vou raspar. Aí eu tive que raspar. Aí foi quando nasceu a Roberta, minha primeira filha, entendeu? Aí eu achei legal, comecei por sorte jogar bem, ganhar títulos. Eu falei: "Agora acho que é vou virar essa esse". Você nunca deixou crescer? Não. Que isso? Como você nunca teve curiosidade de
ele é calvo por opção. Toda sexta-feira 3 horas da tarde eu corto, eu raspo. Por quê? É tipo, é a regra dele, entendeu? Eu vou falar igual o Zé Roberto, eu sou supersticionista. [risadas] O Zé me mata. O Zé teve um dia que chegou, teve uma época que ele chegou lá com a gente no no no Real Madrid [risadas] e cada um tem seu armário, cada um tem não tinha nome nos bancos, mas ele dentro dos jogos, indo pros jogos, cada Um tinha o seu banco, certo? Sim, sim. Porque o jogador de futebol, ele é
muito bitolado em ter suas coisas. Se tiver uma coisinha errada, você acha que vai dar tudo errado? É, você vê o Nadal com a com a garrafa. Ele enquanto não tiver na garrafa, do jeito que são são esportistas que têm seus costumes. Aí teve um dia que no vestiário o Zé me chamou, falou: "Ô, filho, ô filho, falei: "Fala, filho, pô, porque Os caras sempre fazem as mesmas coisas aqui esses caras, esses caras são muito supersticionista, mano." [risadas] Falei: "O que, Zé?" Não, mano, que os caras são muito supersticionistas. Falei: "Ah, Zé, vai cagar. [risadas]
Supersticioso, Zé". Ele te chama de firme. O firme é aí de um lado, de um lado pro outro, você muda o passe de um lado pro outro, eh, muda de lado, né? Outro lado, para outro lado. O Zé, o Zé soltou no Treinamento assim: "Cambeia, [risadas] cambeia". Eu falei: "Nossa, Zé Roberto quebrando [risadas] no casteliano, velho. O Zé, o Zé irmão câmbia, né? Câmbia, câmbia de lado, cambia pr cara, [risadas] meu irmão. O couro você é ele vai, não vai me xingar, Zé não. Zé demais, gente boa pr [ __ ] Maravilhoso. Tem uma casa
maravilhosa, inclusive também a história dele linda, Mano. Em breve vocês vão saber isso. O lance é o seguinte, quando você recebe a proposta da Inter, como é que fica a cabeça de sair do país, ir pra Itália naquela época, Roberto, que tipo assim, que ano que foi? Devia ser 95, ser devia ser muito complicado você saber, meu Deus, como é que é Itália? É de boa? Será que eu vou ficar de boa lá? É frio. É que eu ia paraa Parma, né? Eu ia paraa Parma porque o patrocinador do Palmeiras era da Palática e acabou
que eh o Parma já tinha tinha o Benar Rivo, se não vou lembrar do Benar Rivo, que jogava dos dois lados e chegou a negociação com o Tanzi, que era o presidente do do Parma, junto ao Máximo Morato da Inter. Se se eu lhe se ao invés de ir pro Parma, eu poderia ir Paraa Inter. E como o Tanz era amigo meu também, ele falou: "Não, já tenho laterais aqui, a precisa". Então, acabou mudando um pouco meu meu meu rumo. E como foi para você de cara? Tranquilo? Super tranquilo. Para quem vem da roça, eu
vem de Garça, filho. Garça é lá no meio do mato, lá no interiorzão de São Paulo, maravilhoso. Aqui lá meu crescimento também, meu pai me ajuda muito. Mas você teve a facilidade na adaptação No futebol? Você já sentiu uma diferença? Você já teve um destaque logo de começo ou demorou para você começar a ter uma vaga? Esse eu já tava na seleção porque eu disputei aquele mundial de júnior de 91 que nós perdemos de 2 a 1, que colocaram juiz argentino para apitar final Brasil e Portugal, jogando em Portugal, acabamos perdendo o jogo e já
em 92 já tava na seleção, ou seja, o meu o meu a minha carreira já tava muito sendo Muito rápida. Eh, União São João, Palmeiras, Inter de Milão. E aí foi, eu eu não imaginava que eu fosse chegar num Real Madrid ou numa seleção brasileira titular. Uhum. Eu queria disputar três Copas do Mundo, nunca passava, nunca passa pela cabeça de um jogador, porque você vive o dia, você vive o mês, o ano, entendeu? Você acha que por você tá tão focado assim em treino, nas competições, por desempenhar Uma boa performance e tal, era algo que
não deixava você também sair da do pé do chão assim, tipo, nossa, tô indo para Internacional. Exatamente. Não, mas tô indo para Real Madrid. Internacional é desculpa. Internacional é Porto Alegre. O Internacional Internacioná o Z ainda internaz. Não, mas eu eu não tive problema de, juro por Deus, eu não tive problema de adaptação porque eu queria ser jogador de futebol. O meu sonho é ser jogador de futebol. E nesse mundo do Brasil, um menino naquela época com 200 milhões de crianças aí mais querendo ser jogador do futebol, eu fui escolhido. Eu não podia, eu não
podia voltar para casa e deixar meu pai triste. Mas como que era? Você falou, você falou Do seu pai que seu pai foi um cara essencial na sua trajetória. Ele pegava no seu pé muito, ele já te cobrava como atleta? Se eu acertando ele me cobrava, imagina quando eu errava. Mas ele era atleta também. Meu pai disse, meu pai que jogava bem, mas eu vi meu pai, eu jogava com meu pai muito pequeno, comecei a jogar bola com meu pai com 11 anos, um time lá de de Corderdeirópolis, onde depois a gente Mudou de garça
para Cordeirópolis. Aí tinha todo final de semana de domingo tinha um jogo, meu acompanhava meu pai. Aí eu comecei a jogar com o meu pai do ponta esquerda no mesmo time porque se me pegasse em pancada meu pai ia brigar com os cara. Mas meu pai era um volantão bom. Então ele ele ele foi o cara que olhou você, ele que te levou pra escolinha, ele que ele que fez tudo. Teve não, escolinha não tive. Não teve. Eu fui ter escola mesmo na União São João, que já é um time de primeira divisão. Em a
em em Garça e Corderópolis eu jogava com meus primos. Mas ele o que que ele mais pegava no seu pé? Era a disciplina? Era dentro de campo? Era o quê? Faz isso. Alguma, entre aspas deficiência sua. Não pode errar. Pode errar. Não pode errar significa correr bastante, recuperar bem, saltar de cabeça, fazer gol, dar Passe de gol, fazer cobertura, ou seja, só faltava ser treinador. [risadas] Tinha tinha alguma coisa no comecinho que você tinha uma dificuldade, Roberto, que você falou assim: "Nossa, eu preciso ficar nesse posicionava muito mal". Sério? Eu me posicionava muito mal. Bola
nas costas, muito. Bola nas costas. Eu e aquela época não tinha como se tem hoje em dia que a Cobertura do zagueiro com outro zagueiro fazendo cobertura pro zagueiro, que o volante fecha como zagueiro, aquela época não existia. Tanto que no primeiro, na primeira semana de treinamento da Inter, que eu sou da época do futebol italiano, não tão com tanta qualidade como agora. Antes era mais goleiro, atacante, segunda bola. Sério? Era o goleiro já lançava pro atacante e rebote. Até o futebol italiano evoluiu nos Últimos 10, 15, 12 anos. É, não. Então esse jogo para
você era horrível. Era horrível porque eu comecei de lateral esquerdo na Inter, fiz três gols, aí o treinador me tirou de lateral, me colocou de ponta esquerda, fiz mais dois gols. Aí do de ponta esquerda, ele me colocou de segundo volante, mais um gol. Ele resolveu me colocar de atacante, porque ele não me via como lateral esquerdo. Eu tava muito próximo da Copa do Mundo, da Copa América, de 97. E como que foi você no ataque? 96. Hã? Ele te botou no ataque? Ele me colocou de ataque no Paluca. Vocês não vão lembrar do Paluca.
Esse aí eu já sei. Esse Paluca atacava, jogava a bola pro Maurício Gans que saltava com o zagueiro, eu me colocava atrás do Maurício Gansa. Então toda a bola que eu Pegava eu distribuía. E para você quando o treinador chegava e falava assim: "Roberto, tá tá que tá hoje é solto". Mas foi meu primeiro ano de Europa. Eu não podia falar não. Ah, mas você queria ou não? Não. Você vê você não queria jogar. Mas eu queria, mas ali no time tinha meus ídolos. Polins, eh, Paluca. Bérgome Que eu via pela televisão, velho. Então falava,
eu vou jogar até de goleiro se eu me colocar que eu tenho que jogar com esses caras entrar em Saniro. Mas engraçado o fato de você não querer ser atacante, porque pra gente você amava atacar, velho. Eu tenho 1,64 m, eu sou extremo, eu posso ser extremo, mas atacante não dá. Atacante é jogador. Mas, mas você sabe que no coração de muito brasileiro você é atacante. No videogame vocês me colocavam de atacante. Sempre, irmão. [risadas] Sempre. E também se passar correndo do meio campo uma uma avançada encher toda a barrinha é gol. Joga pra esquerda
e plau. O pessoal sempre falou isso, não sei por. Você gostava disso? Você gostava de ser [ __ ] no videogame? Na vida real, no videogame é muito legal. Até hoje quando eu vejo minha minha Carinha no nos videogames, eu fico feliz para caramba. Falo: "Puta, que legal, velho". Não, e a gente se mata, tá, para vir a cartinha. É pela história, né, lindo? É pela [risadas] história. Você entendeu? Humildade, pai. Não, aquela história, eu eu eu fiz o né lindo. Eu vou começar a usar muito, [risadas] né linda. Mas é verdade, Verdade. É história.
Quanto mais título você ganha, mais pontos você tem, mais caro você fica na cartinha. Mas eu acho que além dos títulos, óbvio que os títulos é o que marca, o que fica e é o tipo, é o incontestável, mas é eu acho que é o lance de você ver como a pessoa veste a camisa mesmo. Tipo assim, é diferente olhar. Tem pessoas que você fala assim, você fala Ronaldo, Roberto Carlos, Ronaldinho Go, eu tô falando Mais da época que eu assisti, são pessoas que você lembra com a camisa da seleção brasileira. É, depois vem o
clube. Isso é muito louco, entendeu? É, ganhando ou perdendo, a gente a gente se identificava muito com o nosso público, né? A seleção e eh na nossa época, pode ser até hoje, França, segundo time Brasil, Marroco, segundo time Brasil, Espanha, segundo time Brasil, Era tudo, né? Os comerciais era tudo com o Brasil, era tudo vocês. Era velho, por quê? Eh, o brasileiro ele é ele é nós temos esse lado nosso, mesmo jeito de vocês trabalhando, vocês transmitem pro público uma o que eles querem ouvir. Vocês transmitem para eles o que eh nós aprendemos pelo mundo,
né? Vocês vem muito, vocês enxergam muito. E é legal num país aonde tem muitos, nós temos muitos problemas, você trazer uma imagem, uma frase importante para eles, Né? Uma imagem positiva. Então, isso que nós fizemos sempre, eu, Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho, Kaká, Zé, Marcão, Dunga, Branco, Júnior e Carlão, Ganso da época da Ponte Preta, que vocês são novos, vocês não sabem quem que é. Jorginho Cafu, que que a gente fazia? A gente jogava bem. e passava esse esse sentimento pro público. Pô, é isso, mano. Conta pra gente, porque assim, você já tava os maiores clubes do
mundo, tava na Internacional e foi pro Real Madrid, que é o maior clube do mundo. E aí, jogando na seleção brasileira nessa nessa fase que foi maravilhosa, a gente foi pint campeão. Mas eu queria saber o que vocês sentiam vestindo aquela camisa, vendo seu nome nas costas, tudo preparadinho para você do Real Madrid ou da seleção? Da seleção para para defender o seu país, sabe? Tipo, porque eu vejo vocês falando sobre a seleção. É como se vocês Um abraçassem a mão do outro, falasse assim, mano, agora é nós para caramba. E era muito difícil de
ganhar da gente, né? Era legal quando a gente saia no túnel, o pessoal fica olhando de baixo em cima assim para não acreditava que tava jogando contra o Brasil. Sério, você sentia que rolava essa admiração? Isso deve ser gostoso. Um respeito. Independente, independentemente do resultado no jogo, no campo, mas os caras Já chegou louco para pegar a camisa da seleção brasileira. Já chegou antes de começar uma partida, você olhar pro outro time, você fala: "Já era, é nosso, os caras tão tremendo. Os caras estão tremendo." É, mas na maioria das vezes foram assim. Foi sempre
assim. Eh, deve ser muito louco você ver os caras tremendo, apavorado. Maravilhoso, maravilhoso. Até hoje Quando a gente vê a seleção brasileira entrando em campo, dá uma emoção da nada, bicho. É gostoso. Você se coloca lá dentro. Eu vivi tudo aquilo, 17 anos. Nossa, você imaginava, cara, porque assim, normalmente a a posição de lateral é uma posição, quanto mais para trás você fica, infelizmente a galera tende a gostar mais do 10, do 11, do sete, do nove, né, do do de que tá fazendo muito gol. E normalmente os laterais não São tão artilheiros e você
foi um cara muito artilheiro de E Mas o lance é, mano, é que o lance do chute, a plástica do gol, a sua, era muito louca e aquilo cativava muito. Era esse era o bonito de se ver. Pô, o Brasil poderia fazer muito gol de jogada individual do Ronaldinho, de uma do lance espetacular do Ronaldo, o Rivaldo numa chapada, só que tinha falta ou você vindo para bater também era algo tipo todos os lances poderia sair gol. Isso é, isso é muito louco. Eu queria saber como é que foi para vocês essa Copa de 2002,
assim, não, todas as copas, velho, desculpa te cortar, eh, todas as copas eu tava na lista de 94, não fui porque era muito novo. 9 98 perdemos paraa França na final porque tinha que perder, tinha que perder. Os problemas que nós tivemos de tivemos ali de de saúde e tal, nós tínhamos que perder e muitas pessoas Questionam e tal. Não tem. Eu vi meu amigo morto. Nossa, o Ronaldo falou pra gente foi de foi emocionante ele contando, cara. Foi, pô. É, foi eu não, eu não gosto muito de falar disso porque, pô, falar de um
amigo meu é [ __ ] Uhum. Não, e você viu tudo, imagina. Vi. Então eu não gosto de falar porque Tomara que não tenha isso nunca mais. Um casamento, só dá um ataque. [risadas] Mas não, que isso do ataque epilétrico aí na hora da botar aliança já era. Mas era muita, você não sentia que era muita? Era, [risadas] era muita pressão, era muita pressão no, no Ronaldo. A gente tava ass, a gente assistiu o documentário dele, a gente chorou com o documentário porque aí o mítico tem uma Hora que falou: "Mano, você tem noção que
isso aí é um herói?" Esse cara é um herói esse cara, esses caras são tudo um herói nosso, mano. E aí, tipo, você, eu tava vendo que nessa Copa de 98, é, de 100% das notícias, 50% da notícia era sobre o Ronaldo. É, no Brasil foi, no Brasil foi muito negativa, né? No Brasil sempre quando acontece uma coisa assim é muito negativa, mas na Europa o pessoal todo Mundo preocupado com o Ronaldo, enquanto no Brasil buscavam problemas em relação à seleção brasileira. Ia sa por que o Ronaldo tem você não precisa saber que o Ronaldo
teve. Ele passou mal, mano. O moleque quase morreu. Não, que o Brasil vendeu a C. Mentira. Se fosse para vender, eu nem ia nem ia. Deve ter deixado vocês malucam briga. Teve uma CPI, teve uma, vocês lembram da CPI aí, meu pai me falou isso, mano. É o nem lembro. Lembro o nome do cara que perguntou pro Ronaldo quem que tinha que marcar o Zidani. Ronaldo. Ah, falar, [risadas] eu tive que dar, tive que dar, como se diz, depoimento. Tive que dar o depoimento, explicar o motivo. Olha, o Ronaldo era às 2:45 da tarde, o
Senr. Ronaldo Nazar de Lima teve uma pequena convulsão eu, automaticamente, vendo que o meu amigo Tava morrendo, eu falei para ele: "Para de brincadeira que eu tenho medo de cara feia". Então, quando eu vi que ele não se recuperava, levantei normalmente do meu leito da minha cama com o pé direito, aonde imaginei que no quarto do lado estava e Edmundo e e Leonardo pedir ajuda, aonde na sequência veio o doutor junto com outros jogadores para segurar a linha. Pô, sacanagem. E tudo isso porque eles estavam duvidando do que o Ronaldo tinha Passado. Não, eles estavam
buscando problema onde não tinha. Nossa, depois de perder a Copa ainda teve. Como que vocês foram pro campo ainda? Tipo assim, sem cabeça, né? da Copa, dá depoimento. O Ronaldo quase morreu, pra sensação de merda. Imagina a mídia brasileira massacrando, falando uma p de grosélia. É, eu tive que desaparecer, eu nem dava entrevista. O que mais me impressiona é o Ronaldo querer jogar ainda. Não, o Ronaldo foi do [ __ ] E não sei se ele poderia jogar ou não, mas ele falou: "Poxa, se eu fui agora até aqui, o jogo mais importante, eu não
vou jogar". O [ __ ] foi que na primeira jogada o Cafu fez o lançamento por cima da defesa, o Ronaldo saiu, o Barté saiu, deu uma trombadona, né? Ali eu falei, "Ih, morreu, Caralho". Não, vocês não tava com cabeça nenhuma para jogar essa final, irmão. Nenhuma nenhuma. Mas se ele não jogasse também, acho que sei lá, era o dia da França, o Zidan fez Não, eu acho que mesmo se ele não jogasse, vocês não estavam com cabeça pro momento. Não tinha jeito. O, a gente falou com o Edmundo, o Edmundo conta também assim. É,
O Raimundo ficou puto. Raimundo [risadas] ele ficou, mano. Nossa, velho, ele não entendia porque que ele não podia jogar. Ele queria jogar. Era, era o jogo da vida dele. Mas o Ronaldo, pô, o Ronaldo o melhor jogador do mundo. Se ele se sentia bem, né? Ele tava muito dolorido. Dolorido. Eu não ia correr de jogar. Eu não ia falar pode Mas aí entra aquela sensação, velho. A temporada inteira para aquele momento. Não, isso que eu ia falar. Se fosse, eu sou Ronaldo, ia falar mesmo, fazer o mesmo. Mas a nossa a nossa quando nós estávamos
no aquecimento, nós fizemos errado ali. A gente devia pegar o Edmundo, levar ele lá para dentro junto com o Ronaldo e explicar: "Olha, eu tô bem para jogar, eu vou jogar até minutos 60 de jogo, mas o Ronaldo queria jogar 90 e o Edmundo Não ia ter aquela oportunidade." [ __ ] Então foi foi um dia muito estranho pra gente. Não teve não teve uma explicação exata. França foi melhor. Foi, foi. O Zidane fez os únicos dois gols de cabeça dele na vida. Foi contra o Brasil. Mas vocês nunca iam perder de 3 a 0?
Nunca. Era 1 a 0 e ol lá não ia. Enfim, mas eu quero a 0 pro Brasil ou 1 a 0 para França. Isso era 2002 tinha muito esse lance. Você fizemos a mesma merda que 98. O quê? quê tudo o ambiente era o mesmo. A única diferença que levantamos o troféu e o Ronaldo não passou mal porque nós ficamos acordado com o Ronaldo até ficamos acordado com ele até a hora do jogo. Ele falou que ele falou que ele falou assim porque eu fiz a mesma pergunta para ele de saber Se isso era uma
coisa que ficava na cabeça dos jogadores do grupo de tipo assim: "Meu Deus, ó Ronaldo, ó Ronaldo". Eu falou que ficava, ele falou do Dida, acho que ele falou do Dida para vocês, né? Falou que o Dida ficou jogando carta com ele até isso. Ele falou que ele falou que a única hora que deu medo nele foi o um dia antes da final. Aí ele ficou jogando baralho comida. Aí não sei quem ficou do lado dele, falou: "Mano, uma galera do Lado dele, tipo assim, não estamos com você aqui." É porque em 98 ficávamos cada
um num e dois pro quarto e 2002 era um por quarto. Ah, cada um ficava no quarto, então a gente tava distante um do outro. Por isso você não falou para ele: "Não, vamos dividir, leva a cama". Não, a gente sabia que o Ronaldo ia fazer alguma coisa. O que ele poderia Ter feito em 98 também ele faria em 2002. Então em 2002 vocês já foram com uma postura tipo assim, mano, é nossa isso aqui. Se chegar na final a gente ganha. Se nós não tivermos problema no da meio-dia do jogo da do dia do
jogo até às 20:45 a gente não vai ter problema. Cara, isso eu quando o Vampeta foi lá ele falou muito, né? E aí eu perguntava e óbvio que essa seleção chama muita Atenção e a gente tem uma saudade, foi a campeã e aí tem um lance que eu fica falando para ele, tipo, os jogos foram difíceis, ele falou: "Ó, vou ser bem sincero, difícil mesmo era os treinos também". [risadas] Porque ele falou assim, o o Brasil era tão bom, aquele grupo era tão bom, que acho que o Brasil teve tinha onde tinha mais dificuldade era
no como que era que você chama o o Banguzinho. Banguzinho. No Banguzinho, pô. Nosso time, nosso, se com todo respeito, claro, nosso time reserva era melhor que muitas seleções que nós jogamos contra. Eu tenho certeza disso. [ __ ] né? Não, Edilson na frente, Luizão. É, os caras eram. Aí o Veta falou que teve uma hora que o o Ronaldo tava mais de boa, treinando mais de boa, aí falou: "Vou mexer". Bicho preguiçoso. Vou pôr, [risadas] vou pôr o Luizão no time titular. Ronaldo vai pro reserva para não correr muito, né? Não, só pro pro
Ronaldo. O que o Vampeta falou foi tipo assim, o Ronaldo se ligar, ó, tô te pando no reserva, hein. Nossa. Aí o o Luizão falou, o Vampeta falou que o Luizão ficou tipo, nossa, foi pro titular, agora fodeu, mano. Agora eu não saio mais. Aí ele falou assim, [risadas] que que você tá feliz, mano? O bundudo Vai jogar. Ele só tá fazendo isso para motivar ele. O valor do do bicho é igual para todo mundo, do prêmio é igual para todo mundo. [limpando a garganta] Não, mas o time era comédia. Mas então quando vocês ganharam
a de 2002 foi tipo lavaram a alma. Foi tipo esse clima faz a diferença, Roberto, de tipo assim, de um clima amistoso, de ter o lance do pagode, de ter a zoeira, de ter um vampeta, Qualidade. Tem que ter qualidade no time. Aí depois vem tudo automático. De ter um vampeta. [risadas] O Marcos André, ele é ele ele é complicado, velho. Ele é embaçado. É ele ele colocava fogo no grupo, velho. Tem que ter uns malucos assim. Nossa, o moleque é maravilhoso, mano. É porque a gente fala do Vamp como mais na resenha assim, mas
meu pai pelo menos exalta muito ele porque ele fala assim: "Pô, o Vampeta é meu pai é corintiano Para caramba. Um volante absurdo, chegava, virava a bola, chutava no gol. E aí a galera às vezes vai lembrar dele muito nesse nesse ponto da resenha do cara que vai zoar. Mas o o Vampeta no que ele botava fogo no grupo, era também motivando. Vamos ganhar essa [ __ ] para cima. Eh, eu eu joguei com o Vamp são muitos anos, eram muitos anos, né? E e aí ele não se importava muito se ele era titular ou
reserva. Ele tava ali para Ganhar, velho. Uma coisa impressionante que esse menino fez pra seleção brasileira assim, em relação a ambiente, né? O que não jogava, ele ia lá e motivava o cara. Da hora. Ele era [ __ ] Mas sabe o que eu quero falar também uma coisa com você? Você tá há muito tempo no futebol e a gente já conversou com muita galera que parou, que tá, enfim, que fica falando que futebol hoje em dia tá chato, que futebol mudou muito. E eu Queria saber a sua opinião, como você continua ainda ativaço ainda
na na cena, o que que você tá achando do futebol? Futebol se modernizou. Se modernizou. É o normal, não é? Os microfones da minha época eram completamente diferentes. Tudo estéreo, tudo bonito, tudo nada. Tudo, tudo é o que tem. Uhum. Não adianta a gente ficar se lamentando Porque naquela época tinha mais qualidade tática, técnica e hoje nós perdemos a qualidade técnica, que o 10 já não é mais 10. Que esse é o futebol moderno. Os atacantes defendem. Na minha época não defendia. Que mais? Hoje o goleiro joga muito mais com o pé. Não, e uma
menos com a mão. E uma decisão do goleiro é fundamental paraer sair um gol. Pô, goleiro da Assistência. Da assistência. Nós temos um hoje no Real Madrid que é um espetáculo com o pé popular. Ele bota a bola da área na outra. Isso é lindo de ver, não? E pegaram no gol. Fala aquela final contra o Liverpool que ele pegou. Não, e teve uma vez que ele mandou um lance que foi certinho no pé do, eu falei que isso, mano? O futebol moderno é isso, não tem jeito, não tem. E não tem para onde correr.
Eu Acho que o Real Madrid também é exemplo nisso. Você acha que é muito difícil implementar um método do Real Madrid Não, em outros clubes? Não, não, porque o Real Madrid tem tudo pronto para para passar para outros. É uma pena, porque muitas vezes você cria o produto e não quer mostrar para ninguém. Eh, e o Real Madrid fez para mostrar o mundo que é cuidar do jogador, da base, a estrutura do clube. O Real Madrid tem Uma um lugar chamado cidade Real Madrid. Não é não é centro treinamento, é cidade Real Madrid. É muito
grande cidade. São 19 campos. São 19 campos. Mais um campo de jogo. 20. Tem a residência da base, tem as of eh os escritórios. É uma coisa impressionante. Tentão convidado para ir lá um dia, a gente dá uma volta lá e depois nós vamos no jogo. Ah, eu nunca fui no Bernabu, hein. Nunca foi, mano. Nunca. Não faça isso. Essa temporada nós vamos lá, hein. Por favor, uma coisa que eu que eu que eu pago um convite nas câmeras que você vai ser cobrado. [risadas] Me lembra, tá? Que tem que levar ele lá. Uma coisa,
uma coisa que eu vejo do Real Madrid que eu acho muito espetacular Assim também, porque isso é feito e e com muito respeito, pelo menos é o que me parece, o lance é tipo assim, o ídolo ele é ídolo, mas ele também não fica lá esquentando cadeira se tem gente pedindo passagem, entendeu? Isso é uma coisa que eu fico assim, caramba, mano, às vezes a gente vê, falar pelo meu clube, às vezes o Corinthians eu fico percebendo, fico assim, pô, tem cara lá que, tipo assim, tá ganhando mau salarão, mas tem outras pessoas pedindo passagem.
Aí no Brasil Se joga muito pelo nome. Aí eu vejo que no Real Madrid, tipo assim, mano, tá bem, tá bem, não tá, não tá, irmão. Olha, por isso que eu falo da estrutura do Real Madrid. O Real Madrid só contrata os melhores. Nosso presidente Florentino Peres só contrata os melhores. Os jogadores da base, por exemplo, que que eles, o Real Madrid faz? Ele empresta pro Valência, Levante, Alavz, Ebar. Aí o jogador já volta Pronto. O Real Madrid empresta com a possibilidade de que o jogador volte a jogar no primeiro time do Real Madrid. Teve
um lance que foi feito com o Vini também, né, que ficou jogando no jogou, jogou no B, né, pouco no Cachilha, assim e tipo assim, caramba, e ele já despontou, ele nem foi para outro clube, ele já ficou só ali no B e depois jáou. Aconteceu com o Marcelo na minha época, em 2006, que acho que o Marcelo chegou Aí o Real Madrid queria emprestar ele pro Vaiadoli na época. Eu falei: "Não, não, não, não, esse moleque é muito bom para ser emprestado". Fica aqui aí eu saí no ano seguinte, ele começou a sa Mas
isso é muito louco, Roberto, porque querendo ou não, o Marcelo ele era o seu substituto, né? Então, mas ele seria meu substituto depois de 3 anos, não depois de seis Meses. Mas o lance foi que você, o que que você viu nele? Tipo, por que querendo ou não, o Marcelo chegou novo no Real Madrid, assim como os moleques vão chegando, não chegou o Bellingham agora, novíssimo, novíssimo. E aí eu fico assim na minha cabeça pensando que nem o Rodrigo é meu parceiro, eu fico assim, caramba, o Rodrigo tem 22, eu acho, 22 anos, ele já
tá no maior clube do mundo, ele já foi campeão da Champions League. Eu fico assim, mano, que que esse moleque vai fazer mais? Sabe como é que funciona para manter a cabeça do do jovem focada? Óbvio, né? Eles são competidores, são atletas, eles estão prontos para isso. Mas isso no Real Madrid é muito maluco, né? É, depende quem tem, quem você tem do lado, né? Hoje o o Real Madrid tem jogadores mais experientes, por exemplo, que motivam os mais novos. Então, você ganhou uma Champions, tem Que ganhar a segunda, ganhou a segunda, tem que ganhar
a terceira. Acabou o jogo, já estão pensando na próxima. O Real Madrid é um clube que te ensina a ganhar. E o Marcelo foi algo que ele te chamou atenção quando ele chegou? Pelo amor de Deus. Eu sempre falo pro pro chulé o seguinte, [risadas] todo mundo você tem um apilidinho. Ele tem muito chulé. Não, não, chulé. Só [risadas] um apelido. Eu falava, Chulé, Se eu tivesse a qualidade técnica tua, o que que eu fazia? Eu jogava sem bola. Pessoal achava: "O Roberto chuta forte, o Roberto corre muito." Claro, corro muito porque eu jogo sem
bola. Eu dou a bola para quem sabe e recebo lá na frente porque eu sei que a bola vai chegar. O Marcelo, ele gosta de jogar com a bola no pé. Por quê? Porque tá uma [ __ ] de uma qualidade, moleque. [ __ ] qualidade. O Marcelo é jogador de futebol do salão. Não. E você vê os domínios, os lances, ele agora no Fluminense jogando simples. Marcelo é show, irmão. Agora vamos lá. Você foi um cara que veio da Europa ou veio de fora pro Brasil? Veio jogar no Corinthians. Você quando você volta pro
Brasil, depois de você tá num alto nível por muitos e muitos anos, parece que você tá jogando tá mais fácil? Não, nível não, Não. Eu eu eu acho que o futebol brasileiro, por nós perdermos muita qualidade técnica, melhorou a física. A qualidade física. Tenta passar para alguém, é mais difícil. O cara te param na jogada, o cara faz falta tática. O Brasil tá muito difícil de jogar. Quando você voltou também tinha tem um lance de tipo assim, pô, jogar contra o Roberto Carlos, vou querer marcar ele, vou querer que ele não faça nada porque Eu
vou ser visto. É, mas eu com uma certa experiência eu já cortava caminho, né? Eu não ia um contra um, eu já buscava ou por fora ou ou ia por dentro. Você já lembra? Eu fui ver um jogo do Cor no Pacaembu, você tava, você me xingou, man. Nunca. Nunca. Olha, me nunca. Nunca. Até porque era perto aí, eu vi. Mas, [risadas] Mano, eu lembro até você recebeu um lançamento e aí você domina meio que sabe quando você domina você passando por trás da perna assim, dominando e driblando eu falei Jesus. É tudo em velocidade.
Eu fiz uma velocidade quase que eu arrebentei meu joelho assim. Sério? Mas pra gente achou bonito. Eu achei [ __ ] Bonito. Ali quase que me levou pra cirurgia. [risadas] Eu achei muito [ __ ] Eu falei que isso eu não, não. E as viradas de bola parecia muito simples. E aí eu costume. E eu lembro [risadas] costume, né, lindo? E aí eu lembro de quando eu fui ver o Ronaldo a primeira vez no pelo Corinthians, eu falei assim: "Nossa, é hoje, irmão". Ronaldo tava voltando de lesão, tinha macho se o Roberto tava, mas Ronaldo
tava voltando de lesão do dedo assim, eu não peguei essa fo, eu não tava aqui para ver espetáculo. É nós. Corinthians e Goiás, Fernandão, Deus tem e Arley no ataque do Goiás. Falei: "É nós Corinthians, moleque. Dentinho, Ronaldo, [ __ ] pai e o filho". É 4 a 1 pro Goiás. Não, não tava não. Quando perdeu não Tava. [risadas] Tô tentando lembrar aqui. Eu não da pedrada das pedradas no no túnel. Esse aí não tava. Eu não fui eu não tava nesse jogo não. Acho que teve pedrada esse dia. Mas foi no Pacaimu. Foi o
Pacaimu. Ah, não, não foi. Não tô falando desse não. Achei que fosse lá de Goiás. De Goiânia eu tava. Ah, foi na última rodada, na penúltima. Penúltima lá que o Cor estava disputando o título, tal. É, o Ronaldo saiu há 5 minutos de jogo. Saiu falta e nos cinco primeiros minutos que teve uma lesão na na pantorrilha. Nossa, eu eu você lembra de detalhes de jogos assim campeã. Eu lembro, a maioria das vezes eu lembro. Pô, de detalhe lembro um jogo que eu gosto muito, que você jogou pelo Corinthians que eu lembro foi o 4
a 3 no São Paulo. Nossa, você fez gol. É, a bola bati na bola sa batia coisando, né? Bateu como? Coisando. Coisando e coisou todo. Rogério ela. A bola bat na frente. A bola quicou na frente dele. Ele perdeu o tempo da bola, bateu no braço dele, foi lá em cima. Até achei que não tivesse sido Gol, mas quando entra maravilhoso [roncando] [risadas] esses negócios de meme. Eu ia falar quando entra a bola. [risadas] Esse negócio de meme é perigoso, rapaz. Cuidado. Ô, ele é muito ligeiro. Você falou, ele fez só assim para mim. É
na hora, [risadas] na hora que ele falou, eu Fiquei não, a quando você faz um gol é fantástico, mano. Eu não lembro quem, o outro dia eu tava vendo um documentário que alguém queria explicar pra torcida como ia fazer um gol. É difícil explicar para para quem, por exemplo, tem muita gente que não joga futebol de final de semana, né? Prefere mais ver e o futebol de final de semana, aquele gol já é maluquíssimo. Você não joga um torneio? Você não tem um torneio de vocês? De de a gente não. Quem tem acho que é
o desempedidos que tem. Eu vi, eu vi um torneio uma vez. Participou. Vocês já participaram? Por isso que eu tô perguntando, [ __ ] Desculpa [risadas] que eu vi. Por isso que eu tô perguntando. E, e, pô, e a sensação de fazer um gol, mano? Não, ali no campeonato de brincadeira já É uma delícia. Eu fico imaginando. Brincadeira é na seleção brasileira, no Real Madrid, numa Champions League. Copa do mundo. Copa do Mundo é fantástico. Ó, tem um gol, tem um gol que você acha mais bonito, mas tem um gol que você acha mais importante
da sua carreira? O mais importante minha carreira cores de Rio Claro. É, [risadas] Você não acha por ó, em 1472 jogos que eu fiz, nossa, mano, é difícil lembrar todos assim de de gols que eu fiz, sabe? Mas um que você viu que você salvou, um que viu que você mudou a cena. Deve ser muito louco fazer esse tipo de gol também. Você vê 97, 98. É, o Real Madrid tava 32 anos sem ganhar Champions e a bola sobrou, rapaz, e eu chutei, a bola Desviou no zagueiro da Juventus e Miratovic fez o gol. Então
assim, eu tive muito muito próximo. Você ver isso. Tem par, [limpando a garganta] acho que participar também, sei lá, participar desse momento. Ai, caramba, você gosta, gosta mais da camisa três ou a seis? Nossa, boa dúvida. Ai, é que a três ela começou comigo no Real Madrid. E eu herdei a seis do branco, Entendeu? É difícil de responder. E a três é do lateral na Europa, né? Meio que não fica pro zagueiro, né? O Militão agora usa a minha camisa número três, por exemplo. Ele é zagueiroo né? Militão é invejigioso. Mas eu eu vim da
época do Laza, que jogava com a três no Real Madrid. Eu dei sequência com a três que quando chegou o Militão, porque o Marcelo começou a usar 12, né? Que ele não, a três já tava sendo utilizada. Mas se depende na Europa não depende muito de número, não. Depende mais de ser capitão do time com veterania, né? Você gostava de ser capitão do [ __ ] Sério? Nossa, o Cafu não se machucava nunca [risadas] não. Ele não se machuque mesmo. Machucado acho que ele ia pedir para Jogar até hoje ele não se machucou. Não se
machuca. Cafu é um negócio impressionante. Você já jogou o jogo beneficente do Cafu? Não, nunca fui, irmão. Falar para você, uma vez eu fui. É uma é uma, falei Cafu, né? Jogo beneficente. Que da hora. Vou participar, né? Alegria pro povo aí. Aquilo de alimento. Legal. Vai Começar o jogo. Eu falei: "Ah, tem um senhor de idade, tem uma criança, tem um anão". É o jogo beneficente. Aham. Tá rolando essas coisas. Tudo tem direito, mano. Ele deu jogo de corpo nem criança. [risadas] Voador e velho. Aí ele falou: "Irmão, não tem essa." É o capita.
Falei: "Que isso? Esquece. [risadas] Cafu Parece um trator passando pelos outros, irmão. O Cafu em jogo beneficiente ele faz aproximadamente de 8 a 10 km [risadas] beneficiente. Existem dois jogadores que não sabem brincar. Cafu e Amaralzinho. Amaralzinho também assim. O Amaral quer dar vida. Tem que explicar pro Amaral que a carreira dele já acabou. [risadas] Ele dá vida amarelzinho, velho. Ele p e corre da pancada e para a jogada. Fala Amaral, calma, calma. Não. Calma, calma, a minha ideia é continuar jogando. Sé com 50 anos [risadas] jogar bola em primeira divisão não dá, velho. E
o Cafu igual o Cafu, pelo amor de Deus. Não. E o físico? El eles mantém. Você também mantém o físico. Você fica, você ainda treina todo dia essas paradas? Por fora você me vê bem, né? Tô vendo. Ótimo. Tá bem, mas por dentro tá [ __ ] Sério, irmão? Ah, mas tá na tá na hora de tô com problema de ciática, caí da moto. Maor merda. Você cai de moto? Para que que você tá andando de moto? Não posso contar essa história que o pessoal em casa vai chorar. Então não conta. Mas não anda de
moto. A gente gosta de emoção. Tô brincando. Eu subi duas vezes na moto. Olha aí, ó. Quando comprou e quando caiu, [risadas] ele olhou a voz, falou: "Eu quero foi caiu". [risadas] É, nunca pude que no contrato não pode é uma história muito engraçada. Conta aí, conta aí só pra gente ir embora rindo de você. O restaurante, o restaurante que eu fui é muito perto de casa. Eu tinha que buscar Manuela no colégio. Hum. Olha a merda, mano. Aí eu falei pra Mariana, Mariana, eu vou de moto, como eu tenho que estar 4 horas no
colégio, 3:30, eu tô em casa. Então, deixa a moto aqui, pego o meu carro e busco a Manu. Vou de moto. Só que justo nesse dia chego no restaurante, a dona do restaurante que é amiga minha do lado do centro de treinamento do Real Madrid, fala: "Roberto, que bom ter você aqui". Falei: "Ah, que legal". [risadas] [risadas] Aí a menina falou assim para mim: "Olha, chegaram alguns vinhos aqui, chegaram algumas caixas de vinho. Eu sei que você ama vinho que eu tenho meu vinho também, né?" Ô, meu irmão, o Rafa depois manda para vocês. Ia
a gente fala, a gente conversa com o Fábio Cordela e eles mandam também. Ó, o Fábio Cordela para você. Aí o que aconteceu? Fui de moto, Estacionei a moto, fui no reservadinho e a menina começou a trazer muitas prova esse daqui, Roberto Puff. Come um pouquinho de carne, carne, tal, salada, tal, boa. Prova esse vinho, vinho, vinho. E foi. Aí quando vi já foi. Aí eu, pô, abri a porta do restaurante para sair. Falei: "Puta que a moto, velho, tô dirigindo." Eu vim de moto, mas eu ainda tava são. Uhum. Eu tava vendo o que
eu tava fazendo. Quando eu subi na moto, ela deu uma balançada. Falei: "Puxa, você tava achando que você tava vendo". Olha a loucura que eu fiz. "Não façam isso, pelo amor de Deus. Peço, pô, minha morte foi por isso. Subindo para casa, fui normal, entrei à direita. Na subida de casa, velho, me entrou um, me apagou. Eu apaguei. Que isso? Eu só sentia que eu ia cair da moto. Quando eu ia cair da moto, eu me joguei. Eu me joguei ali, comecei a rolar. Ah, irmão, que isso, mano? Imagina a vizinha do car no chão.
Não, mas eu tava de capacete, entendeu? E eu fiquei com capacete todo arrebentado aqui, tomei 50 pontos aqui, maior mesmo, [ __ ] É, então foi sério. Pen foi uma Paradinha que ia rir. Que foi ficar rindo da desgraça dos outros. Quase. Não tem problema. Eu tomei 50 pontos aqui. Eu eu movimentava a minha rótula. A minha rótula. Dá para ver o osso, velho, lá embaixo. Credo em cruz. Credo. Meu Deus. Quer ver o vídeo? Não, não. [risadas] Achei que ia ser uma história engraçada. Desgraça. Dele. Já mediram a potência do seu chute, Roberto? A
velocidade, eu fiz uma há muito tempo, muito tempo eu fiz. Quer dizer, nos comerciais normalmente eles fazem, eles estão fazendo, mas em jogo assim eu fiz um Inter Parma, no campo do Parma que deu 140, 141 km/h na minha da distância daqui. Aí, meu irmão, mas de longe ela vai perdendo a força, Né? Ah, óbvio. Mas o lance é que você já chutou alguém, mano? Brincadeira. Não, mano. Isso aí, mas já tive vontade dear. [risadas] Com certeza. Com certeza. Não, porque às vezes eu fico imaginando, é, já, eu sou bonzinho, querendo ou não sei lá,
quem tem quem tem canal de futebol vai ter a chance de Oportunidade de gravar coberto, quer vamos fazer o chute. Só que isso aí deve demandar um esforço do caramba, né? Você chutar daquela velocidade, daquela força. Não tem como, não tem como. Hoje eu tenho muito medo de me romper. Eu tenho medo de de estourar meu músculo, porque eu me machuquei só uma vez em toda a minha carreira. Machuquei quando eu jogava no Fener Bate que batia a falta, fiz o gol e caí. E com esse músculo que eu tenho, demorei um mês e meio
que tá demora duas semanas também, irmão. Músculo dessa grossura. Um elástico que tem que segurar. É, mas é px não dá, não tem como, né? Dá mais hoje não dá. Mas você faz, joga uma peladinha hoje ainda joga um partid, uma partida de Bola. Eu todos os domingos em Madrid tem um campeonato de veteranos. Começa às 9, termina 11 horas, 15 paraas 11 e depois tem o churrasquinho. E eu vou mais pro churrasquinho do que para jogar, entendeu? Mas 9 horas eu tô lá, eu tô jogo meia hora. Hoje eu tô jogando menos que eu
tô machucado, mas eu fico hoje eu tô jogando 7, 10 minutos. Teve um jogo que [risadas] tá bom. Tempo Demais. Corri minha vida inteira, mano. Corri minha vida inteira. Não aguenta mais, né? Não aguenta mais. Você gostava de treinar? Gostava. Você jura? Gostava. Você é o Você é o primeiro jogador que fala que gostava. O Zé Roberto também. Zé Roberto também. É, mas eu corria para transpirar para Porque e como a gente bebe muita água durante o dia e a noite, então no treinamento eu corria sempre mais que os outros para para limpar, fazia muita
sauna e gostava de treinar muito mais que os outros. Você era muito, você é muito amigo do Ronaldo e jogaram muito tempo junto. Ele é aquele cara que falava assim: "Só cruza pro pai". Cruzar não, mas ele pedia bola no pé, né? Dá, dá aqui. Mas a gente sabia, a gente sabia, a gente dependia. Putz, jogar com o Ronaldo era coisa mais fácil. Mas ele passava confiança, tipo assim, eu vou resolver meu irmão, pelo amor de Deus, nem precisava passar confiança ali, só o ambiente de pré-jogo já falava, pode. Quem foi? É [ __ ]
é [ __ ] citar, mas quem uns companheiros que você amou ter jogado assim, você fala: "Porra, esse aqui facilita meu trampo". Que legal jogar com você, meu parceiro. Você vê, ó, Zé Roberto foi legal, o Sábio foi legal. Cicinho, parceiraço. De qual aspecto também? [risadas] Claro, Ronaldo, Zizu, Beckham, Zidan em campo. Deve ser um lado nome. Ó, os nome que ele tá falando. Figo, Ronaldinho, Rivaldo Kaká. Putz, eu tive a sorte. Eu sempre falo pras Pessoas, ah, ah, pessoas me perguntam como é fazer uma história tão bonita no futebol. Eu sempre falo, eu só
joguei com os melhores. Eles também, né? Porque a pessoa quer ouvir de você, você foi o melhor. Não, eu não fui o melhor. Eu tive do meu lado os melhores que me facilitavam a vida para fazer bons jogos. Isso é ótimo, entendeu? Tá maluco, muito [ __ ] Eu falo isso por quê? Porque se não fossem por eles e pelos treinadores bons que eu tive, eu não faria essa história que eu fiz no futebol de títulos de Copa do Mundo, de Champions League, de paulista brasileiro. Seria impossível ganhar sozinho. Não, sozinho não tem como. No
futebol não tem como não. E o Brasil também é dá mais de R. É Ronaldinho, ó. Ronaldinho, Romário, Rivaldo, Roberto, Carlos. Aí o Kaká é Ricardo Renato só tinha jogador bom, velho. Hoje também tem, mas eu não tenho. Hoje eu não posso jogar com esses caras. Mas naquela época eu sinto que as os melhores das melhores posição estavam no Brasil. É na lista dos 50 melhores do mundo, pelo menos 25 30 jogadores eram Brasileiros. [ __ ] né? Nossa senhoraí que tem aquela votação dos melhores do mundo, começa com 50, vai para 30 e vai
diminuindo. Você já votou, né? Porque são capitães que votam, né? Eu não gosto de votar. Por quê? Porque são todos amigos meus. Então se eu voto em um, o outro vai. Você fiquei sabendo que você votou no Benzemá, por exemplo, e não votou em mim, Cristiano. Então é [ __ ] velho. Então eu pedi para ficar puto também se não votar no Cristiano. E mesmo mesmo se eu fosse treinador agora, eu não votaria porque eu eu sou amigo de todos, velho. Ô, já eu acho que é uma [ __ ] de uma sacanagem votar em
alguém e deixar outro. Vou aproveitar sua presença aqui, meu. Seleção brasileira. [risadas] Não, não. Eu queria tirar uma dúvida de vocês jogadores que a gente olha, a Gente pensa tipo assim, ah, vê só o lado financeiro, etc. Mas, por exemplo, eu queria entender na sua cabeça o que você acha. Se você quiser falar também, por exemplo, o Cris, ele foi lá pr para pro É. E parece que tá rolando um movimento de de jogadores indo para lá. O que que tá acontecendo e o que que você acha que o Cristo tá indo para lá? Tá,
vai rolar um Isso aconteceu, eu não sei se é da época de vocês, mas aconteceu na na no Campeonato japonês, na J League, há muitos anos atrás que nós vimos, eu morava no Brasil ainda, uma galera injetaram muito dinheiro, durou 10 anos. Foi isso. 2014, 15 foi, não foi bem antes, mas eu lembro que o nossa, eu lembro que o Corinthians quando que foi campeão brasileiro foi uns oito para lá. É, que isso irmão? Normal, normal. Mas a J Leeag não é não gasta tanto dinheiro como gastava na época do César Sampaio, do Zinho, do
eh eh um que jogava no Vasco. Deixa eh ai vou lembrar daqui a pouco eu lembro. Eram jogadores importantes para cada time. O que tá fazendo a Arábia Saudita hoje é o que fez a China há há poucos anos atrás. É normal, né, esse movimento. Só que na China eles acharam que não ia Acabar o dinheiro. Acabou. Acabou. E você acha que vai acabar na Arábia? Vai. Ahan que não, irmão. Gente, os caras estão vendendo petróleo todo dia. [risadas] Não vai acabar, não acaba. Só que eles vão entender o que é o método de futebol,
não é investir e comprar. Cultura também. Você compra e o Cristiano, você tem que criar uma escola de futebol. Você compra o Benzemá, automaticamente você cria uma outra escola. O Kantê, você tem que criar a escola. A mesma coisa que o Qatar fez. Cada, do lado de cada estádio do Qatar tem uma escola feita eh para eh depois da Copa do Mundo para voltar a futebol ou educação em geral. Cultura árabe em geral. A cultura árabe o que que é? Eu construo uma casa e do Lado eu construo uma escola. Uma escola. Da hora. Olha
que legal. Isso é legal para caramba. O dinheiro lá não vai acabar. Só que eles vão entender o que a FIF que o que o UEFA querem, que é colocar uma regulamentação em relação a contratações e salários. Entendi. Tá. Esse é o boom. O boom agora é Saudi, Arábia Saudita, mas daqui a pouco eles vão entender as regras da da UEFA para colocar ordem, né? O Real Madrid não vai gastar, não vai pagar 100 milhões para um jogador hoje em dia. O Real Madrid tem uma base salarial que tem que ser respeitada por todos os
jogadores. Isso chama-se profissionalismo. Quando os árabes entrar nesse nível de profissionalismo, vocês vão entender que vai tudo ser regulariz, vaiar, né? Vai nivelar. Irmão, para encerrar, é porque eu estudei muito, tá? Tudo que tudo que eu não estudei de criança, eu estudo agora. [ __ ] Por isso que eu quis te fazer essa pergunta para entender o que que tá pegando no mercado. Mas se você tivesse mandado as perguntas, eu já tinha já vi preparado para para te responder isso. Da próxima vez faz a prepara a pergunta, me manda, eu leio, eu te contesto, te
respondo. Desculpa. Da próxima eu faço isso. Não, desculpa. Eu [risadas] não foi uma bela resposta. Você tem um lugar preferido no mundo, meu irmão? Você fala assim: "Nossa, que ami demais." Não, o nosso país é maravilhoso. Por mais que eu eu morei na Espanha, mas o Brasil é Brasil. São Paulo ali, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Santa Catarina, Porto Alegre, enfim, toda a cidade são boas. E aqui você costuma vir que que qualquer coisa tem casa aqui. A gente tem casa aqui. Quer dizer, tem as crianças tem, não tem mais bosta nenhuma. Vai, vai,
vai brincar aqui hoje com eles. Como que é o plano? Não, infelizmente eu tenho que e seguir as regras do Real Madrid, os horários do Real Madrid, né? O horário de o horário que eu tenho livre, por exemplo, das 10 até 1 hor. Ele não pode ir na montanha russa Também. Não vai vocês depois altura. Você tem medo, pô? Medo. Você tem medo, meu irmão? Tenho medo de andar nesses cavalinhos. Quer dizer, ess os bichinhos tem um bichinho lá em Você tá no paraíso, irmão. Vem para vem. Paraíso dele é as quatro linhas. Vamos ali
no roll coasters. Veloc coaster. Veloc coasters. Lá é bom demais. Eu eu posso ir, mas ficar olhando. Melhor brinquedo que eu já vi na minha vida, irmão. Eu não. Hã? Melhor brinquedo que eu já vi na minha vida. Você sai da realidade. Eu tenho muito medo, mano. Vamos lá. Muito medo. Fofinho demais. Já enfrentou grandes coisas, grandes batalhas. Não vai subir. Se t medo de avião, você acha que eu não vou ter medo você de ficar ol? Pô, as montanhas russas aqui são assim, mano. É muito louco. Não vou. É muito louco. Eu não vou.
Emoção. Emoção. Prefiro ter aqui embaixo. Não, lá em cima que dá. Vou levar ele. Vamos gravar tudo. [risadas] Roberto, você curtiu trocar esse papo com a gente? Irmão do Cilda, muito obrigado ter tirado esse tempo. Eu imagino sua agenda tá corrida, mas obrigado ter vindo aqui. Não, velho, a gente podia ter feito isso antes, mas eu não queria fazer. [risadas] Simples. É, não, né? Não, eu já tinha falado com RV. Vale a pena, vale a pena. Parabéns pelo trabalho de vocês que é fantástico. Todo sucesso para você, todo sucesso pro Real Madrid. Isso aí. E
a gente vai pra Espanha em breve. Aí não, vocês estão convidados aí no Bernabel. Se não for, vocês estão vou pegar vocês, né? Não, a gente vai com certeza. A gente já tá armando umas coisinhas para fazer com o Real Madrid também. Vai tá tudo certo. É isso, rapaziada. Espero que você tenha gostado. Se gostou, deixa o like, se inscreva no canal, siga o Roberto que todas as redes sociais está aí na descrição, tá bom? E é isso, tá bom? Um dia vier aqui em Orlando, passa nos parques da Universal. Obrigado Universal por disponibilizar o
estúdio aqui pra gente. Fecha pés, vai na montanha r se vocês quiserem. Só tá faltando abrir o parque quando tá fechado. Paraíso. Bom, é isso, né, mic? Vem para cá que a gente Vai aproveitar nosso dia dignidade já. É isso, é nós. Estamos junto aí, rapaziada. [aplausos] Meu irmão, muito obrigado, tá? Legal.