Olá, pessoal. Boa. É, foi bom que eu vou sentindo aqui o Fala de novo para te ouvir.
>> Olá, pessoal, tudo bem? aqui professor Paulo Quereguini do modelo Exerciência e quero, antes de iniciar o conteúdo agradecer ao professor Fábio pelo convite nessa disciplina, a disciplina número 15, né, em que a gente vai falar um pouquinho sobre um conteúdo que não tá muito no comum nos conteúdos da análise do comportamento, mas que ele é fundamental como para como uma cola entre os vários conteúdos, considerando que existe uma equipe atuando eh na perspectiva da análise de comportamento aplicada ao TEA, que é justamente o nome dessa dessa desse curso de análise do comportamento aplicado ao autismo. Então, mais uma vez agradeço ao professor Fábio e ah antes de iniciar o conteúdo, gostaria de me apresentar.
Eu não sou psicólogo, sou profissional de educação física, mas tem uma trajetória bastante bacana dentro da análise do comportamento, o que me permite ter algumas condições para eh de credibilidade para que falar sobre esse assunto e tem uma também uma experiência também profissional de formação de profissionais para atuar nesse tema que eu vou falar. Bom, ah, minha formação, como eu disse, é em educação física, mas durante, depois de ter trabalhado como personal treino, como professor de lutas, como professor de escola, escola pública, trabalhei em escola pública também, eh, e particulares, eu me ingressei na área acadêmica, no mestrado, doutorado dentro ah de uma formação em educação especial, que é uma um conteúdo em que a gente e desenvolve procedimentos que sejam eficazes. para aqueles alunos que não aprendem em geral com os procedimentos tradicionais e educacionais.
Então, a gente precisa de procedimentos especializados, que é o conteúdo em que eu me que eu eh fiz o meu mestrado. >> Que é o conteúdo que meu mestrado >> que é o meu que é que é o conteúdo do meu mestrado e doutorado. E me aprofundei ainda eh como orientação do meu com orientação do meu, né, e ainda com orientação ah na área de análise do comportamento com o professor Celso Goios.
E foi aí que eu tive o primeiro contato depois da graduação, então, com a análise do comportamento. Então, eh, toda a minha a meu mestrado, doutorado, foram educação especial com ênfase em análise do comportamento, em que eu estudei desde avaliação e intervenção para comportamento verbal, para linguagem, para pessoas com deficiência intelectual, para pessoas com síndrome de Down e para pessoas com autismo. Essa foi a minha ênfase durante o doutorado e durante essa trajetória, desde estudando sobre coisas da educação física, ah, eu me fui me aprofundando nessa parte da comunicação da linguagem, trabalhei com ensino de ecoico, ensino de tato, ensino pela nomeação de emergência de habilidades.
E é isso um pouco que me deu base para eh criar um modelo dentro da educação física baseado na análise do comportamento para trabalhar de forma interransdisciplinar. Então, eh a minha trajetória correu acadêmica, correu nesse, nesse percurso e após isso, dando aula em universidades, trabalhei na Universidade Federal do Ceará, sou do interior de São Paulo, mas já moro em Fortaleza há 10 anos. E a essa trajetória ali me fez permitir criar um modelo de atuação para profissionais de educação física atuarem em combinação com outros profissionais, inclusive com psicólogos, com fonodiólogos, com terapeutas ocupacionais, com fisioterapeutas que são, em geral pedagogos, que compõem essa equipe, né?
Pois muitas vezes a gente tem as pós-graduações em análise do comportamento voltadas com conteúdo para psicólogos, né? Mas como é que outros profissionais poderão atuar na perspectiva da análise do comportamento eh em combinação com esse psicólogo, psicóloga, às vezes um supervisor de caso, que também é psicólogo, psicólogo analista do comportamento para atender uma pessoa com autismo, já que a gente fala da possibilidade, né, de ter uma equipe eh que fale em análise do comportamento, já que a análise do comportamento é a a abordagem abrangente de intervenção ao TEA. Como é que esses outros profissionais podem fazer isso?
Então essa minha trajetória acadêmica e de atuação me permite trazer para vocês aqui um conteúdo único das pós-graduações que eu já ministro em algumas disciplinas de pós-graduação em na área de comportamento no país e que eu eh entendi junto com o Fábio, que seria formidável de trazer como novidade para vocês. Então, muito do que eu vou falar, eh, ainda que seja respaldado na literatura, ela vai além, porque, ah, eu vou trazer um exemplo prático de um modelo, né, que eu desenvolvi, considerando essa minha trajetória, para eh para ah vocês que atuam de forma interrdisciplinar. Então eu entendo que esse conteúdo vai servir bastante para profissionais que vão além da psicologia, profissionais da terapia ocupacional, fisioterapia, fonodiologia, pedagogia, educação física, né, que vão servir.
Bom, mas professor, o que você tem aí de, já que a sua pós doutorado em educação especial, embora com a ênfase em análise do comportamento, o que lhe credibiliza para falar sobre a análise do comportamento? Durante esse meu percurso, ainda depois da pós-graduação, dando aula na universidade, depois criando o meu próprio modelo de intervenção interransdisciplinar na perspectiva da análise do comportamento, eu busquei uma um reconhecimento, a acreditação junto ao principal associação de análise do comportamento no Brasil, que é a BPMC, Associação Brasileira de Ciências do Comportamento, e fui reconhecido como um analista do comportamento pela BPMC. E há 2 anos fui convidado para coordenar a comissão de reconhecimento de analistas do comportamento no Brasil, a comissão de acreditação.
Então, e eu tô no finalizando agora entre final de 24 e começo de 25, saindo dessa coordenação, mas coordenei por 2 anos e meio a comissão de reconhecimento de analistas do comportamento, o que me permitiu conhecer profissionais que atuam com análise de comportamento de várias outras áreas que não somente na área clínica. Então isso é uma um importante marco para a expansão da análise do comportamento como ciência para além da atuação de profissionais da psicologia. Então, eh, isso é muito importante para trazer para vocês, que todo o conteúdo que eu produzi e que eu vou apresentar para vocês, embora exemplificado na área da educação física, ele é baseado na perspectiva da análise do comportamento.
Então, avançando aí pro final e começando já o conteúdo para vocês, essa disciplina então ela vai se propor a trazer um caminho, um modelo, né? a gente ainda não tem diretrizes muito claras para atuação específica de cada um dos profissionais, mas eles já têm, a gente já tem um modelo, uma possibilidade de forma que vocês consigam dialogar com avançar na discussão de aproximações possíveis entre a atuação de outros profissionais, né, de de com a formação diferentes áreas, com com uma convergência na perspectiva da ciência, da análise do comportamento para atender para tratar alguns sintomas específicos, esses sintomas combinados, né, alguns e não outros, que a gente vai chamar de transtorno do espectro do autismo. Então aqui a gente vai falar da combinação dos profissionais para especificamente lidar com as características que definidoras, as características típicas do transtorno do espectro do autismo.
Bom, ah, tendo efeito essa apresentação para vocês, eu quero trabalhar com um conteúdo que é a introdução aos conceitos de tratamento e terapia do TEA às pessoas com autismo. Um instantinho que eu acho que eu não liguei o mouse, não testei o mouse. Pera aí.
Opa, agora foi. Agora foi. >> Foi.
Vamos falar de alguns pressupostos que a gente eh entende necessários paraa atuação numa equipe e mas que serão alguns desses temas terão abordados nas próximas aulas. Aliás, prevemos aqui uma combinação de 10 aulas para vocês nessa disciplina. Hã, antes de apresentar, eu gostaria de elucidar uma problemática que a gente vem tendo no Brasil especificamente, que é a explicação, né, de profissionais que atuam em áreas que não da psicologia, com dificuldades em atuar em análise do comportamento pro TER.
Alguns desses dificuldades estão envolvidas entre o que trabalhar, né? Então, o que eu vou atuar, sobre qual aspecto, sobre qual comportamento. Ah, então, por exemplo, dentro da fis da fisioterapia, ah, quais são as variáveis que eu vou atuar relacionados uma pessoa com autismo?
Se eu tô buscando um tratamento do autismo? Então, se eu tô buscando um tratamento do autismo, o tratamento não é da pessoa com autismo, é diferente de tratar uma pessoa, tratar o autismo. Tratar o autismo envolve tratar as características definidoras do autismo.
tratar uma pessoa com autismo, pode essa pessoa com autismo ter outras complicações, outras eh dificuldades ou deficiências e que podem, eu não sei se a gente pode usar eh a palavra deficiência, né? Pode ser comorbides não. A pessoa com autismo pode ter deficiência, >> sim.
>> Não é não é a deficiência. Pode chamá-lo de deficiente, né? Verdade.
Perdão. >> Pode chamar pessoa de deficiente, mas é deficiência. Obrigado.
>> Então, tratar uma deficiência da pessoa com autismo, tratar uma comorbidade, tratar um uma condição de uma pessoa com autismo, é diferente de tratar as características definidoras do autismo. Outra coisa é você atender uma pessoa com autismo e melhorar valências de uma de as características que aquela pessoa com autismo tenha. que seja relacionados a uma eh condição eh de eh por exemplo, o caso da fitoterapia, como eu tava trazendo, de encurtamento muscular.
No caso da pedagogia, o ensinar matemática, ensinar algumas características que algumas pessoas com autismo possam ter dificuldades, eu posso estar atendendo e dentro da da pedagogia ainda tratar algumas condições, né, ah, relacionadas às características definidoras do autismo, como, por exemplo, ah, ah inflexibilidade psicológica ou então eh eh contribuindo nesse sentido ou a generalização de habilidades que são características que em geral estão comprometidas e que definem o TE. Então, definir para esses profissionais o que ensinar é uma das características que a gente pouco discute e que precisam ser ah levantadas para que uma equipe seja coesa. A outra maneira é atuando esses profissionais, qual é o a a o alvo, a como é que a palavra que eu vou usar aqui que é a para além da gente trabalhar o objetivo, o que é ensinar, nós precisamos entender a a natureza desse alvo comportamental, desse alvo de ensino.
Se a gente for pensar numa equipe que for atuar na perspectiva da análise do comportamento, nós precisamos entender esse objetivo em termos comportamentais. E ah entender em termos comportamentais, ele pressupõe que a gente ah entenda que um comportamento ele é desenvolvido a partir de duas grandes ah ah dois grandes formatos de aprendizagem. para falar essa frase toda.
Consigo. E pensar em ensinar a perspectiva da análise do comportamento ou pensando como a natureza do comportamento, é importante entender que existem dois grandes formatos ou duas linhas de aprendizagem dos comportamentos, de forma respondente e operante. E se a gente aqui conseguir se aprofundar, considerando uma análise do comportamento esse esse curso, é importante que vocês entendam, sejam quaisquer áreas de de atuação, especialmente para fora da psicologia, que esse processo de aprendizagem ele envolve numa unidade mais simples, embora possamos aprofundar para uma complexidade maior essa explicação, mas de uma tríplice contingência em que o comportamento ele é desenvolvido a partir da modificação do ambiente, né, que propicia a emissão desse comportamento.
E após a sua emissão, existe um processo para que esse comportamento seja fortalecido, melhorado, modelado, que são as consequências, os estímulos consequentes. Sem essa lógica da gente pensar, né, como comportamento, dificilmente uma equipe vai atuar de forma coesa na perspectiva da análise do comportamento. E a uma terceira variável que muitas pessoas têm dificuldades em trabalhar de forma coesa, é com relação à documentação, né, a complexidade que necessita para você acompanhar o desenvolvimento, aprendizagem de pessoas que não aprendem a partir dos procedimentos tradicionais, que vão precisar de procedimentos especializados, particularizados pro seu desenvolvimento.
E por que que eu tô dizendo isso? Porque se a gente, vocês têm experiência no ensino de pessoas com desvento típico, muitas vezes a gente gera ocasiões para aprendizado, mesmo que não sejam as melhores condições, ou às vezes o aluno aprende e rapidamente você mal ele aprendeu uma coisa, já tá aprendendo outra e isso é muito fluido e muito rápido. Ah, para pessoas com autismo, muitas vezes a gente precisa olhar esse processo de ensino e aprendizagem pelo pelo aprendiz de uma forma muito cuidadosa, com uma lupa.
E esse processo ele precisa ser ah eh documentado, ele precisa ser acompanhado, a gente precisa ter a dimensão analítica dele, que é verificar se o nosso procedimento, as condições de ensino, é elas e não outras variáveis que estão sendo, ah favoráveis pro aprendizado daquele comportamento, de forma que a gente tem a relação entre as variáveis independentes, que é o que a gente propõe ao ensino, e as variáveis dependentes, que é o comportamento alvo que a a gente quer ensinar. Então, muitas vezes, eh, esses assuntos eles são trazidos nas pós-graduações com relação à atuação de psicólogos, de psicólogas. E nesse sentido a gente tem a em geral muitos profissionais que atuam eh de formações de psicologia, da psoterapia, da pedagogia, terapia ocupacional num dilema ao final dessas pós-graduações.
Uai, eu vou atuar como fono audiólogo, como fterapeuta na perspectiva da análise portamento ou eu vou atuar como psicólogo? Eu ouço isso e ainda ouvi, ainda ouço muito os profissionais que ao atuar com a pessoa com autismo, eles pensam: "Ora, eu tô atuando com análise de cortamento, ora eu tô atuando comerapeuta. Ora tô atuando com análise de portamento, ora eu sou to.
Ora eu sou eh eh pedagogo, ora eu trabalho com ABA. Isso diverge da necessidade eh que a literatura aponta como melhor condição, que são esses profissionais não abrindo mão da atuação na sua área para atuarem na perspectiva da análise de portamento, na atuando na ciência da análise de comportamento para atender a uma pessoa com autismo. Isso não torna ah necessariamente um psoterapeuta que atua na perspectiva da análise do comportamento, um analista do comportamento.
Parece a mesma coisa, mas não é. Então, se eu atuo tendo como alvo, tendo como natureza do meu ensino o comportamento, eu posso ter o comportamento de alongar, de tolerar uma frustração, de tolerar uma dor, de aprender a fazer em ambientes diferentes, a pensar, a lidar com meus sentimentos que são alvo de atuação de vários profissionais para escovar os dentes, para lidar com com a mudança na rotina e quando acabou a minha pasta de dente e não bater nas pessoas que convivem comigo. Então isso tudo é comportamento que é alvo, deveria ser alvo da atuação de qualquer profissional quando a gente tá lidando com o ser humano.
O comportar-se é tudo aquilo, tudo aquilo que o indivíduo faz, pensa, deixa de fazer, sente, né? Ah, eh, tudo isso é comportamento. Então, alvo de atuação de qualquer profissional na atendimento à pessoas que estão vivas é comportamento, é o lidar com o comportar-se.
Então isso é importante para que vocês não saiam nessa análise da da pós-graduação, não necessariamente se entendendo como analistas do comportamento. Embora eh exista uma forte tendência no Brasil, já sabe que todas pessoas que terminam uma pós análise do comportamento são analistas do comportamento. Em geral, uma formação de especialização, ela dá possibilidade pro indivíduo, capacita o indivíduo para atuar em análise portamento, mas ser um analista do comportamento requer um repertório ainda mais sofisticado, que eh está em debate ainda no Brasil, mas que a gente precisa entender que os profissionais precisam, e essa pós-grade é fundamental nesse processo, que os profissionais de outras áreas não precisem deixar de atuar nas suas áreas de natureza original, como eu disse, fisioterapia, preocupacional, fonoaudiologia, educação física, pedagogia ou afins, não precisam deixar de atuar nessas áreas para atuarem na perspectiva da análise do comportamento.
O que não os torna necessariamente, pode os tornar, mas não necessariamente os torna, atuando na perspectiva da análise do comportamento, ser analistas do comportamento. Então esse é um debate que a gente precisa discutir muito. O que não torna o fono aba, não torna fís aba, não torna educação física aba, atuo eles a eh a o que necessariamente produz é a formação de um fonodiólogo, de um profissional, de educação física, qualquer que seja a área, que atuem na perspectiva da análise do comportamento, que saiba se comunicar, que saiba documentar, que tenha o alvo do seu ensino, o comportamento e ah no tratamento do transtorno do espectro do autismo, se é esse o seu objetivo, tá?
Não precisam todos os profissionais atuarem no tratamento do autismo. Alguns podem estar atuando no tratamento dentário de uma pessoa com autismo, tratamento da curvatura ah do crescimento de uma pessoa com autismo. Pode estar trabalhando na nas ah desvios posturais de uma pessoa com autismo, no encurtamento muscular de uma pessoa com autismo.
Isso não é tratar o autismo. Isso é tratar uma condição, uma comorbidade de uma pessoa com autismo. E é diferente de tratar essa mesma comorbidade com uma outra pessoa que não tem autismo.
Por quê? Porque o tratamento de dentário de uma pessoa com autismo, embora não seja o tratamento do autismo, ele requer que a maneira como você vai abordar eh o tratamento dentário envolve você fazer um um procedimento mais longo de pairing, de relacionamento de com o indivíduo, de confiança, de tolerância ao ruído, de tolerância a permanecer, ao esperar. naquele ambiente, talvez tolerância algumas estimulações visuais.
Ainda que você tenha que lidar com essas adaptações do tratamento dentário envolvendo a pessoa com autismo, isso não torna o tratamento do autismo. Se você é um fisioterapeuta e tá tratando um desvio postural, o desvio postural não é um coreom, né? Ou seja, não é um um uma característica definidora do autismo, mas ela está prevalente numa pessoa com autismo.
E tratar uma curvatura postural de uma pessoa com autismo é diferente de tratar uma curvatura postural de uma pessoa que não tem autismo, porque você vai precisar lidar com a tolerância à frustração, com tolerância à dor, com ele permanecer num ambiente que em geral não estão em tão em intensidade quando você vai tratar uma pessoa que não tem o autismo, que talvez não tenham tantas essas intolerâncias, mas o que não torna a atuação desse profissional fisioterapeuta, o tratamento do autismo, quando ele tá tratando o desvio postural de uma pessoa com autismo. Se ele quer compor uma equipe de tratamento do autismo, a gente precisa entender quais são as características que definem o autismo e a que a gente vai trabalhar com a diometimentos que definem o autismo pelo DSM5, a quinta edição do DSM. Isso é muito fundamental para que a as pessoas tenham clareza sobre o seu papel dentro de uma equipe.
Então, se a gente tá trabalhando com a uma equipe que tá voltada para reduzir as características, os comprometimentos, os prejuízos do transtorno espectro do autismo, a gente tá tratando o autismo e, em geral, a lidar com esses prejuízos típicos do autismo permitem que aquele indivíduo consiga aprender outras coisas, consiga reduzir com comorbidades ou dificuldades associadas ao autismo. Então, por exemplo, se o indivíduo tem uma relação, um comprometimento gástrico, porque ele, ah, não tolera em ingerir uma sensibilidade eh sensorial, ou porque ele tenha, e isso é típico do autismo, as questões sensoriais, ah, ou porque ele tem a dificuldade em, eh, se deparar com algum objeto de uma certa cor, que ele não tem sua preferência. Então, tolerar, ampliar interesses e ter umas questões sensoriais são, em geral, prejuízos típicos do autismo.
Quando um indivíduo, um profissional qualquer de qualquer área, contribui pra redução do prejuízo relacionado à generalização e ampliar interesses e as questões sensoriais, ele tá tratando o autismo na perspectiva da análise do portamento, usando as práticas baseadas em evidências. ainda que não esteja necessariamente fazendo com o indivíduo esteja ingerindo tudo diferente. Então aqui a é diferente você usar a o a redução do prejuízo, né, sensorial e ter isso como alvo.
E à medida que o indivíduo tem esse prejuízo reduzido, ele tem possibilidade, por exemplo, questão sensual, ele vai poder a ampliar o desenvolvimento e reduzir prejuízos de um monte de outras coisas, como, por exemplo, a questão gástrica que não é um definidor do autismo, né? Então, eu tô chamando atenção para vocês, pra gente entender a qual é o principal foco. Professor, mas por que você tá dizendo isso?
essa questão, né, é necessária ou não. Vou trazer um exemplo prático da minha área. Na educação física, muitas vezes a gente quer ensinar um aluno jogar bola, quer ensinar o aluno a lutar judô, lutar jugitso, fazer balé.
E muitas vezes o aluno não tem grandes ganhos nesse ambiente. Por quê? Porque ele não espera, porque ele não faz contato visual com o profissional, porque ele não tem a presença, tolera a presença de outras crianças, seja por conta da questão de calor, seja por uma questão tátil de encostar na pessoa, seja por uma questão auditiva, porque as crianças, um vento típico fazem mais barulho.
E um profissional focado em fazer adaptações na sua aula, seja fazendo uma aula individual, sendo fazendo sem tocar no aluno para ensinar o jogar bola, vai ter uma contribuição muito bacana para esse indivíduo, mas o seu processo de ensino para a aprendizagem do aluno vai ser muito lento. Se esse profissional, em vez de focar num primeiro momento em chutar bola, em fazer um esporte modalidade, se ele tiver como alvo junto com a equipe e ensinar a partir das habilidades que ele tem profissionais da educação física, ele ensinar, ajudar a contribuir no ensino de contato visual sobre o controle institucional, se ele contribuir no sentido de tolerar presença de pessoas ou contato físico com as pessoas, usando como contexto a própria educação física, mas o comportamento alvo que ele quer ensinar, as estratégias que ele vai adotar da análise do comportamento são para ensinar essas barreiras ou pré-requisitos que o indivíduo, se tivesse, poderia ter mais benefício, melhor aprendizado na aula de judô, na aula de balé, na aula de ginástica ou futebol. Se ele conseguisse focar o seu ensino em essas habilidades que são as definidoras do autismo, o indivíduo teria muito mais condições de ter vários profissionais pensando no coreomes do T e dessa maneira ter um aprendizado dessas dessas características, desses comportamentos de forma bastante eh veloz.
E dessa maneira esse indivíduo teria um ganho, não somente para a redução das características definidoras do autismo, mas muito mais condições de aprendizado a posteriore numa aula de basquetebol, numa aula de futebol, já que agora ele consegue tolerar mais as presença de pessoas, porque ele consegue fazer contato visual e o processo de aprendizagem, de chutar uma bola, de ver um um colega ou professor, de tolerar a sua vez, de tolerar ficar na fila, impulsiona esse processo de aprendizagem. Por isso que eu tô chamando atenção para vocês que é muito importante, embora não seja obrigatório, ninguém é ninguém é obrigado a nada, nenhum profissional é obrigado, mas aqui vale essa disciplina para auxiliar na reflexão de vocês sobre o papel principal de vocês junto, né, das prioridades de ensinar uma pessoa com autismo, a, num primeiro momento, a redução das características que definem o TEA, que não tor torna esse indivíduo menos autista, torna esse indivíduo com menos prejuízo daquilo que define o tea. Uma pessoa com autismo não é uma pessoa com traço de personalidade, é uma pessoa que tem prejuízos específicos.
Transtorno do espectro do autismo, ele é definido dentro do DCM5, DM5, na quinta edição, né, ou já desde as anteriores, como características que trazem prejuízo pro indivíduo em prejuízos em graus diferentes que vão requerer níveis de suportes diferentes. Se o indivíduo reduz esses prejuízos, a gente consegue trazer independências, a gente consegue reduzir com que esse indivíduo tenha menos necessidade de suporte, esse indivíduo não tá se tornando do nível três pro nível dois, do nível dois pro nível um, menos autista, ele está requerendo menos necessidade de suporte. E nesse sentido a gente consegue focar o o o a intervenção focada no aprendiz e não na área.
Um profissional de educação física que foca em ensinar basquetebol, ele tá mais preocupado com a sua profissão do que com o aluno. Ah, meu professor, é é não é importante eu ensinar ele a jogar futebol, é, mas é mais importante, parece a mesma coisa, mas não é no contexto de futebol eu ensinar ele a atenção compartilhada, focar o ensino em atenção, o contato visual, a esperar a sua vez, a troca de turnos, a eh entender a regra de jogar, chutar de um lado pro outro. Esse comportamento precisa eh por um profissional de educação física primeiro ser definido ele como alvo.
Ainda que o indivíduo ao longo do tempo não esteja evoluindo diretamente na mesma velocidade, o chutar é bola. Mas se ele tiver evoluindo em atenção compartilhada, em contato visual, intolerância à presença de pessoas, esse indivíduo está reduzindo os prejuízos, está tratando o autismo junto com a equipe. E para fazer isso, a gente não precisa inventar a roda.
A literatura já traz as práticas baseadas em evidências para ensinar contato visual, tolerância, frustração, eh atenção compartilhada. não precisa inventar, a gente precisa entender é primeiro qual é o comportamento alvo, entender esse comportamento em termos, esse esse alvo em termos comportamentais e entender as estratégias possíveis da análise do comportamento para junto com a equipe definir o que é prioridade e documentar a evolução desse aluno. Por isso que a gente, nessa disciplina a gente vai trabalhar com essas grandes valências, como é que a gente vai trabalhar em equipe, como é que a gente vai documentar, como é que a gente estabelece prioridades.
E ao longo das próximas nove disciplinas, vocês verão uma sequência daquilo que a gente tem na literatura, daquilo que a gente tem de modelo no Brasil, que já traz essa possibilidade de um profissional que pode, não obrigatoriamente priorizar a redução dos sintomas, das características definidoras do autismo e identificar-se ao intervir nesse processo, documentando, né, medindo isso de forma detalhada, atuando na perspectiva da análise do comportamento junto com uma equipe interransdisciplinar, porque a gente não decide cada profissional de forma individual, se não vira uma atuação eclética, cada um atua na sua área pra gente trabalhar de forma coesa, inter, combinado entre os profissionais, transdisciplinar, porque o que vai transpassar toda ela é análise do comportamento, cada um profissional atuando na perspectiva da análise do comportamento, no tratamento do transtorno do espectro do autismo. A gente vai falar nessas disciplinas um pouco como é que a gente vai trar esses modelos, essas essas a literatura e espero que vocês gostem bastante do restante dessa disciplina. Essa primeira aula foi eh para além de me apresentar e agradecer, trazer essa discussão, essa reflexão, né, e apresentando a problemática da necessidade da gente discutir isso e em com profissionais que não precisam ser necessariamente analistas do comportamento, mas que podem atuar na perspectiva da análise do comportamento para tratar aquilo que define o autismo.
Vejo vocês na próxima aula. Até mais. Excelente.