Amigos e amigas que acompanham o site TNBrasil TV e a coluna Juspará. Estamos em mais um podcast Juspará. Hoje eu irei conversar com a advogada, juíza substituta do TRE Tribunal Regional Eleitoral do Pará, Anete Marques Pena de Carvalho, que também é candidata ao quinto constitucional.
Logo logo vamos conversar um pouco sobre quinto constitucional. Em primeiro, agradeço a sua presença para aceitar o nosso convite, de vir aqui sempre bem receptiva, bem acessível, aceitar o convite, conversar conosco aqui na redação da TN Brasil TV. Imagina, eu que agradeço de você ter lembrado do meu nome, de ter me convidado, de ser sempre essa simpatia toda vez que eu lhe encontro.
E é uma honra est aqui no seu programa, no seu podcast, pra gente poder conversar mais uma vez. OK. Eu gostaria muito que a doutora fosse vascaína, mas não é não.
Eu sou, é, sou vascaína doente. Lá em casa todo mundo é, porque eu sou casada com carioca. Ah, então é, até a filha de 12 anos sofre junto, né?
Que notícia maravilhosa a coluna Jos TV hoje, tá? Pois é, mas vamos lá. Eu vou começar fazendo a pergunta mais difícil da entrevista.
Quem é Anete Marques Pena de Cavalho? Ah, é uma pergunta bem difícil, porque eu acho que a gente se auto definir é muito mais difícil do que perguntar para uma pessoa quem você acha que é Anete, Pen Carvalho. Mas hoje é, eu consigo identificar que eu sou mãe, esposa presente, pelo menos é o que eu escuto lá em casa, uma filha presente e e uma profissional que procuro me dedicar sempre a tudo que faço.
Procuro deixar um legado por onde passo, tanto no profissional quanto no pessoal. e sem perder, por mais que a gente atinja certos objetivos, certos patamares na nossa vida profissional, sem perder a essência e a humanidade. Essa é a NET.
OK. Eh, antes de começarmos aqui o nosso bate-papo, inclusive quero agradecer a presença da nossa querida colega advogada Bruna Pontes, tá aqui conosco. E bom, então antes de começarmos aqui a a entrevista, falamos um pouco sobre a questão de leitura, questão de números e aí caiu o número 23.
Exatamente. Isso é uma história na minha vida, o número 23, porque eu tenho duas filhas, né? uma de 23 anos e uma de 12 anos.
Todas duas nasceram no dia 23. A mais velha no dia 23 de janeiro e a menor no dia 23 de fevereiro. E nenhuma das duas estavam previstas nascer nesse dia.
Uhum. Elas estavam previstas nascer depois e todas duas anteciparam naturalmente em decorrência da gestação. E depois de um tempo, eu digo que quando eu tô muito próxima de Deus eu escuto vozes, né?
Aí eu escutei que as minhas duas filhas tinham nascido no dia 23, porque o meu salmo era o 23. E desde esse dia todo mundo lá em casa só dorme depois de rezar o Salmo 23. Todo mundo sabe de cómo 23.
E quando me pediram na inscrição para conceder um número, para eu escolher um número, eles pediram para escolher dois números e eu escolhi dois números e lá houve o sorteio do número e caiu 23. Então, e eu ainda ainda brinquei assim, olha, além do salmo 23, quanto é 2 mais 3? 5, quinto constitucional.
Ah, então isso tudo tem um sinal na minha vida. E o jornalista aqui, entrevistador, é do dia 23 de fevereiro também. Olha aí, mais um sinal de que tá no caminho certo esse número.
Agora de diz para nós como conciliar eh o trabalho, a família, os estudos, porque a gente não para de de estudar, né? Uma o aprendizado é uma constante, é infinito. Então, como conciliar tudo?
Isso é pra mulher ainda sempre mais difícil, né? Nós temos duas, três jornadas, porque somos mãe, somos esposa, somos profissional. Depois de um tempo, eu pelo menos já tenho meus pais idosos, uma, a minha mãe tem 78, meu pai 84.
Então eles viram criança um pouco e dependem muito mais de nós, né? E nós temos que fazer isso porque fomos criados por eles tanto tempo, cuidados por eles por tanto tempo. É difícil, realmente.
E a mulher ela tem esse dom de saber se dividir. E eu sou uma pessoa que eu sou movida desafios, então eu não gosto de estar parada. Eu tenho 31 anos de advocacia, 27 anos de procuradoria do estado e mesmo assim eu acho que eu sempre tenho que tá aprendendo.
Tô há um ano no Tribunal Regional Eleitoral acumulando tudo isso, né? É o que diz: "Toda vez tu diz que vai melhorar a tua vida e nunca melhora, porque você só faz acumular ao invés de substituir. " E quando eu entrei no TRE, por exemplo, eu senti a necessidade de que eu tinha que fazer uma pós-graduação em direito eleitoral.
Porque eu tenho já mestrado pela UFPA, tenho doutorado pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, mas precisava, sentia a necessidade de continuar estudando o eleitoral e fui fazer a pós-graduação. Terminei agora os créditos e tô na fase da elaboração do TCC. Eu acho que tudo na vida pra gente conseguir fazer tudo isso, a gente depende de um planejamento.
Você fazer uma organização da sua vida, de horários, de valores. Então tem horas que você tem que parar e dar atenção realmente pra sua família, pros seus filhos, mas nunca deixar de fazer por você e também cuidar da mente, hein? Ainda tem que cuidar da mente, do espiritual.
Nada disso pode ser esquecido. Então, com organização, com planejamento, a gente consegue ir organizando essa essas jornadas todas que eu acredito que nós mulheres, inclusive a gente tem que dar conta para mostrar pra sociedade essa sociedade que a gente tem patriarcal ainda, dessa cultura patriarcal de que nós somos competentes. Então, a gente tem que abraçar tudo cada vez mais para mostrar da competência que nós temos para estar ocupando certos lugares.
Eh, e além de tudo isso, trabalho, família, estudos, fica bem claro, né, que a que a doutora, né, que é advogada, é também uma pessoa religiosa, uma pessoa de fé, uma pessoa que cultiva o lado espiritual. Olha, se eu não fosse, passaria a ser Uhum. Por algumas experiências que eu já tive na minha vida, eh, que eu busquei mais ainda estar perto de Deus e a e a ter certeza que quando a gente tem fé, tudo caminha pro lado correto.
Eu tive dois problemas de saúde na minha família muito sérios, que foi a minha filha que nasceu de 12 anos. Ela nasceu com cisto na cabeça e e essa questão me aproximou mais de Deus. Eu confiei porque eu descobri dentro da barriga ainda que ela ia nascer com esse cisto e eu confiei nele de que tudo se resolveria e de que eu jamais iria interromper essa gestação.
E e ela nasceu, ela teve que operar com 8 meses de vida, mas hoje ela tem 12 anos e ano passado ela foi considerada curada. exatamente por essa minha fé. E 3 anos depois que ela teve essa cirurgia, eu tive a neurisma cerebral e também operei cabeça aberta, com clipei e tive a fé e me entreguei para Deus.
Então, depois dessas duas experiências, eu tive a certeza que quando a gente se entrega para Deus e tem essa fé, sempre a gente vai no caminho certo. A minha família é muito religiosa. Minha minha mãe é ministra da Eucaristia da Basílica.
Minha irmã é do também da da participa da da comissão e da diretoria da festa do Sírio. E isso realmente só faz eu cada vez mais acreditar que esse é o caminho certo, que a gente tem que cuidar do lado espiritual. Eh, eu sempre costumo dizer que na caminhada, né, do dos cristãos, né, do povo de Deus, né, por assim dizer, eh, não existe acaso, né, tudo atende aos propósitos de Deus.
Cada passo, né, que o filho de Deus dá, atende aos propósitos, aos propósitos de Deus, né? A providência de Deus faz parte do nosso dia a dia nos mínimos detalhes, né? Então, esse seu testemunho, ele é muito poderoso e com certeza também impacta a vida daqueles que tomam conhecimento desse lado da história da Anete, que quase ninguém conhece, né?
Verdade, verdade. E tudo na minha vida, até o profissional, eu planejei, eu projetei, eu tenho objetivos, mas eu nunca me desesperei. Uhum.
Para chegar lá naqueles objetivos. Eu sempre fui fazendo a minha parte e o resto entregando nas mãos de Deus. Porque eu diz assim: "Olha, eu quero muito uma coisa, mas que essa minha vontade coincida com a vontade de Deus.
se não coincidir, que prevaleça a dele, porque ele sabe mais do que eu. E eu digo até às vezes que tudo que acontece na minha vida não é coincidência, é de cidência, porque tá sendo providenciado por por ele. Cada caminho que eu sigo, cada porta que se abre, cada porta que se fecha, às vezes eu posso não entender, mas eu digo assim, não vou vou entender lá na frente.
E com certeza ele sempre me dá uma resposta do por que ele fechou aquela porta e abriu outra lá na frente. eh na sociedade eh que vivemos, a mulher ainda enfrenta diversos dilemas, diversos problemas, né? Eh, no tocante, por exemplo, a violência e a cada dia que passa a gente vê novos casos e são casos assustadores, mesmo eh havendo leis que, em tese, né, vai punir exemplarmente eh em todas as profissões.
A gente sabe que as mulheres enfrentam dificuldades com a questão do patriarcalismo, a questão do machismo. homens que assim, na maioria das vezes, as estruturas elas são dominadas por homens e muitos deles dificultam o acesso, né, da mulher. Qual a leitura nesse cenário que você faz?
Olha, Kasmiro, a eu uso como exemplo sempre, como eu te digo, eu gosto muito da Bíblia, né? Acho que é o livro principal que a gente tem que ler, o exemplo de Eva. Uhum.
Se você pegar, né, os estudos bíblicos e e até da mitologia, você vai ver que a mulher sempre foi culpada. Uhum. O exemplo de Eva é essa.
Que que diz? Que Eva, que comeu o fruto proibido lá no pecado original e levou Adão também a pecar. E aí veio todas as mazelas do mundo por conta de quem?
De Eva. Uhum. Ou seja, desde então já culpavam Eva.
Uhum. E e daí começou na religião, em tudo, a se culpar e a a inferiorizar, né, a a a efeito de subordinação da mulher em relação ao homem. Até hoje, nos dias atuais, a gente com essa estrutura patriarcal, com essa cultura patriarcal que a gente cresceu com isso, a gente vê que até numa questão de assédio, de abuso, sempre levam pro lado o que foi que ela fez, o que foi que a mulher fez.
Ela deve ter feito alguma coisa que levou à ação do homem. Acho que a ação do homem sempre é a reação de alguma culpa da mulher. Então a gente vê, né, Pandora na mitologia também sempre culparam ela.
Então isso tudo você vê que desencadeou uma cultura que leva sempre a culpar a mulher. Então em razão disso, hoje na sociedade que a gente vive, que a gente tenta desconstruir essa cultura patriarcal, é muito importante, é essencial que o homem seja doutrinado. Uhum.
Porque não adianta você só falar e só tentar mudar a cabeça da mulher, as ações das mulheres e o homem não. Então, por isso que eh não sei se eu já te falei, eu sou procuradora do Estado e atuo já há 3 anos como chefe do jurídico da Secretaria de Estado das Mulheres da CMU. E lá eh existem políticas públicas já voltad para isso.
Ou seja, o estado do Pará já se preocupa hoje em pegar os homens e doutrinar os homens, capacitar os homens. A gente tem um um projeto lá na Secretaria das Mulheres, no governo do estado do Pará, que se chama Eles com Elas, pelo fim da violência contra mulheres e meninas, que é exatamente isso, é capacitar os homens, tá? para eles se tornarem agentes multiplicadores da nova masculinidade e do novo direito das mulheres, né?
É essencial essa participação dos homens. E hoje nós já temos já vários homens capacitados nesse programa e que em decorrência desse projeto, tá? Eh, nós estamos formando a rede paraense dos homens.
Uhum. Então, esses homens vão começar a disseminar essa nova ideia de masculinidade, essa nova ideia de direito das mulheres para mudar e pra gente desconstruir essa cultura patriarcal que ainda ainda é muito forte na nossa sociedade, mesmo as mulheres já chegando num nível e num patamar eh de muito avançado nos lugares onde elas estão estão conseguindo ocupar. Mesmo assim, a gente ainda vê isso muito enraizado, né, muito forte, principalmente quando a gente vê esses resultados aí de feminicídio, né, desses crimes passionais principalmente.
Mas é é necessário também que as mulheres elas mudem um pouco a sua mentalidade no sentido de apoiarem mais umas as outras. Hoje mesmo pela manhã, eu entrei em um debate em um grupo, né, de Facebook, pois ah, uma senhora que havia sido, né, eh, presa, estuprada, violentada, humilhada das mais diversas formas. E a mulher, eh, mais ou menos dizia assim: "Bem feito, certo?
" como se é como o pensamento político ideológico é diferente. Então, bem feito e tentando justificar a maldade que fizeram com ela. E mais ou menos o que foi falado agora a pouco, né?
Então, a gente vê muito a reação das mulheres eh dando meio que entender que há parece uma rivalidade, né? É, isso foi criada nessa nessa sociedade. Por quê?
Porque eh como existia essa mentalidade, essa essa cultura patriarcal, a ideia era que as mulheres elas, olha, elas não estudassem, elas não se capacitassem para elas sempre ficarem subordinadas aos homens, né? E elas não se unissem, porque é a soridade, se você é criada em em uma rede de apoio entre as mulheres, uma puxa a outra. Sei.
Então ela vai se sobressair em relação aos homens. Ela vai começar a ocupar os espaços de fala, os espaços públicos, os espaços de poder. E não era isso que a cultura patriarcal queria.
Elas eram meio que treinadas a eram treinadas a serem ribais, aar a mulher que saísse dessa bolha, né? Isso. E como Exatamente.
Aí foi crescendo dessa forma e como as vagas também oferecidas às mulheres eram poucas, elas diz assim: "Não, essa vaga é minha, não, não é tua". E tem aquela briga, né, exatamente, para ocupar esses espaços. Mas a própria cultura já foi doutrinando a mulher a ser rival uma da outra.
E que você não vê entre os homens, né? Você vê ao contrário, um defendendo o outro. O corporativismo é bem bem, é muito maior.
Mas hoje a gente tem visto que tem sido criadas várias redes de apoio entre as mulheres, até a própria OAB, né? Tem a comissão das mulheres e advogadas. Nós temos aí, eu faço parte também do entre nós, mulheres da eh o conecta mulheres que antes começou eh mulheres advogadas, hoje é da área jurídica.
E a ideia também, eu sou membra já desde que que iniciou esse entre nós e e a ideia hoje com a presidente aí hoje atual, a Helen Martins, é interiorizar também esse esse essa rede de apoio entre as mulheres. Isso é muito importante, porque na feira que você se une, você vai tendo coragem, você vai tendo força para buscar esses espaços de poder e de fala e vai puxando outros cada vez mais. Legal.
Agora, como começou a sua militância, sua peregrinação na advocacia? Então eu nem sonhava em ser advogada, porque na minha família só tem médicos e engenheiro civil, não tinha ninguém na área jurídica. Mas desde pequenininho, o papai dizia que eu eu falava para ele que eu queria ser juíza.
Uhum. Porque eu, ao invés de ser eh decidir conflitos em termos de de prestar a jurisdição, mas eu desde pequeno eu tinha a ideia de quê? de que a resolver conflito seria através de um acordo.
Então eu pegava os meus primos quando brigava entre eles e pegava os dois, colocava um na frente do outro, vamos resolver esse problema entre vocês agora? E aí fazia eles resolverem assim: "Pronto, tá decidido, eu decidi dessa forma, vocês já pediram desculpa um pro outro e prometeram isso pro outro". Então é nesse sentido que eu dizia que eu queria ser juíza.
Mas quando eu comecei a minha carreira, eu conheci dois advogados que tinham um escritório grande aqui em Belém e eles eram meus professores na Universidade Federal do Pará, onde eu fiz a minha faculdade, né, meu curso de direito. E eu passei a admirá-los como advogado, como profissional. E eu disse: "Bom, eu vou estagiar naquele escritório, é aí que eu vou começar a entrar no mercado de trabalho, porque eu não conheço ninguém.
Estudei bastante a disciplina deles e tentei me destacar. Depois que eu me destaquei na disciplina, eu fui falar com um deles e falei: "Vocês não estão precisando de estagiário lá no escritório de vocês, doutor? " Ele falou: "Sim, porque você tem interesse?
" Tenho. Então vai lá fazer uma entrevista. E foi assim que eu entrei no mercado de trabalho, fiz, entrei, fiquei três anos como estagiária lá, me esmerei, passei a ser advogada depois daquele escritório e todos eles no escritório eram procuradores do estado.
E eu tive o interesse pela advocacia pública também. Eu pedia os processos dele para poder ir fazendo e aprendendo isso. E foi assim que eu comecei a vida na advocacia privada e na advocacia pública.
Uhum. A partir do momento que eu me apaixonei pela advocacia, eu já não quis fazer o concurso para juiz, mas eu fiquei com aquela vontade assim, bom, então eu vou traçar a minha trajetória profissional toda pensando que lá na frente eu posso entrar pelo quinto constitucional, mas levando a experiência já da advocacia, levar o olhar da advocacia para dentro do tribunal. Uhum.
Eh, hoje, eh, eu não sei se no passado se falava tanto em jovem advocacia, nova advocacia, eu não sei porque eu estou cobrindo, né, o mundo, né, da advocacia. Posso é da advocacia, que é mais a convivência com os advogados mesmo, eh, de uns tempos, né, para cá, mas eu escuto muito, né, não sei se antes falava-se muito em nova, eh, na jovem advocacia, tal, adoccia, eh fazendo algumas pesquisas, participando de alguns canais, eh, e fazendo, né, alguns estudos, eu vi que boa parte dessa jovem advocacia tem dificuldades no que diz respeito à captação de novos clientes, mas também eu vi advogados que já estão um bom tempo com a mesma dificuldade na captação de clientes. Estou diante de uma advogada experiente que concorre ao quinto constitucional.
Então, qual quais os cuidados que o a jovem advocacia, né, deve ter nessa tentativa, né, de captação de clientes? Eu acho que o principal aí é a capacitação. Eu acho que primeiro o profissional tem que mostrar que ele é capacitado e para isso você tem que buscar essa capacitação.
E e em segundo a estratégica, né? A estratégia é tudo em qualquer profissão. Então a capacitação mais estratégia de gestão, né?
e também de hoje a tecnologia conta muito, né? Então você tem que se capacitar também na tecnologia e mostrar isso ao seu cliente, que você consiga mostrar resultados. Uhum.
Então você já vai, o que que você, que que a tecnologia hoje te permite em você ter uma estatística, né? Olha esse se essa sua situação que e eu sou capacitado nessa área e eu posso te mostrar que estatisticamente tantos ganharam, tantos perderam. Uhum.
Então você dá uma segurança para aquele cliente. Se você conseguir passar essa segurança de que você tem o con esse conhecimento desse diferencial do estatística, hoje a tecnologia já te permite fazer isso, você com certeza vai capacitar vai captar mais clientes do que aquele que não vai mostrar o resultado, né? Então eu acho que o principal é esse e também é questão de ter eh o cuidado para não prejudicar um colega de profissão, né?
A ética, a ética, a ética é tudo, né? Uhum. É a moral e a ética sempre esteve ligada ao direito.
Uhum. Então, a a na hora de agir da prática, você tem sempre que lembrar disso. Uhum.
E hoje, eu digo assim, tudo na no direito hoje é cooperação. Você vê o novo Código de Processo Civil, os as leis do processo administrativo sempre fala em cooperação. O que isso significa, né?
é que você trabalhar em cooperação, com certeza você vai dar uma qualidade maior no resultado, porque você não sabe de você não pode saber tudo e saber muito de tudo. Você se unindo e formando essa cooperação, com certeza o resultado vai ser de maior qualidade. Agora, é importante também ter cuidado com com o uso da tecnologia, né?
Recentemente o ministro do STF, Luciano eh rejeitou, né, uma uma ação, eh, colocou lá na sentença, eh, acho que litigança de máfé, alguma coisa assim, dizendo que advogado, foi advogado, tentou eh enganar a corte porque montou lá a peça defesa baseado na inteligência artificial. Na verdade, a gente não pode ainda confiar, não pode substituir o profissional pela inteligência artificial, porque ela ainda alucina, como dizem na tecnologia, né? Na verdade, você pode usar ela como uma ferramenta.
Uhum. Uma ferramenta que ela vai te ajudar, vai eh diminuir o tempo do teu trabalho, mas ela não vai substituir. Você tem que ter o conhecimento para poder verificar se tá correto.
Uhum. Eh, ela cria essa alucinação, ela cria na hora que você pede, eu quero eh uma peça que fale sobre dano moral, que fale sobre como aí vê aí qualquer tipo de dano moral, ela vai te dar o que tu queres ouvir. Uhum.
Então você não pode confiar completamente no que ela vai te dar. preciso ter muito cuidado e você precisa utilizar ela como um instrumento, como uma ferramenta, mas não como uma substituição do seu trabalho. Então, o que acontece é que tem muitos jovens hoje em dia que na assim antigamente, eu digo que nós na minha época da advocacia a gente não foi acostumada com isso muito fácil na mão.
A gente tinha que pesquisar nos livros, a gente tinha que digitar as jurisprudências, a gente tinha que carregar processo físico, tinha aqueles carrinhos que trazia do fórum. Eh, a gente olhava as caixas do processo lá e perguntava qual é a caixa que estava o nosso processo. Era uma ordem cronológica física que a gente via.
Então, nós não tivemos essa facilidade. Então, a gente se acostuma a ir atrás e a usar a ferramenta de uma maneira que não seja pela facilidade. Então, os jovens advogados têm que ter muito cuidado, que já foram acostumados na facilidade de ter tudo na mão, né?
época da globalização, da tecnologia, tudo é na mão, tudo é imediato. Antigamente pra gente falar o telefone a gente tinha que esperar chegar em casa, agora você já tem o telefone na mão. Então isso tudo conta de ser imediato, de ter a facilidade de você não ter o trabalho de elaborar uma peça, porque a inteligência artificial já te dá uma peça e não é assim.
E isso pode tirar do do profissional a profundidade no assunto, né? Sem dúvida. ainda levar ao erro, como em certas situações que as jurisprudências foram criadas pela inteligência artificial que ela alucinou, porque ela queria te dar a resposta que tu querias ouvir.
Uhum. OK. Eh, agora, eh, vamos falar sobre o o quinto constitucional.
Ã, eu só estou em dúvida aqui qual pergunta primeiro fazer, mas eu vou eu vou logo pr pra candidatura mesmo. Então, por qual motivo, né? Qual motivação?
Porque tudo que a gente faz na vida, há uma motivação, né? Há um interesse. Eu estou usando aqui a palavra no no bom sentido, né?
Somos movidos pelas motivações das mais diversas. Eh, o Quinto Constitucional é o momento, né, histórico, né, na advocacia, né, do do Pará. Histórico pelo fato, eh, de de de termos pela primeira vez um número maior, né, de de inscritos.
né, mulheres e também nunca teve no desembargo uma uma juíza vinda da advocacia, não é isso? É a verdade assim, histórico, em vários sentidos, né? Com essa nova gestão foi implementada realmente a paridade, primeira coisa que é novidade na no quinto constitucional aqui do Pará.
Então, eh, são quatro etapas no pleito. Primeiro vai ser uma, você vai enfrentar uma sabatina pelo conselho da OAB, né, sexcional e eles vão escolher seis homens e seis mulheres. Nós vamos ter duas listas, lista dos homens e das mulheres.
Depois a classe, ou seja, todos os advogados do Pará vão, entre esses 12 vão escolher seis. Uhum. E nesses, dentre esses seis, três mulheres e três homens.
É a primeira vez que isso acontece. Já depois vai a lista sextopla para o TJ, que entre os desembargadores vão votar em três nomes, vão escolher três e depois vai pro governador, poder executivo, que escolhe um dentre esses três. Então isso é um momento histórico, porque é a primeira vez que tá ocorrendo dessa forma, com a paridade, né?
E também é histórico porque nós tivemos aí 15 mulheres escritas e 14 homens, sendo que teve indeferimento de candidatura, ficaram 11 mulheres e 14 homens. Nunca tivemos 25 inscritos, né? que desses 25 vai cair para 12 já no conselho.
Então, realmente é um momento histórico, é um momento importante e também eh a questão de terem 11 mulheres, a chance aumenta de chegar a primeira mulher que realmente por essa vaga do quinto constitucional pela OAB, porque existem outras vagas de quinto constitucional como o Ministério Público, nós temos mulheres lá, temos três mulheres, mas pela OAB todos que entraram pelo quinto constitucional da OAB até hoje foram homens. Nós temos aí 92 anos de OAB Pará e já passou a hora de ser uma mulher, né? Agora, o porquê da sua candidatura?
Eu, como eu falei para você, eu sempre tive vontade de ser juízo, mas me apaixonei pela advocacia e então isso somou de eu querer levar o olhar da advocacia e as necessidades da advocacia para dentro dessa profissão. E e mais do que nunca, agora eu tendo essa experiência no TRE como juíza, eu vejo que realmente é uma paixão que me encanta. Uhum.
E eu poder ter a oportunidade de fazer pelo que eu amo, pela paixão que é a advocacia, eu levar esse olhar da advocacia para dentro do tribunal junto com esse sonho é um propósito, sem dúvida nenhuma. Já me perguntaram por você tem 27 anos de procuradoria, você tem 31 anos de advocacia, falta aí pouco para você se aposentar e você agora quer ir para lá pro desembargo? Sim, eu acho que eu tenho esse propósito.
Eu trago esse essa vontade, esse sonho dentro de mim há muitos anos. E mais uma vez, por onde eu passo, eu sempre tenho aquele desafio e aquela vontade de deixar um legado. E essa é a minha vontade de deixar esse legado pra advocacia lá dentro do Tribunal de Justiça.
Esse lado bastante humanizado, né, que você tem é reconhecido, nitidamente reconhecido pela pela classe, seja homem, seja mulher, por todos que cruzam o seu caminho. que assim é muito interessante quando a gente toca no seu nome, todo diz: "Ah, Net, ah, Net é um amor, a Net é o amor", né? Então é bem isso é bem legal, porque nós vivemos, eu lembro aqui do do dos livros, né, do do Zigmund Balman, então sociedade líquida, né, mundo líquido, homolíquido, onde tudo é líquido, onde a ideia de imediatismo, de consumismo, está sempre ali enraizada, né?
as pessoas têm dificuldade de terem relações eh profundas e baseadas nos valores, nos sentimentos eh mais verdadeiros. E a gente vê que as pessoas reconhecem, sentem isso, né, de ti. Eh, isso, esse lado humano, você vê como um ponto positivo, é, caso seja a próxima desembargadora do estado.
Olha, sem dúvida nenhuma. Eu acho que a a humanidade e a sensibilidade que a mulher tem muito e e que eu procuro nunca perder essa essência do lado humano e do lado sensível, eu acho que a gente pode conseguir construir uma justiça muito mais forte. Uhum.
Eu trago comigo uma frase que eu sempre procuro não esquecer, que é justiça que respeita, humanidade que inspira. Então eu acho importantíssimo a gente não perder e não esquecer disso na construção da justiça. Eu tenho eh eh escutado bastante e também lido nos mais diversos textos eh de candidatos, até mesmo em outros estados relacionado ao quinto constitucional, né, a vaga da advocacia.
eh nessa questão dos advogados se sentirem melhor representados, né, no Tribunal eh de Justiça. Então, a gente percebe que os advogados parece que se sentam um pouco não tão bem acolhidos, pelo menos essa impressão que eu tenho que eu tenho que eu tenho visto. A ideia, né, é que quando se entra pela vaga da advocacia, é que você realmente por que que existe o quinto constitucional que é para uns sobem pela magistratura, outros entram pelo Ministério Público e outros entram pelo advogado, pela advocacia, pela OAB.
Então, podendo dar vários olhares Uhum. né, dentro do tribunal e aí oxigenar. Sim.
E a ideia às vezes é que existem alguns lugares que o, apesar do do advogado ter entrado pelo pela vaga da OAB, às vezes se adequar ao que a magistratura já traz, certo? E não trazer a ideia e as necessidades do advogado para dentro do tribunal por e servir de ponte. Uhum.
Aquele que entra pela pelo quinto constitucional da OAB vai representar a classe servindo de ponte entre a advocacia e o Tribunal de Justiça, entre a instituição OAB e o Tribunal de Justiça, até porque conhece bem as agruras do advogado. Exatamente. Então, acessibilidade, a defesa das prerrogativas dos advogados é essencial que ele sirva de ponte lá dentro para que isso nunca seja eh ferido, para que nunca seja eh deixado de lado, entendeu?
e que não seja a oitiva do advogado. É importantíssimo. Por mais que você não possa, em nenhum momento a gente vai dizer: "Olha, todo advogado que for lá, eu vou dar a decisão a favor dele.
Isso é impossível, né? Então, a ideia é que você realmente dê a escuta, que você seja acessível e que você consiga dar um resultado pra classe da forma que é almejada, sem esquecer das prerrogativas do advogado. É, antes de fazer a última pergunta, vou fazer a penúltima, tá?
H, que lembrei aqui em outras ocasiões, já perguntei a outros a outros entrevistados, eh, com relação a figura, né, do juiz, né, que assim, naturalmente, se tem na sociedade, né, às vezes o juiz, uma figura insensível, discreta demais, eh, meio que inacessível, meio que desumanizada. A ideia do Duralex Cilex, né? A lei é dura e é lei e ponto e acabou.
Eh, fala um pouquinho sobre isso. É possível, né, o o juiz ser juiz, a juíza ser juíza, mas preservar um lado, né, mais humano a ponto dele não ser visto como uma figura que tem que ser temida e etc. É, muitas vezes essa figura, essa ideia existe por conta da hierarquia que querem colocar entre advogado e juiz e que não existe, né, por lei.
Isso já eh já é vedado, né? não existe essa hierarquia entre juiz e advogado. E então eu acho que você deve e pode quebrar essa hierarquia sendo acessível e mantendo o respeito.
Como é que você vai manter o respeito? você sendo seguro e firme nas suas decisões, você mostrando que você é competente, que você tem a capacidade técnica para isso, você impõe respeito, mas sem precisar impor aquele escudo, aquela barreira entre o advogado e o juiz. E assim, quem me conhece e que já teve a oportunidade de de tentar ter esse acesso no TRE, sabe que eu não mudei.
Tô um ano no TRE e eu continuo sendo acessível. Uhum. mas muitas vezes impondo o meu entendimento e defendendo o meu entendimento técnico e jurídico, sem precisar ser arrogante, sem precisar impor essa barreira entre o advogado.
A oitiva sempre vai existir, a acessibilidade sempre vai existir e saber tratar bem ao próximo, né? Como qualquer ser humano, não é? Porque eu estou como juíza e o outro lado está como advogado, porque eu vou me sentir superior jamais.
Em todo o meu minha trajetória, em toda a minha carreira, eu poderia me sentir assim e nunca me sentir, porque eu acho que não tem. Nós somos iguais perante Deus. É, inclusive eu posso até testemunhar nesse sentido, porque eh quando do evento ali na teve entre nós, né, lá na naquele no Mangal da das garças, mas teve outro evento naquele eh restaurante hotel, na quinta da Quinta das Pedras, das Quintas, né?
Pronto, quintas das pedras. Foi a primeira vez que a gente se encontra. Isso aí eu vi lá juíza, né?
Então, naturalmente, um receio também da minha parte em se aproximar mais a forma como, né, e eh a juíza conversava com as pessoas, era tratada e aquele elogio daqui, elogio dali, as pessoas querem tirar foto contigo. Disse: "Olha, é mais tranquilo aqui. " Então, e a impressão foi muito foi muito boa, né?
Então, esse contato que eu tive foi muito, foi muito bom. Eu te tratei bem? Muito bem, muito bem.
Então, foi uma leveza total. Agora a última pergunta é a seguinte, né? Já falamos aqui um pouco da sua história, né?
Os aspectos de fé, da crença, né, em Deus, a sua trajetória, sua militância na advocacia, eh, trabalho, família, estudos, conciliar tudo isso, a força da mulher. Mesmo assim, eu preciso fazer essa pergunta. Eh, Anete Marques, pena de Carvalho, se considera mesmo preparada para ser a futura desembargadora e do estado, se assim a providência o quiser?
Sem dúvida alguma, se eu não me sentisse totalmente preparada para assumir esse cargo, para assumir essa posição, representando a nossa classe, eu não teria colocado meu nome à disposição. Uhum. Porque eu só me coloco aonde eu acho que eu vou deixar um legado positivo.
Então, nesse momento, eu estou colocando à disposição da classe meu nome, porque eu me sinto totalmente preparada. Eu me preparei na minha trajetória para isso, me capacitei e tenho certeza que as pessoas e os advogados a classe podem contar comigo enquanto eu estiver lá. OK.
Então, conversei com a advogada, a juíza substituta do TRE do estado do Pará, Anete Marques Pena de Carvalho. Mas deixo aqui as câmeras, né, à sua disposição para suas considerações finais. Desde já agradeço, né, por ter aceitado o convite, por sempre nos atender com total cordialidade, né, por essa eh humanidade testemunhada por todos e também por esse jornalista, que a graça, que a virtude, né, que a alegria de abençoar e com certeza será sempre abençoada, continue sempre firme, né, na sua vida.
Eh, eu eu posso dizer o seguinte, que eu sou eu fui pastor, né? Eh, líder de igreja protestante, mas eu sempre fui muito católico. Acho que eu fui o líder evangélico mais católico da história.
Então, eu sempre fui franciscano. Então, essa ideia desse instrumento de paz, de amor, de reconciliação, sempre esteve presente, né, na minha na minha vida, né? Aí eu senti muito isso na sua pessoa, nessa instrumentalidade capaz de chegar nos lugares e causar aquele alvoroço positivo, né, aquela aquela alegria nas pessoas.
Então isso é muito muito maravilhoso. Então em nome dessa alegria e dessa instrumentalidade abençoada e abençoadora, deixo aí as câmeras para suas considerações finais. Olha, eu quero lhe agradecer tanto pela oportunidade de estar me entrevistando e de eu poder colocar aqui para todos que estão nos assistindo a minha trajetória, as minhas proposições e o principal pelas palavras que você se dirigiu à minha pessoa, a forma que você me enxerga.
Eu acho que isso é o mais compensador numa trajetória e numa campanha dessa que não é fácil, né? Isso traz um uma força pra gente continuar. E eu desejo boa sorte a todos os candidatos.
Todos os candidatos são super competentes para estarem no pleito, sabe? São colegas que que também se se sentem preparados para estarem lá. Eu acredito nisso, senão também não teriam colocado seu nome.
E peço um voto de confiança na minha pessoa, que no dia 23, no dia 11 de agosto voto no número 23. É isso aí. O 23 presentes, né?
23 presentes na nossa vida, né? Isso aí. Então, meus amigos e amigas, muito obrigado, né, por ficarem conosco, os que irão assistir.
Peço que comente, que compartilhe, tá certo? Deixe o seu joinha e é isso. E continue sempre conectados no site Tem Brasil TV, nas nossas redes sociais e na coluna Juspará.
Então, um grande abraço. As letrinhas aí vão subir, então. Muito obrigado.