outro dia alguém me perguntou se eu julgava os meus fetiches Tem gente como é que a pessoa tira isso da cabeça pergunta você julga seus próprios Primeiro partido do pressuposto que eu tenho fetiche E a gente sempre tem né a gente sempre tem um fetiche Agora julgar os próprios fetiches eu acho que é o mesmo que transar de meia né não eu acho que transar de meia Não mas eu acho pera aí brincadeiras à parte mas isso é sério porque isso acontece muito Eh os casais muitas vezes porque vem de todo esse processo repressivo sexual
se tem um fetiche se tem um desejo que é mais intenso e é meio diferente do habitual às vezes a pessoa fica com constrangimento de falar pra outra pessoa e isso acontece de montão Eu sei eu sei né então eh e e ela mesmo julga então e aí ela fica com medo que a outra pessoa julgue não é eu acho assim sei lá eu acho que a a relação e a nossa relação mesmo é uma relação que sempre se pautou por esse desejo de abertura em tudo não só no sexo da gente poder eh confiar
isso foi sendo construído de poder trocar o que o imaginário viesse na cabeça porque a um confiando muito eu acho que no outro eh para viver o prazer para viver a alegria para viver o gostoso compartilhado Mas isso não é comum não Porque uma coisa é você se perguntar por que que eu tenho esse essa fantasia essa imaginação esse desejo Às vezes um pedaço do corpo às vezes um sapato tornozelo joelho né a nuca É é delicioso isso né é delicioso Não podia se perguntar por esse imaginário né mas julgar eu acho que é um
banho de água fria Tipo na verdade para mim é como se fosse o seguinte: "Olha o que te estimula se há um acordo se há uma permissão se há uma liberdade se há uma possibilidade da gente olha porque na verdade é um atelier né o sexo é um atelierê é um lugar de experimentação também né sabe a o nosso histórico sexual é um histórico de autodescobertas Eu cheguei aqui com uma autodefinição ao longo de anos Hoje eu me vejo diferente Cada vez que eu me que eu me dispo que eu me entrego ou que eu
tenho dificuldade de me entregar ou seja né me dói me dói um pouco me dói um pouco eh a pragmatização da sexualidade né que é a coisa de você eh cumprir assim um rito do prazer quando na verdade esse prazer ele tem várias instâncias né várias instâncias de de revelação né da gente Sim mas e eu acho que o o amor na verdade ele é esse esse lugar que a gente pode se libertar das amarras para se descobrir mais e por isso a gente poder compartilhar aquilo que a gente tá desejando sentindo eh querendo sem
ficar com medo do julgamento do outro ou da outra nem ficar com medo porque não se tem não se está julgando Então mas eu acho que a gente tá vive um momento que isso ainda não é uma realidade porque eh às vezes a a repressão eu acho que ainda ela é muito forte Então eh esse lugar que a gente pode eh contar pro outro eh mesmo quando a gente não tem certeza porque que eu sabe fico excitado com a tua orelha sei lá com quê ou com a fantasia que a gente pode aqui eh eh
desenvolver na no nosso encontro a gente não esteja entendendo o significado disso mais profundo Mas se isso é um desejo se a gente pode trocar nossa que delícia E sai completamente desse lugar que é tá chegou lá transgasmo teve quem não teve não teve ou finge que teve porque há pouco eu tava comentando a gente tava conversando também sobre isso né nesse território as mulheres muitas vezes pelo pela repressão tão reprimido que não consegue sentir prazer muito menos falar de fetis Então isso é uma uma libertação maravilhosa poder se trocar dessa forma né para chegar
num lugar de muita liberdade porque daí o amor vai ser por que a pessoa que eu amo por exemplo se a gente tá junto há tanto tempo por que que você não pode ser aquela pessoa que vai me ajudar a encontrar um prazer maravilhoso que de outra forma eu não encontraria é realizar o meu a minha fantasia o meu desejo por que não eu acho que essa que é a questão Eu me lembrei uma conversa anos atrás um amigo meu né ele tava falando sobre dois fetichos que ele tinha Um era de transar com aomoça
e outra é de transar com prostituta né aí eu resolvi entender melhor falei ass: "Senta aí vamos conversar sobre isso O que que tem uma aeromoça?" Aí fui conversando né ele disse que tinha uma derivativo também né o derivativo da aeromoça era enfermeira Ah uma enfermeira Ah uma aeromoça Aí eu fui eh tentando compreender e ali tava dizendo que ah você sabe o que que é aquela coisa toda certinha aquele cabelo todo preso aquela coisa toda formal Você vai e começa a desarrumar começa a desarrumar dá uma sensação de potência não sei o quê Aí
eu falei: "Ah ó é legal faz enorme sentido" Aí a pergunta mais óbvia e a prostituta fale assim: "Ah sabe o que acontece a gente vive um cotidiano tão assim que a gente quer fazer tudo que a gente não sabe E mas a tua namorada a tua mulher a tua esposa a Sérgio olha só é mais difícil né a gente foi criado numa numa cultura judaica cristã que a gente tem Maria e tem Madalena Eu acho que a gente casa com Maria mas transa com Madalena Eu falei gente que confusão esse negócio e o melhor
é fazer dessa relação né é poder é transar com Maria e Madalena ao mesmo tempo e com José e não sei mais quem Mas assim você tá contando eh essa experiência então às vezes dentro de uma relação a gente quer ter um imaginar e poder trocar isso com a pessoa que aquela pessoa é é outras pessoas até conhecidas não é porque elas nos atraem nos dão tesão E por que que isso não pode porque a gente eh a outra pessoa que a gente ama tem inúmeros personagens e a gente também Então olha por que será
e por será que por exemplo no carnaval que tem uma potência erótica gigantesca ali você pode viver as tuas fantasias Você pode se vestir de mulher se vestir de homem de de bombeiro de policial de que quer que seja beijar na boca abraçar fazer o que você quiser Onde é que tiro normalmente porque eu achei divertido achei interessante para psique O buraco é mais embaixo Faz assim: "Onde é que tava esse policial onde é que estava esse teu feminino eh guardado onde é que tava esse bombeiro guardado não é para também ficar um papo cabeça
não mas tem uma inteligência por detrás que eu me recuso um pouco ser apenas alguém da ordem do fazer porque aquilo ou é um protocolo aceito ou porque me dá prazer Mas não que que tá por de trás disso né então mas eu acho que quando dá prazer é porque tem algo ali que vai nos completar de algum nível que nem sempre é racional E aí essa esse desejo da fantasia você se lembra lembrou bem o carnaval né que a gente vai est próximo daqui a pouco é exatamente sabe porque ali a gente pode sair
da repressão eh de uma forma coletiva e viver de alguma forma o que foi reprimido E a nossa psique deseja essa liberdade de multiplicidade A nossa a nossa alma não quer que a gente seja aquela pessoinha é aqui dentro de um quadradinho porque a gente tem 1 possibilidade junto e o sexo é aquele lugar maravilhoso que a gente pode se desnudar e trocar essa potência que o prazer eu acho que eh diz: "Vai lá sente vontade disso para te incentivar a ser livre" Eu acho que é isso Agora a gente falava de um tempo onde
o carnaval era três qu dias essa coisa toda só aumenta Eh e é como se fosse a vitória do ID sobre o superego né a vitória dos instintos sobre o normativo naquele período E a gente vem reparando que o carnaval vem aumentando em 10 dias 15 dias 20 dias um mês de carnaval O que que significa isso será que a sociedade assim nós estamos precisando de mais dias para poder honrar uma parte nossa que tá reprimida Ah mas com certeza A como eu gosto de dizer é a festa do Deus Dioniso que é o senhor
do nosso inconsciente na verdade que aí fica autorizado a ser vivido E e é por isso mesmo esse aumento Mas então isso tem que ser revir de inspiração paraa nossa vida pessoal aqui Como é que eu tô vivendo a minha sexualidade como é que eu olho os outros vivendo a sua liberdade sexual de escolha porque a gente tá no tempo da despreconceitualização e o preconceito é o oposto da liberdade Então eu acho que eh todo mundo tá sendo muito chamado para se libertar e viver a sua sexualidade da forma mais verdadeira né e a relação
maravilhosa mesmo que não seja enorme de tempo mas seja aquela que contempla essa possibilidade Ou seja momento maravilhosamente desafiador Claro pode cortar Yeah