Já percebeu que para nós alguns feitos como comprar uma casa ou formar uma família estão parecendo cada vez mais distantes? Tudo da minha geração, da sua geração, tá virando uma bola de neve, que é trabalhar, pagar as contas, [música] se endividar para ter uma casa, um carro, uma moto, enfim, e nunca parar de pagar nada. O Spotify anunciou um aumento para o preço da assinatura individual da plataforma e atualmente [música] a gente recebeu a notícia que a assinatura do Kinder Limited vai aumentar.
Tá cada vez mais difícil manter mais de um serviço [música] de streaming assinado. Todo mês algum anuncia um aumento. Mas por que a realidade para nós está tão [música] diferente do que era paraos nossos pais?
E por que nós sentimos tanta exaustão? [música] É bizarro lembrar que alguns anos atrás, se você parar para pensar, nossos pais, nossos avós, eram pessoas que tinham muitas coisas materiais. Você pode ter vindo de uma família onde seu pai ou sua mãe, seus tios, pessoas próximas de você tinham um carro, tinham uma casa, eles tinham um terreno, eles tinham ali uma porção de coisas.
Eles não tinham essa quantidade de assinaturas que te mantém num crédito eterno com as empresas. Isso não existia. Inclusive, ontem mesmo recebi uma mensagem do Instagram cobrando que agora eles têm aquela opção de ver um Instagram sem anúncios por apenas 8€ por essa bagatela, de usar uma rede social, que é você tem que pagar para não ver anúncio numa rede social de fotos.
Eu achei que esse dia não ia acontecer tão cedo, mas esse dia chegou. Dito tudo isso, parece que os tempos mudaram realmente completamente. Nós somos uma geração que não temos mais casa, não temos mais carro, não temos mais nada, temos dívidas e mais dívidas.
E é simplesmente isso. Hoje eu quero falar mais sobre esse assunto de por que nossa geração Z tá sempre cheia de dívidas, nós não temos mais nada, nós sempre estamos pagando por assinaturas e cada dia parece que piora. Posso dizer para vocês aqui, por exemplo, que eu parei de pagar os e-mail e aí eu ia parar de receber e-mail se eu não tivesse pagando de e-mail.
Vocês lembram de uma época também que a gente tinha dados ilimitados de internet, que você podia acessar internet aí sem parar? Hoje isso não existe mais. Você quer usar internet no seu celular, você tem que pagar planos cada vez mais caros.
Se eu não pagar música, eu não posso ouvir música. Eu teria que baixar a música de algum lugar, inclusive até mesmo nosso próprio Kindle. Vira e mexa aparece aí notícias de pessoas que perderam tudo que elas tinham no Kindle, porque algum motivo acontecer e você perdeu todos os livros que você possuía.
Eu quero explicar para vocês com várias pesquisas que eu fiz, dentre tantas outras coisas, eu quero entrar nesse assunto aqui por capítulos, capítulos falando de assinatura pra nossa geração Z. Por que que a gente não tem mais nada? Por que que a gente tá tão afundado em dívidas?
Eu quero envolver todos esses temas e trazer para vocês explicações do por que que está acontecendo. Fiz esse vídeo inspirado em alguns canais gringos que eu estava assistindo esse assunto e resolvi trazer adaptado pro Brasil, pra nossa realidade. E a gente vai conversar sobre isso.
Já peço logo para você se inscreve, dá logo aqui no canal que eu falo sobre absolutamente tudo. Esses temas aqui que eu falo, enfim, vocês podem me mandar recomendações lá no Instagram que é Juleivas. Eu sempre trago recomendações que vocês falam no Instagram.
Então vamos lá pro vídeo. Como eu quero falar para vocês, vocês lembram aquele mundo que a [música] gente tinha que a gente não tinha essa quantidade de assinaturas o tempo todo? Nós não tínhamos que pagar por isso.
Lá na minha casa, por exemplo, minha mãe ia lá, enfim, na locadora, alugava um filme, ou você podia comprar o filme e o filme seria seu. Ou então, quando minha mãe comprava vários jogos de videogame pro meu irmão e o jogo estaria ali com ele, por mais que alguns jogos fossem de uma qualidade não tão boa assim, os jogos estariam ali com a gente, seriam nossos pra gente jogar quanto a gente quisesse, independente de uma plataforma que iria magicamente tirar o filme ou o jogo que você goste, mesmo você pagando. Hoje nós somos a primeira geração a viver isso.
Crianças que já nascem sabendo o que é assinatura. Tudo a gente pode assinar. A gente pode assinar o nosso óculos mensal, você pode fazer uma assinatura de celular, você pode assinar muitas coisas.
Acontece, aquilo ali não é seu. E quando volta esse tema aí de filmes que a gente alugava o filme, você pensa assim: "Ah, mas hoje se você quiser, você pode lá comprar um filme enfim que seja. Será que você pode mesmo achar um filme que você quer para comprar e ter na sua casa?
" Muitas coisas que eu quero comprar, vou lá e não estão disponíveis. Por exemplo, eu tava querendo assistir um filme em uma plataforma dessas gigantes aí. Aí tinha lá falando que o filme tava na plataforma, aí você vai lá todo bobo, todo faceiro.
Aí você abre a plataforma, o filme tá lá, mas você tem que pagar a mais para alugar aquele filme. De onde que a gente tirou que isso é normal? Você assinar uma plataforma e você tem que alugar filmes dentro da própria plataforma que você já assinou.
Isso não entra na minha cabeça. E aí trazendo tudo isso, não sei se vocês lembram que tinha na época, né, a TV fechada, que era a Sky TV, que tinha a Direct TV, entre tantas outras, que você podia pagar ali um valor mensal que era extremamente caro. E se você que veio de uma família como eu sem dinheiro, a gente não tinha isso em casa, era impossível.
Era impossível você ter um direct na sua casa. Era tudo muito caro, tinha a antena parabólica, né, que era mais baratinho, ou a TV aberta completamente. E aí você ia lá, assinalava para poder assistir vários filmes de acordo com que a programação quisesse.
E você ficava ansioso esperando aquele filme, ansioso esperando aquela série. Só que tinham muitas propagandas, muitas propagandas o tempo todo, parando e propaganda, parando e propaganda. E aí, voltando para esse contexto, eu quero explicar para vocês sobre o surgimento dos streamers, por que que eles vieram trazendo esse papo aí de Direct V, de Sky TV, por exemplo, a Netflix, a gente acha, né, nós brasileiros, que surgiu a Netflix recentemente, meados de 2018, 2019, mas não.
Netflix existe desde 1997. A Netflix se inspirava muito na Amazon Prime, produto que eles tinham e a Netflix era uma locadora, só que eles queriam ser uma locadora não tão convencional assim, porque a locadora, vocês sabem, a gente ia lá, alugava um filme, ia para casa, devolver depois. A Netflix não queria fazer isso, eles queriam ser uma locadora de uma forma meio que home office, sabe?
Então você ia lá, entrava no site ou ligava, enfim, escolhi o filme. Isso tudo em 97, que no Brasil a gente não tinha internet como já tinha nos Estados Unidos, então por isso que demorou tanto para chegar no Brasil. Mas enfim, você ia lá, alugava e aí o filme chegava na sua casa, depois você ia no correio se devolvia.
Então você não precisava sair de casa para poder pegar o filme. Você simplesmente alugava como se fosse uma coisa meio que um serviço digital, que não era tão digital na época, mas eles queriam fazer essa distinção aí para outras redes. Amazon Prime surgiu, Netflix resolveu que seria faria a mesma coisa, é uma coisa diferenciada no começo da internet.
Eles iriam tirar aquele custo que a Netflix gastava muito enviando esses tipo de os filmes pra casa das pessoas. Era um custo elevadíssimo. No começo da Netflix, você pagava 17 por mês e você tinha aí um período de 17 horas mensais para assistir.
Era um tempo completamente limitado. Só que conforme a Netflix foi crescendo, você pôde ficar mais tempo assistindo até surgir a Netflix que temos hoje, que é ilimitada. Você pode assistir quanto tempo você quiser.
Só que obviamente isso dependendo do pacote que você assinava, assim como é hoje. É um breve resumo de como a Netflix surgiu, de como é que foi essa história, de como que a Netflix é como é hoje. E eu falo para vocês que quando surgiram os streams, eu achei isso genial, porque era um preço acessível, era sei lá, R$ 20 e a Sky TV da vida era 300, 400.
Então eu fiquei muito feliz porque eu poderia assistir aqueles filmes na minha casa. Era muito simples, era muito conveniente e eu particularmente acho isso genial até hoje, essa coisa de stream, de abrir a minha televisão e ter um monte de coisa para poder assistir, né? você liga e tá lá um catálogo gigantesco de filme.
E não sei se eu já falei sobre isso, mas se você é meu amigo próximo, enfim, você assiste minhas coisas. Eu sou uma pessoa viciada em televisão. Já falei para vocês aqui sobre como é fácil para mim não ficar no celular, porque eu gosto muito de assistir televisão.
Eu assisto muitos filmes, muitas séries, até novela, o que seja, o que tiver passando na televisão, eu estou assistindo. Uma criança que cresceu ali em 97, né? A gente entra no contexto de que aí surgiu a assinatura para tudo.
Lembra que a gente baixava músicas no site? Enfim, aquelas músicas que nem era que você queria? Então aí surgiram o Spotify, surgiu o YouTube Music, surgiram muitas coisas que você tem música limitada na palma da sua mão, até mesmo se você pensar assim: "Ah, eu não vou querer pagar, eu vou baixar aqui na internet de uma forma pirata".
Enfim, que seja, porque esses sites basicamente acabaram todos por conta dessas assinaturas que foram surgindo. Não quero entrar aqui no mérito de que é certo ou de que é errado. Cada um tem a sua vida, cada um sabe o que pode viver.
Mas vamos falar o preço aqui de cada uma. Esses números aqui que eu vou falar em média, tá? que eu não sei exatamente quanto é cada, mas até então quando eu fui olhar é isso.
Netflix R$ 25, Amazon Prime R$ 19, Spotify R$ 23,90, YouTube R 20,90, o iCloud R$ 27,90. Esse aplicativo fitness R$ 10. Tinder Gold, se você quer fazer seus dates da vida, R$ 89.
O qu você ler seus livros é R$ 20 para ter limitado, fora os livros que você tem que pagar por fora. Então tudo você tem que pagar, qualquer coisa. Quer ir pro encontro, vai ter que pagar o Tinder.
Quer ouvir música, pague para ouvir música. que de televisão, você vai pagar para de televisão. E aí, como eu citei para vocês no começo do vídeo, né, que eu parei de pagar o Gmail, não queria mais pagar meu drive de fotos, eu recebi um e-mail falando que eu ia perder todas as minhas fotos que estão guardadas desde, sei lá, 2015, 10 anos de fotos da minha história que vão ser apagadas se eu não pagar.
É simplesmente assim. Ah, Júlia, mas a conveniência é realmente pela conveniência, porque antigamente eu colocava as fotos no HD externo. Quando você resolve não pagar, você tem que fazer aquele processo de novo.
Então falei assim: "Vou comprar o HD externo e guardar ele comigo e vai ser isso, porque eu não quero ficar pagando isso mais, porque você fica completamente a mercer, você não pode mais, sei lá, eu não tenho um mês que eu não posso mais pagar, acabou, você não vai mais ter suas fotos. Ah, eu não tenho mais um mês para ouvir música". Então você vai ficar sem ouvir música.
Sinto muito para você. Ah, mas vai ficar sem assistir filme, meu amor. Sinto muito.
Se você não pagar, você vai ficar sem assistir filme. Falar pra vocês sobre a quantidade de propaganda que foi aumentando, porque se vocês lembram, não tinha essa quantidade de propaganda antigamente. Isso não existia.
A gente começou a ver tanta propaganda agora justamente porque as pessoas investidores que investiram ali nessas empresas gigantescas querem ver o lucro deles. Cadê esse lucro? Aí que que eles fizeram?
Essas empresas começaram a colocar muita propaganda para poder conseguir dar lucro para esses investidores. Aí eles falam na reportagem, né, de explicação que essas propagandas devem ser ao custo dos investimentos em conteúdos, taxas de licenciamento e outras despesas que essas empresas fizeram para expandir o seu catálogo e competir com outra. Agora, as companhias buscam retorno a esses investimentos e os assinantes pagarão a conta.
E aí eles também citam: "O crescimento de assinantes ocorreu mesmo quando a empresa começou a cobrar pelo plano com anúncios, que anteriormente era gratuito, e aumentou o preço das opções sem anúncio. " Então, se nós continuamos usando, assinando, comprando, mesmo eles colocando várias propaganda, mesmo eles fazendo o que for, por que que eles parariam de fazer isso? Dito isso, eu quero entrar aqui no papo agora para falar de você tem algo que realmente é seu?
Eu sei que a gente entrou nesse assunto aí de assinaturas para poder introduzir esse tema, mas agora eu quero falar sobre isso, sobre os bens materiais que eu citei lá atrás, que nós não temos mais nada na nossa geração. Z comecei a falar isso também para vocês entenderem o que que isso é relacionado pelo fato de que a gente não tem mais nada e pelo fato de tantas dívidas que nós pessoas jovens temos. Eu sou uma pessoa que eu não tenho absolutamente nada meu.
Eu não tenho casa, eu não tenho carro, eu não tenho nada. Nada é meu. O que que eu tenho?
Tem a minha câmera que eu tô gravando aqui para vocês, tem o meu celular e tem o meu computador, que basicamente deve ser coisas que vocês também têm. Ah, eu tenho roupa, eu tenho sapato, não sei o quê. Você tem isso que são coisas completamente superérfluas, se posso dizer assim.
Você não tem um imóvel como seus pais tinham, como seus avós tinham, os meus não tinham, mas provavelmente a maioria das pessoas tinham pais e família que tinha imóveis. E é engraçado falar disso porque nós viemos de uma geração de pessoas, né, como eu falei, que tinham muitas coisas. Hoje eu não consigo citar para vocês um amigo meu, eu não tenho nenhum amigo, nenhum, zero que tenha uma casa.
Nenhum, nem pessoas mais velhas do que eu, até 40 anos. Não conheço nenhuma que tem casa. Li uma notícia que nós somos a geração que tem empregos muito bons, ganhamos um salário muito alto, temos cursos superiores e tantas outras coisas e mesmo assim enfrentamos dificuldades financeiras constantes.
Na reportagem também fala que mesmo no ano passado a taxa de desemprego para jovens de 16 a 24 anos foi de 7,9%, a mais baixa desde 1953. e muito melhor do que a taxa de desemprego de 18,4 para essa faixa etária em 2010 após a recessão. Também fala que os itens essenciais têm sido particularmente caros.
Os preços dos alimentos subiram durante a pandemia e as empresas não tiveram vergonha de mantê-los elevados mesmo com a recuperação de cadeia e suprimento. Fora os custos de moradia que estão obrigando os jovens a nunca saírem de casa. Vocês lembram da pandemia, né?
Foi basicamente três do anos da nossa vida que nós perdemos, que o preço das coisas aumentaram e nunca mais diminuíram. Eu também tava lendo uma pesquisa que quer entender sobre h um enigma da geração Z, que por que que a gente mesmo tendo salários muito mais altos, nós somos uma geração que tá enfrentando muitas dívidas e somos uma geração que não tem nada. Começa pelo fato de que nós temos uma dificuldade muito grande para enfrentar tudo que a gente tá vivendo, principalmente ali depois da pandemia e o mundo já como era antes, que foi o que deixaram pra gente o mundo, como tá hoje, tomando os problemas de saúde mental.
Tem também o fato de que se qualquer um de nós resolve comprar um carro, uma casa, a gente se enche de dívidas e você fica completamente sem forças para lutar contra aquilo. Você não quer fazer mais nada depois que você entra na dívida daquela. Precisamos falar também sobre as redes sociais que sempre são citadas, que é você estar lá de boa na sua vida, você entra na rede sociais e você vê pessoas ao seu redor tendo tudo mesmo.
Como eu falei, eu não conheço ninguém ao meu redor que tem casa, que tem caso, mas nas redes sociais você entra e tá todo mundo vivendo a vida dos sonhos, uma vida perfeita, uma coisa maravilhosa. E aí vem aquele sentimento de culpa horrível, somar a sensação de que o seu pai ou sua mãe estão sempre lá. Ah, mas na sua idade já tinha três filhos.
Ah, mas na sua idade já tinha carro. Ah, por que que você não passa por concurso? Concurso esse que eles competiam com três pessoas para uma vaga.
Concurso esse que você hoje compete com 30. 000 pessoas para uma vaga. É isso que acontece.
Tomado isso com a questão de assinaturas que eu falei anteriormente, você sempre tá em dívida. Você nunca vai ter o seu cartão zerado, porque o seu cartão tem 1 milhão de assinaturas, porque você não consegue viver sem. E quando eu digo você não consegue viver sem, não é porque você não quer, é porque o mundo que a gente tá não deixa.
Como que você vai assistir um filme? Como que você vai ouvir uma música? É com assinatura, uma coisa que não é sua.
Pede o seu emprego para ver se você vai conseguir pagar aquelas assinaturas. Não vai. E você vai parar de consumir conteúdo completamente de tudo.
Nem ouvir uma música você pode. Inclusive ou outra tem no Twitter alguns memes de pessoas falando assim: "Nossa, eu tava aqui com R$ 20 na conta e veio lá Spotify me cobrou, acabou meu dinheiro". É isso.
No TikTok a gente sempre vê vídeos de pessoas completamente desesperadas gravando vídeos a respeito de que estão muito mal, que não tem emprego e todas essas situações aí comparando com as redes sociais. Reportagem da CNN que fala sobre esse enigma da geração Z. que a geração Z está entrando na vida adulta, armada com uma variedade de plataformas social, nas quais eles podem transmitir publicamente sua angústia financeira ou, ao contrário, admirar os colegas que estão tendo uma vida melhor graças à riqueza geracional.
E nessa mesma reportagem também fala que a geração Z está relatando taxas altas de ansiedade, depressão e angústia do que qualquer outra faixa etária de acordo com o estudo da Mcin 2022. Porém, esse mesmo estudo relatou que a geração Z era o grupo menos propenso a procurar atendimento médico para essas condições, porque o atendimento de saúde comportamental é muito caro. Então, a gente procura o chat IPT, a gente procura o Redit, a gente procura redes sociais para poder falar sobre nossos problemas, para poder ouvir conselhos de um robô, porque nós não temos dinheiro para ir na terapia.
Eu tenho muitas amigas que estão passando por vários problemas psicológicos. São pessoas que não tm dinheiro ou não tem tempo de hidoterapia. Vocês t noção aí, fica lá conversando com o chat PT.
É esse nível que a gente chegou hoje. E é difícil quando muitos de nós também, como fala na entrevista que a geração Z tiveram seus anos de formação escolar destruídos por uma pandemia global. Agora os mais velhos estão enfrentando uma vida adulta que talvez não lhes permita os benefícios da casa própria, uma renda confortável ou um clima estável.
E eu vi pessoas falando sobre como nós somos culpados ou que somos preguiçosos, piora muito a situação. E muitos de nós pensam: "Ah, não vou ter nada mesmo". Aí a pessoa não vai lutar, ela desiste.
Também preciso falar sobre as dívidas que nossa geração tem. Vocês provavelmente já ouviram falar que é o que tá falando todas essas entrevistas que eu citei, que além da gente ser uma geração que não tem nada, nós temos uma geração que está cheio de dívidas mesmo não tendo nada. Geração essa que tem cartão de crédito para tudo.
Para falar sobre tudo que eu citei anteriormente, assinatura, nossa vida de não ter nada, também preciso falar sobre as nossas dívidas. E segundo essa notícia que eu li também fala que esse alto índice de endividamento é impulsionado por vários fatores, incluindo crises econômicas como a pandemia, uma inflação persistente, a falta de educação financeira, o fácil acesso ao cartão de crédito e a pressão do consumismo pelas redes sociais, que incentiva gastos frequentes, como itens de tecnologia, moda e jogos de azar. E eu sempre cito aqui para vocês a respeito das redes sociais, como faz nossos comportamentos piorarem muito.
E a questão de assinatura, essa moda cíclica que toda hora tem esse fash fashion que você tem que comprar roupas novas. E é o que eu falo para vocês sempre, esses 20 de 20, 50 e 50 é o que faz a gente não ter nada. E também na notícia fala que a gente não pode esquecer do contexto histórico que vivemos, já que as crises econômicas frequentes ensinaram as famílias a usarem cartão de crédito como uma ferramenta de sobrevivência, mesmo que isso signifique acumular dívidas a longo prazo.
Essa abordagem foi incutida nos jovens, que por muitas vezes vem o cartão de crédito como uma solução imediata, sem considerar as implicações futuras. É só pensar em como o nosso mundo hoje é por conta do que deixaram pra gente no passado, que foram pessoas, mundo, governos que seja, que não se importaram nem um pouco em fazer dívidas, fazendo dívidas, dívidas, dívidas, dívidas sem pensar nada no futuro. E sobrou o mundo, o que é pra gente hoje.
E além de tudo isso, eles nos culpam. Pena notícia fala que dívidas em jovens são profundamente significativos. Estudos indicam-se que essas dívidas elevadas estão associadas a estresse crônico, ansiedade, depressão e baixa autoestima.
O endividamento pode afetar negativamente o sono, a concentração, a tomada de decisões, complicando ainda mais a vida financeira e acadêmica dos jovens. Eu também preciso dar para vocês sempre esses estudos que quando você tem, você sabe disso, eu sei disso, quando a gente tá mal psicologicamente, o que que a gente faz? A gente vai recorrer a fazer uma compra fácil, porque você acha que você tá triste e você vai comprar e vai ficar tudo bem.
Aí na notícia fala também que esse comportamento é reforçado pelas redes sociais, onde a comparação constante com os pares pode servir com gatilho emocional, levando a mais dívidas. A modelagem comportamental, onde jovens observam e imitam os comportamentos financeiros de seus pais ou figuras de autoridade também desempenha um papel crucial. Se os pais dependem do crédito para manter seu padrão de vida, os filhos provavelmente adotarão práticas semelhantes.
Em outra notícia que eu li aqui, fala que a geração Z é a segunda mais endividada do país, com 34,1% dos seus membros com a verba comprometida. E eu falo aqui direto, você da geração Z provavelmente tem dívidas. Isso pode mexer muito com o futuro do nosso planeta, né?
Essa notícia fala que o elevado número de jovens nad plentes representa um problema estrutural. Quando o parcel da população está com menos poder de compra, o consumo cai. Então as empresas começam a vender menos e consequentemente acabam gerando mesmo empresas.
Como resultado, a roda da economia começa a enferrujar. Tá a questão da gente quer se especializar para conseguir empregos melhores, só que você não consegue porque é tudo muito caro. Você não tem tempo para ajudar profissional federal, você não consegue pagar uma faculdade sem se encher de dívidas.
Então, percebem que são vários fatores que nos trazem a essa situação aqui. E eu quero falar para vocês sobre [música] se temos esperança no futuro. Eu quero falar que, apesar de tudo isso, eu acho sim que tem muita esperança pro nosso futuro vindo aí da nossa geração Z.
Nós somos pessoas que estamos rodeados de tecnologia e nós estamos usando isso pro bem muitas vezes. A geração Z, por exemplo, a gente já não aceita trabalho como era anteriormente. A gente quer viver, a gente não quer só ficar no trabalho o tempo todo.
Nós somos pessoas que já estão ocupando vários cargos altos e que vamos mudar esse sistema. Não queremos ter vida como a geração passada que deixou esse mundo devastado pra gente. A gente não quer continuar vivendo no jeito que a gente tá hoje.
E quando eu falo sobre isso, sobre essa mudança de empregos, eh, vários contextos, é para mudar o que eu falei lá atrás sobre o mundo que a gente tá vivendo, que trouxe a gente até hoje. Quando você muda a questão de emprego, você muda completamente a saúde mental. E com esse problema de saúde mental, como citado, é o que leva a gente a talvez não ter nada, talvez ter tantas dívidas.
Isso são muitos fatores. Não é só uma coisa de assinatura, não é só uma coisa de dívida, são muitas coisas que começam desde o seu trabalho que você não tem tempo para viver. Segundo a pesquisa, a gente já é 27% da força de trabalho global da geração Z.
Bem, quando eu falo desse senso de propósito para melhorar nossa saúde mental, segundo pesquisas, a visão da geração Z pro trabalho, pro futuro não é algo passageiro. 86% da geração Z considera que ter cesso de propósito é essencial paraa satisfação do trabalho. Queres viver num mundo que gostamos do que a gente faz?
Outra notícia também fala que isso tudo é relacionado com a geração Z, com seu protagonismo digital e potencial de transformação e também o grupo que sente a precariedade no bolso. Quase metade da nossa da nossa geração Zena classifica a situação financeira como ruim ou péssima. Isso desmonta o discurso de que jovens são gastadores ou mal educados financeiramente.
O problema é estrutural. Empregos estáveis, baixa remuneração, alta alatividade, um ambiente completamente hostil. Eu também preciso falar que, como fala na notícia, é preciso que instituições públicas e privadas se compromet dores e ambições das diferentes classes sociais e geracionais.
O futuro do setor financeiro será daqueles que se posicionarem como parceiro de jornada e não apenas como provedores de produtos. Então não adianta nada a gente criar aqui muitas coisas e o mundo não mudar. E que bom que nós estamos chegando nesses cargos para poder mudar o mundo.
Nós queremos ter algo nosso. Nós queremos viver um mundo bom. Nós não queremos só pagar assinaturas.
Nós não queremos ficar só com dívida o tempo todo. A gente não quer pagar outras taxas de juros, não quer ver a inflação que tá acontecendo hoje. Eu penso que apesar de tudo isso, há esperança.
Há esperança no futuro, há esperança vindo da gente e que tomara que o futuro seja bom. Quando eu falo de tudo isso sobre todos esses assuntos, é que você merece algo que é seu. E não só viver no mundo que tudo é dos outros e nada é nosso, todas essas empresas e nada fica pra gente.
Não, a gente não quer trabalhar só para pagar dívidas, a gente não quer trabalhar só para pagar assinaturas. E que bom que o mundo tá mudando. Eu espero realmente que mude.
Eu espero que vocês tenham gostado desses vídeos, que tenham feito vocês refletirem de alguma forma.