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Eles Querem te ENGANAR!

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A arte de enganar e passar o outro para  trás é aplicada pelo ser humano desde o início dos tempos. E em 1969 surgiria  algo para facilitar ainda mais a vida dos enganadores. A internet.
Com essa nova tecnologia, golpistas  encontraram um meio facilitador de aplicar seus golpes, e de quebra, algo  que os fornecia um anonimato ainda maior. A quilômetros de distância, criminosos  podiam enganar inúmeras pessoas com um mesmo golpe em questão de um clique. Quanto mais a internet crescia no mundo, mais golpes surgiam com ela.
E com o passar dos  anos eles ficaram cada vez mais sofisticados. Por mais que existam meios de segurança,  os criminosos não precisam nem se dar o trabalho de tentar invadi-las, a própria  vítima dá a ele o acesso a sua conta. A maioria dos golpes aplicados hoje em  dia pela internet utilizam técnicas de engenharia social.
Uma técnica trazida dos  anos 80, adaptada das cartas para a internet. Engenharia social dá nome ao famoso “Conto do  Vigário”. Criminosos utilizam da ganância humana para enganar as suas vítimas.
Prometendo  uma recompensa, ou uma vantagem grandiosa àqueles que o ajudarem. Calma, eu explico: Lá nos anos 1980, eram enviados através de  cartas, um pedido de ajuda de um Príncipe nigeriano que afirmava possuir uma quantia  milionária congelada nos cofres do país. A mensagem convencia as pessoas a ajudarem a  liberação deste dinheiro para evitar tributações, em troca eles receberiam uma recompensa.
É claro que isto era golpe! E foi ele quem deu origem ao que hoje chamamos de Phishing. Este golpe ganhou grande proporção com a popularização da internet e  endereços eletrônicos nos anos 2000, mas há relatos de tentativas desta forma de  fraude em artigos da Interex já lá em 1987.
Nos últimos anos, o Brasil se tornou o país  com o maior número de vítimas de Phishing. Isto aconteceu por conta da pandemia, que  acelerou a migração de serviços presenciais para serviços virtuais, tornando a população  cada vez mais dependente de aplicativos. A internet se tornou espaço para resolver  situações comuns do cotidiano.
Hoje existem aplicativos para resolver qualquer tipo de  problema. As pessoas não precisam mais se deslocar para pedir comida, fazer compras, ir ao  banco, e até mesmo se relacionar. Tudo pode ser resolvido pelo celular.
(Entrevista brasileiros  falando a última vez que foram ao banco). Em consequência disso, os números de  crimes virtuais disparou nos últimos anos. De acordo com o levantamento da empresa de  segurança Kaspersky, só de fevereiro a março de 2020, momento em que o lockdown começou a ser  instalado, houve um crescimento de 120% de ataques cibernéticos relacionados a golpes virtuais.
Se compararmos os dados atuais com o ano de 2019, estima-se que esse crescimento chegue a 400%,  diz a empresa especializada em segurança digital, a Apura Cybersecurity Intelligence. Segundo o Sebrae, seis em cada dez internautas brasileiros sofreram algum tipo  de fraude financeira nos últimos doze meses, totalizando o número de 16,7 milhões de  pessoas prejudicadas e uma soma estimada de R$2,7 bilhões de reais em prejuízo. Nem mesmo o Governo escapou, e em 2020 no Brasil o número de ameaças a órgãos públicos  dobrou em comparação à 2019.
Chegando a cerca de 24 mil notificações de ameaças realizadas  por hackers, segundo o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da presidência, gerando um  lucro de 1 bilhão de dólares aos cibercriminosos. Não só sistemas do governo foram atacados  diretamente, mas tiveram seu nome usado de alguma forma pelos criminosos. Em sua maioria,  se aproveitando do contexto da pandemia.
Foram inúmeras as fraudes envolvendo o Auxílio  Emergencial, o saque FGTS, o agendamento de vacinas e o PIX. Chegando a 18 milhões de  tentativas de ataques virtuais envolvendo a pandemia de março a junho de 2020. Pensa que acabou por aí?
A quarentena também deu espaço  para os relacionamentos online, e consequentemente os chamados golpes amorosos  se tornaram um dos principais golpes aplicados durante o período e até virou assunto do  documentário sensação do momento da Netflix. Mas como exatamente funcionam  esses golpes e como não cair neles? É exatamente o que eu vou te contar agora.
Phishing. Você pode até nunca ter ouvido essa expressão, mas  com certeza já caiu, ou sabe de alguém que caiu, nesse que é o maior golpe da internet. Phishing é uma derivação da palavra inglês fishing, que significa pescando,  combinada com a palavra phone.
E tem por objetivo exatamente isso, pescar as pessoas  pelo telefone, e-mail, e outros meios. Acontece assim: O pescador, ou como são conhecidos  aqueles que aplicam esse golpe, os phishers, utilizam como anzol sites falsos, criados por  eles, muito similares com os de empresas famosas e confiáveis. Pelo e-mail da vítima eles lançam  a isca.
Se passando pela empresa, eles enviam uma mensagem com uma grande promoção ou pedido de  atualização de dados. A vítima, é então atraída, e morde a isca ao efetuar o login e senha sem  questionar. Daí é só puxar o anzol, e nele estão todos os dados fornecidos pela vítima.
Com os dados fornecidos, golpistas efetuam transações bancárias, fazem compras  onlines, invadem contas de redes sociais e tantas outras coisas. Este é um golpe muito comum na internet e muito mais antigo do que se imagina. Há dados de  que o primeiro registro oficial do golpe foi feito em 1996, contra a empresa AOL (American Online),  principal provedor de acesso à internet da época.
Os então phishers da época se passavam por  funcionários da empresa e através de mensagens pediam que os clientes verificassem  sua conta e passassem informações. Em 2020, o Brasil se tornou o país com  maior número de acessos a links maliciosos. Segundo pesquisa realizada pela Avast,  em 2021 houve um crescimento de 41% nos golpes de phishing identificados em  seus usuários, com um levantamento de que pelo menos 55% dos seus clientes no Brasil  sofreram algum tipo de tentativa do golpe.
Nos últimos meses o maior veículo de aplicação tem  sido as redes sociais. Tornando comum a invasão de contas de Instagram e Facebook, permitindo que  golpistas enganem também os amigos e familiares da vítima com vendas falsas de produtos. Após clicar em um link recebido muitas vezes por Whatsapp ou e-mail, imediatamente  o perfil é invadido.
Logo em seguida, fotos e vídeos de produtos começam a ser anunciados  para venda. Então, amigos da vítima veem o anúncio e acreditando estarem tratando negócio  com um conhecido, fazem transações bancárias para efetuar a compra do produto falso. Este golpe vem acontecendo tanto que virou Lei no Brasil, e agora redes sociais são  obrigadas a indenizar clientes cujo perfil foi invadido e não obtiveram nenhuma assistência.
No WhatsApp acontece algo bem parecido, é enviado uma mensagem de verificação ou benefício.  Para adquiri-lo o cliente precisa fornecer um número de celular onde receberá um código de  acesso por SMS para acessar a promoção. Porém, está aí o golpe, o código solicitado dá acesso  ao aplicativo e todos seus contatos.
Assim, os golpistas mandam mensagens a esses contatos  em nome da vítima pedindo ajuda financeira, acreditando falar com o conhecido, parentes  e amigos fazem transações financeiras. Até mesmo sites governamentais têm virado alvo de  golpistas. Ao fazer pesquisa a procura de sites para a criação de CNPJ, de serviços da CAIXA  e do cadastramento do Auxílio Emergencial, pessoas acabam clicando em sites falsos  muito parecidos com os originais.
Ao final do serviço é emitido um boleto, que é pago,  mas estranhamente nunca debitado. É aí que o internauta percebe que sofreu um golpe. É preciso muita atenção ao receber um e-mail de uma empresa, por mais que seja  de confiança.
As vezes os golpistas usam domínios semelhantes ou até conseguem  acesso a um email oficial da empresa. Se a notícia parecer boa demais, ou você  simplesmente não costuma receber esse tipo de e-mail da empresa, suspeite. Além disso,  confira sempre a ortografia, muitos desses e-mails vêm com erros absurdos de português.
Nessas situações todo cuidado é pouco. E aparentemente os solteiros  precisam se cuidar em dobro! O documentário O Golpista do Tinder vem fazendo  grande sucesso na Netflix e chocou o mundo com a astúcia do israelense Shimon Hayut, mais  conhecido como Simon Leviv que enganou inúmeras mulheres no aplicativo de relacionamentos e  embolsou com o golpe mais de dez milhões de dólares, algo em torno de 52 milhões de reais.
O golpista fingia ser um herdeiro russo e tratava suas vítimas com muita atenção  e luxo. Até o dia que dizia que estava sendo ameaçado e pedia emprestado valores  exorbitantes, para sumir logo em seguida. Simon foi preso após uma reportagem  de uma namorada entregá-lo, mas hoje ele está solto e fazendo sucesso  depois do lançamento do documentário.
Golpes como esse estão se tornando cada vez  mais comuns, especialmente durante a pandemia. Durante o período de quarentena, o uso de  aplicativos de relacionamento no Brasil aumentou 400% segundo o instituto americano  Pew Research. Onde, considerando os dados da empresa de cibersegurança Kaspersky, 46% dos  usuários já foram abordados por cibercriminosos.
E são inúmeras as formas de abordagem. A mais comum de todas é o Catfish, onde o golpista cria um perfil falso, utilizando foto  de outra pessoa e conquista a vítima. Esse tipo de golpe representa cerca de 52% dos casos de golpes  por aplicativos de relacionamento como o Tinder.
Nos últimos meses o caso do jogador de  vôlei italiano Roberto Cazzaniga ficou bastante conhecido. Roberto teve  um relacionamento de quinze anos a distância com uma mulher que se passava  pela modelo brasileira Alessandra Ambrósio. Valeria Satta criou o perfil falso com o  nome de Maya, e com a desculpa de precisar de ajuda financeira para arcar com seu tratamento  cardíaco, a golpista conseguiu arrancar do jogador durante os anos cerca de 700 mil Euros, algo  em torno de 4,3 milhões de Reais.
Não bastante, após a denúncia do italiano mais uma  vítima de Valéria foi descoberta. Cair em um golpe é uma coisa, agora  um relacionamento de 15 anos que ele nunca nem viu a pessoa em vídeo, aí esse  cara levou o negócio pra outro nível. Além do Catfish, o crime de sextorsão, como  é chamado, também vem crescendo nos sites de relacionamento.
Nesse golpe a vítima  é ameaçada com fotos e vídeos íntimos. Muitas vezes o estelionatário marca um encontro  por vídeo chamada, na hora do encontro alega problemas na câmera e pede para a vítima  fazer vídeos íntimos para ele, para logo em seguida ameaçá-la de expor as imagens,  exigindo quantidades infinitas de dinheiro. Apesar de cada vez mais comum, o Golpe do Amor  é pouco denunciado, pois grande parte de suas vítimas se sente envergonhada.
É um crime  que lida não apenas com o lado financeiro, mas também emocional delas. Então fique atento, se for muita areia pro seu caminhãozinho  e se você não tiver uma lancha, desconfie. Agora se você é que nem eu e acha que o  Pix facilitou a nossa vida, fique de olho, por que ele tá facilitando  a vida dos bandidos também.
Criado pelo Banco Central e lançado em novembro  de 2020, o PIX, facilitou muito a vida dos brasileiros, isso é verdade, mas também se tornou  um grande facilitador na vida dos golpistas. Com a capacidade de realizar  pagamentos e transferências bancárias, sem taxa e de forma imediata, o PIX está  servindo de moderador para muitos golpes. É através dele que pessoas estão  transferindo, de forma fácil, dinheiro a criminosos que invadem  contas de Instagram e/ou WhatsApp se passando por conhecidos da vítima.
A transferência sendo realizada pelo Pix, é instantânea, tornando quase  impossível receber o dinheiro de volta. Utilizando deste recurso, bandidos vem aplicando  o chamado Golpe do Pix, e expandindo ele em diferentes setores e formas. E são tantas  formas que fica até difícil nomear todas.
A mais complexa e que vem sendo a mais comum  entre o golpe é a chamada Captura de Sessão. Acontece quando a pessoa clica em um arquivo  de PDF ou e-mail enviado por hackers. Ao clicar no arquivo um vírus é instalado  no celular ou computador.
Quando a vítima abre o aplicativo do banco, o invasor é  notificado e ele faz a captura da sessão e a combinação de senhas para assim ter acesso  à conta bancária. Realizando, a partir dali, transferências até a conta ser zerada. A BBC News conversou com hackers que aplicavam esse golpe e descobriu um segundo  mercado paralelo onde programadores criam programas de roubo de dados e alugam sua licença,  permitindo assim, que qualquer um aplique o golpe.
Após feita a transferência, o bandido  transforma o valor em criptomoeda, para assim ocultar sua origem. Segundo a reportagem da BBC, uma aposentada teria perdido cerca de  R$60 mil reais depois que estelionatários teriam tido acesso a dados da conta e senha. Uma professora do Distrito Federal, teve retirado de sua conta, um valor de R$5 mil reais, após ter  sido realizado dezenove transações em sua conta, sem que ela percebesse.
Ela afirma que  o dinheiro era do seu Cheque Especial. O golpe do Bug do PIX iniciou com uma Fake News  divulgando que o sistema do Pix estava com uma falha. Conforme a notícia recebida por grupos  de WhatsApp e e-mail, ao realizar transações para determinadas chaves você receberia uma  premiação em dinheiro, ou o valor em dobro.
Mas, na verdade, essas chaves são dos  próprios golpistas e quem decide por testar o bug, acaba por enviar dinheiro  diretamente para a conta de bandidos. Essa notícia circulou por bastante tempo  e eram lançados até mesmo vídeos falsos para confirmar a funcionalidade do bug. A grande maioria transferia como uma forma de testar o tal bug.
Por mais que os valores  de testagem fossem pequenos, com a notícia circulando pelo Brasil inteiro, imagina a soma  de dinheiro que esses criminosos receberam. O banco digital Nubank, foi quem deu  o alerta sobre o falso bug. E ainda afirmou em entrevista ao UOL que sua  equipe de inteligência e fraudes teria realizado uma série de testes depois que  os falsos vídeos começaram a circular, e que não havia sido constatada falhas  em transações Pix feitas pelo aplicativo.
O PIx, vem até ressuscitando crimes que  haviam sido esquecidos pelos bandidos. O sequestro relâmpago, aquele em que a pessoa é  sequestrada e mantida refém, geralmente em seu próprio carro, até bandidos sacarem dinheiro  ou realizarem compras com cartões da vítima, voltou de forma mais rápida e eficiente. Para serem liberados, os reféns, agora, são obrigados a passarem altos valores pelo PIX.
É, ou não é, preocupante? Só no estado de São Paulo o crime cresceu 39%. Segundo reportagem da BBC News Brasil, criminosos que antes atuavam com crimes de  furto de condomínios e explosão de caixas eletrônicos estão migrando para o golpe do PIX.
Uma semana após a reportagem da BBC que teve como entrevistados hackers que aplicavam  o golpe e um delegado da Polícia Civil, o Banco Central se viu obrigado a limitar o valor de  transferências das oito da noite às seis da manhã. Estima-se que até setembro de 2021, 2,7 milhões  de tentativas de golpe pelo PIX foram bloqueadas pela Receita Federal, porém o total dos  prejuízos para a população são inimagináveis. Segundo dados do próprio Banco Central, até  final de janeiro de 2022 o PIX tinha cerca de 400 milhões de chaves cadastradas e 120 milhões  de usuários, chegando a um valor líquido total de quase R$ 640 milhões de reais em transações  feitas apenas no mês de janeiro deste ano.
Dentre esses valores, não se tem noção de quanto  foi o montante resultante de transações indevidas, porém, para se ter uma ideia, há um  enorme número de relatos de golpes em que a pessoa sofreu um prejuízo  de 15 a 60 mil reais a cada golpe. E muita gente não está vendo esse dinheiro de  volta, já que a transação por PIX é instantânea e ainda não se tem um consenso com quem fica a  responsabilidade de ressarcir os prejudicados. Com a pandemia, os golpes virtuais  aumentaram, assim como, novos golpes surgiram.
Golpes como o Agendamento da Vacina da Covid, ou  do Auxílio Emergencial foram comumente aplicados. Apenas nos dois primeiros meses da pandemia  foram identificados, segundo dados da PSafe, 7 milhões de tentativas de golpe  envolvendo o Auxílio Emergencial. A própria OMS precisou emitir um  alerta sobre criminosos utilizando a entidade para roubar informações e dinheiro.
A tecnologia é mesmo uma faca de dois gumes, o que por um lado ela melhora nossa vida,  também deixa cada vez mais complicado pra escapar dos bandidos, que agora não precisam nem  mais de uma faca ou arma na mão pra te roubar. O que você acha desses golpes, e me  conta, já foi vítima de algum deles? Responde aqui nos comentários que eu quero saber.
Se você quer descobrir como eu produzo esses vídeos aqui na internet e como eu fiz pra  transformar isso em um negócio, confere uma aula grátis minha no primeiro link da descrição. Agora, embora esses golpes usem tecnologias novas, a ideia por trás deles são antigas, por isso  é importante você assistir esse vídeo aqui na tela (APONTAR), onde eu te mostro os  maiores golpes aplicados aqui no Brasil. Aperta nele aqui na tela que eu  te vejo lá em alguns segundos.
Por esse vídeo é isso, um  grande abraço e até mais.
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