E nós vamos falar hoje sobre um encontro, um encontro para os séculos que de alguma maneira alcançou e alcança a vida de todos nós. Como sabemos, é hoje uma data especial para uma cidade que dá nome ao estado. Dia 25 de janeiro é a data de aniversário da capital São Paulo. Assim definida esta data em decorrência da data de fundação, que foi uma data escolhida. E é a partir disso que nós vamos mergulhar na história, buscando identificar certos vínculos espirituais entre dois corações sobretudo, mas na verdade uma teia muito maior de corações. Vínculos esses que
nos alcançam, que nos influenciam na doutrina espírita e no desenvolvimento do trabalho do evangelho nestas terras. A que me refiro? No dia 19 de maio de 1973, Chico Xavier estava na cidade de São Paulo, mas especificamente no estádio do Pacaembu, para receber o título de cidadão paulistano. uma cerimônia em que ele recebeu esse título, é, sendo São Paulo uma cidade pela qual Ele tinha um profundo carinho, gostava de ir lá por muitos anos, né, por uma certa frequência, ele ia São Paulo, ficava na casa de amigos. Então, seja para visitar a cidade apenas, seja para
ali desenvolver algumas atividades. E no discurso que ele faz durante esta cerimônia, ele descortina para nós muitos dos bastidores espirituais da fundação da cidade, que nos remete a vínculos e a acontecimentos ainda mais amplos, dando-nos a ver, conforme o Espiritismo nos possibilita, como o trabalho da providência divina, o trabalho da espiritualidade é muito maior, é muito mais profundo. do que possamos imaginar, porque ali ele revela algo que o seu benfeitor espiritual, nosso querido Emanuel, trazia no seu coração como daquelas memórias mais sagradas do escrínio, do sentimento. Como nós sabemos, foi ele, o nosso querido Emânuel,
o fundador da cidade de São Paulo, que hoje aniversaria fazendo seus 472 anos. E ele o faz específica por ele escolhida em razão de um vínculo espiritual profundo que ele tem com o apóstolo dos gentios. Ele aguarda o dia de 25 de janeiro, que é a Data convencionada, que marca a conversão de Paulo. Então, dia 25 de janeiro, não é só aniversário de São Paulo, é dia de São Paulo, do apóstolo Paulo. Ele aguarda a data de 25 de janeiro para fazer a missa inicial, que, digamos assim, é o ato fundacional da cidade de São
Paulo lá no pátio do colégio, que ainda existe até hoje. aliás, um local muito bonito de se visitar. E por que ele o faz? E aqui a gente começa a entrar nos bastidores espirituais. Nesse discurso, quando recebi o título de cidadão paulistano, Chico revela algo inédito. Ele revela que Manuel da Nóbrega teve uma experiência espiritual. esses essas figuras grandiosas do cristianismo, né? Muitas delas, como sabemos, eram médiuns. Tinham capacidades mediúnicas apenas descritas de outra maneira, com outro linguajar, mas que para nós no espiritismo é muito mais fácil compreender. Por exemplo, com auxílio de o livro
dos médiuns. Há até um livro muito interessante de um amigo do Chico chamado Cloves Tavares, grande amigo. É, o livro se chama Mediunidade dos Santos, em que ele vai analisando passagens biográficas de muitos dos chamados santos, né, da Igreja Católica, mostrando como estão ali as faculdades mediúnicas que mais tarde o Espiritismo nos explicaria. Então, Chico revela que Manuel da Nóbrega teve uma experiência espiritual em que lhe apareceu envolto em imensa luz o grande apóstolo da gentilidade e que ele então lhe disse: "Funde neste planalto, lá do Piratininga, uma cidade que será edificada sobre as quatro
colunas, as quatro fundações primordiais do cristianismo. amor e fé, trabalho e instrução. Então, o apóstolo Paulo é quem aparece em espírito para Manuel da Nóbrega e pede-lhe que fundasse aquela que mais tarde seria a maior cidade do hemisfério sul no transcurso dos séculos. cidade cujo nome será São Paulo, justamente em homenagem ao apóstolo, dando o nome ao próprio estado. Então, de alguma maneira, nós que elaboramos na seara do Espiritismo, do Evangelho, neste estado, temos algo, né, de vinculação com toda essa história, com a figura do apóstolo Manuel da Nóbura, portanto, que tinha um devotado amor
ao apóstolo dos gentios, sem saber talvez ao certo naquela encarnação, de onde vinha esse amor, mas nós chegaremos lá. Ele aguarda a data de 25 de janeiro para, prestando uma homenagem a Paulo de Tarso, assim fudar a cidade que hoje aniversaria. Então aqui a gente começa a puxar o fio de um novelo que nos remete há muitos e muitos anos Atrás, séculos e séculos atrás, onde essa vinculação haveria de silenciar. vinculação que se desenvolveu, que se aprofundou ao longo dos séculos e que nos beneficia ainda hoje por meio de todo o trabalho desenvolvido por Emmanuel
na Seara Espírita com seus comentários do Evangelho à luz do Espiritismo, não só com a fundação da cidade, que depois estabeleceria o Estado, mas mais tarde com todo esse trabalho que ele desenvolve junto a Chico Xavier na seara espírita cristã, do qual Todos nós somos beneficiários. Quanto devemos a essa parceria? Quanto devemos a as explicações de Emân do Evangelho à luz do Espiritismo, ajudando-nos a vivenciá-lo de maneira mais profunda, ajudando-nos a compreender o que é esse programa de vida, de vida abundante que temos no evangelho, o qual há muitos séculos temos conhecido, mas não ainda
a ponto de nos aplicarmos realmente à sua vivência, talvez por ignorância, talvez por dificuldade de entendimento também. por preguiça, pelas nossas paixões, mas pelo menos agora já nos é mais acessível ao conteúdo imensamente valioso que ali está com o auxílio do espiritismo, em especial do que Emmanuel fez por nós. Então, assim como ele lançou os fundamentos dessa alma cristã de nossa nação, sendo Uma das figuras mais importantes daquele processo inicial, né, quando o Brasil estava se formando ainda, ele voltaria depois dando continuidade nesse trabalho que ele assumiu para si e assumiu perante o Cristo de
formar aqui nestas terras uma mentalidade cristã nutrida pelo evangelho, pelo evangelho. explicado e desenvolvido pelo consolador, como diria a respeito dele um outro espírito também muito presente na obra de Chico Xavier, Neio Lúcio, ambos são amigos espirituais de muitos séculos. Ele diria a respeito de Emanuel. Ele sempre nos fala: "É preciso criar espírito para o gigante, porque esse foi o compromisso que ele assumiu desde Manuel da Nóbrega perante o Cristo. Vamos trabalhar para construir um espírito cristão baseado, fundado no evangelho para esse gigante que será o Brasil. Não em termos de louros e conquistas materiais
do mundo, mas como um celeiro de luzes espirituais, um celeiro de fé e de esperança, como de fato tem sido esta terra, esta nação para muitos dos espíritos que aqui t passado. espíritos que, como sabemos, viemos da Europa, de outras pairagens nesta terra, profundamente desiludidos e comprometidos com os nossos equívocos de outrora, mas que aqui temos tido a oportunidade de encontrar no espiritismo Um caminho lúcido, um caminho aberto, desde que o queiramos seguir, para a nossa redenção. Então assim, a gente vai amarrando os vínculos ou vamos encontrando esses vínculos na história a partir de um
fato, digamos, comum como esse. Aniversário de São Paulo, Chico a receber o título de cidadão paulistano. E a partir desse fio inicial que nós pegamos do novelo, nós vamos percorrendo as páginas, os séculos da história, identificando como se dá o trabalho da providência divina ao longo do tempo, ajudando-nos todos em nosso processo de evolução. E o que nos ajuda a entender ainda mais esta vinculação é uma mensagem que foi compartilhada pelo já citado aqui Cloves Tavares, né, que foi um grande amigo de Chico Xavier das primeiras horas desde Pedro Leopoldo. Cloves, que morava em Campos
dos Goitacases lá no Rio de Janeiro, fundou lá a Escola Jesus Cristo. Trabalho muito interessante que existe ainda hoje, continuado pelos familiares, né, pelos herdeiros. E o Cloves, ele tem dois livros que são fantásticos. Além do já citado Mediunidade dos Santos, que vale a pena estudar e conhecer, ele tem o livro 30 anos com Chico Xavier, em que ele nos relata os bastidores da sua convivência com Chico ao longo aí de 30 anos, depois foi até mais, né? Mas ele vai relatando o que foi todo esse Processo. A gente vai acompanhando o próprio desenrolar, né,
da tarefa do Chico a partir das suas páginas, dessas informações de bastidores. Então, um livro também muito rico e outro que é um clássico chamado Amor e Sabedoria de Emmanuel. É uma obra, como vocês veem, curtinha, mas muito rica, em que ele faz um estudo do que é do que tem sido a trajetória e a atuação desse espírito. Desde lá de Pubulenturos, mesmo antes, né, a trajetória que nós conhecemos desse espírito, até a sua tarefa junto a Chico Chever na condição de Emanuel. E um dos capítulos nos chama muito a atenção, que é o capítulo
de número quatro, porque o Cloves Tavares, ele vai justamente aprofundar esse vínculo, essa relação que culminou na fundação da cidade de São Paulo. aquilo que Chico descreveu para nós, o encontro espiritual quando Paulo pede a Manuel da Nóbrega que fundasse a cidade e ele sentindo um vínculo que não saberia explicar muito antigo, de muito devotamento à aquela figura, assim o faz aguardando o dia de 25 de janeiro. De onde vem isso? Aonde remonta? Até onde vai essa ligação? É o que o próprio Emanuel vai nos revelar em uma mensagem inédita que Cloves teve a felicidade
de compartilhar com o Movimento espírita, ajudando-nos a entender muito desse processo. Nesse capítulo 4 do seu livro Amor e Sabedoria de Emanuel, cujo título é Emmanuel e o apóstolo Paulo, uma mensagem inédita, ele nos traz uma mensagem recebida por Chico em Pedro Leopoldo no dia 13 de março de 1940. que a princípio ficou sendo uma mensagem de caráter mais privado, mais íntimo, mas que depois eh por bem resolveram publicar. E o Emânu nessa mensagem ele começa trazendo-nos uma orientação que é, digamos assim, a espinha dorsal da nossa reflexão hoje. Se todo o aspecto mais histórico
ficar esquecido, que nos lembremos disso de nossa conversa aqui pela manhã. Emânu inicia a mensagem dizendo o seguinte: "Lede as cartas de Paulo e meditai no imperativo como um apelo, um apelo convite, mas um apelo. É como se ele nos dissesse: "Não deixemos de buscar o imenso tesouro espiritual que encontramos nessas cartas. E elas têm sido nossas companheiras de estudo já há alguns bons anos. E por mais que as estudemos, por mais que repassemos esses textos, essas palavras do grande apóstolo, não nos Cansamos de nos impressionar com a profundidade, com o vigor, com a fé,
com a esperança, com o amor e o devotamento profundos pelo evangelho, pela causa do Cristo, que ressaltam dessas epístolas. 14 textos que moldaram a vivência cristã desde os seus primórdios, porque Paulo é aquele que inicia a sua experiência com o evangelho depois da partida de Jesus. E ele teria uma missão, uma tarefa muito singular. Claro, todos os apóstolos tiveram contribuições imensamente valiosas, mas ele recebeu a não simples, a desafiadora tarefa de tornar a mensagem do Cristo universal, de expandi-la para além do judaísmo apenas, para além da Palestina. Ele que vai levando essa mensagem a outros
povos, a outras nações, a outras bases de formação espiritual. adequando a transmissão dessa mensagem àquela multiplicidade, aquela diversidade de corações. E tudo isso, todo esse processo, bem como os desafios envolvidos nesse processo, ele vai relatando em suas epístolas. Temos também o registro de Atos dos Apóstolos, feito por um pupilo seu, Lucas, que traz algo desse desenvolvimento do cristianismo após a partida de Jesus. Mas especialmente são as epístolas de Paulo que nos ajudam a conhecer o que foram aqueles primeiros e gloriosos anos quando o evangelho fincava de fato raízes nesta terra. Os momentos gloriosos, os testemunhos
sublimes de fé, de renúncia, de dedicação, mas também os desafios enormes para conciliar as diferenças. para superarem ali as questões de ordem material, prática, circunstancial, para que a mensagem não sofresse dano. Porque às vezes olhamos para trás, né, ou falamos do cristianismo nascente, do cristianismo primitivo, com uma visão meio que idealizada. E de fato foram séculos, principalmente os três primeiros luminosos, que se gravaram na história da humanidade de maneira indelével. Mas isso não significa que não existiram ali lutas ásperas, dificuldades de convivência que quase chegaram a comprometer a continuidade da mensagem cristã, como o vemos
também por meio do livro Paulo Estevão, que é outro desses desenvolvimentos, desses frutos abençoados desta relação entre Emanuel, esse espírito e o apóstolo Paulo, o seu anseio de escrever uma biografia sobre ele, que na verdade é um projeto que vem de mais alto da espiritualidade superior. Esse anseio que ele pôde concretizar e que nos ofertou assim uma visão tão mais enriquecida sobre o que foram aqueles primeiros tempos, complementando, digamos assim, o que temos nas epístolas e em Atos dos Apóstolos e ajudando-nos a entender de fato o que é viver o Cristo de maneira prática no
mundo, sendo ainda criaturas imperfeitas, mas colocando o ideal acima de tudo. é o que nos permite uma obra como Paulo Estevão, penetrar nesses meandos, nesses desafios. E ali nós vemos que, por exemplo, as diferenças de visão entre Paulo e Tiago quase chegaram a comprometer a continuidade do cristianismo, intermediadas que foram pela figura de Pedro e assim conseguiram eles superar aquele desafio e a comunidade se manteve, foi crescendo, o trabalho foi se desenvolvendo. Mas quando a gente pega também uma primeira carta de Paulo aos Coríntios, nós vemos ali os imensos desafios daquelas primeiras comunidades por ele
fundadas, das chamadas igrejas nascentes. Quando a gente vê alguns amigos falando, né, das dificuldades do movimento espírita, relatando os desafios lá de uma casa espírita, nós costumamos comentar, já lemos ou vocês já leram a primeira carta de Paulo aos Coríntios? Por que o fazemos? Porque ali a pessoa veria que não era uma comunidade pronta, que não eram corações assim já absolutamente prontos, preparados, sem quaisquer dificuldades na harmonização da tarefa. Pelo Contrário, vamos ver ali Paulo puxando a orelha de muitos daqueles colaboradores iniciais, a tal ponto que na segunda epístola ele meio que pede desculpas assim.
Eu acho que eu fui muito firme na primeira epístola, mas vocês me entendem, né? A causa era nobre, o ideal, mas aí a gente vê na primeira carta aos Coríntios, por exemplo, a questão das divisões internas na igreja de Corinto. Alguns se diziam de Paulo, outros se diziam de Apóo, outros se diziam de Cefas, outros se diziam de Jesus. Então existiam os partidos, né, os grupinhos. Não, eu sou do grupo de Paulo. Não, eu sou do grupo de Apolo. Não, eu sou do grupo de Cefas. E ainda tinha algum, não, eu sou do grupo de
Jesus. E Paulo falou: "Mas o que que é isso? É Deus que opera em tudo, em todos. Eu plantei, Apolo regou, mas é Deus quem faz crescer. Que espécie de divisões é essa? Questões que ainda hoje em nosso movimento espírita, em nossas casas espíritas, haveremos de encontrar. e com a qual ou com os quais essas questões Paulo já lidava aqueles tempos. Vamos ver, por exemplo, as questões envolvidas à vaidade ou relacionadas à vaidade. Alguns, por terem essas ou aquelas qualidades, faculdades, por exemplo, mediúnicas, se criam maiores ou mais importantes que os demais. Porque também nessa
primeira carta aos Coríntios, Paulo fala muito dos chamados carismas para nós hoje, faculdades mediúnicas. E ele as descreve, descreve uma reunião mediúnica praticamente nos mesmos moldes como as temos hoje em nosso movimento espírita. Basta pegarmos lá capítulo 12, capítulo 14 dessa carta aos Coríntios, mas ele diz também, alguns estão se julgando, digamos, o suprassumo porque tem essa ou aquela faculdade e ele então tem que chamá-los de volta à humildade, a compreensão de que aquelas faculdades não eram para que se elevassem ao pedestal do orgulho da ilusória vaidade, mas antes um convite a mais serviço, a
mais compreensão, a mais humildade. Por isso, entre o capítulo 12 e o capítulo 14, no qual ele trata dessas faculdades ou desses carismas, ele coloca o capítulo 13, que é talvez um dos mais belos textos já produzidos pela humanidade, que é o seu hino à caridade. Porque ele fala assim: "Vocês estão aí muito preocupados com os dons mediúnicos. acham que são, né, realmente elevados por causa desses dons, mas eu vou lhes dizer que não existe dom maior do que esse, o dom de amar. Não existe algo que eleve tanto a criatura como esse amor renúncia,
esse amor doação que com Jesus aprendemos. Quem não tiver isso pode ter todas as faculdades, falar todas as línguas, dar o seu corpo para ser imolado. Sem o Amor, sem a caridade, nada teria e nada seria. Então, no coração dessa epístola, ele coloca o seu chamamento à caridade, o seu hino, como a dizer, todas as outras faculdades, conhecimentos, possibilidades estarão desorientados, estarão bem reduzidos em seus potenciais se não estiverem a serviço da luz do amor. Então, questões que ele já tratava lá e que são absolutamente atuais, pertinentes para nós hoje em nosso esforço de resgate
daquele cristianismo despojado de acessórios ritualísticos, de vestimentas, de hierarquias. Buscamos voltar à aquele aquele modelo, aquela proposta de vivência do cristianismo simples, despojada, né? sem quaisquer elementos que nos possam desviar do foco da nossa transformação e da vivência do amor. Buscamos voltar aquilo. Mas mesmo lá já existiam os desafios como hoje. Por isso, quando Emanu nos diz: "Lede as cartas de Paulo e meditai", ele o faz como quem sabe que há ali um manual profundo para o trabalhador cristão, para o trabalho espírita de hoje, que não é senão o mesmo trabalho cristão daqueles primeiros tempos.
Mudaram-se os Cenários. A Terra hoje é bastante diversa em termos de cenários, recursos tecnológicos e materiais do que naqueles tempos. Mas a essência da atividade é a mesma, porque o Cristo falou ao espírito eterno e os princípios de que o evangelho trata são atemporais. Embora a mudança dos cenários, embora os recursos tecnológicos que tenhamos hoje a nos facilitar o trabalho, o alcance do trabalho, não poderemos prescindir da essência. E é disso sobretudo que Paulo trata. As questões de convivência, o trabalho interior, a fidelidade ao Cristo acima de nossos caprichos, de nossas exigências, de nossas expectativas
ilusórias, a importância da construção da virtude, o exercício adequado do intercâmbio com mundo espiritual. Tudo isso está lá nessas epístolas. a sua própria experiência pessoal, o seu testemunho de transformação. Ele que nunca fez questão de esconder qual era o seu passado, de onde provinha os problemas que havia criado a comunidade inicial, justamente para que os do futuro pudéssemos ter esperanças em nossa transformação. Então ele faz questão de tratar de tudo isso nas suas epístolas e nós hoje contamos com a bênção do Espiritismo que nos ajuda a entendê-las. Quantas e quantas mensagens de Emânuel comentando versículos
de Paulo na sua coleção, por exemplo, que começa, Né, no livro Caminho, Verdade, Vida, Pão Nosso, Vinha de Luz, Fonte Viva, Palavra de Vida Eterna, Ceifa de Luz, entre outros, segue-me, Livro da Esperança, quantas e quantas mensagens, mas mais do que isso, o entendimento dessas leis espirituais da vida que o Espiritismo nos traz, mediunidade, reencarnação, mundo espiritual, entre outras tantas coisas que o Espiritismo nos traz e que nos ajudam a ter todo um novo olhar sobre o que ele tratava lá, bem como o próprio mestre no evangelho, né, naquilo que ficou registrado para nós nos
evangelhos. Então, por isso ele nos orienta, não deixe de buscar esse tesouro espiritual. Existem frases ali que são verdadeiras pérolas do espírito. O ouro mais puro do conhecimento espiritual. que a gente precisa aprender a buscar e a trazer para dentro de nós, para o nosso cofre interior do coração, a fim de que saibamos compreender melhor o que nos cabe enquanto espíritas cristãos, tanto na atividade na casa espírita, como na vivência como um todo que deve se estender para muito além dessas paredes. Como sabemos, o espiritismo não se vive só aqui, não deve ser vivido somente
aqui, mas em todas as dimensões da nossa vida. Então fica a sugestão, acessemos esse manual do trabalhador cristão, esse manual do dirigente espírita que temos nas cartas do grande apóstolo. Mas continua, Emmanu Dizendo: "O convertido de Damasco foi o agricultor humano que conseguiu aclimatar a flor divina do evangelho sobre o mundo." Essa é uma descrição muito lúcida e muito propícia de Emanuel a respeito de Paulo e sua tarefa. Porque o que vemos em Paulo, tanto no livro Paulo Estevão como nas suas cartas, nós vemos o homem prático. Nós nós vemos aquele que quer trazer todos
esses esses ideais do evangelho, que são sublimes, que são transcendentes. Ele quer trazê-los para vivência prática individual e coletivamente. Então ele quer destacar, bem como apresentar o contorno, a solução para os desafios que surgirão nesse processo. O evangelho é uma flor divina, mas o solo de nossos corações é ainda agreste também no mundo, especialmente ao tempo dele. Ainda hoje é assim, mas em menor grau. Ao tempo dele, o solo era ainda muito mais árido, muito mais desafiador para aclimatar aquela flor divina. Então ele fez um trabalho ercúlio como agricultor humano, isto é, um profundo conhecedor
da natureza humana, resultado do seu próprio processo de transformação, para trazer aquilo do plano do ideal, da aparente utopia para o plano prático. Como é que a gente traduz isso em vivência, em vivência em uma comunidade, em desenvolvimento desse trabalho, apesar dos desafios, das perseguições que surgiriam depois, das incompreensões, das diferenças de visão, os judeus trazendo toda uma bagagem, os gentios chegando com outra formação bem distinta. Como é que a gente vai conciliar tudo isso? Então vemos esse homem trabalhando sobretudo a convivência humana, o amor que nos ajuda a ter um tato, nos ajuda a
ter uma compreensão mais profunda de cada espírito, de cada coração, para saber como atuar, qual a dose mais adequada de verdade e de amor para cada espírito, naquela que é uma das virtudes mais fundamentais na vida, que eu gosto do termo que a descreve, embora não seja muito comentado, né? Que é a virtude da temperança. Há uma frase de Paulo que ele fala assim: "Que a vossa palavra seja sempre temperada com sal, a fim de que saibais a responder a cada um como convém". Então, olha a sabedoria espiritual por detrás disso. A gente precisa aprender
a temperar a nossa ação conforme as possibilidades de cada criatura. Tem criatura que tolerará que precisará de uma dose maior de verdade, de firmeza, ao passo que outra, para ela essa dose será excessiva. Então, se eu não souber dosar, se eu não tiver temperança, que é essa habilidade de fazer a leitura de cada coração, de cada circunstância e aplicar o amor de maneira conveniente, adequada em cada contexto, se eu não tiver isso, se ele não tivesse isso, ele não conseguiria fazer a tarefa imensamente difícil que ele realizou, porque ele tinha temperança, essa capacidade de ler
cada coração. Por isso o agricultor humano, você pega o agricultor, você pega o jardineiro, ele conhece cada plantinha. Não, essa aqui, se eu pô esse tanto de água é suficiente. Agora aquela outra, se eu pôr esse tanto de água, eu mato ela. Aquela ali eu tenho que plantar ela nesse período do ano. Aquela outra, se eu plantar nesse período do ano, não vai dar certo. Essa aqui dá para esperar a flor com alguns meses. Aquela outra só daqui alguns anos. Não são assim as criaturas humanas. Nossas relações, nosso plano de convivências não é senão um
jardim que nos é dado cultivar. Pois bem, com Paulo a gente vai aprendendo a ser um agricultor humano, a cultivar cada alma, cada laço, cada relação, cada pessoa que Deus aproximou de nós, do âmbito da família ao âmbito mais amplo da família estendida que temos no centro espírita ou em nossa convivência em sociedade. Isso é a base do processo transformador, educador sobre o qual mais tarde Kardec mencionaria, falaria em O livro dos Espíritos, por exemplo, na questão 917, no comentário que ele faz essa questão que trata do egoísmo, né? a questão, ele vai falar sobre
a educação, que é justamente a antítese, eh, o antídoto ao egoísmo. E ele vai dizer assim que a educação espiritual, mais do que aquela eh, digamos, educação intelectual pelos livros, mais do que a ilustração do intelecto, a ampliação da cultura, a educação que forma caracteres, que incute novos hábitos, ela estará baseada em três pilares, diz Kardec nesta questão. diz ele, muita experiência, profunda observação e profundo tato, muito tato. Então, o que que pede educação? Experiência. Experiência só se ganha na convivência hub. Por isso, não podemos prescindir de estarmos juntos. Por isso, ninguém vive o espiritismo
isolado sozinho em casa. Por isso nos reunimos. Isso nos dá experiência. Por isso a vida nos aproxima de pessoas, por isso vivemos em sociedade, porque isso nos dá experiência sobre o que é a natureza humana no seu caleidoscópio de possibilidades. Temos espíritos de todos os tipos, em todos os degraus da Evolução. É preciso termos experiência, mas essa experiência só é adquirida por aquele que sabe também observar. Por isso que Kardec coloca como outro pilar profunda observação. Então, olhar a vida, observar as pessoas, ouvir mais, como diz André Luiz, quem fala menos ouve melhor e quem
ouve melhor aprende mais. Não é por acaso que nós temos dois ouvidos. Geralmente a gente quer falar, a gente quer impor nossa ideia. raras vezes queremos observar, ouvir o outro, entender melhor a natureza humana. Daí nascem a maioria de nossos problemas de convivência, dessa nossa dificuldade em observar, observar para agir com mais proveito, para agir no momento mais oportuno, para sermos mais eh comedidos e mais adequados na hora de falar uma coisa, na hora de ter um gesto. É aquele que observa mais. Esse está mais apto a educar. Então, muita experiência, profunda observação e tato.
Olha que interessante. Que que é o tato, né? Além do sentido físico, tato é saber como tocar cada pessoa, saber como abordar cada coração. Então, a gente precisa muito disso. E Paulo foi aprendendo isso com Jesus. Quando a gente lê Paulo Estevão, nós vemos aquele homem muito impetuoso, muito abrupto, que agia às vezes sem pensar e que por isso feria, prejudicava, né, comprometia as coisas. Ele foi sendo treinado por Jesus no clima do amor, da vivência, da caridade, a encontrar a justa medida, a ter mais stato. É o que o amor nos dá sensibilidade para
entender cada pessoa, para ler cada situação da vida e para agir mais conectados com o alto que nos traz a inspiração. Porque quem ama estará conectado àqueles que tm uma visão melhor do panorama que nos escapa. e assim poderemos agir com mais proveito. Então veja que o que Kardec trata mais à frente sobre a educação é o que o Paulo já desenvolvia lá atrás como agricultor humano que foi aclimatando a flor divina do evangelho em sua sensibilidade ao solo ainda árido primeiro do seu coração e depois das comunidades que ele foi construindo para que o
evangelho não fosse só uma utopia. Porque o evangelho muitas das vezes é aquela flor distante, né? O Emanuel chega a dizer que existem muitos cristãos que são uma espécie de orquídea na seara cristã. Só ornamento, produção nenhuma, sabe? Só aquela beleza aparente, aquela coisa assim que chama às vezes atenção, mas em termos de produção, de contribuição efetiva, quase nada. Em muitos séculos, a nossa experiência com o evangelho tem sido assim: Aquela flor divina que tá lá no sonho, só projeto, só ideal, só para a frente, só amanhã, só depois. Eu me emociono, eu me encanto
com Cristo, mas é mais paraa frente. É depois Paulo diz: "Não, vamos trazer essa flor pro solo da vida. Vamos fazer com que o perfume dela esteja já aqui sendo distribuído, para que ela não seja só o sonho e o projeto de amanhã. Porque como nos diz André Luiz, é perigoso guardar alguém a cabeça cheia de sonhos ideais e as mãos vazias. É muito perigoso desencarnarmos assim com a flor divina do evangelho, a iluminar-nos, né, o pensamento, a emocionar-nos o coração, mas nada desse perfume em nossas mãos, nada de trazermos ela para o solo da
vida e do nosso coração. Com Paulo não. Paulo é chamamento à prática. Por isso ele cunha essa que seria uma das frases mais importantes dele, depois tomada pela teologia para algumas interpretações um pouco distorcidas, mas ele diz assim: "O justo viverá pela fé". Com isso, construiu-se a ideia de que bastaria fé em Cristo para nos salvar, como se a fé fosse mera crença, mera aceitação verbal de Jesus. Quem aceita Jesus está salvo. Ora, para Paulo, fé não é isso. Não se concebe em Paulo uma fé que não seja absolutamente prática, fiel àquilo em que se
acredita. Alguns chegaram a ver uma divisão, um contraste entre ele e Thago, porque Tiago fala, né, a fé sem obras é morta, mas Paulo, a o justo viverá pela fé, será salvo pela fé. Mas é que para Paulo não existe fé sem obras, então tá implícito. Não é que existisse uma discordância entre eles, não é que apenas Tiago deixa mais explícito. Mas em Paulo não se concebe uma fé que não seja uma fidelidade a isso que temos aprendido no dia a dia. É amor, é renúncia, é humildade, é indulgência, compreensão na família, no lar, onde
estivermos. Isso é ser fiel. Isso é ter fé. Não é meramente acreditar em Jesus no plano da mera crença ou do sonho nunca alcançado e materializado no mundo. Então ele foi esse agricultor humano que trouxe essa planta, essa flor divina para o solo árido da terra e dos corações. Continue eman muitas vezes foi áspero. A terra não estava amanhada, ou seja, preparada. E se em alguns pontos oferecia leiras brandas e férteis, na maioria era regiões em Espinheiro e Pedregulho. Então ele tinha aquela personalidade que lhe era característica. Muitas vezes foi firme porque também era desafiador
o trabalho que lhe cabia. Ele chega mesmo a descrever um trabalho do evangelho como sendo um campo, um imenso campo que o Senhor nos deu a cultivar. E existem Regiões diversas, diz ele, alguns estarão cuidando dos mananciais lá da fonte, protegendo a fonte, que foi o caso, por exemplo, de Pedro na casa do caminho. Outros estarão trabalhando a terra em determinadas regiões, os outros apóstolos que se deslocaram para outras localidades. Mas existirão aqueles que precisarão abrir caminhos novos, enfrentando o cipoal e abrindo a mata fechada. A esse o trabalho era difícil. Então ele era o
que ia abrindo caminho e meio à mata densa no peito, né? Vencendo todas aquelas dificuldades muitas vezes traduzidas em feridas no corpo, para não dizer as perseguições e dificuldades morais. Então ele era desses que ia abrindo novas picadas na mata densa, na floresta humana. Por isso, por vezes, foi áspero. Mas Paulo foi o lidador de sol a sol. Seu fervoroso amor foi a bússola. Foi a sua bússola divina. Sua paixão no mundo, iluminada pela sua dedicação ao Cristo, transformou-se na base onde deveria brilhar para sempre a claridade do cristianismo. Olha que bonito. Eu gosto desse
trecho aqui, né? sua paixão no mundo, iluminada Pela dedicação ao Cristo. Porque uma coisa que você logo nota quando lê as cartas de Paulo é a paixão, é o vigor com que ele fazia aquilo. Só que para nós, né, a palavra paixão, ela nos remete a algo ruim. Se a gente vai as questões 907, 908 de livro dos espíritos, a gente vai ter uma compreensão melhor do que realmente precisamos entender por paixão, porque geralmente associamos paixões aos vícios, né, as nossas imperfeições. E de fato assim o é. Só que nós precisamos compreender também o que
está por detrás das paixões, que é o que Kardec vai tratar nessas questões. O princípio das paixões é mal em si mesmo? pergunta ele. E os espíritos dizem, não foi colocado no homem para o bem. O problema está no excesso a crescida à vontade. Ou seja, de onde derivam as paixões? Das forças das potências da alma. A questão é quando elas não estão conduzidas, elas nos governam e daí surgem todos os nossos problemas, os excessos, quando deixamos de pela vontade nos governar, direcionar essa força. É igual às forças da natureza. Olha a água, por exemplo.
Sem ela não teríamos aqui no Brasil, especialmente a luz que nos beneficia. A água controlada numa usina hidrelétrica produz potência, que nos dá iluminação, que move as nossas indústrias, que move o progresso. Mas a água fora de controle numa inundação arrasta e arrasa tudo no caminho. Mesma coisa. O fogo entra em qualquer grande fábrica, siderurgia, metalurgia, uma caldeira, que temos ali o fogo a nos servir. O fogo servindo ao progresso, alimentando o progresso. Mas veja um incêndio, como estivemos há alguns anos, o arraso destruidor que provoca. Assim também as forças da alma. Sem o direcionamento
da razão, da vontade, do ideal divino do amor, elas estarão a serviço do do nosso egoísmo, do nosso orgulho, da nossa vaidade e serão forças arrasadoras para nós e para aqueles que estão conosco. Mas uma vez orientadas pelo amor, são elas que explicam a grandeza de um trabalho como de Paulo. Gente, de onde vinha tamanha energia? De onde vinha essa força que não parava diante de 39 chibatadas, de pedradas, de naufrágios, de nudez, de fome, de frio, de de perseguição, de assalto, de prisões inúmeras? E aquilo ele simplesmente não parava. De onde vem isso? É
a mesma força outrora usada na perseguição. Aquela inclência, aquela dureza, aquela inflexibilidade, aquela força toda, mas direcionada para destruir, com Cristo foi direcionada para construir. E ele nos traz uma profunda lição. O que você for fazer na sua vida, faça com paixão. Isto é, entregue a sua alma o que você for fazer. A coisa mais diminuta que seja, faça com a inteza das suas forças, porque é isso que contagia outras almas, é isso que marca efetivamente os corações, é isso que dá a perenidade de um trabalho. Não é fazer por fazer, fazer por mer obrigação.
Em nossa seara espírita, sobretudo, o espiritismo é grande demais para ser em nossas vidas mera obrigação, mero formalismo. Façamos com paixão o que quer que seja, a leitura de uma página, um passe que venhamos a dar, o acolhimento na casa espírita, a palestra que venhamos a ofertar, que as pessoas notem em nossas palavras que é ali entrega, que é ali paixão, que as forças da nossa alma estão ali agora direcionadas a Jesus, ao bem. Da mesma forma, os nossos trabalhos de um modo geral perante a sociedade, no mundo, a nossa profissão, façamos com inteereza de
alma, façamos o nosso melhor, porque isso é imperativo da vida. Sede perfeitos. Em tudo coloquemos algo do nosso melhor, porque tudo em verdade o fazemos para Deus. Isso é Paulo quem diz: "Fazei todas as coisas como quem faz ao Senhor e não aos homens". Então, tudo que você for fazer, faça como se você tivesse fazendo para Deus, né? Se a gente busca fazer o melhor lá no trabalho para o chefe, se a gente busca fazer o melhor, imagina o nosso melhor para Jesus, o melhor que a gente vai fazer para Deus. Por isso Paulo já
dizia: "Em tudo que você for fazer, faça como quem faz ao Senhor e não aos homens". Não é o seu chefe que tá avaliando você, é Deus. Não é o Não são seus familiares que estão avaliando você, é Deus. Então, a sua convivência no lar, os gestos que você vai ter quando ninguém vê, não te esqueças, Deus te vê. Faça como quem faz é o Senhor. Faça com alma, faça com paixão, faça com entrega, não faça com desmazelo, porque senão você não tira da da ação o melhor. Você pode até criar algo material, mas aquilo
não te transformou, não te fez melhor. Que que adiantou? Então, a paixão daquele coração conduzida agora pelo amor a Jesus, tornou-se o que se tornou uma epopeia gloriosa. Quem hoje nos inspira? Então, o problema não é eliminar as paixões, é governá-las. Por isso, os espíritos comparam as paixões a um Corcel, né? Nos tempos antigos, imagina só o que era viajar sem o amparo de um cavalo. Quase que inviável, mas o cavalo fora de controle também é um problema enorme. Sobre controle, extremamente útil. Por isso, ao comentar, Kaidec diz: "As paixões bem conduzidas decuplicam 10 vezes
as forças de um homem." Aí você entende, Paulo, aí você entende porque shibata, vara, pedra, naufrágio, nada disso foi capaz de pará-lo, porque além da paixão existia esse amor a orientar essas forças da alma. Aí vem o relato importante, porque Emanuel diz que conheceu Paulo quando ele esteve encarnado. Até então não sabíamos disso, porque o Emânu não revelou essa informação nem no livro há 2000 anos, sua autobiografia, nem no livro Paulo Estevão. Mas aqui nesta mensagem ele diz: "Conhecio-o em Roma pouco tempo depois da desencarnação de Lívia, na porta ápia, que era porta de entrada
e saída de um Dos mais conhecidos e mais famosos caminhos que saíam de Roma. Diz ele que ele estava numa carruagem, os cavalos dispararam. Quando um cristão se lançou à frente para pará-los, conseguiu fazê-lo, ele sai, né, para ver o que tava acontecendo e viu um grupinho reunido em torno de uma figura. Ele foi sondar lá a conversar. Essa figura era o apóstolo Paulo. E ele troca algumas poucas palavras com Paulo, mas ele assim descreve o seu encontro. Trocamos algumas palavras que me deram a conhecer. a sua inteereza de caráter e a grandeza de sua
fé. Ali começava essa história que veio desaguar nos 472 anos da cidade de São Paulo, do estado agora do qual também fazemos parte, de alguma maneira vinculados a essa breve conversa em Roma há muitos séculos atrás. O fato ocorria depois da trágica desencarnação de Lívia e eu trazia o espírito atormentado. As palavras de Paulo eram firmes e consoladoras. Ó o agricultor humano que consegue conciliar firmeza e consolo no mesmo bloco de palavras. O grande convertido não conhecia a úlcera que me sangrava no coração. Todavia, as suas expressões indiretas foram imediatamente ao fundo de minha alma,
ó educador por excelência, aquele que sabe abrir as portas dos corações, porque tem tato. Tato que vem do amor, da experiência. O agricultor humano por excelência foram ao fundo de minha alma provocando um dilúvio de emoções e de esclarecimentos. Ali começava esse vínculo, meus amigos, do qual nós hoje somos somos profundos beneficiários, porque esse vínculo perdurou. Não foi somente aquele encontro que, como dizíamos, não foi mencionado por Emanuel. No livro Há 2000 anos, na segunda parte, do capítulo 7 para o capítulo 8, há um iato de 10 anos. Ele pula do ano 58, que é
o ano da desencarnação da Lívia, para o ano 68, que é quando ele se prepara para voltar a Jerusalém, a pedido de Vespasiano. Então, o encontro está nesse ato, porque nós sabemos pelo livro Paulo Estevão que Paulo chega em Roma preso no ano 61. Ele tem a prisão convertida a uma prisão domiciliar e Lucas aluga uma casinha para ele na via nomenana, que é outro caminho que partia de Roma. Mas com o passar do tempo, ele foi ficando tão amigo dos guardas que ele curava os familiares dos guardas, falava para eles sobre o evangelho. Daqui
a pouco eles nem punham mais algema nele. Daqui a pouco ele tava preso, mas não tava. E os guardas levavam ele para passear. E aí a gente vê no livro Paulo Esteva um parágrafo em que Eman nos Deixa uma pistazinha de quando se deu esse encontro. Está lá no capítulo de número nove. Porque Paulo fica 2 anos nessa prisão semidomiciliar ali em Roma. No ano 63 ele é de fato liberado e vai depois para a Espanha, para a região das Galias e da Espanha expandir ainda mais o evangelho. Essa aqui é uma viagem não conhecida.
Só o livro Paulo Estevano nos revela, embora exista uma certa menção dela na tradição cristã. Mas nesse período então que ele ficou preso, diz aqui o Emmanuel, não poucas vezes esses militares benévolos, os guardas que se tornaram amigos dele, o convidavam a passear pela cidade, especialmente ao longo da via. Ele morava na via numentana, mas os guardas levavam ele para passear na via, que se havia tornado o local da sua predileção, onde a mano encontra por brulentolos, no caso, na via. Então, tá aqui a única menção ampaçã desse encontro que mais tarde ele nos revelaria,
mas cujos bastidores é Né e Lúcio quem vai desdobrar para nós numa mensagem muito valiosa assim pelo que nos revela e que foi inserida no livro Colheita do Bem. O livro Colita do Bem, ele faz parte de uma coleção. Eh, são três obras de Neolus e uma obra de Emanuel. É uma coleção das mensagens Que eram recebidas no culto íntimo da família Joviano lá na fazenda modelo em Pedro Leopoldo. Então, a família Joviano, né, o Rômulo era o chefe do Chico na fazenda modelo e essa família é uma família muito vinculada ao Chico e Emano
de muitos séculos. Essa família, família Joviana, é a mesma do livro 50 anos depois. O Euvídio Lúcios é o Rômulo joviano. E o Néo Lúcio, que foi o pai do Rômulo nessa última encarnação, é o que Neio Lúcios do livro 50 anos depois. Por isso que ele ele coloca para si, ele usa o pseudôromo de Neio Lúcio, referência a que Neéio Lúcios, mas ele foi Artur Joviano, pai do Rômulo. E eles tinham uma uma reunião particular, participava só a família e o Chico. E ali compareciam sobretudo o Neio Lúcio já desencarnado, né, para trazer orientações
à família, questões práticas, assim, indicação de homeopatia, eh dicas, conselhos familiares e tal, mas também informações valiosíssimas dos bastidores da obra do Chico, os livros que estavam vindo, a definição dos títulos, as sugestões, etc, etc. Então são os livros Sementeira de Luz, Sementeira de Paz, Colheita do Bem, com as mensagens do Neil Lúcio e o livro Deus conosco com as mensagens do Emânuel. E ali a gente tem muito desses bastidores do livro Paulo Estevão. Temos, por exemplo, né, ilúcio no livro Sementeira de Luz falando assim que um dia ele ele vinha à reunião mediúnica Depois
de ter ido a uma sublime reunião no mundo espiritual em que ele pôde acompanhar um estudo, um seminário sobre as cartas de Paulo. Ministrado esse estudo por quem? pelo próprio Paulo. Ele fala assim: "Eu pude ver pela primeira vez, não de muito perto, o grande apóstolo dos gentias. Sua grandeza é demasiada para que eu entente traduzir em palavras. Cálice-se, portanto, o meu falar para que eu me expresse com o sentimento, com o coração. Então, quando da recepção do livro, esses espíritos estavam ali mais próximos, vinculados àquela região de Pedro Leopoldo. Então, Paulo aparece, outro dia,
ele volta, aparece lá na no culto da família dizendo: "Olha, a gente teve aqui uma exposição da primeira viagem apostólica feita por Barnabé, aquele que acompanhou Paulo na primeira viagem." Então, o próprio Barnabé em espírito lá no mundo espiritual deu um seminário sobre as viagens de Paulo, a primeira delas da qual ele participou. Então, pra gente ver o que estava se desdobrando nas regiões espirituais de Pedro Leopoldo quando da recepção dessa obra. E é ele, então, o Neel Lúcio, que vai dizer assim que pelo amor devotado de Emanuel, né, esse espírito, a figura de Paulo,
nós podemos compreender ou concluir das razões que levaram Manuel da Nóbrega a aguardar a data de conversão de Paulo para fundar a cidade, para fundar a cidade de São Paulo. é que continua ele também na vida espiritual, Paulo jamais descansou Desde aqueles tempos, desde que desencarnou martirizado em Roma em 64, ele assumiu para si a tarefa de buscar sobretudo as grandes inteligências afastadas do Cristo, como ele o fora. Então essa tem sido a missão espiritual de Paulo desde então. que dentre os beneficiados, dentre os tutelados, foi ele buscar um senador que desencarna na erupção do
Vesúbio, do Vesúvio em 79 na cidade de Pompeia. Púbro, lentos. Então, né, Lúcio nos revela que públo como que foi adotado espiritualmente por Paulo e diz assim: Amparado pelo apóstolo dos gentios, conseguiu públo lentos transitar nas avenidas obscuras da carne, em existências várias, até encontrar uma posição em que pudesse servir ao divino mestre com o valor e o heroísmo daquela que lhe fora companheira no início da era cristã. Então aqui ele descreve muito do que foi a trajetória de Emmanuel que nós podemos acompanhar em parte pelos romances. Então, sabemos, ele desencarna em Pompeia, depois volta
como Nestório no livro 50 anos depois, depois ele aparece como Basílio no livro Avec Cristo e assim uma série de outras encarnações até a encarnação com padre Damiano no livro Renúncia até a última encarnação antes de comparecer junto a Chico como padre Amaro aqui no Brasil, tendo Nascido em Belém, desencarnado no Rio de Janeiro. E aí, Emanuel, o espírito que coordenaria toda a tarefa mediúnica de Chico Xavier, passando, claro, por Manuel da Nóbrega, aquele que esteve envolvido com a fundação do Rio de Janeiro, a Fundação de São Paulo e também com muito com a cidade
de Salvador, entre outras cidades, né, pelas quais ele passou no longo trabalho que desenvolveu aqui nos primórdios do Brasil, como dizia, né, Luz, buscando construir espírito para o gigante, formar uma coletividade nas bases do evangelho, nutrida e inspirada no evangelho de Jesus. E todo esse trabalho amparado de mais alto pela figura do apóstolo Paulo. Então aqui estão os vínculos que unem esses dois corações desde aqueles tempos. Vínculos que se expandiram no tempo em mais e mais laços e sobretudo em muitos e muitos frutos dos quais somos nós beneficiários agradecidos. pelo amor dele a Paulo, ele
inseta esse projeto de explicação do Evangelho, ajudando-nos agora a penetrar na essência da lição de Jesus, a fim de que possamos vivê-la. E todos nós somos alcançados por esses laços que o amor vai produzindo no tempo. Porque Essa visão de mais alto nos ajuda a entender melhor como a providência divina funciona. Deus trabalha sobretudo, gente, com a aproximação de corações. Todo o trabalho de Deus se resume a aproximar esse coração daquele outro para que juntos façam um determinado trabalho. Assim é o projeto de cada família. Assim é o projeto da família cristã estendida, assim é
o projeto da grande família humana. É Deus pelas teias misteriosas, mas sublimes do destino, aproximando-nos desse ou daquele coração, esperando, claro, o que faremos disso, se converteremos estes em laços de ascensão ou em algemas de sombra, a depender do nosso livre arbítrio. A aproximação desses dois, do senador outrora tão orgulhoso, mas agora já trabalhado pela dor. Olha quantos frutos produziu ao longo dos séculos para o cristianismo, em especial para o espiritismo, muito tempo depois. Então, nós não temos ideia do que o laço que Deus está nos propondo agora prepara para daqui a séculos, porque eles
não tinham ideia da dimensão do trabalho que fariam 19 séculos depois. Mas Deus já começava o projeto lá. O mesmo agora com cada um de nós. Quem está ao seu lado, quem Deus aproxima da Sua vida, sabe-se lá o que ele espera de frutos para daqui a 20 séculos. Porque um século para a espiritualidade, dizem-nos os benfeitores, não passa de um relâmpago na eternidade. E lá Deus já começava um projeto que beneficiaria milhões de almas por meio dos livros de Chico Xavier. Quantos já se beneficiaram de um Paulo Estevão? Quantos já se beneficiaram da leitura
de uma mensagem do caminho verdade vida? Pão nosso, vinho de luz, fonte viva. Tudo começou há 20 séculos. Isso se começou ali, né? Pode ser tenha começado antes e ali foi só mais um capítulo. Sabe-se lá os mistérios da providência divina. Por isso diz-nos Jesus no livro Boa Novo, os afetos da alma. São laços misteriosos que nos conduzem a Deus. O grange amigos do evangelho não é em vão. Quem mais vincula-se com o amor a outros e outros corações, mais poder ganha para o seu próprio progredir, como para contribuir para o progredir da humanidade. Por
isso diz-nos Emanuel, quem ajunta amigos amontoa amor e quem amontou amor acumula poder. A gente acha que poder no mundo vem da fortuna, do cargo, da influência ou do prestígio. Poder no mundo vem do amor. Quem mais poder tem no mundo é quem mais corações pode me mobilizar para o amor. Nesse sentido, Paulo foi e é muito poderoso. No livro Deus Conosco, Emanu revela algo dos bastidores da obra, da escrita do livro Paulo Estevo. Ele diz assim, há um capítulo chamado Operários da Edificação Cristã, em que ele diz assim: "Quando eu comecei a escrever o
livro, a notícia correu no mundo espiritual e eu fui buscado então por inúmeros, inúmeros corações que viveram aqueles tempos e que conheceram o apóstolo e que queriam deixar agora o seu testemunho de gratidão a ele pelo fato de terem conhecido o evangelho por meio do seu trabalho." Então era gente da Tessalônica, de Éfeso, de Corinto, da Galáia, um monte de gente procurando e ele diz assim: "Se eu fosse colocar no livro todos os relatos, eu não chegaria a concluí-lo. Por quê? Paulo foi alguém que ajuntou muitos amigos, dentre eles o próprio Emanuel e com isso
acumulou muito poder, poder real na vida de mobilizar corações para o bem a partir do seu exemplo e do seu testemunho. Então é isso que Neil Luci revela para nós nessa mensagem intitulada Manuel da Nóbrega e Públo Lentolus no livro Colheita do Bem. Voltando à fala de Emmanuel na mensagem inédita, ele então conclui: luzeiro da fé viva. Paulo é um luzeiro da fé viva. Paulo não pode ser ouvidado em tempo algum. Seu vulto humano é o de todo homem sincero que se toque do amor divino pelo cordeiro de Deus. O poder do toque de Jesus
em uma alma. que a ele se abre, ele se torna um luzeiro, encandece, inflama-se um coração tocado por Jesus. E nesse fogo divino consomem-se as paixões e o resultado é mais e mais luz. Uma luz que se acende elevada cada vez mais ao alto, servindo, por isso mesmo, de farol, de referência a mais e mais almas, conforme passam os séculos. Por isso Jesus dizia no Evangelho, não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte. Essa fala do mestre está no mesmo contexto da fala sobre o brilho a vossa luz. Quem com Cristo se ilumina,
quem aceita o seu toque e sobre ele se transforma, torna-se uma luz viva, erguida cada vez mais alta, uma cidade edificada sobre o monte. Imaginemos só aos viajores de outros tempos que caminhavam pelos vales escuros da noite, tem lá uma cidade edificada sobre o monte e vê-se ao longe as luzes dessa cidade. Pois bem, não se pode esconder uma cidade edificada sobre os montes. Ela torna-se um farol, ela Torna-se uma referência, ela torna-se um chamamento constante a todos que a veem. A vida que se assente com Cristo, ela é um convite perene e permanente às
bênçãos e à glórias do evangelho. É o que foi se tornando a partir do exemplo do que o próprio Paulo fez. É o que Chico foi e segue sendo para nós, entre outros corações. Por isso ele conclui: "Lede-o sempre e não vos arrependereis". Busquemos essa fonte. Busquemos esse luzeiro, esse farol, esse facho de luz da luz viva do Cristo que se asendeu para os séculos. Luz essa que orientou emanam seus passos redentores e que há de nos orientar também. que como ele deixemos-nos tocar por Jesus acendendo a nossa fé, fé agora verdadeiramente compreendida como fidelidade,
compromisso. É isso que Paulo quis dizer quando eu a famosa frase: "O justo viverá pela fé". Ou outra frase também conhecida agora na segunda carta aos Coríntios, porque nós não caminhamos por visão, mas por fé. Que essa fé se acenda em nós e que ela possa ser uma luz acolhedora, norteadora para os que estão caminhando conosco, às vezes entre sombras, embora aparentemente bem trajados, bem posicionados no mundo, caminhando entre sombras de desespero, de revolta, de ignorância espiritual, que a nossa Vida se acenda a expressar a luz do amor, mas também a luz do esclarecimento, o
amor do evangelho que ilumina, a luz do Espiritismo que esclarece. É isso que Emanuel soube sintetizar para nós num livro como Paulo Estevão, dando continuidade ao apostolado daquele que o acolheu e o tem tutelado como pai espiritual. Por isso, nesta data marcante para a cidade de São Paulo, para o estado como um todo, mergulhando nas páginas da história, na noite do tempo e dos séculos, nós fomos buscar esse vínculo que muito tempo à frente traduziu-se nessa produção tão farta e abundante para todos nós. algo que começou lá com aquele agricultor humano que vem conquistando mais
e mais corações para essa grande seara, ainda tão imensa, ainda tanto por fazer, mas como naqueles tempos, como dizia Jesus, grande a seara, mas poucos os seifeiros. Mas o número não importa tanto, porque se dois corações fizeram tanto, imaginemos 10, imaginemos 100. Que essa luz, portanto, brilhe em nós, como brilhou em Paulo, como tem brilhado em Emanuel, para que a mensagem do Cristo se expanda, fazendo-nos ver realmente o que nos espera a todos, o futuro luminoso, divino, sublime, que é a nossa destinação. Mas para isso compete-nos, como Paulo e como Emanuel se concretize, para que
não seja só a flor divina, o sonho, o ideal, mas a realidade viva, o perfume do Cristo, assim espargido pelo mundo. Por isso, Talvez Paulo tenha dito também em uma de suas cartas: "O bom cristão é o é o perfume do Cristo espalhado pelo mundo." Que Jesus a todos nos abençoe. Muita luz e muita paz. Ora