Olá, pessoal. Hoje eu vou falar sobre os chistes e a sua relação com o inconsciente. Eh, essa conversa começa com uma queixa do Fries, né?
Ele ele se queixara que os sonhos estavam cheios, repletos, eh, de chistes, né, de gracejos, de coisas cômicas. E e ele fala muito disso quando ele lê, por exemplo, essa obra do Freud, a interpretação dos sonhos, já no outono de 1899. Eh, esse episódio foi realmente narrado em uma nota de rodapé da primeira edição do próprio livro A Interpretação dos sonhos de 1900, mas sem dúvida, eh, foi um marco, foi um momento importante, foi um fator eh precipitante e ele fez com que realmente o Freud se dedicasse, devotasse muita atenção no assunto, mas eh há indícios claros de que, provavelmente não foi esse pedido do Fleis ou esses comentários amigo Fas, que, por exemplo, exemplo, levou ao estudo dos xixes.
Existe uma ampla evidência de que ele já tinha um assunto em mente já muito tempo antes, já que o próprio Freud há algum tempo ele ele dispunha alguns materiais, de alguns estudos sobre o cômico, a comicidade, os chistes. E então ele já tinha naquele momento que o Frees faz a queixa de uma resposta, ele demonstra a probabilidade dessa suposição do próprio Fleis. Ele confirma eh o quanto existe essa conexão do cômico com o a própria interpretação dos sonhos, né?
Quanto a interpretação dos sonhos, ela é carregada desses elementos caricatos, divertidos, estranhos. E era inevitável realmente que pouco tempo depois o Freud iniciasse uma investigação eh sobre esse assunto, além dos sonhos, e que ele realmente ficasse muito surpreendido como ocorriam dentro dos próprios sonhos nas suas associações, estruturas semelhantes aixistes. Então, a interpretação dos sonhos, ela tá repleta de exemplos, cheia de exemplos dessa espécie.
Então, esse livro traz uma conexão muito profunda com o livro A Interpretação dos Sonhos. Mas na carta de 12 de junho de 1897, o Freud vai citar um xixe sobre um caso bem interessante em que ele diz: "Devo confessar que desde algum tempo estou reunindo uma coleção de anédotas de judeus de profunda importância". Então, a gente vai trazer essa conexão dos xix com as anédotas, com os gracejos, vamos trazer com jogos de palavras.
Então ele vai trazer várias influências para nos ajudar a pensar, por exemplo, o como que sua justice, quais são a sua, os seus caminhos psicológicos, como que pelo pela suspensão do estético ou pela atribuição do cômico, né, dessa comicidade, as imagens, ele vai de alguma forma ganhando espaço para produzir outras formas de comunicação, inclusive aquelas que são censuradas pelo nosso nosso ego, que são produtos do nosso inconsciente. Então, é um estudo muito interessante porque, eh, o Freud vai buscar alguns teóricos como Lips in the Basic Facts of Metental Life de 1893 e ele fica impressionado pelos comentários eh deste, por exemplo, sobre o próprio inconsciente. Olha que legal.
Então, a gente começa a perceber algumas influências também da época e de alguns teóricos que levaram Freud também a ter esse interesse de construir, de escrever essa obra. incrível que é o chistes e sua relação com o inconsciente. E o Freud logo ao início do presente estudo, ele se viu muito encorajado de continuar esse trabalho, esse estudo sobre os chistes, de entender o que são esses produtos do inconsciente que aparecem através das brincadeiras, das piadas.
Quantas coisas nós conseguimos dizer brincando ou quantas coisas são ditas em forma de brincadeira? Quantas coisas nós dizemos em forma eh de um gracejo, de um trocadilho de palavras. Então o Freud traz uma conexão muito profunda para nos ajudar a perceber os chistes como outro produto, uma outra forma de perceber esses produtos inconscientes.
aquilo que talvez conscientemente e com todas as barreiras, as censuras que o nosso eg supergo impõe, eu não conseguiria dizer se não fosse através de uma brincadeira, se não fosse através de uma piada, de um, né, de um algo cômico, algo divertido, que realmente eu consiga falar sobre isso. E esse estudo em si é muito agradável, muito interessante para nosso trabalho na clínica psicanalítica, porque brincando muitas vezes nesse aspecto lúdico de dizer as coisas, nós acabamos dizendo muitas coisas que são muito importantes para nós dentro do processo analítico. Então fica aqui a primeira recomendação de leitura desse livro, dessa obra freudiana Xiches e a relação com o Inconsciente, que traz uma profunda conexão com a obra A interpretação dos sonhos e que nos ajuda a perceber muito como que essas imagens oníricas transformadas, deslocadas, condensadas, que parecem tão caricatas, tão impróprias, tão impossíveis de acontecer, fala muito sobre essa esse aspecto do chiste, do cômico, do caricato e desses gracejos que de alguma forma são tão responsáveis pela suspensão das censuras e pela manifestação do inconsciente, como os próprios sonhos.
É isso.