Dando uns recados paroquiais. Desculpa, eu tô me ouvindo aqui, eu tô meio com delay. Eh, então, a gente teria um coffe break no meio da tarde, mas a gente, como acabamos de almoçar, a gente vai deixar pro final, tá? Esse café final. A gente tá tentando fazer um cafezinho preto aqui para quem quiser, né, acordar. Estamos vendo se é Possível, tá? Daí se for, a gente deixa, a gente avisa, vai ficar disponibilizado lá fora. Acho que é isso. Então, vou dar início à mesa da tarde e vou começar a convidar as pessoas. Todos chegaram, né?
Acho que sim, né? Muito bem. Deixa eu abrir aqui. Bom, gente, essa mesa da tarde, essa primeira, né, eu acho que ela vai ser bem legal, ela vai ter uma dinâmica Diferente, que ela foi organizada pela Giz. Eh, e é uma mesa sobre cases, né, de como as empresas têm capacitado trabalhadores e antecipado as demandas por competências para ocupações verdes. Então, para iniciar, eu vou convidar a moderadora dessa mesa, que é a Júlia Guiebeller Santos, diretora do projeto Profissionais do Futuro 2 da GIZ Brasil. Bem-vindo. Em sequência, eu vou convidar a Diana Gradíssimo, coordenadora de
serviços técnicos de e botânicos da Sbrise. >> Bem-vinda, Diana. Eh, agora eu convido a Cláudia Busete Calais, diretora executiva da Fundação Bunge. Eh, o Senr. Carlos Braguini, superintendente de educação profissional e tecnológica. Opa, educação profissional superior do SENAI. Bem-vindo. E finalmente Henrique Paiva, vice-presidente de Relações Governamentais ISG LAAT Siemens Energy. Bem-vindo, Henrique. Vem para cá. >> Bom, com você, Júlia. Boa tarde a todo mundo. É, realmente aqui não é fácil porque tem esse eco, né? A gente se escuta aqui. Vou me acostumar. Eh, muito obrigada eh pela parceria aqui eh eh grandiosa. Acho que é
tão Maravilhosas as diferentes eh entidades, parceiros, atores, perspectiva. Já foi uma discussão e a falas muito ricas e muito feliz de estar eh com vocês aqui nessa terceira mesa. Eh, e já foi conversado bastante sobre o nosso tema, como eh o setor produtivo pode contribuir a antecipar novas habilidades, como o setor produtivo pode apoiar, atrair essas novas as pessoas qualificadas e pode como pode contribuir na formação. E acho que vocês vão pegar muitos ganchos das discussões anteriores, né? Então, h, agradeço demais novamente pela presença de vocês e, e sem me estender muito, quero então eh
fazer uma primeira eh pergunta para cada um de vocês e vocês têm em torno de 10 minutos para responder. Hum. Então, eh, Bragini, o supendente da educação profissional é superior do do SENAI aqui do DN, bem recente, chegado aqui em Brasília, mas já totalmente eh dentro da da agenda, Assim, eh porque já trabalha há muito tempo com a educação profissional. Mas assim, eh, nessa sua nova função, nós queríamos entender como o SENAI tá eh antecipando, né? eh essas novas eh tendências no mercado, nas indústrias, eh demandas por novas habilidades e competências, como vocês identificam eh
essas novidades? Quais instrumentos o SENAI usa? E quais são os desafios maiores nessa eh nesse grande exercício que o SENAI eh faz? Olha, Boa tarde, gente. Eh, deixa eu me apresentar rapidinho, Júlia. Eu eu venho do Mato Grosso, né? Um estado que tem tudo a ver com a gerda verde. Eu vou explicar já já. Estou no Senai há 21 anos e nos últimos quatro liderei a operação do SENAI no estado de Mato Grosso. E agora tem dois meses que estou aqui em Brasília e junto com o time do SENAI Nacional apoiamos aí a o desenvolvimento
da indústria no Brasil. Eh, a primeira resposta que eu não tenho Nenhuma pretensão de ser única, mas é uma entre várias possíveis, eu oriento ela a dizer que a gente é guiado pelo mercado. E o mercado, as indústrias, né, as empresas, o segmento produtivo em geral, ele tem eh essa esse quase que dever de se manter eh mais do que atualizado, mas sobretudo ser um farol de desenvolvimento pros locais onde ele está, especificamente trazendo um pouco da da agenda do que eu vivi em Mato Grosso para conectar com economia verde, né, estado de Mato Mato
Grosso. E aí não é só o estado de Mato Grosso, a gente tem outros estados também do Brasil que estão ou passando ou vão passar pelo mesmo cenário. Eh, o Brasil é conhecido como um país de riquezas naturais belíssimas, né? Eh, mas nós sabemos que países que sem nenhuma riqueza natural, mas com riqueza do capital intelectual, fizeram muito mais do que aqueles que muito capital natural tiveram. Logo, dá Pra gente concluir que o potencial de capital mineral, de riquezas minerais que um país tem, não necessariamente tá dizendo sobre uma agenda de prosperidade. E falar de
economia verde é sobretudo falar sobre a modernização da do mindset de um país, das pessoas e a educação profissional passa por isso. o estado que eu estava, muito parecido com ele, nós temos o centro norte do estado, Goiás e Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia, Tocantins, o Pará, enfim, um grande uma grande extensão territorial fora da faixa litorânea do Brasil e que tem potenciais incríveis e que estão, podemos dizer, ainda em fase inicial de desenvolvimento. O que era, por exemplo, há 10, 15, 20 anos atrás, o o milho. Qual o papel do milho na
economia brasileira, né? 10 anos atrás, o que era o milho? Um produto alimentar, um alimento. Eh, hoje quando a gente Fala em milho, a gente tá falando de de energia, de múltiplas energias. Inclusive, a gente tá falando de energia elétrica, porque numa usina de processamento de milho, de etanol, a gente gera energia elétrica. A gente tá falando de energia pro gado, sim, porque a partir do processamento do milho se produz eh uma espécie de way protein do gado. O que tem a ver isso com transição de green economy tudo com essa com esse tipo de
Alimento proteico, altamente proteico, feito a partir do processamento de um grão que no passado era só um alimento humano, às vezes muito mal explorado economicamente, o carcaça de boi fica, por exemplo, um ano a menos em fase de criação, o que reduz a emissão de gases efeitos estufa, por exemplo, atinge o ponto de abaixo para venda, para consumo, antes do quando quando se não se tinha, por Exemplo, esse esse suplemento alimentar vindo a partir do milho, que é um subproduto, assim como a energia elétrica dessas usinas, porque o principal produto de usinas como essa é
o etanol, o bio biocombustível, né, o álcool brasileiro, eh, que no país foi conhecido e difundido na época do Proálcool por meio meio da indústria sul coleira, mas que hoje eh caminha a passos largos para superar a produção de De álcool vinda de açúcar, de de cana de açúcar e neste caso, a partir do milho. Tá aí um belíssimo exemplo de transição, de transição verde. O que que aconteceu, o que que eu vivi nesse período? Eh, e eu vivi nesse período, no cenário em Mato Grosso, eu pude liderar projetos, processos, atuei em projetos que deram
certo, viu, Cláudio? Também atuei em projetos que não deram certos. Eh, e pude liderar unidades escolares do SENAI, inclusive em Rondonópolis, onde Para minha surpresa, eh pude encontrar a Cláudia aqui, que é é da Bung, lá em Rondon Lóopes, temos uma gigantesca, né, uma grande fábrica, uma uma referência pra região da Bung. Eh, atuamos em projetos, podemos atuar em novos currículos, lidamos com empresas que estavam buscando competências já verdes dentro dos currículos, empresas que não acreditavam, que achavam que não. Deu para ver de tudo. Depois de ter passado por alguns anos dessa transição. E aí
eu Vou fazer um recorte ali no pós-pandemia, eh, o que que fica, né? Eu participei de rodadas de conversas parecidas como essa, de painéis, de debates, eh pessoas que acreditavam mais, outras que acreditavam menos. As que acreditavam mais contratavam já pessoas com esses requisitos. Algumas pessoas estudavam já queriam, outras não, iam pro mundo tradicional. Passado 4, 5 anos disso, o que eu vi? Eu vi uma uma avalancha Acelerada de transformações que quem ficou duvidando do que seria, perdeu tempo, dinheiro, perdeu energia. Porque nesse estado eh a quantidade de investimento na economia verde só aumenta. A
gente vem aumentando o número de usinas do estado, a demanda de energia do país vem crescendo, né? a gente tá falando aí dos data centers, por exemplo, da da demanda que nós temos de geração de energia limpa no país. E nós, como já somos um país de energia Limpa, já sabemos disso. Eu acho que a gente também se coloca numa camada de berço esplêndido e pode perder oportunidades de ser protagonistas, protagonistas para setores que vão ter um uma demanda energética muito maior do que o que a gente já experimentou ter no Brasil. A a inteligência
artificial é um dos dos elementos que fazem isso. A quantidade de a necessidade de montagem de data centers no mundo, seja para atender Demandas corporativas individuais de empresas, seja para atender a demanda global por por processamento, eh, sobretudo com o drive da inteligência artificial, é muito grande e o o país tem essa, esse potencial na indústria de biocombustíveis. Acho que a gente capturou essa oportunidade no Brasil. Acho que passado esse tempo, pessoas saíram de profissões, por exemplos, que muito embora tragam uma renda, tragam condição digna de Trabalho, elas têm uma agenda de futuro com menos
lastro, com menos capacidade de crescimento. são profissões tradicionais necessárias, mas quando a gente tá falando, por exemplo, de um profissional que vai atuar em elétrica, para ser bem específico, mas quando ele vai atuar na agenda de transição energética, por exemplo, atuando em montagem de sistemas eh de energia renovável, seja solar, eólica ou o que quer que seja, a gente tá falando de um De uma agenda que tem um um uma alta demanda e um potencial de crescimento e que e que o mercado tá pedindo, a quantidade de investimento que tem no país. eh, só aumenta,
né? O B, o Brasil tem eh eu tenho visto isso acontecer, fusões de empresas, investimentos internacionais e normalmente a a agenda de de economia verde, o potencial que o país tem mais polarizado nas suas referências naturais é muito grande. o desafio que que eu Vejo pro nosso país e aí aonde faz parte da agenda que hoje no Senai Nacional nós estamos trabalhando, eh, de como é que a gente habilita a população, os trabalhadores, as empresas, como é que a gente facilita essa transição do do modelo de educação que é tão lento no Brasil? Nós no
Brasil, em geral, no mundo, os sistemas de educação mais lentos por conceito, por definição, em geral, sem especializações, são mais lentos. E no Brasil a gente tem isso Muito forte, né? Sistemas altamente regulados, sistemas com alta dependência, burocracia, conservadores. E aí a gente tem uma mudança econômica acontecendo cada vez mais acelerada, requerendo da das instituições eh um novo olhar, mas no caso do Senai, mais do que um novo olhar, na prática, novos currículos. que sozinho não fazem nada, precisam de novas pessoas, sejam requalificadas, atualizadas ou formadas novas dentro desses novos trabalhos que Precisam eh tanto
que tanto da o setor industrial, o setor da economia precisa. >> Muito obrigada. Eh, é um desafio enorme, né? e essa essa contribuição e eh contamos todos, acho que com o SENAI nessa prospecção, eh porque realmente né eh o mercado, estamos falando de uma transição, mas tem mais transições que estamos vivenciando falando da digital, por exemplo. É, então e quero convidar agora o Henrique e muito obrigado por ter Vindo participar e aqui no nosso evento Henrique da Siemens Energy. também uma pergunta para vocês, né? Eh, trabalhando eh no setor energético eh que precisa acompanhar eh
e que também é um grande motor de mudanças eh no no setor mundialmente, acho que a Siemens Energy, né? como vocês eh conseguem, né, eh prospectar quais perfil de trabalhadores nos diferentes níveis vocês precisam, como vocês contribuem também para essa formação e como vocês conseguem atrair As as pessoas, os trabalhadores e trabalhadoras. >> Ah, obrigado, Júlia, através de quem com falo oi para meus colegas painelistas. Boa tarde a todos e a todas. Ah, obrigado novamente pelo convite, uma honra estar aqui. Ah, meu nome é Henrique Paiva, vice-presidente de relações governamentais da CS Energy paraa América
Latina, ISG. H, e acho que tentando trazer um pouco downt e vou usar meu poder de lugar de Fala aqui para trazer um pouquinho das discussões anteriores que que aconteceram, que tava até trocando bolas ali com Agnaldo ali fora, eh, que e eu acho acho a o tema é maravilhoso como a gente trata, eh, mas a hora que a gente traz na prática para as empresas as ele ele se mostra de uma maneira um pouco mais complexa, um pouco mais complexa do que ela realmente é. Ah, e aqui vou dar alguns exemplos, eh, talvez provocativos
para alguém, mas sem querer, eh, eh, eh, Serem direcionado a qualquer pessoa, mas, mas, por exemplo, se nós pensarmos uma Petrobras, empresa de Olgais, que tem uma plataforma de extração de petróleo offshore lá na Petrobras, lá nessa plataforma de de petróleo de offshore, Ela tem um engenheiro que é responsável pela eficiência energética daquela plataforma. Esse cara, Bobiar causa muito mais impacto positivo que um monte de outros empregos, talvez mais óbvios, que a gente consiga consiga leibar como emprego verde do que outros. Nós não deveríamos chamar esse cara também de emprego verde. Vi uma certa dificuldade
hora que a gente trata de kinai, de tudo mais, vi uma certa maior realidade no que o Agnaldo mostrou de greenness, de eh setores transversais e tudo mais. Trago o exemplo e outro outro outro Exemplo aqui, claro, ã, dentro da Simens Energy. Ã, não sei se todos sabem o que é o SIBAN, mas eh são, vamos dizer, barreiras eh eh alfandegaras de comércio eh internacional paraa Europa, que agora exige diversas restrições ambientais. Ah, e nós estamos tendo que literalmente fazer com que nossos eh eh nossos eh trabalhar colaboradores de de que lidam com tarifas, com
alfândega, com exportação, que eles aprendam isso. E aí A gente descobriu que tem que ter um especialista sobre isso lá. Esse especialista que trata sobre o tema de Siban, ele não deveria ser também considerado um emprego verde? Na minha opinião, sim. Ah, aí eu vou estender um pouco mais a hora que a gente falar de empregos administrativos. Quem desenvolve relatos eh agora com relatos, vamos dizer, quem Desenvolve os relatórios anuais do qual a Bovespa B3 está cada vez mais sendo exigente com relação a isso. São pessoas que comprovam as atividades e tudo mais. Isto também
não deveria ser considerado emprego verde. Então, eh, tô só querendo trazer a amplitude um pouco eh do que essa discussão que eu acho que tem que ser e às vezes não chamar só de emprego, mas talvez de habilidades necessárias, habilidades verdes necessárias para eh Para um futuro de uma economia que a gente caminha. Quando a gente fala de bioeconomia, olha paraa Amazônia, eh eh vamos dizer tudo que é oriundo dali, é muito mais fácil essa denominação. Eu acho o grande desafio no grupo ou nas das pessoas aqui que eu vejo muito interessadas em ter uma
real definição do que são as habilidades verdes e do que são empregos verdes. Eh, eu acho que é tentar olhar o que talvez não é tão claro e que tem sim um Impacto. Olha pro lado do impacto. Eu acho que talvez é uma dica que eu dou. E aqui tô falando com desconhecimento de ser um cientista, de ser alguém que entende de metodologia pedagógica ou de nada, mas tô dizendo que eu vejo na prática, como eu tenho que treinar as pessoas. E aí, só para trazer eh também outro exemplo mais específico, que é um projeto
ah a que agradeço muito minha amiga Carla, que por mais que ela Não esteje não estava operacionalmente envolvido, mas foi através dela que eu conheci os profissionais do futuro, que a gente começou a discutir com o Instituto Federal do Pará em Belém. E aí vocês lembram que na época da COP os hotéis estavam caríssimos e tudo mais. E nós tomamos uma decisão dentro da companhia de fazer assim, em vez da gente gastar isso aqui em hotel e ter uma delegação grande, vamos diminuir pela metade a nossa delegação e fazer um Projeto que seja um legado
pra cidade? E aí, através de uma parceria com GZ, Instituto Federal do Pará, Fundação Itaú, eh, Funatec, tô esquecendo de alguém, Júlia? Eh, tal, se c se tô, me desculpem, mas eh conseguimos criar um programa de 2 anos para atender jovens em situação de vulnerabilidade, que são pagos para estudar em tecnologias renováveis dentro da Amazônia. E esses e eles vão ser ah também vão ser eletricistas, mas vão entender de hidrogênio e tudo mais. Agora vamos pra realidade. Uma comunidade isolada na Amazônia. Quando a gente fala comunidade isolada na Amazônia, a gente tá falando às vezes
de comunidades que a gente tem que viajar 8 horas de barco para chegar lá. É tipo assim, é, é você, a, a minha experiência de ir para uma comunidade dessa, quando eu tava na COP, foi assim, Como eu sou insignificante no mundo, né, literalmente. Eh, mas assim, e pensem, hoje toda a energia que roda numa comunidade dessa roda diesel. Esses diesel tem esse translado até lá. Entretanto, diz: "É uma energia firme." Ah, o que a gente pode fazer? Vamos transformar tudo para solar. Vai ter que ter um campo desmatado ali. Eh, e são fontes intermitentes.
Se não faz sol, não gera energia. E aí, Será que tá todo mundo disposto a não tomar banho, tomar banho frio, não fazer chapinha 7 horas da noite? Não assistir a novela? Qual é a realidade da sociedade? Não tem que ter um backup. Meu colega aqui, Carlos, Carlos, acabou de mencionar sobre data centers, eh, crescente demanda de a que a gente tá vendo um boom, principalmente nos Estados Unidos. Esse boom ainda não veio pro Brasil porque regulamentação de IA e De redes sociais ainda não tá claro. Então a gente não sabe se os data centers
aqui no Brasil vão poder ter vão poder ser de hyper scale ou são só dados que vão estar ali. E como isso vai poder, isso faz parte da negociação tarifária Brasil e Estados Unidos, por mais que behind the scenes, mas isso é parte da discussão. Ah, mas o que eu digo, tem tem agora não sei o quanto o L eh e o Redata não acho que vai ser aprovado esse ano, mas é uma lei traz Assim mais um incentivo tributário para termos implementação de data centers e tudo mais, desde que esses data centers tenham Ah,
eh, sejam providos de energia verde. Detalhe, uma coisa que não tá escrito lá, bootne, eles precisam de um backup. O data center não pode falhar nunca, não pode ter uma falha de energia um segundo, senão queima tudo. Como é esse backup? É de motor a diesel. Então assim, eh, a realidade às vezes é mais complexa do que ela aparenta ser. E e finalmente respondendo a sua pergunta, Júlia, ã, hoje, ah, o como nós tentamos, vamos dizer, desde atração de talentos, eh, até eh ter essas habilidades e não empregos, mas essas habilidades eh dentro de casa.
Hoje a gente procura assim criar às vezes cursos internos Ou coisas caem do céu como profissionais do futuro para nós e que aí a gente consegue parcer. Por isso que eu acho muito importante a articulação com diferentes stakeholders sobre isso, porque a gente pode se ajudar sim. Eu acho que a gente precisa se ajudar num campo tão novo. Ninguém ainda sabe a resposta exata sobre isso. E sobre atração, vou te dizer, a gente não tem dificuldade nenhuma. Eh, rapidinho, tá? Si Energy, ela tem quatro divisões. Divisão de eólica, divisão de gas and power, divisão de
ah equipamentos pro grid. eh do sistema elétrico brasileiro e soluções paraa indústria. Eu não tenho dificuldade nenhuma de atrair talentos para irem trabalhar na área eólica. Nenhuma. Agora, quase tem uma dificuldade enorme paraa atração de pessoas para trabalhar na Área de transmissão. Entretanto, é a área que mais causa impacto de redução, de emissão de CO2 no sistema elétrico brasileiro. Nesse país. a gente perde 19% de toda a energia gerada, perdas técnicas e não técnicas no sistema de transmissão brasileiro. Por quê? porque a gente gera lá no Nordeste para um centro de carga no sul do
país. Então assim, eh, muitas regulamentações também poderiam ajudar Sobre isso. Enfim, eh, terminando minha fala, eh, acho essencial, eh, a articulação com parceiros que tenham já o conhecimento para trazer pro setor privado. que muitas vezes o setor privado tem dificuldade de achar isso, mas também o, vamos dizer, o setor acadêmico, ele também tem dificuldade de entender coisas mais tailor made e e é necessário para os diferentes setores. Então, é só problematizando, mas também achando alguma saída aqui. E Acho que o exemplo que a gente tem ah do nosso projeto em Belém, digo já que pelo
menos dentro da Siemens Energy, a gente quer escalabilizar, existe essa palavra? Não sei. Hã, e é a gente quer aumentar isso para todos os países dentro da que tem uma parcela da Amazônia e onde a Cimenzena a gente tem atividade. Obrigado. Desculpa se eu ocupei muito tempo. >> Não, não. >> Muito obrigada, Henrique pelas por mais perspectivas. Eu não ia falar problematizar, mas eh é isso, né? eh cada um. E por isso reunimos nós aqui eh para trazer as perspectivas. Às vezes parece que estamos no início falando linguagens diferentes, mas acho que essa abertura, essa
chamada, né, de articular e de alugar para pensar juntos em soluções que chegam na ponta, como esse exemplo, né, é um um exemplo maravilhoso que uma engajamento que vem De uma pauta climática para OK chegar nas pessoas, né? É isso que acho que é o grande desafio aqui falando de empregos e trabalhos verdes, nós queremos focar em pessoas, né? Isso é acho que isso junta o nosso esforço. Obrigada, Henrique. H, Cláudia, eh, obrigada de estar aqui também com com a gente. Eu queria também te convidar para você eh eh explicar, relatar, informar um pouco como
a Fundação Bung eh contribui paraa formação profissional e geração de empregos mais verdes para uma economia mais sustentável, na agricultura sustentável. Temos aqui uma excelente diversificação de setores, né? Eh, eh, agricultura generativa no Brasil. Eh, e quais foram são os desafios também nessa iniciativa que a fundação tá tá tendo? Cláudia, >> obrigada, viu, Júlia, pelo convite. Acho que a caneta quer ficar aí porque ela já Caiu algumas vezes, mas obrigada pelo convite. É um prazer táar aqui. Eu cheguei logo cedo porque para acompanhar mesmo as discussões, para dedicar tempo, porque todo o desafio ele é
muito complexo, né? Eu acho que tem um um dado de realidade que sim, nós estamos numa fase de transição. Eu acho que esta é uma, vamos dizer assim, uma um senso meio comum, né, entre diferentes setores, entre diferentes áreas. Estamos numa fase de Transição, sim, mas essa mudança ela tá acontecendo, né? Eu acho que este é um dado de realidade que a gente não tem como se furtar ele, né? Até porque muitas vezes quando a gente começa a falar de trabalhos verdes ou trabalhos sustentáveis, né, para ter um um para ter um contexto muito maior
do que não só um emprego, né, que olhe paraa questão ambiental, mas que olhe muito também paraa questão da inclusão, tendo pessoas, né, como grande agente de Transformação desse processo. Quando a gente olha para esse tema, nós não estamos falando de um tema que vai acontecer. A gente tá falando de um tema que já está acontecendo, porque o mundo já mudou. Por mais que a gente não goste de muitas mudanças que estão aí ou que a gente não queira encará-las, né, algumas delas, mas assim, elas já aconteceram, né? E aí eu vou vou trazer três
aqui e levando muito pro setor que eu tô aqui representando, né, do agronegócio, que é Um setor extremamente importante pro Brasil. Quando a gente olha paraa economia, quando a gente pensa só a parte de grãos, né, de exportação, nós estamos falando de um setor que ele é responsável por 27% do PIB nacional. Isso é muita coisa, né? Mas que é um setor que tem muitos desafios ainda a dar conta, né? E eu não preciso listá-los aqui, porque muitas vezes a gente se depara com eles e a gente fala: "Meu Deus, século XX e a gente
ainda tá Com esse discurso, né? Século XX e a gente ainda tá nesse caminho." Mas também é um setor que aonde quando a gente fala de empregos verdes, eles já estão acontecendo, né? E o desafio que a gente tem e para nós aí, eu, né, nesse meu lugar de investidora social deste setor, eu sou diretora executiva de uma fundação, uma instituição sem fins lucrativos, mantida por um grupo empresarial do agronegócio, uma multinacional do agronegócio, que é a Bung, aonde o nosso olhar o tempo inteiro é como é que eu faço que com que este território
onde esta grande empresa está, Rondonópolis aqui foi o nosso o nosso local de encontro primeiro, mas ela está em praticamente todos os estados brasileiros. Como é que eu faço com que este território participe desta mudança? Porque nós também sabemos que todo processo de mudança ele traz oportunidades, mas se a gente não der conta dessas oportunidades, ele gera Muita exclusão. E a gente às vezes pode não ter vivenciado nenhum eh nenhuma mudança de modelos, né, de transições, mas eu falo de uma empresa que no ano que vem completa 210 anos de mundo. Esta empresa, ela passou
por várias mudanças. Ela passou pela revolução industrial, ela para trazer pros nossos tempos mais atuais, né? Ela passou pela chegada da da internet, pelo pelo trabalho agora todo, né? Pela chegada da das redes sociais. Então, assim, a gente achar que O setor produtivo ele não se adapta às mudanças ou que ele vai ter dificuldade, o poder do capital é muito grande. E eu acho que a gente tem que considerar esta variável. O nosso papel é fazer com que este poder e essa transformação seja o, nos tempos atuais, o mais sustentável possível e o mais inclusivo
que ele possa eh eh acontecer, mas que ele vai acontecer. A gente não tem, acho que essa não pode ser uma dúvida nossa, né? Essa é uma certeza. A dúvida que a gente Tem é como é que a gente vai fazer essa transição, se eh aproveitando mais as oportunidades ou ampliando os gaps de exclusão. E quando eu falo que o mundo mudou, eu vou trazer três questões aqui voltadas muito pro agronegócio. O mundo mudou porque mudanças climáticas não é mais eh um conto de fadas, né? Ele é dado de realidade. Isso dentro do setor que
eu atuo, ele é dado de realidade, né? E quando eu tô falando de mudanças climáticas, eu tô falando de estresses Hídrico e térmico. Quer dizer, a semente que eu uso hoje para produzir soja, né, para produzir milho, não necessariamente é uma semente que na safra que vem ou no Eloninho que a gente tá esperando esse ano, ela vai produzir. Pra gente ter colhido a safra desse ano, muitos produtores do Mato Grosso, e aqui vou usar Mato Grosso, né, porque o Carlos citou, plantaram três vezes. Ele colheu a safra terceiro plantio, só que eu plantar no
met quad, ele custa R$ 10, Mas eu plantar em 50.000 haar e perder uma, duas, três, duas vezes, no caso, e colher a terceira. Vocês têm noção do que é isso em termos eh econômicos? Quer dizer, isso é um, isso causa um impacto eh muito grande. E não é que ele perdeu porque ele plantou errado, não. Ele perdeu porque o clima tá diferente, porque não choveu e assim a gente consegue dar conta de muita coisa, mas de chuva a gente não dá conta, né? A gente brinca, né? a gente dá conta de Muita coisa, mas
São Pedro ainda continua sendo um vamos dizer assim, um sócio desafiador na negociação. Por mais que você tenha megas pivôs hoje para paraa irrigação, mas não é bem assim quando você vai paraa prática. E hoje nós estamos enfrentando um dado de realidade que ou chove demais ou chove de menos, não é? Então assim, esta mudança ela já aconteceu e ela já está sendo impactada e isto já está gerando uma série de oportunidades de, por Exemplo, de de empregos verdes no campo. Eu preciso de sementes mais eh mais resistentes. Hoje um dos caminhos que tem se
trabalhado são sementes mais resistentes, não é? Então, eu preciso de tecnologia, eu preciso de mais biólogos, eu preciso eh eh de mais eh eh engenheiros agrônomos, né, que estejam se dedicando a pesquisa para isso. Se eu tenho um estress hídrico, eu preciso rever o meu modelo de irrigação, porque ele funcionou até agora, enfiar um Caninho lá, que é o que a gente faz, né? Enfia um caninho lá no no rio ou no lençol freático e joga. Isso funcionou até agora. Mas antes áreas que você colocava lá o cano e você peg chegava em água em
30 m, hoje você precisa escavar 250 m para você ter acesso à água. Então, os modelos que nós temos atuais não necessariamente estão eles já estão, não estão funcionando. Então, cada vez mais eu preciso de profissionais que comecem a olhar com calma para isso, Porque se a gente não der conta do stress hídrico no campo, vai faltar água para chegar inclusive nos centros urbanos, porque vai ficando pelo meio do caminho, né, e vai começar e eh a colapsar. Então essa já é uma mudança que também tá gerando oportunidades. Quando você fala eh quando eu tô
trazendo que o mundo mudou, nós estamos falando também de ordenamento geopolítico global. A geopolítica do mundo mudou, gente. E não é assim achar Assim: "Ah, mas daqui a pouco o Trump vai perder, né, as middle terms agora no em novembro, depois ele vai sair com Trump, sem Trump. O efeito Trump já tá aí, o mundo mudou. Nós estamos com um conflito eh eh no Oriente Médio, aonde a agricultura brasileira ela é extremamente dependente de fertilizantes. 85% dos fertilizantes que nós utilizamos no Brasil são importados. É, é importado. Ou a gente importa direto ou a gente
importa os insumos, Né? O NPK, o o nitrogênio, o sódio, né? O o potássio, o fósforo, o potássio ou urea e tal. Isso tudo tá parado lá no estreito de hormuzas. que não passa. E assim, no Brasil em se plantando não é tudo que dá não essa essa coisa no Brasil em se plantando tudo dá. A gente hoje tem agricultura eh no Brasil em função de uma revolução verde que já foi falada aqui, que aconteceu no país, aonde a política era ocupar o máximo possível de áreas e produzir a qualquer Custo. A gente não olhou
paraa frente e por isso que a gente tem os desafios que a gente tem hoje. A gente não a gente não olhou paraa questão eh eh da da sustentabilidade, a gente só ocupou a área e saiu. Tipo assim, o negócio é é ocupar, produzir, né? Que eh e a gente não olhou e hoje grande parte dos desafios que nós enfrentamos são em função eh eh desse trabalho, mas nós só produzimos o que nós produzimos no Brasil em função de uma correção de Solo, porque o Centro-Oeste até a década de 50, de 60, ele não era
produtivo. O serrado brasileiro, ele não era produtivo, né? Ele ele hoje ele é produtivo e Mato Grosso é o grande celeiro eh nacional em função de muita ciência e tecnologia produzida pela Embrapa junto com com os fertilizantes, com os defensivos agrícolas, nãoé? E aqui eu não tô eh nem condenando, nem absolvendo, mas assim, foi isso que fez a gente produzir o que a gente produziu. Mas isso também gerou desafios que nós estamos tendo que lidar hoje. E hoje nós temos que olhar para essa agricultura e falar o seguinte: "Cara, não dá mais pro fertilizante químico."
Hoje, quando a gente fala em revolução verde no campo, nós estamos falando de agricultura regenerativa. Quando eu falo de agricultura regenerativa, eu tô falando de, e aí os exemplos que eu tô dando aqui são coisas que nós já estamos praticando, né, que que a minha área já Tá trabalhando, inclusive parceria com o SENAI, a gente já tem uma parceria grande com SENAI. Agora estamos começando um trabalho enorme no sudoeste da Bahia para formação de jovens que saem dos dos institutos federais em agricultura regenerativa, porque eh eh transformação verde no campo passa pela agricultura regenerativa. E
quando eu falo de agricultura regenerativa é como que eu migro do fertilizante químico pros bioinsumos, Porque esta é um dado de realidade, né? E bioinsumo não é só a gente jogar lá o pozinho que a gente compra muitas vezes da Embrapa, misturar e sair produzindo, porque senão a gente pode produzir super bactérias por aí também que além de que eh eh não serão benéficas, ainda vão eh destruir. Mas tem todo um trabalho que tem que ser feito. Então é um novo campo que se abre pra gente para biólogos, né, para para várias profissionais ou que
vão vender isso ou que vão revender, ou Que vão produzir. Então assim, vários empregos verdes hoje estão sendo eh formados no campo, porque este o mundo já e o Brasil já viu que assim, cara, não dá para contar mais, já não dava pela transição energética e agora com os conflitos mundiais, mais ainda não dá para contar com fertilizante químico. Nós temos que começar a trabalhar com bioissuma e nós temos muita tecnologia no Brasil. Temos a Maria Hungria ali que é referência o World Old Food Price o Ano passado, pessoa mais influente da da revista Time
desse ano e que é a grande pesquisadora mundial de de bioinsumos, né, só para trazer alguma coisa. E o terceiro que eu queria trazer inteligência artificial. Inteligência artificial não é para amanhã, já tá acontecendo em todas as áreas. O desafio que a gente tem com a inteligência artificial hoje é buscando o gancho do da energia, né? Se a gente colocar todos os data centers para rodar, nós não Temos energia suficiente no mundo para para segurar, né? Mas é esse e que e que eh transformação energética tá acontecendo eh também pela questão eh da sustentabilidade, pela
questão ambiental, mas também porque a gente tem que dar conta desse desse desafio, porque assim, ele já veio e vai ficar, né? E por que que eu tô trazendo esses pontos assim das mudanças e das transformações? Porque a preocupação que nós investidores temos sociais no Território quando a gente vai é esta realidade que já é prática, que já está acontecendo. Isso que eu tô falando para vocês não é coisa assim que tá vindo, coisas que já estão acontecendo. O setor, principalmente de educação, de formação, de desenvolvimento de profissionais no território não tá conseguindo acompanhar. E
aí quando você olha para dados do IBGE, 44% dos jovens em idade de 25 anos ou mais, ou seja, a idade mais produtiva que nós temos, 44% Desse jovem, 25 anos a mais, dados do IBGE, ele tem baixa escolaridade. E baixa escolaridade no Brasil nós sabemos o que que é, não é? baixa escolaridade é um déficit que ele não consegue acompanhar. Nós trabalhamos com desenvolvimento de pessoas em situação de vulnerabilidade em duas frentes. Uma frente é aquele que tem uma defasagem muito grande e que a gente impulsiona pro curso técnico para que ele em 4
meses ele consiga ter uma boa formação e A gente já leva e coloca ele no mercado de trabalho porque tem que ser uma renda digna, né? Tem que ser um emprego digno, não não serve qualquer trabalho, não é? Mas e começando um trabalho agora pensando na questão do do trabalho verde para esse profissional que ele conseguiu ter uma qualificação um pouco maior e aí a gente tá mirando muito pros cursos técnicos profissionalizantes que a gente tem no interior do país, não é? como é que eu complemento essa formação dele e Aí essa parceria que a
gente tá com o SENAI e com o BNDS também para que a gente consiga eh levar esses conceitos e essas práticas desta economia de visão dessa economia de baixo carbono dentro da agricultura regenerativa para que ele possa ter acesso a esses empregos. Por que que eu tô falando isso hoje? Um jovem que sai de um curso técnico agrícola do interior do país, que é a nossa realidade onde nós atuamos, ele não consegue trabalhar numa revenda. Revendas são aquelas grandes lojas que você tem os engenheiros agrônomos, que você compra todos os insumos que você usa, que
geralmente ele atende pro pequeno produtor, e ele não consegue trabalhar numa grande fazenda. E também tem um outro. Por quê? Porque na grande fazenda ou na revenda, na revenda você tá trabalhando com bioinsumo, você já tá nas grandes eh fazendas, você já tem equipamentos, por exemplo, que são totalmente tocados por inteligência Artificial, que são extremamente importantes, porque hoje você não fica eh jogando fertilizante na propriedade toda, ele vai lá e lê a área que de fato precisa. Então ele ele é muito mais sustentável, tanto do ponto de vista econômico quanto do ponto de vista ambiental.
Só que cada vez menos você consegue profissionais para dar conta desse tipo de equipamento, para programar, para acompanhar, porque você não precisa mais pilotar esse tipo de Equipamento. Você precisa ler dados, você precisa analisar os dados que ele tá jogando para você, você precisa programar, você precisa eh dar manutenção. E este profissional você não acha? E não preciso ir nesse desse lado. Vamos pegar os drones, a revolução dos drones, porque o drone ele é o drone, né? Ele tem a tecnologia do drone, ela é muito básica. vamos assim dizer, ai me perdoem aí os os
entendidos de drone assim, o Que eu quero dizer é ele não tem muita, você que vai fazendo as adaptações de acordo com as suas necessidades, né? E você precisa de profissionais para desenvolver isso. Eu não quis minimizar aqui o os drones, né? A tecnologia dos drones, pelo amor de Deus. Mas por que que eu tô falando isso hoje? Como é que a gente pulveriza eh defensivo agrícola nas propriedades? Cada fazenda grande tem em média 8 a 10 aviões que pulverizam 8 a 10 pilotos que pulverizam A fazenda toda e que não necessariamente precisaria com os
drones. Hoje ele vai lá, ele lê e ele vai na plantinha lá e jogou lá onde tem o bichinho. Então isso tem uma redução econômica e também ambiental, porque você não precisa matar todo mundo e a planta para você matar dois ou três bichinhos. Muitas vezes hoje você usa um um tiro de canhão para tentar matar uma formiga, né? Então, mas você precisa de profissionais que estejam atrás do desenvolvimento eh da Operação, da manutenção, do conserto desses drones. Isto hoje no interior é uma dificuldade. Você vai pro Mato Grosso, as empresas que prestam serviço para
as fazendas do Mato Grosso são do Goiás, porque lá muitos dos territórios você não tem pessoas. Então assim, o que eu tô colocando é as oportunidades elas existem e elas estão aí, mas nós temos uma baixa escolaridade que é um desafio pra gente. Nós lá no no sudoeste da Bahia agora estamos desenhando o modelo, Né, de agricultura regenerativa, que é um complemento pro curso de formação técnica pros jovens, para que eles tenham capacidade de estar nessas nessas oportunidades de emprego verde que estão surgindo no campo. Nós não conseguimos um, nós criamos uma plataforma mínima com
temas básicos e o temas básicos que eu tô falando é bioinsumos e a importância de polinização assistida, não é? Hoje a questão de soluções baseadas na natureza não é uma realidade Só da agricultura orgânica, né? Muitas vezes hoje o agronegócio, produção de larga escala tá trabalhando fortemente com soluções baseadas na natureza. Nós utilizamos polinizadores. A soja, ela não precisa de polinizadores para dar, mas se você coloca soja, ela aumenta em média de 13 a 18%. Lá no Mato Grosso nós usamos e e fizemos pesquisa dois anos seguida, ela ampliou em 13% a produção. Então assim,
mas quem que tá vendo isso? Quem que tá trabalhando com polinização Assistida? Quem que tá, como é que nós linkamos lá? nós trazemos pro agricultor familiar, porque é uma forma de geração de renda para ele. Ele põe as caixas, ele maneja, depois ele fica com com mel e ele leva essa tecnologia para ele também. Então, eh eh um pouco finalizando aqui, o que eu queria trazer para vocês é exatamente isso, assim, empregos verdes no campo já é uma realidade, mas é uma realidade que nós estamos enfrentando com grandes, tem Grandes oportunidades, mas temos um desafio
muito grande, porque hoje você não necessariamente você tem um um um setor de ensino adaptado ou atento a essas transformações que a gente precisa e o setor produtivo, assim como o governo, assim Assim como as entidades civis organizadas, elas não só o setor produtivo ele tem o desafio de atrair e reter este profissional, mas também de desenvolver para esta nova base, essa nova realidade com a qual ele já tá Lidando. >> Muito obrigada, Cláudia, por mais um deep dive eh no setor agrícola muito muito interessante. para não perder mais tempo. Eu tô super feliz também
de agora mergulhar num outro mundo também da bioeconomia. A Diana Gradíssimo da Simrise, eh, vai nos levar, né? E talvez vocês você pode explicar, né, como a Simrise eh também consegue, né, eh essa contribuição para eh novos modelos, né, de negócios Capazes de conciliar a proteção, eh, conservação do meio ambiente, a geração de renda e empregos, desenvolvimento econômico em comunidades da Amazônia. Então, por favor, eh, Diana, >> boa tarde. Então, obrigada pela pelo espaço. Fico feliz de trazer esse tema. Acho que a gente teve uma super, né, dois super painéis de manhã e agora a
gente vai trazendo diferentes setores aqui. A Cláudia também já me deu uma super deixa aqui para falar um pouco Mais da cultura generativa e da importância dessas cadeias também nesse cenário, não só da bioeconomia, mas do trabalhos verdes. Ah, uma coisa que a gente estava até conversando durante o o almoço era sobre essa questão de terem puxado bastante durante a manhã. questão das cadeias. Então, essa falta de olhar para as cadeias ainda quando a gente fala de eh trabalhos verdes, eh mercado verde. E quando a gente vem da bioeconomia, o contrário, é muito Difícil a
gente não falar de cadeias, é muito difícil a gente não ter esse olhar integrado. Eh, e aí para contextualizar um pouco o trabalho que a gente vem desenvolvendo com a GZ e também com a Natura, ah, dessa parceria, né, junto com a Sunrise, só para trazer um pouquinho eh e conseguir entrar mais nesse tema. Bom, a Sunrise é uma empresa alemã, ela tá presente em mais de 100 países e trabalha em diferentes cadeias, né, diferentes setores, tanto Alimentício quanto para cosméticos, agora juntando, né, cosméticos, fragrâncias e também a parte de alimentos funcionais dentro da divisão
de car anden wellness. Ah, dentro do nosso portfólio de produtos, a gente tem cerca, se for somar todas as áreas, 35.000 produtos vindo de aproximadamente 10.000 ah matériaspras naturais. Então, a gente tem sim produtos sintéticos, mas grande parte do nosso portfólio é baseado em produtos de natureza e com Isso a gente entende muito a responsabilidade que a gente tem e a necessidade que a gente tem dessas cadeias. Então, ah, pensando muito nisso, foi criado, né, junto com a GIZ, já há 10 anos atrás, né, ano, eh, ano que vem, ah, a gente completa essa década
de parceria. H, o programa BTG, que é uma plataforma global, eh, Bridge the Gap, então fechando esse gap geracional, pensando em como é que a gente pode ter na Sunrise e pros nossos Clientes, então sempre vai ter algum cliente associado, né, aqui no Brasil, eh, com a Natura, eh, como é que a gente vai conseguir eh juntar eh esses eh diferentes setores, então, de novo, essa questão de articulação, trazer os atores relevantes ah dentro desse sistema e conseguir cadeias resilientes para esses insumos que a gente tem ah naturais. Então, tem, por exemplo, a menta na
Índia, tem o coco nas Filipinas, ah, a Baunilha em Madagascar. E aqui a gente Trabalha com 13 cadeias ah amazônicas, maior parte são oleoginosas, então airoba, Tucumã, açaí e também alguns de biomassa vegetal ah para produção de essências. Então, assim, só um contexto mesmo do que a gente trabalha. Esse trabalho junto com a GZ, com a Natura, eh, entra agora na nossa terceira fase, terceira e última fase. Então, ah, aqui a gente vai falar muito de instituição organização e como a gente quer deixar o legado dessas experiências. Então, acho Que nesse sentido ter uma relação
com profissionais de futuro, com instituições de ensino públicas é super importante, porque é isso, né? acaba o projeto, como é que ficam essas gerações de capacitações e também para compartilhar o que a gente tem vivido, porque são três, são três projetos, são 10 anos de experiência, a gente trabalhou com 28 comunidades entre cooperativas e associações ah de pelo menos quatro estados da Amazônia Brasileira, então 28 Amazônias diferentes, cada um com a sua realidade. E a gente quer trazer um pouco do que a gente tem visto, do que tem funcionado e principalmente aquilo que a gente
demanda enquanto empresas, né? Eh, para poder ter essa capacitação local. Acho que é algo que ainda falta muito. Então, em relação a arranjo, acho que um ponto muito importante é realmente essa articulação. A gente quando tá nesse projeto, a gente junta eh os diferentes Aulos da cadeia. Então, a gente tem desde os produtores, a maioria agricultores familiares, a gente tem basicamente três sistemas, então ah sistemas agroforestais, mas a maioria, a maior parte do volume ainda é do agroativismo. Então são realmente esses eh trabalhos que ainda são muito precarizados, muitas vezes são muito invisibilizados e que
têm situações delicadas. eh, por envolver agroativismo. A gente sabe que não é um Trabalho que é valorizado. A gente sabe que se ficar só na coleta, se ficar só no processamento e na venda eh de material em Natura, não vai gerar agregação de valor local e a gente vai ter eh desigualdades sendo aumentadas em vez de mitigadas com esses trabalhos verdes e a suentabilidade em geral. Ah, então a gente teve esses três anos de trabalho, trabalhamos muito em temas eh de profissionalização junto muito com a metodologia da GZE. Então, o DOPSEF Sempre é lembrado pelo
pelos cooperados, assim, pessoal que conseguiu participar da primeira fase sempre traz muito isso. E a nossa ideia agora era trazer esse desenho do o que é que fica a finalizando o projeto, como é que fica essas comunidades, essas 28 comunidades que agora no projeto a gente mantém com 10, porque a gente viu que realmente um ponto importante nessa questão da agregação de valor é ter a verticalização local. Então são Comunidades que antigamente vendiam, né, o tucumã deoba, tudo em natura, sem nem secagem e agora eles têm todo esse processamento. Então a gente teve que desenvolver
nas primeiras duas fases do projeto maquinários para crees de Tucumã, de Morumoru, que são sementes que assim tem uma rigidez muito grande, que não existia no mercado ah nenhum maquinário que conseguisse ser utilizado a nível de cooperativa, até mesmo dentro da fábrica. a gente teve esse problema Lá na Senis de conseguir quebrar esses volumes, ã, super grandes de semente para de caroço para conseguir ter a semente e gerar a nossa produção. Então, os dois primeiros anos a gente foi desenvolvendo isso e agora, né, ah, nessa segunda fase foi muito interessante ver como como a comunidade
se apropriou tanto desse essa tecnologia e as diferentes comunidades, porque não não foi só uma, ah, que eles passaram a desenvolver os próprios equipamentos Muito mais eficientes do que aqueles que a gente tentou desenvolver às vezes com algumas instituições, né? Então assim, o primeiro modelo era movido a pedal, algo que, né, na escala que a gente queria não fazia sentido. Ah, então a gente, né, teve até que fazer um tradeof e pensar assim, ok, vamos ter que usar um motor de é com combustível, vai gerar sua pegada, mas eh o equipamento que eles sabem mexer,
que eles sabem fazer a manutenção, não tem quem naquela Comunidade não saiba mexer no motor de para poder ligar esse equipamento e fazer esse pré-beneficiamento. Então, realmente, essa coconstrução com as comunidades foi super importante, elas se apropriaram super disso e aí a gente conseguiu ver que não só é algo possível de ser feito, então acho que eu trago isso também, né, como ah possibilidades que a gente tem de eh incluir inovação nas cooperativas, porque às vezes parece algo muito Distante, mas que é possível, não só é possível, como elas fazem muito bem, às vezes melhor
do que a gente. Ah, e trazer também essa questão de que tipos de capacitações vão ser necessárias, porque, ok, a gente, isso foi possível justamente porque tinha alguém ali na comunidade que era meio professor pardal, fazia suas manutenções, quando dava um pico de energia, queimava tudo, ele conseguia já resolver alguma coisinha. Então, essa é a capacitação Prévia dele, foi importante para isso. Mas daqui paraa frente, como é que a gente vai? as pessoas estão eh preparadas, os jovens, as mulheres estão preparados para conseguir ah desenvolver esse maquinário, até fazer uma manutenção nesse maquinário. Então é
o tipo de capacitação que a gente busca agora, né, levando realmente pro próximo nível. Se na primeira fase, né, nas primeiras fases a gente ah ganhou tempo na comunidade com com esse próprio Tratamento, porque o Murumuru e o Tucumã é uma amendoazinha que a gente tinha que quebrar uma a uma, né? Então assim, ah, para você ter 8 toneladas em um mês, era isso que você tinha, a família toda trabalhando. Agora você consegue fazer 8 toneladas de processamento numa manhã, num dia de trabalho. Então é uma escala que aumenta muito. Ah, e a gente também
fica assim, OK, mas quem eram esses postos de trabalho? Eram mulheres. Porque quando as mulheres estão dentro De casa, elas têm essa abertura para conseguir fazer um bico, conseguir fazer um trabalho ali pontual, eh, de ir quebrando esse murumuru, de conseguir ter uma renda extra. Então, nossa preocupação eh sempre foi muito relacionado a isso, né? como é que a gente não vai perder esses trabalhos e vai conseguir direcionar essas mulheres e também os jovens para outras áreas da cooperativa em que eles consigam ter trabalhos mais seguros, né, menos eh Desgastantes, né, com melhor ergonomia também,
e que de fato são trabalhos em que a expertise deles, o conhecimento deles, todo o potencial deles realmente pode ser utilizado. Eh, e aí nessa terceira fase, agora que a gente ganhou tempo com esse processamento, né, porque aquilo que era processado em um mês agora dá pra gente fazer no no amanhã, que que a gente faz com esse tempo extra, né? Então, as cooperativas elas passam a desenvolver novas cadeias, Diversificando então o portfólio delas, muitas vezes pro setor alimentício, porque é isso, né? A gente fala de cadeias naturais, são cadeias com sazonalidade. Se você só
trabalha com essa cadeia, nos próximos 8, 9 meses do ano, você fica sem renda. Então, é importante que as cooperativas tenham essa diversificação. Eh, então com esse tempo, a gente foi vendo que ah, muitos cooperados iam buscando profissionalização, começaram a Retomar seus estudos, né, seu ensino médio, seu ensino superior, buscar uma capacitação que muitas vezes não existe aquilo que eles querem. Então, assim, não tem nada de cooperativismo, não tem nada de originosa amazônica, mas eu vou aqui fazer um curso de administração pro agronegócio, que é o mais parecido que tem. Então eles acabam se encaixando
eh aonde eh eles vêm que dá para ter algum tipo de de relação e não naquilo que de fato vai os posicionar para paraa Empregabilidade e para aquilo que de fato é o trabalho que eles querem e que já executam. Então acho que nessa nova fase é isso que a gente vem fazer, né? Buscar esse tempo livre, né? que livre mais ou menos. Mas assim, mas esse tempo extra que eles ganharam, que eu acho que, né, para além da questão do faturamento, né, a gente teve um dado super interessante h na primeira fase em que
as cooperativas que faziam parte na época aumentaram seu rendimento em mais De 50%. Então, acho que é um dado super importante. Então, para além desse ganho eh financeiro, é o ganho de tempo. Eles ganham tempo para fazer outras atividades, para desenvolver outras cadeias, ah, para aumentar o nível de verticalização na na verticalização na cooperativa. Então, por exemplo, algumas vão além da questão de entregar sementes selecionadas, já vão produzir eles mesmos óleos e manteigas. Então, assim, é uma diferença muito grande no que você Vai ter de faturamento naquela cooperativa quando você compara, né, eu vender 1
kg de semente e 1 kg de manteiga já cosmética. E isso exige também controle de qualidade. Eh, um grande vetor desse projeto foi realmente buscar essa escala desses produtos amazônicos que a gente trabalha e também melhoria da qualidade, porque como são óleos e e manteigas naturais, a gente não tem como fazer grandes ajustes depois que ele foi extraído. A gente não Pode fazer grandes refinos, não é assim que se trabalha. Então, a gente tem que ter uma matériapra de altíssima qualidade para poder ter um produto bom. E nisso a gente realmente seguiu bastante com esse
projeto. Ah, e a ideia é que a gente agora consiga pensar em como profissionalizar ainda mais os cooperados, né? Porque eles foram de ter uma pequena cooperativa para ter uma agroindústria. E aí é tem um tema que às vezes a gente tem dificuldade de Explicar, porque a agroindústria não é só pro setor ah alimentício, também tem agroindústria de cosméticos, que é aquilo que eles estão fazendo agora nas comunidades. Tem até uma que teve um apoio das IMS para a automação da sua agroindústria lá. Então assim, dá para juntar os diferentes setores, diferentes pontos de vista
que a gente trouxe e eh muito dessa pergunta, né? Mas quais são as capacitações que são necessárias paraa bioeconomia? Acho quando a gente Até começou a discutir com pessoal do personagem de futuro, era essa pergunta. E a gente não ajudou, né? A gente falou todos, porque tem que ser tudo, mas com o olhar paraa bioeconomia. Então tem que ter a contabilidade, mas que daquele que conheça o corporativismo, o cooperativismo entenda como fazer um ato cooperado para poder ajustar melhor as finanças aqui da cooperativa. Tem que ser alguém da da analista de qualidade, mas que entenda
dessa matéria-pra, né? Então a gente nesse trabalho conjunto eh com a GIZ, a gente fez o mapeamento de ah vários diferentes cursos técnicos, quais poderiam se encaixar nessa proposta que a gente tem de eh desenvolvimento de capacidades locais. Eh, dentro disso a gente juntou acho que umas 30 ou 40 CBOS só pensando no setor produtivo. Então assim, nem ampliando muito pra parte financeira, pra parte de relações humanas, pensando só no setor produtivo. E a gente chegou em três, mas Assim, só para ilustrar naquilo que foi falado já de manhã, a quantidade de ocupações e de
trabalhos que realmente podem ter esse viés e que podem ter essa capacitação, ah, e que já t essa essa demanda e agora precisam da da capacitação e dos cursos específicos para esse tipo de trabalho. >> Muito obrigada, Diana. Bem interessante. Eh, já chegou essa pergunta da da plateia, como na ausência de de acesso a cursos adequados E ajustados paraa realidade deles, eh, das cooperativas, das comunidades, como resolver isso, né? Eh, acho que você já respondeu. Eh, então, muito obrigada por por todas essas eh informações e insightes e e perspectivas. Eh, então, eh, vou trazer mais
perguntas aqui da plateia. Eh, acho que pega muito gancho que o Henrique falou, né? H, quais são, assim, como nós conseguimos articular mais entre eh o mundo do setor produtivo, o mundo do ensino, né? A a Cláudia também trouxe esse missch, né, que ainda não estamos bem no mesmo ritmo, no mesmo alinhamento. Como podemos superar isso? Eh, isso seria uma pergunta para quem querer responder. Sim. que é falar, vou tô uma ideia, eu acho que é talvez de uma forma um pouco mais filosófica, mas eu acho que é muitas vezes eh que os articuladores responsáveis
assumam suas Vulnerabilidades sobre isso. Muitas vezes, creio eu, que a empresas têm um pouco de dificuldade de assumir, que tem certas dificuldades e que não querem expor isto. Ah, o contrário, eu também tendo a dizer que existe. Acho que um ambiente profico de contribuição sobre uma temática nova é aquele ambiente onde todos têm coragem de se mostrar incapazes de resolver aquele Problema. Então, eh, eu acho que acho ótimo aqui. Não sei o quanto as pessoas conhecem a iniciativa da Aliança Verde. Eh, mas eu acho ótimo um lugar. Mas ali uma crítica minha que eu fiz
até não um comentário na última reunião de que, por exemplo, eu acho que nem era eu nem era nem deveria ser eu que estou tava aqui assim a Petrobras Vale, as empresas que mais causam impacto que deveriam estar aqui discutindo com vocês como trazer Empregos verdes para dentro das operações dela que são necessárias, são muito mais necessárias do que na minha operação em si. Eh, meu DNA já é por existência transição energética. Então, assim, é muito mais fácil que isso. Eh, eu acho que a gente tem que romper eh essas barreiras e tem que eh
saber lidar com dogmas que são difíceis às vezes de assumir e às vezes quem a gente acha inimigo pode ser o nosso melhor amigo para resolver Questões que são tão assim eh Concordo com a Cláudia que os empregos verdes vem acontecendo já, mas que é um assunto eh novo e e que temos que entender assim, sabe? Eh, com todo de uma de uma maneira um pouco mais aberta. Então, acho que respondendo, talvez volto para minha primeira frase, eu acho que é fazendo com que todos que compreendem que isso vá ter algum valor para sua operação
Econômica, ou seja qual for, que assumam as vulnerabilidades desconhecimento e sim abram eh eh esse desconhecimento ou a vontade de contribuir uma busca de um de um de um objetivo comum. Obrigada. >> Contribuindo também sobre a a pergunta, né? Como é que a gente pode dar um próximo passo, né, de maneira tangível, concreta. Acho que nós temos bons exemplos no Brasil, assim, mas bons meses merecem aplauso. A gente gosta de De trazer os pontos de desenvolvimento natural do scocito daquilo que a gente tá fazendo. Mas a gente tem exemplos belíssimos de uma transição que um
país vem vivendo ao longo do seu tempo e que é júnior perto da das transições dos grandes países já. mais avançados. Como um bom exemplo disso, o setor de oligas mesmo, a gente tem uma política nacional onde o setor de oláis tem por dever a cada a cada exploração que é feita do do petróleo brasileiro devolver Investimentos dentro da de de projetos de inovação no país, pensando em transição energética. Eh, a carteira de projetos é fantástica. Nós temos de variados projetos, sejam com impacto mais social ou seja um impacto eh de mudança de matriz energética.
Isso é investimento do setor de óleo e gás, né? >> Eh, até faltam projetos, bem lembrado, né? porque tem muito recurso. E dentro dessa linha, o o SENAI no Brasil, por exemplo, ele é o maior operador eh desse Recurso da ANP hoje dentro dessa agenda de transição energética, usando eh esse fomento que vem do petróleo. Sená é muito conhecido pela educação profissional que faz com suas 512 escolas, unidades operacionais, como a gente diz, e seus 515 unidades móveis, que são, em sua maioria, carretas, escolas, mas também temos barcos, escolas, que na região do Amazônias, no
Amazonas, por exemplo, entra dentro e sai capacitando a População ribeirinha. São mais de 1000 unidades escolares que atendem a capacitação eh da população, seja em profissões tradicionais, muitas vezes não verdes, não não que não estão dentro da transição eh energética, mas que aqui na ali naquela localidade responde pela inclusão social daquele indivíduo, daquela população e também atuando em novas fronteiras da educação técnica como técnicos, é formação de técnicos pro segmento de hidrogênio verde, por Exemplo, que é algo muito na fronteira do nosso país ainda. Eh, mas além da educação, que já é muito conhecida, o
destaque que eu coloco eh eh são os 87 institutos de tecnologia e de inovação que o SENAI tem, né? Aí são unidades, são institutos que existem eh exclusivamente para fazer pesquisa aplicada, né, inovação mesmo, ou seja, não tem uma solução para aquele problema. A gente tá ali, a gente pega um problema, coloca nosso time de de Engenharia junto com os times de engenharia das empresas, busca financiamento público, que muitas vezes tem mais eh financiamento do que bons projetos. E isso financia a inovação de um determinado processo ou de um determinado produto eh para uma realidade
eh e uma economia. Além de de inovação, trabalhamos com transferência de tecnologia também. Eh, por exemplo, dentro do programa Brasil mais produtivo, somos um dos operadores Também desse programa que dentro da agenda de eficiência energética tem tudo a ver. A gente entra dentro de uma empresa em 120 horas de consultoria de Lima Manufactoring, torna ela em média 20% mais produtiva do que ela estava anteriormente. Claro, a empresa inteira não, é um processo específico, uma indústria de embalagens, tem um processo específico lá de eh enfadamento da das embalagens. Nós trabalhamos aquilo para poder trabalhar, para deixar
a empresa Mais eficiente. Com isso, ela gasta menos energia, com isso ela gasta menos HH, que a gente atua com redução dos despadícios e especificamente com energia, temos também ações para trabalhar a eficientização da energia da empresa, que muitas vezes paraa indústria pequena e média brasileira, pra realidade geral, que não que muitas vezes não tem tanto acesso à inovação, a investimento, a tecnologia, não sabe muitas vezes diferenciar um motor Elétrico que tá com alto consumo de energia. de um motor mais moderno, que tem ali uma eficiência energética muito maior e sequer consegue fazer um planejamento
de investimento para sair daquela condição. E aí o Sen entra apoiando eh esse tipo de empresa aqui. Eu não me refiro às empresas que estão já numa fronteira grande, grandes indústrias que têm setores desenvolvidos. Tô falando aqui 95% da realidade da da pequena indústria Brasileira, que é onde tá a maior massa salarial, maior massa de empregos, né, do Brasil. Então, somando essas 1000 eh mais de 1000 unidades escolares com os nossos 87 institutos, né, somando, nós temos quase 30.000 colaboradores no Brasil e que fazem esse impacto direto, seja diretamente para empresas eh com capacitação, com
inovação e com com tecnologia. Acho que a gente tá num momento onde nunca foi tão importante ter aquele conceito que no passado era Chamado de um conceito talvez pedagógico e romântico demais, que é o life longar. Eu acho que isso eh desprezado os os os apegos metodológicos ou conceituais, a gente vive uma era que isso é muito mais do que é necessário. A gente vive mais e a gente vive mais com com mais qualidade. A ciência tá aí. o que era uma pessoa obesa há 20 anos atrás e o que é uma pessoa obesa hoje.
A gente tem o fenômeno das das canetas emagrecedoras, tá? Aí isso tá gerando Mais vida, mais qualidade de vida. Então, na prática, vivendo mais, em tese, vivendo melhor, a gente e com transição de tecnologia acontecendo tanto rápido, a gente vai ter dois, três, quatro trabalhos distintos e necessariamente, ou provavelmente, muito necessariamente, a gente vai ter um cenário onde nós vamos trabalhando diretamente com essa agenda de transição de economia verde, de economia verde, de transição econômica, ecológica ou Digital ou o nome que quiser dar, que seja essa soma de transições que a gente tem hype agora,
os do passado. O fato é que sempre sempre vivemos em transição. É normal ter essas transições. E o que e olhando pra história, eh, e olhando, dando um zoom out, vendo o que que foi as melhores competências que que permitiram passar pelas transições de maneira melhor, a colaboração. Eu entendo que essa é a uma competência interinstitucional que é necessária ser Desenvolvida. entre governos, setor privado, terceiro setor, instituições de ensino, quando colaboram, eh, a gente consegue gerar mais impacto na ponta. E acho que nós temos bons exemplos com o projeto do Profissionais do Futuro, com a
G em si, que faz junto com várias entidades um trabalho que que merece ser merece uma salva de palmas aí para vocês. Obrigado >> para todos nós. Obrigada. Eu vou complementar bem rapidinho, só queria Chamar um ponto que eu acho que também é importante a gente colocar nessa reflexão. Eh, eh assim, antes empresas elas tinham dois desafios, né? Atrair, reter eh profissionais qualificados, né? Dentro da sua área de atuação. Hoje ela já entendeu algumas, né, com maior ou menor profundidade a importância dela desenvolver também esses profissionais, né? E aqui a gente, né, foi citado, foram
citados vários exemplos e tal. A única coisa que eu queria chamar atenção É assim, óbvio que quando uma empresa tá olhando para isso, ela primeiro tá olhando para ela, né? Eu preciso de 10, eu vou formar 10, eu vou ajudar no desenvolvimento de 10. Mas quando a gente olha pros números do IBGE, nós temos nós temos 44% da população jovem que não necessariamente vai conseguir acompanhar essa transição, essa mudança. E eu acho que aí eu acho que esta é uma pergunta mais do que com as empresas, porque aquilo que eu falei, a empresa Ela sempre
vai dar um jeito. Poder do capital ele é muito grande pro bem ou pro mal, né? Ela vai dar um jeito e ela vai, é isso que eu coloquei, né? Nós estamos aqui falando de empresas, uma com 200 anos, outra com 100, já passou por tudo e ela vai sair de alguma forma lá na frente, né? Melhor ou ou pior, mas ela vai sair. Eu acho que uma pergunta também que a gente tem que se fazer é como é que eu consigo incluir eh um número maior de pessoas nesse processo Olhando paraa nossa realidade brasileira,
não é? E aí eu vou trazer aqui mais dúvidas do que certezas, porque eu também tô numa fase como investidora social nos trabalhos que a gente tem feito. A gente tem feito exatamente isso, parceria, trabalho multissetorial, né, integração e tal. Falei aqui do do exemplo do trabal do projeto que a gente tá fazendo em parceria SENAI, BNDS, a gente e tal. Eh, mas assim, eh, eh, talvez um caminho que Para mim passe assim, o Brasil é um país muito grande, são várias realidades, então eu não sei se existe uma bala de prata pra gente dar
conta de resolver isso. Particularmente, eu acho que não. Então, talvez essa transição que a gente tá tá buscando, ela não aconteça de uma forma única ou num modelo único, numa política única. Talvez ela tenha que ser pensada regionalmente. A realidade do Nordeste é completamente diferente da realidade do Sul. Ou talvez ela tenha Que ser pensada setorialmente. A realidade do agro é completamente diferente da realidade do setor de de energia. Eh eh eu acho que esta também para nós que estamos nos debruçando cada vez mais sobre esses temas, né? É assim, a gente olhar a situação
da empresa, mas assim, a gente não precisa olhar muito paraa empresa não, porque a empresa ela vai dar conta. Sabe assim? Mas assim, como é que a nós, principalmente sociedade civil organizada, né, governo, Entidades, como é que a gente faz para que um maior número de pessoas que não necessariamente, porque assim, tem uma realidade de país, eh, nem todos nós temos um gap, uma defasagem educacional que é muito séria no Brasil. Eu eu vou dar um exemplo de um curso que a gente tem técnico profissionalizante, que o jovem ele sai como minifea área de panificação
e confeitaria. Esse é um setor que a gente atua forte de trigo. Então ele fica 5 meses com a gente com Formação técnica. Ele sai um minife. Não é que ele sai aprendendo fazer pão, ele sai realmente com uma qualificação ele, né, acima do do da média assim de mercado, ele já sai com emprego garantido nessa cadeia, porque esse é um trabalho também que a gente que a gente eh conecta. E e nós só trabalhamos com jovem em situação de vulnerabilidade social. todos os nossos projetos em maior ou menor escala, mas com que tenham vulnerabilidade.
Uma coisa que a gente não tinha pensado, planejado, mas que a gente teve que colocar para atender esse jovem foi básica em matemática. Porque na hora que você ia 1/3 de disso aqui mais 1/4 daquilo ali, forma redonda, beleza, mas forma quadrada para retangular, coisas que são básicas pra gente, assim, isso eu tô falando neste nível, né? um jovem uma situação de vulnerabilidade muito maior. Mas quando você sobe um pouquinho para esse curso, por exemplo, de Trabalho que a gente tá fazendo de formação de agricultura regenerativa lá no sudoeste da Bahia, nós estamos tendo que
entrar com formação básica. um jovem que tá no no instituto técnico lá, né, federal, que já fez formação. Nós temos que entrar com formação básica em português para saber interpretar manuais de de instrução e tudo em matemática e pacote Office minimamente para saber trabalhar com computador. Nós estamos falando de inteligência artificial aqui, Né? E nós estamos falando lá do pacote office, que eu era cobrada nisso lá há 30 anos atrás, quando eu comecei a entrar no mercado de trabalho. Então, só para vocês entenderem que tem Brasis muito diferentes dentro desse Brasil. E eu acho que
esta é uma preocupação que nós também temos que ter nesse processo de transição. >> Muito obrigada, Cláudia, para eu fazer essa eh esse lembrete tão tão importante. Quem trabalha com educação Como eu, isso é é muito muito importante. Diana, você também quer, >> só para comentar, né, rapidinho, né? >> Sempre rápido. Bom, mas eu acho que só trazendo assim uma perspectiva nessa questão de colaboração, acho que a gente já entendeu, né, que a gente tem que andar junto nisso. Ah, senão as coisas realmente não funcionam. tem muitas complexidades envolvidas e ninguém resolve sozinho. Eh, acho
que a gente tem a forma de articular parcerias de Maneira mais diplomática, mais tranquila, eh, quando vem eh eh nesse sentido parecido com a nossa articulação, né, que aí tem todos os fatores envolvidos, né, então tem as comunidades, a Senise e a Natura. Ah, faz sentido para todos eles esse arranjo porque todo mundo ganha com isso. Então, faz sentido por isso. E a ideia da verticalização para eh até mitigar os impactos dessa desigualdade, né, de uma comunidade junto a duas multinacionais. Então, acho que também é importante trazer esse ponto, mas eu queria citar assim, comentar
um pouquinho sobre alguns drivers eh que a gente tem em sustentabilidade, em bieconomia, que podem ser um muito bem explorados para que a gente incentive mais a participação eh de diferentes empresas, diferentes setores, enfim, realmente fomentar esse arranjo e essa articulação colaborativa. Então, por exemplo, quando a gente fala de redução de emissões, Ninguém vai reduzir escopo três sozinho. quando a gente fala de agricultura regenerativa, né, certificações, eh, para além de eh verem também a questão dos seus resíduos, então, opa, tem mais gente para trabalhar com você. Ah, para ver também a questão do do salário
digno, salário justo também, é, você vai precisar de mais articulação aqui. Mas assim, eh, regenerativo é a nível de cadeia. Você não tem essa certificação com um produto específico, uma empresa Específica, você vai ter que fazer isso a nível de cadeia. Então, já te força a trabalhar em cooperação. E também eh a questão da economia circular, eu acho que é um grande driver para essa questão de trabalhar em cooperação, porque assim, se você não olha a cadeia toda, você não vê as oportunidades de mapeamento de resíduos, de subprodutos, ah, de etapas que estão subdimensionadas, superdimensionadas,
que não estão adequadas, e você não Consegue desenvolver os novos produtos. E assim, dificilmente uma empresa vai conseguir eh dar vazão para todos os produtos que são possíveis ser gerados numa cadeia eh numa cadeia produtiva, uma cadeia de valor. Então, realmente faz muito sentido você tá aliado com seus parceiros e não só aí a nível logístico, a nível energético, mas até outros outros setores assim, né? cosmético e alimentício, cosmético, alimentos funcionais, eh, o fármaco. Então, realmente, juntar esses diferentes setores, porque assim, numa mesma cadeia você vai ter vários produtos sendo gerados, vários subprodutos, por que
não aproveitá-los e conseguir reduzir os impactos negativos associados a essa cadeia? >> Muito obrigada. Temos mais 11 minutinhos e temos uma pergunta bem bem para esse nosso seminário, para vocês, essa plateia aqui, eh, como uma CBO verde pode apoiar as empresas. nós Falamos um pouco, né, sobre eh como eh se aproximar a mensurar o que que é esse trabalho verde. Ainda não tem essa essa não tá fechado isso. Aprendemos, aprendemos muito com os diferentes colegas que eh nunca vai ser uma lista fechada pronto para este ano, porque o setor o mundo produtivo tá em constante
mudança, em dinâmico, em dinamismo, mas eh a perspectiva de dos trabalhos de vocês, uma possibilidade de de dizer sim, isso Sim, o isso talvez não traria o quê para o trabalho de vocês pra empresa, quem quiser responder, não vou obrigar a todo mundo responder. Vou falar rápido. Eh, é, é mais uma transição. Normalmente a empresa vai primeiro, como a Cláudia colocou, muito alinhado com a resposta dela, né? O capital, né? Onde tá o capital? Normalmente é, como eu disse lá no início, um farol e a um investimento, tem expectativa de retorno. Eh, acho que a
CBO ela não vai anoitecer não verde e amanhecer verde. Acho que ela também tem a sua transição. >> Profissões essencialmente verdes vão nascer técnico e sei lá em em biocombustível. Puxa, chega a ser poético de tom verde, né? Quando a gente pega uma matriz renovável com pegada de carbono na na fase de agricultura, com o processamento na cadeia próxima, no contexto de agroindústria, poxa, isso é super super Sustentável. Há, então, há profissões novas que nascem e nascem dentro de um foco eh para para verde, mas há outras profissões que que vão receber eh atualizações dentro
dessa agenda de uma consciência para uma transição energética. Então, também não acredito em bala de prata, acredito que há uma transição acontecendo muito puxada pelo mercado. No SENAI, a maneira como a gente adota Metodologicamente de eh o comportamento institucional, eh isso faz parte da do driver estratégico da instituição, é estar próximo das empresas. Pode parecer um princípio simples, mas para nós na prática representa um desenho da estratégia institucional, um desenho da arquitetura organizacional, não só aqui em Brasília, que lida sim com aspectos mais burocráticos, políticos, institucionais necessários, mas que são desdobrados paraan para arquiteturas Organizacionais
na ponta dos estados que podem ter uma facilitação de relacionamento com as empresas, buscando ser também para as empresas o primeiro parceiro possível para as indústrias. em especial, primeiro parceiro para poder apoiá-las eh nesse desafio. e e também com os governos, né, apoiando, como a gente já apoia, já atua, já trabalha junto com o MEC, com INEP, em vários grupos de trabalho para que a gente possa apoiá-los também nessa transição Que, no caso do das empresas, das indústrias, é movida pelo interesse de desenvolvimento econômico, com lucro, com sustentável, obviamente, mas no caso do governo ele
vem a reboque porque ele vem regulando o setor, né? E aí a é a forma como que nós que estamos próximos das indústrias e fazemos esse papel de estar próximo do governo, podemos apoiar aí nesse meio de campo. >> Obrigada. Mais alguém queira dar, >> só contar uma historinha que o professor Jaques Markovit, que foi reitor da USP, né, eh, durante muito tempo, ele foi presidente da Fundação Bung durante muito tempo. E uma vez ele tava conversando, ele falou assim: "Todo processo de transição tem aqueles que pagam para ver se de fato vai acontecer e
tem aqueles que nem sabem direito o que vai acontecer, mas tipo vou acompanhar porque eu não quero ficar para trás". E aí ele trouxe muito Exemplo porque e aqui São e aqui São Paulo, desculpa, São Paulo, por exemplo, tem um bairro que é o bairro de Gienópolis. Ele era uma, o bairro inteiro para quem é de São Paulo e para quem não é, né, fica a história, ele era uma grande fazenda do principal fornecedor de mulas pra América do Sul, né, Brasil, Argentina e e todos os países ali, porque o o mundo era tocado por
tração animal, certo? Em 1910, quando o Ford ou Henry Ford fez o Primeiro Fordinho lá, aquele carrinho e tal, exatamente. O cara, teve o cara que falou assim: "Ah, imagina isso aí, não vai ter combustível, como é que vai ter posto? Não sei o quê, não sei o que lá". Então, teve aquele que pagou para ver, né? E teve aquele que não sabia direito, mas falou: "Olha, vou embarcar nessa, vou ver. Eu não preciso contar o final da história, né? porque a gente sabe o final da história. Então, eu sinto que hoje a gente tá
vivendo exatamente eh Esta esse mesmo momento da história assim com tudo isso. E um ponto focal, assim, se não quiser olhar pelo viés da inteligência artificial, olha pelo viés da mudança da matriz energética. A matriz energética no mundo tá mudando, né? O Brasil ele é um grande país de agronegócio para alimentação, mas assim, eu não sei, eu sei lá, daqui a 5, 10 anos, na verdade o nosso agronegócio será para biocombustível, né? Hoje já é uma grande parte e vai ser cada vez Mais. A China já anunciou que até eu não sei se 20 2030
ou 2040 ela não quer mais ser dependente das Américas para compra de grãos paraa ração animal, no caso dela, né, pro pro porco, que é o a grande eh eh proteína animal consumida. A China é o nosso maior mercado de de grãos. Então, se eu não vou vender pra China daqui a cinco, daqui a 10 anos, o que que eu vou fazer com toda essa produção? Não é à toa que tá todo mundo indo para biocombustível, né? O etanol De milho é uma realidade. Quantas usinas estão sendo construídas eh eh Brasil afora, né? Soja, canola,
né? É mamona, tem várias outras culturas que estão chegando forte no Brasil. Então, sendo repetitiva de novo, mas assim, eu acho que isso é um ponto muito forte para mim, emprego verde, não existe emprego verde que não passe eh esse conceito de emprego verde que não passe por por uma atenção ambiental, por não que não passe por uma inclusão social e por formas Dignas de trabalho e de remuneração, porque senão a gente vai reproduzir o modelo que nós temos hoje no Brasil, de grande maioria do que nós consideramos emprego verde, seja bioeconomia, seja seja a
reciclagem e tal, que não é por desenvolvimento de uma cadeia, mas sim ele nasce pela exclusão. Nós não somos os campeões de de reciclagem de alumínio. Eu falo isso porque eu trabalhei na indústria há alguns anos de de produção e reciclagem de alumínio Porque isso foi tudo pensado dentro de uma cadeia, não é? Porque existem catadores que até hoje trabalham de forma, né? Eh, a gente sabe e que catam, que são os grandes recicladores, porque é uma é um é o, vamos dizer assim, é o que sobrou. Sabe assim? É o que restou para aquelas
pessoas, paraa sobrevivência, né? E se a gente não tomar cuidado nesse processo, a gente vai reproduzir outros modelos como esse. >> Obrigada. >> Eu queria só finalizar realmente trazendo também a a para fechar de novo com o trabalho da floresta. Então acho que as ocupações que a gente enquanto empresas que trabalham com cosmético, com bconomia, com a matériapra da Amazônia que a gente precisa é que reconheçam as ocupações que já existem. Então a gente tem o pessoal nas cooperativas, nas agroindústrias comunitárias que detém conhecimento Paraa extração do óleo de de tucumã, pro óleo de andiroba,
que assim não existe isso enquanto curso técnico. Existe o curso de lagareiro para algodão, ah, paraa soja, mas não existe para para as oleaginosas amazônicas. Então assim, quem tem esse conhecimento são os cooperados, são as pessoas que trabalham já nessas cadeias e elas não são reconhecidas. Então, acho que isso de valorizar o trabalho também passa por aí, que isso seja ocupações Reconhecidas, eh, e que sejam valorizadas de acordo e que possam realmente ser estruturadas para que passem para outras pessoas, que eu acho que aí entra nessa linha que realmente a gente enquanto Sunrise vamos capacitar
a nossa nossa equipe, vamos estar repassando, né? vamos chamar o SENAI para fazer junto com a gente, mas assim e e a a comunidade em geral e esse ambiente em que a gente tem várias empresas sendo agora locadas paraa Extração de óleos e sementes ah na Amazônia, mas tão tão contratando quem? É gente de fora? É o pessoal que tá aqui? Se é o pessoal que tá aqui, não deve ser porque não estão sendo reconhecidos. Então, acho que é bem isso. Ah, a gente tem trabalhado muito nesse tema de trazer a capacitações que façam sentido
para as cooperativas e que sejam feitas também por elas em certa medida, porque eu acho que elas conseguem repassar muito melhor não só Os problemas que elas têm, mas também os tipos de soluções que elas encontraram para cada um desses problemas. >> Muito obrigada. grandes grandes desafios, mas acho que cheio de vontade, cheio de motivação e e gás e ah cabeça, brain aqui para colaborar, parceiros, para articular e colaborar. E muito muito obrigada por pelas apresentações e falas tão interessantes. Muito obrigada. Oi. sa Muito obrigada todos os representantes do setor empresarial. Ah, tem uma fotinha
oficial, gente. Espera. >> Obrigada. Convidá-los para descer. Bom, gente, essa foi a primeira mesa da parte da tarde, né? Acho que o setor empresarial produtivo trouxe aí a sua perspectiva, né? Acho que a gente vê que também tem diversas complexidades, né? Acho que pela manhã a gente discutiu bastante isso do ponto de vista de Conceitos, de dados, os representantes institucionais também, né, trouxeram esses pontos. Eh, é interessante ver que tá todo mundo quebrando a cabeça um pouco para entender como a gente pode avançar, né, para construir novas e melhores oportunidades de trabalhos e empregos verdes.
Bom, eh, a gente tá com um pequeno iato aqui. Eh, o nosso coordenador, o nosso mediador da próxima mesa foi buscar uma das nossas palestrantes ali fora, já tá chegando. Eh, vou dar um spoiler, mas eu espero que a sala não esvazie, por favor, que a gente tem um cafezinho ali fora. Então, se for sair, sai de dois em dois, por favor, porque agora a gente vai ter a mesa mais uma das mesas, uma das mesas mais importantes, né? Acredito que muitos ficaram aqui, né, para ouvir sobre as políticas públicas, os gestores públicos, como que
eles estão coordenando essa agenda. Então, só aguardar o Danilo, ele foi Buscar a Carolina e aí a gente já eu já convido a mesa para se compor, tá bom? Tem um cafezinho lá fora, talvez vocês possam indo, mas ó, vou buscar vocês lá, hein? É rapidinho. É vapt. Vupt. Bom, a gente tem 10, 8 minutinhos até às 4, que é o horário da mesa. Então, às 4 em ponto aqui, por favor, é só para tomar um golinho de café, uma aguinha e voltar, combinado?