Gringos nunca entenderão. [música] Guaraná Antártica. Sente de torcer é coisa nossa. Pode p. [música] [música] [música] >> E aí, rapaziada, sejam bem-vindo a mais um PDP. E, ô, Igão, na moral, hoje é um pode par, >> é um dia inacreditável, >> histórico para o nosso país, >> de inédito no mundo. >> Nunca foi feito isso aqui, >> nunca foi visto isso antes. >> Como é que você tá, meu guerreiro? >> Tô ótimo. E você? >> Tô bem, graças a Deus. Bonito, hein, mano? >> Você também tá, cara. Esse jaco aí é muito bonito, né? Esse
aqui também. >> Coleção nova. Coleção nova. Esse aí é Coleção nova também. >> Muito legal. Essa aqui é de goleiro, né? >> Exatamente. Os goleiro vão estar com essa. >> Gosto muito. Deixa o like, se inscreve aí, cara, que esse episódio tá sensacional. >> Antes de apresentar os nossos convidados, nossos heróis, >> mano, >> eu preciso falar do nosso patrocinador master de hoje, Mítico Jovem. Estou Muito feliz de falar de Guaraná Antártica. Porque o lance é o seguinte, tá chegando a hora do Brasil entrar em campo mítico e todo mundo virar aquele torcedor raiz, até
mesmo você que não gosta de futebol, tá bom? E agora na Antártica lançou latas especiais, colecionáveis, inspiradas no manto, nos mantos históricos que a gente ganhou os títulos, né, os cinco títulos que a gente tem nesse peito aqui. >> Por exemplo, essa aqui é de 58, ó. Azulzinha linda. Porque a gente ganhou esse título vestindo azul >> em 58. >> Exatamente. Mítico jovem. Então latinha de 58, 62, 70, 94 e 2002. E tá faltando qual lata? A doe exa. Você não acha? >> Agora >> já são 24 anos. Mítico jovem de jejum, de seca. E
quanto maior a seca, maior a sede de exa. Então aproveita e começa a matar a sede colecionando as latinhas Especiais de Guaraná Antártica Zero, tá bom? E o lance é o seguinte, que recode na tela para você comprar a sua, porque se deitor ser o quê, mtico? É coisa nossa, meu parceiro. Segue agora nas redes sociais dele que eles são maluquinhos também, que eles que organizaram toda essa parada aqui para acontecer. Tá bom, >> obrigado, viu? Obrigado. Guarana Antártica Snack. É, nós estamos junto demais. E o lance é o seguinte, Mítico Jovem, >> falaão. >>
Já que eu disse que tem uma lata que representa cada título da nossa seleção brasileira, >> hã, >> temos aqui um atleta que representa cada título da seleção brasileira também. Recebam com muito carinho, façam muito barulho. Façam barulho de verdade. Derrubem esse estúdio. Pep Málvio, Rivelino, Tafarel e Cafuz. Comentários De hoje. >> Isso aqui é [aplausos] histórico, ó. Que arrepeado, [ __ ] >> Eita, >> que isso? >> Tem que respeitear, viu? >> Só para começar, se hoje somos o país do futebol, >> é por causa >> graças a vocês. Tá bom. Muito obrigado. Palmas
de novo aí. Respeita. [ __ ] que pariu, [aplausos] Que legal, hein? Encontro de gerações. Como que tá sendo o dia de hoje? Uma pergunta para todos, porque imagino que deve ter sido emocionante o encontro. Vocês já estão aqui nos nossos estúdios há um tempo já. Como é que tá sendo isso? >> Ah. Ah, eu vou começar falando, por favor. >> Vou começar. >> É o nosso capítulo. >> Ô, você vem perguntar para mim como é Como [limpando a garganta] é que tá o começando o dia, como é que foi o dia de hoje. >>
Tá sentindo honrado, Cafou? >> Malo, primeiro honrado por est aqui com o guaraná, né? O guaraná mata nessa sede, né? Sem sombra de dúvida. Olha só, oportunidade de estar aqui com vocês, né? Por que que por que que eu gosto de pedir a palavra primeiro? Porque quando vocês falam, outro dia eu fui pedir, nas últimas vezes que eu encontrei essas Ferinhas, eu falei: "Poxa, obrigado", né? Fi pô, mas obrigado por que cafou? "Você é o capitão". Falei: "Deixa eu te explicar para você porque eu fui capitão". Porque nós nós demos sequência a uma história que
começou lá no Mengalv em 58, que veio no Pep em 62, que veio no Rivelino em 70, que passou pelo Tafarel em 94, que chegou até nós em 2002. Nós só damos, só estamos dando sequência a uma história que vocês começaram. Eu faço reverência a vocês Porque vocês são os nossos ídolos, os nossos heróis. A mesma emoção que vocês sentiram, que vocês ficam arrepiados. Cara, eu perto dessas feras aqui, eu fico da mesma da mesma forma, porque eu só dei sequência naquilo que eles começaram, cara. começaram num futebol difícil, um futebol suado, que tinha poucas
expressões e esses caras realmente trouxeram uma glória, trouxeram alegria pro futebol brasileiro e nós demos sequência com essa alegria Sendo penta campeão do mundo. A gente espera que agora esse exa possa chegar para que eles possam dar continuidade de onde nós paramos. Então é uma honra, é um prazer enorme primeiro estar aqui com vocês e outro fazer parte desse desse elenco com essas aqui. Esse esquadrão é brincadeira brincar de jogar bola, né? Concordo com o Cafu, porque às vezes a gente não se encontra muito que nem o Cafu vem com o trombo, né? Menga, o
Pep, mas que nem o Tafarel primeira vez que Eu encontro Tafarel. >> Primeira vez. >> Primeira vez é um prazer enorme, né? >> Porque são são pessoas que fazem parte da história do futebol, marcaram futebol brasileiro e vão ficar marcados pro resto da vida. Apesar que, infelizmente, o Brasil tinha memória curta, esquece muito fácil às vezes da das coisas >> ou só contempla depois da vida, né? Ou então contempla que nem nós tivemos nosso, desculpa falar do nosso rei Eterno que chama Pelé. >> Pelo amor de Deus, aqui você pode falar dele a hora que
você fala, ninguém fala qu do Pelé. Vamos falar do Pelé, sabe quando? Quando ele, ah, hoje faz tantos anos que ele morreu, hoje e o maior jogador não vai ter o jogador igual o Pelé, infelizmente aqui. Mas é um prazer enorme tá aqui. Agradeço também Guaraná Antárt porque era pela oportunidade. >> Como é que tá, Mengá? Tá bem, meu irmão? >> Graças a Deus tô bem. >> E você, Pepe, >> também. Infelizmente bem. >> Ai, que fofinho, mano. >> Continuo. [risadas] Continuo, continuo trabalhando lá, lá no Santos Futebol Clube. >> É, você continua por lá,
>> então, >> cuidando das coisas. >> É verdade. >> Pergunta pro Pep quantos anos ele tem. >> O Pep tá com quantos anos? >> Eu >> é >> não, não, não. >> Melhor não falar, né? [risadas] >> Esse é negócio de falar idade. Não, >> não, não vai, não vai entregar o ouro, né? com saudade, com saúde. >> Muita saúde. Ô Pep, uma curiosidade assim, vou começar contigo. O Pelé era fominha. >> Fominha? >> É porque mais de 1000 gols. Aí eu fui ver, tá? E o tal do Pep só no Santos 405. Eu falei:
"Meu Deus do céu, um com 1000, o outro com 400". >> É >> como é que ele te ele te tocava a bola? Ali >> o maior artilheiro era 405 gols. Agora o rei era eterno o rei. >> Mas o Pelé ele ele era fominho ou ele te passava a bola? Não, não. Ele fazia os gols, mas ele também deixava a gente na Cara do gol. Fantástico. Jogo, jogador completo. >> Não vai existir outro igual, né? >> Não vai. Mas se ele fez 1000, ele fez 400. Imagina esse time, pai. né? E eu quero falar
com vocês que jogaram, pô, que trouxeram o primeiro e o segundo título, Mengalv e Pep tavam tavam nessas seleções. E eu queria saber que tem uma coisa que a galera fala muito que, pô, antigamente o futebol era mais fácil, que antigamente vocês jogavam com Pessoas ruins. E eu discordo plenamente disso. >> É verdade. O que que vocês podem dizer disso, vocês que estavam lá, jogaram esse futebol e podem provar que não foi tão fácil assim? >> Ah, essa geração de 58, 62 foi maravilhosa, 70 e tinha jogadores realmente que desequilibravam. O time era bom, todo
mundo jogava bem, mas tinha dois ou três que Desequilibravam. No caso do Carin Verlin. >> Esses cara aí, >> o do Ronaldo Gaúcho, perdão, Ronal, Ronaldinho, fenômeno. >> Sim, sim. >> Jogadores extraordinários. Então o Brasil era uma potência no no futebol. >> E pouco se fala do Garrincha também, né? Porque todo mundo que eu vejo citar o Garrinché falam: "Depois do Pelé é o Garrincha". E o que que vocês podem Falar do Garrincha pra gente até relembrar essa memória dele? Porque eu acho que ele foi um cara crucial pra nossa história, sabe? Nossa senhora. Olha
o tanto 58 como 62 o os treinadores na dificuldade de bola pro Mané. [risadas] >> E era isso que gritava. Ficou difícil Fiola como Emorest. Tá, tá difícil. Bola pro Mané. E o Mané linha de F gol do Pelé. do do >> Então ele resolvia a parada da o Leão da Copa >> em cima disso do Pep tá falando do Garrincha. >> Para mim o Garrincha ganhou duas Copas do Mundo, 58 62 então que ele fez até de cabeça gol de pé esquerdo. >> Então é tem que se falar do Garrincha mais falar. É que
eu falei, eu falei, né? Eu falei só lembrei o Palma do Garrinho e n outros jogadores, né? Maravilhosos. Infelizmente a a nossa memória, o Brasil é um esquece muito Fácil das coisas. Por isso que eu quero construir essa história desde o começo, assim, porque, por exemplo, a a Copa do Mundo de 58, a gente vem do Maracaná, que a gente perde pro Uruguai e foi muito crucificado, principalmente o goleiro daquela seleção, >> Barbosa, >> o Barbosa foi muito crucificado. Eu vi uma entrevista dele antes dele, acho que ele já faleceu, né, antes dele falecer, que
ele carregava essa culpa por muito Tempo. >> Mas qual era a pressão da Copa do Mundo de 58 pro Brasil? Porque hoje a gente sabe que somos o país do futebol, a camisa mais pesada com cinco títulos, mas qual era a pressão de jogar aquela Copa onde a gente não tinha nenhum título? >> É, era difícil. O Brasil já sendo considerado um um futebol dos melhores do mundo. Então tavam todo tava o pessoal tava todo mundo de olho no Brasil. Agora aí a seleção de 58 tinha alguns jogadores realmente geniais que desequilibravam, >> mas tinha
muita pressão em cima de vocês para vocês ganharem, tipo, tinha que ganhar era algo parecido com hoje ou não era uma outra coisa? Não havia uma pressão muito grande. O povo inteiro sabia que o Brasil tinha jogadores que que desequilibravam alguns jogadores geniais e confiavam na seleção, mas ficavam preocupados. No no no no campeonato passado não deu certo também 50 também aquela infelicidade no >> Sim no Maracanã e aconteceu que >> por tipo Tafarel acho que como que você ia ver isso porque vocês vão para 94 com aquele jejum mas a seleção já era tri.
Como que você imagina que deve ter sido pro Pep em 58? Cara, >> bom prazer estar aqui com vocês. Muito, muito, muito legal. Baitadia, baita dia, baita espaços tem aqui. Olha só quem tá Aqui dentro que sente essa essa áurea legal aqui. >> Que da hora. >> Mas assim, ó, conversando aqui com eles, tu vê que o futebol não muda mesmo, né, cara? Porque as dificuldades que que a gente teve em 94, eles tiveram lá na trás também. E sabe, é sempre a dificuldade, não é porque tu veste a camisa da seleção. Bom, acabaram os
problemas, parece que os problemas vêm ali com a responsabilidade, com tudo Mais, mas por isso eu acho que o Brasil ainda é o é o país do futebol. É justamente por isso, porque aqui o o jogador realmente ele tem tem que ter uma casca para vestir essa camisa seleção porque ele sabe que vai ter a pressão, que vai ter a dificuldade, mas teve cinco momentos importantíssimos, né, sabe? Então essa essa representação aqui não é e não pode ser esquecida, né, cara? Não pode ser esquecida. O nosso futebol ele tem que ser assim, sempre Lembrado, sempre
lembrado. A os jogadores que vestiram essa camisa, seleção, nós aqui apenas alguns representantes, mas tantos outros que vestiram essa camisa da seleção brasileira. Cara, é o futebol é brasileiro, ele ele tem que tem que ser valorizado muito. Ô, Pep, eh, qual eram as seleções em 58 que estavam mais fortes? Quem tava cogitando ser campeão naquela época? O Brasil era uma surpresa, era uma zebra? como que tava Esse momento? >> É, o Brasil era era eh era considerado um um futebol bom, mas uma surpresa assim na na Copa >> ninguém esperava que ia ganhar, né? >>
É, foi esperando. >> Qual que era a seleção que tava mais forte naquele momento? >> Argentina sempre respeitada e temida. Inglaterra também um futebol diferenciado naquela época, Muita marcação. E >> eram esses, Argentina e Inglaterra. >> É. Exatamente. Então é, a Suécia, por ser o o time de 58, o dono da da Copa Casa também tinha que ser respeitada. Mas quando o Brasil e ficou em 58 com a Suécia, todo mundo respirou. Vai dar, >> vai dar, >> vai dar. Entendi. >> Para vocês dois que são os os primeiros, Né, que ganharam o primeiro e
o segundo título ali, como era tá longe de casa, em outro país, jogando um campeonato desse tamanho, sem essa era digital, sem poder falar com a família, como que era saudade, como que era >> essa vivência de est em outro lugar? Eu eu acredito que a gente sempre teve essa experiência, né, de jogar num time no que que era sempre convidado, né? >> Uhum. >> Então, por isso que a gente eh desempenhava, procurava desempenhar da melhor forma possível. Mas como que era falada com a família enquanto vocês estavam jogando uma Copa do Mundo ou não
rolava essa comunicação? Como que era para vocês? Porque hoje a galera fala de saudade, de tá longe, cultura, mas vocês fizeram, viajaram esse mundo todo numa época que não tinha essa essa >> tecnologia, >> essa tecnologia toda. >> Dava mais saudade da família ou era algo que vocês nem pensavam? >> Não, saudade a gente sempre tinha, né? Então a gente fazia de tudo para ultrapassar essa dificuldade que existia, né? Realmente era grande, mas a gente tinha aquela, sei lá, já vem de de berço >> já, né? >> É de berço. Ninguém ensinou. >> Hoje vai
pra Copa, leva toda a família já, né? [risadas] >> A família se escalou já, cara. >> Já, já tá convocada. dos netos a todo mundo, >> até os amiguinhos dos netos. Dos netos aos amiguinhos tá todo mundo convocado já agora, cara. >> É porque o Mega tava falando do Santos. O Santos viajava de manhã, à tarde e à noite. Jogava fora, vivia mais fora do que dentro. >> A galera ligava muito pro Santos aí, para fazer. >> Então é, pô, eles ficavam muito mais fora. Me lembro na na época >> eles eram os pop star
do Brasil naquela época. >> Meu Deus, eu eu tive a infelicidade de jogar a linha, era do Val, Mengalva, Coutinho, Pelé e Pepe. >> Nossa. >> Aí depois vem os outros. Aí aí começa a ver os outros. Aí vem Edu, depois vem Vem vem o Toninho Guerreiro, vem, enfim, o Santos era fantástico. É um time que era que, pô, acho que e o Santos era mais conhecido que o Brasil. Tanto é que, pô, lá vem que que é Bernal Santos. Santos era fantástico. Por isso que o Mengal falou que já tá meio acostumado nesse aspecto.
Tem razão. Excursão janeiro e fevereiro pra América e maio e junho pra Europa. Todo >> você gostava, Pep? >> Todo ano >> tirava uma ondinha? >> Gostava, gostava. >> Ia pra praia, [risadas] >> galanzão do jeito que era. Não ia gostar. >> E você vê em cima de tá falando e 70 também. 70, pô. Não falava com ninguém. A gente não falava, não tinha nada, >> não tinha telefone, >> não tinha um telefone. Vem quando a gente falava, eu [risadas] eu falava Porque nós ficamosem em Guadalajara, >> nós fomos felizes porque ficamos até a semifinal
em Guadalajara. Só saímos de de Guadalajara para jogar a final na cidade do México. O chefe da delegação, gerou no braço para ver no presidente quer falar com você depois do jogo. Pô, parabéns. Ele só dando parabéns pelo jogo. Tomara Deus. Outro. Então eu falei com eu falei com o presidente até a semifinal. presidente do país. >> País chamava ele, ele que falava, Chamava, chamava jogador e eu, eu, eu falei com ele até a semifinal. >> Imagina, você tá jogando f, você tá jogando a Copa do Mundo no México, você termina o jogo, cara, não
liga aí pro Rivelino, eu quero parabenizar o jogo de hoje. >> Não, não só eu, mas eu acho n outros jogadores, né, que eles falavam, era muito legal. >> Então, os dois bonitão aqui era pop star astro Só falava, fala de futebol Santos. Não, primeiro falava é Santos. Além do que, pô, além o Santos parou guerra com o Pelé. Pararam guerra, pô. >> O que que vocês sentem que naquela época o Santos tinha de diferente para ter tantos talentos como vocês dois? >> Eu enganava. Eu [risadas] >> Enganava bem, Mengal. >> Enganava bem. >> Então
falar para você, você fez, você fez escola, viu, Mengal? Porque o que Tem de gente enganando hoje [risadas] >> enganava nada, Mengal. Mos também do do treinador, o treinador era muito questionado o Lula, que de vez em quando ele falava algumas abobrinhas, mas era tinha uma visão muito boa. Então ele trouxe Mengalv, Coutinho, Pelé, assim podia podia ter passado para em outros clubes, depois veio o Clodoaldo etc e tal, né? Então, mas parecia que os cara bom mesmo daquela época só tava no Santos, pô. Não é que nasciam lá Embaixo, então a maioria nascia, veio,
veio lá porque o Santos sempre foi o celeiro de craque, >> sempre criou grande que nem o Pelé, o cara foi buscar o Zito, até era o Zito, o Zito viu, foi lá e e e e e trouxe o o Pelé, não é isso? Zit >> dizer, então, então lá tem o o Edu Jaú, viu? J pro Santos Clodoaldo é das Lagoas, >> tinha Santos tinha bons olheiros. É impressionante o Santos foi, teve essa Qualidade de grandes jogadores. >> Então na nessa época falar que o Santos Futebol Clube era o futebol não é exagero, >>
não. Pelo contrário, tem que falar mais ainda. >> Gosto disso, Viror. Gosto disso. >> A gente precisa valorizar a história, né? >> Porque porque você vê o Santos, né? Você vê o futebol, enfim, era competitivo. Aí chegava, terminava o Santos, que fazia e Não queria saber se tomava dois, três, ele fazia cinco, seis. Isso que era era a verdade. Eu tô se eu tiver mentir fazia chegar quanto foi cinco cinco a três pro Santos. >> Hoje a galera tem medo de jogar, né? Nós complementando o nós tivemos um jogo com o Palmeiras de 7 a
se >> ganhamos de 7 a se do Palmeiras no Pacaembu. >> Jogaço. >> 7 a se >> era pegado o jogo naquela época tinha porrada para caramba. >> Deixavam jogar, mas na hora na hora certa, na hora de difícil eles chegavam juntos. Esse 7 a se foi um jogo histórico, porque lá 2 a 2 com 20 minutos de jogo. O Palmeiras fez o aliás o Soso fez 5 a do >> fom pro Visto. Estamos pagando o bicho. Pagando não, [risadas] >> já tava recebendo, >> fazendo a coisa do bicho. 5 a do Palmeiras fez duas
alterações, virou para seis a cinco. [risadas] >> Aí o teu amigão aqui fez mais dois. >> Ah, >> deu de sete a seis. Sete a seis. Dizem as mais línguas, as boas línguas que teriam morrido três, três pessoas nesse jogo, duas no estádio e uma vez na televisão. [risadas] Foi do coração. >> Não, isso é muito bom, cara. Muito bom. Acho que poder estar nessa mesa hoje Ouvindo vocês e essas histórias para mim é só contemplar, porque eu sou muito fã, né? Então, Mengalvio, você que tá ali na foi para jogar Copa de 62 e
tinha um tal de Didi. Que que a gente pode falar do Didi, cara? Esse cara jogava uma bola ou enganava igual você? >> Não, quem não jogava a bola era eu. >> Para duito. [risadas] Esse é humilde, hein? O mega >> você tava lá por sorte, era isso. >> É, dia era demais, rapaz. Impression >> porque assim, >> aliás, o Brasil sempre teve grandes jogadores, não só um, vários, né? Vários jogadores bons. >> Então é isso que fica uma pergunta legal, porque hoje, não só hoje, mas conforme o futebol foi se modernizando, sempre foi falando,
tipo, precisa dessa estrela, desse cara, dessa pessoa. E o futebol, na minha opinião, sempre foi Muito mais coletivo. Você acha o contrário ou você ainda opta pelo coletivo? Porque vocês são craques fora de série. Mas o Pep tava falando aqui, pô, na seleção de 58 tinha tantos inúmeros craques, na de 62 também. Você acha que o futebol ainda é mais coletivo? Eu acho que a importância é o coletivo, mas dentro do coletivo você tem o individual que faz a diferença. Você tá entendendo que nem então então is e 58 62 praticamente era a mesma Seleção,
mudou um outro jogador, mas você tinha o jogadores, o coletivo era forte, mas você tinha um Garrija que pega a bola, de repente você sabia o que você pega o Pelé pega a bola, de repente o Vavá, de repente pode dizer, o Didi, de repente dava aquelas outras, mas você tinha essa qualidade dentro do coletivo, porque o coletivo tem que ser forte. Tanto é tem o o o gol em 70, último gol contra o Brasil, contra a Itália, se vocês se lembram, Oito jogadores do Brasil tocaram na bola que terminou com o gol do Carlinhos,
do Carlos Alberto, golaço >> e foi um gol, acho que Deus falou: "Vocês, vocês merecem >> esse último gol pelo que vocês fizeram dentro de uma Copa, porque foi um gol fantástico, maravilhamente quase todo o time participou". E essa seleção tinha cinco, camisa 10, >> quatro. >> Quatro. É, o Tustão era oito no Cruzeiro, porque o quem era o 10 era o de celular, mas devia ser 10 o Tustão >> tinha qualidade para ser. >> Não, deveria ser 10 é o o Tão, mas tinha. Mas o que eu quero dizer é isso. Era forte, mas
individualmente você tinha o que fazer a diferença. Tá ruim o jogo. O Pelé nem falar, nem vou falar o Pelé, botar o Pelé fora porque é difícil falar. Aí de repente o Jaizinho que tava no momento, de repente pá, 1 a 0, 1 a 0 já muda o jogo. >> Mas como vocês conseguiram ali se entrosar tendo tantos c? Mas foi o foi o trabalho desde 68, >> porque assim, hoje em dia a gente vê times, sei lá, os galáticos, times com muitas estrelas, normalmente não dão certo. >> É porque tem botar, mas tem terá
um pouco a vaidade, né? O importante é dentro do campo. Amanhã eu não preciso almoçar com você ou sair com você para bater papo, para tomar uma cervejinha no Cara. Mas no campo eu vou fazer tudo, pô, pra gente ganhar, pra gente ser parceiro. >> Não importa se eu sou o 10, você >> não importa isso. Isso aí tem que tirar. Se você tem qualidade, é bom você manter que nem mesmo que você falou praticamente quase 5, 10 e hoje nós não temos um, né, por aquilo que pareça, mas nós tínhamos nós tínhamos 5, 10
lá e e jogavam que nem você vê a eu tinha uma qualidade de bater falta, foi aquela Contra a falta contra Checoslováquia, um o ponto bom para mim bater o Pelé da bola. Eu falei: "Pô, porque se ele chegar para mim e fazer riva, vou bater eu". Falei: "Rei, bate você". Lógico, vou falar o quê? Não vou brigar com o Pelé. Bate, >> mas o Pel era esse cara aqui, >> não era fantástico. Ele chegou por falou: "Riva, tranquila, você é sua obrigado, rei." Porque ele sabia que que eu o meu momento para aquela bola
era Teoricamente era o meu momento. >> E você já chamava ele de rei ainda enquanto ele jogava? >> Rei, sempre rei, pô. Lógico. E ele nunca pedia bola para mim. [limpando a garganta] Ele não era aquele que falava Riva, olha para mim que você falou fominha, né? Que pô, dá a bola para mim. Eu [limpando a garganta] dava a bola se eu achar que ia dar bola em condição. Claro que ele tinha uma jogada que ele me açava, eu sabia, mas não é, Não tinha obrigação de dar bola para ele. Até deveria ter obrigação da
bola toda hora para ele, mas não, não era isso. >> Mas era fantástico esse esse homem aí. Não, eu eu nunca vi esse homem reclamar de nada na minha vida. >> Esse homem foi fantástico. Eu eu falo muito dele porque >> tem que falar mais. >> Acho que eu acho que deveria todos os programas esportivo, todo falar um Minuto do Pelé, um só. Um >> todo dia. >> Todo dia falar >> começar o programa já falou, >> mostrar. fez 1 e poucos gols. Hã, >> é isso aí. >> Certo. >> Minuto Pelé. >> Minuto Pelé.
Um minuto Pelé. Bem, bem lembrado. Um minuto Pelé. Que custa um minuto. Você tem um programa, você fica 2 horas. Um minutinho. >> Boa ideia. Boa ideia. >> Só, só, só pegando, pegando o gancho no que o Riva falou de 70, o que ele a referência que ele a referência que ele faz ao Pelé, que que é justa quando se fala de dentro de campo, o respeito que tinha dentro de campo entre os jogadores. >> Tempo muito >> o respeito. O Pelé já sabia falta. Rivá, esse aqui é um ângulo melhor. É um ângulo melhor
para você. >> Vai tranquilo. >> Não é porque ele era o Pelé que eu tinha que bater todas as faltas, todos os escanteios, todos os laterais. Falou: "Não, não, não. Eu sei da minha função, sei o quanto eu sou importante, mas eu sei o quanto vocês são importantes também para mim. >> Isso faz toda a diferença. >> Isso faz completamente a diferença. Um respeitar o espaço do outro dentro de campo, porque o campo é uma divisão de Espaço >> e sem vaidade, cara. Não vai lá pênalti. Deixa que eu bata o escanteio. Bate você ou
falta. Isso talvez esteja faltando um pouco hoje exatamente no futebol, essa essa humildade reconhecer o momento daquela pessoa ou o momento que é o momento dele e de cada um. Isso não vai fazer dele maior ou menor e que é a tua contribuição pro time, né? Eu vou, eu tenho que dar isso aqui. Exato. A minha >> 94 lá, nós tinha Bebeto e Romário lá na Frente, pô. Nós sabíamos que >> e o Rai era o 10 e teve que teve colocouzinho é vamos correr pros caras, vamos deixar eles lá. Então, mas imagina se o
Raí faz um ambiente conturbado porque saiu, tem que saber que o o Zinho tava melhor, entende? Mas isso era o quê? Era coletivo, era o técnico que fazia o time ser >> treinador treinador. O treinador, o treinador posto firme de de assumir a responsabilidade de fazer a mudança e Segurar a Bruno e fala: "Olha, eu tô fazendo a mudança porque eu fazendo essa mudança e eu vou trazer benefício pro time. Eu sei que o time pode melhorar". Ele não vai fazer a mudança pelo simples fato de mudar e falar: "Eu não fui com a sua
cara, eu vou te mudar". Não, não existe. >> Tá, mas [limpando a garganta] hoje em dia >> não existe, >> rapazes. Hoje em dia, quando a gente vê Que tem uma estrela no time, e não tô nem falando de seleção, meio que a estrela manda no time e o cara contrata, contrata cara para jogar junto com ele, eu quero técnico, tal. Meio que se perdeu isso. Antigamente o Pelé não mandava no time, né? Quem mandava era o treinador, pelo que eu tô vendo que vocês estavam falando. O o Pep pode falar, jogou com ele, não
sei como ele. Mengal do Santos ele era era mais um até uma mais, né? >> Ele queria ser mais um, ele fazia questão ser mais um, não era porque era o Pelé, ele queria fazer esse era. Eu acho que é importante >> para agora você ter uma comissão para para contratar esse ou aquele se contrata errado ou cer, isso é diferente. Mas ah, vai, contrata o meu amiguinho para jogar. Isso aí não existe. Para mim não existe. Por isso que o futebol às vezes você você fala futebol tá com uma dificuldade de de Criação. Quem
tá o último craque que nós criamos diferenciado foi Neymar há 16 anos. >> Não tem mais outro diferenciado. >> Santos. O Santos foi um sempre foi um celeiro e criador que nós falamos quanto tempo não cria. O último foi Neymar com a 16 anos atrás, tanto Corinthians como São Paulo. Se >> que você acredita que não surge mais Neymares, tipo, você acha que é um problema através de informação? >> Eu acho o que eu acho, as pessoas nada contra as pessoas que cuida a base. Eu acho que você não pode pegar para moleque de 12
anos, falar para ele que ele tem marcar, ter jogar, tem que ser alegre. Nosso, o nosso DNA foi sempre foi criativo. Amanhã eu deixo ele jogar porque hoje o moleque hoje o o cara que cuida da base vai com o livrinho tático embaixo do braço. O moleque debrou, perdeu a bola, falou: "Você não pode dibrar o moleque de 12, 13, toca para Trás, toca do lado, toca para esa um pouquinho, deixa ele se divertir. Vai, você foi." >> Esse moleque vai de braço, >> nunca. >> Nunca ele não vai de brá, pô. O homem deu
um berro nele. Vai, você tem que tocar para trás, toca do lado. O treinador que praticamente o o treinador que faz o moleque jogar. >> Vocês eram incentivados a driblar? Você jogava? >> Não, ninguém me ninguém ninguém reclamava quando eu dibrava. Pelo contrário. Amanhã eu tinha uma característica de vez em quando eu tentava o meu dibre, eu ia para cima dibrar, fazer a minha jogada e às vezes eu perdia. Não era toda hora que eu que eu dibrava e e fazia e e dava certo, mas nunca teve o treinador horrível. Você não pode dibrar. >>
Você tinha confiança para driblar. Mas lógico, e amanhã então fala: "Então você Vai jogar e eu sou fora". [risadas] Ué, então vai, vai, você vai jogar, você vai. Porque eu eu não aceito o treinador aqui de fora. Eu sou um bem, eu sou um cara que eu penso um pouco o jogo. Então se eu acho que tem meter uma bola, eu meto. Se não é que tu vou ser mais se eu acho que tem tocar curto, eu seguro. Eu vou vou dibrar eu. Ele vai lá fora. Não, você não pode agora. Não toca para trás,
não toca. Ah, pô. Então joga você aqui. Nem jogar você. Vou sair e vou ficar aí Fora falando. Eu que penso, pô. E aí, Caufu? [risadas] Tô certo, eu que penso. Como é que eu vou jogar? Você vai pensar por mim? Então, o que que eu tô fazendo aqui dentro? >> Exato. Riva, só completando o que você falou, principalmente da da formação dos nossos atletas hoje, né? Por que que as categorias de base nossa hoje não formam não formam atletas? Porque eles estão formando competidores. Eles não estão Formando atleta. Não dá não dá tempo de
você formar atleta. Não dá tempo de você fazer um trabalho. Olha, eu vou fazer um trabalho, exatamente, eu vou fazer um trabalho de base aqui de 4 anos. Durante esses 4 anos, eu vou trazer o menino, eu vou formar, vou fazer o menino se adaptar, vou trabalhar ele e daqui 4 anos, poxa, eu vou ter um baita de um atleta. Não, as categorias de base hoje eles eles preparam o time para ganhar o campeonato, [risadas] que se você não Ganhar o campeonato de base, o treinador é mandado embora. Por isso que eles pegam aqueles montes
de cara forte, os cara mais técnico, de repente não tem mais espaço, por quê? São competidores, são competitivos, não são atletas profissionais. Não dá tempo de você me formar os atletas nas categorias de base. Baseado nisso, vou no na segunda que o que o que o Riva falou que é verdade. Pelo amor de Deus, o scout não pode falar para mim que eu tenho que Bater mais com a direita ou mais com a esquerda. O scout não pode falar para mim se eu tenho que driblar ou se eu tenho que lançar. O scout não pode
falar para mim se eu tenho que dar uma bola curta, uma bola longa. Isso é, isso é de dentro de campo. Isso é nós dentro de campo. A situação e a decisão, a decisão dentro de campo, a tomada de decisão dentro de campo, caraca, é minha. É, >> o treinador vai até aonde? >> O treinador vai escalar o time e dar a Base tática dentro de campo. Agora, a criação dentro de campo, o desempenhar isso dentro de campo é nossa. É nossa. O treinador não vai falar para mim, CF, vai na linha de fundo e
deita o corpo para cruzar. Não vai. Ou chegar na linha de fundo, olha, vê quem tá melhor posicionado. Não sou eu. Eu sei se eu tenho que ir na linha de fundo. Eu sei se eu tenho que voltar, eu sei se tem que marcar. Eu sei quando eu tenho que dar um drible, eu sei quando >> os cara quando vai cruzar hoje parece que só alça a bola porque não tem ninguém na área. Ele ele ele ele se desfaz da bola. >> É isso. >> E e e sabe outra acontece que o c em cima
do caf da criação, que eu gosto muito da base, acontece o seguinte, o hoje quer, eles querem jogador que corre, né? Corre. >> Ah, isso aqui correu 14 km. >> Ah, mas que que produziu? Zero >> zero. >> Agora o cara que pensa, mas acontece o talento, mas normalmente o o jogador que é diferenciado é meio preguiçoso, não é? Não vai correr, ele quer a bola para ele quer a bola para jogar. >> Tipo número 10. >> É tipo tempo tipo [risadas] né? Então então que a gente gosta da bola para jogar. Tudo bem. Mas
o o que passa o seguinte, mas esse garoto eu posso pegar ele, preparar ele fisicamente Para ele jogar, correr mais um pouco? Agora o outro que corre, eu não o talento eu não pô na cabeça do outro lá, não ensina o teu talento porque vai ficar, ele vai ficar, ele só vai correr. >> Perfeito. >> Agora o talento chego para você, você é talentoso. Vem cá, querido. Agora vou, você vai ficar um mês treinando fisicamente bem, porque aí você vai render mais, você vai dar mais, pô, você vai fazer. E, pô, e se a gente
pegar Para mim os dois últimos talentos natos do futebol para mim, que é o Neymar e o Messi, >> o Cristiano Ronaldo também, mas eu acho que ele foi muito mais se preparando. Acho que talento nato é o Messi e o Neymar. Concordo. >> São dois que >> não jogariam hoje por Ah, porque o Neymar era franzino, lembra que a camisa dele vinha quase no tornozelo. >> O Messi era desse tamanho. Quantas Quantas vezes falaram pro Messi que ele não tinha tamanho, que ele não tinha altura, que ele não ia chegar, tinha que suplementar. Então,
se a gente não faz esses jogadores, esses atletas ainda quando são pequenos para chegar no profissional, não vai ter mais Messi e Neymar, pô. Não vai ter. A gente vai fazer operário da bola, só tipo o cara que vai correr para caramba, mas como o Rivelino disse que não vai produzir. >> Antigamente você ainda conseguia fazer Isso hoje. No futebol de hoje não. Nas categorias de base de hoje, dificilmente as categorias de base vai pegar um atleta e fazer esse trabalho para que ele possa desenvolver, possa crescer, possa se adaptar e chegar ao patamar que
nós queremos que ele chegue hoje. E não dá tempo. E não é só A, B ou C de time. São todos os times. Todos os times estão criando jogadores, não estão criando atletas, estão criando competidores. Então você tira a qualidade técnica do Jogador >> e o nosso DNA, né? >> Por o nosso DNA, o nosso DNA o que que era? Era driblar, era da caneta, era da chapéu, era pô, era sacalhar, era alegre, sacanal. Não tem Ronaldinho, Rivaldo e Ronaldo não ganha. >> Tem que ter o diferente. >> Tem que ter, pô. Nós sempre tivemos
um diferencial. O futebol brasileiro sempre teve um diferencial. De um, de alguns anos para cá, inventaram o futebol TikTok, tic tok, tic tok. Tikt, TikTok. É, aí você pega lá, eh, posse de bola do do time, 70% de posse de bola. Legal. Quanto chute no gol? Nenhum. >> Nenhum. [risadas] >> 30% a posse de bola de quem que é? Jogou para trás. Você não produziu. É, imagina se a seleção brasileira de 2002 fosse parecida com a com a Alemanha. A gente ganhou justamente porque tinha um diferencial. >> Exatamente. Jogava para cima. Em três toques, nós
chegamos na cara do gol. Como em s em oito passagens, o Brasil fez o gol em 70. Nós em 2002 nós fizemos o segundo gol da final em quatro toques. >> Roque Júnior, eu, Cléberson, linha de fundo, gol. >> Que coisa linda. Que coisa linda. >> Objetivo, né, >> Pep? Te perguntar, naquela época ali sua do Pelé, vocês criavam dribles, como que funcionava isso? Vocês criavam tipo, Olha, eu vou inventar esse drible aqui, como que funcionava na? >> Não tinha que copiar, né? Tinha que criar. >> É, vocês criavam as coisas. Não, o treinador dava
seu treino técnico coletivo e tal, mas não era de inventar o Lula, né, que ganhou muitos títulos. Agora dentro do campo a gente quem que resolver éramos nós mesmos. Ou eu com o meu chute, o Pelé com a capacidade Incrível que ele tinha, né? E o Coutinho, o Mengal e >> pagão, >> outros. Pagão, >> vagão. Antes do >> antes do >> grande centroavante, né? >> Mas quando vocês em 62 o Pelé lesiona, foi algo foi um bac no vestiário ou foi algo tipo assim, não, a gente segura as pontas? Não, o claro que fic
ficamos preocupados, mas a A maioria os jogadores mais experientes inclusive vamos que vai dar mesmo sem ele. >> Boa. >> Então >> e deu, né? >> Nton Santos e comar etc e tal, né? Alma Santos também tava o rato, né? >> É. E e e entrou um garoto, né? no lugar do Pelamar foi fantástico também, >> decidiu, meteu o gol, jogou porque antigamente tinha essa qualidade, apesar Que se o Pelé é difícil você pegar outro jogador, faz não, mas você tinha um amarildo, não era o Pelé, mas jogava uma barbaridade. >> Você sentiu a pressão
de vestir a camisa da seleção brasileira? Porque eu vejo que às vezes tem jogadores ótimos que vão muito bem, mas vestir amarelinha é diferente. >> Não, primeiro é é um é um prazer. É, eu graças a Deus, eu vesti o CF, acho que é recordista, >> mas eu fiquei quase 10 anos dentro de uma seleção. Eu vesti por 123 vezes. >> Nossa, >> a camisa da seleção. >> A 10, >> pode dizer. Hã, >> a 10, né? Não [risadas] é porque a a a 10 a 10 a 10 é a 10 não, a 10 é
do rei. 10 é eterno. Agora eu tenho eu eu vejo hoje falo uma coisa que eu não aceito, porque primeiro eu quero ser o profissional, eu vou jogar no clube para Ser para mim jogar o meu futebol para ser servir uma seleção brasileira. O que eu faço no clube, se me convocam é que eu faço no clube pelo meu futebol. Eu na seleção vou fazer a mesma coisa. bola no meu pé, eu vou fazer o que eu sei fazer, eu não vou inventar. Por isso que às vezes eu falo, eu às vezes eu não, eu
aceito, às vezes um jogador joga no seu clube hoje em dia, aí vai na seleção, não consegue jogar o mesmo futebol, falei, mas por quê? A bola quando tá no Pé dele, o que ele faz no seu clube, ele vai fazer na seleção e às vezes não consegue no inter. Claro. >> Por que você acha que não consegue? >> Não sei. Isso aí é cabeça de cada um, né? Porque eu não, eu não entendo. Eu não entendo. Não é cabeça de >> Pode ser sente, sente um pouco, né? Pode ser que se mais masão, sente
a pressão. Ah, >> não tá com teus companheiros ali que tu é acostumado a jogar e se inibe um Pouco. >> Tá farel, quando você em 94, quando vocês vão jogar a Copa do Mundo, o Brasil também vem de um jejum igual, né, de 24 anos. Imagina a pressão que foi >> demais. >> E você é um cara que esteve lá em 94 e hoje está na seleção em 26. O que que você passa para esses atletas? Porque não dá para falar que não tem pressão, porque é a maior seleção, a gente quer ganhar todo
o custo. O brasileiro com o Segundo lugar não tá feliz. Então é o que que você pode passar para isso? Porque é disso que a gente tá falando, né? Tem a pressão em vestir a camisa hoje porque a gente vende 24 anos sem >> é justamente isso que aconteceu em 94, né? Que pode acontecer agora também de uma hora para outra tu as coisas mudam. espírito que vocês tiveram que encarnar ali para tipo e união, primeira coisa, né, que eu vou >> é juntar eh vai dar de zero. Não, aqui é É um grupo, é
um grupo, gente. Se a gente tá nessa situação, a gente tá junto. Se é para ganhar, se é para perder, mas vamos dar o máximo. Vamos junto. >> E como que tava a mídia? O que que o pessoal tava falando da seleção? >> Não, não, não se ouvia. A gente fechou tanto que tu não tinha jornal, tu não tinha noticiário, ninguém ouvia nada de fora. Era coisa chegava pedir pra gente não falar nem muito com a família, né? [risadas] Vou te dizer assim: "Ó, o fulano falou isso aí, >> é possível isso nos dias de
hoje?" Não consegue não, não, não, não tem porque hoje a rede é tá jogador hoje sai ali já pega o telefone e já >> Mas a confiança existia aí. É lógico. Não, porque a gente quando chegou nos Estados Unidos, saiu daqui muito desacreditado, eliminatórias, última partida classificado, mas quando chegou Lá, cara, e começou a treinar, fez o primeiro jogo, sabe quando começou, deu uma liga, cara. E essa é minha grande esperança agora para 2026, é dar essa liga, cara. Porque o potencial a gente tem, tá? A gente tem jogadores, tem grupo, tem um bom treinador.
Quer dizer, é as coisas darem certo, mas tu tem que acreditar, tu tem que, sabe, dar o máximo, foco, determinação. São coisas, são palavras que a gente sempre repete e repete, mas tem que existir, >> tem que existir disciplina, comprometimento. Cara, um fato importante, 94, >> nós treinávamos o time principal. Nós treinávamos o time principal. Nós treinávamos para treinar eles, porque a gente nós sabíamos quem eram os titulares. >> Então ali vocês vocês meio que não treinavam para ser os titulares, não. Vamos treinar pros titulares chegar chegar bem no jogo, porque o pior tinha Essa
consciência >> tinha. Nós tínhamos todos nós que que éramos reserva, nós tínhamos essa consciência e falava: "Se a gente treinar e treinar forte, nós vamos treinar esses caras fortes." >> Por isso não tiveram medo de te colocar na final. >> Exatamente. Porque eu tava preparado. Eu me preparei, nós preparamos. Todo mundo tava preparado para paraa oportunidade quando chegasse e não tinha vaidade. Eu Falo para todo mundo, eu não tenho vergonha de falar que eu era reserva do Jorginho. O que eu aprendi com o Jorginho 94 foi impressionante. >> E chegou sua vez em >> Chegou
minha vez. Eu tava lá, eu esperei com calma, treinei 32 dias. Quando a Parreira falou assim: "No final vai entrar". Falei: "Professor, eu tô pronto. Eu tô pronto porque eu tô treinando os cara. Eu tô vendo o que eles estão fazendo. O maior adversário Deles era, somos nós, porque tava todo mundo no mesmo nível". O Vampeta falou isso de 2002 mesmo, mas não tinha não tinha um pingo de vaidade, cara. A gente treinava feliz, treinava alegre. Pessoa falava: "Vamos correr, vamos correr". >> Eu perguntei pro Vampeta assim: "Qual foi o jogo mais difícil de 2002?"
Ele falou: "Os treinos". >> Os treinos. >> Ele falou assim: "Treinar num time que tinha eu, Edilson, Kaká, >> todo mundo com fome, >> todo mundo a milhão, Luizão." Falou: "É difícil para caramba". >> Aí ele falou que uma vez o o Felipão falou assim >> que o Ronaldo tava tava igual o Rivelino falou, sabe que é bom, né? tava mais calmo. Aí ele falou assim: "Vai, Luizão, aquece que você vai entrar no lugar do Ronaldo, no treino, você tá no titular". Aí o Luizão falou: "Ficou felizão." Aí o Vampet é só para motivar o
gordo. [risadas] Fica feliz, fica feliz a ver. >> Mas em cima de em cima do Cafu falou que que que esse negócio de treinar, né? a gente preparar em 70 a eu tava havia a possibilidade de eu entrar, mas fiz dia primeiro de maio de trabalhou fez um um treino, né? Um jogo, um jogo de treino certo >> não >> rachão, >> o rachão, o as o time A contra o time B, >> como no Maracanã, portões abertos e Lotou de graça para ver a seleção. >> Nossa. >> E todo mundo torcendo para quem? Pro
mais fraco, né? Teoricamente torcia pro reserva. E a gente chegou no campo, ó, não vamos passar vergonha aqui não, né? Aí o Corró Corró tava embaixo. Falei: "Corró e aí pode deixar que o Pelé eu marco, chego nele, não tem problema". Vamos. Aí metemos cinco no time principal. O Pelé bufava. Nós não é vamos, vai, vamos pro pau. É isso aí que Você falou, porque a gente também se preparava e preparava eles. >> Exatamente. >> Então a maior dificuldade de 70 também era os treinos, pô. Imagina. Não era, pô. O pau comia. com no bom
sentido. >> Não, não, eu tô entendendo. >> Ninguém [limpando a garganta] vai entrar para mais. Mais o >> vocês não aliviav nem pro Pelê? >> Não, não. Mas chegava junto, né? Louco. Era forte, né? [risadas] >> Tu é louco. Aí o Corró, o Corrói era parceiro, já sabia o Corró chegava nele, né? >> E 70 que tem um um negócio muito peculiar da da nossa seleção em 70, é que a gente a gente pela primeira vez leva um preparador físico, né? E acho que ninguém tinha isso. Isso foi determinante? Como é que foi isso? Sempre
teve preparador físico. >> Sempre, >> sempre preparador físico na seleção. >> Sempre foi antes. 62. É, sempre teve. >> Esse você sente que foi um diferencial da da seleção brasileira? Porque a galera falava muito que a seleção era muito assim. 70 foi o foi um quartel, né? Porque era tudo da da 20. Era era era o Cirol que era o que comandava, mas era o Coutinho que veio com o teste de cooper que ele trouxe, era o Carlesco e mais outro. Tinham quatro prepar >> só, só para preparar. Apesar que nós fizemos uma preparação maravilhosa,
Tanto é que nós somos para Guanarroato em 70, que era mais alto que a que a cidade do México. Pô, a gente correu com o coração na >> na boca. Mas então aquela seleção tava, pô, tanto é que o segundo tempo, pode reparar, todo o segundo tempo do Brasil nós fomos sempre superiores, sempre jogamos mais, >> nós estava [roncando] muito bem preparado fisicamente, realmente fizeram uma preparação física, porque isso aí já Veio desde 60, essa turma veio de 68, que foi com a minha primeira excursão com a seleção brasileira. Então esse esse grupo se unindo,
né? >> Sim. >> Então foi porque o Pelé não viajava com a gente, porque viajava com o Santos para jogar >> na seleção não ia. Então a gente foi foi aí foi eliminatória. Então t eliminatória é uma reserva porque o Saldanha era o treinador é o Saldanha. O Saldanha jogava gostava de jogar com dois pontas que era jogava Edu e Jair. E tanto é que o Edu foi contar uma historinha R foi o melhor melhor ponto esquerda da da foi da eliminatória. >> O Edu para mim foi o maior ponto esquerda que eu vi jogar
na minha vida. Pep característica de jogo. Pepe era o canhão da vila. Vamos dizer aí. E o Edu muito meu parceiro, muito amigo. Onde tava o Edu, eu tava junto com ele. Aí o Saldanha saiu, entrou o Zagalo. Aí o Zagalo, apresentação do Zagalo, eu tô sentado du aqui. Eu eu tinha f orelha chamar de orelha, né? Orelha. Eu eu chamei de Zé Bundinha, né? Que tinha bunda. Fala Zé Bundinha. [risadas] Ele virou para mim: "Não jogo, não jogo mais na seleção. >> Ele falou: "Não jogo mais na seleção". >> Aí eu falei: "Pô, quando
não joga, você é pô, você é idiota. Você não tá entendendo. Ele falou para mim, o esquema vai me matar. Não. E matou. Sabe Quem foi jogar no lugar dele? Eu fui jogar no lugar dele. Matou o esquema. >> E às vezes eu tô jogando, eu olhava no banco ele e Paulo César Caju. E eu jogando, né? >> Eu falei: "Que que eu tô fazendo aqui, né? Teoricamente, claro, queria jogar, mas muito legal, >> muito legal, cara. Muito legal. Eu queria perguntar pro Pep e pro Mengalvio essa parte física do Pelé, porque falavam que ele
era muito acima das dos Outros atletas. Era algo genético dele ou ele se preparava a mais do que as outras pessoas também? Treinava mais do que? >> Eu acho que era algo genético, já já nasceu com isso. >> E ele realmente >> ele gostava de treinar e treinava bastante, principalmente física, né? Que jogador não gosta muito, né? >> E você gostava de você treinar? Não, [limpando a garganta] >> eu gostava de bater malandro >> bater bola. O P era incrível. Ele é, ele é o primeiro a entrar no campo e a último a sair. >>
É >> em terra é um negócio. E ele, ele era o primeiro da fila. A gente lá atrás fala: "Pô, esse homem não cansa p não dá para [risadas] ele falar assim, ó, chega para nós hoje." Era impressionante ele não pode parar também. Às vezes, às vezes eu entrava no quarto dele com a fe. Ele tá Fazendo abdominal. Falei: "Pô, rei, que que é isso?" [risadas] Mas impresso, não, era impresso, apesar que ele era bem dotado, que nem o a genética dele era fantástica, mas ele também se preparou, ele porque ele sabia aí que tá,
né? Pô, ele aguentava, você não via ele cair. Era difícil ele cair. >> Pô, assistindo os lances do Pelé, ninguém saltava igual ele saltava. Uma consciência para cabecear consciência para dominar. >> Deus, Deus foi muito generoso pro Pelé, não foi? Que deu deu para ele tudo que era tudo é para você, rei. E >> vai com quantos anos o Edu foi pra seleção? >> 16. >> 16 anos, né? >> E me 66 meia. >> 66. E já tinha responsabilidade de de ir para uma seleção brasileira com 16 anos, né? >> 16 anos. >> Com quantos
anos para ele ganhou uma copa? >> 16. 17, 17, 17. >> Com quantos anos o Messi jogou a primeira? 16, 17, 18. Mas coisa dessa. >> 16 >> tem espaço pra Juventude ter responsabilidade dentro da seleção, porque na minha opinião a Juventude sempre foi o diferencial. Se a gente não tem um Ronaldinho em dois, sabe? Se não tem até você mesmo em 94, o Ronaldo que Não jogou mas tava lá. E eu não gosto desse papo quando exclui a juventude. Ah, não tá pronto. Eu acho que é momento, tem que jogar, mas eu queria ouvir
de vocês. Há espaço pra juventude? >> Mas deixa eu te fazer uma pergunta. Como é que você sabe se eu tô pronto ou não? >> Você não testou, né? >> Quem sabe se eu tô pronto ou não? A única pessoa que sabe se tá pronto ou Não sou eu. As outras pessoas não podem saber por mim se eu tô pronto ou não. E nem pode opinar por mim se eu tô pronto ou não. Se eu tenho capacidade ou não de ir para uma seleção brasileira, se eu tenho capacidade ou não de assumir uma responsabilidade. Responsabilidade
é minha e eu sei se eu tô pronto ou não. Não dá para você falar assim: "Ah, fulano não está pronto porque ele é muito jovem". Que muito jovem. O Yamaal foi campeão com a com a com a com a com A Espanha com quantos anos? >> O Pelé foi campeão com o Brasil com quantos anos? O Edu foi pra seleção com quantos anos? O Denils foi campeão do mundo em 2002 com quantos anos? Esse foi pra seleção. Você tinha quantos anos? >> Já tinha 23. O Ronaldo foi campeão em 94. Com quantos anos? >>
18. >> Tava lá, pô. Se colocasse para jogar, ele estaria pronto. >> Você como cara experiente não se Incomodaria com um novato chegando? >> Hipótese, pelo contrário, seria muito bem-vindo. Que talvez esse >> Porque talvez esse novato possa pode resolver o meu problema. >> Até em cima disso. Tá falando goleiro. O goleiro é impression. Coitado o goleiro. O goleiro tem 18, 19 [risadas] anos. Talentoso. Não, >> eu vou ter não talentos moral, né? Moral. >> Palmas pro nosso goleiro. >> É taparel, pô. >> Obrigado. Obrigado. >> Isso é porque vocês não viram meia do tafarel.
>> Vai, >> ó. Dá uma olhada. >> Coloridinha. Olha a meia dele. >> Vai. É. É sua. Tafarel. Agora é o seguinte. Mas o que eu quero dizer é o seguinte. vez o goleiro tem que tá falando chega 18 anos talentoso joga não é novo, não pode jogar Para para ele ter experiên não é muito não. Que que ele vai jogar com 30 anos, [ __ ] final de carreira ou 16 tá voando, >> você tá voando que nem amanhã você tem competência, é bom você tem que colocar para jogar. Ah, não é novo, tá
fal espera mais dois, tr anos na reserva que foi esperar. E mas existe com goleiro negócio, não sei se >> se aconteceu isso com você. Impressionante. >> Como que quando foi essa primeira convocação? Eu comecei a jogar com 18 anos no Internacional. Eu morava no interior, fazia [limpando a garganta] um teste, aprovei. Aí com eu comecei com 18 anos mesmo e 19 anos o Dalton Menezes, o treinador teve um Grenal de reserva. Eu era o terceiro goleiro, jogava nos juniores e e treinava no profissional como terceiro. Grenaldo de reserva, ele disse: "Eu quero que tu
jogue, tá pronto". >> Nossa, Grenal >> tá pronto, né? >> Sinceramente assim, eu não sabia se eu tava pronto aqui essa confiança tua [risadas] aí, cara. >> Mas a resposta tava na ponta da língua. >> Mas bom, tá na ponta. Não, eu tô tô pronto. Mas sabe, no fundo eu pensei, pá, será que é o meu momento, será que eu tô? Vou responder, mas fui com tudo, sabe? Não fiz nada de extraordinário no jogo, mas ele disse, vai continuar a Jogar. E dali come jogar. Exatamente. Mas o pessoal falava aí, lógico, vieram alguns erros porque
é normal tua juventude coisa, mas tu tem um treinador que confia, que sabe que não depende, já errou uma vez, fora. >> Coisa que acontece muito no Brasil. Esse é o grande problema aqui com com o goleiro, com o jovem. Ah, tu erra, parece que gente é o erro é normal nesse esporte aqui, cara. Vai errar, cara. Os grandes campeões Erram também, cara. Mas por que com o jovem não pode errar? Porque se erra >> é muito novo. >> Concordo com você. E e outro lado, né? O goleiro erra uma vez. >> Não, o goleiro
não pode errar nunca. Ele não aceita. Agora o centralmente entra duas, três vezes na cara do gol >> e joga para fora a bola. Ninguém fala, ninguém reclama que você trabalha terroricamente. Você vê queado a a cobrança em cima do Goleiro era impressionante. >> Qualquer falhinha, pá, é o goleiro ocupado. Agora o outro que entrou duas vezes podia decidir o gol, >> podia, nós podia ter ganhar. Errou. >> Tá farel, mas quando você foi convocado pra seleção, com que idade? Ali eu começou, quando eu comecei no no Juniores, já fui pra seleção de base, aí
já emendou Pan-Americano, Olimpíada, mas eu acho que foi lá por 809. 89 é Copa América já. Aí já comecei na >> pô, então já tava Copa América. Exatamente. É Copa América eliminatórias pra Copa de 90. >> Isso com você também. Ele tá muito jovem ou não? >> Sim, lógico. No início bastante, né? bastante, mas a foi passando o tempo, pá, aí eu eu disse: "Não, eu tô tô muito bem, eu me achava bem, né, cara?" [risadas] É, mas tô confiante, né? Me deram confiança, então vamos embora. >> Tá farel ali em 94, Antes de falar
da final, eu queria saber como que foi particularmente jogar essa Copa, porque me pareceu assistindo jogos que tava um clima difícil de jogar bola, um calor, >> tava muito quente. >> E como é que foi isso? a preparação para jogar num ambiente tão quente. Tanto é que na própria final mesmo dá para ver que a Itália >> morta, >> tá morta. E até para bater os pênaltis Parece que o Bar, o próprio Bádio, perde o pênalti porque tá com a perna pesada, sei lá, tá bem 40º. >> É, na hora dos pés a perna para
todo mundo, né? [risadas] Até para mim que que sou goleiro, cara, fiquei um pouco nervoso ali naquele momento. Mas assim, o calor muito forte, muito forte. Mas eu acho que nós brasileiros a gente tem uma certa vantagem porque a gente sabe jogar no no calor, né, a gente tem que aqui joga os Europeus, o europeu dá um dá 20 graus, os caras já estão morrendo, nunca vi isso aí. >> Até porque o campeonato europeu no verão eles param, >> eles param, >> eles não jogam no verão. >> Aqui a gente joga no verão, né, >>
agosto. É, julho, agosto eles param o campeonato porque é muito calor e julho e agosto é onde o campeonato tá tá rolando, >> pô. E essa Copa aí vai ser mais quente, né? Então >> não vai ser é talvez assim, porque nós jogáamos é 1 da tarde, sabe? O calor era era impressionante. >> O México também foi fe jogar. Não sei que hora era meio-dia o sol a [ __ ] >> Eu acho que isso eles vão mudar alguma coisa essa >> essa próxima Copa aí. >> Você treinava muito pênalti Tafarel ou era algo mais
intuitivo? Quando eu falo Treinar, óbvio que você treinava, mas eu falo de estudar, pô, o Massaro vai vir, ele ele treinou sim para pr quando tu vai pra Copa do Mundo, tu acaba, né, após o treino, faz as cobranças, né, já mais ou menos define quem são os cobradores e tudo mais e acaba a gente treinando ali. O que a gente não tinha muito era informações, né, que coisa que a gente tem hoje, né? Hoje tu tu pega vai jogar contra a Espanha, pô, tu já sabe quem são os batedores deles, Quantos pênalos eles bateram,
quantas vezes foi no lado direito, quantas vezes no lado esquerdo. A gente tem muita informação >> que acho que até demais, né? Porque tira aquela coisa do goleiro, >> intuição, tira intuição. >> Intuição. >> Então, o que que era aquela época? Aquela época tu olhar pro cara, como ele enquadra a bola, como ele posiciona o corpo. >> Você viu o cara cagado quando ele ia até bafar? Não, não. Eu eu peguei pênal assim, impressionante, que o cara botava a bola, ele olhava lá para aquele canto lá, eu disse: "Pô, esse cara quer me enganar, ele
vai bater lá, né?" Pum, ia para lá e pegava. >> E você falava coisa pro jogador, tipo, você tá [ __ ] você vai errar. >> Não, eu usava, não, não. Eu usava assim, ó, eu usava aquele tempo para ir pro gol e para tentar tirar alguma coisa do Cara, sabe? Para ele me dizer alguma coisa, né? corpo, na posição, no na enquadratura do corpo. Aqui, ó. Eu procurava aquele tempo ali para isso aí, porque tu ficar tirar a concentração do cara. Tá louco. >> Eu tô vendo que conforme os anos vão passando, as copas
do Mundo estão ficando mais parelhas e sei lá, ultimamente teve bastante decisão por pênalti que não tinha tanto. Sabendo que tá cada vez tendo mais empates, cada vez Tendo mais pênaltis, você convocaria um goleiro específico, pegador de pênalti? Não, acho que não. Não, porque eu acho que o goleiro hoje ele ele tem que ser também ou tem que tá preparado para esse tipo de situação, sabe? Tu tu não pode ter um goleiro para pênalti, um para defender a bola pra esquerda, um pra direita, um goleiro para sair do gol. Pá, o goleiro tem que ser
completo, né? Eu acho que eu acho que não sabe, e no Brasil não não Funciona isso, né, cara? Tem coisas assim que pode funcionar em outros lugares, mas no Brasil não funciona. Eu acho que assim é dar confiança pro goleiro, trabalhar bastante os batedores. E como tu disse, cada vez vai ter mais cobrança de pênalti. Nós temos um estudo lá agora na na na seleção e que se começou a a treinar, porque antes a gente o que que fazia? Terminava o treino, >> batia pênalti. >> Ah, quem quer bater pênalti? Quem quer bater? Quem quer
treinar? Tá, entendi. >> Agora não. Agora o Ló lá botou um negócio assim, ó. Eh, o treino hoje vai ser um tático, vai fazer um joguinho reduzido, pá, pá. No final, treino de peão, divide todo o todo os jogadores, faz duas equipes, duas equipes. >> Como se fosse uma disputa de pênaltis mesmo, >> cada um fica de um lado, lado. >> Cada um fica de um lado assim do abraçado ali, vibrando e coisa e disputa, sabe? Para começar a botar assim essa coisa da concentração, mesmo que seja o treino, que seja, mas não aquela coisa
deslechada. Tá, vou bater. Não, mas para para estimular essa coisa de concentrar mesmo para aquele momento ali, porque é um momento muito difícil, cara. Olha, foi difícil para mim em 94, pô. Eh, os dois primeiros pênaltis eu eu comecei a saltar assim, ó, sem esperar, Sem fazer leitura, sem nada, porque eu fiquei nervoso. Eu disse ansioso porque eu queria ajudar, mas eu tava atrapalhando, cara. E aí do terceiro pên lá do do do Pen do Massara lá, eu pensei, cara, vou ficar um pouco mais tranquilo, cara. Vou esperar, cara. Parecia uma brinquedo aquela bola. A
bola veio em cima de mim porque eu só esperei um pouco para ver que isso aí mexe muito, né, com a cabeça dos jogadores. >> Um minuto de calma você precisava. >> O Márcio Santos nos pênalt no nossos treinamentos não errou um pênalti. >> 100% de aproveitamento. >> 100%. O único, acho que o jogador que nunca errou um pênalte no trein vai na Copa e erra o pênalti. >> Primeiro batedor. >> A gente vê que isso aí mexe bastante. >> Ele tava nervoso. Ele falou que tava muito nervoso. >> Ele falou: "É, >> não, ele
falou: >> "Ah, não sei". Não, não, não, [risadas] obviamente, mas cara é, não é, não é, ele não é não. O cara nervoso, mas cara é porque mexe muito mesmo, cara. Pá, eu vi assim a cara dos jogadores nossos quando saiu no meio-campo, toda aquela caminhada para pegar a bola, botar cara e bater um pênal. >> Já, já reencontrou o Bádio. >> Não encontrei ele não. Assim por mensagens coisas, mas >> porque eu tenho certeza que ele janta com a família hoje, do nada ele >> não se seguido ele seguido ele dá umas entrevistas. que
ele comenta que b aquilo ali foi um assim foi um choque na vida dele, né? Aquilo ali depois mudou toda a vida dele, né, cara? Parece que >> ele é sempre lembrado por isso também, né? E o cara era um jogador e >> era batedor de pênalti assim porque eu joguei p melhores jogador treinamento. >> Mas o Bajo era batedor do do time jogou A seleção. >> É o Galo, não é o Galo. O Zico, >> Zico batia 10, fazia 11. 86 vai gozar. Você vê como no jogo na normal ele perdeu o pênalti depois
teve foi a cobrança de pênalti. [limpando a garganta] Aí ele foi e fez o gol. >> Fez o gol. >> Mas o que crucificaram o Zico por conta disso, né? >> Não tô falando. Mas é, mas é que nem o B. O B também acho que os cara é >> é fogo, né? >> Tá que nem pena. Eu não gostava de bater pênal, não sabia bater pênalti. Se tivesse barreira de um pênalti eu batia todos. [risadas] Go de dificuldade, né? É muito fácil gozado. Gozado eu falei não, porque o gol o gol já naquela época
os goleiros não eram tão grande que nem hoje, né, assim, mas mas era, pô, falei, parece Que o gol fala, pô, no treino, falei, pô, mas não é possível, não será que eu não acerto ali? Pô, parece que a dificuldade há uma dificuldade realmente. Ah, porque naqu a graça naquele na nossa época não tinha muito. >> Tanto é que no meu a pênalti eu não batia. Quem batia era tanto é jogando contra a Polônia no Morumbi. >> Hã. Teve pena aí os caras, eu era o capitão aí. Pá, bate cap não bate não bate ninguém.
Os caras de sacanagem em Cima de mim. Falei filha de uma [risadas] boa mãe eu peguei a bola de ra fou bater então essa merda aí eu vou bater. Pode deixar aí peguei a bola putar. Botei lá p vou dar um cano. Deu um can entrou os caras viam me abraçar. Não, ninguém me abraça. >> Queria me sacanear. Olha que tá. Tu acha que eles eram de propósito. Ô >> ô Pep Mengav. Vocês gostavam de bater pênalti? Foi isso aqui. Eu >> eu eu não [risadas] >> não não gostava. >> Eu era o batedor do
pênal do Santos. >> Tô fora. Tô fora. >> Que que você gostava, amiga? >> Bater falta fora da área. É de >> Aí era com você mesmo >> aí. Aí tudo bem. >> Uma pênalti. >> Uma pênalti negativa. >> Tinha tinha um Pep ali, tinha outra rapaziada. >> Deixava pro Pep bater. >> Então você que era fominha, né, Pep? É, eu era o responsável bater os pênalis, né? Prendi muito com já da Rosa Pinto, >> não queria matar esse p canhota dele de curva. >> Mas então você não corria da responsabilidade, >> não? Não fugia.
Eu era batedor de pênalti do do Santos, né? >> Mas o Pep você treinava para bater pênalti ou >> Pelé criou a paradinha, começou a bater. >> Foi o Pelé que criou a paradinha. >> É, >> foi, foi, >> foi o Pelé. Hein, Pep? Você treinava para bater pênalti ou era deu pênalti ou vou bater? >> Treinava. >> Os goleiros não gostavam. [risadas] >> Ficar caído. É >> fic caído toda hora. Uma ignorância. [risadas] >> É, né? Não chutava fraco, né? >> E a bola era mais pesada antigamente, não? >> Então, nossa, >> a bola
era diferente. >> Treinava, >> bola era diferente. >> Treinava pênalti todo dia, Pep. Todo dia. Quantos chutes mais ou menos assim de pênalti por dia você batia? Tava sempre no depois do treino ficava Batebola, né? >> Aham. >> E depois do batebola agora o Lula, nosso treinador, vamos bater pênalti agora. Pé pé >> porrada. >> O goleiro pular sempre no canto errado. Proposta. [risadas] >> Eu não quero tomar bolada mais nunca. >> Verdade. Proposta. É verdade. >> Ô Tafarel, qual as coisas que o goleiro mais se entristece assim para não falar Que não gosta [risadas]
nos treinos? >> Para dar cavadinha. >> Nossa, >> cavadinha é assim um pouco, né? Pensa os cara fica bravo. Chega na cara reclama, cara. >> O cara concentra, o cara quer aqui da >> tinha um cara que te irritava nos treinos, Tafarel, tipo, que fazia essas gracinhas. >> O Romário era engraçadinho, né? O Raçadinho, [risadas] Romário. Era engraçadinho. >> Peixe, o peixe era brincadeira. O peixe era incrível, porque ele, a gente ia pro jogo, ele dizia assim: "Tafa, segura lá atrás, >> porque tu sabe que lá na frente eu faço gol, né? Então se tu
segurar, cara, já ganhamos jogo, né? Se tu não tomar gol, nós ganhou o jogo. >> Ganhou o jogo, cara. Sabe o que eu vou fazer? >> Essa confiança ele teve desde sempre >> essa personalidade. Eu eu eu comecei a jogar com o Romário na na seleção de base 18 anos. Preparação pro Sul-Americano. E esse cara era igual [roncando] desde então, cara. assim impressionante a assim a a confiança, a personalidade assumir responsabilidade responsabilidade, ele assumia a responsabilidade que ele tinha ele, chamava para ele E eu acho que ele gostava disso, né, de chamar para cada vez
assim tá mais ligado. Time é muito bom, né? Que você fala, ó, o cara tá puxando, vamos fazer, vamos fazer o trabalho. Examente. E >> o Parreira falava também, ó, se o nosso time não tomar gol, um gol por jogo, nós vamos fazer >> do >> Romário. >> Do Romário. >> Romário. >> Romário. >> Baixinho era, era craque, né? Craque. >> E o, uma outra curiosidade que eu tenho além do Você tá curioso hoje, hein? >> Ah, [ __ ] Quando eu vou ter uma oportunidade dessa? [risadas] >> Curioso. Ele tá curioso hoje. >> Quando
eu vou ter uma oportunidade dessa Não é sempre tá assim, não, viu? Vem aqui. Você tem que ver como é que eles me tratam quando eu vem aqui. [risadas] >> Fazer pergunta. Tu >> até você na mesa. Cafu faz uma pergunta. >> Ó, hoje eu tenho até meu guaraná de 2002 aqui. >> Respeita de 2002. >> Você é o capitão. Beleza. Campeão. Esse é >> respeitado por Deus e o mundo. >> Embaixador da FIFA. >> Tá em tudo que ô todo evento do futebol tá em todos eventos de futebol. Gente, nós temos uns grupos aí
na no WhatsApp. Tem todo dia um negócio teu, tu aqui, tu ali, cara. Nunca vi esse cara com a energia esse cara três eventos, ele tava nos três e mais ainda. >> Sempre teve uma energia muito grande, cara aqui, ó. Pá, olha, era um exemplo assim para todo mundo. Energia desse cara trabalha. >> É o guaraná que eu tô tomando. Tomar [risadas] energia que você é um exemplo para todo mundaná que não energia. >> Mas em 94 você era novinho, você pegava café pros cara, teve isso para você também ou não? >> Você já era
experiente já. Esse café eu pegaria com maor prazer sem problema nenhum. >> Lacearia a chuteira. >> Isso. Pode me dar que eu lacio sem problema nenhum. Porque eu queria que eles ganhassem. Eles ganhando. Eu era campeão do mundo. Não existe excampeão. O campeão é para sempre. Não existe ex Título. O título é para sempre. >> Então vou trazer para mim que não tinha problema nenhum. Mas vê, vê essas feras jogar era algo impressionante. A gente aprende, eu falo para todo mundo, quem não tá jogando e vê que tem gente de qualidade um pouco melhor na
frente e quer aprender, é algo é algo impressionante. Porque além de você se valorizar, você valoriza a pessoa que tá com você também. Porque quando você fala na conquista de um título, você fala de Um todo. Porque o o futebol é uma divisão de responsabilidade, divisão de espaço. E quando ganha, cara, é verdade que ganha todo mundo. Ninguém vai pra Copa do Mundo para ganhar sozinho. Dificilmente vai ganhar uma Copa do Mundo sozinho >> mesmo. O rei não ganhou sozinho. >> Nem o rei ganhou sozinho, cara. Então o que que nós queríamos? Nós queríamos mais
que esses caras ganhasse mesmo. Então a gente tava lá feliz da vida. Caramba, hoje vai ser difícil, mas vamos estar torcendo pr os caras. Pô, teve um jogo que o Raí deu quatro carrinho, lembra? subiu, deu o carrinho, nós do banco vibramos, ele deu carrinho, nós vibrando, vamos rair vibrando e vibrando de verdade, torcendo para eles, cara. Então, v essa geração que tá aqui e ter tido essa oportunidade de ser o último capitão a levantar a taça de Copa do Mundo feito o que esses caras fizeram, essas crianças aqui fizeram, [risadas] Louco. É orgulho. Rivelina,
a gente aqui no Brasil viralizou muito em 2002, quando o Brasil ganhou a comemoração. Eu queria saber a comemoração de vocês em 70. Ganhou a coba, como que era a comemoração de vocês? Show. É, >> hoje ganha dá pra balada, né? 70 ganhou. Fizeram o quê? >> É, que que vocês aprontaram? Foram pra balada também. >> Foi pra balada. [risadas] Balada. Norm. >> Maravilhoso. >> Você sabe, você sabe interessante. Sabe o que aconteceu? >> Wilson Simonal >> foi pra festa. >> Wilson Simonal tá tá fazendo, foi >> pro México fazer show. É uma boat. E
ele ficou fazendo show. V >> barzinho. Boate no barzinho. No barzinho vocês foram, né? Um barzinho, né? É um barzinho. Barzinho. >> É um particular. >> É um particular. >> Aí, aí que aconteceu? Não, verdade, Cafu. E de vez em quando, vez [risadas] em quando ele, ele entrava, ele queria jogar, ele entrava no bobinho com a gente lá, né? Gostar de jogar bola aquele papá. Aí, pô, vou campeão. Vamos para onde? >> Porque não tinha tava no México, nem tinha, não tinha esse negócio, armação de esquema. Aí nós fomos para boate lá do do que
ele tá fazendo show lá, o >> o Wilson Monac foi todos os jogadores, todo a maioria >> foi a maioria. A maioria foi. Eu sei que eu fui. [risadas] >> E 6258 vocês comemoraram aonde, Pep? >> É >> melhor não falar antes. >> Melhor não. [risadas] Os >> cara, os cara quer complicar, os cara quer complicar você na Suécia ainda. >> Tá na Suécia. Azul. >> Onde você fez TJ62? >> Eu fui pro hotel. >> [risadas] >> Mentiroso. >> Foi dormir, foi descansar, né? >> Rchando bico. Descansar. >> Eu concordo com você, Malv. Em 2002
também eu fui pro hotel dormir. Descansado. Tá cansado do jogo. >> Cansado do jogo. >> Aqui é malandro, viu? M e aí gosta aqui, ó. [risadas] Não sei. >> Sei. >> Ó, ó. Já na época desse do caf já era as coisas. Já já tinham encaminhada. Se for, já tá, já, já tinha, já tava armado. Já tava armado. >> Tinha internet na sua época? Não, >> na minha não. >> Tinha, né? >> Não, não tinha também. >> Na minha não. >> 2002. >> Internet. Que que é isso? >> Não é porque sente saudade dessa época.
>> Tu ganha, tu ganha, tu ganha o título fora. Não, não tem muito assim aquela, tu comemora quando chega no Brasil, cara. Cara, a nossa volta aqui pro Brasil, cara, Massinha. Foi >> a de 94. Parecia que acabar o mundo, pô. Meu pai fala que parecia acabar o mundo, >> cara. Mas vocês não se sentem tipo assim, um superherói? Tipo assim, cara, a gente venceu o maior torneio do mundo. Nós somos tantos jogadores, >> fazendo história aqui, irmão. >> Eu acho assim, o sentimento, né, o meu sentimento e marido dos jogadores >> que a gente
tinha feito algo legal pro povo. Isso é isso aí, ó. >> Fábio tu deu uma alegria para esses cara, cara. Porque a gente chegou, desceu em Recife. >> Por que Recife? Porque a gente nas eliminatórias tava vindo mal, era muita vaia, era muita, muita crítica. Fomos Fazer esse jogo contra a Bolívia depois de perder para Bolívia lá em Lapaz, gol que eu tomei no meio da perna. >> Cara, assim, tava um ambiente muito muito ruim. Fomos jogar contra a Bolívia lá em Recife, cara. Mas foi uma festa aquele torcedor, cara. Todo mundo se impressionou, cara.
Ah, mas os caras gostam da gente aqui mesmo, né, cara? Saímos dali, se ganhar a Copa, a gente volta aqui, ó, cara. Ganhamos a Copa, aquele um rasante, aquela viagem lá, Cara. >> Lind lindo. >> Um dos dias mais felizes da vida, >> cara. Não, total, totalmente não. Inesquecível. inesquecível tu ter, sabe? Tu vê aí tu passava com o caminão lá, o camião de bombeiros lá te olhando torcedor, >> tá falando, isso é coisa que quando vocês acordam, lava o rosto, vem uns flash assim, porque sei lá, eu tenho alguns feitos da minha vida que
eu falo: "Caramba, que da hora vocês foram campeões de Copa do Mundo, vem esses flash de da galera do fal para mim vem quando tu fala com com pessoas assim que tu acaba, né, encontrando aeroperto aqui ali." Aí ele disse: "Pá, 94 eu tava aqui, eu tava ali". Aí a lembrança dele vem pra tua também. É bacana isso aí, cara. Isso aí aí vai passando. É gostoso isso, né? Exatamente. >> É porque não é que você fica todo dia levanta. >> Sou campeão do mundo. Campeão do mundo. [risadas] >> Campeão do mundo. >> Fala com
campeão aí. Vamos tomar um café. Campeão do mundo. Passa por ela. [risadas] >> Amanhã a gente tá junto de PC vai se levantar que não tá fal povo aconteceu fato, falo. A gente vai aí vai pass vai volta, né? Mesmo atfu, por exemplo, vai tomar café, ele põe a braçadeira, né? [risadas] Botar braçadeira de botar, né? O capita mesmo. >> Coloca, >> mas aqui jogando qualquer jogo de festa, carrinho e criança, jogo de corpo [risadas] e mulher grávida, >> derruba velha. Não tem brincadeira >> não. [risadas] Esse cara, esse cara tinha quant quantos anos tinha
parado quando foi foi lá na seleção aquela vez? Já tinha tinha 10 anos que tinha parado. Já >> 10 anos parado. O Dunga sempre chamava um ex-campeão para para ficar com o grupo. Que >> era isso? >> Interagir. Isso aí foi >> eliminatória de 2000. O Dunga foi >> 2010, né? >> Ah, depois ele volta por por 16, 17. Isso aí. >> Aí, cara, o Cafu foi lá, não sei o que, alguém machucou, faltou um jogador para Completar o treino. Aí foi o Cafu, cara. Tu olhava, tu não dizia que, cara, era um ex corri
igual os cara. É, às vezes aparecia mais ainda. >> Não apareceu proposta para voltar a jogar não, cara. >> Por que não voltou? >> Deixa os meninos cansar um pouquinho agora, né? Deixar as costas. >> Tá esperando mais uns anos aí. [risadas] An esperar experiência muito novo. Tô muito novo. Olha, >> tá pegando dinheiro. [risadas] Publicidade é do mundo. >> Vou analisar a melhor proposta. >> Caraleza. É a força da Natura. O Cafu é força da Natura. >> E na hora de parar para vocês foi difícil ou foi tipo fácil? Não, já deu. Vou parar.
Como é que foi para vocês o momento de encerrar a carreira? Foi difícil? >> O meu foi estudado porque o Santos eu joguei só no Santos considerado mineiro De ouro, aquele negócio todo. E [risadas] já haviam me feito uma proposta para começar uma nova carreira treinador do juvenis infantis. E eu sabia disso que ia parar e parei com 750 jogos no Santos. Nossa, >> gol. >> Então para você foi relativamente fácil par aceitou para dei a volta olímpica tudo a torcida deu e >> mano você viu que é 700 jogo e 400 gols. >> Caramba,
a média >> 400 gols. C >> absurdo. Absurdo. Jogo quase >> 405. >> Presta [risadas] atenção. >> Não tira cesta at5. >> Já é difícil fazer. Ele quer tirar um seu ainda. >> Mas que isso? Quem for deu, quem deu foi eu. [risadas] >> 200 passes seu no mínimo, né? >> Mas mais se bobear mais. >> Ô Menga, para você para parar foi triste Ou você tava tranquilo? >> Não, normal. Para mim foi normal. As pernas eu não acompanhavam e o joelho começou a a gritar, né? Então >> já tinha uns 10 apartamentos. [risadas] >>
Tá suave. >> Valeu. >> Já tava contando uma folhinha. Eu não sou o Pelé não. [risadas] >> Pelé, você acha que o Pelé fez um dinheirinho? >> Que quê? [risadas] >> Pelé fez um dinheirinho? >> Não, não fez não. Fez nada, né? >> Quem fez foi eu, né? Bem fez [risadas] eu. Eu >> que fiz. >> E para você, Riva, na hora de parar já tinha decidido há muito tempo? Foi foi difícil? >> Não, foi, foi bom, porque eu fui para Arábia Saudita, >> foi buscar um dinheirinho lá. Ah, um Dinheirinho barra de ouro. Se
pegar fogo no colchão vai ficar pobre. [risadas] >> Eu fiquei três anos na Arábia, né? Era para ficar um ano, os príncipes era >> virou shake. >> Não, os pessoal graças a foi muito feliz. Então eu me preparei para parar, porque não é que nem hoje em dia que mesmo você vai. >> Que idade era, que idade você tinha? >> Foi, eu tinha já 30 e foi 78, Sou de 46. Você é bom matemático >> 32. 32, >> cara. Não para te ver a idade deles. Mas, cara, hoje tu tá começando praticamente a a tá
naquela tua experiência total. Aí eu fui parar, sei que eu queria saber deles também >> e não tinha esse negócio de essa comunicação hoje que você sabe o que que acontece. Então eu fui me preparando. Tanto é que eu voltei, quando eu voltei da Arábia, eu machuquei, eu fui fazer um Um um treinamento no São Paulo, que eu morava perto de São Paulo. Aí o eu fiz uma graça num treino coletivo, Mário Travalino, que era o treinador. Falou: "Riva, treina". Falei: "Não, nada treinar". Aí quandoi fazer um fal pô a vai voltar a jogar. Falei:
"Não, não quero mais bola, não quero mais bola". Aí eu parei, parei, parei com 32, 35. >> É 36 anos eu parei de jogar bola. >> Você parou com quantos, Pep? Quantos anos? Eu parei com 34. >> Você, Mengalvio, >> o qu >> Quantos anos [limpando a garganta] parou de jogar? >> De jogar >> qu você tinha quantos anos? 31. >> Quantos anos você parou de jogar? >> Ah, já faz muito tempo. [risadas] Perdi até a conta de idade? >> Ah, sopraram ali. Foi com 31, 32. >> Quantos de idade você tinha que você parou?
>> Quantos anos eu tinha >> de idade? >> Acho que eu tinha já uns 30 anos. >> É, ela falou 31, 32 jovem, né? Cara, é preparação física, alimentação, é a fisioterapiação, fisioterapia, muscul, cara, é muita coisa que hoje em dia isso aí ficou determinante, né, cara? Que é longa carreira. >> E para você, como que foi chegar esse momento na sua carreira? >> Ah, sim. Eu sempre falo muito pros jovens assim, cara, dê o teu melhor agora. Aproveita cada viagem, cada treinamento, cada jogo, cara. Dá teu 100%. Quando tu parar, cara, tu vai dizer
assim, ó: "Cumprir a missão, sabe? Tu tu virou as costas, tu não vai ter mais saudades. Ah, será que eu vou contigo? Não, não, se pá, pô, tenho vontade de jogar nada, [limpando a garganta] cara. Então, quando acaba, cara, >> é uma parede bateu. >> Isso aí. Isso aí. Pronto. Mas para mim, posso até contar essa história, nós temos tempo aí. >> Lógico, pode. Agora ele baixou a cabeça, ele não tava agora. Cansado, cansou, cansou. Tá sem preparo físico. Brincadeira, cara. Pode, >> então. Tô na Itália. Tô na Itália, 37 anos. Já >> vindo na
cabeça, vou parar de jogar. >> Aí acaba o contrato. Aí o Emple, o Emple Me liga lá, o diretor: "Pô, Tafa, vem ajudar a gente aqui. Nós estamos numa situação assim, precisamos um goleiro, precisamos um cara experiente com pô diretor, já tô pensando em parar porque eu não não tô mais legal, não tô também não sou mais aquele de antes e tudo mais. Não, rapaz, tu vai me vai ajudar a gente bastante aqui. Vem para cá, vem para cá. Insistiu, insistiu, insistiu na terça à noite, última ligação de tá, então vou, mas vem amanhã cedo
porque Tem treino quarta-feira na Itália do dia pro outro, >> dois períodos, já joga domingo, tá beleza. Eu tinha comprado um carro, olha qual? >> Uma BM 730. >> Ai, >> novinho, novinho. Pega o carro, preta, [risadas] >> pega o carro antes de de chegar na autoestrada, pum, para o carro. problema elétrico. Eu não, eu não podia Acelerar muito que ele parava. >> Dei a volta, ia parando, cheguei em casa, estacionei e era o momento que as crianças iam pro colégio, né, meus filhos e a gente morava mais ou menos no centro da cidade, levava
de bicicleta, minha esposa com atraso, eu com aqui, tá levando pro colégio e eu explicando para ela. >> Aí estamos voltando assim, cara, passando numa pontezinha, daí diz a André assim: "Minha esposa, e agora? O Que que tu vai fazer?" Cara, quando ela diz agora parecia que ganhou uma ficha assim. >> Uhum. Parei de jogar, cara. Mas assim, sabe quando tu sente que, pá, Deus fala contigo, é que para, parei de jogar, para, parou a bicicleta, começou a chorar, mas ah, os caras estão te esperando. Não, não, não, deixa comigo. Vou ligar pro >> Acabou
>> diretor, parei. >> Se hoje vier o Milan, coisa que não ia acontecer, lógio, mas se viesse o Milan hoje, não iria também. Então, só para dizer pro senhor que eu parei de jogar >> hoje, cara. E aí que eu digo, né? Aproveitei, dei meu melhor, virou, virou a página, cara. >> E teve a consciência, acho que no melhor momento ali com a família de Não é tu dizer assim, ó, é isso que eu quero agora. Quero, quero curtir a família. >> Então, >> é porque é uma coisa que vocês não curtem, né? Quanto tá
jogando, vocês não tão não conseguem estar perto da família. >> É, eu acho que até tu, tu consegue em certos momentos, mas tu perde muita coisa. >> Tu perde um nascimento do filho, tu perde um nascimento, uma data importante pro teu filho e tu acaba perdendo também. Não, cara, eu acho que é isso Que acontece nossa vida. Nascimento dos meus três filhos tu perde coisas importantes, né, cara? >> Você não acompanha o crescimento dos filhos do filho. >> Exato, cara. >> E você, Cafu, na no seu momento de parar, porque até hoje se você tivesse,
[risadas] >> então se você hoje ti estaria jogando. Mas como que foi esse momento para você? >> Eu eu me preparei dois anos antes de Voltar pro Brasil. Em 2006, eu fui na diretoria do do Milan, no Leonardo, no Braid e no Galiano e falei: "Ó, 2008 eu estou indo para casa. 2008 ninguém me faz mais jogar futebol fora do do Brasil. Então vocês se preparam, eu ajudo vocês a contratar lateral. Se precisarem de alguém para indicar, eu indico. Começa a preparar os meninos que 2008 eu vou embora. >> Esse 2006 passou 2006 joguei todos
os jogos. >> Passou 2007, joguei quase todos os jogos. Aí chega 2008. Eu me preparei dois anos antes para ir embora em 2008. >> Mas tinha muita gente querendo convencer você não parar. >> Tinha muita gente querendo me convencer a não parar. Mas eu já estava convencido de que eu iria deixar o Mila e voltar pro Brasil, que eu queria voltar pro Brasil para ficar com os meus pais. Meus pais estavam doente na época. Eu falei: "Bom, vou querer saber? Vou voltar e vou Ficar do lado dos meus pais aí e curtir esse o resto
da da vida com eles." Infelizmente os dois faleceram, aí eu falei: "Quer saber? Não jogo mais futebol". Parei, mas eu me preparei dois anos antes. Mas uma coisa que o Tafarel falou é é verdade. Curta agora, aproveite agora, dê o máximo, faça o máximo, ganhe títulos, se dedique 100% para você sair depois e parar e falar assim: "Olha, eu cumpri com a minha missão, eu cumpri com o meu dever, Porque >> guarde dinheiro, >> guardeiro, guarda >> só não faz que nem reverindo de baixo do colchão que você pega for >> em cima disso, o
que é mais importante é que amanhã você fala, você faria tudo igual". >> Eu faria igual >> tudo igual, Rudia igual. Perfeito. >> Até ir pro pro Fluminense >> tudo faria igual tudo. >> Caramba. [risadas] Tô brincando com você. É verdade, >> né? É verdade. É importante você ter essa essa conção que tu fez isso. >> Não pode ter arrependimento, né? É, >> acho que vocês estão aqui por todas as decisões que vocês tomaram ali. Tafarel, você particularmente tem algo diferente aqui, porque você ainda está na seleção e eu vejo que o público em geral,
todo mundo, pô, todo brasileiro quer pô B del tudo, vai reclamar de tudo também, >> mas eu vejo que [risadas] >> eu vejo que a galera >> questiona muito os goleiros e o que você, que é o cara que prepara eles, pode dizer para acalmar os torcedores >> que você confia neles e a qualidade dos goleiros do Brasil, por favor, >> dá Não, primeiro que a as nossas escolhas, né? Falo nossas porque eu não não decido sozinho, tem uma comissão. >> Não é você que convoca os goleiros? >> Não, não, não, não, não. Isso aí
é é tem uma comissão, né? Assim como não é só o Antil que convoca, é o cara que vai ter sempre a última palavra, mas tem uma comissão toda que cada um dá seu parecer, aquilo que tá acompanhando e tudo mais. >> Que legal. >> Então, não se convoca por amizade, né? Eu eu vejo muito e ouço, ah, o Tafarel é amigo do Alice, pô, mas que bom que eu sou amigo do Alice, que é um dos Melhores goleiros do mundo, cara. Em todas as listas lá dos melhores goleiros, ele tá sempre lá presente. Então,
não sei por essa essa perseguição é resistência. >> É, é, eu sei. Eh, jogou dois mundiais, o Brasil não chegou nem numa final, então isso aí, isso aí pesa, pesa, mas não tira qualidade esse cara, né, cara? não tira qualidade assim como do Ederson, do Bento, do Hugo, do John, do Everton, que agora estão nessa lista larga. A gente vai fazer a escolha daquilo que realmente é importante pra seleção, sabe? Os goleiros que realmente a gente tem certeza, o erro pode acontecer, lógico, né? Da nossa parte, nas escolhas. Isso aí vai ver só amanhã, né?
>> Goleiro. Quando o goleiro erra, fica muito marcado. >> É, exatamente. É assim como o Bento errou esses dias. Mas cara, isso aí é coisa de goleiro, sabe? Então tu não pode chegar e dizer assim: "Ah, não, Esse car não vem mais pra seleção porque errou". >> Então vocês não olham o erro do Beito e descarta. >> Negativo não. Negativo. A gente olha um >> uma sequência, né? Vê um histórico dele aqui, uma regularidade. OK. Ah, erra todo domingo. Ah, então não é goleiro de seleção. Só desculpa, só é quando erra. E >> aí todo
mundo cobra. E quando e os acertos? Ninguém cobra. Os acertos que Ele fez, >> ninguém parabeniza, né? Ah, ninguém faz. Ah, errou agora, entendeu? Só não é isso aí. >> Não, mas então isso aí, as escolhas vão ser feitas em cima disso aí, né? De de de uma de um acompanhamento, daquilo que é que é legal pra seleção, sabe? É, >> as escolhas são feitas de de do decorrer do campeonato. As escolhas não são feitas com dois ou três jogos, >> com uma com um jogo. É avaliado um Aspecto de um, você tem um ano,
2 anos, você tem três anos para avaliar um jogador. Não são dois jogos que vai avaliar um jogador, não são dois jogos que vai fazer com que o jogador vá ou deixa de ir pra seleção. >> Tafarel, o que você pode falar de como tá o grupo [limpando a garganta] e como que é trabalhar com elote, o que que ele tem de diferente pra gente se aproximar um pouco mais? Sim, sim, entendi, entendi. Primeiro Um cara que ganhou quase tudo na na vida dele como treinador e vem pro Brasil com alegria trabalhar no Brasil, sabe?
Sabe que aqui no Brasil é diferente tu trabalhar na Europa, né? Aqui tem um sistema diferente, a cobrança. É, não, mas o torcedor é parte de legal disso aí, porque tu tem que tu tem que trazer torcedor para ti, né, cara? A gente sabe que o torcedor quando é contra é a pior coisa do mundo, mas tu tem que trazer ele para ti, para Tu torcer pro teu lado. Então Anchelote veio para cá com essa com essa vontade, essa determinação e mostrou uma simplicidade no trabalho que encantou todo mundo, sabe? Todo mundo chubá, o cara
vai vir encher. >> Ele mostrou que o futebol é fácil. >> Exatamente. Não, que o fut e tem que ser organizado, né? Como todo italiano gosta. Tático, prá. Não é exagerado [limpando a garganta] também no tático. Já peguei os italianos Cara só tático. >> Mas cara, ele trouxe uma simplicidade assim, uma leveza pro ambiente. O ambiente ficou leve, ficou descontraído. Então, cara, é só os jogadores jogarem, é só cada um dar o seu melhor, sabe? Então, eu acho que isso é importante, cara. é cada um levar para dentro de campo agora nessa Copa do Mundo
essa responsabilidade administrada, mas uma leveza, uma alegria para jogar, coisa que é o nosso a nossa essência aqui no Brasil. >> Se vocês fossem as pessoas que convocam Neymar na Copa do Mundo, sim ou não? >> Sim. >> Santia não vale. Santia não vale. [risadas] >> Neymar? Sim ou não? M >> um dos primeiros da lista. Neymar >> o primeiro, né? Primeiro nome Neymar. >> Mengal. >> Primeiro nome. Sim, >> sim, >> sim. >> Rivelino. >> É aí que tá. [risadas] >> Eu sabia. Tem um problema. Tem que saber se ele quer ir pra seleção.
Eu não vejo. Eu não vejo ele falar. Ele, eu vejo ele agradecer o o pessoal da Argentina cantando, mas eu não vejo o Neymar fala: "Pô, eu quero, galera, obrigado, se eu quero jogar uma última PAP, eu quero tentar ser campeão do mundo, porque ele Ele já teve [limpando a garganta] du e agora se eu se ele tiver bem fisicamente, que claro, nunca não vai ter nunca 100%. Eu podia levar porque ele faz a diferença, mas no seguinte, mas é meu reserva de luxo, não vai ser o titular, vai ser opção. Preciso, >> mas levaria
>> podia pensar e levar, podia pensar muito e levar, porque, pô, porque é se você for analisar o que nós temos hoje, porque infelizmente tentar nós estamos Pobre em termos de de qualidade de no de jogadores diferenciados >> e só tem ele que é diferenciado. Então ele pode uma, duas jogadas resolver, pode. Apesar que ele já teve três cóposas e não resolveu também para nós. Teoricamente não resolveu, mas pode resolver. Pode. Eu levaria nesse aspecto só. Se agora se ele aceitasse ficar na reserva. Se >> o Mess resolveu agora também na última, né? Na última
que ele jogou. O bichão Ainda vai jogar mais uma. Que t >> Cafu, >> sim ou não? >> Pergunta pro Tafarel primeiro. >> Tafarel, sim ou não? Vi, eu vi os últimos jogos. >> Porque aí eu fui com a resposta do Tafarel. Tem muito. [risadas] Olha que ligeiro. Olha que ligeiro. Olha continua aí. Continua assim. >> Lembra da pergunta? A pergunta foi caso fossem vocês que decidem. >> Se fosse eu, eu levaria. >> Eu também, né? >> É mesmo. >> Mas nós ter >> Então ganhou aí, cara. Vai, vai pra Copa então. Ah, vai aqui,
ó. Aqui todo mundo vai, né? >> Mas tem que respeitar o Ancelote também. Ele, ele sabe que ele ou não. A decisão, a decisão do Ancelot já tá tomada. Eu já tomo uma decisão independente de de jogos. >> Segunda-feira saberemos. >> Segunda-feira saberemos. >> Claro, claro. >> Eu até iria falar, mas eu não sei ainda, sinceramente. >> Você jura? Verdade. Não sei ainda. >> Gaúcho não pode mentir >> não. Não é verdade. [risadas] Verdade. Não falaria, mas eu não sei mesmo. Pau, hein? >> Tá, mas se você soubesse, você falava: "Eu sei, mas não falaria."
>> Mas você falaria que sabia. >> Exatamente. Sim. >> Mas não sabe. >> Mas não sei. Mas >> não. Não, sinceramente, não sei. >> Eu também não sei. Sinceramente, >> não sei. Não sei. >> Não sei. >> Tá. Ok, eu vou aceitar essa resposta. >> Não, é verdade, é verdade. Não vamos fogueira também, né? Saboada. Última pergunta antes da gente encerrar esse Papo maravilhoso. Voltando o papo que futebol lá atrás era bem mais fácil, que você jogava contra qualquer um, enfim, >> hoje a gente vê que apareceu um tal de Messi, Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho,
Romaro, tantos outros. Alguém chegou perto ser um cílios, uma cutícula do que foi o Pelé. Esquece o Pelé. [risadas] Esquece o Pelé. Fala, fala de outro jogador. >> Não entra na conversa. >> Mim, para mim, para mim não tem. Para mim não tem. Para mim não tem. >> Sem papo, >> sem papo, >> sem papo. >> Foi o único jogador completo que eu vi. Direita, esquerda, cabeceio, chute, tudo. >> Domínio, >> domínio, >> ferro. de vez em quando dava também. E Mas era fantástico. Jogai do lado dele. >> Um dos seus melhores amigos. Sabia o
que ele ia fazer. Coisas incríveis, maravilhoso. >> Teve algo que você viu ele fazer que não tá registrado, não foi contado, que você falou assim: "Meu Deus, não acredito nisso". >> Ah, muitos jogosamente em excursões. Ele bagunçava, arrebentava todo mundo. >> Era normal >> completo. Direito, esquerdo, cabeceia, Volver. [risadas] Tudo, todo, todos esses dribles que a galera faz hoje, ele fez primeiro, né? >> Eu acho que sim. >> Muito louco isso. Então, Mengalvo, sem papo, >> sem papo, não tem história não. Maravilhos. Eu concordo com os santistas aí, ó. Eu vou concordar com eles. [risadas]
Tá aí, ó. Ninguém chegou nem perto. >> Olha, Esse é o rei mesmo, né, cara? Mas se esses caras que jogaram com ele lá falam isso, imagina quem quem quem somos nós para duvidar para duvidar disso aí. >> Cafu concorda 100% com o Pep, com o Mengalv, com Ivelino, com o Tafa, é Peléca, não tem, não tem outro, é jogador completo. >> Acho que nunca mais vai existir alguém que possa chegar perto dele mesmo, né? >> Tomara Deus que eu consiga ver alguém Mais >> a gente torce para isso, né? Hã, >> entorce para isso.
Talvez se o Ronaldinho Gaúcho tivesse dado uma continuidade maior na carreira, >> talvez poderia. >> É, >> mas é aí que tá, né? >> Na hora que vai nivelando, você, a gente tá falando do Ronaldinho Gaúcho, mas não se lapidou ao máximo para ser o que o Pel foi. O Pep falou, o Pel era Completo. >> Ele é completo, cara. >> Completo. Realmente era isso aí, né? >> Deus, Deus foi bondoso. >> Esse cara é drible, velocidade, força, direita, esquerda, cabeceio, cara. Preparo físico, >> tudo, tudo, tudo. Ele é completo, completaço. Complet. Ele era, ele
realmente era um super atleta. >> E vocês que gostam dos números aí, geração número, geração sofá score, Quero ver quem vai bater os números do Pelé. >> Não vai. >> 1000 gols, três títulos de Copa do Mundo. Mítico jovem. Nossa, eu tenho mais uma pergunta. Eu falei que era a última. É o que é que eu lembrei. Alguém que par alguém que participou de quatro. >> Qual a importância de Zagalo para essa camiseta que vocês vestem? >> Qual foi a importância do jogador? Uhum. >> do técnico e depois do cara que tava na comissão. >>
Acho que todo mundo pode falar um pouquinho dele, né? O Zagalo é a cara da seleção brasileira, é a cara do futebol brasileiro. Zagalo é o Brasil. Zagalo ele era apaixonado pela camisa amarela, ele era apaixonado pelo Brasil. Ele ele vibrava em falar da da da Mariava, >> incentivava o o incendiava o vestiário. Ele, cara, o que o Zagalo tinha de patriotismo em relação ao Brasil, à Seleção brasileira, era algo impressionante. Ele amava, era apaixonado pelo pelo Brasil. Caramba, eu falei do Zagala, todo mundo tipo, cara, >> é o o Tapar já mandou uns três
bar >> bar meu. É o Zagala meu. Tem a ca 98 lá antes da da semifinal nos pênos lá os pênos da semifinal ele vem e me pega. Tá farel, vamos meu garoto. Agora me amassou cara. Mas isso te ligou, né? >> Vibração. Lógico, cara. Vibração, cara. Pá, >> ele vibrava. >> O astral dele é muito alto. >> Astral é >> impressionante. Falavam que ele não era um grande treinador, né? em 70 fala: "Ah, ele dava camisa. O Pel jogava, não jogava, não é? Como é que fala? >> Dava, jogava pro alto, resto pro alto,
>> pelo contrário, por ba treinador, tem a cara realmente que Cafu falou para Falar, tem a cara do Brasil, tem a cara da seleção. >> O cara tava em quatro ti, >> ele ganhou, pô. Meu Deus, >> uma lenda. Uma lenda. >> Lenda. >> Zagalo Pep. zagado. É, foi um grande treinador, um jogador de equipe, né? >> Era bom ter contar com ele, né? >> Sem dúvida. Era uma pessoa, um cara, no mínimo um Cara inteligente que sabia maneirar as coisas, sabia >> construir a coisa. >> Foi o útil. >> Que que você acha do
do Zagalo Mengal? Companho o que o Pep tá falando sobre Zagalo, né? Fora de série, é um cara anticontal, viu? [risadas] O grito dele no fora, né? Era demais. >> E >> e vibrava mesmo. Vibrava. >> Dava força. Que legal, que legal poder ouvir vocês. Muito obrigado. Tô lisongeado. >> Isso aqui é um dia histórico para mim, pro mítico, tenho certeza. Pro P. Muito obrigado. Vocês gostaram de participar desse programa do podcast de hoje. Valeu, >> valeu. Valeu. >> Muito bom. Obrigado. >> Agradecer agradecer o guaraná agradecer O guaraná pela oportunidade, hein, oportunidade que nos
dias tá aqui com essas feras. >> Obrigado, Guaraná. >> Obrigado. >> Quem gostou, deixa o like. Se inscreva no canal Guaraná Antártica. Um beijo, estamos junto demais. Manda uns fardinhos lá pra casa, tá bom? >> Manda dessas aqui pr realmente colecionar lá, deixar na estante assim bonitinho. >> Siga quem tem redes sociais aqui na Eu nem sei quem tem. Acho que só o Cafu. Você tem rede social, Tafarel? >> Tem. >> Tem. Tem Instagram, Rivelina? >> Tem Instagram. Tá todo mundo com Instagram. Ele só p >> siga o Mengalvio, Pep, Riverino, Tafarel e Cafu nas
redes sociais vão estar aí na descrição. Siga a gente também. Siga eu. Siga o mítico. Ruma a 10 milhões de inscritos. Mítico jovem, faça as honras. >> É isso mesmo, gente. Ó, >> nossos campeões, nossos. >> A gente vai est na convocação, hein? A gente vai est na convocação quebrada. Eu e Igão vamos estar lá na convocação. >> Exatamente. Mítico Jovem estará diretamente do Rio de Janeiro e a gente aqui ao vivo no Quebrado FC trazendo essa convocação anti elote lá no Museu da Manhã. Coisa linda. >> Eu vou est lá. Eu vou estar lá.
Será que o Neiv vai? Será que vai? Que que vai acontecer lá? Vou lá. Deixa seu like, se inscreve aí, segue a nossa agenda no Pepp. Se inscreve, estamos juntos. Dignidade já. >> Palmas. >> Palmas. >> Bravo. [aplausos] Gringos nunca entenderão. [música] Guaraná Antártica. Sente de torcer é coisa nossa.