[roncando] Quero saudar a todos com a paz do Senhor. Eu sou o pastor Ciro Sanchez Zibord. Está começando a aula de número nove, baseada na lição nove das lições bíblicas adultos da CPAD. Nós estamos estudando neste terceiro trimestre de 2026 acerca da igreja dos gentios. Mais precisamente é um estudo acerca do ministério do apóstolo Paulo, que começa no capítulo 13 de Atos e vai até o capítulo 28. Na lição de hoje, nós vamos estudar sobre a coragem para testemunhar. [roncando] Paulo diante da multidão é uma lição que inaugura uma nova fase no ministério de Paulo,
a fase de prisioneiro de Cristo. Lá em Efésios, capítulo 3, versículo primeiro, também no capítulo 4 versículo primeiro, Paulo diz que é o prisioneiro de Cristo ou o preso do Senhor. Ele se refere justamente a esse período em que ele é detido em Jerusalém na volta de sua terceira viagem. E a partir daí a sua vida muda completamente. Ele fica 2 anos preso em Cesareia, depois mais dois em Roma. onde ele escreve as chamadas epístolas da prisão, Efésios, Colossenses, Filipenses e também a carta a Filemon. Depois é bem verdade que Paulo seria solto e ainda
escreveria primeira Timóteo, Tito, que são cartas pastorais, em seguida seria preso novamente. Só que agora seria levado não mais para uma prisão domiciliar, seria levado para a prisão uma mertina lá em Roma, uma masmorra, um lugar difícil. E ali ele escreveria a sua última epístola que é segunda a Timóteo. Mas vamos dar início então à nossa aula de número nove, lição nove. Nossa aula é baseada nesta lição que será estudada presencialmente, se Deus quiser, no dia 30 de agosto de 2026. Coragem para testemunhar Paulo diante da multidão. Texto aur está em Atos capítulo 22 versículo
15. Porque hás de ser sua testemunha para com todos os homens do que tens visto e ouvido. E a verdade prática diz o seguinte: todo aquele que teve um encontro real com Cristo é chamado a testemunhar dele com fidelidade mesmo em meio à oposição e ao sofrimento. Muito bem. Vamos então introduzir esta lição de número nove. Você é convidado a curtir, se desejar, a compartilhar esse vídeo, a inscrever-se no nosso canal. Nós queremos, claro, aumentar o número de inscritos. Foi um grande desafio para nós chegarmos a 100.000 inscritos. Agora já avançamos um pouco mais e
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vimos na aula passada que Paulo estava em Mileto, voltando da sua terceira viagem missionária, onde ele discursou aos presbíteros de Éfeso. Eles vieram de Éfeso, foram chamados pelo apóstolo Paulo para comparecerem a Mileto, onde ouviram aquele sermão maravilhoso, aquele discurso autobiográfico do apóstolo Paulo. A aula de hoje, então, parte daí. Paulo transmite aquele sermão e ruma em destino a Jerusalém, porque ele queria participar ali do dia de Pentecostes, mas também levava uma oferta que ele levantara na Europa, ali nas igrejas da Macedônia e também da Caia, para os pobres que viviam na Judeia. Bom, então
assim que Paulo concluiu seus sermãos presbíteros de Éfeso, teve início essa sua triste despedida. Ele ali foi conduzido pelos irmãos até o o local do seu do da sua partida ali pelo mar. Então, houve uma triste despedida. Não é fácil perder um grande líder. Nós até falamos sobre isso na aula passada. Esses obreiros que conduziram Paulo até a embarcação queriam tê-lo por muito mais tempo, evidentemente. Entretanto, esse episódio nos ensina que não devemos ficar em torno de uma pessoa influente. Essa pessoa pode ir embora, pode partir e por mais que aprendamos com ela e façamos
dela o nosso referencial, devemos continuar nossa jornada sempre olhando para Jesus. Aquele nosso referencial pode partir, pode estar ausente, pode até nos decepcionar, mas o Senhor jamais nos decepciona. Paulo sabia que não podia olhar para trás. Seu ministério na área do mar Eegueu chegar ao fim. Ele deveria seguir firmemente para Jerusalém, onde começaria uma nova fase, como eu já disse, como preso do Senhor. Ele navegou então com seus companheiros no primeiro dia numa embarcação de pequeno calado, a Cos no dia seguinte, a famosa ilha de Rods, de onde no terceiro dia seguiu para o porto
de Patara, na província da Lícia. Então, só para você ter uma ideia, nós sempre mostramos aqui o mapa. Paulo então estava em Mileto. Observe, ele estava em Mileto. Vamos ampliar um pouco aqui para você ter uma ideia dessa volta de Paulo até Jerusalém, onde ele será preso, não é? Como nós vamos ver. Mas ele então parte aqui de Mileto, onde ele estava, não é? Então passa aqui por Rodes, como vimos, chega até Pátara, na Alícia e depois de Pátara ele faz uma longa viagem até chegar em Tiro, depois vai para Pitolemaida e desce mais um
pouco para Cesareia. E então de Cesareia é que ele parte para Jerusalém, onde ele será preso. Então, nessa viagem que Paulo faz, quando ele chega a Tiro, ele recebe um alerta partindo de Pátara para Tiro, a comitiva de Paulo ali, que partiu num navio de carga para a fenícia, diz o texto bíblico, o qual precisaria fazer uma demorada escala na antiga cidade de Tiro. Paulo, então ele aproveita aquela parada que duraria alguns dias e ele visita ali a congregação, a congregação de Tiro. Paulo recebeu ali mais avisos, né, que ele já vinha recebendo alerta, alertas,
né, avisos quanto ao risco de ir a Jerusalém, porque já se sabia que Paulo não era querido ali. Paulo era praticamente uma persona não grata. possivelmente por meio de dom de profecia. Então ele recebe esse aviso porque os irmãos ali também, claro, estavam preocupados além desses avisos que vieram de maneira profética, digamos assim, havia aquelas pessoas que o aconselhavam, pessoas que estavam preocupadas com a segurança de Paulo e entendiam que esse apóstolo deveria abortar aquela viagem. Veja, mas Paulo era um homem que andava de acordo com a direção de Deus e ele sabia que era
necessário passar por Jerusalém. Então isso é importante. Observe que alguns servos de Deus, eu coloquei aí no nosso roteiro, movidos pelo espírito, alertam Paulo de Fabr sobre o risco que corre indo a Jerusalém. Mas a decisão dele de continuar o seu caminho também se remete à ação do Espírito. Ele sabia que precisava ir a Jerusalém. Paulo, que havia celebrado a Páscoa em Filipos e a ceia do Senhor em Trodd, bem como ministrada aos presbíteros em Mileto, como vimos agora fala as famílias de Tiro. Olha como Paulo continuava em missão. Aquelas famílias que o acompanhavam eh
ou o acompanharam até a embarcação para ouvir suas últimas instruções e ali também se ajoelharam na praia para uma oração de despedida. Havia uma sensação geral de que Paulo poderia ser preso, Paulo poderia até ser morto. Então, o tom ali dele era de despedida e os irmãos estavam tristes com aquilo. Mas a vida de Paulo estava nas mãos de Deus. Ainda nessa introdução, quando Paulo chega a Cesareia, ele vai para a casa de Felipe. Felipe, que é chamado de por Lucas agora no capítulo 21 de Atos, de o evangelista. E Felipe tinha quatro filhas. E
ocorre, como eu coloquei aí, um verdadeiro culto pentecostal na casa de Felipe, porque ele era um evangelista. Veja, o dom ministerial de evangelista, ele tinha. Suas filhas eram profetizas, ou seja, Deus as usava com o dom de profecia. Chega Paulo, que eram apóstolos, chega os seus companheiros, que também todos eram pentecostais, e chega ainda ágabo, que é chamado textualmente de profeta. Ocorre ali um verdadeiro culto pentecostal. Paulo recebe mais um alerta agora da parte de Ágabo, que era profeta. Deus usa até ágabo ali para encenar algo que não é muito comum no Novo Testamento, porque
esse tipo de encenação era muito comum nos tempos veterotestamentários, mas de maneira excepcional nós vemos ali Ágabo também fazendo uma representação a fim de alertar Paulo. Paulo ouviu aquilo, sabia que era um alerta da parte de Deus para ele estar atento, mas ele de maneira nenhuma deixaria de ir a Jerusalém, porque ele sabia que fazia parte do plano que Deus tinha para ele ser preso. Ele sabia que mais cedo ou mais tarde isso aconteceria. E ele precisaria, aliás, é estranho dizer isso, mas ele precisaria ser preso para que se cumprisse o que Deus havia prometido
de que Paulo era um vaso escolhido para levar a palavra a judeus, a gentios, mas também aos reis, a pessoas importantes, a pessoas que tinham status de rei, por assim dizer, procuradores romanos, Herodes, por exemplo, e o próprio Nero, o César, não é? Quando Paulo apela a César, mais adiante nós vamos ver isso, e ele vai a Roma, está implícito que ele teve que comparecer diante de Nero e, portanto, teria pregado também diante do próprio Nero. Mas aqui ainda nessa introdução para para resumirmos, você que é membro do canal, veja, eu não estou aqui pormenorizando,
mas eu quero dizer que tem material para você estudar, material extra, coisas que eu não estou aqui fazendo menção porque senão a aula fica muito longa. Mas o que é bom destacar é que Paulo era uma persona não grata em Jerusalém. Então ele ali procurando inutilmente animar os irmãos em Cesareia e convencê-los de que era necessário visitar a capital da Judeia, ele e sua comitiva partiram. Aparentemente uma reunião na casa do apóstolo Tiago com a presença dos presbíteros da igreja mãe estava agendada para o dia seguinte, conforme Atos 21:15 a 18. E Paulo, então, chega
ali e após dizer-lhes minuciosamente o que por seu ministério Deus fizer entre os gentios e ouvi-los glorificando a Deus. Por isso, Paulo então teve a confirmação. Ele acabou sabendo de maneira oficial agora de que ele era não era bem-vindo em Jerusalém, era uma persona não grata. corriam muitos boatos e suspeitas a seu respeito. Além de adeptos do judaísmo odiarem por causa de sua traição, havia também judeus cristãos, veja, de todas as partes, os quais não viam com bons olhos o fato de ele evangelizar os gentios. Então, então eram pessoas que estavam no meio dos cristãos,
mas de certa forma torcendo para, como diríamos hoje, torcendo para Paulo se dar mal. Vamos agora para o primeiro tópico e nós vamos agora falar sobre a prisão de Paulo em Jerusalém. Me permita tirar esse palitó porque está bastante quente aqui. A prisão de Paulo em Jerusalém. Bom, primeiro ponto, a conspiração dos judeus e a falsa acusação de profanação do tempo. Paulo foi acusado de maneira falsa, não é? Foi uma falsa acusação. Jerusalém ali estava repleta de gente, o que era comum durante a temporada de festas judaicas. E para uma das mais concorridas festas, na
verdade, a de Pentecostes, que era uma festa para os judeus, mas também era uma data importante para os cristãos, porque o derramamento inaugural do poder do Espírito Santo ocorreu justamente no dia de Pentecostes. Então, chegavam muitos judeus das vilas da Judeia e da Galileia, a fim de apresentar no templo as primícias dos campos, pagar votos, oferecer sacrifícios, etc. Muitos judeus da diáspora, entre os quais muitos desafetos de Paulo, também aproveitavam esse período festivo para realizar a sua peregrinação à Terra Santa. O que fora decidido no concílio de Jerusalém antes da Segunda Viagem missionária, parecia ter
perdido já força, ter perdido a validade, porque ali se decidiu que o evangelho deveria ser pregado aos ventius. E havia um grupo que ainda resistia, que não gostava disso. E esse grupo era eh era um grupo de desafetos também do apóstolo Paulo. Bom, diante disso, vamos desdobrar aqui rapidamente. Tiago deu uma orientação a Paulo. Qual foi a orientação? Veja, ele ali, de certa forma, parecendo ter cedido ao lobby judaizante, ele então temia, não é, uma reação dos judeus mais intransigentes logo que estes viessem a saber que Paulo estava na cidade. Então, o que que ele
fez? Acreditando que Paulo pudesse vir a ser hostilizado e até linchado pela multidão, Tiago propôs que Paulo ali colocasse panos quentes. Ou seja, a bem da verdade, os que acusavam Paulo de ensinar os judeus a apartar-se de Moisés, dizendo, né, que não devem circuncidar os filhos, nem andar segundo o costume da lei, eles estavam, na verdade mentindo. Veja, Paulo respeitava as tradições do judaísmo, embora pregasse que o obem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo. Uma coisa não significava. O fato dele pregar o evangelho não quer dizer que ele
era inimigo das tradições judaicas. Mas para evitar problemas, Thago ali deu um conselho para Paulo, que era para Paulo, na verdade, usando a linguagem de hoje, era para Paulo ser politicamente correto. Olha, Paulo, faça aí a política da boa vizinhança. Eh, é importante acalmar os ânimos. Olha como você vai se conduzir. Você já não é bem quisto aqui. Então veja como você vai se conduzir. E Paulo, claro, era um pacificador. Ele acabou seguindo ali a orientação de Thago e também de seus companheiros que queriam o bem dele também. E ele adotou uma postura pacificadora, mas
tudo foi em vão. Veja, claramente disposto a sofrer as emoções e apaziguar os ânimos, ele concordou em participar no templo de um gesto público com quatro cristãos que observavam ainda o judaísmo. Tratava-se de um ritual de purificação de sete dias previsto na lei para demonstrar seu apego aos costumes religiosos tradicionais. Então, eram pessoas que eram cristãs, serviam a Cristo, mas ainda estavam apegadas a todo aquele cerimonial, algo cultural. Não quer dizer que eles eram assim eh judaizantes no sentido de serem pessoas assim eh o eh inimigas do cristianismo, não. Mas estavam presas ainda de certa
forma a sua tradição. Paulo, então como queria conciliação, ele resolveu participar aí desse ritual com esses judeus cristãos, judeus que criam no Messias. Mas eu coloquei aí que o seu tiro na intolerância juda saiu pela culatra, porque seus desafetos já tinham decidido de antemão que o pecado do imitador de Cristo, entre aspas, né? Pecado entre aspas era imperdoável. e vê-lo dentro do templo foi o suficiente para deixá-los enfurecidos e dispostos a matá-lo. Aí então houve aquela conspiração contra Paulo. Veja, eu tô aí apresentando vários elementos que não estão na lição porque não há espaço para
isso. O autor acabou não podendo explorar isso detalhadamente, mas aqui no nosso roteiro, observe quantos detalhes que estão presentes que você que é que é membro do nosso canal poderá acompanhar. Então, a conspiração que houve contra Paulo pesavam contra ele três acusações falsas: falar contra o povo judeu, falar contra a lei e falar contra o templo, profanando inclusive tudo isso. usaram como acusação contra Paulo. Claro que nenhumas nenhuma dessas acusações ela era procedente. Com respeito à crítica de Paulo a lei, seus inimigos certamente tinham lido ou pelo menos ouvido falar da epístola aos Gálatas. Nessa
carta às igrejas do sul da Galáia, ele menciona a importância da lei, porém afirma que esta foi dada apenas como a ja vissa ser a fé em Jesus Cristo que resulta em justificação. Em outras palavras, o evangelho é superior à religião judaica, pois se baseia na fé em Cristo e não em obras humanas. As acusações caluniosas ligadas ao templo eram as mais graves. Lembremo-nos de que elas foram usadas também para condenar a morte a quem deu a sua vida pela humanidade, o nosso Senhor Jesus Cristo. E o primeiro mártir também sofreu isso, né, Estevão, que
foi acusado de ter falado contra este santo lugar, uma referência ao templo. Então aí eu coloquei mais um detalhamento. As calúnias, na verdade, foram baseadas em invenciones e elas alvoroçaram a multidão. Com essas calúnias, o povo ali acabou ouvindo aquilo e tal, e a multidão se deixou levar e queriam ali matar Paulo praticamente, queriam linchá-lo. Então, houve ali um ataque ao apóstolo Paulo. Tudo isso nós descrevemos aí. Olha aí, alguns desafetos de Paulo alegavam que tinham visto com ele na cidade atrófimo de Éfeso, o qual pensava que Paulo introduzira no tempo. Olha aí. Como não
havia interesse por parte deles em apurar os fatos, dando a esse apóstolo o direito de defender-se, foi-lhes mais fácil alvoroçar a multidão. Então, veja que dificuldade. A igreja primitiva para piorar a situação de Paulo vivia uma nova fase. Outrora, fora muito querida pelo povo em Jerusalém. Inclusive os principais sacerdotes, os membros do Sinédio, temiam o povo que tendia a favor dos cristãos, não é? Houve um tempo que isso acontecia, mas agora está claro que o povo tomou o partido dos principais sacerdotes e dos líderes religiosos e políticos a ponto de o tumulto acontecer sem que
esses líderes tivessem de provocá-lo, diz Rusto Gonzales. Vamos avançar para o ponto dois. Aqui o autor utiliza esse ponto apenas como esclarecimento para falar das divisões que havia no templo. Aqui é uma referência clara ao segundo templo que foi reconstruído por Zorobabel, remodelado por Herodes. Então esse segundo templo, ele tinha áreas externas e áreas internas. Nas áreas internas havia um local para os gentios e para as mulheres. E nas internas havia o espaço exclusivo para homens judeus e sacerdotes, não é? Então, Paulo e quatro judeus convertidos ao Senhor atravessaram o pátio externo dedicado aos pagãos
e entraram por uma porta lateral a área reservada exclusivamente aos judeus. Paulo era judeu, os seus companheiros eram judeus, ou seja, eles não estavam cometendo nenhum erro. não estavam profanando nada. Porém, de repente se ouviu alguém gritando com o dedo apontado para o grupo de Paulo. Em seguida, chegaram outros berrando e abrindo caminho entre os curiosos, empurrando de lado os quatro acompanhantes desse apóstolo, agarraram-lo, veja, e o arrastaram para fora do templo. E logo as portas se fecharam. Era o objetivo ali linchar Paulo. Ao ser avisado dessa grande confusão, o tribuno romano Cláudio Lízias, responsável
por algumas centenas de soldados, chegou a tempo de evitar a morte de Paulo, que já estava bastante ferido. A princípio, ele foi tratado como suspeito, porque diz o texto: "Aproximando-se o tribuno, o prendeu e o mandou atar com duas cadeias e lhe perguntou quem era e o que tinha feito. Mas veja, o tribuno acabou livrando Paulo de morte certa. Vamos avançar para o ponto três, a intervenção das autoridades romanas. Veja que Paulo como cidadão romano, ele tinha alguns privilégios e proteção da lei. Claro que Deus estava acima de tudo, não é? A Bíblia diz: "Se
o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. Se o Senhor não guardar a casa, não é? Tudo em vão. Enquanto Paulo era interrogado, a multidão incitada pelos judeus asiáticos, que eram inimigos cigadais, e Paulo, pedia sua cabeça, mesmo sem saber exatamente por o próprio tribuno estava sem entender o que estava acontecendo, pois de acordo com o texto bíblico, uns clamavam de uma maneira, outros de outra. O importante é que todos queriam ver Paulo morto, queriam ver Paulo machucado, queriam ali descontar toda a sua frustração, todo o seu ódio em cima de Paulo,
não sabendo o porquê disso. De fato, como membro do exército de ocupação romana, Cláudio Lízias não sabe sobre o país, nem sobre os conflitos religiosos internos diz González. Sua única preocupação é garantir que não haja tumulto ou rebelião que possa macular sua folha de serviço. Então ele ali protege Paulo, usa toda, todos os seus soldados para proteger Paulo e leva Paulo ali para a Fortaleza Antônia, construída por Herodes, o grande em honra Marco Antônio, junto ao tempo, ali a mais de 20 m de altura. Então aqui tem o detalhamento sobre essa fortaleza Antônia, mas o
fato é que ao subir as escadas dessa fortaleza, quando Paulo subiu a quando subiu essas escadas, os soldados tiveram de agir de modo mais enérgico porque queriam enchá-lo. Repito, e os soldados tiveram que levar Paulo, conduzir Paulo enquanto a turba gritava: "Mata-o, mata-o!" Veja, era uma situação difícil para Paulo. Mas chegamos aqui no ponto fulcral da lição, tópico dois, a oportunidade para testemunhar. Primeiro ponto, Paulo ali diante daquela turba, daquela multidão ameaçadora que queria linchá-lo, ele pede licença para falar ao povo. E aqui, nesse ponto, é interessante destacar duas falas de Paulo. primeiro em grego
com as autoridades romanas e depois ele vai falar em aramaico. Em aramaico. Aqui vale até um esclarecimento porque o texto bíblico diz que é dialeto hebraico, mas aqui eu vou explicar que significa justamente aramaico. Agora, o que que eu destaco aí Paulo falando em grego? Porque no momento em que Lízias estava para introduzir Paulo na prisão, ele perguntou se podia dizer alguma palavra em sua defesa. E o oficial lhe disse com certo espanto até e preconceito, né? Você sabe o grego? Como assim? Eu pensei que você era um criminoso. Na verdade, ele estava pensando que
Paulo era um criminoso egípcio. Não és porventura aquele egípcio que antes desses dias fez uma sedição e levou ao deserto 4.000 salteadores? Flávio Josefa até faz menção desse egípcio e aqui eu coloquei no meu roteiro também no estudo, não é, para os membros. Eh, é um estudo que eu coloquei especificamente para os membros se aprofundarem. Faço menção aqui dessa obra de José também, citação de Williams. Paulo sabia bem o grego e lhe respondeu: "Na verdade, eu sou um homem judeu, cidadão de Tarso, cidade não pouco célebre, era uma cidade universitária, a cidade de Tarso, na
Silícia. Rogo-te, porém, que me permitas falar ao povo. Ou seja, Paulo falou em grego, já impôs respeito, porque para falar grego ali naquele contexto em que o tribuno estava achando que Paulo era um egípcio, está implícito também, né? Paulo falava o latim, porque ele nasceu na cidade de Tarso, onde ele aprendeu o latim. O texto bíblico aí não diz que ele falou em latim também, mas posteriormente Paulo quando prova que é um cidadão romano, é possível que ele tenha falado em latim, porque como que ele provaria? Claro que naquela época havia uma plaquinha que a
pessoa que era cidadã romana levava junto ao corpo, mas Paulo ali sendo linchado, sua roupa foi rasgada, era difícil ele ter mantido essa possível plaquinha que estava consigo. Então eu acredito que no momento de ele provar que ele era um cidadão romano nascido em Tarso, ali um privilégio que ele deve ter herdado da sua família devido serviços prestados, etc., Ele já nasceu o cidadão romano. Eu acredito que no momento de provar que ele era um cidadão romano, ele falou até em latim. Então você veja a importância, abrindo aqui um parêntese, de você saber outros idiomas,
nãoé? Idiomas abrem portas. Paulo aí, por falar o grego, passou a ser mais respeitado. Posteriormente ele pode ter falado até em latim para provar que ele é um cidadão romano. Mas observe que ele vai falar agora também em hebraico, na verdade aramaico. Mas como assim hebraico ou aramaico, irmão Ciro? Veja, o aramaico era falado pelo povo. O hebraico estava guardado para o idioma sagrado da palavra de Deus. As escrituras, claro, foram eh no Antigo Testamento, elas foram escritas em hebraico. Os grandes mestres também falavam hebraico. Agora, o povão, o povo de maneira geral, né, falava
o aramaico. E aqui é interessante que eu vou fazer um esclarecimento no próximo ponto, na verdade, mas observe que foi concedido a Paulo defender-se e como ele precisava dirigir-se não somente aos seus acusadores, mas também ao povo de maneira geral, que estava furioso, ele resolveu discursar em aramaico. Para esse apóstolo mais prioritário que salvar guardar-se era pregar o evangelho. Não há outra explicação para o fato de ele querer dirigir-se a uma multidão de judeus revoltados. Ele poderia focar naqueles que geraram aquele tumulto, não é? Antes, porém, ele precisava convencer o tribuno de que não era
aquele gentil profanador do templo que Lísias pensava ser, pensava ser Paulo, né? Embora tivesse nascido em Tarso, na Silícia, era também um judeu, conhecedor e zeloso da lei. Lízias, então, lhe deu oportunidade e Paulo, nosso pregador modelo, pondo-se em pé nas escadas, fez sinal com a mão para o povo, que era muito comum. E aí nós vamos, muito comum fazer esse sinal para que fosse permitida a sua fala em sua defesa, uma apologia que ele deveria fazer, uma defesa. Ponto dois, agora sim eu vou explicar a questão do uso da língua hebraica para ganhar atenção.
Na verdade, o aramaico, não é? Paulo em pé diante da multidão. Vemos nesse episódio semelhança com dois famosos sermãos pregados em Jerusalém. Um deles é a primeira mensagem pentecostal pregada por Pedro, né? E a outra Estevão também, uma pregação apologética. Isso aqui é um ponto importante, ponto que quem tem o roteiro vai poder ler e se aprofundar sobre o assunto. Agora, letra B, Paulo falou em hebraico ou aramaico? É uma questão. Eu vejo muita gente falando: "Não, Paulo falou em hebraico." Outros dizem: "Não, foi oramaico." Quem tem a razão? O texto sagrado diz hebraí de
dialecto no grego, né? Ou seja, um dialeto hebraico. Agora, dialeto hebraico já é uma pista de que não é o hebraico propriamente dito, mas um dialeto. Então, veja, no texto grego temos essa expressão hebraíde, dialecto. Em outras palavras, Paulo não pregou um hebraico clássico, e sim em um dialeto que todo o povo da Judeia poddeia entender no primeiro século, que era na verdade o aramaico. Olha o que diz Rusto Gonzales. No século de nossa era, os judeus não falavam o hebraico, mas o aramaico, de maneira geral. Então, eh, para distinguir do grego, eles chamavam o
o aramaico, perdão, de de hebraico, mas não era o hebraico propriamente dito. Veja, em geral, no Novo Testamento, quando se diz que alguém falou em hebraico ou que uma palavra hebraica quer dizer algo em grego, isso na verdade não se refere ao hebraico clássico, mas sim ao aramaico. Ou seja, Paulo se dirige à multidão em sua própria língua, o que desperta o interesse imediato de todos. Então, Paulo utiliza ali o aramaico para poder se comunicar com a multidão. Terceiro ponto, coragem para testemunhar em meio à hostilidade. Ali então começa o sermão de Paulo propriamente dito,
né? Porque foi um sermão, foi um discurso ali, um sermão, por assim dizer. Empregando a mesma saudação polida de Estevão perante o Sinédrio, ele inicia então a sua pregação. Varões, irmãos e pais, ouvi agora a minha defesa perante vós. E ali Paulo utiliza um tom conciliador, chamando de irmãos e pais aqueles religiosos israelitas que eram fanáticos, estavam cheios de ódio e por pouco não trucidaram Paulo, não é? Foi Cláudio Lízias, Cláudio Lízias e seus homens que livraram Paulo. Claro, Deus sobretudo. O fato de ele empregar o termo paz pode indicar que os membros do Sinedo
estão presentes para averiguar o que está ocorrendo. Embora em Atos 23, versículo 1, chame os apenas irmãos. Mesmo falando para uma multidão, Paulo se comporta como se tivesse um tribunal. Veja, estava salvaguardando-se também, falando em sua defesa, termo que significa significa mais do que meramente dar resposta acusações, diz Williams. Inclui o pensamento de dar testemunho do Senhor. A defesa se torna então verdadeiro, ataque, sendo o evangelho pregado aos acusadores. Então, ele atacou o erro, na verdade. E aí eu faço um desdobramento. Claro que no meu livro Paulo Príncipos Pregadores, isso é bastante detalhado também. E
eu trouxe um pouco daquilo que eu apresento no meu livro para esse estudo que eu fiz exclusivamente para os membros. Paulo como um apologista, como um defensor da palavra. A princípio ele dá a entender que falará em sua própria defesa. Era o que se esperava. a já vista mencionar sua formação no judaísmo. Seu objetivo é mostrar que pelo fato de ser cristão, não deixa de ser judeu, não é? O fato de ser cristão não o torna ante uma pessoa contrária aos membros do judaísmo. Ele fala ali, apresenta o seu currículo. É importante observar isso. Nesse
discurso tem uma primeira, temos a primeira menção do termo grego apologia, no texto sagrado, que significa defesa, empregado sete vezes por Paulo no Novo Testamento. Primeira, justamente aqui, Atos 22, versículo primeiro, depois aparece no capítulo 25 versículo 16. Primeiro aos Coríntios 9 versículo 3. Segunda aos Coríntios 7:11. Filipenses versículo 7 versículo 16 onde Paulo diz inclusive eu fui posto para a defesa do evangelho, que significa justamente apologuia. Então, Paulo se refere a si mesmo em seis dessas vezes em que o termo é empregado. Pedro também usa esse vocábulo uma vez naquela passagem emblemática, não é?
que disse: "Nós temos que estar sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que pedir a razão da esperança que é em nós." No na língua portuguesa aparece o verbo responder, mas no grego você tem ali esse substantivo, apologuia, fazer uma defesa, fazer uma apologia, não é? Apologia que significa defesa. Ah, no inglês, né? ganhou até um sentido de desculpas, né? Quando alguém quer eh pedir desculpa, o termo é utilizado. Mas veja aqui, apologia tem sentido de defesa. Defesa. Defesa no sentido eh enfrentando uma acusação. Só que veja que no caso da matéria
apologética cristã ganha até um outro sentido que é de ataque ao erro. Ou seja, você defende o evangelho atacando o erro. Veja como um termo pode evoluir de acordo com o contexto em que ele é empregado. Sabemos que os apologistas quando tem oportunidade de falar em sua própria defesa, discorrem na verdade sobre as boas novas, como foi o caso de Estevão também e do próprio Paulo. O currículo invejava de Paulo, aí ele ele apresenta diante dos seus acusadores. É interessante. Ele fala ali da sua formação aos pés de Gamaliel, um dos três rabinos mais célebres
da antiguidade, ao lado de Hil e Akiba. Desses três, inclusive, o mais famoso à época era o próprio Gamaliel. Por isso, Paulo de Spr em sua defesa, recorda aos seus ouvintes que havia estudado com o melhor deles. Olha que interessante. Criado aos pés. E aí tem uma explicação sobre essa expressão, né? Criado aos pés. alude a maneira como os alunos recebiam instrução assentados no chão enquanto o professor se sentava num banco mais elevado, né? Daí vem também aquela expressão excátedra, né? Falar de cátedra é assentado ali diante dos seus alunos. Muito bem. Então tem várias
informações preciosas, mas nós vamos avançar para o terceiro tópico, o poder do testemunho pessoal. Paulo continua o seu sermão, o seu discurso e aí ele vai falar, ele fala aí justamente da sua vida antes de converter-se. No meu livro, aliás, Paulo, príncipe dos, aliás, procura uns pregadores como Paulo, né, de 2015, eu faço uma abordagem sobre isso. Paulo AC, Paulo DC, ou seja, Paulo antes de Cristo e Paulo depois de Cristo para mostrar justamente a transformação. Então veja, Paulo antes da conversão. As palavras introdutórias desse apóstolo certamente mexe com o público. Agora todos sabem que
estão diante de um grande erudito, um poliglota, fariseu e zeloso das tradições, educado por ninguém menos que o brilhante, bondoso e tolerante Gamaliel. Ou seja, eles não estavam diante de um de um agitador, de um egípcio, né, como Cláudio Lízias pensava. Não. Lízias, aliás, eu coloquei, deve estar pensando, por que querem matar esse homem? Quanto aos membros do Sinédio, especialmente os fariseus, também deviam estar pensativos. a já vista Paulo ter se apresentado como um deles. Paradoxalmente, foi do tolerante democrático Gamaliel que Saulo de Tarso aprendera a amar a lei com tantos ele paixão, que desejava
se livrar de qualquer pessoa que se opusesse ao judaísmo. Ele então admite que perseguiu este caminho até a morte, prendendo e metendo em prisões tanto homens como mulheres. Vamos adiante. Vamos desdobrar isso aqui. Então veja o perseguidor do caminho. Paulo, ele diz então que ele, a despeito de ter aprendido aos pés de Gamaliel, que era um pacificador para todos, ele se tornou um perseguidor. Ele era homem zeloso a ponto de achar que tinha que eh matar até aqueles que se opunham ao judaísmo. Então, ele era um perseguidor do caminho, aceita do caminho, como os judeus
religiosos chamavam o cristianismo incipiente. a igreja no seu início. Aí ele mostra claramente a hipocrisia dos inimigos desse caminho. Veja que a autoridade o sumo sacerdote ou quaisquer outros líderes religiosos judeus teriam fora da Judeia? Podiam eles emitir ordem de prisão contra os judeus de Damasco? Porque Paulo fala que ele partiu para Damasco com cartas ali respirando ameaças contra os possíveis cristãos que estavam em Damasco. Mas isso aí era fora da jurisdição daqueles religiosos. Então Paulo lança em rosto a hipocrisia deles ali que eles estavam agindo, na verdade de maneira totalmente errada contra a lei
e agora estavam querendo acusá-lo de desobedecer a lei e etc. estavam caluniando Paulo, evidentemente, mas estavam ali tentando justificar as suas calúnias na própria lei. Lucas não detalha isso. Saulo possivelmente não levava ordens de prisão quando ele foi ali para Damasco e sim cartas de apresentação aos líderes da sinagoga de Damasco. Ele esperava que com essas cartas esses líderes tomariam providências para prender os cristãos que eram judeus, não é? que haviam se convertido, pois aquela altura estavam sujeitos às leis da própria comunidade deles. Paulo queria mostrar o quão hipócrita ele era naquela ocasião junto com
seus pares antes de conhecer a Jesus Cristo. Ele pregava o amor, note, a tolerância. E ao mesmo tempo queria ver mortos aqueles que tinham opiniões diferentes. Não é isso que vemos nos dias de hoje? O Senhor Jesus diz que devemos amar nossos inimigos e bendizer a quem nos maldiz. No entanto, vemos cristãos, cristãos marxistas. Marxistas. Será que é possível ser cristão e marxista? Escrevendo nas redes sociais: "Eu teu lado, com inimigo não há diálogo". Pois é, é o que ando dizendo aí muitos. E tem cristãos embarcando nessa canoa furada. Ponto dois, um encontro com Cristo
no caminho de Damasco. Paulo narra seu inesperado encontro com o Cristo ressurreto. Quase ao meio-dia, quando ele estava indo, veja que o sermão de Paulo é em grande parte um relato da sua conversão que aparece no capítulo 9, Lucas narrando. Agora o próprio Paulo, claro, foi registrado por Lucas, mas é o próprio Paulo narrando. Por isso que às vezes tem algumas pequenas diferenças, mas que são perfeitamente harmonizáveis. Não há contradição. A Bíblia não tem contradição. Quase ao meio-dia, o resplendor da sua presença foi ainda maior que a claridade do sol, disse Paulo. Por essa razão
se fala da glória dessa luz, usando-se na ocasião debor o termo doxa, que sempre se refere ao fugor radiante de Deus. Aqui tem vários detalhes. Em seu encontro com o Nazareno, Saulo caiu do cavalo. Olha aqui, muita gente prega isso. Não está escrito no texto sagrado, mas é bom fazer uma ponderação. Eu coloquei aí, principalmente para os membros do canal. Veja que tem detalhes ricos aí para você se aprofundar, se você tiver tempo para explicar diante da classe. Olha aqui, ó. Primeiro, a questão de Jesus apresentar-se a Paulo como Nazareno, porque durante seu ministério terreno,
Jesus jáis se apresentou como Nazareno, embora nos Evangelhos em Atos, ele seja chamado assim. A única vez em que o próprio Senhor chamou a si mesmo Nazareno foi nesse encontro com Saulo. Vê, Jesus nunca chamou a si mesmo de Nazareno. Agora, nesse encontro com Paulo no caminho de Damasco, o Senhor disse: "Eu sou Jesus, o Nazareno, a quem tu persegues." Isso foi significativo para Paulo, que devia ter o mesmo preconceito de Natanael. Lembra quando Natanael disse: "Pode vir alguma coisa boa de Nazaré?" Talvez Paulo pensasse o mesmo. Então Jesus fez questão de dizer: "Olha, eu
sou o Nazareno. Como seguia por uma estrada, podemos imaginar que só tivesse montado em um cavalo. Aí a resposta da pergunta se Paulo caiu ou não do cavalo. O texto bíblico não diz. Agora podemos imaginar que ele podia estar sim num cavalo, porque uma viagem tão longa, fazer a pé, não era muito comum. Havendo estrada, não há por você ir a pé. É possível que ele tenha caído sim e depois sendo guiado pela mão o conduzir a Damasco. Muitos quadros pintados, aliás, ao longo do século sugerem que Paulo estava montado num cavalo. Milênios de arte
cristã t dependido afetuosamente do cenário de Lucas, gravando de maneira indelével na imaginação ocidental. E como sabemos, essa arte acrescentou um cavalo à história de Paulo. Agora, olha o que diz aqui essa citação. Nada mais apropriado num mundo onde o orgulho ferido era mais bem simbolizado pelo herói caído, olhando a garupa do seu cavalo. Então é muito comum nós vermos, né, até em filmes, aquela imagem do herói caído e o cavalo indo embora, não é? Então veja que isso pode acontecer também. Pode ter acontecido também com o apóstolo Paulo. Letra B. Inimigos do dos cristãos
são inimigos de Cristo. Aqui Paulo aprende, né? Quando o Senhor lhe disse, Saulo, Saulo, eu sou Jesus a quem tu persegues. Ele estava perseguindo os cristãos e na verdade o Senhor lhe disse que quem o perseguia, quem perseguia a igreja, perseguia o próprio Cristo. Duro é para te recalcitrar, não é? contra os aguilhões. Então esse ponto é muito importante. Inimigos dos cristãos são inimigos de Cristo. Paulo então faz esse relato. Paulo reconhece o senhorio de Cristo. Então ele também relata isso na na no seu discurso quando ele diz que afirmou ali, não é? Ah, quando
ele afirmou que ele disse ao Senhor: "Senhor, que farei?" Ou seja, ele reconhece o senhorio de Cristo. Num coloquei aí que Senhor demonstra apenas respeito, mas depois quando ele cita Senhor novamente, ele está reconhecendo o próprio senhorio de Cristo. Eu vou ler rapidamente essa parte aqui. Esse apóstolo afirma: "Então disse: "Senhor, que farei?" Nessa pergunta, o termo senhor não tem, evidentemente, o mesmo sentido que aparece nas epístolas paulinas, nas quais geralmente ele é empregado em referência a Jesus Cristo. Trata-se de um título que indica dignidade, a dignidade suprema de Jesus. Aqui é a forma normal
se dirigir respeitosamente a um desconhecido, diz Gonzales. Entretanto, ao introduzir a resposta de Jesus, Paulo emprega novamente o título Senhor, agora com outro sentido. O Senhor disse-me: "Note, levanta-te e vai a Damasco, e ali você te dirá tudo o que te é ordenado fazer". Considerando que Jesus não é o Senhor para a multidão de judeus, Paulo está defendendo então ainda que de modo tácito, a própria deidade do Nazareno. Olha que interessante aí, letra D, como foi a entrada de Paulo em Damasco? São mais pormenores, que eu deixo como brinde aqui, evidentemente, para os membros do
canal. E vamos agora para o terceiro ponto, sua missão como como servo e testemunha de Cristo. Então veja quantos pormenores eu coloquei aí. Primeiro, a importante participação de Ananias. Você já parou para pensar como Ananias foi usado por Deus? Paulo relata isso e Lucas faz menção também no capítulo 9, quando Ananias temeu e o Senhor lhe disse: "Olha, não temas, porque este é para mim um vaso escolhido para levar o meu nome diante dos judeus, dos gentios, dos reis". Então Paulo faz menção dessa importante participação de Ananias. Outra coisa importante aqui, outro detalhe importante, o
legado de Estevão. Já parou para pensar que nunca saiu da mente de Paulo aquele gesto de Estevão quando ele foi apedrejado e ele disse: "Não lhes imputes este pecado". Não é? E Paulo ali, ele estava participando naquele momento. Tudo aquilo ficou gravado na memória de Paulo. Isso depois, quando Paulo, evidentemente, teve aquele encontro com Cristo, tudo aquilo veio à tona. E ele faz menção aqui mais adiante, quando ele está no templo, eu coloquei aqui também no roteiro, e o Senhor traz uma mensagem para eles, para ele, dizendo que ele devia levar o evangelho para os
gentios de longe. Paulo, então, ele diz que ele diz o seguinte: "Senhor, eles bem sabem que eu lançava na prisão e açoitava na sinagoga os que criam em ti. E quando o sangue de Estevo observe tua testemunha se derramava, também eu estava presente, consentia a sua morte e guardava as vestes dos que o matavam. Olha como isso ficou na mente de Paulo e foi importante também por ocasião da sua da sua conversão. Aí Paulo, diante dessa afirmação agora de que o Senhor o chamara para levar a palavra aos gentios, isso alvoroçou ainda mais a multidão.
Parecia que ele estava conduzindo-se bem, apresentou o seu currículo, falou que aprendeu aos pés de Gamaliel. A multidão parece estava calma. Dale a pouco ele fala que o Senhor o chamou para levar a palavra aos gentios quando ele na verdade está lá no templo, né? Olha aqui, ó. Ele fala dessa experiência marcante que vivenciou em Jerusalém quando orava. Fui arrebatado para fora de mim. Ele está falando tudo isso naquela pregação diante da multidão. Aqui a ideia de que ele sobrevio um êxtase, um estado de torpor mental, também experimentado por Pedro em Jope e João na
ilha de Pátimos. Esse episódio não deve ser confundido com o próprio encontro de Paulo, encontro real com o Senhor a a caminho de Damasco. Trata-se de uma experiência que de modo algum está fora de sintonia com a impressão obtida das suas cartas. ver e ouvir estão implícitos como no incidente no momento crucial do seu ministério em Corinto. E ali o Senhor então lhe deu uma importante mensagem que foi o a confirmação do seu chamado aos gentios, que eu também destaco aí, porque ele estava ali e o Senhor falou com ele que ele deveria, veja aqui,
ó, tem até um hino da arpa cristã, né, que faz referência a esse episódio. Bate pressa, não vaciles. Veja, hoje Deus te chama. Ah, então é esse date pressa é extraído justamente dessa parte da Bíblia. Atos capítulo 22 versículo 18. Porque Paulo diz que no templo estava ali em oração falando com Deus e ouviu a voz do próprio Senhor que ele dizia: "Dá-te pressa e sai apressadamente de Jerusalém porque não receberão teu testemunho acerca de mim". Então ele conta tudo isso e ele fala do seu chamamento também para levar a palavra aos gentios. E foi
aí que os judeus se enfureceram. Veja, eu coloquei Paulo vem conseguindo até certo ponto acalmar a multidão, mas chega o momento de mencionar de modo enfático a resposta do Senhor que confirmou sua missão entre os gentios, a qual exatamente o motivo do tumulto generalizado. Veja, vai porque de enviar-te aos gentios de longe. Atos 22, versículo 21. Então, olha o que diz o versículo 22. levantaram a voz dizendo: "Tira da terra um tal homem, porque não convém que viva queriam matar Paulo." Aqui temos um lembrete da história de Jesus também aconteceu mesmo com ele. Essa fúria
dos judeus contra Paulo é historicamente crível. Nos anos de 56 a 66 depois de Cristo, a intensidade do ódio judeu contra todas as coisas estrangeiras era muito forte. Não podendo ultrapassar o muro de legionários, os inimigos de Paulo demonstraram toda a sua fúria gritando e arrojando de si as vestes e lançando pó para o área. É como uma torcida que está revoltada contra um árbitro de futebol, não consegue invadir o campo, mas arremessa o que pode contra ele. Era o que Paulo estava experimentando naquele momento. Como Paulo não tinha como prioridade acalmar a multidão e
sim defender o evangelho, coube ao tribuno, Cláudio Ulízias dissipar o tumulto, ordenando que seus homens conduzissem o prisioneiro à fortaleza e o examinasse com açoites. Ou seja, era para soitar Paulo, para ele confessar alguma coisa. Era comum utilizar esse tipo de tortura naquela época. Só que Paulo, eu coloquei esse ponto aí, Paulo conhece os direitos. Líia, sem ter entendido muita coisa do discurso em Aramaic, sem saber que Paulo era um cidadão romano, acabou cometendo um grande erro ao ordenar que interrogassem Paulo sobre aite, porque Paulo era um cidadão romano e ele, no caso, conhecia bem
os seus direitos. Sob certas circunstâncias, um cidadão romano podia ser punido com varas, diz Williams. No caso de escravos e não romanos, usava-se o açoito de cordas ou couro. No caso de escravos, às vezes dotado de pedaços de metal ou de ossos. Houve ocasiões em que a sua tortura foi fatal, mas era no caso de escravos, prisioneiros, que não tinha os privilégios do dos cidadãos romanos. Paulo era um cidadão romano. Agora não romanos, tudo bem, eles se cometessem um crime, eles eram submetido a todo tipo de atrocidade. Os romanos tinham certos privilégios. Então Lisas não
sabia o real motivo da folha do povo. Apenas supunha que seu prisioneiro era culpado de algum crime grave. Naquele tempo era usual empregar a tortura, repito, no interrogatório de supostos criminosos que habitavam as províncias subordinadas. Mas no momento em que estava sendo amarrado e esticado para o início da sessão de açoitos, o que que aconteceu? Paulo perguntou ao centurião: "Olha, vocês vão me açoitar, mas é lícito açoitar um cidadão romano sem ser condenado? Eu não fui nem condenado. E vocês estão querendo me açoitar?" Ele conhecia bem aparentemente as leis Valéria de 500 anes de. Cristo,
a lei Porsia de 200 anes de Cristo e a lei Júlia que estava em vigor ainda no primeiro século, as quais proibiam que se batesse cidadão romano antes da conclusão de um processo judicial. Ou seja, Paulo não tinha sido condenado a nada porque que ele ia ser examinado com açoites? Isso só era possível no caso de um escravo, no caso de um criminoso não romano, no caso de um romano, um cidadão romano, isso era gravíssimo. E aí então Deus livra Paulo dos açoitos, outro pormenor. Não restou outra alternativa ao centurião, a não ser procurar seu
comandante, lhe dizer: "Olha, vê o que vais fazer, hein?" Ô Cláudio Ulías, meu comandante, porque este homem é romano. Lízias, que deve ter levado um susto, já tinha ficado assustado quando viu Paulo falando grego. Agora ele levou um susto quando descobriu que Paulo era romano. Ele ordenou então que a flagelação e o interratório fosse suspenso. Não, não vai fazer isso com esse homem, não. Temos que esclarecer primeiro esse caso aí, ver o que está acontecendo. sabia que ao soitar injustamente um cidadão romano, olha o que diz Bor, acarretava até pena de morte e até mesmo
acorrentar um romano era rigorosamente proibido. Olha como cidadão romano era protegido. A preocupação desse tribuna era procedente, uma vez que já se tornara culpado, caso a informação de que seu prisioneiro era romano se confirmasse simplesmente por mandar algemá-lo e ordenar seu interrató interrogatório sobre aite. Isso aí já era um erro terrível. Mas, irmãos, nós temos que concluir esta aula, porque aqui começa, não é, uma nova fase para Paulo como prisioneiro de Jesus Cristo. Nós vamos continuar a falar sobre isso na próxima aula. Uma fase marcada por muitos vai vén, não é? Entretanto, o que é
importante notar é que a agenda de Paulo estava nas mãos de Deus e a palavra de Deus jamais ficou presa. Paulo era o prisioneiro de Cristo. Veja que em momento algum ele diz: "Ah, eu sou prisioneiro de Roma". Não, eu sou prisioneiro de Cristo. Ele estava sendo aprisionado por Roma, mas era um prisioneiro de Cristo. Amém. Então, que Deus abençoe a sua vida. E o autor então conclui com as seguintes palavras. Veja, a prisão não silenciou Paulo, tornou-se um púlpito providencial. A palavra de Deus não está presa. Em meio à injustiça e à oposição, Deus
transformou perseguição e oportunidade para o testemunho do evangelho. A fidelidade do apóstolo revela que nenhuma circunstância escapa ao governo divino. Assim, aprendemos que provações podem se tornar instrumentos da graça quando escolhemos permanecer firmes e testemunhar de Cristo, mesmo em cenários adversos. Amém. Que Deus abençoe a sua vida. Se você chegou até aqui, repito, curta esse vídeo, compartilheo, inscreva-se no nosso canal. Quando você curtir aí também tem uma opção hype, né? Então é importante você também hypar o nosso vídeo para que mais pessoas possam conhecer o nosso trabalho. Se você desejar nos apoiar e ter benefício,
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