Para dar início a esta cerimônia, faz uso da palavra o ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos. >> Boa tarde a todas. Boa tarde a todos.
Hoje é um dia muito importante porque o presidente Lula vai assinar o decreto que enfrenta o cambismo digital. E eu queria, antes de tudo, agradecer a quem nos ajudou a construir esse decreto, aqueles setores, aquelas pessoas que vieram aqui, trouxeram a demanda. Então, queria antes de tudo citar todos os fandons que estão aqui presentes, agradecer os fandons.
Vou citar aqui o fandom do BTS que tá aqui, do Black Pink, do Stre Kids, Jonas Brothers, Demi Lovato, Shaw Mendes, Ariana Grande, Kate Perry, Dua Lipa, Olívia Rodrigo, Luiz Tonlison, o fandão do Justin Bieber, Horry Styles, Taylor Swift e da Lady Gaga. Espero não ter esquecido nenhum. Eh, qual tem algum do Quintens que eu esqueci?
representando e agradecer também eh ao 342 Artes, a Paula Lavine que tá aqui produtora, a Érica Hilton, deputada que também trouxe esse debate para nós na Secretaria Nacional de Juventude, logicamente ao secretário Morixita, a SECOM, que acompanhou todo esse processo. É, é importante que a imprensa que tá nos acompanhando saiba qual é o significado desses decretos que o presidente Lula vai assinar hoje. O cambismo digital é um fenômeno que foi crescendo ao longo dos últimos anos.
E quando uma jovem, um jovem eh ou qualquer pessoa queira ir no show da banda que é fã, que às vezes espera anos para essa banda vir pro Brasil e ver o show. Na hora que vai lá comprar o ingresso não consegue, porque antes da pessoa comprar o ingresso entrou robôs, botes, não é, de que já compraram 5, 10. 000 ingressos antes e quem quer ir no show, no show fica 100.
E aí para poder ir pro show tem que comprar de sites intermediários, a exemplo do Via Gogô e outros, a um preço muito mais alto. Esse é um problema que os fandons trouxeram para nós. E por isso hoje o decreto que o presidente Lula vai assinar coloca a obrigação da identificação dos vendedores para esses sites de revenda.
Portanto, enfrentando e coibindo o uso de robôs de A para poder comprar ingressos e tirar dos fãs esses ingressos. Esse decreto vai além, coloca também a necessidade de transparência para esses sites. Hoje, alguém que digita lá, presidente, show da Taylor Swift num site, o primeiro que vai aparecer no Google não necessariamente é a venda oficial de ingresso.
Então, todos os sites de revenda que não são oficiais vai ter que est identificado nitidamente, que é um site de revenda. Essa transparência também vai se estender paraas taxas acessórias. Então, quando alguém hoje vai comprar o ingresso, aparece lá taxa de não sei o quê, taxa de não sei o quê, quando vê o preço real acaba saindo muito mais, essas taxas vão ter que estar devidamente especificadas e justificadas.
e também a garantia do direito à meia entrada, que com taxas maiores acaba sendo inviabilizado, a meia entrada acaba virando a inteira e isso com esse decreto será coibido. Presidente Lula ainda vai assinar hoje um segundo decreto, esse do cambismo digital é o primeiro, mas um segundo decreto que coloca a obrigatoriedade em todos os eventos com mais de 1000 pessoas da distribuição de água potável para todos os participantes. Além de poder permitir a obrigatoriedade que os organizadores do show permitam que a pessoa entre com a sua própria água, que hoje muitas vezes é impedido.
Ou seja, são demandas que nós ouvimos dessas desses consumidores, não é não, Morixita, não é? muitos jovens que vieram trazer para nós. E a demonstração que o presidente Lula dá hoje assinando esses decretos é como age um governo popular.
Um governo popular escuta as demandas e transforma ela em realidade. E essa realidade hoje vai se tornar uma norma em vigor em todo o Brasil pelo decreto do presidente Lula. Presidente Lula, além de ser o presidente do povo, da cultura, é o presidente dos jovens e a partir de hoje também vir o presidente dos fandons de todo o Brasil.
Parabéns, presidente. Neste instante pronuncia-se o secretário nacional do consumidor do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Morxita, que fará apresentação sobre cambismo digital e distribuição de água. >> Boa tarde a todos, a todas.
Presidente Lula, primeira dama Janger Lula da Silva, ministra Miram, ministra Margarete, ministro Sidônio, ministro Bolos, deputada Érica Hilton, nosso secretário executivo aqui, Ademar, colega Sheila, todos presentes aqui. Presidente, o ministro Bolos fez um bom resumo do que é o decreto. Para não ficar muito repetitivo, eu vou destacar a parte prática dele, mas a primeira coisa que acho relevante dizer é que o senhor está criando um mini código de defesa do consumidor para shows e eventos e visa basicamente fazer o que é correto, não abusar do consumidor, não abusar daquele que é o fã, que é a origem e a fonte de todos os shows que são realizados e muitas vezes os últimos a serem protegidos.
É um resgate muito relevante em 35 anos de história da nossa defesa do consumidor, do código de defesa do consumidor. Como o ministro Bolos, já vou pedir desculpas, presidente, pelo tamanho da letra, que eu sei que ficou pequeno, mas a ideia geral é combater. A primeira ideia é simples, é combater os abusos das compras digitais.
O computador compra mais rápido do que o consumidor na fila. Então, a gente precisa endereçar isso. A segunda medida, ela tá relacionada à transparência e a cobrança que muitas vezes é abusiva das chamadas taxas.
você cobra o ingresso do consumidor e inventa um monte de taxa e precisa ter razoabilidade em relação a isso. E a terceira é uma lei que foi aprovada pelo Congresso, foi alterada e hoje precisa de um fortalecimento que é a garantia do acesso à meia entrada. Nós estivemos observando esses últimos anos, foram trazidos denúncias de inúmeras formas de burlar, de afastar esse essa que é uma política pública para garantir o acesso desses consumidores.
Então, esse decreto é um miniódigo de eventos e shows com três eixos: cambismo digital, transparência e informação e a meia entrada que precisa ser garantida como a política pública do nosso país. Para dar alguns exemplos concretos, presidente, não quero demorar muito, mas dizer pro senhor como é que a gente vai combater o cambismo digital. A primeira coisa, aquele que vende, que é aquele comercializador primário, ele tem que tomar cuidado.
Ele tem que evitar que esses robôs, que esses programas tirem a oportunidade dos consumidores, porque o preço na hora que você ele compra em massa, ele vai revender e o acesso vai ser mais caro. Então, ele precisa combater. Ele próprio, plataforma que tá vendendo, que tá promovendo, ele precisa tomar cuidado.
Se ele não tomar, ele vai responder por abusividade. Eu acho que esse é um mecanismo relevante. A outra coisa, ele tá vendendo, ele precisa individualizar, ele precisa saber para quem que ele tá vendendo, pra gente ter rastreabilidade, para que aquele ingresso ele valha, a pessoa chega, paga e não vai dizer para ele que é falsificado, que tá em duplicidade.
É proteger esse patrimônio, esse dinheiro que o consumidor colocou para comprar esse ingresso. Senhora, imagina, às vezes as pessoas passam anos planejando a ir nesse show, junta o dinheirinho, chega lá, compra o ingresso e ele é falsificado. Não pode, não é possível que isso possa acontecer.
Então esse combate ela é relevante. A outra coisa, quando a gente olha para aquele que tá revendendo, que a gente chama do intermediador secundário, é aquele que compra de quem não vai no show, esse também precisa ter responsabilidade. Mas o que é importante?
Duas coisas. Ele precisa dizer que ele não é o oficial, a bilheteria oficial, que às vezes o consumidor se confunde. Ele precisa dizer: "Olha, gente, eu tô sou revendedor e ele precisa fazer um alerta".
Quando ele revende, às vezes o preço dele é mais alto. Ele precisa dizer pro consumidor: "Meu preço é mais alto". Precisa ver se o oficial não tá vendendo mais barato.
Ele precisa fazer o alerta. E a minha entrada, uma das questões importantes é considerar abusivo toda forma de burla. Vou dar um exemplo pro senhor.
Às vezes o estudante compra minha entrada e ele tem que pagar a taxa de entrega. A taxa de entrega é os outros 50% que ele teve na lei. Isso é burla, é prática abusiva e precisa e vai ser combatida pelo Código de Defesa do Consumidor.
Esses são alguns exemplos, presidente, de como é que a gente tá caminhando. Transparência é outro dado importante. A gente paga pelo ingresso, precisa saber exatamente o que tá pagando.
As taxas é outra coisa. Ele pode cobrar a taxa, mas ele tem que mostrar que houve um serviço efetivo. Ele não pode simular um serviço.
Ele não pode simplesmente pendurar na conta do consumidor um serviço que ele não realizou e ele quer cobrar. A transparência ajuda para que o consumidor saiba o que ele está cobrando e mais ainda, que a gente possa detectar o abuso e aplicar as sanções. Todos sabemos que as sanções do código de Defesa do Consumidor são multas que vão até R$ 14 milhões deais.
Depois tem a questão da aerência. Ele comprou, não vai no show, ele quer transferir, garantir absoluta segurança para ele. Não pode ser cobrado por isso, é gratuito.
É dele o ingresso. Tem que garantir que ele tá transferindo por outra pessoa num sistema rápido, fácil, direto, para que ele também possa, caso ele tenha um problema, ele possa ter protegido aquele dinheiro que ele colocou ali. E depois as abusividades das taxas.
Se tiver abusividade, desproporcionalidade, duplicada, simulação, a gente vai combater. Por último, eh, acho que era importante falar do decreto da distribuição de água. Presidente, morreu uma pessoa porque ela ficou sem o acesso à água, o que é um absurdo.
Por isso, o senhor está colocando agora de uma maneira mais muito mais clara, muito mais forte e permanente no decreto que todas as pessoas têm direito a entrar com a sua garrafinha de água. e que ela possa beber água. E para eventos, como o ministro Bolos colocou, acima de 1000 pessoas, que ele deixa entrar com a garrafinha de água e aí duas possibilidades.
Coloca bebedor para as pessoas beberem água ou distribua água. E se o preço for abusivo, a gente vai atrás, porque ele tá indo para se divertir e ele tem esse direito de poder desfrutar desse momento que é tão importante para ele. São duas medidas que ajudam a transformar essa relação e colocam a pessoa no centro de todas essas atividades que a gente tá vendo.
É uma medida de civilidade, presidente. Obrigado. >> Uma pergunta uma pergunta sobre eh permitir que as pessoas vent com a garrafa d'água, né?
Que o cara que tá na portaria lá pode que é a casa, querer saber se é a água mesmo que tá lá dentro. A casa tá na casa. Eu vou lhe contar uma pequena história triste, mas é verdade.
Eu estava em Portugal, >> eu estava, sabe, tava no voo particular, não tava em voo de carreira. E eu fui, passei na sala VIP, tava com a garrafa d'água. A menina do balcão disse que eu não podia entrar.
Eu falava: "Minha filha, ela era brasileira, inclusive, eu tô com a garrafa d'água. É minha. O avião não é o avião de passageiro que vai tá cheio de gente, tá?
Um avião particular. Eu posso levar minha água? Não pode.
Você acredita que chamou o gerente do aeroporto para discutir se eu podia entrar com a minha garrafa d'água? Aí eu falava: "Mãe, querida, você acha que eu vou me matar? Sabe?
A água é minha. Eu tô falando isso que é engraçado, mas é porque o que não falta é gente para criar casa. Chega uma menina, um menino lá com a sua garrafinha d'água e os caras podem criar carro.
Então é preciso que a gente tem alguma vírgula em algum lugar, sabe? Que a água seja livre mesmo, sabe? Seja livre.
>> Presidente, o senhor tem toda a razão. Existe essa possibilidade e tem tá claro, tem que deixar entrar com a garrafa. Agora, se a garrafa de vidro que pode ter um problema de segurança ou não, tem algumas exceções que tem que ser regular, mas isso tem que avisar os consumidores.
Eles sabem que se faltar informação e causar um prejuízo, também é uma violação de direitos, mas o combinado não sai caro, mas tem que informar e tem que ser transparente, >> porque o cara que quer vender água também pode criar casa. >> É isso. >> Por isso que o o decreto do senhor tá muito claro.
Tem que deixar entrar. As regras de segurança t informadas e tem que ser transparente para todos. >> Pronuncia-se agora a representante da classe artística, Paula Lavini.
>> Olá, boa tarde a todos. Eh, obrigada pelo convite. Eh, quero agradecer, né, nosso presidente querido, nossa primeira dama querida, cantora Janja.
Eh, nosso ministro Sidônio Bolos, meu amigo de muito tempo, né? é um ministro Wellington que recebeu a gente muito bem, o o a nossa ministra Miriam, eh, e nosso secretário, eh, o Ricardo Moreixita, que também tivemos uma audiência com ele e entendeu a nossa situação. Eh, desculpa ai, nossa ministra, mais do que querida super cantora e ministra Margarete Menezes.
Desculpa, não tô acostumada com esses nomes todos. Vamos lá. Eu sou produtora de show e de show de música brasileira e eu sempre digo o seguinte: quando tudo vai bem no show.
Quando vai mal a culpa é nossa. Então, todos esses problemas que a gente eh falou aqui, tudo isso chega até a gente e o nome que tá grande no jornal sempre é do artista. Então, no caso, né, do artista que eu empresario, Caetano Veloso, então se morreu uma fã por falta de água, morreu a fã no show do Caetano Veloso.
Então, tudo isso que tá acontecendo aqui, toda todo esse decreto é muito importante pra gente. Há muito tempo a gente vem pedindo isso. A gente chegou a fazer um projeto de lei para o Congresso, mas nesse congresso parece que não anda nada mesmo, que é de bom paraa classe artística.
Nossa ministra já foi lá várias vezes também tentando ajudar. E ainda bem que o presidente, né, e os nossos ministros resolveram nos ajudar. Então, na verdade, é uma fala de agradecimento e dizer que pra gente é um pesadelo ter sites como Viagog.
Vou explicar porquê. Porque o viagô ele tem, ele compra no Google toda a publicidade. Então qualquer nome, mesmo artista pequeno que você tecle ali, ele vai te oferecer primeiro.
Chegou a oferecer o show da Madonna sem ter ingresso para vender na praia de Copacabana. Um show de graça. Chegou a esse ponto.
E assim eles fazem. E o que que acontece? O Vagog entrega ou não entrega?
Ou entrega ingresso falso, ou você compra inteiro e chega na porta, tá com meia. Então a gente começa a ter tumulto na porta dos shows, né? Porque o consumidor vai lá, compra e quando chega na porta do show descobre que que foi enganado.
Eh, então pra gente é muito importante o que tá acontecendo aqui hoje. Então era isso que eu queria falar. Só queria agradecer muito a vocês todos, que isso era uma coisa que a gente queria há muito tempo.
Muito obrigada em nome de todos os artistas que eu represento. Faz uso da palavra a representante do movimento das donas de casa, Luciana Ateniense. >> Excelentíssimo senhor presidente Lula da Silva, senhora J demais ministros aqui presentes.
Nada como a gente começar uma semana sabendo que a diversão neste governo tem responsabilidade e está realmente, como o Dr Ricardo Murixita falou, parece que é um subcódico do Cód defesa consumidor. Isso é muito importante. O movimento das zonas de casa, nós temos 43 anos, sempre buscando defender a parte mais fraca.
E aqui eu também gostaria de agradecer não só ao senhor, ao ministro da justiça e a você, Ricardo Murichita, por esse excelente trabalho em que faz a defesa do vulnerável que é o consumidor. Não adianta a gente ficar lisongeado sabendo que nós somos o o primeiro país da América Latina, eh, que ter uma demanda em relação a aos eventos. Nós temos um elevado número de eventos.
Que bom, mas tem que dar responsabilidade, sobretudo proteção àquele que é mais fraco, que é o nosso consumidor. Este decreto em relação ao evento realmente busca ajudar e ter acesso a todos vocês, fãs e nós consumidores, que queremos apenas usufruir uma bela diversão, uma merecida diversão, que infelizmente o computador deixa a gente longe deste acesso. Este decreto para nós consumidores, ele foi muito importante também para o direito a arrependimento, ao direito ao cancelamento.
Se um artista cancela, não se pode. Nós consumidores temos direito ao dinheiro de volta. Nós temos direito também a transferir aquele meu ingresso para quem eu quiser.
E quando nós verificamos esse decreto da água neste país em que nós vivemos tão quente, é o mínimo que a gente pode querer é a segurança, é é a saúde, é proteger a saúde, seja com garrafinhas ou aqueles que patrocinam este evento, que forneçam água ou bebedores de fácil acesso ao consumidor. Então nós no movimento das donas de casa e consumidores de Minas Gerais gostaríamos de agradecer ao senhor, ao senhor por nos propiciar diversão amparada com aquela lei que sempre acreditamos, porque nós vulneráveis precisamos ser respeitados com lei séria. Este decreto, estes dois decretos, veio realmente amparar a parte mais fraca, que somos todos nós consumidores.
Obrigada. Neste momento, ouve-se a representante da Army Help the Planet, Mariana Faciroli. >> Boa tarde a todos.
Excelentíssimo senhor presidente, excelentíssimos ministros, todas as autoridades, senhoras e senhores. Eh, um enorme prazer estar presente aqui hoje enquanto uma cidadã, enquanto um membro da sociedade civil, enquanto um membro de um Fendom, como todos os outros meus colegas que estão aqui presentes e que trabalharam arduamente para fazer a nossa voz. ser ouvida.
Agradeço imensamente a iniciativa da Secretaria Nacional de Juventude, da senora Vitória Genuína e da sua equipe, que abriu esse importante espaço de diálogo com dezenas de fendons eh de e suas fanbases, eh, dos mais diversos gêneros musicais e de todas as partes do Brasil. Foram meses de empenho para ouvir as nossas dores, as escutar as nossas denúncias e demandas, eh, de uma luta que nós temos por anos. Eh, só quem enfrenta as frustrações eh na tentativa de conseguir o ingresso do seu artista favorito, que muitas vezes é uma oportunidade única depois de tanto tempo de espera e ficar sem conseguir e ver ingressos jorrando na mão de cambistas, eh, consegue sentir o grande sentimento de injustiça que isso é, sem falar das taxas exorbitantes e da falta de segurança na aquisição desses ingressos.
Por isso é extremamente gratificante estar aqui hoje eh paraa assinatura de decretos que certamente são um marco, eh um importante passo contra o cambismo digital e suas práticas abusivas, um avanço em termos de maior transparência das plataformas e bilheterias digitais no momento da compra de ingressos, bem como para assegurar o direito à meia entrada que vem sido burlada e além de questões de garantia pesquisas básicas de saúde, que é o direito a acesso à água potável em eventos. É uma conquista para todos os fendons, eh, e também um avanço na proteção do direito do consumidor e para o acesso à cultura. Nós esperamos que esse trabalho e esse espaço de diálogo continue, buscando agora a efetividade e o aprimoramento dessas medidas que foram estabelecidas, eh garantindo assim eh os direitos e uma experiência melhor para todos que consomem cultura aqui no Brasil.
Muito obrigada. Pronuncia-se a ministra de Estado da Cultura, Margarete Menezes. Boa tarde agora.
>> Boa tarde a todos e a todas. Boa tarde, presidente Lula. Boa tarde, querida Janja.
Ministro Bolos. o senhor Ricardo Eda, representando o Ministério da Justiça, a ministra Mira Belquior, o ministro Sidônio, a querida Paula Lavin, a todos os fãons aqui presentes, né? A todos que parabenizar a todos por essa articulação, não é?
Porque não é fácil a vida de fã. Eu digo isso por artista que sou e sei como é que esses fãs fazem para chegar perto da gente. É uma relação, presidente, que se estabelece de um apaixonamento que é inexplicável.
Ninguém explica esse sentimento que os fãs têm por nós. Tem fãs que viajam, saem de seus estados para ir no show, seja onde for, tanto de pequeno como grande artista, não importa aquela aquele amor, aquela coisa que se estabelece, né? Aquela magia, aquele encanto, né?
Então eu tô muito feliz assim, viu, por essa sensibilidade, né, do presidente Lula está tendo nesse momento e pela construção, uma construção necessária, porque o a proteção a ao consumidor brasileiro é cada vez mais em positiva nesse nosso mercado, né, do show business, é um mercado gigante que vai desde grandes produções a pequenas produções, é teatro, é cinema, enfim, né? A cultura brasileira tem essa diversidade e ela acontece com muita, muita força em todos os lugares. Em todos os lugares tem consumidores e tem os fãs que se mobilizam para ter acesso à aquele momento especial de estar do lado dos seus artistas.
Nos ajudam a trazer memórias nossas também. Tem gente que faz coleção de tudo até do dia que o que o artista nasceu, se preciso da foto do nascimento. É um eu não sei onde que esse pessoal esse amor tão grande assim.
Então, presidente, os fãs são a essência do que para o que fazemos, para o que trabalhamos, né? Eles não são apenas espectadores, são a força que dar a arte ao artista para eternizar e elevar as obras no imaginário coletivo. Nesse momento, eu sinto-me especialmente honrada por estar à frente à pasta da cultura, estar também de alguma maneira também testemunhando e colaborando para esse acontecimento, parabenizando a todos os ministérios envolvidos e a toda todas as as pessoas que se mobilizaram para isso.
Eu acho que isso é uma, quando a gente chega a decreto dessa magnitude, né, que muitas vezes não se dá a importância, na verdade, que ele tem, que vai incidir na vida de milhares, não, de milhões de pessoas. Milhões de pessoas, que é esse é o grande, é a grande realidade. O impacto das realizações de cultura e arte do nosso país são na vida de milhões de pessoas.
Então isso vai repercutir em todas essa essa dimensão. A gente tem uma resposta de pesquisa eh do impacto da lei ruanê impacta na no cidadão brasileiro de uma maneira direta e indireta. Do ano de 2024 milhões de pessoas foram impactadas por ações de cultura patrocinadas pela leian.
É desse tamanho que a gente vê aí mais ou menos, né, pra gente ter uma dimensão do que é isso. E os fãs são isso, esses essas pessoas que fortalecem o artista, mas que para muito mais eles mostram aí essa essa presença, né, essa força, essa vibração, essa energia que nos nos alimenta. A plateia ilumina o nosso ser.
Às vezes a gente chega no palco adoentado e sai de lá curado. É dessa vibração que vem aí. Levanta a gente, tira a gente de situações assim muito tristes muitas vezes só o fato de você encontrar um fã, receber um abraço.
Então eu tenho certeza, presidente, que o senhor a partir de agora vai ser o presidente de todos os fãs clubes do Brasil por essa essa ação que o senhor tá fazendo. Com certeza é uma devolutiva, né? E nós do Ministério da Cultura estamos atentos e queremos ver as outras pautas que ainda são críticas pra gente estudar, estruturar, melhorar.
O Ministério da Cultura está também de portas abertas pra gente poder melhorar mais ainda, democratizar mais ainda nesse país chamado Brasil, que é um país de todos os brasileiros e brasileiras. E assim também nos orienta o presidente Lula, trabalhar para que a gente tenha aí cada vez mais força, ânimo, fortalecer a cultura brasileira e principalmente cuidar das pessoas, né? Isso aqui é um cuidado com as pessoas, fornecer a água, né?
Vigiar, fiscalizar para que ninguém seja mais explorado, né? E tem acesso àquilo que quer fazer, aquilo que curtir o show, curtir o som de uma maneira justa, de uma maneira bacana, de uma maneira saudável. Então é isso aí, gente, viu?
Um abraço, força, tá? E muito obrigada por vocês fazerem isso. Muito obrigada mesmo.
É muito importante para nós artistas, assim como falou aqui a Paula, falo isso como ministra, mas como artista principalmente, porque eh eu sei muito bem como é essa realidade. Então é isso. Obrigado e parabéns, presidente Lula, por esse por essa ação.
Neste momento, o presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, assina os seguintes atos. Decreto que regulamenta o Código de Defesa do Consumidor em relação às medidas de proteção do Consumidor na comercialização de ingressos para eventos no território nacional. O decreto tem por objetivo principal assegurar os direitos dos consumidores na aquisição de ingressos para eventos, bem como coibir práticas abusivas e enganosas, especialmente o uso de tecnologias para aquisição massiva e a revenda especulativa de ingressos.
e decreto que estabelece medidas destinadas a garantir o acesso à água potável e a proteção da saúde dos consumidores em eventos abertos ao público. O decreto determina que os organizadores de grandes eventos com previsão de participação superior a 1000 pessoas deverão disponibilizar bebedouros ou distribuir embalagens com água potável sem custos adicionais ao consumidor. Uma coisa fazer um decreto para garantir água.
Mas precisa, né? inacreditável. Ficar aqui.
Eu ia fazer uma pergunta pra Janja. Qual foi o maior sacrifício que você fez para ver um show, um conjunto? >> Você sabe que eu sou muito fã de um grupo que chama Cor do Som.
Eu sou velhinha, fiz 60 anos e eu fazia muito sacrifício para ver o show deles. Não é só a gente quando é adolescente, né, meninas, a gente faz sacrifício, fica grudada na grade lá no primeiro no primeiro espaço. Por isso que essa questão da água é importante.
Às vezes as pessoas entram nos lugares e não saem dali para não perder o lugar. Então não sai para comprar água, não sai para ir no banheiro. Então isso é importante, a questão da água.
Já fiz muito sacrifício para ver meus meninos da cor do som, né? Hoje eu tô mais tranquila, mas já peguei avião, já peguei ônibus, já peguei, já peguei, fui de tudo que é jeito para para assistir show. Acho muito legal isso, movimentar a cultura é muito importante.
E os e o artista, a gente tá ali, a gente acha que a gente é a coisa mais importante pro artista, né, Margarete? E a gente se acha a coisa mais importante. A gente realmente é, cada um de nós é a coisa mais importante pro artista.
E o Brasil tem sido um lugar onde os artistas internacionais têm feito grandes e grandes shows. Qual é o próximo que vem pro Brasil, presidente? >> Não, eu vou perguntar, Margarete, qual foi o teu maior sacrifício para ver o show?
>> Para ver o show? >> Presidente, olha, eu já fiz sacrifício para ver o show da Tina Tan, né? Quando ela veio ao Rio de Janeiro.
>> Foi sim. Porque ela se apresentou aquele grande show, né, que até hoje repercute aí aquele show que ela fez no Rio de Janeiro, no Maracanã. Pois eu fiz economia, fiz a mesma coisa que eles fazem, fiz economia, peguei, vim de ônibus, consegui ficar e aqui no Rio de Janeiro, na casa de de amigos e fui lá ver o Nós chegamos cedo e tudo isso, ó.
Tá vendo? Eu é o eu fanto para poder pegar um lugar legal, né? Ficar ali horas antes, né?
E é uma coisa que deixa a gente fora do chão assim, sabe? Agora também fãs meus, né? A coisa é tão incrível porque até dormir na casa de minha mãe eles já dormiram.
Tipo isso. Você não tem ideia o que que fã faz. Ô Sidone, você qual foi o sacrifício maior que você já fez na vida?
>> Ah, Sidone não tem que ver sacrifício. >> Foi para ver, foi para ver o Bahia jogar. Mir, qual foi o grande sacrifício que você fez?
>> Olha, presidente, eu fui depois de muito tempo que o Chico Boarque não fazia show no Brasil. Aí eu fui, né, eu tava longe de onde ia ser os shows, mas eu me movimentei para ir, fiz um sacrifício desgraçado para comprar o ingresso, mas consegui e tava lá para para assistir. Acho que vai sobrar para você agora, Bolos.
>> É isso, presidente. >> Bolos também vai falar. sacrifício dele.
>> Além dos jogos do Corinthians, lógico, presidente, assim, eu já corri atrás para assistir show do Caetano, do Chico, eh mais um que foi assim um negócio, foi disputa para entrar, né? Eu tive até que comprar de cambista. Se já existisse o seu decreto do cambismo digital, estaria melhor.
Mas foi o show do Catinguelê com salgadinho, pagode anos 90, que a minha juventude foi essa, foi ouvindo pagode anos 90. >> Deixa só falar um negócio, amor. Eh, a gente não falou aqui, mas eu acho importante, presidente, que não é só para grandes eventos.
A bilheteria digital hoje tá disseminada. Então, por exemplo, eu sou de uma cidade Curitiba que tem um bom teatro, que é o teatro Guaíra. E muitas vezes um espetáculo, uma peça de teatro vai lá um único dia.
Então você tem um uma disputa, né, para você comprar o ingresso e normalmente acabam a maioria dos ingressos na mão dos cambistas. Então isso é muito importante, principalmente para esse centro onde esses, né, esses espetáculos acabam sendo de uma única apresentação. Acho fundamental.
Desculpa. >> Muito bem. Vamos, não vamos.
Eu vou, eu, eu ia no circo na Vila Carioca, não tinha mundo digital naquele tempo. Mas, ó, deixa eu te falar uma coisa, ô Ricardo. Eh, eh, isso aqui, esse esses dois decretos vale para todos os shows, seja teatro, seja Não vale pro futebol, porque o futebol tem uma lei específica.
Agora eu acho que isso devia valer para as empresas de aviação. Tinha pensado nisso de passar a passagem. >> É porque veja, você compra uma passagem, se você não quiser viajar e quiser vender, não pode >> transferir para uma passagem.
>> Você não pode transferir, você não pode dar passagem pra tua mãe. Essa é uma coisa que você deveria pensar, viu? >> Tá?
Ô, gente, é o seguinte, olhe aqui, vocês sabem, já vou fazer a propaganda porque a Janja já quer ir. Aqui em outubro vai ter um grande show do do >> B de Tis Grupo de Coreia, que é o grupo da Coreia que ela quer ir ver. Eu vou confessar para vocês uma coisa.
O que nós fizemos aqui hoje foi um ato de democracia. Eu queria que vocês compreendessem a importância da democracia. O que que é essa tão falada, propalada e criticada democracia?
É a garantia que as pessoas têm, das mais comuns, as mais importantes, de fazer com que os seus direitos sejam levado em contas pelo estado ou pelo governo a cidade, o estado ou Brasil. Veja, se não fosse vocês, se não fosse vocês, a gente não estaria fazendo esse decreto. Ou seja, em algum momento vocês resolveram gritar.
Em algum momento vocês resolveram chamar a atenção de alguém de que não era justo vocês fazer o sacrifício, porque vale pra mãe, vale pro pai e vale pros jovens que vem pro show e mesmo os mais velhos. Ou seja, você sai de casa, você não tem limite de sacrifício, você não tem hora para as vezes fica ora. Eu quando passo no lugar que vai ter um show e vejo aquela meninada desde manhã, o show vai ser 10 horas da noite, a menina da tarde deitada num colchão na beira do lambrado, eu fico imaginando que sacrifício.
Eu não consigo entender como vocês também não entendem, sabe? a gente sair, sabe, 3 horas antes para ir ver 11 homens, correr atrás de 11 homens no jogo de futebol, sabe? Mas a gente é porque a gente gosta.
Eu sei o sacrifício que vocês fazem para sair de uma cidade, de um estado, às vezes de ônibus, nem sempre pode ir de avião, às vezes é de ônibus, sabe? às vezes andar um dia, um dia e meio de ouro para chegar no lugar, ficar mais dois dias te esperando, sabe? Então o sacrifício é muito grande e se vocês não gritassem, a gente não estaria desse decreto.
Por isso que é importante a coisa chamada democracia. Por isso que é importante, porque você sempre vai encontrar em algum lugar um governante que tem sensibilidade para isso. Tem sensibilidade para garantir a vocês tranquilidade.
Os pais de vocês, quando vocês saem de casa, ficam mais tranquilos, sabendo que vocês estão tranquilos. Porque deve ser muito triste para uma mãe ou para um pai saber que o filho foi num show qualquer, no evento qualquer e a imprensa anuncia: "Faltou água". Pessoas desmaiaram porque não tinha água.
Pessoas, sabe? É uma coisa muito, muito pobre do ponto de vista do exercício, sabe, de quem faz o show. Então eu queria dar os parabéns para vocês que eu chamaria fãs, agora já chamado de fã dons.
E eu quando eu era pequeno, quando eu tinha 14 anos, 15 anos, eu falo sempre pra Janjã, eu era fã clube de um trio de música caipira chamado Zelão, Pininha e Verinha. Eu morava na vila carioca, ali perto do museu de Ipiranga e era uma coisa tão pobre que o circo às vezes estava todo furado, todo furado. Às vezes tinha 50 pessoas, 20 pessoas, 30 pessoas.
E eu tava lá, eu tinha uma camisa vermelha de golinha aqui em cima. Eu achava que as artistas cantavam para mim e eu toda vez que o zelão a pinha no cí o Linha tava lá. E o mais, o mais engraçado é que não tinha publicidade.
O mais engraçado é que no intervalo entrava um cara com rolo de papel higiênico, tico tico, e falava assim: "Papel higiênico tico tico, por onde passa a brilha". Era quem patrocinava o show dos artistas que eu era fã. Hoje não.
Hoje, hoje vocês vão, não acredito que vocêou isso >> hoje. Hoje vocês vão no show, você nem chega perto do artista, né? Às vezes vocês vão no show, se sacrificam e ver o telão, porque não tem como chegar perto, não é isso?
Então, esse decreto é apenas o começo de uma coisa que a gente pode conquistar com o fortalecimento da democracia. É importante vocês saberem que a democracia é o que possibilita vocês gritarem, lutarem, dizer: "Nós existimos, nós não somos invisíveis, nós somos jovens brasileiros e brasileiras que queremos ser tratado com decência para que a gente fecha o show que a gente quer fazer. Portanto, parabéns, parabéns.
Parabéns a todos vocês e que Deus continue criando uma juventude do tipo e da qualidade de vocês. Reclamar sempre, desistir jamais, senão a gente não conerta o país. Um beijo no coração de vocês.
Quem brigou pelo decreto? Quem brigou pelo decreto e quiser vir aqui atrás, a gente faz uma foto com vocês, colocando a mão no decreto, tanto o decreto do do ingresso quanto o decreto da água. Pode vir aqui atrás, >> pode vir o pessoal do fandon aí.
>> Fandon.