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Precisamos falar sobre capacitismo | Rosana Bastos | TEDxBeloHorizonte

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E aí [Música] E aí nem toda criança tem um super-herói preferido a minha sobrinha neta por exemplo adora mulher-maravilha a super heroína favorita dela é uma mulher forte Imbatível capaz de vencer todas as adversidades quem nunca conheceu uma criança que quer crescer para ser como o homem-aranha mulher-gato ou super-homem Pois é durante muitos anos eu fui chamada de heroína também como todos esses nomes se a Rosana criança soubesse disso tem certeza que acharia muito legal mas a realidade é um pouco diferente você já sentiram o peso EA responsabilidade de serem considerados exemplos de vida o
modelo de superação ou até motivos de inspiração para alguém não pois eu já senti e posso dizer que não é nada leve por volta de um ano de idade Olá meus pais conheceram o moço do realejo e pagar ou para o passarinho tirar o papel que traria prevista toda minha sorte para os mais jovens realejo é o carrinho que toca música que tem um passarinho que tira papéis da Sorte em uma caixinha saíram só coisas boas previstas daquele papelzinho eu seria uma pessoa muito inteligente bonita saudável enfia uma pessoa de muito sucesso havia números previstos
para a loteria bem eu nunca ganhei na loteria mas com alguma frequência me vejo pensando nos outros itens daquele papel eu tenho certeza que meus pais duvidaram se eu seria mesmo tudo aquilo que estava escrito ali quando poucos meses depois daquele encontro com o realejo eu me vi totalmente paralisada em uma cama com febre altíssima é morta durante mais de 40 dias até que o vírus da pólio fosse embora e deixar se o seu estrago já era Todas aquelas qualidades não poderiam coexistir com a deficiência e assim eu cresci sempre ouvindo que apesar da minha
doença eu teria que ser uma menina muito estudiosa muito inteligente e feliz ao 7 anos fui matriculada em um colégio de freiras caríssimo só para meninas meu pai se revirava como por dia para pagar as mensalidades sem saber que eu era extremamente infeliz daquele colégio porque as freiras tinham tanto medo de eu me machucar que me proibiu de ir para o recreio com as outras meninas iam ficava sozinha merendando dentro de sala de aula o resultado Eu quase não tinha amiguinhas mas felizmente meu médico na ocasião e ainda eficiente vítima de pólio aconselhou minha mãe
a me tirar daquele colégio e me matricular em uma escola pública regular onde eu ia para o recreio brincavam de pega-pega era empurrada cair e me levantava com vivia com a falta de acessibilidade e era muito feliz foi na adolescência que comecei a perceber e entender uma certa diferença no tratamento que eu recebia por parte das pessoas a maioria me tratava muito bem era sempre o a chuva de elogios desnecessários que o de testava porque sabia não merecemos ao mesmo tempo uma discriminação disfarçada aos poucos todas as minhas amigas foram arrumando os namorados e paqueras
e a história se repetirá com todas menos comigo foi assim que eu descobri eu era diferente das outras meninas por volta dos dezoito o anos eu já me reconheci uma pessoa com deficiência e não a pessoa doente como me fizeram acreditar mas apesar de já me reconhecer deficiente eu nunca havia sido tratada como tal pelo contrário nem meu maior ponto de apoio a minha família me via assim eu era tratada por todos como uma jovem que tinha uma doença incurável e eu não esculpo até mesmo porque naquela época havia muita falta de informação sobre o
tema ninguém sabia nada de nada veja o que estamos falando dos anos setenta e seis a 79 não sei falar em deficiência não se viam deficientes éramos todos doentes conviver e ver pessoas com deficiência foi fundamental para que eu me reconhecesse fui apresentado a um grupo de jovens deficientes que fazia tratamento no e para piar a todos paraplégicos e tetraplégicos por acidentes de carro armas de fogo e outros motivos que fundaram a Associação Mineira de paraplégicos ali eu percebi que eu não tinha culpa de nada e que a sociedade é que estava em dívida comigo
que meus direitos tinham que ser reconhecidos e respeitados assim como os direitos do meu vizinho sem deficiência ali eu vi conhecia aprende os conceitos de igualdade diferença e entende que eu era diferente na medida das minhas necessidades específicas as quais deveriam ser respeitadas e reconhecidas e não que eu deveria ter tratamento diferenciado ou ser uma pessoa com deficiência foi ali que eu entendi que aquela responsabilidade e o peso que estavam sobre os meus ombros de ter que Sul a minha deficiência vez Erlene não eram meus eu não queria ser exemplo de vida para ninguém e
viver a minha vida normalmente não era motivo para me chamarem de heroína bom o tempo passou e muita coisa mudou mudou por conta dessa militância na qual eu me iniciei e junto com pessoas importantíssimas para o processo desenvolvemos uma luta que teve batalhas ferrenhas a maioria das quais a gente ganhou luta essa que ainda Percy mas há uma batalha nessa guerra que nós ainda precisaremos Vencer é o preconceito da sociedade em relação às pessoas com deficiências Sem dúvida hoje esse preconceito se apresenta de uma forma mais velada e ganhou o nome bonito e moderno de
capacitismo trata-se de um preconceito estrutural que como é a mania corrói a sociedade e tenta nos diminuir tenta nos invisibilizar tenta nos transformar em objetos para remissão de suas culpas fraqueza sem medo na verdade fomos de certa forma enganado nos Venderam a ideia de que a deficiência é uma coisa ruim um castigo de Deus uma punição para sua família e não apenas uma adversidade em nossas vidas focaram em nos ensinar a lamentar as nossas deficiências mas não nos ensinaram que a adversidade não é um obstáculo para que continuemos a viver a nossa vida pensa o
que por sermos capazes de viver com as nossas deficiências somos seres excepcionais o E durante muito tempo nosso propagamos ainda mais essa falácia e fortalecemos esse conceito de inspiração veio porque a mídia contribuiu de forma especial para isso você já deve ter visto por aí dezenas de imagens e vídeos tais como um homem sem as pernas trabalhando de pedreiro carregando a lata de massa com a legenda Você ainda tem motivos para reclamar ou uma jovem senhora sem os braços cozinhando com os pés e trocando fralda de seu filho e a legenda a única deficiência não
tentar ou cadeirante no topo da montanha com os braços abertos a deficiência não é obstáculo para o sucesso eu chamo de falsa e inspiração Por que essas imagens o vírus objetificam um grupo de pessoas em favor de outro grupo e nesse caso as pessoas com deficiência o sendo transformadas em objetos em favor das pessoas sem deficiência essas imagens em inspiram e motivam você leva o você a pensar que por mais que a sua vida esteja ruim ainda poderia ser pior se você fosse um ou uma de nós pessoas com deficiência eu já perdi a conta
do número de pessoas que vieram me dizer que me admiram que admiram a minha coragem que eu sou uma inspiração para elas apenas pelo fato de eu viver com a minha deficiência ou seja Elas estavam me parabenizando pelo fato de eu acordar todos os dias eu estudar ou de ser uma dona de casa e trabalhar como qualquer outra pessoa e talvez você ainda não tenha entendido o problema em nos parabenizar por fazermos absolutamente o que todo mundo faz quando as nossas de fiz e são empregadas por uma ótica de lamentação ou idealização todas as nossas
potencialidades habilidades e conhecimentos são reduzidos a esse único espaço as pessoas com deficiência deixam de ser vistas como pessoas sensuais excelentes profissionais ou líderes em nossa sociedade ao sermos colocados em pedestais que devem inspirar e motivar todas essas outras características são negadas para nós mas todos esses Passos precisam ser reivindicados foi com a minha deficiência que eu me tornei atleta paralímpica integrando a primeira equipe Brasileira Feminina no basquete Sobre Rodas nas paralimpíadas de atlanta-96 e não foi apenas isso também conquistei um trabalho que me inspirava e encontrei o amor da minha vida ele também era
um atleta é o primeiro cadeirante a completar a volta da Pampulha vencendo muitos corredores sem deficiência nos casamos vivemos 20 anos juntos e tivemos dois filhos até que o infarto fulminante me lembrou aquela parte do discurso Até que a morte nos separe acredito que esse capacitismo praticado todos os dias é uma herança social e como tal muito difícil de ser extirpado porque a mesma sociedade que nos elogia aí nos a Cloud é a mesma que nos nego exercício da nossa cidadania dos nossos direitos básicos como educação inclusiva saúde lazer trabalho acessibilidade nos pega respeito nos
priva de estarmos presentes nos Espaços comuns é a mesma sociedade que se orgulha em fazer por nós se orgulha e nos doar migalhas de cidadania e para se auto exaltarem é preciso que entendam de uma vez por todas que já se foi o tempo que era uns apenas objetos de políticas assistencialistas para justificar a atuação das primeiras-damas Hoje queremos ocupar espaços de direito queremos exercer cargos de liderança nas empresas nos governos nos espaços de políticas Queremos ser protagonistas da nossa história defendemos e acreditamos no lema nada sobre nós sem nós a verdade é que quando
analisamos as bases da nossa sociedade todo discurso de inclusão pareces vai ficar nítido que ainda existem muitas batalhas a serem travadas não podemos sonhar com políticas públicas mais inclusivas se pessoas com deficiência não estiverem inseridas na formulação e implementação e dessas mesmas políticas segundo pesquisa realizada pela empresa Catho em parceria com a consultoria Santo caus menos de 10 porcento dos profissionais com deficiência ocupam cargos de liderança nessas empresas onde trabalham enquanto não estivermos das Mesas onde as decisões são tomadas as nossas necessidades e vozes continuarão sendo silenciados por mais de 20 anos ocupei cargos no
governo de Minas na Secretaria de Desenvolvimento Social secretaria de esportes Secretaria de Trabalho não foram poucas as vezes em que eu era a única pessoa com deficiência presente e a minha presença nesses locais deixou um legado importante que foi o entendimento de que as políticas públicas que ali foram implantadas foram muito mais eficientes e eram muito mais credibilidade porque havia alguém com deficiência à frente por exemplo hoje temos implantados na secretaria de esportes de Minas Gerais vários programas cujo o resultado foi a presença de vários atletas mineiros medalhistas das paralimpíadas de toca quando Assumimos esse
lugar de protagonismo ajudamos a quebrar os paradigmas de que as pessoas com deficiência não são capazes não estão Preparadas é que para além de objetos de inspiração para além de sermos exemplos de vida e superação queremos viver em uma sociedade transformada Eu Sei Que Eu Não verei mas meus netos Talvez possa ver os seus netos poderão ver queremos viver em uma sociedade diversa plural possível onde nós pessoas com deficiên que sejamos vistos não por nossas deficiências mas antes de tudo pelo nosso trabalho e Pelas nossas conquistas eu Rosana Bastos quero ser elogiada ao final dessa
fala pelo conteúdo da mesma pela minha apresentação e não por ser uma mulher com deficiência que teve coragem aí para chegar até aqui na próxima vez que me chamarem de heroína quero que seja porque conquistei meus objetivos ou para salvar alguém mas não por dirigir um carro atravessar a rua sozinha ou exercer a minha liberdade e agora eu pergunto a vocês Será que o passarinho do realejo acertou muito obrigada e E aí
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