E hoje para fortalecer esse movimento, eu vou conversar com um cantor, compositor e ator premiado. Um cara que além de ser respeitado e admirado no Brasil, também leva nossa cultura, nossa identidade para o mundo todo. Ele é nascido em Belfo Roxo, Rio de Janeiro e é sobrinho da grande sambista Jovelina Pérola Negra.
Eu estou falando de Jorge Mário da Silva. Ninguém mais, ninguém menos que seu Jorge. Vem pro elo do samba, seu Jorge.
Carolina é uma menina bem difícil de esquecer. Anda bonito e um grilho no olhar. Jeita adolescente que me faz enlouquecer.
E o molejo que eu não vou te enganar. Maravilha feminina, meu dancinho de pavê inteligente. Ela é muito sensual.
Confesso que estou apaixonado por você, Caroline. Isso é muito natural. Caroline, eu preciso de você, Carolina.
Eu não vou suportar não te ver. E e o Carolina, eu preciso falar. Carolina, eu vou amar você.
>> Ei, aposto que você é fã de música brasileira, né? Então eu tenho uma dica especial para você. Peça agora o seu cartão elo.
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br, peça já o seu cartão e comece a aproveitar. Elo, o cartão do brasileiro. Oi, eu sou Miguel Vicente, mas muita gente me conhece por Miguelzinho do cavaco.
Eu comecei a tocar cavaquinho com 3 anos e desde os meus 11 eu faço vídeos cantando e tocando. Eu comecei a aprender sozinho, ouvindo e assistindo os grandes sambistas do Brasil. E agora aqui no Elo do Samba eu vou poder conhecer e fazer música junto com alguns desses mestres do samba.
Vem comigo. Legal, Miguelzinho. Muito obrigado por me convidar, por estar aqui do elo, fazendo esse elo e fortalecendo esse elo com você e a rádio aqui também, uma nova.
Obrigado. >> Muito obrigado. Bom, eu sou de Itaperuna, interior do Rio de Janeiro.
Você é de Belfo Roxo, que faz parte, né, da grande Rio, né, do Rio de Janeiro, né? Eh, e sua infância, como fala para mim como foi sua infância, sua adolescência lá, como você começou na música? >> Eu nasci em 1970 e a primeira, uma primeira casa que eu tive assim que saí da da maternidade foi no Vidigal, mas não fiquei lá muito, fiquei um, dois dias só.
E nós tivemos uma vida difícil no começo, né? Então, minha família ocupou casas assim até os meus 12 anos de idade, que aí eu fico sem residência num bairro mais para dentro de Belô, chamado Gogó da Ema. E lá dos 12 aos 19, 20 anos, eu fiquei por lá até.
Minha infância foi rica, posso dizer, no sentido de da liberdade. Foi rica em liberdade, porque aquela época, a gente podia na sua idade, por exemplo, jovenzão e tal, a gente podia jogar bola com mais tranquilidade na rua, a gente podia brincar na rua, né? Mas muita dessas coisas da da infância da época que era jogar bola, solta pipa e tal, era difícil pra gente porque por causa do trabalho, as obrigações de casa.
E minha mãe regulava muito também. Ela era uma pessoa que não permitia porque ah, não acreditava que tinha coisas que iam eram perigosas e tudo pra gente ali naquele contexto que infelizmente na época era bastante brutalizado. >> Sim.
É. E você frequentava as rodas de samba, né? Fala para mim como que era.
>> Então, eu eu tenho uma família de sambistas, né? Enfim, fui criado no dentro desse universo participando, observando. Então, meu primo Dudu Nobre, desde muito pequenininho, aliás, o Cavaquinho chegou para ele com 7 anos, a minha pria Lucinha foi, eles dois muito pequenos foram parar na padre Miguel e o Dudu ali praticando cavaquinho, a Lúcia indo ah pra porta bandeira e tal, desde criança mesmo.
E eu observava isso, tinha um negócio com a música, mas a minha música não era o samba. E me lembro de muitas das vezes meu pai falando, mencionando Martinho da Vila e eu completamente ficcionado no Estve Wonda. Ia falar, mas onda é pai.
Ele fala cara Martinho da Vila poxa, é legal para caramba. Eu falei: "Eu sei, é legal, mas você não entende um a que ele tá falando. Escuta da vida".
A minha história com o samba foi o samba que me disciplinou, né? paraa música brasileira, para para pra beleza do que a gente faz, né? E mais um pouco depois, assim, toda essa mistura que a música brasileira propõe.
>> Bom, você se lembra de algum samba da infância assim que mexia muito com você? >> Cara, eu me lembro de vários assim, dos mais simples, aos mais complexos. Eh, o que eu me lembro dos sambas que me impactou e tal, era aqueles que a mãe o pai da gente cantava à toa de bobeira assim.
Do nada, de repente o pai da gente, a mãe da gente soltava um negócio e cantava uma coisa. Tem alguns eh tem um do Bezerra que eu que esse eu vou contar essa história. Um dia, cara, de pobre é assim, né?
Faltou dinheiro, tem discussão, né? Bate boca, a pessoa discute mesmo. Aí tá minha mãe discutindo com meu pai.
Cadê dinheiro que não sei o quê? E tá meu pai tô duro. Bate boca, bicho.
E aí? E o rádio tava ligado. E de repente no rádio, acho que era rádio mundial ou rádio tropical, era uma rádio do Rio, não era rádio tropical, era rádio mundial mesmo.
Ou que era uma rádio AM. E aí o cara começa a falar um release e dá um release do Bezerra da Silva. Olha que loucura.
Ele da Silva, artista, nascido em Pernambuco e tal e é o garoto ali tal e v meio da discussão, os cara discutindo por causa de dinheiro e paga conta e fiado que a dona Rosila tá cobrando e tal. E de repente começa uma música do do Bezerra, bezerro cantando. O ladrão foi lá em casa, quase morreu do coração.
Parou todo mundo começou ouvir aquilo. O ladrão foi lá em casa, quase morreu do coração. Já pensou se o gaturo tem um infarto malandre no meu barracão?
Eu não tenho nada de luxo que possa agradar o ladrão. É só uma fase canela quebrada. O fog um colchão, um jornal que é meu colchão.
Eu tenho uma panela de barro, dois tijolos como um fogão. O ladrão ficou maluco ao ver tanta miséria em cima de um cristão que saiu gritando pela rua. Pega eu que eu sou ladrão, por favor.
Nessa hora que me entra o refrão, os para a briga, os dois dão uma gargalhada porque eles olham pro lado e falam: "É nossa situação, essa é a nossa situação. Se o ladrão vi aqui, mas os dois, a briga parou na hora assim e eu me lembro disso como se fosse duas horas atrás. E aí eu ganhei a assim admiração pelo bezerra.
Mas cara, deixa eu lembrar uma música aqui daquelas facinhas assim do sam, porque quando você é criança você pega músicas fáceis, né? E essa aqui todo mundo tocou essa aqui, todo mundo cantando. Samba da minha terra deixa a gente mole.
Quando se canta, todo mundo bole. Quando se canta, todo mundo bole. Samba da minha terra deixa a gente mole.
Quando se canta todo mundo bone. Quando se canta todo mundo bone. Quando se canta todo mundo bola.
Quem não gosta de samba, bom sujeito não é. É ruim da cabeça ou doente do pé. >> Eu nasci com samba.
Eu nasci com samba. No samba me criei. Danado do samba, nunca me separei.
Samba da minha terra deixa a gente morre. Quando se canta todo mundo pode. Quando se canta todo mundo pode.
Samb. Quando se canta todo mundo bone. Quando se canta todo mundo bando se canta todo mundo bom.
Ele não gosta de samba. Quem não gosta de samba, bom sujeito não é. >> É ruim da cabeça.
Doente do pé. Eu nasci com sang. Eu nasci com um samba, no samba me criei.
>> E do danado do samba >> nunca me separeou. Bom, samba bom. Bom, bom, bom, bom, bom, bom, bom.
Que samba bom, que samba bom. E samba bom bom bom bom bom bom bom bom. [Música] Eh, essa mistura sai naturalmente, como você combina esses estilos assim, >> essa brincadeira aqui da gente e tal, já acontece, né?
Uma música já acontece, já acontece um pouquinho do seu jeito, chegar aqui e falar: "Pô, que legal! " Essa foi assim, por exemplo, como da Serrinha >> aí um dia, pô, Serrinha tocava percussão e tal lá o pretinho e se sabia que ele tocava com baquinho porque ele tocava com Dudu. Aí um dia a gente tava tocando, eu tava tocando, tive razão no violão assim e ele com cavaquinho ele começou a puxar e a nossa mão direita começou a a conversar nas mãos e tal.
Não é uma harmonia difícil e fica naquele círculo ali e tal de sub cincos. E eu tô ali fazendo a levada, né? Eu tenho, minha mão direita é muito minha, muito meu jeito de bater e tocar o violão.
E o Pretinho entendeu aqui, ele começou a conversar assim, as musicalmente a gente nasceu um disco dali, cara, o cru foi feito disso, né? Foi. E era só eu e ele, aliás, nesse esse álbum tem uma participação ou outra de um amigo, mas é o disco inteiro, é só eu e ele, bem minimalista.
E eu me lembro que a rádio França Centerra, ela me perguntava como é que se deu aquilo. Pô, mas vocês estão evolucionando? Falei no mesmo nem fala isso, esse tipo de coisa, porque seá se lá na minha terra pega mal para caramba.
Não pode mexer nessa matéria. Essa matéria tem que ficar intacta. O que a gente foi fez foi assim cada um com o seu instrumento tocar uma canção em específico com o cavaquinho.
Ele ficou muito marcado como instrumento de samba e de choro, né? >> Sim. E de repente assim com amiga da minha mulher, por exemplo, a gente tinha uma possibilidade de levar esse instrumento para outros lugares.
Então, acho que é isso. Eh, você me pergunta sobre como se dá essa influência de misturas e tudo. Acho que vem muito do de pode vir de você, como veio do pretinho, como vem das pessoas que colaboram comigo, que eu aproveito essa oportunidade de de entender que temos uma pluralidade muito grande no Brasil, né?
O Brasil, acho que eu suspeito ser o único país no ocidente que ainda promove a sua música folclórica, né? Ainda produz, o cara ainda produz forró, ainda se produz xachada, ainda se produz maracatu, vai pro estúdio e grava-se isso, né? Aa se produz samba.
Eu não sei se na França se produz eh uma música folclórica de lá que não seja essas outras que tem uma influência muito norte-americana, muito pop. Eu não tenho muita certeza se na Alemanha eles estão fazendo a música tradicional, se na Polônia a gente tem a polca tocando, a gente sabe top 10 nas paradas, né? Como a gente tem samba, música sertaneja, primeiro lugar nas paradas e a nossa própria música.
Então, >> isso nos isso nos faz bastante diferente, bastante eh autores mesmo, né? E enquanto essa ninguém eh eu não vejo nada, nenhuma força que possa coagir ou inibir esse impulso de de experimentar que a gente tem na nossa música. Eh, devido a essa musicalidade forte desse povo colorido que somos, né?
E interessante também. Eu acredito muito em que que esse é um dos caminhos que faz com que a gente se torne interessante aos olhos do mundo. O mundo, eu não sei se tem fresh music ou de music, mas Brasília Music existe.
É um negócio que existe qualquer lugar do mundo. Brasília Music. >> Bom, eh, na penúltima pergunta que eu te fiz, você tava falando da sua eh, você tocando violão, né?
A sua batida. você tem uma um jeito diferente, né, de tocar assim, né, do samba tradicional. Fala, mostra, pode mostrar pra gente como que >> Então, eh, eu sou eu aprendisto bem sozinho, né, através das revistinhas ouvindo e tal, e aos amigos da noite que passavam toqu, ó, faz assim, faz assado.
A mão direita eu desenvolvi, ouvir no Jorge Ben, né? J bem para mim era eh um negócio que resolvia porque era uma batida e com o violão que que por mais que seja só a voz de violão, parece que tem alguma coisa tocando junto, parece que tem algum bit junto com as músicas dele, né? Então, sei lá, eh, às vezes eu nunca consegui cantar Carolina sem tocar, nunca tive essa oportunidade.
Quando eu tive, o pessoal falou: "Volta pro violão". É, é porque eu chamei um gara para tocar para mim tudo. Não, não.
Volta pro violão, um bicho. Volta. Não, essa música tem que tocar.
Essa música, infelizmente, você tem que tocar, porque o negócio dessa música é essa sua batida de violão. Eh, ninguém sabe fazer essa introdução que você sabe fazer, porque ele é o seu jeito de tocar e que era essa coisa aí. Carolina é uma menina bem difícil de esquecer.
Anda bonito e um grilho no olhar. Cheita adolescente que me faz enlouquecer. E o molejo que eu não vou te enganar.
Maravilha feminina, meu dancinho de pavê inteligente. Ela é muito sensual. Confesso que estou apaixonado por você, Caroline.
Isso é muito natural. Caroline, eu preciso de você, Caroline, eu não vou suportar não te ver. e e [Música] o Carolina, eu preciso falar, Carolina, eu vou amar você.
>> Bom, e eu vejo no seu trabalho, né, que você faz questão de falar do seu orgulho de ser negro, né? Por que isso é importante para você? >> É porque é o pertencimento, né?
Nós vivemos e pertencemos, existimos, temos esse direito de ser feliz com o que a gente é. com que a gente se tornou, com que a gente ainda há de se tornar. A gente tem que ser muito feliz, muito.
A vida é um dom, um dom era que precisamos ter a força de fazer compreender nossa presença, nossa participação e também nossa importância nessa passagem, nessa trajetória aqui. Particularmente eu vim para fazer o bem, não vim para fazer mal para ninguém e eu não pretendo isso e sou bastante honrado, agradecido com tudo que vem me acontecendo ao longo dos seis anos dessa trajetória. Tenho muita esperança na vida e tenho muita esperança no nosso país, principalmente e no nosso povo, na nossa gente, nessa renovação que você faz parte, né, e que e se e que hoje a gente notoriamente vê que que se encaminha muito bem essa renovação, né, e que venham mais e que venham mais, que a gente seja nutrido, né, que a gente consiga nutrir com mais presenças e e participações e pertencimentos, né, como a sua.
Eh, então acho que isso que é importante, não pela porque para que faz bem pra gente, né, a gente se sentir >> capaz, se sentir confiante. Isso só nos renova na o ponto orgulho e não aquele que não produz nada, mas aquele que produz a força, aquele que produz a a recuperação, né? Naquele orgulho que te renova nos momentos mais fracos, que você olha para trás e vê a trajetória assim, só fala assim: "Ah, pera aí também, né?
Não é fácil para ninguém se a gente tá com essa dificuldade aqui, porque não, realmente não é fácil para ninguém, mas não quer dizer também que eu não possa passar por isso, não possa superar isso. Há dias melhores sempre, né? >> Bom, seu Jorge, eu ainda tô, né, entrando no mundo da música.
Muita gente fala que e esse ramo é um é um ambiente muito competitivo, mas também é um ambiente onde é possível se fazer amizades, né? Eh, você pode falar pra gente eh contar alguma história de amizade? >> Tenho muito ass na música.
Música, a arte me me proporciona. Aliás, eu eu eu começo com a coisa do violão, não para virar um profissional, não, para fazer amigo mesmo. Era muito fácil, né?
Não ser com um instrumento, né? interagir. Você no m Eu gerava muita curiosidade sobre mim com violão assim ao lado, porque a pessoa me olhava, falava assim: "Opa, você toca, cara?
Eu toco, pô, toca um negócio aí". Aí eu tocava um negócio, aí pessoal: "Opa, que legal, pô, eu gostei disso aí, cara. Tem mais?
Tem, tem, tem mais. Então, já abria uma uma prateleheira, abrir uma um universo de relação diplomática, né? É um negócio, um estáado diplomático assim, uma carteira diplomática, violão, instrumento, seu cavaquim, é um, uma apresentação diplomática muito grande.
As pessoas ficam no mínimo curiosas para ouvir o som do instrumento, né? E e da voz e das canções e e curiosas para saber como é que você adquiriu essa habilidade. Você aprendeu como, né?
Pô, eu queria tanto aprender, eu acho tão difícil, né? Como começa com essa conversa? Acho que eu acho sempre legal.
Eu eu recorri ao instrumento para expandir mais meu universo de relacionamento. Nem pensava na profissão. Sabe como é que é nessas coisas, gente?
Povo negro e tal, ainda aprendendo a construir a confiança, faz complexo, inferioridade assim, ah, será que vão me notar? Será que vão reparar minha roupa? Será que vão reparar minha cabelo, o jeito de eu falar, o lugar onde eu vim, tudo sempre fica essa coisa.
E o violão, ele foi o lugar que não sei, eu não percebi nenhum olhar para mim do tipo, que você tá fazendo aqui, sabe? É assim. Opa, ih, rapaz, chegou o cara da viola aí, qual é?
Toca aí algum negócio aí pra gente. Aí já virava o ambiente, né? Só tocava, cantava, cantava aquela que você sabia que aquela que você cantasse todo mundo ia cantar.
Bom, eh, quero te agradecer, >> ô Miguel, eu que te agradeço. >> Que honra entrevistar você aqui, meu primeiro primeiro programa aqui. Eh, e eu queria te fazer duas perguntinhas rápidas aqui, >> por favor.
>> Defina o que é a música popular brasileira para você. Sim, >> a música popular brasileira, especialmente para mim, eh foi onde eu encontrei muito aprendizado, não só através das próprias canções, mas com seus autores. Eu consegui, ao longo desses anos perceber a profundidade da nossa língua portuguesa comparada, por exemplo, a música americana.
Tem bem falar se é mais pior ou melhor, mas eu entendo que a nossa língua ela, a língua portuguesa, ela tem uma profundidade assim muito grande. Então, quando você pega canções como Construção, por exemplo, Chico Boarque, que você entende que existe não só uma construção de sílabas e tal, mas tem toda uma construção de ideia, toda uma construção além do dos arranjos e tudo mais, você vê o tamanho de uma obra de arte, vê uma música como eu sei que vou te amar, [Música] samba de Orli ou ou deixa a vida me levar. Ah, ou madureira, né?
Aliás, quando eu vi Madureira pela primeira vez, foi na casa de Arlindo, estava eu, Arlindo, D2 e Rogê. Eu cheguei com o Marcelo e o Rogê na casa de Arlindo. Aí Arlindo, pô, meu chapinha, pô, fiz uma música, eu fiz um disco.
Eu falei, caramba. Aí ele botou a música, né? O meu lugar, meu caminho de orgunhaçã até de manhã, mas não teve, foi inevitável.
Eu comecei a chorar, mas chorar de passar vergonha assim, sabe? Porque eu ficava lembrando que toda vez que eu passava em madure eu senti o cheiro daquele biscoito da piraquia lá, não sei se você conhece ali, sabe? Tem uma fábrica de biscoito lá, biscoit passava de manhã para ir trabalho.
Às vezes tem que tomar café e aquele cheiro de biscoito pegando na gente assim e toda a mísca de Madureira, o calçadão de Madureira, as cas as casas que vendiam produtos de umbanda e candom black era muito comum. Ah, o portelão, a própria Portela. E aí ele começa cantar música de escrever madureira com aquela beleza.
Foi inevitável. Eu como suburbano comecei a chorar na frente dele. Aí ele, pô, meu chapinho, as pessoas choram mesmo, tal, pô, todo mundo chora, cara.
Pô, foi muito engraçado o Alo. E é, foi é bonito assim perceber eh a emoção assim através dessas dessas canções e e é minha vida, né? A música brasileira, assim, é a minha vida.
Eu queria fazer parte disso. Quando eu cheguei na música, eu sabia que eu não ia vender 1 milhão de cópias. Eu nem me preocupava com isso.
Eu ainda ainda se vendia disco quando eu fiz o meu primeiro. E e era um era um objetivo, números, né? O target ainda de muitos artistas da época era era expressar, né, vendas e tal.
Isso era uma preocupação de muitos de nós. Eu já sabia que não era um negócio que eu não tinha muita energia. para me dedicar aquilo, né, a venda, venda autopromoção e tal.
Eu só queria fazer parte da MPB mesmo, queria fazer parte da música brasileira com o tamanho que que Deus achasse que eu deveria ter, sem essa sem essa obrigação de ser sucesso absoluto em conteste, coisa que falha. Eu tô em processo ainda, continuo em processo de aprendizado e desenvolvimento, tentando procurando originalidade em tudo, né? O meu jeito mesmo de fazer as coisas.
[Música] Uh. Uh. Uh uh.
Ah. Ah. Ah.
[Música] Uh. [Música] uh [Música] tive razão, posso falar. Não foi legal, não pegou bem.
Que vontade de chorar. Dói em pensar que ela não vem, só dói. Mas para mim tá tranquilo, eu vou zoar.
O clima é de partida. Vou dar sequência na vida de bobeira que é um estouro. E você sabe como é que é.
Eu vou, mas poderei voltar quando você quiser. [Música] Se demorou, vai ser melhor. [Música] у а у uh а у [Música] Tive razão, >> posso falar?
Não foi legal, não pegou bem. Que vontade de chorar. Dói ou dói >> em pensar que ela não vem, só dói.
Mas para mim tá tranquila, eu vou suar. O clima é de partida. Vou dar sequência na vida e de bobeira que eu não estou.
E você sabe como é que é. Eu vou. >> Mas poderei voltar quando você quiser.
[Música] >> E demorou. Vai ser melhor. Uh uh.
Ah. E demorou. Vai ser melhor.
Uh. [Música] Se você fosse me dar um conselho, qual conselho você me daria? >> Não beba, não fume, não perca a noite de sono, estude muito.
Hum, seja leal aos seus princípios. A família melhor rede de apoio possível conserve. Tem que nutrir, não adiança só ter, né?
Você tem que nutrir eles, tem que amá-los e e no cultivar. H ter alegria para fazer as coisas. Você não tá, não sai.
Não vá, não vai ser bom para você. tem que ser bom para você, primeiro de tudo, exercício físico a gente precisa. Hum.
Eu acho que eu acho que é isso, sim. E aí tem um ditado que que a minha avó falava: "Quem não sabe criar filho e cria neto". Então, atividade na laje, no beco, na velha e na freestinha da porta também.
Eu não tinha nenhuma pergunta para você, Miguel, mas depois de tantas perguntas inteligentes, legais que você fez, eu tenho que achar uma que você hoje é feliz com o que você vê para você no seu futuro, com seus projetos, ser feliz hoje. Você tá confiante em você? Sim.
Bom, eh, >> ou tem alguma dúvida ainda que você precisa? >> Não, tipo, e a minha prioridade agora é a música, sabe? Se eu puder seguir assim com a música até o resto da minha vida, eu vou seguir.
>> É, não tem jeito. Você é da música. Você já era.
>> Há três anos atrás eu não tinha a pretensão de ser quem eu sou hoje ou do que eu ainda posso ser. >> É, mas você é uma pessoa completamente diferente. Três anos depois, né?
>> Sim, sim. completamente diferente. Bom, a minha relação com a música é muito, >> é porque no tempo de vocês assim é tudo é muito rápido, a a evolução, crescimento, o desenvolvimento e tal nessa né?
Na minha idade não tem muita coisa assim, já vemos bastante coisa, tem muita coisa para aprender, mas o básico já foi. Você ainda tá num processo de >> Sim, verdade. Bom, a minha relação com a música é muito, não sei, é uma coisa muito estranha.
Por quê? A a minha família sempre gostou muito de de música, sabe? E há três anos atrás, tipo, eu pedi meu pai para postar um vídeo meu e postei 10 horas da noite e tal.
No outro dia, quando eu acordo, meu vídeo viralizou, menos de 24 horas assim, meu vídeo viralizou. >> E aí eu fui começando a postar mais e muita gente me seguindo e muito famoso me repostando. Aí eu pensei, falei: "É isso que eu quero seguir pra minha vida, sabe?
" Então, >> você sentiu abraçado, né? Sim, me senti muito abraçado. Então eu comecei a me profissionalizar mais, né, na no ramo.
Comecei a fazer aula de canto, de cavaquinho e tal, e tô fazendo até hoje. E é isso que eu quero seguir pra minha vida. Eu me sinto muito feliz quando eu tô fazendo isso, sabe?
Eu me sinto muito feliz quando eu recebo uma uma proposta para mim fazer um show ou uma entrevista ou alguma participação em alguma coisa. >> Eu quero isso pra minha vida, sabe? Então >> é isso.
>> Mas você começa bem, né, Miguel? Porque você tem muita juventude e suporte em casa. >> Sim.
>> É, muitos de nós quando começa assim é dúvida ainda para nossas famílias, porque e realmente é uma é um negócio que você joga assim, vamos ver se se é aderente a todos, né? Vamos ver se a gente chega, se a gente consegue agradar, se a gente consegue. É ainda é uma coisa.
Olha, são 35 anos já na profissão e eu sei um disco recentemente. É tudo de novo. É como se começasse tudo de novo.
É um novo momento. Então a gente tá sempre aprendendo. Mas eh vejo eu vejo caminhos abertos para você e quero agradecer a Nova Brasil também pela oportunidade, >> pô.
Valeu. Obrigado demais. É, seja muito bem-vindo sempre e é isso, até a próxima.
>> Vai ter o retorno de Jedai, hein? Até já, >> se Deus quiser. Valeu, gente.
Estamos junto. Bom, eh, no encerramento desse programa maravilhoso, é, quero te agradecer mais uma vez. Bom, tem um quadro aqui muito importante, é, toda pessoa que passar aqui vai ter que assinar o cavaquinho.
Irmão, não foi legal, não pegou bem. Que vontade de chorar. Dói em pensar que ela não vem, só dói.
Mas para mim tá tranquilo, eu vou zoar. O clima é de partida. Vou dar sequência na vida de bobeira que é um estouro.
E você sabe como é que é. Eu vou. Mas poderei voltar quando você quiser.