como lidar com problemas de amizades na adolescência é muito frequente as mães chegarem noem consultório ou no Instagram e me perguntarem Renata o que que eu faço com meu filho que não consegue socializar que não consegue fazer uma amizade que tá sempre brigando com os colegas ou meu filho é sempre excluído o meu filho não consegue ser inserido num grupo de amigos o meu filho nunca é convidado para um aniversário o que que tá acontecendo com esse meu filho bom gente a gente primeiro precisa parar para pensar no que que realmente acontece para formar esse
padrão de socialização nesses adolescentes meu nome é Renata Camargo Sou psicóloga Doutora em adolescência e tenho esse canal aqui para trazer informações para vocês profissionais primeiro começarem a pensar Da onde vem os problemas dos pacientes de vocês para depois conseguirem uma linha de trabalho para vocês conseguirem ajudar de verdade tanto esse adolescente quanto essa família Então vamos lá os adolescentes com problema de socialização esse adolescente ele já foi criança certo quando ele era criança provavelmente ele era aquela criança que lá na casa dele ele se relacionava com o pai com a mãe com a avó
com a tia com o primo enfim e eram adultos que faziam os desejos dele que faziam as vontades dele ele queria com comer batata frita a manhã lá fazer batata frita aí ele queria comer sei lá um bolo de cenoura aí a vó de tarde fazer um bolo de cenoura por quê Porque quando eles são crianças a dinâmica da família é de agradar essa criança certo até aí tudo bem quando essa criança cresce e ela vai pra escola e começa a se socializar com outros ela começa a se socializar com outras crianças também que vem
de outras famílias correto que também tem o seu padrão de fun ionamento familiar lá que também tem os seus desejos cumpridos pela família que também tem avó a tia a mãe que fazem o que eles querem enfim tá quando eles chegam na escola eles têm que lidar com uma diferença onde as relações atuais não vão cumprir com os desejos deles vai ser uma luta onde cada um vai puxar um pouquinho pro seu lado para fazer do seu jeito certo então a coisa mais comum quando chega em escola é as meninas por exemp V jogar vôlei
aí uma menina diz assim ah eu quero jogar vôlei com a regra assim aí outra menina vai dizer ah não mas lá onde eu jogo a regra é assado ou faz um rodízio ou fica sempre uma de fora e vai entrando ou fazem três times não importa tá aí Existem várias formas de lidar com essas diferenças de opinião por exemplo vão ter os que se adaptam super bem porque aprenderam a lidar com isso lá lá na família deles então eles vão chegar e vão pensar assim tá então vamos fazer o seguinte hoje a gente joga
com a tua regra amanhã a gente joga com a minha e tá tudo certo combinado assim combinado vão ter outros que vão chegar e vão se adaptar passivamente ao desejo do outro Ah tá bem então se tu quer assim a gente joga assim a que até queria de outro jeito mas se todo mundo quer assim tá bom então eu vou jogar assim e aí esse adolescente como começa a desenvolver um padrão passivo de se adaptar ao desejo do outro vão ter outros adolescentes que vão chegar e vão brigar porque não toleram a opinião do outro
por quê Porque não aprenderam a lidar com os nãos porque não foram pessoas acostumadas ao pai e a mãe dizer um não aprender a lidar com um desejo do outro diferente do dele aprender que às vezes quando se tem batata frita dentro de casa mesmo que seja pouquinho a gente tem que dividir tem uns que não aprenderam a lidar com isso E aí quando chegam na adolescência chega nesses conflitos onde as opiniões dos colegas são diferentes o que que acontece eles vão dizer não eu só vou jogar se a regra for a minha porque a
correta é a minha ou seja existem vários tipos de funcionamento nos adolescentes não adianta a gente chegar no consultório receber um paciente com problema de socialização e de desenvolvimento de de amizade se a gente não conseguir entender Qual é o fundo desse problema que esse adolescente tá apresentando Então qual é o primeiro ponto de avaliação que a gente tem que ter com esse adolescente primeiro ponto a gente precisa investigar a família como que esse adolescente trabalhou com a tolerância a frustração como é a família em casa quais são as regras em casa tem regras em
casa não tem regras em casa como é que é o padrão dessa família essa família ensina para esse adolescente que ele tem que pensar no outro se colocar no lugar do outro ou esse adolescente acaba sempre projetando a culpa das coisas que acontecem no outro porque isso é comum né gente existem famílias por exemplo que a gente recebe no consultório e que tudo que eles falam a culpa é sempre dos outros nunca a culpa é do filho deles e aí a gente tem que parar para pensar que não existe nenhum ser humano da face da
terra que nunca errou eles aprend em errando eles vão errar aí a gente corrige aí eles aprendem aí eles não aprenderam muito bem aí eles erram de novo aí a gente bota de castigo em casa seja o que for não no consultório né a mãe e o pai botam de castigo ou tiram um telefone sei lá aí eles vão ver opa não mas tá não posso fazer assim e aí eles vão aprendendo com os erros que eles vão tendo na vida e com os ensinamentos que vão vindo da família então uma primeira Regra geral é
a gente avaliar como a família funciona e mais se essa família tem amigos ou se essa família não tem amigos eu já tive inúmeras mães que eu recebi em consultório que elas reclamavam que os filhos não tinham amigos mas quando eu comecei a investigar a vida da mãe a vida da mãe não tem uma amiga não tem um parente próximo não sabe se relacionar não sabe tomar um Chimarrão um chá aqui no sul é chimarrão né um café com alguém não sabe marcar um almoço se essa mãe não sabe fazer isso é muito provável que
ela também não consiga ensinar esse filho a fazer isso e a gente não tem que entrar numa via de criticar essa mãe a gente tem que entrar numa via de entender Qual é a dificuldade dessa mãe pra gente conseguir estabelecer Qual é a dificuldade real desse adolescente então não adianta eu chegar no consultório pegar um paciente que tá me reclamando de problema de socialização e que os amigos não gostam dele e achar que ele é um coit e pensar só em caso de bullying que basicamente é o que mais acontece em consultórios se vocês pegarem
relatos de casos vocês vão ver que é muito muito muito comum se falar em bullying e bullying acontece é ruim é grave e a gente tem que tá com olho sempre bem aberto mas a gente também tem que estar com olho aberto para ver qual é a responsabilidade Desse nosso paciente para essas coisas estarem acontecendo com ele então nunca esqueça que atrás de um problema que pode ser igual para vários adolescentes a repercussão e a causa pode ser diferente para todos esses adolescentes que a gente tá avaliando então eu chamo atenção para vocês olharem pro
paciente de vocês avaliarem a família avaliarem o histórico e avaliarem como ele se porta e como ele se relaciona de verdade com as pessoas que estão com ele no dia a dia na escola na família e até dentro do consultório porque dentro do consultório nessa relação com a gente eles vão também mostrar um padrão de funcionamento de como eles funcionam com os amigos fora dali Ok gente então de novo meu nome é Renata Camargo Sou psicóloga psicanalista Doutora em adolescência e tô aqui para ajudar vocês a entenderem os adolescentes de vocês em consultório Sigam o
meu canal me acompanhem para mais dicas Porque toda semana eu vou postar dicas de tratamento de adolescent dentes contemporâneos aqui neste canal um beijo e até mais