Há um tempo atrás, eu fiz um sermão aqui onde nós estudamos o texto de Números, capítulo capítulos 13 e 14. O assunto era quando o povo de Israel estava chegando perto da terra de Canaã. E o capítulo 13 fala sobre o envio dos 12 espias para explorar Canaã.
Depois eles voltaram assustados, trazendo algumas amostras da terra. 10 desses 12 espias voltaram desanimados, trazendo um relatório negativo, falando que tinham gigantes, que as cidades eram fortificadas e o povo ficou todo assustado. O capítulo 14 fala que então eles quiseram apedrejar Calebe e Josué, porque eles dois foram os únicos que, mesmo tendo recebido um relatório terrível, eles ainda assim queriam invadir Canaã, mesmo com gigantes que tinham lá e tudo mais.
Nesse sermão, nessa época, eu mencionei o nome de três gigantes e que eles eram filhos de Anaque. E eu comentei nesse sermão há algum tempo atrás que um dia eu ainda ia fazer um sermão sobre esses três filhos de Ianaque. Hoje vai ser o dia em que nós vamos estudar sobre esse assunto até então, quando eu tinha estudado sobre esse assunto na época da da do primeiro sermão, eu tinha percebido de que a situação do povo de Israel era uma situação feia, ruim, terrível.
E a gente pensa assim, como que eles podiam ser assim? O problema é que estudando ainda mais o texto, cavando mais fundo para esse sermão de hoje, eu descobri que a situação era ainda pior do que eu tinha imaginado. E a conclusão que eu cheguei era a seguinte: se a coisa tá feia, não mexe, porque ela pode ficar pior.
E quando eu senti isso, eu me lembrei de uma história. E a história diz assim: "É uma fábula". Ok?
E a fábula conta que uma vez um urubu estava sentado num galho em cima de uma árvore muito alta. E lá de cima ele viu um pavão andando lá na rua lá embaixo. E aquele urubu olhou para aquele pavão e falou assim: "Esse sim é feliz.
Olha como ele é bonito". E o pavão abriu as penas dele com aquelas penas coloridas, brilhantes de ourubu. Eu queria ser como um pavão.
E o pior é que além de eu não ser como ele, eu vou. Eu sou feio e vou, porque quando eu vou, piora mais a situação, porque aí todo mundo vê lá em cima como eu sou feio. Olha que sorte do pavão, porque ele fica lá embaixo e ninguém percebe ele, como no meu caso, as pessoas vem a minha feiura.
O que o urubu não sabia é que lá embaixo o pavão tava pensando assim: "Olha aquele urubu lá em cima. Eu queria ser como ele". Porque o que adianta você ser bonito, ter as penas brilhosas e ficar aqui embaixo onde ninguém vê?
Que que adianta? Eu gostaria de ser como aquele urubu. Um dia os dois se encontraram e aí um urubu chegou pro pavã e falou assim: "Olha, eu nunca te falei isso, mas eu vou dizer hoje.
Eu queria ser como você. Mas por quê? Porque você é muito bonito.
Falou: "Mas você não imagina porque eu pensei a mesma coisa. Eu queria ser como você, mas como eu sim, você voa alto, todo mundo vê você voando, isso é muito bonito. Aí eles tiveram uma ideia, disseram assim: "Então, pronto, vamos fazer o seguinte, vamos cruzar um urubu com um pavão.
Aí vai nascer uma ave linda que voa alto. Maravilha! Que ideia excelente.
E foi assim que nasceu o peru, que é feio e não voa. Moral da história, se tá ruim, deixa sim, porque pode piorar. Essa era a situação de Israel.
E você vai entender que a situação deles era muito pior do que você imagina ou do que eu mesmo imaginava. Pra gente entender a mensagem, eu preciso dar para vocês o contexto. E o contexto é o seguinte.
Calebe era um dos 12 espias. Foram enviados para Canaã. Calebe era um homem de origem humilde.
Ele passou 38 anos da sua vida como escravo. Em uma época que os escravos eram tratados com extrema crueldade. Naquela época, o faraó do Egito não demonstrava nenhum tipo de misericórdia com os escravos.
E eles colocavam sobre os escravos exigências irreais, impossíveis. E quando os escravos não conseguiam alcançar essas exigências, eles eram brutalmente castigados e espancados. Calebe era estrangeiro, não era nem um israelita, não fazia parte do povo de Israel.
Ele era filho de Jefoné. E Jefoné era um queseneu, não era nem israelita. Mas Calebe tinha assimilado a cultura de Judá.
Ele tinha sido adotado pela tribo de Judá, mas ele não era israelita de nascimento. E ele foi tão assimilado pela cultura da tribo de Judá que quando foram escolher os espias para irem até Canaã, ele foi um dos escolhidos. Quando eu estava estudando esse assunto, esse texto, me chamou atenção um detalhe que antes eu nem tinha percebido.
Por isso eu quero que você abra a sua Bíblia no livro de Números. Números, capítulo 13. Números capítulo 13.
Que coisa interessante é que a gente lê a Bíblia, a gente estuda a Bíblia e a gente acha que aprendeu alguma coisa, mas depois a gente volta pra mesma Bíblia, pro mesmo texto e a gente prende, aprende coisa que antes a gente nem tinha percebido que existia. Números, capítulo 13, versos 1 a 3. Parece, aparentemente, dá a entender que existe uma contradição nesse texto.
Presta atenção. O texto diz assim: "Então disse o Senhor a Moisés, quem disse para Moisés? " Deus envia homens que espinha a terra de Canaã, que eu hei de dar aos filhos de Israel.
De cada tribo de seus pais enviarás um homem, sendo cada qual príncipe entre eles. Até aí, segundo esse texto, quem falou para Moisés enviar os espias? Quem falou?
>> Deus. Agora vá para Deuteronômio. É um livro depois.
Vem Números Levíticos, Números, Deuteronômios. Vai para Deuteronômios, capítulo 1. Deuteronômio capítulo 1, verso 22.
Deuteronômio 1:2. Nesse texto, a Bíblia diz assim: "Então, todos vós vos chegastes a mim e dissestes: "Mandemos homens adiante de nós, para que nos espinhem a terra e de volta nos ensinem o caminho pelo qual devemos subir e as cidades a quem devemos ir. " Agora, segundo esse texto, quem foi que pediu para Moisés mandar os espias?
O próprio povo. Então, o que acontece aqui? Há um há um uma contradição.
Veja só, foi Deus ou foi o povo que mandou Moisés mandar os espias? Bom, na sequência histórica, no livro de Números, Moisés está recordando a história. E em Deuteronômio é onde realmente o fato aconteceu, ou seja, a iniciativa realmente partiu do povo e não de Deus.
E por que isso aconteceu? Porque eles estavam cheios de insegurança, porque eles estavam cheios de medo, porque eles estavam cheios de falta de fé. E então eles precisavam ver com os próprios olhos.
Segundo o texto, Moisés ouviu a sugestão do povo. Moisés gostou da ideia. Tanto que no verso 23, Moisés diz assim: "Pareceu-me bem tal proposta.
" Ou seja, Moisés, eles deram a ideia. Moisés achou que a ideia era boa, aceitou a proposta e Deus então confirmou a decisão que está em Números 13 verso 1. Deus diz: "Então, enviem os homens".
Então, na sequência, o povo sugeriu, Moisés aceitou e Deus autorizou. Essa estrutura, ela não está só nesse texto da Bíblia, ela está presente em alguns outros locais, em vários outros locais da Bíblia, onde o povo pede, o líder considera e Deus aprova. Como por exemplo, em Primeiro Samuel 8, Israel pediu um rei, o líder aceitou e Deus autorizou.
Em Êxodo 4, Moisés pediu para que Arão fosse porta-voz. Ele deu a ideia e Deus autorizou. Mas nesse texto de hoje tem uma aplicação secundária que a gente precisa aprender.
A gente precisa aprender. A ideia dos espias não era o plano original de Deus. A ordem que Deus tinha dado está em Deuteronômio 1.
Agora, no verso 8. No verso 8it, o que que Deus tinha dito? Ele disse assim: "Entrem na terra que eu vou dar".
A ordem de Deus era: entrem. Só entrem. Entrem sem olhar.
Entrem sem medir muralha. Entrem sem calcular o risco. A fé deveria ser o suficiente para entrarem.
Só isso. Só que o envio dos espias mostrava a insegurança do povo, porque eles precisavam ver antes de obedecer. Queriam confiar nos olhos e não na promessa que Deus tinha dado para eles.
E o resultado foi um desastre total. 10 espias vieram, voltaram morrendo de medo. O povo chorou a noite inteira de pavor.
E por causa desse detalhe, olha que coisa doida, gente, por causa desse detalhe, o povo de Israel ficou vagando no deserto por 40 anos. Só porque não obedecer o que Deus tinha dito e o que era para ser terra prometida acabou virando o território do medo. Sabe o que isso quer dizer para nós hoje?
Quer dizer que a permissão de Deus nem sempre é a vontade de Deus. Muitas vezes Deus permite por provação e não por aprovação. Porque às vezes a gente insiste tanto, a gente insiste tanto, a gente insiste tanto que Deus fala: "Tá bom, vai lá".
E ele acaba permitindo. Eu vi um pensamento há um um tempo atrás que eu achei muito interessante. Eu anotei porque tem tudo a ver com o que a gente tá falando aqui.
O pensamento diz assim: "Há uma grande diferença entre insistir e não desistir. Insistir é tentar teimando e não desistir é tentar mudando. " Entendeu?
Aí tem tanta gente que diz assim: "Ah, pastor, mas se Deus permitiu acontecer, é porque ele quis. " Não. Às vezes Deus permite acontecer porque você quis.
Porque se Deus permitiu eles espiarem, é porque antes eles não quiseram confiar. E o grande problema dos espias não foi o relatório. O grande problema dos espias foi a conclusão que eles chegaram com o relatório.
Porque olha só, o relatório que os 12 trouxeram era o seguinte: "A terra é boa, beleza, tô dentro. Os frutos são excelentes, maravilha. É nós.
Tem gigantes. Hum. Hum.
OK. Mas a conclusão que eles chegaram dizia assim: "Mas perto deles nós parecíamos gafanhotos". O problema foi a conclusão, porque o relatório sempre vai dizer: "É uma doença séria, é um câncer".
Eu conheço pessoas que já morreram por causa dessa doença. Esse é o relatório. E a conclusão que a gente chega é: essa doença é maior do que Deus.
O problema é a conclusão. O relatório diz assim: "Perdu já tenho idade avançada. Olha só, tenho uma família para sustentar".
Esse é o relatório. E a conclusão é assim: Deus não tem condição de me sustentar. O problema é o relatório, não é o relatório, é a conclusão que a gente chega.
E aí quando chegou nessa altura do meu estudo para hoje, eu entendi uma coisa. Eu entendi que Deus permitiu a ideia dos espias para mostrar algumas coisas que ninguém podia ver. Deus não queria que eles espionassem, mas permitiu para mostrar o que já estava escondido dentro do coração deles, que era medo, que era discrença, que era comparação, que era covardia.
E às vezes Deus permite que você entre em situações que ele não queria que você entrasse, mas ele permite para te mostrar quem você é quando você está sem ele. Existem problemas na nossa vida que vem para mostrar quem a gente é. Porque não é sobre você o problema.
O problema é sobre a conclusão que você chega quando você vê o que vê. Quando isso aconteceu, 40 anos atrás, Calebe queria ter ido paraa batalha com os gigantes, mas por causa da fé do povo, olha que coisa doida, por causa da fé do povo, ele suportou 40 anos vagando pelo deserto. Agora, a Bíblia diz que aos 87 anos, 45 anos depois, já tinham se passado 7 anos de conquista sobre o comando de de Josué, porque Moisés já tinha falecido.
Havia muitos motivos que poderiam fazer de Calebe um velho amargurado, rabugento, revoltado. Deus não fez do jeito que eu queria, mas não. Agora Moisés já tinha morrido.
Josué tinha assumido o comando do povo de Israel e agora eles estavam dividindo as terras. A a alguns começaram, lógico, os mais entre aspas espertos começaram a escolher os lugares, escolheram os lugares mais planos, os lugares mais férteis, onde tinham mais rios, os lugares mais seguros. E aí chega Calebe com 85 anos e escolhe aquela mesma terra onde tinha os gigantes há 40 anos atrás.
Aqueles mesmos gigantes que tinham paralisado, paralisado Israel. Ah, se eu fosse Josué, eu não sei, mas eu eu se eu fosse Josué, eu tinha olhado para Calebe e fal assim: "Sério, com 85 anos, que velho maluco é esse? Esse velho é doido com 85 anos.
Mas tem uma coisa interessante aqui. Tem uma coisa interessante aqui. Deus não deu a montanha para Calebe quando ele era novo, porque naquela época ele tinha força.
Deus só deu a montanha para ele 45 anos depois. Quando a força virou maturidade, foi aí que Deus deu a promessa só aos 85 anos. Porque Deus não estava preocupado com a força física de Calebe, mas com a sua força espiritual.
E a gente vai entender daqui a pouco porque isso. Às vezes Deus não dá algumas coisas pra gente quando nós estamos fortes, mas quando nós estamos mais sábios. Muita gente busca vitórias com base na força, quando algumas batalhas na vida da gente, elas só podem ser vencidas na maturidade.
E a Bíblia diz em Josué capítulo 15 verso 14, ela diz assim: "De Hebrom, ele, Calebe, olha, ele expulsou os três filhos de Anaque. Que coisa louca! Só que tem um detalhe aqui interessante, alguns detalhes interessantes.
O pai de Anaque. Anaque era o pai dos três gigantes. O pai de Anaque, ou seja, o avô dos três gigantes, era um homem que se chamava Arba.
Arba era conhecido, abro aspas, como o maior entre os anaquins. Os anaquins eram uma linhagem de gigantes que alguns estudiosos e eh defendem a ideia de que eles vêm de uma linhagem dos nefilins. Quem são os nefilins?
São os gigantes que a Bíblia menciona antes do do dilúvio, no livro de Gênesis 6. Eles eram grandes a um ponto que os espias literalmente se sentiram como gafanhotos. E na enciclopédia rabínica existe um documento da tradição hebraica.
São documentos que foram escritos na época da Bíblia, mas que não são livros inspirados, não fazem parte da Bíblia, mas foram escritos naquela época e trazem informações. Um desses documentos rabínicos chamado Midrach, ele mostra alguns relatos, alguns detalhes sobre esses gigantes. E esse documento diz que eles eram tão grandes, tão grandes, que quando eles passavam, abro aspas, deixavam sucos profundos nos solos, no solo com os seus passos de tão grande que eles eram.
E no livro de Números 13:22 traz o nome desses três gigantes. E o texto então diz assim: "Quando eles subiram ao Neguebe, chegaram a Hebrom, onde estavam, e aí vem o nome deles, Aimã, Cesai e Tumai, descendentes de Anaque. O Midraash fala algumas outras características de cada um deles.
Ele diz, por exemplo, que o Aimã ele intimidava só pelo olhar. Diz que Cesai intimidava pela postura e Taai intimidava as pessoas pela sua força. Mas ao mesmo tempo, esses três grandões que fizeram milhares de pessoas tremer foram derrotados por um velhinho de 85 anos.
Aí eu te pergunto, 45 anos depois, o que que aconteceu? O que que aconteceu? O que que mudou?
Será que os gigantes diminuíram? Será que Calebe cresceu? Não, a questão é que quando a visão de Deus é grande, não importa a sua idade, a alma envelhece, mas ela fica mais intensa.
Mas o mais interessante começa agora. O fantástico é o que está escondido por trás, que a gente vai ver a partir de agora. é que a aplicação dessa história vai muito mais além do que a gente viu até agora e a conexão é muito perfeita.
A questão é que esses gigantes que assustavam muitas pessoas nos no passado, eles ainda estão assustando as pessoas, a gente até hoje. Porque, por incrível que pareça, a tradução do significado do nome de cada um deles é muito interessante. E é isso que a gente vai ver a partir de agora.
O primeiro gigante que a Bíblia menciona chamava a irmã. Traduzindo do hebraico a imã. A palavra imã quer dizer o que sou.
O que sou? O que sou é o gigante do orgulho. É o gigante da autoimagem, da autoimportância, da posição.
É a voz interna que idolatra sua própria imagem. Quem está dominado por esse gigante começa a dizer frases como: "Eu já conheço esse texto, essa mensagem não é para mim. Eu oro mais que os outros.
Eu conheço mais a Bíblia do que você. Eu preciso me separar porque eu me sinto mais consagrado. Esse gigante ele é muito perigoso porque ele vem disfarçado de piedade.
E esse tipo de gigante impede você de pedir perdão. Ele impede você de admitir suas fraquezas. Ele impede você de reconhecer seus defeitos.
Ele impede você de se humilhar. Ele impede você de pedir ajuda. Esse gigante não quer que você chore.
Ele não quer que você confesse. Ele não quer que você se dobre. Ele não quer que você se ajoelhe.
Ele rouba vitória na vida de todas as áreas da vida do crente e ele acaba vendo tudo ruim. Eu não gosto do jeito como eles estão fazendo. Eu não gosto desse tipo de música.
Eu não gosto desse tipo de pregação. O pastor é fraco. A igreja não é boa o suficiente.
Quando você diz assim, a igreja não é boa o suficiente, o que você na verdade está dizendo é o seguinte: "Eu sou muito bom paraa igreja". Diz uma história que um homem trocou de igreja 10 vezes. Ele ia numa igreja, não gostava porque ele achava um defeito.
Ia numa outra igreja também não ficava lá porque ele via um defeito. Ia numa e assim ele foi em 10 igrejas. Em 10 igrejas.
Na 10ma igreja ele chegou pro pastor e disse: "Pastor, eu já passei por 10 igrejas e não gostei de nenhuma delas. Todas elas eu vi muitos defeitos. E o pastor olhou para ele e disse assim: "Que coisa interessante, você já parou para pensar que todas elas tinham um problema diferente, mas o único elemento comum era você?
Se a igreja fosse perfeita, gente, você e eu não caberíamos nela. Se a igreja fosse perfeita, Cristo não precisaria ser o centro. Se a igreja fosse perfeita, ninguém ia precisar de graça, de arrependimento, de restauração, de novas chances.
Para quê? Nós somos perfeitos. Só que a beleza da igreja não está na perfeição de seus membros, está na presença de Deus.
>> Amém. >> Amém. Sabe qual a igreja perfeita?
A igreja perfeita é cheia de pessoas que nunca perdem a capacidade de se humilhar. Essa igreja perfeita. Deus não chama a gente perfeita.
Ele chama a gente coerente. Ele chama a gente que vive o que ora. Ele chama a gente que pratica o que prega.
Ele chama gente que permanece quando todo mundo vai embora. E é só quando o gigante, a irmã cai, que a presença volta, que a graça desce, que a alma aquece e que a igreja fica viva. O segundo gigante se chama Taai.
Sabe o que quer dizer do hebraico Tumai? Talai quer dizer o que eu posso fazer ou o que eu faço. Esse é o gigante da autoconfiança.
Ele está ligado à capacidade humana, as nossas habilidades, a nossa performance. Esse gigante, ele diz de forma muito sutil que você pode ser perfeito sem Deus. Você pode que você consegue não pecar sem o poder de Deus.
Esse gigante, ele rouba a nossa dependência de Deus. E ele é muito perigoso porque ele é sutil. Ele não diz para você assim: "Deus não pode".
Não, ele diz: "Deus pode". Mas ele diz também: "Só que você também pode sem Deus". E aí é que o desastre espiritual começa.
O gigante Tai, ele não é rebeldia, ele é independência, ele é arrogância, ele não é arrogância escancarada, ele é autossuficiência silenciosa. E esse gigante coloca pensamentos na cabeça das pessoas que dizem assim, que pensam assim. Se eu fizer isso, Deus vai me amar mais.
Ele coloca pensamentos como se eu for certinho. Se eu conseguir ser certinho, então Deus vai me salvar. Esse gigante, ele coloca na sua cabeça pensamentos que diz assim: "Se você trabalhar na igreja para Deus, Deus vai aceitar você ou ele vai ser favorável a você.
Isso parece espiritual, mas é venenoso. Porque enquanto a graça diz eu te amo as obras dizem: "Eu te cobro". Tudo aquilo que a gente faz, as obras que a gente faz são frutos e não raiz.
Cristo é a raiz. Os frutos é o que ele produz em você quando você está nele. Diz uma história que um rapaz foi pra faculdade e lá no quarto dele na faculdade, um dia a mãe, ele estava no quarto, a mãe dele foi visitar ele na faculdade e quando ela entrou no quarto dele, ela viu que tinha uma parede do quarto dele que tinha um monte de fotos de mulheres de biquíni.
um monte de fotos, foto de mulher, de revista, poster, tudo mulher de biquíni. E a mãe viu aquilo ali e ela não falou nada, voltou para casa. Um tempo depois ela mandou por correio um quadro com a foto dela e um bilhetinho dizendo assim: "Filho, por favor, coloca a minha foto na parede do seu quarto".
Ele recebeu o embrulho, obedeceu a mãe e colocou a foto lá. Tempos depois, a mãe foi visitar o filho de novo. Ela entrou no quarto dele, olhou, só tava a foto dela.
Ele falou assim: "Ué? " Falou: "Filho, eu tô vendo que na parede tinha um monte de foto de mulheres passando calor. Você tirou todas essas fotos e deixou só minha?
Por quê? " E ele disse assim: "Mãe, é que quando eu coloquei a sua foto, eu percebi que as outras não combinavam mais com a parede". É assim que acontece quando você coloca Jesus, muitas coisas parece que não combinam mais, parece que ficam fora do lugar.
E o terceiro gigante se chamava Cesai. ou cessai ou do hebraico puro sheai. Sabe o que quer dizer a palavra cesai?
Quer dizer quem eu sou. Uau! Esse é o gigante do ego.
É o eu que quer aparecer. é o gigante da vida, da da vaidade pessoal, do autoenaltecimento. É aquela voz que diz na sua cabeça assim: "Eu preciso ser reconhecido, eu preciso ser notado, eu preciso ser visto, eu preciso ser aplaudido, eu mereço essa posição.
" O problema é que esse gigante destrói a nossa intimidade com Deus. O ego rouba o lugar do altar porque ele quer glórias para si mesmo. Você já deve ter conhecido pessoas que são assim, não é?
Porque esse gigante está presente na vida de todos nós. Pessoas que precisam se sentir valorizadas, que precisam ser elogiadas e se elas não recebem elogios dos outros, elas começam a elogiar a si mesmas. Já viu isso?
Quando você muda de assunto, elas dão um jeito de sequestrar a conversa, trazer de volta para elas, porque elas precisam ser o centro da narrativa. Você você conhece alguém assim? Sabe coisa interessante?
Olha só, olha só. Isso é muito interessante. Existiu um filósofo francês, ele faleceu em 2002.
Existia um filósofo francês chamado Pierre Borrodier. Esse filósofo, ele desenvolveu alguns pensamentos muito interessantes, muito interessantes. Ele criou uma frase que complicada, complicadíssima, mas a gente vai entender.
Ele disse assim, olha, ele disse assim, olha a frase que ele disse, os circuitos de consagração social serão tanto mais eficazes quanto maior a distância social do objeto consagrado. Amém, né? Não entende nada.
O que ele tá dizendo é o seguinte. O que ele quer dizer é o seguinte. Pensa comigo, quando uma pessoa elogia você, quanto mais distante essa pessoa for de você, maior é o valor do elogio.
É isso que ele tá dizendo. E quanto mais próximo de você, menor é o valor desse desse elogio. Vou explicar.
Imagine uma situação. Imagine uma situação. Você vem até aqui à frente e canta uma música, ok?
Canta uma música. Quando você termina o culto, você sai lá fora, três pessoas vem te elogiar. Três pessoas.
Uma pessoa é a sua mãe, outra pessoa é um amigo seu e outra pessoa é uma pessoa que você nunca viu na sua vida, nunca viu, não conhece, nunca ouviu falar. OK? Essas três pessoas chegam para você e dizem assim: "Você cantou muito bem".
fazem o mesmo elogio. Segundo o pensamento desse filósofo, o que ele tá dizendo é o seguinte: quando a sua mãe veio te elogiar, esse é o menor, é o elogio de menor valor. Por quê?
Porque a distância social do objeto consagrado é muito próxima. Tua mãe vai te elogiar. Não importa como você cante, ela vai elogiar você.
é tua mãe. Ela tem um valor muito pequeno. Quando o seu amigo te elogia, ele tem um valor pequeno porque é teu amigo, mas não é tão pequeno como a sua mãe, porque ele não é tua mãe, ele é teu amigo, ele conhece você, ele gosta, mas ele não é tua.
Então ele tem um valor um pouco maior do que a tua mãe, porque a distância entre você e dele é maior do que a distância entre você e a sua mãe. Mas essa pessoa que elogiou você e nunca te viu, esse é o elogio de maior valor. Porque a distância social dele você nunca viu.
Ele nunca te viu. Se ele disse para você, você cantou bem, é porque você cantou bem. Faz sentido isso?
Ok. Agora pense o contrário. Pense o contrário.
Se o desconhecido tem mais valor, o teu amigo tem menos valor, a tua mãe tem menos valor ainda, qual é o menor elogio que tem menos valor até do que sua própria mãe? Quem? >> Quem?
>> Quando você se elogia. Porque quando você se elogia é distância zero. É você.
É você elogiando você. Quando você se elogia, é tão negativo que esse elogio passa a virar a arrogância. Percebe?
Percebe? Esse gigante, ele faz você transformar ministério em palco. Ele faz você transformar adoração em performance.
Ele faz você transformar chamado em competição. Esse gigante, ele não está preocupado se é feito. Ele está preocupado com quem fez, quem vai fazer, quem vai pregar, quem vai, eu quero saber quem é que vai pregar, quem é que vai ser o líder do departamento.
Eu quero saber quem é que vai ser o líder do departamento. Esse gigante, ele incentiva você a transferir o foco de Deus e colocar o foco no ser humano. Em outras palavras, esse gigante é uma idolatria enrustida.
Já tem outras pessoas, você já devem ter visto isso, tem outras pessoas que gostam de dizer as suas próprias opiniões e dizer que foi Deus que disse. Já viu isso? É tudo, é tudo parte desse é tudo incentivo desse gigante aí.
Pessoas que acham que a opinião delas é a vontade de Deus, mas o que não é igual à opinião delas, ah, então aí é o capeta. Para esse tipo de pessoas, Deus é só um fantoche, porque ela que usa Deus, não é Deus que usa ela. E eu tomo muito cuidado.
Eu tomo muito cuidado com gente que chega para mim e diz assim: "Pastor, Deus me falou, eu tomo muito cuidado. Deus me falou". Quando a pessoa chega para mim e diz assim: "Pastor, Deus me falou".
falou: "Pera aí, pera aí, para, para primeiro que eu acredito no mesmo Deus que você. E se ele falou uma coisa para você, ele não pode, primeiro, ele não pode falar diferente para mim, porque é o mesmo Deus. E segundo, porque se Deus falou uma coisa de mim para você, por que que ele não falou para mim?
Que Deus fofoqueiro é esse que vai falar de mim para você sendo que ele queria falar comigo? Por que que ele não veio falar comigo? Como assim?
Cesai é o gigante que faz você acreditar que você tem privilégios que os outros não têm. Cesai faz você pensar que Deus faz para você coisas que ele não faz pros outros. Esses três gigantes representam o eu, o ego e autoconfiança.
O orgulho, o ego e a autoconfiança. E deixa eu dizer uma coisa para vocês. Você achou que não podia piorar, mas piora.
Porque todos nós temos esses três gigantes dentro de nós. Todos nós. Eu lembro quando eu mudei para cá.
Quando eu mudei para cá, 10 anos 2013, a gente teve a nossa primeira campal. Teve a nossa primeira campal. Eu não não entendia o que que era, não conhecia ninguém ainda.
E e eu fui lá para Campau. Eu lembro que naquela primeira Campau eu eu tava cantando algumas músicas na Campau. Dizam para eu participar cantando.
Eu tava cantando algumas músicas. Eu lembro, tava conhecendo todo mundo, não conhecia o Campo Colaco ainda. E eu lembro de um um um homem, um rapaz, um um cara que ele frequentou essa igreja aqui e vocês conhecem ele.
E, infelizmente, eu não tive o privilégio de conhecer ele eh por muito tempo ou muito de perto. E eu lembro que era um sábado à noite, os homens estavam jogando futebol no campo, algumas pessoas estavam jogando vôlei lá no ginásio e tal. E ele começou a a zoar com todo mundo.
E eu lembro que nesse sábado à noite ele entrou dentro de uma fantasia de gorila e saiu bagunçando com todo mundo. E ele corria dentro do do ginásio e ele foi lá na na no campo de futebol. Imagina os homens jogando futebol, entra um gorilão no meio atrapalhando, chutando, pegava a bola, saia correndo, levava, roubava a bola embora.
E ele ele apurranhou tanto povo que os homens falaram assim: "Cara, vamos jogar no lago à noite, água fria e eu acho que eles disseram assim, brincando, né? Vamos, vamos jogar". Eu não conhecia ninguém, só que acho que para me turmar eu abracei a ideia.
Eu falei: "Não, vamos jogar ele no lago". E a gente correu, conseguimos cercar, tiramos a roupa de gorila dele, eu ajudei a carregar, fomos até aquele lago e jogamos ele na água. Ele levou numa boa, saiu brincando e a gente subiu, voltamos lá e eu fui pro ginásio.
Eu fiquei pensando a semana inteira se eu ia contar isso. Quando eu estava no ginásio, eu percebi que os homens começaram a fazer um movimento perto de mim e alguma coisa me disse assim: "Eles estão querendo me pegar para jogar no lago". E não deu outra.
Eles vieram me pegar, se juntaram, se aproximaram. E quando eles me pegaram, diz assim: "Pastor, agora é a sua vez. " Eu falei: "Não, você não vão me jogar não".
Falou: "Vamos, vamos sim". Falou: "Não, não vamos não. Nós vamos sim.
Não, não vamos não. Por que não? " Acho que você deve ter imaginado o que eu falei.
Não imagina? Não imagina. Aí eu olhei para eles e falei assim: "Vocês não vão me jogar.
Por quê? " E eu falei: "Porque eu sou o pastor nessa hora até o meu anjo. Você não falou isso.
Falei, falei. Tá vendo o gigante acertando bem no meio dos meus olhos? Tá vendo?
Quando eu falei isso, >> eu lembro que eles olharam para mim com uma cara assim, cara, é esse o pastor que tá vindo? Eu lembro que eu desci pro meu quarto. Eu desci pro meu quarto e quando eu estava lá no quarto, a ficha caiu e eu falei assim: "Não.
" E o sentimento que eu tive foi um sentimento tão ruim, tão não. E eu tava lá no meu quarto sozinho e eu comecei a chorar sozinho pela vergonha. que eu comecei a sentir de mim mesmo e não foi fácil.
E eu pensei comigo, bom, como é que eu vou arrumar essa situação? Como é que eu vou arrumar essa situação? Aí eu pensei, não tem jeito.
O caminho de volta que leva você pro orgulho, ele passa pela humilhação. E eu lembro que eu subi lá no ginásio e eu acho que quando eles me viram entrando de novo no ginásio, deve ter pensado, ó o bonitinho aí, que que ele veio fazer aqui agora? Aí eu chamei eles no canto e eu disse para eles assim: "Cara, me desculpa, o que eu falei não representa quem eu sou.
O que eu falei não representa a pessoa que eu quero ser. " E vocês me desculpam. Eles olharam para mim, disseram assim: "Pastor, fica tranquilo, não esquenta a cabeça".
Mas a mensagem já tinha ido. E aí eu lembro que eu olhei para eles, falei assim: "Cara, pode pegar, pode me jogar no lago". Ele disseram: "Não, vamos jogar.
" Não tinha perdido a graça. Perdido a graça. E sabe que eu nunca tinha pensado nisso?
Preparando esse sermão. Olha que coisa louca. 10 anos depois caiu uma outra ficha.
E eu pensei assim: "Que interessante! Por causa do meu orgulho, eles não me jogaram no lago aquele dia. Mas depois disso, várias vezes eu fui para aquele lugar e Deus me jogou no lago para batizar alguém.
É mais ou menos Deus dizendo assim: "Ei, deixa eu te mostrar porque você tá aqui. Você não está aqui por sua causa, você está aqui por causa do meu reino". E aí eu quero te fazer essa pergunta hoje.
Por que que você está aqui? Por que que Deus colocou você aqui nessa igreja para você avaliar como é o culto, para você dar a sua nota como é a música? Ou Deus colocou você aqui por causa do reino dele?
A história mostra que os gigantes nunca foram o problema. O problema era o olhar do povo. Os gigantes continuaram lá por 45 anos.
Eles não cresceram, eles não encolheram, mas agora a Calebe tinha um coração pronto para vencer os gigantes. Porque esse tipo de gigante a gente só vence com maturidade, não é com força. E Deus não tirou os gigantes.
E Deus não vai tirar os gigantes. E esses gigantes t feito muito estrago. O orgulho, o ego e a autoconfiança tem destruído famílias, amizades e até igrejas inteiras.
Mas a igreja perfeita, ela não é feita de pessoas que erram, ela é feita de pessoas que se humilham. No caso de Calebe, foram 40 anos para entender. Eu não sei que altura você está dessa espera.
Eu não sei você está pronto para aceitar esse convite, mas hoje o apelo é para aqueles que sentem esse gigante lutando com você na sua vida. É para aqueles que aceitam ser jogados no lago por Deus para você entender o porque é que você está aqui. Para aqueles que ainda não estão prontos, eu quero dar uma sugestão.
Escolha uma parede no seu coração. Coloque o quadro de Jesus ali, porque quando você fizer isso, tudo que não combina vai ficar esquisito, vai ficar fora do lugar, vai ficar estranho. Eu quero perguntar para você hoje, não pensa na igreja, pensa em você.
Eu já tô aqui, eu já pensei, eu já refleti sobre isso. Você é uma pessoa que está pronta para se humilhar na presença de Deus. Você é uma pessoa que está pronta a entender quando o orgulho derruba você.
Você é uma pessoa estar pronta para ter a percepção quando o seu ego fala mais do que deveria ter falado ou fala mais até do que próprio Deus. Você está pronto para entender que quem faz a sua vida é Deus e não é você. E eu quero convidar você para que, se você quer ser uma igreja perfeita, que você se coloque em pé, porque a igreja perfeita é feita de pessoas prontas para se humilharem na presença de Deus.
Deus me jogou muitas vezes naquele lago. Eu nunca fiquei rouco, eu nunca fiquei doente, nunca fiquei gripado. Mas às vezes Deus precisa dar um choque na gente pra gente entender que nós não somos o centro desse mundo.
Deus que é. E muitas vezes a gente olha pros nossos gigantes e a gente se sente como gafanhoto, porque a gente presta mais atenção no relatório do que na conclusão. Ei, deixa eu dizer uma coisa.
A conclusão é que Deus é maior do que tudo. É de que Deus pode tudo e que Deus sabe tudo. Querido Jesus, essa igreja nesse momento, se todo mundo está em pé, porque o objetivo é aceitar, passar por cima do orgulho, do ego e da autoconfiança.
Então, querido Deus, essa aqui agora é a sua igreja perfeita. A igreja perfeita não é feita de pessoas que não erram. A igreja perfeita é feita de pessoas que se humilham.
E hoje nós queremos estar na tua presença, Senhor, dizendo pro Senhor que nós, nós queremos colocar no nosso quadro, na nossa parede, no nosso coração, o teu quadro. E quando a gente fizer isso, todas as demais coisas vão ficar esquisitas. Talvez a nossa parede esteja com fotos de outras coisas, até foto de nós mesmos.
E quando a gente colocar a sua foto, o resto não vai fazer sentido. Eu não sei quanto tempo cada um de nós precisa para aceitar de fato essa humilhação. Porque 40 anos atrás, Calebe não era uma pessoa, ele só não tava pronto.
45 anos depois, então ele estava preparado. Pode ser que hoje alguma pessoa aqui tenha muita dificuldade por passar em cima do seu orgulho. Mas nós queremos dizer que não é possível, nós entendemos que não é possível ficar no mesmo lugar, Deus e orgulho.
Não é possível. São coisas que não combinam, não fazem parte. Para isso, Deus, nós colocamos a nossa vida nas tuas mãos.
Fala para nós que essa possa ser uma igreja que entende os defeitos e que sabe que isso não é o mais importante. Mais importante é ser uma igreja que entende que o Senhor é o centro, não é quem faz. Essa menina, essa igreja menina dos teus olhos.
E assim como nós nos sentimos hoje humilhados na tua presença, nós somos a tua igreja e por isso nós nos colocamos na tua na tua disposição para moldar cada um de nós e fazemos isso entendendo que nós precisamos todos os dias lutar contra esses gigantes e fazemos isso no nome de Jesus. Amém. Amém.