Boa noite. Boa noite. É, tá meio fraquinho, né?
Mas depois tem mais leite. Aí vocês tomam mais, fica mais forte. E dá um boa noite direito.
Então vamos falar um boa noite direito. Boa noite. Boa noite.
Agora sim. Eh, eu, meu nome é Simone, atualmente eu tô na presidência da Casa do Caminho e é com uma honra enorme que eu venho aqui apresentar, abrir esse chapraterno, a 22ª edição do Charaterno. Estar aqui para mim é algo que há alguns anos eu nunca sonhei há anos atrás que isso poderia acontecer.
Para falar a verdade, até o ano passado eu não pensava em estar aqui abrindo esse chá. Então eu quero agradecer a presença de cada um de vocês. Muito obrigada.
Eu quero agradecer a todos os trabalhadores da Casa do Caminho, porque esse chá só está acontecendo porque cada um deles se empenhou, se comprometeu e se envolveu, colocou amor. se eu conseguisse, mas o ano que vem eu vou conseguir colocar aqui, eh, filmando tudo, desde que a hora que a gente chega aqui, começa a arrumar até a hora de ir embora para vocês verem o amor, o carinho, o cuidado, a o prazer que nós todos temos em receber vocês aqui hoje, em receber todos vocês. Bom, eu não sei se vocês todos já foram à Casa do Caminho.
Eh, os que não foram estão todos convidados para irem conhecer e os que já foram faz favor de voltar. A gente vai ficar muito feliz de ter vocês lá. A Casa do Caminho tem 63 anos.
Ela é uma jovem senhora, mas muito esbelta. Ela é linda a casa do caminho hoje ela tem trabalhos doutrinários maravilhosos. A evangelização que começa no ventre e vai até perder de vista.
Teve uma pessoa que foi lá perguntou assim: "Mas até quando você tem evangelização? " Até a pessoa partir pro plano espiritual que aí lá é com eles, né? Aí continua a evangelização larga.
Então, nós temos esse trabalho de evangelização, de palestras públicas e temos um trabalho de assistência fraterna maravilhoso. Hoje nós temos em torno de 800 a 900 famílias cadastradas que nós estamos assistindo. Não, claro que não somos todo todo mês a gente não faz em 800 casas, mas eles são o tempo todo.
Gente, tá assistindo essas pessoas. Nós fazemos sopa, a sopa fraterna. Toda terça-feira a partir de 1 hora da tarde lá na casa, quem quiser ajudar, quem quiser ir lá pode ir, está aberto.
Aquilo é um tratamento pra gente, sabe? Servir o próximo. As segundas-feiras nós temos as quentinhas.
É lindo aquelas pessoas lá. Nas segundas-feiras 2:30 da tarde tem o passe na casa de 2:30 às 3:30 da tarde, toda segunda-feira. Então, a casa tá ali sempre aberta, sempre esperando todos nós.
E, eh, eu não sei se vocês viram ali, nós temos os livros da nossa querida Teresa e temos uma novidade. Eu, cadê uma caneca? Tem uma canequinha.
Eu não sei se vocês viram uma moça passando por aí com isso aqui, um avental. Vocês viram? Pois é.
Por que que a gente tem o impório Amigos do Caminho? A nossa lojinha. Essa ideia surgiu do seguinte.
Nossa casa tá ficando pequena para evangelizarmos. muito pequena, porque são muitas crianças e tem muitas que querem, a gente não tá tendo nem lugar mais. Então nós reunimos e a gente começou um projeto, uma nova unidade, onde haverá uma cantina, nós vamos fazer uma nova cozinha que tá precisando muito e novas salas de evangelização, de estudos.
Então, a nova unidade lá junto no terreno ao lado. Então, surgiu para fazer uma obra, a gente precisa de dinheiro, né, gente? Então, nós falamos, vamos surgir o vamos fazer o quê?
Vamos criar nosso impóo. Começamos com esse vental, passamos pra canequinha. Essa é a primeira.
Isso aqui já é edição de colecionador. Faz favor, viu, gente? É.
Então, nós temos ali os livros da nossa querida Teresa. Eu não sei se vocês viram todos eles lá. Se não viram, passem por lá, são muito bonitos.
Temos as nossas canecos souvenirs lá. OK. Bom, vamos começar a nossa noite.
Chega de conversa, né? Eu vou passar a palavra pra nossa querida Ana Teresa, que é lá do Rio de Janeiro, do Centro Espírita Tarefeiros do Bem. Ela agora vai nos falar, dar o prazer e a honra de falar um pouquinho para nós.
Muito obrigada. Obrigada. Muito obrigada.
[Aplausos] Então, boa noite, meus amigos. Quero escutar o Boa noite de novo. Boa noite.
Aliás, eu vim de logo ali, como é que não é assim que vocês falam? Logo ali pertinho que vocês falam pertinho, logo ali pertinho do Rio de Janeiro. Eu tô me sentindo muito honrada de estar com vocês nessa noite em que vocês estão tão alegres.
O povo ficou para gostar de comer, né, gente? Que alegria. Mas não só de comer, vocês também estão felizes de encontrar pessoas queridas, não é?
E eu não posso sair daqui, não. Tem que ficar filmar a chave para encontrar as pessoas queridas. Então eu gostaria que você dissesse pra pessoa do seu lado: "Que bom que você veio, que bom que vocês vieram.
Senta aqui agora. Você tá do lado do meu Isso, meu. Opa, que bom que você veio.
Se você não tivesse vindo, essa noite não seria tão boa, né? Que coisa boa você ter vindo. Que bom que vocês vieram.
Eu tô muito feliz com essa casa cheia, cheia de alegria, cheia de amigos, pessoas que conhecem o trabalho do bem e que se deixam encharcar por essas bênçãos, né? É isso que faz a diferença. E é por isso que quando a gente começa a frequentar a casa espírita, todo mundo vê essa diferença na gente, que a gente consegue sentir numa casa espírita uma coisa que foi Jesus que ensinou, que é a gente despertar o espírito fraterno.
Então eu quero agradecer a Casa do Caminho por me chamar para estar aqui com vocês essa noite na pessoa do Simão Pedro e também da Simone. Então minha gente, água para ela, meu pediram para falar para vocês sobre caridade, que é um tema que para o Espiritismo é muito importante. E a gente fala uma frase que foi o Kardec que trouxe pra gente.
fora da caridade não há salvação. E aí isso fica tão forte que em outras religiões a gente é conhecido por causa disso. Ah, no espiritismo vocês fazem muito trabalho de caridade, né, e tal.
E eu fiquei pensando, é verdade, a gente fala muito isso, mas será que toda a caridade salva? Que caridade é essa que salva? E eu comecei a pensar sobre isso quando, olha como é que são as coisas.
Eu me preparando para falar para vocês hoje sobre a caridade. Conheci uma senhora que é muito trabalhadora numa casa espírita, mas ela é demais da conta. Um exagero nessa nesse trabalho da benevolência, né, da beneficência, de a ponto de adoecer.
a ponto de se exaurir. E eu fui conversando com ela assim: "Olha, por que que precisa ser desse jeito de você sofrer tanto fazer o trabalho da caridade? " Não, mas a gente tem que fazer a caridade, não é assim?
Com a caridade a gente consegue se salvar. Eu, ih, é sobre isso que eu preciso falar lá com os meus amigos de patrocínio. Tudo na vida tem limites para que a gente possa encontrar qual é o ponto bom.
a ponto da caridade nos salvar e não nos adoecer, a gente precisa compreender algumas coisas. Quando eu fui pensando sobre esse tema da caridade, fui aproximando mais um pouco meu entendimento e queria compartilhar com vocês. A caridade é um tema que toca o tema das nossas carências afetivas.
Por quê? Porque dar e receber é a linguagem aqui do mundo de provas e expiações. Mas nós precisamos aprender a dar e receber.
A gente faz uma confusão com esse dar e receber. Ou a gente quer receber sem dar, ou é a gente dá e tem dificuldade de receber. Prefere não receber para não ter que dar.
Então a gente vai fazendo uma mistura com esse dar e receber. dá com a intenção de receber uma outra coisa que não tá dita, mas tá eh subjacente. Então, nós temos algumas distorções no dar e receber.
E até a oração de São Francisco em que ele que em que ele diz é dando que recebe, é dando que se recebe também já tem confusão com essa frase, porque a gente entendeu essa frase de uma maneira material e aí fica confuso pra gente, é dando que se recebe, então eu tenho que dar para receber. Mas como assim? Se Jesus disse que não saiba a sua mão direita, esquerda, o que faz a direita, como é que fica isso?
Então, então por que que a gente faz tanta confusão nesse assunto? Porque dar e receber é algo que a gente ainda não tem muita clareza. Nós confundimos, por exemplo, dinheiro com afeto, nós confundimos eh sexo com amor e fazemos várias confusões no dar e receber que vai que vai desembocar no assunto da caridade.
Então, no Evangelho tem um pequeno item explicando a diferença da caridade moral paraa caridade material. Ambas são necessárias, mas a caridade material precisa da caridade moral para ela poder ter seu ponto bom de salvação no sentido que a gente tá falando aqui. Então, quando a gente vai conversando sobre dar e receber, a gente vai entendendo que as nossas relações familiares, as nossas relações de trabalho, as nossas relações na casa espírita, as nossas relações, todas funcionam com dar e receber.
Só que em níveis diferentes. Por exemplo, quando a gente pensa na relação pais e filhos, os pais dão muito mais do que os filhos podem dar aos seus pais, porque os pais dão para os filhos algo que eles jamais podem retribuir, que é a vida. Então, por mais que a gente dê pros nossos pais, nunca vamos restituí-los 100%, porque não temos como dar para eles a vida que ele nos deu.
Então, a gente equilibra um pouquinho isso quando a gente consegue ser mãe, quando a gente consegue ser pai. Então, a gente também experimenta esse lugar da doação. Mas quando Francisco de Assis diz, é dando que se recebe, ele tá dando um detalhe importante sobre a experiência que a gente tem com o mundo espiritual.
Vocês já experimentaram um momento em que você tá muito, não é, muito atordoado, muito preocupado, muito aflito, com pensamentos circulares e aí você tem que fazer alguma tarefa. fazer alguma coisa para alguém e você percebe que depois que você faz se dá uma melhorada, nossa, até melhorei daquela preocupação. Como é que foi que você melhorou?
É que quando nós estamos nessas nossas complicações mentais, nós não temos espaço para a espiritualidade maior nos ajudar, nos inspirar, dar uma ideia nova. Quando você sai desse seu pensamento circular e você abre a porta, você oferece um pão, você vai dar uma cesta básica, você vai cortar uma cenoura para sopinha, você vai preencher quentinhas, enfim, aquele momento, aquele instante de fazer o leite da Lindomara, é isso que, né, que que ela diz que todo ano não vai ter mais e tal, mas sempre tem e tal, enfim. No que você tá fazendo aquilo, você quebra aquela frequência contínua da preocupação.
Então, nesse sentido, a caridade salva, nos salva de nós, nos salva das nossas neuroses, das nossas preocupações, das nossas aflições, das nossas ansiedades. Porque a tarefa objetiva da beneficência, seja ela qual for, ela traz a gente para uma coisa muito boa, que é trazer o nosso espírito para o presente. Sabe onde é que nosso espírito fica andando?
Nosso espírito adora viajar pro futuro e se preocupa e se angustia pelo que ainda não aconteceu. São as famosas ansiedades. Ou às vezes o nosso pensamento vai para onde?
para aquilo que já aconteceu e que você queria que tivesse sido diferente, mas não deu, já foi. Mas como é difícil pra gente ficar aqui agora nesse momento, não é? Nós estamos indo para lá ou para trás.
Então, quando a gente faz o trabalho da caridade, acontece uma mágica, a gente fica presente. Esse estado de presença é altamente curativo para nós. No evangelho, quando os espíritos estão falando para nós sobre caridade, diz que na sem caridade não há segurança.
Olha que coisa interessante. A gente tem segurança social, segurança afetiva, segurança familiar quando a gente pratica caridade. Só que a gente conhece bastante a caridade concreta, né?
Fazer coisas. E a gente vai conversar um pouquinho mais, entendendo assim, não é só o fazer a sopa, é como você faz a sopa. Em nome de que você faz a sopa?
Então, eu posso ser aquele que distribui o alimento, mas eu posso distribuir esse alimento com raiva, brabo, zangado, impaciente. Então, a caridade material ela pede caridade moral também. Então, você pode cuidar de crianças e cuidar com grosseria, com rispidez.
Então, tudo aquilo que a gente fizer precisa estar acompanhado de um certo estado de alma que seja propício à salvação. Trazendo isso pras palavras de Jesus, ele vai dizer assim: "Bem-aventurados os mansos, bem-aventurados os gentis, porque quando a gente é manso, quando a gente é gentil, quando a gente é suave, não é passivo. A gentileza, ela é muito ativa a uma suetude iden.
Então, uma caridade, uma beneficência, uma ação coletiva, algo objetivo que você faça para alguém, a maneira como você faz aquilo é que traz esse estado de salvação que Kardec tá pontuando pra gente. Então, bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra. A gente pode metaforizar.
Terra pode ser a terra do seu coração. A terra pode ser o planeta mesmo. E por que que Jesus herdar a Terra?
Para que que a gente quer herdar a Terra? Porque nós estamos num processo de crescimento e de transição planetária que estamos reencarnando nesse planeta. E a gente pode melhorar isso, entender nesse mundo de prova expiação, porque existem outros.
Eh, nós vamos herdar, ou seja, tudo aquilo que a gente fizer hoje, amanhã a gente vai lidar com as consequências do de tudo aquilo que a gente fizer hoje. Se a gente tratar a Terra com mansuetude, teremos lugares melhor pra gente conviver, viver, trocar e seguir. Então, caridade é para nós.
Claro que é com o outro, é para o outro. Se não tiver esse outro, a caridade não tem o menor sentido. Mas eles entendem que é para nós, por que que é para nós especificamente?
Porque na hora que você tá doando alguma coisa, você tá recebendo ao mesmo tempo. É por isso que Francisco de Assis disse, é dando que se recebe. Por quê?
Porque quando você se abre para dar, você tá tendo condições de receber também. É por isso que é bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão a misericórdia. Ué, mas Deus oferece misericórdia o tempo todo.
Por que que tem essa condição? Porque embora haja misericórdia 24 horas por dia jorrando sobre nós, a gente não consegue alcançar, porque nós estamos atabalhoados com as coisas. com a cabeça tão impermeável, com os pensamentos tão endurecidos que a gente não consegue receber.
Quantos pais, quantas mães querem dar tantas coisas para seus filhos, querem dar um abraço para seus filhos, mas os filhos estão fechados para receber. É a mesma coisa nós e Deus. Pra gente alcançar a misericórdia divina, tem que ter alguma abertura no nosso coração.
Então, quando a gente é misericordioso com alguém, o nosso coração tem condição de perceber o que Deus nos dá. Então, vocês já repararam que quando a gente tá mais bem humorado, a gente repara como o dia tá lindo, como tem flores no caminho, a gente começa a sentir o gosto das coisas, o perfume, o cheiro. Então, muda a nossa maneira de ver as coisas.
Então, falando em mudar a nossa maneira de ver as coisas, queria acrescentar que todas as vezes que a gente olha pro mundo, olha para um filho, olha para uma circunstância, a gente precisa lembrar que a nossa percepção é um ângulo de visão. Nenhum de nós, no nível evolutivo que a gente está, consegue lidar com uma situação vendo todos os ângulos. Nós precisamos dos outros para nos ajudar a ver ângulos que não estão disponíveis para mim.
Então, quanto mais amadurecido é um espírito, maior é esse ângulo de percepção. Então, por exemplo, eu tô aqui nesse lugar físico do palco, olhando para vocês. O meu ângulo de visão começa aqui e termina aqui.
Eu não consigo perceber o que tá atrás de mim. Mas eu preciso da convivência com vocês para vocês falarem para mim. sobre esse espaço que eu não percebo.
Então, nas nossas convivências, nós precisamos de partilha, de troca, de conversa para que eu possa perceber ângulos que eu não vejo ainda. Então, para que eu possa receber, eu preciso dar. Para que eu possa me preencher, eu preciso me abrir.
Isso é diferente de eu querer compensações, né? Às vezes a gente faz assim: "Nossa, eu trabalhei muito, então agora eu tenho que me gratificar, eu tenho que me compensar, então gasto meu salário todo viajando, né? Então em vez de eu resolver aquele meu trabalho que eu não gosto muito, eu gasto todo o meu dinheiro viajando.
Me sinto compensado, mas eu não resolvi o meu problema. " Então, a gente precisa entender que dar e receber não é isso não. Que que tá acontecendo que em vez de eu resolver o meu dar e receber, eu tô querendo compensações.
Porque a mesma alma que acredita em compensações é aquela que também acredita em punição. Então, a gente fica assim, quando alguém fizer algum mal pra gente, eu quero que aquele seja bem punido e quero que quando eu faço o bem, eu receba muitas compensações. Então, a nossa relação com Deus, ela é muito infantil nesse sentido, porque a nossa relação dá e receber ainda tá girando nessa sintonia.
Então, pra gente poder mudar esse padrão, a gente começa entendendo isso. Não é algo que vem depois que você vai receber, é na hora que você dá que você já tá recebendo. Sente como é bom na hora que você entrega um prato de comida para alguém que tá com fome.
Que que você sente nesse instante na hora que você dá? Mesmo que essa pessoa não te fale nada de especial, mas quando você se encontra com o olhar desse outro, quando você dá o prato de comida, que que acontece com você nesse momento? É porque junto da sua mão tem outras mãos invisíveis que você não vê.
Eu já contei isso em alguns momentos. Eh, uma vez eu tava almoçando, esses restaurantes que ficam na calçada, eu tava no intervalo do meu trabalho e tinha muitos pacientes para atender durante a tarde. Fui rapidamente almoçar.
Então, eu tava na calçada. Na calçada acontece tudo, gente. Eu tava almoçando, de repente sobre o meu prato tinha uma mão, um prato que eu tava me servindo de frango, sei lá.
apareceu uma mão e aí eu acompanhei a mão, eu olhei os olhos assim, era uma pessoa dizendo assim: "Posso comer? " Eu fiquei tão congelada na hora, né? Que eu respondi assim com a cabeça, não consegui particular.
E o meu marido que tava na minha frente falou assim: "É a fome, é a fome". Tipo assim, deixa, deixa eu rolar, né? Eu: "Não, tá tudo certo".
Gente, foi muito interessante. Ele levantou o braço pro garção e disse assim: "Pode embrulhar paraa viagem, por favor? Aí eu assumem sem graça.
Eu falei: "Não tem problema, eu pago uma embalagem, deixa ele levar". E aí ele levou, ele levou e eu não consegui mais almoçar. Eu comecei a chorar, fiquei desorganizada e eh energeticamente, né, espiritualmente e saí do restaurante, tava indo pro meu trabalho e fui pensando: "Meu Deus, eu preciso de ajuda porque eu não tenho condição para atender tanta gente".
hoje à tarde, com esse meu coração apertado, porque eu comecei a me sentir muito mal de ter o que comer e pessoas que não comem. O o que que uma pessoa precisa se sujeitar para conseguir comer e como é que se pede isso? Como é que isso se dá?
Eu me senti muito, muito, muito, muito desconfortável. Eu não tava conseguindo me equilibrar novamente. Eu fui fazendo prece no caminho.
Pelo pelo amor de Deus, eu preciso de ajuda, preciso encontrar um pouco de equilíbrio. E cheguei no meu consultório, assim que eu abri a porta, entrei, bebi uma água, a campanha tocou, era o primeiro paciente da tarde. Quando eu abri a porta, essa pessoa que eu tinha que atender me abraçou com uma alegria sem fim, porque ele tinha conquistado uma coisa que a gente vinha trabalhado no encontro passado.
e me agradeceu muito. Trouxe um pacote de doce de leite feliz e não sei o que. E pensei: "Eu comigo, vou dar a outa para ele hoje".
Ele tá melhor do que eu, muito melhor do que eu? E ao mesmo tempo eu disse: "Obrigado Deus, você atendeu as minhas preces". Veio alguém me dar um passo porque ele me deu um abraço que me curou, né?
Entrei de novo num equilíbrio muito bom e consegui trabalhar o resto da tarde e fui pensando que interessante que é isso. O que que é o dar e receber? O que que é abrir a janela do dar e receber?
A minha abertura se deu na hora que eu fiz a prece. Quando eu pedi ajuda, a ajuda vem. Mas eu só posso perceber ajuda se eu me abro para conseguir perceber.
E se a gente prestar mais atenção ainda, o tempo todo a gente tá envolvido em dar e receber. O tempo todo. O tempo todo.
A gente só precisa ter olhos de ver. Por isso que eu falei da perspectiva. Quanto mais magoado eu sou, quanto mais ressentido eu sou, mais esse ângulo se aperta.
Quanto mais gentileza há no meu coração, quanto mais mansuetude, mais esse ângulo abre. mais condição de perceber coisas eu consigo. Nesse jogo de dar e receber, às vezes a gente encontra pessoas tão ressentidas, tão ressentidas, que chega uma hora que elas não querem mais receber, porque receber significa eu ter que dar.
Mas é verdade. Quando a gente recebe, a gente se sente constrangido a dar, mas não é uma um constrangimento ruim. Tanto é verdade que quando a gente começa a frequentar uma casa espírita e a gente melhora, a gente começa a querer trabalhar na casa.
Como é que eu posso ajudar? A gente começa a pensar isso. Por quê?
Porque receber nos vida. E é mesmo, o amor de Cristo nos constrange. É isso que Paulo de Tars.
Porque receber em abundância nos deixa pressionados a colaborar, a participar desse fluxo divino que nos envolve o tempo inteiro. A dificuldade seria aonde então? Quando no meu ressentimento eu não quero participar desse fluxo, eu quero me sentir livre para eu dar quando eu quiser.
Então não me dê. Então existem pessoas que na relação com a sua família, com os outros, nega tudo que a família tem para dar, não consegue receber, porque assim se retira do fluxo de ter que fazer parte do dar e receber. Só que vai ressecando por dentro, vai adoecendo sem perceber, vai chegando no isolamento.
Aí vem a frase: "Olha, mas fora da caridade de uma salvação. " Ou seja, é preciso você abrir seu coração para você se salvar. Então, pra gente começar a entender essa dinâmica divina, a gente precisa sair desse lugar meio matemático.
Então, no evangelho, eu recolhi algumas pistas. Por exemplo, eh, eu recolhi no capítulo 13 do Evangelho, não sabe esquerdo o que faz a direita? E os espíritos dizem assim que é preciso sabedoria para descobrir quando saber calar, quando ser surdo e quando ser cego para circunstâncias de desdém.
Então, é uma dica que os espíritos dizem assim: "Isso é caridade". Olha que interessante. Caridade é eu doar alguma coisa.
Sim, mas também quando eu tenho sabedoria de saber calar, de saber ser sudo, saber ser cego, para que a violência não se estabeleça nas minhas relações, para que eu não seja reativo, para que eu não colabore com um ambiente que tá adoecido. Então, saber calar, saber ser surdo e sergo para cego para aqueles que desdenham, desqualificam, diminuem, escarnecem, ironizam, é caridade também. Então, olha como é que os espíritos estão ampliando o conceito de caridade.
É para além da sua ação específica, objetiva, tá falando da sua maneira de se relacionar. Outro lugar importante no capítulo eh 16, não servir a Deus e a mamão, né? A gente não pode servir a aos valores materiais e espirituais da mesma maneira e nem simultaneamente.
Então são valores muitas vezes ou quase sempre em oposição. Nesse capítulo, os espíritos estão esclarecendo a gente sobre o apego aos bens materiais. E aí os espíritos esclarecem assim: "Cuidado com a prodigalidade exagerada".
Prodigalidade exagerada é você dar porque você tem e você dá sem medidas. Você dá sem pensar, você dá sem refletir, você não consegue dar limites, você não consegue dizer não, você dá ininterruptamente, porque as pessoas estão precisando. Esse dar irrefletido é falta de juízo, prodigalidade exagerada, dizem os espíritos nesse capítulo 16, é uma modalidade do egoísmo.
Você pode deixar a gente doido. Como assim que doar pode ser egoísmo? Sim.
Um doar sem reflexão que você não presta atenção para quem você tá doando, você tá olhando para onde? Pro seu desespero. Isso é egoísmo.
Um caso que aconteceu lá na nossa casa espírita, um companheiro nosso, uma pessoa que frequentava nossas as nossas reuniões de assistência. Eh, a casa dele pegou fogo na fiação elétrica, né? Um era um quartinho, na verdade, num determinado assobrado.
E aí pegou fogo, ele ficou sem lugar para ir, perdeu tudo que tinha, roupas, bens, eram poucos, mas ele perdeu tudo. E aí ajudamos ele a encontrar um outro lugar. Ele conseguiu um outro lugar para morar e o centro todo começou a dar um monte de coisa para ele.
Aí chegou uma hora que ele falou assim: "Gente, chega, é um quartinho que eu moro. Não vai caber isso tudo que vocês estão dando. Para que que eu quero duas geladeira, dois fogões, três sofá?
Não dá isso. " E eu pensei assim, gente, a gente deu no desespero porque a gente deveria sentar com ele e pensar o que você precisa. poderíamos ter feito uma lista com ele e poderíamos fazer uma campanha descobrindo quem tem o que para dar para ele.
Então, quando a gente dá no desespero, quando a gente dá movido pelo nosso desespero, essa caridade carece de salvação. Então, a doação verdadeira, eu preciso olhar para você e saber o que que você precisa. Essa é a doação verdadeira.
Eu dou porque eu tô desesperada. Eu não tô olhando para você mais. misturando para mim, porque eu dou, não tô olhando se você tem mão para carregar o que eu tô dando.
Para quem que eu tô dando? tô dando, sei lá, paraa minha imaginação. Então, doar sem limites, sem cuidado, sem descobrir o que que o outro precisa, nós estamos faltando com uma caridade.
Então, é muito importante a gente compreender que esses limites que o evangelho tá dizendo pra gente aqui, nem prodigalidade exagerada, nem um apego que paralisa os imputos do coração. Pronto, nesse capítulo 16, os espíritos deram as duas pontas. Ó, aqui a prodigalidade exagerada e no apego que paralisa o impulso do coração, nessas duas pontas você saiu do fluxo divino.
Dá em receber precisa participação do fluxo. Então, para isso, eu preciso olhar para o meu irmão. Isso é diferente de eu dar querendo receber.
Olha, eu te dei isso, hein? Então, eu quero aquilo outro. Aí eu já tô num outro lugar.
O que eu tô querendo dizer é para você entender que a sua maneira de dar, ela tem tanto valor ou mais do que aquilo efetivamente que você está dando. Às vezes a gente tem para dar, mas aquela pessoa precisa experimentar o esforço de conquistar. Então, certa vez eu conhecia um trabalho numa casa espírita muito bacana.
Eles faziam bazar com os assistidos, mas eles não davam os sapatos, bolsas e coisa. Eles, o bazar era assim, era 10 centavos a bolsa, 5 centavos o sapato, eram super baratinho, mas tudo custava alguma coisa. E eles foram percebendo que os pais de família se sentiam muito bem quando se sentiam capazes de adquirir aqueles bens.
Eu achei interessante a maneira como eles faziam as coisas, sabe? Ou então trocavam aquilo que eles iam adquirir no bazar por alguma tarefa. Por exemplo, um deles ia trabalhar no bazar de manhã, o outro ia trabalhar à tarde, o outro ia ajudar a separar os mantimentos, o outro ia ajudar a separar os sapatos.
Ou seja, de maneira que os assist os assistidos participavam do trabalho de doação. Então, é muito importante a gente entender que aquele que recebe também precisa se sentir digno de receber para que a gente não faça com que esse outro se sinta menor do que nós que estamos dando. Então, quem dá muito precisa prestar atenção se esse doar tem alguma intenção da superioridade.
Então, a gente precisa encontrar esse ponto, né, justo. Então, com isso aí eu queria que ligasse aqui. Douglas, você pode ligar aqui para mim, queria mostrar para vocês um slide.
Ah, é ele que vai ligar. Isso. Eu mostrei esses slides lá no congresso de Uberlândia.
para poder falar sobre a caridade, porque eu me baseei nas bem-aventuranças, principalmente dessa bem-aventurados os mansos, para poder falar desse assunto. Essa trilha que aparece, essa cidade que é no sul da França, é uma trilha que leva pra gruta onde dizem que Maria Madalena se refugiou até o final dos seus dias. Segundo o livro Boa Nova, os fins, o o final da vida, né, os últimos dias de Maria de Madalena, não foi nada aqui, foi lá em Éfesa.
Mas como lá no sul da França eles confundem Maria Madalena com a irmã de Lázaro, que é Maria, irmã de Marta, né, que são três irmãos, Maria Marta e Lázaro, eles confundem Maria Madalena com ela, então tá tudo certo. Então deixa é a gruta de Maria Madalena, mas eu acho que é uma outra coisa que aconteceu nesse lugar, mas não importa. O que que é interessante nesse caminho?
São 45 minutos de caminhada que as pessoas fazem silenciosamente. Muito interessante porque ninguém fala, você escuta só os passos das pessoas. Uma floresta muito bonita e você vai subindo até chegar lá na gruta.
E a ideia é você ir refletindo e aprendendo a desapegar das suas mágoas. das suas dificuldades, né? É um trabalho de auto eh cuidado.
Ah, pera aí. Aqui já descobri aqui. Ai, andei demais.
Pera aí. Então, tem algumas escadas, né? O caminho é isso, você ir subindo a escada, passando pelo meio da floresta.
Tem um monte. Tem também um portal que eles entendem que enquanto você passa por esse portal, você deixa sua pessoa velha, né, para trás e quando você passar o portal, uma pessoa nova assim aparece. Mas o que que eu gostei é que durante o caminho todo que a gente vai fazendo, tem umas placas de cimento com eh esculpido, né, digamos assim.
E o que que eu gostei? Eu gostei deles dizerem o seguinte: bem-aventurados os artesões da paz. Então a gente fala que os pacificadores, mas olha que palavra bonita que eles usaram, que a paz é um trabalho artesanal, então é algo que que é singular, não tá pronto em lugar nenhum.
Então em cada lugar a gente constrói a paz, a gente faz a paz. Então eu gostei deles terem usado esse esse termo, né? Porque assim que serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados aqueles que são perseguidos pela justiça, porque deles é o reino dos céus. A outra placa que eu gostei é essa, porque ele disse assim: "Bem-aventurados os doces". Pera aí que aqui tem uma, né?
Ai, meu Deus, não sei onde é que é. É aqui. Ah, aqui.
Ah, bem-aventurados os doces. Eu gostei desse termo. Bem-aventurados os mansos.
Porque se a gente falar assim: "Bem-aventurados os doces", eu gostei dessa palavra para poder nos ajudar a pensar, será que a nossa palavra é doce para com as pessoas que a gente convive na nossa família? Isso é caridade. O que acontece é que nas nossas famílias é justamente o lugar aonde a gente não é doce, é onde a gente é muito amargo, muito ácido.
Então, a proposta de Jesus, bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra. Bem-aventurados doces, que você possa ser doce, inclusive ensinar os seus filhos a serem doces, né, meu filho, você pode falar melhor isso que você tá dizendo, né? Você tá querendo o açúcar, me dá açúcar.
É, mas meu filho, você pode pedir esse açúcar melhor. Então, esse processo educativo, eu tô aproximando ao que Jesus tá dizendo. Bem-aventurados os doces, nós vamos reencarnar com essas pessoas outra vez.
Quanto mais eu cultivo a doçura, mais doce fica a nossa convivência, melhora as nossas experiências posteriores. Então, existe sempre um modo doce de eu poder dizer as mesmas coisas que eu digo de maneira grosseira, de maneira irônica, de uma maneira sarcástica. Então, nós precisamos começar a retirar os modos violentos de viver nas nossas famílias que a gente naturaliza.
Então, pensando nisso, nessas possibilidades da gente ter uma maneira mais eh doce, né, de viver, deixa eu ver aqui. Eh, eu pensei eh no seguinte, deixa eu só aumentar aqui o tamanho. Eh, esse é o capítulo do livro, esse livro azul, Caminha que a vida te encontra.
É, pensando no quanto que a gente precisa melhorar, o quanto que a gente precisa ter mais caridade nas nossas famílias, nos nossos relacionamentos afetivos. Eu escrevi esse capítulo no livro Caminha que a vida te encontra, que é acho que é o seis, em que eu percebi e eu dei esse nome de como a gente pode ser violento sem saber que está sendo violento, porque a gente naturaliza as maneiras de falar, de conviver. E a gente até acha graça, acha engraçado, a gente acha comum, a gente acha que é isso mesmo.
Mas vocês vão perceber nos exemplos que eu vou dar como que a maneira violenta, ela é uma maneira que rompe com a lei de fraternidade, com a lei de igualdade. Então, por exemplo, eu pensei em 10 faces violentas, mas deve ter 15, 20, 30, tá? Então eu vou apresentar essas 10 rapidinho pra gente já já ir terminando.
Mas o que eu queria nisso é que ao vocês se tornarem conscientes disso, começasse a trazer um pouco mais de doçura e poder não contracenar com as falas violentas que porventura possam estar na na experiência de vocês no trabalho, em casa ou em qualquer lugar. Então, primeiro eu trouxe uma frase da comunicação não violenta, que é uma abordagem importante, eh, que vem de um inglês, Marshall Rosenberg, que diz pra gente que todo ato violento é uma expressão trágica de uma necessidade não atendida. São necessidades da nossa alma que não estão sendo atendidas.
Isso faz a gente se tornar violento sem a gente perceber, né? Então, a primeira coisa são as afirmações irônicas. E e eu acho até que tá melhorando isso, mas era muito comum a gente dizer assim: "Não entendeu o que é que eu desenhe?
", né? Como se eh a pessoa precisasse de ã uma coisa gráfica para poder entender. Ela deveria entender, mas ela não entende.
Em vez de eu de explicar de uma maneira melhor, eu digo para ela: "Você é tão burro que eu tenho que desenhar para você entender, né? Então, quer que eu desenhe? Outra maneira que a ironia faz.
É muito importante saber que a ironia esteriliza as relações, viu? A ironia é como se você botasse num terreno que deveria florir, você colocasse ali um componente químico que não nasce mais nada. Uma relação pais e filhos entre irmãos, entre casal, que tudo é na ironia, não floresce nada mais.
Só a ironia vai criando mais espaço paraa ironia, né? Então é ironia na cara, né? Ironia na boca, nas palavras.
Então afirmações irônicas, né? Um vem visita hoje, essa casa tá arrumada. Então eu tô dizendo que essa casa nunca tá arrumada e que você arruma para outras pessoas, nunca para quem mora na casa, né?
Então em vez do elogiar e ser bem-aventurados os doces, um doce elogiaria. Nossa, a nossa casa tá linda hoje, né? Silêncio punitivo é quando eu quero que você sinta a culpa pelo que você fez.
Então eu não falo nada, fico dois, três dias sem falar com você. Eu tenho certeza que você vai descobrir qual foi a bobagem que você fez. Então você vai ser punido pelo meu silêncio.
Então eu não te cumprimento, não falo com você. Você pergunta que que houve, eu respondo para você. Nada.
E a nossa relação vai ficando cada vez mais adoecida. Posso fazer também chantagem emocional. dizer para você, se você fizer tal coisa, eu vou fazer, eu vou tirar algo seu.
Isso não é educativo e isso não dá vontade da gente se transformar, né? Então, se você continuar fazendo isso, eu vou fazer aquilo outro com você. Então, com isso, eu vou ficando com medo, eu vou me sentindo ameaçado nessa relação.
Eu posso também ter um controle financeiro, autoritário com você, pensando, tendo a certeza, que você não sabe lidar com dinheiro. Então, tudo que você usa, o dinheiro eu marco em cima. Quanto é que você gastou?
Quanto é que custou? Como é que você conseguiu dinheiro para isso? Isso é muito caro.
Critico todas as coisas que você compra. Então isso vai tornando a relação tão apertada, tão desgastada, né? Eu posso também eh cercear sua liberdade, querer controlar o seu celular, dizer para você, se você não me mostra porque tem uma coisa aí que você tá escondendo de mim, tranco a porta, não deixo você sair de casa, tranco a porta do carro.
Então, com isso, eu não percebo que estou sendo violento, mas é totalmente violento. Eh, invasão de privacidade. Vascule as suas coisas, a sua mochila, o seu armário, tudo aquilo que você faz, com quem que você esteve, que horas são essas que você chegou.
Eh, posso distorcer a realidade. Quando eu digo para você que eu tô magoado, você diz para mim que sou eu que sou dramática, que não pode nem brincar comigo que tudo me aborrece. Então eu distorço e desqualifico o que você tá sentindo.
Posso desqualificar seus sentimentos. Diminuo tudo aquilo que você traz. Digo que você é exagerado.
Eu posso também intimidar você psicologicamente, dizer que você é maluco, que você é doido, você é desequilibrado. Tá vendo? Ó lá, faz terapia, é isso que dá.
Então sem intimidação psicológica ou faço críticas destrutivas. Digo que você tá gordo, digo que você tá magro, digo que você desorganizado. Tô sempre criticando.
Nunca tá bom o que você faz ou quem você é. Então, que que eu descobri quando eu fiz esse capítulo? que todo aquele que tem esse tipo de ação encontra nos seus familiares a condição correspondente.
Então, não é só violento quem tem essas 10 ações. É violento também quem contracena, quem se diminui, quem se apaga. Então, quando no evangelho diz assim: "É sabedoria, saber calar, saber ser surdo, isso é uma caridade moral, é você encontrar a maneira certa de se calar, de ficar surdo e cego para não contribuir.
Mas a outra coisa é você lidar com todos esses comportamentos de uma maneira passiva. Então, a proposta de Cristo pra gente é que a gente possa se colocar bem aventurados os doces. Não é bem-aventurado os passivos, né?
Os doces. Então, queria ultrapassar isso aqui. São as maneiras como a gente colabora, né?
Uma frase de Joana de Angeles sobre isso, sobre relações que estão assim. Estanca o passo e retrocede na viagem, no desequilíbrio. Recorre à oração.
Evite pessoas maledicências, quechosas, venenosas. Elas se te fazem estímulo constante à irritabilidade, ao armamento emocional contra os outros. A tua vida é preciosa e deves colocar todas as tuas forças a serviço do amor, desde que és forte, ou seja, ninguém é fraco, inútil, né?
Investe na bondade, na paciência e no perdão, que são degraus de ascensão. Então, são frases que a Joana de está dizendo pra gente. Você tem como lidar com essas circunstâncias tão difíceis de uma maneira saudável.
Salve-se, cure-se, cuide de você. Então, para poder terminar isso, vocês não saíem tristes aqui, né? Queria que vocês saíem daqui reflexivos, mas não tristes, eu trouxe um pequeno vídeo.
Cadê o meu assistente aqui do vídeo? Eu trouxe um pequeno vídeo para vocês que foi uma propaganda que eu vi e eu falei assim: "Nossa, descobri nesse vídeo um caminho pra gente compreender. Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra, né?
Bem-aventurados os doces". Então, queria que vocês observassem nesse vídeo duas coisas: como é que a indulgência funciona, como é que ela vai aparecer no vídeo. E a outra coisa, com esse vídeo, eh, eu vi uma coisa muito boa, que quando estiver muito ruim uma relação familiar, a gente se lembrar do percurso da nossa relação.
Quando a gente tá em crise numa relação familiar, a gente costuma reduzir tudo que a gente viveu à aquela crise e a resposta sempre vai ser a mesma. Não dá pra gente continuar. Então, quando a gente tiver em alguma crise, pode ser no seu trabalho, pode ser na sua família, que você possa se lembrar do percurso, como é que nós chegamos até aqui, como é que era antes, né?
Quando um casal vai fazer terapia de casal, a primeira coisa que um terapeuta de casal pergunta é: "Como é que vocês se conheceram? Como é que começou? " Porque quando a gente tá em crise, a gente não lembra mais de como foi bom, do que que a gente fez de esforço um pelo outro, onde a caridade aconteceu entre nós.
Então eu lembrar que você não é esse momento agora, você é um percurso. Tem uma filósofa alemã que fala isso. Se me perguntasse quem é o homem, eu diria: "Ele é uma história".
Nós somos uma história, a gente não é esse momento agora. Imagina quantas histórias reencarnatórias a gente tem? Milhares.
Então, a gente não é esse momento pontual de crise, de sofrimento. Somos muito mais do que a gente possa pensar. Então, nesse filme eu vi que olhar pro percurso, se lembrar de quem a gente foi, nos ajuda a sair dos nossos torvelhinhos e das nossas aflições.
Então, esse filme pequenininho é um momento de crise entre uma mãe e um filho adolescente. vocês vão se reconhecer, porque eu me reconhecia muito com os meus filhos nesse nessa que a gente faz quando os filhos não conseguem concordar e receber a nossa proteção e o nosso amor de um bom lugar. Então, vamos ver a saída que a mãe encontrou.
Então, vamos lá. Espero que possa ficar bem visível. [Música] [Música] Sim.
[Música] Onde você tava? Eu fiquei nem com a e perdi a hora. Mãe, eu liguei para ele.
GTA, você não tava lá. Puxa vida, de todas as coisas que eu te peço, filha. Eu só quero saber onde você tava, que horas que você chega em casa.
Eu sei. Outro esse telefone. Não é possível que você passe 24 horas com a cara desse telefone e não consiga responder uma mensagem minha, filho.
Vou tirar seu telefone por um mês para você ver o drama. Tira. Então, quer tirar meu celular?
Tira. Quer me deixar de caixinho? Deixa.
Você que manda no ar. Eu [Música] tô com você de chegar, fica preocupada. Eu tô tentando tear sobre isso.
Qual o problema? Esse é um problema. Mãe, você não precisa deixar não.
Eu tô tentando batear. Mãe, say like [Música] agora respira [Música] Me fal [Música] [Música] [Música] [Música] like, like, passam e o amor fica. É assim que eu entendo.
Fora da caridade, não há salvação. Quando a gente pode confiar que o amor fica. E eu gostaria de terminar com a frase em que os espíritos dizem que a caridade inspira e sustenta a nossa fé.
É isso, meus amigos. Muito obrigada. A Casa do Caminho foi fundada em 1962, com intuito de ser um albergue e servir alimentos aos necessitados com o nome de Sociedade Beneficente Casa do Caminho.
Após a extinção do grupo espito Eurípides Barsanufo, as atividades foram direcionadas para a nossa casa, se chamando a partir de então Sociedade Espírita Casa do Caminho. As atividades doutrinárias se dividem em palestras públicas, evangelização juvenil, [Música] evangelização infantil, evangelização de bebês e no ventre, estudo e pesquisa sobre o evangelho. Para além das atividades doutrinárias, temos também as atividades assistenciais, as quais precisamos cada dia mais da sua ajuda, como pasar beneficente, [Música] quentinhas, Yes.
[Música] Costura e confecção de enxo avais para bebês. [Música] Arrecadação e distribuição de cestas básicas. Distribuição de kits de higiene básica, distribuição de kits de verduras.
Entrega de sopa fraterna, doação de pães e leite. [Música] Para que esses trabalhos continuem, precisamos da sua ajuda. Venha trabalhar conosco ao ser um doador associado.