[música] 28 de novembro, santificação. Consagrem-se e sejam santos, porque eu sou santo. Levítico 11:44.
Essa é uma ordem que provoca arrepios. Como alguém pode desenvolver uma santidade semelhante à de Deus? Nós somos pecadores.
Nós erramos até mesmo quando estamos repletos de boas intenções. Seria, portanto, a santidade uma utopia? O Novo Testamento torna isso ainda mais complicado quando apresenta as palavras de Jesus.
Portanto, sejam perfeitos como perfeito é o Pai de vocês que está no céu. Mateus 5:48. Como entender isso?
Em termos gerais, podemos dizer que a salvação é o ato de Deus em tirar o sujeito da lama. E a santificação é o ato de Deus de tirar a lama do sujeito. O primeiro gesto é instantâneo.
Somos justificados ou salvos num instante em que aceitamos a Jesus. Como um albatroz resgatado de um vazamento de petróleo, o salvamento é rápido. Agora, a limpeza de suas penas leva muito tempo.
É nesse processo chamado santificação que Deus vai transformando os que foram salvos. Por isso, podemos dizer que as boas obras não são o meio nem a causa da nossa salvação, mas certamente serão o resultado dela. E como fica a nossa relação com a inatingível perfeição ou santidade de Deus?
Note a sensibilidade das palavras de Cristo. [música] Como o pai de vocês, você já viu uma criança imitando o seu pai? Ela faz igualzinho?
É claro que não. Ela não tem nem a coordenação motora para isso, [música] mas justamente por ser criança, por ser filha, é quase instintivo querer se assemelhar à aquele que ela tanto ama, aquele a quem ela tem por herói. Eu me lembro de uma amiga cujo filho de 6 anos pediu para lavar a louça assim como ela fazia.
Ele, ela deixou, e é lógico que a criança não lavou a louça direito, deixou muita coisa engordurada e espirrou água para todos os lados. Mas a satisfação da mãe foi a espontaneidade da criança e a alegria de ver o filho imitando seus gestos com aquele inocente intuito de ajudá-la a descansar um pouco. A criança atingiu o objetivo de lavar perfeitamente as louças?
É claro que não. A mãe teve de lavar tudo de novo, mas aquela tarde na cozinha foi mágica e graciosa. Imagine como seria se aquele menino estivesse lavando a louça com a mãe ao lado, ameaçando de levar uma surra, caso quebrasse alguma coisa e não lavasse direito.
O gesto era o mesmo, lavar a louça. Mas um foi motivado pelo amor, o outro pelo medo. Assim também acontece nas igrejas.
Algumas pessoas agem por amor, outras por medo. Agora, desses exemplos dados, qual ilustra a sua [música] experiência de santidade com Deus? Vamos orar.
Senhor meu Deus e meu Pai, queremos caminhar em santidade contigo. Queremos receber a tua graça transformadora. Queremos ser semelhantes a ti.
Não conseguimos, ó Pai, é claro, ter a perfeição divina. Mas ainda que seja de um modo infantil, como crianças que tentam imitar os seus pais, queremos copiar, Senhor, os teus atos, o teu amor, a tua justiça, a tua misericórdia, a tua retidão. Mas para isso imploramos que a graça esteja em nosso coração, moldando-o todos os dias até a manhã da glorificação, onde todos, entre trasladados e ressuscitados subiremos para o encontro com Jesus nas nuvens do céu.
Guarda-nos para esse dia, Senhor. Pedimos em nome de Jesus. Amém.
Que Deus abençoe você hoje.