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IA - Aula 1

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Daniel Simião
o olá pessoal bem-vindos à vídeo aula de introdução a antropologia ea áudio hoje tem um bocado de história e vamos falar um pouquinho sobre aí a pré-história da antropologia e o pouco de da história da invenção dessa desse objeto tão fascinantes de estudo que é o ser humano ea humanidade antes a gente fala em humanidade hoje em dia parece uma coisa onde somos todos seres humanos os meus pés específicas amado almoçar e todos baixa que habitamos o planeta terra que fazemos parte de um conjunto do coletivo maior que te chama de humanidade e mas eles
não foi sempre assim é a ideia de humanidade tem que ser inventada foi inventada na história moderna a partir do século 18 dei uma olhadinha nesse trecho do filme a missão ea gente já já volta a falar disso e aí eu estou a heart hidden in south america my head right click image or subsequent wanderings tem um show depois time as cores bem luanda bênçãos de jorge [Música] e aí e aí e aí [Música] e aí a cabeça rafa e eu faço abrir ofertas charlie já não amor o cara que me trouxe sem grande valor
e às vezes é o programa não é eu resolvi fala de jungle amor vou te uma de boi fica com jeová na frente direto baixo descritos o leitor tem um rápido estudo batom bota para bombeiro ou três sei mexer notas1 a navegar eu abrir mencionam está em casa à noite futebol em casa mandar stefan e aí o resultado do fonso fim de semana estava de férias fala português ciências de sais e o cantor nivaldo a e aí e aí eu não lembro galera falso já astrid werdnig do trabalho de felinos estamos no português gigante hagrid
obrigada a banda famosa silva nunes galdino guarani mas não não não não não não não não não é é fake leroni a study on e a bruna não mano eu tô alagoano charles é passar a boniteza mídia sei que eu preciso nossa ana minerais e substâncias você vai ver a grande vamos lá no chão difícil não ó a characteristic of spring erisley dar indicativos never turn away cause he is we i had so many more times and study past year and spanish la torre weekend of inspections and low self-esteem and perception on o salário o
em várias olá aqui é o erro na hora que você deixar nos formatos que coloco mais sexy que eu acabei os presentes aí também não fala não é e aí e aí o amigo de assina que tem que usamos aqui já que não temos a história dias úteis e e aí e a diversidade da natureza ah pois é essa discussão pode parecer maluquice hoje afinal de contas os índios eram ou não eram gente mas pense nessa época em que o a europa descobriu um mundo completamente diferente daquele que ela conhecia até então e num cenário
em que havia tudo imaginário de monstros de animais a fantasia osos de espécies exóticas e habitando o pensamento comum europeu e um parte inclusive da sua da sua filosofia esse período de expansão marítima e comercial da europa é o período que cria um encontro com a maior autoridade em que a esses pensadores esses viajantes esses europeus tinham tido até então e e aí essas questões faziam algum sentido você perguntar se afinal de conta e aquelas criaturas eram criaturas fantásticas ou eram gente como a gente é bom e o último centrismo é a reação normal de
todos nós em relação aquilo que nos é diferente hum até hoje a gente carrega na língua portuguesa e uma coisa curiosa que quando nós queremos nos referir a nós nós podemos usar o pronome nós' mas podemos também usar a gente ou seja gente somos nós gente são aqueles que são iguais a nós os diferentes gente não são e essa ideia de que nós somos todos iguais na nossa concepção biológica somos todos os membros de uma mesma espécie e formamos um coletivo maior chamado humanidade e que hoje parece óbvia embora persistam discursos que exclui o outro
constantemente da humanidade ela é uma construção em uma construção que levou muito tempo para ser feita porque a o movimento natural das culturas humanas é o dia excluir aquilo que é diferente é de dizer aquilo que é diferente é tão diferente demais que não pode ter um mínimo de igualdade ou de base igual a nós e a ideia de humanidade pressupõe essa igual ação básica nós somos uma mesma espécie que habita todas as partes do globo e em cada parte a vida de uma forma diferente e constrói um jeito de ser isso a diferença é
que a gente vai vir mais tarde a chamar de cultura mas aqui no século 16 e 17 e essa ideia de cultura não existia e a categoria usada para se referir a esses parentes nossos seres tão parecidos com nós mas ao mesmo tempo tão diferentes ao ponto de ir a gente discutir se tinham ou não tinham alma é a palavra usada para se referir a eles eram os selvagens que é uma palavra que não vem que tem origem claro né as vezes a gente não se dá conta mas selvagem vem de que além da selva
vem da natureza e é o cê da natureza o ser portanto que não produz sociedade não produz cultura não produz aquilo que é próprio do ser humano que é a produção de regras de organismo formas de organização social eles seriam como as outras bestas das selvas como os outros animais da floresta é portanto o selvagens que acontece aqui nessa época de meados do século 17 até meados do século 18 a uma discussão muito interessante na filosofia europeia se afinal de contas esse selvagem era bom ou era mal é a história do bom ou no mau
selvagem discursos portanto aparentemente opostos ou antagônicos sobre o que seja a natureza desse outro tão diferente do homem europeu as pessoas desse país por sua natureza são tão ansiosas viçosas de pouco trabalho melancólicas covarde sujas de má condição mentirosas de mole constância e firmeza e eles são muito mansos ignorantes do que ao mal ele não sabem se matar uns aos outros eu não penso que haja no mundo homens melhores e esse discurso são diferentes na aparência mas no fundo eles têm uma coisa em comum eles continuam excluindo esse outro do campo de possibilidades da sociedade
eles não são seres da cultura de são seres da natureza e não é por acaso que se discuta isso em termos de bom ou mal porque essa era a questão central para boa parte dos pensadores sociais europeus que na época queria entender afinal de contas o que que é isso que a gente chama de sociedade você tem um conjunto de pensadores que certamente vocês vão estudar melhor nas retinas de ciência política como é que nós somos os contratualistas que estão preocupados em entender a natureza as origens ea dinâmica do que veio a se chamar o
contrato social é seria aquilo que instituiria a sociedade e a ideia por trás dessa dessa o contrato social é que antigamente o ser humano vivia no estado de natureza onde não havia um conjunto de regras de convivência social acordados e entre todos e cada um seguia um instinto animal que temos dentro de nós e mais chega um determinado momento em que isso aparentemente não tá funcionando muito bem e esses seres humanos se juntam debaixo de uma árvore e dizem não do jeito que tá não dá nós precisamos ter regras que organizem a nossa vida em
comum a nossa coletividade e que facilitem a nossa vida em comum precisamos um contrato social e acontece que para isso você tem que supor que exista um ser humano no estado de natureza e um ser humano no estado de sociedade posso encontrar social e essa era discussão quente dos com em alguns como thomas hobbes por exemplo diziam que o contrato social era fundamental para tirar o homem de uma condição miserável que era a sua condição em estado de natureza o homem no estado de natureza é egoísta é mesquinho é viu só pensa em si e
quer destruir o outro é porque a natureza é essa competição entre indivíduos o tempo inteiro e isso inviabilizaria construção da sociedade e então uma coletivo lance largada ao estado de natureza levaria a guerra de todos contra todos porque segundo hobbes o homem é o lobo do homem é isso já outro pensador quase cem anos depois o joão já russo e dizia exatamente o contrário ele achava que a natureza do homem era boa ea sociedade é que corrompia esse ser humano bom por natureza e o contrato social por e é uma forma de ir destruindo aquilo
que a nossa boa natureza trás e bom quem discutia isso seja tomar partido de hobbes seja para tomar partido de um só precisava ter esse homem em estado de natureza sua frente para dizer afinal de contas é bom ou é ruim o que aconteceu foi que esses outros chamados de selvagens passaram a ser um bom e espelho para essa essa ideia europeia de que existe um homem estado de natureza né então esses discursos que vão ou elogiar ou criticar esse outro americano fazem na verdade a tomar esse outro como um espantalho para uma questão que
interessava a filosofia política da europa não é que é saber se afinal de contas o ser humano é bom por natureza ea sociedade o corrompe ou o homem é o lobo do homem ea sociedade e o bem moral necessário para que a vida possa fluir adiante nesse contexto o que acontece aqui os discursos produzidos sobre esse outro seja para elogiar ou seja para criticar ou não são de fato preocupados e entender esse outro nos seus próprios termos nos termos dele nos termos em que ele se ver eles reduzem a alteridade há uma preocupação da sua
sociedade de origem é isso que a gente mais para frente vai chamar de etnocentrismo é uma perspectiva etnocentrica que não consegue entender o outro nos termos do outro mas reduz o outro aos seus próprios termos e os termos que importaram nem sabe que era essa discussão dos contratualistas se afinal de contas a natureza humana era boa ou era ruim e portanto a instituição da sociedade era algo moralmente elevador da dignidade humana ou pelo contrário é oprimia a realização da dignidade humana aos poucos vocês vão vendo que esse esse outro ao ser tomado como o homem
em estado de natureza começa a fazer parte da ideia de humanidade também essa ideia de que ele é o homem no estado de natureza ainda não produtor de cultura mas é humano como nós não exatamente como nós e é o século 18 que começa a instituir como valor na europa e no universo político europeu a ideia da igualdade também é uma invenção moderna antes até a revolução francesa por exemplo se deve lembrar das aulas de história e nós tínhamos que chamavam de antigo regime que era uma sociedade em que se naturaliza vá a existência de
pessoas com naturezas completamente distintas os nobres eo clero e o povo e o povo era de outra natureza o nobre tinha um sangue azul e a natureza era distinta não ela não eram todos seres da mesma natureza é mesmo essa gente europeia tinha divisões que eram intransponíveis e um povo jamais viraria nobre o nobre jamais viraria povo porque eram seres de natureza distintas é esse movimento que vai aos poucos alargando a ideia de humanidade e positivando a igualdade como valor é que na modernidade combina com os lemos o lema da revolução francesa né e liberdade
igualdade e fraternidade palavra central aí a igualdade a igualdade como um valor portanto isso é igualdade é um valor então as diferenças todas que nós temos de formas de vida de organização social passam a ser superficiais porque no fundo nós temos uma igualdade que nos irmana como os seres humanos como o homem e o cidadão da declaração dos direitos do homem e do cidadão a revolução francesa traz para o pensamento político pela primeira vez a ideia de que existem direitos que são universais né e essa declaração dos direitos do homem e do cidadão e aí
foram dizer a avó da daquela declaração universal dos direitos humanos que vai sair no século 20 né já sob o abrigo das nações unidas mas ela vai surgir daquela sementinha lá detrás do século final do século 18 começo do século 19 com essa ideia de uma declaração dos direitos do homem e do cidadão bom e com essa esse alargamento do campo da ideia de humanidade já começa a ficar estranho se referir a esses outros como selvagens era preciso pensar no de uma outra forma eles também fazem parte da família humana eles são nossos irmãos mas
é claro que eles não estão tão desenvolvidos como nós e eles ainda estão no começo de uma caminhada longa da qual nós já estamos lá adiante avançados que somos e eles estão ainda na infância os primeiros passos desse desenvolvimento rumo a civilização eles estão portanto nos primórdios eles são os primitivos o século 19 é o século das grandes transformações na indústria o século xxi começa a fazer a produção e em massa de materiais de ferro o século e que se desenvolve a locomotiva em que você tem uma explosão de vida urbana na europa é o
tempo em que essa expansão do capitalismo europeu sobre o mundo passa de uma vertente comercial e agrícola uma vertente industrial e baseada no desenvolvimento tecnológico na ideia de que com conhecimento científico e com a sua aplicação por meio do domínio tecnológico sobre a natureza a sociedade podia se desenvolver ao infinito é onde a ideia de progresso se consolida na modernidade e do progresso como valor que tem que ser buscado a todo e qualquer custo e é no século 19 que cresce um projeto científico exista para explicar o mundo e as diferenças do mundo e e
as ciências então vão se especializando e você deixa de ter aquele filósofo de conhecimento amplo humanista do renascimento e passa a ter e o especialista conhece muito bem sobre um segmento de uma área do saber e essa especialização vai produzindo as disciplinas científicas com as suas especializações e era uma sociedade tão complexa como a sociedade europeia de manda várias disciplinas e assim vão surgindo as disciplinas das ciências sociais para entender essa sociedade tentando reproduzir a lógica das ciências exatas e naturais então para entender o as trocas comerciais ea produção de riqueza dessa sociedade surge a
economia a entender as formas de governo e distribuição do poder uma ciência política e para entender a os mecanismos de ajustamento e articulação das pessoas a essa sociedade uma uma psicologia antes e agora e essa essas outras formas de vida que ainda estão no começo do seu desenvolvimento que estão longe de chegar aqui no ápice que a gente vai chamar de civilização esses que a gente tem chamado de primitivos para eles são simples eles são formas ainda que vão se desenvolver se você é uma sociedade que acredita no progresso e o progresso é inevitável e
natural e nós aqui somos mais desenvolvidos e os outros ainda estão começando a se desenvolver então você pode ter uma área de especialização científica que d e de todas as dimensões dessa sociedade ainda simples ainda primitiva e é assim que no século 19 surge a ideia de que é preciso uma disciplina que estude os povos e as sociedades primitivas em todas as suas dimensões que disciplina é essa é a antropologia e o modelo de ciência humana no século 19 que quando os começa a falar em ciências humanas e sociais e surge aí do modelo das
ciências naturais e exatas então esses primeiros pensadores sociais pensam que a sociedade é um organismo vivo e importante nós temos que estudar o da mesma forma como se estudam os demais organismos vivos mas a sociedade é um organismo complexo e que trabalha então vamos criar economia que pensa vamos criar a psicanálise por que fala vamos criar a linguística várias áreas da ciência para cada uma dessas dimensões de seu organismo social organismo vivo complexo que seria a sociedade ah mas isso vale para essa nossa sociedade desenvolvida e aquela que ainda é primitiva precisa ser entendido é
na sua totalidade né e e aí que começa então e no final do século 19 e basicamente a partir de gente formado em direito em medicina e em física e uma preocupação de um estudo mais sistemático sobre essas outras formas de vida social que não apenas a diletância dos filósofos e dos viajantes os relatos mais impressionistas efeitos mesmo por bons naturalistas e que vinham e caminhavam e viajavam por essas terras como o relato do augusto de santi lé e mas ainda é muito impressionistas era preciso desenvolver uma técnica científica para o e essas diferentes formas
de organização social e é assim que começa a surgir essa moderna antropologia como uma área disciplinar específica com ferramentas adequadas para compreensão das outras formas de organização social que não as duas se dente que à época era pensado como o modelo para onde todas as sociedades convergir ia o modelo de uma sociedade desenvolvida por quê tecnologicamente mais desenvolvida bom a gente não vai falar mais em outras aulas dessa ideia de desenvolvimento e mas aqui é importante a gente notar aqui no século 19 se consolida dentro das ciências sociais uma teoria tem que poderia dizer inspirada
em dar vem embora não tenha sido dar ruim veio depois de que as formas de organização social evolui uma das mais simples para as mais complexas que existem sim diferentes formas de organização social mas elas podem ser elencadas numa escada evolutiva de formas mais simples mas assim diferenciadas e que aos poucos vão se complexificando até chegar numa forma de organização social tão complexa quanto a sociedade inglesa no final do século 19 centro de um império global onde o sol nunca se punha com colônias de leste a oeste globo dominando a indústria ea tecnologia da época
e portanto indiscutivelmente para esses europeus o modelo sociedade mais desenvolvido que se pudessem e e a essa a essa tradição de pensamento a gente chama evolution e social ou evolucionismo cultural a ideia de que forma de organização social e culturas evoluem e dentro delas as instituições evolui então por exemplo o lewis harry morgan a formado com formação em direito autor norte-americano do século 19 e escreve um livro chamado e a sociedade arcaica e em que ele vai estudar como teria se dado a evolução na história da humanidade vegetação os falando aqui já de humanidade somos
todos membros de uma mesma espécie somos todos da família humana mas as instituições que organizam a sociedade não surgiram todas de uma hora para outra elas foram surgindo aos poucos e se desenvolvendo ao longo de milhares de anos na história da humanidade a família por exemplo que é uma das instituições que uma ordem estuda nesse livro teria surgido o é como uma forma mais in diferenciada e em que todos eram irmãos e irmãs e não havia muitas outras categorias de diferenciação e entre as pessoas somos parentes de um modo geral aos poucos vai surgindo a
necessidade de diferenciar os irmãos mais velhos dos irmãos mais novos e aqueles que são filhos do mesmo pai daqueles que são filhos do irmão do pai e a então surge a uma categoria para primo os primos e dos irmãos do pai dos primos das irmãs do pai dos primos dos irmãos da mãe dos primos das irmãs da mãe e aos poucos então novas categorias vão surgindo e essa diferenciação se daria por uma necessidade é quase que material e vocês certamente conhecem é o o ingles né é companheiro de escrita de muitos terços do karl marx
e friedrich engels tem um livro chamado a origem da família da propriedade do estado que também caminha nessa tese evolucionista e vai dizer que o surgimento por exemplo da monogamia da instituição da monogamia tem a ver com a invenção da propriedade privada e porque afinal de contas a parte momento em que se institui a propriedade privada eu preciso saber e ter certeza que os meus bens vão ser herdados pelo meu filho e não vamos dizer assim pelo filho do padeiro então eu preciso de algo que garanta que a minha mulher tenha filhos apenas meus e
não de outras aí por isso então surge a instituição da monogamia e são vários autores nessa época que buscam explicar as transformações nas formas de organização social dentro de uma escala evolutiva as pressões materiais fazem com que novas instituições surjam com que ela se diferencia com que ela se torne mais complexas e com isso vai a vendo um desenvolvimento nas formas de organização social mas todas portanto trilhando o mesmo caminho começamos todos lá atrás iguais iguais ao que hoje seriam os primitivos mas alguns povos foram evoluindo mais rapidamente chegando onde estamos hoje hoje século 19
na europa industrial industrializada e desenvolvida e outros povos foram gazeteando pelo caminho mas eu levo estiloso né ironicamente e preguiçosos não se não se desenvolveram continuam naquele estágio ainda primitivo de desenvolvimento essa ideia é importante que vocês entendam que vai faltar falar disso mais para frente do curso já não faz mais nenhum sentido o antropologista isso é a um paradigma que existiu até o começo do século 20 e hoje já não mais mas no senso comum ele continua e continua muito forte a gente constantemente ouvir pessoas dizendo que esses povos aí são atrasados né porque
da cultura deles né eles ainda não chegaram de nós já chegamos antes eles e são assim porque é o modo de vida deles ainda nós já passamos por isso já evoluímos eles são atrasados são primitivos e aí mesmo no século 20 chegamos a dizer eles são sub-desenvolvidos ou pior ainda em desenvolvimento também é uma narrativa que pressupõe que exista o mesmo caminho o mesmo trilho para que se chegue no ápice lá no desenvolvido e outros ainda estão já chegaram outros ainda estão em processo de cassação versões que a gente tem o senso comum e mesmo
em outras disciplinas das ciências sociais do pensamento evolucionista que predominou na antropologia lá atrás no século 19 e que a gente pode ser é uma forma de incorporar esses outros na humanidade claro é uma forma de incorporar os na capacidade de produzir cultura assim então produzindo cultura mas é uma forma infantilizadora de incorporados eles não são povos adultos eles ainda são crianças eles estão no começo do qual nós já passamos uma fase a loja já deixamos para trás e portanto não deixa também essa forma de pensar sobre o outro de ser um bocado etnocêntrica porque
a referência para o que que é o mais desenvolvido continua sendo a sociedade do analista continua sendo nós mesmos ea partir de nós nós olhamos para o outro e pensamos a ele sou eu na minha infância e não ele é uma sociedade um povo em você adulto complexo com a sua complexidade e eu tenho que entender essa complexidade percebem a diferença da forma de abordar essa essa alteridade é esse pulo é essa diferença que vai se dar no começo do século 20 na antropologia e o françois laplantine trás os dois autores fundamentais para construir essa
nova forma de olhar para o outro que são nos estados unidos franz boas e na inglaterra jones lawmage bosque é mas como assim está ficando um pouco longo demais eu vou deixar para falar do boas e do malinoski nosso próximo vídeo alta ok então passem a leitura agora do lá para geni dos santos e léia e assim que eu tiver algo a dizer sobre boa sem vale nós que eu compartilho com vocês até mais é
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