Olá, um excelente dia para você. Hoje é quarta-feira, dia 13 de maio de 2026. Bom dia, ministro. Hoje recebe o ministro da justiça e segurança pública, Wellington César Lima e Silva. Estamos ao vivo direto dos estúdios da Rádio GOV na EBC em Brasília e participam do programa de hoje colegas convidados de rádios e portais de norte a sul do país. Bem-vindos todos e se você chegou agora, fique com a gente. Nessa próxima hora a Gente vai falar muito sobre segurança pública, especialmente sobre o plano lançado ontem pelo presidente Lula Brasil contra o crime organizado. Essa
é uma produção da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República em parceria com canal GOV, que é apenas uma das muitas emissoras que formam a empresa Brasil de Comunicação. Para você nos acompanhar nessa entrevista são muitos os caminhos. Pela Rádio GOV estamos em rede facultativa de Rádio para todo o país. Mas se você quer nos ouvir e ver, pode nos acompanhar na sua TV pelo canal GOV ou pelo nosso YouTube que é o @canalgov. Você também pode nos assistir pelo site da agência, agência.com. br. Lá além da TV ao vivo e de todos os
programas que a gente tem no ar, você também acompanha as principais notícias do governo federal. Outra opção é baixar de graça na loja de aplicativos do seu Android ou iOS, o canal GOV e assistir Toda a nossa programação ao vivo bem na palma da sua mão. Hora de conhecer melhor o ministro, o ministro de hoje, Wellington César Lima e Silva, tem 60 anos e é baiano de Salvador. Formado em direito pela Universidade Federal da Bahia, é mestre em Ciências Criminais e doutorando em Direito Penal e Criminologia. Em 1991, ingressou na carreira de promotor de justiça
do Ministério Público Baiano. Foi procurador geral de justiça no estado Por dois mandatos sucessivos. Neste terceiro mandato do presidente Lula foi secretário de assuntos jurídicos da Casa Civil e desde janeiro é ele quem comanda a pasta da justiça e da segurança pública do país. Bem-vindo, obrigada pela presença. Bom dia, ministro. Bom dia, Carine, um prazer estar aqui. Vamos hoje conversar bastante sobre segurança pública, >> bastante, até porque ontem foi lançado aí o programa Brasil contra o Crime Organizado. E já quero saber, ministro, são muitas as novidades, são quatro eixos nesse programa e aí eu queria
já começar falando sobre o padrão segurança máxima nos presídios, né? Queria saber como é que foi feito esse mapeamento e a importância disso. Ministro, >> a sua pergunta é extraordinária, Carine, porque nos permite esclarecer um ponto que é fundamental na lógica de todo o programa. >> Este esse programa de segurança máxima Visa exatamente dotar 138 presídios dos padrões semelhantes ao que o sistema penal federal oferece. Isso significa dizer que nós dotaremos 138 unidades prisionais do país, que equivale a 10% do total de unidades prisionais, que contempla ou que alcança algo em torno de 18.7 s
da população carcerária e que diz respeito a cerca de 80% das lideranças do crime organizado. Eh, ao tratarmos estes 130, essas 138 unidades como um padrão referência do sistema Penal federal, nós estaremos elevando não só o padrão de segurança sobre o ponto de vista tecnológico, como também estaremos formando o pessoal, instituindo protocolos, de modo que nós teremos uma modificação absoluta no perfil do sistema prisional brasileiro. Isso possibilita, por exemplo, Karine, que nós utilizemos de técnicas muito eficazes, como a chamada operação multi, operação modo avião, que significa a utilização de equipamentos eh Tecnológicos específicos para extrair
celulares de dentro dos presídios e também para, quando for o caso, interditar a comunicação no perímetro dos presídios. Isso possibilita um planejamento, uma organização de todas as ações do aparato policial, de modo a prevenir e a emudecer essa comunicação do crime organizado. >> Ministro, quando é que a gente vai ter essa essa mudança nos presídios já instituída? Vai começar agora essa Transformação? Como é que vai ser? O início é imediato, a transformação é progressiva, nós já temos alguns equipamentos que serão distribuídos, nós já começaremos imediatamente a formação, os treinamentos e instituí instituiremos os protocolos desde
já. E então do a partir do primeiro dia do do programa, progressivamente nós alcançaremos as 138 unidades que estão distribuídas nos 27 estados da federação. Todos os estados serão contemplados independente de Qualquer critério. E a única coisa que foi levada a sério foi exatamente o estudo da inteligência da área para identificar quais eram as 138 unidades mais representativas desse fluxo de informação do crime organizado. Então, foi um critério técnico utilizado para para construir este mapa e definir essas prioridades. >> Agora, esses presídios não são necessariamente todos federais, né, ministro? >> Não, nenhum desses é federal.
Nós temos no nosso sistema penal federal cinco presídios federais e esses presídios são a imagem, a base que nós replicaremos naqueles itens essenciais de segurança ao no decorrer desse tempo para todo esse contingente de 138 presídios. Última pergunta pra gente avançar para as rádios, ministro. Eh, isso depende, essa mudança depende da adesão do Estado ao programa ou não necessariamente? >> Não, observe, eh, no nosso programa, nós Temos uma parte que diz respeito a um investimento da União diretamente e temos outra parte no que diz respeito ao financiamento pelo FIS do BNDS. ocorre que esta parte
da do presídio, ela é direto do direito do dinheiro do governo federal, do dinheiro da OGU, de modo que todos eles serão beneficiados com base nesse critério. >> Aliás, esse recurso que o ministro se referiu é de R$ 1 bilhão deais. São recursos direto da União. Vamos embora Começar a viajar o país. >> Vamos viajar no país, carinho. >> Então vamos nessa. Vamos direto para Salvador. Vamos embora lá pro seu estado. Vamos lá pra rádio Band News, porque o Luís Felipe Veloso tá com a gente nessa manhã. Oi, Luiz Felipe, um abraço para você. Um
ótimo dia. >> Ótimo dia para você, Karine. Muito bom dia, ministro. Bom, ministro, ontem um encontro muito importante ocorreu em Brasília, reunindo representantes da Secretaria de Segurança Pública dos Estados, quanto que foi chamado de Brasil contra o crime organizado. No último final de semana, a gente teve uma ação eh encadeada, né, pela polícia baiana, mas com a participação e articulação também da Interpol, da Polícia Federal, que conseguiu prender um casal envolvido, né, com a chefia do tráfico de drogas aqui na Bahia, mas que estava na cidade de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. outras
operações. A Gente tem noticiado nesse sentido. A grande questão, ministro, é de quem está em campo, das pessoas no cotidiano, ao mesmo tempo em que nos vem noticiar aqui essas grandes operações que terminam em prisões, por vezes também no houvem eh de nossa parte aqui da imprensa, né, a notícia de que várias desses alvos acabam sendo soltos por intervenção, por brechas jurídicas encontradas eh por seus advogados, enfim, encontram de forma legal meios de de deixarem as Prisões ou de terem as suas penas aliviadas de alguma forma. De que modo? Eu gostaria de saber do senhor,
com a experiência que o senhor teve como procurador geral eh do Ministério Público da Bahia, o Ministério da Segurança Pública e da Justiça tem atuado administrativamente para dialogar com os Tribunais de Justiça Locais, com a justiça federal, para oferecer respaldo jurídico para essas operações, de modo que esses alvos identificados Que dão tanto trabalho e tanto custo para que a polícia os encontre e os acesse, permaneçam de fato presos e essa cadeia de fato seja seja arremat matada, seja identificada e presa e e extirpada na sociedade, conforme a gente espera. >> Querido Luiz Felipe, é uma
alegria, um prazer falar contigo. Eu, a sua pergunta extraordinária porque possibilita que esclarecemos vários pontos. Primeiro, nós estamos num momento de articulação e de diálogo permanente com diversas Instâncias da cartografia institucional brasileira, como eu costumo falar. Uma delas é exatamente o Colégio de Presidentes dos Tribunais de Justiça, que nós tivemos uma agenda marcada e vamos dialogar com eles para sempre refinar esses procedimentos. Mas a segunda coisa importante para te dizer é que o Ministério Público também está engajado neste movimento. Ontem mesmo tivemos a possibilidade de que o o presidente do CNPG, procurador geral de Justiça
do Estado da Bahia, o Pedro Maia, participasse inclusive da fala da apresentação. Tudo isso significa dizer que junto ao judiciário, junto ao Ministério Público, nós estaremos em contato permanente para aperfeiçoar e cobrir essas brechas que você referiu. É, obviamente que tudo isso tem que ser feito com respaldo da lei, obedecendo a lei, mas hoje nós temos a possibilidade de lançarmos mão, carinha de instrumentos mais severos, inclusive em Face da do advento da lei antifacção. Então, Luís Felipe, para você ficar tranquilo, nós estamos endurecendo as disposições legais no que diz respeito ao combate ao crime organizado.
que essa ferramenta estará disponível não só para o judiciário, como também para o Ministério Público. E eu tenho certeza absoluta que um diálogo permanente, uma supervisão constante, uma observação diuturna sobre cada um desses episódios tornará possível que façamos as Correções necessárias e que essas ocorrências sejam cada vez mais raras. >> Ministro, vamos embora para Manaus. Vamos lá pra Rádio Liga FM. Guilherme Guedes, um ótimo dia para você. Muito bom dia, Karine. Muito bom dia, ministro. Uma satisfação, uma honra estar aqui. Bom dia aos colegas radialistas, todo o Brasil que acompanha aqui a programação. Bom, falando
aqui diretamente da Liga FM Manaus, representando a capital do Amazonas, Toda a região norte. Ministro, eu te pergunto, o Amazonas já enfrentou cresimas, né, no sistema prisional. Hoje ela convive com problemas, superlotação, fortalecimento de facções dentro dessas unidades prisionais. Eh, o que que de fato o Ministério da Justiça e Segurança Pública pretende fazer para evitar que os presídios continuem funcionando como centros de articulação do crime organizado não só em Manaus, no interior do estado do Amazonas, mas como toda a Região norte? >> Bom dia, Guilherme. Bom dia, a Manaus. Uma alegria falar com todos vocês.
Exatamente, Guilherme. O que nós vamos fazer é tornar todas as unidades prisionais e Manaus também está contemplada, como eu disse, os 27 estados da federação estão contemplados. Nós vamos tornar as cadeias lugares mais seguros. Nós vamos tirar da cadeia esta característica de escritório do crime. O que nós vamos fazer, Karine, é realmente Instituir padrões de excelência, como acontece no sistema prisional federal. E esse padrão de excelência envolve treinamento do pessoal que ali eh executa suas tarefas, envolve equipamento de raio X, eh drones, uma série de equipamentos tecnológicos que aumentarão o padrão de segurança. A, como
disse, a instituição de protocolos. Nós temos no sistema penal federal, no sistema penitenciário federal, cinco unidades consideradas de excelência, Inclusive internacionalmente. Nós vamos replicar o modo de funcionar, o equipamento que ali está presente, tudo isso imaginem de cinco unidades federais para 138 unidades em todo o país. É algo muito impactante, muito relevante. Nós vamos constituir os kits que significam o coração, a essência desta segurança dos presídios federais e vamos tornar todo o pessoal que ali trabalha bem mais preparado para o desempenho das suas tarefas. >> Se você chegou agora, fique com a gente. Este é
o Bom Dia Ministro e hoje a gente recebe o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lime Silva. Ministro, vamos embora para São Paulo, vamos pra Rádio Bandeirantes, porque Ana Paula Rodrigues está com a gente também. Oi, Ana Paula, bem-vinda. Um ótimo dia para você. >> Oi, tudo bem? Bom dia. Bom dia, ministro, para os colegas também. Eu quero falar sobre a questão dos Presídios, mais especificamente em São Paulo, né, ministro? a gente tem um histórico n de rebeliões aqui no estado de São Paulo. E aí eu queria saber quando que essas ações começam
aqui no estado para reforçar a segurança dos presídios e como é que tá a articulação com o governo do estado de São Paulo para isso também, se mais algum tipo de ação complementar vai ser necessária, como transferência de presos, mudanças nos esquemas de funcionamento desses Presídios aqui no estado. >> Bom dia, Ana Paula. Prazer falar. Eu queria dizer a você, Ana Paula, que como eu mencionei, essa modificação alcançará indistintamente todos os estados. Nós estamos, sim, conversando com São Paulo. Ontem também tomou parte da apresentação do programa o presidente do colégio de secretários de segurança pública
dos estados, o Jean. E todos os secretários praticamente estiveram participando desta reunião, como de outras reuniões, Colaborando atentamente e nós temos certeza absoluta de que nenhum dos estados se furtará a ser beneficiado de uma ação tão importante e que impacta tanto a segurança pública em favor da coletividade. Cada governador tem o absoluto interesse de ver os índices de criminalidade no seu estado reduzidos. E nós temos certeza, por evidência científica, por testarmos o modelo, que cada vez que fazemos uma intervenção numa dessas unidades, os índices Despencam de criminalidade. E tenho certeza que a interlocução que já
existe com todos os estados, com todos os secretários de segurança pública, alcançará também São Paulo. Sem dúvida alguma. Ministro, hora da gente ir pro Rio de Janeiro. Vamos embora lá para Niterói. Vamos lá pra Rádio Antena Esportiva. Olá, Vanessa Júli. >> Olá, pode carinho. Bom dia, ministro. Bom dia, a amigos da jornalistas. Ministro, sobre o programa, ele foi lançado com a proposta de atacar a estrutura financeira e operacional das facções e do crime organizado. E o que muda na prática eh em relação às estratégias anteriores? >> Vanessa, sua pergunta extraordinária. Dentro desses quatro eixos do
programa, Vanessa, querida Karine, nós temos dois eixos que são exatamente o da asfixia financeira, que falamos agora. e o dos presídios, que nós temos duas Referências muito sólidas e claras que serão objeto de réplica nessas iniciativas. A que diz respeito à asfixia financeira é exatamente a operação carbono oculto. Ou seja, nós temos um padrão para identificar e saber como vão se desenrolar essas iniciativas. No que consiste a lógica da operação carbono oculto que será replicada aqui? consiste exatamente num trabalho, Karine, de articulação de todos os órgãos que manejam com essa Matéria, Receita Federal, Banco Central,
COAF, Polícia Federal e através da reunião dos dados necessários e do tratamento desses dados com computadores, com softwares específicos para identificar e alinhar que tipo de operação vem sendo feita, a justiça e a o Ministério da Justiça e todos Os órgãos parceiros vão interferir na cena de modo a bloquear bens. Agora com a lei antifacção, nós teremos possibilidade de leilões antecipados. Eu não quero ser Muito técnico aqui. Eu quero simplesmente explicar o seguinte. Nós vamos fazer um trabalho que envolve todos os órgãos de inteligência financeira para identificar os alvos, estabelecer o diagnóstico e adotar as
medidas imediatas necessárias para repelir essa prática. Fazendo isso, nós produziremos uma verdadeira asfixia financeira, tirando o oxigênio do crime organizado, que está hoje presente em casos de fintex, de postos de gasolinas, De empresas das mais variadas no mercado financeiro. Tudo isso será objeto de captura por parte desses órgãos, de reunião, consolidação desses dados e da adoção das providências necessárias para bloquear os bens, busque apreensão, prisão, tudo que for necessário. Ministro tá se referindo aqui a essa inspiração na operação Carbono Oculto, que foi uma operação deflagrada aí pela Polícia Federal em agosto do ano passado, que
focou no setor de Combustíveis e pegou aí muitas fintecs, né, esses bancos digitais, né, ministro, que estavam financiando >> o crime organizado. >> Ministro, vamos embora para Minas Gerais agora. Agora a gente vai lá para Itabira. Quero dar boas-vindas pro jornal Diário de Tabira, que participa pela primeira vez aqui com a gente. Bem-vindo, Deli Júnior. Bom dia, Karine. Bom dia, ministro. Muito obrigado pelo convite de Participar aqui hoje. Eh, ministro, a gente tem vários estados que têm eh que fazem uma oposição muito forte ao governo. Eh, inclusive o estado que eu tô é um dos
estados que tem tradicionalmente muita oposição ao governo. Eu queria saber se essa oposição pode atrapalhar na implantação das ações que vocês estão pretendendo nessa nessa mudança que vocês estão iniciando agora. Deli, sua pergunta extraordinária e mais uma vez Possibilita que a gente esclareça esse ponto. Eu não vejo como essa relação, governo, oposição, atrapalhar o nosso plano. Por que, Carine? Hum. >> Todas as inicitivas, falávamos isso ontem, inclusive numa coletiva, eu, secretário Chico Lucas e outros, todas essas iniciativas dizem respeito apenas a que os agentes da lei, os agentes de segurança cumpras obrigações. Então, eh, o
que nós vamos fazer é no caso específico da fixia financeira, vamos Lá, ponto por ponto. >> Vamos. >> A maioria dos agentes nesses casos são agentes federais. Por quê? Banco Central, COAF e Receita Federal, Polícia Federal, e esse trabalho se desenvolverá. Nós temos também as ficos, que são as forças integradas de combate ao crime organizado, mas essas forças elas pré-existem, elas já existem e elas trabalham harmonicamente, fazem parte dela, tanto agentes de segurança do Âmbito federal como estadual. E essas ficos continuarão acontecendo. Nós temos também as cifras que são eh comitês de inteligência financeira, que
já temos algumas em operações e vamos desenvolver mais. De maneira que todo o corpo de funcionamento desse eixo já existe, já está integrado. O que vai acontecer é uma intensificação das suas ações. No caso do do sistema prisional, nós vamos dotar essas unidades de um equipamento que vai melhorar a condição e vamos Treinar o pessoal. Nenhum governador em san consciência desejará perder a oportunidade de ter os benefícios de uma intervenção no sistema prisional que reduz drasticamente os índices de criminalidade em favor da população e do próprio governador. O caso específico das armas diz respeito à
fronteiras, fundamentalmente o renarme que de que é composto pelas forças armadas, pelo a área logística do exército, pela polícia federal, polícia rodoviária federal, Também não há esta dependência eh estrita desse componente político para para dar certo. De modo que a nossa convicção é de que todos colaborarão e que essa questão política não será impactante para os efeitos da programação do nosso roteiro. >> Ministro, quero aproveitar então essa pergunta do Di, eh, porque ontem foi dito que será necessária a adesão dos estados, né? E que é o é que é o que o D tá perguntando
aqui, até que ponto essa Questão política atrapalha. O senhor tá dizendo que, como é vantajoso para todo mundo, não deve atrapalhar. Existe um prazo para essa adesão? Como é que está, alguns estados já aderiram? Como é que isso tá acontecendo, ministro? Carin, veja bem, para a execução dos quatro eixos, essa adesão é desnecessária, porque essas iniciativas acontecerão por parte do governo federal e beneficiarão todos esses estados sem nenhuma necessidade de um ato de adesão. >> Perfeito. No que diz respeito à parte da do valor que é de financiamento, aí obviamente que os municípios, os estados
interessados no financiamento específico dessas modalidades deverão apresentar as suas propostas para fazer juiz aquele valor do financiamento pelo BNS do nosso FIS. Portanto, só há necessidade de adesão no que tange ao financiamento desses 10 bilhões do FIS para projetos específicos. Mas o núcleo, o coração do programa com esses quatro eixos acontece Independentemente de adesão formal de qualquer estado da federação. >> Só quero esclarecer aqui que esses 10 bilhões que o ministro tá se referindo aqui tem a ver com compra de viaturas, equipamentos. Vamos explicar. Essa adesão eh tem a ver com o quê? Com compra
de quê? Financiamento de quê, ministro? >> É financiamento de infraestrutura de um modo geral. Mas nós estamos tentando, Karine, desburocratizar o máximo Possível. Perfeito. >> Nós vamos apresentar os parâmetros e os municípios, os estados que tiverem interesse em receber esses valores, eles apresentarão o seus projetos e nós verificaremos se esses parâmetros estão de acordo. Nós queremos contemplar ações que dizem respeito a esses quatro eixos de modo adicional, porque aquilo que está previsto, nós usaremos o dinheiro do orçamento da união, mas se os estados desejarem algo mais dentro dos próprios Eixos, poderão apresentar as suas propostas
e também dentro do FIS, nós teremos a possibilidade de contemplar algumas outras ações que não estão vinculadas apenas aos quatro eixos, como iniciativas que dizem respeito ao feminicídio, >> viaturas e melhorias nesta área e também a um programa que nós vamos eh brevemente difundir, que diz respeito ao programa do celular seguro. Então, e essas iniciativas De adesão dos Estados apenas nesses pontos específicos para a obtenção de um crédito adicional, mas o programa rodará com absoluta perfeição, com execução próxima de 100%, independentemente dessa adesão formal. Importante sublinhar aqui também, ministro, quando a gente tá falando dessa
desses equipamentos, a gente tá falando de alguns de altíssima tecnologia, como por exemplo drones e georreferenciadores, né? Exatamente. Temos drone, gel radares, temos equipamentos de bloqueio de sinal de celular. >> São equipamentos muito relevantes. Como também temos questões que dizem respeito ao perfil de DNA genético para capacitar as polícias civis, as polícias técnicas, os IMLs, no eixo do aumento de esclarecimento dos homicídios. Há uma diversidade muito relevante desses equipamentos. >> Maravilha. Vamos seguir, ministro. Vamos Embora para Goiás. Vamos lá pro jornal o Hoje, porque o Thiago Borges está com a gente também. Oi, Thago, um
ótimo dia para você. >> Bom dia, Karine, bom dia, ministro. Bom dia aos demais colegas que estão aqui participando com a gente, a todos que nos assistem. Ministra, a pergunta que eu queria fazer pro senhor e é no mesma linha que os outros colegas já perguntaram a respeito dessa questão política. A gente sabe que aqui em Goiás, tanto o ex-governador Ronaldo Caiado quanto o atual, o Daniel Vilela, defendem aí que a segurança pública precisa ser pautada sobretudo pelos estados, em detrimento aí de um maior protagonismo do governo federal. A pergunta que eu quero fazer pro
senhor é: Já houve o diálogo com o governo de Goiás acerca desse programa novo do governo federal? O governo de Goiás já demonstrou interesse em ter acesso a esses recursos que o senhor estava Explicando pra gente e o que que o povo goiano pode esperar sobre esse novo programa do governo? >> Thaago, querido, o povo goiano pode esperar do governo federal muito esforço e muita entrega. E como eu disse a você, o nosso propósito em nenhum momento foi politizar a questão. Antes, pelo contrário, nós queremos servir a população brasileira e atender a um reclame tão
significativo quanto é a questão de segurança pública. Nós Tivemos um diálogo fundamental eh com todas as as unidades da federação a partir dos das diversas instituições dessa federação. Então nós conversamos em cada estado, não apenas com os secretários de segurança, mas com secretário de justiça, com os comandantes gerais das polícias militares, com os delegados gerais das polícias civis e com os com os procuradores gerais de justiça de cada estado, com os presidentes de tribunais De justiça. Então, há um uma diversidade nessa interlocução que alcança diversos atores da segurança pública e diversas instituições, de modo que
nós entendemos que de modo nenhum qualquer ruído do âmbito político contribuirá para atrapalhar em nenhuma medida o nosso programa. >> Ministro, hora da gente ir lá pro Rio Grande do Sul. Vamos embora para Pelotas, vamos pro jornal Tradição Regional que participa pela primeira vez Aqui com a gente. Então, quero dar as boas vindas pra Rafaela Staque e para todos os colegas aí do jornal Tradição Regional de Pelotas. Bom dia, querida. >> Bom dia, Karim. Bom dia, ministro. Bom, a minha pergunta, ela se trata da minha cidade Pelotas, que foi uma das cidades gaúchas que apostaram
em políticas de prevenção e integração através do programa Pacto Pelotas pela Paz. Ele é baseado em inteligência, monitoramento, eh, e ações sociais nos territórios mais Vulneráveis. Eh, o novo programa Brasil contra o crime organizado anunciado pelo governo federal prevê essa maior integração entre tanto a União, estados, municípios e iniciativas locais que trabalham nessa prevenção e redução de violência antes que ela chegue no crime organizado. Então, existe uma possibilidade dos municípios que já possuem essas experiências consolidadas como pelotas, terem acesso prioritário a recurso, tecnologia, integração ou de Repente até uma troca de ideias para aprimorar ainda
mais esses planos. Rafaela, sem dúvida nenhuma, o município de Pelota seria muito bem-vindo, está cada vez mais próximo dessa iniciativa do governo federal. Quanto mais o município, o estado tiver em curso uma modelagem de resposta da segurança pública baseada nesses elementos, tanto melhor para aproveitar os benefícios do que essa iniciativa do nosso programa do combate como crime organizado oferece. Ministro, a gente vai fechar essa primeira rodada indo paraa Fortaleza. Vamos lá pra rádio Verdinha, porque a Elisiane Correa tá com a gente também. Oi, Elisiane, um bom dia para você. >> Bom dia, bom dia a
todos que participam e acompanham. Ministro, eu queria falar sobre essa logística de como funciona o crime organizado. Aqui no Ceará, por exemplo, a gente tem várias lideranças de facções escondidas no Rio de Janeiro, Em outros estados e até mesmo em outros países. Então, eu queria saber como é que tá a estratégia do governo federal para ajudar os estados, né, a chegar até esses criminosos, né, e prender esses criminosos. >> Eliziane, é, a sua pergunta também é extraordinária e também possibilita eh um esclarecimento de pontos fundamentais do nosso programa. Observe, na medida que nós estamos criando
inclusive um centro de inteligência na área Penitenciária, Karine, nós vamos reunir e consolidar todos os dados que dizem respeito à programação das ações do governo federal neste campo. De maneira que nós vamos buscar identificar e rastrear tudo que diz respeito ao combate ao crime organizado. Temos rastreamento possíveis das lideranças que se desloquem para diversas cidades. Vamos ter no campo rastreamento de armas de de modo que a lógica, a inteligência do plano Karine visa exatamente apostar Nessa unificação de dados e nesse planejamento de ações futuras. e eu, o secretário nacional de segurança pública, Chico Lucas, o
secretário de assuntos penitenciários, André Garcia, estaremos rodando todo o país para identificar as situações, adotando as providências necessárias. Teremos escritórios específicos do Brasil no combate ao crime organizado em diversas cidades do país para exatamente acompanhar de perto cada uma dessas Movimentações. >> Ministro, queria falar agora um pouco sobre o reforço eh na Polícia Federal. A gente falou sobre isso aqui com a ministra Sterdaec quando ela teve aqui. Foram convocados aí mais de 1000 policiais federais. Queria falar um pouco sobre isso, sobre esse reforço, onde estão esses policiais federais. E já quero aproveitar também para falar
da Polícia Rodoviária Federal, que está aí eh trabalhando eh com câmeras corporais, Né? A iniciativa começou ali pelo Brick COP 30, foram eh os Estados Unidos deram câmeras ao Brasil, né, para para começar essa experiência. Você queria que o senhor fizesse uma avaliação de como é que tá esse trabalho com câmeras corporais e falasse também sobre a Polícia Federal, sobre esse reforço. >> Muito bom, Karine. A Polícia Federal, eu nesta semana passada participei de um evento de formatura de 642, exatamente agentes policiais federais Numa festa muito bonita depois de 15 semanas de treinamento dentro da
academia de polícia desses agentes. que o presidente autorizou ainda a o chamamento de mais 1000 agentes. Pela primeira vez na história, a Polícia Federal estará na plenitude com todas as suas posições ocupadas. Isso nunca tinha acontecido, de maneira que é um reforço extraordinário. A Polícia Federal está muito contente nos seus quadros por ter esta condição nesse momento. Eh, no que Diz respeito à Polícia Rodoviária Federal, queria aproveitar aqui para mandar um abraço tanto pro nosso Andrei, diretor geral da Polícia Federal, como para o nosso Fernando, diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal. A Polícia Rodoviária Federal é
também uma das polícias federais de extraordinária cultura institucional. Eu tive também presente nos últimos dias visitando, participando de uma campanha promovida por eles. E nós nessa oportunidade, eu, O secretário Chico Lucas, o secretário André Garcia e outros membros da equipe, fizemos visitação nas aeronaves da Polícia Rodoviária Federal, em todo o equipamento da Polícia Rodoviária Federal, assim também como na CENAPEN da Polícia Penal. e fiquei bastante impressionado com a tecnologia moderna, os equipamentos modernos que foram adquiridos por essas polícias federais. No caso específico das câmaras corporais da Polícia Rodoviária Federal, elas, Segundo me reportou eh o
diretorgeral Fernando e outros integrantes da sua equipe, foram muito bem assimiladas pela Polícia Rodoviária Federal. A Polícia Rodoviária Federal tem uma doutrina de policiamento muito específica, bastante dirigida para os seus propósitos principais. O nosso secretário nacional, Chico Lucas, que tá aqui no nosso estúdio conosco, inclusive deu a honra de participar dos seus quadros quando ele era bem mais jovem. né? Ainda é Jovem hoje, mas era ainda bem mais jovem naquela oportunidade. E a Polícia Rodoviária Federal, portanto, pelo que me foi reportado, se sente muito feliz e motivada em poder desenvolver as suas atividades, portando esse
equipamento, que em última análise significa para a Polícia Rodoviária Federal segurança para os próprios policiais, além de um sentido de um vetor de transparência, de observância da adequação das abordagens que estariam de acordo com os Protocolos, como deve acontecer. Maravilha, ministro. Vamos embora então pra nossa segunda rodada. Então vamos voltar lá para Manaus. Vamos lá pra rádio Liga FM. Guilherme Guedes. >> Guilherme, já tava com saudade, Manaus. Ainda bem que você voltou logo. >> É isso. Venha nos fazer uma visita, ministro. Karine, ministro, a Amazônia vive hoje uma realidade, toda a Amazônia brasileira, em que
a segurança pública e os crimes ambientais muitas vezes se Cruzam. Nós temos aqui o garimpo legal, é presente na terra indígena e anomame em Roraima, aqui no interior do estado do Amazonas também. Invasões em terras, ameaças a comunidades tradicionais. Ministro, eh, como o Ministério da Justiça pretende integrar combate ao crime organizado e proteção, evidentemente, às populações amazônicas de forma permanente? Eu acrescento ainda que há operações, grandes, megas ações por parte, seja do governo, dos governos Estaduais ou do governo federal, ou até ações conjuntas. Essas ações devem continuar acontecendo em toda a nossa Amazônia, ministro >>
Guilherme, deve sim, cada vez com mais ênfase. Aliás, nós temos uma programação para a próxima semana. Aí nós vamos fazer uma grande ação em Manaus. O Ministério da Justiça estará presente em peso, salvo engano, o presidente da República também irá. De maneira que Manaus é um centro das nossas atenções. Um dos escritórios do combate ao crime organizado, nós devemos fixar em Manaus. muitas outras iniciativas que dizem respeito à fronteiras. Ontem, inclusive, conversava com o ministro da defesa, Múcio, que se colocou à disposição para ajudar em tudo que fosse possível em atuação conjunta com a Polícia
Federal. E no que diz respeito à questão ambiental, nós estamos absolutamente afinados. Inclusive o ministro Capobianco ontem participou conosco de Uma intensa atividade de entregas de carros de corpo de bombeiro e fizemos um tá disponível no nosso site, fizemos uma grande ação. De maneira que Manaus é uma prioridade, a questão ambiental tem total sinergia com a atividade do Ministério da Justiça e também com o Ministério do Meio Ambiente. >> Ministro, vamos voltar agora para São Paulo, Rádio Bandeirantes. Ana Paula Rodrigues. >> Ministro, eu queria falar com o senhor Sobre a articulação com o Congresso, né?
Ontem, durante o lançamento com o presidente Lula, ele cobrou do Congresso a aprovação da PEC da segurança pública, né? E é o mesmo congresso que hoje pode começar a discutir a liberação do FGTS para compra de armas. Isso já começou a tramitar, já recebeu inclusive um primeiro aval positivo. Então queria saber do senhor como é que tá a articulação do Ministério com o Congresso, se vocês estão participando De alguma maneira dessas discussões da área da segurança pública. >> Ana Paula, sua pergunta também extraordinária. Eu quero dizer o seguinte, a relação do Ministério da Justiça com
o Congresso é a melhor possível. Nós tivemos assim que chegamos no Ministério em janeiro, diálogos muito produtivos com diversos parlamentares e no trato do PL antifacção, no trato da PEC, para você ter uma ideia, a PEC da segurança pública foi aprovada na Câmara De Deputados com apenas 16 votos contrários, ou seja, tivemos mais de 480 votos eh favoráveis em dois turnos numa matéria tão sensível em ano eleitoral, com tudo que isso importa e foi fundado fundamental a o apoio do presidente da casa, do presidente Hugo Mota, mas nós conversamos com todas as lideranças envolvidas, com
o relator da matéria, de maneira que o Ministério da Justiça participa. Nós temos, tínhamos lá um colega de absoluta competência, que era O Marivaldo, que ajudava muito. E depois é agora com a contribuição do novo secretário de Assunto Legislativo, que é o Paulo Modesto, também colega da mais alta qualificação, nós temos um diálogo permanente semanal com a o Congresso. Tenho certeza que tanto o Ministério da Justiça, quanto o ministro Guimarães da SRI, quanto o próprio presidente, todos estaremos dialogando permanentemente com o Congresso para provar tudo que foi do interesse do país. Só pra gente Explicar,
ministro, o que que é essa PEC da segurança pública. É uma PEC que coordena, que faz com que o governo federal consiga coordenar melhor aí as políticas de segurança pública e que coloca também o SUSP, que é o Sistema Único de Segurança Pública na Constituição, né, ministro? Perfeitamente. Ontem eh, nós explicávamos, Karine, que todas as ferramentas necessárias para implementação do programa nós já temos, Só que no nível legal, ou seja, infraconstitucional. Se a ou quando a PEC for aprovada, ela possibilitará avanços e constitucionalizará essas iniciativas. Mas essas essas possibilidades legais para a adoção das meninas
dos nossos programas já estão postas hoje. Mas o diálogo com o Congresso permanecerá sempre aberto. >> É isso. Vamos seguir, ministro. Vamos embora. Vamos voltar para Niterói. Vamos Lá pra Rádio Antena Esportiva. Vanessa Júli. Eh, ainda falando sobre o sobre a eh sobre a segurança pública, o tráfico de armas, ele continua sendo um dos principais eh desafios, né, da segurança. E quais são eh quais ações concretas serão reforçadas para impedir a entrada e a circulação de armamentos ilegais? Vanessa, nós temos a convicção de que esse é um ponto que merece toda a Atenção por parte
do Ministério da Justiça e do nosso programa. está contemplado. Nós temos o Renarme e eh essa rede RENARME é composta por diversos integrantes muito importantes que t muito domínio da matéria, inclusive instituições do da sociedade civil como a polícia. Além das da organismo da da sociedade civil, teremos a Polícia Federal, a Receita Federal, a área logística do Exército Brasileiro e já Tivemos reuniões no mês passado dessa rede da RENARM. Essa rede possibilitará a formulação de um um mapa, de um roteiro das medidas necessárias para adotarmos, para prevenir esta modalidade de ingresso de armas no país.
Para isso, contaremos, como disse, com o apoio das Forças Armadas, contaremos com o apoio de um registro de cada uma dessas armas alteradas e fazemos um, faremos uma política de endurecimento nessa área, porque num período passado houve um Afrouxamento dessa iniciativa e isso repercute muito desfavoravelmente no índice, nos índices de criminalidade. Veja bem, Karine, não existe eh uma grande um grande percentual, elevado percentual, muito elevado percentual dos crimes de homicídios, os crimes violentos, letais e tensionais são praticados com armas de fogo. Então nós não temos como reduzir os homicídios, nós não temos como diminuir o
potencial bélico das organizações criminosas se Não fecharmos essa porteira. E vamos fazer isso com trabalho intenso nas fronteiras para diminuir o fluxo de armas. E também está em tratativa uma série de adoção com com unidades organismos estrangeiros para termos cooperação bilateral nessa área que viabilizará uma espécie de rastreamento muito mais eficaz sobre as armas e ilícitas que ingressam no país. >> Ministro, vou aproveitar que o senhor falou então em homicídios eh na nas Armas, né, no combate à entrada dessas armas no país. Um dos eixos e desse programa tem a ver com esclarecimento de homicídios,
né? Queria saber o que que muda, né? E como é que tá essa situação hoje no Brasil? Demora muito pra gente conseguir esclarecer um homicídio aqui no país? Infelizmente, Karine, não só demora, como um número muito grande de casos não chega o esclarecimento. >> Assim que chegamos no governo, acolhindo A sugestão do nosso secretário nacional de segurança pública, nós instituímos o índice nacional de esclarecimento de homicídios, que era uma ferramenta fundamental para que as polícias civis pudessem manejar essa questão, esclarecer e dar absoluta nitidez a esses dados, a esses números. Como é que nós vamos
melhorar isso, Carine? Nó vamos melhorar isso investindo em polícia técnica, em em perícia, através de equipamentos específicos, eh, que Possibilitem que o número de esclarecimento aumente. Observe, eh, há um dado que sempre manejamos. Nós temos lá na nossa equipe diversas participações, inclusive do querido Daniel Erata, um pesquisador que integra os nossos quadros. E nós observamos que diante de outras modalidades de crimes muito drásticas e severas, como o feminicídio, a taxa de esclarecimento é muito mais alta, porque a característica do cometimento desse crime diz respeito A pessoas do próprio entorno. No já no que diz respeito
ao ao crime organizado, as taxas são bem mais modestas eh de esclarecimento, embora haja uma grande diversidade de uma de uma unidade da federação para outra. Essas taxas tem uma grande variação, mas o que todas elas têm em comum é o fato de precisarem, quando se trata de crime organizado, de uma avaliação de perícia no local, de isolamento do local, de instituição de protocolos eficazes e Depois do tratamento desses dados que foram recolhidos na cena do crime para possibilitarmos chegar ao esclarecimento. Muitas vezes vem identificamos que experiências estrangeiras de alta eh resolutividade desses tipo de
crime podem ser trazidas para o Brasil e certamente através desse vetor do equipamento, das condições tecnológicas, nós teremos essa viabilidade, além de investirmos muito na formação, no treinamento e na Especialização das autoridades policiais locais que investigam esses crimes de homicídio e latrocínio. Não sei se o senhor tem esse dado, ministro, mas a gente tem uma média de quantos homicídios são esclarecidos no país? >> A variação é muito grande. Nós temos unidades da federação que chegam perto de 90% e temos unidades da federação que ficam abaixo de 30%. >> Maravilha, ministro. Vamos seguir, Malu. Vamos embora
para Itabira. É isso. Vamos embora, então. Vamos paraa Itabira. Vamos lá pro Jornal Diário de Itabira. Júnior, >> ministro, eh, a gente compreende que a questão da criminalidade afeta mais as capitais, mas quando é que o senhor avalia que esses os efeitos dessas novas ações vão vão chegar até eh os municípios, os pequenas cidades como Itabira, por exemplo, aqui em Minas Gerais? >> Deli, observe, se nós refletirmos sobre Os quatro eixos, você perceberá que a vocação de capilaridade do programa é indiscutível. Primeiro porque a asfixia financeira acontece centralizada, mas beneficia todo o país. Qualquer posto
de qualquer local mais longinco que tiver sendo manejado como lavagem de dinheiro, poderá ser beneficiado através das ações de bloqueio que eu já reportei aqui antes. Eh, no que diz respeito ao a questão prisional, dentro desses 138 presídios, vários estão situados em Cidades do interior, que certamente serão polo difusor daquela região para esse benefício. No que diz respeito ao esclarecimento do homicídio, todos os institutos médicos legais dos estados e serão beneficiários e isso também alcançará com capilaridade os diversos municípios. e o tratamento do tráfico de armas, havendo o bloqueio nas fronteiras, havendo a identificação de
fábricas clandestinas que produzem isto, inclusive muitas vezes nos interiores Dos estados. E havendo a identificação de outras modalidades como eh construção por 3D de equipamento, de parte do equipamento de arma, tudo isso alcança indistintamente cidades grandes e cidades pequenas, capital e interior. De modo que nós temos a convicção de que a vocação do programa, pela sua lógica de funcionamento, beneficia indistintamente municípios grandes e pequenos. Hora da gente voltar paraa Goiânia lá pro jornal O hoje, Thiago Borges. Ministro, agora eu queria fazer uma pergunta pro senhor a respeito dessa integração das forças de segurança pública. Eh,
o governo federal defende aí a atuação conjunta com os estados, tanto nesse combate ao crime organizado, como na qualificação da investigação, que o senhor tava explicando agora a pouco. Esse essa atuação conjunta, ela vai ser feita só a partir do investimento do governo federal nos estados na disponibil disponibilização De recursos ou também o governo federal quer que as forças de seguranças federais atuem em conjunto com as estaduais. >> Thiago, extraordinária pergunta. E essa integração já existe. As ficos, essas forças integradas de combate ao crime organizado, já estão em funcionamento e essa sintonia é absoluta e
total. Nós temos que entender, Karine, que o as forças de segurança são burocracias profissionalizadas que servem ao estado, Independentemente deixou daquele governo. E esses homens e mulheres são muito motivados. as polícias militares, as polícias civis, guardas municipais, corpos de bombeiro, os peritos, todo esse corpo de agentes de segurança são motivados, entendem o significado, a transcendência, o interesse público na proteção da vida, do patrimônio, das suas cidades, dos seus estados, dos seus entes queridos. Então, nós não temos a menor dúvida. Nós temos, como eu disse, Reunião, reuniões constantes com esses colegiados e a motivação é a
maior possível, sobretudo tendo em visto o acolhimento que o Ministério de Justiça tem dado a esses órgãos que estão permanentemente dentro da nossa casa. >> Aliás, ministro, como o senhor bem pontua que essa integração ela já existe, mas é exatamente isso que prevê a PEC da segurança, né? Para que essa e para que isso seja seja formalizado. É isso, ministro. Vamos, vamos falar da Importância da PEC da segurança eh nessa questão, porque é uma polêmica de que a segurança pública é de competência dos estados, né? E alguns governadores resistem porque dizem: "Não, o governo federal
não vai mandar aqui nessa área". Mas há um equívoco nessa avaliação, né? Ministro >> Carinho, sem dúvida nenhuma, o trabalho do governo federal é de coordenação, é de induzir políticas públicas na área de segurança pública e por isso que nós Estamos fazendo. Daí até uma certa confusão da escala de valores que um programa merece num caso ou no outro. Obviamente que o os valores que os estados investem, sobretudo os grandes estados em matéria de segurança pública, é muito mais vultoso e expressivo pela natureza da relação do Estado com essas forças no dia a dia. A,
o governo federal compete apenas esta tarefa de indução, de organização, de integração e de difusão, de distribuição de De logística, distribuição de treinamento especializado. Então nós temos certeza que a integração que hoje já existe nos estados, se você vai num grande estado da federação, como eu tenho feito a visita, você vai à superintendências da Polícia Federal e você ouve os superintendentes e os seus auxiliares dizerem da absoluta sintonia que eles têm com as polícias civis, com as polícias militares, com as ficos que ali existem, essas forças integradas de Combate ao crime organizado com o pessoal
da inteligência, até porque há um diálogo permanente. Alguns dos superintendentes das polícias federais já funcionaram como secretários ou subsecretários de segurança. Hoje mesmo nós temos sete estados da federação cujos secretários de segurança são integrantes da Polícia Federal. Então essa burocracia profissionalizada, esses homens e essas mulheres abnegadas que trabalham no dia a dia pela segurança Pública fazem isso, fazem disso uma realidade no seu dia a dia. O que nós vamos fazer é intensificar. Nós teremos um número muito maior de operação dessas ficos, dessas forças integradas de combate ao crime organizado e também teremos operações nacionais que
até agora não existia. >> Ministro, vamos seguir e a gente vai voltar lá para Pelotas. Vamos lá pro jornal Tradição Regional. Rafaela Stark. Ministro, um dos Plano do governo federal é aumentar a capacidade de investigação e esclarecimento de homicídios, eh, além da integração, né, das inteligências policiais e das perícias. Eh, em cidades do interior, assim como lembrou o colega Del Júnior, eh, com Pelotas e outros municípios aqui da zona sul do estado, eh, muitas vezes há uma cobrança por respostas mais rápidas em crimes violentos e uma sensação de falta de estrutura das polícias técnicas. Então,
Como que o ministério pretende garantir que esse reforço chegue também ao interior do país e não fique concentrado apenas nas capitais e grandes centros? >> Eh, essa pergunta é fundamental porque nós queremos instituir também sugestões de para os estados de ter uma atenção redobrada na capilaridade dessas iniciativas. Como eu disse, a grande maioria das ações do programa tem vocação para capilaridade, independentemente da lógica ou da Orientação dos estados. Mas alguns pontos específicos devem sim ser estimulados no sentido de que no caso dos esclarecimentos e homicídios, o benefício daquele investimento na área pericial, na área da
polícia civil, da polícia técnica, chegue a todos. Mas de um modo geral, o que acontece é que os institutos médicolegais, os departamentos de de perícia recebam de todo o estado material e deem um tratamento adequado. Então, havendo um Beneficiamento, uma melhoria no equipamento desses institutos médicos legais estaduais, todos os municípios, em regra, serão contemplados. >> Ministro, hora da gente voltar paraa Fortaleza, pra Rádio Verdinha. Eliziane Correia. sobre esse da população em relação aos crimes virtuais, digitais, são golpes financeiros, uso mesmo da inteligência artificial. A gente sabe que isso é uma das grandes atuações das facções
Criminosas hoje aqui no Brasil. Então, queria saber como é que o governo está preparado para enfrentar esse tipo de crime que cresce cada vez mais aqui no país. >> Muito bem, Liisiane. Sobre esse ponto, embora não esteja exatamente no escopo do programa, nós temos indiscutivelmente ações muito importantes. Nós temos no Ministério da Justiça a Sedíg, que é uma secretaria de direito digital e ela é conduzida por um competente quadro, Víor Fernandes, que era conselheiro do CAD e faz um trabalho extraordinário nesse tema. Além disso, nós tivemos recentemente eh a o decreto do ECA digital, que
trabalha com uma grande franja desse problema que diz respeito às crianças e adolescentes. Recentemente, a Sedig levou, por exemplo, a classificação do YouTube de 14 para 16 anos com importante repercussão. também teremos e próximamente, nos próximos dias, Provavelmente a edição de um decreto sobre a mulher em matéria digital, de modo que nós estamos pegando todos os segmentos eh importantes e dando um tratamento legal e regulamentar, de modo a fazer com que a internet não seja terra de ninguém, tenha cada vez mais lei, mais cuidado, mais tratamento. E esses exemplos que eu dei são apenas uma
parte do esforço feito e nós continuaremos a atuar também. O Ricardo Marixita na área de consumidor da Secretaria Nacional do Consumidor tem feito um esforço grande com isto e em tratamento também com a SECOM, a Secretaria de Comunicação do governo federal. Ministro, a gente concluiu aqui o nosso giro com as rádios, mas eu quero aproveitar sua presença aqui para tocar também em outros assuntos que não tem a ver com o plano. Um deles, em março deste ano, o governo zerou aí piscofins do diesel por causa do contexto da Guerra, né? Eh, Irã, Estados Unidos, né?
o governo se comprometeu eh a fazer com que o aumento do combustível não chegasse na bomba, né? fez um esforço muito grande para zerar impostos e aí começou uma fiscalização muito grande, né, por parte eh da Agência Nacional do Petróleo, Ministério da Justiça, enfim, uma força tarefa aí para ver se isso estava sendo cumprido. E eu queria que o senhor nos dissesse um pouco como é que tá esse trabalho. >> Ah, Karin, eh, esse trabalho foi um trabalho de muita abnegação, de muita dedicação da Senacon. todos os procões do Brasil, tanto aqueles municipais, estaduais, como
aqueles estados nos quais o Procom fica sediado nos Ministérios Públicos, todos eles em rede, junto com o nosso secretário nacional do Consumidor, Ricardo Morxita, fizeram um trabalho minucioso de fiscalização dos postos e a NP também participou. Foi uma mobilização grande Do governo federal. Nós fomos também às rodovias, a Polícia Rodoviária Federal ajudou bastante. Nós tivemos a, por parte da Polícia Federal, a instauração de um inquérito que visava apurar formação de cartéis. Então, foi um trabalho muito intenso. Eu diria que o Ministério da Justiça, neste caso, através dessas diversas equipes, deram uma importante contribuição e nós
conseguimos realmente conter aquilo que poderia ter sido ainda uma explosão bem Maior de abusos, de preço que nós conseguimos evitar. Ministro, agora voltando aqui para pro plano, queria que o senhor falasse também um pouco eh com a gente sobre bets, né? Eh, a gente sabe que durante bastante tempo e até hoje as BETs financiam muitas quadrilhas do crime organizado, o Brasil também tem feito um esforço muito grande para fazer um filtro, né, nessas betes e queria que o senhor falasse também um pouco sobre Isso, como é que o senhor tem visto a atuação das bets
no Brasil e se a nossa legislação eh já tá OK ou se a gente ainda precisa avançar nesse tema. Eu acho que esse tema, Carinho, é um tema que merece ainda um tratamento de alteração da legislação. Ainda temos muitas coisas aperfeiçoar. De fato, cada vez, cada dia que passa, detectamos um maior número de ocorrências nesse domínio e é fundamental que a inteligência financeira do Estado Brasileiro e a e toda a logística dos órgãos que compõem os os as instituições de controle estejam irmanadas para nós coibirmos excesso nesse domínio. Então posso dizer, ainda sem poder antecipar
tanto, que estão em curso a gestão de muitas reflexões e de muitas iniciativas para abordarmos esse problema por diversas frentes e uma delas é a frente legislativa e e regulamentar. Quando a gente fala de segurança pública, a gente também não pode deixar de falar da Violência contra a mulher, né, que tem crescido. A gente sempre fala aqui no Bom Dia Ministro sobre esse assunto e o Ministério da Justiça tem programas, né, como um que se chama Antes que aconteça. Perfeito, >> né? E eu queria que o senhor falasse também da atuação do ministério nessa questão
eh do combate ao feminicídio. >> Nós temos uma integração muito grande com o Ministério das Mulheres. Ontem mesmo em avançado horário da noite ou Madrugada. Eu troquei correspondência com a ministra eh sobre temas específicos. Nós temos a questão do antes que aconteça, a sala lilás, o centro integrado da mulher segura. Nós tivemos na semana do dia da mulher um um movimento, um tirão muito grande e realizamos mais de 5.000 prisões de de agressores de mulher. E esses homens que agridem as mulheres merecem de fato um uma punição muito rigorosa. Essa é uma prática carine que
eh produz indignação A todos. Nesse nessas 5.000 prisões, nós tivemos mais de 3.000 prisões em flagrante e mais de 2.000 cumprimentos de mandato de decisões transitadas em julgado. Nós estamos construindo modelos que visam reduzir a subnotificação, porque existe uma parte do problema que diz respeito ao fato não ser notificadores. E temos uma outra parte do problema que diz respeito a, mesmo com a notificação, o aparato do estado não dar a resposta Com a rapidez necessária. Existem alguns estados que avançaram bastante e essa resposta tem sido razoavelmente satisfatória, mas os índices ainda são alarmantes e nós
estaremos mobilizados. Essa será uma das nossas prioridades obsessivas a partir desses dessas próximas semanas e nós faremos com que toda a reflexão, todo o estudo, toda a pesquisa e toda a movimentação dos diversos órgãos traga esse benefício para as mulheres. Só para que você tenha Uma ideia, a semana passada eu tomei a iniciativa de encaminhar ofícios a todos os colegiados, como delegados gerais da Polícia Civil, comandantes gerais da Polícia Militar, para que eles instituíssem, fazendo um apelo para que eles instituíssem um momento específico nas suas reuniões ordinárias para ouvir a representação das mulheres naquela cidade,
naquele estado, para que elas possam relatar o que está funcionando bem, o que não está funcionando bem. Nós Também estamos formando um grupo de mulheres que nós vamos denominar como eh uma patrulha contra o feminicídio, em que teremos delegadas da Polícia Civil, Federal, agentes da Polícia Militar percorrendo todo o país para verificar se as metas e os objetivos estabelecidos para ser redução estão sendo cumpridas ou não. Também, para concluir, eh, o secretário Chico e a sua equipe vem desenvolvendo modelos do que nós chamamos de análise preditiva, que é Verificar que tipo de comportamento é habitual
entre da vítima, do agressor e como nós podemos nos antecipar para diminuir essas ocorrências e baixar esses índices desse flagelo com o qual nós não podemos conviver e vamos combater com muita eficácia. >> O senhor tá percebendo as autoridades sensíveis a essa questão? Eu percebo que parte de todos esses colegiados uma sensibilidade, uma vontade. O presidente deu centralidade a esse tema, criou um Pacto entre os poderes, isto elevou a prioridade do do aparelho do estado. Então isso não é só uma ação de governo, é uma ação de estado. Eh, a primeira dama estimulou muito isso,
porque na condição de mulher sensível a esses temas estimulou. O presidente abraçou isto. O chefe de todos os poderes também participa instituições relevantes como o Ministério Público, o Conselho Nacional de Justiça, o Conselho Nacional do Ministério Público, todos estão reunidos E com atenção voltados para isso. É inadmissível que nós não façamos um combate muito rigoroso nesse tema. >> Ministro, quero agradecer sua presença aqui hoje no Bom Dia, Ministro. Espero revê-lo aqui em próximas oportunidades. O senhor tem aí uma jornada aí de 8 meses pela frente, colocar aí em campo esse plano que foi lançado ontem.
Queria que o senhor ficasse à vontade aí para fazer suas considerações finais. Obrigado, Carine. Hoje nós completamos 4 Meses de administração. Eh, produzimos, está disponível no site, um relatório de 70 páginas da intensa atividade que produzimos durante esse período. E ontem o lançamento deste programa foi muito importante para termos agora um plano de voo muito bem detalhado de como tratar a questão do combate ao crime organizado e não descuidaremos de nenhum dos outros assuntos relevantes da segurança pública. A segurança pública tem uma dimensão de medidas indutoras que tratam De questões estruturantes, como nós fizemos com
o programa, e também tem questões pontuais que afligem bastante a população, como eu disse, da questão do celular que nós trataremos nesses próximos dias, e também de assuntos de extrema transcendência e significado como feminicídio. Todos eles estão no âmbito das nossas observações e nós nos dedicaremos 24 horas por dia, 7 dias por semana para e diminuir esses índices com o trabalho de equipe a que eu quero Cumprimentar e agradecer toda a nossa equipe. >> Maravilha, Mos. Mais uma vez obrigada. sucesso aí na sua missão. E eu quero agradecer a todos os colegas que me ajudaram
a fazer mais uma vez o Bom Dia Ministro, esperando sempre revê-los aqui em próximas oportunidades. Quero te dizer que se você perdeu algum trecho dessa entrevista com o ministro Wellington César Lime Silva, ministro da Justiça e Segurança Pública, vai lá no Nosso canal no YouTube @canalgo ou na radiog para pegar o áudio. radiog.com.br. br, você recupera toda essa entrevista na íntegra. É isso. Então, quem assina os trabalhos técnicos pela rádio GOV é Reinaldo dos Santos e a gente se vê. Obrigada pela companhia. Até uma próxima. Ciao. Imagine um espaço moderno, limpo e organizado, construído para
que agricultores, familiares e pequenos Produtores possam expor e vender seus produtos com dignidade e segurança. local no cor.