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Pentágono avisa: “Tudo a postos para derrubar o regime cubano”

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Hoje no Mundo Militar
Caros amigos, bem-vindos a mais um episódio de hoje no mundo militar. Neste vídeo falaremos sobre um alerta emitido pelo Pentágono, que disse ter todos os meios destacados no Caribe para derrubar o regime cubano. Mas quais meios são esses e o que exatamente Trump pretende?
Há menos de 150 km da Flórida, a Marinha dos Estados Unidos montou um cerco. Segundo uma reportagem do site político, o Pentágono passou meses posicionando navios, aeronaves e fuzileiros navais no Caribe. E o aparato já está pronto para agir, caso o presidente Trump dê a ordem.
Em maio, o Departamento de Justiça Americano acusou formalmente Raul Castro de homicídio e de conspiração para matar cidadãos americanos. E o secretário de Estado, Marco Rúbio, foi direto ao dizer que a meta é derrubar todo o regime comunista cubano. Essa conjugação de fatores significa mesmo que Trump está preparando uma invasão para forçar a queda do regime?
E se tentar isso, o que pode dar certo e o que pode virar um pesadelo? Para entender Cuba hoje, é preciso voltar a 3 de janeiro de 2026, o dia em que os Estados Unidos capturaram o ditador venezuelano Nicolás Maduro em Caracas. foi a maior ação militar americana no hemisfério em décadas, com cerca de 150 aeronaves envolvidas.
E nesse mesmo episódio, 32 cubanos morreram, militares que operavam na Venezuela a serviço das Forças Armadas de Cuba. A partir dali, Washington fechou a torneira cortando o petróleo venezuelano que abastecia Cuba. Logo em seguida, veio um embargo reforçado, um decreto de emergência nacional e a pressão sobre o México para suspender as remessas de combustível.
O resultado? Havana mergulhou em uma crise energética severa, com apagões, escassez, êxodo, com o regime mais isolado e vulnerável do que nunca. A denúncia contra Raul Castro não saiu do nada, remontando a 24 de fevereiro de 1996, quando caças cubanos abateram dois aviões civis da organização de exilados irmãos ao resgate.
Morreram quatro homens, três deles cidadãos americanos. E na época, Raul era o ministro da defesa e a acusação afirma que o ataque saiu por ordem dele. Mas Castro tem 94 anos, está na ilha e Cuba jamais vai entregá-lo.
Ou seja, a acusação não serve para prendê-lo de verdade. Ela serve como argumento legal e político. Exatamente como a acusação contra Maduro foi usada para justificar a operação na Venezuela.
Mas o que exatamente os Estados Unidos têm naquela região para avançar com algo mais do que apenas ameaças? Primeiro, o poder aéreo embarcado, o SS Nimites, que chegou ao Caribe depois de um giro pela América do Sul, substituiu o SS Gerard Ford, que já voltou para casa. O Nites chegou escoltado pelo destroyer o USS Girdley e pelo navio de reastecimento Patent, um grupo de ataque completo com cerca de 60 aeronaves a bordo.
Segundo, a componente anfíbia, e essa é a peça que importa para uma ação em terra. O Ivogjima reúne três navios, o portahelicópteros de assalto USS Ivogima, e os navios Doca USS San Antôio e SS Fort Lauderdale. A bordo, mais de 4.
500 marinheiros e fuzileiros, incluindo a 22ª unidade expedicionária dos Marines, treinada para operações especiais de assalto anfíbio. Terceiro, as escoltas e os olhos. Composto por cruzadores, vários destroyers, navios de combate litorâneo, aviões de patrulha P8 Possidon e submarinos.
E não podemos nos esquecer das inúmeras bases navais e aéreas americanas na costa sul dos Estados Unidos, há poucos minutos de voo de Cuba. Mas também é importante frisar que hoje há menos navios do que no pico da crise venezuelana, mas para um alvo a menos de 150 km da costa e com uma base americana já no território, como é o caso de Guantanamo, a logística joga toda a favor de Washington. Portanto, os meios existem e estão prontos.
A questão é como usá-los e existe um leque de opções para isso, indo do mais brando ao mais drástico. A primeira opção mais branda é o reforço do bloqueio naval, visando estrangular o que resta da entrada de combustível e mercadorias para acelerar o colapso interno sem disparar um tiro. A segunda opção envolve ataques de precisão e decaptação com golpes precisos contra os nós de comando, comunicações e a cúpula do regime.
modelo do choque e pavor usado com sucesso no Iraque em 2003 para derrubar o regime de Saddam Hussein e mais recentemente, mas sem tanto sucesso, contra o regime iraniano agora em 2026. A opção três seria uma operação cirúrgica e semelhante ao que aconteceu na Venezuela para capturar Maduro. E finalmente temos a opção quatro, muito mais pesada, que envolveria uma invasão em média ou larga escala.
com desembarque anfíbio para forçar a queda do regime e instalar uma transição. Se Trump, impaciente atrás de um resultado rápido, escolher a opção quatro e avançar com força total, o resultado pode ser muito bom para os Estados Unidos, mas também pode ter um desfecho muito diferente. No papel, Cuba é muito frágil.
As Forças Armadas tm cerca de 50. 000 1 militares e uma força aérea de aproximadamente 20 aeronaves. Em boa parte caças soviéticos muito obsoletos.
Contra o gigantesco poder americano, isso não resiste a uma campanha convencional. Além disso, a economia está em frangalhos, energia em colapso, população exausta e um regime profundamente impopular. A lógica seria a do Panamá em 1989 na operação Just C, quando Noriega caiu em menos de 5 dias.
Nesse roteiro, uma decaptação rápida da cúpula, somada à pressão econômica e a uma população que não sai às ruas para defender o governo poderia derrubar o regime comunista quase de imediato e Trump teria sua vitória relâmpago com a transição começando sob tutela americana, como prometeu fazer na Venezuela. Mas e esse, mas é importante destacar, Cuba é fraca no sentido clássico e é justamente aí que pode morar a armadilha. A doutrina militar cubana não foi pensada para vencer os Estados Unidos em campo aberto, ela foi pensada para sangrá-los.
Isso é chamado de guerra de todo o povo e se apoia nas milícias de tropas territoriais, uma estrutura que, no papel é capaz de mobilizar cerca de 1 milhão de pessoas para uma resistência dispersa, prolongada e descentralizada. A ideia é simples e brutal. Não defender fronteiras, e sim transformar cada cidade, cada bairro de Havana, cada morro de Santiago em um foco de desgaste.
Tudo isso foi prometido por Maduro na Venezuela e não se concretizou. Mas o regime comunista cubano não é o regime chavista venezuelano. Foi em Cuba que uma invasão apoiada pelos Estados Unidos fracassou de forma humilhante na Baia dos Porcos em 1961.
O fantasma de 1898 da ocupação forçada americana e da imenda PL ainda alimenta o nacionalismo da ilha. Uma ocupação forçada americana de Cuba, em meio a combates de guerrilha e resistência seria um presente de propaganda para o regime e um pesadelo de legitimidade para Washington. E há, por fim, os padrinhos.
A Rússia assinou um acordo de cooperação militar com Havana e mantém presença de inteligência na ilha. E a China oferece apoio econômico. E apesar de nenhum dos dois estar disposto a enfrentar os Estados Unidos militarmente no Caribe, podem fornecer equipamento, inteligência e cobertura diplomática, como fazem no Irã.
Nesse cenário de azar, a vitória militar americana fácil sonhada por Trump pode virar uma insurgência longa, custosa e politicamente tóxica, capaz de fazer cair ainda mais os níveis de aprovação de Trump. já perigosamente baixos e com as eleições de meio de mandato se aproximando rápido. Então, invasão é em larga escala, sim ou não?
A leitura da maioria dos analistas é cautelosa, já que uma ocupação plena de Cuba parece improvável pelo custo logístico, pelo risco de atrito e pelo peso político. O mais provável é um caminho intermediário, como reforço do bloqueio naval, pressão econômica máxima, ataques limitados ou de decaptação e o uso da acusação contra Castro como alavanca para forçar uma transição negociada. A invasão clássica continua sendo a carta extrema guardada para o caso do regime não ceder e de surgir uma janela política.
E é exatamente por isso que os meios anfíbios seguem ancorados ali. A grande incógnita não é a capacidade americana, essa é esmagadora. A incógnita é o cálculo de Trump entre uma vitória rápida e barata e o risco de herdar uma ilha em chamas a menos de 150 km de casa.
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