Flow. >> Salve salve família, bem-vindos a mais um Flow. Eu sou o Igor e hoje eu vou conversar com o André Vermon. Obrigado por vir aí, pô. >> Eu que agradeço, querido. Vocês são uma referência para nós. É uma honra. >> Então, hoje nós vamos falar de como funciona os seres humanos. E, bom, no meu e eu tenho certeza assim, pelo menos da minha parte, a gente vai orbitar Bastante os adolescentes, [risadas] >> seres humanos e suas nuances. >> Pois é, que são todos muito interessantes, né? O mais interessante nesse caso é como eh a
percepção deles de tempo é completamente diferente de nós, né? Então eles falam de um ano como se fosse maior tempão. E para eles é mesmo, né? E pra gente o ano é daqui a pouco, né? É. >> E a até os tempos que a gente tá vivendo agora, né? O o a super exposição redes Sociais, a informações, ainda que não redes sociais, a informações, até o hábito de consumo. Hoje a gente não espera, hoje uma criança não espera mais para assistir o desenho, né? não espera mais TV Globinho. Agora tem infinito. >> É verdade. >>
Então tem um monte de de >> É verdade. A gente tinha horário para assistir. >> É, então isso isso eu suponho que isso tem impacto até na maneira de funcionar Em relação ao mundo, né? Porque veja, a gente aprende, a gente teve que aprender a esperar para ver o filme da Tartaruga Ninja, >> né? Eles não precisam esperar por quase nada hoje. A gente vai falar sobre isso. Mas antes deixa eu falar para vocês do parceiro que tá comigo aqui hoje, que é Insider, que é quem faz essa camisa aqui que eu tô usando. E,
cara, tá rolando uma super promoção sensacional lá que é a Black November. Então, todo o site da Insider tem um monte de promoção lá para vocês, um monte de desconto para você comprar as peças aí para experimentar ou então para completar o teu armário com as peças tecnológicas da Insider, que fazem diferença no dia a dia aí com certeza na facilidade, no na própria aplicação mesmo. Tem roupa lá na Insider que eu garanto que não é que eu não é que você não vai conseguir manchar, mas vai te dar muito trabalho para você conseguir. Eu
tô falando, por exemplo, Da bermuda hidrofóbica, que que é um dos produtos que tem lá, além de cueca, é calcinha, tem, pô, moletom, tem o que você precisar para completar o teu armário lá em siderstore.com.br com um montão de desconto usando o cupom flow, você pode chegar até 50% de desconto. Cara, se for a tua primeira vez, a primeira vez comprando na Insider lá, primeira vez do teu CPF comprando a Insider, eh, você ganha um desconto usando esse cupom de 20%. Agora, se você Já é um um se você já é um cliente insider, aí
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ali e pegar as cinco, os cinco live pics mais legais que chegarem aqui. Eh, o Jan vai tocar pra gente ouvir aqui no final do programa. Então, se a gente não tocar em algum assunto ou se você tiver alguma pergunta específica, fica à vontade. Eh, você pode participar, tá bom? É isso, Andreia. Beleza. Então, eh, você tava me contando aqui antes da gente começar que Tu trabalha com pessoas de certa forma há um tempão. Éim. sempre foi o meu o meu objeto de trabalho, se é que eu posso chamar assim. >> Pois é. É por
que que tu gosta de gente? Em geral, as pessoas preferem cachorro, [risadas] >> não é? >> É, depende do que quer gostar, né? Já começa por aí, né? >> Boa, boa, boa. >> Depende muito do que quer gostar. A a o ser humano sempre foi me sempre me desafiou muito. Eu falo assim que tem uma cena da minha infância que ela é emblemática. Os meus irmãos são todos mais velhos que eu. Minha mãe engravidou de mim e ela já era laqueada. >> Tá. Ué. Oxe. Então você é um milagre. >> Eu sou um sei lá
o quê. Não sei que nome que eu dou para isso. Eu sou um acontecimento, >> tá? >> E aí eu nasci, meus irmãos eram mais velhos, então eles odiavam brincar comigo, eles nem queriam. >> Então eu lembro dessa cena, eles brincando e eu sempre num canto da casa observando. Então observar pessoas era o meu principal divertimento. E até hoje é assim. Por exemplo, eu me divirto muito com experiências sociais, tipo, vou para um shopping, sento numa mesa e passo o dia ali olhando. Eu vou, eu vou fazendo indagações, vou vendo, aí eu vejo um pai
Com a filha, eu vejo não sei que lá, aquilo eu viajo milhares de horas ali naquele ambiente. Então, gente, é um negócio que me interessa muito em todas as suas perspectivas, as boas e as ruins, gente, é um negócio que fantástico. >> Para mim é um pá, vou dizer que é um pouquinho parecido também. Eu meio que converso com uma pessoa interessante e diferente todo dia quase, né? Então, eh, eu não vou pro shopping observar as Pessoas, mas eu acesso as mentes a as mentes das pessoas. Eh, pô, com que é um privilégio que pouca
gente tem, né, de trocar ideia com a com a com as pessoas que eu troco ideia, né, né, com você. Então, eh, então para mim é é um pouco assim também de de entender o que que tem aí atrás dos seus olhos, sabe? Como é que você, qual é a, qual é a lente que você usa para ter a opinião? A, vamos trocar uma ideia, vamos ver. Me conta aí como é que tu, como é que tu opera, como É que você chegou até aqui, né? Quais foram as decisões que você tomou? E é sempre
uma história muito maneira. E para mim eu fui ficando melhor na com na habilidade de conseguir entender, vai eh entender melhor por a uma motivação das pessoas, por que elas gostam de alguma coisa, porque elas defendem outra e tal, com algumas dicas. Então, por exemplo, se eu sei a idade de uma pessoa, eu consigo já inferir algumas referências que eu posso usar, que fazem sentido ou Não, né? Me ajuda no meu trabalho. >> É, eh, se eu sei da onde vem, por exemplo, eh, já dá para ter uma ideia de cultura, de como é que,
eh, por que aquela pessoa fala daquela forma. Então, conversar para mim é uma senhora porta de entrada para pra pessoa que tá trocando ideia comigo. E é >> e de fato seres humanos, além de serem muito interessantes, eles são muito diferentes uns dos outros. >> É, é isso. E aí é quando as pessoas Dizem assim: "Ah, eu gosto mais dos animais, não sei o quê". Eu amo os animais, mas o animal ele é muito óbvio. O ser humano, por exemplo, hoje na Terra nós temos 8 bilhões de pessoas, 8 bilhões de pessoas diferentes. O cachorro
ele é muito óbvio, ele é carinhoso com quem ele gosta. Dificilmente, aliás, nem sei, nem sei casos, mas o animal ele não vai matar, por exemplo, a progenitora. O animal mata por fome ou por necessidade. Ele é Violento quando ele se sente ameaçado. Ele é muito óbvio. O ser humano não tem obviedade nenhuma. Aham. >> Você pega uma rfen da vida que mata os pais. Então você não vai ver isso no mundo animal. Dificilmente você vai ver isso no mundo animal. Então o ser humano, ele traz uma uma possibilidade. Ah, eu acho muito legal. Eu
acho muito diferente. [risadas] >> É muito legal. É muito diferente, né? >> É. Mas aí a filosofia que te colocou Nesse mundo de pessoas, como é que a filosofia te ajuda então a entender as pessoas? A filosofia, eu falo que todo mundo deveria fazer filosofia desde que nasceu, assim, filosofia é a mãe de todas as ciências. Filosofia é como se ela fosse a estante e as outras vêm dentro da estante. São os livros, né? A psicologia nasce da filosofia e tudo, tudo aí. Astronomia, matemática, música nasce da filosofia. A filosofia ela te Amplia demais porque
ela te leva a reflexões e ela que te põe nessa posição de observador, de perguntar o porquê das coisas. E aí eu acho que é uma arte fantástica. Talvez essa seja a grande questão em relação a pessoas, é você conseguir ter esse posicionamento de se perguntar o porquê sem julgar. >> E quem faz isso é a filosofia. Então a filosofia, a filosofia nasce da arte do espanto, né? A filosofia é a ciência do espanto. Como que a filosofia nasce? Thales de Mileto tava andando aí de bobeira, cai dentro de um buraco e passa a noite
dentro desse poço. E a única coisa que ele via era o buraco do poço. Ele olhou para cima. Olhando para cima, ele se espantou com os astros, com as estrelas. E ali nasce a filosofia, ali nasce a reflexão. Então a filosofia ela te dá esse posicionamento de afastamento e reflexão. Então um filósofo, dificilmente ele vai julgar condições, opções das pessoas. Ah, o fulano usa Isso, fulano faz aquilo, fulano transa com belrano. O filósofo, ele não está a serviço do julgamento, ele está a serviço da observação. Quer coisa melhor para trabalhar com o ser humano do
que isso? A arte da observação. É >> verdade. >> A filosofia é a arte da observação e a arte do espanto, do não acostumar-se. Então, a cada nova possibilidade de de pessoa, a filosofia vai te dar esse afastamento. E isso eu sempre achei Fantástico. Por que que eu escolhi filosofia? Eu tinha um tio que que ele entrou no seminário e aí saiu, mas tinha cursado filosofia e se casou. Enfim, e ele ia na minha casa e ele era o único discurso que me chamava atenção, porque ele tinha uma perspectiva diferente sempre de tudo. Então, ele
falava de política, ele falava de comunismo, mas ele falava de progressismo, ele falava de tudo ali. E uma visão muito lúcida, sem julgamento, sempre sem julgamento. E Eu falava: "Eu quero ser isso, quando eu crescer, eu quero ter essa leitura de mundo." E a filosofia é uma paixão. Eu entendo, eu gosto muito de conversar com gente que que estuda, que se dedica, o que gosta de filosofia, eh, justamente por causa desse, desse afastamento para falar das coisas, sabe? Porque eu também eu eu gosto disso, eu gosto de quando a gente é capaz de porque eu
eu acho que isso ajuda a gente a desenvolver o pensamento crítico no fim das coisas. >> É isso, >> né? E o pensamento crítico tá meio em falta de uma forma geral, né? A gente tá vendo uma sociedade que segue seus heróis de uma forma cega. E se a gente for falar do ponto de vista político, exatamente, >> é o pens é a falta do pensamento crítico que faz com que a gente se encaixe tão clara, tão cegamente numa numa caixinha, >> qualquer coisa. E é tão interessante quando você traz essa palavra pensamento Crítico, porque
é é essa é a arte do filósofo, é o pensamento crítico. É você poder olhar para alguma coisa e avaliar sem passionalidade. >> Aham. >> Então assim, eu falo muito especialmente acho que é o mundo, inclusive, não é o Brasil que tem esse viés atualmente muito de política, de direita e de esquerda. E qualquer coisa que você fale leva-se para esse viés. Não é sobre isso. É sobre ter pensamento crítico. É Sobre olhar o que é bom e o que é ruim em todas as possibilidades, em todas as perspectivas. E ainda ir um pouco mais
além, né? O que que é bom e ruim para mim. Porque o bom e ruim para mim pode não ser bom e ruim para você. >> É verdade. >> O que é bom para mim, eu eu faço muito esse movimento com as pessoas. Ai, tal coisa é tão bom, eu falo bom para quem? É, a própria ideia de bom e ruim, ela é ela é sei lá discutível, né? Porque é Diferente do que que é verdade, porque como você disse, o que pode ser bom para mim pode não ser para você, né? Então, eh, mas
o ser humano a gente, >> mas é engraçado porque até isso a filosofia faz, né? te dá as três verdades: o bom, o belo e o verdadeiro. Essas três verdades universais, elas existem sim um conceito, por exemplo, o que que é bom? Hã? >> Bom é aquilo que prestigia o bem-estar De todos envolvidos na situação. Esse é o bom. >> Bom, um psicopata diria algo diferente. [risadas] >> Tá vendo que isso? O que ele chama de bom não é bom, é um bom dele. >> É. É. É aquela história da piada. A piada é boa
quando todo mundo ri. >> Quando alguém tá sendo ofendido já deixou de ser piada. Então o bom ele passa pela mesma perspectiva. O belo, a filosofia vai dizer que belo é aquilo Que é que tem harmonia. O belo é o harmonioso. Aristóteles vai dizer isso, >> tá? >> Quase uma harmonia divina. Tanto que quando alguém é bonito, você fala: "Nossa, fulano é uma deusa". O belo é aquilo que tem uma harmonia que aponta para o divino. Quando você pega a natureza, a natureza é extremamente harmônica. Você olha uma montanha, se olha um mar, se olha
um extremamente Harmônica. Então o belo é aquilo que traz harmonia. Tanto que as estátuas gregas, consideradas as mais belas da da humanidade, elas tinham padrões estéticos harmônicos, 100% harmônicos. Então, até isso, a filosofia ela vai, ela foge da subjetividade. Todo mundo acha que filósofo é nego. >> Uhum. viajadão. Pelo contrário, filosofia ela te dá muitas eh firmeza de entendimento e e ela te leva para fora da subjetividade. O que é é o que não é não é. >> Mas teve um Mas deve ter tido vários desses conceitos aí que foram desafiados ao longo da história
da filosofia. >> Foram e são, né, até hoje. >> E é isso que é maneiro, né? A possibilidade de desafiar esses conceitos aí. Eh, porque assim, a gente tava, a gente começou falando eh de como a gente, de como é diferente ser um um jovem hoje e ser um jovem em 1990, né? Eh, eu tenho, tava te contando, duas Filhas, uma de 12 e outra de 10, né? >> Boa sorte. Então, cara, eh, como é que a gente como é que a gente chegou num ponto em que a gente, porque eu tento cometer erros diferentes
com as minhas filhas, eu já eu já entendi que elas terão traumas. Eu causarei traumas. >> Tudo certo e tá tudo certo, inclusive necessário. >> Causarei traumas, mas eu só queria causar uns traumas novos. O trauma é necessário na educação. >> Que que a gente tá chamando de trauma? >> Trauma vem da palavra grego ta. Taumazém é aquela, quando você tem uma árvore, você planta uma árvore novinha >> e ela, por ser nova, ela começa a entortar. >> Aí você põe aquela aquela ripazinha, aquele pau e amarra um arame ali pra árvore reta. >> E
aí ela entorta de novo. Você põe outro e vai. Depois que a árvore cresce, tá madura, você retira as escoras e retira O arame. A a árvore cresceu reta, mas ela tá cheia de marcas do arame. Aquilo é o talmazém. Trauma é fazer com que ele cresça reto e não se perca no meio do caminho. Trauma são as marcas usadas para que ele cresça em retidão necessárias. >> Nossa, é um bom, é um jeito bonito de falar de trauma. Geralmente ele tem uma outra conotação, né? >> [risadas] >> Trauma ele é necessário. O Lacan vai
Dizer que trauma é a necessidade de frustração, é o não para que a para que a a o ser tenha estruturação psíquica. Eu dou um exemplo que eu acho bem simples. O rio Amazonas, ele tem um potencial hídrico gigantesco, tem inúmeras usinas hidrelétricas no no leito dele. Ele faz energia elétrica e gera energia elétrica numa cidade tamanho de São Paulo. Imagina o rio Amazonas sem limite. Ele explodi cidades, fazendas, estados inteiros. A Estruturação, o limite do rio Amazonas é que faz com que ele seja tão potente. >> O ser humano precisa de limite. >> As
suas filhas têm uma potência gigantesca, mas se tiver difusa, ela se perde. O trauma é o limite imposto necessário. >> Tá cada vez mais difícil impor esse limite, eu sinto, sabe? Eh, por não por conta da qualidade dos pais, talvez, talvez sim, mas eh um pouco também por conta das ferramentas disponíveis para Se para se desviar, sabe? Eh, com que idade, por exemplo, é uma idade legal para se ter para uma para uma para uma criança ter um celular? Eu tenho certeza que eu errei nisso daí. >> Você deu com que idade? >> Primeiro tu
me fala qual que é a idade que tu daria. [risadas] É quando ele necessitar, por exemplo, uma minha filha com 8 anos falou que queria um celular. Falei: "Para quê? Para eu falar com você quando você não Tiver perto." Falei: "Mas a gente só fica perto. Eu te levo pra escola. Na escola você só fica com as professoras. Você não precisa de celular. Eu te busco da escola, depois você tá em casa, você vai me ligar do quarto. [risadas] Você só precisa de celular quando você literalmente se afastar de mim. Então assim, menos que 12,
eu acho uma insanidade. >> Então errei com certeza. Viu? Não falei que tinha errado. [risadas] >> Menos que 12. >> Pois é. Mas que que tu diria que o principal risco do celular para uma criança tá do tá ali no nas ameaças que a internet representam ou na forma como ela se desenvolveria ao redor da tecnologia? Porque tá com celular, usar um aparelho como um celular, ele traz alguns, entre aspas, vícios, né, de como você realmente enxerga o mundo, né? Uma outra transformação gigante que alcançará os Nossos jovens é a inteligência artificial, né? Então, até
o jeito de estudar será impactado por isso daí, eu imagino, né? >> É, já está sendo, né? >> Já está sendo, né? Então, hoje essa eh ferramenta ela, qual que é, na tua opinião? Por que aos 12 anos, qual o dano que a gente tá tentando evitar aqui ou qual o maior dano que a gente tá tentando evitar aqui? E aí é muito, é, a gente não precisa radicalizar, como eu Disse, o que é bom para você não é bom para mim e vice-versa. Cada um sabe o que é melhor para si. Nós temos duas
perspectivas. Primeira, perspectiva da neurociências. Esse cérebro com esse excesso de imagens, luzes e uma série de coisas, ele já é um cérebro hiperestimulado. A própria rede social e a própria internet, ela é criada já para esse hiperestímulo, esse excesso de dopamina. Esse passando de feed, isso tudo já ferra por si só o cérebro da Criança. >> Ela já tem dificuldade de prestar atenção na aula. Imagina uma professora ali 20 minutos falando sobre qualquer coisa. Você tem estímulo visual e de cores, de música, de dentro desse celular, que é uma coisa doida. aquilo lá ficou >>
ficou chatíssimo. >> O cérebro vai ficando inapetente para condições humanas de relacionamento. >> Aí >> isso segunda perspectiva da neurociências, que é só um ainda, hein? >> Tá? >> Nós vamos inabilitando as capacidades fisiológicas do cérebro de convivências naturais. É, e isso faz sentido em todos em todos os aspectos. Por exemplo, a criança, por que que a criança precisa brincar, subir em árvore e tal? porque ela tá em fase de crescimento, as fibras musculares, especialmente das pernas, Precisam estar mais longas e esse alongamento vai ajudar nisso tudo. Então, tudo na natureza tem um sentido, não
à toa biológico, a ciência da vida que aponta para a vida. Criança não foi feita para ficar horas tendo estímulo visual de luz e de música e de não sei o quê. o cérebro dela vai perder aí com certeza em alguma perspectiva. Vai ter atrofia de algumas funções, hiperestímulo de outras, um fenômeno que a gente vê chegar no consultório, Criança ansiosa. Isso é um fenômeno. >> Criança a que idade? 5 6 4 3 is >> tem criança de 3 anos que tem crise de ansiedade. Eu já atendi criança de 4 anos que roía a unha
e depois a pele ao redor do dedo. >> Ah, isso é sintoma de ansiedade. [risadas] Isso que coisa horrível. >> É isso. >> Entendi. Criança mesmo. >> Há 10 anos atrás você tinha muito pontual. Quando você pegava uma criança ansiosa, podia pesquisar alguma coisa na família, alguma situação. Era muito pontual, é muito impróprio da infância. A depressão e a ansiedade são muito impróprios da infância. Criança em geral não adoece disso. A não ser que tem alguma questão envolvida. Hoje, criança com insônia, criança de 7 anos que não consegue dormir, hiperatividade, Essa síndrome de transtorno de
déficit de atenção e tantas perspectivas novas da saúde mental que estão aparecendo que vem muito desse nosso novo estilo de vida, desse hiperestímulo, dessas situações todas >> aí, segundo a neurociência, agora, segundo a psicanálise, qual que é o grande problema do excesso aí de de redes sociais, enfim? Primeiro que a criança é sujeita a conteúdos que ela não deveria. >> Concordo. >> Precocemente. A não ser que os pais tenham um controle muito rígido. >> Vou te falar que quem é pai de criança com com a idade que que das minhas sabe que é essa a
parte mais complicada ao deixar aos seus filhos usar esses esses troços aí. Por quê? Porque eles vão dar um jeito, um exemplo rápido, eh, o Netflix, por exemplo, ele tem inclusive, pô, Netflix, eu não sei nem se dá para consertar, eh, você cria uma conta de Criança, a minha conta tem senha, a conta da minha esposa tem senha e você cria uma conta de criança pras crianças, né? Que que a criança faz? Ela apaga a conta dela, cria uma conta de adulto, assiste o que tem que assistir, apaga a conta de adulto e cria a
conta de criança de novo, entendeu? É, >> eles não estão nem aí pro bloqueio que tu coloca. [risadas] Então você fala assim: "Isso tudo Interfere?" Interfere. Por exemplo, você sabia que meninas, meninas do sexo feminino, que moram lá naquela cidade pequenininha, que tem pouquíssimo estímulo visual, enfim, menstruam mais tarde que meninas que têm excesso de estímulo. >> Minhas filhas fizeram tratamento >> para segurar a menstruação. Tá vendo? O o organismo reage, o fisiológico reage à sexualização, às imagens, ao desejo. O nosso corpo é, de novo biológico, né? A Lógica da vida. O nosso corpo responde
muito, ele é muito inteligente. Então, se eu começo a ver determinadas situações, o meu corpo começa a reagir a determinadas situações e aí muitas coisas vão acontecer. Assim como eu posso adiantar essa fase da menstruação, imagina quantas outras coisas não podem acontecer. Você tá falando das crianças com ansiedade, né? Pois é. E você acha que tem conserto, Andreia? Tipo, eh, uma criança foi exposta eh ou foi ficou Solta com isso daí um tempão e começa, o pai e a mãe começa a sentir que, putz, tem que arrumar. Dá para arrumar? >> É, arrumar é uma
palavra mais complicada, né? Eu costumo brincar que depois que a gente vê não tem jeito de desver. >> Uhum. É, >> depois que você vê, você não desvê. O o ideal é assim, evitar mais danos. O dano já aconteceu, mas evitar mais danos. E outra, o cérebro não substitui Prazer por dor ou por abstinência, não substitui. Por isso, emagrecer é tão difícil. Eu tiro a comida, eu tiro uma série de coisas, eu tenho que pôr alguma coisa que faça muito sentido, senão o meu cérebro trabalha contra mim. Então o cérebro ele não convive bem com
essa ideia. Então, se você resolver e por que que os os pais não querem entrar nessa briga? Porque se você resolver tirar o celular das suas filhas, você vai ter que rebolar para arrumar outra coisa Interessante para fazer com elas. Isso vai honerar seu tempo. >> E aí eu ninguém tá muito afim. >> É muito mais simples entregar um celular, entregar um saquinho de trem que abre assim e rasga do que descascar uma laranja. É verdade. >> É. Ué, é muito mais fácil abrir uma lata de Coca-Cola do que espremer laranja e fazer um suco.
>> Aham. É, então, então a partir do momento que tu percebeu, é reduzir dano. >> É reduzir dano. É reduzir dano. Criança precisa brincar, especialmente criança. Adolescente ainda acha um pouco mais complicado, porque aí já entra na escola, aí você já vai é pra questão do do não deixar demanda aberta, é entender o que tá acontecendo, entender o que tá usando. Agora, criança é um crime. E por que que é um crime? Essa fase ela é muito pequena. A infância vai durar Durar ali até no máximo 11 anos. com 11 anos, 11 para 12, ele
é pré-adolescente. São só 11 anos para viver isso e o resto da vida para viver todo o resto. Então ele tem que poder se sujar, ele tem que poder brincar, ele tem que poder errar, ele tem que poder subir em árvore, ele tem que poder testar, ele tem que poder entender, conhecer o corpo dele. É um crime uma criança de 5, 6, 8 anos no celular o tempo todo vendo uma realidade fabricada que não é de verdade. Mas Será, você acha que a gente vai precisar, tá, estamos caminhando mais para, a gente vai conseguir conscientizar
todo mundo e isso vai mudar para uma, para uma próxima geração ou qualquer coisa assim, ou estamos mais caminhando para vamos ter que acostumar com todo mundo crescendo desse jeito? Aí >> você sabe que eu sou muito otimista porque eu acho que o mundo ele é cíclico, né? Ele vai e volta. Eu ando vendo muito esse movimento. Lá em Uberlando, por exemplo, tem uma escola que chama Quintal da Avó, quintal da tia, alguma coisa assim, que a criança vai para lá para fazer pipa, subir em árvore, brincar de bet, fazer bola de meia, você paga
pro seu filho ficar lá o contraturno brincando, igual o caso de vó mesmo. E eu já vejo muitos pais sustentando. Outro dia tava em Arachá dando palestra, um casal me procurou falando isso, sustentando esse modelo de educação, que os filhos não têm celular, Que eles fazem questão que os filhos brinquem. Então eu acho que a gente vai chegar num ponto que a gente vai acordar e eu acho até que isso já tá acontecendo, porque eu acho que o ápice não tem mais para onde chegar, né? Acho que, aliás, o fundo do posto nós já chegamos,
não tem mais. >> Então eu acho que agora a gente retorna. Eu acho que nós vamos começar a valorizar eh questões mais saudáveis, mais natural, convivência, brincadeiras, Coisas que t mais a ver com a nossa natureza. Aham. >> É minha esperança, né? >> E para adulto, André, assim, o você acha que também é prejudicial para adulto? Me parece que a super exposição à redes sociais, eh, e a gente já tava falando aqui no começo, quer dizer, antes também, que, bom, o nosso equipamento, o nosso, nossa máquina, o nosso corpo, ele não é preparado para receber
feedback tão intenso e instantâneo assim, né? Intenso pelo número mesmo, quantidade, né? Muito. Eh, hoje em dia você precisa tomar cuidado porque senão tu viraliza, né? É, é, é diferente a a o jogo, né? Então, eh, pro cérebro de um adulto, ou para um adulto também é transformador, não é? lidar com tudo isso, com toda essa exposição. >> Tem uma pesquisa de uma mestranda de Campinas de psicologia que ela prova com pesquisa que os recém-informados da atual geração são muito mais deprimidos Do que há 20 anos atrás pelo efeito comparação. >> Hã, >> há 20
anos atrás você se formava em direito e você sabia que sua trajetória seria assim, ó. Hoje você acha que é assim. Por quê? Porque você olha, você vê o seu amigo que formou com você lá em Maldivas. não sei quê e o outro fazendo não sei o quê e o outro fazendo não sei o quê. Você fala: "Pronto, sou eu que tô ferrado, sou eu que me dei mal". Então Essa geração e e e isso acontece com a gente, tem um um imediatismo pelo efeito comparação. Outra coisa que rede social também é uma devastação, uma
devastação com com a nossa saúde mental, porque ela gera esse efeito comparação, ela gera o efeito validação. Então você põe uma foto lá, você espera ser validado. Se você não é, você fica mal. Se você é, a depender do que do que te disseram também te arrebenta. E nós que estamos na mídia aí sabemos disso. No Começo ali, quando começou a a questão do crescimento da minha carreira, os meus filhos tiveram insônia porque li um comentário, eu proibi pedi que não lesse mais. >> Uhum. >> Porque hater, se quiser, te joga numa cova, tipo, porque
falam coisas horrorosas a seu respeito. >> Então isso também é muito danoso, isso também é muito prejudicial. Eu vejo influencers, enfim, em Uberlândia Tivemos um suicídio por conta desse impacto gigantesco que você vai, a sua vida virou hoje em dia nós somos voer da vida de todo mundo, né? Vamos ver o que que fulano tá fazendo, vamos ver onde fulano tá morando. Será que fulano ainda tá casado com fulano? >> Aham. >> A janela do outro tá aberta pro mundo todo agora. E isso também nos adoece muito. Nós temos uma necessidade de individualidade, de restrição
e de você Ser você. integralmente, porque eu falo assim, nesse momento aqui e e tá tudo certo, isso é natural, >> a gente está performando. >> Você concorda? >> É, eu acho que a gente, eu pelo menos tô tentando ser o mais natural possível, sabendo que tem um monte de câmera mirada na gente, mas com certeza. >> Mas você é o host do podcast, você performa. >> É, sim, sim. >> E eu também. precisa ter um lugar onde eu sou 100% Andreia, com as minhas vontades, com as minhas preferências, com os meus xingamentos, com os
meus com as minhas loucuras, com as minhas escolhas. Esse lugar precisa ser protegido. Hoje em dia, esse lugar tá cada vez mais difícil, >> tá mesmo? É, eu acabo me protegendo sendo ruim com rede social, sabe? Então assim, eu eu Sou meio ah, eu esqueço que eu tinha que postar um stories, entendeu? Eu esqueço que eu eu só não explica, né? >> Pr para mim é só >> eu o que eu não o que eu não deixo de fazer tá aqui. Isso daqui é legal, entendeu? Agora o resto não sei se eu queria que todo
mundo soubesse que sei lá que minha vida é chata para [ __ ] no fim das contas, entendeu? [risadas] Mas por que que Freud explica >> o fato de você esquecer? Uai, >> na verdade o que a gente lembra e o que a gente esquece diz muito a nosso respeito. >> É, >> é óbvio. Esse esquecimento seu aí ele é muito inconsciente. É você dizendo para você, eu não quero ter que postar isso daqui esquecer diz muito, muito a nosso respeito. >> Mas isso é perigoso, pô. Porque assim, eu sou meio esquecido, né? Ó, você
quer ver uma coisa sobre mim? Eu tenho Dificuldade de saber qual é o dia que eu tô vivendo. Então, eu sei que o dia 19 de novembro é a minha é o meu aniversário de casamento, tá? O problema é eu saber que aquele dia que eu tô vivendo é dia 19 de novembro. Aí parece que eu esqueci, mas eu sei. Entendeu? >> Você nunca você tem dificuldade de pensar no dia que é hoje? >> É tipo, eu tava aqui hoje perguntando pr os caras se hoje era quinta ou sexta, por exemplo, entendeu? Porque meio que
Todo dia é me é é meio igual para mim. >> Mas é você é um ser humano caótico, no melhor sentido dessa palavra. >> É, eu também acho. É. >> É. E para você não faz muita diferença se é sábado, se é domingo, se é 15, se é 12, se é sábado. Então, mas aí aí vai explicar isso para quem para quem fica. Pô, cara, tinha que ter lembrado do aniversário aí de casamento. >> Mas aí você tem que perguntar, tinha Para quem? >> Então é para quem, para quem é interessado mesmo, entendeu? Tô tentando
não dizer o nome aqui, mas você aí se você for mais romântico, você diria: "Para mim todos os dias são dia do nosso casamento". Assim, eu te amo. Bom, eu é, tá bom, já vou vou meter essa isso daí. Não, esse ano a gente tomou o cuidado de colocar, tá, na agenda. Aí eu vou lembrar. >> Mas isso também é tão complicado, porque O que é pro o que é preferência pro outro, talvez para você não seja e tá tudo bem de ser assim. >> A gente já entendeu isso no nosso caso. André, eu falo
assim, mas a verdade é que eh não tô dizendo que não pode ser que ela fique chateada. Eu eu não fico muito, eu não eu sou o tipo de gente, aquele tipo de gente chata que não se importa muito com o próprio aniversário, por exemplo, entendeu? Eh, mas eu tenho certeza que que não tem não não fica, Ela não fica chateada comigo porque, pô, a gente já tá junto desde 2004, a gente já sabe os defeitos um do outro, tranquilão, >> já era, >> entendeu? Não tem mais isso, não é o não é esse tipo
de coisa que faz eh ficar uma indisposição duradoura, entendeu? >> Você é de relações duráveis, duradouras? >> Olha, eu acho que sim, né? Eu diria que sim. Eu acho que bom >> fato de tá casado com a A gente tá Casado, a gente casou em 2011, a gente começou a namorar em 2004, eu tinha 19 anos. >> Nossa. >> Então faz muito tempo mesmo. Então >> você era novinho. >> É, >> praticamente novinho. >> Então dá para dizer que eu eu já tô mais da metade da minha vida com ela. É. >> Então eu tô
>> Você é de relações? >> Então acho que sim. Acho que eu sou. É, eu sei lá, nem sei mais como é o joguinho da pista aí que os caras fica no time deles. >> É engraçado porque você é uma pessoa desconstruída, né? >> É, pô, cara, eu tenho eu, a minha filosofia pessoal é não ser um [ __ ] entendeu? Eu não vou de forma deliberada tentar encher o saco de ninguém, atrapalhar ninguém. E isso daí meio que reflete num monte de jeito de eu pensar As coisas. Então, por exemplo, eh, eu vou ficar
enchendo o saco, sei lá, da das minhas filhas, assim, porque elas são jovens demais para ficar saindo por aí, né? Mas, por exemplo, e elas são jovens demais para não serem enchidas o saco. >> Com certeza. Com certeza. A gente tava também falando aqui antes de começar. Eh, mas eu não, cara, eu lembro quando a gente começou a namorar, quando eu comecei a namorar a Mariana, que ela Tinha marcado de de ir pra praia com umas amigos amigos lá. Eu até conhecia o o a mãe dos moleque, os moleque não sei quê. E é uma
galera um grupo de amigos, pô, não vou não sei que cara tá maluca não vai lá cara não tem. Porque vamos lá, se a gente for partir do princípio que se quiser uma relação de duas pessoas, uma relação amorosa entre duas pessoas, se uma pessoa quiser trair, ela vai trair e não tem muito o que tu fazer, >> né? Então eu já entro nessa, cara. Não quero, ainda mais atualmente não entro nessas. Eu dificilmente eu entro em uma que eu vou ficar enchendo o saco de a roupa que tá usando, o que que tá assistindo,
a música que tá ouvindo, a religião que gosta. Eu não encho o saco dos outros com nada, entendeu? E aí eu acho que isso ajuda no em ter um relacionamento longo. >> É porque você não fica focando no naquilo que te incomoda. >> Eu não encho o saco dos outros em geral. Eu eu acho que eu melhorei, tá? Eu já fui um grande babaca. Mas e ficar velho ajuda, né? Não todo mundo mais ajuda. >> É, mas acho que tem pouca gente que a velice não faz bem, né? Uma das poucas vantagens de ficar velha
e ficar mais sábio. >> Se você perder essa oportunidade, você tá ferrado. >> Mais sa bom, eu não vou dizer que eu Discordo de você porque você estudou isso, mas assim, para mim eu diria que a sensação que eu tinha até agora era o cara fica mais experiente, porque tem uns cara que fica velho, >> tem uns cara que fica velho e continua estúpido mesmo. >> Mas é, tem, >> tem, >> mas a gente fica mais sábio. A gente escolhe pelo que vai brigar. A gente já não tem mais tanto tempo, então a gente Não
perde tempo com coisa que não vale a pena. A gente escolhe as brigas, a gente escolhe as situações que a gente vai entrar, a gente é mais de boa. >> É, com certeza para mim ficar velho fez uma diferença maneira aí, mas eu voltava tranquilamente a ter 16 anos. >> Sério? >> [ __ ] amarradão. >> Mas com a mentalidade hoje? >> Idealmente, sim, mas se não tivesse, eu Voltava também. Eu [risadas] só voltaria se fosse pelo fisiológico para eu poder ter >> vida mais paraa frente, mas cabeça não. Deus me livre. 16 anos a
gente tem uma cabecinha muito zoada. >> Tem, pô. Mas é é tão gostoso aprender, pô, ver as coisas pela primeira vez, não é? >> É. >> Então, eu acho que eu voltaria. Eu voltaria marradão, eu acho. [risadas] E Eu troco essa ideia com os amigos e eles ficam numa de, pô, tem certeza, cara? Agora a vida tá melhor, cara. A gente tava morando lá no jacaré, pô, tendo que andar a pé nas paradas, agora tá tudo melhor. Eu, é verdade, mas [ __ ] é que ah, é tão gostoso ver as coisas pela primeira vez.
>> Ah, eu não sei se eu tive uma adolescência tão [ __ ] que eu acho que eu não queria voltar não. Eu, >> minha também fui [ __ ] mas [ __ ] >> Nossa, >> mas é, sei lá. Eu não sei se é porque, >> eu não sei se é bom ver as coisas pela primeira vez. Não, também. >> Eu gosto, eu gosto. Eu acho maneiro. >> Eu, eu, eu gosto de brifada. Não, não, não, >> não. Eu gosto, eu sou mais, eu sou mais óbvia, tipo, vou pra Suécia, eu já vou fazer
todo um estudo, perguntar quem foi nos restaurantes, tal, para não quebrar a cara. Eu sou meio pé atrás, mineiro, Né? >> É ruim, hein? Eu vou amarradão. Eu não gosto muito de surpresa. Surpresa eu não gosto. Surpresa assim, tipo, é uma festa surpresa que aí mobilizou um monte de gente, entendeu? também não gosto. Detesto fer surpresa. >> Agora agora eu sei que eu vou eu sei que eu vou fazer alguma coisa pela primeira vez. >> Mas se for um perrengue, por exemplo, Você nunca, sei lá, vou dar um exemplo. Você nunca foi pro carnaval em
Salvador? >> Ah, nunca foi. >> Você vai de cara assim, sem fazer um >> É, hoje em dia, hoje em dia as coisas estão mais fáceis, né? Então, se eu for no carnaval lá em Salvador, lá, a galera vai me ajudar, vai ser legal. Mas >> Mas você vai pesquisar muito antes? >> Não vou, cara. Eu não sei se é porque eu relaxo ou se eu >> Você tem muita chance de passar perrengue. >> É, >> é. Ué, >> tenho. >> Você vai, você vai livre? >> Vou. É gostoso. >> E sua mulher embarca? >>
Ela é quem planeja, né? >> Ah, [risadas] por isso que você vai livre, porque tem quem que cuida. Ah, não. Aí Eu vou livre também. Se for desse jeito, [risadas] você não é desconstruído, você é folgado. >> Pior que, cara, lá a gente, >> você tem quem cuida >> e ela deve ser estressada, ela deve ir com tudo muito certinho. >> Ah, às vezes é, geralmente sim, geralmente sim. Mas sabe porque eu também eu invento pouca coisa também. Geralmente quem inventa é ela. E aí a Gente geralmente faz o que ela tá a fim de
fazer no fim das contas, entendeu? Tirando quando eu tô viajando a trabalho. >> E quando ela inventa, você é parceiro? >> Sim, sim. A gente e eh vira e mexe, ela quer ir no show de alguém e ela sabe que eu tenho contato, ela ué, manda mensagem para não sei quem, vamos no show. Aí eu mando mensagem e vamos no show. >> Olha, você é bom marido, ué. >> Às vezes, >> gente, quem olha não fala. [risadas] Você parece ser um >> mas o o o mais o maior o maior desafio, na verdade é ser
um bom pai, né? E aí eu fico pensando, eu tava conversando com a Monja Coen outro dia e ela tava me dizendo que eh será que a gente devia mesmo ter essa pressão de tentar ser um melhor marido, um melhor pai, >> se a gente devia. >> Uai, mas eu penso que se a gente não pressão não, mas eu acho que se a gente Não tiver essa busca não vale a pena não. >> Também acho. >> Ah, eu quero ser melhor todo dia. Deus me livre. Se a gente não tiver essa busca, a nossa obrigação
aqui para mim é só essa, é evoluir, é ser uma pessoa melhor. Se a gente encostar e achar que tá bom do jeito que tá, e é o começo do fim. >> Também acho. Isso daí. Então é uma busca Pra vida inteira. E cara, você aprendeu isso com na filosofia ou você isso era uma coisa sua? >> Eu acho que era minha, viu? Eu eu acredito muito nessa questão de personalidade. Eu acho que tem gente que nasce com esse anseio. Tem gente que é tranquilo assim, é o que a vida vier, mas tem gente, eu
falo porque eu tenho seis irmãos, né? E eu não vejo isso nos meus irmãos. >> Meus irmãos foram reagindo à medida que A vida foi acontecendo. E é assim até hoje. >> Não vejo meus irmãos ansiando serem melhores, pais melhores, não. Eles vão na maré. Eu que sempre quis essas questões assim. Eu acho que isso é muito questão de personalidade. Tem gente que traz isso já muito inato, de querer melhorar, de querer ser uma pessoa melhor, umas ilusão de transformar o mundo, que eu acho que a gente que é comunicador tem isso. >> É bom,
pensando aqui um pouco, é que eu acho que, bom, eu vim parar aqui de um jeito meio aleatório, né? Eu acho que eu aprendi a observar as coisas no fim das contas, sabe, Andreia? Eu acho que de tanto conversar com as pessoas e de tanto eh perceber pontos de vistas diferentes, eh eu comecei a ter uma porrada de dúvida de o que que é o que que é verdade mesmo, o que que é qual que é o ponto de vista que é o ponto de vista certo, sabe? E aí eu pensando Nisso, para [ __
] que eu fui entendendo que, cara, tem tantas formas de enxergar a mesma coisa que o ponto de vista certo, o que que isso quer dizer? É, >> né? >> É aquela história, certo para quem, né? Certo a partir de qual perspectiva? >> Mas eu fui aprender a pensar isso depois, sabe? Eh, velho, já por causa do flow no fim das contas, porque até então eu também tava no modo automático de certa forma. >> Que que você fazia antes? >> Eu era professor de inglês, ó. Antes do flow imediatamente eu era, eu fazia vídeo pra
internet já, mas era vídeo de videogame, de jogo, né? Antes disso eu era aula, eu era professor de inglês. >> Ah, >> eu dei aula há 7 anos, parei de dar aula em 2016. >> E como é que você caiu no flow? >> É, eu conheci um cara, tem um moleque que Trabalha comigo aqui hoje, ele faz o Flow Games e o Flow Esport Clube, o David Jones, é o vulgo dele na internet é o David Jones. Ele, a gente se conhece desde 2001 e ele começou a fazer vídeo pra internet, sei lá, no final
dos anos 2000. E aí eu via ele fazendo, achava, pô, legal isso aí, pena que eu tenho que pagar aluguel, porque eu achava que não tinha uma carreira ali, entendeu? Então eu continuava dando aula e eu fazia uns Vídeos para ele de vez em quando e tal. Aí aí começou a existir essa carreira. >> Eu ia falar naquela época não existia mesmo. >> É. E aí e aí eu eu criei um canalzinho de jogos em 2014 e em 2018 que a gente começou o Flow. Então levou um tempão >> de uma coisa para outra. Mas
Flow já tem 7 anos, pô. Já tô velho aqui. Já conversei com uma porrada de gente, cara. >> Eu imagino. Deve ter endido muito. >> É, para mim é um, para mim é gostoso, cara, poder conversar com gente interessante todo dia e ouvir umas umas perspectivas de vida que >> diferentes, sabe? >> E de vários e de vários nichos, sabe? Então, falo com gente do carro, com gente da neurociência, com gente da política. Política tem para caramba também. com gente do budismo, >> com gente do budismo, com gente de tudo quanto de tudo quanto é
religião, tô Exagerando, mas de algumas religiões diferentes. E é isso, o ser humano é interessante para [ __ ] Então, a gente começa a ver porque que as pessoas acreditam nas coisas. Isso para mim é fascinante, mas gera um monte de dúvida. >> Eu imagino. Deve te abrir um triplexo na cabeça, né? Então >> você deve ouvir possibilidades que >> exatamente toda vez que eu converso com alguém que me abre uma possibilidade Nova, um jeito diferente de enxergar, é como se um outro universo inteiro tivesse sido apresentado. É como se um novo conjunto de regras
do jogo Vida tivesse sido desbloqueado, sabe? E aí coisas que tu imagina e >> é engraçado essa essa essa metáfora que você usou. >> Por quê? É como se um novo conjunto de regras do jogo Vida tivesse desbloqueado. E é isso mesmo. >> É, para mim é meio isso. >> Então, conversar sobre espiritualidade com pessoas, por exemplo, eu fico, cara, quer dizer que existe, que isso funciona? E para mim, independente de acreditar ou não, mas é fascinante como as pessoas se conectam para [ __ ] com algumas coisas, sabe? E pô, e a verdade é
que se o mundo espiritual for ver assim, se a gente conseguir interagir com o mundo espiritual, se ele existir, pô, ia ser muito legal. é um todo um conjunto de regras, diferente das regras Que a gente tá acostumado a viver, que tá disponível. Então eu gostaria muito que existisse tudo isso, né? >> E que pode mudar tudo, né? >> E que pode mudar tudo a qualquer momento. E a gente nem sabe se a gente entende perspectiva, >> né? Porque uma das coisas, uma das coisas mais legais da vida é a noção de que tem tanta
coisa para entender, para ver, para experimentar, que que é só muito interessante mesmo. >> Mas é só a gente igual a gente que pensa isso. O senso comum não pensa isso não. >> Mas como é que acontece esse? >> As pessoas só vivem, só existem. Mas por que que, como é que a gente faz então para dar um empurrãozinho nesse sentido para as pessoas começarem a olhar para as coisas e não serem somente guiadas por pelo seu herói? O herói de escolha, qualquer que seja, seja religioso, político, eh esportivo, qualquer herói desse aí, como é
que como é que a gente Fala assim, cara? Ó, dá tem vida, hein, separada aqui do teu herói? Assim, você pode inclusive ser o protagonista. Já pensou? plateia disso. Eu falo que tem uma um versículo na Bíblia que eu gosto muito, independente de da Bíblia ser um livro religioso ou não.Um >> que que o versículo diz assim: "O meu povo padece por falta de conhecimento". Eu acredito muito nisso. Conhecimento liberta. Você é livre de tudo, por tudo Aquilo que você conhece. E você é prisioneiro de tudo aquilo que você não conhece. Se você sentar com
o neurocirurgião, ele vai começar a falar coisas do seu cérebro, da sua cabeça, você vai ficar, ã, você não entende neurocirurgia. Então a gente é preso, a gente é é fica encarcerado naquilo que a gente não conhece. O conhecimento liberta. Então eu acho que o trabalho que a gente faz, inclusive de internet, essas coisas, é é tentar viabilizar isso Pras pessoas. Eu vejo isso todo dia. Ontem eu conversava com uma pessoa, uma pessoa me chamou para um papo informal >> e a pessoa me me fazia algumas queixas da vida dela. Não, eu foi abrindo um
mapa assim, ó, de dizer: "Cara, você mexeu a peça errada aqui, aqui, aqui. Se você apertar esse botão e esse botão e esse botão, esse jogo vira". Mas vira assim, ó. Eu acredito piamente nisso. O conhecimento liberta. E quando a gente sabe o que fazer e o que não fazer, Inclusive, porque tem coisas que se a gente fizer também vai dar muito errado. Isso isso amplia possibilidades. E eu acho que o nosso trabalho é gerar essa curiosidade nas pessoas, é fazer com que as pessoas queiram conhecer para se virar melhor. Isso que você falou de
protagonismo. Tem gente que vive ali, ó, porque por alguma coisa, pelo herói que seja uma coisa, uma pessoa, uma instituição, uma religião. Tem gente que vive uma vida que o outro interpretou Para ele. O cara foi lá, lêu o negócio, interpretou para ele e aí ele segue aquilo sem pensar, sem fazer reflexão, sem nossa, isso para mim é uma das coisas que mais me deixa. Eu fico doida para ir lá e quase que bater e abrir a cabeça da pessoa, falar: "Tem outra história aí, você tá, você tá, você tá viajando demais, tá indo num
lugar que >> é, eu sinto que eu sinto que o máximo que dá para fazer, e já que você citou a Bíblia, mas aí, bom, vou fazer a Comparação de qualquer forma, mas eu não quero dizer nada, né? Eh, que nem Jesus disse que eh estou à porta e bato e você abre se você quiser, né? É a mesma coisa esse, entre aspas, na minha opinião, pelo menos é do jeito que eu tô percebendo como as coisas funcionam, entre aspas, esse despertar ele precisa e a gente consegue no máximo bater na porta. Eu não, eu
desisti de acreditar que eu consigo eh enfiar a coisa na cabeça dos outros. >> É, e eu acho que isso faz com que a gente se afaste das pessoas. Eu, por exemplo, me afasto muito quando eu percebo que alguém não quer melhorar, que a pessoa é ignorante naquelas coisas dela ali. Isso, isso é uma coisa que me irrita no ser humano. Talvez uma das poucas coisas que me irrita no ser humano, >> esse hermetismo, essas pessoas herméticas que não querem discutir a sua própria existência, suas crenças, suas, Ah, eu vazo fora, não tem zero paciência
para esse tipo de coisa. >> É, eu só não discuto mesmo, não tá fim disso. Quando eu vejo que não tem como ter um diálogo, não tem como evoluir sem um diálogo, né? Não tem como você chegar a lugar nenhum. Não tem como você chegar a um consenso. Não tem como você pôr a sua ideia à prova sem um diálogo. Se você tá ouvindo para responder apenas e não para entender, tu não tem diálogo, né? E aí, eh, eu, se tu não tá a fim de Dialogar, então então não vamos dialogar. Então, não tem também
discussão, sabe? Então, se não tem diálogo, eu também não vou entrar numa discussão com ninguém. Então, aí é uma >> Não, também não. Mas aí eu me afasto. Não tem nem convivência, porque aí para mim não dá. Mas a gente não tá numa fase que tá todo mundo meio eh >> se afastando, >> é, se afastando justamente por causa de Eh crenças pessoais, o cara e talvez a principal dela, o principal motivo de dessa separação seja uma crença política. Eh, como é que a gente faz para reverter isso, pô? A gente não tá querendo reverter
isso. >> É, não é nem só uma crença política, né? Eu acho que tantas crenças, né? Eu acho que a crença ela é uma questão complexa. Ela é muito boa no momento que eu acredito que ela é boa para mim e não queira limp. >> Verdade. >> A crença ela está a serviço da melhoria do ser humano. Se ela não te melhora, se a sua crença não te melhora como pessoa, se ela só te piora, ela não serve para nada. >> Mas como é que tu vai saber que ela só te piora? Alguém vai te
contar? >> Deveria, né? que acreditar nos outros primeiro. >> É, tem que se abrir para ouvir e por isso que separa, porque cada um vai se Juntando aí no seu cluster. >> A gente adora quem pensa como a gente. >> É verdade. >> Seja religiosamente, politicamente, a gente adora. E a gente vai criando ali os cluster da gente, cada um na sua, no seu pequeno mundo. E aí a gente mete o pau em preconceito, mas a gente tem preconceito com outro grupo, né? >> Ah, não pode ter preconceito, tals, mas aí você tem preconceito com
quem pensa diferente de você, com quem age Diferente de você. também. >> E tem jeito da gente eh o que que dá para Vamos lá, na no meu círculo pessoal, o que que que será que dá pra gente fazer para tentar abrir emprenhar essas pessoas com a ideia de do pensamento crítico? Porque eh o que eu tento fazer é trocar ideia, mas tem hora que não tem conversa, né? Então a gente faz o quê? Vai embora mesmo? Acho que sim, né? >> É, o vai embora é uma possibilidade. Mas Eu falo o seguinte, eu não
troco ideias, eu troco é perguntas. Eu gosto muito da maêutica socrática. Sócrates não respondia, Sócrates perguntava, né? E eu acho que quando você porque Maieuta, né? Mauta parteira em grego. >> Então o Sócrates dizia: "Eu sou uma parteira, eu faço a pessoa parir a verdade dentro dela." Eu acho que a melhor forma de quebrar um ignorante é fazendo ele parir a verdade dentro dele mesmo. Exemplo nítido disso ontem foi Minha irmã. Eu falei uma situação, aí ela falou assim: "Ué, mas eu não sabia disso". Aí eu falei assim: "E tem tanta coisa que você não
sabe, né? fiz essa pergunta. Aí ela parou, pensou, falou assim: "Eu não preciso saber de tudo, né?" Falei: "É sobre isso?" >> Aham. >> Quando você faz boas perguntas, você racha a pessoa no meio. Então, eu acho que a grande qualidade é ser bom Perguntador. Eu acho que uma pessoa inteligente, ela faz excelentes perguntas. Duvide de quem te dá respostas prontas. Agradeça quem te faz boas perguntas, quem te faz pensar, porque aí a pessoa faz você parir a verdade de dentro de você. Isso vale para para todos e qualquer instância. Uma vez eu fui no
Rio Grande do Sul dar um treinamento sobre neuroliderança para um grupo de engenheiros agrônomos e aí depois me levaram lá no campo para Conhecer soja e tinha um senhorzinho lá super humilde. E aí eu perguntando para ele os negócios de soja, aí ele pacientemente ele foi me respondendo. Depois ele cansou, né? Eu perguntei: "E esse pendão aqui?" Ele falou: "Não, mas disse que a senhora é doutora, mas a senhora é burra demais, não usar quase nada, tudo só me pergunta". Aí eu falei para ele: "Pois [risadas] aí eu falei para ele, o que que é
doutorado?" Ele falou assim: "É mesmo, Né? Ninguém parou para me explicar o que que é doutorado". Falei: "Doutorado não é o título que a academia te dá. Doutorado é a nossa capacidade de entender profundamente a respeito das coisas". Aí ele disse: "U, então eu sou doutor em soja." Eu falei: "O senhor é doutor em soja". Então quando quando você eh tem a caridade de fazer boas perguntas, talvez você gere. Então, por exemplo, você pega uma pessoa Com a crença religiosa muito enrijecida, se você faz boas perguntas, você acha mesmo que alguém precisa pensar por você?
Você acha mesmo que alguém precisa interpretar por você? Que alguém tem que criar códigos morais para você? E até com criança e adolescente isso vale muito. Boas perguntas. Quando meu filho era pequeno, ele tinha uns 8 anos, ele queria um videogame. >> Aham. >> Eu quero um videogame. Eu quero um Videogame. Meus colegas tudo tem videogame. >> Ele tem quantos anos hoje? >> 24. >> Tá. Eu fui mãe jovem. Eu quero um videogame. Falei perfeito. Você vai ganhar um videogame. Você só precisa me justificar qual horário você vai jogar videogame. Uai, mas eu estudo à
tarde, acho que eu vou jogar de manhã. Falei: "De manhã você tem que fazer dever". Uai, então à noite? Falei: "À noite você Tem que fazer esporte e dormir. U é mesmo, né? Então durante a semana não tem como, né, mãe?" Falei: "Não tem como ah, eu vou jogar no final de semana". Falei: "Olha, final de semana a gente precisa ir no clube, a gente precisa visitar a avó, a gente precisa fazer as nossas coisas". Mãe, eu não tenho tempo para jogar videogame, né? Falei, não tem tempo para jogar videogame, então eu não preciso de
um videogame, né, mãe? Falei: "Você não precisa de um videogame." >> Mas é tu guiando ele para tudo que tu não queria dar videogame. >> Mas é esse que é o ser maeluta, é fazer o outro parir as próprias verdades, porque quando ele paria as verdades dele, elas são inquestionáveis. Ele que pariu. >> Aham. [risadas] É, essa é a questão. Você vai fazer a pessoa parir as verdades para ele chegar à conclusão de que ele e realmente ele dali pra frente o assunto videogame para Ele ficou resolvido. Ele nunca pediu, ele nunca se interessou. Para
ele tava muito claro que ele não tinha tempo para jogar videogame. >> Entendi. Imagina ele respondendo essa pergunta na escola. E aí, tu vamos jogar um videogame? Pô, cara, não tenho tempo, man. Tempo de jogar jog. Minha família passeia, a gente visita vó, a gente faz muita coisa. Eu tenho que fazer outras coisas. >> É igual o telefone. Me dá um telefone. Dou. Mas para quê? Para falar com a senhora quando não tiver perto. Como eu só fico perto de você? Ui. Até 12 anos você só vive grudada comigo. Aí você vai precisar para que
horas? [risadas] >> Essa é boa. >> Você é por aí, ué. A perspectiva é essa. Ué. >> Eu gostei essa ideia que agora já tá tarde demais para eu usar, né? Não dá mais não. >> Ah, 10 anos e 12 tá tarde. >> Não tá não. >> Hã? Em que aspecto? >> Ah, porque agora, agora já viram, né? Então agora nós vamos ter que reduzir os danos. >> É, o celular. Sim. >> Uhum. >> Sim. Você vai ter que a de 10 tem também? >> Tem. >> Para quê? Ela faz o que com o celular,
>> cara? Em geral ouvir música e ver videozinho em casa, quando tá em casa, quando já estudou, quando já fez, tem que fazer. Podia ter dado um minigame. U, >> podia, podia mesmo. >> É, ué, para ver vídeo e musiquinha. >> É, mas é, não é a mesma coisa. Então, se eu desse um videogame não ia ter o mesma o mesmo efeito, >> não. Porque aí o jog não um mini gamezinho ali, o joguinho tá ali, só Aquele joguinho que você baixou, ela joga e pronto. >> Não, at programa chama Windows, né? É uma janela.
O problema da internet é que ela abre uma janela para inúmeras perspectivas. Eu eu fiz um podcast com uma delegada da Interpol há uns se meses atrás. >> Hum. Ela contando o que acontece de violência com criança em celular e internet, se arrepia o cabelo do relógio. É uma coisa assim, >> não duvido, não. >> É chocante. Ela só investigava isso. Ela estava afastada, tava inclusive com podcast, porque ela se afastou porque era tão esdrúchulo que ela não suportou de situações que crianças eram sujeitas pelo por esse ambiente virtual aí, né? Quando tu olha para
como para para como tão sendo, para como estão agindo eh crianças e adolescentes hoje em dia, eh você acha que os millennials tá estão sendo bons pais? >> Não, nós somos péssimos pais, inclusive, por nossos pais foram muito radicais, eles vieram para cá e nós resolvemos que nós íamos ser totalmente diferente deles. Aí nós viemos para cá. Só que existe um caminho do meio aqui, né? Nós deveríamos ter buscado o equilíbrio, mas a gente foi pro outro lado. Eu falo porque eu sou essa pessoa. Minha mãe me batia, eu pensava: "Nossa, podia morrer, desgraçada". Aí
depois de uns tempos eu arrependia algumas horas, mas eu Pensava: "Eu não vou fazer isso com os meus filhos". >> Uhum. E aí a gente foi pro outro extremo. Só que a gente se esqueceu que a educação dos nossos pais foi complexa, foi traumática, mas nós viramos gente. O o millennials, ele tem n problemas, inclusive serem muito traumatizados, mas é uma geração que trabalha muito, é uma geração que conseguiu estruturar a família a partir da sua própria perspectiva. Eh, queria comprar carro, Queria ter carteira, queria trabalhar, queria. Então foi uma geração que pensando por viabilidade
existencial, viabilidade existencial deu certo. >> Aham. E essa aí nós resolvemos, nós desprezamos os resultados porque os nossos pais tiveram questões, mas tiveram resultado. Nós desprezamos o resultado e resolvemos inventar a roda. Não, agora eu vou fazer totalmente diferente. Quebramos a nossa cara, Porque aí nós criamos uma geração posterior a essa que eu vejo inviabilidade existencial. Eu eu eu faço palestra do consultorias em empresa. O turnover nunca foi tão alto. Nego não para em trabalho. Nego tem dificuldade de de de sujeitar autoridade, liderança, porque não aprendeu a autoridade em casa. A primeira autoridade de referência
que você tem é pai e mãe, vem paraa empresa, não consegue, não. N n n n n questões é A geração que menos tem vontade de dirigir, de tirar carteira, várias possibilidades e várias várias perspectivas. É a geração que mais estuda sobre saúde mental, mas é a geração historicamente que menos saúde mental tem. Aí nós inventamos a roda, só que deu errado. O resultado, o resultado não depõe a nosso favor. Se você pegar o resultado da geração dos nossos pais, depois muito mais a favor. Se formos Olhar pro resultado, eu brinco que os nossos pais
não tinham um manual de psicologia, tinha seus pais leram, >> não >> tinha Instagram para ensinar como é que criava um filho? >> Também não. >> Nossa mãe ia acalmar um filho, o que que ela cantava? Boi boi, boi, boi da cara preta. Pega esse menino que tem medo de careta. Quer dizer, ferrava mais ainda o nosso [risadas] Verdade. >> É, ué, a nossa mãe, eu falo que as as hoje o grande temor e eu tá eu dentro de consultório, eu via isso, eu ia apertando as mães, no final eu falava: "Você tem medo dele
se matar, não é? Ah, não tira isso, ai não tira aquilo. Ai, porque ele pode deprimir, ai porque no fundo morre de medo de da do criança ou adolescente fazer uma desgraça. A nossa mãe mandava a gente se matar. Ah, não tá bom, não, morre. É, >> é mesmo. >> Eu, >> é verdade. >> Essa casa não tá boa não. Porta de saída, você ventia da casa, som para lá, vai cuidar da sua vida, vai você. A nossa mãe mandava a gente se ferrar. Resultado, adultos fortalecidos, traumatizados, mas fortalecidos. Couro grosso. >> Aham. >> Os
de hoje a gente protegeu demais. Pelinha de ovo. Qualquer coisinha Desfaz. Não aguenta. Líder chama atenção, pede as contas, porque eu não mereço ser tratado assim. Aí chega em casa, a mãe reforça. Não, meu filho, você não precisa disso. Você não precisa passar por isso. Precisa, precisa sim. >> Já devia ter passado, inclusive, né? É isso. Por que que rios os os rios com maior potencial hídrico é os que tm muito relevo, muita pedra, tem que desviar de muita coisa, vai ganhando força. Mar calmo não faz bom, Marinheiro. Cria esses meninos cheios de estímulo, se
achando que são lindos, maravilhosos, hiper estimulados no elogio. Ai, você é muito inteligente. Ai, você é muito bonito. Ai, você a nossa mãe elogiava. Seu pai falou algum dia que te amava? Tá aí. Caraca, agora você acabou de me traumatizar. [risadas] Resultado tá aí. Você, um grande empreendedor, um homem de sucesso. Seu Pai não falava que te amava. >> Que coisa. Eu não passo um dia sem falar de minhas filhas que eu as amo. >> Isso é importante também. Eu acho que esse é o upgrade que a gente daria. Só que a gente se esqueceu
da parte boa lá de trás. A gente desprezou >> o que os nossos pais fizeram de muito bom. Porque os nossos pais não foram só erro, eles nos ensinaram autoridade, eles nos ensinaram limite, eles nos ensinaram afeto sem saber. >> E são essas três coisas que estruturam a psiqua de um ser humano: afeto, autoridade e limite. Os nossos pais, sem saber, empiricamente nos ensinaram. Tinha hora para dormir, tinha hora para chegar. >> Posso ir na festa? Pode, mas tem que voltar tal hora. Então eles foram nos estruturando e nós nos tornamos seres humanos viáveis. A
gente abriu mão disso, abriu mão da autoridade e implementou um diálogo Excessivo. Excessivo. Você pega uma criança de 3 anos na fila do seu servo. Sua mãe tá perguntando: "Que que você quer comer, amorzinho? >> Carninha, peixinha. Você é um idiota completo, uma criança de 3 anos, ela não pode escolher o que ela vai comer. Ela não entende nada de nutrição. A gente só deixa escolher a partir do momento que ele tem condição psíquica, mental, neurológica para escolher. Um menino de 15 anos não escolhe a hora que ele vai voltar. Ele não sabe sobre violência
urbana. Ele não sabe sobre os índices que de que acontecem na cidade, na região. Quem outorga sobre isso é o pai e a mãe dele. Não é ele que diz que hora que ele chega, para onde ele vai, se ele vai nessa festa ou vai em outra. Não, você vai fazer isso o dia que você puder, que você tiver condições neurológicas, psíquicas, para saber sobre isso. Nesse momento você não sabe, Então sou eu que mando aqui. Você vai obedecer. >> E essas e e ter essas condições neurológicas e psíquicas varia de ser humano para ser
humano também >> varia. Mas para você ter uma ideia, o nosso cérebro só, para você ter uma ideia, o nosso cérebro só se amadurece completamente a partir aí dos 24 anos. o nosso neocórtex, que é a parte frontal do cérebro, que nos diz sobre causa e consequência. Causa e consequência. Por Que que adolescente é tão inconsequente? Porque o neocórtex ainda não amadureceu. Ele é o último a amadurecer. >> Que pena. [risadas] >> Então ele se coloca em risco. Não é porque ele é rebelde, é porque ele nem ele não tem condição neurológica de saber o
risco que ele tá correndo. E quem é que tem que fazer isso? o pai e a mãe. A nossa espécie é uma das poucas que fica com o filhote até mais de 20 anos. Maioria das das espécies, o Filhote nasce e vai embora. >> Que que a natureza está contando para nós? >> Que nós precisamos de pai, de mãe ou de alguém que nos conduza, que senão nós nascíamos prontos. A maioria dos bichos nasce pronto. Bezerrinho nasce, dá uma sugadinha lá na vaca, sai andando dando coice. Já se a vaca for embora, o bezerro vive.
Não, a gente, pô, se não cuidar da nossa cria pelos primeiros muitos anos, né? >> A cadela, se ela parir, foi embora, o cachorrinho vive. Agora, uma mãe dá a luz e vira as costas e ninguém pega. Para você ver o que que acontece com aquela cria. Então, a natureza está nos contando. Nós somos uma das pouco, um dos poucos da espécie que nascemos não prontos. E quem que tem que nos colocar prontos? >> Os pais. Se eles não ocupam esse lugar, nós criamos seres humanos inviáveis. Quem é que tem que falar para suas filhas
o que elas devem e o que elas não devem? >> Idealmente eu e a mãe. É, a esposa. >> Mas o papel, o a escola desempenha um papel nisso aí também, não desempenha ou deveria desempenhar. >> Ela desempenhava, né? >> Tá. ela desempenhava, mas nós as condições inclusive governamentais foram corroendo essa entidade de escola e tirou dela o papel de educar, de Ajudar na autoridade. A escola hoje é um coadjuvante disso tudo. A escola hoje não tem aluno, ela tem cliente e o cliente sempre tem razão. A escola hoje trabalha com scorecard, com com número,
com indicador. Eu eu tenho que trazer tantos alunos por semestre. Aí você vai expulsar aluno por indisciplina. >> É, >> a escola deveria contribuir. Eu falo que que que especialmente na educação do Brasil teve um LDB em 1996 que ferrou. Aí ela jogou a última pical assim, ó. O Brasil tinha tinha números horríveis de reprovação e o Brasil tinha fundos internacionais que ajudavam no financiamento da educação. Só que os fundos começaram a cobrar. Uai, tem muita reprovação. Vocês precisam melhorar os índices de de educação no Brasil. Nós tivemos uma brilhante ideia para melhorar os índices
de educação. Desaparecemos com a reprovação. >> Nós não melhoramos a a educação. Nós criamos um LDB que agora nós temos um ciclo contínuo. Agora o menino não reprova mais não. Ele não toma bomba. >> Ou seja, agora a gente não tem mais reprovação. >> E se não tem causa e consequência, ninguém respeita. Que vou ficar prestando atenção em aula da professora. No final do ano eu passo de qualquer jeito. Aí eu era diretora de faculdade, eu chegava lá na frente com aluno Formando em medicina, semianalfabeto, mal sabendo escrever, cara formando em direito, construindo viaduto para
passar gente em cima e gente embaixo. Não sabia mal sabia fazer conta de matemática. Gente, causa e consequência a gente ensina na infância. Não sabe, tem que tomar bomba, uai. Normal. Tanto que era bom tomar bomba. Gente era humilhado por um ano. Você olhava seus colegas lá na Frente, aí você pensava: "No, mas olha aí podia ter estudado e os caras te humilhavam, te olhava meio de lado, repetente, não era ótimo? Você tinha um ano de bullying. >> Eu nunca repeti, >> eu repeti, >> eu repeti. Ó, para não dizer que eu nunca repeti, eu
tive que fazer o primeiro ano duas vezes porque eu fiz, >> repeti, tomei bomba em matemática. >> É, eu fiz prova para uma escola técnica. Eu tive que fazer o primeiro ano de novo. Mas nossa, o o terror da minha vida, que isso? O terror da minha vida era repetir, porque eu sabia que meu pai e a minha mãe ia me quebrar de >> Mas você tá vendo como que era, como que foi didático para você? Você tinha medo de repetir porque seu pai ia te ferrar e aí aquilo era didático, te fez estudar o
nome do trem, tomar bomba. [risadas] Só o nome já te aterrorizava. 365 dias de humilhação. Aí tira isso. Não, agora é ciclo contínuo. Como ciclo contínuo? Quando você vai pra empresa, se você não sabe, se você não desempenha, você é mandado em >> embora, vai para casa. >> Quando você é adolescente ou adulto, você rouba alguma coisa, você pega o que não é seu, você é preso. Causa e consequência. A vida é feita de causa e Consequência. A vida não trabalha com ciclo contínuo. Aí eu ensino lá na infância, na primeira oportunidade, que é ciclo
contínuo. Vai do jeito que der, se der, você vai passar mesmo. Eu a educação dos meus filhos. Educação formal, eu delaruei. Eu eu não ficava pegando mais no pé. Porque eu vou pegar no pé para quê? Bia, você saiu bem? Não, mãe, tem a a um, a dois, a três, a teste, a reteste. Eles vai dando umas 20 provas. até se tirar a nota aí acho que É soma as 10, divide por cinco e até virar a média. Aí é sacanagem. Aí aí aí não dá para >> Como é que faz? Então a gente >>
esse game ficou meio difícil. >> O pai tem o os pais ou os responsáveis precisam estar ali no dia a dia sem parar. Então, >> por isso que eu falei, a escola era um catalisador. >> Eu lembro, e eu falo muito quando eu dou palestra disso, em escola, existia uma Comunidade escolar, mãe, pai, professor, porteiro, todo mundo em vista de um bem comum, a educação daquele indivíduo. >> Aham. >> A escola hoje é um mérjuvante. E a escola ainda tem mais um problema agora, porque agora a escola virou um terror, porque tudo que não tem
em casa tem na escola. Tem horário, tem autoridade, tem limite. É, >> em casa ele dorme a hora que quer, ele come a hora que quer, ele fala na hora Que ele quer. Na escola ele não pode conversar, ele tem que levantar a mão. Ele só levanta a carteira para ir no banheiro. Hora que a professora deixa. Tem um horário do lanche, tem um horário de entrada, tem horário de saída. Ele chega lá e fala: "Que que é isso aqui, gente? Eu tô num campo de nazismo, hein? Lá na minha casa, quem manda sou eu.
Eu é que dano com meu pai e com a minha mãe. Eu que dou os berros lá e faço o negócio acontecer. Agora que eu sou Mandado surto. Ué, então escola virou um terror. Por isso que os professor tá tudo afastando aí por burnout, tá doecendo. Ai não, eu quero educar. Você vai ter que fazer serviço sozinho lá na sua casa. Você vai precisar ensinar causa e consequência lá na sua casa. >> Você acha que a escola tem espaço para mudança no jeito como ela funciona? Porque ela, uma crítica comum é que a escola meio
que funciona da mesma forma há muito tempo, né? Você acha que uma Atualização na forma como a escola funciona seria um benefício pra gente? Seria >> tem que voltar. Em termos de educação, você fala de técnica, de pedagógica, isso a escola tá aberta a possibilidades, >> eh novas metodologias educacionais, isso tudo ajudaria muito, mas eu acho que é um clamor da escola e é de verdade, eu temo daqui 15 anos não ter professor mais não. Qual que é a vantagem de ser Professor? A escola clama por ajuda. As escolas, eu vou em escolas da palestra,
professores, diretores, eles estão chorando por ajuda, porque eles são cobrados de sem condições, condições que eles não têm de situações que que eles perderam a mão. Então, não é nem sobre a pedagogia e a metodologia de ensino, é sobre a cobrança que está em cima e o respaldo que é zero. Esses dias eu fui numa cidade, o prefeito falou assim: "Ó, onde você for, você conta essa história, Por favor." Dis que o pai chamou, ficou marcando umas 20 audiências com o prefeito. >> Aí o prefeito falou: "Não, nada a ver, uma pessoa não sei quê,
não vai atender um morador da cidade assim de forma tão simples". Depois do cara encher o saco lá umas 20 vezes, ele falou: "Gente, chama esse cara, ele deve ter um grande projeto, alguma coisa muito importante para falar comigo". Recebeu o cara, não, minha conversa com o senhor é rapidinho. Falou com o prefeito. Pois não, que que foi? Eu vim aqui reclamar pro senhor. A professora chamou meu filho de chato. Eu falei: "O que que você respondeu?" Porque se fosse eu, responderia. Ele deve ser insuportável. Porque você é insuportável. Filho de chato. Chatinho. >> Sabe
que eu já vi? >> Eu já vi. >> Eu já vi uma que foi aconteceu da seguinte forma. Eu dava aula, como eu te disse. E >> ah, você pode falar muito mais que eu. >> Então, teve uma vez que eu lembro de estar na sala dos professores e entrou uma professora chorando aos prantos, né? Que aconteceu? Ela contou que um aluno mandou ela tomar no cu na sala de aula porque ela pediu para ver o dever de casa, né? E aí, como é que resolve? Como é que resolve? Aí marcar, marcou-se uma reunião eh
com a diretora, com a mãe, com o aluno e com a professora. A mãe na reunião pergunta assim: "Mas o Que que você fez para ele mandasse tomar no cu?" Ele não te mandar tomar no cu de graça. >> Ah, que beleza. >> Que beleza, né? >> A vítima foi revitimizada. A professora levou na cabeça de novo. >> Exatamente. E aí, como é que pode, como é que uma criança dessa daí pode funcionar de qualquer outra forma que não seja com rei na barriga? Quando eu dava aula, dei muita aula de Filosofia, sociologia, uma vez
um rapazinho de uns 14 anos, eu grávida com a barriga desse tamanho de 8 meses, enchendo o saco, não deixando eu dar aula e eu várias advertentes e ele nada. Chegou num momento, falei: "Felipe, dá licença, sai da sala, eu não vou sair." Falei: "Você vai sair?" "Não vou sair." E os colegas: "Não, Felipe, sai." Tá enchendo o saco, não sei o quê. Não vou sair não. E veio para cima de mim para me bater. E eu grávida. Os colegas que Tiraram ele não deixaram ele me agredir e tal. E aí a diretora lá chamou
ele, não sei o quê. No final da aula eu fui lá, falei: "E aí, Marlene, você vai expulsar o Felipe?" É isso, né? Porque uma tentativa de agressão a mulher grávida é um absurdo, né? Ah, pois é. Falei, você tá tentando minimizar essa situação? Falei: "Se você não expulsar ele, você pode me dar as contas, eu saio da escola. Eu não vou continuar dando aula aqui." Ela falou: "Anda, vou ser Muito sincera com você. Para mim é menos dano você sair, porque se você pedir as contas, eu contrato outro professor sem custo nenhum. Se ele
for expulso, eu perco. É um aluno a menos, uma mensalidade a menos, né? >> Essa é a situação que a gente tá, né? O professor tem que tratar o reizinho aqui, ó, porque ai ai, se ele empinar a carroça dele, a mãe vai lá na escola perguntar exatamente isso. O que que que a professora Fez isso, ou o cara não foi lá falar pro prefeito que a professora chamou o filho dele de chato, gente? num passado não muito distante na geração dos nossos pais, professor podia até bater, tinha palmatória, dava reguada na cabeça, professor traumatizava
a gente. Ixe, professor me chamou de feia, foi muitas vezes. E eu era horrorosa mesmo, não tava errado. Que isso? Um dia o professor falou: "Não, tora para mim". Não, você é muito Feia, incheção de saco. [risadas] >> Nesse sentido, eh, nessa formação, eh, entre aspas, ideal de um ser humano, tu acha que a religião tem um papel importante a a cumprir ou não? Eu acho que a a espiritualidade tem um papel importante a cumprir. É, >> é imprescindível o papel, >> porque a espiritualidade ela me tira do imanente, me leva pro transcendente. Ela me
conta que a vida não acaba aqui. Existe algo maior que isso aqui. E eu Não tô falando de Deus, não tô falando de céu, tô falando nada disso, mas ela me leva para uma perspectiva mais ampla de ser humano. Eu preciso te respeitar. Porque isso é transcendência, porque você é um pai de família, você quer voltar para casa, você quer encontrar suas filhas, você tem sonhos, isso é transcendência. Então a espiritualidade ela me leva para esse lugar. A pessoa que vive só na imanência, no material é complexo. Então eu acho que a Espiritualidade ela sim,
ela é imprescindível, inclusive em questões de saúde, comprovadamente pessoas que têm fé se recuperam melhor e muito mais rápido de doenças. Então, a espiritualidade, sim, a religião e a crença já acho um negócio meio complexo. >> Como é que o cara que tá ouvindo a gente vai diferenciar o que tu quer dizer com espiritualidade, religião e crença? >> Espiritualidade é o oceano, religião é o Aquário, >> tá? A espiritualidade, inclusive no oceano, tem milhares de peixes de diversas espécies. Isso é espiritualidade, são possibilidades. É o infinito. Deus para mim é isso. Deus é essa possibilidade
ampla de convivência harmônica com tudo e com todos e cada um na suazinha. E estamos todo aqui nesse oceano. E Deus é o oceano. Deus para mim é isso. Deus está aqui em todos os lugares. É que Deus Deus me cobre. Deus, Deus está aqui. Isso para mim é espiritualidade. >> Igreja, crença é o Aquário. Aí >> pode ser que tem, eu já vi muita gente que transformada positivamente por religião também, >> não? Também já >> uma porrada de gente transformada. >> E essa fala minha não quer dizer que eu sou contra religião, não. >>
Eu entendo. Eu entendo. Aham. >> Tem gente que se transforma mesmo. >> Tem gente que se transforma. Tem gente que ouve a aquilo que a move, que que tira a bunda dela do sofá, dos lugares mais esquisitos, né? Eu já vi gente tanto tendo a vida transformada para valer por coach picareta, por exemplo. >> Eu ia falar. É, é isso. É, porque na verdade eu eu brinco assim, para mim a existência é isso. Você imagina uma gaiola de ratos com bilhões de ratos >> e aí de repente abre essa gaiola e os Ratos tudo sai
correndo, procurando um sentido pra corrida. Nem um rato sabe para que que tá correndo, nem por quê. De repente o rato encontra razão. O coach picareta, a crença tal, o pedalar. Aí eu pedalo todinho, não sei quantos quilômetros, lá na banheira de gelo, os ratos vai achando sentido aí no meio do caminho >> e isso faz com que a corrida faça mais sentido. >> Todo mundo acha um sentido. Você acha, Andreia? >> Tipo, propósito é algo que todo mundo tem um propósito, na tua opinião? >> Eu eu não acho que propósito é aquele negócio bem
grandão assim, ó. >> Tá? >> Propósito para mim são micropropósitos, mas sem sem a vida é complicada. O Vittor Franca, que é um psiquiatra austrico, ele fala isso, que a alma humana suporta qualquer coisa, menos ausência de sentido ou ausência de Propósito. Se você não sabe o por você é pai, na hora que a paternidade for difícil, você vai se quebrar, você vai se ferrar. Então, quando eu propósito é isso, por que que eu sou pai? Ou por que que eu sou host de podcast? Eu sou rosto. Eu, por exemplo, por que que hoje eu
eu me coloco no lugar que eu me coloco e eu sei o porquê? E quando eu tomo pancada para danar, isso me sustenta. O meu propósito me sustenta. Quando eu não tenho essa resposta, eu me Fragmento. >> Então, por exemplo, paternidade. Paternidade não é fácil. Maternidade não é fácil. >> N momentos da paternidade, da maternidade, sejam de rebeldias, sejam de doenças. Por exemplo, minha filha esteve morta numa cama de hospital com 10% de chance de vida. Ali, se eu não soubesse por que eu sou mãe, eu teria me virado um pó, teria sido pulverizada. Mas
eu eu sabia o porquê da minha Maternidade, o propósito da minha maternidade. E isso me sustentou naqueles dias de UTI, por exemplo. >> Ela era recém-nascida, >> ela tinha 6 anos, ela teve uma pneumonia e essa pneumonia gravou, virou um derrame pleural que virou uma sepsicemia, ela passou por três cirurgias. >> E o que que te segurou então? >> O propósito da maternidade ali, naquele momento, qual era o meu propósito? Eu Aqui, quem precisa ser forte sou eu. Eu não posso virar pó. Ela já tá frágil demais. Aqui o meu papel agora é ser forte.
Então, por exemplo, tem uma cena que é muito emblemática, que é o dia que eu chego no UTI e o médico fala: "Olha, eu vou ter que fazer um dreno no pulmão dela, passar um cano para chegar lá e drenar a infecção". Aí ele me esperou na porta, ele falou: "Mas hoje eu tô te avisando porque a hora que você entrar dentro da UTI, você não vai ver uma cena Muito legal". Falei: "O que que vai ser?". Ele falou: "Não, porque nós vamos ter que amarrar as mãos, os pés e a cabecinha dela, porque ela
não tem padrão respiratório para anestesia. Eu vou ter que fazer sem anestesia". Falei: "O que que o senhor vai fazer?" Eu vou fazer um corte aqui, vou introduzir a mangueira para que a gente consiga chegar no no pulmão, na pleura e drenar o o o coiso. E vai ser não vai ser muito legal. Então, quando você voltar, ela já Vai ter passado por isso, mas ela ainda vai estar amarrada. Naquele momento eu precisava responder porque eu sou mãe. Eu sou mãe aqui porque aqui eu sou forte, aqui eu sei, aqui ela precisa de mim e
não o inverso. Eu falei: "Doutor, deixa eu te falar um negócio. Vamos fazer o seguinte, deixa eu entrar e conversar com ela. Eu vou conversar com ela. Nós duas somos muito amigas, nós nunca mentimos uma paraa outra. Se o senhor deixar eu ficar do lado da cama, Ela vai fazer tudo que o senhor quiser que faça sem precisar amarrar". Ah, eu acho difícil. Falei: "O senhor, me permite conversar com ela?" Cheguei lá, falei: "Minha filha, ajoelhei na cama, oi mamãe". Falei: "Olha, nós vamos passar por uma situação muito difícil, difícil para você e difícil para
mim. Vai ser assim, assim, assim. Vão cortar assim, assim, assim. Vão passar esse cano aqui assim, assim, assim. Mas a mamãe vai segurar a sua mão e vai olhar Nos seus olhos. E nós não vamos desviar o olhar uma da outra hora nenhuma e nós vamos conseguir. Mamãe, se você tiver aqui comigo, eu confio que a gente vai dar conta. Falamos: "Então vamos, meu amor". E o médico cortava e ela olhava para mim e o olhinho descia lágrima e eu segurava na mão dela e dizia: "Fica firme aí porque eu estou aqui". E ela só
suportou porque eu estava lá. Então é e a maternidade, a paternidade, o rosto de Podcast, ele precisa ter um propósito, porque se ele não tiver um propósito, na hora da dificuldade você quebra. Obrigada, querido, pela gentileza. >> Eu aposto que depois você chorou para [ __ ] né? Tá louco, você tá louco. Saí da UTI, desesperei, mas lá com ela não dava. >> E ela olhava, quando doí ela olhava e eu apertava a mãozinha e falava: "Eu tô aqui. Eu tô aqui". Uma vez, nesses 45 dias, teve um dia que Ela falou: "Mamãe, todo dia
eu tinha que ir embora da UTI, 10 horas da noite, tinha que ir embora. Mamãe, essa noite não vai embora não". Falei: "Por que, meu amor?" Ela falou: "Tô sentindo que eu vou morrer essa noite eu não tô bem, mamãe. Eu tô sentindo que eu vou morrer." Falei: "Não, minha filha, não vai não. Mas a mamãe tem que ir. Eles mandam a gente embora. Não posso ficar aqui. Dá um jeito, mamãe." Falei: "Meu amor, mas dá um jeito. Se eu sentir que A senhora tá aqui, eu vou ter força para lutar". Ela tava muito ruim.
O médico deu 10% de chance. Falei: "Minha filha, mas onde eu vou ficar?" Ela falou: "Eu tenho uma ideia". Olhou pra frente assim dentro do box da UTI tinha um guarda-roupa da altura aí desse armário seu, de duas portas. A flu entra aí dentro do guarda-roupa e esconde. Se couber a senhora e eles não verem, só da senhora ficar aí dentro do guarda-roupa a noite inteira eu vou conseguir ficar Aqui. Eu vou ficar mais confiante. Possivelmente tava tendo uma crise de ansiedade, né? Viu inúmeras crianças morrer à noite do lado dela, viu criança reverter parada
cardíaca, viu criança chegar arrebentada. Ninguém suporta um ambiente emocionalmente insalubre. Um armário tinha essa altura aqui, ó. Eu passei 12 horas das 10 da noite às 10 da manhã dentro do armário desse tamanho aqui, ó. só pelo fato de que eu sabia que ela Estaria lutando mais pela vida se ela soubesse que eu estava ali. Então, eh, são essas coisas que são propósitos. Por que que você é pai? Porque você pai ma desvantajão. Maior desvantag. >> Dependendo do ponto de vista. É mesmo. >> É, ui, é caro. Sua vida é muito mais tranquila sem filho.
Você tem n preocupações. Você tem. Se você não tiver um propósito, para que ser pai? Hora que a dificuldade bater, você vai Fazer o quê? Você vai se sustentar onde é? >> Se a sua filha precisar do seu olhar para existir, ela tem da onde tirar. A sua profissão, se ela não tiver propósito, para que que serve? Eu falava com os meus alunos essa semana, o meu trabalho deixou de ser um negócio, ó, e eu acho que o seu também, >> né? >> Isso aqui não é mais um negócio, isso Aqui é um propósito. Já
deixou de ser negócio. >> É, ainda eu vou diria que que não virou um negócio, sabe? Ah, nunca foi. >> É, talvez sempre tenha sido propósito. >> É, >> um dia eu fui num pod, aliás, não era nem podcast, numa palestra, uma senhora foi lá e me procurou, falou: "Eu tenho uma filha de 23 anos. Ela tem câncer no cérebro e ela só faz quimioterapia porque ela ouve podcast durante a Quimioterapia. É a única forma que ela aguenta fazer a quimioterapia. Isso é propósito. Estamos falando aqui para milhares de pessoas, mas para um vai fazer
uma diferença. Alguém vai ouvir o que nós estamos falando aqui, talvez vai despertar, vai mudar de vida, já valeu tudo. Santa Terezinha do menino de Jesus falava: "Se eu levar uma única alma pro céu, a minha vida já fez sentido nessa terra". Isso é propósito. >> Verdade. Nossa, vou ficar com bastante coisa para pensar aqui depois dessa, André. Bom, mas >> é sobre isso. >> Caraca, legal, pô. Obrigado, [risadas] obrigado, obrigado por Obrigado por isso. Obrigado, obrigado por vir aí. Obrigado pelo teu tempo. Eh, mas me conta, cara, como é que tu depois de como
é que você como é que como é que supera emocionalmente uma coisa como essa Assim? Eh, a tua filha precisando para você de você num nível que e e você estando ali sem a certeza de que, de que vocês estarão juntas no dia seguinte? Eu não sei se eu consigo sobreviver isso daí. Não. Caraca, >> você consegue porque você precisa. É, é, foi o que você aconteceu contigo, né? >> É, esse é o seu propósito da sua paternidade. Você e e em outras situações também, se um cara tiver, sei lá, você percebe que Sua filha
tá namorando um cara tóxico, >> você vai dar conta, você vai, ela vai reclamar do você tá falando. Se precisar, você vai atrás do cara, você vai criar situações, você vai manipular para tirar ela dali, mas você vai, >> é >> porque você precisa. Esse é o seu propósito. O o que te move é muito maior. Você fala: "Agora eu não tenho direito de agora de desabar. Agora é ela que é a Mais importante da história. O jogo aqui virou agora. Agora eu deixei de ser o mais importante. Agora o mais importante é >> pr
eu acho que isso aqui eu falo para todo mundo que é pai, né? Quando a gente chega nesse ponto que eu digo que [ __ ] eu, a minha esposa já era mãe quando ela tava grávida, né? Mas eu só virei pai quando eu segurei. E aquele momento ali tudo mudou mesmo. Assim, é meio clichê, né? Todo mundo fala isso, mas a verdade É que muda de verdade, sabe? É os a razão para fazer as coisas muda de lugar. >> Amor para mim, amor é o que a gente sente por filho. >> Amor para mim
é aquilo que a gente sente por filho. Porque, e aí a psicanálise vai falar muito disso, especialmente Lacan, né? Todo amor, igual o seu amor com a sua esposa, é um contrato de interesses. >> É, >> o dia que encerrar os interesses 100% de uma das partes, essa esse contrato se rompe. Com filho não. >> É verdade. >> Com filho é o único contrato absolutamente desinteressado. Se o seu filho formar em medicina, se o seu filho tiver lá numa prisão, você vai com a mesma dignidade sentir o mesmo amor. Eu falo quando Camões escreveu: "Amor
é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente. É um não Contentar-se de contente. Ele tava falando de um amor de um pai, de uma mãe por um filho, por mais clichê que seja. Eu falo que começa lá em bebezinho. Seu filho não dorme, você passa a noite inteira acordado com ele. Aí ele dorme, você também não dorme. Você pensa: "Morreu, aí você vai lá o tempo inteiro ver se tá vivo. [risadas] Você tá feliz, mas você tá chorando. Elas estão fazendo uma apresentação, você tá super feliz, >> mas
tá lá um pateta se derramando. >> É um não contentar-se de contente. E outra, não tem mais sossego pro resto da sua vida. Esquece. Já era. [risadas] >> É, eu tô sabendo. >> Minha mãe foi a mais motivacional da vida. Quando eu parei o meu primeiro filho, ela chegou no quarto para me visitar, olhou para mim, olhou para ele e falou: "A partir de agora, seu sossego acabou". >> E ela tava certa, >> absolutamente certa. Nunca mais você tem um coração fora do peito. É. >> É, >> acabou. Ainda mais você que tem menina. É,
>> daqui pra frente a chibata vai engrossar mais ainda, vai bater mais grosso nas suas costas, você vai ver. >> Pois é, >> se prepar intenso. Vai ser pai de menina adolescente é intenso, especialmente em 2025, >> né? Especialmente sendo um millênial, tentando cometer erros novos. >> E fora que menina é menina, né? Você trata elas aqui, ó, >> sabem navegar o pai como >> vai, >> né? E aí qualquer coisa que você vê diferente disso, você vai ficar doente. >> Você vai ficar doente. Qualquer coisa que você vê diferente do que você faz, você
vai ficar doente. >> É. É. E tem que tem que aprender a lidar com isso daí, né? >> Ou não, né? >> Será? >> Não, você tem que saber até aonde você tem que lidar, porque dependendo aonde você não tem que lidar, você sai correndo também e não tem que lidar. Ué, [risadas] né? Eu já terminei namor para minha filha. Falou: "Ó, deixa eu te falar, tô Te ligando aqui, ó. Os dois, dois estão terminados, viu meu filho? Esse não. Aqui dentro de casa até um pai e um irmão muito melhor que isso aí. Não
parece lá em casa mais não. Que deu não. Tem que saber que lidar com certas coisas não. Tá doido? Lidar com nada. Lar o escambal. É muito Danone que eu gastei para chegar naquele tamanho ali. Você é louco. Vai tomar banho. Lidar com nada [risadas] não. É muito hipoglós. Sai fora para palhaço ir lá bater na Minha casa lá. >> Não, [risadas] também não, né? Ah, eu tô contigo. Gostei dessa. >> Ah, vai se ferrar. Não, >> mas você não lembra das merdas que tu fazia também quando tu era adolescente? >> Eu lembro. >> Então
eu lembro das merdas que eu fazia. Eu fico: "Puta merda, hein? Agora é minha vez, eu que sou o pai agora, né?" >> Mas aí a experiência te ajuda, né? >> Ajuda. Ajuda. >> Ex. Porque a gente sabe onde os pais da gente erraram para porque a gente fez essas merdas. >> A gente tem experiência. É. Ué, eu falo isso para meus filhos, escola que você estudou, eu fui expulsa, ué. Que isso? Você quer dar aula de malandragem pro malandro? [risadas] Então, filho de gente muito malandro em geral é mais tranquilão. Pode prestar atenção. Os
meus filhos até dó. >> Eu peguei tanto no pé, coitado, que Agora preciso estimular para ver se dá umas rebelada, porque eles são bonzinho até demais, de ação. >> Entendi. >> É, ué, você conhece da vida, ué, você sabe direitinho onde é a calça aperta. Você >> você acha que você vai tomar bolada nas costas? É, >> então isso que a gente, isso, isso tem, isso que é o maior desafio, é um dos maiores desafios explicar isso daí, né, Cara? Nada que você fizer, todas as historinhas, mentirinhas que tu conta, eh, às vezes que tu,
[ __ ] sai com uma roupa, chega na casa da amiga, troca de roupa ou o uniforme que você devia est usando e não tá. Isso tudo a gente já fez, já sabe, já se fodeu, já se deu bem, a gente já sabe. >> É isso. É isso. >> Então, [ __ ] >> você vem querer malandrar para cima de mim. É melhor, é melhor que a gente, que A gente trabalhe junto, porque aí pelo menos tu vai com as informações do que qualquer outra coisa. Mas eu sei que o equipamento dela não tá pronto
para entender isso. E >> e até nas coisas erradas, por exemplo, a minha filha, nós duas somos muito muito parceira, até por tudo que nós vivemos, né? Aí às vezes eu falo para ela, às vezes eu descubro alguma coisa errada, eu falo assim: "Deixa eu te falar, mesmo se você for fazer errado, me põe na Parceria, porque aí eu aguento a bronca com você. Se você tiver sozinha e a bronca vier, você vai ter que aguentar sozinha. Então, se eu fosse você viu que deu errado, já me envolve na situação. Não queira fazer sozinho e
me passar para trás não, que é pior para você, porque aí a consequência é só sua. Então pensa no que você tá da forma com que você tá conduzindo. >> Então é nessa linha aí que você tem que ir, sabe? Tend. E outra, o fato da gente Ter tido experiência faz da gente ali mais próximos deles. >> Quando foi a primeira vez que deixou tua filha viajar com os amigos? >> Nunca. [risadas] Foi em couro >> todos aqui. Nunca. >> Nunca não. Ela só tem 18. Nem tá cedo ainda. Agora agora entra na faculdade. Aí
agora acabou, né? Agora já Era, né? O Córtex ainda não tá desenvolvido. Aí causa consequência. Não tem ainda. U tá doido. >> E aí vai fazer faculdade perto ou longe de casa? >> Ela queria longe, né? Mas eu falei: "Não, minha filha, segura o tcã, fica por aqui mesmo, vai mais fácil". Esses meninos de hoje é bobo demais, né? Tem tudo, quer sair do tudo, vai ser besta para lá. >> É meio bobo mesmo, >> é? Uai, vai ser bobo. Tá com tudo na na mão lá, uai. Para quê querer sair fora? Não, fica quieto
por aqui. E aí eu crio também cenários, né? Que você tem que ser inteligente, né? >> Você tem que criar cenários. Eu falo: "Não, para que que você vai pegar a estrada todinha?" E outra, se você tiver que morar em outra cidade, aí eu não vou te dar carro. Você vai ter que andar é de ônibus para cima, para baixo, vir para casa de ônibus. Eu não confio de Você pegar a rodovia, você tá acabando de tirar a carteira agora. Então se você for morar em outra cidade, pode até ir, mas aí saiba que você
vai andar de ônibus, você vai ter que Aí eu vou criando uns uns >> a mesma história. Para que que você precisa de um celular? >> É isso aí. É isso. Aí você vai criando uns dificultador e aí você vai ser mais esperto que eles. Se você bater de frente não é jogada, Você tem que dar a curva. Não faz a curva. Se eu falar assim: "Não, não vai morar em outra cidade". Aí ela vai. Eu falo, minha filha, deixa eu te falar, você tá para ganhar um carro, mas você vai ter que ir de
ônibus. Aí, você acha que eu confio? Seu pai não vai nem deixar pegar estrada. É mesmo, né, mãe? Falou: "É, ui". E outra, tem faculdade aqui, dormir em casa, casa boa. Para que que você tá caçando chifre na cabeça de cavalo? [risadas] Você tem que dar uma manipulado. Carro que tu ganha no desenrolo. >> Ah, é. no paparico. [risadas] Eu não vou bater de frente, eu não vou pelo caminho difícil nem eu sou eu sou vida leve, eu não vou caçar briga não. >> Mas aí você conseguiu eh estabelecer uma relação que dá para trocar
essa ideia de convencimento desde sempre? >> De conven? Não. Sim, isso sim. >> É, >> sim. Não, os meus filhos a gente dialoga. Nós somos muito abertos para conversar e inclusive temos muito polêmico, sexo e tudo mais. Sexo para minha filha não é o que era sexo para mim, ué. >> Aham. perspectivas absolutamente diferentes. Assim, eu me coloco muito, eu não sou, eu não sou radical e nem brava demais de achar que o meu jeito é o jeito certo, Não. Eu sento para ouvir, eu sento para trocar ideia, para entender. E a partir de certa
perspectiva, meu filho, por exemplo, hoje ele tem 24 anos. Hoje eu não mando ele nele em absolutamente nada. Ué, ele é um homem, fazer o quê? Se quiser fazer o que quiser fazer, vai ter que fazer. Ué, eu dou conselho, por exemplo, vai pra festa. Eu falo vai de Uber, você não vai querer beber. Mas impedir já foi. Essa época já a gente troca ideia. Mas >> entendi o diálogo. >> Eu ainda vou chegar lá na parte dos 18 anos. Ainda tô nos 12, nos 10. Vamos ver. Ainda tem muita Ainda tem. >> Não, mas
você vai se dar bem, ser articulado. Eu ser inteligente, você absorve. >> Mas eu ainda vou ter que comer muito feijão com arroz também. Você vai, você vai, você vai ter que comer muito, muito espin de peixe ainda, especialmente menina. Ó, com os machos começar a bater Lá na sua porta, você vai ver o que que é o samba da Maria Pretinha. >> É, eu imagino que sim. Especialmente porque elas são, e eu sei disso, elas são muito boas em me enrolar, em conseguir exatamente o que elas querem, sabe? Eu tenho que >> Mas mulher
em geral não tem muita dificuldade para enrolar homem, não, né? [risadas] >> Verdade. >> Desde pequena. Verdade, verdade, Verdade, verdade. Elas, teve um caso que a menor foi lá em cima, pô, veio com um jeitinho, pedi um sorvete, eu comprei o sorvete, eu só escuto ela descendo as escadinhas. Tec tec tec. Mamãe, mamãe, enrolei o papai. >> Mentira. >> Sim, eu sou ma otário mesmo, entendeu? Eu sou otário com [ __ ] músculo, com selo. >> Otário. >> E por que que ela falou enrolei o papai? Porque não podia. >> Porque aparentemente pediu pra mãe,
a mãe não deu, pô. Entendeu? A minha filha um dia fez o meu marido levantar da cama meia-noite e ir atrás de paçoquinha para ela. >> Esse esse é o rei dos otários. Então >> o que ela é ele aí, ó. O que ela argumentou eu não sei, mas ela conseguiu. Levantou ele da cama. >> É o rei dos otários. Então, mas tá, mas fazer o que, cara? Elas ganham de nós, Né? >> Ele levantou, não sei o que que ela arrumou, não, mas tô vendo ele arrumar lá por roupa. Falei: "Onde você vai?" "Ah,
disse que tem um supermercado 24 horas aí." A Bia disse que quer comer paçoquinha. Tô com dó dela. Não sei o quê. >> É, eu também já cai. Mas aí, você sabe qual que é a vantagem disso? Porque quando elas arrumam um tranqueiro, a discrepância é muito grande, aí elas não Cola. Sua filha vai escolher alguém muito parecido com você. >> Ah, então tá bom. >> É, uai. >> É, >> é, uai. Se você é uma boa referência, difícil. >> Eu acho, acredito que eu sou, né? Então >> você deve ser uma boa referência de
pai, de marido, de esposa. >> Acredito que sim. Quem vai ter que dizer São elas, né? Mas eu acredito que sim. >> O ser humano, a psicanálise vai dizer que o ser humano não aprende pela fala. Ele aprende pela experiência. A criança não aprende amor quando eu conceituo amor. Ela aprende amor vendo amor. Então ela veio o jeito que você trata sua esposa, o jeito que você trata ela e ela entende isso é amor. E quando ela for crescer, que ela for procurar um amor, é esse o conceito que ela tem. Amor é isso. Por
isso que quando alguém é Abandonado na infância pelo pai, vive entrando em relacionamentos toscos, porque ela aprendeu que amor é abandono, que amor é abuso, que amor é maus tratos. O inverso também funciona. Amor é companheirismo. Amor é um pai que faz tudo por mim. Amor é um pai que cuida bem da minha mãe. Então não tem erro. Não tem erro. É chave e fechadura. Não vai entrar uma chave errada aí porque a fechadura tem a senha certinho. Se a sua filha tá vendo um amor saudável dentro De casa, é isso que ela tá aprendendo
que é amor. Amores tóxicos, tortos, não vão não vai colar. Vai até chegar, mas ela vai estranhar. >> Aham. Então não vai acontecer. Então você pode ficar tranquilo, faz o seu papel, faz o seu dever de casa bem feito que vai dar certo, tá? E então olha aí, então beleza, estamos num caminho que eu acredito que seja um bom caminho, então >> pronto, >> né? Isso que é importante. Ó, você que Tá assistindo a gente aí, gente, eu não sei se você tá pensando e sei lá, o que que você vai, o que que você
vai fazer no carnaval, Andreia? >> Não sei ainda. >> Tá longe o carnaval, né? >> Não, longe não tá não, né? Pois é, porque assim, se for para pegar um, se for para viajar, tem que ficar esperto e pegar logo aonde você vai ficar de uma vez, né? Então, para você aí que tá pensando em, pô, onde é que eu vou, para Onde é que eu vou, como é que eu vou me hospedar, considera o Airbnb, cara. O Airbnb ele ele te oferece uma experiência completamente diferente da experiência em um hotel, por exemplo. Então, especialmente
se você vai viajar eh em grupo, sua família ou com grupo de amigos, considera o Airbnb, porque lá consegue todo mundo conviver no mesmo espaço, né? Então, tem Airbnb que que aceita pet, dá pra galera curtir, eh, a galera que gosta de curtir os Bloquinhos, irem curtir os bloquinhos, a galera que gosta de ficar em casa, ficar em casa e todo mundo conviver ali e ter uma experiência que é, sei lá, mais intimista mesmo. Então, se você tá aí pensando em viajar, considera o Airbnb, especialmente porque eles têm os favoritos, é, os preferidos dos hóspedes,
que são a os mais bem conceituados, e dá para você pagar com Pixel ou então em até seis vezes no cartão de crédito também. Então tem o Qcode aqui, o link na descrição e pô, tá pensando aí: "Ah, não, tá longe o carnaval, na hora que tu for procurar já vai tá tudo ocupado." Então fica esperto e vai lá, tá bom? Andreia, obrigado por vir aí, obrigado pelo teu tempo. Tem umas, tem uma galera que tá só ouvindo a gente. Como é que essas pessoas te encontram na internet? >> @andrei. Andreavermonte com T mudo. Andreia
Vermonte, >> tá? me acha lá no Instagram, tem canal no YouTube, tem um monte de coisa aí. >> Tá no Twitter também? >> Tá no Twitter, Michael? >> Ninguém mais tá no Twitter, né? Só tem ódio lá, né? [risadas] Não dá para conversar com ninguém lá. Outro dia eu fui twetar um bagulhinho assim, só um pensamento, porrada para [ __ ] Então não quero, não quero mais falar aqui não. Nunca mais falei nada. Faz muito tempo. Inclusive, >> tem que ter possibilidade de escuta, né? >> Pelo amor, pelo menos, né? Podemos discordar. É o que
você falou, pensamento crítico, é possibilidade de trocar ideia, é diálogo. >> E não tá tendo isso aí lá não. Também não tô lá não. Mas ó, então você aí que tá no YouTube, a gente vai deixar as redes da Andreia Facinho para você aqui com um clique alcançar. Se você tá só ouvindo, @andreiavermonte, tá bom? Tem mudo no final é nas redes Sociais esse encontro Andreia. Aí você vai, sei lá, vê-la falar sobre seres humanos e suas particularidades, né? >> É sobre isso. >> Andreia, muito obrigado por vir aí. >> Eu te agradeço, querido. Uma
honra. Vocês são referência para nós. Era um sonho estar aqui com vocês. Obrigadão. >> Valeu. >> Bom demais. Tomara que tenha sido bom para você. >> Para mim foi. >> Foi bom para você. >> Para mim foi. Só faltou um cigarrinho agora. >> Então, [risadas] >> então, gente, a vocês que assistiram aí, muito obrigado também, tá bom? Não esquece de dar o like, de se inscrever aqui no canal, compartilha, manda lá no grupo da igreja. Eh, se tiver no celular, aperta o botãozinho do hype e depois que acabar esse episódio aqui, vai começar o Executive
Talks, que eu Vou falar com com um cara da Binance. Fica aí que a gente fala de criptoativo de uma forma geral e você que tá aqui assistindo vai ser automaticamente direcionado para lá. Fica aí que tu tem muito para aprender, tá bom? André, mais uma vez obrigado. >> Obada, querido. Deus te abençoe. Sucesso com suas filhas. >> Amém. Ciao. Ciao.