e aí e aí oi bom dia a todos e a todas esse é o curso de introdução à erosão costeira eu sou professor eduardo bulhões da universidade federal fluminense onde o coordena um grupo de pesquisa e projetos aplicados chamado gel costeira unidade de estudos costeiros nós temos muito material referente a nossas atividades disponíveis no site gel costeira ponto uff.br e o contexto pelo qual eu estou aqui se refere aqui nos últimos 15 10 15 anos eu tenho me dedicado especificamente a temas como erosão costeira ondas de tempestade e seus impactos na costa né toda essa
pesquisa ela tem se materializado na forma de capítulos de livro a formas de publicações em revistas científicas em revistas de divulgação científica é além de apresentações em congressos e palestras e cursos brasil afora e já o motivo pelo qual que eu acredito que vocês estejam aqui é relacionado aos tipos desastre natural que vão acontecer ao longo do litoral né especificamente a classificação brasileira de desastres naturais classifica dentro do grupo geológico do subgrupo erosão a tipologia erosão costeira e marinha como um processo de desgaste seja ele mecânico químico que ocorre ao longo da linha de costa
seja ela rochosa ou arenosa e se deve à ação das ondas e correntes marinhas e marés e a outra tipologia de desastres dentro do grupo meteorológico do subgrupo sistemas de grande escala escala regional e era do tipo marés de tempestades e ressacas né que são ondas violentas que geram uma maior agitação do mar próximo à praia elas ocorrem quando o rajadas fortes de vento fazem subir o nível do oceano e mar aberto e as intensificação das correntes marítimas carrega uma enorme quantidade de água em direção ao litoral e consequências para as inundam as ondas se
tornam maiores e a orla pode ser devastado alagando ruas e destruindo edificações é uma sugestão é fundamental para entender o são costeira no espírito santo foi publicado em 2018 dentro do livro panorama da erosão costeira no brasil aonde existe um capítulo específico para o espírito santo construído pela professora jaqueline é o albino da universidade federal do espírito santo pessoa jaqueline é uma é uma amiga e uma profissional excelente para lidar com este tema e aí tá bom o que é erosão costeira a erosão é resultante da deficiência desses materiais areias em determinados segmentos do litoral
em determinado intervalo de tempo ela acontece quando os mecanismos do retiram os materiais movimentam volumes superiores aos mecanismos de suprem essa ideia de mecanismos que o retiro e que supre é o que a gente chama de balanço sedimentar que vai significar o seguinte para determinado recorte espacial em determinado intervalo de tempo existem mecanismos que promovem a supressão ou seja retirada o transporte ou seja movimentação e o suplemento ou seja a deposição destes materiais ao longo do litoral e quando o balanço sedimentar e negativo a gente tem o mecanismo da erosão aonde a supressão é maior
que é um suplemento quando o balanço sedimentar é positivo a gente tem o efeito inverso que a gente chama de acreção onde a supressão é menor do que o suplemento o balanço sedimentar negativo o déficit também deve ser sedimentar ele pode ser resultante de eventos episódios exemplo tempestade ou resultante de uma tendência evolutiva de médio-longo prazo aonde determinado segmento da linha de costa migra em direção ao continente aí eu posso citar o recuo de falésias a erosão costeira dentro do contexto de uma tendência evolutiva ela pode estar ajustada às variações no nível relativo do mar
os filhos se o nível relativo do mar ele sobe em comparação ao a posição da linha de costa as praias tendem a ler o dia e com isso a gente chama de recuo erosivo e como tendência evolutiva a gente pode falar também ajustes da praia ou determinado segmento a linha de costa a movimentos tectônicos ou vulcanismo e não é o nosso caso então eu não vou falar sobre isso e por fim a gente pode falar sobre ajustes as variações dos padrões de aporte e transporte de sedimento e nos volumes dos depósitos costeiros ou seja é
em médio e longo prazo a gente vai ter pode ser associada ao clima ou não é variações no volume de materiais que são transportados e depositados na linha de costa e isso faz com que uma praia por exemplo eventualmente arruda e esse é um exemplo já tá fundo ela tafona é uma praia no litoral norte do rio de janeiro que se sustenta basicamente com áreas que são supridas pelo rio paraíba do sul onde após também aí no norte na parte superior da imagem ao longo das últimas quatro ou cinco décadas esse aporte sedimentar caiu drasticamente
a praia começou a apresentar um processo erosivo que a natural mas viram problema nos uma vez que a gente tem uma cidade né uma urbanização e instalada sobre esse segmento esse pontal arenoso que é geologicamente instável e o outro exemplo é uma frente de palestras falésias ativos vocês conhecem muito bem sobretudo no litoral sul do espírito santo parece as ativas são feições erosivos tá elas têm uma tendência de longo prazo de erosão ea erosão ela não vira um problema uma vez ou não é percebida como um problema uma vez que não existe nenhum tipo de
estrutura construída pelo homem como casa as rodovias praças e ruas nessa nessas frente de falésias né então a percepção da erosão ela é diferente em relação a eventos episódios não é o principal que a gente deve citar são as ressacas ou eventos de maria meteorológica e as tempestades excepcionais né que são eventos de maior energia é também temos problemas episódios associadas a padrões de ocupação da linha de costa e eventos episódios que os associados a as obras costeiras a presença de obras costeiras e a gente vai falar sobre essas coisas e essa é uma imagem
de satélite na verdade um conjunto de imagens satélite animados né é e ela mostra aqui é o sul um ciclone extratropical que é o principal gerador de ondas de tempestade para o litoral sul e sudeste brasileiro é a partir deles que são formadas as ressacas que atingem com bastante energia o litoral do país em um evento como esse é um recorte aqui para o sudeste a gente tem ali ao litoral do espírito santo é a bolha vermelha mostra a passagem dessas ondas de tempestade e o litoral do espírito santo ele não é atingido de frente
como é o litoral por exemplo do rio de janeiro né isso porque a orientação geral do litoral do espírito santo é voltada para leste sudeste para essa direção é aonde a gente não realmente não tem tempestades de subir de sudoeste por exemplo atingindo com maior energia um para dois tipos de costas diferentes uma mais plana e uma mais íngreme os impactos da erosão costeira das ondas de tempestade são menores né são diferentes não menores o mar é mais plana tem de haver e não dá ações numa área mais ingrime a gente tem de haver a
erosão mais acentuada mais no segmento específico né da borda do oceano é bom no mundo a erosão costeira ela é bem digamos de disseminada esse é um estudo de lugenda que outros em 2018 publicaram as principais uma das principais revistas científicas do mundo e mostra os pontos de erosão em vermelho ao longo do globo a gente pode perceber pelos gráficos na parte lateral direito aí na parte inferior que a erosão costeira não não necessariamente obedece a critérios de latitude e longitude tá basta ter praia arenosa e basta ter deve sedimentar que a gente tem o
problema da erosão tão no litoral brasileiro né a gente tem pontos associados a região norte até a foz do rio amazonas e no extremo sul aí a gente tem outros pontos de erosão mas aí já fora do nosso território ou seja o sudeste brasileiro que representa o espírito santo por exemplo e não aparece no contexto global como uma área digamos de erosão costeira acentuada e ainda sobre este diagnóstico 24 por cento do litoral arenoso do planeta ou recuar por erosão costeira as taxas superiores de erosão a cinco metros por ano são consideradas extremas e ocorrem
em quatro por cento do litoral arenoso global o chá do espírito santo e a erosão costeira ela vai ocorrer em pontualmente em todo o território do norte ao sul e esse é um conjunto de cartas que demonstram a localização da erosão e da progradação da cresçam ao longo do litoral erosão está representado em vermelho e a questão está representado em azul isso é fruto do trabalho que eu citei no início da desse curso da professora jaqueline albino no livro panorama da erosão costeira no brasil essas cartas são fundamentais para qualquer tipo de planejamento é o
qualquer tipo de ação frente ao tema da erosão costeira no litoral do espírito santo é um mapeamento muito rico com bastante detalhe e de uma forma geral se a gente considerar a linha de costa do estado como um todo 16,3 por cento ou 80 é aproximadamente 80 km da linha de costa sofre com os problemas de erosão costeira olá neste trabalho que eu escrevi com a luana firmino agora foi publicado esse ano a gente tem alguns pontos né de referência da erosão costeira que estão representados a em vermelho nesse mato do norte para o sul
a gente vai ter problemas de erosão em itaúnas guaxindiba bugeye mineiras já o litoral aqui entre são mateus linhares e aracruz é normalmente estável e aí a gente tem no litoral central e do espírito santo nova almeida capuba e manguinhos e camburi e japão litoral sul aqui em guarapari anchieta marataízes a gente vai ter aí santa mônica mãe-bá praia de coqueiros praia de itaipava praia de marataízes de cações como os pontos quentes digamos da erosão costeira no espírito santo esse gráfico ao lado mostra que durante os eventos de tempestade as maiores ondas que passam pelo
litoral do espírito santo é a mais frequente elas vendem o sudoeste então essas ondas não geram tantos problemas porque como eu já havia dito elas não atingem frontalmente o litoral do espírito santo a não ser em segmentos muito pequenos tá o problema maior associado às condições oceânicas né pra erosão no espírito santo tá aqui ó começa as ondas de leste e nordeste dessa direção associadas a ventos muito fortes né a gente pode ter as ondas com mais de três metros de altura associadas essas condições esse é nesse caso que a gente tem o principal o
transporte de energia do oceano para a linha de costa é para o litoral do espírito santo é bom as causas da erosão costeira elas podem ser naturais e aí a gente trata erosão costeira como um processo físico e natural de mudança da paisagem evolução do relevo costeiro e a gente pode dizer que as areias que saem de uma praia vamos ser transportadas normalmente para suprir outra praia então naturalmente a erosão costeira é um mecanismo de evolução da paisagem as causas antrópicas é a gente associa a erosão costeira com um problema né a erosão ela vira
um problema quando afeta um homem ou as estruturas que ele construiu o valoriza neste caso várias ações do homem interfere no balanço sedimentar e criam artificialmente problema da erosão costeira e é reconhecido por fim na literatura que as causas antrópicas são amplamente superiores as causas naturais quando a gente está falando de erosão costeira então é por isso que a gente vai focar nas causas antrópicas é a primeira causa um troca que merece destaque é a mineração de areia já o consumo de areias pelo homem por padrão norte-americano por exemplo uma casa grande para ser construído
ela consomem algo na ordem de grandeza de 200 toneladas de areia no hospital algo na ordem de grandeza de 3.000 toneladas de areia 1 km de rodovia duplicada consome algo em torno de 30 mil toneladas de areia e quanto que uma usina nuclear que é uma mega estrutura vai consumir aí na ordem de grandeza de 12 milhões de toneladas de areia no mundo estima-se que são 50 milhões de toneladas de areia extraídas mineradas por ano para atender toda a nossa demanda né de construção civil e não só para isso né até parece que nesse clássico
e elas servem por exemplo se construir chips de computador vidro então ou seja todo o nosso padrão de consumo está associada a exploração desse recurso mineral o mundo né a areia faz siliciclástica né areia fragmento de rocha é o recurso mineral mais explorado depois da água olá eu sou sobre um documentário o sangue wars que fala sobre a questão da consumo de areias no mundo eu retirei essa situação onde atualmente cinquenta por cento das areias que chegavam mas não chegam mais elas estão barradas atrás de represas ou foram minerados dos leitos de rios ou seja
metade daquilo que chegava na zona costeira não chega mais em função do uso que a gente faz desse material granulado é a segunda causa antrópica de erosão costeira que deve ser citadas são as estruturas costeiras e aí eu tô falando sobre obras de abrigo portuário obras de defesa do litoral e urbanização de faixas de praia quando elas não consideram os elementos da dinâmica costeira quando elas não consideram adequadamente a dinâmica costeira ela se apresentam como fatores que induzem à erosão em determinado segmento da linha de costa olá eu sou o exemplo da construção de um
mole de pedras né mas estrutura massiva de blocos rochosos posicionada sobre a linha de costa causa efeitos impactos positivos e negativos impactos negativos leva uma interrupção no fluxo de areias ao longo do litoral que faz com que a praia já acumulei de um lado e e road do outro tá então o ambiente costeiros ecossistemas costeiros são muito sensíveis essas grandes intervenções é uma praia ela se ajusta naturalmente as condições de onda quando marta cão à praia no realmente é construída a areia se acumula durante tempestade a praia vai ser ajustar suas condições de onda naturalmente
no entanto quando a gente insere determinado tipo de estrutura como essa paralelo à costa a gente quebra essa capacidade natural da praia sérgio estágio condições de onda e pode com isso levar eventualmente ao desaparecimento de uma praia isso é muito comum há outros exemplos daqui para frente é a terceira causa antrópica é a nossa vontade de urbanizar a faixa de areia é vontade de trocar os ecossistemas costeiros por construções que nos agradam eu vou dar um exemplo de uma antrop costa que a cidade de recife exemplos de costas urbanizadas existem no mundo inteiro tá é
nesse exemplo cabe perceber que a urbanização avançou sobre o ecossistema costeiro e o ecossistema costeiro que compõem a praia sua vegetação ali nativa ele foi ele está estrangulado entre o mar né e todo o ajuste é as condições de ondas e energia que é direcionada para o litoral e a fixação né a dessa desse ecossistema costeiro com supressão de dunas com supressão de vegetação fechada de restinga seja ela de mangue é isso faz com que a haja uma fragilização desse ecossistema né e isso leva a erosão costeira no como um exemplo nessa imagem que é
uma rodovia importante no litoral do rio de janeiro a rodovia rj-106 amaral peixoto é onde no trecho aqui em rio das ostras a estrada da rodovia ela já foi consumida pela erosão e não adianta por mais que se façam obras de defesa do litoral a praia continua erodindo e os esforços para conter a erosão vão ser cada vez mais caros e isso acontece porque quando existe um loteamento junto ao litoral é uma das primeiras demandas é a organização as pessoas querem asfalto elas querem iluminação pública elas querem uma orla eventualmente elas querem é quiosques ciclovias
ciclofaixas infraestrutura de lazer ea sempre estrutura acaba avançando cada vez mais sobre a praia e nos momentos onde é necessário um ajuste né as condições de onda acaba essa estrutura sendo erodido esse é um exemplo na cidade onde eu moro aonde estou falando agora que a cidade de macaé no litoral norte do rio de janeiro né a área mais valorizada da cidade teve aí nos últimos eu acho que em 2013 2014 a construção dessa orla que foi feita exatamente em cima da praia então eventualmente durante tempestade a gente tem aí as ondas atingindo diretamente esse
estoque de areia oi gente né quando ela consegue ultrapassar esse estoque remanescente de areia ela vai atingir diretamente a estrutura e gerando prejuízo e quando isso acontece já isso foi no dia seguinte aquela imagem anterior é a gente tem aí a contratação de uma empreiteira para refazer essa hora uma vez que a gente tá falando dos segmentos mais valorizados das cidades é praianos né então essas obras geram custos adicionais só para citar um exemplo no espírito santo posso pegar uma imagem aqui de meaípe desempate são semelhantes aí uma rodovia que está sendo destruído numa área
né de frente de falésias ou seja se tem falésia a gente tem um litoral em erosão via de regra é isso é assim e se a gente constrói sobre esse litoral que está em erosão em algum momento essa nossa construção ela vai ser danificada pela ação das ondas né se a gente constrói estruturas como essas aqui enrocamento sobre a praia o risco é que a praia desaparecimento oi aqui é um exemplo semelhante em piúma e aqui um exemplo semelhante em nova almeida ah tá ou seja urbanização sobre a praia gerando problemas erosivos bom as consequências
da erosão costeira eu acho que vocês e todos nós já conhecemos algumas delas né a mais é mais direta nossa percepção mais direta é quando a gente tem destruição da infraestrutura urbana é mas não é só isso então a gente tem destruição e perda de infraestrutura pública e privada a perda de habitat e serviços ecossistêmicos uma vez que uma praia não é só uma praia na verdade ela compõem o ecossistema costeiro e a gente tem perda de território a redução da biodiversidade potencial aumento da ação destrutiva das ondas na costa uma praia e um campo
de dunas são linhas de defesa naturais do litoral quando a gente retira uma um campo de dunas para urbanizar o quando a gente avança com a urbanização sobre a praia a gente tá perdendo essa proteção natural que a gente tem a tendência de uma prainha erosão erótica da vilma cada vez mais e existem impactos negativos em atividades econômicas ligadas ao turismo a desvalorização de imóveis à beira-mar os impactos negativos para a pesca artesanal e para as comunidades artesanais desculpas comunidades tradicionais os impactos negativos de difícil mensuração como os psicossociais afetivos e isso tem a ver
com a sensação de pertencimento né com a relação que as pessoas têm com aquele lugar por exemplo aquela igreja que a pessoa frequentava numa existe mais aquela praça onde as crianças brincavam no existem mais aquela casa de praia que você costumava ir no verão já foi destruída pelas ondas tudo isso geram impactos que eu chamo aqui de psicossociais e afetivos e por fim o comprometimento de recursos públicos para obras de mitigação da erosão costeira eu falo um pouco sobre isso é isso está relacionado ao seguinte quando a gente tem obras para reconstruir uma área que
foi erodida quem paga toda a comunidade e às vezes o benefício ele está mais associado aquelas pessoas que moram e vivem de frente para o mar é bom os programas acessados erosão costeira já estão mais ou menos quase eu queria adicionar algumas coisas né hoje em dia mais de sessenta por cento da população mundial reside há menos de 60 km da costa em localidades que não eram ocupadas ao longo do litoral começam a ser ocupada cê sofrer esse tipo de pressão os efeitos das mudanças climáticas vão se somar à essas pressões como por exemplo aumento
no nível do mar aumento na frequência e na intensidade de tempestade a ameaça para os ecossistemas costeiros e a perda dos habitats de espécies litorâneas já ameaça para um homem a erosão né erosão como um problema e suas consequências que eu já citei no entanto não é possível depender apenas dos processos naturais para o restabelecimento das características naturais em áreas urbanizadas ou seja o homem tem que intervir em edificações estruturas de apoio destruídas pela erosão são rapidamente reconstruída mpç3 modo que as paisagens pós erosão muitas vezes apresenta uma marca humana maior nos que as paisagens
anteriores que eu quero dizer com isso imagine uma orla é que foi destruída pela ação das ondas normalmente a nossa resposta para isso é construir estruturas de defesa do litoral obras costeiras então o que se tem é o seguinte eu tinha um litoral que estava artificializado pelo homem uma orla por exemplo ele sofreu o impacto da erosão e minha resposta é isso foi construir novas estruturas para proteger aquilo que foi destruído o aquilo que foi destruído e vai ser reconstruído ou seja então depois de erosão uma realmente o litoral e tende a ficar mais artificializado
no que ele era antes e esses problemas vão ficando acumulados hoje existem muitas opções para defender o litoral eu vou falar sobre isso agora já encaminhando para o fim é a erosão costeira este é um artigo que eu publiquei na revista ciência hoje é é um problema grave que atinge vários países do mundo causando redução de território e destruição de infraestrutura perda de atrito de fragilização dos ecossistemas as soluções para defender o litoral existem mas elas não são simples em imóveis mas elas devem ser pensadas levando em conta ajuda da natureza sempre quando a gente
fala de defender o litoral a gente vai escutar a palavra estabilização da linha de costa esse é um conceito horroroso porque é muito difícil estabilizar a linha de costa e esse é um conceito que hoje tá indo contra a tudo que a gente tem como perspectiva mais inteligente para lidar com os problemas da erosão costeira e com os problemas das ressacas por exemplo então esse termo deve ser substituído e por isso aqui controle da erosão costeira partir de agora a gente vai falar sobre o controle de erosão costeira e hoje existem muitas opções aí eu
vou citar e falar sobre adaptação proteção com estruturas rígidas proteção com alimentação artificial retração e até fazer nada às vezes é uma opção de controle de erosão costeiro é bom adaptação ela indica conviver com o risco pode ser através da elevação de estruturas como essas imagens restrições ao saneamento e ocupação do litoral aviso sobre ocorrência de tempestades entre outras estratégias para aumentar a capacidade dos habitantes em conviver com os impactos da erosão costeira o evento tempestade que geram inundações a outra forma tradicional é a proteção com estruturas rígidas né que são intervenções que visam a
gente no transporte de sedimentos estabilizaram ampliar linha de costa em defendê-la contra erosão eu poderia dar uma um curso inteiro só sobre proteção com estruturas rígidos já publiquei muito sobre isso tem outros materiais audiovisuais também sobre isso eu vou citar aqui só três exemplos porque a gente tem pouco tempo né o primeiro deles é um campo de espigões nessa imagem aparecem essas estruturas é perpendiculares à costa que visam interromper o transporte de sedimentos ao longo da costa o outro tipo de estrutura são os revestimentos aí tem várias formas de construir um revestimento a depender do
objetivo dos recursos disponíveis para obra tá nesse caso a gente tem um muro de gabião só quero uma praia aqui no norte do rio de janeiro inclusive esse muro de gabião já foi totalmente destruído em coisa de menos de dez anos e aí eu tenho um quebra-mar esse é o chamado quebra mais destacado que essa estrutura que visa conter a ação das ondas na linha de corte novamente um quebra-mar ele gera uma feição acumulada dessa aqui que é um chamado de tolo a outra forma de defender o litoral é a proteção com a alimentação artificial
que consiste no suplemento de areia com características adequadas obtidas em áreas de empréstimo permite estabilizar ampliar para é sujeitas a erosão o criar nova praia onde essa já tenha sido totalmente iludida a ela tem sido reconhecida como a melhor intervenção contra defesa da erosão costeira só que não utiliza materiais estranhos à praia e apresento abaixo os efeitos colaterais em áreas adjacentes não dá para falar também muito sobre isso né eu vou citar aqui o exemplo mais famoso que a gente tem no país que é da praia de copacabana né ana daquela de 70 final da
década de 60 e início da década de 70 foi feito um projeto de alimentação artificial também às vezes é citado como o engordamento de praia é a praia que tinha uma faixa de praia aproximadamente de 55 metros de largura um criou para algo em torno de 140 metros mas a construção de avenidas e calçadão e toda aquela hora que a gente conhece como como tal o outro tipo de forma de defender o litoral é a retra som a retratação ela é uma é uma estratégia né de planejamento é uma estratégia de não enfrentamento da erosão
e trata-se de um conjunto de medidas não estruturais de combate e adaptação aos impactos da erosão de forma simples pressupõe re mobilizar a estrutura construída para terrenos à retaguarda fora do alcance da área de erosão é uma estratégia como eu disse de não enfrentamento e ela pode ser planejado forçado a reparação planejada ela é digamos uma estratégia que é a última opção de qualquer gestor a tomar para se proteger ou para o controle de erosão costeira porque isso envolve desapropriação e normalmente as residências a infraestrutura construída sobre a linha de costa é regular as pessoas
não têm a propriedade sobre a terra boa parte das nossas terras como da união que a gente tem muitos problemas fundiários associados a isso normal eu recortei aquela reparação forçada a gente vai falar um pouco sobre isso onde as pessoas se veem forçados a abandonar suas residências de se mudar para outra sem áreas mais abrigadas da erosão costeira o outro mecanismo de controle defendendo a defesa do litoral controle da erosão costeira fazer nada fazer nada pode ser uma opção planejada e combinada com ações de reparação visa entender determinado seguimento litoral como uma área de sacrifício
é uma estratégia de não enfrentamento ela pode ser também não planejado isso indica deficiência na gestão indução problema mais duradouro sem uma estratégia clara abre-se espaço para ações individuais paliativas que não resolve essas duas imagens em preto e branco aqui tá do lado esquerdo é sobre o pontal de atafona aqui no norte do rio de janeiro é aonde são basicamente hoje cinco décadas de fazer nada tá e foram fazer nada não planejado isso fez com que todas essas casas aí que estão sombreada já tive as desapareceram além de outras né porque essa já é uma
imagem antiga ou seja e nesse caso que eu vou explicar com mais detalhes na aula do dia três na segunda parte desse curso ela pode ser de fato um problema da gestão nesta segunda imagem a gente tem esse ano estados unidos e depois de uma tempestade optou-se por não fazer nada deixar essas estruturas serem destruídas naturalmente em outras estratégias foram planejadas para o que restou é bom existem outras soluções também para o controle da erosão costeira que horas tem ganhado força né nas últimas sobretudo na última década daí daqui para frente elas têm que ser
consideradas em qualquer plano de controle de erosão só soluções baseadas na natureza consideram aspectos da natureza como um meio de promover soluções para mitigação das mudanças climáticas e cooperar nos desafios da adaptação humana para vários setores né mas por causa da erosão costeira a gente pode tinta aqui tá falando sobre por exemplo indução para construção das dunas né esse é um exemplo de cercas posicionados ali pra que as dunas se construa o naturalmente e protejam adicionalmente litoral a gente pode falar da restauração é com replantio de espécies de mangue para proteger aí áreas estuarinas os
ecossistemas o podem atender diretamente os objetivos de proteção além de outros serviços como sustentação do estoque de pescado manutenção de habitat filtração e detoxificação de poluentes dentre outros então a gente falou de duna falou de mangue a gente pode falar também as dunas podem ser raspadas e construídas mecanicamente funcionando aí como um revestimento natural a gente pode falar de recifes artificiais e a posicionados para ajudar na redução da energia das ondas que chegou na costa e a gente pode falar de quebra-mares de recife a gente pode falar aí novamente de áreas de mangue né ficção
estruturas que naturalmente né defendem um litoral o e existem por fim também as soluções e híbridas né soluções híbridas é como o nome diz são aquelas que combinam formas de proteção do litoral baseadas na recomposição ou na conservação dos ecossistemas costeiros e estuarinos com sua estrutura rígida construída e demais prática já incorporadas pelo homem frente aos desafios de defender o litoral eu vou explicar um pouquinho mais que a gente tem soluções verdes como soluções baseadas na natureza por exemplo revegetar um campo de dunas ou fazer uma pequena de alimentação com blocos rochosos de uma frente
em estou arena né e aí a gente vai ter lá do outro lado grandes paredões em julgamento você já grandes blocos rochosos de concretos para proteger o litoral as soluções híbridas a ponto que alice havia um equilíbrio entre esses dois tipos de soluções é e como se pode ser feio vamos pegar esse exemplo eu vou citar um exemplo no brasil a gente tem alguns exemplos no mundo a gente vai ter alguns outros tá mas isso ainda é digamos é a nova frente de controle de erosão tá é o futuro para o controle da erosão a
gente tem aí uma praia urbana essa de novo é a praia de boa viagem no recife onde a gente observando essa paisagem te ver aqui como estrutura de defesa do litoral duas coisas né um revestimento aqui do lado direito mais próximo ao mar um muro com enrocamento que esses blocos rochosos a e posicionadas e um outro muro aqui do lado direito do lado esquerdo desculpem mais próximo avenida dando suporte ali a ciclovia e no meio a gente tem areia que foi posicionada ali artificialmente né foi alimentada artificialmente para compor essa orla as soluções libras atestam
que a gente poderia pensar além disso e a eventualmente a construção de recifes artificiais dentro da água para diminuir a ação direta das ondas e por que não nessa área onde foi construída a onde foi feita a alimentação artificial a construção de pequenas dunas vegetadas não é com isso a gente teria um aspecto mais natural da linha de costa mas naturalizado da linha de costa a gente ganhar ia com efeitos positivos da proteção costeira uma vez que dunas ela representa o estoque adicional de areia para proteger o litoral e um recife de coral ele por
exemplo artificial de poder exemplo poderia criar uma área suscetível para colonização por espécies marinhas né e com isso a gente poderia ter até inclusive uma área boa para mergulho né pesca submarina e etc tá bom então é isso pessoal eu acho que eu consegui cumprir aí o meu tempo e aí a gente tem alguns minutos para conversar sobre o que vocês julgarem necessário e nesse contexto eu agradeço a presença de todos e obrigado por por estarem aqui é tão cedo a nessa nesse dia é