Olá a todos, bem-vindos a mais um episódio do Trianoncast. Eu estava com saudade de falar isso para vocês, mas aqui estou, tá? A gente está de certa forma resgatando aqui o Trianoncast para um episódio especial. Especial no sentido de que eh só o retorno, né, já configura esse episódio como especial, né? Eu vou falar, né, aqui sobre um tema, né, que eu acho que merece muita atenção, Principalmente nesse mês, no mês de maio. E quem sabe, né, esse retorno com esse tema de hoje, que é um tema com o qual me sinto muito à vontade,
motive aí, né, a gravação de novos episódios. Eu conto com vocês também, né, para motivar, né, para incentivar, né, eu acho que isso influencia bastante. E vamos que vamos. Hoje o tema, ele é um tema que foi inclusive incentivado por alguns dos meus pacientes, um tema que comentaram: "Ah, eu fui, eu queria Assistir eh algo sobre esse tema, né? Fui procurar, não tinha. Até pensei que no cas tinha, mas não. Eu até estranhei. Caramba, não tem nada sobre isso. Enfim, vamos falar hoje, pessoal, de um tema psiquiátrico. Hoje, inclusive, não teremos convidados aqui na no
consultório, aqui no nosso estúdio, né? Eu brinco dizendo que esse é um consultório polivalente, é um é um consultório multiuso, né? às vezes ele se transforma num estúdio de podcast. Eu Tô aqui, inclusive, né, eh, com convidados dentro do consultório, acompanhando a gravação do podcast. Eu tenho mais de uma câmera, inclusive aqui, né, para poder interagir, poder interagir inclusive com quem estiver comigo aqui participando, trazendo algumas questões, né, eh, para que a gente realmente consiga aí ao longo do podcast eh navegar sobre, né, temas, subtópicos, né, que sejam no interesse aí de todos, tá? Sem
mais delongas, sem Mais delongas, vamos então falar hoje sobre um dos transtornos mais intrigantes da psiquiatria, um dos transtornos mais complexos, não apenas a psiquiatria, mas do ponto de vista médico como um todo. é um transtorno pessoal que ele já vem, né, é descrito aí há mais de um século e com todos os avanços, né, que a gente tem na medicina atualmente, ele ainda é um transtorno que intriga muito, né, a comunidade científica, a Comunidade médica e que do ponto de vista, né, de estudo, de psicopatologia, ele é até fascinante, tá? Porque imagina você eh
que um indivíduo em um determinado momento da vida, ele começa a ouvir vozes de alguém que não está presente realmente naquele ambiente onde ele está. Imagina que esse indivíduo, ele acredita cegamente que ele realmente está recebendo ali eh eh avisos, né, que ele está se comunicando com essa voz que vem De alguém ali que não existe realmente. Imagina um indivíduo que de repente passa a acreditar que está sendo monitorado 24 horas, que passa a acreditar que está sendo perseguido, que passa a acreditar que as pessoas da rua estão olhando para ele, comentando o comportamento dele.
Isso é extremamente perturbador. E isso é, pessoal, o que configura os quadros psicóticos. Isso é o que configura a psicose. E Quando a gente fala em psicose, o principal transtorno que representa essa condição é a esquizofrenia. E é ela que vai ser o nosso enfoque central desse episódio especial, digamos assim, do Trianoncast. Então vamos lá, pessoal. A esquizofrenia é um transtorno psiquiátrico que, segundo as estimativas, acomete cerca de 1% da população. A esquizofrenia, ela é, como eu já falei, um tipo de transtorno psicótico. Quando a gente fala em psicose, a gente tá falando em uma
condição que é marcada pela incapacidade do indivíduo de separar o que é real e o que é imaginário. Então, nesse exemplo que eu dei, abrindo aqui o nosso episódio de um indivíduo que de repente começa a ouvir vozes comentando o comportamento dele, a gente tem que considerar que no contexto de psicose ele realmente acredita que aquela voz Seja real. Ele não duvida que aquela voz seja real, tá? Ele realmente eh assume que existe alguém falando ali com ele, mesmo que você apresente a mais cabal das provas contrárias a essa assunção, tá? Mesmo que você tenha
os melhores argumentos possíveis para convencer esse indivíduo de que não há ninguém falando com ele, ele continua acreditando naquela voz e ele continua acreditando que existe alguém ali perseguindo, monitorando ele, Querendo fazer alguma coisa de ruim contra ele, tá? Então, para que a gente realmente considere um transtorno, né? Para que a gente realmente considere que há uma psicose instalada, é necessário que o indivíduo ele tenha essa quebra do juízo de realidade e que ele eh e que essa essas crenças elas não sejam reduzidas, elas não sejam eliminadas, né, facilmente ali por um diagnóstico com por
um por um para um argumento contrário, tá? Ela é Irremovível, digamos assim, certo? E quando a gente fala em esquizofrenia, a gente tem três grupos de sintomas. A gente tem sintomas positivos, sintomas negativos e sintomas cognitivos. Eh, muita gente, né, quando pensa em esquizofrenia, pensa só em delírios e alucinações, tá? Mas esses dois sintomas, eles fazem parte dessa categoria de sintomas positivos. Além deles, como eu bem falei, existem sintomas também negativos e cognitivos. Quando a gente fala em sintomas negativos, a gente tá falando em sintomas deficitários. A gente está falando, eh, por exemplo, né, no
num sintoma muito significativo ali da esquizofrenia, que é a incapacidade do indivíduo de expressar afetos em situações de vida dele, tá? o que a gente chama de embotamento afetivo. O indivíduo, ele já não consegue modular o afeto dele com as experiências vividas. Então é um Indivíduo que cada vez mais ele vai ficando com a expressão emocional mais apática, digamos assim. É um indivíduo que já não consegue eh eh trocando em miúdos aqui, entrar no clima, sabe? Eh, eh, eh, eh, por exemplo, você, quando você tá com seus amigos, vocês de repente começam a conversar sobre
um tema ali diferente, um tema descontraído, contar uma piada, brincar com alguém, você rir, né, você abre um sorriso ou então, né, quando é alguma Coisa ali que te irrita, né, alguma coisa ali desagradável, você fecha sua expressão, né, você transborda ali a sua a sua insatisfação com aquilo ali. Quando a gente fala, né, nesse embotamento afetivo, para dar um exemplo, né, de um dos sintomas negativos clássicos de esquizofrenia, o que acontece justamente que o indivíduo já não expressa mais essas emoções da forma, né, como um indivíduo que não é acometido por essa doença eh
eh eh Manifesta quando está envolvido aí em diferentes situações, cenários eh de vida, tá? Então, dentro desse desse conjunto de sintomas negativos, a gente vê sintomas depressivos também, no sentido de um indivíduo perder a vontade de fazer as coisas, de perder o interesse, de já não ter mais ali eh o mesmo prazer que tinha com coisas que ele costumava fazer, que gostava de fazer, tá? Então aí são alguns sintomas negativos clássicos que a gente vê na Esquizofrenia. E além disso, né, existem também os sintomas cognitivos que interferem ali na capacidade do indivíduo se organizar, na
capacidade do organismo se planejar, na capacidade do do do indivíduo, né, de se motivar a buscar atividades diferentes, de se motivar, por exemplo, para buscar um emprego melhor, né, de se motivar para buscar um novo desafio na vida, de se engajar, né, nesses novos desafios, né, eh, com um ímpeto ali de se desenvolver Pessoalmente, tá? Então, aí já vai entrar aí na esfera cognitiva, tá? E e aí, pessoal, eh o conjunto desses sintomas, né, eh quando mantidos ali de uma forma mais prolongada, né, gerando prejuízo, né, e sofrimento na vida do indivíduo, é o que
vai caracterizar então a esquizofrenia, tá? Existem, obviamente critérios para que a gente feche o diagnóstico da esquizofrenia, tá? Então, os critérios utilizados hoje em dia, né, formalmente são Principalmente os critérios do DSM5. E aí, segundo os critérios do TSM5, a gente precisa observar ali no indivíduo, né, a ocorrência de sintomas, de delírios, alucinações ou desorganização do comportamento por um período ali significativo. Eh, tecnicamente a gente precisa que esse indivíduo tenha ali já pelo menos 6 meses de prejuízo no funcionamento dele e pelo menos um mês de sintomas positivos, como delírios, alucinações e Comportamento desorganizado, aliados
aí, né, um prejuízo da capacidade eh funcional dele e a um sofrimento significativos, tá? Eh, não quero ficar aqui nesse episódio eh listando e debatendo cada um dos critérios, tá? Diagnósticos lá do DSM, até porque nossa função aqui não é treinar profissionais para fazer o diagnóstico. Esse episódio é direcionado pro público geral, né? Eh, seja eles, seja vocês leigos ou médicos ou mesmo Psiquiatras, né? Eh, mas o a intenção aqui não é dar uma aula, né? ensinar a diagnósticar esquizofrenia, é simplesmente a gente eh abrir um debate aqui sobre fatos que são importantes sobre esse
transtorno, desmistificar inclusive algumas coisas. Eu acho que essa é uma das principais funções aqui da nossa conversa e gerar insightes aí para vocês, né? Eh, deixar deixar vocês um pouco mais críticos, mais inteligentes, digamos assim, tá? Ah, quando a gente fala eh pegando então, né, isso que eu comentei dos sintomas positivos, né, vocês perceberam que além de delírios e alucinações, eu comentei também sobre desorganização do comportamento. Então, eu acho que vale a pena a gente também comentar um pouco sobre isso. Quando eu falo em desorganização do comportamento, tô falando na ocorrência de comportamentos bizarros, comportamentos
incoerentes Dentro de um determinado contexto, seja um contexto pessoal ou seja um contexto ambiental. Então, por exemplo, vamos supor que está fazendo 40º aqui em São Paulo e um indivíduo chega aqui na consulta para mim comigo, né, usando uma roupa extremamente pesada, né, com dois casacos, né, com um gorro, eh, com cachicol. Então, esse indivíduo, ele está eh com um um uma veste, né, super inadequada, né, super incoerente para aquele ambiente de calor, né, aquele Ambiente quente que tá fazendo aqui, tá? Então, daí a gente já fica ali com uma puguinha atrás de orelha, né?
Hum. Tá meio bizarro, né? Ou imagina um indivíduo, né, que chega em casa e de repente vai tomar banho de roupa, né, abre o chuveiro, eh, sem tirar a roupa, a mãe dele vê o que que tá acontecendo, né? O que que fulano tá fazendo, tomando banho de roupa. Ou imagina um indivíduo que, de repente, começa a comer com a mão em vez de comer com os talheres, ou Mesmo um indivíduo que sai à rua e pelado, sabe assim, é de uma forma extremamente inadequada. eh ou um indivíduo que fica muito agitado, sabe? Um comportamento
assim eh agressivo, sem que haja ali realmente um motivo, um desencade muito bem claro, né? Eh, para para aquele comportamento. Então, esses são alguns exemplos aí de comportamentos bizarros que vez ou outra a gente vê eh acontecer em indivíduos com a esquizofrenia em sua forma ativa, Né? A esquizofrenia não tratada, né? com os sintomas ali ainda se manifestando, certo? Eh, então, né, quando a gente fala em sintomas positivos, alucinações, delírios e comportamento desorganizado, tá? Eh, do ponto de vista de alucinações, tá? O que que é importante a gente deixar claro aqui, tá? Porque tem muita
gente que confunde, né, alucinação com delírio. Hoje mais cedo, inclusive tava conversando aqui com Alguns jornalistas jovens, né, e aí eles comentaram sobre as alucinações da inteligência artificial, tá? E aí, pessoal, vale a pena a gente falar o seguinte, alucinação é uma alteração da sensopercepção, ou seja, é uma alteração que acontece a nível dos nossos sentidos. Então, quando eu falo em alucinação, eu estou falando numa distorção da nossa percepção através de algum dos nossos Sentidos. Na esquizofrenia, a principal alucinação é a alucinação auditiva, ou seja, há uma percepção auditiva de algo, de um estímulo que
não está presente na realidade. Então, se eu estou ouvindo uma voz que não está, né, uma voz, enfim, que não está presente aqui no meu ambiente, eu estou tendo, então, uma alteração a nível da minha audição, tá? Então, é isso que a gente chama de alteração da sensopercepção. Nesse caso, da Sensopercepção auditiva. Você pode ter também alucinação visual, que aí você tem então a alucinação da sua sensopercepção visual. É quando inclus é quando alguém chega para você, fala que tá vendo um vulto, né? Que tá vendo um uma criança olhando para você, que tá vendo
uma criatura estranha, eh, ameaçadora. Então, isso seria uma alucinação visual. quando o indivíduo ele tem uma percepção visual de algo que não está presente ali naquele momento. E Aí eu aproveito inclusive para falar, né, sobre para abrir um parênteses aqui, falar sobre ilusões. Ilusão é quando você tem uma percepção visual distorcida de um estímulo que está presente ali naquele ambiente, tá? Então, por exemplo, vamos imaginar que aqui na sala agora, eh, eu tenho um um janelão de vidro aqui na minha frente e passe um helicóptero bem na frente do sol, fazendo uma sombra aqui na
minha sala. E aí eu posso então, né, ter uma Distorção na minha percepção, eh, e ver aquela sombra como se fosse o vulto de uma pessoa, né, e eu passar a acreditar, então, que, ah, eu acho que entrou uma pessoa aqui nessa sala e saiu, tá? Então, como havia realmente um estímulo real, né, no caso aqui nesse exemplo da sombra, eu consideraria isso como uma ilusão, tá? Ou imagina uma luz, né? Vamos imaginar que a TV aqui ela comece a piscar, né? Isso então poderia me levar a pensar, né? Isso também isso Poderia então desencadear
o meu cérebro, né? Uma distorção nessa percepção e eu acabar vendo ali uma outra figura que não a que não a TV, certo? Então isso são coisas. Eh, então esses fenômenos, né, quando há um estímulo realmente presente, a gente então chama de ilusão. E a alucinação é quando não há ali o estímulo realmente presente, certo? Eh, falei sobre alucinações auditivas, que são as principais. Falei sobre alucinações visuais que podem ocorrer, Mas não são comuns. Inclusive, quando ocorrem alucinações visuais, a gente precisa eh eh ter um cuidado a mais para ver se aquele indivíduo, na verdade,
não está com algum outro problema neurológico, com algum outro problema mais orgânico, como por exemplo, um tumor no cérebro que esteja causando a alucinação visual, porque ela não é tão comum, principalmente quando é uma uma alucinação visual. eh isolada quando não É acompanhada de alucinação auditiva, tá? Então a gente precisa ter muita atenção a isso. E além além disso, né, considerando os nossos outros três sentidos, a gente pode ter também alucinações olfatórias, né, alucinações gustativas e alucinações táteis. Então, o indivíduo pode sentir um cheiro diferente e algo que não está presente ali no ambiente real
dele. Ele pode, por exemplo, sentir um gosto também diferente de algo que não está ali Estimulando realmente as papilas gustativas dele. Como, por exemplo, já me ocorreu de pacientes falarem que estavam sentindo gosto de sangue. E o indivíduo pode também ter alucinação estáteis. Ou seja, sentir alguém pressionando ele, sentir alguém eh empurrando ele, puxando ele, como já me ocorreu também de pacientes falarem, né, que sentiam, né, como se tivesse alguém puxando as pernas enquanto eles estavam deitados na cama, tá? Então são outros Tipos de alucinações mais raros, mas que podem ocorrer. Mas repito, né, eh,
as alucinações mais comuns na esquizofrenia e nos quadros psicóticos, como é, né, vamos falar aqui na esquizofrenia, né, são as alucinações auditivas. Outras alucinações quando surgem requer essa atenção especial para que a gente busque ali outras hipóteses e expliquem tais fenômenos, tá? Eh, e quando a gente chega em delírio, pessoal, aí a gente sai da esfera da Sensopercepção, ou seja, a gente já não está mais falando aqui nos cinco sentidos e passa então pra esfera do pensamento, certo? O delírio é uma alteração do pensamento. Então, o indivíduo ele passa a pensar em algo lincado a
uma ideia de de algo que não está presente ali no ambiente real dele, como por exemplo, acreditar que existe alguém do lado de fora aqui dessa sala me esperando sair para então me dar uma Facada, por exemplo, ou mequestrar, né, ou fazer alguma coisa de mal contra mim, certo? Eh, isso é uma é uma coisa da esfera do pensamento, certo? E aí os delírios eles podem vir de vários tipos. Os delírios mais comuns são os delírios paranoides, né, ali, os delírios persecutórios, né, delírios, né, que fazem o indivíduo acreditar que estão sendo perseguidos, monitorados, vigiados.
Esses são os delírios mais comuns, mas existem também Delírios de grandeza quando o indivíduo acredita que tem uma habilidade especial que nenhuma outra pessoa ou pouquíssimas pessoas no mundo eh temírios místico religiosos, né? Quando o indivíduo acredita que tem um dom ali concedido a ele por Deus, como por exemplo, o dom da cura, né? eh, ou, né, um um uma habilidade ali especial, um poder especial, né, conseguido a ele por outras entidades divinas ligados a a a outras religiões que ele tenha. Eh, Então, os delírios místicos religiosos, inclusive, são bem comuns na esquizofrenia. Existem alguns
outros delírios, né, como delírios de eh delírios de Ah, agora me faltou o tema. Eh eh delí-se que o indivíduo acha que os o as outras pessoas estão olhando para ele de uma forma diferente, né? Eh, não, tô até me soprando aqui. Não é o delírio persecutório, é o delírio, daqui a pouco vou me lembrar, tá? Mas a Pessoa acreditar, né, que está sendo, eh, que as pessoas, né, na rua, né, estão olhando para ele de uma forma diferente, né, existem e aí existem, por exemplo, né, delírios erotomaníacos em que o indivíduo acredita que uma
figura de autoridade está apaixonada por ele, né, está eh eh atraída por ele ali dentro de um contexto amoroso ou sexual, né? Inclusive, talvez vocês já tenham visto notícias na mídia, né, de celebridades Que entram ali em situações extremamente eh aterrorizantes por causa de fãs que ficam seguindo, né, eh que ficam estalqueando, né, e que chegam às vezes a situações extremas de invadir camarim, eh, ou até mesmo de ameaçar ali a celebridade de morte, né, por sentir ciúme, por exemplo, da celebridade, né? Eh, eu acho que um dos casos mais emblemáticos desses últimos anos foi
o caso da Ana Hickman, né, que um fã que tava eh eh com esses delírios Erotomaníacos. Ele acreditava cegamente de que a Ana Rickman tinha ali um relacionamento amoroso com ele. Ele fazia interpretações delirantes e algumas coisas que ela falava na TV, nas redes sociais, né, nos canais de mídia e acreditava que ela estava passando ali mensagens indiretas para ele, né? Eh, e isso ao longo de meses, anos, né, foi ficando cada vez mais enraizado na mente dele, de modo a ele e eh eh agir, né, de uma forma cada vez mais profunda dentro Desse
cenário, né, que a mente dele criou e acabar meio que com aquele desfecho eh bem perigoso, né, eh que a gente viu lá depois nas notícias. Então, esse é o delírio erotomaníaco, né? Eh, existem indivíduos que passam que que que tírios somáticos, inclusive, né? Eles passam a acreditar que existe alguma doença ali, eh, que nenhum médico diagnosticou ainda e que em determinado momento vai se manifestar. É como se fosse um extremo de uma hipocondria, Digamos assim, né? Porque na hipocondria o indivíduo ele tem ali um receio, né? Ele tem uma preocupação, né? Ah, eu acho
que eu esse sintoma pode ser aquilo, tal, mas ele não tem uma certeza absoluta que ele realmente está com aquela doença. Mas a gente pode ter casos de delírios somáticos, né, de o indivíduo realmente achar que ele tem uma doença, acreditar cegamente naquilo, eh, e viver, né, naquele naquele, enfim, temor, né, sustentado ali, se ele não Recebeu, obviamente, tratamento. Ah, enfim, pessoal, eu poderia aqui passar mais alguns minutos falando aqui dos diferentes tipos de delírio. Ah, mas é mais para vocês terem essa noção de que quando a gente fala em alucinação, a gente fala então
de uma alteração da senso percepção. Fala ali de uma distorsão, né, de um ou mais dos cinco sentidos. Quando a gente fala delírio, a gente fala em algo na esfera dos pensamentos. Ou seja, quando a gente vai Pro contexto lá da Iá, que o pessoal fala: "Ah, Iá, tal tá alucinando e etc. Tecnicamente não é correto a gente falar que a Iá está alucinando. Tecnicamente seria mais apropriado, né, eh, dizer que a Iá está delirando, né, um delírio, né, porque ela traz ali uma informação falsa, né, ela foge do do real, né, ela traz ali,
por exemplo, uma informação que não condiz com a realidade, né, eh, não é uma alteração de percepção, muito embora seja meio complicado também a Gente falar que aí a pensa, né, mas enfim, né, mas tecnicamente seria muito mais próximo de um delírio, né, do que uma alucinação, certo? Eh, seguindo então, pessoal, aqui nessa questão da esquizofrenia, tá? Então a gente falou aqui que é uma doença que acomete aí, né, segundo os estudos, cerca de 1% da população. É uma [roncando] doença marcada aí por sintomas dentro de um contexto de um cérebro que já não consegue
mais Discernir, né, diferenciar o que é real e o que é imaginário. E aí a gente pode falar agora, né, do que que causa afinal a esquizofrenia. O que que eh que até quem tá me ouvindo agora, né, deve estando, putz, agora será que eu posso desenvolver uma esquizofrenia, né? Deve ser horrível, né, ter esses sintomas, né? Será que isso pode acontecer comigo? Então, vamos lá. Primeira coisa que eu sempre gosto de deixar claro quando a gente fala Sobre transtornos mentais é que, infelizmente, todo mundo tem uma vulnerabilidade. Todo mundo tem uma vulnerabilidade para desenvolver,
né, algum transtorno mental ao longo da vida. Essa vulnerabilidade, ela depende de vários fatores, fatores biológicos, fatores psicológicos e fatores ambientais, tá? Essa vulnerabilidade, ela varia de uma pessoa para pessoa. Então, a minha variabilidade, a minha vulnerabilidade Pode ser diferente da sua vulnerabilidade. E além disso, essa vulnerabilidade ela varia de acordo com o contexto de vida do indivíduo. Então, a minha vulnerabilidade hoje pode ser maior do que a vulnerabilidade que eu tinha há 10 anos atrás. Pode ser que o meu contexto de vida atual, ele me traga algumas pressões, alguns estressores que me deixem mais
vulnerável a desenvolver determinados tipos de sintomas, tá? Então isso é de super importância aqui, De suma importância, eh, para que vocês compreendam, né, de que, ah, eu posso ter esquizofrenia, eu posso ter um quadro psicótico, pode. Porém, eh, a chance de desenvolver esquizofrenia, ela diminui bastante depois dos 30, 35 anos, tá, pessoal? Então você que está me ouvindo e que já tem mais de 35 anos, pode dar uma respirada já de alívio, porque a chance de você desenvolver esquizofrenia já é Bem menor, tá? Não posso dizer que é inexistente, infelizmente, mas é bem menor, tá?
A idade de risco para desenvolver esquizofrenia é o início da vida adulta, né? Final da adolescência, início da vida adulta, certo? mulheres, elas podem desenvolver até uma idade um pouco mais tarde, né? Até uns 35 anos, mais ou menos. Homens já é um pouco mais eh eh incomum de a gente ver, desenvolver ali depois dos 25, 30 anos, tá bom? Eh eh e as mulheres elas têm Também um outro pico de incidência de sintomas psicóticos, tá? não necessariamente esquizofrenia lá para próximo dos seus 55, 60 anos ali pós menopausa, tá? Aí já é assunto para
para um outro uma outra conversa nossa aqui, certo? Acho que o que o principal nessa questão do da idade é entender que a esquizofrenia geralmente se manifesta ali no início da vida adulta. Eh, o que mais vai determinar realmente [limpando a garganta] a o desenvolvimento da esquizofrenia é o fator genético, tá? A a vulnerabilidade genética é bem relevante aqui no contexto da esquizofrenia. Há dados mostrando inclusive que gêmeos em Gêmeos idênticos, a chance e de se desenvolver a esquizofrenia, caso um dos irmãos tenha é 85%. o que reforça essa tese de que há uma contribuição
genética bem significativa na esquizofrenia. Ah, então sempre quando a gente conversa, né, com indivíduos com esquizofrenia, a gente pergunta se ele tem filhos, né, para até para que a gente possa fazer ali uma vigilância, digamos assim, um acompanhamento também do dos filhos, né, e eh do ponto de vista de orientar os pais, a família, né, para evitar o contato dos filhos com alguns gatilhos, né, com alguns fatores aí que ajudam a a desencadear a esquizofrenia, tá? Assim como na psiquiatria, né, a gente está sempre atento ao histórico familiar do indivíduo, porque se eu estou conversando
com um paciente, por exemplo, jovem, né, se eu estou conversando com um paciente de 25 anos e ele me traz a informação de que o pai ou a mãe dele tem esquizofrenia, eu já fico atento, né? Opa. Então, existe um risco aqui desse indivíduo, existe um risco aqui maior, né, desse indivíduo abrir um quadro de esquizofrenia a depender do Que aconteça com ele ali ao longo da vida. E o que que seria esse, o que aconteça, né, o que que pode acontecer ao longo da vida do indivíduo, né, para aumentar mais ainda as chances dele
desenvolver a esquizofrenia. Aqui, pessoal, a gente tá falando de traumas, tá? A gente tá falando de substâncias, a gente tá falando de, a gente tá falando de estresse como um todo, tá? Eh, então, quando o indivíduo Ele é submetido a situações estressantes, quando o cérebro indivíduo é eh eh submetido ali a situações mais estressantes, ele acaba tendo um risco maior de desenvolver, né, quadros psiquiátricos como todo, dentre eles a esquizofrenia, tá? Do ponto de vista desses fatores estressores, um que merece destaque aqui na nossa conversa é a cannabis. A cannabis é um dos principais gatilhos
pro desenvolvimento da esquizofrenia. Dentre as substâncias de uso recreativo abusivo, tá? substâncias ali psicoativas, a cannabis figura como a que há mais evidências de desencadear sintomas psicóticos e a esquizofrenia, tá? Então, jovens, principalmente jovens que já têm uma vulnerabilidade genética, quando em uso, quando tem contato com cannabis, principalmente cannabis de potência maior, aumentam, eles têm uma chance Muito maior de abrir um quadro de esquizofrenia, tá? Então, muita atenção essa questão da cannabis, principalmente hoje em dia, em que o uso, né, está aumentando, em que há países, inclusive afrouxando ali as regulamentações, né, pro consumo de
cannabis. Eh, há pessoas buscando ali flores de cannabis, né, que trazem um um um efeito mais potente, né, uma concentração maior de THC, que é justamente o componente da cannabis, eh, que está aí mais envolvido com o o Deflagramento dos sintomas psicóticos. Então muita atenção a isso, especialmente, né, em pessoas mais jovens que estão ali ainda na zona de risco para desenvolver quadros psicóticos, tá? Uma outra substância que merece muita atenção aqui do ponto de vista de poder ser gatilho pro desenvolvimento de sintomas psicóticos e consequentemente esquizofrenia é, vejam só, a lisdexanfetamina, que eu vou
me permitir aqui falar o nome Comercial até pro para fins didáticos, tá? Que é o venvance, tá? O Venvance e tem como princípio ativo a lisdexfetamina, que é um psicoestimulante que age lá no cérebro e aumentando a atividade da dopamina. E a gente vai falar sobre isso mais um pouco mais paraa frente, mas quando você aumenta a atividade da dopamina no cérebro de um indivíduo que já tem uma suscetibilidade maior para apresentar Sintomas psicóticos, você tá meio que colocando lenha na fogueira e aumentando muito as chances dos sintomas psicóticos serem deflagrados, tá? Então, estou destacando
essa questão da leis dexanamfetamina porque ao longo dos últimos anos muita gente tem buscado essa medicação até mesmo por conta própria, sem orientação médica, comprando de forma escusa eh para melhora de desempenho, né, para trabalhar melhor, para estudar melhor, Etc., sem saber dos riscos que estão correndo, tá? E o pior é que muitas dessas pessoas que buscam tal medicação por conta própria são pessoas que estão nessa zona de risco, né? Essa idade aí em que a chance de desenvolver sintomas psicóticos, esquizofrenia é maior. Tá, pessoal? [roncando] Eu não consigo contar nos dedos das mãos às
vezes em que eu tive contato com pacientes que abriram quadros psicóticos por uso de psicoestimulante, tá? Então, muito Cuidado com eh esse uso aí indiscriminado, sem critério de psicoostimulantes. Eu mencionei aqui a lisxafetamina, né, cujo nome eh do de referência é o vinvance, né, o nome comercial. Mas cabe aqui também falar da ritalina, famosa ritalina, que é o metilfenidato, e também do concerta, que também é metilfenidato, mas o metofenidato aí de liberação prolongada, tá? Eh, hoje, né, existem vários fabricantes dessas medicações, né? Então, o acesso está ainda mais fácil. Quando o acesso fica mais fácil,
eh, os efeitos colaterais do acesso também ficam um pouco mais críticos, tá? Então, muita atenção em relação a isso. Outras substâncias, né, que também agem ali aumentando o risco, né, cocaína, que é uma substância dopaminérgica, é uma substância psicoestimulante, não, ela também pode aumentar os riscos ali de desenvolver sintomas psicóticos, alucinógenos, né, obviamente não precisa Nem falar, né, que eh podem também acabar gerando aí um um aumento no risco de desenvolvimento de sintomas psicóticos e, consequentemente, a esquizofrenia. Ah, e entre tantas outras, tá, pessoal? Eh, então, muito cuidado com a questão aí do uso de
substâncias. Eles e esse fator uso de substâncias é uma é um aí dos principais eh gatilhos pro desenvolvimento da esquizofrenia, tá? Ah, Então existem, né, eh, múltiplas causas, tá? Eh, enfim, não tem como a gente falar que o indivíduo tal ele vai apresentar esquizofrenia, se ele fumar maconha, se ele que ele vai e desenvolver esquizofrenia, se tomava em van, tal. Enfim, é um transtorno, como eu falei no início aqui do do do episódio, extremamente complexo, eh extremamente intrigante aí do ponto de vista das vias, do que que acontece lá no cérebro E o que que
afinal acontece lá no cérebro, tá? Olha, ninguém sabe 100% mesmo o que realmente acontece lá no cérebro, eh, dentro do contexto da esquizofrenia, tá? Uma das principais, mais uma das principais hipóteses, né, em relação a isso, é de que as pessoas com esquizofrenia, elas têm uma atividade aumentada da dopamina em algumas regiões cerebrais, principalmente circuitos ali que regulam as emoções e que fazem conexão ali com o Pensamento, né, circuitos mesolímbicos. Ah, e aí esses indivíduos, né, eles eh ao longo da vida eles eles então vão ficando mais sensíveis à dopamina nessas regiões do cérebro e
aí acabam, né, eh, já mudando o comportamento, né, antes do indivíduo ele apresentar os sintomas positivos, lembra lá de delírios, alucinações e etc, ele começa já a ter uma mudança de comportamento. O é muito comum a gente ver o jovem, né, Antes de começar a apresentar os sintomas de delírios, alucinações, ficar um pouco mais recluso, ficar um pouco mais isolado, perder rendimento nas atividades dele, começar a ter mais dificuldades na escola, ah, começar a a perder ali meio que a a vontade de se relacionar com outras pessoas, tá? Isso já seria uma consequência dessa desregulação
dos circuitos dopaminésicos no cérebro desse indivíduo, entendeu? Eh, por isso Que existem, inclusive, né, ao redor do mundo, programas que acompanham jovens em alto risco de desenvolvimento de esquizofrenia, já meio que monitorando essa mudança de comportamento deles para que uma vez que eles abram o quadro de esquizofrenia, esse quadro seja tratado o mais rápido possível, porque quanto mais precoce é o início do tratamento, melhores são os resultados do tratamento, entendeu? Eh, e aí é justamente por causa dessa hipótese Relacionada à dopamina que os principais tratamentos para esquizofrenia t como alvo os receptores de dopamina lá
no cérebro. Então, a maioria dos indivíduos com esquizofrenia estão sendo tratados, a maioria dos que estão sendo tratados, melhor dizendo, porque muitos não nem nem recebem tratamento, tá? Eh, importante fazer essa ressalva aqui, mas a maioria dos indivíduos, né, tratados para esquizofrenia estão tomando medicamentos que bloqueiam receptores Dopaminéscos lá no cérebro, tá? Mais especificamente, né, bloqueiam receptores do tipo D2 de dopamina. Então a gente tem alguns remédios como risperidona, lanzabina, aloperidol, né, que agem justamente bloqueando esses receptores de dopamina lá no cérebro para que então a gente consiga compensar essa hiperestimulação dopaminégica por trás dos
sintomas. O problema é que quando você bloqueia lá os receptores de dopamina, você acaba bloqueando Receptores que você não gostaria de bloquear e daí surgem então os efeitos adversos, tá? efeitos que são resultantes e um, enfim, de um bloqueio de receptores que a gente não queria bloquear, tá? Eh, como por exemplo, né, um dos efeitos adversos comuns, né, desses medicamentos é tremor de extremidade, né, uma certa rigidez ali nas articulações por causa de receptores dopaminéticos que são importantes paraa locomoção, sabe, para Pros movimentos finos ali das articulações. Então, eh eh infelizmente a gente acaba muitas
vezes sofrendo com esses efeitos adversos no tratamento de alguns pacientes, muito embora hoje em dia existam medicamentos mais modernos, né, com os quais a gente consegue contornar melhor esses efeitos adversos e trazer um conforto aí pro tratamento dos indivíduos, tá? Eh, existem também, né, eh, teorias um pouco mais modernas aí Avançadas, né, que ligam a esquizofrenia, a outros circuitos lá do cérebro, não necessariamente ligados apenas à dopamina, mas ligados a outros neurotransmissores, como glutamato, por exemplo. E aí existem medicamentos, inclusive, já voltados para esses alvos novos, né, como os recursos glutamatérgicos. Eh, então a gente
tem algumas novas fronteiras se desbravando aí tanto no entendimento, né, do que que acontece Biologicamente lá no cérebro, né, para causar esquizofrenia, como também eh como também no consequentemente, né, na questão do desenvolvimento de novos fármacos, né, na evolução aí do tratamento da esquizofrenia. Eh, cabe aqui também então, né, a gente já fazer o gancho e falar um pouco do tratamento da esquizofrenia, né? O já comentei, né, que no tratamento da esquizofrenia a gente usa medicamentos principalmente voltados, né, a bloquear Receptores dopaminégicos. Ah, o tratamento, né, também, como eu já comentei, ele precisa ser iniciado
o quanto antes, tá? Quanto mais tempo o indivíduo fica psicótico, mais difícil vai ser a recuperação dele. Vou repetir. Quanto mais tempo o indivíduo fica psicótico sem tratamento, piores são os resultados do tratamento. Esse indivíduo, ele tende a demorar mais tempo para se recuperar. Ele tende a necessitar de doses maiores de Medicamentos. consequentemente ele tende a ter mais efeitos adversos por causa de doses maiores. Às vezes, ele precisa tomar mais de um medicamento para que realmente a gente consiga trazer de volta ali a funcionalidade do indivíduo, tá? Eh, quanto mais tempo ele passa sem tratamento,
mais ele se envolve em situações de vida constrangedoras, comprometedoras, mais ele sofre ali com isolamento social e mais difícil fica de engajar esse Indivíduo de novo a ao funcionamento normal dele. Até porque quando ele vai colecionando essas frustrações, essas dificuldades, ele vai meio que desenvolvendo um certo trauma também. Isso vai minando a autoestima dele, autoconfiança e mesmo depois, né, com os sintomas da esquizofrenia já controlados, ele tem uma dificuldade para acreditar que ele realmente pode voltar, né, a funcionar, pode voltar a fazer as coisas que ele fazia antes, tá? Esse é um desafio enorme que
a gente tem com os pacientes que demoraram muito a iniciar o tratamento, tá? Eh, hoje em dia muito se fala sobre recovery, né? eh que é a eh a nossa missão de não apenas eliminar os sintomas de esquizofrenia, mas devolver o indivíduo a sua plenitude, fazer com que o indivíduo não apenas pare de alucinar e delirar, mas que ele também consiga trabalhar eh normalmente, sem dificuldade, se relacionar, ter filhos, enfim, viver uma Vida plena, tá? E a gente tem conseguido isso cada vez mais, porque os tratamentos eles têm evoluído bastante, tá? Eu já comentei com
vocês que a gente tem medicamentos inclusive com novos alvos lá no cérebro. A gente tem medicamentos que mesmo quando mexem ali com a questão da dopamina conseguem fazer isso de uma forma mais refinada, né? Por exemplo, existem medicamentos que eles fazem o bloqueio lá da dopamina em determinadas regiões do cérebro, ao Mesmo tempo em que aumentam a atividade da dopamina em outras áreas do cérebro, porque lembra dos sintomas negativos da esquizofrenia? Eles são causados por essa desregulação dopaminética. Tem dopamina de mais agindo em um determinado circuito e agindo de menos em outros circuitos. Então tem
medicamentos que fazem esse balanço, sabe? Que aumentam a atividade da dopamina onde ela realmente precisa ser aumentada e reduz onde ela precisa Ser reduzida, tá? Eh, então a gente tem avançado bastante nessa questão aí do tratamento da esquizofrenia por causa de drogas mais avançadas, mais modernas, mais confortáveis, eh com alvos terapêuticos diferenciados também pelo fato, né, das pessoas estarem, né, buscando assistência mais rapidamente, de a população, né, estar mais conscientizada em relação à necessidade de se buscar o psiquiatra quando o indivíduo tem alterações Comportamentais, né? Ah, fulano tá estranho, fulano tá esquisito, fulano não tá
mais conseguindo fazer as coisas dele, né? Vamos procurar um psiquiatra, né? Coisa que antigamente, né? 30, 40 anos atrás, era muito difícil, né? Havia uma barreira muito grande para se buscar o psiquiatra e havia também, de certa forma, uma uma ignorância muito grande, né, da população em relação a entender que aquele indivíduo precisava de uma ajuda especializada de um profissional Ali focado em saúde mental, tá? Eh, hoje também, pessoal, no tratamento, uma das dificuldades que a gente apresenta é em relação à adesão, tá? Então, a gente tem medicamentos novos, medicamentos modernos, né, tudo isso que
eu falei para vocês, mas de nada adianta se o indivíduo não se comprometer, né, com esse tratamento, né, de não, de se eu passo a melhor medicação, se eu acerto em cheio ali a prescrição de um indivíduo para que ele tenha um Tratamento que elimine os sintomas de forma confortável, sem efeitos adversos, e esse paciente não toma o remédio, enfim, de nada adianta, né, essa precisão, essa assertividade que eu tive ali. no planejamento do tratamento dele, tá? Eh, na esquizofrenia, muitas vezes a gente tem uma dificuldade, né, nessa adesão ao tratamento medicamentoso pelo fato de
o paciente muitas vezes ele não assume que está doente, né? Vamos aqui voltar Um pouco aqui no no exemplo que a gente deu. Um paciente que de repente começa a ouvir vozes, né, comentando ali sobre o comportamento dele, né, falando mal dele, xingando, etc. Eh, e e com delírios, né, de que tá sendo perseguido, que tem gente ali meio que querendo fazer o mal contra ele. Ele acredita cegamente naquilo. Ele não acha que aquilo ali é uma doença, ele acredita que aquilo ali realmente tá acontecendo. Então, é muitas vezes Complicado de você simplesmente convencer um
indivíduo a tomar um remédio, porque esse mesmo indivíduo, ele tem grandes chances de associar aquele remédio, às crenças delirantes dele e passar a ver aquilo ali como uma forma de envenená-lo, tá? Às vezes o o paciente ele passa inclusive a acreditar que o médico faz parte do complô que estão tramando contra ele. Às vezes ele interpreta, né, ele chegou até a consulta médica Justamente por influência das pessoas que estão tentando prejudicá-lo, tá? Eh, todo o arcabolso psicótico que se constrói na mente dele acaba, né, às vezes gerando esses links, né, eh, essas ligações que ele
faz, né, colocando todo mundo nessa teia, né, persecutória, paranoide que ele apresenta. Então, muitas vezes é um desafio enorme pra família, né, fazer com que o indivíduo tome ali o medicamento. às vezes é difícil fazer com que ele coma, Né, porque ele acredita que estão envenenando a comida dele, quissá tomar um comprimido, quçá colocar uma química para dentro ali do do corpo dele, tá? Então essa é uma das coisas que influenciam uma adesão pobre aí ao tratamento da esquizofrenia. A gente também tem que mencionar aqui a questão do [limpando a garganta] de indivíduos que tem
muitos sintomas negativos e esquizofrenia e acabam ali não se Motivando a comprar o remédio, né? Eh, indivíduos que eh perdem a esperança, né? Acredito que os remédios não vão ajudá-lo, né? né? Individos que já estão ali eh com dificuldades para compreender a importância do tratamento. Às vezes a gente até consegue meio que fazer com o indivíduo compreender que ele precisa daquela ajuda. Eh, mas aí ele já não consegue, por exemplo, se organizar, né, para comprar os próprios medicamentos. Aí fica dependendo de um familiar e às vezes o suporte familiar não é bom. Então, pessoal, aqui
tem uma série de cenários possíveis eh relativamente comuns que atrapalham a adesão ao tratamento e consequentemente a recuperação do indivíduo. E por causa disso, né, eh cada vez mais a gente tem recorrido a medicações injetáveis de longação, que é uma das invenções aí, né, mais promissoras, né, da última década. Eh, Na verdade tem mais de uma década já em termos de tratamento de esquizofrenia e consiste basicamente em a gente fazer um antipsicótico por via injetável, né, e via intramuscular no indivíduo e esse antipsicótico ele ficar agindo ali por um mês, né, sem a necessidade de
víviro ficar ali tomando um comprimido todos os dias. Então isso facilita muito, né, a adesão aí do indivíduo, porque uma coisa é você ter que lembrar e se organizar para tomar um comprimido ao longo dos 30 Dias de um mês, né? São 30 chances de dar errado. Outra coisa é você tomar uma vez por mês, tá? Então a gente reduz de 30 chances já errado para apenas uma chance, tá? Então já é uma coisa que torna aí o tratamento bem mais prático. E mais recentemente a gente passou a contar inclusive com injeções de duração trimestral,
tá? Dur, então a gente tá falando aqui de um tratamento que pode ser feito em quatro injeções ao ano, né? Então a gente sai de uma necessidade de Eh tomar 300, tomar um comprimido 365 vezes ao longo do ano para tomar um remédio quatro vezes ao longo do ano, tá? Então, felizes são os pacientes que conseguem, né, eh, se adaptar a esse tratamento injetável, que conseguem ter uma resposta terapêutica satisfatória com ele, a ponto de conseguirem, né, ficar nesse esquema, né, bem mais confortável de tomar ali quatro injeções intramusculares. E são injeções intramusculares relativamente simples,
Tá? Eh, não dóiem assim, você não vai sentir só a picadinha ali e tal, mas é uma coisa super tranquila, tá, pessoal? Felizes os que têm acesso a esse medicamento, porque infelizmente esse medicamento ele é relativamente caro quando a gente compara com os medicamentos por via oral e ele não está disponível na rede pública, apesar de inúmeros esforços da comunidade da comunidade médica, tá? para que o SU insira esse medicamento no rall de Medicamentos eh fornecidos gratuitamente a população, que seja pelo menos ali nas farmácias de alto custo, tá? Mas infelizmente a gente não ganhou
essa batalha ainda, a gente não conseguiu fazer com que essas medicações injetáveis de longação mais modernas estejam disponíveis no SUS. Para não dizer que não existe, pessoal, vamos lá, né? Vamos ser eh eh justos aqui. Eh, existe uma medicação sim, tá? De de longação disponível no SUS, que é o Aloperidual decanoato. Porém, essa medicação, ela é uma medicação mais antiga. Ela é um antipsicótico de primeira geração e por ser mais antiga, ela acaba causando mais efeitos colaterais, tá? Então, é uma medicação com a qual eh o o tratamento acaba não sendo tão confortável quanto medicações
injetáveis mais modernas, certo? Então, o aloperodor canoato, ele consegue ali sustentar três, qu semanas de efeito, trazendo aí também essa comodidade, né, Do ponto de vista de adesão, porém com efeitos adversos ali relativamente, enfim, desagradáveis quando surgem, mas nem sempre surgem, tá? com esses pacientes que se deram muito bem aí também com o aloperol de canoato, tá? Eh, mas enfim, tem tem essa barreira de acesso de custo a essas medicações vegetáveis mais modernas. Posso dizer aqui para vocês terem uma ideia que uma injeção vai custar a hum, deixa eu pensar aqui, umas 10 Eh 50
vezes, eh, fazendo a matemática aqui, 20 10, olha, vai custar aí umas 50 vezes mais cara do que uma medicação por vi oral, tá? Mas o resultado é tão bom que muitas vezes os familiares eles eles eles fazem um esforço, né, e conseguem custear, tá, a medicação. Ã, eh, então é isso, assim, pessoal, do ponto de vista medicamentoso, né, há muitas medicações hoje disponíveis, né, A gente consegue fazer tratamentos mais confortáveis. E aí, eh, a próxima pergunta que geralmente vem, eh, e pessoal, eu tô, vou só abrir um parênteses aqui, eu tô conversando aqui livremente
com vocês, tá? Não tô nem seguindo nenhum roteiro. Até separei um roteiro aqui para para que eu pudesse estruturar melhor essa conversa aqui com vocês. Mas eu acho uma das das minhas ideias aqui, né, no retorno desse Podcast é justamente fazer de uma forma mais leve, de uma forma que que seja agradável, né, e que não seja tão estressante para mim. Eh, eu acho que a medida que a gente for fazendo, né, vai ficando mais mais fluido, né, e se tiver ali o incentivo e a participação de vocês, o negócio vai fluindo ainda mais, tá?
Mas depois eu até vou aqui no meu roteiro que eu fiz, né, para pegar aqui algum ponto que eu deixei passar e que eu acho que é super importante de Compartilhar com vocês também. Eh, então, voltando, eh, que que eu tava falando mesmo? Ah, lembrei. Na sequência, o que que vem de de dúvida geralmente, né? Eh, beleza, então, iniciou o tratamento, né? O indivíduo vai ter que tomar remédio para sempre. Essa é bem complicado, pessoal, essa pergunta, tá? Porque assim, geralmente quando o indivíduo ele tem um quadro mais grave, tá? Eh, naqueles casos, por exemplo,
que o indivíduo demora mais Iniciar o tratamento, né? Eh, em casos em que houve um comprometimento à vida ali do indivíduo de forma mais significativa, eh o risco do indivíduo vir a ter um novo surto, ele é tão alto e o risco de comprometimento ali na esfera de vida dele é tão significativo que a gente acaba, sabe, evitando pagar para ver, digamos assim, certo? Então, na maioria dos casos, os indivíduos acabam ficando em uso contínuo da Medicação eh ao longo, enfim, de toda a vida, tá? Obviamente a dose ela vai sendo ajustada de acordo com
as necessidades e o momento do indivíduo. Quando o indivíduo tá na fase aguda, a dose acaba sendo um pouco maior. Quando ele tá estável, a expectativa é que uma dose menor já seja suficiente, até para que o tratamento fique confortável e ele não fique ali tão exposto a efeitos adversos, tá? Mas cada vez mais a gente tem tido casos De sucesso em que a gente consegue tirar a medicação do indivíduo, tá? Isso acontece especialmente em casos em que a gente conseguiu iniciar o tratamento muito precocemente, eh, a ponto de aquele indivíduo ter só um surto
e ele não ter, eh, nenhum comprometimento ali tão significativo com aquele surto que ele teve e ele responder ali já a uma dose mais baixa do medicamento, certo? Então são existem casos sim atualmente que a gente consegue tirar a medicação com cuidado e avaliando o contexto de vida do indivíduo, eh eh de modo que a gente tenha um controle ali, né, de que o indivíduo está inserido num ambiente relativamente saudável, sem estressores significativos, né, e, portanto, com um risco relativamente baixo de apresentar um novo surto ali, né, de apresentar uma recaída, de apresentar ali o
ressurgimento dos sintomas de Esquizofrenia, certo? São casos bem pontuais, eu preciso assumir aqui para vocês, tá? Eh, depende muito também de profissional para profissional, do quanto que o profissional se sente à vontade, do quanto que ele conhece o paciente, do quanto que ele realmente tem segurança ali, né, em relação ao contexto de vida do paciente. Eh, então, falando aqui do meu contexto, né, então os pacientes eles têm o o meu Contato, né, os familiares do paciente têm o meu contato também. Eh, nos nas ocasiões em que eu suspendi a medicação de pacientes com esquizofrenia, a
gente se encontrou de novo, eh, meses depois para ver como que ele evoluiu ali sem a medicação para eu analisar o contexto de vida dele. Paciente também, os familiares também estiveram presentes me trazendo informações objetivas, né, de alguém que está observando a situação de fora. Então assim, é preciso muito Cuidado, tá, com essa conduta, mas por causa do nosso melhor entendimento e por causa, né, de tratamentos mais precoces, eh, e também reforço de outras frentes terapêuticas não medicamentosas, como psicoterapia, atividade física, dentre outras, a gente tem conseguido sim em alguns casos, ter o sucesso do
ponto de vista de tirar a medicação. E às vezes pode acontecer desses mesmos pacientes fluírem bem sem a medicação e depois enfrentarem ali algum estresse Novo ao longo da vida a ponto então de voltarem a apresentar os sintomas de esquizofrenia, tá? Então, muito cuidado com essa questão da retirada da medicação. A maioria dos pacientes hoje em dia, né, eles têm quadros clínicos e contextos de vida que acabam meio que levando a ao profissional a manter aquilo ali eh sustentado ao longo da vida, mas às vezes a gente consegue sim tirar a a medicação, tá? Eh,
então maravilha. Eh, Ainda sobre isso, né, só para fechar, então, diagnóstico precoce interfere bastante no resultado do tratamento e na questão da medicação, seja dose, tipo de medicação, duração do tratamento e a chance de a gente vir a retirar a medicação em algum momento ali ao longo da vida do indivíduo. Falando em vida do indivíduo com esquizofrenia, um dado bem relevante aqui, pessoal, é que muito, infelizmente, a expectativa de vida das pessoas com esquizofrenia, Ela é significativamente menor do que a expectativa de vida de indivíduos sem esquizofrenia, tá? Eh, os estudos mostram, né, os estudos
epidemiológicos aí que acompanham pessoas com esquizofrenia ao longo da vida. E essas pessoas elas podem ter aí uma expectativa de vida 15 anos menor do que as outras pessoas. E essa esse falecimento mais precoce das pessoas eh eh com esquizofrenia ocorre aí, né, por alguns motivos, como a desorganização em Relação aos cuidados em saúde, né, a fatores cardiovasculares por causa de medicações. Algumas medicações elas têm como efeito adverso o aumento nas taças ali de colesterol, glicerídios, glicemia. Então, alguns medicamentos, alguns alguns pacientes que tomam, né, determinados medicamentos que não tento clínico eh eh associado ao
acompanhamento psiquiátrico, acabam desenvolvendo diabetes. diabetes acaba Meio que fazendo com que esse indivíduo tenha ali eh eventos cardiovasculares como infartos, né, eh AVCs, eh e outros problemas circulatórios, contribuindo aí para essa para essa redução na expectativa de vida. E além disso, há também um risco de suicídio significativamente maior. A gente tá falando aqui, pessoal, de um risco que chega a ser 12 vezes maior em indivíduos com esquizofrenia comparado aí com a população em geral, tá? Eh, e esses suicídios às vezes acontecem em situações de surto, em que o indivíduo ele tem ali vozes de comando,
por exemplo, né, para se jogar na frente de um carro, se jogar nos trilhos do trem, né, eh, se jogar do do apartamento, né, eh, ou mesmo alguns pacientes sem em em surtos extremamente graves e dramáticos, né, que tem arma em casa, né, podem podem acabar se suicidando, tamanho é o sofrimento que eles enfrentam ali de tão perturbador Que são os sintomas psicóticos, tá? Eh, e também indivíduos que acabam meio que desenvolvendo essa questão dos pensamentos eh de morte, né, da ideiação suicida, por desesperança, né, de não conseguir eh contornar aqueles sintomas e, enfim, né,
acabar dentro de um quadro depressivo mais proeminente e, enfim, acabar eh eh tomando a triste decisão de de autoestermínio, tá? Então a gente precisa também eh dar atenção a essa questão, tá, da Expectativa de vida ser bem menor indivíduos com esquizofrenia, principalmente pelo por por essas questões aqui que eu comentei com vocês, tá? Eh, e eu falei, né, pessoal, que além do tratamento medicamentoso, a gente precisa investir em outras frentes eh eh terapêuticas, né, não medicamentosas. Então, assim como em todos os transtornos psiquiátricos, psicoterapia presta um papel importantíssimo aqui Também, tá? É fato que a
terapia com o paciente insurto ela é bem complicada, porque o paciente insurto ele tá com a sua capacidade de julgamento ali prejudicada, ele tá com a sua capacidade com o seu racional prejudicado. E o e o racional do indivíduo é extremamente importante dentro de um contexto de psicoterapia, tá? Mas mesmo assim existem, tá, algumas técnicas psicoterápicas que podem ser empregadas em indivíduos em surto, tá? Existe Inclusive uma técnica desenvolvida na Finlândia chamada diálogo aberto que ganhou muita força ao longo desses últimos anos do dentro desse contexto de pacientes com esquizofrenia, tá? E quando o paciente
está ali já em tratamento com os sintomas psicóticos estabilizados, uma abordagem psicoterápica que ajuda bastante é a terapia cognitivo comportamental, tá? Essa é do ponto de vista científico, né? que tem mais embasamento do ponto de Vista de poder ajudar esses pacientes eh com histórico de esquizofrenia, né, e sintomas psicóticos. Ah, mas pessoal, eh, só do paciente estar ali, né, com uma pessoa, né, profissional de saúde capacitado, né, tendo contato toda semana e discutindo, né, acontecimentos ali da rotina dele, né, eh, angústias, conquistas, eh, ideias, né, planejamentos, né, isso independentemente da abordagem que está sendo feita
ali durante a sessão de Terapia, já é extremamente valioso, tá? é algo que ajuda bastante no manejo de estress e o manejo de estresse é crucial pro bom resultado no tratamento da esquizofrenia, porque como eu falei lá atrás, quanto maior o nível de estress, maior o risco do indivíduo abrir um surto ou ter uma recaída, tá? Além de psicoterapia, atividade física, tá? Como também, né, a gente bate nessa tecla para todos os transtornos psiquiátricos, tá? atividade Física presta um papel importantíssimo aqui também, principalmente dentro da questão lá cardiovascular, né, de reduzir o risco do indivíduo
ter eventos cardiovasculares que acabam muitas vezes incurtando a expectativa de vida desses indivíduos, tá? Mas também eh dentro aqui do contexto de eh saúde mental, tá? Psicoeducação é importantíssimo, tá? Então, nas consultas, o profissional precisa, né, explicar pro indivíduo eh o que é esquizofrenia, por que que ele tem Aqueles sintomas, o que que acontece lá no cérebro dele, né, eh, para que ele realmente, eh, tenha uma crítica, né, cada vez mais desenvolvida, cada vez mais eh edificada na mente dele, né, eh de que ele tem um transtorno que merece atenção e que precisa de tratamento,
tá? Então, isso é fundamental. A psíico precisa se estender também aos familiares. Os familiares precisam entender o que é esquizofrenia e o que esperar, né, daquele indivíduo ao longo Da vida, do tratamento e tudo mais. Apoio familiar é também algo eh que é uma frente terapêutica fundamental aqui, tá? Para evitar recaídas. O familiar ajuda bastante a identificar precocemente que aquele indivíduo já tá com alteração no comportamento, notificar o médico ou levar o paciente ao médico para que aquilo ali não se escale, para que aquilo ali não vire uma bola de neve, tá? Eh, e o
a estruturação da rotina, tá? Então, A gente precisa criar rotinas para esses indivíduos, para que eles tenham ali, né, eh, atividades que desenvolvam habilidades deles e que balizem o dia deles, né, do ponto de vista, eh, a manter a mente deles preenchidas, né, e eles consigam ver propósito na vida, evitando então que eles caiam na vala lá da desesperança, que alguns pacientes acabam caindo, certo? Eh, então, pessoal, eu vou, a gente já tá mais de uma hora conversando aqui, né? Eh, quando eu iniciei aqui a gravação no episódio, eu tava pensando, hum, quanto tempo será
que vai durar esse episódio, né? Quanto que eu vou me empolgar aqui, né? Tô enferrujado, né? Vamos também levar isso em conta. Eh, mas é isso, assim, eu espero que eu consiga aí ajudar uma ou outra pessoa, né, com essas informações que eu trouxe aqui. Eh, se eu conseguir, né, ajudar uma pessoa já vai ser de extremo valor. E fico à disposição aí através das redes Sociais, os nossos canais, as nossas mídias, etc., pra gente meio que poder interagir e quem sabe falar sobre outros temas também. Certo? Vamos que vamos aqui no nosso Trianum Cash
simples, eh, mas feito de coração, tá bom? Um abraço aí a todos. A gente se vê. Yeah.