E esse nosso encontro vai debater através de um formato aqui de Roda Viva com penso o tema da educação um bom azeite quente como você saber né tem que estar lá quem é E aí Olá meu nome é uma trabalho mas acho que voltou né e é bom vocês devem saber a gente está hoje exatamente ensino dia internacional então é o que é um dia bastante significativo simbólico sobretudo no nosso país que é um país que vem pastando recentemente por uma série de ataques por uma série de únicas e atacam diretamente o direito Universal à
educação gratuita para todos é e que Como diz a frase tão conhecida né do nosso Pensador brasileiro projeto a crise da educação pública brasileira ela não é uma crise é um projeto é em nesse sentido é simbólico que esse seja um dia internacional da educação tão em jogo na série além da série de ataques também um Outro ataque muito simbólico mais do que simbólico não ataque muito sensível O que é o projeto de taxação dos livros é de aumento aí das das taxas igualmente é do valor de acesso aos livros Esse é um demonstrativo é
sensível porque senão demonstrativo também de qual que é a completa de importância de a nível Federal é colocada na praia do Cação então gente Dessa crise diante desse cenário tão difícil em relação ao acesso aniversário de passam é se nós não entendemos a desigualdade atingir cheio de tantas condições de cima quanto às condições de continuar é na com perspectivas de dia Hinode educação né desde o básico até as Universidades públicas a gente vê que essa é uma realidade que atinge especialmente as é é é nela ué mas o É nesse setor que mais sofre com
o elemento da desigualdade e se coloca os maiores índices combinados de massa muscular desemprego de trabalho precário de violência é e de uma série de outros direitos são negados também por parte do Estado tão é diante desse cenário também que a gente precisa entender é Japão Partes daqueles e daquelas que entendem a defesa do direito de habitação como uma defesa altura das bem Então nesse sentido de bater hoje nesse dia internacional de educação até o dinheiro do cartão aí se como nós é de um caráter fundamental tão dialogando inclusive com aqueles acumula e vem trazendo
aqui no canal sobre o que são pensamentos de feministas negras é a contribuição de feministas negras a gente precisa entender o papel fundamental da Educação do acesso à educação na luta anti-racista pensando na situação do Brasil e passa pela lei 10.639 e seus impactos e seus desdobramentos mas também que passa Pelas universidades passa pelo pela produção de conhecimento acadêmico passa pelo que é o impacto da implementação das cotas étnico-raciais nas nossas universidades públicas estão É como diz a belbo a gente tem que abraçar a mudança e fazendo a podemos viver num mundo onde a liberdade
seja para todos É nesse sentido que a gente até inclusive é fortalecer discussão a importância de uma educação antirracista é antes de apresentar os Nossos convidados as pessoas vão aqui parentes nessa discussão e é apresentar também nosso coletivo tem um coletiva para um é um é um movimento Nacional de juventude lista fica o convite para todo mundo quando a gente vê se inscrever no canal Ed conhecer outros conteúdos que a gente vem produzindo aqui dentro da internet mas também de conhecer ele nossas ideias as novas nossos posicionamentos a nossa luta dentro das Universidades nos territórios
e também é se organizar e conhecer as nossas as nossas ideias a Live vai ficar disponível aqui no canal então todo mundo quiser é revisitar alguém conteúdo algum ponto específico e a vontade é tão iria apresentar também não sabe nada de hoje né quando você também Feliz esse informato de Roda Viva é que a gente está propondo aqui hoje é uma série de perguntas uma série de interações vai poder contar também com interações de comentários de vocês a gente vai tá lembrada de mim é mais É principalmente a nossa convidada é mais do que especial
tem a professora Nilma Lino Gomes é que vai fazer essa discussão com a gente sobre educação anti-racista né Queria fazer uma breve apresentação aqui da da Nilma E logo na Sequência também é convidar os demais companheiros aqui Blocks e voltar na esse nesse momento aqui quais ele né A Nilma nasceu em Belo Horizonte a pedagoga a feira da Universidade Federal de Minas Gerais pesquisadora da região ação diversidade racial com ênfase nas espécies com ênfase na atuação do movimento negro brasileiro não foi a primeira mulher negra a chefiar uma Universidade Federal 2013 é a partir do
cargo de reitora pró-tempore né da Universidade da Integração internacional da lusofonia afro-brasileira também integrou no período de 2010/2014 a câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação onde ela participou como técnica Nacional de diversidade brasileiro foi ministra da secretaria de promoção da Igualdade racial e do ministério das mulheres da Juventude dos Direitos Humanos estão desde já queria muito agradecer a participação da Nilma e vai estar aqui com a gente essa noite e também com e aqui pra tela não é convidado é na sequência os nossos os nossos convidados aqui onde alugar para gente nessa
noite obrigada Nilma pela participação pela Porque tô passando aí o convite está com a gente essa noite eu que agradeço Olá boa noite é a todas EA todos Eu me chamo maior Cerqueira eu sou essa pomada em serviço social militante do a Fronte do Estado de Sergipe nenhuma é que a alegria e que satisfação ter você aqui bom vou começar com uma pergunta mais simples estamos em uma conjuntura difícil o momento caótico em vários aspectos E como você tem estado você já está vacinada a sua família como está a situação o primeiro Uma boa noite
para todas as pessoas que estão aqui meu agradecimento ao a fonte né a o dessa Juventude politizada dessa Juventude comprometida que é uma fonte e em vendo aqui anos no chat todas as pessoas né que estão participando de tantos lugares do Brasil eu quero cumprimentá-los né E iria também dizer da minha satisfação da minha alegria de ser entrevistada o representantes da Juventude isso é é muito rigoroso nos revigora e e mel é Escondendo a sua pergunta ou acha que eu tenho é vivido esses momentos de maneira muito atuante na retomada da Democracia Então como muitas
de nós aí Tem trabalhado bastante mas ainda não me vacinei ainda não chegou no meu grupo eu sou quem sabe ainda não chegou não Brincadeira meu grupo tá quase chegando mas a minha mãe ela já recebeu a primeira dose da fase Nica deve receber a segunda agora em maio meu irmão já foi vacinado e a minha irmã deve se vacinar na semana que vem então estamos aí na na espera a vacina que deveria ser uma vacina para todos né Oi boa noite professora em uma vila Gomes Boa noite Malu Boa noite Bel balente a todos
a todas EA todos que nos assistam Que olhos eu sou Wellington curto Eu sou estudante de letras na UFRGS eu faço parte da ponte aqui em Porto Alegre e faz parte do meio tenso distante ideias realmente falta bastante também que a luta anti-racista arte diversos correta distração ação de línguas educação física tratores internally daí é uma grande honra para mim vai estar aqui hoje né a convite da negócio Nacional diante dessa lá e lá gente vem tendo aqui em Porto Alegre e também na festa do meu aniversário de amanhã também e dá uma grande honra
estar aqui mediante espaço E aí E aí não tá dando para ouvir que tava para Mim é uma travadinha terminar com ela mas tá bom né e a volta Tá bom então boa então vamos lá perguntas a trajetória não temos uma entrevista você dizendo que tem que se viu como uma pessoa negra porque vem de uma família negra onde foi educada a ter orgulho disso pode contar mais um pouco sobre esse tema porque você sabe que num país como nós marcado pelo mito da democracia racial Infelizmente essa não é ainda hoje a realidade de muitas
crianças interiores e suas famílias indígenas você pode contar com a gente sobre isso e como sua trajetória contribuiu áreas de interesse nos termos raciais de gênero educação dentro da perspectiva de racismo o ok passo sim a um muito obrigada Wellington é pela pergunta eu também queria agradecer a Malu que fez a minha apresentação né fala aqui também um prazer maluca com você ué lindo olha eu já escrevi né já falei sobre sobre essa questão e sempre a gente lembra mais um pouquinho né que a memória é isso então quando eu falo pela firma família negra
e tenho sempre me sobre Negra E aí oi oi então quando eu falo que eu nasci Numa família negra que eu sempre soube Negra significa que quando criança os meus pais né A minha mãe meus irmãos nós não passar não passamos por um processo eu digo esse na minha infância Em Família Em Família nós não fizemos um processo de uma negação dos vermelhos né É nós não sabíamos negros morávamos em bairros fortes em vários periféricos mas ainda não tínhamos uma politização maior do que é esse ser negro o meu pai meu pai era um ativista
né uma pessoa que não tava o direitos de moradia dos lugares onde nós estávamos ele era um líder comunitário então talvez isso também essa dimensão política da vida do meu pai um ativista do movimento negro mas era um rei negro que tinha muito orgulho de você e era isso de alguma forma nos influenciava no lado a minha mãe também ela nasceu numa família que nunca nunca negou está time São facial sabe uma mulher negra minha mãe é viva até hoje olha sido e a minha mãe sempre foi é uma pessoa muito muito destemida um cima
e frente desafio sabe eu acho que tudo isso colaborou para uma família de negros com crianças negras de nós é não sermos criados ligando quem nós éramos por outro lado é Até recentemente eu falei sobre isso nessa minha vivência Mesmo sabendo uma criança negra havia uma certa indica assim naturalização desse desse lugar de negros e negras para mim porque eu achava que o mundo quando ela quer achar o mundo estava dividido assim não é assim mesmo a idade é um É né mas o que eu pensava no seguinte negros ficavam com negros dançando com brancos
os negros eram sempre lugares pobres histéricos brancos as pessoas ricas Eu lembro que quando eu descobri que o Pelé é um jogador de futebol quero um homem e uma mulher branca loira comecei muito mesmo isso pode sabe uma coisa assim então ao mesmo tempo que essa naturalização ela não é produto do acaso Porque eu só consegui essa naturalização o que ela não ela é produto da desigualdade racial e social que existe no Brasil outro lado naquele momento eu não tinha como pensar a escola e nós estamos falando de licitação outros espaços e me fizessem e
além de uma reflexão muito é colada no meu privado no meu mundo privado na minha família na minha vivência é então eu dia é que quando eu me comigo número de facul ou eu me afirmo mais talvez não Mas quando eu me acho e tem algo mais que uma mulher negra foi no meu processo De amadurecimento de crescimento como mais uma dúvida e principalmente quando eu tive contato com o movimento negro com as instruções da questão racial e e acho que nesse nesse preciso assim né essa busca identitária o que é isso o Brasil acima
de tal ordem e mesmo você é desde criança você sabendo negro Essa é de gansil uma das etapas do seu processo de construção da identidade e depois disso é você é nós né temos que aprender a não somente não saber como negros não sabemos negros mas nos afirmarmos como negros negros e esse processo da afirmação e que é mais lenha pela complexo e doloroso para muitas pessoas quem é e o meu no meu caso ele veio muito meu contato com a educação meu contato com a escola e principalmente é quando eu tive que atuar tanto
na escola pública quanto na escola privada eu comecei a observar o meu comportamento para as crianças à escola pública a sua maioria é pobres e negras e o meu comportamento com as crianças à escola privada que eram todas né brancas e de classe média alta alguns uma criança negra caminhando a época quando eu trabalhei na escola o choque que eu levei ali me fez refletir sobre mim mesmo refletir sobre minha prática profissional e é isso que me levou dentre outras coisas ao mestrado e Depois do mestrado é um pacto com o movimento negro e uma
releitura esse meu lugar uma mulher negra é no mundo a extrapolar lava a dimensão da família da relação com círculo mais próximo mas se me ajudar Inclusive a refletir sobre situações de racismo sobre situações dramáticas que eu já havia vivido na minha família e na minha trajetória pessoal minha trajetória profissional e inclusive essa tomada de consciência e leva a atuar como professora e pesquisadora do campo das Relações raciais Oi Nilma que maravilha você fala da sua experiência então é vamos lá mais uma pergunta nesse ano a lei 139 baixinho eu não tô conseguindo te ouvir
Oi tá melhor agora deixa eu ver se agora vai melhor aumentar um pouquinho aqui oi oi oi oi eu vou ficar mais pertinho tá me ouvindo ela falar então esse ano a lei 10.639 que determina a obrigatoriedade do ensino de história e afro-brasileira Completou 18 anos né como você avalia a efetivação da Lei nos dias atuais Sentiu-se efeito surgiu se efeito e o que ainda Precisa avançar tá bom É eu sempre avalio e a a lei 10.639 ela trouxe para nós uma série de mudanças na Educação Básica e superior Às vezes as pessoas são muito
pessimistas em relação a própria implementação da Lei eu eu acho que eu não sou pessimista mas eu sou crítica não é porque se nós passamos em revista de 2003 para cá no campo da educação da produção de literatura para crianças infanto-juvenil né crianças adolescentes e jovens é a quantidade de cursos de formação de professores cursos de especialização curso de atualização de aperfeiçoamento a quantidade de Pesquisas inclusive sobre a questão racial na Educação Básica e pesquisas diversas sobre a cópia lei além de hinos a escola que foram premiados com o prêmio Educar para a igualdade racial
e uma movimentação de projetos dentro das escolas voltadas sistema eu tô pensando nas escolas públicas escolas particulares de factos e moverem-se móveis ou quase nada em relação a esse tema nós podemos observar que a lei ela tem uma efetividade ela causou mudanças e faturas digamos assim na forma como o Racismo institucional é esse na educação escolar porém E aí vem quanto que é crítico nós sabemos que perto do que é preciso fazer e perto do que a lei não somente a lei o artigo 20 Cesário 69-b que alteraram a LDB 93/94 mas principalmente todos os
dobramentos legais e orientação dos sistemas de ensino e olha para as Universidades que decorreram dessa alteração daí bebê pela lei 10609 nós temos uma leitura e avançou muito pouco perto do que poderia ser se avançar e dois é que eu quero dizer é que eu acho que não dá para falar que não terão nada falei que não era para pegar etc porque senão como diz o ditado nós vamos tiro nosso próprio pé é nós plantamos negro de mulher negra bolas as pessoas anti-racistas que não atuam no movimento social negro uma organização sendo pessoas negras e
pessoas brancas antes então é é reconhecer que alguma mudança aconteceu e vem acontecendo porém considerando os anos todos é um plano de implementação das diretrizes as diretrizes né são compostas pelo parecer pela resolução do Conselho Nacional de Educação e do Conselho pleno do Conselho Nacional de Educação e nas duas camas básico superior se levarmos em consideração é também uma Série de produções bibliográficas para dar suporte aos professores das professoras que o Ministério da Educação dos morreu à época pela secretaria de educação continuada alfabetização diversidade e depois passou-se a inclusão você pedir o trabalho dos núcleos
de estudos afro-brasileiros os editais que já aconteceu tudo isso se a gente colocar tudo isso é para pesar na balança é que a gente vê e muito mais poderia ter sido feito estar sendo feito perto do que já se moveu é um essa aqui é a minha leitura eu me lembro que uma das pesquisas que eu coordenei internacional sobre a implementação da Lei no Brasil Melo tudo com 36 escolas diferentes regiões do Brasil como vários colegas de usar brasileiros uma das conclusões que nós chegamos aqui a gente tinha uma implantação do O que é institucional
legal mas nós tínhamos uma série de desníveis é na implementação dessa legislação e era uma implementação extremamente irregular E é isso que eu acho ela irregular no todo o país imagem de determinada região menos em outras imagens de Queimadas escolas de menos em outras está muito mais na rede pública não está na privada em alguns cursos de licenciatura é usou as orientações da legislação alimentação Então como componente curricular estão Dentro do curso disciplinas obrigatórias realização de seminários projetos de extensão que existem outros não estão e são muito pouco então é é justamente essa esse desequilíbrio
a irregularidade da implementação da lei que eu vejo como uma expressão do racismo institucional e como aí a inscrição escola pública instituição escola privada inscrição essas instituições uma das formas do racismo se expressar nessas instituições é exatamente a não implementação a implementação subalternas a implementação irregular da LDB porque eu sempre enfatizar não é a implementação da Lei 10.639 como se ela fosse uma legislação sobre a relação da Lei 9394 96 lei de diretrizes e bases da educação e foi alterada pela lei 10.639 posteriormente para 11.645 com a questão indígena e como o cumprimento é da
ele de obrigatório é e como o não cumprimento dela é passível de sanção o civilizações Ministério Público sempre é a resposta aqui essas canções que também acontece e os lugares usam né É em relação à implementação da Lei isso para mim é fruto raça então é fruto do racismo não levar a sério é tudo que diz respeito a direitos e tudo que diz respeito à obrigatoriedade dos setores invasoras e De educadores e educadoras em relação ao combate o racismo em relação a uma educação antirracista e se não levar a sério o pensar que algo específico
é algo da professora do professor negro e olhe lá professora militante seja na Educação Básica seja nas universidades no centro de pesquisa esse olhar um olhar preconceituoso esse olhar a mulher racista e falar sobre isso dói muitas vezes as pessoas ficam lá mas não é isso que eu quero dizer que a burocracia Porque isso é uma desculpa para te dar e quanto mais desculpas acontecem a prova e essa essa irregularidade essa instabilidade essa sua organização do que a lei as diretrizes é dizem EA peça para educação mais tudo isso aí para mim só reforça o
tanto que o racismo ele é perder se está incrustado nas nossas instituições e ele é está moteadas muitas vezes ou na maioria das vezes existência do mito da democracia racial e faço como se fosse uma capa colorida para esses então perverso nós temos e ele também é reforsado pela própria branquitude também nas relações de poder e essa branquitude ela está presente na sociedade nas plásticas nos imaginários logo ela também está presente dentro das instituições escolares públicas e privadas e nas universidades também não eu acho que é um é muito complexo e é Importante um momento
depois de tantos anos né de implementação da da legislação para alteração daí bebê nós possamos fazer e reflexões como essas e a a nossa reflexão sabe não é mais do que assim olha o que eu devo fazer para implementar 10639 a nossa reflexão ela tem que ser mais dura tem que ser como nós podemos é cobrar da educação e principalmente de educação pública que a minha maior preocupação mas a educação de um modo final e ela é cumpra o seu dever implementando a LDB naquilo que não foi alterada pela 10 mil e pela 11 sabe
é o outro é de outra forma não é não é como se pedisse pelo amor de Deus para se implementar a 10 mil e altera bebê é cobrar de falar assim olha se você se você instituição escolar se você gestão se você Ministério da Educação é implementa as outras dimensões e ordenar o bebê porque é lei essa também tem que ser implementada por que é lei e ela tem que sentir mais nada para todo mundo não só para as crianças pobres as crianças negras atentar as licenciaturas não somente como disciplinas Mas também como pesquisa como
extensão na pós graduação in principalmente como forma de mexer nas estruturas em forma de estabilizar estruturas acho que nesse período daqui pra frente as Finanças debate sobre essa Instabilidade irregularidades subalternização da alteração da LDB ela 10.639 tem que ser mais dura e tem que ser mais contundente que nós estamos em momentos muito duros do Brasil na nossa luta também tem que conhecer para ver mais hoje e sempre a gente vem debatendo muito nessa faca intencionadas espaço gente constrói nessa perspectiva de educação anti-racista né é muito importante colocação tudo bem sono tá bom e repete para
mim Wellington por favor Tá legal agora agora tá ah tá meio abafado aqui perto não é importante né a gente está projetando aí pensionamento usando de a gente tava gritando onde estamos atuando para que seja algo mais pro Positivo né a gente pensar em políticas mais completos para implementação de fato da lei né ela quis tentar refletir nem próximos passos nós com a colocação em uma há quase dez anos movimento negro brasileiro e a comunidade acadêmica participado ativamente de um debate a nível Federal e já era pautado deste ano as cotas raciais e sociais nas
universidades é aquele mão mesmo apesar de várias opiniões contrárias à política foi implementado no sentido de incidir na composição axial em consequência social o corpo discente das Universidades Públicas Hoje quase dez anos depois da implementação da lei federal como você enxerga o impacto das cotas raciais na realidade das universidades brasileiras é infecção de jovens negros em novos postos de trabalho o Wellington eu diria o seguinte que há vários várias dimensões né dirigir de mudanças e de impactos EA implementação das cotas raciais e tem provocado tem causado nas universidades né no ensino superior de modo geral
não só em universidades mas hoje a gente existe tudo federais também né seu pede né no ensino superior brasileiro privado de novo mais o público eo privado eu não preciso nem explicar para vocês uma sociedade capitalista como nós temos uma lógica privatístico nós temos o que o público nós conseguimos mais avanços e mais conquistas democráticas do que no privado né então eu acho que antes mesmo da lei da Lei 10 mil agora já 12 mil agora já 12711/2012 nessa o cristianismo dela que a chamada lei de cotas mas não é ela não é uma lei
de contas ó parciais eu diria sociais e raciais a Como diz um colega José Jorge Carvalho cota racial eu uma sub porta dentro da social né escrito pública renda então várias universidades estaduais esse começou pelas estaduais depois que as federais entraram e entraram com muitas resistências já haviam implementado cotas raciais inclusive Algumas propostas mais ousadas do que a própria legislação quando ele falou Oi e essa movimentação toda quem acompanhou é tanto como estudante como pesquisador ou pesquisadora o interessado no tema essa mudança ela vem de uma luta histórica do movimento negro brasileiro como você mesmo
falou né E uma luta que tá é anterior a esse movimento negro pós-ditadura militar após queda da ditadura militar a música anterior veja medidas Nascimento Ele já já pleiteava tem espíritos do Abdias em que ele já tava discutindo a questão de cotas não Da maneira como a gente vai discutir hoje mas sim uma inspiração mesmo na Luta pelos direitos civis dos negros norte-americanos Pois então que ontem que eu quero chegar eu quero chegar o que significa essa implementação hoje eu penso que a universidade pública aí ao ensino superior público Brasileiro após as iniciativas de cotas
sociais O ar 11 decisões internas dos conselhos jogo com estudantes técnicos e pressão do movimento negro de ser até a lei 12.711 as suas necessidades mudaram muito a universidade pública que eu dei aula quando eu voltei de Brasília e em universidades públicas também que eu dava aula é antes de ir eu saio daqui 2 minuto final de 2012 né é voltar é era transformou numa outra Universidade muito diferente da daqui eu estudei é pela própria discussão sobre o racismo EA democratização do acesso e como que o racismo e desigualdades raciais é impedem impediu impedem a
democratização do acesso e hoje pela diversidade de estudantes que nós temos dentro das Universidades as ensino superior público principalmente nas universidades nós temos é além e bota sociais nós temos na universidade hoje e ela é tensionada a construir e ações institucionais e pedagógicas e acadêmicas para os povos do Campo dos Quilombolas povos indígenas para negros e negras Paço das escolas pública ou seja uma série de coletivos diversos que antes ou não travam o entrava uma minoria dentro dessas instituições Então essa mudança do perfil do estudante das Universidades públicas e de outras Esponja superior Público após
o advento Da as ações afirmativas eu diria sim e depois da modalidade costas essa Universidade ela é outra essa Universidade intencionada essa diversidade Ela traz ela Explicita os conflitos EA uma construção do o mesmo eu vou chamar assim base estudantes de duas estudantes negros na graduação e na pós-graduação as organizações dos Estudantes os coletivos de estudantes negros e negras nesse processo também nós tivemos a construção de uma Associação Brasileira de pesquisadores negros e negras que vende 2001 e depois se fortalece e fortalece também a pesquisa extensão e a luta por maior igualdade racial no ensino
superior e eu vejo hoje também que a pressões intenções do Campo dos currículos das Universidades principalmente na área das humanidades que a gente sabe que aonde de Ciências Sociais são demais presença Negra ela vai se consolidando na série de fatores mas também outras áreas e mais eu acho que o que é muito significativo é que hoje a gente já tem no mercado de trabalho no grupo conjunto de Oi nega se bem chegando para esse mercado de trabalho nas mais diversas áreas e principalmente jovens negros e negras que vem com uma consciência política que é ser
negro o que quer desigualdade social do que te racismo Sabe eu acho que é óbvio que pelas pela lei de cotas entra entra uma variedade estudantes pública negros negras quilombolas quando tem faz o Facebook pelo bola sociedades indígenas entre uma diversidade Mas o que eu quero destacar e que essa diversidade dentro dela tem no grupo que é um grupo que vem com uma politização com uma construção identitária muito mais afirmativa o que se afirma Roseli o próprio processo de acesso né e na sua permanência dentro do ensino superior porque o que é entrada desse sujeito
diversos ela também o excita é fenômenos perversos que o campo da ciência com pensar assim né o campo da ciência na universidade como se Lopes né de socialização e de produção do conhecimento científico é essa entrada explícitas fenômenos perversos que também existem dentro da universidade e aí do ensino superior e que eram legadas por muitos há tempos atrás quando você falava tem racismo na universidade é assim superior as pessoas achava que você tava delirando ou estava simplesmente querendo fazer uma ativismo no lugar que não existia na Copa presença do sujeito que denuncia e fala que
tinha projeto que implique organizar Chapa poderá organizar acharam desse e questiona professores e professoras que é pressiona assistência estudantil a ser Mais do que assistência estudantil que louca por bolsas que depois Pressiona e juntamente com outros é e dar brasileiros professores antirracistas começa a criar projetos por exemplo de entrada na pós-graduação isso vai mudando o perfil da pós-graduação e pressione Ministério da Educação a ponto de sair uma porcaria em 2016 de cotas raciais na pós graduação na pós-graduação as temáticas que são trazidas para se discutir a pressão para que resoluções da Universidade saio é incluindo
é cotas na pós-graduação Ou seja eu vejo que há uma mudança e eu sempre digo que para mim um dos Marcos mais significativos na luta por direitos e por igualdade racial no Brasil ou nas ações afirmativas que se estabelecem um debate público e político e depois como ações e como políticas mais tarde é nesse nosso nessa nossa entrada nos anos 2000 e esse Os estudantes e professores e professoras que vão entrar no também vai mudando também possibilidade da gente possuíam outro tipo de ensino eu poderia ser melhor com certeza poderia mas até agora eu não
quero é desqualificar o que nós construímos mas eu quero ser crítica e dizer que que nós conseguimos avançar muito mais né esse debate da democratização do acesso e da Permanência de estudantes negros negros Indígenas Campo quilombolas pessoas com deficiências no ensino superior ainda é tímido perto da gravidade da situação mas mesmo dentro da forma tímida como acontece perto da gravidade da situação já tem provocado muitas mudanças só falta também a implementação da Lei 12990/2014 essa a Universidade de assistência ensino superior e tentado burlar escamotear fugir que a implementação de cotas raciais nos concursos públicos -
concursos públicos Federais e essa é uma outra luta que a gente tem que se debruçar sobre ele se organizar mais e toda essa luta que eu falei das cotas etc nós estamos no momento e que elas estão numa situação de risco e não sabemos que o ano que vem é o ano que pela própria no próprio projeto própria lei é o ano de avaliação né dessa implementação das 12.711 e nós sabemos que tem Congresso Nacional altamente conservador o governo de extrema-direita e que vai lá para conta mãos tô e pagos e principalmente respeito a negros
negras mulheres indígenas pessoas do campo o governo que vai na contramão da diversidade então nós sabemos que estamos num momento muito delicado e Vamos precisar sim no ano que vem de uma grande força né grande luta é uma grande pressão social daqueles daquelas que se consideram antes de negros e negras né também anti-racistas é que a gente consiga pressionar o Congresso Nacional e nós tenhamos uma continuidade um aperfeiçoamento aprimoramento da Lei i Oi Nilma é muito contemplada com a sua ponderação referente às cotas que é um debate muito necessário e urgente né e eu vou
falar agora sobre a relação da Educação de Jovens e Adultos sabemos que o público-alvo do E já hoje são jovens e adultos que não tiveram oportunidade de letramento um grande número de negros e negras né como você avalia a eja na Perspectiva da Educação anti-racista e fala aqui para gente resgatar Paulo Freire nos ajudam nesse debate bom então meu é eu acho que o campo da Educação de Jovens e Adultos é um campo e tem muitos pesquisadores e pesquisadoras combativos competentes que conseguiram trazer a discussão da Educação de Jovens e Adultos É para um Lugar
dos direitos né o direito a uma vida plena do direito à a sua vida adulta é na numa retomada da educação escolar não como aqueles e aquelas que faltam já eles e a elas falta falta a escolaridade mas sim como sujeito de direitos à educação a educação no momento maduro da sua vida e que tem que ser uma educação diferenciada daquela que essas pessoas receberam quando um crianças adolescentes e jovens é um grande debate e ao Grande debate sobre a questão da Educação de Jovens adultos e não esse polarização o alfabetização de jovens Guarulhos é
uma redução do que a própria e já é na minha perspectiva é a São sobre as relações sociais na educação de jovens e adultos Ela não é uma discussão muito forte ainda no campo da pesquisa no campo da extensão no campo da produção de material didático eu penso que esse movimento que eu chamei atenção na luta por ações afirmativas da discussão das ações afirmativas no campo da democratização do acesso à universidade a permanência essa discussão ela ela irradiou para vários vários Campos né campo do currículo no campo da formação de professores está pulando Só a
as etapas da Educação Básica e chega as modalidades e chegar educação jovens adultos não acho que amor o social EA produção de conhecimento é a atuação do movimento negro de pesquisadores e pesquisadoras negras né no campo da educação e outras áreas que dialogam o indagam a educação de jovens e adultos provocou uma mudança de perspectiva na Educação de Jovens jovens e adultos em relação à questão racial e principalmente a ausência da do debate do estudo da produção de pesquisa dos projetos de extensão visando também a educação anti-racista dentro da igreja então eu diria para você
pelo que eu círculo no Brasil As bancas que tem vivido e as Produções que é um movimento é crescente mas não é eu o movimento digamos assim é mais destacado ainda no campo da educação da Saúde acho que ainda falta muito Oi jovens adultos entender é a dimensão racial EA questão racial não somente pela presença de negros e negras dentro da igreja e que a maioria é mais principalmente por uma rediscussão da EJA a luz de uma educação de jovens e adultos anti-racista e mais alunos uma educação O que que significa o quê que significa
isso enquanto inflamação PC Edu cadores dessa Educadora jovens Adultos O quê que significa isso no campo da pesquisa que que significa isso para a pós-graduação para as disciplinas Na graduação seminários discussões para os currículos né e o que significa a gente já avançou muito na área da igreja hoje eu vejo vários pesquisadores pesquisadores da ele aqui você quer tematizavam comercial hoje colocando da importância da Eja considerar a questão racial e principalmente a olhar e veja como um produto de o sujeito da isso não é melhor dizer o sujeito da Eja um sujeito que foi construído
produzido com um conjunto de desigualdades eu vejo hoje vários pesquisadores pesquisadores ponderar em incluir e não somente a dimensão da desigualdade socioeconômica é o que impera o toca a vida desse sujeito mas também a desigualdade racial a desigualdade de gênero e aos poucos a questão da diversidade sexual eu acho que é uma movimentação positiva no campo da Eja Mas penso que há muito que ser explorado ainda no campo da Eja pensando a produção do conhecimento articulando com as relações sociais e mais eu acho que é o mais velho né só que eu posso dizer que
mais ou menos eu acho que é tão sério melhor e é esse Sujeito da Eja dentro de mim e as relações estabelecem dentro da sala de aula dentro das instituições Escolares nome da educação entre artistas realiza ali nessas relações esse essa é a Negritude sujeitos negros eles são são vistos na sua dimensão afirmativa e ser negro ou nas relações pedagógicas nas relações dentro da escola dentro das instituições é esse ser negro desaparece o é Tratado de forma preconceituosa não eu quero chamar atenção que não basta apenas uma mudança no campo da teoria das Caixas da
legislação a mudança quando a gente fala de Educação de fascista ela tem que seguir na relação entre os sujeitos os passos nas relações sociais e mais tem que vir também um posicionamento político nosso para além das que são escola ou instituição e o posicionamento político nosso na vida na demanda por direitos de um modo geral na luta por democracia Então eu acho que é estamos caminhando sim para pensar na educação de jovens e adultos anti-racismo mas ainda falta muito ainda para o campo é avançar mais e aí eu não direi que a sua vida não
eu diria que a educação trabalho com um campo forte da educação eu diria que os seus especial ia fazer essa opção vamo lá para as modalidades né a educação profissional acho que falta ainda gente avançar muito nessas várias dimensões Mas eu sempre vou chamar atenção aqui é uma caminhada Tem sido consumido Principalmente nesse momento saber é de destruição todas as políticas de tudo aquilo que nós possuímos em prol da democracia e na democracia um excelente do direito à diversidade a trazendo a demandas e denúncias os movimentos sociais são mais dimensão de estado de tensão nesse
momento Essa discussão toda nós o campo emancipatório ser muito prudentes e muito cuidadosa nas nossas próprias críticas é porque a críticas que fazemos sobre nós mesmos nossos o nosso campo e desmorona os nossos nossos próprios Campos as nossas próprias ações e nós não podemos desmoronar com tanta luta temos construído mas também não podemos ser ingênuos e engenhos e nem negar a crítica e a necessidade de avanços eu acho que essa prudência é necessária na vida e tempos antidemocráticos mais ainda nossa ser E aí é muito obrigado Quando você vai nenhuma eu estou acompanhando o site
também de grupo do WhatsApp pessoal está encantado com a sua sala é um seguir lá pegar tá realmente muito bom a próxima pergunta aqui o artigo a sua dissertação de Mestrado fala da trajetória escolar de Professoras negras e sua incidência na construção da identidade racial a qual conclusão você chegou e seu trabalho em relação as crianças muitas crianças quadro de negras ao passar por uma situação de racismo na escola como devemos lidar com isso Qual o papel da escola e dos Professores bom então então é a comercialização de Mestrado assim conclusões que eu cheguei a
primeira eu acho que escrevo na introdução né o livro vai sair a terceira terceira Edição dele agora pela marca de sonhos quando a gente tava me pedindo né então nós decidimos em rede talo eu diria que uma das conclusões que eu cheguei aqui a mulher negra que eu vi de perto não era a mulher negra que eu pensava encontrar isso tá escrito lá no mesmo o que é época eu tava começando meus estudos sobre relações sociais começando uma atuação mais próxima do movimento negro eu imaginava e tem ali uma questão minha naquele momento do meu
processo identitário começar início meu amadurecimento maior como mulher negra como professor certo e depois com pesquisar E eu achava que eu encontraria uma mulher negra que já se sabia Negra e que já fazia intervenções na escola em relação à questão racial hoje a gente tem chamado motivo educação anti-racista mas só que eu encontrei uma outra mulher na verdade eu comprei eu me comprei Comigo mesmo naquela naquele momento da minha vida de uma mulher com muitos conflitos de trajetória marcada pela pobreza porque mulheres é a cor histórias atravessados pela pela vivência do racismo no casamentos interraciais
pela violência do racismo de forma muito silenciada e vende famoso silenciados a partir eu gosto de mulher tentando fazer um debate trabalho pedagógico comercial na escola na sala de aula e não sabendo como fazer como seguir aquilo que se hoje nós temos é ainda como eu falei antes lacunas a formação de professores pedra naquela época de quase nada se falava mesmo nem se falava momento em que denunciava muito a educação escolar currículos escolares de 70 80 antes mesmo mas eu tô pensando mais é mais rosa dos anos 50 na segunda metade né é que o
século 20 para cá então eu encontrei uma mulher muito parecida comigo mesma com os conflitos com os limites com as lutas e como a subjetividade é marcada por essas experiências e ao mesmo tempo uma mulher muito lutadora histórias de luta de batalhas na sua família e mais ainda a não comprei entende o que que era para aquela geração de mulheres com as quais eu trabalhei bem mais velho que eu à Época o que significava é ser professor e ser professor é estar na escola ela erro beijo e até hoje é e naquele momento mais forte
pelo perfil daquelas mulheres e pelo contexto histórico que vivemos é romper com uma das questões mais fortes do racismo cá no Imaginário social de negros brancos espaciais de que há uma baixa intelectualidade uma alma inferioridade intelectual nas negras nos mesmos com perco esse lugar e esse é o lugar que o racismo é em projeta em nós até hoje e anda assim ó o ideal ele tocar lado a lado com o Dell meritocrático aquelas mulheres elas cumpriram com uma história de outras mulheres nas suas famílias uma delas me disse inclusive que há a tia dela que
deixou muito para aquela continuar estudando lá falar agora você não vai se lavar mesmo você a professora não que haja algum de Médici lavadeira pelo menos uma mídia 27 nós comemoramos aí a luta das mulheres trabalhadoras Comércio e lembrando Dona laudelina né Então as outras Vilma Dantas Natália batalhadora mais aquela mulher falava que ela tia falava com Aquela menina que ela adolescente é que ela estava lutando ela mulher para que essas essa outra mulher e outras mulheres construísse uma outra história fora daquilo que a própria escravidão ex determinar os nossos destinos como mulheres negros vestidos
que não sairiam pelo viés do racismo é herdado da escravidão e não sairiam daquele lugar é estabelecido pelo próprio processo da visto pelo sistema escravista e pela prova a retirada de humanidade de negros e negras fácil então que é até porque ela tinha falado era eu estou batalhando para que você na nossa família saia do lugar profissional que querem nos colocar sempre e que negam que esse lugar inclusive seja profissional que acho que se ligaram da serviço deu certo professora negra era uma ruptura com aquela história sem professora negra até hoje é uma ruptura com
essa história é ocupar o que lugar eu conhecimento lugar do Saber lugar da formação de novas gerações que são os professores da Educação Básica algo e no contexto do racismo é impensável para corpos negros e cuidados negros objetivo básico E desde dos anos primórdios até hoje não esse com essa forma das conclusões a que eu cheguei nesse trabalho né esse trabalho me mexeu muito comigo mexeu Muito comigo as entrevistas que eu falei com essas mulheres elas são extremamente Generosa se eu pudesse agradeceria novamente a cada uma delas elas param muito meu crescimento pessoal e como
mulher negra pesquisadora pelas histórias que elas viveram e pela pelo lugar que ela estava ali teimosamente o pano porque o que as escolas eram muito mais brancas digamos assim às públicas naquela época na década de 80 do que as escolas são hoje né Então essas mulheres no meio daquelas outras professoras e viam constrangimentos viviam em situações muito delicadas e elas estavam lá e mesmo e elas não fizessem trabalhos pedagógicos e é maravilhosa com relação à questão Marcial presença daquele povo negro lugar não saber lá na frente da sala de aula orientando crianças negras brancas mexida
de pedra Pensa bem isso na história da população negra no Brasil na história da educação brasileira é uma ruptura Tome uma ruptura de fa com rápido e fácil me é o sujeito está naquele lugar que o narcisismo é mega para ele o tempo inteiro e falar se eu posso estar aqui a cor dele Eu sou tão humana quanto você eu produzo conhecimento construir conhecimento tanto quanto você eu tenho a competência capacidade de na seus filhos e filhas e muitas vezes vou ensinar seus filhos e filhas a serem pessoas melhores Mas o Que você mesmo é
isso esse que significa muito forte é isso ela cliente o trabalho e várias coisas que eu falo aqui também eu fui além do próprio livro a pesquisa que me e mobilizou eu e relação as crianças negras né aqui vão passar pela escola e na escola é isso de experiências com racismo muitas vezes aprender o que o racismo ele procura uma criança negra entra para escola e vai aprender na escola que o racismo pela vivência e não ele vai aprender o que o racismo enquanto fenômeno que se deve compra e vai comprar aí vontade a Equidade
a democracia cidadania e direitos muito fortes isso ainda acontece mas mesmo com a lei 10639/2003 E aí que eu falo para vocês dessas condenações que a gente tem que fazer então eu o meu sonho de uma educação anti-racista uma educação anti-racista seja aquela e crianças há sempre uma escola sem saber negras com identidades muito fragmentadas ponto de vista da sua identidade racial racial ao chegarem na escola essas crianças vão ter uma instituição tão acolhedora então democrática que elas vão aprender a ver o único e é E essas crianças vão poder levar isso para suas famílias
que vai para o seu círculo de amizades o seu círculo mais Próximo e essas crianças Meu sonho é que elas aprendam essa educação anti-racista a se reconhecer como negras até agulha procuro Hornet africano de onde todos nós temos e que estas crianças também elas sejam respeitados na sua diversidade e ao passarem por esses processos e elas não não necessitem estar apenas em salas de aulas de mulheres negras ou homens negros politicamente posicionados em relação à questão racial elas possam passar qualquer sala de aula em qualquer professor e professora de qualquer pertencimento étnico-racial já logo japoneses
e chineses a alemã e essa professores professor na sua mediação há entre o conhecimento sujeito seja um profissional da educação e tenha e saiba que uma das suas competências também que ser antes é isso que eu acho que as nossas crianças precisam E é isso que elas ainda não têm por isso nós Ainda temos aqui no carro muito para combater o racismo na sociedade na educação Oi e a aula né e vivência então professora a sua tese de doutorado em titular da corpo e cabelo como ícones de Construção da beleza e da identidade Negra Nos
salões étnicos de Belo Horizonte né inclusive orientada pelo manga né uma grande referência também para nós esse tema da estética Negra feche é questão de polêmica né como recentemente vimos no BBB o caso de racismo com cabelo do João e cada vez mais Temos visto a estética Negra como uma ferramenta de auto-afirmação né então como você enxerga isso e quais as conclusões você chegou nesta tese e não há até Zil trabalho que eu fiz com a orientação do Kid do kabengele também ensinou muito né Uma das coisas que eu aprendi é a importância é do
corpo e do cabelo como é símbolos e com esse dente Paris fortíssimos na nossa sociedade. Eles são ícones no sentido de uma das formas refinadas como um cassinos disciplinas como eles também são ícones de emancipação e de luta racial o parte do movimento negro da politização do movimento negro fez e faz sobre a estética Negra e de empregos vários componentes essa estética lugar assumido pelo cabelo pela cor da pele é esse esse É um um grande aprendizado uma das conclusões que eu cheguei eu se compreende Como que o cabelo ele é um elemento da nossa
corporalidade e a as uma simbologia importante nas mais diversas culturas né os mais diversos rituais né então porta seu cabelo quem é plano exército passa com Sura quando as pessoas então para a vida religiosa vários outros credos religiosos e religiosas as pessoas possam seus cabelos é a O Ritual mede desumanidade é que era feito em relação à aos corpos de mulheres e homens africanos e africanas escravizadas não só no Brasil mas em outros lugares das Américas era o corte dos cabelos né Essa uniformização e dá uma hora que se cortava os cabelos Você tem o
dominador uh buscava prata ele o look e olha você é igual a qualquer um você coisa como qualquer um que você mercadoria como qualquer um início ele faze a essa violência contra Rei rainha sacerdotes conselheiros é pessoas se da comunidade que trabalhavam pessoal vou cuidar de você chegar era muito forte e muito bom linda além de toda a travessia do Atlântico que a gente sabe hoje pelo Nosso todos o que isso significou então é nas prisões e corta os cabelos não é essa dimensão simbólica na cultura e o cabelo assumir isso não é só para
a população nele comunidade Negra isso tem a ver com as formas de expressões é uma cultura interpreta lê e formar e reformar a nossa corporidade mais um caso da questão racial tem essa dimensão que eu chamava atenção a escravidão como a escravidão é fazia tocava sem a permissão de Deus corpos esses homens dessas mulheres dessas crianças negras o cabelo ele foi assumindo ao longo dos tempos um lugar de resistência de resistência o que o a corporeidade negra que no contexto do racismo e vista como animalidade próximo animalidade é feia assim é o c**************** tantas outras
formas degenerativas que atribui é o nariz de batata todas as formas como a nossa propriedade os nossos sinais ridículos que nos remetem a uma ascendência negra africana recebe todas as formas elas nos desumanizam né ela tem personalidade de baixa autoestima de não deixar essa Cabeças perdidas ensinar isso pra cima digamos assim e o movimento negro e não só o movimento negro mas as pessoas negras desde a escravidão nessa africanas africanas escravizadas seus descendentes estão percebendo muita argutamente então eu direi que ir para casa tentativa da ordem escravocrata Assista e no por a sua dominação EA
sua rejeição a negros neles essa oportunidade negros e negras de um recriando outras formas de valorização da sua idade dói sangue som dos rituais e a questão dos ritmos bem atenção das danças é a questão dos seios vem a forma comum os cabelos guardavam inclusive sementes para que pudessem alimentar as hortas o plantio né chamada de orca hoje lavouras dos Quilombolas Quilombos então ao é uma ressignificação essa comunidade e desse cabelo com o símbolo de resistência isso são legados que foi nos deixado até hoje então hoje eu vejo que todo aquele movimento dos panteras negras
movimento de pau nos Estados Unidos movimento na África do Sul durante o Apartheid afirmação dessa comunidade negra de tipo de cabelo ou seja o que que é o cabelo black que a Gente fala black power significa jovens negros e negras hoje posso brasileiro soltas ao vento Imagina isso então você recorta o que foi a violência do corte de cabelo da raspagem dos cabelos e africanos e africanos quando foram escravizados e trazidos à força para o Brasil então aquilo que falava isso que te Se visualiza como ser livre vai ser cortada né vai ser raspado vai
ser o leite retirado de você e a sua identidade vai se perder mas essa identidade ela não tava só no cabelo cabelo era uma expressão de essa identidade ela e essa expressão dessa identidade da beleza da afirmação da beleza da afirmação das hierarquias sociais existentes entre os africanos escravizados e dos povos africanos do modo geral isso estava na cultura no dia a dia nas prensas você fazer e aí mesmo que raspar suas cabeças resistência não saía das cor por idades não sair das mentes das mensalidades e vários planos de fuga plano de resistências não sendo
é formulados né além da direção dos quilombos não acho que hoje o que significa eu ver vocês eu Deus jovens negras as jovens negras jovens em seus cabelos todos para mim isso só remete ao campo que a gente tem consegui a lutar contra esse racismo e tenta nos colocar no lugar sempre de infidelidade De saudade é você afirmar não só uma beleza as pernas mas é afirmar a beleza de uma sociedade afirmar a beleza de um corpo e se afirma o meio dos sinais diacríticos que o racismo rejeito é isso que significa então é o
salões étnicos eles vão são espaços e os que eu pesquisei particularmente passos que não eram só comerciais eles eram espaços políticos e eles eram para mim Espaços educativos que as pessoas eram educadas a lidar com a sua oportunidade a lidar com seu cabelo inclusive os cabeleireiros Cabeleireiros que e é um seus proprietários do proprietário é Então essa foi por um Marcos muito importantes e essa pesquisa trouxe para mim para minha compreensão melhor antropológica a questão racial e da comunidade pela dimensão educativa o nosso corpo tem dependendo da no contexto o racismo Dependendo da forma como
meu corpo se apresenta o meu corpo ele pode educar ou dizendo Car né e código carro de Jesus assim que é isso que eu gostaria de comentar com você E aí como é que agradeceu já Desde da né a as Intervenções o comentários aqui não deixa a gente ir ouvir Ok então alguém fala aí sim agora tá não é os comentários não deixam a gente de mim um do quanto tá sendo muito muito bom é esse papo com o quanto está sendo muito boa as intervenções as perguntas enfim é como ajustar nessa dinâmica virtual a
gente não consegue é de passe veio também fazer os comentários dos separei aqui alguns a gente ter que tava aqui nos Bastidores separamos alguns comentários das pessoas tão comentando aqui no chat algumas perguntas estão surgindo também mas infelizmente pelo tempo a gente não vai ter como responder todas elas Então a gente vai tá ao longo do período é também publicando Nascente pronto alguma alguma alguma alguma Calabresa que a gente também tem sobre isso então e também respondendo uma dúvida aí que surgiu e dessa vez vai ter lista de presente né porque não sei se alguma
das pessoas estão assistindo a gente agora devem ter participar do minicurso de transformações Mas essa é uma perna que é um pouco mais controlado se a gente não tem mas nesse tadinha apresenta é e nem a emissão do certificado é mais é boa é assim gente Alguns comentários só para vocês terem uma ideia aqui tá chegando enquanto a gente está trocando as ideia aqui é com a professora Nilma é o primeiro o pessoal marcante presente pessoal do mestrado em educação da UFBA a marca apresenta aqui também Belo Horizonte Minas Gerais Escola Municipal Francisco Alves mandou
saudações também é casa a Sarinha é mandou aqui tá inscrito no canal e deu parabéns a todo mundo está envolvido então a compor uma área aí que mandou esse comentário se inscreva no canal é da Escola Municipal Itamar Franco em Belo Horizonte e da Escola Municipal Domingos é em Belém Contagem também já deu aqui a sua Domingos Belém né domingo Belém em Contagem Minas Gerais é também já já marcou aqui para mim Ana Paula mandou um salve para o Pronto para cima de mim a tendência é que estão militando que estão levando tão a luta
aí para buscar conhecimento que permite que a gente possa se acolher irresistente a Maria Adélia não daqui que nos enche de alegria e de esperança ver jovens estão engajadas e um aprendizado ou ouvir a Nilma Lima é uma mulher super potente e Deu os parabéns e a Malu mandou nenhuma mandou aqui especialmente para o primeiro artigo do faculdade dela a maior parte foi embasado no que você produzir então dando aí também essa Fundação Para vocês vou passar agora a palavra de volta para o Wellington e para mel que vão continuar com uma sequência de mais
algumas perguntas mas também pelo tempo né Logo logo a gente também já é parte para com