Quero misericórdia e não sacrifícios. Uma fé que se torna vida. [sino] Dai-me a sagrada [canto][música] unção e a ousadia do [música] coração para [canto] anunciar o evangelho de Deus.
Amados irmãos e irmãs, a palavra de Deus desse 10o domingo do tempo comum nos convida a olhar para a qualidade da nossa fé. Não basta cumprir práticas religiosas, participar das celebrações ou conservar uma aparência de piedade. Deus deseja um coração verdadeiro, capaz de reconhecer a sua presença e de transformar a fé em misericórdia.
Na primeira leitura, o profeta Oséias denuncia uma religiosidade frágil. Vosso amor é como a nuvem da manhã, como o or ovalho que cedo desaparece. [música] É uma imagem forte.
Muitas vezes também nós nos aproximamos de Deus [música] apenas quando precisamos de alguma coisa. Fazemos promessas em momentos de aflição, mas depois voltamos rapidamente aos mesmos hábitos. Por isso o Senhor declara: "Quero amor e não sacrifícios.
Conhecimento de Deus mais do que holocaustos". [música] Não se trata de desprezar o culto, não. Trata-se de compreender que toda oração e toda celebração devem formar em nós um coração mais humano, mais justo e mais misericordioso.
O salmo confirma essa verdade. [música] Deus não necessita dos nossos bens, porque tudo lhe pertence. O verdadeiro louvor é uma vida agradecida, capaz de invocá-lo nas dificuldades e de cumprir a palavra assumida diante dele.
Na segunda leitura da carta de São Paulo aos Romanos, Paulo apresenta Abraão como o homem que esperou contra toda a esperança. Sua fé [música] não foi uma fuga da realidade. Abraão viu os limites, as dificuldades e aparente impossibilidade, mas confiou que Deus é fiel à suas promessas.
O saudoso Papa Bento X ensinava que crer significa fundar a vida em Deus e deixar que sua palavra ilumine as decisões concretas de cada dia. A fé madura não existe apenas quando tudo dá certo, ela permanece também quando ainda não vemos a solução. O evangelho de hoje mostra Jesus passando diante de Mateus, sentado ali na coletoria de impostos.
Aos olhos de muitos, ele era apenas um pecador público, alguém marcado por sua profissão e por sua história. Jesus, porém, não o reduz ao seu passado. Olha para ele e diz: "Segue-me".
Mateus se levanta. Depois Jesus senta-se à mesa com publicanos e pecadores, provocando a crítica dos fariseus, que não entendia a obra do qual Jesus estava fazendo. São João Crisósmo observa que o médico não se afasta dos doentes, ao contrário, aproxima-se deles para curá-los, como Jesus fez.
Santa Ambrosio também nessa passagem recorda que a misericórdia não serve para manter alguém no erro, mas para abrir um caminho de conversão. Foi o que Jesus fez em Santo Agostinho. Explicando essa essa passagem, Cristo chama os pecadores não para que permaneçam pecadores, mas para que sejam transformados pela graça.
Foi a pregação de Jesus, foi o ensinamento de Jesus ao longo da sua vida. Aqui está uma pergunta importante para nós. Como olhamos para as pessoas?
Às vezes colocamos rótulos com muita facilidade. Ah, ele não muda. Ah, ela sempre foi assim.
Não vale a pena tentar novamente. Jesus não ignora o pecado, mas também não fecha a porta. [música] Sua misericórdia oferece uma oportunidade nova.
Misericórdia não é aprovar tudo, é ajudar alguém a recomeçar, a converter. Mudança de mentalidade. [música] O saudoso Papa Francisco, refletindo sobre a vocação de Mateus, disse que o olhar de Jesus desperta algo novo dentro dele.
Esse olhar continua alcançando cada um de nós. Talvez carreguemos falhas, cansaços ou feridas antigas. Talvez estejamos desanimados diante de problemas.
familiares que temos que lidar [música] e enfrentar ou problemas profissionais ou comunitários. O Senhor não passa por nós para condenar, ele passa para chamar. Segue-me, vem ao meu encontro.
E seguir Jesus significa aprender a unir culto e vida, fé e [música] vida. A missa que celebramos deve continuar em casa, no trabalho, na comunidade e no cuidado com quem sofre. Nossa fé se torna concreta quando evitamos julgamentos preciptados, quando escutamos com paciência, quando perdoamos, quando oferecemos uma segunda oportunidade, quando não abandonamos uma pessoa em sua fragilidade.
Como recordava também Bento [música] 16, a verdadeira religião consiste no amor a Deus e ao próximo. É esse amor que dá autenticidade às nossas práticas [música] religiosas. reviver esse amor de forma prática a partir do nosso [música] testemunho.
Peçamos ao Senhor a graça de uma fé como a de Abraão, firme mesmo nas incertezas, de um coração sincero como pé de Oséias e de um olhar misericordioso, semelhante ao de Jesus. Que nossa religião não seja apenas exterior, mas se torne vida transformada pelo amor de Deus. [música] Isso pedimos, recorremos à intercessão da Virgem Santíssa, nossa querida mãe, que olhe por nós.
Por isso, convido a todos, amados irmãos e irmãs, a compartilhar essa homilia com seus amigos e amigas nas redes sociais. Vamos juntos evangelizar. Inscreva em nossas redes sociais, ative o sininho de notificações, comente, compartilhe.
[música] Sejamos homens e mulheres do bem, comprometidos com o evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. Que o Senhor nos proteja, abençoe hoje sempre nessa grande missão. [música] Ele que é Pai e Filho e Espírito Santo, desce sobre vós e permaneça para sempre.
Amém. Avra da [música][canto] salvação.