É tão sensível da parte de Jesus resumir a Bíblia inteira pra gente quando conta a parábola do filho pródigo, porque é exatamente isso. É o mesmo tema, mesmo motivo trabalhado de uma forma mais sucinta. Mas hoje nós vamos falar da comunhão.
E ainda aqui no almoço, né, conversamos com alguém e voltou esse tema. Séculos e séculos de educação religiosa nos forjaram a imaginar o Criador como uma força ultra poderosa, transcendente ao máximo, mas que não se importa com aquilo que diz respeito à criatura. Então, nós imaginamos Deus como a causa primária, a inteligência suprema.
E de fato ele é, não há não há nada de de inverídico nisso. Essa é a mais pura verdade. Deus é a causa primária de todas as coisas, né?
Mas talvez a gente se esqueça que concomitantemente Deus também é o amor infinito, é o amor supremo. Tema de uma música do John Ctrain, né, grande deis, supreme love, né, o amor supremo. Se como inteligência suprema e causa primária de todas as coisas, Deus é transcendente, o que levou o rabino Adin Steins dizer: Deus começa onde o infinito termina para retratar a transcendência divina e a incapacidade da criatura de sondar Deus integralmente.
Nós não podemos e nunca poderemos esgotar Deus, porque o relativo não pode conter o absoluto. Sim, Deus é transcendente, mas como amor infinito, como amor supremo, ele é imanente. O que levou Kardec a escrever o capítulo dois do livro A Gênese, capítulo intitulado Deus.
E há um item nesse capítulo que se chama a providência divina. E Kardec inicia dizendo: "Muitos se admiram de que Deus todo- poderoso possa seiscuir nas menores coisas das suas criaturas. " E a gente se espanta com isso.
Esse raciocínio pode parecer muito lógico, mas é um raciocínio de quem não foi mãe, que não conhece a paternidade e a maternidade. É qual mãe não quer saber da vida do filho? Qual, né?
Um amor infinito que não se importa, um amor infinito que não se implica, um amor infinito que não participa. Ora, então alguém vai ter que me explicar o que é amar. E não sei se vai adiantar me explicar, porque Jesus diz assim para Felipe: "Felipe, estás comigo há tanto tempo, há tanto tempo você tá comigo e me pergunta sobre Deus?
" Porque o Cristo é a síntese, o Cristo é o resumo de Deus para a nossa cognição, para a nossa capacidade de compreensão. Nós não temos condições de entender a infinitude do Criador. Então, Jesus fez uma síntese, um resumo.
Ele é o que Deus é paraa nossa compreensão. Alguém aqui já leu? Pode ser que eu não tenha lido.
Pedir pros colegas expositores me ajudarem. Tem alguma passagem do evangelho em que Jesus tenha permanecido indiferente a qualquer outra criatura? Então a gente deve se perguntar, lembrando a maninha, irmão, cadê a irmã?
Cadê a irminha? Ô maninha, tá longe. A maninha uma vez disse assim que Jesus é o critério interpretativo do evangelho.
Que que ela quis dizer com isso? Se você tá interpretando o evangelho e chegou em alguma conclusão e essa conclusão é algo que Jesus não era, é algo que Jesus não fez, você está errado. Joga no lixo a sua interpretação.
vai aprender a interpretar, porque o Cristo é o critério, é a partir dele que eu interpreto a escritura. a partir dele. Quando você toma o Cristo como molde, você consegue entender a quedade de Isaque, que é o momento em que Abraão vai sacrificar Isaque.
A parábola e a parábola tem disso, né, o Marchalo, né? A parábola ela é provocativa. A parábola vai te a parábola ela vai te conduzindo para você acreditar que o desfecho é um e aí o desfecho é outro.
E você fica com cara de bobo, né? Porque a história vai conduzindo, você fala assim: "U, esse Abraão vai matar o filho". E aí a história tem um desejo e eis que surge um cordeiro.
Então, um Deus que não se importa é um Deus da nossa imaginação adoecida. da nossa falsa religiosidade. Os hebreus costumam dizer de um aspecto da providência divina, que é a supervisão individual dos destinos.
Sucesso raspa tá no Talmud. Supervisão individual dos destinos. E isso é claro.
Compreender isso, compreender isso há 2000 anos atrás era mais difícil. Era possível sentir isso, sentir isso, compreender a mais difícil. E, portanto, nós escolhemos aqui a música matéria cósmica.
Glória a matéria cósmica, a energia potencial que dá vida aos elementos, base de portentosos movimentos, onde a forma se acaba e principica. uma criação mergulhada num hoje se diz num campo, um campo, um campo que gera toda a matéria nas suas múltiplas manifestações e um campo que gera a energia nas suas múltiplas manifestações. Esse campo é o hálito divino, a força nervosa do todo sábio.
É bonita essa metáfora porque eh pelo menos particularmente agora me interessa bastante porque é você pensar o universo como um cérebro. O cérebro de Deus. O cérebro não é essência de Deus, a manifestação da inteligência divina.
Por isso que o poema diz assim: livro onde o criador inimitável grava com seu pensamento almoondável. Seus poemas de seres e universos. É o livro divino muito maior do que a Bíblia, que a Bíblia é um livro dos homens sobre a experiência deles com o divino.
Não confunda. A Bíblia é o livro dos seres humanos, contando a experiência deles, seres humanos, com o divino. O fluido cósmico é o livro divino do próprio Deus, onde ele grava a história dos destinos dos seus feitos de amor no amor imersos.
Porque o amor de Deus circula pelo fluido cósmico. Estamos, portanto, imersos no amor divino. E dentro do amor divino age Deus com amor.
Parecendo aula de filosofia, né? Nós ampliamos. Então, André Luiz vai dizer assim: "Fluidos, evolução em dois mundos.
O pensamento, veja, o pensamento substantivo, eu não estou falando do verbo pensar. Quem pensa é o espírito. O espírito pensa.
Verbo. O pensamento substantivo, diz André Luiz, é matéria. Guarda analogia com a vossa matéria e respeita as leis da mecânica quântica.
Portanto, tem partículas, núcleo, carga positiva e negativa, orbitais, níveis de energia, quantização da energia, as mesmas leis. O pensamento é matéria. Se é matéria, ele é modificação, uma das infinitas modificações da do fluido cósmico.
Questão 27. Então você acha que tá pensando fora de Deus? Não.
Você pensa com um fluido cósmico. Pensar é agitar uma lagoa, um lago. Esse lago chama matéria mental.
Essa matéria mental é derivação do fluido cósmico. Pensar é agitar o fluido cósmico. Nesse elemento primordial vibram e vivem constelações e seres como peixes no oceano.
Não tem fora. Não tem fora. E e e essa é a grande a grande beleza, fugir de Deus para onde, né?
Eu me lembro de uma tira do Tirivica, viu? Tirivica dizia assim: "Tentei fugir de mim, mas onde eu ia eu tava. [risadas] É mesma coisa.
Fugir de Deus. Você vai para onde? Você acha que existe criação fora do fluido do cósmico?
Não. Não. Nós somos mergulhado.
Até aqui tudo bem. Até aqui tudo bem. se fosse uma aula de física.
Mas quando nós estamos falando de seres humanos, nós temos que trazer um elemento complicado, se chama relacionamento. Então, que você é espírito criado por Deus, limitado, mas herdeiro dos atributos da divindade. Salmo 82, versículo 1.
Vós sois deuses. Você é divino. Você é divino.
Quer você goste, quer você não goste, quer você aceite, quer você não aceite, você é divino. Como nós dissemos ontem, de perto ninguém é normal, mais de perto ainda todos somos divinos. Também o espírito traz o gene da divindade.
Estamos em Deus quanto Deus está em nós. Então aqui nós temos um um aspecto curiosíssimo, porque nós nós e toda a criação estamos mergulhados no hálito divino, na força nervosa do todo sábio, mas o criador está em nós por conta do gene da divindade. Você é constituído.
A sua constituição, seu gene, a sua genética é divina. Ser é ser divino. Mas para retratar a glória celeste é necessário aperfeiçoarmos a nossa vida, porque o lago pode ser puro e eu encho ele de lama e de pedregulho.
O espelho pode ser maravilhoso, eu sujo ele inteiro. Não reflete mais igual. Então o afastamento é isso.
O afastamento de Deus não é um afastamento propriamente físico. Ele é um afastamento no nível das relações. É por isso que você pode dormir com uma pessoa 30 anos.
escovar a mesma escova de dente dela, compartilhar a dentadura, tem uma bonitinha, né? O o casalzinho já de mais velho vai no McDonald's, né? Aí pega o sanduíche e aí enquanto ela tá comendo, ele tá esperando almoço, senhor não vai comer?
[risadas] Ele falei: "Não, tô esperando ela para me emprestar a dentadura [risadas] e eu posso dividir tudo isso e ainda assim estar me afastando. Eu posso dividir a dentadura, dividir a escova de dente, dividir a mesma cama e estarmos em rota de afastamento. Porque aqui a a observação é outra.
Então sim, do ponto de vista da busca relacional, da busca pela relação, eu posso me afastar de Deus. Eu posso de várias formas, de várias formas. Particularmente, eu gosto como uma metáfora, como uma metáfora da elaboração da homeopatia.
A meopatia, homeopatia diz assim: "Existe uma uma doença primária que origina todas as doenças. Ela chama essa doença primária de psora. " A psora primária, que é o afastamento original.
Eu me afastei e aí eu começo a me deformar. E aí eu começo a adoecer. A gente chama de excesso de livre arbítrio, excesso de direito, excesso de escolha.
deforma. da forma. Ou nós podemos pensar como Paulo, questão 1009 de O livro dos Espíritos, uma mensagem de Paulo, o apóstolo, ele diz assim: "Gravitar em torno da unidade divina, eis o fim da humanidade, gravitar em torno da unidade divina".
Para tanto, três coisas são necessárias: o amor, a justiça e a ciência. Não é ciência de academia, não. Ciência no sentido de amor, sabedoria e justiça.
Pensar, sentir, agir. Amor é sentir. É o supremo do sentimento.
Sabedoria é o supremo do pensar. Justiça é o supremo do agir. Porque é tratar com inclusão e equidade a todos.
dando a cada um que lhe há de direito. Mas prossegue Paulo, que é o culpado? Aquele que por um falso movimento da alma, por um falso movimento da alma, deixa de gravitar a unidade divina.
Esse é o mal. A partir desse momento, é necessária uma soma de dores a fim de fazê-lo desgostar da sua deformidade. Desgostar.
Eu me torno desforme e gosto. Como é que pode ser? Gente, isso é letra de música.
Você não vale nada, mas eu gosto de você. Não conhece isso? É necessário uma soma de dores para desgostá-lo da sua deformidade.
Esse é um tema importantíssimo, porque Adão e Eva, na parábola da criação, Adão e Eva se deformaram. Criados à imagem e semelhança do Criador, eles deformaram, degeneraram. E aí surge o o, né, maninha?
O grande tema bíblico. O grande tema bíblico, a regeneração. Depois da degeneração, vem a regeneração.
a nova era, a nova Jerusalém, o novo céu, os novos céus e a nova terra, a nova criatura, o novo Adão. Todos os temas de Paulo. É belíssimo isso, né, S?
É belíssimo. Esse é um fio condutor. Se você resolver entrar na floresta bíblica, faça como Joãozinho e Maria.
Levea esse fio que você não se perde. Esse fiozinho condutor. Toda a Bíblia é a história da volta, do regresso, da busca pela comunhão.
E é por isso que a gente pediu, Zé Henrique, Júnior, Kaká, repetirem, repetirem essa, essa coisa maravilhosa desse poema, né? Agora, homem que sou pelo foro divino, pelo direito divino, pela justiça divina, vivo de corpo em corpo a forjar o destino que me leve a transpor o clarão das estrelas, a comunhão. Quando alguém me pergunta assim, ó, tô começando agora na doutrina espírita, eu queria estudar.
Por onde que eu começo? Pelo fim. Começa pelo fim.
Começa estudando a primeira ordem da escala espírita e os mundos celestes. Mas tem pouca coisa, eu sei, é pouco. É pouco, mas o pouco com Deus é muito.
Começa pelo pouco. Os espíritos puros. 112.
Questão 112. Os espíritos dessa ordem percorreram todos os graus da escala. Espírito é isso aqui.
Guardei por muito tempo a expressão dos gorilas, pondo mais fé nas mãos. Você é capaz, você pode. Tem que pôr fé nas suas mãos, pondo mais fé nas mãos e mais luz nas pupilas, a lutar e chorar para então compreendê-las.
Compreender as pupilas. compreender os instrumentos que você usa para acender. Perceberam?
Então, os espíritos dessa ordem percorreram todos os degraus da escala espírita. Não estão mais sujeitos a provas, nem expiações, nem estão sujeitos à encarnação em corpos perecíveis. O que que é isso?
Isso é ressurreição. Chegou. Chegou.
Olha isso. Não estão mais sujeitos à encarnação em corpos perecíveis e realizam a vida eterna no seio de Deus. Cessou os processos.
E aí o Kardec vai comentar: "Não passa por prova, você vai provar o que já tá perfeito. Perfeição da criatura. perfeição a que está sujeita à criatura, que nunca é a perfeição do absoluto.
Kardec pontua isso muito bem, claro, porque isso aí é a proposta da serpente. Gente, o diabo é advogado, você sabiam, né? Bacharel em direito, melhor.
O diabo é bacharel em direito. Que ele ele torce, né? Que que que tá proibindo aí?
Ah, com medo, né? Ele quer que você seja igual a ele. Não dá para ser igual a Deus.
Dá para ser puro, espírito puro. E aí vem os mundos celestes. É bonito, né?
Tá assim, ó. Mundos primitivos. Mundos primitivos.
Mundos primitivos. É isso aqui, ó. Guardei por muito tempo a expressão dos gorilas.
É isso. Muito primitivo. Não tem ainda criatura com razão humana.
Não há humanidade pondo mais fé nas mãos e mais luz nas pupilas. A lutar e chorar. Tem gente que acha que evolução no mundo animal é só alegria.
[risadas] Aí não vê o cachorrinho com câncer. a lutar e chorar para então compreendê-las. E agora, homem que sou, pelo foro divino, vivo de corpo em corpo a forjar o destino.
Espiação e provas. No mundo de expiação e provas agora você tem gente que acha que sabe escolher. Maravilhoso.
Escolhe sempre o pior. É maravilhoso. E é tão curioso, porque veja, há uma inversão lógica no nosso pensamento.
A gente acha assim: "Olha, mas eu haverá espírito puro, eu vou escolher o quê? Você vai escolher entre o infinito. Você já imaginou ir num num self service que tem infinitos pratos?
A, ah, o que que o espírito faz? Ele faz o seguinte, eu pego um Uber para sair do Sion, vim para cá, ele pega um Uber para ir para outra galáxia. Sem graça, né, gente?
Limitados somos nós. A coisa mais limitada que existe é o mal. É um trem limitado.
É prato feito. É prato feito. Matar, roubar, agredir é uma é um número limitado de ações.
Possibilidades infinitas só o bem possui. O mal tem possibilidades limitad. É sempre a mesma.
É enfadonho. O mal negócio enfadonho. Enfadõe.
Não tem variação nenhuma. Nenhuma. É tanto você já sabe.
Você começa a assistir o filme e falar: "Ah, já sei, ele vai matar. Já sei. Ah, eu já sei.
Vai, vai ter infidelidade. Ah, eu já sei. Ele vai roubar a propriedade intelectual.
Não tem graça. Se você pensar bem, você não assiste. O infinito bem.
Então, o mundo de expiação e provas, Kardec vai dizer assim, é o mundo em que seres que atingiram a inteligência e a razão e agora com poder de escolha, com livre arbítrio, escolhem, escolhem mal na maioria das vezes. E aí vão aprendendo, vão ganhando experiência. Kardec tem um texto belíssimo, belíssimo, tá?
Obras próximas, o caminho da vida, que ele compara os períodos em que encarnamos a como atravessar uma floresta. Das primeiras vezes você sai arrebentado, você cai em todas as ciladas. Depois, a medida que você vai passando, aí você já virou Indiana Jones, já chega meio sujo, meio com uma cicatriz, mas e aí sobrevivência.
Aí chega no mundo de regeneração. Lembrando que no mundo de expiação e prova, a gente ainda se assusta com isso. No mundo de expiação e prova o predomínio é do mal.
Quem comanda é o mal. Quem comanda é o mal. Aliás, eu tava ontem, né, preparando alguma coisa do estudo.
Aí vi uma chamada, a Priscila tava mexendo, lá, viu uma chamada no Netflix sobre um, essa coisa de maldade mesmo, esse negócio bem perverso, né? sobre culinária. Uma moça tá aprendendo sobre culinária, até e a chamada inteligente, a chamada diz assim: quando você é pobre, o que você busca é comprar comida.
Quando você tem mais do que é necessário para comprar comida, sua fome não cessa. Sua fome não cessa. Atendidas as necessidades do corpo, atendidas às necessidades do corpo, surgem as necessidades da alma.
Emanam e é uma fome que não cessa, é um vazio que não se preenche. Por isso que o mal domina e o mal é bacharel direito, mestrado, doutorado e PhD. Não discuta com o diabo, você vai perder.
Por isso que quando Jesus foi tentado no deserto, ficou em silêncio. E quando ele conversou, foi só no final. E ele não conversou, ele só citou o versículo bíblico.
Não converse com o diabo, você vai perder. Para todo mal que você decidir fazer, existe uma justificativa para todo mal que você deseja desejar. Você deseja fazer o mal.
Primeiro você deseja, depois você para para justificar. Qual a justificativa que eu vou dar aqui para fazer isso? Então isso é um mundo deção em prova.
Aí vem o mundo de regeneração. Mundo de regeneração. Aí campeonato NBA, time equilibrado.
O mal tem excelentes jogadores, mas o bem também. Aí fica equilibrado. Isso é um mundo de regeneração.
Tem gente confundindo mundo de regeneração com o mundo celeste. No mundo de regeneração você tem 1 a 0, 2 a 0, 2 a 1, 2 a 2, 3 a 2. Você não tem 7 a 0, 7 a 1.
Essa é a expiação e prova. Mundo de regeneração tem um equilíbrio. Aí vai pro mundo de toso.
Mundo ditoso. Predomínio. Predomínio do bem.
Ainda tem o mal. Pelo amor de Deus. Achei que cheguei no mundo de todos acabou.
Achou errado, né? Vivo de corpo em corpo a forjar o destino que me leve a transpor o clarão das estrelas. É no mundo celeste morada dos espíritos puros, onde há o reinado absoluto do bem.
Não tem mais mal. Acabou. Oxe, mas vai demorar.
É, vai, vai demorar infinito menos o tempo que você tá esperando para chegar lá. É porque depois que você chegar lá, você tem um infinito. Então você diminui o infinito, mas o tempo que você vai gastar para chegar.
Esse é o mundo celeste. Por que que eu tô falando isso? Porque quando você chega no mundo celeste, você se torna espírito puro, aí sim você se torna uma inteligência divina a ele agregada em processo de comunhão indescritível.
Indescritivo. Então, vou dar uma ideia. O que que eu sei de mundo celeste?
Nada. Nada. Falou na live dessa semana, a pessoa perguntou assim: "Mas como é que eu faço para identificar um espírito puro?
" Se tornando um. Porque você só pode avaliar quem tá igual a você ou para baixo. Para cima não tem jeito.
Em termos de evolução não tem como. Você não tem elemento para avaliar. Para avaliar o nível de evolução do Dr Bezerro de Menez, você tem que ser superior a ele.
Se você tiver abaixo dele, você não avalia, não tem como, você não tem parâmetro, né? Então eu não sei nada sobre o mundo celeste, mas desconfio de muita coisa. Desconfio de muita coisa.
Que que eu desconfio? No mundo celeste, Einstein é uma criança com dificuldade de aprendizagem. É a criancinha com maior dificuldade de aprender as coisas.
É o Einstein. Madre Teresa de Calcutá é uma mocinha com dificuldade de relacionamento. Por quê?
Porque agora ela tá convivendo com anjos. E o cadê que diz isso? Tá lá 112.
Superioridade moral e intelectual sobre todos os outros espíritos das demais escalas. Superioridade intelectual e moral. E aí nós temos que eu eu tenho que concordar com Milor Fernandes.
Milo Fernandes diz assim: "A prova de que existe inteligência fora da Terra é o fato de que eles ainda não se comunicaram conosco. [risadas] Pronto, não é? Então o Neo Grace, que comanda o programa Cosmos, substituindo o Carl Seigan, ele diz assim: "E aí eu vou pegar aqui o poema do Fontora".
O poema do Fantora. Guardei por muito tempo a expressão dos gorilas. Um gorila tem um DNA que é 98% igual ao nosso.
2% por causa de 2% guarda mais a expressão dos gorilas. 2%. Agora aí o NO, esse é o Ninho, não sou eu.
Aí ele diz assim: "Imagine uma outra espécie agora que seja 2% superior à gente. Por que que ele conversaria com você? " [risadas] Por quê?
Então, mas você fal, ah, eu tô fazendo uma terapia. F com quem? Um gorilo.
Gorila. Agora não pode ser um gorila que tá na virada, né? Passou um vídeo no Instagram aí, o rapaz chega assim na frente de um gorila, né?
Um gorila tem uma um negócio de vidro. Aí ele começa e o gorila imita ele. Aí ele entusiasma, né?
Aí o gorila senta, cruza e começa a bater palma. Virou o jogo. Cuidado, tem uns gorilos aí que já estão na transição e passa muita gente, não é?
Então [risadas] só tem. E aqui eu entro no ponto. Se você esqueceu tudo que eu falei, guarda a partir de agora.
Só tem uma coisa que vai motivar um espírito puro a te procurar. Só tem uma motivação, amor. O que lá em casa tem uma uma criatura, uma Shitsu, ela tem certeza que é um ser humano.
Inclusive, ela já entrou com pedido, mas a resposta do foro divino não veio ainda. Porque aqui tá agora, homem que sou pelo foro divino, tem que vir. A justiça divina tem que falar ser humano, né?
Ela tá aguardando ainda a sentença. Ela tem certeza. Ela sobe na cadeirinha, senta, põe a cabecinha em cima da mesa, tem que colocar prato com talher.
Ela tem certeza que é um ser humano, né? E aí eu vou procurar ela. Eu vou chegar assim: "Tiffany, eu vou fazer uma palestra sobre comunhão com Deus.
Me dá alguma ideia? É por esse motivo que eu procuro ela? " Não é?
Por que que eu procuro ela? Porque que todo mundo procura? Todo mundo procura, né?
Outro dia até a Priscila ficou com ciúme. Eu falei: "Oi, bem, mas eu coloquei você e ela no porta-mala por meia hora". Abri.
Quem que tava alegre? [risadas] Ela, [risadas] né, amor? Essa única.
Por isso, olha, e o que eu tô falando aqui agora, eu vou dar a referência. Eu só não dei antes, porque pra gente raciocinar primeiro. Paulo diz assim: "O amor é o vínculo da perfeição.
O amor é o vínculo da perfeição. Se não fosse o amor, não tinha liga. Você nunca ia ver um espírito puro até chegar lá.
Você nunca ia ver. Nunca nenhum deles ia te procurar, mas a cola do universo é o amor, não é o intelecto, porque ele ele não tem nada a aprender com você. Nada, nada, nada, né?
Isso me lembra, eu tava no congresso espírita em Portugal, aí o sujeito contou uma piada de português, a mesa com os organizadores, todos portugueses. [risadas] Esse é o esse é o ser dotado de razão. Aí eu acho que ele percebeu e falou assim: "Agora conta um de brasileiro, né?
" E aí o português lembrou do Tom Jobim e falou assim: "E precisa [risadas] e precisa? " Então essa seria uma discussão entre nós e um anjo. Porque você ia chegar e falar: "Você não acha que Deus não acho, né?
Mas o amor é o vínculo da perfeição. É o amor que liga todas as escalas e é o amor que liga o supremo, o todo poderoso a nós. E aí, belíssimo, não tem como não citar.
Deus ama o verme da mesma maneira que o anjo que o representa junto ao verme. Porque para Deus não tem vermes nem anjos, só tem degraus diferentes. Vamos apagar isso.
Comunhão com Deus é algo da esfera do relacionamento, não do intelecto. O tema bíblico, retomar a comunhão com Deus é um tema para o coração, não para sua inteligência. Porque é o amor o vínculo da perfeição, é o amor.
E quando nós entendemos isso, nós vamos entender algo que eu vou trazer aqui agora para fechar essa reflexão. Maria Dolores. O poema dela para falar de comunhão.
Então, na comunhão, na comunhão, eu me sinto plenamente amado e eu amo plenamente. comunhão. Isso é comunhão e vai entender.
E vai entender. E vai entender. É por isso que é por isso que quando Jesus vai buscar Maria, tá no boa nova, último capítulo, ele diz para ela assim: "É da vontade do meu pai que no meu reino tu sejas a rainha".
Porque não tem reino de Deus se não tiver alguém representando o amor materno. Não tem, né? Porque todo mundo fala do Hitler, ninguém fala da mãe dele.
Ele tem mãe, tem mãe, tem mãe, tem vó, né? E o amor, o amor é a única pessoa que vai ficar depois que todo mundo desistiu de você, de tão idiota que você foi. Você foi tão idiota, você foi tão estúpido, você foi tão grotesco que todo mundo desistiu de você, menos o amor.
Como diz o o João, o João falou assim: "Então, o amor é superior aos boletos, porque os boletos sempre vencem. O amor é superior aos boletos. Ele vence mais ainda.
Porque existe amor, nunca vão desistir de você. Por mais isso, olha, por mais abominável que você se torne, por mais abominável. E olha que tem que tem jeito, viu?
Olha que tem jeito. Tem jeito. Isso é comunhão.
E por que que eu escolhi essa poesia da Maria Dolores para falar da comunhão? Porque ela, nós já passamos pela matéria cósmica, já passamos pela jornada, por essas poesias, já refletimos aqui do tema bíblico, da expulsão do paraíso, né, que é que é curioso, né? É curiosíssimo, né?
É curiosíssimo. Como que alguém pode escolher o pior? Bem-vindo ao livre arbítrio.
Bem-vindo ao livre arbítrio. Não é? A pessoa chega assim e fala: "Esses dois chocolates aqui, ó, olha, esse aqui não tem açúcar, baixa caloria, tal.
E o outro? " Ah, o outro é gordura glicenada, é ruim, ataca as artérias. Eu quero esse.
Não é assim, não é? Chega lá. E esse aqui?
Não, esse aqui é sem glúten, saudável, sem fritura, foi assado. E o outro? Gordura vencida, farinha de quinta categoria.
Eu quero dois desses. Livre arbítrio. Nós temos que entender isso.
É o a expulsão do paraíso. O que que você quer? O jardim do Éden ou uma terra cheia de espin?
A terra cheia de espinh. Não é por quê? Tá tudo certo, porque o que nós mais ansiamos é por experiência, ganhar experiência.
A criança sabe que é criança. A gente sabe que é imaturo, não é? A gente sabe.
Por isso você fala assim: "E aí, que que você ganhou com isso? " Experiência. ganhei a experiência, a gente sabe.
Mas na cantiga da esperança, para fechar o tema da comunhão, porque se eu preciso perdoar a Deus para entrar no processo de reconciliação, eu preciso perdoar. perdoar no sentido de devolver a ele a parte que ele toca, porque esse relacionamento é assimétrico. Vou traduzir.
Você vai como ser humano, ele vem como Deus. É assimétrico. Então eu preciso devolver a ele a parte que ele toca, né?
Então isso significa você faz a sua parte e espera Deus te contrariar. Você faz tudo que você podia e espera Deus desfazer tudo, porque tudo que você podia era o pior a ser feito. Nós vamos entender isso.
Eu acho que nós estamos vivendo um tempo, nós estamos vivendo um tempo do porque é igual mola, né? Então, a gente saiu do paraíso e agora nós estamos lá no topo do afastamento. Vai ter que voltar.
Nós som no limite. No limite. É por isso que vivemos no tempo da estupidez e da barbaridade.
É isso. Outro dia tinha a filha de 15 anos falou ela que falou: "Abre aspas eu tive que concordar. " Gente, nós somos da arte.
O Instituto C nasceu de uma proposta de juntar a arte com a reflexão espírita. Poxa, mas tudo tem limite, tudo hoje é dancinha. Então vai o sujeito, jornal.
Aí ele começa com a dancinha. Aí você chega no médico, doutor, no coração. Aí ele te recebe com uma dancinha.
[risadas] É o mundo da dancinha, o mundo da curtida, do like. Então nós chegamos no auge do distanciamento, né, que é um pouco da revolta, da teimosia, da criança birrenta. Se eu não posso ser Deus, eu vou ser a pior criatura.
né? É isso. Então, é importante a gente trazer essa poema aqui que diz assim: Maria Dolores, cantiga da esperança.
Alma querida, por mais que o mundo te atormente, olha isso, atormente. O mundo vai te atormentar. A fé simples e boa, por mais te lance gelo na alma crente, na sombra que atraiçoa, alma sincera, escuta, sofre, tolera.
Aprende, aperfeiçoa, olha, sofre. Tem que dizer isso, gente. Nós temos que começar a dizer isso.
Pessoa chega, fala assim: "Que que eu tô precisando? " Sofrimento. Tá precisando de sofrimento.
Tá precisando de sofrimento para você virar gente, você começar a sentir e pensar como um ser humano. Sofre, tolera. Aprende, aperfeiçoa, porque de esfera a esfera ninguém consegue a palma da vitória sem apoio na luta.
Espera, espera que a esperança é a luz do mundo, oculta maravilha, que em toda parte se revela e brilha para a glória do amor. A noite espera o dia, a flor, o fruto, o espinho, a rosa, o mármore, o buril, o próprio solo bruto espera o lavrador armado de atenção, arado e zelo. Arado.
O verme espera o sol para aquecê-lo. A fonte amiga que se desentranha do coração de pedra da montanha, enquanto serve, passa e se incorpora aos encargos do rio que a devora. Olha isso.
Espera descansar quando chegue escondida a paz da grande vida que há no seio do mar. A comunhão, chegar ao mar, seja o que for, seja o que for que venhas a sofrer, abraça o lema regenerador do perdão por dever. Leva pacientemente o fardo que te leva.
Você tá achando que tá levando o fardo, mas é ele que tá te levando. Leva pacientemente o fardo que te leva entre o rugir do vento e o praguejar da treva. Abençoa em caminho os açoites da angústia em torvo redemoim.
Onde passas, coração, segue sem parar. Onde passas, segue sem parar. Amando, restaurando, redimindo, amando, restaurando, redimindo, edificando.
Em suma, não te revoltes contra coisa alguma. Ao vir a tarde mansa, na doce quietação crepuscular, quando a graça do corpo tomba e finda, verás como foi alta, nobre e linda aventura de esperar. E enquanto a noite avança, para dar-te as visões de uma alvorada nova nas asas esperança, bem dirás a amargura, a dor e a prova.
Olha isso. Bem dirás a amargura, a dor e a prova. Agradecendo a terra a bênção de entendê-las.
Subirás, subirás, subirás para o ninho da luz nas estâncias da paz. A luz tem um ninho e esse ninho é muito alto nas instâncias da paz que te aguarda ter sido em radiações de estrelas. Lembra a poesia aqui, né?
Os o sol, o clarão das estrelas, né? Na poesia anterior, decida em radiações de estrelas, porque espírito puro, gente, fica viajando nas estrelas. É um Star Trek celestial.
Então compreenderás que além do mais além, pensa no além, mais além do mais além, no coração da altura, Deus trabalha, Deus sonha, Deus procura, Deus espera também. Então, se você imaginou que no cora que lá na altura, na altura das alturas ia ter um sistema de computador com ar condicionado, se você achou que Deus é uma inteligência fria que fica na altura da altura da altura dirigindo, se enganou. Na altura das alturas existe um coração, um coração divino, o maior de todos, o amor celeste, o amor infinito ou como diz John Ctrain, o supremo amor.
É por isso a pessoa nem chega na altura da altura. É por isso que a gente sobe um pouquinho. Já viu a experiência de quase morte?
Morto. Tá morto. Tá morto.
Parou sério. Parou tudo. Morreu.
Aí já começa a fazer o atestado de óbito. Daqui a pouco a pessoa volta. Dificuldade para morrer, né?
[risadas] Volta. Que que você sentiu? Nossa, encontrei uma pessoa, às vezes era o anjo guardião.
Qui uma pessoa com a luz. E o que que vocês? Era um amor.
Era um amor que eu não queria voltar. Nem subiu ainda. Esse é amor.
Amor do anjo guardião. Amor de alguém querido aqui da esfera aqui pertinho. Imagina o amor supremo.
Então eu gosto disso aqui porque diz além do mais além no coração da altura. Coração da altura. O lugar mais alto, vibratoriamente falando, é onde vibra o coração do criador.
No coração da altura, Deus trabalha, Deus sonha. Tá achando que é só você que sonha? Você não sabe o que que Deus tá sonhando por você, para você, com você.
Deus sonha. Deus procura, aliás, ultimamente quem tem procurado a gente é só ele. Deus procura, Deus espera.
Andé, você é aguardado. Você só não é violentado, porque ninguém vai te colocar numas bodas que você não queira participar. Para participar das bodas, você tem que sonhar com ela.
Você tem que fazer a veste nupcial, você tem que desejar isso. Muito, muito. No coração da altura, Deus nos espera.
Não tem por hora outra forma de compreender comunhão com Deus. É porque, e aí vem uma notícia que não é tão boa, a diferença de um espírito puro para nós não é só de 2%. Nós somos esperados.
A comunhão nos aguarda. E eu termino com a frase de Emmanuel em que ele diz assim: "Nós estamos sendo preparados para participar dos poderes da criação. Participar dos poderes da criação.
É muita coisa. É muito. Essa é a história.
Essa é a história bíblica. É essa a história. Por isso começa pelo fim.
Não começa por Gênesis 2, 3 e 4 não, que lá você vai ver serpente, irmão matando irmão. Começa pelo fim a Jerusalém que desceu do alto, começa pelo final. os mundos celestes, as estâncias de paz no coração da da altura, as inteligências divinas agregadas a Deus em processo de comunhão indescritível, começa por lá, senão nada faz sentido.
Nada faz sentido. E para não deixar o Júlio chateado, com dificuldade de me perdoar, pena que vou citar a mensagem que ele mandou. O o Gustavo menino também já já leram aqui, né?
Mas tem que senão dá problema. Vinha de luz. Eu vou ler tudo.
Somos de Deus. Nós somos de Deus. Primeira carta a João, capítulo 4, versículo 6.
Não nos é fácil desvencilharmos dos laços que nos imantam aos círculos menos elevados da vida, aos quais ainda pertencemos. Apesar de nossa origem divina, 1000 obstáculos nos prendem à ideia de separação da paternidade celeste. Cea-nos o orgulho para a universalidade da vida.
A vida é universal. A vida não é um espelho de você. O egoísmo encarcera-nos.
o coração que a gente só consegue amar de verdade a gente. A vaidade ergue-nos falso trono de favoritismo indébito, buscando afastar-nos da realidade. A ambição inferior precipita-nos em abismos de fantasia destruidora.
A revolta forma tempestades de ódio sobre as nossas cabeças. Quem não consegue perdoar? A ansiedade fere-nos o ser e julgamos nesses velhos conflitos.
Opa, desculpa, e julgamos nesses velhos conflitos do sentimento que pertencemos ao corpo físico, ao preconceito multisecular e a convenção humana. Quando todo o patrimônio material que nos circunda representa empréstimo de forças e possibilidades para descobrirmos nós mesmos, enriquecendo o próprio valor. Na maioria das vezes, demoramos-nos no sombrinho cárcere da separação.
Extraídos, enganados, cegos. Para tudo, a vida continua segura e forte. Opa, perdi aqui para a vida.
Semeando luz e oportunidade para que não nos faltem os frutos da experiência. Pouco a pouco, o trabalho e a dor, o trabalho e a dor, a enfermidade e a morte compelem-nos a reconsiderar os caminhos percorridos, impelindo-nos a mente para zonas mais altas. Não desprezes, pois, esses admiráveis companheiros da jornada humana: dor, trabalho, enfermidades e morte.
Porquanto quase sempre na companhia deles é que chegamos a compreender que somos de Deus. A reflexão conduzida por Aroldo Dutra Dias nos leva a compreender que o tema da comunhão é o eixo central de toda a experiência espiritual humana. A parábola do filho pródigo, evocada por Jesus resume esse drama cósmico, o afastamento e o retorno do ser à presença divina.
Nela revela-se que a relação entre a criatura e o criador não é de distância, mas de reencontro. Deus não é uma força indiferente que governa de longe, mas amor infinito que se manifesta em tudo o que vive e vibra no universo. A codificação espírita explica que se Deus é a inteligência suprema e causa primária de todas as coisas, ele também é o amor supremo que sustenta cada movimento da criação.
O fluido cósmico universal, hálito divino que penetra todas as coisas, é o campo em que o pensamento e o sentimento de Deus circulam incessantemente, sustentando mundos, almas e destinos. Nesse oceano invisível, a vida se move como peixes no mar, envolta pela presença divina. Nenhuma criatura está fora de Deus e nenhum pensamento humano deixa de repercutir no seio desse fluido que é o veículo do amor e da vontade do Criador.
Mas se estamos mergulhados em Deus, como podemos nos afastar dele? O afastamento não é espacial, mas relacional. O espírito se distancia do criador quando deforma o reflexo divino em si, quando se isola na ilusão do orgulho e do abuso do livre arbítrio.
Esse é o exílio interior simbolizado na queda de Adão e Eva, a psora primordial da alma, a doença do afastamento. É por isso que a história espiritual da humanidade é a narrativa do retorno, da regeneração, do movimento de volta à comunhão perdida. Toda a Bíblia, desde o Gênesis até a Nova Jerusalém, é o roteiro dessa volta à unidade divina.
O progresso das almas através dos mundos expressa essa jornada ascensional. Dos mundos primitivos às moradas celestes, o ser vai aprendendo, experimentando e purificando-se até alcançar a condição dos espíritos puros, inteligências agregadas a Deus em comunhão indescritível. Nessa condição já não há provas, nem expiações, nem dor, porque o amor se torna a única lei e o único vínculo entre todas as criaturas.
É o amor que liga o verme ao anjo, o homem a Deus, unindo todas as escalas da criação. Ele é o cimento do universo, a força que sustenta a harmonia das esferas e conduz o espírito ao seu destino final. A comunhão com Deus não se dá, portanto, pelo intelecto, mas pelo coração.
É um estado de amor, onde a criatura se sente plenamente amada e ama plenamente. Por isso, o reencontro com o Criador exige reconciliação, paciência, humildade e fé. A alma é convidada a sofrer, tolerar, aprender e aperfeiçoar-se.
Porque o sofrimento, longe de ser castigo, é instrumento de depuração e de retorno à essência divina. Na pedagogia da vida, o fardo que nos pesa é o mesmo que nos eleva. Assim, compreender a comunhão é reconhecer que Deus não apenas criou o universo, mas o sustenta com o seu próprio coração.
O criador trabalha, sonha, procura e espera. Espera o retorno de cada filho à casa paterna. A comunhão é o reencontro com esse amor que jamais desiste, que permanece quando tudo o mais falha.
Somos esperados por Deus e cada passo do caminho, mesmo os mais dolorosos, são convites para reatar o vínculo sagrado que nos une à fonte eterna da vida. M.