E daí eu comecei a a prestar atenção que todo mundo aqui no Brasil, todo vários percussionistas bons, pessoas que muito talento, pessoas que t uma uma profissão completamente diferente de ser um ritmista na época que não era percussionista, não existia nessa época percussionista, ritmista. Eu eu fui um dos que briguei aqui na na ordem dos músicos porque não é ritmista ritmista não queria nem registrar essa tô sabendo agora é ritmista tem esse lá e eu eu conseg eu falava com eles não ser rista porque quando você começa a desenvolver outros tipos de instrumento, você passa parte de uma uma cor, né? Então vamos, eu sei que esse nome pode ser percussão, não é que eu criei esse nome, mas começou já o movimento tal, mas o ritimista ele, por exemplo, normalmente aqui no Brasil e norma você sabe, um toca pandeiro, outro ataca tamborim cada um toca uns instrumentos, né?
E eu tinha amigos muito, o cara que tocava o o Agogô, tremendo, um cara maravilhoso no agoga, mas ele só tocava aquele agog. Então os grupos que eu participava, todos eles tinha a sua especialista no instrumento. Especialista no instrumento e todo mundo cria o Paulino Pandeiro, porque eles achavam, eu tô sempre tentando melhorar, mas eles não, você é o pandeiro.
Mas eu pensei na minha, olha, acho que eu eu acho que seria bom por educação e aprender a a sonoridade dos instrumentos, eu vou começar a estudar os outros instrumentos para não só a meu favor, mas que eu possa dizer: "Olha, você tá tocando aí não é, vamos toca essa frase que vai ajudar". Então eu comecei a prestar atenção a então praticando outros instrumentos, entendeu? Eu gosto, sempre gostei muito do terreiro.
Eu não era que eu tinha, mas eu achava que o terreiro era bom para prender o ataque, os tambores, né? Então eu tinha, eu tocava, ia para prender os tabac, ia. Ah, aquele cara ali também tocava a tabaque.
Ótimo. Não, na verdade o tabaqu a gente batia com com Paula, né? Não tinha nem afinação, né?
Os primeiros desfiles que eu fiz na Portela, hã, o nosso instrumento era de papel. [ __ ] como é? Pô, isso aí é voltar no papel.
Os os surdos tinha surdos que era papel, então se afinava, ele esquentava e começava tum tum tum tum perdia a afinação, porque não tinha afinação nessa época muita. Então os os muunos era batia no os atabxes, ele lembra, você bate tipo da África mesmo, tradicional, você não afinação é você bate nas na madeira para ir puxar o couro, né? Aí, então tu treinava lá, inclusive treinava lá.
Entendi. E tem uma aí a história pois daí tu tá. Então aí tu foi, tu ficou bom ou tu foi aprendendo e conhecendo vários instrumentos além do instrumento que você escolheu para ser o teu principal, que era o pandeiro.
Exatamente. Exatamente. E eu tô imaginando que foi isso que te deu todo o estofo para você ficar bom em arranjo, por exemplo.
Exatamente, né? E aí, então, pera aí, o João vai saber essa também, mas eu preciso saber, ó. Eh, quem foi, quando é que quando é que o primeiro artista [ __ ] e não tô falando gringo não, artista brasileiro te viu tocar, certo?
E falou: "Porra, vem comigo". E outra coisa, esses caras, pelo que eu tô entendendo, em geral te viram tudo no começo, não é? Os cara tava no começo também.
Exato. Todo mundo, todo mundo. O Michael, o Michael quando ele, porque assim, só eu não vou poder interrompê-lo, ele nunca fala coisa exatamente como é, porque ele é meio, eu tô sentindo que ele, ah, não, eu não, não era bem isso, era pequeno.
Então, vou pegar o exemplo do Michael, né, que ele conta de um jeito mais é e tal. O Michael bateu nas costas dele e se apresentou. Eu sou o Michael Jackson dos Jacksons.
Você é o Paulinho? Sim. Você aceitaria gravar no disco dos Jacksons?
Ele falou: "Cara, primeiro é claro que eu sei quem você é". Foi em 77, 78. Então ele chegou no Michael antes do Quinc.
Só que ele nunca vai falar isso. Então eu só quero dizer que assim, todo mundo aumenta, né? O Paulinho é o único cara que eu conheço que diminui as coisas, né?
Então as suas próprias coisas, né? Então só para deixar claro assim que dificilmente, por exemplo, ele fala: "Eu estudava". Não, ele estudava até a mão dele sangrar horas e horas, né?
Então assim, eh, só então ele nunca é importante lembrar desses detalhes. Temos aqui duas pessoas ligadas ao filme. Aí o Alan falou para mim: "João, a gente saiu ontem, eu e o Oscar e ele contou coisas".
Eu a gente falou: "Por que que você não contou isso no filme? " Então assim, eu acho que esse lance de ser resolvido, eu acho que de saber quem ele é. Sim.
Pô, ele as fotos que ele tem com o Michael, o Michael que pediu para tirar com ele, as fotos todas que todo mundo tem, dá uma olhada depois. É sempre, sempre ele tá no centro e a pessoa tá assim, ó. Entendeu?
Tipo, John Williams tem é o é o é o cara que foi mais indicado ao Oscar em todos os tempos. Tubarão, Jurassic Park. Você vê os dois juntos, ele tá lá.
Todo mundo feliz de estar com Paulinho. Paulinho, who is this guy? [risadas] Maneiro.
Mas então, quem foi a primeira, o primeiro artista que te chamou para trabalhar junto assim? Isso você tá referindo ao Brasil ou no exterior? Cara, o Quando você era garoto, garoto.
É o primeiro de todos. brasileiro, provavelmente, que te viu tocar. Muito bem.
Olha, eu acho o seguinte, na na nessa época, nesse momento aí da minha vida, eu não me baseava muito em artistas, eu me baseava muito na nos shows que eu ia fazer, tá? Nos no grupo que eu participava. Claro, tinha muitos artistas que me viram, queriam que eu participasse do trabalho deles e eu admirava muito trabalho dele.
Por exemplo, a a mãe dele que, né, eu uma pessoa que eu acompanhava muito, Jair Rodrigues com ela. A minha mãe é Elío. Jair, ela trabalhava com a minha mãe.
Elina é trabalhava com Elí Regina, essas pessoas. Wilson Simonal, eu via todas essas pessoas, o Jorge Bem Uhum. lá na nos lugares onde trabalhava, eles frequentavam, de vez em quando eles vinham, garoto, tu já te tu já tava tu já existia?
Não, não, não, não, não. Eu eu sou de 70. Ele não, ele e mas eu já tava rodando, falando, tá?
Ouvindo mas eu nunca participei dos discos deles, entendeu? Conheci o trabalho dele. A minha meta, Sérgio Mendes já via falar, não trabalhava.
Inclusive, eu não quis me envolver com Sérgio Man, porque eu achava que a música dele não era interessante para o movimento que eu queria, aonde eu queria chegar. E onde que tu queria chegar? Queria chegar o que eu sou hoje em dia.
Entendia. E e o Sérgio Mendes ia te atrapalhar no processo? Não é que ele ia me atrapalhar, não era naquela época, naquela, não era o o caminho indicado para que eu chegasse aonde entendi.
A melhor escolha naquele momento. É, o Jair Rodrigues, eles já era, eu já prestava muito mais atenção devido o swing, entendeu? O swing e tal.
Então eu estava mesmo, uma vibe mais próxima, mais próxima do meu caminho, entendeu? quer dizer, quer mais dança e aquele movimento Jair Rodrigues com ela brincando, jogando jogando aquele e então aquilo ali é é porque porque eu vim de lá da eu vim daqui da do de do chão da da cozinha da Portela da samba. Então então eu prestava muita atenção nisso.
E o samba é o não pode vir com aquele floreado que não me atingia. E você vê o mundo é pequeno, né? Acabou, que foi o veículo que eu vim aos Estados Unidos, mas eu aproveitei esse esse esse avião que tá hum transportando, mas eu vou continuar o meu caminho.
Ô João, tu não acha tu não acha maneiro que assim ele tava com, ele fez uma escolha muito consciente nesse sentido que porque assim, eu perguntei, né, e onde é que você queria chegar? Ah, aqui onde eu tô hoje. E e lá no começo ele, [ __ ] se eu for por aqui, mané, [ __ ] não é bem isso, né?
Isso é isso não precisa ser diferente para pensar um drzinho. Eu acho que sim. É muito difícil de explicar, né?
Por exemplo, eh, é uma coisa que é tratada no documentário também. As faixas que tinham algum tipo de problema na sua gravação e precisavam de algum tipo de de conserto. Uhum.
Então, você estava gravando em fita analógica, você não tinha como manipular o som. O que tá tá, né? Você pode cortar tudo e emendar, mas você não tinha como deslocar as coisas.
Aí chamavam ele e ó Paulinho, isso aqui tá tá meio desarmado, meio desconjuntado assim. Aí ele para, ouve e entra lá e coloca um lance que arruma tudo. É estranho, entendeu?
Então eu eu gosto de pensar eh pelo que eu li, que um estudioso das poucas pessoas que se debruçaram nesse assunto, me parece que não é ele, me parece que é a música se manifestando através dele. Me parece que ele é um canal, porque não faz sentido nenhum esse conjunto de, é um conjunto de aptidões contraditórias, assim, é um cara de de completamente eh é assim, quase que o computador é tão preciso quanto ele, né? Porque ele ele tem essa precisão anterior ao computador, ao mesmo tempo, muito improviso, muita surpresa.
É, é curioso assim. E o sorriso, né? Tem um produtor que fala no documentário que o diretor está ali, Oscar Rodriguez Alves.
Ó, voltando à questão do Michael que eu falei, o Oscar ficou 5 anos tentando convencê-lo a fazer um documentário. Não, não precisa, tá tudo bem. Por quê?
Sei lá. Ah, porque o que? [ __ ] não, não é preguiça.
Não, não, não entendo que não é preguiça. Ele falou: "Consegui passar por tudo isso, ninguém brigou comigo, tá tudo certo. Tu curti".
Porque isso é, isso é um outro ponto que o João tá falando faz sentido, que é tu realmente passou por tudo isso e trabalhou com toda essa galera, faz o que faz, é reconhecido por quem entende de música profundamente, né? Eh, todos os caras que eu, ó, eh, eu fui falar com uns caras também sobre o Paulinho, não sei que uns amigos que eu tenho aqui do metal, do pagode, todo mundo sabe quem é o Paulinho, sabe? E é, e é, e é interessante isso porque assim, eh, você realmente passou isso, viveu essa esse tempo, isso tudo, fez coisas incríveis e tu não é e tu não é o Faustão, tu não é o Luciano Hul, tu não é o Gustavo Lima famosão assim, entendeu?
Tu é muito sinistro, mas é tudo contido aqui, sabe? Tu gostou disso? Tu queria ser famoso?
Não. Então tá resolvido. Não, [risadas] por isso tu não quer fazer não, que demorou, né, para fazer o documentário.
Mudei recentemente. Eu falava sempre que, enfim, eu falava o contrário. Agora a gente pode dizer que o Pelé é o Paulinho da Costa do futebol, né?
Só que ele não precisa ser famoso, né? E é muito interessante porque eu acho que essas pessoas todas, imagina o Michael, grava com ele o Thriller, aí volta 5 anos depois para gravar. Claro, gravou no meio outros álbuns, mas ele deve pensar essas pessoas todas.
Ele tá aqui comigo pela música, ele me trata como um músico, como um cantor ou uma cantora, Whitney Houston. Então fica todo mundo ali fora, né, nesse solo de de como é que chama agora? Como é que chama isso?
É é é como é que chama? Lobby, né? É que fala, como é que chama?
Networking, né? O networking e tal. E ele tá tratando as pessoas numa outra instância, né?
Ele tá ali com a cantora, ele tá ali com o baixista e vira, fica todo mundo em casa. É, é muito interessante para fazer música. Música.
É. E o estúdio é legal porque o estúdio é um lugar que não tem luxo, né? O luxo é meio inimigo da criação, né?
Esses estúdios todos que ele frequentou eram como isso aqui, é lindo e tal, mas não tem luxo, tem as coisas que precisam, não tem o excesso, né? E eu acho que ele ele deve tocar no na pessoa que faz música mesmo, independentemente do nível de sucesso, né? Entendi.
E um coisa que eu queria explicar para você é o seguinte, a existe também assim um respeito e confiança nas pessoas que se envolvem nesses projetos de grande capacidade. Aham. Porque se você o que acontece ali fica ali, entendeu?
Tipo Las Vegas. O que acontece Las Vegas fica em Las Vegas. Você perdeu muito, ganhou muito, ninguém precisa saber.
Certo? Que que esse cara vai levar pro túmulo de história? É brincadeira, né, cara?
E eu fico chateado porque toda vez que eu comento alguma coisa que ele comentou assim que eu sei que é uma pequena parte, ele fica em silêncio. Se eu falo: "Pô, eu tô desagradando o Paulinho, mas eu não posso não falar disso". Mas mas é é sim, mas é, imagina o cara combinou com o Michael Jackson que ninguém ia contar para ninguém e ele não traiu ninguém, né?
No lugar onde tem tanta fofoca, tanta mentira, né? que existe, existe pessoas que vive isso da fofoca. Aham.
Vive de querer mostrar o que realmente não é, musicalmente mostrar o coisas que ele realmente não tem condições de fazer. Hoje eu estivemos conversando Oscar sobre esse esse ramo aí. Hã, se você está preparado para fazer certas coisas, faça agora.
Não diga que você pode fazer se você não está preparado para fazer isso. Mesma coisa eu venho aqui ao seu programa e realmente eu não tenho capacidade de estar aqui, não tenho nada para apresentar. Quer dizer, eu não não foi necessário para mim, porque você foi na história o que tá acontecendo, mas existe pessoas assim que inventam coisas para e mostrar.
E eu nunca me preocupei com isso. Eu sempre me preocupei de fazer um projeto hoje. Os artistas que que é a parte importante, o nome, vamos Roberto Carlos.
Trabalhei com Roberto Carlos primeira vez onde? Nos Estados Unidos. Conhecia muito o trabalho dele aqui, uma pessoa muito reservada, como vocês sabem, certo?
Então, o que que eu fiz? Fiz um trabalho com ele hoje aqui lá nos Estados Unidos, tornamos um grande amigo. É sempre assim, Paulinho.
Tu tá parado e os caras vem, te procura. Exatamente. Tá, entendi.
Tá bom. Eu nunca fiz um cartão com o meu telefone. Nunca fiz um cartão.
Desculpa, pelo amor de Deus. Mais perto. Ô, pode ser.
Desculpa. A minha esposa, né? que toma conta por Deus, é uma pessoa assim que caiu, tá com ela há muito tempo a vida inteira, somente 53 anos.
Tá bom. Nem ixi. Tá bom.
Quer dizer, nem lembra o que que é ser solteiro, né? Então, não, não. Agora o que acontece é o seguinte, as pessoas ligavam direto para ela e tal.
Yeah.