Olá, tudo bem com vocês? Deixa eu testar aqui para ver se tá tudo certo. Temos uma gravação de um vídeo aqui lindíssimo.
É uma parte de uma aula que complementa o curso Infinity, que é fundamental ser compreendido. E então, sem compreender o tempo e a complexidade da mente, não se pode entender o que é vida após a morte, passado, presente, futuro, sincronizações temporais e então sincronicidades, dejavis e por aí vai. É um assunto magnífico.
Ah, eu tô utilizando de forma lúdica o filme A chegada, sem fazer a resenha do filme A chegada e assim utilizando a história e os elementos presentes para te contar como a mente linear. passa para uma mente reativa. Essa mente reativa confusa, ela pode ser configurada em uma mente superior que então reconhece padrões, que é a mente configuracional.
E aí, o meu objetivo maior com todos vocês, atingir a mente de campo. Para compreender isso, você tem que prestar atenção. Mesmo que você não tenha o curso Infinity, presta atenção no que eu vou te contar aqui.
É longo, tem muitas páginas, mas tem muita imagem. E vale a pena. Cada palavra que eu disser aqui vai valer muito a pena.
Confia em mim e sigamos em frente. Vou compartilhar a tela aqui com vocês. Aqui está.
A chegada do tempo linear à mente de campo. Deixa eu ver se tá tudo certo aqui. Parece que assim.
Então vamos em frente. Não é só sobre temp, é sobre evolução da consciência. Eu estava aqui passando pros alunos um trabalhinho de desenvolvimento eh mental, assistindo um videozinho bem curtinho, apenas um teaser, que fala assim: "A escrita à mão em abandono, uma crise da inteligência.
Com certeza sim, dentro do padrão atual, o fato de não ler e não escrever é uma perda de cognição incrível. Ainda mais a o fato de passar a tarefa de pensar para uma inteligência artificial. Existem duas formas de trabalhar com a inteligência artificial.
A primeira é essa que é perda cognitiva direto. E a segunda é a camada associativa, aonde ela te ajuda a pensar e juntos desenvolvem gradientes superiores que nem ela chegaria lá sem você. e nem você, sem ela.
Mas para que isso aconteça, você tem que estar já numa mente configuracional. A maioria das pessoas está em uma mente reativa. E quando a pessoa atinge uma mente de campo, a fusão com a inteligência artificial é incrível.
A questão é, é inevitável a destruição da palavra segmentada fração. Isso tem a ver com o filme, então você tem que entender o que eu vou falar e tem a ver com o assunto. A fragmentação, unir pedaços para chegar em uma visão maior é aquilo que a humanidade chegou a fazer por partes e alguns se fizeram muito bem, quanto outros nem tanto.
e hoje está se perdendo intensamente essa capacidade humana, o que faz então essa perda cognitiva brutal. Mas o nível superior do pensamento, de qualquer forma, essa fratura de realidade que está acontecendo agora, ela não acontece porque se juntam palavras e sim porque algo carrega uma informação inteira. que é um pensamento expressado em simbologia.
Por isso que eu uso tanto simbologia e é por isso que eu trabalho fortemente em cima de simbologia dentro do campo do que está acontecendo na com a humanidade. Porque se você não enxerga os símbolos que essa turma do poder utiliza, nunca vai entender os jogos que estão sendo chamados de jogos geopolíticos, mas que o foco é outra coisa muito maior e não é o foco aqui dessa aula. Mas assista o meu outro material que está tanto no canal como nos cursos principalmente.
Então, a perda inevitável, que é o que está acontecendo agora, abre dois precedentes. O primeiro é a dissolução geral do pensamento humano e da capacitação, onde uma boa parte da massa se dissolve, se prende, se perde e vai desaparecer. E a outra é um ganho cognitivo por uma nova estrutura.
Eu vou parar por aqui porque esse é um assunto do curso Infinity. Quem quiser, link na descrição do vídeo para poder se inscrever nele. E eu já fortemente recomendo o curso Tecnossíntese junto para poder entender aí ao mesmo tempo Thanoses, porque o Thanoses sobre a vida após a morte e o Infinite não deixa de ser a explicação mais incrível sobre o que é vida e o que há antes e o que há depois dentro de um campo da ciência.
Então essa coisa da dissolução de algo é inevitável. Por um lado, é ruim, por outro lado, te leva para um campo maior. Então vamos entender isso.
O filme carrega então dois atores que eu gosto muito. Eu já vou descrever, né? Mas o ponto aqui é só para te lembrar que filme é esse e ele já é de 2016, 2017 por aí.
E a simbologia que ele apresenta é a informação em um círculo, que é a memória em um círculo. O filme é de Denis Vilan. Então, em cada ponto desse círculo que eu já explico o que é, existe uma informação.
Então, a mensagem dada, ela pela transformação dessa informação, é como se você tivesse usando idiogramas antigos, que não deixe de ser uma coisa que carregava também um campo informacional no símbolo e não na fragmentação da palavra. Então o Candi, se não me engano é isso, japonês, como é escrita ideográfica mais completa, até dos chineses, é uma arte de construir por simbologia um pensamento maior. Isso se perdeu.
Então aí carrega uma forma de acessar tempo e espaço diferente. Então vamos lá. O tempo circular, que é a mensagem do filme, né?
Eh, tempo circular, linguagem, memória e a nova geometria da consciência. Vamos analisar isso em paralelo ao filme, utilizando coisas em paralelo e ao mesmo tempo puxando pedaços. Então, há filmes que contam uma história e há filmes que silenciosamente reconfiguram o modo de como percebemos a própria estrutura da realidade.
Esse é um dos grandes filmes que fizeram isso e que hoje em dia eu não tenho mais notícia de nenhum que carregue isso, esse tipo de potencial. A primeira vista, ele se apresenta como uma obra de ficção científica sobre contato extraterrestre, linguagem e diplomacia global. Mas sobre essa aparência, o que realmente se desenrola é algo muito mais profundo, uma meditação sobre a natureza do tempo, da memória, da consciência e da forma como o ser humano habita aquilo que ele chama de realidade.
Então, a chegada Arrival 2016, dirigido por Denis Vil, aliás, fez um belo trabalho, ele pertence a essa categoria. A primeira vista, ela está presente como uma obra de ficção científica, adicionando campus como da linguagem. E então a situação do mundo que a humanidade e os seus líderes estão sempre em guerra contra algo, mesmo que esse algo não lhe tenha feito mal nenhum.
Então, a imagem desse pãozinho, digamos, indiano ou árabe, colocado dessa forma, um pratinho na vertical se sustentando. 12 deles espalhados pelo mundo chegam ao mesmo tempo. E esses seres alienígenas, que no extraterrestre o termo é alienígena, porque eles não têm correlação com o Danial humano, eles apresentavam uma forma de comunicação dessa.
Então a atriz que é lindíssima, Am Ad Abens faz o papel de uma especialista em linguagem, o Jeremy Henner, um físico e Forest Wier e outros atores muito bons estão presentes. Então, quando pensamos em filmes dessa categoria, quase sempre imaginamos tecnologia, guerra, invasão, superioridade técnica, choque entre espécies, armas, guerra, invasão, eh choque entre espéc, perdão, armas, estratégias militares, ameaças globais. Mas a chegada faz algo muito mais raro e profundo.
Ele usa a ficção científica não para falar apenas de alienígenas, mas para falar de algo ainda mais misterioso. a estrutura da consciência diante do tempo, que é o meu objetivo aqui, e como a alteração da realidade mostra que o tempo ou a informação fora do tempo influencia a informação no tempo, ou seja, no momento em que você está. Então, o filme é estrelado por essa lindíssima Amy Adams, no papel da linguista Luise Banks, ao lado de Jeremy Renê como físico, que eu gosto bastante dele também depois do acidente que ele sofreu gravíssimo, não sei se ele andou fazendo muita coisa.
Além de Ian Donaly Forest Waker como coronel Webber. No início, sem conhecermos a história, o filme aparece ou parece tratar de um primeiro contato extraterrestre, que não é o caso seria alienígena, como eu falei, a diferença é que o extraterrestre teria alguma correlação com a humanidade, ou seja, pela fisicalidade humanoide, algo assim. 12 naves surgem em diferentes pontos do planeta.
Terra entre em está alerta. Governo se mobilizam. Militares cercam as zonas de contato.
Os bichinhos não fizeram nada mal. Cientistas e especialistas são convocados e o mundo inteiro se pergunta a mesma coisa: quem são eles? O que querem?
E se vierem em paz ou em guerra. Mas o filme desloca essa pergunta para uma outra situação muito mais importante. Antes de saber quem são eles, é preciso saber como que nós vamos saber.
se comunicar com eles. E assim, o centro do filme não é a força, não é a guerra, nem a tecnologia, é a linguagem. Isso é um ponto fundamental para entender que linguagem significa cognição, significa informação no tempo e, portanto, algo que carrega a transformação temporal.
Então, Luiz, que é Luis B, ela é convocada porque compreende que toda linguagem carrega dentro de si um modo de organizar a forma como a comunicação se expressou no mundo. Então, toda a linguagem não apenas descreve a realidade, ela recorta a estrutura, a distribui em categorias, relações e percepções possíveis. E hoje estamos perdendo isso por causa da forma como a falta da comunicação e a falta da escrita e do domínio de palavras a mais e a construção verbal e etc, construção de significados se perdeu e é inevitável a perda, porque a construção da transformação que o mundo está sendo conduzido, que o mundo está fluindo, né?
né? Essa transformação dramática desse grande reset que não é só econômico, monetário e civilizacional como um todo, está indo porque a massa não quer enxergar. Então, essa linguagem que nós utilizamos e que estamos perdendo, ela não descreve apenas a realidade, ela recorta, estrutura, distribui categorias, relações, voltando e percepções possíveis.
Então, voltei porque o termo percepções possíveis aqui é fundamental. E, portanto, o verdadeiro encontro com o outro não que é apenas um encontro com uma nova espécie, é um encontro com uma nova forma de consciência. Isso de novo está acontecendo com a humanidade.
É, hoje a geração Z é uma nova forma de consciência. Não vou entrar em categorias, só apenas dizer que é outro bicho que se movimenta e se foca em um mundo que não pertence aos da minha geração, por exemplo. Então nós temos uma quebra de mundos e de estruturas e de visões e de maneiras de articular que não mais são compatíveis entre elas.
E, portanto, é isso que torna a chegada tão extraordinária, porque o que Luís descobre com os eptapodos, que é o nome dos bichinhos que tinham sete patinhas, parecia umas lulas gigantes, mas como sete patinhas gigantescas, não é apenas uma língua estrangeira, e sim outra arquitetura cognitiva, já que a linguagem deles não funciona como a nossa. Não há ali uma sequência linear de letras ou palavras, um começo, um meio, um fim, organizados em uma reta. A escrita deles surge como um círculo, como totalidade, um gesto completo.
Cada signo parece ser uma frase a ser conhecida de antemão para então ser desenhada de uma só vez. Então, ao longo da história, eles começam a conseguir se identificar em palavras simples. E os eptapodes, então, entenderam que isso deveria ser a forma deles se expressarem ao homem da terra.
A palavra que foi mal entendida como armã e sim deveria ter sido entendida como ferramenta, por exemplo, humanidade, terra e tempo. Interessante o tempo como uma um triscellion, né? E faz sentido porque o tempo é sempre criado através de uma síntese, mas isso não precisa ser dito aqui.
Então a simbologia não deixa de lembrar, obviamente simbologias asiáticas, que os asiáticos, como os japoneses, têm aquela coisa de desenhar o movimento do círculo. E oroboro, sempre representando a cobra comendo a sua cauda, que é a situação da cibernética, que é a transformação do início e fim, através do início e fim, a transformação através da informação, do conhecimento. A serpente representa isso, da realidade em ciclos de processamento através do tempo.
Essa serpente comendo a sua própria cauda, lembra até Cronos comendo os seus filhos, porque é a mesma ideia. O tempo devora porque o tempo transforma. Perdão.
Então, isso também não deixa de lembrar a série Westw, que é uma série onde os robôs eh eram desenvolvidos para experiências eh dos humanos numa época como se fosse o Fair West, não sei quem assistiu, porque é ficou bem famosa. e a uma forma de representar a inteligência artificial geral que eles fizeram, a super inteligência que comandava a experiência como um todo, tanto dos robôs como dos humanos que não faziam ideia da coisa. Eh, ela também utilizava a sinalização de coisas acontecendo em pontos, ou seja, é a mesma coisa de dizer ruptura, mudanças, sabedoria ou crises eram apontadas através desse círculo do tempo, mais ou menos assim.
Então, os eptapóos usavam esses logogramas com uma tradução que podia ser várias. Então, um deles chamava Abot. Aqui é a representação de morte.
Então, Abot está morto. Um deles morreu, fez uma passagem e por aí vai. Então, isso é de menos apenas para dizer a construção da linguagem que esses eptapodes fizeram.
Então, você encontra isso facilmente na internet. Então, esse é um detalhe visual. bastante importante, porque o círculo no filme não é apenas um recurso estético, ele é uma metafísica, a imagem de uma outra forma de viver o tempo.
Então essa linguagem dos epapodes não avança com a nossa linguagem, ela não caminha de um início para um fim, ou seja, numa direção de construção de sentido. O sentido para eles emerge como um todo, de forma simultânea, e isso dissolve o tempo da forma como nós o conhecemos. Isso significa que os seres que a utilizam não podem perceber o tempo como nós e nós como eles, perdão.
Então eles não vivem presos a essa estrada estreita em que o passado fica para trás, o futuro fica adiante e o presente é apenas uma passagem estreita entre os dois. Eles habitam outra curvatura temporal e então acontece a grande virada do filme. À medida que Luís aprende a linguagem e entra em sintonia com os eptapodes, ela se dá conta que ela não tá apenas traduzindo signos alienígenos, ela está sendo transformada por eles, porque os símbolos transformam, despertam, ligam, fazem conexões.
Então, a língua dos epodes não acrescenta apenas conteúdo à sua mente, ela começa a reorganizar a própria estrutura de sua percepção e aquilo que antes parecia impossível começa a acontecer. O futuro passa a surgir como memória. Então, o a memória de um futuro possível começa a se entrelaçar com o momento presente.
E esse é um dos pontos mais fascinantes do filme. No início, aquilo que vemos parece flashback, lembrança, dor passada, resíduo emocional. nesse caso com ela era dor de um futuro que ela ainda não tinha vivido e ela não compreendia porquê.
Mas aos poucos entendemos que não se trata de memória do que já aconteceu, se trata de memória do que ainda vai acontecer, ao menos na lógica linear comum. A pergunta que eu sempre faço pros alunos, como é que você sabe que o passado é seu? Você tem uma ideia de um passado.
Você conta uma história que foi sua, mas ela existe agora, nesse momento, e você a chama de passado. Mas o passado existe agora porque você tá lembrando dele agora e está afirmando que ele existe em tempo presente. Você apenas diz: "Eu fiz, eu vivi".
Mas tudo que você está afirmando está em tempo presente. Hum. O futuro não é diferente.
O futuro é algo apenas que você desconhece, mas ele está em tempo presente até que você o conheça e você diga: "Ah, isso era o que ia acontecer, mas novamente ele está em tempo presente. " Hum. Fica calmo, não tem ataque cardíaco.
Então, Luiz não está apenas imaginando o futuro, ela está de algum modo lembrando, lembrando dele e isso muda tudo. Agora, a história do filme deixa de ser apenas uma narrativa sobre contato alianína e passa a ser uma meditação profunda sobre o que é o tempo. O que é a chegada ao filme sugere é que o tempo talvez não seja simplesmente uma linha pela qual passamos, mas um campo de informação no qual já estamos imersos e significamos com uma qualificação para explicar, justificar.
Então, se nossa linha de justificação é alterada por estados conscientes alcançados, o que chamamos de passado deixa de existir da forma como foi e considerado por nós e o futuro também. As pessoas me dizem: "Ai, como podemos mudar as coisas enquanto você não alcançar esse nível de compreensão e alcançar a verdade sobre a realidade e o que está acontecendo no mundo sobre todos os ângulos do conhecimento, dificilmente algo vai mudar, porque esse algo que está acontecendo está na programação daqueles que sabem dessa verdade que eles já colocam para nós, que gostamos de ficar ignorantes. Então, o futuro não aparece mais apenas como algo que será produzido pelo presente.
Ele também começa a informar o presente. Nós costumamos dizer que o futuro é o resultado do presente, das escolhas do passado e do que eu faço no momento presente. Mas e se o tempo não for da forma como você foi ensinada para imaginar e perceber também, e o futuro seja algo que esteja influenciando o presente para lhe dar um novo presente distinto daquele que você costumava julgar.
Então, por isso que eu uso o termo constantemente. Eu sei que a GMoria não entende a expressão. O futuro do passado, o amanhã toco agora.
O porvir deixa de ser apenas consequência e passa a ser também uma espécie de presença antecipada. Isso é belíssimo. Hum.
O filme não recorre a viagem no tempo, no sentido banal, mecânico, hollywoodiano. Não há máquina do tempo ou um túnel temporal. O que descobrimos é algo muito mais refinado, é uma transformação do observador.
E quando o observador muda, a própria estrutura do tempo vivido muda com ele. Luise não entra fisicamente no futuro. Ela se torna capaz de o perceber exatamente porque passou a habitar uma nova geometria de consciência.
E aqui começa uma das grandes pontes com o meu curso Infinite, O caminho paraa vida eterna. O que o filme ensina poeticamente é uma tese muito mais profunda. A realidade depende em grande medida, da forma como a consciência é capaz de integrar as informações de outros mundos, possibilidades, realidades em tempo presente.
Perdão. O tempo que vivemos não é apenas uma coisa lá fora. Ele também é uma forma de recorte, uma forma de organização, uma leitura.
A realidade não é simplesmente despejada sobre nós como dado bruto. Ela é metabolizada, interpretada, configurada. E, portanto, quando a linguagem muda profundamente, quando a forma de organizar a experiência muda, o mundo muda muito junto, pois o campo do que pode ser percebido se expandiu.
Isso nos leva a um ponto decisivo. O que Luís aprende com os eptapodes não é apenas outra linguagem. Ela aprende uma nova geometria da consciência.
Em determinado momento, Ian percebe que algo está acontecendo com ela. O Ian é o físico que percebe que algo acontecia com Luiz. E há ali uma intuição importantíssima.
Quando uma nova linguagem é realmente internalizada, ela não acrescenta apenas palavras ao repertório, ela começa a reorganizar a própria estrutura do pensamento. Cada linguagem nova, quando verdadeiramente aprendida, abre não apenas um vocabulário, mas uma nova rede neural. E isso é extraordinário.
Então, toda a linguagem é mais do que um conjunto de sinais, é informação tornada inteligível. Linguagem é campo de informação que ganhou forma, relação, diferença, estrutura, sentido. E quando esse campo entra em nós, ele não fica guardado passivamente como um objeto numa instante interna.
Ele nos altera, nos modifica conexões, prioridades, associações, padrões de percepção. Ele muda a forma como o cérebro recorta o real. Ele muda a forma como a mente reconhece o mundo.
Por isso, Luiz não aprende apenas sobre os eptapodes. Ela se torna, em certa medida estruturalmente compatível. com o regime cognitivo dele.
E esse é o ponto. Quando queremos aprender algo, conhecer algo, avançar, desenvolver, temos que nos jogar como uma criança, iniciando da forma mais simples possível, como ela fez, iniciando com uma simbologia básica, mas seguindo adiante, com foque e atenção, alcançaremos estruturas mais amplas e complexas até o ponto em que o domínio maior é alcançado. Não só porque o cérebro ganha uma rede cognitiva de processamento, mas porque a realidade se torna sincronizada.
Esse sistema complexo, ele se torna uma nova arquitetura. E é na arquitetura que é através dela que passado, presente, futuro já não mais importo. Então essa nova linguagem produz este efeito duplo.
Primeiro amplia a compreensão externa. Luise passa a descifrar o outro, o fenômeno, o signo, o evento, mas ao mesmo tempo ela produz uma transformação interna, porque ela vai desenvolvendo mais níveis cognitivos com os eptapodes, com ela e com o próprio mundo. Sua rede neural, sua arquitetura simbólica, o modo como a consciência organiza a experiência.
Tudo isso começa a se reconfigurar e então ela passa a perceber aquilo que antes era impossível perceber. O imperceptível não está escondido. Simplesmente a estrutura capaz de o perceber tem que ser construída.
que essa construção demanda foco, fluidez, agência, vontade, determinação. E é isso que o personagem desenvolveu. Ela construiu um nível superior mental para alcançar tudo que ela alcançou.
E essa é uma lição imensa. Nós não vemos apenas com os olhos, percebemos coisas como reais e as passamos a traduzir como estrutura que fomos capazes de construir dentro de nós. Nós não entendemos apenas com informação, sim com a forma de que essa informação então vai assumir um padrão dentro desse sistema que está sendo construído aos poucos e é sempre num gradiente de crescimento.
Embora a humanidade esteja fazendo o caminho contrário, nós não habitamos simplesmente uma realidade pronta. Essa realidade é uma constante organização simbólica, cognitiva e neural, que nos permite sustentar sentido e transformação. É por isso que a linguagem é tão decisiva, porque toda ampliação real de linguagem é também uma ampliação real de mundo.
Cada novo símbolo carregado de sentido, cada nova densidade de informação integrada, nova conexão inteligível, elas vão construindo, esculpindo uma nova condição de percepção. que essa dedicação a isso que Luís desenvolveu é que a grande massa humana perdeu, mas é possível resgatar, basta querer. Isso significa que desenvolvimento da linguagem, desenvolvimento da cognição, desenvolvimento da consciência seguem o mesmo eixo.
Quanto mais o sistema integra informação com o sentido, mais ele se transforma e mais realidade se torna acessível. Por isso, uma humanidade empobrecida simbolicamente também se torna uma humanidade empobrecida cognitivamente. Hoje os símbolos são usados de forma a imprimir ações inconscientes, shows de artistas que vem para o Brasil e o mundo, que carregam as massas em estados de adoração completa, em lixos musicais, elas não percebem a simbologia impressa no seu subconsciente, porque elas não identificam mais nada, apenas adoram e assim se submetem e se desmancham, se dissolve.
Quando a linguagem se fragmenta, o pensamento se fragmenta. Quando o símbolo perde densidade, é usada apenas para dominação, a percepção perde profundidade. Por isso que ninguém mais percebe nada dentro dessa massa humana que está na Terra.
Quando tudo se reduz a sinais rápidos, rasos, descontínuos, a mente vai perdendo a capacidade de sustentar complexidade, ambiguidade, profundidade temporal, relações sutis entre caos, efeito, memória e antecipação. Mas quando acontece o contrário, que é o que eu ensino, que é o que eu busco alunos para esse tipo de perfil, quando a linguagem se identifica, quando o símbolo ganha a espessura, quando a informação deixa de ser ruído, lixo, e passa a ser forma integrada, então algo desperta, uma nova rede se forma, uma nova geometria da consciência emerge e com ela emerge também uma nova realidade possível. Esse é um dos ensinamentos mais belos de a chegada e é totalmente o ensinamento da minha escola pitagórica.
Mas o filme faz muito mais do que ser um simples filme. Ele mostra ainda mais coisas. Ele fala sobre as 12 naves distribuídas pelo planeta como não sendo apenas um recurso dramático.
Elas representam uma fração 1 sobre 12, uma terra fragmentada. Cada país que recebe apenas uma dessas naves, ele se torna uma parte do enigma. Nenhum possui o todo, nenhum compreende sozinho.
O sentido só emerge quando as partes se unem. E, no entanto, justamente por operar ainda num regime de desconfiança, competição, rivalidade e medo, a humanidade transforma oportunidade de integração em risco de colapso. E essa linguagem que eu tô usando simbólica, tem tudo a ver com agora.
Essa dinâmica externa é um espelho da dinâmica interna. O mundo político do filme é imagem ampliada da própria consciência fragmentada. Não há paz aonde estão apenas fragmentos.
Os países funcionam como compartimentos psíquicos. As nações são como módulos isolados de uma mente que perdeu a conexão consigo mesmo. Cada uma interpreta apenas sua parte, absolutiza seu fragmento, suspeita da outra pêmio todo.
Luise faz o movimento oposto. Enquanto o planeta se fecha, ela se abre. Isso é fluir com a informação e o desafio da vida.
A maioria evita o desafio na vida. Enquanto os governos querem controlar, ela só quer compreender. Enquanto os outros querem reduzir o desconhecido a uma leitura rápida e defensiva, ela aceita o processo, a opacidade, a transformação.
A parte dela é uma coisa. E é por isso que ela se torna ponte. Ninguém pode ser a ponte de transformação enquanto a pessoa não é a parte.
da coisa é a única ali disposta a permitir que a informação a transforme. E esse ponto é profundamente fractal. O que acontece em Luiz reflete o que acontece com a Terra.
O macrocosmo, o microcosmo obedece a mesma lei. O todo só se revela quando as partes entram em ressonância. O todo só se revela quando as partes entram em ressonância.
É por isso que o filme não deve ser lido como aquilo que, né, teve lá os extraterrestres chegaram e acontecendo apenas sobre o ângulo de vista. de ETS ou sobre o ângulo de vista de uma história privada de Luiz. Perde completamente o sentido se ele é dividido em pedaços.
Você só pode entender esse filme de fato se ele é integrado em sua informação. O que o filme sugere é algo maior. Sugere que só se decifre o cosmos quando se entende que a consciência individual é o ponto local onde o padrão maior se refrata.
A humanidade não tem saída enquanto cada um não fizer a sua parte. O universo não é compreendido a distância como um objeto frio. Ele é compreendido por ressonância.
Eu acesso o macrocosmo porque ele se espelha no microcosmo. Eu descubro a mecânica maior quando compreendo como ela vibra dentro de mim. Isso é profundamente pitagórico.
A não filma uma espécie de jogo sutil entre destino e variação, entre um desenho maior já dado e a possibilidade de reorganizações locais. algo que lembre o superdeterminismo ou pelo menos uma estrutura temporal já inscrita em alguma totalidade. Algo maior já existia pré-determinado para uma variante neste algo menor.
Mas ao mesmo tempo a entrada de nova informação modifica trajetórias, reorienta decisões, altera padrões. Então, não se trata de um determinismo linear rígido e mecânico. É algo fino, como se houvesse uma arquitetura maior do tempo.
Uhum. Uma totalidade já existente ou já acessível em princípio. E a humanidade pergunta: "Quem virá no salvar?
" Isso é linear? Mas há uma arquitetura maior do tempo, uma totalidade já existente de potenciais e dentro dela pontos de atualização. Faça a sua parte, transforme a sua mente, saia da dominação mental, do conforto, do estágio de acreditar em qualquer coisa que te contaram.
Transforme. Cresça em conhecimento verdadeiro e não lixo. Reconfigure.
Saia do consentimento das massas. Entre ajuste fino. O futuro não é abolido.
O desenho maior ele não é destruído. Mas a consciência ao integrar nova informação, passa a navegar por esse desenho de outra forma. E eu mostro isso de mil maneiras através dos meus cursos.
Então essa formulação é muito bonita. porque ela preserva a profundidade do filme. O tempo é circular, como diziam os orientais na antiguidade, eles já sabiam disso, mas ele não é estático.
O círculo não é uma prisão morta, ele é um campo dinâmico. Ele circula e se expande. é um reprocessamento contínuo em expansão cibernética.
Ele retorna, mas em outro nível. Ele contém repetição, mas também refinamento. E é isso, aliás, que tem tudo a ver com a forma como nós mesmos fomos construindo esse texto por retornos, por reprocessamento, por expansão, não em linha reta, mas em espiral, porque o seu pensamento agora está assim processando junto comigo.
estamos construindo juntos. E talvez seja exatamente essa diferença entre uma visão simplista do destino e uma visão mais elevada do tempo. O destino simplista é linear e fechado.
A visão superior é circular e viva. Ela entende que certos contornos maiores podem permanecer, mas a qualidade da travessia, a densidade da consciência, a integração do campo vivido, tudo isso pode mudar profundamente. Então, Luiz não entendia a imagem da criança que ela via, sendo que ela não tinha nenhuma.
Mas essa criança era para ser dela e de que ela tinha acabado de conhecer, mas essa criança ela iria perder. E a questão não é o plano emocional, é o fluxo. É saber que você deve se entregar ao fluxo, porque é a experiência em si que é objetivo da coisa.
Por isso o filme é tão poderoso também no plano emocional, porque o grande aprendizado luí não é apenas cognitivo, é existencial, afetivo, ético. Ao perceber o futuro, ela vê a dor que virá, porque ela ainda não teve a criança. Ela vê a perda, ela vê o sofrimento, ela vê a quebra daquilo que poderia ter sido apenas uma vida linear confortável e, no entanto, ela aceita viver.
Esse talvez o gesto mais alto do filme. Conhecer o futuro não a torna fria. Mecânica ou uma máquina lógica.
pelo contrário, a torna profundamente humana, porque então ela se aproxima de uma lição que tem algo de históico. Há coisas que podem ser conduzidas, resolvidas, há coisas que não podem ser impedidas, há margens de ação e a estruturas maiores que nos atravessam. A sabedoria não está em negar a dor, nem se afundar nela.
A sabedoria está em aprender a fluir no tempo, carregando da melhor forma possível aquilo que nos foi dado para viver. E esse aprendizado dela é imenso. No início, Luí é submetido a impacto da experiência.
Depois ela começa a compreender isso e por fim ela incorpora, ela aceita não como resignação passiva, como fazem as pessoas que esperam o apocalipse, mas como consciência ampliada. Isso nos leva, talvez a lição mais profunda de todas. A humanidade diante do caos, diante desse caos, faz sempre a mesma pergunta.
Quem vai vir o salvar? Quem descerá dos céus? Quem resolverá a crise?
Quem entrará a ordem? Quem nos arrancará da fragmentação? Mas o que Luiz Bunks demonstra é algo muito mais exigente, muito mais verdadeiro.
Ela demonstra que essa é a mecânica real da salvação. Salvação não é ser resgatado. Salvação é compreender, é integrar, é adquirir lucidez suficiente para sustentar a realidade sem quebrar diante dela.
É autodomínio. é encontrar a forma correta de ler o campo em vez de apenas reagir a ele. Porque o mundo externo só começa mudar quando o mundo interno muda.
E esse é o ponto central. Não é que ela recebe uma informação e simplesmente a entrega ao mundo. Ela própria precisa ser transformada pela experiência.
Ela própria precisa atravessar o enigma, precisa suportar a desorientação, a ruptura das certezas, a quebra da linearidade comum, que é só porque algo se reorganiza dentro dela, que algo pode se organizar, reorganizar fora dela. E essa é uma informação e uma lição gigantesca. Nós somos treinados a imaginar salvação como evento externo.
Um salvador, uma força maior, superior, uma intervenção, uma tecnologia, um herói. Mas em achegada, nós temos uma outra sugestão. Sugere que o verdadeiro ponto de inflexão acontece quando a consciência deixa de pedir resgate e começa a se tornar capaz de leitura.
E para que você possa ler, você precisa conhecer todas as letras e compreender a cada palavra. É isso que eu queria dizer para vocês. A mensagem é profunda.
Medite a respeito. Espero que tenha ajudado e até o próximo vídeo. Ciao.
Ciao.