Juliano Solto da Silva, 44 anos, nascido em Porto Alegre. Eu [Música] sou filho único do Pedro Roberto e da Margô e nasci em Porto Alegre, mas logo fui morar em Gravataí. Lá em Gravataí, então foi a o início da minha vida. Meu pai ele tinha eh negócios, né? Meu pai era do ramo de farmácia. Então, meu pai Tinha três farmácias entre Cachoeirinha e Gravataí. E ali então me me criei entre as duas cidades. Ã, meu pai foi um empresário muito bem-sucedido e a minha vida foi ali, foi vivendo entre aquelas cidades e e como uma
criança normal, como todas as crianças. E quando eu comecei, então a, eu me lembro que um momento muito importante da minha vida, momento triste, né? Até a minha Infância, ela foi uma infância muito triste, uma infância muito complicada, muito difícil. O meu pai, ele tinha problema com álcool, com drogas, né? Então, acabei tendo muitas dificuldades na minha vida por causa desse problema que meu pai tinha. E até eu prometi para mim mesmo, né, que quando eu fosse adulto, eu jamais ia me drogar, jamais eu ia entrar nesse mundo do álcool e da droga, porque eu
fui a vítima indireta. Tem a vítima Direta, que é aquele que usa, e tem a vítima indireta, que é a família. Julho de 1988, mais precisamente no dia 3 de julho de 88. E eu lembro dessa data que foi um dia antes do meu aniversário. Meu pai teve um seríssimo acidente de carro e ficou entre a vida e a morte. E aquela e aquele momento ali que eu já me entendia por gente, eu tinha 7 anos, mas foi um um dos piores aniversários que eu tive na minha vida foi naquela naquele dia. Um caminhão passou
por cima do meu pai e a família toda entrou em colapso assim, né? meu meus avós, minha mãe, eh o meu pai naquela naquele momento ali. Então, meu pai daquele foi um meio que divisor de águas naquele momento, porque ele acabou se afastando, né, das drogas e do álcool durante um bom tempo. Eh, porque depois disso ele acabou indo para uma clínica de de recuperação e lá ele poôde ter um tratamento adequado e quando ele sai, então ele ele começa a tocar os Seus negócios. E quando eu tinha 12 anos, a minha mãe faleceu. Minha
mãe teve um acidente de carro e ela acabou falecendo. E e eu me vi sozinho com meu pai, né? Me vi sozinho com meu pai e e o meu pai acabou indo pro fundo do poço e eu tinha 12 anos apenas. E eu comecei a viver com um pai alcólatra, drogado, e acabei indo morar com os meus avós. Eu e meu pai fomos morar com os meus avós, Que eles tinham um suporte melhor para poder me cuidar. E mas mesmo assim foi muito difícil para mim. O lugar que eu me criei também não foi um
lugar bom, que eu me criei numa vila que hoje é uma um local bacana, mas na época era um local bem difícil também. E o meu pai, depois de passar por todo o problema que ele passou eh envolvido de novo na questão do álcool e da droga, meu pai foi para um desafio jovem, que é o desafio jovem de três Coroas. E lá ele se recuperou mais uma vez, ficou um ano e meio daí eh recluso ali, internado e depois ele saiu. E meu pai sempre foi muito bom de negócio. Ele era um cara assim
que ele pegava um e uma caneta aqui por R$ 1, ele vendia no outro, na outra esquina por 10. ele tinha uma facilidade muito grande assim, eh, de fazer negócios. Claro, tudo uma forma lícita, sempre foi muito, meu pai sempre foi muito ético, assim, muito correto. E aí eu, quando meu pai tava para sair do desafio jovem, eu cheguei para ele, eu disse: "Pai, agora eu já tô com idade, tudo mais, eu posso te ajudar, quem sabe vamos colocar os negócios de novo, né? porque tu sempre foi muito bom de negócio. Se tu abrir de
novo, vai dar certo. E eu me lembro que meu pai olhou para mim e disse assim: "Filho, o pai que eu não fui para ti, eu vou ser para outras pessoas". E o meu pai realmente abriu duas clínicas assim, eh, Gratuitas, eh, aonde os familiares, se podiam, contribuíam, se não podiam, tava tudo certo. E meu pai, então, trabalhou 20 anos com drogados e alcólatras. Em 20 anos, mais de 5.000 pessoas passaram ali pelas casas dele. Então, meu pai depois morreu de câncer, mas foi um cara assim que o o o enterro dele, para tu ter
uma ideia assim, parou o cemitério todo. Meu avô é militar, né, da reserva. Meu Avô ainda tá vivo. Eh, meu avô é militar da reserva e aí os meus tios são militares também. Hoje também estão na reserva. tem, meu avô era sargento do exército, teve seis filhos, criou seis filhos e formou dois coronéis eh do exército. Então, um motivo de muito orgulho para ele. Os outros eh filhos também todos muito bem colocados, muito bem são sucedidos nas suas profissões. Então, a minha vida foi muito dentro Dessa área militar, eu tenho primos oficiais do exército e
eu acabei então indo pro colégio militar de Porto Alegre. E lá no colégio militar de Porto Alegre também eu tinha as dificuldades, né? Tinha porque tudo tem regra. Então antes eu não tinha regra, né? Não tinha meio que eu eu sempre fui guribom assim, sabe? Nunca fui de fazer coisas muito eh muito muito como é que eu vou falar? Nunca fui de fazer coisas muito erradas assim, mas tu Chega num local que tem regra para tudo, né? Tinha que entrar em forma, tinha que marchar, tinha que dizer sim, senhor, não, senhor. Tinha que pedir licença,
tinha que, né? Não era assim de qualquer jeito. Tinha todo um sistema, né, que a gente tinha que seguir. Então, no início foi difícil para mim me adaptar, mas depois eu entrei no ritmo assim e foi maravilhoso pra minha vida, sabe? Foram, eu digo assim, foram os melhores anos da minha vida. Eh, foram ali quando eu Estava no colégio militar, da minha juventude, né? foi um dos melhores anos, assim, porque ali eu consegui me focar em muitas coisas e o colégio militar dava todo o suporte que eu precisava, né, pô, tinha todo o acompanhamento, tinha
toda uma estrutura que cuidava da gente, assim. Então, muitas vezes as pessoas têm uma noção errada, né, do que que é uma carreira militar, do que que é uma vida militar, porque lá nós temos amigos, a gente tem aquelas pessoas Assim que dão a vida pela gente, que dão eh que são irmãos. Então eu eu comecei a ter isso, sabe? Ter essa esses amigos, esses irmãos, aqueles que te defendiam, que estavam junto contigo no bom e no ruim, sabe? Eu tinha monitores que eram sargentos do exército. Eles estavam ali, eles p: "Por que tu tá
triste hoje? Que aconteceu contigo?" Pô, tu tava sempre sorrindo, que que aconteceu? E aí tu chegava e te derramava ali, sabe? E eles viviam contigo assim, a tua a tua vida e Tinha todo o suporte de psicólogos. O comandante que geralmente é um coronel do exército, era muito próximo da gente e era uma escola que tinha 1200 alunos. Eu fui presidente do Grêmio da Infantaria, né? Eu tenho um tio meu que é que é da infantaria, então eu segui aquela aquela arma ali, eu adorava, né, a infantaria, que é um é é um soldado mais
de de combate mesmo, de de tá no fronte da batalha. Então, eu gostava muito dessa dessa arma da infantaria. Primeiro, quando eu tava no colégio militar, eu fui presidente do Grêmio da Infantaria, que ela era uma ela era uma eleição muito restrita assim, né? Ela é uma eleição mais daqueles que eram praticantes ali da arma. E depois eu fui o presidente da sociedade esportiva e literário, que é o Grêmio de toda a escola. Daí seria como o Grêmio que o pessoal tem aqui nas escolas normais lá em no colégio militar é a CEL, que a
gente chama Sociedade Esportiva e Literária. E lá é uma eleição com 1200 alunos. E não sei como lá chegou, pá, Juliano, tem que ser o nosso candidato a presidente, tal e coisa. a gente fazia uma chapa e tinha sempre duas chapas e aí era aquela aquele pega, né? Porque então tinha o pessoal fazendo a boca de urna, pessoal entrando na escola e botando o adesivo e tal. Claro, era completamente diferente de hoje, era aquela política antiga. Então, foi muito bacana. Eu achei que eu ia perder porque o o rapaz tava concorrendo comigo hoje, é um
jornalista, apresentador de TV e tudo, e ele ele era muito bom para falar e ele tinha uma equipe lá que fazia umas coisas mais técnica com ele. E eu era aquele coração, né? Eu ia no coração, eu ia na empolgação e eu, pá, vou perder para ele, né? pá, tá tá perdido. E nós tínhamos uma festa de encerramento do ano e nessa festa Dava o resultado da eleição. E aí cheguei lá na festa e eu me lembro que eu olhei assim, né, e que tinha que chamar a as duas chapas lá para ver quem é
quer ganhar. E eu disse: "Ah, eu não tenho coragem de ir lá, eu vou eu vou sair". Fui no banheiro e aí todo mundo, Juliano, Juliano, cadê o Juliano? Cadê o Juliano? Cadê o Juliano? E aí eu apareci assim e deu a vitória para nós. Ganhei com 66%, acho que foi. E aí foi uma experiência maravilhosa que eu tive de Praticamente comandar todos aqueles 1200 alunos que nós tínhamos na parte política e na parte de organização de eventos e muitas coisas que a gente fazia lá. Era uma negócio bem organizado assim, sabe? até hoje é,
eu acompanho ainda muitas postagens e eu vejo, né, a atividade deles é uma coisa muito bacana. eh, acabei começando a a praticar esporte, então eu comecei a fazer karatê naquela época e comecei a ter uma facilidade já e já comecei a me Destacar e fui quatro vezes campeão gaúcho. Depois eu fui campeão brasileiro, fui vice-campeão da da Copa Mercosul, que eram três países que estavam participando. Me destaquei, aí já não apanhava mais, né? Daí já tava do outro lado. Quando tinha qualquer problema, eu já tava do outro lado. Mas também sempre aprendi assim, sabe, a
não a me prevalecer com ninguém, a não não fazer mal para ninguém. Eu além de de ser um praticante, eu estudava também, Sabe? Estudei história, estudei como é que era, como é que cheg, como é que nasceu no mundo, como é que veio parar no Brasil, quem eram os precursores e como eu acabei vivendo assim ã com muitas muitos, eh, professores e mestres. Então, a gente tinha assim, sabe, muita da história e era muito bacana também. Daí, então tinha tudo a ver, a arte marcial e também tinha a ver ali com a minha vida no
colégio militar. E aí quando eu cheguei no segundo pro Terceiro ano, tinha que escolher se tu ia para pra academia preparatória, que a gente chama Espessex, né, que é escola preparatória para cadetes do exército. E depois fica um ano ali vai pra AM, que é a Academia Militar das Agulhas Negras, e que um ficava em São Paulo, eh, Campinas, São Paulo, e o outro era em Rezende, no Rio de Janeiro. E aí eu cheguei na hora assim e tinha que escolher, tinha que escolher, né, se eu ia ou se eu não ia. E aí eu
fiquei Naquela dúvida cruel e eu tinha um tio advogado. E o tio sentou comigo um dia e disse: "Juliano, ah, tu quer ganhar dinheiro, Juliano? Tu quer, tu quer ser bem-sucedido? Tu quer?" Eu falei: "Claro que eu quero". E ele: "Então, um cara que tu quer fazer, tu quer ser milico, tu não vai lá, tu vai ter o salário fixo e tudo mais e tu não vai ter uns ganhos bons. Olha quanto que o tio ganha três vezes mais que teus Tios coronéis, coisa mais." E ele me seduziu naquele momento para fazer o direito. E
eu acabei então eh colocando a carreira militar de lado e fui fazer direito. Eh, passei em três universidades. Óbvio que eu tive que ir para aquela que era mais em conta. Aquela época não tinha muito essa questão do financiamento estudantil e tal, a gente tinha que trabalhar e pagar a faculdade. Então eu também agradeço Muito isso ao meu avô, porque nós fizemos um combinado e nós dividimos a faculdade. Meu avô pagou metade da faculdade e eu paguei a outra metade. Então ele disse: "Ó, eu vou pagar metade da mensalidade e tu tem que pagar outra,
tem que te virar". E eu falei: "Não, vou tranquilo. Daí se tu rodar, tu vai ter que pagar de novo. Eu não vou pagar". Então eu tive esse suporte do meu avô paterno e acabei eh me formando em direito, graças a Deus. Foi uma batalha Também, tudo é com muita dificuldade. Quem acha que tudo vem fácil, quem acha que vem tudo e olha a pessoa agora, né, e diz: "Ah, o que esse cara aí teve tudo na mão?" Não, ninguém tem nada na mão. Tudo a gente tem que batalhar, tudo a gente tem que ir
atrás e a gente tem que eh de uma forma ou de outra conquistar. Se tu quer vencer, tu tem que ir para cima. E eu sempre fui assim. Então, a minha vida foi foi sempre de batalhas. Eu sempre passei por por batalhas e por Dificuldades. [Música] E aí depois eu saio do colégio militar, tô fazendo direito e recebi uma oportunidade de uma pessoa excepcional que mora no meu coração, que era o deputado Dr. Eliseu Santos, o seu médico. Esse era o slogan dele. E e eu me lembro que nós tivemos um problema, né, no primeiro
dia assim, nós tivemos um problema, eu e ele, que eu acho que foi esse problema que nos aproximou Muito. Eu cheguei lá no gabinete e para mim era tudo novidade, né? Eu cheguei lá assim, me deslumbrei com a Assembleia Legislativa, com aquela com aquele ambiente, né? Eu disse: "Meu Deus, eu tô no lugar certo, né? Adorei". E eram tudo pessoas mais velhas que eu. Eu era o mais jovem que tava lá, né? Tinha 19 anos. Então era o mais novo que tava lá e tinha todo uma vida pela frente. E eu me lembro que ele
chegou aquele dia, ele não tava muito de bom humor, Ele era um cara muito verdadeiro assim. E ele chegou, acho que ele não tava de bom humor naquele dia. E ele olhou para mim, guri, ó, aqui tu pega uma mesa aí, pega um telefone, né? Aprende aí com o pessoal deu: "Não, deputado, pode deixar, vou vou vou seguir o seu conselho aí e tal, né? Vou vou seguir aí o que o senhor tá falando. E ele ah, então tá bom. E ele pegou e desaiu do gabinete para ir embora. Eu tô conversando com o chefe
de gabinete. Tô Sentado assim na na frente da mesa do chefe de gabinete. O chefe de gabinete tava de pé assim na minha frente e ele me passando, né, como é que era o trabalho, o que que eu tinha que fazer e tudo mais. E toca o telefone eh de mesa, né? Aquele telefone de mesa que hoje praticamente já não existe mais quase. E aí o chefe de gam disse para mim: "Juliano, atende o telefone aí". Aí eu atendi, né? Primeira vez que eu atendi o telefone, gabinete do Dr. Deputado Dr. Eliseu Santos. E era
ele no outro lado. E ele pegou e disse assim: "Osvaldo, não deixe esse guri ficar acambrando aí, Osvaldo. Tu bota esse guri para trabalhar. Tu não deixa ele ficar aí sem fazer nada. Tu não." E eu com o telefone eu não sabia o que que eu fazia, né? Daí eu peguei, olhei pro chefe de gabinete, eu peguei, passei o telefone para ele assim. Daí o chefe de gabete atendeu e e o Dr. Eliseu falou: "Era ele que tava?" E ele, aham, Sim, era, era ele. E aí eu peguei, daqui a pouco subiu ele, ele voltou
lá. Acho que ele ficou constrangido, né, com a situação e ele não, tu vê tal coisa, Juliano assim, esse assado. E aí no outro dia ele me tratou super bem no sabe, daí foi indo e eu era muito, eu eu era parecido assim nas características do filho mais velho dele, que era o Artur. Então ele me me adotou assim, sabe, como um filho. E aí eu dirigia para ele e eu saía com ele e A gente participava das coisas juntos e eu tava sempre com ele. E o meu prazer, naquela época a gente tinha uma
maletinha assim que a gente carregava, né, de terno e gravata assim, a gente carregava aquela maletinha, né, na mão assim. E o meu prazer era carregar a maleta dele. Eu adorava carregar a maleta dele. Eu brigava, disse: "Não, não, quem vai levar a maleta dele sou eu." Eu pegava a maleta dele, eu levava a maleta dele então, e nós tivemos Muitas eh muitos momentos bem bem bacana assim. Eu me lembro uma vez que veio o técnico da seleção brasileira, o Felipão, foi lá na Assembleia Legislativa para receber um, acho que era o mérito Farropilha que
ele tava recebendo. E aí eu queria muito tirar uma foto com com o técnico da seleção, né? Até porque eu sou gremista também, queria muito, né? Tirar uma foto com ele. E aí eu tava lá, eu disse: "Puxa a vida, não vou Conseguir tirar uma foto, né?" E eu tava lá assim com uma carinha de triste. Daqui a pouco entrou ele e ele já me conhecia. Porque a gente convivia junto e ele: "Ô guri, que que tu tá com essa cara triste aí?" Dau, ah, de chefe, eu queria muito tirar uma foto com o Felipão.
Aí eu cheguei lá na na sala da presidência e ele pega e me apresenta como filho para todas as tava cheia a sala assim, ele me apresenta como filho dele eu, bá, por que que ele fez isso? Né? Me apresentou como filho dele. E aí veio todo mundo me abraçar, me beijar e seja bem-vindo e coisa mais tal. E eu olhava para ele assim, ele com aquela cara assim, sabe? feliz. E ele agora vem cá. Daí pegou, me pegou pela mão, me levou lá no Felipão e eu tirei uma foto assim com o Felipão, eh,
nós os dois, assim, eu e ele, o Felipão no meio. E foi muito bacana. E aquele dia foi um dos dias mais felizes que eu tive na minha vida. Foi um daqueles dias ali da Minha história política. Foi aquele dia ali, né, e todo o amor e carinho que ele me tratou. Depois eu fui convidado para ser diretor comercial de uma empresa, ia ganhar muito bem e falei para ele: "Bah, chefe, eu não tenho como, eu vou ganhar três vezes mais e ele, puxa vida, eu também não consigo." Ele tinha ficado de primeiro suplente depois
na eleição e ele acabou, né, perdendo mais da metade dos cargos que ele tinha. Então ele não tinha também como fazer. E aí a gente Acabou eh tendo que ir para para cada um para um lado, mas a gente ainda continua em contato, continuamos sempre nos falando, aquela relação ficou. E aí passou passou alguns anos, depois eu fui trabalhar também numa outra empresa eh privada que era o grupo Carbaral, que era detentor da Listel, aquelas listas telefônicas. E eu fui o consultor de vendas mais jovem da América Latina. Eu tinha, acho que 21 anos naquela
época, não, 22 anos eu Tinha. E foi muito bacana também a experiência. Viajei por todo o estado, eh, viajei para alguns lugares do Brasil, então lidava com empresários, coisas. E ali eu cresci muito também, sabe, nessa parte empresarial, nessa parte de negócios. E aí eu gostei muito também dessa parte, foi bem bacana também. O Dr. Eliseu depois acabou sendo vice-prefeito de Porto Alegre do Fogaça. E depois nós tivemos um episódio muito Triste para para mim e para toda a nossa família. Foi quando ele foi assassinado, né, numa situação eh onde ele descobriu um um sistema
de corrupção dentro da prefeitura. Ele denunciou esse sistema e ele acabou sendo morto. Quando aconteceu isso, eu disse: "Nunca mais eu quero saber de política na minha vida. Não me decepcionei. Eu disse: "Não quero saber, tô fora". E aí me afastei da política. Me afastei completamente. Eu não queria saber nada de política. Eu comecei a Parar de ler. Eu sempre lia muito jornal. Eu tava sempre por dentro do que acontecia, quem era quem, quem tava fazendo. Eu sempre tinha isso comigo. E aí eu peguei e desliguei. Eu disse: "Não quero nem saber, eu sei quem
é o prefeito, sei quem é o governador, sei quem é o presidente, mas não quero nem saber falar de política". E eu fiquei realmente um tempo afastado. Fiquei na iniciativa privada. Fui trabalhar no escritório de advocacia, abri uma uma Empresa de consultoria jurídica empresarial. Então eu fazia muito esse trabalho com empresas, aproveitei, né, todo esse nohal que eu tinha, aproveitei para fazer esse trabalho com empresas, lidava muito com empresários, então eu fiz muitos negócios dentro da minha empresa, eh tive muito sucesso. Eu sempre fiz parte de igreja, né? Meu avô, além de militar, era pastor.
Então, meu avô teve eh foi um pastor muito Influente assim numa determinada denominação. E, eh, então a gente sempre fez parte de igreja, a gente sempre conviveu com a igreja, sempre teve junto. E aí tinha um pastor amigo nosso que era do litoral e ele disse assim: "Bah, gente, eu tô com uma, eu preciso de um apoio lá numa igreja em Novo Hamburgo". E aí a gente já a gente eu eu convivia lá, sabe? Eh, Porto Alegre, Avataí, mas sabe aquia Parte daquele lugar, sabe? Tu não te sentia bem naquele lugar, entendeu? Eh, são cidades
maravilhosas, cidades indústriva até uma cidade industrial, tudo eh muito boa cidade, mas eu não me sentia pertencente lá daquela cidade. E cada vez que eu e a minha esposa passávamos aqui na frente de Novo Hamburgo, cara, pode ser que as pessoas não acreditem, mas o nosso coração batia. E vinha um negócio diante de nós assim Que dizia: "Um dia vocês vão morar aqui, um dia vocês vão morar aqui, um dia". E aí nós dizia assim: "Bá, um dia nós vamos morar aqui nessa cidade". Eu passava ali, eu achava ela tão bonita. E aí teve dias
que a gente entrou aqui dentro da cidade, que a gente andava aqui por dentro da cidade, que a gente ia no shopping e a gente achava o shopping bacana, a gente achava as ruas, sabe? Era tudo muito legal assim, sabe? A gente, pá, que cidade bacana esse Novo Hamburgo, que legal. Então, muita gente pode achar que é que eu tô falando aqui que, né, pode achar que até mentira minha, mas essa é a mais pura verdade. Nós começamos a ter um carinho. Então, a gente acabou vindo para cá. para dar um apoio para essa igreja,
para ajudar nessa igreja. Acabei fazendo parte, acabei exercendo uma função de liderança dentro da igreja, acabei pastoreando essa igreja e e a gente veio por isso. E aí, claro, né, acabei fazendo muito Trabalho jurídico aqui também, acabei fazendo um trabalho empresarial aqui também. Então, a gente acabou vindo para Novo Hamburgo nisso. A gente veio para cá, eh, foi, eu acho que estamos 2025, né? A gente veio para cá, eu acho que 2012 a gente veio para cá. Desde que a gente veio, a gente amou a cidade, o local que a gente morava, o primeiro local
que eu morei foi no Pátria Nova. Então, a gente amava, né? Foi assim uma uma realização, foi onde a Gente se sentiu bem, nós nos sentimos participantes, a gente assim, ó, essa aqui é a nossa cidade. Então, o meu amor pro Novo Hamburgo já era de antes, mas quando a gente veio para cá assim foi algo extraordinário. [Música] Mas chegou uma hora que o coração voltou a bater mais forte pela política e eu fui, voltei a trabalhar, fui trabalhar na Assembleia Legislativa e E aí depois eu conheci, né, uma pessoa que é o delegado Zuco,
acabei conhecendo ele e a gente já teve ali uma boa afinidade, né? Nós os dois ali, tivemos uma afinidade muito bacana, nos tornamos amigos e chegou 2020. 2020 foi um ano muito complicado, porque nós estávamos ali no auge da pandemia e então a gente tinha uma série de restrições, era muito complicada, foi muito complicado aquele ano, acho que Para todos nós. Então a gente teve que começar a fazer política de um jeito diferente ali. E aí eu comecei a trabalhar com ele e tudo mais. E dentro disso eu acabei sendo presidente de um partido pequeno.
Era uma uma estratégia que a gente tinha usado naquele momento ali de dois partidos, o republicanos e o PRTB. Eu fui fazer parte do PRTB, fui presidente do partido e aí comecei a exercer aquele tipo de liderança Partidária, tudo. E chegou no final, quando tava para escolher o vice o vice-prefeito, o candidato a vício e o o delegado Zuco era unanimidade, né, para ser o candidato a prefeito, sem somb de dúvidas. era o nosso líder ali. E aí surge essa oportunidade e aí chegou alguém lá e disse: "Não, tem que ser o Juliano vice-prefeito". Tomou
corpo toda a minha a minha situação ali de candidatura. Eu realmente fui efetivado como candidato a vice-prefeito, o Delegado como prefeito, eu como vice e aí nós fomos trabalhar. E o delegado, ele tem uma uma questão com ele assim, que ele é muito ele é uma pessoa muito estrategista, um cara muito inteligente, ele ele bola assim, sabe, umas estratégias assim, ele consegue colocar a estratégia a funcionar, ele tem uma liderança, sabe, com as pessoas e ele ele tem um um convencimento muito grande assim, sabe? quando ele fala, ele fala como propriedade. Então ele ele tem
isso Com ele. E eu tinha essa essa garra, eu tinha essa essa vontade, eu tinha eu eu ter para mim é é muito é muito fácil eu pegar uma criança no colo e não parecer que eu tô pegando ela porque eu quero fazer uma foto para um aparecer num vídeo, sabe? Eu faço porque eu faço de coração mesmo. Eu gosto de gente, eu sempre gostei de pessoas. Eu acho que uma das minhas maiores qualidades assim que eu posso ver em mim é gostar de gente. Eu gosto de gente. E seja pobre, Seja rico, seja velho,
seja novo, seja, sabe? Eu gosto porque assim, ó, e o o cara mais analfabeto, mais e sem perspectiva, ele tem alguma coisa para te passar, ele tem um ensinamento para te passar. Então, eu gosto de gente. Então, eu sou aquele cara que eu sento num lugar simples, eu sei sentar no lugar mais simples e sei sentar no lugar melhor, sabe? Eu sei comer numa numa casa humilde e sei comer num numa casa E de gente importante assim, entendeu? De pessoas de posse, vamos colocar. Então, eu tenho isso comigo. E aí eu coloquei isso em prática
na campanha. Então, foi muito bacana a campanha. Eu caminhei muito. Eh, eu eu fiz mais de 300 km a pé em Novamburgo. Mais de 300 km eu fiz em 45 dias de campanha. Eu caminhei muito nessa cidade. Eu me lembro que eu gastei um sapato inteiro. Eu disse: "Ô, gente, aqui ó, o meu sapato estourou e aí quando vi, chegou Um sapato de presente lá para mim e eu bora lá, vamos voltar." Então foi muito bacana a experiência, foi muito legal. Ah, eu eu disse assim, ó, Bá, eu acho que eu nasci para isso. Eu
dizia, sabe? Eu pensava comigo assim, eu acho que eu nasci para isso, cara. Eu gosto disso. E infelizmente a gente ficou em segundo lugar, mas foi uma grande vitória, porque nós ganhamos de pessoas que eram do meio político aqui, né? Então a gente falava assim, ó, pô, dois forasteiro, Né? A gente não era de Novo Hamburgo, né? Então a gente chegou aqui e conseguimos um feito que foi ficar em segundo lugar. E obviamente que a prefeita que estava já tava na reeleição e inegavelmente, né, todo mundo sabe que quem tá na reeleição usa a máquina,
né, e de forma lícita, mas usa a máquina em seu benefício. Não tem quem não faça isso, né? Não tem quem, um prefeito ou um governador que esteja numa reeleição ou presidente que Não vá usar, né, de uma forma, eu coloco lícita, mas que vá usar toda essa todo esse poder que tem para colocar em prática. Então a gente foi, eu eu digo, né, a gente foi atropelado, né, pela primeira colocada, porque tinha essa máquina na mão, porque tinha esses benefícios na mão e soube usar e tá tudo certo, né, e vamos lá, bola pra
frente e aí acaba a aquela aquele pleito. E eu disse: "Pai, mas eu não quero me Afastar, sabe? Eu não quero parar". O delegado voltou pra delegacia, né? E eu até brinquei com ele, disse: "Olha aí, ó, quem faz concurso, né, passa num concurso e tudo mais, né, tem esse benefício, né, volta e continua ganhando a mesma coisa". E aí eu fiquei numa dúvida assim, o que que eu faria, né, que que eu ia fazer. E aí o delegado fala, ligou pro irmão dele, que foi o deputado estadual mais votado da do estado do Rio
Grande do Sul. E o irmão Dele tava preocupado com a equipe, queria um reforço na equipe, então deu tudo certo. E aí a gente acabou conversando, eu e o irmão dele, tivemos uma conversa muito bacana e ele disse: "Eu te quero na minha equipe". Eu fui trabalhar com ele e aí foi uma escola assim maravilhosa. O Luciano Zuco, coronel, tenente coronel Zuco, ele ele é um cara assim formidável, né? Ele é um cara, eu falo é que o político completo, porque às vezes O político tem eh alguns requisitos e tem alguns políticos que são políticos
completos, né, que a gente chama, né? O cara inteligente, o cara e sabe falar, o cara são são predicados do político, não adianta. E aí eu fiz esse trabalho todo em Porto Alegre com ele na Assembleia Legislativa, maravilhoso. Uma escola para mim, onde ele chegava assim, ele tinha essa eh essa simpatia, essa as pessoas gostam muito dele, gosto de tocar nele, gosto de de abraçar ele. E Eu fui então me me interando ali, acabei sendo o coordenador político dele de uma determinada região, que é a nossa região aqui. Então, a minha região era Porto Alegre,
Gramado, Rolante e Montenegro. é uma cruz assim. E acabei também coordenando a campanha dele nessas cidades todas. E ele então é o deputado federal mais votado eh no no pleito passado. Então foi uma vitória muito grande para todos nós. Claro que são méritos dele e nós eh tínhamos um Produto, o político ele é um produto e nós soube, a gente soube vender esse produto e o produto nos ajudou muito porque era uma Coca-Cola, né? Era muito fácil vender porque era Coca-Cola, né? Todo mundo quer comprar Coca-Cola. Então, para nós era muito bom a gente chegar
assim porque, ah, o Zuco não, eu quero, ah, o Zucco não, né? Então, acabei coordenando a campanha do eh do deputado tenente coronel Zuc e do delegado Zuco. Acabei coordenando as Duas campanhas. As duas campanhas foram vitoriosas, né? O delegado faz 60.000 votos, o Luciano faz 260.000. Então, duas campanhas assim top, né? E aí o Luciano me convida para ficar com ele. Vou eh vou trabalhar com ele eh na Câmara dos Deputados, mas eu fico aqui fazendo a parte política. Então eu continuei mais dois anos com ele fazendo a parte política aqui no estado. Claro.
Daí a dinâmica também ela é totalmente diferente. A gente trabalha com Prefeitos levando emendas, vendo as necessidades dos municípios. Então eu tinha muito, já tinha uma uma base eh muito boa com prefeitos, com vereadores. Mas aí eu chego de uma outra forma. eh um trabalho de deputado federal e foi também uma outra escola para mim. Fui paraa Brasília com ele, aprendi lá como é que eram essas liberações de emendas, como é que funciona lá o o Congresso. Eu já tinha ido várias vezes, mas nessas questões específicas assim, eu nunca Tinha tratado, sabe, de uma liberação
de emenda, como é que faz, qual é, como é que é o sistema, para onde que vai, quem libera, como é que faz. Então isso eu pude pegar assim um pouco lá e eu tinha curiosidade como é que funcionava e eu fui lá e consegui ver tudo isso. Fora que lá tem figuras, né, que são eh que a gente vê todo dia na internet, que a gente admira, que a gente gosta, que a gente quer tirar uma foto, que então acabei tendo podendo passar ali em Vários que eu admirava muito politicamente, que eu, né, eh,
tinha aquela aquele desejo, né, de tirar uma foto, de conversar. Muitos eu pude conversar, muitos eu pude sentar eh e tá junto. Obviamente que o presidente Bolsonaro, né, visitei os filhos do do presidente Bolsonaro, que daí a gente já tem aquela através do do deputado eh do deputado Zulco, do Luciano Zulco, a gente acaba tendo uma proximidade por ele, né? Todas vezes que eu me encontro Com ele é muito bacana, porque ele é um cara muito simples, sabe? Ele é muito simples, é um líder, mas ele é simples. Ele senta aqui com a gente, ele
brinca, ele conta uma piada, ele sabe, ele é um cara assim que ele é aquilo que que a gente vê. Quando termina a campanha de vice-prefeito, eu disse: "Vou ser candidato em 2024". Então eu entendi que aquilo ali foi um start >> aqui na nossa cidade, mas que eu tinha uma longa caminhada até ser vereador Aqui em Novamburgo. Claro que as votações dos dois eh era um termômetro pra minha campanha. Então o deputado federal Zuco, de 4.500 votos vai para 19.000 votos. O delegado Zucco faz quase 16.000 votos. Então, os dois eles imagina eh eh
o deputado federal Zuco, não é daqui de Novamburgo, ele é de Porto Alegre, ele ganha de figuras que são conhecidíssimas, que são filhos aqui da cidade. Então, para mim assim, ver essas duas grandes votações é Um termômetro do anos depois. E aí eu cada vez intensifico mais o meu trabalho. E é um trabalho assim, é um trabalho de amigo, é um trabalho de amizade, é um trabalho de de aproximação, é um trabalho que eu faço com pastores das igrejas que eu conheço, é um trabalho que eu faço com o pessoal que é da direita dos
conservadores, pessoal que gosta do militar. é um trabalho que eu faço, faço também com o tiro esportivo, eh, que eu trabalho Muito com o pessoal do dos clubes de tiro, então eu acabo convivendo muito, acabo vivendo muito isso, sabe, de Novo Hamburgo, conhecendo pessoas, trabalhando com pessoas, ajudando pessoas quando quando tinham e estava no nosso alcance. Então eu fui trabalhando todo esse esse esse tempo, né? E aí chega a campanha propriamente dita, né? Eu era presidente do Partido Liberal aqui na cidade. Quando eu vou ser candidato assume, né, o Sr. Paulo Copina Como presidente. E
aí eu me torno apenas candidato a vereador, pré-candidato, depois candidato e aí caio para dentro da campanha e eu fui colher frutos daquilo que eu já tinha feito. Claro que tem toda uma questão de marketing, tem toda uma questão de trabalho nos 45 dias, mas quem deixa para trabalhar os 45 dias jamais vai. Olha, muito difícil para ganhar uma eleição. Tem casos, sim, tem, que se torna um bom produto, que se torna aquele produto de protesto, que se Torna aquele produto de apelo. Tem, né? Mas a regra, a regra, quem deixa para trabalhar os 45
dias é muito difícil de ser eleito. A regra. Então, eu já tinha feito uma caminhada, fiz um bom slogan na campanha, né, me linkando com os meus líderes, botei lá #01 do Bolsonaro em Novo Hamburgo, pela minha proximidade que eu tinha, pela proximidade com o Zuco. O a minha foto com o deputado federal Zuco, que era um grande líder aqui na nossa cidade e e do Estado. Vou para cima dessa campanha, faço uma aliança com o com o nosso prefeito Gustavo F. Então, a gente fez uma aliança PP e PL, aonde nós colocamos o vice-prefeito,
que é uma pessoa formidável, tem o maior carinho pelo pelo nosso vice-prefeito Gerson Raz. Eh, ombreamos junto com o prefeito Gustavo Fink, tocamos a nossa campanha, né? Eu tive a a grata satisfação de antes da camp antes de de começar a Campanha, comprar lá um caminãozinho pequenininho. E aí eu fiz um mini trio elétrico. Então esse caminãozinho rodou por toda sua cidade, tá? Eí, um pouco nós ia em cima, um pouco nós ia embaixo, um pouco, sabe? Pouco nós botava os carros atrás, fazia aquela mini carreata. Outro pouco a gente, eu ia caminhando com o
microfone na mão e com a galera panfleteando. E eu sou muito de caminhar, né? Eu adoro caminhar, eu adoro tá assim no nos locais. Então era Muito muito legal. Então pouco a gente tava na sinaleira e aí eu olhava para aquele caminhãozinho assim, sofrendo do jeito que ele tava. E eu dizia: "Meu Deus, segura esse caminãozinho até o dia e 6 de outubro, acho que foi, né? Até o dia 6, segura esse caminãozinho." Então, foi uma campanha muito aguerrida. Eu já tinha uma previsão de votos por aquilo que tava acontecendo, já tinha uma previsão o
que eu ia fazer e de votos. A minha previsão, ela realmente se Cumpriu. Claro que tinha o desastre, né, que poderia acontecer. Eu tinha o meu desastre e tinha também o que podia estourar, né? Mas eu fiquei bem dentro daquela média que eu sabia que eu poderia fazer. até superou, superou um pouquinho em praticamente em 200 votos ali superou eh a minha expectativa e foi fruto do trabalho, né? Então o meu a minha vontade de concorrer a vereador começou em 2020, culminou no 2024. Eu acho que as pessoas elas precisam e Entender que como essa
entrevista agora tá falando, é aqui tem um ser humano, eu tenho as minhas convicções políticas. Todo mundo sabe aqui na Câmara que eu sou um cara mais combativo, que eu não fujo da briga, né? Sempre com respeito. Eu nunca falto com respeito com ninguém. Sempre eu respeito todas as pessoas, até os partidos antagônicos aqui na Câmara que ao meu, né? Eu respeito, eu trato de forma cordial, sabe? Nunca falto com Respeito. Agora brigo na no campo das ideias, brigo, né, na eh eh naquilo que a gente acredita. Eu eu tô sempre na briga. Às vezes
eu respeito mais quem tá do outro lado, sabe? Quem tá do meu outro lado do que aqueles que ficam no meio. Porque o que fica no meio, tu não sabe o que que ele vai fazer. Tu não sabe se ele vai votar sim ou não. Tu não sabe se ele vai cair para esse lado ou cair para outro lado. São pessoas queridas, Maravilhosas também. Aqui na Câmara, olha, é que essa Câmara eu tenho o maior carinho por todos os vereadores aqui, sabe? Se eu te falar assim, ó, ah, eu não gosto desse, não gosto daquele,
não posso dizer isso, tá? Eu tenho carinho por todos. Então, mas claro, tem o centrão aqui, obviamente tem o centrão e então as decisões políticas, né, de um lado e do outro, a gente não sabe quais é que eles vão tomar. Então, muitas vezes eu digo: "Ah, eu tô com a moção Tal, eu tô com o projeto tal". Aí ele, aí um me diz assim, ó: "Ah, essa eu não vou votar contigo". Deu: "Não, tá tudo bem, tá tudo certo, né?" Aí o outro do centrão chega: "Eu vou votar contigo, pode contar comigo". Daí eu
disse: "Bom, então". E às vezes muda, às vezes o que disse sim numa hora diz não, outro disse sim. Mas o outro lado eu já já sei o que que eles vão fazer. Então eu já eu já espero qual é a posição deles. E eu acho que eles da mesma forma também esperam a Minha, né? Porque a gente já tem as nossas convicções, já nós nós temos o nosso lado e eu acho que isso é muito importante. Mas o que eu fico triste são os ataques que vêm e muitas vezes no lado pessoal, sabe? Eu
tô aqui como parlamentar, eu tô aqui como vereador, eu tô aqui para debater ideia, eu tô aqui para debater projetos, eu tô aqui para defender uma bandeira. Eu sou um vereador de opinião, eu vim aqui defender a opinião de muitas pessoas. O vereador ele ele ele tá aqui não para representar o povo, ele tá para representar a parcela do povo que elegeu ele. O prefeito, o governador, o presidente depois de eleito tem que governar pro povo todo, para todo mundo. Aí sim eu me lembro de uma de uma frase de um deputado federal chamado Eurico
Miranda. Perguntaram para ele: "Ah, mas o senhor tá tá nessa cadeirinha pro senhor Defender o povo?" Ele disse: "Não, negativo. Eu estou aqui para defender o Vasco. Eu vou, eu defendo o Vasco, porque quem me elegeu foi o Vasco. Me lembro até hoje ele falando isso e é verdade. Então ele tava lá para defender aquela parcela do clube que ele foi presidente, que ele atuou tantos anos. Então, cada vereador aqui defende uma parcela da sociedade. Então, tem a nossa vereadora que defende os animais, tem o vereador que defende Lá o determinado bairro que ele foi
eleito por aquele bairro, tem o vereador que é um cara mais das obras, que ele vai lá, tapa buraco, corta galho e tudo mais. não é o meu perfil, mas é o perfil dele e ele foi eleito para isso e tá tudo bem, tá tudo certo. Então, o que me deixa chateado muitas vezes é esses ataques que vem e vem desrespeitosos quando vem aí uma, me lembro que uma vez, né, alguém me disse assim, ó: "Pô, tu é o cara que tu não aceita crítica?" Eu aceito crítica, pode me criticar, mas não falta correseito comigo.
Eu me lembro que antes de eu est de de eu vir para de eu ser vereador, eu lia muitas notícias do jornal e eu tinha uma visão. E hoje quando eu vejo saindo uma notícia no jornal e eu vejo que aqui é uma outra realidade, eu digo: "Meu Deus, olha só, como é que pode? como as pessoas distorcem certas situações, como as pessoas elas não vão na fonte para ver se aquilo ali é Verdade. Às vezes atacam os vereadores que são da base do prefeito, que estão todo dia falando com o prefeito, que estão todo
momento, ah, mas o fulano tá contra. E não quer dizer que muitas vezes a gente tá contra ou tá eh desfavorável para uma situação que a gente tá brigado, que a gente não vai se falar, que a gente tá fora. Quem é que concorda em tudo 100%? Quem concorda? É óbvio que um dia ele Vai falar um negócio, pá, mas cara, mas será que é assim? Mas quem sabe pensa de outro jeito, eu não tô vendo assim. Não é não, não é salutar a gente fazer isso. Então não quer dizer, ah, eu sou vereador da
base, eu sou vereador do partido, eu sou que eu vou concordar 1000%. Entendeu? Se perguntar para mim, ah, tu concordou 1000% com as coisas do presidente Bolsonaro? Não, uma coisa aqui eu acho que ele poderia ter feito Diferente, uma outra coisa eu acho que ele poderia ter melhorado, coisa mais normal, mas continua sendo meu líder, continuo tando do lado dele, vou até o final do lado dele, de mão dada, vai passar o trem, o STF vai prender e eu tô lá de mão dada com o cara porque eu sei quem é, eu sei qual é
a a quais são as virtudes e quais são os defeitos e sei pelo que luta. Eu vou continuar sendo um vereador que vai lutar pelos pelos Princípios que a gente prega na direita. Então, vou continuar defendendo o conservadorismo, né? continuar sendo esse vereador de opinião. Vou vou lutar contra muitas coisas que a gente vê errado. Vou continuar lutando contra pautas que a gente sempre que a gente sempre eh eh traz, né, como como nossa bandeira, entendendo as outras partes, entendendo o outro lado, tentando ver se a gente Consegue conciliar, tentando ver se a gente consegue
eh trabalhar, apresentando projetos bons, projetos que vão somar na cidade, projetos que vão representar também aqueles que que nos elegeram. Por exemplo, teve um pessoal, eu tive um projeto, né, sobre os clubes de tiro, daí os caras, pá, mas o que que vai mudar isso aí para nós e coisa matal? Não, para ti não vai mudar nada, vai mudar para nós, vai mudar para mim, vai mudar para pessoal que frequenta Clube de tiro. Então eu eu eu tive uma palavra no plenário que eu disse assim, ó, eh, tem pautas que pro meu colega lá é
10, para mim é cinco, e pautas que para mim são 10, pro outro lá pode ser quatro. e tá tudo certo e tá tudo bem, mas a gente tem que entender que cada um aqui tá fazendo a sua parte. Então eu vou continuar fazendo isso, vou tentar apresentar projetos cada vez eh melhores, projetos que sejam pro Crescimento da cidade. Vou continuar fiscalizando. Eu fui um dos vereadores que mais fiscalizei, mesmo sendo um vereador da base. Eu estive nas UPAs, no hospital, eu estive em escolas, eu estive em obras. Eh, olha, não tem lugar que eu
não fui nessa cidade aqui fiscalizando. E a minha fiscalização é uma fiscalização que eu proponho, uma fiscalização construtiva, porque é muito fácil eu chegar lá numa numa UPA e dizer: "Tá tudo errado aqui, tá tudo Errado, tem que mudar tudo". Muito fácil fazer isso. Agora eu chegar lá e ver, tá faltando médico, tá faltando enfermeiro padrão, nós precisamos de mais um enfermeiro padrão. E eu sair da UP, eu ligar pra secretária da saúde e falar: "Secretária, olha só, nós estamos com problema lá na UPA, tá assim, tá, nós precisamos de tal coisa." E ela pegar
e me dizer: "Vereador, a gente já tá sabendo disso, vereador, a gente tá tentando, vereador, nós já detectamos Esse problema, nós já estamos trabalhando". Ó, que bom, porque quem tá lá do outro lado, pô, tu acha que não tá vendo o que tá acontecendo? É óbvio que as pessoas estão vendo. Mas, ã, foge da nossa alçada. Como é que a gente vai conseguir agora botar mais eh tantos médicos que precisam? Primeiro porque tem que ter da especialidade, primeiro porque tem, sabe, tem que vir, tem que vir de algum lugar. Então, são várias dificuldades, Não é
assim as coisas. E e eu sei que a que a população muitas vezes anseia por determinadas situações. Nós vamos continuar propondo, a gente vai continuar fiscalizando, mas de uma forma em que vá eh crescer, em que a gente vai se aperfeiçoar. Não, ah, tá tudo errado, não presta nada e tchau. Não é assim. Nós temos que fazer algo responsável. E eu vou continuar fazendo uma uma fiscalização responsável, vou continuar apresentando projetos, vou continuar eh Tendo as minhas opiniões, vou continuar tendo o meu lado. Então é isso que eu espero pro nosso mandato. a gente tem
um combinado entre vários vereadores e outros que não fizeram parte do combinado já já se manifestaram assim favormente, mas a gente tem uma caminhada ainda pela frente até o final do ano e todas as pessoas que me perguntam isso, eu digo, não sei, né, pode sei lá o que pode acontecer, né? Já muita gente me disse: "Ah, eu já vi chegar aqui no no final do ano e mudar". Pois é. Então eu sempre tenho muito cuidado e dizer assim, ó: "Ah, eu serei presidente." Tenho uma possibilidade de ser, né? Tem uma possibilidade. Se for, eu
já quero deixar todo mundo tranquilo, né? as pessoas pode ah, o Juliano vai enlouquecer porque é de direita e coisa má tal e vai querer brigar com todo mundo? Não, se eh acontecer isso, podem ter certeza que eu vou fazer um trabalho Totalmente institucional nessa casa, totalmente, de forma imparcial, reconhecendo os nossos vereadores, como eles devem ser reconhecidos, como eles devem ser valorizados, porque tudo aqui só acontece por causa dos 14 vereadores. E é claro que nós temos servidores, funcionários aqui dessa casa, que também merecem o respeito, que também merece a gente ter um olhar
para eles. Tem alguns setores ali que eu vi que realmente precisam de um suporte, Precisam e eh de de mão de obra. Então são coisas que a gente vai ter que que ver se acontecer, né? Se se Deus permitir que isso aconteça, a gente vai ter que eh visualizar tudo isso, tentar trazer soluções para isso. Eh, fora que tem que se fazer algumas reformas aí também, né, muito urgentes aí na casa, né, do telhado até o térreo aí tem muita coisa para ser feito. Então, se se acontecer isso, eu me sentirei muito honrado. Vou olhar
pros vereadores, para Os servidores, para a casa em si, na parte estrutural. E vamos tentar, né, melhorar para todo mundo. Eh, não que o presidente não esteja fazendo, pelo contrário, Coler é um baita de um presidente, é um coração maravilhoso, é um cara excepcional, família, tenho a maior admiração, maior carinho por ele. Como presidente da Cojura, eu tenho dois colegas, né, que é a vereadora Des e o vereador Eliton. E e eu tenho muitas brigas ali com o nosso setor da procuradoria, não é novidade para ninguém, mas como eu também eh sou da parte jurídica,
né, eu acabo e eu trabalhei muito também com isso, muitos projetos e tudo, propus muito, muitos projetos, né, como assessor. Eu acabo tendo um certo conhecimento, talvez não tanto quanto os nossos procuradores ali, mas eu tenho um um conhecimento da área também e muitas vezes eu divirjo deles em algumas Situações do direito. Então é que nem o médico, né? Quando vai consultar o médico, um médico te dá aspirina, o outro te dá o melhoral para curar a dor de cabeça e no direito também. às vezes é um caminho diferente para se chegar ao mesmo ponto.
Então, teve alguns projetos que eu divergi da procuradoria respeitosamente, obviamente, porque são profissionais que estão ali eh fazendo um trabalho sempre com muita maestria. Mas eh eu em alguns momentos na Cojur, Que eu adoro chamar de CCJ, ali eu divergi, né, do dos colegas em alguns momentos, entendendo que os projetos eram constitucionais, entendendo que a gente podia avançar em algumas situações, porque se a gente colocar questão de custo pra gente levantar da cama, quando a gente aperta no no interruptor, a gente tem custo, então a gente não vai poder propor mais nada. E eu acho
que tem certas coisas que nós como parlamento podemos avançar, Sabe? Não deixar tudo na nas mãos do executivo, mas a gente pode avançar. Então os meus colegas ali, eles eh geralmente, vamos lá, vamos colocar 90% dos casos, eles 90 95 eles seguem a procuradoria na questão da constitucionalidade e inconstitucionalidade e eu já fico ali nos, né? E às vezes eu peço para eles, ah, vamos aprovar esse aqui, daí os dois, não, mas tá dando inconstitucional e tá, Então tá bem. Então, e eu respeito muito eles sempre, eh, inclusive o conhecimento deles, a experiência deles, mas,
eh, muitas gente acaba divergindo ali e tá tudo certo, sempre com muito respeito. Então, eu acredito, tem muitos projetos bons que passaram ali de vários vereadores que vieram do executivo e a gente aprovou e tem tudo aí para dar uma agnada na cidade de segurança bem tranquilo ali. A gente gosta muito da COSEG. Tem alguns projetos que chegam Ali, a gente suscita um debate. Nós tivemos com eh com uma audiência pública ali, bem dizer, com o pessoal da Guarda Municipal, com a Secretaria de Segurança. Foi muito bacana. A gente ouviu os anseios deles ali, as
dificuldades deles. Eh, estamos do lado da nossa Guarda Municipal, da Secretaria de Segurança. O secretário é uma pessoa fora de séria, o comando da guarda é 10. Então, nós estamos juntos ali como comoissão para auxiliar tanto o o as Forças de segurança do nosso município quanto o nosso prefeito e a sociedade em geral. Então, a gente tá fazendo isso. Inclusive, eu fui convidado para representar a Câmara de Vereadores aqui em Brasília na comissão de segurança pública lá da Câmara dos Deputados. Então, em breve estarei indo à Brasília representando a nossa Câmara através de um convite
que eu recebi do deputado Paulo Bilinsk. eh, inclusive para falar Sobre Guarda Municipal, sobre as experiências que nós temos aqui como cidade de médio porte. Eh, também estarei lá na na CCJ da Câmara, entendendo o funcionamento, vendo o que que a gente pode trazer de melhorias aqui pra nossa Câmara e fora que vou estar trabalhando também emendas e tudo mais. Então, eh, temos muita coisa boa pela frente. Governo Gustavo Fin, que é um governo que entra com uma proposta totalmente Diferente das outras. Ele chega e o todos os governos pode pode entender que todos têm
a mesma dinâmica. Os primeiros 100 dias, lua de mel, né? Tá tudo certo. B, o prefeito tá fazendo tudo certo. Prefeito é maravilhoso. Prefeito é uma pessoa, vai mudar essa cidade, vai mudar o estado, vai mudar o Brasil. 100 dias é o terminou 100 dias, começam as críticas, começam os ataques. Ah, mas ele não tá fazendo tal coisa. Ah, mas ele prometeu isso e não cumpriu. As pessoas querem uma resposta muito rápida para coisas que não tem como dar resposta rápida. Mas o Gustavo, ele tá numa linha, tá numa linha, uma linha muito bacana, uma
linha que a gente acredita que tem tudo para dar certo. E nós estamos aqui para dar esse suporte para ele, para fazer com que a sociedade entenda muitas coisas. Então, tem projetos que chegam aqui, sabe, na Câmara que eu eu consigo Entender o porqu mandou. Só que tem um outro colega que não entende, tem um um uma parcela da sociedade, um sindicato, algum alguém que representa algum local que vai ser algum lugar que vai ser atingido, que não entende. E aí nós precisamos chegar num meio termo, a gente precisa chegar num numa numa conciliação de
tudo isso, mas quando vem alguma coisa, a gente enxerga que é bom, enxerga com bons olhos, enxerga que é pra cidade crescer, que é pra cidade Avançar, que é pra cidade prosperar. Então acho que o Gustavo ele tá num caminho muito muito bom, tá num caminho firme, recebe os ataques, recebe as críticas, eh tem se virado de tudo que é lado. É um cara que chega cedo, sai tarde da prefeitura. Ontem eu vi ele postando nas redes sociais dele ali, era meia-noite, ele tava saindo da prefeitura. Então, empenho e trabalho ele tem muito, garra ele
tem muito. Eu acabei conhecendo a dona Patrícia, Acabei eh casando com ela. Logo logo eu tava, já tivemos o nosso primeiro filho. Então, a gente tinha um ano de casado, a gente já tava com o nosso primeiro filho, que é o Tomás. H, o Tomás foi um menino muito querido, a gente, né, criou ele com todo o amor e carinho por muito tempo foi filho único. Ele tinha muito desejo de ter irmãos e a gente então olhou, olhou para ele. Eu, como eu sou filho único e a minha esposa tem mais cinco irmãos, são seis,
era uma Diferença completa. Então eu eu tinha uma uma forma fui tive uma forma em que fui criada, ela teve outra forma, né? Então, quando eu ganhava uma bicicleta, eu ganhava só para mim. Quando ela ganhava, quando eles ganhavam, tinham que dividir entre seis uma bicicleta. Então, tinha essa diferença assim, eh, na criação. E o Tomás teve tudo, assim, a gente fez o melhor que a gente podia por ele sempre, né? Eh, claro, com todas as restrições, com todas as dificuldades Que todo mundo tem, mas ele foi um menino fora de série, um amigão que
eu tenho. Nós tentamos durante um ano e meio até disse a parte que a gente nem vai conseguir mais, né? E daqui um pouco veio, veio a Bela, né, que é a nossa menina, que é uma menina fora de série, inteligente, querida, amável. Eu acho que se for alguém político da família ali vai ser a Bela. Porque ela é uma menina assim excepcional. Quando a gente Teve ela, eh, o Tomás já tava maior, então a gente também conseguiu ter uma dedicação muito muito bacana assim para ela. Só que daí veio um acidente. Veio um acidente
que é o Pedro. A gente não tava esperando assim. A gente eh foi realmente uma coisa que a gente não tinha programado, não tinha planejado. E esse acidente foi uma das melhores coisas que aconteceram na nossa vida. eh, que é o nosso pretinho que a gente chama, né? E o Pedro veio assim também Para dar uma alegria lá para casa, né? Ele tem o autismo nível um, eh, que é o espectro autista, né, que se chama. E foi uma dificuldade muito grande, principalmente para mim e pro Tomás, meu filho mais velho. A Patrícia, ela tem
alguma coisa diferente com ele, tem alguma coisa diferente. A gente a gente precisa ver. E eu e o Tomás, a gente não queria aceitar, né? Não, ele é perfeito, ele ele não tem nada. Então, foi um misto ali na nossa casa de de realidade E de negação. E eu digo que eu fui o que neguei, o meu filho mais velho, nós os dois entramos em negação. Mas realmente eu comecei a analisar que ele tinha alguma coisa diferente. Depois eu comecei a parar assim e comecei a ver. Mas eu tive uma palavra assim de uma fonou
audióloga porque ele não falava, né, até então ele ele já era para ter começado a falar, ele não falava. E eu levei ele na fon audióloga e eu Parei assim, eu perguntei para ela, me diz uma coisa, ele tem autismo? Ele tem, me fala para mim se ele tem mesmo, me tira essa dúvida, porque eu tenho dúvida, não sei se ele tem ou se ele não tem. E ela olhou para mim, disse assim: "Pai, vai fazer diferença para ti se ele tiver ou não tiver. Tu vai mudar a forma de tu criar ele. Tu vai
mudar o teu amor por ele. Tu vai mudar qualquer coisa, se ele tiver ou se ele não tiver." E eu disse: "Não, ela então não te preocupa, ele não tem um diagnóstico fechado, ele tem um problema na fala, ele tem um problema, né, que pode levar a ser". E é claro que depois a gente foi fazendo o tratamento, tudo e a gente viu que realmente ele tinha, né, o espectro autista, ele tem o nível um, mas é um menino assim, ó, muito inteligente, muito inteligente. Ele é um querido. Então, eu tenho três filhos maravilhosos, eu
e a Patrícia, né? temos três filhos, né, que que não Cabe no nosso peito. A Patrícia é uma mãe daquelas leoa que luta pelos filhos, que briga pelos filhos. E por falar na Patrícia, né, que a minha esposa que eu amo ela demais, é uma uma mulher maravilhosa, ela não gosta do mundo da política. Então, ela não gosta. Ela ela diz muitas vezes assim para mim: "Juliano, tu é público, eu não sou. Juliano, tu vai lá e tu tem que aparecer. Eu não tenho. Então, muitas vezes a gente quando tá conversando, Diz: "Amor, eu tô
no meu trabalho lá, eu tô fazendo o meu trabalho, eu tô lá escondidinha, eu cuido dos nossos filhos, eu eu faço, sabe, a as minhas coisas pessoais. Muitas vezes eu sou invadida. Entra alguém no Instagram dela, fala alguma coisa para ela, eh, sabe aquelas coisas assim, crio um perfil fake e falo da gente, né? Eu tenho, eu sofro muitos ataques assim, sabe, nas redes sociais e, e muitas vezes eu vejo isso, sabe, a minha esposa Sendo invadido, meus filhos sendo invadidos. Então, eu fico muito triste com essa parte da política, eu fico muito triste. Os
princípios que eu trabalho aqui são todos linkados, né, à questão religiosa, porque o que a gente prega lá, a gente trabalha aqui na Câmara. Não tem nada que eu trabalhe aqui que esteja em desacordo com aquilo que as igrejas evangélicas vivem, mas eu tenho um um amor enorme, né, eh, pelo trabalho que a Gente faz ali na nossa igreja. Hoje eu tenho dois pastores lá que auxiliam em tudo. A nossa igreja é uma igreja pequena, mas é uma igreja que é muito família, assim, né? Nós estamos lá entre famílias. Então, é uma uma igreja que
prega a verdade, que que prega, que perdoa, que eh tem essa característica então eh de acolher as pessoas. E eu tenho, como eu falei, né, eu eu gosto de gente, então como eu gosto de gente, não tem como não exercer ali uma função Pastoral, eh, aonde a gente auxilia pessoas, a gente ajuda famílias. Então, esse é um trabalho que eu levo com muito carinho no meu coração. Eh, todo domingo eu tô na igreja. Todos os domingos faça chuva, faça sol, inverno, verão, neve. Eu tô lá domingo, eu pego a minha vassoura, eu varro a igreja,
eu ajusto, ajusto as cadeiras, né? Então, eu faço esse trabalho, faço tipo com amor, com carinho, com determinação, né? E não falo muito porque eu não gosto de Misturar, mas quem quiser conhecer fica ali na Pedroad bem em frente a Sinoscar. Todos os domingos 19 horas a gente tá lá como família, né? Então a pessoa quer e viver em família, né? A gente sempre fala lá, né? A gente não lá a gente não gosta de fofoca, a gente não gosta de intriga, a gente não gosta de disk medisk. Lá a gente quer ter aquele momento,
aquele momento legal, né? Quando a gente vai com prazer lá. Coisa triste a gente Chegar num ambiente, né? ter um monte de fofoca, intriga e um falando do outro e um sabe, querendo puxar o tapé do outro. Coisa triste, né? Isso, a gente viver isso no trabalho. Então, a gente chega na igreja, a gente quer, sabe, nos derramar para Deus, assim, sabe? A gente quer lá nos derramar, a gente quer ter um momento assim, sabe, para tirar tudo aquilo que a gente sofreu durante a semana. E aquele negócio, a gente é pecador, sabe? a gente
erra, a gente Falha, a gente é ser humano. Então assim, ó, Deus perdoa, o homem não perdoa. O homem não perdoa, mas Deus perdoa. E o que nos interessa não é o que o homem diz, o que nos interessa é que Deus diz. Então, tenho um, faço com muito amor e carinho esse trabalho. Claro que hoje não tanto como eu fazia, eu tenho hoje pastores que nos auxiliam ali, que eh que continuam fazendo o trabalho, mas como a nossa igreja é pequena, a gente consegue dar conta do Recado ali e fazer um trabalho bem bacana
ali com amigos e irmãos. [Música] Hamburguenses, quero dizer para vocês que eu amo muito vocês, tenho o maior carinho por vocês e quero que vocês contem com o vereador Juliano, com o nosso mandato, tá? E não interessa se votou, se não votou, contem conosco. Nós estamos aqui para ajudar, para servir, para tirar dúvidas. Então o gabinete 506, quinto andar aqui da Câmara de Vereadores, está à disposição de todos vocês, tá? Estamos de braços abertos. A nossa equipe ali é uma equipe muito querida que vai atender com todo o carinho, né, que a população merece. Então,
amigos, irmãos de Novo Hamburgo, um beijo no coração de todos vocês e saibam que vocês moram aqui no peito.