Quando se fala em a peste, a palavra é compreendida instantaneamente, né? É quase como se já tivesse marcado no nosso DNA. Não é qualquer doença, não é não é qualquer mal, é um mal específico, é um mal cruel e aparentemente inescapável.
O mal que leva milhares, milhões de pessoas de uma única vez. A peste não é uma COVID, não é uma a não é bola. A peste é a peste.
É uma sombra que vem acompanhando a humanidade desde os nossos primeiros passos. O que a gente vai falar agora envolve pessoas, muitas pessoas, mas nosso personagem principal não tem voz, não tem rosto, não tem piedade. Nosso personagem principal é essa força, essa entidade que vem massacrando a gente por literalmente milênios.
O nosso personagem principal é a peste. Fala pessoal, Peter aqui e a gente tem uma novidade. A gente tá com um canal no Spotify.
Você pode assistir todos os nossos vídeos por lá, pelo Spotify mesmo ou né, deixar tocando lá enquanto você faz alguma coisa. Maior vantagem do Spotify é que você consegue maratonar todos os nossos vídeos uma única vez. O link do nosso canal vai est aqui na descrição, no comentário fixado ou no QRcode, OK?
Liga pra gente lá. Em breve a gente posta histórias originais também, em áudios exclusivos lá também. Bom, estamos esperando você lá no Spotify, OK?
Febre, dor de cabeça, fraqueza, lábios enegrecidos, em alguns casos, inchaço pelo corpo, em outros casos, sangramentos, hematomas. E em casos ainda piores, tosse de sangue. E até 7 dias depois dos primeiros sintomas, a vítima morre.
Em 70% dos casos sem tratamento, a vítima morre em agonia. Corpo tomado pela praga. A pesta entre nós desde que a gente saiu da caverna, OK?
Comento da agricultura veio o armazenamento de grãos. Com armazenamento de grãos, veio a morte. Sempre em ciclos.
A peste vem, mata, vai embora, espera e volta. Há quem diga que a peste causou o primeiro grande declínio da população humana, 5000 anos no passado. E talvez seja verdade, porque ela sempre teve lá nas sombras, esperando a hora de atacar de novo.
Esse vai ser o tema do nosso vídeo de hoje aqui no canal Casos Reis. Eu preciso muito que você comente aqui embaixo novas dicas para esse canal. A gente tá gostando demais desse trabalho, mas é um trabalho difícil, é um trabalho lento, não é uma linha de fabricação como qualquer outro canal que dá para fazer vários vídeos de uma vez só, não.
Aqui é um vídeo mais trabalhado, então a gente precisa muito da sua força, mais do que nunca. A gente precisa de você inscrito nesse canal, comentando, engajando, compartilhando para dar vida longa para esse canal que tá nascendo agora. Obrigado por isso.
Vamos lá. Durante milênios, a peste agiu sem levantar suspeitas, sem deixar registros da passagem dela. Havia sussurros aqui ali, né?
Mas a doença ainda não tinha um nome, ainda não tinha uma história. Isso muda na primeira grande onda. Isso muda no século VI depois de Cristo.
O imperador Justiniano I governava o chamado império bizantino. Era uma extensão do poder de Roma com capital em Constantinopol. Naquele momento, Justiniano era o soberano de tudo até onde a vista alcançava.
E as terras além do mar também. Uma vasta população superada só pela própria Roma. O ápice da civilização ocidental, o império orgulhoso que havia conquistado os países vizinhos e que não conhecia mais oponência a sua altura.
Em todo o orgulho dele, Justiniano conheceu de perto a face da morte. Ele conheceu a peste. No ano de 541, o Egito fazia parte do grande império romano.
Frotas inteiras de navio de carga pegava a rota do Mediterrâneo, transportando grãos das várias plantações às margens do rio Nilo e levando para Constantinola. Do seu palácio imperial, Jineno via riqueza chegando em seus portos. Riqueza que seria distribuída e negociada.
Riqueza que simbolizava o seu poder. Quem controlava a rota dos grãos controlava bocas famintas. Sem a mão firme do Justiniano, o império morreria de fome.
O que o Justiniano não via da sacada do palácio dele eram os clandestinos que os barcos transportavam. Atrás dos grãos vieram os ratos, atrás dos ratos veio a peste. A peste nunca fez distinção entre ricos e pobres, entre nobres e plebeus.
Não, a peste não enxergava a cor da pele, não enxergava as crenças, não enxergava o sexo. Jine, ano primeiro foi atacado pela peste da mesma forma que os trabalhadores do porto, da mesma forma que os pedintes nas ruas sujas, da mesma forma que os seus conselheiros e bajuladores. Justiniano primeiro sobreviveu ao beijo da peste, mas muitos outros não tiveram a mesma sorte.
A peste entrou em Constantinopla e seifou 10. 000 vidas por dia todos os dias. Não havia mais espaço para enterrar os mortos, não tinha mais.
Os cadáveres eram empilhados nas ruas. A cidade inteira exalava o cheiro invasivo da decomposição. A capital de um império havia se tornado a capital dos mortos, capital da peste.
As vítimas tombavam, tomadas por alucinações, febres, pesadelos incontroláveis. Os inchaços se espalhavam pelo corpo, o sangue se envenenava, então vinha o coma, então vinha morte. Um em cada cinco habitantes de Constantinola foi vítima da peste.
Ainda assim, Justiniano permaneceu firme no trono dele. O imperador aumentou os impostos, encarou medo e descontentamento do seu povo. Nem as marcas na própria pele amoleceram o coração do Justiniano.
Tudo isso foi registrado por historiadores dessa época e a peste ganhou o seu primeiro nome, a praga de Justiniano. Os médicos tentaram buscar respostas. As pessoas buscavam ajudas em amuletos, pós abençoados, banhos frios, substâncias estranhas.
A peste ria dessas tentativas. A partir de Constantinopla, ela se espalhou pro resto do império bizantino, penetrando no império romano, se espalhando entre aliados e inimigos. Foram dois [música] séculos seguidos de peste de ondas sucessivas que pareciam não ter fim.
A estimativa é que a peste tenha levado de 15 a 100 milhões de pessoas numa escala de mortandade jamais registrada anteriormente na história. Toda glória de impérios de reis e rainhas não significou nada pra peste. Então ela adormeceu, saciada talvez, mas nunca eliminada, só esperando.
Quase 500 anos se passariam sem um planeta ouvir o chamado da peste até ela ressurgir com muitos nomes. Foi o tabeliano italiano Gabriel de Musses que narrou o retorno da peste no ano de 1346. Ele tava lá e deu nome de grande mortandade pro que a gente conhece como peste.
Em 1346, a cidade de Cafa era um assentamento comercial controlado pelos comerciantes gevonêenses. Através do porto de Cafa, nas margens do Mar Negro, mercadorias de todo oriente entravam em solo europeu. Em 1346, Gabriel de Mus estava lá e narrou os fatos que anunciaram o retorno da peste.
Os povos sarracenos e tátores foram atacados por uma doença misteriosa, devastadora. Províncias inteiras, cidades magníficas, reinos grandiosos no extremo oriente estavam tombando um depois do outro. Povoados foram abandonados por mortos, devorados por um mal que ninguém via.
Hordas, sarracenas e táras avançaram buscando novas cidades para conquistar e morar. No caminho deles estavam os povos cristãos. Os últimos cristãos da região buscaram refúgio na cidade portuária de Cafa.
Atrás dos cristãos vieram os tátores. Atrás deles veio a peste. Durante três anos, a cidade de Cafa foi sitiada por uma força invasora, gigantesca e aparentemente insuperável.
Mas as muralhas resistiram. A comida chegava em cafa pelo porto. O impasse parecia que terminaria com a vitória dos refugiados.
Era só uma questão de tempo, mas uma outra força tinha pressa. Uma outra força tinha esperado por tempo demais. Os tártaros passaram a morrer aos milhares.
Dia após dia, Gabriel de Mus escreveu palavras assustadores sobre esses dias. Abre aspas, era como se as flechas caíssem do céu para atingir e esmagar a arrogância dos tártaros. Todos os conselhos e cuidados médicos eram inúteis.
Os tártaros morriam assim que os sinais da doença apareciam em seus corpos. Inchaços nas axilas ou virilhas causados pela coagulação dos humores, seguido de uma febre pútrida. Gabriel de Mus não sabia, mas ele tinha acabado de escrever os mesmos sintomas da praga de Justiniano muitos séculos depois.
Os tátoros estavam morrendo sem conseguir a vitória. Os tátoros estavam morrendo diante de muralhas que não conseguiam escalar, de portões que não conseguiam quebrar. O único destino deles era a própria morte.
Mas os tátores resolveram que não cairiam sozinhos. Eles abraçaram o caos. Os tátores passaram a catapultar os mortos por cima das muralhas de Cafa.
Uma montanha de cadáveres foi arremessada para dentro da cidade. A morte chovia nas ruas, nas casas, nos poços, nos jardins. Os habitantes ficava fazia o máximo que podiam para jogar os corpos nas águas do mar, mas os tartor simplesmente não paravam de arremessar mais e mais.
O estoque parecia infinito. Gabriel de Mus não sabia, ninguém sabia, mas esse é um dos primeiros registros de guerra biológica da história do homem. Os táros bombardearam cafa com a peste e a peste entrou na cidade.
Gabriel relatou o fedor insuportável e relatou como a doença se alastrou, como até mesmo a água potável da cidade foi contaminada. Ele relatou que não tinha defesa, que não importava a origem da pessoa. Poderiam ser cristãos, chineses, peças, genoveses, turcos, não importava.
Para todos era como o dia do juízo final. Uma em cada 1 pessoas fugiu com vida de cafa. E entre aqueles que escaparam de cafa, também escapou a peste.
Barcos de refugiados chegaram em Veneza, Gênova e outras cidades. O relato de Gabriel de Mus termina com a certeza de que aquilo foi um grande erro. Abre aspas.
Quando os marinheiros chegaram a esses lugares e se misturaram com as pessoas, foi como se tivessem trazido espíritos malignos consigo. Cada cidade, cada povoado, cada lugar foi envenenado pela peste contagiosa. E seus habitantes, homens e mulheres, morreram subitamente.
A morte entrava pelas janelas. Enquanto as cidades e vilas eram despovoadas, seus habitantes lamentavam a morte de seus vizinhos. Bom, essas são as últimas palavras do texto, história da doença ou da grande mortandade que ocorreu no ano de nosso senhor de 1348.
Mas não seriam nem de longe as últimas palavras sobre a peste. Não seria nem mesmo o seu último nome. Foi aqui, nessa hora e lugar que a peste fez a sua lenda, entre o século V e o século VI, a peste matou cerca de 100 milhões de pessoas.
Em só 7 anos, a peste mataria de novo outras 200 milhões de pessoas. Tudo que você conhece sobre ela, tudo que você ouviu falar sobre ela, a vasta maioria dos filmes, livros, histórias que dizem respeito a esse período de 7 anos, né, entre 1346 e 1353, 7 anos, 200 milhões de mortos foi uma carnificina, nada se compara a isso. Foi nesse período que nosso personagem principal finalmente recebeu o seu maior nome, a peste do latim pestes ou pestilência.
Mas foi também nessa época que ela foi chamada de a praga ou grande morte. Séculos mais tarde, veio outro batismo, Black Death ou Morte Negro. Para nós da língua portuguesa, vingou o nome Peste Negra.
Muitos nomes para tentar descrever um mal jamais visto pelo homem. O mal incompreensível aos olhos da ciência e mesmo aos olhos da religião. Paraa a faculdade médica de Paris, uma conjunção de planetas havia causado a liberação de uma grande pestilência no ar.
Pros religiosos, aquilo tudo era um sinal ao mesmo tempo da piedade do castigo divino. Pra peste era indiferente. Cientistas e analfabetos morriam da mesma forma.
Não importa. Crenes e descrentes morr a sombra da morte se espalhou por toda a Europa, pelo norte da África, pelo oeste da Ásia. O cronista italiano Agnolo de Tura, viu esse horror na própria casa dele.
Agnolo enterrou cinco filhos vítimas da peste. Ele escreveu: "Pai abandonou o filho, esposa abandonou o marido, um irmão abandonou o outro, pois esta doença parecia atingir pela respiração e pela visão. E assim morreram.
E morreram as centenas, dia e noite. Não havia ninguém que chorasse por qualquer morte. Pois todos aguardavam a morte.
Todos aguardavam a morte. Não eram exagero. Todos.
Em só 7 anos, a população da Europa foi reduzida pela metade. O continente levaria dois séculos inteiros para recuperar o mesmo nível populacional. A peste só parou porque encontrou o limite dela, a geografia.
Não tinha mais para onde se expandir. Não havia mais rotas comerciais ou linhas populacionais que pudessem ser infectadas. A cada nova onda de infecção, mais e mais pessoas sobreviviam, desenvolviam resistências.
A peste passou a levar só as crianças, os idosos e os doentes. Depois só as crianças. Todos que puderam ser mortos pela peste foram mortos pela peste.
E então ela adormeceu, saciada talvez, mas nunca eliminada, só esperando. A peste continuou presente na Europa ainda por séculos, ressurgindo em pequenos focos, né? Hora aqui, hora ali.
Ela retornaria com força máxima depois de 500 anos em outro continente. Seu ponto de origem, dessa vez seria a província de Yunan na China. Todos ali já sabiam.
Havia regiões centrais na Ásia, onde a morte vinha de tempos em tempos. Havia regiões centrais na Ásia que não pertenciam ao homem e vilas inteiras foram devastadas ao longo de séculos. Nativos buscavam outras terras.
Imigrantes encontravam dor e agonia. Ainda assim o homem não aprende. O homem insiste.
Havia riquezas embaixo daquele solo. Havia recursos a serem explorados. Na metade do século XIX, a região de UNAN recebeu um fluxo gigantesco de chinêses em busca de minérios, principalmente cobre.
O que eles encontraram foi um mal ancestral, possivelmente no seu berço de origem, eles encontraram o covil da peste. De unã, a peste foi para Cantão. Em poucas semanas, 80.
000 pessoas tombaram em Cantão com os mesmos sintomas conhecidos: febre, dores pelo corpo, inchaços, coma, morte. O comércio feito pelo rio levava alimentos, minérios e o ópio, a droga que prometia esquecimento do mundo terreno. Junto com tudo isso, a pest também viajou e chegou em Hong Kong.
Em dois meses, um dos portos mais frequentados da Ásia se tornou um cemitério com 100. 000 mortos. Hong Kong virou um ponto de distribuição da morte.
Pela primeira vez na história registrada, a peste estendeu o seu alcance para muito além do oceano. Pela primeira vez na história registrada, a peste atingiu todos os continentes. A peste chegou no Brasil, em Portugal, nos Estados Unidos, na África do Sul, na Austrália, no Japão, na Bolívia, na Tunísia.
Cerca de 15 milhões de pessoas morreram no mundo inteiro. A terceira vinda da peste teve todas as características para ser a mais devastadora de todas. Um evento de nível de extinção, exceto pela ação de dois homens.
Pela primeira vez na história registrada, a pest encontrou um inimigo e a pest encontrou seu nome definitivo. Alexandre Emily John Ersin era um cientista, um pioneiro numa ciência chamada de bacteriologia. Irsin foi um dos primeiros estudiosos do laboratório de pesquisa fundado por Luis Paster.
Ali ele ajudou a desenvolver a vacina antirrábica. Ali ele concluiu seu doutorado sobre Robert Cott, o descobridor do bacilo da tuberculose. Ali ele ajudou a descobrir as toxinas liberadas pela diferia e pelo téton e assim tinha sido forjado no campo de batalha da ciência, na linha de frente contra algumas das maiores moléstias da humanidade.
Mas ainda faltava o inimigo final, uma sombra maligna ainda mais letal. Em 1894 e assim atendeu ao chamado do destino, o governo francês acionou o especialista para investigar um surto devastador em Hong Kong. Era peste e assim chegou numa cidade apavorada.
O cheiro da morte estava impregnado nas ruas, o medo tava impregnado nos olhares. Era o mesmo cheiro de cafa, era o mesmo cheiro de Constantinopla. Era o mesmo medo de cafa, era o mesmo medo de Constantinopla.
Séculos de distância, mas a história se repetia. E assim estava diante de um cheiro e de um medo muito antigos que não tinham encontrado explicação até agora. Ainda assim, havia um inimigo a ser derrubado antes, um inimigo muito mais comum, muito mais mundano, a soberba.
O governo japonês também havia enviado especialistas pra região e esses especialistas tinham apoio das autoridades inglesas que controlavam Hong Kong. Esse especialista japonês chamado Kitaato Shibassaburo tinha acesso a todos os cadáveres dos hospitais e tinha acesso a auxiliares e recursos. Os ingleses não queriam colaborar com a expedição francesa de um homem só e assim não tinha viido de tão longe para fracassar e assim subornou marinheiros no porto para ter acesso a defuntos.
Os mesmos mariros que jogavam cadáveres no mar começaram a separar corpos para homem de sotaque francês, né, que tinha bolsos generosos e assim trazia só o microscópio, um esterilizador e itens de cultivação de bactérias. Ele trouxe o que cabia na mala, mas a bagagem dele era outra, era o conhecimento. Alexandre assim chegou em Hong Kong no dia 15 de junho.
No dia 23 ele já tinha desmascarado a peste. Olha isso. Em só ito dias de trabalho e assim tinha decifrado um enigma milenar.
Não era uma entidade maligna, não era uma força da natureza, era uma bactéria, uma simples bactéria. Ironicamente, Kitassato Shibassamuro tinha feito a mesma descoberta dias antes, mas ignorou para que Tassat os cadáveres tinham sido contaminados. Ele não fez a ligação entre aquela bactéria específica e a doença.
Kitassato publicou um relatório lotado de erros de classificação e incertezas e assim foi preciso, eficiente. Ele tinha identificado a chamada bacterium pestes, o microorganismo causador da epidemia. E assim também identificou a origem.
A bacterium persis vinha dos ratos e transmitida pela picada da pulga. Foi o começo da grande derrocada da peste. As autoridades sanitárias agora sabiam como combater a propagação da peste.
Exem dos ratos, esterilização de ambientes, administração de antibióticos, isolamento de vítimas e assim retornou pra França no mesmo ano, disposto a produzir um soro contra a praga. Numa questão de meses, a suposta cura ficou pronta e assim retornou pra Ásia, iniciou a fabricação em larga escala, assim também como a distribuição para as populações afetadas. Os resultados foram desapontadores.
A peste não iria se entregar tão facilmente. Aquela guerra ainda não estava vencida, mas o papel do IIN se encerrou por ali. O bacteriologista francês foi eternizado na história.
Hoje a mítica peste tem o nome definitivo. Nos anos 60, a comunidade científica concordou em trocar o nome do bacilo, o que um dia foi chamado de grande morte. Hoje é conhecido como a bactéria Ircsínia Pestes em homenagem a Alexandre Irsin.
O segundo homem responsável pelo banimento da peste era um médico de origem russa. Ele nasceu como Vladimir Aronovic Kavkin trocou o nome dele para Valdemar Modeekai Wolf Hafkin quando ele adotou a cidadania francesa. Hafkin também trabalhou no Instituto Paster e foi um dos criadores da vacina contra cólera.
Bom, em 1896, aínia Pest havia chegado na Índia com consequências devastadoras. Se 15 milhões de pessoas morreram no mundo todo, 10 milhões morreram só na Índia. Rafquini foi enviado pro país com objetivo estabelecido pelos superiores dele erradicar a doença no menor tempo possível.
Rafquin tinha só um laboratório improvisado e uma vasta quantidade de pressão das autoridades. Um dos assistentes deles sofreu um colapso nervoso. Outros dois pediram as contas, mas Rafkin não desistiu.
Ele só sairia dali com triunfo ou com a própria morte. Em três meses, Rafquin desenvolveu uma vacina experimental. Convencido do sucesso, né, o Rafkin aplicou a vacina nele mesmo e se expôs a Ircina Pest.
Nada aconteceu. Os efeitos colaterais foram descritos como desagradáveis, mas a vacina imunizava. O trabalho de Rafkin tava concluído.
As autoridades recrutaram a força prisioneiros da cadeia de Bícula e aplicaram a vacina. Todos aqueles que foram vacinados sobreviveram a Ircina Peste. Sete prisioneiros do grupo de controle que não receberam a vacina morreram da doença.
Era uma solução improvisada, desagradável, mas era uma solução. Rafquini tinha derrotado a mais devastadora doença da história humana, a peste negra, a praga de Justiniano. Na virada do século, 4 milhões de indianos já tinham recebido a vacina e a epidemia foi contida no país.
O volume de pessoas salvas por Ircin e Rafkin é incalculável. Ainda assim, a terceira onda da Ircina Pest foi considerada ativa até 1960. Nesse ano, o número de mortes no mundo todo caiu para menos de 200, encerrando status de epidemia.
Então ela adormeceu, derrotada talvez, mas nunca eliminada, só esperando. Em 1995, a ircina peste foi identificada num garoto de 16 anos em Madagascar. Ela tava diferente.
Essa variante da Ircínia Pestes era imune a oito dos antibióticos mais utilizados na medicina. Aina peste tinha evoluído. Um grupo de pesquisadores identificou a presença de genes de resistência incorporados nessa bactéria.
Esses próprios genes são transmissíveis entre bactérias, carregando imunidade entre diferentes formas de vida. Aina pestes havia se adaptado a partir de bactérias comuns, assimilando suas linhas de defesa para mais uma vez combater a raça humana e suas armas. Jaques Ravel, do Instituto de Pesquisa Genômica dos Estados Unidos, explicou essa nova ameaça.
O uso e abuso de antibióticos na agricultura e na medicina estão gerando um grande reservatório de bactérias portadoras de genes de resistência. Esses genes podem se transferir de uma bactéria para outra. Bom, e esses genes se transferiram para uma das piores doenças conhecidas.
Com tratamento baseado em antibiótico, aina p tem uma taxa de mortalidade calculada de 15%. Se você foi infectado pela doença e conseguir tratamento médico, você tem 85% de chance de sobreviver. sem os antibióticos, né?
Se a Cina Pest se tornar permanentemente resistente aos antibióticos, então sua chance de sobreviver cairia para 40%. Em 2017, né, menos de 10 anos atrás, ela voltou em Madagascar em larga escala. Um treinador de basquete visitando Madagascar, né, para uma partida, deu baixo no hospital e morreu em questão de dias.
Ele tinha desenvolvido a forma peste pneumônica, a variação que se espalha pelo ar através de gotículos de tosse contaminada. As autoridades rastrearam todas as pessoas que tiveram contato com o treinador. Não deu tempo.
Em poucas semanas, mais de 100 pessoas tinham sido infectadas. O tratamento com antibióticos era a única solução possível para evitar novas mortes. A Organização Mundial de Saúde, OMS, liberou 300.
000 de fundos emergenciais, assim como suprimentos médicos essenciais pro governo de Madagascar. A operação de guerra isolou e conteve o surto de Ircina Pest. Não foi dessa vez.
Então ela adormeceu, derrotado talvez, mas nunca eliminado, só evoluindo. Esse foi o caso real de uma doença possivelmente a mais assustadora da história. É nossa nêmes é nossa ceifadora, mas tá contida.
Ainda assim, até os dias de hoje, cerca de 600 casos são relatados todos os anos em algum ponto do planeta. A Ircina Pestes aguarda. Agora conto com o comentário de vocês aqui, com novas sugestões e também com a inscrição de vocês nesse canal.
Mais importante é saber que vocês estão colaborando com esse canal, se inscrevendo, comentando, dando like, porque o engajamento de vocês é o que ajuda a gente a continuar esse trabalho, perpetuar esse trabalho, é manter esse trabalho longinco. Obrigado de coração. Vou ficando por aqui.
Até a próxima. Fui.