Olá, sou Cláudio Martins, sou sócio fundador da Bossa PEC, startup de design com foco e mobilidade urbana. Iniciamos nossa operação início de 2016, sempre buscando os pilares de sustentação da marca, que é produção local, o conceito de brasilidade e sustentabilidade. O porquê disso?
Porque desde que iniciamos o trabalho, temos como os principais concorrentes os produtos importados, principalmente as mochilas. As marcas nacionais se perderam ao longo do processo de substituição da produção por importação. Então esse é o grande desafio que nós temos, criar uma marca com conceito de brasilidade.
O caminho natural que nós vimos eh para trelhar isso foi nos aproximar dos povos originários. Começamos em 2017 um trabalho junto às caiapó através das artesãs que pintavam manualmente. Pintam ainda, né?
A gente trabalha hoje em dia com os caiapós e com chicrin pintura manual dos panos para que a gente possa colocar nos produtos. Em 2017 começamos um projeto ainda mais ousado, que era participar dos tecidos encalchados. Fomos convidados pela Merco para que a gente participasse desse projeto, para que a gente pudesse ter um produto mais eh utilizável, né, dentro do tecido encalchado, que era um grande desafio.
É, e 2020, 2019 demos a a formulação como aprovada, fizemos diversos testes, a Bossa PEC fez diversos tes testes aqui de produto e ele se mostrou bem resistente e de ótima qualidade. E aí veio a pandemia, a gente pulou ela. Em 2021 iniciamos um projeto de produção de tecidos encalchado em parceria com o povo Chipaia.
Isso na aldeia Tucaiá, no Xingu. Produzimos em torno de 135 panos, ainda de forma muito experimental, porque eh tinha a dificuldade da distância e da comunicação. Eles não tinham internet ainda na ADE em 2021.
Eh, 2022 nós realizamos a primeira oficina na aldeia que foi muito importante para que a gente definisse a o modelo de produção ideal e principalmente de nós começamos a modular esse projeto para que a expansão dele se dê através de células produtivas. Eh, a gente tem o limite de cada comunidade, de cada aldeia, que não tem como ultrapassá-lo. Então, pra gente expandir esse projeto, eh, até porque tem mais a ver com a próprio modelo de sócio bioeconomia, onde não tem uma centralização única, e sim diversas células espalhadas pelo território para que a gente possa se desenvolver.
Eh, 2022 batemos 340 panos, 2023 nós conseguimos bater 500 panos encalchados. Eh, isso gerou um impacto extremamente positivo, tanto ambiental quanto social, né? A gente conseguiu extrair 500 L em 2023.
Isso nos trouxe eh um impacto ambiental muito grande, né? A gente conseguiu manter a preservação de 1800 ha de mata nativa no entorno da aldeia. Em relação às pessoas, entre a aldeia Tucayá e a Caramataia, que nos fornece os pigmentos de urucum, nós já estamos com 30 pessoas envolvidas, incluindo as artesãs que já estão pintando os panos encalchados também.
Qual é o nosso desafio daqui paraa frente? É crescer, ganhar escala. Para isso, nós precisamos de apoio, de investimento, para que a gente forme uma equipe eh mais eh eh com mais pessoas para trabalhar, principalmente na área comercial e na gestão financeira, e que a gente tenha recursos também para replicar o modelo de de produção e outras comunidades.
Eu acho que a gente tem uma uma um teste no mercado interno. O produto foi validado. Atualmente a linha de látex é a linha que nós mais vendemos, é o produto a gente considera validado.
O que a gente precisa agora é recursos para que a gente ganhe escala, cresça e possa gerar mais impacto ainda socioambiental. M.