Fala galera, ética no serviço público é um assunto extremamente importante. Preparei essa aula direcionada com tudo sobre a parte conceitual e as bases filosóficas de ética não negligencia essa matéria. Está sendo muito cobrada tanto para provas da CESP, da FGV, da FCC, estão cobrando ética em uma certa profundidade nos últimos 4 ou 5 anos.
Então fique atento. O material desta aula você vai encontrar no link que está aqui na descrição. Então vamos lá, vem com tudo e vamos matar.
Lembrando, este assunto vale para qualquer concurso, qualquer banca. Toda aula teórica que é feita aqui no canal do Faz questão vale para qualquer concurso, qualquer banca que tenha matéria. Claro, se no seu concurso não tiver matéria ética, aí não vai servir.
Então, cola aí na cadeira, preste atenção, porque eu vou até filosofar um pouquinho nessa aula. Então, vem comigo. Vamos lá começar essa brincadeira falando de ética e moral.
E eu vou ficar aqui pequenininho aqui embaixo, galera. Primeiro de tudo, e aqui que você já tem que matar esse assunto, a ética não admite contexto. Como assim?
A ética é não contextual, enquanto a moral admite contexto, ou seja, a moral é contextual. Ricardo, eu não entendi nada. Veja só, matar é errado.
Eu sempre brinco que lá na Bíblia você tem lá o mandamento: "Não matarás". Então, matar é errado. Considerando que aquele livro eh eh sagrado, a Bíblia, ele é algo imutável, realmente é uma palavra divina, não importa o que aconteça, a palavra não vai se reescrever, pelo menos até Jesus voltar novamente, não é verdade?
Então, não matarás, Ricardo, mas o ladrão pulou minha casa e eu matei legítima defesa. Não matarás. Não tá escrito: "Não matarás, a não ser que o ladrão puleure sua casa e você mate legítima defesa.
" Compreende? O que que eu tô querendo dizer com essa analogia? Não matar conforme a Bíblia, tá?
Pra gente entender aqui de uma maneira mais fácil, é algo ético, é algo que não muda. Não importa se você tá no Azerbaijão ou no Brasil, não mate. Não importa se você está no ano 00 ou no ano 10.
935, se a humanidade surgir até lá. Não mate. Não importa qual cultura você está, não mate.
A ética é imutável. A ética não admite contexto. A ética define o que é certo e o que é errado.
Eu tive um professor de filosofia na faculdade que ele chegou para mim e falou o seguinte: "Ricardo, existe o mau gosto e o bom gosto, só que tem gente que gosta do que é ruim. Não é porque eu achei ele presunçoso, mas não, ele estava sendo de uma maneira estrita ético. Por quê?
A ética, por meio de seus pensadores, por meio de suas reflexões, se preocupa justamente com essa definição, o que é o certo e o que é o errado. E esse certo se tornando um paradigma que, via de regra, é imutável. Claro, ao longo do tempo, novas interpretações destes mesmos estudiosos podem ser feitos, criando um novo paradigma.
Mas, em regra, a ética é imutável, não depende de tempo, nem de contexto. Já a moral é o contrário. A moral é contextual.
A moral depende da cultura. A minha cultura é diferente da sua. A forma que eu fui criado é diferente da sua.
A sociedade que eu vivo é diferente da sua. O bairro que eu vivo é diferente do seu. Eu vivi nos anos 2000.
Meus avós viveram em 1920. A moral é totalmente diferente. Isso e é melhor ou pior não importa.
Apenas é diferente. A moral admite o contexto na sua equação. A moral é contextual.
Então essa é a diferença fundamental. Ética não admite contexto. Moral admite cultura, tradição, localidade, tempo.
Ela é mutável, ela é contextual. Tá bom? Então veja que a ética é um agir racional.
Perceba que a ética é uma reflexão sobre o comportamento. Imagine a seguinte situação. No momento em que você nasce em um país cristão, em um país ocidental, você vai ter um conjunto de pensamentos que seguem a moral daquele país.
Concorda? Maravilha. Ao longo do tempo, você deveria se questionar: "O que eu penso realmente é certo?
" É a partir deste questionamento que se fundamenta a ética. Você falar: "Não, eu fui criado assim, essa é a minha cultura, você tá sendo Gabriel. Eu nasci assim, eu cresci assim, eu vivi assim".
Isso é algo moral, é algo do seu contexto, mas não é uma reflexão ética sobre o seu comportamento. A ética é a possibilidade de você se despir de sua cultura, de sua tradição e olhar para o seu comportamento, para o ato que está sendo praticado e verificar se ele intrinsecamente é certo ou não. Compreende?
Por isso que a ética é uma reflexão sobre a moral, é uma reflexão sobre o contexto de forma entender o que é certo, é errado e definir paradigmas, tá bom? Então veja que a ética é um agir racional, já a moral é um regramento social. E aqui eu coloquei evolução histórica só para você entender o que ética, o que é moral.
Aqui eu vou deixar paraa sua leitura. É algo que não é cobrado em provas. é mais ali para sua eh eh elucidação mesmo do fato.
Então, até coloquei aqui um exemplo, ó. Por mais que para moral atual a escravidão seja execrável, vemos que ela é contextual. Provavelmente se você nascesse há 300 anos atrás e fosse o não escravo, né, fosse a pessoa que escraviza, muito provavelmente você seria a escravidão correta.
Ricardo, isso é um absurdo. Pode ser que daqui a 200 anos achem o hábito de comer carne uma selvageria. Compreende isso?
Vamos parar para pensar. Quantos de vocês já abateram um animal? Olha, eu não sou vegano, tá?
Eu como carne, mas quantos de vocês já abateram um animal? Eu nunca bati um animal. Perceba que há 30 anos atrás quase todo mundo tinha batido o animal.
Isso era algo muito comum. Há 50 anos atrás nem se fala. Hoje eu já acho algo execrável.
Eu não teria coragem de abater um animal, apesar de saber que é necessário, porque se que a bandeja de carne não aparece do nada. Mas perceba como a moral vai mudando com o tempo. Pode ser que chegue um tempo da tecnologia que se crie carne de maneira molecular igual a original, que não seja necessário um sacrifício animal para você comer carne.
Talvez nesse momento se veja comer carne como hábito execrável. Compreende? Então, perceba como a moral ela é contextual, ela pode ir mudando com o tempo.
Agora, como é carne é certo, aí vamos entrar em uma discussão ética, entende? Maravilha. Ou seja, na época poderia ser considerado algo moral, porém sempre houveram discussões sobre a ética de tal ato.
Desde Aristóteles, desde Alexandria se falava será ético a escravidão. Compreende? Porque se fazia uma reflexão sobre o comportamento moral daquele período.
Beleza? Então aqui eu falei toda a situação do período feidal, da idade moderna de uma maneira bem concisa e objetiva. E hoje o que mais nós vemos no mundo é uma moral e uma ética fundamentada no religioso.
Uma vez que nós, como cristãos ou muçulmanos ou não sei o quê, nós temos uma visão baseada em um dogma, seja a Bíblia, seja o Torá, seja o Alcorão. Então, perceba que para quem crê aquele dogma é imutável. Então, podemos dizer que dentro de determinado universo, aquela ética é imutável, porém a ética não depende de universo.
Então, em uma acepção mais estrita, a própria religião pode ser vista como uma amoral. Por quê? Porque aqui no Ocidente nós temos uma visão religiosa.
Já no Oriente existe uma visão totalmente diferente. Qual deles estão certos? Se fosse algo ético, não mudaria de localidade, existiria algo que seja universal, porque a ética é universal, imutável e não contextual.
Compreende? Maravilha. Vamos então para a frente.
Gesto ético é aquele valorado em si. Já gesto moral é aquele que obedece as regras de convívio social. Ricardo, não entendi.
Vamos lá. Imagina que uma pessoa chega para você e fala o seguinte: "Ricardo, eu cortei o cabelo, eu estou bonita". E você olha para aquelas criatura, está feia, está extremamente desarrumada, só que ela é sua irmã, ela é sua mãe, ela é sua esposa.
Você não quer machucá-la, você não quer magoá-la, então você fala: "Não, meu amor, você está linda". O que você acabou de fazer? Mentiu.
A mentira, ela não é um gesto ético valorado em si mesmo. Por quê? Com a simples reflexão, nós entendemos que a verdade ela é superior à mentira.
Agora, por uma questão de convívio social, você teve aquele gesto moral para seguir um convívio, seguir um contexto, entende? Imagina que tivesse gente perseguindo seu filho. Deus é mais, vou bater até aqui na madeira.
Seu filho se meteu com alguma coisa. Estão perseguindo. Você sabe onde seu filho está.
A pessoa chega para você e fala assim, ó, fale onde está o seu filho que eu vou matá-lo. E você sabe, você vai falar não. Por quê?
Porque mais que o certo seja dizer a verdade, a sua moral baseada no seu eh eh eh sentimento e não no racional vai proteger o seu filho. Outra pessoa que não fosse você, talvez falasse onde seu filho esteja, entende? Então, perceba que nessa analogia você consegue compreender a verdade como um gesto ético e a mentira, dependendo da situação, como gesto até moral.
Lembre, dependendo do contexto, a mentira pode ser antiética, mas nesses contextos apresentados, a mentira é para o convívio social, é para preservar o moral de determinada relação, tá? Então, veja que a moral pressupõe uma adequação às regras de convívio, ou seja, tem um aspecto contextual. E aqui eu coloquei duas situações para você não esquecer que imoral é o que vai contra moral.
Por exemplo, a moral e os bons costumes dizem que eu tenho que sair paraa rua vestido. Agora imagina se eu resolvesse sair paraa rua de cueca, eu estaria sendo contra moral, estaria num ato imoral, num gesto imoral, que inclusive é tipificado como crime, um atentado ao pudor, mas eu estaria contra a moral que está dentro daquele contexto. Agora veja que coisa interessante, nós entendemos isso como algo natural, que se eu sair de cueca na rua, eu estou cometendo algo imoral.
Agora, na nossa presunção, nós imaginamos que quando uma mulher muçulmana lá no seu país está saindo de burca, ela está sendo oprimida. Por quê? Será que para esta mulher que está de burca, sair sem burca não é a mesma coisa pra gente de sair apenas de cueca na rua?
E isso não precisa ir muito longe. Eu moro hoje aqui em Londrina e teve um evento que duas meninas estavam na praia ou na piscina aqui em Londrina e foram numa loja de conveniência com os biquínis e isso virou uma coisa na cidade há uns 10 anos atrás. Filmaram, foi um negócio danado.
Eu não compreendi o porquê desse alvoroço. Porque eu sou natural da Bahia. Lá você sair da praia de biquíni, entrar no shopping, entrar em qualquer lugar é teoricamente normal.
Isso vem mudando com o tempo. Então, perceba que a regra de vestimento, ela muda dentro do mesmo país, apenas pela região. Como que nós podemos ser presunçosos a ponto de julgar a vestimenta de algo que nem está incluído na nossa moral?
Ricardo, mas não é certo. Vamos fazer então um estudo ético. Vamos refletir sobre isso, se é certo ou não.
Compreende? Beleza? Lembrando que eu não estou dando minha opinião, eu estou propondo uma reflexão.
E aqui eu coloquei, né, que imoral é o que vai contra a moral. E a moral é aquele que não se preocupa com a moral. Perceba, a moral não é ver a moral estabelecida e fazer um ato contra.
A moral estabelecida é segurar uma caneta. Então, eu vou andar na rua sem a caneta segurada de propósito, com intenção. Eu estou sendo imoral.
Agora eu não me preocupo com moral, com caneta, sem caneta, eu só quero andar. Eu posso estar sendo interpretado como um gesto amoral, aquele que não se preocupa com a moral. Da mesma maneira, algo antiético é algo que vai de maneira dolosa, intencional, contra a ética.
Algo aético é algo que não se preocupa com a ética, tá? Maravilha? E aqui eu coloquei um quadro resumo com as diferenças entre ética e moral, com tudo isso que eu falei de uma maneira mais sistematizada para você.
Beleza, pessoal? Aqui nós temos uma pegadinha que, para ser bem sincero, eu vi mais essa pegadinha na banca Cebrasp. Significa que nas outras bancas não se adota isso?
Não. Significa que nas outras bancas eu não vi ainda essa pergunta de maneira tão direta, que é o seguinte: o valor ético se refere ao quê? Se eu falo para você, você tem que seguir uma série de valores éticos, eu estou dizendo que você tem que seguir valores referente à ética ou você tem que seguir valores referente à moral?
E por incrível que pareça, a definição de valores éticos são valores que são culturais. Então, quando eu falo de valor ético, eu não estou falando de ética, eu estou falando de moral, porque valor ético tem uma ligação com cultura, com tradição, com contexto. Então é uma pegadinha boba.
Por quê? Aparece na prova, valores éticos são aqueles que não mudam ao longo do tempo. Errado.
Por quê? Porque valores éticos se relacionam com o conceito de moral, com o conceito de contexto. E contexto moral muda ao longo do tempo.
Compreende? Nós temos a a a mania e é uma mania muito lógica de imaginar numa questão de prova valores éticos como sinônimo de ética, o que não é verdade. Valores éticos se relaciona à moral, se relaciona à cultura.
Então, os valores éticos não são naturais e sim culturais, sendo a base da conduta do cidadão. Se é a base da conduta, é algo moral, porque a conduta depende da cultura e da tradição e da criação que você foi submetido. Então, como os valores éticos são culturais, seu conceito se aproxima o de moral.
E aqui eu coloquei a definição. Valor ético são normas e princípios éticos aceitos em determinada sociedade, ou seja, em determinado contexto, orientando a forma de agir de um indivíduo, sendo a base de sua conduta e de um grupo, sofrendo alterações com o passar do tempo. Então, perceba que valor ético se aproxima de moral, porque se eu colocasse que uma ética sofre alterações ao passar do tempo, isso estaria errado.
Tá bom? Por fim, vamos entender a diferença entre princípio e regra. Galera, olha só, se eu falo para você o seguinte, cara, meu pai é uma pessoa honesta, é uma pessoa trabalhadora.
Isso são princípios e valores de meu pai ou essas são regras que ele se autoimpõe? São princípios. Perceba que você ser honesto, trabalhador, alegre, justo, é um juízo abstrato de valor.
Você é justo para quem? Você é honesto para quem? É um juízo abstrato de valor.
Nós não conseguimos analisar isso a fundo de uma maneira tão exata. Então, o princípio é algo mais aberto, algo mais abstrato. Agora, se eu falo para você, meu pai todos os dias acordava 5 da manhã, aí eu já tenho algo mensurável, algo mais definitivo.
Isso é uma regra. Então, a regra é uma prescrição clara e objetiva, enquanto o princípio é mais abstrato. Meu pai todos os dias comia arroz e feijão no almoço meio-dia.
Isso é uma regra da conduta dele. Meu pai era uma pessoa que se alimentava bem. Isso era um princípio.
Alimentar bem é um valor abstrato. Compreende? Então veja que o princípio é a fonte que vai gerar a regra.
É a base em que se funda a ação. Os princípios éticos são então fundamentos no quais se fundam a ação humana dirigida para o bem. Maravilha.
Perfeito. Tranquilidade. E agora eu vou entrar nas bases filosóficas.
Pessoal, por incrível que pareça, todas as bases filosóficas que estão aqui já foram cobradas em alguma banca. Para eu determinar quais são as principais bases filosóficas que eu coloquei neste material, foi muito simples. Primeiro de tudo, eu não considerei concursos de filosofia.
Concurso de professor de filosofia vai ter uma coisa muito mais avançada. Então, tirando esses analistas aí, eu botei analista, técnico, juiz, o que você imaginar e eu vi em todas as bancas quais são essas bases filosóficas que são eh eh cobradas. Fiz um compilado e aqui estão as principais bases filosóficas para sua análise, tá bom?
De maneira geral, seu melhor amigo é a leitura do material, mas eu vou realizar explicações para vocês de maneira breve, porque eu só vou estar aqui muitas vezes eh sobrecarregando o seu raciocínio ao invés de direcioná-lo como você teria pelo material e pelas suas questões, tá bom? Beleza? Então vamos lá.
Ética para Aristóteles. Pessoal, lembre-se de uma coisa. Para Aristóteles, a ética se baseava na mediania.
Coma moderadamente, beba moderadamente, ame moderadamente, durma moderadamente, cante moderadamente, que você encontrará a felicidade. A ética então se via na moderação, na mediania, sem excessos. Uma outra coisa interessante é que para Aristóteles, um homem era um animal político.
O homem necessitava de relações sociais para se exercer como cidadão e como ser humano, tá? Então veja que quando você fala de Aristóteles, você tem uma teoria empirista e realista. Ou seja, diferente de Platão, que nós vamos ver, que Platão pensava na ética no mundo das ideias, Aristóteles pensava na ética no que realmente estava ali existindo.
Aristóteles, ele tinha essa visão muito mais voltada para o que se é empírico, para o que se é real. Tá maravilha? Então você tem que Aristóteles divide o conhecimento em prático, produtivo e teórico.
O conhecimento prático praxis concentra o estudo da política e da ética. Perceba, para Aristóteles, a política e ética estavam relacionadas por um homem ser um animal político. Para Aristóteles, a ética é uma prática.
Olha só que coisa interessante. Não basta eu saber o que é bem, eu tenho que praticar o bem. Para eu ter qualquer ação ética, pessoal, é fundamental que eu saiba a distinção entre o bem e o mal.
E esse bem e o mal não é o que eu acredito que é bem ou mal, no que a minha mãe falava que era o bem ou mal, não é o que minha sociedade acredita que é o bem ou mal. É uma reflexão muito profunda sobre o que realmente é bem e o que realmente é mal. E muitas vezes para eu ter uma ação ética, eu vou ir contra o que eu quero para seguir o que é bom, o que é bem.
Então, sertico não é eu fazer o melhor para mim, para o que estão nas minhas voltas, é eu fazer o que é certo, sem considerar o que é melhor para mim ou que são na minha volta. Mas tem o que é certo. Isso é serético.
Por isso que a ética é tão difícil como vamos ver logo mais quando falarmos de Kant, tá bom? Então, para Aristóteles, a ética é uma prática. Um homem é um animal política e ética e político política estão interligados.
Então, para Aristóteles, a ética é medienia, tá? Ética o valor que orienta o homem ao conhecimento da ação justa, prudente e moderada. Mediania, moderação.
O conhecimento prático ou praxe é uma área que visa orientar a ação humana e a vida em sociedade, incluindo a reflexão sobre a moral, os valores que devem guiar as ações, ética, bem como os estudos da política. E o conhecimento produtivo Poieses se ocupa com a criação e a produção de objetos e obras. Aristóteles falavam que a cadeira, né, ela era empírica.
Ela só vai existir depois de montada porque você tem ali uma cadeira. Então, para Aristóteles, a ética ela era realista, ela era empirista, baseada na medienia, baseada na moderação, na justiça, na prudência, na prática. E também lembrando que o homem era um animal político e política e ética estavam associadas.
Pessoal, é claro, eu estou pincelando a ética aristotélica e a filosofia de Aristóteles, tá? Pelo amor de Deus, isso aqui é para um contexto de prova e tudo que você precisa saber está aqui, tá bom? Para uma prova de ética no serviço público, não para uma prova de filosofia, pelo amor de Deus.
épica para Platão. Diferentemente de Aristóteles, que via a ética como algo mais prático, realista e empirista, Platão via ética no mundo inteligível. Platão dividia o mundo entre mundo inteligível e mundo sensível.
O mundo inteligível seria o mundo das ideias e o mundo sensível seria o mundo prático. Como assim? Para esse controle de ar condicionado existir, antes alguém teve que pensar nele.
Antes dele se materializar e ser montado, ele foi concebido no mundo das ideias. O mundo das ideias então existe. Olha que coisa interessante, não é verdade?
Então veja que diferente da visão prática empirista de Aristóteles, Platão propôs uma ética transcendente, uma vez que seu fundamento se firma no mundo inteligível. Para Platão, a ética estava nas ideias e da essência dos valores e da moral e não da prática. Não necessariamente a ética se materializava pela prática.
A ética se materializava pelo pensamento, pelo mundo das ideias. Então, é o mundo inteligível que aqui existe. A proposta é o alcance do conhecimento e da ética a partir da descoberta da ideia suprema o bem.
Então, Platão foi o primeiro, pelo menos historicamente, digamos assim, que se preocupou com a ética de uma maneira mais racional, não ao ponto prático, mas ao ponto de entender a essência do bem. O que é bem, o que é bom, o que é errado, o que é mal. Compreende?
Já para Aristóteles, você tinha uma visão mais prática. Então, se eu estou no mundo inteligível, é interessante que eu entender que a ética platônica se baseia na alma humana, porque eu começo a ir para um conceito muito metafísico. O que que é um mundo inteligível?
O que é a consciência? Você se aproxima já da metafísica da alma, não é verdade? Então, para Platão, a alma humana é tripartite, dotada de inteligência, iracibilidade, ira e concupiscência, cobiça.
Olha que legal, cara. O que que Platão imaginava? O que que minha mente é formada?
O que que minha consciência deseja? Eu tenho uma inteligência. Só que muitas vezes a minha inteligência é nublada pela minha raiva, pela minha ira.
E quando eu falo de ira, eu também posso falar de um desejo ou ten um desejo raivoso por determinada coisa. Por outro lado, a minha inteligência também é maltada pela minha cobiça. Eu não consigo pensar quando eu me apaixono, porque eu estou cobiçando uma ideia de amor, estou cobiçando uma mulher, um homem, o que quer que seja.
Então, a inteligência, a cobiça e a ira fundamentam a sopa da alma humana para Platão. Sendo justo, eu nunca vi cobrar em prova de maneira efetiva isso aqui, mas é interessante você entender, tá? Então, o equilíbrio desses três componentes da alma, você equilibrar a sua inteligência, a sua iracibilidade, a sua concupiscência, a sua inteligência, sua ira e sua cobiça, o equilíbrio entre esses três fatores da alma humana.
levam à felicidade. Olha que legal. Sendo assim, a ética platônica busca o alcance da felicidade por meio de ser o indivíduo virtuoso, tá?
E o que seria esse indivíduo virtuoso? Um indivíduo virtuoso virtuoso desenvolve de forma equilibrada a função tripartite de sua alma humana, sendo o governante, inteligência, o guerreiro, a herçabilidade e os produtores de bem que t a cobiça. Inclusive, quando você vê a obra mais famosa de Platão, pelo menos uma das mais famosas, que é a República de Platão, Platão, ele falava que você tinha que dividir a humanidade em três seres principais, né, em três áreas principais.
Me corrija se eu estiver errado aqui na minha aula de filosofia. Isso aqui é só pra gente conseguir ilustrar. Os zangões, que seriam efetivamente os soldados, seriam aqueles que são tomados na sua função tripartite da aula da da alma pela sua iracibilidade.
Você teria os artesãos, os burgueses, os comerciantes, que seriam os produtores de bens. E quem é que governaria a República de Platão? Os reis filósofos.
os reis filósofos seriam os governantes, porque só o filósofo, só aquele que dedica sua vida para inteligência consegue efetivamente governar. Inclusive, tem uma coisa de Platão muito interessante, tá, cara? Isso aí é escrito, não é brincadeira não, cara.
Que Platão ele acreditava, isso muito embasado por Sócrates, que nenhum homem tinha o direito de viver a sua vida sem atingir o auge do seu porte físico. Eu não sei até que ponto isso aí é verdade, mas tem escritos que falam que Platão, muitas vezes no meio de uma discussão, quando ele não tinha mais argumento, ele contraía os músculos. Porque na Grécia antiga, na época de Platão, se acreditava que o belo não poderia estar errado.
Porque se o belo foi Deus que criou, como é que Deus criaria algo errado? Como é que Deus criaria algo belo que não que fosse falho? O belo era perfeito.
Então, se eu era belo, se eu era pá, não tinha como eu estar errado. E se você for atrás dos deuses gregos e você vai entrar nos deuses da beleza, né, que vão ser ali Dionísio, se eu não me engano, aí tem Apolo, aí tem também, não sei se é Artemis ou é agora esqueci Afrodite, né? Todos eles que eram retratados como deuses ou deusas da beleza tinham tretas com humanos que pareciam ser mais bonitos que ela.
Então quando Deus criava um humano tão bonito quanto ela, não era tão era um pouquinho menos. E essa pessoa linda, maravilhosa, era infalível. Perceba, todos os heróis gregos, Aquiles, Heitor, todos eram lindos e maravilhosos.
Por quê? Porque a beleza é infalível. Olha só que interessante, né?
Mas voltando aqui, então veja que a teoria ética de Platão é idealista e racionalista. A felicidade da cidade justa e boa é proporcionar felicidade e assim permitir que estes pratiquem as suas virtudes. Tá bom?
Maravilha. E o que é a virtude? A virtude é a capacidade de realizar uma tarefa tarefa que lhe é inerente.
Sendo assim, o conceito de virtude é atrelado de justiça. Olha só, se Platão acreditava que a alma humana era tripartite e eu era uma pessoa classificado na classe dos guerreiros pela minha irracibilidade, Platão acreditava que a virtuosidade era eu abraçar e exercer essa tarefa que me era inerente, sem desculpa, sem olhar pro lado, sem procrastinar, exercê-la. E essa virtuosidade levava a justiça de uma cidade justa como um todo.
Tá bom? Então, a partir da virtude se desenvolve a justiça. Pessoal, eu vou explicar rapidamente sobre a alegoria do mito da caverna, mas eu acho que até pra nossa visão, nossa vivência mesmo, é interessante que você dê uma olhada.
Tem muita gente falando no YouTube, tá? Tem vídeos bem legais no YouTube sobre mito da caverna. Eu acho bem interessante.
Mas basicamente o que que acontece? que o mito da caverna ele se baseava em três homens que eles eram acorrentados de tal maneira a conseguir olhar apenas para uma parede. Eles olhando para a parede e atrás deles tinha uma fonte, um buraco onde o sol passava e fazia sombras e eles não conseguiam virar para trás.
Então tudo que eles viam eram as sombras projetadas na parede na frente deles. Então se uma pessoa passasse, eles viam a sombra daquela pessoa projetada e para eles isso era a realidade, certo? Certo dia, uma dessas pessoas começou a pensar: "Isso não pode ser a realidade, eu vou me desacorrentar".
E no momento que essa pessoa se desacorrentou, ela conseguiu olhar para trás e ver o buraco, a luz. E ela então saiu deste buraco e foi para a luz. Quando ela foi para a luz, a luz o cegou.
Então ela fechou os olhos, pensou, esperou, conseguiu e foi se acostumando com a luz e quando abriu os olhos viu todo mundo que existia. Maravilhado! Essa pessoa voltou para contar para as pessoas que estavam acorrentadas que aquilo ali não era realidade, que a realidade era o Cristo estava fora, era toda aquela luz, toda aquela cor, toda aquela vida.
E aí você tem algumas versões. Claro, as pessoas não acreditaram nele. Teve tem algumas versões que falam que mataram essa pessoa, mas qual é a alegoria dessa coisa?
O que nós estamos vendo, as sombras projetadas, é um mundo sensível. você buscar o mundo inteligível e raciocinar. E gente, vamos parar para pensar, hoje em dia tá todo mundo só focado no mundo sensível, todo mundo parou de raciocinar sobre qualquer coisa.
Então você, no momento em que você busca raciocinar, você vai olhar pra luz, que é a sabedoria. Mas a chegar a sabedoria você se cega, porque ela é muito forte. Então, quando você se acostuma e vai conseguindo encontrar a sabedoria e ver que a realidade é muito mais do que aquilo que você estava acabado a olhar, você vai contar para as pessoas que estavam presos com você e essas pessoas vão lhe ignorar.
Veja bem, Platão não acreditava que ele conheceu a verdade, ele acreditava que estava em busca da verdade. Então, não vem achar: "Ah, eu sou superior aos outros, que eu conheço a verdade". Negativo.
Você está sempre em busca da verdade. Tá bom? Então, o mito da caverna é uma ideia fundamental, é uma base da ética platônica.
E é muito interessante que você veja, é por isso que se fala de amor platônico. O que que é amor platônico? É um amor que está no mundo das ideias, é no mundo prático.
Você não conhece a pessoa, amor platônico, amor que está na sua ideia, na sua idealização do que aquela pessoa é, tá? Como falar de Aristóteles e Platão sem falar de Sócrates, que é anterior a Platão, né? A ética socrática é fundamentada na busca pela virtude e pelo conhecimento.
Então, perceba que a ética socrática, ela é baseada na dialética, no conhecimento de você ir ali conhecendo cada coisa. Por isso que Sócrates falava: "Tudo que sei é que nada sei. " A ética socrática parte da ideia de que a virtude, virtude é resultado do conhecimento do bem.
Percebe? Eu tenho que conhecer o bem para poder agir bem. a conhecer o que é bom, o indivíduo estará apto a agir de acordo com esse conhecimento.
Da mesma forma, a ignorância é a causa do mal. Por isso que Tebilu falava: "Busquem conhecimento". Então, a ética socrática, ela é muito baseada no conhecimento.
A aristotélica é empirista e prática. A platônica é idealista, inteligível da alma, da consciência. Enquanto a ética socrática é baseada num conhecimento, em um método para você ir conhecendo, uma busca incessante pelo conhecimento, porque conhecendo o que é bom, você vai conseguir agir bem.
Isso é uma coisa interessante, porque quando você faz reflexões e você consegue pensar o seguinte, cara, fazer tal coisa é errado, mas eu tô com vontade de fazer. Eu fui vencido por essa vontade e vou fazer, mas eu sei que eu estou fazendo errado. Você conhecer que está fazendo errado é o primeiro caminho para você depois, como um ser humano falho de fazer às vezes várias vezes errado, conseguir se controlar para não fazer mais ou então se controlar desde a primeira vez.
Mas conhecer o erro é fundamental. Então Sócrates também se baseava na busca pela verdade, pelo método socrático de questionamento para refletir sobre seus próprios conceitos e crenças. Será que o que eu penso realmente é certo?
Tá? Autoconhecimento e reflexão. Reflita sobre o que você faz.
Se autoconheça e unidade das virtudes. Sócrates acreditava que as virtudes não eram independentes, mas que formavam unidade. E esta virtude toda se direcionava para a busca pelo conhecimento.
Quem possui uma virtude como a justiça possui todas as outras, pois elas são manifestações do mesmo conhecimento do bem. A ética socrática está ligado pela busca pela felicidade que para Sócrates é alcançada através do desenvolvimento da virtude da vida de acordo com a razão. Então para Sócrates, a felicidade era buscar o conhecimento.
Essa busca é incessante pelo conhecimento. Tudo que eu sei que nada se certo. Maravilha.
É fica para Kante. Talvez uma das coisas que mais cai em prova e talvez uma das coisas mais concretas que a gente possa imaginar. Kante, ele pensava no imperativo categórico.
E eu vou fazer uma analogia para você compreender um pouco o que é isso. Você já viu Big Brother? Quando a gente vê Big Brother, eu acho uma coisa muito curiosa.
Por quê? Às vezes a gente vê a pessoa falando na cozinha com a pessoa falando assim: "Pô, eu não gosto de fulana". E aí ela chega para conversar com fulana na sala e fala assim: "Ô, eu não gosto de cicrana, que é a pessoa que tava falando antes.
" Você fala: "Olha que coisa falsa". Quantas vezes você faz isso? Quantas vezes você não é duas caras?
Quantas vezes você não fala coisas e eh quando ninguém tá vendo? Quantas pequenas mentiras você conta pros outros e para você mesmo, para você se sentir bem. É parte do ser humano.
É, faz parte. Quando nós nos colocamos como interlocutores, como espectadores, perdão, nós conseguimos ver exatamente o que é certo e o que é errado. Aí nós nos enchemos de moral.
Agora imagina se você pudesse ser um espectador da sua própria vida. Para Kante, o imperativo categórico era o seguinte, que a máxima de sua ação pudesse ser universal. Como assim?
Eu vi uma pessoa, a pessoa me perguntou se tava bonita e eu falei: "Não, você está feia". Porque era verdade. Eu achava que, claro, a gente vai entrar numa numa numa discussão que é estética também, é algo filosófico, mas enfim, vamos imaginar que aquilo ali é feio mesmo, tá?
E eu falo: "É feio. " Em qualquer situação, sob qualquer ponto de vista, falar que aquela pessoa feia era correta. Não.
Então, não estou seguindo o imperativo categórico, porque a máxima da minha ação não pode ser universal. Eu só posso fazer algo se, considerando todos os pontos de vistas e todos os contextos possíveis, aquilo continue se mantendo certo. Isto é o imperativo categórico.
A máxima admção teria que ser fundamental. Isso era busca de ética para Kant. Não há de se assustar que Kant morreu virgem.
É verdade, ele morreu virgem, né? Então o filóo, tire suas conclusões, entende que o homem é capaz de impor a si mesmo normas de condutas corretas a partir de sua própria racionalidade. Sendo livre, o homem é capaz de se orientar por normas éticas, mas aí que vem para Kante, essa visão de impor a si mesmo o imperativo categórico era a verdadeira liberdade.
Por quê? Porque você seguia por uma razão, não a moral. Não era eu acho que isso aqui é certo, não.
É considerando todos os pontos de vista, você seguindo sempre pela ação certa, você estaria pelo bem. E aí que vem uma coisa interessante, o que é a religião? A religião é, de certa forma, uma maneira de a gente não se questionar.
Se eu levo o que está na Bíblia, a Bíblia tá aqui, ó. Se eu levo o que está na Bíblia como uma verdade absoluta, eu não tenho por questionar o que tá na Bíblia, foi Deus que falou. Eu vou me guiar pelas palavras de Deus.
percebe que isso aqui é moral? Eu estou me guiando por um contexto. Eu não estou pensando na minha própria racionalidade.
E se você pensar é até conveniente, por eu falar que o que está aqui qualquer linha é errado, eu estou cometendo um sacrilégio, um pecado. Então, perceba como um dogma, um livro, qualquer que seja, cristão, hindu, qualquer coisa, é uma ótima maneira de você colocar uma sociedade inteira na mesma linha. Isso é bom ou ruim, não sei, mas é uma maneira.
Por quê? Questionar o que está aqui é pecado. Então, como que eu posso impor a mim mesmo um valor ético, impor a mim mesmo o imperativo categórico?
Se o imperativo categórico já está aqui, entende? Porque a ética, a filosofia e religião tiveram vários conflitos ao longo do tempo, apesar de muitas coisas em comum também, tá bom? Lembrando que não é minha opinião, tá gente?
são reflexões. Então, sendo assim, a partir da racionalidade, um homem é um fim em si mesmo e não um meio a serviço de algo. Pela deontologia moral cantiana, deve-se agir somente por dever, conceituando uma doutrina moral formalista, ou seja, seguindo apenas o imperativo categórico, que é fazer o que deve ser feito como se a máxima de suação fosse universal.
O conceito então de hiperativo categórico desenvolvido por quente exprime que todo indivíduo deve agir conforme os princípios que acredita e puder ser universalmente aplicável. Ou seja, o indivíduo deve agir como se a máxima de sua ação pudesse se tornar uma lei universal em uma perspectiva formalista, considerando isso como um dever. Talvez seja a ética mais difícil de você seguir, tá?
Por isso que ele morreu virgem. Beleza, pessoal? Aristóteles, Sócrates, Platão e Kant são as bases filosóficas mais cobradas quando se fala de prova de ética.
Nós temos outras linhas filosóficas, como utilitarismo, positivismo, pós-positivismo, relativismo, etnocentrismo, que vamos ver em uma outra aula dedicada apenas a essas situações, tá? Mas de base filosófica. É isso.
Para finalizar, eu trouxe aqui o conceito de ética e democracia. Aqui eu coloquei, né, qual é o a origem da democracia. O cidadão na democracia grega é aquele que pode exercer seu poder para participar da política da cidade.
Inclusive, hoje em dia, nós exercemos a nossa cidadania por meio do voto. Então, o conceito de cidadania é poder votar e ser votado, é ter direitos políticos de uma maneira geral. Tá bom?
Então, democracia é a prática política de alguma maneira de dissolução do poder e das decisões. Como assim? Se você tem um rei, se você tem uma monarquia absolutista, não importa o que você faça, você não vai conseguir ser um relis mortal influir na decisão de quem tá lá em cima.
Ricardo também não consigo. Consegue minimamente, mas consegue. Você vota.
O poder do voto é um poder enorme. Você vota votando, você de certa maneira influindas decisões do teu universo, não é verdade? Então a democracia ela se expressa de uma maneira muito direta a partir do voto, tá?
E aqui eu coloquei, né, para quem joga aí God of War, que crato significa poder, né? Então, democracia é poder do povo. E basicamente nós temos três tipos de democracia, a direta, a participativa e a representativa.
A democracia direta é algo que não se utiliza mais ultimamente, até pelo tamanho da população. É algo muito difícil. É como se todo mundo participasse de todas as decisões.
É como se acontecesse de no plenário ali da Câmara dos Deputados, no Senado ou na Assembleia Legislativa de sua cidade, você pudesse votar em cada decisão em tempo real das pessoas que estão acontecendo lá. Então, a democracia direta é algo até utópico. A democracia participativa nós usamos em regra, tá?
Porque quando você tem ali situações como referendo plebiscito, você tem ali coisas de democracia participativa, participando mais das decisões. Em regra, nós temos a democracia representativa, onde nós escolhemos representantes e esses representantes exercem essa democracia por nós. Tá bom?
Maravilha. Então, a democracia direta não existiam representantes, era um corpo de cidadãos, cada cidadão podia participar diretamente. Era a democracia na Grécia antiga, nem Atenas, né?
Onde para você ser cidadão você não podia ser escravo, você tinha que ser filho de nobre, tinha um monte de coisa, mas tinha que ser atenisse, era dificíimo ser tenisiense para você participar, né? Então, eram considerados cidadãos apenas homens em sua maioridade nativos de Atenas ou filhos de atenienses e livres. Tá bom?
Democracia representativa é a mais comum nos países republicanos. Você tem um sufrágio universal, tá? Que é o voto, uma constituição que regulamenta política, igualdade de todos perante a lei, necessidade de elegerem representantes e necessidade de alternância do poder, né?
Você muda aí o presidente 4 anos, mas você tem ali o segundo mandato, etc. Então, a democracia representativa tem como características a presença do estado democrático de direito cidadão ser igual perante a lei e cidadãos elegem representantes. No Brasil, adotamos a democracia representativa.
E por último, a democracia participativa é um meio termo, tá? Não é nem uma democracia direta e nem uma democracia representativa. Ela vai mesclando elementos de uma e outra.
Existem eleições que escolhem no meio os membros do executivo, mas as decisões somente são tomadas por meio de participação e autorização popular. Você tem representantes, mas a presença popular, a participação popular é muito mais expressiva por meio de referendos, plebiscitos, entre outras situações, tá bom? Esse tipo de democracia permite uma maior participação cidadã, mesmo com a ampliação do conceito de cidadania, e pode ser chamada de uma democracia semidireta.
Tá bom? Então, é importante que você saiba a diferença entre o democracia direta, democracia representativa ou democracia participativa. É importante que você conheça as diferenças entre ética e moral e também as bases filosóficas para fins de prova.
Eu espero que nesses 45 minutos eu possa ter feito você refletir um pouco, eu possa ter me expressado, eu posso ter feito você pensar, será que o que eu faço é certo ou que é errado ou se questionar não faz mal ninguém. E principalmente que eu tenha conseguido chegar no objetivo real dessa aula, que é fazer você acertar a questão na prova. Então é isso, como sempre muito obrigado por tudo, mais uma vez te vejo na próxima, meu parceiro.
Valeu, falou e até até mais. Yeah.