o passado e o futuro dialogam e se relacionam por meio das nossas ações o goleiro se posiciona para defender um pênalti uma jovem hesita entre estudar e ir ao cinema um casal decide ter filhos o board de uma empresa Pondera a conveniência de um empréstimo para expandir a fábrica um professor pleiteia uma licença para escrever um livro Uma Mulher saudável Marca um checkup um adulto de meia idade que é a hora de começar a poupar e planejar a velice os desafios e dilemas da arte de agir no presente t em visto o futuro não só
ocupam uma fatia importante do nosso dia a dia como tendem a permear boa parte dos nossos sonhos e momentos de insônia A escolha intertemporal é uma via de Mão Dupla antecipar ou retardar importar valores do Futuro para desfrute imediato posição devedor ou remeter valores do presente para desfrute futuro posição credora se as escolhas do presente determinam em larga medida o nosso futuro o futuro sonhado determina ao menos em partes as escolhas que fazemos no presente [Música] em 2018 eu vivi um fato muito diferente na vida que foi ter o privilégio de ver o Elon musk
lançando um foguete ao espaço lá em Cabo canaveral na Flórida eu tinha agendado uma visita junto com meu sócio amigo sentine onde a gente ia aprender um pouco como é que a NASA tava conduzindo o sistema de educação dela com jovens e quando a gente chegou no período de de lançamento do foguete a gente não sabia o que tava acontecendo ali porque tinha um trânsito gigantesco a nossa intenção era visitar o centro da Nasa não ver o lançamento do Foguete então a gente ficou numa fila gigantesca que prometia o lançamento sem a gente saber que
ia ter lançamento de foguete Então os dois estrangeiros perdidos tentando entender o que tava acontecendo porque que tanta gente estava reunida no mesmo lugar o fato é que passado o caso e as risadas todas que a gente deu porque a gente era as únicas pessoas que não Sabi o que tava acontecendo ali a gente conseguiu chegar na estação espacial e foi recebido para tentar entender o sistema de educação foi muito interessante porque perceber aquele movimento me fez entender um pouco o que que o discurso do John Kennedy no Moon shot plantou no coração do americano
esse espaço de construção de um futuro no espaço que ia puxar a esperança de uma nação por uma década por centenas de anos e por um espaço limitado de tempo o John Kennedy de algum jeito cravou a esperança de um mundo possível e do mundo impossível a ser buscado no coração americano sobre o futuro algumas coisas me chamaram atenção lá uma delas é que tinha hort facial onde um alimento poderia ser produzido com oxigênio zero Então os testes estavam acontecendo lá embora não tivesse acessa fiquei pensando como é que isso será possível alguns anos depois
a ideia do planted based já tá bem disseminada nas empresas de alimentação Quando eu olho para esses fatos todos me vem essa possibilidade de pensar a condição da liderança de como ela lida com os futuros que aparecem diante dela falo futuros no plural porque porque nunca é uma única possibilidade gera um campo de tensão gigantesco a tensão entre olhar para trás no ontem e ser esse espaço onde a gente consegue pensar o o o passado e não ficar preso a ele e também um futuro que não pode gerar angústia como se a gente o tempo
todo só visse neblina sem possibilidades do que vai acontecer de um jeito paralisante entre o amanhã e o depois e o ontem que aconteceu eu a gente tem um espaço de tensões que se abrem e me parece que há uma possibilidade H caminhos a serem construídos neste intervalo entre o amanhã e o que aconteceu no ontem que pode ser explorado pela lente do [Música] solo poucas metáforas traduzem melhor para mim a condição da liderança do que uma ponte so neva o espaço de tá conduzindo um carro numa ponte em que você olha pros lados e
não consegue enxergar se embaixo tem um penhasco ou se tem um rio que passa ali ou olhar pro retrovisor por exemplo e não enxergar nada e pra frente também não as tensões que surgem quando a gente fala de futuros me parece que carregam essa metáfora numa primeira instância a atenção de estar so neblina de não conseguir enxergar muito bem ou se localizar com que velocidade que se avança pra frente ou se pensa em retroceder Em algum momento mesmo não enxergando que tem para trás quando eu olho os movimentos dos times dentro das organizações ou a
condição de liderança isso é muito Evidente o tempo todo quando vai decidir sobre um investimento eh sobre uma perspectiva de futuro em com qual tempo que o dinheiro vai ter o retorno necessário é uma tensão em que a gente vai olhando e dizendo ó faz parte da nossa condição tá sob neblina e a tensão que é aprender a conviver sob neblina o tempo todo essa ponte sob neva que gera tensão da Neblina exige da liderança cada vez mais esse movimento de aprender a conviver de ter que tomar decisões Como diria o mestre Edson grottoli por
efeito do estômago esse espaço onde eu não tenho muitos indicadores ou possibilidades e preciso avançar sobre eles e essa tensão no fica preso só na condição de liderança mas todo mundo que tá dentro desse carro na ponte sob Neva e Em algum momento no meio dessa tensão dessa ponte sob neblina enfim alguém resolve olhar pro retrovisor e e libera a segunda tensão nesse espaço da segunda tensão do retrovisor é a frustração de não encontrar mais no passado ou nesta imagem passada as referências que eu tinha e isso vem como uma forma de nostalgia vem como
uma forma de expressar eh uma saudade do que foi vivido ou a expectativa de Idêntica repetição de algum elemento de sucesso que obtive recentemente estava acompanhando um grupo de uma empresa que sofreu um trauma num determinado ano eh de desempenho e aí todas as referências e perspectivas sobre soluções futuras o grupo tendia o tempo todo a relembrar o tempo passado em que o ambiente não era favorável e o resultado não foi o esperado a tensão de desconfiança cada vez que o grupo olhava pro retrovisor ficava Evidente para todo mundo e aí todo mundo sentia de
algum jeito que era necessário andar mais divagar do que a gente estava andando e o carro quase parando na ponte da mesma forma a terceira tensão surge na mesma perspectiva quando se olha pro para-brisa e tenta se enxergar o que tem pra frente o ambiente de ansiedade aumenta se olhar para trás me dá angústia olhar pra frente é essa expectativa de não saber exatamente qual é o caminho para chegar no destino que eu quero e no mar de possibilidades eu lembro o Peter Drucker que dizia que a melhor maneira de prever o futuro é criá-lo
o Bob johansen do institute for the future levou isso tão a sério que criou um instituto na Califórnia para tentar responder às expectativas de futuro o fato é que a gente consegue projetar cenários mas quem é que pode dizer para onde que o futuro tá apontando Por isso me soa bem Quando eu escuto o Thiago Matos falar sobre essa possibilidade de futuros e não de futuro me parece que é nessa tensão que mora no paradoxo entre o olhar do ontem e a possibilidade do amanhã que surge essa tensão de um carro que tá sob neblina
na primeira tensão e que gera outras duas tensões uma olhando pro retrovisor e a outra pro para-brisa é a ansiedade sobre o presente e a angústia da memória passada e me parece que é neste espaço que a gente consegue construir possibilidades e caminhos e chão para essa liderança transitar nesse solo de uma outra maneira e é sobre esses passos de possibilidades que eu acho que cabe uma reflexão sobre [Música] futuros o argumento do solo foi construído muito a partir da perspectiva do Clube da Esquina de 1972 do Milton Nascimento com Lob Borges eh na música
tudo que você podia ser eu lembrei que no mesmo ano em 1972 Gilberto Gil gravava O Expresso 2222 o Gilberto Gil agora em 2022 tá fazendo 80 anos e tá celebrando a jornada dele e aí me Fez Voltar na história do Expresso 2222 de quando ele foi construído e qual era a perspectiva que o Gil tinha de traduzir novos futuros para um período do super turbulento da história do Brasil assim como Kennedy plantou no coração da humanidade uma esperança sobre um futuro pautado em tecnologia e o avanço da pesquisa espacial Talvez o Gil tenha plantado
no coração do brasileiro uma esperança para um período pós-ditadura subindo o campo de visão avançando o campo de visão do brasileiro na direção desse futuro possível ou de futuros possíveis para além daquele momento turbulento o fato é que Gil entrega pra gente o primeiro caminho para conseguir avançar na direção dessas tensões todas que vão pegando a gente eh nesse momento entre o ontem e o amanhã o primeiro caminho que o Gil entrega é sobre o estado de presença a leitura sobre o Espírito do tempo e essa configuração que tá se dando do que a gente
consegue enxergar das possibilidades que a gente tem sobre passado e futuro o que o Gil ensina pra gente é que antes de criar uma angústia sobre esse tempo passado ou ansiedade sobre o tempo futuro é o que que esse tempo pede Qual é a demanda do tempo presente que me aparece que eu preciso começar a responder a partir de já do que eu enxergo a ansiedade que a condição da liderança traz sobre a expectativa de futuro e as tensões todas do rumo da economia os movimentos de mercado e etc ocupam um espaço que pode ser
respondido no tempo presente diante das alternativas que a gente tem na mão hoje e é dessa perspectiva desse caminho que tá o estado de presença que vem a segunda possibilidade que é isso não precisa ser vivido sozinho mas a possibilidade de viver isso em comunidade nesse carro onde a gente tá indo na direção do futuro numa ponte sob névoa é independente se na condição de liderança a gente tá sentado no motorista ou no passageiro ou no banco de trás é saber que esse carro tá cheio e eu não preciso avançar no futuro só com a
minha percepção a condição de liderança implica que aquele que tá mais perto da condição de futuro aquele que consegue enchergar mais longe é que precisa liderar o grupo ou aqueles que conseguem entregar um campo de visão mais amplo diverso para construir alternativas dessa perspectiva do espaço comunitário onde a comunidade avança na direção do futuro e não uma única pessoa é que surge a terceira possibilidade a terceira Possibilidade é entender que o futuro não pode ter rota única semelhante ao caso do Propósito onde a gente não convive com uma narrativa única mas atualiza a partir dos
movimentos que a gente vai vivendo na vida me parece que essa sabedoria pode ser replicada para lidar com futuros e uso futuros no plural exatamente para reforçar que não é uma rota única é na construção desses cenários que surgem possibilidades e alternativas para se preparar melhor com o que tá por vir o movimento de preparação não só externo mas interno de saber que as coisas vão mudar e que as condições que eu tenho hoje não são mais favoráveis eu tô filmando aqui agora com uma câmera que Possivelmente daqui dois anos não vai ser mais utilizada
eu aprendi isso com o Luk que tá aqui atrás da câmera esse espaço de atualização permanente que acontece tempo todo com a gente quando eu respondo a cenários futuros mais do que reagir às demandas que me aparecem eu vou criando e construindo caminhos que são mais favoráveis para lidar com essas tensões todas E aí nesse universo onde a angústia do ontem Me pressiona e a ansiedade do amanhã também eu vou abrindo caminhos mais virtuosos e fendas para caminhar nessa paisagem tortuosa do solo e conseguir encontrar respostas mais [Música] Virtuosas e é nessa perspectiva em que
mora o paradoxo do ontem com a sua angústia e o amanhã com a ansiedade que surge caminhos possíveis de um estado de presença da liderança diferente a criação de comunidades que avance junto na direção do futuro e uma possibilidade de criar mais que uma rota única futuros o solo também esse espaço de reflexão sobre futuro e um caminho de criar possibilidades para de [Música] liderança