A gente costuma imaginar o fim do mundo como o fim de tudo. Mas Metro 2033 mostra algo muito pior. O mundo apocalíptico, onde a humanidade continua exatamente a mesma.
Metro 203 não é só um jogo pós-apocalíptico, é uma representação de algo que por décadas foi um medo real. Medo esse que volta a estar presente dia após dia. Mas o que torna esse jogo realmente diferente não é só o cenário, é a forma como ele retrata o comportamento humano mesmo depois do fim.
Nesse vídeo eu quero explorar como Metro constrói uma das atmosferas mais imersivas dos jogos mergulhar em camadas profundas da humanidade, porque em muitos momentos ele parece muito mais real do que deveria. No coração de Moscou, na Rússia, um indivíduo solitário captação de rádio. Ele ouve e, com pânico nos olhos, corre para fora para alertar a todos sobre a catástrofe iminente.
Um pregador nas ruas anuncia que o fim é próximo. Enquanto isso, uma mãe é vista embalando o seu filho nos degraus de um prédio. Milhares entram em seus carros e partem para as estradas, deixando a cidade antes do pior acontecer.
E é nesse momento que as ogjivas da OTAN são vistas sobrevoando o espaço aéreo da Rússia. As ruas entram em pânico, mulheres seguram seus filhos enquanto correm. Soldados são vistos com medo no rosto.
O governo russo agiu imediatamente e lançou seus mísseis em retaliação, mas isso não ajudaria a resolver o problema. Diante da inevitabilidade da situação, os cidadãos de Moscou correm para a estação de metro mais próxima, pois elas haviam sido preparadas como bunkers. Em caso de um evento semelhante ocorrer, as pessoas invadiram as estações em massa, mas era muita gente.
O pânico era quase insuportável para os soldados. Com as pessoas os derrubando e pisoteando, quando o metro sobrelotou, não havia mais espaço. As portas começam a se fechar e os soldados disparam tiros de advertência para o ar, o que só aumentou o pânico das pessoas que só queriam se abrigar do fogo da guerra, da qual não faziam parte.
Uma mãe sozinha estendeu a mão para tentar salvar o seu filho enquanto o militar agarrava a criança e a levava para dentro da estação. As portas se fecham e então as bombas chegam ao seu destino. O que restou da humanidade agora estava preso dentro da Terra.
20 anos se passaram desde aquele dia e o que restou da humanidade aprendeu a viver lá embaixo. É nesse cenário que conhecemos Artion, um jovem que cresceu sem nunca realmente conhecer o mundo lá fora. Apenas histórias, rumores e o medo do que ainda podia existir na superfície.
A vida no metro segue da única forma possível e muito diferente da comodidade que temos hoje. No metro, pessoas conversam, trocam mantimentos, tentam manter alguma normalidade, mas basta alguns passos além dessas áreas que dá para perceber que pouca coisa ali é realmente normal e seguro. Corredores escuros, quartos apertados, crianças e adultos chorando.
Tudo depressivo e esquecido pelo tempo. Constantemente ouvimos falar sobre as sombras, pois eles acabaram de causar a morte de vários membros da estação. Muitos feridos gemendo de dor, pessoas não completamente qualificadas tentando fazer o seu melhor para salvar os feridos, os familiares do lado de fora angustiados, sem saber do paradeiro e do estado físico dos seus entes queridos.
E momentos depois, outro ataque ocorre. matando ainda mais pessoas. Mas quem estaria fazendo isso?
E é nesse ambiente que Artion, através de Hunter recebe a sua primeira missão. Então, embarcamos nessa missão com os russos malucos. Aqui começamos a ver um pouco mais da escuridão e a atmosfera sombria das linhas abandonadas.
E nessa jornada que vai muito além de apenas chegar a um destino, porque a cada estação, a cada túnel, o jogo deixa claro que o verdadeiro desafio não é sobreviver, e sim continuar lúcido. Começamos a ter visões e em seguida, para piorar, somamos atacado por mutantes, um ataque na qual sobrevivemos quase que por um milagre. Então, chegamos na primeira parada que eu me senti um verdadeiro eslavo, bicho.
Os caras pararam num barica. Um lugar muito legal, com uma música ambiente e cheio de gente bêbada falando tudo quanto é bosta. garantido.
Em um certo momento eu notei uma mulher flertando comigo. Por curiosidade, eu juro que não é porque eu sou gado. Eu fui atrás dela e eu aprendi da pior forma que em o mundo, onde os recursos são escassos, qualquer um pode se tornar uma ameaça.
E isso é o que mais define a vida no metro. Você nunca está completamente seguro. A qualquer momento tudo pode dar errado.
Ficou claro como o ser humano pode ferrar com você de todas as maneiras possíveis. E quando você começa a se acostumar com as pessoas e o ambiente, o jogo muda completamente de tom. Em um certo momento, antes de partir, Artião dá um de Epistem e começa a seguir um moleque pelo metro até uma cozinha.
Lá tava um cara chamado Burbon, que nos dá uma proposta muito boa. Basicamente ajudar ele a chegar a uma estação no quinto dos infernos, passar por tudo quanto é desgraça e em troca ele vai dar um AK47 pra gente. No meio dessa aventura, descobrimos que a única maneira de chegar lá é através da superfície.
O momento em que eles abrem o portão de aço para as escadarias da estação da cidade, vemos o quão perigoso é o que está do lado de fora. Vários soldados apontando armas para a porta porque sabem que lá pode ter algos esperando. O jogo nos dá a chance de subir até a superfície.
E aí que a gente entende de verdade o que aconteceu com o mundo. A cidade de Moscou completamente destruída. Prédios em ruínas, neve cobrindo tudo devido ao inverno nuclear, o som do vento, o mecanismo de respiração da máscara, no qual você tem que ficar atento, pois se acabar o filtro é game over.
A disposição do relógio para que assim você possa ver as horas e saber se tem tempo restante de respirar. Tudo isso faz com que essa parte do jogo seja extremamente imersiva. Eu falei no vídeo de Modern Warfare, na parte de Chernobyl, como essa estética pós-apocalíptica na Europa do Leste é uma das mais legais e imersivas, pois foge daquele memismo de sempre e tem aquele tempero eslavo e sombrio em um pequeno trecho na qual passamos por um parquinho infantil.
Artion começa a ter algumas visões do passado. Um local verde com crianças felizes brincando. Não há vida, não há movimento, exceto o que restou.
E pela primeira vez, o metro deixa de parecer um lugar ruim, porque lá fora é pior ainda. Burbon era um cara que estava devendo até a alma para os outros, completamente endividado. E por causa disso acabou pagando com sangue no futuro.
Nessa parte da jornada conhecemos um personagem diferente, Kan, um cara completamente fora da curva, enquanto todo mundo ali tentava sobreviver com armas, munições e desconfiança. parece enxergar o metro de outra forma. Como se aquele lugar fosse mais do que apenas túneis e estações, ele fala coisas que ninguém mais entende, energias, presenças, ecos do passado.
E no começo só parece um maluco no meio de tantos outros. Até que você começa a ver por conta própria. Visões, sombras, sons que não deveriam estar ali.
Momentos que o jogo simplesmente quebra qualquer lógica e você não sabe mais dizer o que é real e o que não é. Através de algumas rezas, ele manipula as sombras, mostra um forte conhecimento religioso, como ninguém mais ali. Um dos momentos mais marcantes é quando um trem fantasma sem explicação, apenas passando como se tivesse preso naquele lugar.
Algumas missões no futuro, em contraste com o que presenciamos, somos levados de carro para um mini bunker, uma mini base dos aliados. Enquanto eles esquentam um chá e trabalham, comecei a ouvir uma música que de alguma forma me confortou, como em nenhum outro momento desse jogo. Comecei a subir às escadarias de pedra e para minha surpresa, esse lugar é simplesmente lindo.
E eu achei muito incrível da forma que, de tudo que a gente passou até agora, poder me deparar com Jesus chad ali nas paredes de uma igreja dá uma sensação de paz gigantesca. As velas, as pinturas na parede, o silêncio. Nesse momento, o mundo lá fora deixou de existir para mim.
Ali estava Kan, mais uma vez com as suas sábias palavras. De alguma forma, ele consegue comunicar brevemente com algumas sombras. E atrás dessa parede, o memorial espiritual do Cam com velas, fotos, fazendo assim o luto pelas pessoas que se foram, reforçando o lado espiritual e religioso da obra.
E talvez seja por isso que em meio a tudo isso, algumas pessoas tentam encontrar algum tipo de sentido. Porém, nem todos escolheram a fé. Alguns escolheram outro caminho.
Estima-se que apenas 50. 000 pessoas sobrevivem nas estações de Moscou, sem luz, dependendo de recursos disponíveis e tentando sobreviver como podem. Embora a maioria dos cidadãos não gostam de viver como tpeiras, a humanidade tenta aproveitar ao máximo a vida subterrânea, frequentando discotecas, bebendo vodica, participando em atividades sociais, basicamente tentando viver a vida da melhor forma possível.
As estações podem ser vistas inicialmente como refúgios seguros para a humanidade. Porém, mais à frente, na rede de linhas, a guerra se intensifica entre facções extremistas. Território, ideologia e poder.
Essas facções, pelo menos as principais, são vistas como a linha vermelha de comunistas, o quarto ha de nazistas, Hansa, mais ligado ao capitalismo, cada um com visões diferentes da vida, leis, ordem e como a humanidade deveria viver ali dentro. Em uma parte do jogo, chegamos até uma estação comunista e os guardas nos receberam bastante bem, como se fôssemos parte daquele lugar. Alguns passos à frente, após passar pelos portões de entrada, as coisas já começam a azedar aos poucos.
Militares falando sobre fiscalização de documentos, alguns moradores nos alertando sobre os guardas. Ao entrar em uma sala, somos abordados sem sequer dizer uma palavra. Somos presos.
E a nossa sorte é esse careca aqui. Meteu um soco na cara do militar e começamos uma fuga pela estação. O maluco praticamente se sacrificou para não ser preso.
E o mesmo só não aconteceu conosco porque um senhor nos salvou. Esse senhor era um amigo do Can, na qual estávamos à procura. O cara que vai ajudar a nos colocar no próximo destino, avisando desde já que vamos precisar de passar pelos nazistas.
Esse senhor generoso nos deu uma alternativa de sair daquele lugar, porém foi de mal a pior, porque os próximos na linha da frente eram menos piedosos. Temos o nosso primeiro diálogo com soldados do quarto rage. Esse momento, o jogo apresenta Wan.
Um cara [ __ ] e cheio das piadinha. Quanto aos nazistas, se eles sentirem um cheiro de comunista em você, você vai ser executado na hora. Se não for de sangue russo, o mesmo.
Existem várias outras facções, como canibais, apóis, os rangers, bandidos. E é impressionante como mesmo estando afundado no maior esgoto, o ser humano deixa de se unir para brigar por ideologias e política. Eu acho que eu não preciso nem falar nada, né?
A briguinha ideológica continua. Mesmo que isso nos enfie para debaixo da Terra, sem o mínimo de consideração, o mundo acaba, mas ainda damos um jeito dos conflitos continuar. E no fim, o metro deixa de ser um abrigo e passa a ser um reflexo de tudo aquilo que levou o mundo ao colapso.
Talvez um dia as crianças do metro possam crescer em um mundo mais verde, mais claro e mais confortável. Talvez um dia elas possam encontrar outras crianças da Rússia ou até mesmo do resto do mundo. Talvez haja outras aldeias para visitar, mas infelizmente não há mais ninguém lá fora.
Não há mais centros de comunicação. Não existe ar respirável em nenhum lugar da Rússia ou no mundo. E não há nada além de morte e destruição.
Ou pelo menos é assim que a informação chega até nós. Se você curtiu este tipo de conteúdo, eu quero muito trazer mais vídeos sobre Metro. Esse foi um vídeo apresentação da franquia na minha pegada para ver se vocês vão curtir.
Se for o caso, eu quero explorar e aprofundar ainda mais essa franquia e conectar com os temas reais que a gente faz aqui. Então me diz aí nos comentários o que você quer ver nos próximos vídeos. Meu nome é ZCA.
Seja bem-vindo à minha visão de jogo.