Sou o almirante Eduardo Bacelar Leal Ferreira, oficial da reserva da Marinha e coordenador executivo do Centro de Excelência para o Mar Brasileiro, o CBRA. E com grande satisfação lhes dou as boas-vindas hoje de manhã. Em cumprimento do projeto do CEBRA para a quarta edição da obra O Brasil e o Mar no século XX, daremos continuidade ao programa de webinários com o tema situação e perspectivas da pesca marinha brasileira no contexto da década dos oceanos. Desde sua primeira edição, publicada em 1998, esse livro vem se consolidando como importante referência nacional sobre o mar brasileiro, a nossa
Amazônia Azul, reunindo conhecimentos e diferentes perspectivas sobre os desafios, as potencialidades e as oportunidades relacionadas ao nosso espaço marítimo. A atualização de uma obra dessa natureza exige permanente diálogo com a comunidade científica, acadêmica, governamental, bem como com profissionais que atuam diretamente nos diversos campos relacionados ao mar. É justamente nesse espírito que o CBRA vem promovendo esta série de webinários, criando espaços para a apresentação de estudos, experiências e propostas que possam contribuir para uma visão cada vez mais abrangente e atualizada do nosso mar. Hoje o webinário abordará o capítulo 6 do livro A pesca. E o
conteúdo desse capítulo pode ser consultado na página eletrônica do do site do CBRA. Agradeço desde já aos nossos palestrantes pela disponibilidade em compartilhar seus conhecimentos, aos participantes que prestigiam esse evento e a toda a equipe do SEMRA pelo trabalho dedicado à sua organização. Desejo a todos um excelente webinário, o qual iniciaremos com vídeo institucional. O oceano, indispensável para a existência da vida como a conhecemos, é um ambiente de incontáveis riquezas e seres vivos, tão extenso e profundo que ainda não é totalmente conhecido pelo homem. E mesmo assim ele já enfrenta diversas ameaças. Para lutar contra
desafios como a poluição, alterações climáticas e pesca sem controle, a Organização das Nações Unidas criou a década da Ciência Oceânica para o desenvolvimento sustentável, a década do oceano, que acontece de 2021 a 2030. Em todo o mundo estão sendo realizados encontros científicos. webinários, reuniões e oficinas para reverter o ciclo de declínio da saúde do oceano. E o Centro de Excelência para o Mar Brasileiro, o Sembra, também faz parte disso. O Sembra, ele contribui para a década do oceano por meio de algumas atividades estabelecidas no seu plano de ação. Dentre as principais, nós temos a publicação
de matéria relacionada à década do oceano no informativo SEMRA, a realização de um concurso de redação para estudantes do ensino fundamental, segundo segmento, ensino médio e ensino superior, a versão para o idioma inglês e a produção de uma edição eletrônica do livro O Brasil e o Mar no século XX e ainda a produção deste vídeo. O sembra é uma organização sem fins lucrativos. Seu foco é produzir e disseminar conhecimentos relacionados ao estudo e aproveitamento do mar brasileiro. Esse objetivo é concretizado essencialmente através da atualização das edições do livro O Brasil e o Mar no século
XX. E foi a partir da consciência do quanto era importante manter essa publicação sempre viva, que se deu à origem do Sembra em 1998, por ocasião do ano internacional dos oceanos, a ONU criou a Comissão Mundial Independente sobre os Oceanos, tendo à frente o presidente de Portugal, Dr. Mário Soares. do Brasil foi estabelecida a Comissão Nacional Independente sobre os Oceanos, presidida pelo professor Dr. Israel Vargas. A comissão Mundial produzia um relatório e uma vez produzido o relatório, a comissão foi extinta. Da mesma forma, a Comissão Nacional Independente dos Oceanos produziu o seu relatório que progrediu
para a edição de um livro que foi a primeira edição do Brasil e o Mar no século XX, relatória a tomadores de decisão do país. Uma vez cumprida essa etapa, a Comissão Nacional também foi extinta, porém restou nos corações e mentes dos que participaram a ideia de que esse trabalho tinha que continuar de alguma forma. E foi daí que nasceu a ideia de criar uma organização destinada a manter esse trabalho vivo. E essa organização hoje é o Centro de Excelência para o Mar Brasileiro, que já começou o cumprimento de sua missão pela publicação da segunda
edição do livro Brasil e Mar no século XX, relatória aos tomadores de decisão do país. Para elaborar esses documentos, o Sembra busca informações em universidades, centros de pesquisa e na própria comunidade científica nacional ligada ao mar, valorizando o enfoque regional. Especialistas em vários temas apresentados no livro atuam como consultores e realizam revisões cuidadosas e atualizações permanentes do seu conteúdo. O SEBRA ainda promove encontros de diversos profissionais, tanto no formato presencial com workshops em várias regiões do país, quanto no formato virtual através de webinários. Hoje o livro O Brasil e o Mar, no século XX, subsídios
para o aproveitamento sustentável do Mar Brasileiro, está na Sua terceira edição. Um documento de tamanha importância seguirá sendo revisto, atualizado e manterá a diversidade de assuntos relevantes para tomadores de decisão do país, professores, pesquisadores, estudantes e técnicos dedicados ao estudo do mar. Ora continuará firme em seu propósito. Ampliar a percepção dos cidadão sobre a importância do mar brasileiro e a influência que ele tem em suas vidas. Visamos o desenvolvimento nacional e sustentável no ambiente marítimo. Eu peço aí que habilitem o meu vídeo. Tá desabilitado pelo anfitrião. Deve ter sido aí do Caio. Ah, obrigado. Tá
bom. Muito obrigado, Caio. Bom, o coordenador desse evento de hoje será o professor Dr. Gonzalo Velasco Canziani da Universidade de Rio Grande da FURG. O professor Dr. Gonzalo é graduado em Ciências Biológicas pela Faculdade de Ciências da Universidade da República eh no Uruguai, com especialização em biologia aquática. Possui mestrado e doutorado em oceanografia biológica pela Universidade Federal do Rio Grande, Rafurg, e é pós-graduado pela Universidade Estadual Paulista, a UNESP. Tem experiência na área de biologia pesqueira e oceanografia biológica, com ênfase em dinâmica de populações, atuando principalmente pela em dinâmica de populações de peixes, pesca artesanal
industrial, ecologia de sistemas afetados pela pesca, modelagem ecológica e manejo participativo da pesca. trabalhou na Secretaria Especial de Agricultura e Pesca da Presidência da República e hoje é professor do Instituto de Oceanografia da FURG, encarregado do laboratório de recursos pesqueiros artesanais e modelagem ecológica e membro da comissão de coordenação executiva aqui do CRA. Professor, bem-vindo. Obrigado mais uma vez e a palavra está com o senhor. Muito bom dia a todos. Muito obrigado, Mirante Léo Ferreira. Dou bo as boas-vindas a todos que estão assistindo esse nosso webinário e nos prestigiando com a sua presença, nossos colegas
do SEMRA, pessoas, pessoal da academia, público em geral, estudantes, né? Vamos daqui a pouco apresentar os nossos panelistas, mas já agradeço muito especialmente a disponibilidade de compartilharem conosco seu conhecimento, experiência. Nosso webinário anterior relativo a este bloco três, que trata dos capítulos 6 e 7, pesca e maricultura, do livro Brasil Mar no século XX, foi realizado em 2020. Naquele momento no eh webinário relativo à pesca, nós tivemos o prazer de contar com a moderação do professor Dr. Fábio Azim, que lamentavelmente falece a vítima do COVID. E eu gostaria neste momento de eh não é suficiente
como homenagem, mas sim lembrá-lo com muito respeito, muito carinho. Eh, aos colegas que nos assistem nesse momento, eu vou eh lembrar que vamos, na medida que se sucedem essas apresentações, o público poderá fazer no YouTube, usando aquela ferramenta de chat, deixar perguntas, comentários que estão sendo elencadas e organizadas pela nossa equipe para no final do evento, na mesa redonda, discutirmos com os panelistas, tentar responder todas as perguntas. as que eventualmente não conseguirem ser respondidas ao vivo, serão respondidas posteriormente por correio eletrônico para para que eh as pessoas tenham essas suas respostas e possam se se
sentir atendidas pelo Cra nesse sentido. Eh, para este evento, nós convidamos para ser moderadora da mesa de discussões e fazer as apresentações dos panelistas, a oceanógrafa Letícia Brunin Canton. Muito obrigado Letícia pela presença, pelo trabalho. Ela vai ser a nossa consultora para atualização dos capítulos. É Letícia graduada em oceanologia pela Universidade Federal do Rio Grande AFURG e tem pós-graduação em economia e meio ambiente pela Universidade Federal do Paraná. Ela é especialista em políticas públicas, especialmente para pesca e conservação marinha. Tem já uma década e meia pelo menos de experiência nesta área, tratando com instituições governamentais.
Terceiro setor público em geral. Eh, ela atua na formulação de marcos regulatórios, gestão sustentável de recursos pesqueiros, também articulação institucional, né, entre o governo e o setor privado. Então, ela tem experiência justamente nessa área, né, na área que chamada de advocacy ou eh articulação entre organizações e já participou e representou o Brasil em várias organizações e fóruns internacionais. Então, Letícia, muito obrigado pelo já adiantado pelo trabalho, pela presença. Te passo a palavra para coordenar esta mesa e depois nas apresentações voltamos a nos reunir aqui para discutir os temas. Obrigado e bom dia a todos. Obrigada,
Gonzalo. Primeiramente eu queria agradecer pelo convite para tu como moderadora do evento. Queria agradecer especialmente ao Amirante Léo Ferreira e ao comandante Frederico pelo convite paraa atualização do capítulo de pesca. É uma honra poder atualizar o trabalho feito pelo professor Fábio Azim. Eu vou compartilhar com vocês aqui minha apresentação. Então, todas as Todos vêm vocês tão conseguindo enxergar? Ok, perfeito. Então, bom, bom dia a todos. Meu nome é Letícia Bruni Cantom. Eu sou oceanóloga, eu fui recebi esse convite honroso de poder atualizar então o Capítulo de pesca. Eh, e para isso a gente tá organizando
esse webinário para complementar e fazer atualizações ao capítulo. Então, o capítulo de pesca, ele compõe o documento O Bras Brasil e o Mar no século XX, a terceira edição, subsídios para aproveitamento sustentável do Mar Brasileiro. Ele foi eh concebido pelo professor Fábio Azim e colaboradores. E a ideia do capítulo, então, é contemplar um pouco do contexto da pesca marinha mundial, trazer o histórico da pesca no Brasil e a relevância dessa atividade econômica e social no contexto nacional, bem como desafios e oportunidades. Então, o capítulo contempla uma avaliação num panorama histórico nacional desde o período pré-colonial
até o Brasil República, passando pela organização institucional, aspectos econômicos e sociais de cada período, normas e regulações que foram tratadas e que foram concebidas em cada período, bem como acordos internacionais que foram internalizados e foram regulamentados durante esse processo. O capítulo de pesca também traz pra gente aspectos econômicos e sociais desde o contexto mundial, como a produção mundial, passando pela América Latina e Caribe até o panorama nacional, eh, assim como aspectos sociais, então, número de empregos voltados que envolvem o setor de pesqueiro, desde o contexto mundial, passando pela América Latina e Caribe e trazendo então
pro nosso panorama brasileiro O documento também contempla desafios e Oportunidades. Então, a gente vê desafios relacionados a aspectos financeiros, a questões relacionadas a monitoramento, a necessidade de integração de dados, garantia de rastreabilidade dos pescados, a necessidade de investimentos em ciência e pesquisa, a garantia da qualidade do pescado produzido, a sanidade dos recursos pesqueiros, o combate à pesca ilegal, combate à poluição marinha e também o que tá muito em vog, que a gente tem que sempre levar em consideração, que é o contexto das mudanças climáticas, a necessidade da mitigação dos impactos das mudanças climáticas para atividade
de pesca. Então, para isso, a gente vai contar com a colaboração de quatro palestrantes. Dr. Alex Lira vai trazer um pouco pra gente sobre a situação atual da pesca Maria no Brasil. O Dr. Antônio Linto vai trazer sobre pra gente um pouco papel da ciência como subsídio a formulação de políticas públicas. A Dra. Cíntia Miag vai tratar da captura gestão tecnologia para uma pesca mais sustentável. E o mestre Henrique Quefalas vai trazer desafios e oportunidades da década da pesca marinha na década do oceano, um olhar da sociedade civil. Então para isso, cada palestrante terá 15
minutos de apresentação e como o Gonçalo já mencionou, posteriormente as apresentações a gente vai ter um ambiente de debate. Então convido a todos os participantes desse webinário a deixar seus comentários e seus questionamentos no YouTube. E passo a palavra então para o primeiro palestrante, Dr. Alex Lira. O Dr. Alex Lira, então é engenheiro de pesca, mestre em doutor em recursos pesqueiros e aquicultura pela Universidade Federal Rural de Pernambuco, doutor em ecologia marinha pela Universidade da Bretenha Dental, atualmente é o diretor de estatística da Pesca Aquicultura na Secretaria Nacional de Registro, Monitoramento e Pesquisa da Pesca
Aquicultura, do Ministério da Pesca Aquicultura, elaborando, acompanhando e coordenando iniciativas de pesquisa científica, consolidação e geração de dados estatísticos para a gestão pesqueira. Professor Dr. Alex, palavra é sua. Bom, bom dia a todos e todas, todos que me desculpem, tô compartilhando a tela aqui só. Só con se vocês estão vendo. Conseguem ver, Alex? a gente vê se a apresentação, mas te tá um pouquinho baixo, tá? Vou falar mais próximo aqui. Consegue escutar bem agora? Tá. Ok. Então, bem, primeiramente, bom dia novamente a todos e todas. Eh, gostaria inicialmente de agradecer a Letícia, ao professor Gonzalo,
a ao Almirante Leal pela e pela a Sembra, por esse importante por essa por esse importante evento, por esse importante em nome do Ministério da Pesca e Agricultura, gostaria de agradecer a oportunidade do ministério tá tendo a o o prazer de trazer aqui alguns elementos Importantes em que nós consideramos relevante no contexto. para tentar atingir as metas previstas na década do oceano. Então, a apresentação que vamos fazer aqui brevemente dentro do PE estabelecido, ela trata exatamente da situação atual, ah, e perspectivas acerca da reconstrução da estatística e da pesquisa no âmbito da da gestão pesquisa
atual como objetivo como como marco para tentar atingir as metas eh globais estabelecidas para o uso sustentável dos oceanos no mundo todo, mas especificamente no Brasil. Então, nesse contexto, a gente vai tentar aqui permear brevemente um, falar um pouco, né, da década do oceano. Acredito que outros colegas ah presentes vão também pontuar isso, fazer o diagnóstico breve de como a reconstrução da estatística e da pesquisa ela tem avançado, como isso pode contribuir para o eventual atingimento das metas eh previstas na década do oceano. algumas causas do porque tá sendo necessário reconstruir alguns aspectos a no
contexto da gestão pesqueira. Então, porque a pestra chegou a essa situação, uma algumas alguns avanços importantes que t sido alcançados através do Ministério da Pesta, cultura, não somente o ministério, mas no contexto da gestão como um todo, que faz com que possamos atingir esse objetivo mais rápido, esses objetivos e a contribuição específica para pra frota década do do oceano. Especificamente, não é novidade, a gente tem uma série de problemas quando se fala sobre a pesca. Então existem desafios imensos, são desafios globais, mas que acabam refletindo a o permeando diretamente a situação que a gente tem
no no país. Então o contexto de sobrepesca, pesca ilegal, não declarada e não regulamentada. que pro nosso pro nosso linguajar em português teste ndnr a sobrecapacidade, podemos dizer assim, ou seja, você ter mais a frotas atuando do que o estoque pode suportar que vai estar diretamente refletido no contexto de sobrepesca, assim como lacunas de informação, as mudanças climáticas e degradação de hábitat de diferentes formas, desde a perda do hábito até até a eventual poluição do ambiente. Sunim. Então são problemas globais que acabam refletindo ou caindo diretamente também no contexto da da peste não só do
mundo, mas também ah nacionalmente aqui no Brasil. Então dentro desse escopo, dentro desse escopo, a década do do oceano, ela traz alguns marcos e algumas metas, né, que é conhecido de todos aqui, acredito da maior parte. Então, como a pergunta central e como o Ministério da Pesca tem atuado em algumas dessas vertentes, né, como garantir um oceano produtivo eh explorá-lo de forma sustentável, sem estatística contínua sobre a o que se captura? Isso é um problema imenso. Então, é uma pergunta central que a gestão pesqueira se faz há muito tempo, se faz atualmente e provavelmente vai
fazer no futuro também. Então, nesse contexto, a alguns desses elementos previstos na como diseos, né, paraa década do oceano, relacionados diretamente com os ODSs, repassa ou perpassa sobre um oceano produtivo explorado de forma sustentável, transparente e acessível, conhecido e valorizado por todos. Então o que a gente vai trazer aqui brevemente para vocês ter passe exatamente por três desses aspectos, por esses três aspectos, tanto o oceano produtivo explorado de forma sustentável, a transparência e o acesso à informação, e como a transparência o acesso de informação faz com que você conheça melhor e valorize a a pesca,
os oceanos e e consequentemente os recursos que acabam vivendo nesse ambiente estão eh imensos e impressionantes. Nesse contexto, vale destacar brevemente que a gente tem um caminho importante que que se passou ao longo do tempo. A Letícia trouxe aqui brevemente que o o capítulo vai trazer um histórico bem anterior ao que eu tô pontuando aqui, mas é importante destacar esses marcos a ao longo da da história. Nesse contexto, a gente pode destacar lá no início da década de 60 a própria questão de de aumento, né, a a incentivos paraa pesta especificamente. Então a gente teve
ao longo da história esses incentivos, a gente teve um título histórico de produção pra pestaca marinha lá na década de 80, especificamente 85, tá? Principalmente por causa da sardinha. E esse essa eventual expansão, esse eventual pic acabou posteriormente tendo a redução, tendo um colapso não somente da sardinha, mas também de outras pescarias. Ah, obviamente ao longo desse período nós temos imensos marcos ou submarcos, mas eu gostaria de destacar esses pontos porque desde que nós tivemos esse tipo histórico de produção, a produção teixeira nacional marinha, ela caiu e continua estagnada ao longo do dos anos por
n motivos. Ah, mas é importante destacar que desde 2007 o país não tem um um sistema nacional de coleta de dados para estística pesqueira de forma consolidada. Isso é um ponto frágil que acaba ah permeando e fragilizando toda a gestão pesa. O último boletim oficial foi em 2011, até o que eu vou mostrar posteriormente para vocês aqui. A gente teve também toda a questão de instabilidade da gestão pesqueira por parte do Ministério da Pesca e Agricultura que foi passando, né? A gestão pesqueira, ela sai passando por diferentes ah pastas ao longo do tempo. Isso fragila,
fragiliza também a gestão até chegarmos exatamente em 2023 com a recreação do do Ministério da Peste e Agricultura. O que é que nós temos hoje a em um contexto de complexidade, de falta de dados? Para se fazer gestão no país, nós precisamos de de informação. Isso aí é é básico. Então, para se fazer qualquer ou para tomar qualquer medida de gestão, é Necessário ter o monitoramento, ou seja, ter dados tanto paraa pesca como paraas espécies. Isso dentro de um país como o Brasil, com dimensões continentais, a com complexidade espacial imensa, dificulta a isso não somente
hoje, mas ao longo de toda a história. Hoje o cenário que nós temos no país ainda, ah, mas isso tem avançado, é de uma geração de dados que acaba sendo insuficiente. Ela é pulverizada, ela é descontínua e não integrada. E qual o resultado que isso acaba trazendo, né, pra gestão pesqueira nacional? Eventualmente uma política e uma gestão da pesca fragilizadas ou ou desequilibradas ah na sua tomada de decisão. Isso é muito ruim, ah, porque sem ciência, sem dados e sem informação, a gestão acaba ficando fragilizada. Nesse sentido, o que é que nós temos como pilar
nesse contexto para tentar avançar nas metas e e e nos objetivos previstos da década do oceano? como o Ministério da Pesca pro futura ter ter atuado nessa nessa linha de ação. Primeiro é entender que a estatística pesqueira e a pesquisa, principalmente a pesquisa em rede, em colaboração, ela é o pilar, ela é um pilar estruturante para atingir qualquer que seja objetivo que busca uma pesca produtiva, sustentável e transparente. Então, sem estatística pesqueira e sem uma pesquisa através ou sem redes e redes de colaboração de parceiros, você não consegue isso. Então, o fortalecimento do monitoramento controle,
a variação de estoque, o ordenamento participativo, que são algumas das estruturas para se tentar atingir, né, uma pesca produtiva, sustentável e transparente. Caso não exista uma estatística pesqueira ou uma pesquisa em rede ou ou um fortalecimento Das redes de pesquisa, isso acaba desmoronando. A gente não consegue atingir esses objetivos. Então, o MPA tem atuado em uma série de de ações e avanços que eu vou trazer aqui brevemente para vocês, que acaba fortalecendo essa base aqui que a gente tá vendo. Então, se se nós temos uma base fortalecida, a estrutura dessa casa, podemos dizer assim, ela
vai ser a consistente e permanente ao longo do tempo. Então, destaco aqui como primeiro avanço a a reconstrução da da estatística pesqueira marinha. Então, foi realizado ao longo desses últimos 3s anos um trabalho colaborativo entre diferentes pesquisadores, diferentes especialistas para todos os estados costeiros, inúmeros bancos de dados consolidados, inúmeros grupos taxonômicos que foram avaliados e padronizados para se construir um novo boletim ou uma nova estrutura de reconstrução da pesca marinha do Brasil de 1950 a 2022. Esse marco ele foi fundamental para se tomar e avaliar uma série de aspectos relacionados ao histórico da pesca que
se tinha anteriormente de forma fragilizada, mas principalmente não existia para um recorte depois de 2011 até 2022. eh existia uma lacuna imensa aqui a de informações. Então, nesse contexto a foi citado aqui já, a gente tem um problema global que tá relacionado com a sobrepesca dos estoques pesqueiros e a diminuição da produtividade desses estoques do porto de indústria global e também no Brasil. Um exemplo básico disso é a diminuição da nossa produtividade pesqueira em termos de Relação entre o pico de produção que nós temos registrado para estúica posteira marinha em 85 para 2024. é uma
diminuição na ordem de 36%, isso pode variar de alguns anos para trás e paraa frente. Ah, mas varia ah nesse sentido. Um outro problema que que eu comentei anteriormente aqui é a ausência de informação. Então faz fazziam 15 anos que não se tinha séries de oficiais ah de dados consolidadas a nível nacional para o Brasil. existe e existiu estatística para esquerda continua existindo que bom inúmeras enantes, mas do ponto de vista consolidado, isso era praticamente inexistente a nível nacional e isso tem sido avançado, tem tem melhorado a ao longo do tempo. Esse reflexo e essa
reconstrução de dados, ela permite e ela tem permitido que um segundo avanço tenha tenha sido feito, que é exatamente a retomada de boletins oficiais a nível nacional. Então o o Ministério da Peste Cultura, não novamente, não somente sozinho, mas com colaboração e parceria de todos, da academia, da pesca artesanal, da pestaca industrial, a dos setores a adventos, a atividade dos diferentes interessados, tem resultado em avanço. Então, o boletim da reconstrução da pesca marinha, que foi comentado aqui anteriormente, o boletim da estatística da peste da cultura de 2023 e 24, que também foi publicado com várias
informações eh inéditas que nunca tinham sido ah públicas anteriormente. E isso só foi possível graças a uma Reconstrução da pesca marinha que se permitiu criar um histórico a recente para se poder avaliar a produção entre o 23 e 24. a retomada de um boletim de registro geral a do pescador, da pescadora profissional, ou seja, das categorias do RGP, tá? Do nosso registro geral de de da atividade pesqueira, nessas diferentes categorias, nesse caso aqui, somente para pescador profissional. E um trabalho importante que vinha sendo feito, venha sendo feito ao longo desses últimos anos pelos colegas da
Secretaria Nacional da Agricultura, que são os boletis da agricultura em Águas da União, não somente continentais, mas principalmente marinhas. Então são avanços que tem que t acontecido no âmbito da paz que acaba fortalecendo o processo de transparência e acesso à informação aqui, principalmente em transparência. Contudo, em 2025, a ideia é avançar ou para 2025, perdão, tudo bem, estamos em 2026, mas todos esses boletins aqui, eles terão novas versões. Essas versões já estão prontas, prontas e serão publicadas assim que o defesor litoral ah for finalizado com novas versões, trazendo aí um histórico de dois anos seguidos
de boletim ah de estatística oficial paraa pesca marinha no país. É bom lembrar que há 15 anos não existia isso. Então é um marco importante e que faz a gente avançar no processo da transparência e acesso à informação. A transparência por si só ela é importante, mas o acesso à informação que podem ser complementares é fundamental. Então, o Ministério tem trabalhado no contexto de dar publicidade às informações através de Diferentes painéis ah interativos com acesso ao download dessas informações. Então, o Ministério da Peste e Cultura entende que somente através do conhecimento da ciência de dados,
somente através da transparência e do acesso público às informações, a gente pode avançar no contexto de uma gestão pesqueira ah mais consolidada, mais robusta e que e permanente ao longo do tempo. Então aqui tem alguns exemplos do painel do comércio exterior, do painel geral a do boletim da estatística da cultura técnica, do boletim da reconstrução marinha. São alguns avanços importantes que nós temos no contexto de dados abertos por parte da página. Um avanço ou esses avanços, perdão, relacionados aos dados abertos, aos painéis públicos, relacionados à reconstrução da estatística, só é possível graças ao que vocês
estão vendo nessa imagem aqui, todos vocês que estão em casa e e os demais colegas, que é colaboração, é parceria. Ah, a se entende hoje no âmbito do Ministério da Peste e Agricultura, que o avanço na gestão pesqueira, sobretudo na geração de dados, ah, e na pesquisa, ela só consegue ser fortalecida através de parceria e colaboração. Então, aqui a gente tem um exemplo ah de informações que têm sido geradas paraa pesta aquicultura aqui no caso marinha continental, mas vamos nos ater à questão marinha ao longo de toda a costa do Brasil. Então, várias dessas Informações
não são geradas diretamente pelo Ministério da Peste agricultura, mas são geradas ou oriundas através de processos relacionados com o licenciamento ambiental de petróleo e gás. Então, inúmeras inscrições eh importantes, até o o colega Antônio Lito vai falar um pouco aqui, ah, essas inúmeras instituições que têm gerado informação ao longo do país há muitas décadas, elas são fundamentais nesse processo de reconstrução. Então, o Ministério da Peste, a cultura avaliou um quebra-cabeça nisso. Então, vários pontos, a exemplo do Maranhão, Piauí, várias regiões do Nordeste não sentia informação sendo gerada. Ah, o Rio Grande do Sul também a
gente não tinha a informação de estatística desde que o anterior projeto de estatística pesqueira tinha sido finalizado. Então esse arabolo aqui de parceria, ela é fundamental no processo da reconstrução sistema permanente de coleta de dados e informação. Nesse contexto, um outro avanço importante é a reconstrução. Ainda nessa em certa bolsa da reconstrução do sistema permanente, trata-se do plano nacional de monitoramento estatística por espiratola. Esse plano nacional é um decreto que tá sendo desenvolvido, ele tá em em vias ah finais no âmbito do governo federal e que vai eh trazer uma estrutura que vai normatizar uma
estrutura de governança e organização de dados paraa estatística texteira e atrícola. Como eu pontuei anteriormente, muita informação tem sido gerada. muita informação de qualidade, mas a gente tem um problema, né? parte grande dessa Informação, ela ainda continua pulverizada e dispersa. Então, a ideia do plano nacional é ser esse esse marco ou ser esse guarda-chuva. E esse guarda-chuva, através do plano nacional, vai desencadear uma série de outras estruturas normativas que vão fortalecer o processo da gestão pesqueira através de dados e pesquisa, a exemplo da rede integrada de pesqueira, o comitê de acompanhamento desse plano nacional, procedimentos
paraa execução do próprio plano e dois importantes marcos aqui que estão já em desenvolvimento, que é o sistema a peste Brasil está, que vai ser um hub de integração de dados pra peste e agricultura no país. novamente, não diretamente dados somente do Ministério da Peste, mas de diferentes parceiros e de diferentes eh fontes de dados distintas. E o Programa Nacional de Avaliação de Stocks Pestiras, o Próstops, que eu vou destacar posteriormente. Um outro avanço importante, não pode se deixar de falar, é da pesquisa. Então, como foi pontuado, dados, pesquisa ou ciência de dados e a
pesquisa fundamental naquela base estruturante daquela daquela casa para se afingir os objetivos para o uso e a produção sustentável nos oceanos. Então, exemplo aqui a gente tem a chamada CNPq, MPA 2015 2024 que traz aí uma continuidade de uma chamada anterior a de 2015 que foi desenvolvida lá atrás. professor Velá Esportivo comentou aqui do professor Fábio Azinho, que foi desenvolvida lá atrás pelo professor Fábio Azinho com a sua equipe e isso deuse continuidade agora no na atual gestão. Então é um um edital que busca cinco linhas de pesquisas inúmeros Estoques que vão ser avaliados e
monitorados. E essas linhas de pesquisas elas compram toda a região costeira do país, de norte a sul. Então, desde camarões, lagustas, pelásticos e bemis, recursos pelásticos e bemersais norte, nordeste, sul, sudeste, assim como os recursos a de atins na costa brasileira. são alguns desses recursos importantes. A ideia aqui é gerar uma consolidação sistema de coleta de dados, avaliação dos estoques prioritários, criar, fortalecer as redes de pesquisa e a formação de recursos humanos, que é outra base fundamental também para se atingir a gestão mais sustentável possível. Outro importante avanço é o fortalecimento na avaliação dos estoques
pesqueiros. Como eu comentei, pela primeira vez no país, o o Brasil terá um programa nacional de acompanhamento no estado de explocação de estoques, pesqueiros e próstoques, que foi desenvolvido em colaboração de forma participativa no âmbito do Conselho Nacional da Agricultura e PESC, que tem como marcos ou objetivos primários a trazer uma lista oficial de estoques pesqueiros no país, ou seja, dentro definindo as unidades de gestão para pesca, que são os estoques e não a espécie em si, as múltiplas metodologias os critérios de reconhecimento diagnóstico ah para esse para avaliação desses estoques, uma periodicidade de avaliações,
comitês, especialistas e governança permanente para a avaliação desse instrumento, né, do Prosto como subsível paraa gestão pesqueira, sobretudo para o ordenamento. Então, esses avanços em conjunto, eles acabam Tentando permear ou pular desse problema que tínhamos anteriormente, ou seja, o monitoramento da pesca e das dos recursos pesqueiros ainda de forma insuficiente, pulverizada, descontínua não integrada para um sistema que busque trazer uma cobertura nacional que seja adaptado de uma forma regionalizada, que busque ser contínua e principalmente integrada. Então, a partir dessa estrutura do Plano Nacional, ah, entende-se que a gente consiga minimamente a minimizar esses efeitos aqui
ou essa essa problemática que os existe e o estatística é insuficiente, utilizada, descontínamo, não integrar, tanto paraa estatística como também para pesquisa. E o que isso vai nos trazer paraa década do oceano? Então, só relembrando aquela aqueles predizeros que que foram comentados anteriormente, então o oce o oceano produtivo e explorado de forma sustentável que próx monitoramento e esta física pesqueira possa fortalecer um processo de redução da sobrepesca, do esforço na medida que o stopque, o combate à pesca ilegal a seja também reduzida. Nesse sentido, para o oceano transparente acessível os boletinis, os painéis públicos e
todo o processo de transparência que tem sido dado, acaba trazendo efeito de dados abertos e acesso a informação a toda a sociedade, a desde o pescador que é o principal ah usuário dessa informação, eh o ponto principal da gestão pesqueira junto com curso, a além dele, toda a sociedade, né? professor, estudante, inúmeras pessoas que podem ter acesso a essa informação. O ser ano conhecido e valorizado no contexto das redes de Pesquisa e coleta de dados, assim como os saberes da festa artesanal. Não citei aqui diretamente, mas inúmeras ações que estão sendo tomadas no âmbito do
ministério pelos colegas da Secretaria Nacional de Pesta Artesanal, sobretudo no programa a nacional da pesca artesanal, eh busca trazer uma pesca artesanal visível nas políticas na gestão pesqueira nacional. Além disso, um oceano saudável, resiliente no contexto da reconstrução de séries longas, avaliação periódica dos estoques, que vai permitir com que possamos ter uma detecção precoce de mudanças e recuperação dos estoques de uma forma mais efetiva. Para finalizar, a temos aqui alguns compromissos pra década do oceano até 2030 e e entendemos por parte do ministério que esses avanços têm colaborado nesse processo, ah, desde a pesquisa estatística
como política de estado, que tem sido feito na medida a do possível e da estrutura que que nos cabe. A a partir de 2028, no contexto do Plano Nacional, a implementação desse desse plano vai permitir a retomada da estatística teira dentro de 17 estados costeiros. Além disso, um primeiro ciclo do Programa Nacional de Avaliação de Stoques. E aí lá para 2030, que não tá tão longe, tenhamos a medidas de gestão tomadas com agilidades e apoiadas em formação contínua e confiável, tá? nesse contexto, contribuindo diretamente, né, a pesca brasileira para os objetivos previstos na década do
oceano e também no contexto das próprias ODS a nível global. Como mensagem final, trago para vocês e e novamente agradeço a Letícia, aos demais colegas ao SERA pela organização. Ciência e dados contínuos, elas vão, elas são sempre a base estruturante para uma pesca sustentável. Ah, obviamente sem pessoas, sem os nossos pescadores e pescadoras, não existe pesca, não existe informação, mas para se ter gestão pesqueira é necessário ter ciência, é necessário ter dados contínuos, não dispersas ao longo do tempo e entendemos que com isso possamos alcançar sim, na medida do possível uma pescaria mais sustentável a
nível nacional. Obrigado, Letícia, e fico à disposição posteriormente estacionamento. Muito obrigada, Alex. Foi ótima a tua apresentação. Eh, me recordou aqui também que agora em novembro a gente vai ter a quarta conferência nacional de pesca aqui e cultura, então que é importante que a gente vai ser vai ser tratado. O tema é justamente ter uma a política de pesca que seja uma política de estado e não de governo, né? me remeteu muito a isso. Muito interessante sua apresentação. Te agradeço muito. Já temos perguntas aqui, mas vamos aguardar pro final agora. Então, eu chamo o professor
Antônio Olinto Ávila da Silva. Professora Antônia graduada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Possui especialização em tecnologia de pesca pelo Centro Internacional de Treinamento em Pesca de Canagal a Japão. É mestre em doutor em ciência emonografia biológica pela Universidade de São Paulo. Pesquisador científico do Centro Avançado de Pesquisa e Desenvolvimento do Pescado Marinho no Instituto de Pesca de São Paulo e diretor técnico da da unidade Laboratorial de Referência em Controle Estatístico da Produção Pesqueira Marinha. é coordenador geral do projeto de monitoramento da atividade pesqueira do estado de São Paulo e
do projeto de monitoramento e caracterização socioeconômica da atividade pesqueira do Rio Doce e no litoral do Espírito Santo. Membro do comitê permanente de gestão da pesc do uso sustentável dos recursos pesqueiros sudeste e Sul e possui experiência na área de avaliação de estoques, manejo e conservação de recursos pesqueiros marinhos. Professor Antônio, a palavra é sua. À vontade. Obrigado. Bom dia. Vou compartilhar aqui minha minha tela. Eh, todos estão vendo? OK. OK. Então, vamos bem. Bom dia a todos e a todas. Inicialmente agradeço aí a oportunidade de colaborar com a revisão do capítulo de pesca, né?
Eh, agradeço ao principalmente nas pessoas eh do comandante Leéal Ferreira e do comandante Federico Saraiva. E bem, como já foi dito, né, há 6 anos eu participei ao lado do professor Fagazin da revisão Da terceira edição, essa que é atual, né, e é com muita alegria que volta a participar dessa revisão. Eh, o foco de minha fala é o papel da ciência no subsídio das políticas públicas para o desenvolvimento de uma atividade pesqueira sustentável. Gostei muito da palestra do do professor do Dr. Alex Lira, né? Eh, temos muitas coisas em comum nas nossas apresentações e
e principalmente eu queria destacar na fala dele a questão de de medidas estruturantes, né? E não simplesmente de fazer as coisas do de ocasião, mas ali as propostas que ele mostrou são estruturantes mesmo, né? são medidas estruturantes que eh dão uma continuidade. E nesse contexto eu vou mostrar aqui a a questões da ciência pesqueira, não só atual, mas talvez principalmente do caminho que a gente levou, né, para chegar até aqui, para compreender melhor como a gente está, porque a gente está bem. Eh, primeiro eu gostaria de lembrar, né, a todos aí, eu sei que a
plateia, né, a participação é bastante variada, né, que a atividade pesqueira é uma atividade primária, ela é extrativa, então ela, quem produz o peixe, na verdade, são os ecossistemas marinhos e costeiros, são os oceanos. Então esse ambiente ele deve estar bem cuidado, né, Bem tratado paraa gente ter uma atividade pesqueira eh saudável. E também quando a gente fala atividade pesqueira, não é só a captura, né? pela lei da pesca, toda cadeia de pescado, desde a captura, a parte de de redes e até a comercialização e pesquisa estão eh são atividades pesqueiras. E uma coisa assim
que principalmente agora, né, que e que estamos desenvolvendo planejamento espacial marinho, a economia azul, a gente tem que ter em mente que a atividade pesqueira ela precisa de vários territórios emórios para se desenvolver, né? Ela precisa da de uma parte de terra, né, onde você guarda a embarcação, um petrecho, o mar onde você navega, faz a captura e volta pra Terra para fazer descarga, para fazer comercialização e cultura. Eh, e vamos e a ciência pesqueira nisso, né? A ciência pesqueira, na minha opinião, é é uma maravilha, né? Ela integra análise sobre o meio ambiente, clima
com estudos. Eh, desculpa, o Almirante Borges levantou a mão, seria alguma coisa? É para fazer pergunta no final agora. Não, obrigada. Tá OK. Eh, bem, voltando, eh, bem, a ciência pesqueira tem essa questão, né, de de você juntar informações do meio ambiente, oceanografia física, química, a parte do pescador, tanto a parte da produção quanto a parte socioeconômica dele e a questão do ciclo de vida das espécies, eh, estudo de comunidades, eh, avaliação de estoque, ciclo de vida, Então, a ciência pesqueira ela é bastante ampla. E uma coisa aí que o o Dr. Alex já comentou
e eu vou colocar aqui com bastante ênfase, é o que é a gestão pesqueira, né? Já tivemos aí uma aula, então eu vou resumir isso. A gestão pesqueira é onde é feito o planejamento, a a implementação e a avaliação de todo conhecimento, seja o conhecimento científico ou tradicional. Então o processo de gestão você tem a partir de diagnóstico, né, que são é a parte de levantamento de dados, pesquisa, você tem que ter um objetivo, tem que ter um objetivo claro de gestão, aonde quer chegar, porque dela que vai sair ali as medidas de ordenamento, manejo,
defesos. uma outra parte importante que é o enforcement, né, implementação disso, né, não adianta só publicar, mas tem que Fazer valer aquilo. E aí vem os monitoramentos, né, tanto socioeconômico de produção ambiental, que avalia o que tá acontecendo, né, se os objetivos estão sendo alcançados com aquelas normas. E aí volta, né, para discussão, discussão com a sociedade. A gente tava conversando, né, que quando você faz a gestão pesqueira, você não faz a gestão do recurso, ninguém faz a gestão da sardinha, a gente faz a gestão de quem pesca a sardinha, né? A gente faz a
gestão de uma atividade econômica, né, com com um forte impacto social. E atualmente no Brasil essa gestão é compartilhada entre o Ministério da Pesca e Aquicultura e o Ministério do Meio Ambiente. Eh, então o que eu quero mostrar aqui é que quem assume a responsabilidade sobre a gestão, sobre a sustentabilidade dos estoques, não é o pescador. o pescador talvez seja o maior interessado nisso, mas assim, essa responsabilidade de de fazer essa gestão, de fazer e esses cinco tópicos, né, rodarem, né, é do governo e atualmente, né, principalmente pela eh pelo compartilhamento aí do MPA e
do MMA. E eu acho que que nesse tópico é onde a gente encontra na pesquisa inclusive, né? Porque uma coisa é você fazer publicar os papers, mestrado, doutorado, importantíssimo, mas para isso chegar na vida das pessoas, né, mudar a realidade, eh, você precisa da gestão. A gestão é esse caminho. E pelo que eu pesquisei, a atividade pesqueira foi a atividade econômica que mais mudou de cadeira, né, que teve aquela dança das cadeiras. Eu vou de um, o professor Alex eh mostrou uma parte disso aqui. Eu tô dando um aprofundamento que eu acho importante inclusive ser
citado no livro, né? Que é o quanto a pesca trocou de mão aí desde a década de 60, né, com a Sudep e principalmente ali a partir da década de 80. eh trocou de ministérios, trocou de nível, ministério, secretaria, secretaria especial, departamento. Eh, então o é impossível, né, você manter a uma estrutura de gestão, né, eh com essa dança de cadeiras. E também com isso, o que que você impede que aquele estudo, aquela pesquisa científica, né, acadêmica, ela chegue à comunidade, né, chegue à vida real, não porque a academia esteja desconectada do da Realidade, mas
porque a gestão, que seria exatamente o caminho onde esse conhecimento, tanto científico quanto tradicional, é discutido, se transforma em normas, né, e aplicado à realidade. Então isso é uma coisa que que eu acho assim importante. E voltando aqui à ciência pesqueira, né, muitos não sabem, mas a gente tem uma eh uma história muito rica, né? Começou lá em 43 com a vinda do Myers. Durante a guerra, Segunda Guerra, teve uma eh um convênio, uma cooperação entre o Brasil e Estados Unidos, né? veio um pesquisador americano, né, pro Museu Nacional começar a estruturar e desde esse
tempo, né, a ele coloca, se eu não me engano, 19 pontos de coleta de monitoramento em cooperação com os estados. Então, desde aquele tempo aí, pelo tamanho do Brasil, quando foi feito o monitoramento pesqueiro, ele já foi feito em cooperação, né, e não um órgão só fazendo. Ali na década de 50 a gente teve um programa muito bacana com a FAL que trouxe especialistas em 59. Aí a gente inaugurou o Almirante Saldanha como navio hidrográfico, né? E aí tem a a liderança do Intan, se eu não me engano, bem, do hidrógrafo Paulo Moreira, Guerra da
Lagosta, que também é pouco lembrada, mas na Guerra da Lagosta ali, que foi uma disputa com a França, Foi a primeira vez onde o resultado de uma pesquisa pesqueira, né, no caso do ciclo de vida e pesca da lagosta, ela foi determinante, né, na resolução de uma política pública nacional e de uma resolução internacional. E aí teve, né, Sudep, PDP, eh os navios oceanográficos e na década de 60 a 80 a gente teve 24 embarcações de pesquisa pesqueira no nosso litoral, né? Depois disso, programa revisei. E atualmente o que a gente tem aí de mais
relevante em termos de financiamento de pesquisa? O Dr. Alex, ele eh já mencionou é exatamente as chamadas do CNPq de 25 e agora de 24. Bem, resumindo nisso, né, ao longo aí do tempo, desde a gente tem monitoramento pesqueiro em São Paulo. Em 62, tudo que se fala hoje em dia sobre estrutura de ciência já tava publicado, produção pesqueira espacializada e navios de pesquisa operando. Então eu acho que nos últimos 20 anos, a partir mesmo tendo reviser, a gente teve uma queda muito grande aí na no financiamento e execução de monitoramento e pesquisa pesqueira. E
aqui a a Dra. Eloía, ela foi a diretora do Museu Nacional e ela aqui tem uma fala dela, eu vou resumir, mas ela diz aqui nos dois últimos itens, né, que, ó, Embora o Brasil até o momento tenha tido de pensar muito pouco nessas questões de de proteção à pesca, certamente um dia defrontará com esse problema tal qual se tem verificado em outros países, a menos que se pretenda deixar esgot ar os recursos naturais, haverá a necessidade de estudar os meios de proteção. Apenas direi que a principal arma empregada pelos modernos biólogos de pesca para
estudar o declínio e os respectivos remédios são perfeitas estatísticas de pesca levantada durante muitos anos. Gente, isso daqui foi falado na década de 40, 80 anos atrás, e foi até meio profético. Bem, o monitoramento você tem três faces, né? o monitoramento do das descargas pesqueiras, monitoramento biológico e o monitoramento socioeconômico. Os três têm que ser integrados paraa política pública. O que a gente tem demandado mais aí, esforços é o monitoramento de dados de captura e esforço e monitoramento biológico e socioeconômico ainda são limitados, não são programas contínuos, mas aí seria à frente, um desafio pra
gente ter na ciência pesqueira, né? Bem aqui rapidamente, né? O Dr. Alex já mostrou Isso. O primeiro anuário de pesca do Brasil foi de 44 em São Paulo. E aí teve um histórico e também voltando a ressaltar aí esse gap de desde 2007 até praticamente agora, né, praticamente 20 anos, eh, sem uma estatística pesqueira sistemática. E também, como já apresentado, o um um meio de contornar isso, né, foi a reconstrução, né, liderada aí pela colega Cátia Freire, que mostra esse ciclo da pesca brasileira. Após um pico ali em 1980, a gente foi caindo e não
nos recuperamos, né? Mas uma boa notícia, né, é que um, eu acho que é o melhor e exemplo aí de integração de de dados de sistema de coleta de dados foi o PENAP, que agora que é programa de monitoramento da atividade pesqueira, né, que começou em São Paulo em 2008, 2016 passou para Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro, 21 chegou ali no Espírito Santo e agora em 26 a gente integra tudo. estudo. São várias instituições, cada estado tem uma instituição de referência, né, onde a gente consegue de forma padronizada, né, fazer o levantamento de dados
e ali pelo comparativo, né, provavelmente cerca de 50% da nossa pescaria tá tá sendo monitorada nesse Sistema. Chegando aí, né, já para concluir em termos de produção científica, apesar de tudo isso, esse trabalho do professor Manuel Raimund Vice para pra região aqui Sudeste Sul, mas eu creio que espelha aí a realidade nacional. Temos desenvolvido muitos trabalhos, né? A produção científica é uma produção relevante eh em termos de de áreas, né, onde essa produção eh sobre a o ambiente marinho, né, nós temos aí principalmente trabalhos de reprodução, distribuição em abundância. E então isso é para reforçar
que apesar dessa dessa falta, né, de falha da estrutura, a gente tem sim conseguido aí nos estados, universidades, instituto de pesquisa, eh, elaborar eh desenvolver pesquisa, desenvolver bastante trabalho e, né, isso fruto da última chamada ali do CNPq de 2015, que acabou se finalizando em 21, 22, né, e outras ações também. Nós já temos relevantes trabalhos aí de avaliação de estoque, né? Então, não só de biologia pesqueira, distribuição, ciclo de vida, mas também temos em todo o Brasil exemplos de trabalhos de avaliação de estoque essenciais, né, para paraa gestão pesqueira. Então, concluindo, a gente fica
aí, eu coloco esses desafios, né? Eh, primeiro, né, o desenvolvimento da da estrutura já estabelecida que o Dr. Alex mostrou, né, sem ter os subcomitês, comitê de pesquisa, GT, você, por melhor que seja a o desenvolvimento de pesquisa, isso não vai chegar no dia a dia das pessoas e na proteção do ambiente marinho. ampliação do sistema de monitoramento pesqueiro. Ótimo saber que tem planos e devem ser várias as estratégias aqui. O os PMAPs, PMCAPS fazem entrevistas de descarga voluntárias porque assim a a pesca é muito informal a principalmente na pesca artesanal são muitos pescadores que
ainda não tem RGP, tem é fundamental incompleto. Então a gente pensa, né, a gente vê que que é importante ter alguém ali do lado deles, né, fazendo levantamento de dados. Uma nova frente aí, né, perante a economia azul e a e a presença de outros setores na no mar, né, são os estudos de padrões espaciais da atividade pesqueira, a interação com outras atividades e os efeitos climáticos sobre a captura. E para tudo isso precisa de financiamento. O modelo hoje posto, eu acho assim excelente, né? Uma parceria daí do MPA com CNPq. Esperamos que continue. Concluindo,
né? Eh, eu diria isso, que apesar das dificuldades na estrutura de gestão pesqueira, né, histórica, o Brasil possui capacidade técnica de realizar avaliações quantitativas sofisticadas, mas não dispõe uma infraestrutura estatística contínua e suficientemente abrangente para aplicá-las à maioria dos estoques de forma rotineira, esperando que na próxima revisão né, todo o que foi colocado ali pelo professor Alex tenha se concretizado e não haja mais isso. Bem, de qualquer forma, a descontinuidade dos dados e a ausência de um sistema nacional integrado de informações também contribuíram para uma ciência pesqueira marcada por estudos fragmentados e de abrangência frequentemente
regional, dificultando a integração dos conhecimentos produzidos e a construção de diagnósticos em escala nacional. É isso. Agradeço aí a atenção de todos e passo a palavra. Obrigado. Obrigada, professor Antônio. Acho que a mensagem realmente não se faz gestão pesqueira sem parcerias e sem colaboração, como como o professor como o Alex tinha colocado, né? É todo um processo e a gente precisa estar integrado todos esses atores pra gente poder ter uma gestão pesqueira sustentável. Bom, então agora eu vou chamar a professora Cíntia Miage. A Cíntia é graduada pela em Ciências Biológicas, é mestre em doutor em
cenografia biológica Pela Universidade de São Paulo, atuou na academia entre os anos 2000 e 2017 e participou da criação do primeiro guia de consumo responsável de pescado no Brasil. Ela é fundadora da PA, consultoria em Treinamento e atualmente é uma referência nacional e internacional em sustentabilidade de pescados. Ct, obrigada. A palavra tá contigo. Bom dia a todos. Obrigada, eh, Letícia. É um prazer táar aqui com vocês. Obrigado, Simbra. Eu sou membro do Conselho Executivo. Queria agradecer mais uma vez ao comandante almirante Leo Ferreira, eh, por essa oportunidade e cumprimento meus colegas do SEMRA através do
comandante Basílio Dagnino, que foi quem me trouxe o SEMRA através de um webinário de certificação da pesca cultura em 2022. E eu vou começar aqui então a compartilhar a minha tela paraa gente começar a conversa. Vamos lá. Bom, como a como a Letícia eh já me apresentou, eu tenho um background da academia, né? atuei eh tenho mestrado e doutorado em estonografia biológica, mas há algum tempo eu tenho atuado mais próximo ao mercado eh na questão da sustentabilidade da pesca. E fico bastante feliz de ouvir Dr. Alex, Dr. Antônio colocando os avanços que têm sido alcançados
na questão da gestão pesqueira no Brasil. Eh, mas do ponto de vista dos compromissos internacionais, desse ambiente de sustentabilidade desse novo eh consumidor consciente, a gente Tem algumas questões que podem ser eh que podem avançar através de outros mecanismos que dão apoio à gestão. Deixa eu tirar esse cursor aqui. Bom, então o título da da apresentação, ele se baseia num numa palestra online que tá gravada, já foi apresentada aqui no Sembra também, tá lá na página do Sembra, que se dedicava a questões de tecnologia paraa gestão na pesca. Vou fazer um apanhado geral aqui e
colocar algumas sugestões pro capítulo, paraa atualização do capítulo, então, do livro. O que que a gente precisa em termos de tecnologia? Não é a tecnologia em si. né? Mas o que ela nos traz de dados? Então, a tecnologia amplia o que conseguimos observar, mas o impacto depende do que fazemos com a informação. Então, eh, todo esse processo de aumento na capacidade de monitoramento da estatística dos boletins, eles são um avanço grande na obtenção desses dados. Agora, o que a gente precisa consolidar é como que a gente vai fazer a gestão do recurso a partir desses
dados. Então, a tecnologia nos ajuda a ampliar essa visão, né, observando eh o o ambiente, as pescarias. E aqui eu vou fazer um adendo, né? Tô falando em tecnologia associada aos processos produtivos, mas não a tecnologia associada à melhoria de captura. Existem várias tecnologias hoje aplicadas, sonará, sadares, que aumentam a eficiência da pescaria. Mas a gente vai falar eh de outra vertente da tecnologia, como essa tecnologia pode ser usada para melhorar as questões de gestão. Então, eu gosto muito eh de usar essa imagem do eh do índice fish and chips, trocadilho, né? Mas é o
fish, o peixe de fato e o chip, na verdade, aqui é o chip eletrônico de computador, não a batatinha. Então, eh, o Eric Enotan da startup desfich, uma startup canadense, ele faz esse acompanhamento dos preços, né, do de preços do pescado publicados pela FA e eh dos semicondutores. O que a gente observa desde o início dos anos 2000 é uma queda no preço dos semicondutores e um aumento no valor do pescado. Então, se distanciando aí esses índices. A partir de 2022, a gente tem uma pequena mudança de cenário, que é a entrada do chat GPT,
né? Inteligência artificial alterou a questão dos preços dos semicondutores. A questão da pandemia eh resultou numa uma um aumento expressivo no preço do pescado em algum momento e a gente tá voltando a uma estabilidade aí. Mas no geral, esse distanciamento entre o preço do chip e o do pescado é favorável ao uso da tecnologia, cada vez mais favorável o uso da tecnologia para as questões de gestão da pescaria. Os desafios da gestão pesqueira, Dra. Alex já apresentou, Dr. Antônio Olimpo também já discorreu sobre eles. Então, a gente tem as lacunas críticas do dado de desembarque,
a falta da eh dos dados consolidados nacionalmente. A gente tem informações incompletas, então, dificuldade de integração, a palavra integração aqui foi falada muitas vezes. E a gente também tem a questão da invisibilidade histórica de parte da pesca de pequena escala. Eu acho que isso o Henrique vai abordar um pouco mais na fala dele na sequência, mas também eh quando a gente fala dos dados, na maior parte dos dados apresentados, a pesca artesanal de pequena escala ainda está ausente eh desse mapa de de dados, né? E sem dados não há diagnóstico. Sem diagnóstico não há gestão
eficiente. Então a tecnologia ela vem ampliar a nossa capacidade de observação. E aí não é uma apresentação extensiva das possibilidades da tecnologia, mas só alguns pontos específicos que já temos exemplos práticos, exemplos eh que estão em curso na realidade brasileira, mas coisas que podemos aprender também no cenário internacional. Então, eh a capacidade de monitoramento, e aí eu vou fazer um parêntese aqui, a palavra monitoramento às vezes é utilizada de várias formas, né? Eu tenho monitoramento como rastreamento da embarcação, eu tenho monitoramento como acompanhamento dos desembarques pesqueiros. Eh, mas aqui eu tô falando do sistema de
rastreamento por satélite, o PREPS, eu vou voltar a mencionar o PREPS, mas vocês já falaram deles. Mas a gente também tem a questão do monitoramento eletrônico da pesca com sensores, câmeras e sistemas, né? Eh, vou detalhar um pouco mais na sequência. A gente então tem coleta de dados a partir de eh aplicativos, né, que estão bastante em voga. Hoje, praticamente Toda a população tem acesso a um smartphone que possa utilizar como entrada de dados, né? Então isso pode facilitar e propiciar o registro digital de captura, desembarque e so. Por outro lado, os equipamentos tecnológicos, o
desenvolvimento de estratégias podem também nos ajudar na eficiência, no aumento da eficiência. da embarcação da pesca, da conservação, da preservação da qualidade do pescado, como também eh ajuda a reduzir a captura de espécies indesejadas, perdas e desperd as capturas indesejadas a gente desenvolve tecnologias então já eh tem consolidadas no formato, tamanho de anzol, eh malha da rede, eh várias questõ lançamentos de de petrechos que podem eh viabil abilizar, então, uma maior, uma menor captura de espécies indesejadas e uma análise integrada de dados, né? Eh, hoje a gente tá falando, acabei de falar do chip da
inteligência artificial. Eh, elas nos ajuda a integrar uma série de bases de dados, de dados externos, internos e, de novo a palavra integração. Então, eu não vou fazer uma apresentação extensiva sobre as possibilidades de tecnologia, mas só pensar algumas questões que estão eh prementes na na realidade brasileira e que a gente pode usar eh daqui paraa frente, né? Então, o monitoramento eletrônico da pesca, algumas pessoas estão usando o MAP como sigla para esse Processo, ele não eh não é só o uso das câmeras a bordo, não é só a imagem em si, mas o uso
da da câmera para captura de imagem, para que essas imagens sejam analisadas e elas sejam acopladas a outros dados, como sensores de guincho e de outras estruturas de operação de pesca da embarcação. A questão aqui do monitoramento e monitoramento eletrônico vai além do uso da tecnologia, porque como eu disse, a as questões de exigência de mercado e conformidade internacional elas de alguma forma às vezes atropelam os processos eh os processos naturais da pescaria, por exemplo, aqui no Brasil, se a gente não tem ainda a questão do monitoramento eletrônico apontada na gestão nacional, a conformidade internacional,
os compromissos públicos, né, indicam a adoção do monitoramento em grande parte da frota, né, alguns eh varegistas internacionais já colocam esses compromissos públicos que, por exemplo, o atum, 100% do atum comercializado por eles tem algum tipo de monitoramento, seja ele eletrônico ou seja ele na na figura de um observador de bordo humano, né? Mas a gente sabe que o monitoramento eletrônico por câmeras, ele amplia essa possibilidade, né? Um observador humano é bastante eh caro e envolve uma série de outras questões que não vou abordar aqui, tá? Mas o monitoramento eletrônico também ele amplia a coleta
de dados interação com as espécies ameaçadas. Como eu falei, a gente tem a possibilidade de Aprender para diminuir eh a captura de espécies indesejadas. os dados de espécies capturadas descendentalmente, apesar da obrigatoriedade da indicação dos mapas de bordo, a gente sabe que é subnotificado, né? Aquelas espécies ameaçadas que são de obrigatoriamente devolvidas ao mar, vivas ou mortas, a gente não tem essa eh informação consolidada, aumenta a precisão desses mapas de bordo, né? a gente pode verificar a informação através eh dessa ferramenta e também fortalece a capacidade de de autoridade de monitorar o cumprimento das regulamentações,
o tal do enforcemento que o Antônio colocou, né? Então, se se eh algumas regras de largada, de horário de largada, tamanho de anzol, tipo de malha estão sendo ou não eh respeitadas durante esse processo. Outro aspecto tecnológico que tem sido demandado pelo mercado é a rastrabilidade. Aí o o mercado brasileiro entende hoje a rerabilidade a partir do momento que o pescado adentra a indústria, porque a indústria tem todo um processo de sanidade, de inspeção, que leva em conta, obviamente, a necessidade de rastrear esse produto até o consumidor final, caso haja algum problema de saúde ou
de recall ou coisa assim. Mas do ponto de vista da sustentabilidade, a necessidade é que a gente rastreie a partir da captura, né? entender onde, quando, como, por quem, que tipo de eh pescaria foi eh foi Obtido aquele determinado pescado. E isso é uma é uma informação que deve chegar até a outra ponta, a ponta do consumidor, mas é uma cadeia bastante estrensa, complexa e fragmentada. Então, a gente tem que dispor aí de um de um esforço grande tecnológico para tentar então fazer a costura de todos esses passos dessa eh dessa cadeia aqui. Eh, eu
seria ingênua de achar que eu vou conseguir abordar a questão da inteligência artificial. Isso aqui é um, talvez um webinário inteiro sobre o uso da inteligência artificial e os avanços que ela tem eh trazido na questão da pesca. Mas de novo, a desfish, ela coloca um um documento, tem uma apresentação também no YouTube e coloca uma um tabela de todas as os possíveis usos, né, que podem eh transformar a visão que a gente tem de toda a cadeia. o impacto da inteligência artificial eh tem sido melhor mensurado nas questões de processamento hoje, né, dentro das
fábricas, das grandes indústrias de pescado. Mas a gente tem várias questões que podem ajudar a gente ainda na na questão da definição da gestão. Então, quando a gente eh usa uma câmera de monitoramento eh eletrônico numa pescaria que opera 24 horas por dia, não há condições de que uma pessoa humana eh Analise esse conjunto de informações que vêm na imagem. Então, a gente tem também utilizado junto com eh as câmeras o processamento das informações através da inteligência artificial. Tudo isso também demanda o aprendizado eh da máquina, né? a gente tem que usar e adaptar pra
realidade brasileira. Outra questão que eu coloquei eh relacionada então a ao à deficiência, né, de dados da pesca artesanal, a dificuldade, o Antônio colocou, é muito disperso, né, eh o desembarque da pesca artesanal eh complexo, demandaria aí o contingente de agente de campo bastante extenso aqui no estado de São Paulo, esse trabalho é feito. Eh, mas a gente acompanha o cenário internacional e há dezenas de iniciativas de automonitoramento participativo através de aplicativos. Obviamente que há uma necessidade de padronização desses aplicativos, de uma adaptação à realidade eh local. O próprio PEMAP, hoje PMCAP do estado de
São Paulo, já tentou utilizar eh o PEMAP pescador. Eh, só que a gente tem também uma barreira que é a barreira da capacitação, treinamento das pessoas, dos eh usuários dessa tecnologia, né? Então, não basta ter tecnologia ter o financiamento se a gente também não passar paraa capacitação dos usuários. Então, quais são as oportunidades que já existem no cenário brasileiro, né? O que que a gente já tem, de exemplo? Então, o PREPS, que é o programa de rastreamento de embarcações de pesqueiras por satélite, associado então à plataforma do Global Fishing Watch. Eh, ela faz o Rastreamento
das atividades e mas a grande questão é como transformar esses registros em informações consistentes pro ordenamento pesqueiro. O Pesc Brasil, mapa de bordo, monitoramento de cotas. O professor Alex falou bastante da questão do dos novas das novas ferramentas e a digitalização e consolidação de informações ajudam a acompanhar as capturas em tempo real. Mas aí a dificuldade é como que a gente integra isso. E efetivamente as decisões de gestão também são ágeis o suficiente para atender essas eh entrada de dados. E a rastreabilidade das cadeias de pescado que eu falei, a conexão entre a origem e
o destino, eh tem a dificuldade econômica, uma barreira bastante eh grande, né, da adoção dessa dessa tecnologia. Então, resumindo rapidamente, a gente vai depois para uma discussão, mas os grandes desafios são as barreiras financeiras, né? A tecnologia, apesar do índice fashion chips, a gente ainda tem um alto custo, principalmente de manutenção e capacitação, nem tanto do hardware, né, do equipamento. Uma fragmentação e descontinuidade que nossos colegas já apontaram, a questão de ter ser uma política de estado e não de governo, não é? a falta de integração. A gente tem instituições, diferentes escalas e uma dificuldade
de de obter dados unificados. E essa demora que eu falei na nas decisões, não basta ter o dado, precisa converter em ações práticas. Então, tecnologia sem governança pode gerar dados, mas não necessariamente gera sustentabilidade. Então, o que que no final a gente precisa de continuidade, né, essa questão da política de estado novamente, a interoperabilidade diz respeito a como a gente integra, né, tecnologicamente os diferentes sistemas, a inclusão, trazer a pesca artesanal pro mapa de dados das ferramentas com ferramentas adequadas, né, acessíveis. a proporcionalidade, então o desenvolvimento que respeite as características e viabilidade econômica de cada
pescaria. Também a gente tá falando no universo de várias possibilidades e o uso efetivo desses dados. Então, rapidamente, eu já até passei do meu tempo, o objetivo não é digitalizar a pesca, é melhorar a sua gestão. Então, o avanço tecnológico mais importante paraa pesca brasileira não será necessariamente aquele que nos permitirá coletar mais dados, mas aquele que nos permita tomar melhores decisões com eles. Acho que é isso. Obrigada. Tô à disposição para as perguntas. Cíntia, muito obrigada. Cada vez que eu te ouço é sempre uma aula. Eu aprendo um pouco mais. Te agradeço desde já.
E agora eu vou chamar o Henrique Quefalas, que é oceanógrafo e mestre em ciência ambiental pela Universidade de São Paulo. Ele atua como coordenador executivo do Instituto Linha d'Água, onde desenvolve iniciativas voltadas ao fortalecimento de comunidades tradicionais costeiras e marinhas e a conservação da sociobiversidade. Seu trabalho se concentra na interface entre governança socioambiental, políticas públicas e desenvolvimento territorial sustentável, promovendo formação, incidência política e fortalecimento organizacional de base comunitária. Obrigada, Henrique. A palavra tá contigo. Olá, bom dia a todos e todas. Agradeço, Letícia, você aí pela passagem da palavra. Agradeço ao CRA, na pessoa do almirante
Leal Ferreira, ao secretário do Cembra, comandante Frederico Nogueira, do professor Gonzalo, todos vocês pelo convite. Muito obrigado pela oportunidade de estar aqui com vocês. Eh, cumprimento também os demais colegas da mesa, o Alex, o Antônio Olimpo e a Cíntia. Muito obrigado pelas explanações de vocês. Eu fico agora até numa num desafio aqui, né, de como que eu vou trazer algo complementar aí e novo frente a palestras tão brilhantes e com conteúdos tão importantes pra gente compreender esse cenário da gestão pesqueira no nosso país, né? Eh, bom, eh, gostaria ainda nessa extensão dos agradecimentos, né, o
convite pelo que ele representa, né, uma obra como essa do Brasil e o Mar no século XX, abrindo espaço paraa participação da sociedade civil, contribuir com esse processo, né? Eh, um sinal muito positivo, fico muito contente pela oportunidade e vou tentar fazer ju aqui ao convite, as expectativas aqui para para que a gente siga nesse espírito de colaboração sobre isso. Bom, eu falo a partir do Instituto Linha D'Água, que é uma organização da sociedade civil que faz filantropia para conservação da sócio biodiversidade no sistema costeiro marinho brasileiro. Então, a gente apoia tanto esse fortalecimento da
biodiversidade, dos recursos pesqueiros, principalmente, mas também essa diversidade social que compõe as diferentes populações aí que habitam o nosso litoral, a gente trabalha lado a lado com os especialmente com as comunidades pesqueiras, extrativistas da zona costeira e marinha, com as suas organizações, associações, cooperativas, eh, e com as suas redes nacionais aí que vai reunir eh povos e comunidades tradicionais. extrativistas, pescadores e pescadores artesanais. Então, por conta disso, a nossa abordagem, o nosso olhar, ele parte muito a partir dessa interação, nessas dinâmicas que acontecem nos territórios. E é um olhar que acompanha também muito de perto
as políticas públicas que chegam ou até aquelas que deixam de chegar a uma comunidade pesqueira que tá, por exemplo, nas rias do do litoral paraense maranhense ou que tá numa praia do litoral baiano ou numa Bahia, no estuário, no sul do país. Então, é por isso que a minha contribuição hoje vai menos pelos dados de captura que já foram muito bem externalizados aqui, e mais para uma pergunta de quem representa uma parte significante dessa pesca brasileira e o que o que ela contribui pro nosso país, né? Eh, eu também complemento isso a Partir de um
olhar internacional. Eu tenho oportunidade de ser membro e participante do conselho do ICSF, que é o coletivo internacional de apoio à Pesca Artesanal, e eu consigo, a partir dessa atuação internacional também acompanhar eh o que acontece em comunidades pesqueiras na Ásia, na África, na América Latina. E a gente vê que é muito parecido, né, essa realidade da pesca artesanal de pequena escala nessas diferentes partes do mundo. Ela é muito decisiva paraa alimentação e o emprego, mas também segue muito subrepresentada nas decisões sobre o mar, né? E o Brasil tem uma grande oportunidade de se fortalecer
cada vez mais como uma referência nesse tema, porque já acumula experiências muito bem sucedidas de gestão compartilhada, que ainda em muitos outros países isso é muito incipiente, estão buscando ainda construir suas capacidades para isso, né? Bom, a pesca sobretudo artesanal, né, tem uma importância global, né, do ponto de vista da eh da segurança alimentar. O o almirante até mais cedo tava falando, né, dos dados do quanto se produz de peixe no mundo e o quanto se produz de carne bovina, né? Então isso é um exemplo, né, muito concreto da importância que essa proteína animal tem
para garantir a alimentação das pessoas ao redor do mundo. E isso tá muito bem colocado eh pelos estudos, levantamentos que a FAU, Organização de Agricultura e Alimentação da ONU, nos traz e nos apresenta como informações eh bastante precisas para isso. É, e ainda assim a Gente tem alguns outros estudos que most buscam iluminar essas capturas ocultas, aqueles dados que sequer chegam até eh esses essas estatísticas nacionais, como o Antônio e o e o Alex já colocaram, né? Então, nesse sentido, a gente consegue obter desses dados que a pesca artesanal de pequena escala, ela responde por
pelo menos 40% de toda a captura mundial de pescado, né? e ao mesmo tempo responde por cerca de 90% das pessoas que trabalham na cadeia da pesca. Então a gente tem uma perspectiva que em cada 10 dessas pessoas cerca de quatro a cinco são mulheres e a maioria do beneficiamento na que atuam na na maior parte no beneficiamento e na comercialização desse pescado. Um trabalho que é historicamente invisível, né? Eh, e o Brasil também segue segue esse mesmo padrão, né? No Brasil a gente tem cerca de 1.700.000 pescadores e pescadores artesanais registrados. Ah, e as
mulheres representam aí praticamente a metade desse contingente de pessoas envolvidas na atividade pesqueira. é uma pesca principalmente artesanal, tá associada ao abastecimento de mercados locais, feiras, restaurantes. Ela é quem tem sido responsável por garantir eh uma proteína de qualidade na mesa da população, de quem muitas vezes não tem alternativas e não tem condições de adquirir outra proteína animal. Eh, e isso faz com que também esse recurso proveniente dessa atividade, esse recurso financeiro gire principalmente dentro dos municípios e não fora de Dessas dimensões territoriais, né? E eu quero chamar a atenção para para esse ponto que
às vezes se perde quando a gente fala da pesca apenas como um setor produtivo, mas quando a gente olha paraa pesca artesanal de pequena escala, ela também é uma forma de organizar esses territórios, né? Em torno dessa atividade existem conhecimentos específicos, saberes, eh calendários, redes de parentesco e vizinhança, as habilidades para construção naval, artesanal, culinária, festas eh associadas a tradições e culturas locais. E isso alimenta uma economia inteira que muitas vezes não aparece no PIB do pescado, né, mas que sustenta essa vida eh em boa parte do litoral brasileiro e nas beiras de rios e
açudes do país. Eh, por isso, quando a gente fala de desenvolvimento territorial sustentável na zona costeira e marinha, a pesca artesanal é é um setor fundamental para essa para esse debate. É uma base sobre a qual esse desenvolvimento pode acontecer. é uma pesca eh que a gente, né, percebe que quando ela vai bem, há permanência das famílias, há um cuidado com os ecossistemas, há pessoas atentas ao que tá acontecendo no mar. Eh, e aqui eu chego num ponto que me parece especialmente pertinente para esse debate que a gente tá tendo aqui no no âmbito do
Sebra, né? a gente fala com razão do mar brasileiro, como essa Amazônia Azul, né, com cerca de quase 6 milhões de qum qu de águas juris jurisdicionais, né? Um conceito poderoso esse, né? E ele nos lembra que o mar é Parte desse nosso território nacional e que ele precisa ser conhecido, protegido, ocupado, valorizado. E aí eu me pergunto, né, quem no dia a dia, além claro, da Marinha do Brasil, mas que ocupa efetivamente esse mar, quem que tá lá às 4 da manhã, todos os dias nesses 8.500 km de costa, nos estuários, nos parceis, né?
É a pesca, né? é a pesca em todas as suas escalas e na faixa costeira, sobretudo a pesca artesanal. Então, da nossa perspectiva, essa soberania se afirma também pela presença, pelo uso e pelo conhecimento gerado pelo setor pesqueiro sobre esse espaço, né, marinho ou espaço marítimo. E poucos conhecem o mar brasileiro como os pescadores, né? Então, muitas dessas pedras, parceis, os pesqueiros que a gente tem no litoral, tem nomes que não, muitas vezes não estão retratados ali nas cartas náuticas, né? mas eles estão vivos na memória dessas comunidades. E existe uma cartografia então social desse
Mar brasileiro, que é um patrimônio nacional e que a gente eh usa e às vezes até valoriza pouco. Eh, um episódio recente que a gente pode recordar junto foi em 2019, quando chegou o vazamento de petróleo, né, nas mais de 1000 localidades na na no litoral, especialmente do Nordeste brasileiro. e que a gente presenciou que quem viu, quem primeiro alertou e quem primeiro entrou na água para retirar esse petróleo foram justamente Pescadores, pescadoras, marisqueiros, né? Muitas vezes fizeram isso com as próprias mãos antes de qualquer resposta ainda organizada para isso, né? Então, foi quem na
prática atuou como essa sentinela da nossa costa, né? Quem percebe cada mudança que acontece no nosso mar. Então, eh, a gente percebe que se a gente quer fortalecer esse conceito da Amazônia Azul numa perspectiva em que ela esteja ocupada, vigiada, conhecida, a gente também precisa dessas comunidades pesqueiras fortes, presentes e reconhecidas para atuar em colaboração a fortalecimento desse conceito, né? uma costa esvaziada de pescadores, em última instância, é uma costa mais vulnerável, não só do ponto de vista ambiental, é uma questão também de segurança alimentar, como eu já disse, da presença do estado e sim,
é claro, da soberania, né? Cada barco de pesca brasileiro carrega consigo a sua bandeira do país quando faz essa ocupação e essa presença no nosso na nossa zona econômica exclusiva como um todo. Então, dito isso, né, eh enquanto um representante da sociedade civil, eu vejo alguns desafios que eu gostaria de colocar aqui pro pro nosso debate, né? O primeiro que já foi muito bem destacado pelas outras falas anteriores à minha, é da invisibilidade nos dados, né? O Brasil, como já foi dito, ficou mais de uma década sem uma estatística pesqueira nacional sistemática. A gente reconhece
os esforços que têm sido feitos agora pelo Ministério da Pesca, como Alexia e a equipe vem fazendo para retomar isso, Né? assim como iniciativas eh estaduais muito bem destacadas pelo Antônio Olimpo, que São Paulo é pioneiro nisso, né, com Instituto de Pesca Secular e que consegue manter essa produção de informação, né, sobre a a pesca no estado. Mas como já também foi dito, muito destacado pela Cíntia também, a pesca artesanal ainda é a mais subnotificada, né, e o que não é medido não entra na hora da tomada de decisão, não tem o seu valor reconhecido.
Então esse é um aspecto que a gente precisa superar mesmo. Eh, o segundo é a disputa pelo espaço marinho, né? O mar tá ficando cada vez mais ocupado. Petróleo e gás, portos, mineração, turismo. Agora a gente tem a perspectiva de produção de energia, como as eólicas offshore, né? O Brasil tá avançando no seu planejamento espacial marinho, o que é muito positivo para essa eh harmonização dos diferentes usos interessados no mar. O ponto de atenção que a gente coloca talvez seja esse, que se os territórios de pesca forem mapeados, reconhecidos e levados em conta desde o
início desse planejamento, quem historicamente mais ocupa o mar também é quem vai correr mais o risco de ser o primeiro a ser deslocado ou ou realocado dentro desses usos e interesses que se colocam sobre o espaço marinho. E isso enfraquece justamente essa presença que eu mencionei há pouco que ajuda a garantir essa soberania também sobre o nosso espaço marítimo, né? Eh, o terceiro aspecto que eu gostaria de destacar é a governança, né, desse o espaço costeiro marinho no Brasil. O Brasil tem experiências, como eu já disse, muito ricas de gestão compartilhada, né, com Acordo de
pesca, fóruns regionais de pescas, próprias reservas extrativistas marinhas, né, elas mostram que quando essas comunidades têm uma participação efetiva, essas regras se tornam muito mais legítimas e mais cumpridas, né, mais atendidas. Então aquele esforço, né, Antônio, de fazer valer as regras se torna muito mais efetivo quando a gente tem essa participação eh bem valorizada do setor, né? Isso vale não só para os paraa artesanal como também paraa pesca industrial, né? Fundamental esse envolvimento do setor na construção e legitimação dessas regras, né? E aí o nosso desafio é sair desses projetos pilotos, dessas iniciativas pontuais e
tornar isso uma eh experiências que estão eh assentadas em uma política de estado com continuidade e com recursos. É isso, a gente falou das continuidades do Ministério da Pesca ao longo do tempo da gestão pesqueira no país. A gente precisa superar isso para de fato ter uma gestão pesqueira perene e efetiva dentro das bases de sustentabilidade dos recursos pesqueiros, né? E por cima disso tudo, claro, a gente também lida com esse novo desafio, que é são as mudanças climáticas, né, que já tem alterado essa distribuição das espécies, tem intensificado os processos de erosão costeira e
a própria segurança de estar no mar, né? Eh, a gente vê corriqueiramente os avisos da Defesa Civil, das capitanias, né, alertando sobre tempestades, etc. E muitas vezes em espaços de tempo muito curto entre a previsão, a virada do tempo, né? Então isso afeta diretamente a segurança sobre a navegação, né? E que afetam, claro, Eh, aqueles que têm menos capacidade de se adaptar a tudo isso, né? Bom, e aí para rumar já para para minhas conclusões aqui, eh, eu me faço a pergunta e trago essa reflexão para vocês de qual o papel da sociedade civil nesse
cenário, né? Então, acho que um papel importante nosso de sociedade civil é fazer pontes, né? Então, a gente tentar conectar esse conhecimento científico institucional com conhecimento e o saber tradicional entre o que a gente define nos gabinetes e o que parte de soluções e apontamentos que vem dos territórios. Muitas vezes essas informações elas existem, estão disponíveis, mas elas não necessariamente circulam e que se conectam entre si. Ou às vezes a política existe, mas ela não chega até essas bases territoriais. Então esse é um aspecto eh relevante pra gente observar, né? Acho que tem uma outra
coisa do papel da sociedade civil que é o fortalecimento dessas organizações de base, né? Para que pescadores, pescadoras, associações, cooperativas, colônias consigam participar dos espaços de decisão com voz própria, preparadas, representadas por suas lideranças, né? Que consigam trazer os seus dados e informações para essa mesa de diálogo, né? Eh, e para isso que elas estejam fortalecidas a um ponto de não precisarem de intermediários permanentes nessas conversas, que elas possam se colocar por si mesmas, né? Acho que tem um outro aspecto fundamental da contribuição da sociedade civil, que é muitas vezes trazer essas referências internacionais que
o próprio Brasil, nosso país, ajudou a construir, né? Então, por exemplo, no âmbito da pesca, a gente tem as diretrizes voluntárias paraa pesca de pequena escala, no contexto da erradicação da fome, da pobreza, eh, chanceladas pela FA, né, e que é um instrumento que foi aprovado em 2014 com uma participação muito ativa do Brasil e que são instrumentos que podem ser incorporados no arcabolso político institucional do nosso país para ajudar na implementação eh de diretrizes que buscam assegurar, né, esse direito de acesso às áreas de pesca, participação, igualdade de gênero, acesso aos mercados, né, e
a década do oceano, da mesma forma também uma oportunidade concreta para colocar tudo isso em prática, né? É na década que a gente tem algumas oportunidades bastante reais e concretas, como, por exemplo, a ciência cidadã com monitoramento participativo. Tem tudo a ver com que a CT tava falando sobre automonitoramento, produção de dados, etc. A rastreabilidade e a valorização do pescado artesanal, né? o potencial tecnológico para avançar nisso. A C acabou de falar muito bem também o planejamento espacial que reconheça esses territórios pesqueiros e fortaleça essas medidas de reconhecimento dessas áreas específicas de pesca como reserva
extrativistas e outras mais e como uma estratégia que possa proteger esse território com as pessoas e não apesar delas, né? Então, eh, entendo que esses são caminhos que a Gente enquanto sociedade civil pode colaborar. E aí, para encerrar e com o objetivo de deixar alguns subsídios aí para essa nova edição do livro, né, eu vou deixar algumas sugestões para que vocês ponderem se isso faz sentido dentro daquilo que tá sendo pensado agora na constução dessa terceira edição do livro, né? Eh, tratar a pesca artesanal não apenas como um segmento produtivo, mas uma dimensão estratégica de
presença brasileira no mar, né? Acho que esse é um aspecto crucial pra gente buscar compreender e aprofundar essa visão. Incluir os territórios pesqueiros e a cogestão, gestão compartilhada como elementos centrais da governança do mar, inclusive no diálogo com o planejamento espacial marinho. E aqui é importante eu destacar quando eu falo da gestão compartilhada, eu não tô falando meramente do compartilhamento entre eh dois ministérios, o Ministério da Pesca e Ministério do Meio Ambiente. Tô dizendo o compartilhamento com o setor produtivo, com quem faz efetivamente a atividade pesqueira, né, que é a pesca industrial e a pesca
artesanal. Eh, e reconhecer as comunidades pesqueiras com pesqueiras como produtoras de um conhecimento a ser valorizado sobre o mar brasileiro e que muitas vezes a gente vê nos trabalhos de pesquisa científica que às vezes são objeto de pesquisa e não como sujeitos produtores de conhecimentos a serem considerados. Então a gente entende que com isso a gente consegue ter uma Amazônia azul plenamente brasileira, se for também Construída com aqueles que vivem dela, né? Então esse é um pouco do nosso anseio aqui e a nossa contribuição pro debate. Mais uma vez, muito obrigado pela oportunidade e fico
à disposição aí pros diálogos com todos. Muito obrigada, Henrique. Obrigada por trazer essa esse aspecto da pesca artesanal e do da pesca artesanal como um sujeito também, né? não só como um setor produtivo, mas como alguém tristamente ligado ao território, a atividades, sendo parte social e cultural dessa dessas dessas populações, dessas comunidades. Eu, desculpa, eu queria agradecer então a todos os palestrantes pelas aulas, pelas eh por trazer então os desafios, mas também oportunidades e iniciativas que vêm sendo desenvolvidas no país. Eu acho que tem muita coisa importante pra gente contemplar agora nessa revisão do capítulo.
E eu queria então passar a palavra pro coordenador do evento, Dr. Gonzalo, que vai dar início então aos debates. Muito obrigado, Letícia, obrigado a todos e em nome do CERA, digo que novamente estamos de parabéns. agradecer a Letícia, também a professora Cíntia, que sugeriu alguns dos palestrantes que se complementaram perfeitamente nessa visão que queríamos dar ao evento de hoje, desses aspectos mais problemáticos Da da gestão do por parte do governo federal, estadual. Ainda vamos falar um pouco disso até a visão das comunidades, literalmente na linha d'água, né, Henrique? Eh, eu gostaria de ressaltar que, embora
eu trabalho na área da pesca, hoje represento aqui o Sembra, então eu vou perguntar mais do que responder, porque nossos especialistas é que vão brilhar hoje aqui com as suas colocações e e discussões. Esta parte de discussão agora na mesa redonda, vou passar a palavra em um minuto ao comandante Frederico, que vai articular o passe da palavra. Primeiramente, teremos uma roda de perguntas e respostas com nossos membros da Comissão Executiva do SERA, que estão também online, conectados conosco, e depois a leitura e resposta de todas as respostas, as perguntas, perdão, que tivermos tempo de responder,
que nossos, eh, telespectadores, como se dizia antigamente, estão fazendo através do YouTube, né? estão assistindo, perguntando e comentando, provocando com questões bem interessantes. Então, nessa primeira eh metade da discussão, os especialistas e associados do SEMRA eh vão eh usar a ferramenta de levantar a mão aqui no Zoom e o comandante Frederico vai lhes passar a palavra para perguntar. Tá certo, Frederico? Muito obrigado. Bom, inicialmente muito obrigado ao professor Gonçalo E a todos os nossos palestrantes pela excelência de suas apresentações. Eu passo agora a palavra para os nossos especialistas e autoridades convidadas do SEBRA, né, que
queiram fazer alguma pergunta ou comentário, né, e eu peço que utilizem a ferramenta levantar a mão tal e qual fez o almirante Borge. Almirante Borges, o senhor tem a palavra. Eh, bom dia a todos. Eu não sei se me ouvem bem. Estão me ouvindo bem? Forte. Claro. Eh, inicialmente eu gostaria de falar a todos que eu sou pescador esportivo há mais de 60 anos. Meu pai com 4 anos de idade me pegava pela mão, me levava para pescar. Então eu tenho assim por ter essa atividade como um hobby e por est pescando h 60 anos,
eu venho acompanhar eh essa comunidade de pescadores esportivos há muito tempo. Infelizmente, eh, os resultados das nossas pescarias, cada vez pior, cada vez menor quantidade de peixe, cada vez você tendo insucesso e cada vez mais eu vejo pescadores indo, por exemplo, a Miami pescar, porque Miami tem peixe e aqui na nossa costa, infelizmente, cada vez menos peixe. E a gente tá no mar, a gente acompanha também os pescadores artesanais que cada vez mais reclamam da quantidade de peixe que estão pescando e e tem possibilidade de sustentar suas famílias com essa atividade, tem que fazer uma
outra atividade. Eh, e dentro dessa dessa nossa comunidade de pesca esportiva e mesmo conversando com os pescadores artesanais, uma atividade que eles mais reclamam é a pesca de arrasta, porque a pesca de arrasto é uma pesca que, conforme o senhor sabe, ela acaba com todos os corais. Ela 90% do que é pescado, às vezes 80, depende do tipo de malha que é que é que é utilizada. Eh, é jogado fora. Uma pesca de camarão, por exemplo, aqui dentro da Baahia de Guanabara, você de tudo aquilo que é arrastado, que acaba com fundo marinho, boa parte
do que vem na rede é degeta, quer jogar de fora pro mar e acaba com com o meio ambiente todo. É, num passado recente, houve uma lei no Rio Grande do Sul que proibia a pesca de arrasto até 12 milhas da costa. e os pescadores artesanais de lá, pelo que eu tenho de notícia, no período que houve essa proibição, Os estoques começaram a melhorar e já havia até um ânimo por parte desses pescadores, mas infelizmente eh essa lei estadual, ela foi caçada pelo STF e hoje em dia a pesca de arrasto eh continua rolando nas
suas diversas modalidades e muitas vezes a gente vê barcos eh imensos quando a gente sai para pescar eh arrastando o fundo do oceano com cabo de aço e dois motores fortes, um em cada bar, puxando tudo que tem no fundo e acabando com o fundo main. Então, eh, eu penso que se a gente quer explorar eh essa atividade de forma sustentável, como é o a nossa ideia de economia azul, é utilizar o mar, os recursos do mar de forma sustentável. E quando a gente vê aqueles gráficos que foram apresentados, que em 1985 foi o o
top da nossa produção de pescado no Brasil e ela só veio declinando ao longo dos anos, eu acho que essa pesca de arrasto ela tinha que ser eh eliminada no Brasil, então eh proibida no Brasil. Eu eu queria saber a opinião dos senhores a respeito disso e o que que a gente pode fazer para tentar melhorar isso. Eu, como dado, por exemplo, falo dos Estados Unidos, onde a costa oeste toda dos Estados Unidos foi Proibido a pesca de arrasco e na costa leste, apenas alguns lugares, ela ainda é permitida. Então, era essa a minha pergunta.
Muito obrigado. Eu gostaria de esclarecer aos nossos palestrantes e convidados e amigos que quando a pergunta não é dirigida a algum de vocês em específico, fica aberto para quem quiser responder, por exemplo, essa pergunta do almirante Borges. Se alguém gostaria de começar. Antônio, abre o teu microfone, Antônio, por gentileza. Bem, já que me citaram, mas o o o Dr. Alex aí e até bem, eu acho que todos aí tem a contribuir. Eh, o Mirante Borges, o a questão, né, mais uma vez tem que ser uma gestão eh compartilhada com a comunidade. Eu vou falar aqui
por São Paulo que eu que eu tenho um maior domínio. A maior parte da produção pesqueira de São Paulo, da pesca artesanal, é o arrasto voltado pro Camarão Sete Barbas. E se e isso que sustenta milhares de famílias. Então hoje se a gente simplesmente falasse: "Olha, o arrasto está proibido esse arrasto costeiro feito até a isóbata de 20, 30 m, olha, ia ser um uma calamidade social e econômica. Então eu concordo que a a pesca de arrasto ela tem um impacto ali no fundo marinho, tem bastante rejeito, Mas tem que ser uma coisa feita com
muito cuidado, muito gradual, né? E aí o pessoal fala muito, eu vou aproveitar a fala da da tal da pesca predatória, né? Eu eu não sei o que que é pesca predatória. Para mim ela não existe. Ou a pesca é uma pesca legal ou ilegal, né? Se se a se se todo mundo que tá pescando com arrasto tem seu RGP, tá dentro das normas, então o problema, na verdade não é da do pescador, né, da, né, é do sistema de gestão que deveria dar menos licença, fazer um E agora, se tem a pescadores, né, e
de arrasto com com embarcações irregulares, a é uma questão de fiscalização. Então não é quando você fala pesca predatória, a coisa fica no ar assim, né? O que que eu vou fazer? Então assim, a experiência que eu tenho aqui em São Paulo, por exemplo, a o arrasto de parelha, ele foi proibido, né, que a gente tem um todo o litoral paulista é APA, área de preservação ambiental de uso sustentável, que no litoral norte sul proibiu a pesca de de arrasto de parelha, né? e aqui no litoral centro até 22, poucos metros. Então você tem talvez
aí eh estratégias, né, de assegurar que, por exemplo, um arrasto é industrial que já tem um, dependendo do estado, são 2, 3 milhas, né, é você ir para fora para exatamente diminuir a sobreposição com artesanal. Agora, eh, a pesca de arrasto artesanal é muito importante para pro setor, né? Então, uma uma gradativa diminuição, né, do eh do arrasto teria que ser uma coisa muito conversada e aí principalmente com o o pescador artesanal, né, talvez até a frota industrial tenha mais flexibilidade de mudar de aparelho de pesca, de mudar de areia de pesca. Agora o pescador
ali da Bahia de Guanabara que pesca de arrasto. Se ele não pescar de arrasto vai pescar como que ele não consegue mudar, né? Então é isso, eu concordo, né, sobre essa essa questão do impacto do arrasto, mas uma eh uma mudança nesse sistema tem que ser uma mudança muito gradual e cuidadosa. E principalmente conversando com os pescadores artesanais que que para eles é aqui no Rio de Janeiro, aqui em São Paulo, no Rio de Janeiro também, é uma pesca muito importante. É isso. Obrigado. Não sei se o Alex cumprimentar alguma coisa, por favor. Sim, sim,
claro. Obrigado. Perdão, não tava conseguindo levantar a mãozinha aqui. Obrigado pelo questionamento, comandante Borges. Corroborando com o Que o Antônio colocou, né, as pescarias de arrasto, efetivamente elas têm impacto, inclusive cientificamente, isso já é extremamente estudado e e pontuado, né, na na ciência de uma forma geral. Entretanto, todavia, como assim como o Antônio colocou, a gente não pode eh desconsiderar o aspecto social e econômico que é a atividade, né, mesmo com os impactos ah no meio ambiente, particularmente como como colocado pelo senhor no fundo, mas também nas espécies acessórias, né, na fauna acompanhante, aquelas espécies
que não são alvo da da pescaria. Eh, e da mesma forma, como o Antônio colocou, a gente entende que e é uma percepção do ministério e minha como científico, a proibição por si só muitas vezes não é o caminho mais adequado no primeiro momento. Ah, eu acho que tem que se buscar alternativas para tentar adequar ou adaptar as atividades de acordo com as limitações e os impactos que ela causa antes de efetivamente ter uma uma proibição ah mais efetiva. exemplo de como o Antônio colocou uma redução do esforço de pesca, uma mudança de área de
pesca, como foi colocada nas 12 milhas. E e eu posso ter entendido errado quando o senhor colocou, mas a princípio o STF reafirmou a proibição nas 12 milhas, então dentro da das 12 milhas tá proibido a pescaria de arrasto ainda. Eh, e consequentemente tem-se toda uma discussão ainda sobre a efetividade disso e como o senhor colocou, esses resultados já começam a ser apresentados agora após um período específico da proibição. Tem alguns Estudos que t sa que tem saído ah e que tem mostrado que ela se mostra efetiva para algumas espécies e para outras não necessariamente.
Então, a gente precisa ponderar a ambos esses esse esses aspectos, né? por parte do Ministério da Pesca Cultura, a gente entende que o adequado é tentar se adaptar no primeiro momento e não proibir 100%. Um um dos impactos que o senhor trouxe em relação, principalmente à poluição, é algo que não o o a pesca e principalmente o pescador artesanal extremamente afetado e não é um efeito da pesca, é um efeito de uma política pública nacional ah de minimização de de poluição a a nível nacional, né, e não necessariamente a pesca. E isso tem impactado a
PESCA, como o senhor inclusive colocou um exemplo da Baia de Guanabá. Mas da parte do Ministério a gente entende que o melhor caminho é sempre primeiro a adaptação, tentar buscar alternativas que não seja a proibição direta, que tire o direito a e a possibilidade principalmente da pesca de pequena escala, porque a pesca industrial efetivamente ela busca e tem uma maior capacidade de adaptação aos diferentes cenários, tá? dada os exemplos que que o professor Lindo colocou aqui, mas a pesca artesanal não. Então o Henrique pode até reforçar efetivamente isso, mas ela é mais difícil de ser
adaptada. Então entendo que o primeiro caminho é o mais adequado é a adaptação. Exemplo do que aconteceu com as 12 bilhas é uma etapa, é uma tentativa de tentar Minimizar esse impacto. Se isso vai funcionar, a gente só vai ver com o tempo efetivamente. Ah, e se não funcionar? a gestão pesqueira nas suas diferentes áreas precisa avaliar e eventualmente reavaliar essa tomada de decisão lá atrás no contexto das 12 milhas. Mas novamente eu acho que a palavra é adaptação ao invés de proibição no primeiro momento e talvez esse esse seja o caminho mais adequado para
se tentar avaliar esse cenário numa primeira etapa e depois posteriormente seguir para uma possível proibição. Era isso que eu tinha para contribuir por enquanto. Obrigado. Perfeito, Alex. O o almirante levantou a mão, mas eu vou permitir que a Dra. Cíntia e o e o mestre Henrique complementem a resposta e depois eu vou com a Mirete Borges a a palavra, por gentileza. Cíntia, me faz o favor. Acho que Henrique levantou a mão primeiro. Quer falar primeiro, Henrique? Então tá bom. Não, eu só queria eh retomar aqui a questão exatamente que foi abordada da questão tecnológica, né?
a gente tá falando de proibições espaciais e temporais, mas também existem várias soluções tecnológicas para diminuição dessas espécies eh acessórias, não alvo da pescaria. E aí eu queria retomar uma iniciativa bastante interessante até do professor Fábio Azim, né, o REBIC, que é uma iniciativa financiada pela FAL, até exatamente pela importância socioeconômica da atividade de arrasto pelas comunidades pesqueiras. Foi feito um levantamento extensivo no litoral brasileiro da pesca de arrastro de camarão e várias iniciativas de Desenvolvimento de grades de hã TED, que é o o equipamento para exclusão de tartarugas das redes de arrastam desenvolvidos. Eu
acho que essa é um é um uma porta em aberta ainda, né? não foi fechado, o REBIC, ainda existe a possibilidade de continuidade, mas a gente teve resultados muito positivos na pesca eh artesanal, com uso de grades para eh diminuição do bacat. Então, além das das iniciativas de previção temporal, espacial, também tem a questão tecnológica que precisa ser considerada. Posso usá-lo? Sim, pode ir, pode ir, Henrique. Depois o o Frederico que deveria estar moderando. Desculpa, Frederico, que tá bem. Não, apenas continue manobrando. Gonçalo, tá manobrando bem. Tá ótimo. Acho que são bons pontos. Eu eu
gostaria de reconhecer essa preocupação do Almirante Borges, porque de fato, né, a gente percebe o impacto dessa atividade a olho nu, é perceptível, né? E e os aspectos já trazidos pelos demais colegas são fundamentais mesmo, né? a gente tem experiência, eu queria contribuir justamente com isso, olhando para o que já se tentou do internacionalmente com relação a isso, né? Eh, a gente tem, por exemplo, em países como a Costa Rica, que houve uma grande proibição, né, dos arrastos de pesca lá e que na principal região em em Puntarenas, onde era o grande polo pesqueiro lá,
se encontrou hoje se encontra hoje num grande bolção de pobreza. Então, corroborando esse aspecto, né, trazido já pelos demais Colegas. Mas a gente também tem outras experiências, como em Hong Kong, na Tailândia, eh em até países, eh, mais ricos como Noruega e Austrália, em que foi feito esse esforço, mas que vieram com pacotes econômicos extremamente robustos no sentido de compensação da atividade. você conseguindo de fato chamar o setor, uma frota, principalmente essas associadas à produção industrial, para dizer: "Olha, aqui tem um pacote robusto de bilhões de dólares para eh compensar a sua saída dessa atividade
e dizer: "Você não vai estar mais operando nisso porque você vai receber esse recurso de maneira escalonada, etc. Então assim, eu não tô fazendo um juiz de valor se isso é bom ou ruim, se isso cabe ou não pro nosso contexto, mas trazendo algumas experiências de como no contexto internacional já foram adotadas medidas para descomissionamento, vamos dizer assim, dessa dessa atividade pesqueira, buscando recuperar os estoques, buscando reduzir impactos que elas, né, tem que ela tem gerado no nos ecossistemas aquáticos. Bom, o almirante Borges continua com a mão levantada. O senhor tem a palavra. Eh, só
para complementar o que eu o que eu falei inicialmente e eu entendo a preocupação do Antônio quando ele fala que eh em muitas regiões do Brasil a pesca de arrasto artesanal ela é eh meio de vida para para várias eh populações, mas eu acho que Eh somente, por exemplo, na na Baia de Guanabara, vou dar um exemplo da Baahia de Guanabara, o meu escritório aqui, ele fica do lado lado do mercado de peixe aqui de Niterói. Eu sou um acído frequentador do mercado de peixe de Niterói, porque eu gosto de peixe. Eu gosto de pescar,
mas eu faço pesca de peixe. E quando eu vou comprar camarão, por exemplo, 90% do camarão oferecido no mercado de peixe de Niterói não é de arrasco, é de cativeiro. Então, hoje a gente vivia no passado uma dependência muito grande do camarão vindo da pesca de arrasto. Eh, eu digo isso porque a minha filha que adora camarão, ela é alérgica a camarão de cativeiro e não é alérgica a camarão de arrasto. Então, durante muitos anos, eu procurei o camarão de arrasto para comprar pra minha filha, com meu camarão e não e não encontro aqui no
no Rio de Janeiro no mercado de peixe, porque a maioria do do camarão que é vendido ali é de cativeiro. Então essa essa busca pelo pelo camarão de arrasto artesanal, cada vez mais ela tem sido substituído pelo camarão de cativeiro. Tô falando aqui da Baahia de Guanabá, que eu tenho esse controle, mas eu também sou natural eh de Guarujá, estado de São Paulo. Então, eh há 20 anos atrás, eu chegava ali no canto da praia das Astúrias, era vários barcos de pesca De arrasto de camarão e caçaras ali da região. Hoje em dia se encontra
um ou dois. Então, cada vez mais essa pescaria de arrasco artesanal, ela tem diminuído no Brasil por conta dessa substituição do camarão artesanal e também por por outros fatores que eu não sei explicar quais são. E a gente tem defesa de pesca, defesa aí para, eu acho que a gente poderia tentar uma iniciativa do tipo migrar essa atividade que esse que esse pescador faz uma atividade que ele possa ser um fiscal ou ambiental ou catarlástico. Eh, e além do arrasto, você tem rede de espera, você tem a linha de mão, você tem o espinhel e
você tem a tarrafa. Eu cansei de pescar camarão com meu pai, fazia isso quando era pequeno, jogando tarrafa. E a tarrafa ela tem um impacto muito menor do que o a a pesca de arrasta. Então eram essas observações que eu gostaria de fazer e e mas eu entendo o problema como um todo pro Brasil. É isso. Muito obrigado. Obrigado, Almirante. Almirante Pontes Lima, o senhor tem a palavra. Meu microfone tá desligado, Amirante. Eh, me desculpem. Eh, obrigado, comandante Federico. Eh, eu gostaria de, eh, inicialmente cumprimentar, né, o Professor Gonzalo e o a professora Letícia, né,
pela pelo excelente webinário, pelas informações muito importantes eh trazidas aí pelos expositores e que serão certamente muito importantes para revisão o nosso capítulo eh sexto do livro Brasil Mar do século XX. Eu gostaria de fazer uma pergunta dirigida inicialmente ao ao professor Alex Souza, porque eh a minha dúvida surgiu na apresentação dele, né? E se trata sobre eh o dado, né, que ele apresentou eh de um pico histórico de 759.000 deu toneladas, né, eh, em 1985 em pescado. E uma das das razões da redução, né, do pescado no Brasil ser a redução da sardinha verdadeira,
que eu confesso, eu não sei o que que significa a sardinha verdadeira, né? Não sei se é diferente daquela sardinha que eu habitualmente consumo, né, que é a sardinha de lata, né, mas certamente foi uma uma uma espécie muito importante porque reduziu o o pico histórico, né, das 700 759.000 toneladas em 1985. Então eu gostaria de saber eh se seria possível, né, eh retomar, né, a importância da sardinha, né, para o crescimento, né, novamente do pescado, eh, aqui na costa brasileira e até pela Riqueza, né, que possui a sardinha em termos de ômega6 e proteína
e e várias vitaminas, né? E eu me lembro até eh, se eu não me engano, na década de 60, década de 60, a de Paulo Moreira teve uma iniciativa da fabricação de farinha de peixe para colocar nas merendas escolares, que eu acho que seria uma iniciativa que poderia ser retomada, né? Então, a minha pergunta é essa, né, sobre eh a a volta da importância da sardinha, o crescimento do consumo da sardinha pela população brasileira, se seria possível uma iniciativa para contribuir com isso. Obrigado. Bem, obrigado, Almirante Pontes Lima, a pela pelo questionamento. Eh, bem, a
sardinha, começando, a sardinha verdadeira, é a sardinha, a sardinha de lata, certo? Eh, a maior parte da nossa da da nossa sardinha latada é a sardinha verdadeira, é uma espécie brasileira, sardinela brasilians. Então, é uma espécie nossa do Brasil e a maior parte efetivamente é ela. Temos outras, a exemplo da sardinha boca torta. E se a gente for falar aqui, a gente vai falar inúmeras que acabam compondo aí a lata, né, do enlatado de sardinha dos brasileiros. Mas a sardinha verdadeira é a principal espécie. E e efetivamente aquele pico a em 1985 e depois do
decaimento foi exatamente por causa da da exploração não controlada dos recursos pesqueiros à época. Então não se tinha o devido embasamento para controlar esforço de pesca, ou seja, Controlar embarcações no mar. Existia todo o incentivo de vamos explorar, existia um pensamento à época de que os recursos ah não eram não eram finitos. Isso, isso é de muito tempo atrás. Então, existia esse esse pensamento e dado esse descontrole que existiu a época, a gente teve um decaimento que até hoje não conseguiu se recuperar. Ah, existem alternativas hoje para para o senhor ter noção, o Brasil tem
produzido há ano, nos últimos ah no ano passado um pouco menos de 100.000 toneladas, mas na faixa de 100.000 toneladas de sardinha, mesmo mediante todo esse decaimento que existiu a partir de 85. A questão da sardinha vai além da pesca, certo? A gente tem um impacto da mudança climática muito forte, como é de conhecimento do senhor e provavelmente dos senhores aqui, de todos que estão nos acompanhando, o oceano tá aquecendo. Ah, e consequentemente a sardinha, ela é extremamente sensível a variações térmicas. Então, a própria migração da sardinha tem se modificado ao longo do tempo. A
sardinha que antes chegava ao norte do Rio de Janeiro, chegando até o Espírito Santo, nesse caso, a sardinha verdadeira, ela tá começando a baixar cada vez mais a ponto de a sardinha brasileira já tá chegando no Uruguai, tá? Tá? Então, a própria gestão pesqueira tá tendo que se adaptar a isso, porque a área permitida pra pesca da sardinha é uma, é um quadrante assim e ela tá ampliando. Então, tem todo um desafio em termos de gestão que precisa avançar pra gente poder atingir o que o senhor comentou, que é como a gente Volta a retomar
a o potencial de pesca a e consequentemente a importância da sardinha pro país. Então, primeiro, eh, adaptar nossas normativas. É o primeiro ponto, a gente precisa adaptar isso. Isso tá sendo trabalhado no âmbito do Ministério junto com o Ministério do Meio Ambiente. O segundo é o que o ministério tem tentado, na medida do possível, incentivar cada vez mais ou ainda mais o consumo de pescado. O Brasil é um dos países ah que apresenta, como de conhecimento de todos, uma das maiores costas, zonas costeiras do mundo. Isso não necessariamente reflete numa elevada produtividade, mas nós temos
um imenso potencial, mas ao mesmo tempo a gente consome praticamente nada de pescado comparado a outros países. Então o incentivo ao pescado é algo que deve ser ser cada vez mais colocado. A questão da da merenda, como o senhor colocou, é algo que o ministério tem trabalhado e conseguiu colocar o pescado na merenda escolar, inclusive era algo que não tinha anteriormente e que foi eh que avançou e se conseguiu agora na na tua gestão colocar a o pescado de uma forma geral e aí inclui sardim e outros pescados na merenda escolar. E foi um avanço
importante para tentar fortalecer isso. Então, resumindo, eu acho que a gente precisa de um conjunto. Primeiro, um contexto normativo de gestão pesqueira. A a ampliação de frota não é algo que hoje está na mesa, porque para poder é é um contrassenso, porque nós precisamos avançar, mas ao mesmo tempo os nossos estoques pesqueiros eles estão a níveis de explotação ainda muito elevados. Então é difícil você Equilibrar isso na balança. Ah, mas é possível. e na medida do possível arcabolso legal sendo adaptado, esses incentivos ao consumo de pescado, sobretudo a sardinha, que é a principal espécie ah
do Brasil. Posteriormente a gente tem a corvina, mas a principal espécie capturada no país é a sardinha. Então o incentivo pode ser um caminho nesse nesse sentido. E esse incentivo já veio com a a inclusão do pescado na merenda escolar. Ah, e consequentemente esse avanço pode ocorrer. Então, acho que era isso, Almirante. Eu não sei se eu consegui responder 100% seu questionamento. Perfeitamente, 100%. Muito obrigado, professor Alex. Almirante Muradas, o senhor tem a palavra. Ah, muito obrigado. Eh, inicialmente eu gostaria de cumprimentar airante Léo Ferreira, professor Gonzalo, professora Letícia, comante Frederico e também, sem dúvida,
os nossos palestrantes. Eu agradeço imensamente os conhecimentos aqui obtidos e a minha pergunta vai pro professor Alex, professora Cíntia, eh, que eu vi que o o o Ministério da Pesca e Agricultura lançou um plano de transformação digital e recente, né, agora em maio de 26. E me parece que poderia ser o o assim o momento ideal ou pelo menos a ferramenta ideal para resolver alguns pontos de atenção que a professora Cíntia mencionou na sua Apresentação. ou seja, além, né, da da da governança de dados, ou seja, tentar buscar a a integração das bases e ampliar
a obtenção da coleta de dados, transporte de dados e até e e toda a governança de dados propriamente dita, também a transformação dos processos. E aí eu venho a minha eh colocação, observação ou até pergunta que eu ia pedir paraos senhores ampliarem eh com relação se essas esse plano de transformação digital, além de da dos pontos de atenção que a professora Cíntia mencionou, se não poderia ser o início de um de um sistema de apoio de decisão, um ou mais sistemas de apoio à decisão que pudessem ser integrados a todos os sistemas de apoio e
decisão dos demais atores com responsabilidades pelas nossas águas jurisdicionais. Ou seja, aí eu amplio para demais eh entes públicos que têm parcelas de responsabilidade para tentar buscar isso de forma integrada, eh não só atendendo as anseios da da do Ministério da Pesca, Agricultura, mas também da Marinha, Receita Federal, Polícia Federal, ou seja, que o plano de transformação Digital se venha no futuro não só atender essa atividade da gestão pesqueira, mas também outros entes que poderiam contribuir ou trabalhar inclusive em conjunto. Então, essa seria a minha minha observação. Eu pedia ao professor Alex ou professora Cíntia,
se pudesse eh esclarecer ou até ampliar um pouquinho mais esse tema. Muito obrigado pela participação e uma vez mais parabéns a todos pela excelente manhã que estamos no estão nos proporcionando. Obrigado. Posso iniciar? Sintia me permite? Tá. Obrigado, Aliret Muradas, pelo pelo questionamento. Sim, o plano de transformação digital, na verdade, ele já vinha sendo trabalhado antes, né? Ele foi publicado, como bem colocado, pelo senhor, em maio desse desse ano, mas tinha todo um processo antes, a de digitalização dos serviços no âmbito do Ministério da Pesca, no âmbito da gestão pesqueira, né? não vamos restringir somente
ao MPA, tendo em vista que a gestão pesqueira é compartilhada com o Ministério do Meio Ambiente. Então, antes disso, a gente tinha todo um contexto de plano de dados abertos que que também compete ou é colocado para todos os órgãos ah do governo federal, aonde o ministério já tem trabalhado na publicidade de dados e uma série de serviços do Ministério atualmente já é totalmente digital. Então, acredito que uma ou outra exceção não não temos nesse contexto. E quando eu falo em serviços digitais, exatamente nessa linha colocado pelo senhor de integração. Então, a maior parte dos
sistemas hoje do ministério ah são integrados ah dentro do arcabolso de sistemas do governo federal e aí incluindo Marinha do Brasil, incluindo IBAMA em alguns casos, incluindo o GolfBR, incluindo outras bases de informação. E o plano de transformação digital, ele chega nessa nesse sentido para poder fortalecer isso. Eu entendo a que sim, é uma oportunidade para poder se alinhar primeiro a estratégia nacional de transformação digital, que que não é somente do MPA, como como colocado pelo senhor, tem todo um arcabolso maior, mas eu entendo que seja o caminho adequado. Parte disso já tá sendo feito
ah no contexto dos serviços ofertados na integração de formação por parte da Past. Ah, contudo, ainda muita coisa tem que avançar, mas eu entendo que o caminho seria seria essa lógica de tentar integrar esses dentro do plano de transformação digital com outros serviços ou outras ações que atualmente não estão previstas no próprio plano. Mas, como eu disse, muita coisa já tem sido feita nesse sentido. O plano de transformação digital, ele veio apenas para fortalecer esse esse processo nesse sentido, mas eu corroboro plenamente que que pode ser uma ótima oportunidade nesse contexto. Acho que era isso
que eu tinha para trazer nesse início e consequentemente a Cíntia provavelmente vai complementar. Obrigado. Obrigado, Omirante. Deixa eu só ter uma cachorrinha aqui querendo participar. Eh, a questão dacho que da interoperabilidade de dados, né? essa troca de dados entre bases diferentes hoje não é mais um impecílio tecnológico, né? A gente tem os os tais os APIs, as pessoas da área que permitem que a gente faça essa integração de dados. Eu me permito dizer que o problema hoje é mais de decisão política do que tecnológica, não é? Então a gente tem toda todo esse eh pacote
de dados tecnológicos à disposição e a dificuldade sempre eh política. Então, eh, eu vejo da demanda de mercado impulsionando talvez algumas decisões. Então, eu passei rapidamente na minha apresentação sobre uma proposta, uma cooperação entre Semibi e BRAPA numa plataforma de dados abertos para o mercado. Então, como é que a gente disponibiliza dados que permitam que um provedor de rastrabilidade ou ou uma própria empresa que já tem um um h uma forma de rastrar seu produto acesse alguns dados através dessa plataforma? Então, eh a dificuldade toda é organizar as pessoas e as vontades políticas. Obrigado. Muito,
muito obrigado, professor Alex. Muito obrigado, professor Ciao. Bom, muito obrigado a todos. Eh, Dr. Alex Schmit Dumon, o senhor tem a palavra. Eh, comandante Frederico, como eu teria pergunta a todos, eu pediria a gentileza do almirante Luís Felipe falar, então, porque, como eu disse, eu tenho pergunta a todos, então eu gostaria ficar pro final. por favor. Obrigado. Almirante Costa Fernandes, o senhor tem a palavra. Bom dia a todos. Tô sendo bem ouvido? Forte. Claro. Clá, eu vou ser inicialmente um pouco repetitivo, mas não há como fugir ao cumprimento inicial aos palestrantes. Esse tema de pesca
meia caro, não sou pescador que nem esbcha, mas tem uma certa atração por pesca por aquacultura. Somos atividades muito interessante, talvez por ter embarcado, ele é muito jovem o navio de pesquisa americana como observador, na vi que fazia pesquisa de pesca na nossa nosso litor, mas a minha pergunta é é um pouco estigante, eu sei. A gente lendo o capítulo de pesca, menos a mim que chama mais atenção é a diversidade de gestões que teve a pesca no Brasil, né? Desde a Sudc, Ministério da Agricultura, meio ambiente, até a Maria entrou no circuito, né? até
chegar ao Ministério da Pest. Então, e naturalmente, acho que a questão de lógica, essa variedade de gestões e conduziu um pouco a desorganização do setor, ou pelo menos talvez não tenha produzido toda a organização que poderia ter se houvesse uma continuidade administrativa. Então, e aí a a consideração eh final dessa dessa minha impressão, não haveria necessidade do Ministério da Pesca de fazer quase um nobre junto ao governo para valorizar a atividade. Eu tenho impressão que a pesca tá entrando até agora com uma espécie de de acessório. Vai para lá, há há uma necessidade de uma
compensação política, banda para cá, mas vamos agora para lá e fica a pesca balançando administrativamente de um lado pro outro. Eu gostaria de saber se não seria necessário a juízo aí do talvez mais do do professor do Dr. Alex ligado ao governo não haveria necessidade, mas quase uma uma gestão de lobby ao governo para cada vez mais enfatizar a importância da pesca, não só social, mas também nacional em termos de economia, em termos de produção, em termos de valor econômico, em termos até De cultura. Essa é minha questão. Muito obrigado. Obrigado, Almirante Costa Fernandes, pelo
pelo comentário, pelo questionamento. É, eu acho que é um o primeiro a primeira etapa disso isso já ocorreu no passado, certo? Primeiro é corroborar plenamente com o senhor o fato dessas mudanças institucionais, o quanto fragiliza a gestão pesqueira nas diferentes vertentes. Ah, isso seja no pescador artesanal, seja no pescador industrial, ah, seja na academia, na geração de dados, isso é um problema imenso que não é de hoje. Ah, eu entendo que uma das formas, ah, não sei se o termo adequado seria o lobby efetivamente, mas uma das formas adequadas que que eu acho que o
ministério tem atuado para tentar fortalecer isso, primeiro é transparência, é mostrar o que nós nós temos da pesca, qual o potencial da pesca, quem são os pescadores, quem são as pescadoras, onde estão os territórios pesqueiros, aonde estão as pessoas, o quanto de valor a isso é gerado. Então, uma das formas de de inicialmente levarmos pro governo federal ah esse lobby, né, podemos dizer assim, é primeiro dar cara do do que a pesca. Até pouco tempo atrás a gente não tinha isso de uma forma tão consolidada, já chegou a se ter há um tempo atrás. Eh,
então essa etapa, eu acho que é a primeira que tem sido vencida, é dar cara a pesca, é mostrar realmente a importância, não somente no contexto sócio social, mas do contexto econômico e paraa segurança Alimentar do país. Isso tem sido feito na medida do possível. Uma outra estância, que aí é uma instância muito mais política, ah, tem sido feita na medida do possível pelos gestores maiores do ministério, secretários, o secretário executivo e secretários nacionais, assim como o ministro, a, o ministro atual e o ministro anterior, o ministro André de Paula e o ministro Ép atualmente,
que é exatamente tentar articular no âmbito do governo a a possibilidade de mostrar ainda mais a importância. Olha, nós somos importantes. O país precisa de pesca. Ah, o país não é movido somente pela agricultura e pela pecuária. Ele é movido por pescado também. Eh, abertura de mercados é é algo que tem fortalecido esse processo, mas como o senhor provavelmente já vivenciou muito mais coisa do que eu ao longo da vida nesse nesse país, muitas vezes isso não é suficiente, certo? Mas eu acho que o caminho tem sido feito na medida do possível de forma adequada,
que é dando transparência e dando cara a quem são as pessoas que vivem da pesca, ainda com muitas limitações, mas os avanços têm acontecido e reforçando a importância da pesca nesses três pilares, o pilar social, o pilar econômico e o pilar também de segurança alimentar, eh, que é fundamental pro pro país. Então, eu acho que o caminho que tem sido tomado é esse e consequentemente isso tudo resulta no lobby, certo? Não efetivamente o lobby por si só, mas o conjunto de atividades do que tem sido feito acaba cinando nesse eventual lobby para continuidade do ministério.
E vamos torcer que se Tenha continuidade por longos anos, porque a quebra da gestão ao longo desses últimos anos, não somente nos últimos 10, mas ao longo de toda a história da pesca, é o que nos faz estar aqui hoje falando de imensas fragilidades que a gestão pesqueira tem no país. Então vamos torcer que tudo dê certo e que se dê continuidade à pasta e a gestão. Obrigado. Obrigado, Dr. Alex. Passo a palavra para o outro Alex. Bom dia, doutor. Bom dia. Obrigado, almirante Leal, a comandante Frederico, ao mediadora, moderadora e aos palestrantes. Bem, eu
sou oceanógrafo, diretor do Instituto Rumar, né, da parte de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente. E o Rumar é um parceiro de vários órgãos da Maria e principalmente do Sembra e da FEMAR. Muito bem. Como eu tenho então várias perguntas, se vocês me permitem, eu gostaria de começar com a Letícia. Ela mostrou uma coisa muito interessante que é a história da pesca do Brasil. Então, tudo que já aconteceu e da importância dela. Eu acho que eh é como o almirante Paulo Moreira uma vez me falou lá em Arrael do Cabo, infelizmente o brasileiro, né, tá de
costas pro mar, como outras pessoas já tinham comentado isso também. Então, nessa parte da história, gostaria de comentar com ela que o Williams Emerson Ruivo tá escrevendo um livro, né, dos 60, 70 anos da pesca brasileira e tá eh inclusive Entrevistando muita gente eh que foi desde a época da Sudep, né? Até eu recomendei uma pessoa que era da Sudep, que algum de vocês devem ter ouvido falar, que é o Getúlio de Souza Neiva e outras pessoas. E gostaria que de repente também o Dr. Tim e outros pudessem estar, né, vivos e presentes para falar
desse livro. Mas, Letícia, o livro do Williams, tá, eh, ele tá com entrevistas de muita gente interessante. E em uma delas, só para comentar, eu tive na época do ICAT, que foi no Rio de Janeiro, né, que o Fábio Azim e o embaixador Adil da Rocha Viana tiveram representando o Brasil e brigando pela gente, né, por cotas, etc., né? Então, até eu consegui encontrar depois que ele foi embaixador no Uruguai, na Polônia, agora ele tá em Milão, o o embaixador Adil, ele também deu depoimentos. Então, a gente tem um um universo, né, de pessoas nessa
história da pesca que eu acho muito interessante, que, né, justamente a terceira ou agora no caso quando a gente fizer a quarta, né, edição, ter um pouco da história da pesca, né, e aquicultura brasileira. Acho isso muito interessante. Então, parabéns, Letícia, pel esse histórico. Eu acho que é importante. Então, deixa eu começar. Prof Alex Chará. Eh, falando em estatística, eu vou fazer um contraponto para não falar do Brasil, mas para falar na época que eu fui consultor da Infopesca, que eu tava Trabalhando junto com Roland Vifiels e o Nelson Avdalov. Então vou falar que o
Nelson me falou que eu fiquei muito triste. Ele chegou que adianta eu fazer estatística aqui, fazer população dinâmica, ovos e larvas, né, começando para depois ver o desembarque ou então observador de bordo ou até às vezes ainda brinquei com ele na época que eu fiz a minha pós-graduação em recifes artificiais da Bill Fish Foundation, né, que marcava peixes, tagiava e dava rewards, etc e tal. Eu falou: "Não adianta nada". Falei: "Como que não adianta nada?" Bem, enquanto você tiver 500 barcos chineses aqui pegando a nossa lula e os meses como é que eu vou fazer
uma estatística para saber depois que eles passam, varrem tudo, pegam tudo e isso aí estraga a minha estatística. vai me estragar o que que o o peixe que tá migrando ou que eu posso capturar, porque cada vez que ele tá ali beirando as 200 milhas, entra e faz um arraso, é um um Deus nos acuda. Então essa primeira pergunta, tá, Alex, sobre a estatística e como que a gente pode fazer, porque não é só o que quer antigamente as embarcações IU ou hoje inn, tá? Mas é justamente barcos que vêm com, você sabe, o chinês
vem com o navio fábrica, vem com navio que traz o combustível, vem o navio que vai levar o produto, sabe? Quer dizer, é uma loucura, é uma é uma cidade, né? Troca de tripulação. E aí eu fico preocupado às vezes, já que nós temos diversidade e qualidade e não temos quantidade, cada vez que eles passam um beirão da nossa Costa, o que que acontece? Então isso é uma pergunta aí. Vamos para do Antônio. Antônio Linto, ah, sobre a parte de recursos pesqueiros, né? Sobre, ah, o teu pai e o Matsura, meu orientador, sempre falava em
recursos pesqueiros não explorados. Quer dizer, a gente cai sempre muito em cima das peças tradicionais. O dentro dos pequenos pelágicos ou a gente gosta de sardinha porque a gente tem essa tradição dos portugueses, etc e tal. Mas temos também xixarro, cheireleite, cavalinha, anchuía, que nós temos um estoque fantástico, né? Que até lá atrás almirante Riet, depois os meus amigos lá, o Ricardo Abiaga e o Mauro, o Lauro Madureira fizeram estudos, né, com a Chuía, que também pode ir para pode ir também para pra merenda escolar, etc. Então, eh, por exemplo, nos países nórdicos, você vê
a Islândia com um barco pequeno, quer dizer, não muito grande, mas que é multipropósito. Quer dizer, um barco que tem um momento um defeso ou uma cota, ele pode usar uma outra arte de pesca. Então, seriam coisas afins nesse sentido. Essa é uma pergunta. Agora vamos paraa Cíntnia. Eh, quando você falou de captura e eh da captura ao mercado, aí eu pergunto, manejo a bordo. Quer dizer, quando o peixe chega no CIS para dentro, é primeiro mundo. Quer dizer, a indústria é boa, eh o o cuidado, né, com desde que se começou com o Rassap,
né, o RCPC e todas as práticas e tal, até, né, por exemplo, você vê hoje a Frescato, ela tem uma boutique de pesca, ela Apresenta, você entra dentro dela, você não sente cheiro de peixe, é uma apresentação, é tudo perfeito. Agora, quando você vê a nossa frota artesanal, que é 80 a 90%, sei lá quanto que ela é, mas e o manejo a bordo, quer dizer, a quebra que a gente tem de pescado, quanto que a gente não poderia fazer para capacitar melhor o nosso pescador, seja o pequeno, médio, grande artesanal, tá? Para que o
manejo a bordo não tenha tanta perda e que o o a indústria não pode fazer milagre quando o pescado chega já mais ou menos mais ou menos, entende? Então isso é a minha pergunta para você. Cíntia. E a última seria então pro Henrique, que é o seguinte, se falou muito aqui em economia azul, ótimo. Economia azul e a economia do mar, tá? Eu acho que tem que ter uma simbiose, uma sinergia entre essas ruas, senão não funciona. Tanto que o Rio de Janeiro já começou com a CEMAR, Secretaria de Energia e Economia do Mar. Quer
dizer, eu sei que um eh fala, vamos dizer, de um aspecto que seria eh não vou dizer conservacionista, preservacionista, mas ele ele tem os ambos tem que ter sustentabilidade, mas tem que haver também a o o a arte da, vamos dizer, a pesca, aquicultura é uma atividade econômica. Então, nisso eu fico me perguntando, a gente tem essa CEMAR, que é o primeiro caso no Rio de Janeiro, não tem ainda no Brasil, foi criada uma frente parlamentar da economia do mar, tá? Aí você tem todos esses outros órgãos, tá? que você tem a CIRM, o hoje
o planejamento marinho, o CONAP e tal, até que ponto a gente não pode trazer esses Órgãos para todo mundo pelo menos tentar um denominador comum, porque senão cada um puxa a sardinha paraa sua brasa. Do mesmo jeito que quando existia Sudep eh, era perfeito, todo mundo fazia. A gente tinha simbiose com a FAL, a gente tinha realmente uma estatística pesqueira, a gente trabalhava dentro de daquele denominador sustentabilidade. Mas enquanto o IBAMA fiscaliza, normatiza e regulamenta, alguém tem que apoiar, fomentar e desenvolver. E isso tem que ter um equilíbrio. E o Antônio falou isso muito bem
também, tá? Então, eh, como que nós podemos fazer isso? Bem, com isso termino minhas perguntas e deixo para vocês, por favor, discutirem. Obrigado. Bem, pela ordem aqui, viu? Ah, comandante Frederico, eu vou tomar a frente aqui. Obrigado, Almirante Alex, pelo pelo comentário, meu xará, como bem colocado. Eu não sou mirante, eu sou sou um oceanógrafo, pesquisador, mas faço parte da Marinha com orgulho e prazer. Sim, perdão, perdão, Alex. Eh, eu tenho dificuldade normalmente para poder e peço desculpa se eu me equivoquei aqui ao longo do da nossa conversa em algum momento com alguém. Ah, bem,
o ponto que tu trouxestes em relação a a essas embarcações estrangeiros, isso é algo que tem sido falado muito, provavelmente Não é de hoje, mas no recorte atual, pelos pescadores dessas embarcações, sobretudo embarcações chineses e e de Taiwan, que acabam atuando muito próximos a a ass nossas 12 milhas, né? E e é um reflexo que tá na nossa cara. Evidentemente, a gente tem um uma parcela ainda pequena da nossa frota que atua além das 12 milhas. A exemplo aqui o senhor trouxe aqui a questão da ICAT. Basicamente a gente tem as nossas pescarias de atuns
e afins que atuam, né, para fora das 12 milhas. E e a maior parte eh dos questionamentos vêm sobre essas eh sobre essas pescarias, né? Ah, eu acho que tem que ter nesse contexto, nós temos que ter uma ação conjunta e tem sido feito principalmente com a Marinha do Brasil no contexto da defesa da nossa Amazônia Azul. É bom lembrar que a gente tem todo um processo de expansão ah da nossa do nosso fundo, né, marinho para poder pleitear e ampliar dentro do contexto da Amazônia Azul. E eu acho que algumas alternativas têm sido tomadas,
exemplo do CIGAs, o próprio COMP, a gente tem toda uma uma estrutura que tem sido desenvolvida para defesa da nossa soberania dentro ou próximo à nossa região ah de ZE, né, da nossa zona econômica exclusiva pro contexto da estatística, da pesquisa ou da própria gestão, ah, a gente fica um pouco limitado ah no contexto que hoje não é possível. A gente não tem embarcações estrangeiras atuando dentro da nossa Z. eh eh proibido por legislação atualmente. Eh, e essas informações consequentemente não têm gerência ou MPA, nesse caso, não tem controle. Então eu acho que uma das
coisas que precisa fortalecer e que tem sido feito na medida do possível é a cooperação e interagências, sobretudo no Combate. Ah, porque grande parte dessas embarcações, como colocado pelo senhor, são embarcações que muitas vezes nem registro, não são embarcações fantasmas, podemos dizer assim, que acabam atuando e depletando estoques que acabam entrando na nossa ZE, que por direito brasileiro a gente tem o direito de explorar e efetivamente acaba a diminuindo a a a proporção ou o tamanho dos estoques que o Brasil poderia estar explorando. Então eu acho que a mensagem seria um uma forma de colaboração,
fortalecer isso, isso tem sido feito na medida do possível, nas instâncias ah que que existem atualmente paraa defesa da nossa Amazônia Azul. Como eu disse, no contexto da estatística e pesquisa, a gente fica muito sem ação, tá? Porque no final são muitas vezes informações ou dados que são gerbate conjunto, uma colaboração entre entre agências e na medida do possível isso tem sido feito. E o MPA tem colaborado junto a às instâncias necessárias para tentar combater ou minimizar o impacto dessas pescarias eh de países estrangeiros próximos à nossa. Eu acho que era isso. Não sei se
eu respondi completamente, mas fica fica a mensagem. Aí eu não lembro quem é que tá na ordem depois. Acho que é o Olind. Sou eu sim. Obrigado, Alex. Como é que vai? Quanto tempo? Eh, Alex, você passou para mim a questão das espécies de recursos pesqueiros não explorados, né? Eh, e aí tá assim, eu acho que tem várias pontas, né? A primeira é a da gestão que a gente tem falado, né? essa questão da, eu acho Que a pasta da atividade pesqueira foi a que mais trocou de pasta, né, nos últimos aí 30 anos. Eh,
eh, eu acho que não tem outra atividade econômica que tenha pulado tanto assim e com reflexos na continuidade da gestão ali no na virada dos anos 90 para 2000, que a gente tinha o DPA, né, teve aquela eh incentivo a a a ao rendamento de embarcações, né, exatamente para aumentar essas fronteiras e e até até tinha observador de bordo, mas o que que nós vimos de recursos não explorados, né, assim, pro mais pro alto mar, a gente tem poucos, né, porque com essas frotas arrendadas a gente pescou o peixe sapo que praticamente acabou. O Cherne
Poveiro tá tá em com proibição de pesca já há mais de 10 anos. Aí os camarões, né, carabineiro, o o os caranguejos, os caranguejos reais. Eh, esses recursos eram recursos ali que foram detectados no revis, né, vieram embarcações arrendadas para fazer a exploração. Então, desses recursos, o que a gente viu que eles existem, podem ser explorados, mas não é um uma grande produção. Eles não comportam uma grande produção, né? algum Deles aí em poucos anos, 5 anos foram praticamente depletados. E aí a gente vai para uma outra ponta, né? E os peixes costeiros, eh, é
uma questão do consumidor. E aí até a Cíntia, né, pode falar melhor do que eu, eh, de você estimular através até de chefes, né, de cozinha, né, eh, que pare de só pedir roubalo e garopa, entende? Aí você tem vários outros peixes. Então, esse é um trabalho aí minucioso, de conscientização, não só do consumidor, mas eu vejo assim importante eh que isso já tem sido feito, né, através de de chefes de renome, eh, da das redes de supermercado, de você levar o consumidor, outros peixes, Guaivira, Sororoca, você aumentar a diversidade, né, e e o consumidor,
né? Tirar da cabeça a garopa e o roubálo, né? E agora a maioria, assim, eu digo aqui em Santos, né, Guarujá, as pessoas vêm aqui, né, de frente ao mar para pedir salmão. E muitos acham que o salmão tá saindo do barquinho que tá ali na frente deles, né? Então, eh, pr fechar aqui minha fala, né, pra gente avançar nessa de ter uma maior Diversidade de pescados, os de automá a gente já viu que tem limitações, tem que ser explorados, é cara a produção, talvez seja uma coisa mais direcionada paraa exportação. E essa pesca costeira
também altamente diversificada, à frente, vamos dizer assim, de combate é a conscientização, a propaganda junto ao consumidor e quem vende diretamente esse pescado preparado ou não ao consumidor. Cíntia, não sei se você quer falar alguma coisa mais sobre isso, mas eu encerro minha fala aqui. Obrigado pela pergunta, Alex. Obrigada, Antô. Obrigada, Alex. Eu vou tentar responder uma parte e já engatar na pergunta do Alex direcionada a mim. Então, eu trabalho diretamente com o consumidor há algum tempo e realmente essa questão da diversidade e qualidade, como o o Alex coloca, são potenciais eh e vertentes de
agregação de valor eh especialmente paraa pesca artesanal e a e a pesca local. Eh, embora eh, a gente tenha essa questão do manejo a bordo, a necessidade de capacitação e treinamento das das tripulações da da pesca industrial também, eh o manejo e a manutenção da qualidade do pescado artesanal é um era uma ainda é, né, eh, um desafio bastante grande. Então, mesmo Porque eh eles não têm acesso a gelo, o gelo é caro, eles não têm acesso talvez à informação da da manutenção da qualidade, o pescado fica por horas exposto ao sol, eh, na embarcação
sem sem gelo. Então, é todo todo um processo de de trabalhar na no aumento do valor das espécies não tradicionais e na valorização dessa qualidade. Então, aqui em Santos, a gente tá trabalhando especialmente com métodos de preservação de melhor eh manutenção da qualidade do pescado. Então, técnicas japonesas do quejim tentando eh começar a entender qual é o impacto dessas técnicas e qual é a capacidade realmente eh de cada tipo de pescaria e pescador, né, para para atender a um mercado, mas é um mercado ainda muito prêmio e muito restrito, né? São poucas pessoas, poucos chefes,
poucos restaurantes que eh têm condições de manter eh toda essa cadeia do processamento de comprar do pescador ou comprar na peixaria e manter a cadeia de qualidade dentro do seu estabelecimento. É um desafio, tá? E aí, Alex, na questão do manejo a bordo, eh, eu vou voltar lá na minha na questão da tecnologia e que, por exemplo, a gente quer usar a câmera de monitoramento para avaliar o Impacto sobre as espécies ameaçadas. Se o pescador, né, se o pescador não está capacitado, ele não entende a regra de como é que ele tem que fazer para
soltar a tartaruga, para soltar o tubarão, eh ele puxa o anzol que tiver enroscado na na tartaruga de qualquer jeito. Existem métodos e práticas eh recomendadas, mas se ele não foi capacitado para isso. E aí a medida de gestão que é soltar o animal para que ele sobreviva, já que é uma expressão ameaçada, foi em vão, porque ele vai soltar um animal ferido, moribundo, eh, e não vai nem registrar às vezes, né? Então, eh, acho que a gente subestima muitas vezes essa etapa que é a capacitação humana, né? A capacitação do profissional. Eh, e o
Henrique colocou bem, 90% da, né, do da da mão de obra das pessoas envolvidas na pesca é na pesca artesanal. Então, a gente ainda tem aí um caminho longo, talvez, mas eu entendo hoje, demorei para entender, viu, que a qualidade do pescado é essencial paraa sustentabilidade da da atividade. A gente aí tem uma perda gigantesca na acuicultura, né? Eh, eu fico eh realmente assustada quando diz que um filé de tilápia é 30 a 35% do peso total do animal. Eh, a o camarão são 50% em peso que é descartado. Então, essa o o uso Integral,
eh as espécies alternativas, então a perda a a diminuição de perdas e desperdícios é essencial nessa cadeia de sustentabilidade. E para isso também existem vários aspectos tecnológicos, tecnologia dos alimentos, né? Eh, que obrigada. Alirante Borges. O senhor tem a palavra. Eu eu não podia deixar de fazer uma contribuição do ponto de vista da Marinha do Brasil nessa pergunta que foi feita a respeito das embarcações chinesas, né? o meu meu último cargo na ativa foi como comandante de operações navais, que é o setor da marinha, que eh o responsável para poder ficar monitorando essas essas embarcações.
Então, eh, eu posso falar assim, categoricamente, no período que eu estive à frente do comando de operações navais, que foi de 2023 até maio de 2024, eh nós não tivemos nenhum caso de embarcação chinesa realizando pesca na nossa Z. Nós não tivemos nenhum caso. Eles, a gente acompanhava eles o tempo todo, eles chegavam no limite das 200 milhas, obedeciam o nosso limite e i embora. Então, nesse período que eu estive à frente do comando de operações navais, não tivemos nenhum caso. Inclusive, existia uma embarcação que saía do no Meio do Oceano Atlântico, vinha tangenciando a
nossa Zé e desembarcava todo o pescado que ela havia no Uruguai. lá ela reabastecia de óleo, deixava o pescado e voltava para essa pescaria no meio do oceano atlântico. Eh, a maioria do Brasil, conforme os senhores sabem, ela faz patrulha na nossa nossa Amazônia Azul em locais específicos, justamente na tentativa de eh flagrarção dessa fazendo alguma coisa errada. Então a gente faz patrulha ali no entorno de São Pedro de São Paulo, que é uma área, a gente pega os nossos nossos 200 milhas em torno de São Pedro de São Paulo, eh em torno de eh
Fernando Noronha, em torno de Trindade e e a gente consegue a gente não consegue estar em todos os lugares ao mesmo tempo. O mar brasileiro é muito grande, né? Amazônia Azul é muito grande e a gente não tem a quantidade de navios suficientes para monitorar 100% dessa área. Mas conforme eu falei para os senhores, por meio de IS, por meio de informações, nós nunca tivemos esse tipo de problema. Diferentemente do que existe, por exemplo, com a Marinha do Uruguai e com a Marinha da Argentina, o o sul da América do Sul, a água é fria
e tem muita lula lá. Então, determinadas épocas do ano, a gente consegue ver mais satélite de quase 1000 embarcações chinesas tangenciando o litoral do Uruguai e da Argentina, mas na nossa Área efetivamente a gente não tem esse problema com navio eh chinês. O único problema que nós tivemos, eu faço questão de relatar aqui, é que no meio do oceano é uma área de ninguém, a pescaria de atum, vamos dizer assim. não tem uma uma regulamentação muito forte para poder delimitar essas áreas no meio do Oceano Atlântico e uma embarcação de pesca nossa que fazia pesca
de atum, ela do Rio Grande do Norte, ela foi abalada por um navio chinês, começou a fazer água, ela estava a 460 milhas da costa e voltou emergência com a todas as bombas de esgoto e quase veio ao fundo por conta de uma briga entre pescadores. de pertrecho de pesca e de área de pesca. De uma maneira geral, os pescadores brasileiros se entendem com os espanhóis, com os japoneses e e com os os outros que estão na área. E todos esses outros brigam por área com os chineses. Então é isso mais ou menos que ocorre
nesse no meio do Oceano Atlântico. E e é claro que a Marinha, como não pode estar em tudo que é região dessa nossa Amazônia Sul mesmo tempo, ela conta com informação dos pescadores, que será sempre muito bem-vindas no sentido da gente poder fazer uma inspeção eh conjunta junto com o pessoal do do Ministério da Pesca, da Polícia Federal, coisa que a gente faz Muito, por exemplo, na região norte, saindo ali de Belém ou ou no Amapá. Então era essa contribuição que eu que eu gostaria de dar. Muito obrigado. Bom, senhoras e senhores, eu creio que
nós precisamos passar agora para as perguntas da do nosso distinto público que nos acompanha pelo YouTube. Letícia conduz. Frederico, antes eu eu Henrique queria fazer uma colocação fechando o tema anterior. Henrique, é porque o Alex fez uma provocação a mim e aí eu só queria ter oportunidade de comentar esse ponto. Sim. Eh, obrigado, Gonzalo. Eh, ele tava fazendo a questão sobre, né, economia azul, economia do mar, né, o qual e aí as diferentes instâncias de governança e gestão efetivamente desses espaços e como ajudar a definir, de repente pensar qual é essa economia, né, associada ao
marketing. Eu vejo que justamente essa questão semântica, né, Alex, é uma disputa, né? Essa economia tá em disputa, né? Se ela é azul, se ela é do mar, né? E quais são os setores que buscam se estabelecer ali. A gente teve algumas perguntas, interações do chat, né? O pessoal perguntando sobre, por exemplo, as eólicas no mar. Eu acho que hoje essa é A é a coisa mais nova, né, que a gente tem assim nessa disputa pelo espaço marítimo, né? né, o que vem aparecendo agora como mais um que quer usufruir desse espaço, né? E aí
a gente tem de fato, esse é um desafio que que a gente precisa ter a a oportunidade. Eu acho que o planejamento espacial marinho que tem aí a condução da CIRM compartilhada com o Ministério do Meio Ambiente hoje, né? Eh, são as instâncias em que a gente pode entender que são espaços importantes aí para ajudar a construir essa visão de uma economia do mar nacional que atenda aos diferentes setores e que consiga estabelecer essa métrica de eh de tradeoff, de trocas, né, da gente entender de quando a gente opta por um setor, como a gente
tá não optando por outro. E aí, como é que a gente vai fazer esse balanço, esse equilíbrio entre essas atividades, né? É evidente que paraa pesca, como eu mencionei na minha fala, é o setor que muitas vezes mais perde espaço dentro desse contexto, porque é quem, vamos dizer assim, chegou primeiro, né? quem já tava ali instalado, fazendo a sua atividade, na medida que vários outros setores foram se instalando e requerendo espaço por isso também, esse espaço vai ficando cada vez mais restrito, fechado. Agora, de fato, a gente precisa de uma grande concertação nacional que consiga
estabelecer por meio de um planejamento público o qual é a eh como a gente vai estabelecer esses equilíbrios, né, eh entre esses diferentes usos que se Pretendem fazer no mar. E aí, nesse sentido, conectando um pouco com o questionamento do almirante Costa Ferreira sobre como é que a gente mantém a institucionalidade da pesca de uma forma perene, né? E aí acho que o Antônio Olito tem muito essa experiência, né? A gente, na minha perspectiva, a gente precisa de um Instituto Nacional de Pesca, né? Uma autarquia federal que cuide da pesca no Brasil, né? A gente,
é óbvio que é muito importante o papel de um ministério específico para isso, mas quando a gente não tem um órgão federal, uma autarquia com profissionais habilitados, concursados, enfim, para que possam cuidar dessa atividade pesqueira e gerar os dados e a gente ter as informações necessárias paraa melhor gestão dela, fica muito difícil a gente fazer isso, né? A gente tem a sorte de ter um instituto de pesca no estado de São Paulo, secular que produz, né, dados. A gente tem uma FURG no Rio Grande do Sul que também se atenta muito a essa produção de
dados já há muito tempo que tem é capaz de produzir séries históricas importantes para paraa nossa tomada de decisão, mas a gente não tem isso numa escala nacional, né? um órgão, de fato, a gente teve recentemente a criação, por exemplo, do IMP, né, Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas, ainda que não seja nos moldes de uma autarquia total, é uma OS, né, enfim, tem essas diferenças que o contexto político nos empurra a tratar de formas diferentes essas institucionalidades. Mas eu entendo que esse seria um caminho. a gente precisa de um Instituto Nacional de Pesca para que
consiga reunir as informações, ter os dados, orientar a produção de pesquisa que vão De fato trazer a importância e a relevância dessa atividade pro pro nosso país, né? Perfeitamente, Henrique. Perfeitamente. Levantaste um outro tema que que sempre vem à tona nas discussões acadêmicas e também nesses eventos onde o público e os usuários se manifestam. Nesta segunda parte que a gente vai responder as perguntas do público geral que fez através do YouTube, na medida que deram o tempo de responder todas as possíveis, algumas estão sendo agrupadas, a colega Letícia vai conduzir daqui a pouquinho. Eu vou
começar eh fazendo meio-campo aí, né? Eu tenho uma mão no centro, outra na academia e e um pé agora no público que também questiona os palestrantes, né? eh, de um assunto que sempre sai nas discussões relativas a ao uso dos recursos naturais renováveis aquáticos, né, pesca, que é o problema das informações. nós enquanto eh gestores, mesmo não sendo o governo, a academia colabora, contribui e foi levantado já nesse evento e algumas perguntas que eu preli aqui da do público, o assunto dos dados eh que são um mosaico para bem e para mal. temos informações de
diversos órgãos, diversas instituições, parceiras, eh, historicamente e no presente também lacunas de dados. E a pergunta que nós Fazemos todos e o público também faz e às vezes é utilizada de forma capciosa pelo usuário direto do recurso, ou seja, o pescador como uma crítica ao sistema de gestão, é se existem dados suficientes para tomar medidas de gestão. E aí já vou colocar aí para particularmente o Alex enquanto representante do governo federal e o Antônio de um instituto de pesca muito ativo estadual. exemplo para o Brasil, como o Henrique acabou de dizer, inveja para os outros
estados, tá? Eh, a pergunta que o público se faz, eu já recebi, estando do outro lado, né, na vitrine, eh, essa pergunta é: se temos dados suficientes para fazer gestão ou para fazer, por exemplo, controles e literalmente proibições. O usuário se pergunta isso, né? Então, eu queria a resposta de vocês para nortear aí as nossas respostas daqui mais e depois a Letícia vai continuar com essa discussão, mas eu deixo essa provocação, por favor. Vou iniciar aqui, então. Obrigado, Gonzalo, pelo professor Gonzalo, pela pelo questionamento muito pertinente, diga-se de passagem. é algo que todos escutam, seja
na academia, seja na na gestão, seja aquele que tá gerando dados, a exemplo do Antônio aqui do Olinto pelo Instituto de Pesca, então inúmeros outras outros parceiros e colaboradores que geram informação de forma independente ou ou conjunta. Bem, a a tua pergunta é bem provocativa e eu Vou ser bem direto com ela. A gente não tem informação para tudo para poder fazer a gestão. Então é por isso que hoje inúmeros estoques, inúmeras espécies, a gente não possui regulamentações específicas paraa exploração sustentável desses recursos. Uma parte significativa ainda do país, sobretudo no ambiente continental. A gente
tem imensas lacunas do ambiente marinho, mas não é objetivo falar do continental aqui, mas o continental é muito, mas muito maior a lacuna. Eh, mesmo diante disso, para alguns recursos existe sim informação suficiente nos diferentes eixos ah para poder fazer gestão, mas para inúmeros outras outros recursos não. Então esse é um é uma limitação e e é evidente e por isso muitos recursos, como eu comentei, não são geridos ou não tem regulamentações específicas. Então eu acho que é um meio termo, certo? para alguns recursos, para algumas regiões a gente tem bastante informação e importantes lacunas
em outras regiões e outros recursos, como você colocou, e na medida do possível essas lacunas estão sendo tão sendo preenchidas. Então, eu acho que é um um meio termo e é bom lembrar que quando a gente fala de informação ou dados paraa gestão de um recurso pesqueiro ou de uma pescaria, a gente não tá falando somente do dado biológico ou do dado espécie. A gente tá falando também do dado do pescador, do território, das informações relacionadas com todo o arcabolso socioeconômico. E a gente precisa avançar muito ainda nesse tipo de informação de uma forma geral
no país. Mesmo diante de uma reconstrução feita, mesmo diante de uma Secretaria Nacional de Pesca Artesanal, nesse caso, ah, a gente ainda tem lacunas importantes de informação nessa vertente que tem que ser, devem ser consideradas e que precisam avançar. Mas eu acho que era isso, o professor Gonzalo, que que eu traria. A gente tem esse esse meio termo. Para algumas regiões, para alguns recursos, sim, existe informação suficiente. Para outras a gente não tem de forma suficiente. É por isso que hoje inúmeros recursos não são geridos de forma específica. Acho que era isso. Obrigado. Bem, e
seguindo aí pegando a palavra do do Alex, né? É importante sim que a gente eh tem deficiência de dados, mas eu acredito que até com os dados que a gente tem nas áreas que nas áreas mais eficientes, a gente já tem capital humano, recurso humano, né, pessoas, colegas, né, muitos aí até da FURG, mas também tem na em Pernambuco, a gente tem vários polos de pessoas que estão plenamente habilitadas, trabalham com ICAT, tem tem relação com pesquisador es externos. Então assim, não é por limitação de capacidade técnica, né? E e e tem muito assim da
articulação. Aí eu coloco duas coisas, né? Uma duas experiências que estão ligadas. Eh, aqueles chamadas do CNPq junto com o MPA, eles proporcionaram que as pessoas trabalhassem juntos. Então, vários Grupos de pesquisa eh fizeram grandes projetos em vez de projetos regionais e juntando dados. A experiência que a gente teve aqui no Sudeste Sul, né? Primeiro com o projeto liderado pelo Angel da Univale e agora pelo Rodrigo Santana também da Univale, mas pegando pessoas desde o Espírito Santo até o Rio Grande do Sul, eu trabalho com essa parte de de gestão de dados, né? É, é
uma coisa linda que eu gostaria que isso fosse pro Brasil todo, né? A gente tem, a gente compartilando Rio Grande do Sul, né? Mas de Santa Catarina ao Espírito Santo, a gente compartilha o mesmo banco de dados. Cada instituição tem a sua base de dados, né? Todo mundo no botando dado num lugar só. Por quê? Cada instituição tem suas características, né? é só política de gestão de dados, mas a gente usa a mesma estrutura de dados, então fica muito fácil juntar os dados. E o que já saiu, né, como resposta lá da primeira chamada, está
sendo repetida agora, é exatamente essa capacidade de pegar, né, eh um grande volume de dados que já vem praticamente padronizados e fazer uma base de dados só pro para eh análises amplas, né? Então isso daí já tem, né, a estrutura já tem, já tem tudo, entende? É como se a gente já tivesse assim à mesa todos os elementos necessários, estrutura de dados, pessoas capacitadas, eh a questão da da informação e o quanto Você disponibiliza dessa informação. A informação que a gente coleta é voluntária e e nós temos um um uma declaração de uso de dados,
né, e de divulgação. Então tem aquele pescador que tá pescando no defeso, não tem RGP, assim, ele responde a nossa aos nossos questionários, né? Por quê? Porque ele tem a segurança de que nunca aquele dado vai ser disponibilizado de forma que identifique ou torne identificável a pessoa, né? Então, a gente já tem um histórico grande. Então, tem, eu vejo assim que é todos os elementos já estão à mesa. É mais uma questão de organização, né? E aí vai a importância de novo da gestão pesqueira, de ações estruturantes aí, como várias o Alex colocou, que eu
acho que naturalmente, né, através desses projetos, através dessa da coordenação, os grupos, né, a as instituições vão convergindo. É isso. Obrigado. Perfeitamente. Se Cíntia ou Henrique quiserem colocar alguma coisa, fiquem à vontade. Letícia, pode conduzir, por favor. Eu eu queria só colocar alguma coisa eh eh em relação a essa a gente eu faço, trabalho muito com comunicação com consumidor final e a gente tem um obstáculo nessa comunicação, Gonzalo que diz respeito a esse movimento de negacionismo da Ciência, não é? Então, as pessoas não acreditam no que no que tá sendo produzido como ciência e acham
que as decisões são tomadas eh dentro dos escritórios. a gente tem ouvido isso recorrentemente e eu acho que a gente, eu tenho que eh parabenizar aqui o MPA e na figura do Alex, na medida que o Pró Stocks tá sendo eh tá sendo eh oficializado e e colocado como uma ferramenta, porque isso que a gente tem pedido há muito tempo, né? Tem então esse problema da comunicação com o público final. E aí isso gerou nos últimos anos até uma uma disputa entre conservacionistas e e pesquisadores, né, na na área de pesca. Então, parece que a
gente tá sendo contra a conservação das espécies. A gente não assumir que a ferramenta de avaliação de risco de extinção é adequada para eh política e gestão pesqueira, né? Então eu acho que essa comunicação tá muito truncada ainda, que a gente ainda precisa de muita conversa dos dois lados para criar um ambiente que seja saudável para todos. Deixa só uma pincelada, senão a gente Eu gostaria de que uma coisa que eu queria colocar e esqueci aqui em São Paulo, a experiência que a gente tem com informação é uma coisa que eu acho muito bacana, é
a apropriação dos pescadores Pela informação. Hoje em dia a gente dá mais informação, seja pessoal ou em grupo, para pescadores, colônias e associações. Quem demanda mais os dados de forma consolidada ou através de relatórios individuais, a gente atende no estudo de pesca hoje mais o segmento de pesca, principalmente o artesanal, do que o acadêmico ou governamental. Então o que eu vejo, né, com você ter um um fonte de dados assim contínua, né, é que os pescadores eles estão falando assim, não, esses dados eles falam uma coisa assim, eh, os dados são dos pescadores e estão
guardados no Instituto de Pesca, mas os dados pertencem a eles e eles têm aprendido em várias frentes aí a usar esses dados para para suas lutas. Isso eu acho muito legal. Obrigado. Perfeito. Vou Gonzalo, se me permite aqui 30 segundos, né? Nesse sentido de que é tem sido ótima essa apropriação dos dados, né? Do que o Antônio Olinta acaba de citar, inclusive as estratégias de automonitoramento, né, de produzir dados para além daqueles dados coletados pelo Instituto de Pesca, né? Então, entendendo que tem outras respostas a outras demandas colocadas pela política de gestão da pescaria, que
obriga os pescadores também a a traçarem outras estratégias de de poder coletar suas informações sobre a atividade pesqueira. E tem se mostrado cada vez mais crucial isso para as estratégias, como a Cind já comentou, também de comercialização do Pescado, né? Eh, houve uma pergunta do Almirante Pontes Lima sobre isso, né? né? A questão da alimentação escolar, eu coloquei aqui no nosso chat que esse foi o ano definido como o ano nacional do do pescado na alimentação escolar pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Eh, o Programa de Aquisição de Alimentos também tem tido um papel
muito importante para promover as compras públicas comprando esse pescado. Então, é cada vez mais importante essa essa junção dos dados com o aspecto da comercialização, valor desse produto na hora da venda, né? E aí isso inclusive trazendo a oportunidade, como o Alex perguntou antes, para que outros pescados não valorizados possam também ser considerados nessa cesta de alimentos, né? A gente trabalha com uma cooperativa no litoral sul aqui de São Paulo que hoje ele já tem mais de 30 produtos na prateleira, vamos dizer assim, né? para oferecer e todos esses não convencionais do do mercado, assim.
Então, até um convite que eu faço aí aos nossos colegas aqui todos da DHN, dos departamentos da Marinha, para que a gente incentive a compra de pescados aí da pesca brasileira para as suas unidades, né, para que isso seja o produto aí adquirido e servido nas refeições aí das diferentes instâncias aí do do, né, dos órgãos públicos no Brasil, que isso é de fato uma estratégia de fortalecimento da atividade e de agregação de valor justo. a esse trabalho que, né, a gente sabe o quanto é difícil lá capturar esse recurso, trazer, beneficiar e poder acessar
bons mercados para eles. É isso. Perfeito, Henrique. A Dra. Letícia esteve articulando aqui com Frederico para Frederico já elencou as perguntas, né, Frederico, por gentileza, conduz aí. Olha, o Eu queria dar uma parada porque o nosso tempo tá praticamente esgotado, tá? E eu queria passar a palavra para o almirante Leal Ferreira. E depois, se for o caso, a gente pode até continuar, mas ele tem um compromisso que ele não pode deixar de atender, tá? Almirante Léo Ferreira, o senhor tem a palavra. Não, eu peço desculpas, não era ia ficar mais um pouquinho aqui, mas realmente
eu quero agradecer eh a todos. Foi um webinário que eu considerei excepcional, né? Tivemos a oportunidade de ampliar nossas reflexões sobre a situação da pesca no Brasil. E aí é o nosso livro é sem dúvida um dos capítulos mais importantes do livro é esse capítulo seis. O professor Henrique, o oceanógrafo Henrique, tava falando sobre o problema social e eu não tenho dúvida, eu não sou um especialista, mas eu não tenho dúvida que a pesca gera mais empregos na chamada economia do mar do que a soma de todas as outras atividades que nós temos no Brasil.
Dali a importância pode não gerar o PIB da pesca não é grande, talvez comparado com o PIB do óleo e gás, com o PIB do transporte marítimo, com o PI da construção naval, mas se você somar o problema social, que é Geração de empregos, a pesca tem uma importância especial. Dali esse a importância desse webinário, dali a o fato de que também hoje aqui assistido que o a ideia é para o livro, é um capítulo do livro, mas eu acho que isso extrapola um webinário como esse extrapola muito da maneira como foi conduzida, maneira como
foi apresentado. que tem hoje ao longo se foram cerca de 500 participantes ao longo do da manhã em momentos alguns do tempo todo, outros mas e e ao longo do tempo, daqui a um mês ou dois, nós teremos cerca de 5.000 pessoas que terão assistido esse webinário, né? Então, eh, o que se debate aqui tem uma, talvez seja uma um aspecto colateral, um benefício colateral que os stakeholders da holders da pesca, né, os atores estão assistindo e vão refletir sobre tudo que foi dito aqui, talvez até eh geresídios que nós propomos, se gerarão benefícios, eh,
que a gente nem percebe porque exatamente é a partir das conversas que eles assistiram aqui e devem procurar inclusive para para ampliar, para aprofundar tudo. Então, é, foi realmente uma manhã muito muito o profíqua. Eu agradeço a todos, agradeço ao professor Dr. Gonçalo, a professora Dra. Letícia, D. Miram, professor Antônio Olinto. Dr. Antônio Olinto. O Henrique que será doutor, é oceanógrafo, mas tá a caminho de ser doutor também, né? Ao Dr. Alex. Foi realmente eu eu não posso, eu não tenho palavras para dizer o quão importante e o quão especial foi essa participação de vocês.
Excelentes apresentações e, como eu disse, terão uma profundidade muito maior do que eu, além de de permitir a atualização do capítulo, elas vão muito mais longe do que isso e que também é uma maneira do Sebra. vejo sempre eh como um grande think tank da área marítima e gostaria aqui fazer um convite a todos para que participem com ideias, com sugestões, com com perguntas, né? Vamos usando o site do C, nos procurando para que a gente realmente consiga eh de alguma maneira contribuir para que o a área marítima brasileira e a Amazônia Azul tenha um
grupo de discussão de com profundidade e com amplitude. Então, mais uma vez, muito obrigado a vocês, obrigado aos participantes, obrigado aqui à equipe do Cembra também, sempre muito ativa, muito competente e eu, infelizmente realmente eu não posso continuar, tem que sair, mas quero deixar aqui meus meus cumprimentos a todos, meus agradecimentos e a certeza de que outros webinários como esse eh vão garantir que a gente tenha uma excelente quarta edição do do livro. Muito obrigado a todos e vocês me dão licença, mas eu eu realmente, infelizmente, eh quando foi marcado esse webinário, eu já tinha
assumido um compromisso e não tinha como desmarcar, não havia como desmarcar. OK. Então, felicidade. Muito obrigado, Omirante, com a sua permissão. Vamos dar continuidade. Parabéns, professor. O senhor realmente, como dizem os chilenos, né, que além de produzirem muito peixe, eles têm um senhor se passou. Muito obrigado. Obrigado pelo apoio, pelo suporte. O comandante Frederico depois em seu nome vai eh culminar e fechar o evento. Vamos dar continuidade. Muito obrigado. Agradeço muito. Obrigado, Federico, por gentileza. Gonçalo, eu vou fazer uma pergunta do YouTube, eu vou até dizer porquê, né? Mas e depois a Letícia continua com
as perguntas que ela selecionar. A pergunta é de um consultor nosso, senor Marcos Felipe de Mangalhães. E o curioso da pergunta é que todo mundo tá perguntando de peixe, gestão de peixe. A pergunta dele se refere às pessoas. Ele quer saber das pessoas. Então eu vou ler para vocês como a pesca sustentável considera a preservação específica dos recursos humanos. dois pontos: remuneração e oportunidades, inclusão, capacitação profissional e qualidade de vida no trabalho, segurança e saúde. Bom, como ele não direcionou a ninguém específico, Letícia escolhe quem vai falar primeiro. Olha, eu acho que a gente pode
começar essa com Henrique. Tá bem, vamos lá. Eh, é uma ótima pergunta, sabe? Porque de fato sem peixe não tem pesca, mas também sem pescador e pescadora não tem a a conclusão do do ciclo aí da pescaria, né? Então, de fato, a gente precisa entender o aonde que tá esse esforço, né? Eu confesso que eu eu não vejo esse enfoque ainda tão bem estruturado no âmbito das políticas públicas e da do oferecimento de oportunidades. Pelo contrário, é muito recorrente a gente ir até as comunidades pesqueiras e existia uma certa eh perspectiva de que sempre a
os filhos e filhas de pescadores e pescadores tenham que buscar outras oportunidades de trabalho e renda e que não se manter na atividade pesqueira. E muitas vezes aqueles jovens que se mantém na atividade pesqueira são aqueles jovens que não conseguiram ser bem-sucedidos nos estudos e não encontraram outras oportunidades. Então é, acaba que reside na atividade pesqueira aquele jovem que é visto como, ah, esse não conseguiu estudar, etc. E ele que continue nessa atividade, o que deveria ser o contrário, né? Porque é uma atividade eh atribuída de muitos conhecimentos específicos e capacidades, etc., transmitido ao longo
de gerações e que deveria ser valorizado, né? A gente já Viveu um momento no país bastante longinco, talvez isso tenha sido pela última vez durante o governo de Getúlio Vargas, em que a gente tinha uma escola de pescadores no Brasil, né? uma escola para formar pescadores, na época só pescadores, mas hoje, né, a gente entende a importância das pescadoras também nesse sentido, para que a gente continue oferecendo oportunidades de qualificação profissional para esses profissionais tão importantes, como eu já disse, no âmbito da soberania, mas também no âmbito da produção de alimentos do nosso país. Então
eu de fato eh percebo de que há necessidade de, né, valorizar esse recurso humano, essa qualidade profissional, essa capacidade desses profissionais e que a gente ainda não tem todos os instrumentos para isso. O programa Povos da Pesca Artesanal, do Ministério da Pesca, lançou algumas iniciativas que vão nesse sentido, valorizando o jovem pesquisador, mas também nesse sentido de reconhecer aquele jovem da eh comunidade pesqueira que foi para pros estudos, né, que foi se formar em engenharia de pesca, que foi fazeronografia, foi fazer biologia, foi fazer qualquer outro curso correlato a isso, mas eu ainda percebo uma
carência de programas específicos para valorizar a atividade pesqueira, pra manutenção dessa juventude na atividade, na carpintaria naval, na produção de redes, na eh no reparo de embarcações, no exercício da atividade pesqueira em si. Então, acho que esse é um é um gargalo ainda, é um campo que a gente precisa explorar e ter mais Condições de fomentar a permanência dessa juventude na atividade. Bom, Henrique, eu queria também destacar um, aproveitando aqui o gancho do Henrique, eh existem diversas políticas públicas do governo que trabalham com o que em que o pescador tradicional é alvo dessa e é
beneficiado por essas políticas públicas. Então, a gente não só no ambiente do Ministério da Pesca, mas também no Ministério da Agricultura Familiar, eh no no Ministério do Meio Ambiente, eh o o público da pesca artesanal, ele é beneficiado por outras políticas, mas não é algo específico do Ministério da Pesca. Então existem políticas e programas voltados para as mulheres pescadoras, paraas marisqueiras dentro de outras políticas de governo. Mas é claro, como o Henrique mencionou aqui, isso tem que ser valorizado e tem que ser fortalecido. Se a gente tá falando que esse é o público que mais
gera alimentos no âmbito da pesca no Brasil, e cada vez mais tem que haver capacitação, cada vez mais tem que haver inclusão, cada vez mais tem que ser garantida a segurança e a saúde dessas pessoas, porque senão a gente não tá falando da como como que a gente vai dar garantia da manutenção dessa atividade se a gente não tem as pessoas que estão envolvidas nisso, né? Mais alguém quer fazer mais algum comentário? Cíntia, por favor. Eu queria só buscar aqui algumas eh reflexões recentes até. Então, quando a gente falou de economia azul, tem se falado
muito da questão da justiça azul também, né? Como é que a gente faz eh Corrige essa simetria, talvez, né, da dessa exploração econômica da da atividade de pequena escala. E outra ideia que eu vou ter que resgatar esse documento, mas eu li recentemente um documento que falava sobre a abordagem da sustentabilidade no pescado global. A gente sempre trabalhou a partir da do ambiente e da pescaria, né? Isso foi evoluindo paraas questões que envolvem o bem-estar humano, as condições de trabalho. E talvez essa seja, talvez uma narrativa para o pescado brasileiro se diferenciar no mercado externo,
porque a gente tem histórias de horror, né, na cadeia, nas cadeias globais de pescado que envolvem eh violação de direitos humanos e tudo mais, mas eh esse trabalho fala de uma abordagem da economia do bem-estar, né? a gente tem que ter voltar para para uma abordagem que contemple essas questões que o Almeirante colocou na sua pergunta, né? Como é que essa atividade econômica reverte no bem-estar das pessoas e do planeta? Muito bom. Cint mais alguém? Alex quer fazer um por favor? Eh, bem, primeiro queria parabenizar a memória histórica do Henrique. Ele falou: "A escola da
Marambaia foi realmente uma das melhores e maiores escolas do hemisfério sul, por incrível que pareça, Atlântico." Foi uma escola de fantástica. Quer dizer, eu eu vi muita coisa sobre ela e ele lembrou Uma coisa que eu acho que é um tópico que poderia existir dentro do nosso capítulo de pesca aquicultura. Eu gostaria só de lembrar, só falando também pro amigo Antônio Linto sobre a mar e cultura. Quer dizer, a gente fala muito do extrativismo, disso e daquilo. A gente tem o maior recurso hídrico do mundo, nossas bacias hidrográficas e o que que anda se fazendo.
Mas eu acho que às vezes a gente esquece também um pouco o que que a gente pode fazer em termos, né? Quando a gente fala em aquicultura, eu boto psicultura de águas interiores e maricultura no H2O salgado. Mas o que nós temos de, vamos dizer, no caso da Vamos ter um binário só para isso, não? Ah, vamos. Ótimo. Porque nó fala, por exemplo, o Atum, tá o Tunostinos, o azul e não sei, o Albacares ou ala lunga, eles estão já um pouco na na no limear. Por que que a gente não usa então Olheete ou
outros peixes? Aí o já tivemos manicultura de bijupirá porque não foi paraa frente licenças difícil. Eh, o o Brasil, o potencial que ele tem de ostra e mariscos e até do coquile, né, do Nod e tal. Então eu fico pensando, eh, nós temos um potencial, a gente tem que ir tocando nos vários locais e pontes e vendo, porque aí vale. Por exemplo, em Angra dos Reis, quando eu botei a primeira fazenda marinha nos anos 80 lá, eh quando o pescador viu que ali na ilha grande tinham 20 salgas, né, porque não tinha energia e era
um dos pontos, né, onde se pescava muita sardinha, de repente ela acabou, tá? Ela migrou, foi para outro lugar e tal. Aí o que aconteceu? Eles foram e foram Aprender a fazer as fieiras com marisco e ostras. Então, é adaptar eles e fazer. Então, eu só digo que eh o brasileiro é criativo. O brasileiro gosta de eh ver maneiras de empreendedorismo e ele é uma pessoa apaixonada pelo mar. A a a vamos dizer, do mesmo jeito que a gente fala, entre aspas, o caipira na terra, no agronegócio, o caiçara também é uma pessoa que sabe
navegar com uma jangada sem sete neve, eccoonda e nada e vai lá no meio do mar não vendo terra e continua pescando sustentavelmente. E como é que ele chega lá e vai e volta? Então toda essa história, esse conhecimento, eu acho que tem que ter um resgate também e um lugar dentro de desse capítulo. Obrigado e desculpa. Obrigada, Alex. Antônio, por favor. Bem, falar rapidamente aqui pelo horário e uma sugestão, viu, Letícia, para para botar no livro, no contexto do licenciamento ambiental federal para bacia de campo Santos, quando começou lá na década de 90, eu
achava que ia acabar com peixe, né, quando colocasse as plataformas. E aí você tinha o PMDP, que é o programa de monitoramento de desembarques pesqueiros, ignorava o pescador, só tava olhando pro peixe. Aí em 2008 já teve uma percepção que o maior impactado ali na na questão do Petróleo e gás não era o peixe e sim o pescador. vieram os PEMAPs, que é programa de monitoramento da atividade pesqueira, que dentro de si já tinha alguns eventos de caracterização socioeconômica e agora a coisa praticamente inverteu quase com PMCAP, que você tem um programa macrorregional de efeitos
cumulativos e a questão socioeconômica, né, e principalmente social, ela tá praticamente no mesmo nível de atenção e de levantamento de dados da produção pesqueira. Então isso aí os PMCAP estão começando agora, mas talvez descrever essa atenção cada vez mais aí sobre a atenção, né, da das pessoas na pesca, né, vem crescendo e provavelmente a gente vai ter bastante informação padronizada, né, eh, que pode subsidiar, certamente vai localizar muito bem aonde estão as principais deficiências para gerar política pública. publicar aí paraa valorização que o Henrique falou tão necessária. Mas o que eu queria comunicar é isso,
que mesmo nesse histórico teve cada vez mais o olhar pro ser humano e hoje entende-se assim a importância, né, de você ter essas informações sobre as pessoas que vivem da pesca tão importante quanto o Pescar, avaliação de estoque, né? Você tem que olhar pros dois. Era essa minha contribuição. Obrigado. Uma ótima contribuição, Antônio. Lembrando que o PMCAP ficou começou agora, né? vai integrar todos esses estados que foram cobertos pelo PMAP e acho que vai ser uma ótima ferramenta e uma ótima fonte de informação. Eh, eu vou fazer agora uma pergunta que é mais voltada, na
verdade eu tô juntando duas perguntas à plateia, mais voltada para Cint e pro Alex, mas quem quiser contribuir, fique à vontade. Eh, bom dia. Queria saber se tem disponibilizado dados de valores de mercado das espécies marinhas para pesca e número de pescadores para cada recurso pesqueiro e unidade administrativa. Posso fom de pra C? Eu vou iniciar e você continua depois. Ah, bem, obrigado, Letícia. Eu não não peguei quem é que fez a pergunta, mas de qualquer forma agradeço o question Batista, desculpa. Tá, não agradeço o questionamento. Eh, hoje o Ministério da Pesca ele não tem
controle efetivamente sobre os preços, né? Então essa consolidação é algo que não existe hoje no âmbito do Ministério da Pesca, mas é algo que é plenamente possível de ser feito. Eu só queria destacar um ponto ah que é bom lembrar que a gente tá reconstruindo muita coisa e reconstruir muitas vezes leva tempo. Então talvez aí é uma boa oportunidade até ouvindo o questionamento da gente internamente aqui como ministério a avaliar a possibilidade de começar a integrar mais essas informações de preço ou as informações econômicas de uma forma geral. A gente sabe que as CEAS as
A tem diferentes instituições que acabam tendo preços tabelados ao longo do país. É, mas isso não é consolidado a nível do Ministério da Pesca e Cultura, mas nada impede e foi muito bom o questionamento que a gente possa seguir nessa nessa linha de raciocínio em relação à quantidade de pescadores ah por recurso especificamente, é bom lembrar que a autorização para a pesca para os pescadores não é restrita a um recurso A ou B. Então o pescador profissional ele recebe sua licença para atuar como pescador profissional. Ele indica no ato do registro possíveis recursos para explorar.
Então, por nível de recurso, a gente não tem isso tão detalhado. Por nível de UEF e município isso tá público, assim como todas as informações que que eu acabei apresentando aqui. Isso pode ser acessado no site do próprio ministério, www.gov.br/mpa. Lá tem uma uma central de painéis interativos, aonde estão as informações de registro de pescadores, embarcações, aquicultores. Tem os as informações da estatística que foram apresentadas aqui, tanto de reconstrução, de boletins e etc. Então, essas informações estão públicas através de painéis e disponíveis para download também, dado o a o que a legislação cabe para ser
público. Eventualmente, outras informações que não estão públicas podem ser solicitadas via lei de acesso à Informação, a via ouvidoria ou efetivamente algum outro instrumento. Isso pode ser avaliado internamente, a possibilidade de disponibilizar. Mas eu acho que era que era isso, Letícia, da minha parte aqui por parte do MPA. Obrigado. Obrigada, Alex. Ciao, por favor. Sobre o eh o valor de mercado do pescado, eu vou responder pelo Antônio, mas o monitoramento de São Paulo, ele tem o valor de primeira venda associado aos dados públicos de, né? Então, dá para para fazer esse levantamento por município, por
pescaria, todos os dados do PEMAP tão ali, mas é o é o dado de primeira venda, né, que é eh declarado no desembarque. Mas aí eu queria dizer também que tem uma lacuna que não foi colocada eh explicitamente aí, mas a gente não sabe para onde vai o pescado, né? A gente tem não tem esse mapeamento de quais são os mercados efetivamente eh que a que recebem o o pescado produzido no Brasil. a gente tem essa dificuldade na questão da sustentabilidade, a gente sabe quem são o quais são os pescados que vão pro mercado externo
e quais as demandas, né, de conformidade, compromisso, de sustentabilidade, mas a grande, né, talvez, não sei, 90% do pescado fica, é de consumo interno e a gente tem uma eh uma lacuna de dados, talvez um abismo de dados aí que a gente não sabe quais os mercados e qual a quantidade e e Aonde estão essas as pessoas envolvidas nessa cadeia. Antônio, levantou a mão, acho que ele vai falar sobre o valor. Perfeito. Acho que não somente de pessoas, mas também de que tipo de mercado, né, que é abastecido. E lembrando também que antigamente existia no
âmbito da ferramenta do SIGScif, do Ministério da Agricultura, você tinha uma separação por produto de pescado. Então você sabia que tipo de pescado entrava em cada empresa. Hoje em dia tudo caracterizado como pescado, como peixe, você não tem essa separação por espécie. também quer uma outra fonte de informação. Antônio, por favor, só um detalhamento, o esse dado de valor de primeira comercialização tem no site lá do do PEMAP do Paraná, São Paulo e Espírito Santo. Então, aqui em São Paulo a gente tem mais de 20 anos de dados de preço de primeira comercialização. É, e
em termos de número de pescadores, né, no no nos sites, você tem o que a gente chama de unidade produtiva, né? Então você pode contar, por exemplo, quantas unidades produtivas tem por aparelho de pesca. Se é um aparelho de pesca desembarcado, tarrafa, linha de mão, você sabe que a unidade produtiva é um pescador. Se é um arrasto duplo, parelha, né? é um barco, aí você sabe que podem ser vários pescadores. E aí quem quiser ter uma estimativa, é fácil saber assim, ah, um barco de arrasto artesanal sai com quantas Pessoas? Uma, duas. Então é aquilo,
então assim, a gente consegue estimar um número de pessoas envolvidas em cada aparelho de pé, em cada pescaria, por essa aproximação. É um número de embarcações, sabendo ali em média quanto que que qual a tripulação de uma embarcação daquela. É um uma aproximação bem bem válida, viu? Era isso. Obrigado. Perfeito, Antônio. Obrigada. Comunidade Federico, senhor tá no mudo. Almirante Costa Fernandes, o senhor tem aqui uma observação importante no chat. O senhor fala ou prefere que eu leia? Bom, pode dier Fred, até é bom porque o meu teclado de chinês não me permite gravar tudo corretamente.
Bom, eu vou ler então eh mensagem do Almirante Costa Fernandes ligada ao ensino da pesca. No dia em que for criada alguma instituição ligada ao ensino da pesca, cabe lembrar o nome do comandante Frederico Vilar para nomeá-la. Em 1919, no comando do cruzador José Bonifácio, chamado Cruzador do Bem, ele correu o nosso litoral organizando os pescadores em colônia de Páscoa, ou seja, isso no início do século XX. Bom, obrigada, comandante Frederico. Pessoal, eu tenho aqui três perguntas referentes à questão das eólicas off. que eu acho muito, foi um tema muito, muito procurado por aqui. Eu
acho que é bem interessante. Eh, uma foi especificamente direcionada pro Antônio. Então, fique à vontade. Eh, mas acho que o Henrique também pode contribuir. Eu acho que todos aqui têm muito muito capacidade de contribuir. Eh, vou tentar resumir aqui, então. Como seria? Ô, ô, Letícia, diga de quem foi a pergunta para eu lá do Rafael. Se não forem respondidos, eu vou mandar por escrito. Pode deixar. Mas tô anotando aqui também. é o Rafael Bueno Curi, o senhor Patrick Rodrigues e a senhora Fernanda Barros Manhães. Eu vou tentar então dar uma resumida aqui eh seria como
que a nossa essa nova forma de energia de eólicas offshore pode afetar a atividade pesqueira no Brasil e como é feito o alinhamento no PEN sobre a ocupação das águas e o controle da pesca como segurança jurídicaos investimentos. Bem, então primeiro vou começar bem sobre o PEN, eu não posso falar, né? O PEM é ainda está em processo, né? Eh, tão sendo levantados os documentos, então ainda não tem uma uma normativa, um encaminhamento. Mas uma coisa que eu acho interessante, que foi conversada antes, é como fazer a gestão das pescarias, né? Eh, e inclusive a
relação Das pescarias com outras atividades antrópicas, né? No caso aí eólica eh, quando a gente tem, eu acho que a gestão até ali as 12 milhas ou ou a linha de base, é é muito bom quando é uma gestão regional, porque aí você por aqui em São Paulo tem as APAs, cada APA tem seus conselhos, são consultivos, mas todo mundo tá começando ali. for colocar um um algum empreendimento eólico no litoral de São Paulo até na área das APAs, eh, isso daí tem que passar pelo Conselho das APAs, entende? Porque é uma área de preservação
de uso sustentável. Então, aonde você tem alguma forma ali de proteção da costa, né, essa proteção também vem pro pescador. Então, ah, se tiver algum empreendimento, ah, vai ser realmente offshore, porque a gente diz offshore, mas eu já olhei os mapas, tem projeto de eólica a 15, 20 m de profundidade, não é? Quando fala eólica pensa que é no mar aberto, mas não é ali 20, 30, 40 m de profundidade que impacta muito a pesca artesanal. Então, acho que é uma questão a ser levantada, mas o bom que pelo menos aqui nessas áreas que tiveram
os PMAPS aí a gente tem tudo mapeado por quadradinho. Isso tem nos relatórios que também tão site. A gente sabe exatamente quanto se pesca em cada quadradinho, quantos pescadores, quantos barcos, uma estimativa de valor. Então, na hora de sentar para negociar como vai ser nas áreas que t aí a importância de ter um monitoramento prévio, vai ser muito fácil discutir e ver as áreas de maior e menor impacto. Isso é uma proteção pro pescador, né? Eh, eu não sei se eu respondi, mas assim, é, são ainda empreendimentos, são projetos que estão passando pela etapa de
licenciamento, né? Já existe muito muita informação sobre a espacialização da pesca, né? Parece que os próprios psão sendo feitos, eh, fizeram esses levantamentos já no Sul, no Nordeste, agora tá sendo feito no Sudeste e vai ser no Norte. Então, acho que já temos uma boa base de dados aí para discutir essa questão, viu, Letícia? Henrique, por favor. Eh, não acho que é uma boa pergunta, né? Como eu já tinha colocado antes, o o mar é esse espaço em disputa, né, da desses diferentes interesses, né, econômicos, de empreendimentos, etc. E as eólicas offshore essa nova demanda,
né, que apareceu aí por uso do espaço, né? Eh, em tese, isso deveria ser alvo Justamente desse processo do planejamento espacial marinho que tá em condução, como o Antônio Olinto disse, né? A gente tem o processo no na região Sul, Sudeste e Nordeste. Eh, e aí existe uma uma definição do ponto de vista do Nordeste, mas que não considera eh Maranhão. Maranhão tá na parte norte, né? mesmo que do ponto de vista geográfico e IBGE Nordeste inclui o Maranhão, mas na divisão do da construção do planejamento espacial Marinho, o Maranhão tá na porção norte alocado,
né? Eh, então a gente tem essa perspectiva de se desenvolver o planejamento espacial marim de todas essas regiões do da nossa costa e que abrange por consequência toda a nossa zona econômica exclusiva. E na região Sul, Sudeste e Nordeste, a gente tá nas etapas, na etapa ainda dos estudos, levantamento de dados secundários disponíveis sobre essas regiões. Então, quais são os dados que existem, né, produzidos pelas universidades, pelos eh os governos estaduais? para que isso tudo seja integrado em uma base de dados única, eh, que o planejamento espacial marinho vai olhar para isso tudo. O corre
que alguns empreendimentos não necessariamente eh precisam se submeter obrigatoriamente ao processo do planejamento espacial marinho para ter definido as suas formas de se instalar no no espaço costeiro marinho. E isso é o que tá acontecendo hoje com as eólicas offshore, que, né, elas estão sendo alvo de uma discussão específica no Ministério de Minas Energia, eh, com um grupo de trabalho específico sobre as eólicas offshore, que tá construindo um decreto para definição sobre a seleção de áreas aonde essas eh esses empreendimentos poderão vir a ser instalados. Eh, nesse processo, o Conselho Nacional de Planejamento Energético, CNPE,
já teve uma resolução específica dizendo que a recomendação é que esses empreendimentos estejam para além das 12 milhas náuticas, mas essa não é uma definição definitiva, ela é momentânea, ela pode ser revista a qualquer momento. Essa perspectiva do ponto de vista de gerar competição por áreas, etc., né? Eu particularmente entendo que até 12 milhas é um espaço, né? Você coloca isso um pouco mais distante, sobrepõe menos a outras atividades, especialmente a pesca costeira, mas não tem já uma definição definitiva sobre esse distanciamento e claro, isso também implica em custos associados à instalação desse empreendimento e
tal, que ainda precisam ser melhores definidos e mensurados. Quanto aos impactos desses empreendimentos na nos estoques pesqueiros, essa é uma pergunta que eu também tenho me feito e tenho buscado meios de fazer avaliações sobre isso, que a gente consiga entender de fato que impacto esse tipo de estrutura pode gerar nos estoques pesqueiros, né? O primeiro impacto que a gente pensa, né, é a competição direta pela área. Aonde tá a eólica não vai est o barco de pesca, né? Essa é a primeira perspectiva que a gente traz para isso, mas a gente também precisa entender que
esses Estoques para se deslocarem no no espaço, no ambiente aquático, eh às vezes uma estrutura que vai est fundeada, que vai ter um monte de cabos que emitem microvibrações, etc., podem trazer impactos ao deslocamento desses estoques, né? a trajetória que eles percorrem, o quanto eles se aproximam da costa ou não. Os pescadores de tainha, por exemplo, sabem muito bem, né, que a turma para pescar tainha quase que anda agachado na praia quando vai estar rafiar o peixe, porque, né, o peixe é super sensível a qualquer mudança, eh, sombreamento, etc., isso tende a afastar esse pescado
e tal. Então assim, a gente sabe que podem haver sim impactos, a gente ainda não tem as informações suficientes para dizer o tamanho desse impacto, né? o quanto ele vai acontecer ou não nos diferentes estoques, que efeito ele pode ter nas espécies peláicas, nas espécies de fundo. Então, são informações que a gente precisa buscar ainda respostas sobre elas para que a gente tenha uma maior segurança sobre essa correlação entre a instalação desses empreendimentos e a o impacto que isso pode ter na atividade pesqueira, né? O que a gente vem se perguntando também é a nível
de questões mais do ponto de vista da energia mesmo, a gente entender se essa é uma energia necessária para o desenvolvimento nacional do do Brasil, né? Se essa é uma energia que ela vai fazer falta no futuro do Brasil se a gente não entrar para esse processo de produção de energia. A gente, nós do Instituto Linha d'Água produzimos uma nota técnica sobre esse assunto que fala eólicas offshore Para que e para quem. Então, convido a quem tenha curiosidade sobre isso, que acesse o nosso site e busca essa informação. Mas uma uma pergunta adicional agora é
justamente isso, que impactos isso pode produzir paraa atividade pesqueira como um todo. E é algo que a gente tá buscando perseguir aqui, encontrando meios para aprofundar eh esse essa pesquisa e poder trazer mais informações sobre isso. Perfeito, Henrique. Muito obrigada. Gonzalo, se eu me permite, eu acho que teria mais duas perguntas aqui, uma direcionada para Alex e uma eu faria mais geral para todo mundo e já pediria uma reflexão final de cada um também pelo adiantado da hora, se é possível. Então, Alex, vamos lá. É uma pergunta, vou juntar aqui do senor Álvaro Altean Kirch
e do senhor Frederico dos Santos. Onde estão disponíveis os dados da estatística? Eh, o PREPS está efetivamente funcionando com a participação efetiva da frota nacional e como garantir que essa coleta de dados estatístico permaneça independente dos governos que assumam. Tá, obrigado pelo comentário, seu Álvaro, e pelos questionamentos já nesse caso. Bem, em relação aondde estão disponíveis, acho que eu comentei brevemente na última intervenção, né? Então, do que tem hoje consolidado a nível nacional, tá disponível no site do Ministério da Pesca, Cultura, nos diferentes dashboards. Ah, então tá lá público para ver e para fazer o
download. Além dos dados consolidados a níveis nacionais, o próprio Antônio Olimpinto já trouxe aqui uma questão para São Paulo e a gente tem para outras eh regiões do país na qual o processo de licenciamento de petróleo e gás tem a atuação. Essas informações estão disponíveis a localmente para a nível de detalhamento ah mais específico para cada instituição que executa, né? E aí o Antônio pode até comentar também, mas a nível nacional no site do Ministério da Pesca e Equicultura, em relação ao PREPS, o PREPS ele tá sendo, não foi comentado aqui, mas o PREPS ele
tá sendo revitalizado. É a palavra que nós temos utilizado internamente aqui. Ele tá sendo totalmente repaginado desde a parte de estrutura gráfica do fronte de quem tá vendo as informações. As adaptações tecnológicas e de programação e de linguagem também estão sendo efetivados. Então, neste ano, ah, foi lançado a sala de monitoramento a professor Fábio Azinha aqui no Ministério da Pesca e Agricultura, junto com o lançamento da nova versão do PREPS. Então, ele tá já tá sendo utilizado por todas as frotes. E, efetivamente, dada a nossa regulamentação, a maior parte das embarcações que estão no PREPS
são embarcações industriais. Ah, tem uma parcela também das embarcações artesanais e a gente necessita cada vez Mais que essas embarcações possam, na medida do possível, ser monitorada eh, de forma eletrônica, através do PREPS ou algum outro instrumento de monitoramento a de rastreamento das embarcações. E aí corroborando muito com o que a Cíntia tem trabalhado. E um contexto para além do rastreamento das embarcações. é algo que a gente quando fortalece o monitoramento e controle, a gente consegue efetivamente avançar na questão da sustentabilidade da da pesca. E a outra questão que tá relacionada com como é que
a gente pode fazer, né, para continuar esse processo independente de governo. E aí eu retomo a fala do que que o Henrique trouxe e que é muito pertinente no contexto da criação ah de um instituto. Eh, isso foi trabalhado no governo de transição entre o governo anterior e o governo atual. era uma demanda ah do das pessoas que colaboraram naquele processo lá atrás, mas por uma decisão de governo não foi colocado para frente. Isso não se perdeu. Essa ideia de instituto é algo que que eu entendo particularmente do ponto de vista pessoal como como pesquisador
e professor como fundamental, talvez para uma continuidade mais perene da gestão pesqueira no país. como gestor no âmbito do Ministério da Pesteca Cultura, o próprio a a própria gestão entende que isso é importante, isso não é fácil, se não ocorreu até hoje, é porque não é um processo simples. Então, talvez um dos principais caminhos é esse. Ah, talvez a gente não consiga isso a curto prazo. Então, como é que a gente pode tentar superar isso? ah, na medida do possível, fortalecendo o que tem sido feito atualmente, fortalecendo redes de Pesquisa, fortalecendo instrumentos que perpassem uma
gestão, então, através de decretos, através de atos que acabem não ficando restrito a apenas uma gestão de um governo ou de uma pessoa e que isso permeie ao longo do tempo. Talvez isso não seja suficiente para manter a perenidade, mas é o que nos cabe e o que é possível de ser feito nesse momento. Então eu entendo que o mundo real é tentar ancorar isso em atos que permitam que alguns aspectos relacionados ao monitoramento, a pesquisa, ao ordenamento pesqueiro possa perpassar a gestões. E o outro que seria o mundo perfeito, como o Henrique trouxe, eu
concordo plenamente, a possibilidade de a gente ter um instituto que que possa permear e passar diferentes gestões. A gente tem outros exemplos no país, a exemplo da própria política no meio ambiente, que com a estrutura de institutos permitiu com que fortalecesse esse aspecto. E eu entendo e assim como outros, né? A gente tem o próprio IBGE em outros estudos ao longo do país. Eh, e talvez esse seja um caminho focado, usando o exemplo aqui do, na pessoa do do Antônio Olintto, do Instituto de Pesca, do sucesso que é e que talvez esse seja o caminho
mais adequado pra gente dar uma perenidade gestão pesqueira nacional. Acho que era isso. Obrigada. Não sei se eu respondi tudo. Respondeu com certeza, Alex. Muito obrigada. Eh, primeiro, então, antes de passar paraa última pergunta, eu queria agradecer a todos os palestrantes, Agradecer por todas as contribuições que vocês trouxeram. Eu acho que a gente discutiu aqui algumas saídas para alguns desafios, então existem oportunidades no meio a tantas, tantas tantos problemas. A gente vê luzes no fim do túnel. Acho que a gente tem algumas saídas. Eu acho que foi colocado aqui por todos, que a chave disso
é cooperação, é fazer parcerias não somente entre instituições, mas a relação com o setor produtivo. Então, quando a gente tem a confiança do setor produtivo, a gente tá dizendo como como país, quando há confiança entre o setor produtivo e o gestor da atividade, não só o desenho, o delineamento das políticas públicas, mas sua implementação e sua adaptação ao longo do tempo fica muito mais fácil. Então eu acho que um desafio que permanece é a gente conseguir fazer com que a política pública chegue no ao final da dessa desse braço, chegue lá no no setor produtivo,
bem na ponta. E como que a gente pode integrar, então, fazer eles eles compreenderem as regras, o que está sendo colocado, como que é possível fazer uma capacitação e um treinamento para que eles se entendam como parte do seu trabalho, o fruto do seu do seu trabalho seja parte da cadeia produtiva, mas ele como um ator, como uma pessoa, seja se sinta parte desse processo. Eu acho que é muito importante. Eh, também foi trazida aqui a necessidade da gente garantir a qualidade do pescado. Então, a gente não precisa falar muitas vezes em aumento de Produção,
mas a gente poder garantir a qualidade do produto que já vem sendo capturado, que muitas vezes é perdido. Então tem muita perda entre o processo da captura e o beneficiamento e isso poderia aumentar muito mais a disponibilidade de de pescado paraa população, a necessidade de investimentos financeiros e a gente continuar tendo investimento em pesquisa, em ciência, em infraestrutura, tanto infraestrutura física quanto infraestrutura de dados pra gente conseguir consolidar essas diferentes foss de informações para uma gestão melhor. E eu gostaria muito de poder contar com vocês nessa atualização desse capítulo. Eh, talvez a gente não consiga
consolidar tudo que a gente tem de informações nas 30 páginas do capítulo. Acho que vai ser um desafio extremamente grande conseguir juntar todas as informações, mas eu espero contar com a com a participação valiosíssima de vocês na revisão também. E vou então paraa última pergunta que é do senhor Renato Cordeiro. Como resolver as lacunas para realizar uma gestão pesqueira marinha integrada? Então vamos pela ordem, Alex, começo por você. Bem, obrigado Renato, né? Acredito que que tenha sido o nome o nome dele. Bem, é uma pergunta extremamente complexa para pra gente responder em pouco tempo, mas
eu eu vou pegar um pouco da fala da Letícia e e no período ao qual eu estou Aqui à frente da da parte do departamento que eu defendo muito. Eu acho que lacuna a gente consegue preencher com colaboração, certo? Então é algo que muitas vezes não é tão simples de fazer. A gente tem muita colaboração sendo feita informal. e o que não é o adequado, mas talvez um dos caminhos e que tem sido fortalecido na medida do possível pela pasta é colaboração. talvez a colaboração entre entes, entre pessoas, entre setor e o próprio governo, entre
eh ONGs, entre diferentes stakeholders, como comentado pelo pelo Frederico, a possibilidade de da gente ter cooperação talvez seja fundamental pra gente preencher lacunas. Preenchendo as lacunas, a gente dá um grande passo para tentar fazer uma gestão pesqueira ah minimamente sustentável e adequada. tanto pro pescador, pro meio ambiente. Então, eu acho que é um caminho, sendo bem bem prático e e bem curto. Ah, eu acho que cooperação e parceria é algo que que tem que ser fortalecido muito, muito e tem sido feito. Ah, então eu acho que na na nossa realidade, nosso nosso prazo de divisão,
eu acho que essa seria a palavra adequada para tentar preencher a lacuna e chegar a uma gestão pesqueira sustentável, cooperação e parceria. Claro, não é somente isso, tem muitos outros aspectos, mas partindo do princípio básico e simples, cooperação em parceria, eu acho que seria o mais adequado a se fortalecer nesse processo, pelo menos nesse intervalo de tempo. Obrigado, Letícia. Muito obrigada a você, Alex. Obrigado pela sua participação, professor Antônio. Bem, Renato Cordeiro, é aí é um outro webinário, né, só falar sobre isso, mas eh como o Alex colocou, é integração à cooperação, né? Ve primeiro
eh, fortalecimento institucional, que quando você tem um ambiente de de incertezas, né, institucionais, então isso atrapalha até a integração a colaboração, né, porque você perde uma memória, uma memória institucional. Então, para resolver essas lacunas, eu vejo isso, o fortalecimento institucional e a integração. Na minha visão, e aí eu já parto, Letícia, aí paraas minhas palavras finais, né? Na minha visão, a gente tem assim todos os instrumentos, a a a mesa, entende? Exatamente. O que falta é organizar isso, né? a gente tem pessoal capacitada, temos tecnologia, temos um grande já conhecimento da pesca, embora assim fragmentado,
mas mas eu queria chamar atenção para isso. Eu tenho uma um um uma visão que a gente tem os elementos, né, como se a gente tivesse todas as pecinhas de Lego. E aí através exatamente dessa integração institucional, do fortalecimento institucional, a gente conseguir construir alguma coisa importantíssimo, né? É o fortalecimento dos fórunos de discussão, tanto a nível regional, né, quanto federal. Aí, principalmente os Comitês de gestão ou os grupos técnicos de trabalho, porque é ali que você encontra, né? É de um lado o setor pesqueiro, artesanal, industrial, eh você tem os comitês, para quem não
sabe, que tá assim, Demers, Sudeste, Sul, uma coisa ampla, né? tem toda a sociedade ali, mas quando tem uma pescaria que tem que ter um olhar mais eh particular, aí é feito um grupo, um GT, um grupo de trabalho, né, que também tem representantes da pesca, tem da academia. Então esse, então a gente tem todos os elementos. O que eu acho que a gente tem que fazer é é fortalecer isso, né, paraa gente não andar para trás e e fazer votos que a pesca deixe saia da dança de cadeiras. Eu acho que a o que
tem mais comprometido até a sustentabilidade dos estoques, a conservação ambiental. Eh, e eu acho que a falta ou essa descontinuidade de gestão, ela atinge mais a conservação dos estoques do que o própria pesca, entende? Nãoé? Se tivesse uma gestão forte, uma instrução fortalecida, você consegue gerir melhor. Agora, no momento que isso fica fica fragmentado, aí pronto, aí é é não tem a gestão, cada um faz o que quiser e você perde a mão, Né? Então o meu desejo é esse, né? que a gente consiga se integrar, montar aí essas pecinhas de Lego e que fortaleçamos
nossas instituições. Obrigado e parabéns pelo webinário, foi sensacional. Agradeço muito por ter participado. Obrigada, professora Antônio. Obrigada pelas suas contribuições. Cíntia, você ainda tá aí ou você já saiu? Acho que ela já teve que teve que sair. Então vou passar para você, Henrique, por favor. Bom, eh, em termos de considerações gerais, eu só tenho agradecer vocês pela oportunidade de poder fazer esse debate, né, tão rico, extenso, aprofundado. Eh, para mim é um prazer conhecer todos, né, os integrantes aí do CBRA que se dispuseram a estar conosco nessa manhã. Eh, professor Gonzalo, que eu não tinha
conhecido. Letícia, obrigado pelo lembrete aí, o convite. Alex, um prazer conhecê-lo, né? Conhecer mais um pouco aí do trabalho do Ministério da Pesca, que a gente vem acompanhando de maneira ansiosa e cobrando também para que as coisas aconteçam, né? Então, eh, eu particularmente tô contente com as ações que eu tenho visto no último ano do ministério. Acho que muita coisa aconteceu, a gente ansioso por tantas continuidades, até a gente queria mais, mas, né, no último ano muita coisa também se desenrolou. Isso é um bom resultado aí também do dos dos trabalhos do ministério. O Antônio
Olímp, eu já conheço também. Obrigado, né, pela oportunidade de estar com eles. Conheço o ótimo trabalho feito aí por ambos, especialmente aqui no Home do estado de São Paulo. E eu acho que é isso. Acho que pra gente que trabalha com a pesca tem muito aprendizado com os pescadores, né? uma persistência danada, né, para tá, né, trabalhando nesse segmento, Porque o pescador é isso, ele muitas vezes sai pro mar, sai pro para pescar sem saber, né, se ele vai encontrar o o que ele tá indo buscar e muitas vezes volta um pouco frustrado por não
ter obtido sucesso naquilo que queria e ajuda a gente a ter esse aprendizado aí de que muitas vezes nesse trabalho de gestão pública, política pública, produção de informação, é um pouco esse se o o como a banda toca, né? A gente às vezes tem altas expectativas, mas não são cumpridas, depois as as coisas avançam um pouco mais. O que importa é a gente seguir nessa persistência, nessa valorização de uma atividade que é secular, fundamental paraa alimentação das pessoas. Acho que esse é um aspecto que a gente tem aprendido muito assim, que tratar a pesca como
uma produtora de alimentos, não é meramente uma atividade, né, extratora de recursos naturais ao bel prazer, assim, ela é uma atividade que produz alimento, é a maior responsável pela segurança alimentar nutricional no planeta. é a atividade pesqueira que mais garante proteína de qualidade para as pessoas no mundo. Eh, então é algo que você tá sendo valorizada nesse sentido, né, reconhecida nesse sentido e que precisa sim de muitos estímulos, incentivos para que siga sendo uma atividade tão importante quanto é, né? E ainda no âmbito da da produção de proteína animal, é aquela com a menor pegada
de carbono, aquele que é produzido com eh contribuindo menos para as mudanças climáticas, né, comparado a todas as Outras proteínas que a gente usa para se alimentar. Então é isso, obrigado mais uma vez pela oportunidade e fico à disposição aí o Instituto Linha da Água à disposição para quem quiser aprofundar mais os assuntos, conhecer mais também no nosso trabalho. Obrigada Henrique. Cíntia, por favor. Eu voltei aqui pelo perfil do Antônio, a gente já resolveu aqui. Quem não sabe, né, a gente que possamos partir para o encerramento, comandante, deixa só, só C dar uma palavrinha aqui,
por favor. Eu voltei aqui no perfil do Antônio, desculpa. Eh, perdão pela pela essa esse imprevisto, mas eu queria agradecer a todos. Eh, como profissional da área, foi bastante enriquecedora. Eu acho que a palavra cooperação, colaboração, integração, eh, é o que demanda esse processo todo. Mas queria agradecer em especial ao Simbra e dizer para vocês que eh o alcance das mídias sociais, do livro e das eh da rede de contatos do Cimbra tem que ser valorizada, né? É um esforço grande do pessoal de comunicação, tem uma uma qualidade técnica bastante elevada. Eu acho que esse
é um momento importante pra gente levar essa discussão para mais gente, para mais públicos, para públicos diferenciados, pra gente sair da nossa caixinha, sair da nossa bolha muitas Vezes. Eh, e coloco à disposição, então, me coloco à disposição para essa ponte de contato. Gonçalo tá aqui também, Letícia, eh, integrando esse esse grupo. E é isso, agradecer mais uma vez ao Frederico, a Giovana, o Caio e todos os outros membros do SEMRA. Obrigada, Letícia. Obrigada, Ca. Gonzalo, te passo a palavra. Agora podemos prosseguir bem, eu vou dizer umas palavras. que seriam do almirante, mas ele precisou
sair. Antes de entrar nas palavras dele, eu queria agradecer a vocês o seguinte, eh, competência eu já tinha visto nos outros, então não é novidade ver competência aqui, mas é muito importante agradecer vocês a a disponibilidade e a disposição em nos ajudar. Isso foi uma coisa notável. E o que eu nunca tinha visto, o entusiasmo de vocês todos defender seus pontos de vista com competência e com entusiasmo. Se se a gente conseguir colocar isso no capítulo, vai ser o melhor capítulo do mundo, tá? Até porque, como vocês sabem, o propósito é contribuir para a quarta
edição do nosso livro, mas em nome em nome do almirante Léo Ferreira, tá? Eu queria agradecer a todos e informar o público que ainda permaneceu que chegamos ao final deste importante webinário promovido pelo Centro de Excelência para o Mar Brasileiro. Eu peço a paciência de todos porque serei longo. Ao longo desta manhã, tivemos a oportunidade de ouvir diferentes visões e experiências sobre a situação e as perspectivas da pesca marinha brasileira no contexto da década do oceano. Foi uma manhã de muito aprendizado e sobretudo de reflexão sobre um tema que possui evidente importância. econômica, social, ambiental
e estratégica para o nosso país. As apresentações e sobretudo os debates Deixaram clara a complexidade dos desafios que se colocam para a atividade pesqueira e, ao mesmo tempo, revelaram as possibilidades que se abrem quando reunimos conhecimento científico, capacidade tecnológica, experiência profissional e disposição para o diálogo. A pesca marinha constitui uma atividade diretamente relacionada ao aproveitamento sustentável dos recursos da nossa Amazônia Azul. Seu futuro, portanto, está associado à nossa capacidade de conhecer melhor o ambiente marim, aperfeiçoar os mecanismos de gestão e conciliar a utilização dos recursos com a conservação dos ecossistemas. Nesse processo, a ciência ocupa
lugar de especial relevância. é o conhecimento científico que nos permite compreender os recursos pesqueiros, acompanhar as transformações dos ecossistemas, avaliar os impactos das atividades humanas e oferecer bases mais sólidas para a formação e o aperfeiçoamento das políticas públicas. Da mesma forma, a tecnologia e a inovação são instrumentos indispensáveis para que possamos avançar na eficiência das atividades pesqueiras, no monitoramento dos recursos e na adoção de práticas cada vez mais responsáveis e sustentáveis. Mas nenhum desses esforços produzirá resultados duradouros se não houver cooperação e integração entre os diferentes atores envolvidos. Desculpem. A construção de soluções para a
pesca brasileira requer a aproximação entre universidades e instituições de pesquisa, órgãos governamentais, setor produtivo, comunidades pesqueiras e demais organizações que integram a nossa comunidade marítima. É justamente nessa capacidade de aproximar conhecimentos, experiências e instituições que iniciativas como esta encontram sua maior razão de ser. O sembra, ao promover este ciclo de webinários, procura contribuir para esse diálogo e, ao mesmo tempo, reunir subsídios que Permitam manter atualizada a obra O Brasil e o Mar no século XX, cuja quarta edição está em processo de construção. As contribuições apresentadas nesta manhã serão, portanto, importantes para o aprimoramento do capítulo
6 pesca, permitindo que a nova edição incorpore conhecimentos, experiências e perspectivas atuais sobre esse importante setor do nosso país. Desde a sua primeira edição em 1998, o Brasil e o Mar no século XX vem cumprindo o propósito de reunir diferentes conhecimentos e perspectivas sobre o mar brasileiro, contribuindo para ampliar a compreensão da sociedade acerca da importância da nossa Amazônia Azul. E esse propósito permanece atual. O Brasil possui uma extraordinária vocação marítima. O mar está presente em nossa economia, em nossa segurança alimentar, em nossa ciência, em nossa indústria e em tantas outras dimensões da vida nacional.
Por isso, conhecer, proteger e utilizar de forma responsável os recursos de nossa Amazônia Azul não constitui apenas uma oportunidade, é uma responsabilidade que temos diante do presente e principalmente diante das futuras gerações. Gostaria neste momento de registrar o nosso especial agradecimento aos palestrantes que generosamente compartilharam os seus conhecimentos e experiências. A Dra. Letícia Bruni Cantom pela condução e mediação dos trabalhos e ao professor Dr. Gonçalo Velasco Canciani pela coordenação deste webinário. Agradeço também a todos os participantes que nos acompanharam e que enriqueceram esse encontro com suas perguntas, comentários e reflexões. Participação de todos demonstra que
existe em nossa sociedade um interesse crescente em compreender melhor o mar e em discutir os caminhos para que o Brasil possa utilizar de maneira responsável e sustentável as riquezas e potencialidades do espaço marítimo. Registro ainda o nosso reconhecimento à equipe do Sembra. cujo trabalho, muitas vezes discreto, é fundamental para que iniciativas como esta possam ser realizadas. Senhoras e senhores, a década do oceano nos convida a ampliar o conhecimento sobre o oceano e a transformar esse conhecimento em ações capazes de promover sua conservação e seu uso sustentável. No caso brasileiro, esse desafio assume uma dimensão ainda
maior diante da extensão e da importância da nossa Amazônia Azul. que as reflexões deste webinário possam estimular novos estudos, fortalecer parcerias, aproximar instituições e contribuir para o aperfeiçoamento das políticas e das práticas relacionadas à pesca marinha brasileira. que possamos avançar com base na ciência, na inovação e na cooperação, na construção de uma pesca cada vez mais sustentável e de um país cada vez mais consciente de sua vocação marítima. Em nome do Centro de Excelência para o Mar Brasileiro, agradeço a todos que contribuíram para a realização desse encontro, aos nossos palestrantes, a mediadora, ao coordenador do
evento, aos participantes e, enfim, a todos os colaboradores, o nosso muito obrigado. Desejo a todos uma excelente tarde e esperamos encontrá-los nos próximos eventos do Centro de Excelência para o Mar Brasileiro. Ainda este mês teremos o webinário de maricultura, tá? Muito obrigado. Muito obrigado a todos. Foi um prazer. Agradeço mais uma vez a todos os participantes pela qualidade técnica, com a qualidade humana, parceria, disponibilidade, generosidade estar aqui compartilhando informações conosco. Dizer que o Cembra permanece em aberto e é um excelente meio de de fazer pontes entre governo, academia, terceiro setor. Essa das funções do Sembra.
lembrar ao nosso amigo Dr. Alex que nós temos aí numa parceria que está sendo conversada depois do nosso webinário anterior sobre certificação da pesca para discutir temas de rastrabilidade, certificação com MPA. Então mais tarde a gente conversa sobre isso e agradecer mais uma vez ao público pela paciência, por estar presente e participar desta desta discussão com suas perguntas. Alguma pergunta que faltou vai ser respondida por e-mail e nos reencontramos dia 27 de outubro para um webinário como esse dedicado exclusivamente a manicultura. Em nome do Cembra, muito obrigado a todos e até breve, Frederico. Até breve,
Giovana. Você você está você está livre para fechar a sala quando melhor?