Seja muito bem-vindo, seja muito bem-vinda à nossa aula de CONAção. E essa aqui é a melhor aula de [ __ ] que você vai assistir em toda a sua vida. Por quê? Porque ela é a melhor aula de Conação que existe. Não tem nenhuma aula dada em residência, não tem nenhuma aula dada em pós-graduação ou disponível gratuitamente na internet que chegue ou se equipare com essa aula aqui. Por quê? Tá? Por que que a gente fala isso? Basicamente porque a gente tem uma didática muito boa e que sempre é preocupada com o seu entendimento dos
conceitos. A gente tenta sempre clarificar. Segundo, tá? Porque aqui no Psiquiatria Prática a gente pega essa didática e relaciona com a nossa prática. Uma prática aí que sempre foi muito direcionada em conciliar o que a gente vê no livro, vê ali a teoria e aplicar no paciente. Então isso aqui é uma coisa que a gente faz com maestria. E terceiro ponto que é muito importante, tá certo? Nessa aula aqui, a gente sempre vai te mostrar vídeos de pacientes. Não são pacientes de verdade, tá? São atores, mas mesmo assim simulam muito bem o que é que
os pacientes chegam na nossa prática. Por isso que a melhor aula você não vai encontrar nem de longe um material próximo a esse aqui e nem com essa didática. Então vamos lá, vamos direto ao ponto. Deixa eu te entregar aqui o que que eu tô Prometendo. Bom, pessoal, vamos começar a nossa aula de conação. E a primeira coisa a gente definir o que que é conação. E é muito simples. Conação é basicamente os processos psíquicos direcionados à ação. Ou seja, sempre que a gente vai agir, e isso é voluntariamente ou então deliberadamente, a gente precisa
iniciar no nosso psiquismo um certo tipo de caminho. E esse caminho ele tem que ter um direcionamento, porque senão a gente Agiria de qualquer forma, tem que ter um sentido. É sobre isso que a conação fala. Ela detalha todo esse processo, bem como ela é responsável por direcionar esse processo. Grava esse conceito que ele é bem simples, beleza? E como é que funciona a conação? Basicamente ela é dividida em duas partes, tá certo? A primeira são os impulsos e a segunda são as vontades. O que que isso quer dizer? Os impulsos, pessoal, é esse tipo
de tendência, ou Seja, tendência inata que a gente tem a satisfazer as nossas necessidades. Vê que impulso é diferente de uma coisa ser instintiva ou ser um reflexo. Instinto não, instinto é uma coisa pré-programada. Por exemplo, um reflexo patelar ali é uma coisa quase instintiva, mas impulso não. Impulso é, por exemplo, você sentir fome, sentir sono e você ter a necessidade básica de corresponder ou de satisfazer essa necessidade. Então, é o impulso que ele Vai justamente fazer a indução ou o drive da ação. Ou seja, ele é o processo primário, é ele onde nasce essa
vontade de agir. E você vê aqui que eu botei nessa régua que o impulso ele tá muito mais relacionado ao campo emocional e sentimental do que a vontade. Falando nela, o que que seria a vontade? Bom, a vontade justamente esse processo cognitivo deliberado da ação, é ela justamente que direciona. É através da vontade, por Exemplo, que você vai ali escolher dentre múltiplas ações, você vai selecionar uma e você vai agir sobre aquela. Toda vez que a gente tá falando de vontade, a gente tá falando aqui de uma coisa que é muito mais sentimental e principalmente
cognitiva. Ou seja, tem aqui um direcionamento, tá certo? É isso que a vontade faz. Então, pessoal, a conação ela é composta tanto do impulso quanto da vontade. E como eu tô falando aqui de impulso e vontade, você pode me Perguntar: "Isso aparece na minha prática?" Clara? Ah, claro que aparece, tá certo? Isso aqui aparece demais. Então, se a gente for ver aqui os transtornos impulsíveis ou o transtorno da vontade, eles são praticamente o grande mal aí do século que a gente vive, tá certo? Jogo do tigrinho, jogo patológico, comer demais, comer de menos, insônia, tá
certo? Comportamentos assim sobre uso de substâncias, comportamentos Obsessivos, compulsivos. Então, tudo isso vai te aparecer muito na prática. Não tem, eu digo, não tem como fazer uma boa prática psiquiátrica sem entender do da conação ou do arco conativo, que é justamente o que a gente vai falar agora. Dá uma olhada nisso aqui. Olha que figura bonita. Esse é o processo volitivo. Ou seja, esse processo é como que eu faço uma coisa, ou seja, como que eu vou, por exemplo, decidir que eu vou agir sobre algo. Existe toda uma cadeia De processos que a gente divide
aqui didaticamente nessa figurinha que é um arco conativo. Então bora prestar atenção nisso aqui. Primeira coisa, toda ação ela nasce de uma intenção. Você precisa ter um pouco de drive, ou seja, de impulso para fazer aquilo. É uma certa tendência. Vamos supor que eu tô com fome para você pegar um cookie e comer, tá certo? Você primeiro tem que sentir esse tipo de fome ou essa emoção, esse sentimento primário, essa Tendência. E ele tá expresso aqui. Então, daí que nasce, beleza? O segundo passo é a deliberação, ou seja, aqui é uma ponderação sobre a ação.
Você vai basicamente pesar os prós e os contras ou de uma outra forma você vai elencar todas as possibilidades de agir naquele momento. Então eu tô com fome. O que que eu posso fazer? Eu posso pegar um biscoito, eu posso pegar uma carne, eu posso não fazer nada, tá certo? Isso é o processo deliberativo. Então ele amplia Ali as suas escolhas. Depois você vai para a decisão. A decisão é muito interessante porque a seleção da escolha ao mesmo tempo que você exclui. Escolher uma coisa é matar todas as outras coisas que você não escolheu. Olha
que filosófico, não é? Mas é isso mesmo. Beleza? Mas você tem que escolher alguma coisa para agir, tá? E depois que você escolhe uma, você executa. A execução é o ato motor propriamente dito. Então seria você ir na geladeira, pegar ali Algum, sei lá, algum uma sobremesa que tá ali e comer, tá certo? Então você completou todo o seu arco conativo. Primeiro a gente precisa entender esse processo aqui normalmente para depois a gente entender como que isso se afeta na psicopatologia e se afeta nos transtornos. Porque cada transtorno ou então cada tipo de alteração vai
ser justamente desestruturações nesse arco. Então se você entende isso aqui fica muito fácil, tá certo? Beleza? E aí vão Aquela famosa fórmula. Primeiro a gente vai passar pelas alterações quantitativas, depois alterações qualitativas e sempre recheados de muito exemplo. Então vamos ver como é que isso aqui se altera. Primeira coisa, alterações quantitativas da [ __ ] são alterações que a gente chama de globais, ou seja, todo o processo, todo o processo conativo, ele se altera ao mesmo tempo. E aí a gente vai ter um aumento desse Processo conitivo ou então uma diminuição desse processo conitivo. E
qual o nome que isso aqui recebe, tá bom? recebe o nome de hipobolia ou abolia na diminuição e recebe o nome de hiperbolia no aumento da conação. É muito comum aí na sua prática você tá ali naquele seu no seu, enfim, no seu rodízio ali, né, na residência ou na pós-graduação. E aí você vê um paciente, você vai descrever, você fala assim: "Ah, o paciente tá hiperbúlico, então tá Abúlico". Tá certo? Muitas vezes você nem sabe o que que significa isso, tá? Mas presta atenção aqui para você entender de verdade o que que são esses
conceitos. E primeira coisa, como que você sente isso no corpo? O paciente ele não vai chegar para você e falar assim: "Ah, eu estou hipobúlico ou estou abúlico?" Não, claro que não. Tá certo? Quem dera todo o paciente chegasse assim. Mas como é que ele vai chegar? Ele vai chegar e falar assim: "Poxa, eu Tô me sentindo fraco. Eu tô me sentindo desanimado. Eu tô me sentindo cansado. Eu não consigo basicamente ter mais energia para fazer nada. Eu tô sem vitalidade, tá certo? E isso geralmente é visto por você como uma diminuição da iniciativa ou
às vezes até mesmo da espontaneidade. A pessoa ela fica sem iniciativa para fazer as ações dela, para cumprir os objetivos dela. Então isso aqui é como que a hipobolia se manifesta no corpo, tá beleza? E qual Que seria o contrário disso? O contrário disso seria o paciente ele falar assim: "Eu tô muito forte, eu tô me sentindo subjetivamente muito bem, eu tô vitalizado, eu tô com aumento de energia [limpando a garganta] para tudo". Ah, isso aqui aparece na mania, claro que aparece na mania, tá bom? Mas obviamente, tá, isso aqui se expressa, você vê o
paciente querendo fazer tudo, um aumento da iniciativa e às vezes até um aumento da espontaneade. Aquele paciente que é mais espontâneo, que às vezes até mais ali agradável de você tá com ele. O paciente que ele tá hipobúlico é um paciente mais pesado, mais retraído, mais inibido, tá menos espontâneo, uma pessoa mais travada mesmo. Então é assim que você nota e é assim que se manifesta no corpo. Beleza? Como que isso vem pra cognição ou pra psicometricidade? Então você vê aqui, se você analisar esse arco e ele tá todo diminuído, você vai ver que o
processo De deliberação é menor, o processo de decisão é menor e o processo de execução é menor também, tá? Como que isso aqui se manifesta? Em decisão, em dúvida. Aquele paciente que às vezes com as menores coisas ele vai ficar profundamente indeciso, não sabe escolher ali qual a próxima coisa que ele vai fazer. E isso, obviamente, tá, repercute uma falha de agir, repercute em inibição. Isso é o que a gente vê na hipobolia. Mas na hiperbolia a gente vê o contrário. Aquele paciente cheio de certezas, às vezes uma pessoa com achado psicopatológico, você pode ler
ele como chato, tá? Mas saiba, toda vez que você tá achar um paciente como chato, você que tá errando, tá bom? Tenta fazer o esmiuçamento psicopatológico, tá certo? E aí você vai achar o real motivo, beleza? O paciente hiperbúlico, ele escolhe demais ou ele vai às vezes interagir com tudo, vai agir demais e Ele vai estar desinibido. Então obviamente aqui pensa assim no protótipo, seria mesmo paciente em mania, tá bom? Mas lembrando que a pessoa saudável ela também pode estar naturalmente um pouco mais hiperbúlica, tá? Não façam psicopatologia tosca, não façam psicopatologia burra, tá bom?
vá atrás realmente de saber esses achados e de fazer esse detalhamento. Ou seja, nem tudo é mania porque o paciente tá assim, isso pode se manifestar em basicamente Qualquer coisa. Beleza? E a valência, tá? O que que é a valência? Valência seria basicamente o tipo de atração ou a importância que o paciente dá para o mundo. Se eu tô hiperbúlico, eu tô naturalmente mais atraído pelo mundo. Eu interajo com tudo, eu faço todas as ações, eu tô cheio de certezas, eu gosto mais das coisas, eu me sinto mais vitalizado. Ou seja, isso é uma aproximação
com o mundo. Se eu tô hipobúlico ou abúlico, Isso é uma repulsão com os conteúdos do mundo. Tudo me afasta. nada, eu acho graça, eu tô fraco, eu tô cansado, eu não consigo ter essa espécie de relação com as coisas que dão às vezes prazeres ou então que dão um certo tipo de sentido às nossas ações e as nossas vivências, tá certo? E aí agora tá na hora de botar um nome bonito aqui, tá? Vamos dar uma olhada nesses dois nomes. Primeiro é aia e o segundo é estenia. O que que seria uma pessoa mais
astênica Ou um psiquismo astênico? Essa é uma definição que a aparece lá em vários autores da psicopatologia mais clássica, quem? Por exemplo, Kmer, Ktneider, tá certo? E aí eles classificam o paciente mais hipobúlico como um psiquismo mais frágil, um psiquismo astênico. Esse radical esténus, ele vem de força. Então, astia significa sem força e estenia significa força ou então psiquismo vitalizado ou cheio de energia. E aqui eu deixei dois exemplos Pra gente ver como que isso aqui se manifesta na prática. A primeira coisa que você vai ver é basicamente uma alteração que a gente vê muito
na melancolia, que é uma forma de depressão mais grave ou que a gente chama aqui no psiquiatria prática depressão verdadeira, tá bom? Então vamos ver como é que isso aqui se manifesta, tá? Beleza. OK. Adriano, você tinha me dito agora a Pouco que você tá passando a maioria dos dias sem fazer nada. Eh, seria por uma falta assim de vitalidade, de energia. É, sinto que tem um peso assim que aí nas minhas costas que aí eu não tenho iniciativa, não consigo nem fazer uma caminhada que eu fazia. É um pouco isso mesmo, né? Parece que
as coisas estão monótonas. Sim. você sente isso? >> Sinto. Como se o tempo demorasse para passar. >> Você sente que o tempo tá parado assim? >> Tem horas que que parece uma eternidade assim, né? >> Beleza. Como é que tá a questão da sua alimentação? Você tá comendo, tá se alimentando corretamente? Como é que ficou seu peso também nisso tudo? É, acho que esse foi um dos motivos da minha esposa ficar bem preocupada, que eu perdi muito Peso ultimamente. E é isso. Não tenho muito apetite. Tô >> Uhum. >> Sem prazer até para comer, assim,
nem sinto vontade de sentar com eles para comer. Alterou o seu o seu sono também? >> Sim. Antes eu dormia, eu tentava dormir 8 horas por dia e agora eu tenho acordado às 4 da manhã. E observa aqui como que essa entrevista é arrastada, ela é densa, ela é Desvitalizada. Vê como esse paciente ele tá hipobúlico. Isso aqui é uma alteração quantitativa do processo cognitivo, uma hipobolia. E claro, tá caminhando para uma abolia. Isso aqui é grave, tá certo? A gente vê isso num quadro depressivo, mas vê como é que o paciente fala. Ele fala
lento, ele se move de uma forma lenta, ele parece que tá a um certo grau também de indiferença, inclusive ao examinador. E parece que ele não tá justamente Presente no mundo, ele tá com essa repulsa ou afastamento do mundo. Ele tá aqui asênico, tá certo? Se você quiser usar uma palavra bonita. E lembra desse processo aqui que eu te falei? Olha o arco conativo, a intenção que muitas vezes vai ver uma tendência ou que muitas vezes vai ver um impulso, tá certo? Vê que ele fala: "Eu tô sem vontade, não sinto vontade de comer, não
sinto vontade de dormir". Tá certo? Tá justamente assim com a falha disso tudo, Mas às vezes a gente consegue até ver uma coisa meio específica, tá certo? Que a gente vai ver na seguinte alteração, que são as alterações específicas do impulso, tá certo? anorexia e insônia, que é o que esse paciente tem. Ele não consegue nem comer, nem dormir direito. E agora pega aqui e compara com o paciente que é o contrário, é um paciente estênico, tá certo? Então vamos ver como é que isso aqui se manifesta na prática. De fato, assim, Marcos, parece que
você tá muito bem energizado, você tá com muita vitalidade >> e as pessoas assim que costumam sentir isso, né, às vezes elas fazem várias coisas. Você tem feito um pouco essas várias coisas ou não? >> Ah, último mês, por exemplo, eu comprei uns quatro, cinco cursos. Tô fazendo esses cursos. Eu faço curso de marmita, peguei um curso de dramaturgia russa, que é o curso para caramba. Quero fazer Um negócio. >> Você gastou muito dinheiro nesses cursos? Gastei, gastei uns R$ 10.000 assim, minha mãe não pode nem saber disso, >> mas acho que é dinheiro que
volta, né? A gente não leva nada dessa vida, então pensei em aproveitar e o livro também. O livro vai trazer um retorno, vai ser bom demais. Tá tudo aqui já. >> Com tudo isso assim que você tá fazendo, eu acho que não tá sobrando muito tempo Assim pras relações ou eu tô errado? >> Tá errado. Tá errado. Tá. Eu há umas semanas atrás aí eu precisei sair, gastar assim, precisava, né, suar um pouco, dançar. Fui pra balada, paquerei, fiquei com uns caras aí também até levei um carinha para casa, minha mãe ficou incomodada. Bom, dá
uma olhada aqui como é completamente o oposto. Sente a energia, a vitalidade desse paciente. Nesse caso aqui, ele tá fazendo milhares de coisas E isso justamente denota um certo tipo de aproximação com os objetos do mundo. Então ele tá mais rendido aos prazeres. vê que ele sai, vê que ele escreve um livro, vê que, por exemplo, ele tá fazendo vários cursos ao mesmo tempo, vê que ele tá gastando muito, inclusive ele tá mais desprendido de coisas materiais porque tudo é possível. E é uma entrevista muito mais energizada, muito mais que o entrevistador fica capturado pelo
paciente e é um psiquismo que a Gente chama de estênico ou então uma manifestação da hiperbolia. Se você tá perguntando assim: "Ah, isso aqui parece muito com humor, parece muito com afeto, sim, você tá certo." Tá bom. As funções psíquicas, elas são meio que todas juntas. A gente separa para ser um pouco meio didático, mas obviamente quando o paciente às vezes ele tá meio hipertímico, a tendência é que ele esteja hiperbúlico. Quando o paciente tá mais hipotímico, a tendência é que ele Esteja hipobúlico, tá certo? Então, esses conceitos de fato eles estão relacionados. Se você
pensou isso, muito bem, tá? Parabéns. Legal. Bora continuar aqui. Vamos passar pro próximo tema, que é basicamente a alterações quantitativas que a gente ainda tá, só que alterações específicas do impulso. Ou seja, cada impulso, cada tendência pode ter um certo tipo de alteração. Lembrando que impulso é justamente essa tendência que a gente tem de realizar as nossas Necessidades. E muitos dessas necessidades estão ligadas às nossas necessidades corporais. Então, quando você pede assim para uma pessoa, poxa, investiga aí, tá? Como é que tá o marcador de funções neurovegetativas desse paciente? Você saberia fazer isso se eu
te perguntasse: "Bom, e aí, como é que estão essas funções neurovegetativas? O que que eu tô querendo avaliar, tá? Eu tô querendo justamente avaliar como é que tá o corpo E como é que estão essas tendências. Esses impulsos eles podem estar tanto diminuídos especificamente quanto aumentados especificamente. E aí a gente vai pros impulsos que são básicos mesmo. Quais são? Fome. O outro é dormir. E o terceiro é um certo tipo de impulso que é mais relacionado à atividade sexual ou a atividade prazerosa, tá certo? E como que a gente vai classificar isso? A gente vai
botar nomezinhos. Quando tá diminuído a fome, a gente vai chamar Isso de anorexia ou hiporexia. Cuidado para não confundir com o transtorno de anorexia. Por exemplo, a anorexia também se manifesta na depressão, que é o que a gente acabou de ver aqui nesse paciente. Ele tá meio deprimido e por isso ele vai ficar ali com a diminuição de um impulso específico, que no caso é impulso da fome, uma anorexia. Isso é diferente, por exemplo, quando um paciente ele não quer comer porque ele acredita que a comida está envenenada. Ou se, por Exemplo, ele engasgou alguma
vez que ele foi comer, agora ele tem medo de comer. Quando ele tem mais uma questão de evitação por causa de medo e não de uma diminuição específica do impulso, a gente chama isso de citiofobia. Então, anorexia é diferente de citiofobia, mas os dois se manifestam com o mesmo comportamento, que é de não comer. Por isso que comportamento não é patogneumônico de transtorno ou de alteração psicopatológica. Beleza? E Qual seria o aumento do comer? Seria justamente a bulimia, tá? A bulimia é justamente o aumento do impulso da fome, lembrando de não confundir novamente, tá, com
o transtorno bulímico, tá? Então, quando você vê um paciente que ele tá comendo demais ou então tá com essa necessidade de comer demais, que isso às vezes vai se manifestar em algum ataque ali de comida ou fome toda hora, você fala que tem bulimia. Legal aprender esses termos, tá beleza? Um Outro impulso específico que pode estar alterado é justamente o sono. E isso vai se manifestar em insônia. E a gente tem três tipos. Insônia inicial, quando é mais no começo da noite, é dificuldade de dormir. Insônia de manutenção, que é a pessoa, ela até dorme,
mas às vezes ela vai ter dificuldade de manter o sono, então fica aquele sono meio picado, tá? E também temos a insônia terminal, que são ali a paciente, ele acorda muito mais cedo que o horário, Tá? Então, às vezes ele acorda 8 horas normalmente e aí quando ele tá com insônia terminal, ele passa a acordar 4, cinco. Insônio pode acontecer em praticamente todos os transtornos. E há uma certa divisão por padrões. Então, por exemplo, insônias mais iniciais apontam para quadros ansiosos, insônias de manutenção às vezes aponta para quadros depressivos, insônias terminais também aponta para quadros
depressivos, tá certo? Às vezes um TDH ele pode ter Também dificuldade de manter o sono, então pode ter ali um sono não reparador, mas toda vez que você vê um paciente com a diminuição desse impulso específico, você classifica como insônio, tá? O contrário disso seria a hipersonia. E o que que é a hipersonia? É a letargia. É a pessoa tá com sono toda hora. E isso aqui também ocorre em depressão, mas ocorre em quadro de depressões atípicas. São depressões que O paciente justamente ele fica sonolento demais. O mais comum da depressão é o paciente perder
o sono mesmo, tá? E onde que acontece isso mais? Na narcolepsia, que são ataques de hipersonia que acontece no paciente. Um quadro muito interessante, tá bom? E tanto a hipersonia quanto a insônia também pode ser resultado de fármacos. Quais que são fármacos às vezes que provocam insônio? Às vezes o uso de alguma substância, de algum psicoestimulante, o metiofenidato Da vida. Quais são fármacos que causam hipersonia ou letagia? Penso de azepínicos, antipsicóticos, às vezes até mesmo antidepressivos, podemar com certo tipo de letagia. Beleza? Legal. OK. Uma outra coisa que tá aqui no aumento é a potomia.
Potomania é aumento da sede. Cuidado para não confundir com polidipsia, que é o aumento da ingestão hídrica, tá certo? Uma coisa é um comportamento, outra coisa é a descrição de um impulso. Então, potomia é quando o Paciente está com sede demais. Onde é que a gente vê isso? Às vezes por um uso de substância, às vezes em quadros de esquizofrenia também isso acontece, tá? ou às vezes em uma lesão neuronal, uma lesão de tálo. Às vezes dá um pouco disso aqui. E indo para nosso último impulso específico, seria justamente o impulso sexual. Quando isso tá
diminuído, a gente chama de redução de libido e pode ter aí vários motivos. Depressão, pode ser algum quadro Orgânico, algum quadro metabólico, tá? Ou novamente um fruto ali de uma alteração nos psicofármacos. Então, alteração por causa que a pessoa tá tomando remédio, antipsicótico altera muito libido, antidepressivo altera libido e o contrário disso seria o aumento de libido. A gente pode simplesmente botar aumento de libido, mas como você está assistindo essa belíssima aula, diga-se de passagem, você pode classificar com nome mais Bonito, tá certo? Não seja aí leviano, bote lá no seu exame psíquico bonitinho, impressione
as pessoas que estão lendo ele, tá? Então, o aumento da libido no homem a gente chama de satiíase e o aumento de libido na mulher a gente chama de ninfomania. Nomezinhos legais aí para você decorar e para você saber registrar no seu exame psíquico. Falamos aqui agora das alterações quantitativas e agora a gente vai passar para as alterações qualitativas. A gente viu que tinha hiperbolias e hipobolias. Aqui são chamadas de disbolias ou parabolias. Toda vez que a gente fala esse nome qualitativo, leia-se, é de outra natureza. Não é só a quantidade que se alterou, mas
é um certo tipo de deformação no arco connitivo ou no arco da vontade. E isso, obviamente, vai repercutir em alguns transtornos. Então, vamos lá. Primeira coisa, primeira alteração são os atos Impulsivos. E o nome é esse mesmo, tá? Registre como atos impulsivos. Quando a gente pega o arco conativo como um todo, a gente viu que ele tem quatro etapas: a intenção, a deliberação, a decisão e a execução. O ato impulsivo é um ato que ele é desprovido de finalidade consciente. Ou seja, essa parte que é deliberada, essa parte que você pensa antes de fazer alguma
coisa, isso some no impulso. Então o impulso para dos inimiúdos, é agir sem pensar. E como que Isso é demonstrado no arco cognitivo? É justamente apagar a deliberação e apagar a decisão, que são aquelas partezinhas da vontade. Por isso que eu comecei a aula falando que a vontade ela é mais cognitiva. Então tem um certo tipo de curto circuito aqui. Isso é o ato impossível. Por isso que ele é incontrolável, ele é súbito e ele é não deliberado. Ou seja, a pessoa que ela comete um ato impossível, de fato, ela não tem controle sobre aquilo.
E uma Grande marca do ato impossível é justamente a pessoa falar assim: "Olha, não tinha controle, ele não conseguiu controlar". Óbvio que muitas vezes o paciente ele pode estar lhe enganando. Como que você sabe se o paciente tá lhe enganando ou ele não tá lhe enganando? Tá? Primeiro que você vai de fato considerar que aquilo que o paciente lhe traz é a verdade. Segundo que, óbvio, você precisa de experiência. Muitos alunos perguntam: "Mas como é que eu sei Que o paciente tá mentindo?" Tá bom, vendo o paciente, tá? Você tem que ver muito o paciente,
não tem atalho nisso, não, tá certo? Você tem que sentar a bunda na cadeira e atender que só e estudar bastante, tá certo? Só assim você vai descobrir se aquela alteração psicopatológica você tá vendo de fato é alteração, se de fato é um ato impulsível, tá? Mas a maioria das vezes você vai errar menos se você assumir que aquilo que o paciente te fala é verdade. Uma grande marca que eu vejo, inclusive de pessoas inexperientes é desconfiar de tudo que o paciente fala, tá certo? Quando você desconfia de tudo assim que o paciente tá falando,
provavelmente isso é falta de estudo e é falta de vivência, tá? Eh, isso é o que eu mais verifico assim na minha prática. Beleza? Mas o ato impossível, ele é um ato que ele é incontrolável, ele é súbito e ele é não deliberado. Ele é literalmente um curto circuito. E o que que a pessoa Pode fazer na no impulso, tá? Basicamente tudo, mas tem tipos de atos específicos. Então, geralmente eles são divididos nesse aqui. Uma outra grande marca do átomo impossível é que ele geralmente ele não é de uma certa forma compreensível. e compreensível no
sentido e asperiano. Se você não entende o que que a gente tá falando aqui, vá assistir o nosso curso de psicopatologia, tá certo? Lá a gente vai falar disso aqui, que é psicopatologia Descritiva, mas a gente vai aprofundar muito mais. Então, a gente vai falar de IASPES, a gente vai falar de fenomenologia, a gente vai falar de psicopatologia descritiva, a gente vai falar de psicopatologia clínica. Então tem tudo isso aqui lá dentro na melhor didática possível com vários exemplos, com vários suportes, inclusive dos professores e de outros alunos de monitores, material complementar, ebook, enfim, o
curso é maravilhoso. Mas tudo Isso para te falar que uma coisa que é compreensiva no sentido de asperiana é que faz um certo tipo de sentido. Você dá para entender, tá? O que que isso quer dizer? Imagina que uma pessoa ela entra na minha casa, tá bom? E aí ela me ameaça e naquele momento ali eu vou para cima dela. Olha, isso dificilmente é um ato impulsivo. Pode até ser que eu não delibere, mas ele tem um grau de compreensibilidade, tá certo? Ou seja, faz um pouco de Sentido. Seria diferente se no ataque que eu
faço essa pessoa, eu simplesmente mato ela? Não. Você vê que começa a ter um componente desproporcional. esse comportamento, esse componente desproporcional é o que geralmente vai dar a característica de um ato impulsível psicopatológico, tá? Então, escuta bem essa definição. Como que eu vou diferenciar um do outro? Novamente, você tem que ter vivência, tá certo? Vivência. A gente aqui tá dando Uma aula com muito didática, mas isso aqui não substitui a prática. Obviamente isso aqui não é mágica, tá? É uma aula. Beleza? Mas o que que pode ser os atos impossíveis? Primeiro, você pode ter uma
heteroagressão, então você pode reagir de uma forma muito desproporcional e basicamente agredir alguém. Uma outra forma de ato impulsivo é autoagressão ou às vezes até mesmo suicídio. Algumas autolesões, alguns comportamentos suicidas, eles têm esse característica Impulsivo. E como que você sabe isso? justamente quando não tem essa deliberação ou esse bypas, esse curto circuito cognitivo, pula a cognição. Basicamente a intenção vira ação ou execução. O paciente não controla, ele não delibera, aquilo não passa pela consciência dele, por isso que é impossível. Um outro comportamento impulsivo é a frangofilia. Imagina que você contraria uma criança que tem
um TDH, um tod ela destrói tudo. Às vezes isso pode ser impossível. Esse gesto de deixar as coisas em frangalhos é o que a gente chama de frangofilia. Basicamente é o termo que a gente usa para descrever a quebra de objetos. Também nessas reações de contrariedade ou a frustração. Muitas vezes a gente vê isso mais em criança, tá? Você podem colocar fogo nas coisas e a piromania. ou então a pessoa sente aquele impulso a colocar fogo nas coisas, piromania. E uma coisa que é muito interessante Também, que é a dromomania, que a gente vê em
casos mais histéricos, conversivos e dissociativos. Isso tá relacionado à fuga. É quando a pessoa ela tem uma necessidade ou um impulso muito grande de fugir e ela simplesmente foge por fugir. Ela não pensa. Lembrando, isso é mais uma vez incontrolável. Se você não entendeu isso, lembre-se, é incontrolável. Não tinha como a pessoa controlar, tá? Ela simplesmente foge. Isso existe? Claro que isso existe, tá Bom? Beleza. Uma outra coisa é a dipsomania. Isso é muito interessante, tá? O que que é dipsomania? É [roncando] você beber ou consumir substâncias por um impulso muito grande. Isso aqui não
tô dizendo que é igual, mas ele é análogo. Análogo, tá? Aquela sensação que a gente chama de craving, né? ou então de às vezes até um pouco de fissura por consumir uma droga e a pessoa vai tem aquela necessidade, aí faz uma libação muito grande daquela Substância. Isso é a dipsomania. É tradicionalmente descrita para ingestões alcoólicas. E aqui também a gente tem uma coisa que é muito interessante que aparece demais na prática isso aqui, tá pessoal? Que é justamente os ataques de hiperingestão alimentar. O que que seria isso? É o isso aqui é lido muito,
tá? naquele transtorno compulsivo alimentar ou então na compulsão alimentar, é o ato compulsivo em si, que no DSM está errado, tá bom? Isso não seria uma Compulsão, seria muito mais próximo a um impulso. Porque o ato compulsivo de comer, ele justamente tem essa parte que é não cognitivo e não dão deliberado. Em um ataque de impéestão alimentar, a pessoa ela come às vezes até lixo, ela come 3 kg de macarrão basicamente sem tá ali preparado, macarrão cru mesmo. Então pode acontecer isso. E é um ataque de hiperingestão alimentar. É uma é uma alteração, tá? do
impulso e não da compulsão. Então, se você perguntar: "Ah, tá errado lá no DSM?" Sim, tá errado, tá? O DSM é cheio de erro se você ainda não percebeu, tá? Mas assim, isso aqui é justamente um problema no impulso. Beleza? E onde que isso aqui vai ocorrer? Basicamente ocorre muito em mania, ocorre muito em transtornos opositores desafiantes, acontece muito em TDH, tá? Transtorno déficit de atenção e hiperatividade. Só que tem uma diferença em como que isso se manifesta. Veja bem, há duas Formas de você ter um ato impulsivo. A primeira é se o impulso fica
grande demais, ou seja, se isso aqui cresce muito. E a segunda é se a deliberação ou a decisão decai, fica muito fraca, ou seja, se sua parte cognitiva fica muito enfraquecida. E isso pode acontecer junto ou isso pode acontecer separado, tá certo? Pode ser o aumento de um e ou aumento, a diminuição do outro, onde que as vontades ficam muito grandes, tá? Geralmente acontece os dois juntos, tá? Mas onde que a vontade fica muito grande? Às vezes no quadro de mania, a pessoa fica muito impulsível por um próprio drive natural ou por uma fusão com
mundo. E onde é que a gente vê muito essa parte aqui da deliberação e da decisão cair? No TDH, por exemplo, as pessoas elas são impulsivas no TDH justamente por causa de um déficit na função executiva. E ali tá se relacionado muito ao córtex pré-frontal, que é essa parte que controla ou que Lapida as nossas vontades e as nossas ações. Então, se você destrói isso aqui, se você tem um pouca cognição ou então não é nem pouca cognição, tá pessoal? Se você tem assim um pouco processo cognitivo, que é o mais certo, tá? que justamente
vem de uma pouca função executiva, então de uma função executiva distorcida, que é o caso de um TDH, eles não deliberam e não decidem muito bem, então tudo vira impulsivo. Aquela criança, por exemplo, que ela sente Vontade de falar e já fala, né? Ela não espera o outro falar, ela interrompe o adulto, ou então ela interrompe outra criança na brincadeira, ou então às vezes ela se põe em perigo na hora de atravessar a rua simplesmente porque ela não pondera ou ela não delibera que aquilo pode ser perigoso, aquela travessia, tá? Então você vê muito isso,
não é restrito a isso aqui. A gente vê também muito isso em transtornos de personalidade, transtorno de Personalidade borderline, transtorno de personalidade antissocial. Às vezes são quadros que cursam muito com atos impulsivos, tá? Mas obviamente a gente pode ver também esquizofrenia, déficit intelectual. Défic intelectual pega também funções cognitivas superiores, pega funções executivas. Então a gente vê muitos atos impulsivos, tá certo? Um paciente às vezes ele pode ter déficit intelectual, a fome para ele pode ser avaçaladora e Não tem o freio, ou seja, não tem ali o contrapeso da deliberação e da decisão, tá? Você vê
isso em autismo e às vezes você vê muito isso também em transtornos explosivos intermitentes. Aquele cara que tá no trânsito, ele até relativamente bonzinho, só que aí ele passa uma raiva e aquela raiva ela cresce tanto, tá certo? E aí ela age naquilo, tá? E aí ela age de forma não deliberada, age de forma incontrolável e isso às vezes pode acontecer crimes Nisso. Então tem uma interface muito grande não só com a psiquiatria, mas também com a psiquiatria forense. Se, por exemplo, uma pessoa que ela tem um ataque epiléptico que cause um grande impulso e
nesse ataque ela mate alguém, ela pode ser de uma certa forma absolvida ou está iniputável naquele momento. Então, olha só que legal. E olha que densidade de entendimento dá estudar justamente psicopatologia, tá? Beleza? E aí, onde é que a gente vai ver Isso aqui na prática, tá? Vamos dar uma olhada nessa entrevista aqui, porque ela é bem legal, tá? Olá, bom dia. Prazer em conhecer. Me chamo >> Prefereo ficar jogando videogame, sair com os amigos, fazer as coisas da faculdade do que me ver. Aí ontem a gente tinha combinado, né, de se ver, né, e
ele desmarcou do nada, falou que ia jantar com o tio dele, sabe? E não me avisou, não me chamou, que e aí eu Fiquei com muita raiva, comecei a xingar ele, chorar. Eu fui, fui pro meu quarto, aí peguei, comecei a excluir todas as fotos dele do Instagram, bloqueei em tudo quant coisa que eu podia. E comecei a me arranhar, me arranhar. Minha mãe percebeu que alguma coisa estava acontecendo, porque eu não tenho privacidade na minha casa, né? Entrou no meu quarto, começou a a falar comigo, né? Aí eu fiquei assim, fiquei muito nervosa e
aí eu só me acalmei porque eu Lembrei que eu tinha consulta com você hoje e aí senão eu nem sei o que que teria acontecido. >> Entendi. Bom, isso foi assim um pouco até preocupante e intenso, né? Sobretudo reações assim como essa que aconteceu ontem, ela costuma ser frequentes? >> Eh, eu não sei. É, é assim, o que acontece é que eu eu me descontrolo, né? É um descontrole. perco o controle e aí eh arranhar essa coisa de arranhar. O que eu me lembre eh quando eu tinha 13 Anos, foi a primeira vez que isso
aconteceu, porque nessa época os meus pais eles ficavam muito com o meu irmão no hospital, que ele tem asma. >> Uhum. >> Né? E aí eles ficavam com ele indo e voltando para hospital, ele ficava internado e aí eu tinha que ficar com os meus avós, ficava lá sozinha praticamente. E eu sentia muita assim sensação de que eu não era importante, que eles não estavam nem aí comigo. Aí Me arranhava para ver se se aliviava a essa sensação, se aliviava essa dor. >> Entendi. Só para eu entendesse. Então às vezes essas coisas ela acontecem quando
tem algum gatilho. Então às vezes quando você passa algum estresse, alguma frustração, correto? >> Sim. Sim. >> Tá. E quando você se arranha, quando você tem isso que você faz com seu corpo, você acha assim que o que que você costuma sentir nesses momentos? >> Eu fico assim, é é ruim, é péssimo, é uma sensação de rejeição que meus pais não se importam comigo, se eles não se importam, quem mais vai se importar? Isso acontecia na escola, eh, né, quando eu era pequena, eh, eu sentia que eu não pertencia, tinha uns grupos e e que
ninguém me queria. Eh, e na faculdade, mesma coisa. Eu até fiz duas amigas lá, mas aí quando eu tive a primeira crise, elas já me abandonaram, sabe? Quer nem saber. Então assim, desde os 13 anos que Você tem isso, né, que você falou inicialmente dessa sensação de vazio um pouco e e também assim desse às vezes de dessa rejeição. Então às vezes assim as coisas de se abonado. Eh, me explica uma coisa. Quando você tem assim, você sente isso, você costuma se colocar em risco. >> Risco, tá? Risco. Ai, olha, eu acho que às vezes
quando eu perco controle eu, minha memória apaga. Eu não lembro de nada que aconteceu e, né? Arranho a barriga, arranho o pulso. Eh, você quer saber se já me matei? Tentei me matar. Já me matei. Tentei me matar. Ã, eu já duas vezes isso aconteceu. Eu tava na escola uma vez. >> Uhum. >> Eh, eu tinha uma amiga que, sei lá, que começou a fazer amizade com uma outra menina e aí eu fiquei com muita, muita raiva dela. Eu fiquei com muita raiva de, né, de, de, de brigar com ela. E aí fui para casa,
peguei uma faca, cortei o Pulso. >> Aí outra vez foi quando a, a minha mãe descobriu que eu tinha um cigarro eletrônico nas minhas coisas. Aí foi lá, tipo, começou a me encher o saco, gritar comigo, falar que eu era minha responsável, o que que eu tava fazendo, tal. Eu fiquei muito, muito irritada. Fui lá, peguei todos os remédios dela de pressão, tomei tudo de uma vez e aí tinha que ir por pressa. >> Entendi. >> Mas eu nem sei se eu queria ter me matado. Eu acho que não, na verdade. >> Entendi. Olha, Luana,
veja bem, nessas situações, a gente vai conversar sobre isso, tá? Você tem que saber assim o que fazer para não deixar chegar nesse ponto. E a gente vai falar um pouco mais sobre isso quando a gente Essa entrevista aqui é uma verdadeira aula, contém atos impulsivos. E a gente vê, principalmente, a gente tá se tratando aqui de um transtorno de Personalidade, provavelmente borderline, mas a gente vê atos impossíveis de autoagressão e suicídio, que modernamente isso que ela tá sentindo e essa alteração qualitativa da conação é o que a gente vai chamar justamente, tá certo? Que
é lido, modernamente de desregulação emocional. Então, muitas desregulações emocionais são atos impulsivos. Ou seja, dá uma olhada nisso aqui, tá? A raiva ou um gatilho da pessoa aumenta demais a intenção ou Impulso que ela sente de agir ou de fazer alguma coisa. Ao mesmo tempo que esses pacientes geralmente têm processos deliberativos e de decisórios baixos, ou seja, as emoções elas ficam à flor da pele, desligam a parte cognitiva, que é justamente o córtex pré-frontal. Isso aqui cai e causa esse curto circuito que é o ato impulsível e tem um componente de autoagressão. Obviamente nem todas
as autoagressões são assim, tá bom? Mas nessa paciente a gente vê muitos atos Impulsivos. E como é a dica que ela dá pra gente? Olha, fala, eu me descontrolo, minha memória para, tá? Eu nem sei se eu queria me matar mesmo. Então assim, isso denota muito componente, não de comunicação ou de sentido, mas que ela está sofrendo e que ela não consegue controlar isso que ela sente e isso vira ação. Então você iria descrever aqui uma [limpando a garganta] alteração qualitativa, atos impulsivos, no caso [roncando] de Autoagressão/sicídio, que aí é uma grande marca dos transtornos
de personalidade porterline, tá? justamente na terapêutica, é fazer o paciente a fazer com que ele aprenda a lidar com isso ou então ter mecanismos de não acontecer isso aqui, ou seja, de não acontecer esse curto circuito. E é muito legal, tá? Muito legal assim passar isso pros pacientes realmente assim dar certo. E pessoal, lembrem-se, tá certo, que nesse caso aqui você pode Até perguntar: "Ah, mas essa paciente não é uma coisa compreensiva?" Por exemplo, o namorado dela parou de falar com ela, não quis sair com ela. Então a amiga preteriu, ela abandonou ela, ela teve
uma frustração, tá frustrada demais, não, isso é julgamento moral, tá certo? Calma, tá? Vê que tem um componente desproporcional, você até entende, mas você não entende o tamanho ou a quantidade ali da reação, tá certo? Por isso que é um ato impossível também E se liga com tudo que eu tô falando. Você prestar atenção direitinho, você vai ver que não tem como fugir todos os conceitos, mesmo eles ficam interconectados e ligados, tá? Qual é o parpasso, ou seja, o manzinha dado, o irmão siameis, tá? Do ato impulsivo. É o ato compulsivo. E aqui finalmente você
vai entender de uma vez por todas, porque isso costuma muito confundir na prática. Eu vejo várias pessoas chamando compulsão do que é impulso, próprio DSM, E impulso do que que é compulsão, tá certo? Então, eh, a gente não pode fazer essa confusão na nossa cabeça. O ato compulsível, a pessoa também vai fazer alguma coisa, só que ela, e aqui tá o detalhe, ela se sente compelida a realizar. Se a pessoa se sente compelida, o que que isso significa dizer? às vezes até para ela sentir e ela saber que ela vai fazer aquilo, ou seja, ela
sabe que vai fazer isso, tem que passar pela consciência. Então, não Tem esse curto circuito aqui que tira o ato da consciência, tá certo? Aqui a pessoa ela só age. Aqui a pessoa ela sabe que ela vai agir, ela sabe que ela vai fazer aquilo e ela sente que aquilo vai acontecer por mais que ela delibere ou então por mais que ela lute contra. E aqui que tá a beleza. Geralmente as pessoas elas sabem que aquilo é muito forte e elas tentam conscientemente pôr um contrafreio nisso. Ou seja, tem uma coisa ali muito forte que
vai acontecer E você começa a fazer negociações na sua cabeça, então botar freios na sua cabeça, que é justamente isso aqui, tá? O a etapa deliberativa, ela hipertrofia por compensação, ou seja, o que é que vai gerar nisso aqui? luta e resistência. Você vai fazer uma reação que você se sente compelido a fazer aquilo, mas você fica na sua cabeça tentando não fazer, mas você sabe que você vai fazer, tá certo? E tem uma grande marca também para diferenciar o Ato impulsivo do compulsivo. Geralmente no ato impulsivo, o que que acontece? Quando você tem uma
sensação e você faz ela e executa, você de uma certa forma obtém prazer, tá? A sensação que costuma vir atrelada, não todas as vezes, claro, mas assim, é uma sensação de prazer. E nem todos os pacientes vão te dizer isso, nem todos os pacientes sentem isso também, mas é muito comum a gente ouvir relatos de prazer associado com isso, tá Certo? Só que no ato compulsivo isso costuma ser sentido às vezes até como uma coisa egodistônica que as pessoas não gostam, que as pessoas lutam contra. E fica um embate tão grande que quando acontece a
ação, não é que ela sinta prazer, ela sente alívio. E qual é a diferença dessas duas coisas? No prazer, você tá acrescentando algo bom. No alívio, você está retirando uma coisa negativa ou um estado de sofrimento que você tava tendo. Então, a grande marca Da compulsão é justamente uma hipertrofia da consciência de uma luta, de ir contra, de deliberar, de resistir, tá? Vindo seguida de um alívio daquela sensação. E isso é muito interessante. Como que a gente vê isso aqui na prática? Tem primeiro as compulsões obsessivas que são muito presentes no toque. E a gente
vai também entrar aqui no campo que a gente chama um pouco de dependências comportamentais, que a gente vai ver comportamentais e de Drogas também, que a gente vai ver também que são compulsões. Vamos primeiro falar das compulsões obsessivas. Quando um paciente ele fala que ele tem que lavar as mãos, senão a mãe dele vai morrer, tá bom? Que que vai acontecer? Ele sente que esse pensamento é estranho. Ele não quer fazer isso, ele fica lutando contra aquilo. Só que ele tem que realizar senão ela vai morrer. E aí quando ele lava e ele lava e
ele fica lavando, lavando, lavando, ele vai Fazendo isso várias vezes até sentir que é o certo. Isso costuma vir com muita, muita luta, muita resistência e, óbvio, muito alívio. Ele tem que lavar até um certo ponto que ele sinta essa sensação de alívio. Essa luta que acontece é justamente as compulsões obsessivas, tá? que geralmente tão precedidas aí por pensamentos obsessivos. Nem sempre o pensamento precede. Às vezes é um ritual mesmo que é meio sem sentido. Então às vezes o paciente ele tem que passar e Fazer sempre o sinal da cruz quando ele vê um número
ímpar. Tá bom? Você pergunta por que que você faz isso? Às vezes ele não não vai te dizer, mas ele vai falar: "Bom, eu sinto que eu tenho que fazer isso, tá certo? Eu me sinto compelido a realizar". Isso é interessante. A gente vai ver o exemplo. Outra parte aqui que a gente tem são justamente as compulsões toxicofílicas ou comportamentais. Toxicofílicas é a pessoa que usa substância. Muitas vezes O uso de substância ele é um ato compulsivo. Por quê? Porque você sente a necessidade de usar a droga. Apesar de que muitos pacientes eles lutam contra,
eles deliberam demais, eles ficam justamente assim não gostando de usar aquilo. Você pode ver que inclusive às vezes quando um paciente ele recai ou ele usa substâncias que ele não queria usar, o que costuma vir muito depois é a culpa, é a sensação de fracasso, tá certo? Essa culpa, essa sensação de Fracasso é justamente uma reminiscência daquela sensação de alívio que ele teve por ter usado a substância. Mas também atrelado uma sensação que ele perdeu a batalha, que ele se sente fraco, que ele se sente incapaz, que ele sente que tem alguma coisa dentro dele
que é mais forte, que por mais que ele faça, ele não consegue lutar contra, tá beleza? Isso aqui são para drogas, mas também acontece coisas que são parecidas nas dependências comportamentais. E Quais são elas? Tá bom? jogo patológico, tigrinho, hiperfagia alimentar, que é justamente o componente que você sente sempre com a necessidade sempre de estar comendo, que tá muito relacionado à obesidade, a oniomania, que é essa compulsão por comprar. E é aquilo que você sente aquela vontade de comprar, fala: "Não, não vou botar tudo aqui no carrinho da Amazon", tá? Mas aí quando você bota
e quando você clica, você sente alívio, tá certo? você sente Alívio daquela sensação. Também tem a kleptomania. As pessoas que geralmente cometem pequenos furtos, claro que muitas vezes isso é prazeroso, tá bom? Mas chega um grau que a pessoa ela só quer se livrar daquilo ou se livrar daquela sensação. Isso é quando o ato compulsivo se manifesta. E aqui eu tô lhe dizendo que ah, um ato impulsível, ele pode virar compulsivo e vice-versa. Às vezes pode, tá? a gente faz essa diferenciação, mas na prática isso é Meio imbricado, tá? E isso às vezes até denota
um certo tipo de gravidade, mas quando você vê esse componente de alívio e de deliberação e de ir contra, de lutar, de ponderar, de pensar demais, tá? Isso é compulsão. Quando você vê aquele componente de só agir, de um pouco de prazer, de não pensar, de não deliberar, de não controlar, é mais impulso, tá? Além do cleptomaníaco, também tem a compulsão às vezes sexual ou amorosa. Aquela pessoa, entre aspas, Tá certo? Viciada em sexo. E o que é que isso aqui quer falar? Quer dizer, tá certo? Todas essas dependências, geralmente elas acontecem com algum grau
de resistência, de tentar encontra, de tentar lutar, mas as pessoas se sentem compelidas. Isso é consciente, por isso um ato compulsivo. E aqui a gente tá na clínica dentro da fenomenologia da adesividade ou a clínica da compulsão. Fazendo aqui uma breve disgressão. O que que seria isso? A pessoa, ela se Relaciona com uma parte daquilo e não com um todo. Que que eu quero dizer com isso? Quando você come um alimento, aquilo não é só um alimento, tá? O gesto de se alimentar, ele envolve você sentir prazer, ele envolve você saber que aquele seu prazer,
conforme você vai se alimentando, ele vai diminuindo. E também tem um certo componente simbólico, tá certo? Que é a comida, ela tá relacionada com amizade, tá relacionada com eventos, tá relacionada Com a nutrição do corpo e da alma, com encontrar uma pessoa, com momento de socialização, com marcação do tempo, tem almoço, jantar, tá certo? Ou seja, comida não é só comida, ela vem com vários sentidos atrelados. Ou seja, a comida ela vem com várias partes. A adesividade é justamente quando uma parte ela se sobrepõe às outras partes, ou seja, ela fica muito maior. O prazer
da comida, ele fica muito maior que o seu componente simbólico. E a pessoa não Consegue desgrudar dessa parte, ou seja, ela fica colada, ela fica adesivada. Bacana. mais de psicopatologia fenomenológica lá dentro do nosso curso. Vamos aos exemplos. Primeiro exemplo, vamos ver aqui uma compulsão obsessiva, tá? >> Acho que todo mundo, né, teve assim, mas para mim teve a questão das vendas, né, caíram muito. >> Uhum. >> E aí foi bem difícil. E aí eu tenho Tenho bebido assim bastante. >> Quanto que você bebe mais ou menos? >> Acho que todo dia assim bebo. >>
E o que que você bebe? >> Ó, eu não sou muito da cerveja, eu curto mais o destilado mesmo. Então bebo vodica, bebo às vezes a uns dois copos, dá meio litro por dia, vai fácil, entendeu? >> Entendi. E assim, você já tentou ficar algum tempo sem beber? Passou algum período? Cara, já, mas eu não consigo Ass porque eu tremo, acordo tremendo. Então, tomo uma dose, eu paro de tremer e aí eu ponho rosa na boca, ponho um chiclete, por exemplo, porque aí o cliente não vai perceber o bafo, entendi. E já sentiu alguma outra
coisa assim quando você tentou parar de beber, por exemplo, fica mais irritado, estressado, ansioso, às vezes até mesmo sentir suor, muito calor, irritado eu fico sempre, né? Profissão, essa profissão é assim, mas se eu dia sinto Sem parar, se eu parar de beber, assim, já sinto tudo isso. >> Entendi. Você já teve alguma coisa mais grave? Por exemplo, convulsão ficlex? Não, >> não, isso não. >> Tá. E seu chefe percebe? Você bebe. >> Ah, sim. Ele sabe, ele tem nem curte tirar umas coisas aí. O nosso meio tem muito disso, né? Então, de boa. Você
falou que você usa cocaína também, né? >> Então, eu uso só quando eu bebo muito, Né? Então, mas aí quando eu não bebo muito, eu não uso porque dá um efeito contrário em mim, tipo, >> eu tenho sono. >> É. Aí quando eu quero ficar concentrada assim, produtiva, eu uso vendendo mesmo, tá? >> E o vancim você, por exemplo, usou muito nesses últimos meses? >> Não, nesses dois últimos meses não. Nem cocaína. >> Tá. O que que você sente um pouco assim Quando você bebe ou então quando você usa droga? Quando você usa cocaína? Quando
quando bebo, bebia muito para relaxar mesmo, para aliviar, né? No dia a dia bebia em casa para isso ou quando eu ia para uma festa, para atingir o grau da galera, ficar até mais tarde também. Uhum. >> Agora a cocaína eu bebo quando eu cheiro quando eu bebo muito mesmo para não tombar e também melhora, né, sexualmente. >> Vê que esse paciente aqui ele justamente provavelmente ele tinha um uso abusivo de substâncias, ou seja, quando ele começou a beber, provavelmente ele sentia prazer naquilo. Só que isso foi evoluindo para um certo grau de gravidade. E
aí hoje não é que ele bebe para ter prazer, ele se sente compelido a prazer a beber. E ele bebe para ter alívio. Ele te fala isso. Essa é uma descrição muito bonita. Obviamente os pacientes eles não vão chegar dizendo a Descrição toda, tá? Isso aqui é literalmente como acontece na prática, mas você vê que ele tem uma compulsão toxicofílica. Eu tinha dito antes que era compulsão obsessiva, tá? É o próximo caso, tá? Mas é uma compulsão toxicofílica, ou seja, ele se sente compelido, é um ato compulsivo para bebê. Beleza? E agora vamos aqui paraa
compulsão obsessiva de fato, que é uma outra alteração que a gente tem. colocar madeira na porta, na janela, Para proteger. Então eu fico pensando que isso pode acontecer. Meu medo é esse. Eu fico preocupado em pensar que alguma coisa pode acontecer com eles. Eu, né, não posso fazer nada. >> Então, seria assim uma garantir a proteção. Você tem medo que alguma coisa ocorra com seus pais? >> Exato. Sim. >> Tá. E como é que você garante essa proteção? >> Como que eu faço assimamente? >> Eh, eu começo fechando todas as portas, né? E eu fico
seguro que nada vai acontecer. É isso. Isso que eu faço diariamente. >> Só as portas. Como é? Você fecha mais a >> É, primeiro eu começo assim, eu fecho o cadeado da da do portão da frente e aí eu me certifico. Depois eu tenho que fechar todas as portas e aí eu tenho que fechar todas as janelas até são cinco janelas até duas janelas do banheiro, duas janelas pequenas e aí depois que eu Já fiz tudo isso, eu tenho que me certificar se o guarda-roupa também tá feijado. >> Você faz isso todos os dias? >>
Todos os dias e às vezes duas vezes por dia. >> Mais de uma vez. >> É. >> Tá. Mas assim, é muita coisa, né? Você fecha a janela, você fecha porta de guarda-roupa. Você não acha isso atitude exagerada? >> Olha, pode ser exagerada, mas é o que eu é uma sensação que me bate. Eu preciso fazer isso, preciso resolver. O meu medo é que aconteça alguma coisa e não possa resolver, entendeu? Eu não posso falhar. Então é isso que eu que me preocupo. >> Mas eu imagino que isso seja desconfortável, por exemplo, ou isso deve
consumir um grande tempo no seu dia. >> Sim, isso leva uma hora, né? Às vezes pode levar mais. E também nessa isso, Depois que eu fiz tudo isso, eu fico ainda na cama fritando, pensando se eu não deixei nada aberto ainda. Eu só vou dormir depois com muito cansaço. >> Muita preocupação, né? Tem muita preocupação. >> Sério? >> Vê justamente que nesse exemplo é desconfortável, tá certo? O paciente ele aponta isso, ele fica cansado, ele não gosta, tá? E ele fala que ele sente que tem que fazer aquilo, ou seja, Justamente esse componente de se
sentir compelido a realizar e ele tem que realizar, tá? Mas vê que é desconfortável, provavelmente tem uma luta ou então tem uma briga, tem uma resistência, ou seja, há uma hipertrofia também do processo de deliberação, tá? E essa é justamente a compulsão obsessiva que a gente vê muito nos transtornos obsessivos, compulsivos. E é assim que a gente descreve, tá bom? Assim como a gente viu aqueles atos mais específicos, A gente aqui também vai ver alguns atos que a gente chama de comportamentos desviantes em relação ao impulso. Isso aqui também é uma alteração psicopatológica. Nesse momento
até a gente estava falando que os impulsos eles são uma certo tipo de tendência de responder ou realizar alguma necessidade que a gente tem. Por exemplo, se você tem fome, você vai comer. Se você tem um certo tipo de sono, você vai dormir. Só que tem Comportamentos que eles andam na contramão disso. Ou seja, eles parecem, de uma certa forma paradoxais ou mesmo contrainttuitivos, tá certo? Eles são contrários a necessidades fundamentais. E o que que a gente vai falar aqui? Por exemplo, imagina que a pessoa ela tenta se matar. Isso é um comportamento desviante em
relação a impulso. Impulso de quê? De autopreservação. Assim como um corte é um comportamento desviante de autopreservação. E aí você fala: "Tá bom, a gente acabou de ver que o suicídio ou então às vezes um autolesão não suicida, que é o gesto de se cortar, tá certo? O ato descortar, ele pode ser impulsivo. Como que eu diferencio se é um ato impulsivo ou um comportamento desviente em relação a impulso? É justamente na função que o comportamento tem. Então, por exemplo, imagina que um paciente ele tá deprimido e ele te fala assim: "Minha vida não tem
sentido, eu não quero mais realizar Nada, eu me sinto completamente esgotado, tá certo? E por isso eu penso em me suicidar, tá certo? E eu quero fazer o suicídio por causa disso. Vê que tem todo um nexo, vê que ele tá deliberando, vê que aquilo tá passando pela consciência dele. Vê que tem uma função de aliviar o sofrimento que ele tem. E isso é contrário ao nosso impulso ou necessidade básica ou tendência à autopreservação. Isso é um comportamento desviante em relação ao impulso. É Diferente, por exemplo, de uma pessoa receber uma notícia de que um
parente dela acabou de morrer e aí de uma forma muito impulsiva ou sem deliberação, ela tenta pular da janela. Isso é um ato impulsivo, tá certo? para deixar essa diferenç diferença aqui bem bem bem bem bem clara, tá certo? E a obviamente, tá certo? A gente vê que vai ter outras alterações que se relaciona justamente aos outros tipos de tendências de autopreservação, tá? E qual seria esses, Tá certo? seria, por exemplo, a alotriofagia e a parafilia, que também são comportamentos ou tendências ali de autopreservação. O que que é a a alotriofagia, né? Seria você comer
coisas estranhas, tá certo? Comer, por exemplo, parede, comer barro, tá? Comer cabelo, tá? Que às vezes é um comportamento de tricofagia. Isso é contrário a um comportamento de autopreservação da fome ou de saciar sua fome, assim como a parafilia também, que É justamente ter atos sexuais ali estranhos, isso vai meio ao contrário de tendências naturais de um impulso sexual normal. Então, às vezes, quando você vai, por exemplo, ter um episódio de zoolfilia ou então de voerismo, de fetichismo, isso é uma distorção muito grande e vai um pouco contra ou é desviante em relação ao impulso,
tá certo? Essa definição, de fato, ela pode ser confusa. Entretanto, nota isso, Desviantes em relação ao impulso, tá? Não necessariamente é sempre contrário, mas é desviante, é diferente, tá bom? Guarda isso que vai ficar mais fácil. E aí dentro também das alterações qualitativas, a gente tem a ambitendência, que é um achado bem legal, tá? A ambitendência é a incapacidade de conciliar tendências volitivas opostas, ou seja, é como você tivesse justamente um arco intencional, o arco conativo nessa direção e um outro Arco conativo na outra direção que você não consegue conciliar, tá? O normal na consciência
é que não é que aconteça um ato conativo, são vários, tá certo? Isso não é um processo que tá acontecendo toda hora. Só que a consciência ela faz uma espécie de síntese, é quase como se funcionasse como um filtro. Então esse aqui é o mais importante, tá? Na ampintendência, o paciente ele não consegue conciliar basicamente vontades opostas ou vontades Contrárias, tá? E isso justamente dá um certo tipo de paralisação ou é falta de ação. A gente vê muito ambitendência, por exemplo, na esquizofrenia. É inclusive um dos grandes as de bloiler, tá? É ambitendência. A gente
vai ver também em quadros de catatonia, isso aparece, mas existe ambitendência afetiva? Existe quando, por exemplo, você vê uma paciente, um paciente, tá certo, que é um tem um trans borderline, por exemplo. Então assim, tem uma Bitendência de saber que uma pessoa é boa e má ao mesmo tempo. Ela só vê a pessoa ou como extremamente boa ou como extremamente má. E isso varia muito, é instável emocionalmente justamente por isso. Mas aqui a gente vai botar um achado que é mais caricatural e principalmente da psicomotricidade para você ver como que isso se expressa na prática.
E nada mais cara que natural que catatonia. Então aqui o achado tá Gritando, tá? Vamos ver o que que é uma bitendência na prática. All right. Um, this time do not shake my hand. This is a classic way of elicitingency. Você vê aqui que o examinador fala: "Não aperte a minha mão". E ele faz o gesto de apertar a mão, ou seja, ele dá uma ação ou um comando verbal pra pessoa não apertar, ao mesmo tempo que ele introduz a ambivalência de esticar a mão e aí o paciente paralisa, tá certo? Isso é uma Bitendência.
Às vezes o paciente ele pode ficar assim também, indo e voltando, indo e voltando, tá? É um achado de ambitendência. Então vê que ele trava justamente quando ele tenta conciliar dois processos volitivos opostos, tá? Muito bacana, muito bonito. Isso aqui é show. [limpando a garganta] Um outro tipo de alteração é justamente o negativismo, tá? O que que seria o Negativismo? É a resistência não deliberada, imotivada e não compreensível à solicitações externas. Ou seja, o paciente ele vai justamente não agir ou se comportar de uma forma contrária, tá? Eu discordo um pouco disso aqui que é
não deliberado, tá bom? Às vezes quando você tá ali na prática, mesmo os negativismos que eles são deliberados, você classifica como sendo negativismo, tá? Mas eles são divididos em dois tipos, basicamente, negativismo Passivo, que é quando a pessoa não faz nada. Então você vira para ela e fala: "Olha, você pode falar para mim como que você chegou até aqui?" e ela não lhe responde. Isso é um negativismo passivo. Ou então você pede, você pode pegar um copo da água para mim? E ela não faz nada. Isso é um negativismo passivo. O negativismo ativo é quando
você faz uma solicitação e a pessoa age de forma contrária aquilo que você solicitou. Então seria, por exemplo, você falar Assim: "Eh, você pode entrar na sala, né? E não é que a pessoa entre, ela se afasta, ela sai, tá? Ou então você solicita que, por exemplo, você fala assim: "Bom, você não pode falar agora". E ela vai lá e começa a falar. Isso é um negativismo ativo, tá? Pode estar, obviamente, em processos mais desestruturados da consciência, como é um caso de uma esquizofrenia, uma catatonia, mas às vezes eu também classifico assim, tá? Em quadros
que a Gente vê muito isso aqui, tá? Em transtorno opositor desafiante, tá certo? Sempre tem muitos aqui que às vezes tá relacionado inclusive com TDH, tá? Tem quadros tanto de negativismo a passivo quanto de negativismo ativo. E tem tipos especiais de negativismo, que é o que a gente chama de mutismo, citiofobia, o Gig Halton, tá? E a reação de último aumento. O que que seria isso? O mutismo é justamente quando o negativismo ele é mais verbal ou ele é [limpando a garganta] da linguagem, a pessoa não falar. Citiofobia é quando a pessoa tem uma recusa
alimentar. Você oferece o alimento pra pessoa e ela tem uma esquiva, não quer fazer aquilo. Isso é citofobia, tá? Pode ser por inúmeros motivos, porque a pessoa tem medo, porque a pessoa tá delirante, tá achando que tá envenenada, mas é um citiofobia. O gig hen, tá certo? É um certo tipo de negativismo proporcional. Basicamente você tenta movimentar a pessoa e ela Bota uma força contrária à sua movimentação, só que é proporcional à sua força. Ou seja, se você tenta mover o braço da pessoa fraco, ela se opõe de uma forma fraca. Se você tenta fazer
de uma forma forte, ela se opõe de uma forma forte. Isso aqui é um achado da catatonia, tá? E reação de último momento é muito interessante. É quando você tá fazendo uma solicitação pro paciente e o paciente não atende aquela solicitação, mas aí você desiste fazer Aquela solicitação e aí o paciente atende ela e aí você vira e fala: "Ah, legal, então vamos lá". E aí quando você vira e fala, "Vamos lá". Aí o paciente volta de novo a se opor. Qual é um uma uma situação que isso já aconteceu comigo? tinha um paciente que
eu tinha que tinha um quadro muito grave de TDH, de TOOD, enfim. E aí ele se recusava, por exemplo, a cumprir certos ordens, né, ou então cumprir certas regras da enfermaria. Não podia ter, por exemplo, Um shampoo guardado nos armários, porque esse shampoo a pessoa poderia ingerir e tentar se matar com aquilo. Então era uma regra da enfermaria. E aí a gente pediu para ele, por favor, você tem que dar o shampoo pra gente, tá certo? E aí o paciente não não queria dar os shampoo, não queria dar o shampoo, tal, tal, tal, tal. E
aí quando a gente desistiu, tá bom, a gente não quer o shampoo, então mais aí ele não, agora eu vou dar o shampoo. Aí a gente, tá bom, Então me deu o shampoo. Aí ele voltou a se opor com dar o shampoo, tá? Isso é uma reação de último momento. Acontece realmente no último momento. Ou seja, quando você para de tensionar o arco coletivo ou o arco conativo. Olha que coisa bonita. Show. Nenhum professor te ensinou isso antes. Beleza? Mas vamos lá. Vamos pro pros achados, tá bom? Eh, [limpando a garganta] na prática, né? Como
é que isso aqui se manifesta, tá? Vamos ver um por um. Yeah. So, next I'd like to examine this arm. Just go and relax. Just relax. I want to bend it out and in. Vê aqui no caso que o paciente ele tá se opondo, tá? a movimentação do do avaliador. Make a fist with your hand. Weve seen this patient use his arms and All right. Um, [ __ ] your hand over your head. Bom, vê aqui que ele se opõe às solicitações do avaliador, tá? Então ele Pede para cumprimentar o paciente, o paciente se nega,
às vezes ele pode não falar nada, isso é um mutismo também associado, ou então ele fala: "Não, não vou fazer". Tá certo? Isso também é o negativismo. Tá legal? É, é descrito assim, tá bom? Isso é um psicopatologia descritiva. Se você vê, tem que tem que descrever, tá? E isso é bem interessante. Vamos ver aqui agora outro exemplo, tá? Tom, Havoule. Hum. Aqui a gente vê a citiofobia. Aqui também é o negativismo. Examples ofism. Tom, how are you today? >> Isso aqui é engraçado porque é um multismo com mucitação. Mucitação é essa falazinha assim bem
bem baixinha, tá certo? Mas é um multismo, você não tá lhe respondendo, tá? OK. Tom, how are you today? Ok. Um, how did you sleep last night? Aqui é simplesmente o mutismo. Ele perguntou: "Ei, como é que você tá hoje?", né? O paciente não respondeu. Então, tem um mutismo que é o negativismo e aqui no caso negativismo passivo, tá? E é interessante que tem quadros na infância que a gente chama de mutismo seletivo, tá certo? Que é a criança às vezes ela pode não conversar com alguém, geralmente com adulto, tá? E É é meio assim
mesmo, se manifesta desse jeito, tá certo? Às vezes ela fala até com a mãe, com os pais, mas assim, vai pro médico, não fala nada. Vai com o professor, não fala nada. Isso é um mutismo seletivo, tá? Só para engrossar o cálo. Next goadine arm. Ih, relax. Essa aqui é o Geg Houten, né? Óbvio que isso é muito difícil de mostrar porque assim é difícil mostrar pro vídeo como é Que é a resistência proporcional que o paciente vai fazer a força do examinador, mas isso é o gig houting, tá? Então aqui é mais para exemplificar,
mas isso aqui é uma coisa que você vai ver mesmo na prática sentindo, tá bom? Beleza? E aí, pessoal, qual é o contrário do negativismo? É a sugestionabilidade patológica. Então, é o negativismo ao contrário. Essa é a tendência exagerada de responder os estímulos externos. Ou Seja, é o paciente que você pede uma solicitação, ele faz aquilo ali sem nem pensar duas vezes. E aqui é muito interessante porque a sugestionabilidade patológica, ela pode ter duas formas. A primeira é a heterosugestão. Então, vamos supor que, por exemplo, você fala para um paciente, você fala assim: "Olha, eu
acho, induzindo o paciente, né? Eu acho que você tá se sentindo ansioso, tá meio suado, né?" E aí o paciente começa a falar: "Nossa, eu tô Suado mesmo, eu tô muito ansioso". Isso é uma heterosugestão. Você sugestionou o paciente, tá certo? Só que também o paciente ele pode ter uma autosugestão que é ele mesmo se autossugestionar. E onde é que a gente vê isso? Em transtornos conversivos, em transtornos dissociativos e transtornos somatoformes, que é o que a gente dá o nome de histeria, tá bom? Como que seria essa autossugestão? é um paciente, por exemplo, que
ele perdeu a memória por 5 Anos e essa memória é dissociativa, ou seja, uma uma dissociação amnésica, né? Não tem nenhum componente orgânico que justifica aquilo, mas o paciente ele continua se autossugestionando a perder a memória. Isso acontece, pessoal? Acontece. Você já viu isso? Já vi, já tive paciente assim, tá certo? acontece em outros casos sim quadros de sinep, ou seja, que são, por exemplo, conversões não epilépticas psicogênicas, que é basicamente uma epilepsia sem ter Epilepsia, tá? São pacientes que geralmente se autossugestionam a ter isso ou são facilmente sugestionáveis. Você pode inclusive dar o diagnóstico
de sin quando você induza, basicamente uma crise epiléptica na pessoa sem epilepsia, tá certo? Mas por sugestão, tá? Dá para fazer isso. Isso é inclusive um mecanismo diagnóstico. Você já fez isso? Sim, já fiz isso. Tá. Então assim, isso também são mecanismo de hettero e autossugestão. Esses Pacientes, eles são muito sugestionáveis. Quando você me pergunta, por exemplo, o que que é hipnose? Hipnose é isso aqui, é uma sugestionabilidade patológica, tá certo? É aqui que você descreve. Pacientes são sugestionáveis, eles são mais fáceis de hipnotizar, tá? E a gente tem tipos especiais de sugestionabilidade patológica. Quais
são eles? Por exemplo, a ecolalia, que é o paciente, ele imita o que você fala. Então, por exemplo, Você fala boa tarde, o paciente fica boa tarde, boa tarde, boa tarde. A gente também tem a ecopraxia, que é a imitação, só que na psicomotricidade. A gente vê isso às vezes em pacientes catatônicos, tá? Você coça sua cabeça e o paciente começa a coçar a cabeça dele também por imitação, tá? Claro que tem graus, graus mais leves disso aqui, tá? A gente também tem um achado da catatonia que é chamado de miten, que é justamente ir
com, por exemplo, você faz Uma leve força para cima na palma da mão, como se você fosse levantar a mão, mas essa força não é suficiente para jogar a mão da pessoa lá em cima. Só que quando você faz isso às vezes num paciente com que tá catatônico, só um toquinho, aí ele levanta a mão lá para cima e isso fica como se fosse o braço em lâmpada, cara. Top, tá? E a obediência automática. A obediência automática é você pedir pro paciente fazer uma coisa, por mais absurdo que Seja, e ele fazer, tá? E isso
que realmente acontece, tá certo? Como que seria uma obediência automática? Você virar e falar assim para um paciente geralmente catatônico, tá certo? Você vira e fala: "Olha, eh, bota sua língua para fora que eu vou furar ela com alfinete, tá? E o paciente bota a língua para fora." Isso é uma obediência automática, tá? Lembrando que geralmente isso aqui não é deliberado, tá? Beleza? Bora ver aqui como é que se Manifesta na prática com exemplos, né? >> Olá, prazer em lhe conhecer. Me chamo >> Joséente na casa do meu tio. >> É, que que aconteceu? >>
Ah, então era um período que a minha mãe, ela tava procurando emprego e eu lembro que a gente ficava indo e vindo pro hospital toda hora, né? Eu ficava indo, né? Porque eu tinha uns apagões. >> Uhum. >> Né? >> Entendi. Uns apagões, não é? >> Sim. >> Alguém mais tinha um apagão assim? Você lembra na sua? >> A minha irmã, minha irmã mais nova. Minha irmã tinha também eh apagão. Sim, sim, >> entendi. Mas assim, os apagões da sua irmã, por exemplo, eram parecidos com seus apagões? >> Ah, não, não. Os meus eram muito
piores. >> Eu chegava a ficar assim, eh, apagada durante duas Horas, >> às vezes menos, mas, eh, meu corpo ficava tremendo. Eu ficava tremendo durante duas horas. >> E você lembrava de algo depois ou não? >> Não, não lembrava nada. As pessoas falavam comigo, perguntavam o que que tava acontecendo, eu não falava nada. Minha mãe chegou até na igreja falar com o padre para ver se podia fazer alguma coisa para melhorar. Mas >> e antes, assim, por exemplo, antes Desses apagões, então, antes de você ter essa, vamos chamar aqui de crise, tá? Você lembra se
você sentia alguma coisa antes disso acontecer? >> Olha, pensando aqui, eh, isso sempre acontecia quando eu tava na casa do meu tio. >> Hum. Vê aqui que essa paciente é uma paciente que tem um transtorno conversivo, que a gente chama, tá? Que é uma basicamente uma crise não epiléptica psicogênica, Que é uma epilepsia sem epilepsia, tá? E vê aqui nessa descrição, é uma paciente muito sugestionável, mas eu quero chamar atenção para duas coisas. A primeira é que ela fala assim: "Muito comum a gente ver em pacientes que têm CINEP, ter históricos de alguém que teve
aquilo na família, não necessariamente sinép, às vezes pode ser uma epilepsia, ou então frequentar, seja ali pela alguma religião, então que a pessoa via isso acontecendo, via Incorporações, via crises, tá certo? E isso é o componente da sugestão, tá certo? Então, a pessoa foi sugestionada por outro, é uma hetterosestão. Só que aqui também acontece nesse mesmo exemplo uma autossugestão, que é a gente geralmente pergunta assim: "Ah, mas você sentiu alguma coisa antes de de ter a crise?" E às vezes é muito comum a pessoa falar assim: "Aí eu começo a ficar meio nervosa, tá? começa
a ficar nervoso, começa a soar frio. Isso é um Ataque de ansiedade, até pode ser, mas veja bem, quando você começa a sentir aquele sensação corpórea e se você já tiver tido outras sineps antes, isso reforça você ter outra sin. Então, a pessoa vai sentindo aquela sensação, ela sabe que ela vai ter uma crise e ela se autossugestiona a ter uma crise, tá? É uma profecia autorrealizável, tá certo? Essa é a autossugestão. Bem legal, quadro são quadros muito interessantes. É sempre um privilégio estar diante Desses pacientes, tá? Aqui é um caso de obediência automática. Pô,
muito óbvio, né? o médico falar: "Põe a mão na mesa que eu vou bater nela". E aí o paciente vai lá e põe. É assim mesmo que acontece na prática, tá? Esses vídeos aqui, pessoal, nenhum deles é exagero, tá certo? Ah, tô achando isso aqui é exagerado. É exagero, é porque você ainda não viu, tá certo? Mas quando você vê, você vai lembrar disso aqui. Isso aqui vai ficar gravado medularmente Na sua cabeça, tá? Beleza? Bom, é isso. Isso aqui era a obediência automática e também tem o meet game, tá? que eu errei aqui, não
botei o vídeo, mas é basicamente isso que eu descrevi, tá? O vídeo é o médico, ele toca assim, ele pede pro paciente botar a mão e ele faz assim, ó, basicamente nessa força. E aí o paciente ele levanta a mão assim, ele fica com a mão levantada, tá? Isso parece muito inocente, mas isso é justamente o Mitgenc ou braço em lâmpada, tá? Ele dá só um toquezinho e é uma sugestionabilidade motora, tá? Bem interessante também. E aí, pessoal, e para finalizar, né, como é que a gente avalia a conação, né? Bom, você avaliar a conação
da seguinte forma, basicamente observando o comportamento. Então, é bem simples assim, você vai ver muitos dessas achados aqui, vendo se o paciente ele tá mais inibido, desinibido, se ele tá Falando com você, se ele tá cooperando, se ele tá com energia, se ele não tá com energia, pelo tipo ali de eh de queixa que ele expõe, ah, tô muito desvitalizado, não consigo fazer nada, não consigo decidir nada. Isso por si só é observação, tá? Mas você às vezes também pode fazer solicitações para você de uma certa maneira facilitar isso, que é justamente, por exemplo, você
vai lá e pede pro paciente botar a língua para fora que você vai, bom, é um tipo de Solicitação, tá certo? Mas você também pode fazer uma solicitação de, por favor, sente aqui, né? Enfim, ou então vamos conversar, isso são solicitações mais plausíveis e mais sutis, né? E aí você vai justamente medir se o paciente ele tem interesse em você, se ele coopera ou se ele não coopera, se ele tem iniciativa para tanto realizar as ações que você pede, quanto também para fazer os planos que ele se propõe. E também você vai avaliar as decisões
Dele, se ele tá executando os projetos, se ele não tá executando os projetos, se ele tá tendo dificuldade nisso, tá certo? Dificuldade de tomar decisões, às vezes tanto grandes decisões quanto pequenas decisões. Tudo isso parte do exame da [ __ ] E lembrando que funções psíquicas não são isoladas, elas acontecem juntas uma das uma das outras. Então você vai ver que uma pessoa que ela tem uma alteração na conação, provavelmente também, ela tem uma Alteração na linguagem, ela tem uma alteração na psicomotricidade, ela tem uma alteração na afetividade. Então é comum às vezes você vê
uma pessoa que tá falando demais, taquilálica, às vezes ela vai ter ali uma alteração quantitativa da conação, né? às vezes vai tá aumentado, vai tá hiperbúlica, ela vai tá falando de menos oligolálica, você vai ver que isso também é uma hipobolia. Às vezes ela vai est mais inibida, ou seja, mais paradinha no Canto dela. Isso tá relacionado com a psicomotricidade ou às vezes ela vai estar inquieta, tá? Que muitas vezes você vê isso na TDH. Isso também às vezes se relaciona com a conação, tá? E também, obviamente, isso vai paraa afetividade, tem uma diferença de
pessoas que estão exaltadas e embotadas. Tudo isso são dados para você justamente fazer o seu exame da CONAção. Pessoal, aula top, aula maravilhosa. Fique aqui, caso você queira ver outros Vídeos também, a gente tá aqui, deixa a sugestão aqui no YouTube e também para quem é do curso, tem os outros vídeos do curso, tá certo? Se você ainda não é aluno, eu convido você participar. E pessoal, uma aula excelente dessas, tá certo? Por favor, você tá assistindo pelo YouTube, curta, compartilha, que isso ajuda demais, tá? É o mínimo que você contribui com a gente se
você tá assistindo essa aula aí basicamente aí pelo YouTube e de graça, tá certo? Esse Conteúdo, nessa qualidade de graça, você não encontra em lugar nenhum, você só encontra aqui no Psiquiatria Prática. Até breve e a gente se encontra aqui nas outras funções psíquicas.