A política Aristóteles [Música] da origem do Estado o estado e seu governo como sabemos todo estado é uma sociedade a esperança de um bem seu princípio assim como de toda Associação Pois todas as ações dos homens têm por fim aquilo que consideram um bem Todas as sociedades Portanto tem como meta alguma vantagem e aquela que é a Principal e contém em si todas as outras se propõe a maior vantagem possível chamamos estado ou sociedade política enganam-se os que imaginam que o poder de um rei ou de um magistrado de república só se diferencia de um
pai de família e de um senhor pelo número maior de súditos e que não há nenhuma diferença específica entre seus poderes segundo eles se tem poucos súditos é um senhor se tem alguns a mais é um pai de família se tiver ainda mais é um rei com Um magistrado de república como se não houvesse diferença entre uma grande família e um pequeno estado nem entre um rei e um magistrado de república a distinção seria que um rei governa sozinho o Perpétua a mente enquanto o magistrado de república comanda e obedece alienadamente em virtude da Constituição
tudo isso porém é errado como veremos ao examinar essa matéria segundo o método que usamos em nossas outras obras Como não podemos conhecer melhor as coisas compostas do que decompondo-as e analisando-as até seus mais simples elementos comecemos por detalhar assim o estado e por examinar a diferença das partes e procuramos saber se há uma ordem conveniente para tratar de cada uma delas a formação da cidade nesta como em qualquer outra matéria uma excelente atitude consiste em remontar a origem é preciso inicialmente reunir as Pessoas que não podem passar uma sem as outras como macho e
a fêmea para a geração Essa maneira de se perpetuar não é arbitrária e não pode na espécie humana assim como entre os animais e as plantas efetuar-se se não naturalmente é para a mútua conservação que a natureza deu a um comando impôs a submissão ao outro pertence também ao desígnio da natureza que comande quem pode por sua inteligência tudo prover e pelo Contrário que obedeça quem não possa contribuir para a prosperidade comum a não ser pelo trabalho de seu corpo esta partilha é salutar para o senhor e para o escravo a condição da mulher difere
da do escravo a natureza com efeito Não age com parcimônia como os artesãos e Delfos que forjam suas facas para vários fins ela destina cada coisa a um uso especial cada instrumento que só tem o seu uso é o melhor para ela somente entre os Bárbaros a mulher e o escravo estão no mesmo nível assim Esses povos não tem o atributo que importa naturalmente a superioridade e sua sociedade só é composta de escravos os dois sexos foi isso que fez com que o poeta acreditasse que os gregos tinham de direito poder sobre Os Bárbaros como
se na natureza bárbaros escravos a principal sociedade natural que é a família formou-se portanto da dupla reunião do homem e da mulher do Senhor e Do escravo o poeta hesíodo tinha razão ao dizer que era preciso antes de tudo a casa e depois a mulher e o boi lavrador já que o boi desempenha o papel do escravo entre os pobres assim a família é a sociedade cotidiana formada pela natureza e composta de pessoas que comem Como diz caro ondas o mesmo pão e se esquentam Como diz apimenes decreta com o mesmo fogo a sociedade que
em seguida se formou de Várias casas chama-se Aldeia e se assemelha perfeitamente a primeira sociedade natural com a diferença de não ser de todos os momentos nem de uma frequentação tão contínua ela contém as crianças e as criancinhas todas alimentadas com o mesmo leite de qualquer modo trata-se de uma colônia tirada da primeira pela natureza assim as cidades inicialmente foram como ainda hoje são algumas Nações submetidas ao governo real formadas que Eram de reuniões de pessoas que já viviam sobre o Monarca com efeito toda a família sendo governada pelo mais velho como que por um
rei continuava a viver sob a mesma autoridade por causa da consaguaidade Esse é o pensamento de Homero quando Diz cada um senhor absoluto de seus filhos e de suas mulheres distribuir leis a todos isso ocorria porque nos primeiros tempos as famílias viviam dispersas é ainda por Essa razão que todos os homens que antigamente viveram e ainda vivem sob Reis dizem que os deuses vivem da mesma maneira atribuindo-lhes o governo da sociedades humanas já que os imaginam sob a forma do homem [Música] o homem animal Cívico a sociedade que se formou da reunião de várias aldeias
constitui a cidade que tem a faculdade de se bastar a si mesma Sendo organizada não apenas para conservar a existência mas também para buscar o bem-estar Essa sociedade portanto também está nos desígnios da natureza como todas as outras que são seus elementos ora a natureza de cada coisa é precisamente seu fim assim quando um ser é perfeito de qualquer espécie que ele seja homem cavalo família dizemos que ele está na natureza além disso a coisa que pela mesma razão Ultrapassa as outras e se aproxima mais do Objetivo proposto deve ser considerada a melhor bastar-se a
si mesma é uma meta a que tem de toda a produção da natureza e é também o mais perfeito estado é portanto evidente que toda cidade está na natureza e que o homem é naturalmente feito para a sociedade política aquele que por sua natureza e não por obra do acaso existisse sem nenhuma Pátria seria um Indivíduo detestável muito acima ou muito abaixo do homem segundo Homero um ser sem Lar sem família e sem leis aquele que fosse assim por natureza só respiraria a guerra não sendo detido por nenhum freio e como uma ave de rapina
estaria sempre pronto para cair sobre os outros assim o homem é um animal Cívico mais social do que as abelhas e os outros animais que vivem juntos a natureza que nada fazem vão concedeu apenas a Ele o Dom da palavra que não devemos confundir com os sons da voz Estes são apenas a expressão de sensações agradáveis ou desagradáveis de que os outros animais são como nós capazes a natureza deu-lhes um órgão limitado a este único efeito nós porém temos a mais senão o conhecimento desenvolvido pelo menos o sentimento obscuro do bem e do mal do
útil e do nocivo e do justo e do injusto objetos para manifestação dos quais nos foi Principalmente dado o órgão da fala este comércio da palavra é o laço de toda a sociedade doméstica e civil o estado ou sociedade política é até mesmo o primeiro objeto a que se propôs a natureza o todo existe necessariamente antes da parte a sociedades domésticas e os indivíduos não são senão as partes integrantes da cidade todas subordinadas ao corpo inteiro todas distintas por seus poderes E suas funções e todas inúteis quando desarticuladas semelhantes as mãos e aos pés que
uma vez separados do corpo só conservam o nome e a aparência sem a realidade como uma mão de pedra o mesmo ocorre com os membros da cidade nenhum pode bastar-se a si mesmo aquele que não precisa dos outros homens ou não pode resolver se a ficar com eles ou é um Deus um bruto assim a inclinação natural leva os homens a esse gênero de sociedade O primeiro que a instituiu trouxe-lhe o maior dos bens mas assim como homem civilizado é o melhor de todos os animais aquele que não conhece nem Justiça nem leis é o
pior de todos não há nada sobre tudo de mais intolerável do que a injustiça armada por si mesmas as armas e a forças são indiferentes ao bem e ao mal é o princípio motor que qualifica seu uso servir-se delas sem nenhum direito e unicamente para saciar suas paixões Rapazes ou lúbricas é atrocidade e perfídia seu uso só é lícito para a justiça O discernimento e o respeito ao direito formam a base da vida social e os juízes são seus primeiros órgãos do Senhor e do escravo após serem indicado Quais são as partes que constituem o
estado devemos já que os estados são formados de famílias falar primeiro do governo doméstico uma família completamente organizada Compõe-se de escravos e de pessoas Livres mas como só se conhece a natureza de um todo pela análise de suas partes integrantes sem exceção das menores e como as partes primitivas e mais simples da família são os Senhor e o escravo o marido e a mulher o pai e os filhos convém examinar quais devem ser as funções e a condição de cada uma dessas três partes chamaremos despotismo poder do senhor sobre o escravo marital o do marido
Sobre a mulher paternal o do pai sobre os filhos pois poderes para os quais o grego não tem substantivos alguns fazem também entrar no econômico a parte relativa aos bens que compõem o patrimônio das famílias e aos meios de adquiri-los trata-se até segundo outros do elemento principal o poder do senhor ou despotismo para conhecer o que é indispensável a composição da família Comecemos por falar do poder despótico e da escravidão e vejamos se não seria possível encontrar sobre essa matéria algo mais satisfatório do que já foi dito até o presente uns de fato Como já
vimos confundem todos os poderes e compreendem não só e único sistema o poder do mestre e a realeza o governo Republicano e a administração da economia outros consideram que o poder senhorial não tem nenhum fundamento na natureza e Pretendem que esta nos criou a todos livres e a escravidão só foi introduzida pela lei do mais forte e é por si mesma injusta como um puro efeito da violência quanto a economia observa que é impossível viver comodamente ou mesmo simplesmente viver sem o necessário portanto como os bens fazem parte da casa os meios de adquiri-los também
fazem parte do governo doméstico e assim como nenhuma das Artes que tem um objeto preciso e determinado realiza Sua obra sem seus instrumentos próprios a economia também precisa deles para chegar ao seu objetivo existem dois tipos de instrumentos uns inanimados outros animados assim é que para a navegação o Leme é um instrumento inanimado e o piloto ou instrumento animado em todas as artes o trabalhador é uma espécie de instrumento um bem é um instrumento da existência as propriedades são uma reunião de instrumentos e o escravo uma propriedade Instrumental animada como um agente preposto a todos
os outros meios se cada instrumento pudesse executar por si mesma vontade ou a intenção do agente como faziam dizem as marionetes e Dédalo ou os tripés de vulcano que vinham por si mesmo segundo Homero aos combates os deuses se a lançadeira descesse sozinho a tela se o arco tirasse sozinho de uma citara o som desejado os arquitetos não mais precisariam de Operários nem os mestres de escravos Chama-se instrumento o que realiza o efeito e propriedade Doméstica o que ele produz o tear por exemplo e o torno além do exercício que nos proporciona seu uso fornecem-nos
ainda pano e Camas ao passo que o pano e a cama que eles nos produzem se imitam ao nosso simples uso há também diferença entre fazer e agir e como ambos precisam de instrumentos deve haver entre seus instrumentos a mesma diferença a vida consiste no uso não na produção o servidor é o ministro da ação Chamam no propriedade da casa como parte dela a coisa possuída está para o possuidor assim como a parte está para o todo ora a parte não é somente distinta do todo ela lhe pertence o mesmo ocorre com a coisa possuída
em relação ao possuidor o senhor não é senão o proprietário de seu escravo mas não lhe pertence o escravo pelo contrário não somente é destinado ao uso do senhor como também dele é parte isso basta para dar uma Ideia da escravidão e para fazer conhecer essa condição o homem que por natureza não pertence a si mesmo mas a um outro é escravo por natureza é uma posse e um instrumento para agir separadamente e sobre as ordens do seu senhor a servidão natural mas faz a natureza ou não de um homem um escravo é justa e
útil a escravidão ou é contra a natureza é isso que devemos examinar agora O fato e a experiência tanto quanto a razão nos conduzirão aqui ao conhecimento do direito não é apenas necessário mas também vantajoso que haja amando por um lado e obediência por outro e todos os seres desde o primeiro instante do Nascimento são por assim dizer marcados pela natureza uns para comandar outros para obedecer entre eles há várias espécies de superiores ou de súditos e o mando é Tanto mais nobre quanto mais elevado é o próprio súdito assim mais vale comandar homens do
que animais o que se executa mediante melhores agentes é sempre mais bem executado partindo então a execução do mesmo princípio que o comando ao passo que quando aquele que manda e aquele que obedece são de espécies diferentes cada um sacrifica algo de seu em tudo que é composto de várias partes que é contínuas quer disjuntas mas tem dentes é um fim comum sempre notamos uma Parte eminente a qual as outras estão subordinadas e isso não apenas nas coisas animadas mas também nas coisas que não Ouçam tais como os objetos suscetíveis de Harmonia Mas aqui é
afastarei por certo de meu objetivo o animal compõe esse primeiro de uma alma depois de um corpo a primeira por sua natureza comanda e o segundo obedece digo por sua natureza Pois é preciso considerar o mais perfeito como tendo emanado dela e não o que é degradado e Sujeito a corrupção o homem segundo a natureza é aquele que é bem constituído de alma e de corpo se nas coisas viciosas e depravadas o corpo não raro parece comandar a alma é certamente por erro e contra a natureza é preciso portanto como dissemos considerar nos seres animados
a autoridade do Senhor e a do magistrado A primeira é da Alma sobre o corpo a segunda exerce sobre as paixões humanas o poder da razão É claro que o comando nessas duas espécies é conforme a natureza assim como ao interesse de todas as partes e a igualdade ou a alternância seriam muito nocivas a ambas o mesmo ocorre com o homem relativamente aos outros animais tantos que se domesticam quantos que permanecem selvagens a pior das duas espécies para eles é preferível obedecer ao homem seu governo eles a natureza ainda subordinou um dos dois Animais ao
outro em todas as espécies o macho é evidentemente superior a fêmea a espécie humana não é exceção assim em toda a parte onde se observa a mesma distância que a entre a alma e o corpo entre o homem e o animal existem as mesmas relações Isto é todos os que não tem nada melhor para nos oferecer do que o uso de seus corpos e de seus membros são condenados pela natureza a escravidão para eles é melhor ser virem do que serem entregues a si mesmos numa Palavra é naturalmente escravo aquele que tem tão pouca alma
e poucos meios que resolve depender de outro Tais são os que só tem instinto vale dizer que percebem muito bem a razão nos outros mas que não fazem por si mesmos o uso dela toda a diferença entre eles e os Animais é que esses não participam de modo algum da Razão nem mesmo tem o sentimento dela e só obedecem a sua sensações ademais o uso dos escravos e dos animais É mais ou menos o mesmo e tiram-se deles os mesmos serviços para as necessidades da vida a natureza por assim dizer imprimiu a liberdade e a
servidão até nos hábitos corporais vemos corpos robustos talhados especialmente para carregar fardos E outros usos igualmente necessários outros pelo contrário mais disciplinados mas também mais esguios incapazes de Tais trabalhos são bons apenas para a vida política Isto é para os exercícios Da Paz e da Guerra ocorre muitas vezes porém o contrário brutos tem a forma exterior da liberdade e outros sem aparentar só tem a alma de livre limitando-nos aos aspectos materiais como no caso das estátuas os deuses não hesitamos em acreditar que os indivíduos inferiores devem ser submissos se isso é verdade quando se trata
do corpo por mais forte razão devemos Dilo da alma mas a beleza de um não é tão fácil de discernir quanto a da outra Não pretendemos agora estabelecer Nada Além de que pelas leis da natureza a homens feitos para a liberdade e outros para Servidão os quais tanto por Justiça quanto por interesse convém que sirvam no entanto é fácil ver que a opinião contrária não seria inteiramente Desprovida de razão a servidão convencional além da servidão natural existe aquela que chamamos Servidão estabelecida pela lei esta lei é uma espécie de convenção Geral segundo a qual a
presa tomada na guerra pertence ao vencedor será justo sobre isso os juris consultas não chegam a um acordo nem tão pouco aliás sobre a justiça de muitas outras decisões tomadas nas assembleias populares contra as quais eles reclamam consideram cruel que um homem que sofreu violência se torna escravo do que o violentou e só tem sobre ele a vantagem da força este Pelo menos é um ponto muito Controverso para eles e se tem muitos contraditores têm também muitos partidários mesmo entre os filósofos a razão de duvidar e de contestar é que a coragem num grau eminente
sempre permanece vencedora que a vitória de ordinário supõe em si uma superioridade qualquer enfim que a própria força é uma espécie de mérito a dúvida sua permanece portanto quanto ao direito uns não podem separar o direito da benevolência outros afirmam que é da própria essência do Direito que o mais valente dessas duas opiniões a segunda não é nem sólida nem tão pouco persuasiva a superioridade de coragem não é uma razão para sujeitar os outros os que consideram a lei como Justa e o é com efeito quando não ordena nada de ilícito não rejeitam absolutamente a
servidão estabelecida pelas leis da guerra mas tão pouco a admitem inteiramente pois a própria guerra pode ser injusta em seu princípio hora jamais Um homem de bom senso tratará como escravo um homem que não mereceu a escravidão caso contrário dizem eles se bastasse pegar as pessoas e vendê-las veríamos na escravidão personagens do mais alto nível elas e seus filhos que caíssem em poder do vencedor pretendem portanto que se considerem estes homens simplesmente como estrangeiros mas não como escravos o que pela intenção se reduz ao que dissemos que só são escravos os que foram Destinados a
servidão pela natureza é Preciso convir com efeito que certas pessoas são escravas em toda a parte e outras nem iuris o mesmo ocorre com a nobreza consideram a dos povos cultivados como pura e existente em toda a parte a dos povos bárbaros como local e boas somente para eles distinguem o homem livre do escravo a nobreza do vulgo pelas vantagens e vícios de nascimento Como diz a Helena De theodecto escrava eu que homem tão audacioso Poderia chamar assim uma filha dos Deuses os que partiram desta opinião não diferenciam o escravo do homem livre o nobre
do plebeu senão pela distância entre o vício e a virtude e como homem vem do homem e o animal do animal acham que o bom só pode vir do bom pode ser esta a intenção da natureza mas longe de ser sempre bem sucedida muitíssimas vezes ela sofre desvios Embora a distinção entre o homem livre e o escravo por natureza tenha seus partidários e seus adversários pelo menos não resta nenhuma dúvida de que se encontram em todos os lugares combinações de pessoas nas quais a uma cabe servir e a outra comandar assumindo o papel para o
qual a natureza as predestinou o comando de uma pode ser justo e útil e a liberdade da outra injusta e funesta para ambas o que convém ao todo convém também a Parte o que convém a alma convém igualmente ao corpo ora o escravo faz por assim dizer parte de seu senhor embora separado na existência é como um membro anexado a seu corpo ambos têm o mesmo interesse e nada impede que sejam ligados pelo sentimento da Amizade quando foi a conveniência natural que os reuniu as coisas são diferentes quando eles só estão reunidos pelo Rigor da
Lei ou pela violência dos homens Diferenças entre o despotismo e o poder político vemos assim claramente que o poder despótico e o governo político são apesar da opinião de alguns coisas muito diferentes um só existe para os escravos o outro existe para as pessoas que a natureza honrou com a liberdade o governo doméstico é uma espécie de monarquia toda casa se governa por uma só pessoa o governo civil pelo contrário Pertence a todos os que são livres e Iguais não é aliás uma ciência adquirida que faz de um homem senhor de um outro esta qualidade
pode existir sem isso como a liberdade e a servidão ela tem um caráter que ele é natural sem dúvida existe um talento para comandar e para servir por exemplo em siracusa uma espécie de preceptora abriu uma escola de escravidão e exigia dinheiro para Preparar as crianças para esse estado com todos os pormenores de suas funções pode haver um ensino completo Dessa espécie de profissão assim como existem preceitos para a cozinha e outro gêneros de serviço ou mais estimados ou mas necessários pois também o serviço tem os seus graus a serviçais e serviçais diz o provérbio
e as senhores e senhores quanto a ciência do senhor como não é nem na aquisição nem na posse mas no uso De seus escravos que está o seu domínio ela se reduz a saber fazer uso deles Isto é a saber ordenar eles o que eles devem saber fazer não há aí nenhum trabalho grande ou Sublime e assim os que têm meios de evitar esses Turvo desembaraçam-se dele com algum entendente quer para se dedicar a política quer para se dedicar a filosofia da propriedade e dos meios de adquiri-la o talento para adquirir um bem difere Claramente
da ciência do governo ou da do serviço parece-se mais com a arte militar ou com a caça ao expor a teoria porém seguiremos o plano que traçamos mais acima em que o escravo só entra como coisa ou instrumento a arte de adquirir bens será Idêntica a ciência do governo doméstico faz parte dela ou será apenas um de seus meios E caso seja apenas um de seus meios será Como a arte de fazer lançadeiras a do tecelão ou como a forja do Bronze serve a arte do fundedor de estátuas pois não é o mesmo gênero de
trabalho já que uma dessas Artes só fornece um instrumento e as outras só a matéria entendo por matéria aquilo de que se faz a obra como a lã para o fabricante de tecidos e o bronze para o fundidor de estátuas é claro que a arte já provisionar uma casa não é a mesma coisa que a arte de governar a primeira só Traz os meios a segunda faz uso deles Pois aqui pertenceria o uso dos bens da casa a não ser a ciência do governo doméstico mas uma faz parte da outra ou é uma espécie a
parte isto oferece dificuldade pois se para adquirir for preciso saber de onde vem as riquezas e os bens de todos os gêneros não podemos deixar de reconhecer um grande número de propriedades diferentes é uma primeira questão dizer se Agricultura que é apenas uma maneira de obter os alimentos necessários à Vida ou alguma outra indústria que também tem os alimentos como objeto pertencem a arte de se enriquecer Existem várias espécies de alimentos e essa diversidade introduziu vários gêneros de vida tanto entre os homens quanto entre os outros animais pois não se pode viver sem alimentos ora
é sua diversidade que torna de semelhante o gênero de vida dos animais Alguns dentre eles se reúnem em bandos outros levam uma vida solitária conforme seja mais conveniente para obter alimento uns são carnívoros outros frugívoros e alguns comem de tudo a natureza portanto distinguir o seu gênero de vida conforme a espécie de alimentos e a facilidade que tem para obtê-los nem todos gostam do mesmo alimento tal agrada alguns outros aos demais Eis Porque os carnívoros e os livros não tem o mesmo Gênero de vida todas essas diferenças também se notaram na vida dos homens os
que amam o repouso preferiram a vida Pastoral sem que isso lhes custe nenhum trabalho eles tiram sua subsistência de animais domesticados e só mudam de lugar com seus rebanhos exercendo uma espécie de Cultura de seres vivos outros vivem de suas presas os caçadores de presas terrestres os pescadores de presas aquáticas estes a margem dos pântanos das Lagoas dos rios E do mar aqueles nas planícies e nos bosques onde habitam os pássaros e os animais selvagens mas a maioria dos homens Tira seu alimento do seio da terra e vive de seus frutos adoçados pela cultura numa
palavra existem tantos gêneros de vida quanto operações naturais para obter vírus Sem contar os que se adquirem por troca ou compra vida Pastoral vida agrícola vida Aventureira baseada nas capturas da caça Ou da Pesca todos esses são gêneros que se misturam e se combinam na maior parte dos povos conforme a necessidade a fantasia ou prazer para suprir através de um a falta do outro sendo tal povo pastor e salteador tal outro agrícola e Caçador ou vivendo conforme a necessidade assim a natureza proveu todos os animais tanto no momento de sua geração como quando atingiram a
perfeição aqueles por exemplo que nascem de ovos Colocando sob o próprio invólucro o alimento suficiente até que nascem aqueles que pertencem a espécie vivípara enchendo de leite o seio de sua mãe até a hora em que podem dispensá-lo da mesma forma a natureza proveu as suas necessidades depois do Nascimento foi para os animais em geral que ela fez nascerem as plantas é aos homens que ela destina os próprios animais os domesticados para o serviço e para a alimentação o selvagens pelo menos a Maior parte para a alimentação e para diversas utilidades tais como vestuário e
outros objetos que se tiram deles a natureza nada fez de imperfeito ela fez tudo para nós a própria guerra é um meio natural de adquirir a caça faz parte dela usa-se desse meio não apenas contra os animais mas também contra os homens que tendo Nascido para obedecer se recusam a fazê-lo esse tipo de guerra nada tem de injusto Sendo por assim dizer declarada pela própria natureza conforme essa breve exposição é evidente que o governo tanto das famílias particulares como dos Estados contém como parte integrante todas as maneiras naturais de adquirir as coisas necessárias ou úteis
à Vida Ele deve encontrar sob sua mão todas as coisas ou se não saber onde tomá-las as verdadeiras riquezas são essas não é difícil determinar a quantidade Necessária para o bem-estar solo não se referia a elas quando dizia o homem que era acumular sem fim e sem medida exprimir assim então mais como poeta do que como filósofo pois nesta como em todas as coisas existem limites em qualquer arte possível nenhum gênero de instrumento é infinito em número ou em grandeza ora quer nas casas particulares quer nas lojas públicas as riquezas naturais são apenas um acervo
de Instrumentos para sustentar a vida humana a aquisição artificial ou crematística existe portanto mostramos agora a razão disso um gênero de riquezas naturais próprio economia doméstica tanto quanto a economia política mas existe também um outro gênero de bens e de meios que comumente chamamos e com razão especulativo e que parece não ter limites alguns os confundem com as riquezas de Que acabamos de falar por causa da sua afinidade embora elas não estejam muito distantes não são a mesma coisa as primeiras são naturais enquanto a segundas são um produto da arte e da experiência começamos pela
seguinte observação cada coisa que possuímos tem dois usos dos quais nenhum repugna a sua natureza porém um é próprio e conforme a sua destinação outro desviado para algum outro fim Por exemplo o uso próprio de um sapato é causar podemos também vendê-lo ou trocá-lo para obter dinheiro o pão ou alguma outra coisa isto sem que ele mude de natureza mas este não é o seu uso próprio já que ele não foi inventado para o comércio o mesmo acontece com as outras coisas que possuímos a natureza não as fez para serem trocadas mas tendo os homens
uns mais outros menos do que precisam foram levadas por este acaso a troca Tão pouco foi a natureza que produziu o comércio que consiste em comprar para revender mais caro a troca era um expediente necessário para proporcionar a cada um a satisfação de suas necessidades ela não era necessária na sociedade primitiva das famílias onde tudo era comum tornou-se necessária apenas nas grandes sociedades e após a separação das propriedades é até mesmo corrente ainda hoje entre vários povos bárbaros quando uma tribo Tem de sobra o que falta outra elas permutam o que tem de supérfluo através
de trocas recíprocas vinho por trigo ou outras coisas que eles podem ser de uso e nada mais trata-se de um gênero de comércio que não está nem fora das intenções da natureza nem tão pouco é uma das maneiras naturais de aumentar seus pertences mas sim um modo engenhoso de satisfazer as respectivas necessidades foi esse comércio que dirigido pela Razão fez com que se imaginasse o expediente da moeda Não era como do transportar para longe as mercadorias ou outras Produções para trazer outras sem estar certo de encontrar aquilo que se procurava nem que aquilo que se
levava com viria podia acontecer que não se precisasse do supérflu dos outros ou que não precisassem do vosso estabeleceu-se portanto dar e receber recíprocamente em troca algo que além de Seu valor intrínseco apresentasse a comodidade de ser mais manegável e de transporte mais fácil como metal tanto ferro quanto a prata ou qualquer outro que primeiramente se determinou pelo volume ou pelo peso e a seguir se marcou com um sinal distintivo de seu valor a fim de não se precisar medi-lo ou pezá-lo a toda hora tendo a moeda sido inventada portanto para as necessidades de comércio
originou-se dela uma nova maneira de Comerciária e adquirir a princípio era bastante simples depois com o tempo passou a ser mais refinada quando se soube de onde e de que maneira se podia tirar dela o maior lucro possível é este lucro pecuniário que ela postula ela só se ocupa em procurar de onde vem mais dinheiro é a mãe das grandes fortunas de fato comumente se faz consistir a riqueza na grande quantidade de dinheiro no entanto o dinheiro é somente uma Ficção e todo o seu valor é o que a lei lhe dá mudando a opinião
dos que fazem uso dele não terá mais nenhuma utilidade e não proporcionará mais a menor das coisas necessárias da vida mesmo se tiver uma enorme quantidade de dinheiro não se encontrarão por meio dele os mais indispensáveis alimentos ora é absurdo chamar riquezas um metal cuja abundância não impede de se morrer de fome prova disso é o midas da fábula A quem o céu para puni-lo de sua Insaciável avareza conceder o dom de transformar em ouro do que tocasse as pessoas sensatas portanto colocam em outra parte as riquezas e preferem inícios são certas outros gênero de
aquisição as verdadeiras riquezas são as da natureza apenas elas são objeto da ciência Econômica a outra maneira de enriquecer pertence ao comércio profissão voltada inteiramente para o dinheiro que sonha com ele que não tem outro elemento nem Outro fim que não tem limite onde possa deter-se a cupidez em geral todas as partes querem indefinidamente seu fim a medicina por exemplo que tem por objeto à saúde Abarca todos os casos que levam ao seu restabelecimento que são inúmeros mas cada um dos meios de cada parte tem seus limites Está Consumado Quando Chega Ao Seu fim Isto
é ao último termo que deve alcançar o fim é que se propõe o comércio não tem Limite determinado ele compreende todos os bens que se podem adquirir mas é menos a sua aquisição do que seu uso o objeto da ciência Econômica esta portanto está necessariamente restrita a uma quantidade determinada não ignoramos que neste ponto A Teoria é desmentida pela prática todos e principalmente os Comerciantes amam o dinheiro não julgam ter o suficiente e sempre acumulam de um ao outro é apenas um passo O dinheiro serve-lhes para dois usos análogos e alternativos um para comprar as
coisas e revendê-las mais caro outro para emprestar e retirar após o prazo estabelecido seu capital com juros esses dois ramos do seu tráfico não diferem como se vê se não porque um interpõe as coisas para aumentar o dinheiro Enquanto o outro o faz servir imediatamente ao seu próprio aumento alguns acham que as duas operações convém ao governo doméstico e que é Preciso não somente conservar o que se tem mas também multiplicar o dinheiro ao infinito o princípio dessa disposição de espírito é que ele só pensam em Viver e não em bem viver paixão que não
tem limites e não refria de modo algum A Escolha dos meios aqueles mesmos que desejam Bem Viver não deixam de procurar também os prazeres da vida animal e como isso depende das faculdades pecuniárias ou em todos seus Elo em obtê-los Este é o princípio de Uma outra espécie de tráfico cujos recursos só foram imaginados para o luxo aqueles que considerações particulares impedem de correr atrás da Fortuna através do Comércio tentam consegui-la por outros meios às vezes até pelo mais monstruoso abuso de suas qualidades superiores e de suas faculdades a coragem por exemplo não foi dada
ao homem pela natureza para acumular bens mas para proporcionar tranquilidade Não é esse tão pouco o objeto da Profissão militar nem o da Medicina tendo uma por objeto vencer e outra curar converteram-nas porém em meios de obter riqueza ela se tornam o único fim da maioria das pessoas que entram nessas carreiras e subordinam tudo a meta que se propuseram vemos Quais são os meios artificiais e não necessários de adquirir bens e as causas que determinam que se recorra a eles vemos também quais são os meios Naturais e necessários que tem por objeto garantir a subsistência
e que pertencem ao governo doméstico gênero de aquisição que tem limites e é muito diferente daquele que não os tem apreciação dos dois modos de aquisição a questão pela qual começamos era saber se o governo quer doméstico quer político compreende a tarefa de adquirir ou se ele não pressupõe já feitas as aquisições pois assim como a política não faz os Homens mas os recebe da natureza e se serve deles assim também é preciso antes para que a economia possa administrá-los que a natureza forneça nosso sustento ou do seio da terra ou do mar ou de
qualquer outra maneira Um fabricante de tecidos não faz a lã mas serve-se dela julga se ela é boa ou má e própria ou não aos seus fins caso contrário poderíamos perguntar por que a preocupação com a fortuna faria mais do que a medicina parte do governo Doméstico se com efeito é preciso que a família tenha alimentos e outras coisas necessárias à Vida é preciso também que ela gosta de saúde mas se convém sob alguns aspectos que o chefe da família ou do Estado mantém a sob seus cuidados à saúde de seus protegidos sob outros aspectos
isso cabe mais ao médico do que a ele Igualmente para o abastecimento e a abundância este cuidado pode também caber a seus ministros o governo Como já Dissemos pressupõe a existência de todas essas coisas cabe a natureza fornecer o alimento aos seres que gera e de ordinário o pai o da aos filhos nada de mais natural do que o cuidado encolher frutos ou nutrir o gado para o uso assim das duas maneiras de adquirir e de se enriquecer uma pela economia e pelos trabalhos rústicos outra pelo comércio A primeira é indispensável e merece elogios a
segunda Em contrapartida merece algumas censuras nada recebe da Natureza mas tudo da convenção o que há de mais odioso sobretudo do que o tráfico de dinheiro que consiste em dar para ter mais e com isso desvia moeda de sua destinação primitiva ela foi inventada para facilitar as trocas a usura pelo contrário faz com que o dinheiro sirva para aumentar-se a si mesmo assim em grego lidemos o nome de tocos que significa progenitura porque as coisas geradas se parecem com as que as geraram ora neste caso é a moeda que Torna a trazer moeda gênero de
ganho totalmente contrário a natureza algumas maneiras práticas de adquirir o que dizemos basta para a teoria agora é preciso dar a prática alguns desenvolvimentos pois se a discussão da teoria tem sua liberdade a prática também tem a sua necessidade a atenção deve concentrar-se principalmente no conhecimento das coisas Antes que elas próprias sejam adquiridas saber quais são as melhores Onde se encontram e qual é a maneira mais vantajosa de obtê-las por exemplo quais são os melhores cavalos os melhores bois os melhores Carneiros ou outros animais em que regiões eles se dão bem pois nem todas as
regiões são igualmente próprias para criá-los e como podemos tê-los o mesmo ocorre para a agricultura É preciso conhecer os diversos tipos de terrenos virgens ou plantados igualmente ainda para as abelhas os animais Aquáticos e as aves de galinheiro devemos saber que proveito podemos tirar deles quantas maneiras eu adquirir por troca a principal é o comércio que se divide em três partes navegação transporte por terra e venda no próprio local essas partes diferem entre si sendo umas mais seguras outras mais lucrativas depois do Comércio vem o tráfico de espécies metálicas seguem-se os trabalhos Mercenários dos Quais
alguns dependem de alguma arte enquanto outros só requerem o trabalho corporal uma quarta maneira que fica entre a terceira e a primeira Pois é em parte natural em parte comercial diz respeito as coisas que se tiram da terra e não são frutos mas tem sua utilidade Como a exploração da madeira a das meninas que se subdivide por sua vez em muitas partes pois há várias espécies de Minas cujos detalhes aqueles que as exploram Devem conhecer mas seria cansativa e numerar aqui dentre esses diversos trabalhos os mais excelentes pela arte são os que menos devem ao
acaso os mais baixos os que mais sujam o rosto e as mãos os mais service aqueles em que o corpo trabalha mais do que o espírito os mais ignobis os que não requerem nenhuma espécie de virtude existem escritores que se ocuparam desses diversos assuntos tais como carez De parus apollodoro de leminos autores de tratados sobre a cultura dos Campos e dos Pomares e outros ainda sobre outras matérias os curiosos devem consultá-los também será bom recolher as máximas esparsas que serviram alguns para enriquecer como que se conta de Tales de Mileto trata-se de uma das especulações
Gerais para alcançar a fortuna mas atribuída a ele por causa de sua sabedoria como o censuravam pela pobreza e Zombavam de Sua inútil filosofia o conhecimento dos astros permitiu-lhe prever que haveria abundância de olivas tendo juntado todo dinheiro que podia ele alugou antes do fim do inverno todas as prensas de óleo de Mileto e de que os conseguiu as Bom Preço porque ninguém oferecer a melhor e ele dera algum adiantamento feita colheita Muitas pessoas apareceram ao mesmo tempo para conseguir as prensas e ele as alugou pelo preço que quis Tendo ganhado muito dinheiro mostrou a
seus amigos que para os filósofos era muito fácil enriquecer mas que eles não se importavam com isso foi assim que mostrou sua sabedoria em geral o monopólio é um meio rápido de fazer Fortuna assim algumas cidades quando precisam de dinheiro usam desse recurso reservam-se a si mesmas a faculdade de vender certas mercadorias e Por conseguinte de fixar seus preços como Querem na sicília um homem que obtivera vários depósitos de dinheiro a poderoso dos ferros das forjas quando os Mercadores vieram de todas as partes para obtê-los só ele pode vendê-los contentando-se com o dobro de maneira
que o que lhe custar a 50 talentos vendia por 100 Dionísio o tirano informado do caso não confiscou seu lucro mas ordenou-lhe que saísse de ser acusa por ter imaginado para enriquecer um expediente Prejudicial aos interesses do chefe de estado aquele homem tiver a mesma ideia que Tales ambos do monopólio fizeram uma arte é bom que os que governam os estados conheçam esse recurso Pois é preciso dinheiro para as despesas públicas e para as despesas domésticas e o Estado está menos do que ninguém em condições de dispensá-lo assim o capítulo das Finanças é quase o
único a que alguns prestam atenção Dos poderes marital e paternal Mas acima dividimos o governo doméstico em Três Poderes o do Senhor de que acaba de se tratar o do pai e o do marido o pai de família governa a sua mulher e seus filhos como as seres Livres mas cada um de um modo diferente sua mulher como cidadã seus filhos como súditos na ordem natural a menos que comem certos lugares isto tenha sido derrogado por alguma consideração particular o macho está acima da fêmea e o mais velho quando Atinge o termo de seu crescimento
está acima do mais jovem que ainda não alcançou sua plenitude na ordem política tal como ela existe na maior parte dos povos obedece-se e comanda-se alternadamente todos os homens livres são considerados Iguais por natureza e todas as diferenças se eclipsem tanto que se torna preciso distinguir os que comandam dos seus inferiores por marcas exteriores os hábitos e as dignidades Como disse amazes falando de sua bacia transformada em Deus quanto ao sexo a diferença é indelével Qualquer que seja a idade da mulher o homem deve conservar sua superioridade autoridade dos pais sobre os filhos é uma
espécie de Realeza todos os títulos ali se encontram o da geração o da autoridade afetuosa e o da idade é até mesmo protótipo da autoridade Real foi o que fez com que Homero dissesse de Zeus é o pai Imortal dos homens e dos Deuses E por consequente o rei de todos eles pois um rei se recebeu da natureza alguma superioridade sobre seu súditos continua a ter o mesmo gênero que eles como os velhos com relação aos jovens e como um pai com relação a seus filhos as virtudes próprias aos diversos membros da família segue-se do
precedente que o governo doméstico exige atenções muito diferentes para o sustento das pessoas e para a posse das coisas inanimadas para Seus costumes e para acumulação de riquezas para as pessoas livres e para os escravos primeiramente podemos exigir dos escravos além de seus serviços e de suas funções materiais um mérito mais eminente por exemplo a prudência a coragem a justiça ou outros hábitos semelhantes não basta que eles cumpram suas funções a resposta é difícil de ambos os lados se exigimos deles que tenham virtudes em que diferiram das Pessoas Livres mas se não precisarem delas isso
chocará a razão de que participam como todos os homens a mesma questão pode ser colocada a respeito das mulheres e das crianças devemos exigir delas certas virtudes por exemplo deve uma mulher ser sábia corajosa e justa deve uma criança ter contenção e sobriedade em geral são necessárias as mesmas virtudes nos que comandam e nos que obedecem ou então outras Se as mesmas qualidades lição necessárias Porque então o manto cabe a um e a obediência a outro a diferença entre os dois não é do mais para o menos mas sim específica e produz efeitos essencialmente diversos
não menos Estranho seria exigir virtudes de um lado e não de outro se quem comanda não é nem justo nem moderado como é possível que comande bem se aquele que obedece dessas virtudes qual não será a obediência de um corrompido e De um mal é preciso pois que ambos tenham virtudes mas que suas virtudes tenham caráter diferentes da mesma variedade que se observa nos seres Nascidos para obedecer isso se vê imediatamente nas faculdades da Alma dentre estas uma que por sua natureza comanda é aquela que participa da razão e outras que obedecem são as que
não participam dela cada uma tem um tipo de virtude que ele É próprio o mesmo ocorre com seres distintos assim como nele se encontram diversas espécies de superioridade e de subordinações determinadas pela natureza há também várias formas de comando a maneira de comandar não é a mesma do homem livre ao seu escravo do marido a mulher do homem adulto a seu filho todos têm uma alma adotada das mesmas faculdades mas de modo diferente o escravo não deve de modo algum deliberar A mulher tem direito a isso mas pouco e a criança menos ainda [Música] seguem
suas virtudes Morais a mesma gradação todos devem possuí-las mas somente tanto quanto convém a seu estado quem comanda deve possui-las todas no mais alto grau sua função é como a do arquiteto Isto é a da própria razão a dos outros se regulam pela conveniência todos têm portanto virtudes Morais mas a temperança a força a justiça não devem Ser como pensava Sócrates as mesmas num homem e numa mulher a força de um homem consiste em se impor a de uma mulher em vencer a dificuldade de obedecer o mesmo ocorre com as demais virtudes quanto mais refletirmos
mais nos convenceremos disto é ilusório contentar-se com generalidade sobre essa matéria e dizer vagamente que a virtude consiste nos bons hábitos da alma ou então no bem agir ou outras fórmulas do gênero Mas vale como gorjas estabelecer a lista das virtudes do que se deterem semelhantes definições e imitar no mais a precisão do poeta que disse que um Modesto silêncio é a honra da mulher ao passo que não fica bem no homem sendo a criança em perfeita e não podendo ainda encontrar em si mesma a regra de suas ações sua virtude é ser dócil e
submissa ao homem maduro que cuida do seu acompanhamento o mesmo acontece com o escravo Relativamente a seu senhor é bem fazer o seu serviço que consiste a sua virtude virtude bem pequena que se reduz a não faltar aos seus deveres nem por má conduta nem por covardia se o que acabamos de dizer a verdade os artesãos a que muitas vezes ocorre trocar o trabalho pela farra devem precisar de virtude mas ela será de uma espécie muito diferente pois o escravo vive conosco o artesão pelo contrário Está separado e sua virtude não nos importa se não
quando está a nosso serviço a este respeito um profissional está numa espécie de Servidão limitada mas a natureza que faz os escravos não faz o sapateiros nem os outros artesãos quando os empregamos não é a vontade de quem os ensinou a trabalhar mas a do Senhor que encomenda a obra que eles devem seguir a demais seria erro proibir mesmo aos escravos todo raciocínio e Fazer deles como alguns fazem simples máquinas de Obedecer é preciso mostrar eles seu dever com indulgência ainda maior do que para com as crianças quanto ao homem e a mulher ao pai
aos filhos Quais são as virtudes próprias a cada um deles qual deve ser a maneira de viver em juntos o que devem buscar ou evitar como devem praticar tal coisa e abster-se da outra é o que é indispensável examinar quando tratamos da política todos eles fazem Parte da família e a família faz parte do Estado ora o mérito da parte deve referir-se ao mérito do todo a educação das mulheres e das crianças deve ser da alçada do estado já que importa a felicidade do estado que as mulheres e as Crianças sejam Virtuosas Isso é mesmo
do maior interesse Já que as mulheres constituem a metade das pessoas livres e as Crianças serão os que participaram do Governo dos negócios públicos Do Cidadão Parabéns conhecer a constituição dos estados e suas espécies é preciso em primeiro lugar saber o que é um estado pois nem sempre se está de acordo se se deve imputar fatos ao estado ou aos que o governo quer como chefes únicos quer num grupo menos numeroso do que o resto da cidade ora o estado é o sujeito constante da política e do governo a constituição política não é se não
a ordem dos habitantes que o compõem Como qualquer totalidade o estado consiste numa multidão de partes é a universalidade do cidadãos comecemos Pois por examinar o que devemos entender por cidadão e quem podemos qualificar assim pois se trata de uma denominação equívoca e nem todos são unânimes sobre a sua aplicação alguém que é cidadão numa democracia não é numa oligarquia o critério da Cidadania falemos aqui apenas o cidadãos de Nascimento e não dos naturalizados não é a residência que constitui o cidadão os estrangeiros e os escravos não são cidadãos mas sim habitantes tão pouco é
a simples qualidade de julgável ou direito de citar injustiça para isso basta estar em relações de negócios e ter ao mesmo tempo alguma coisa a resolver mesmo assim há muitos lugares em que os estrangeiros não são admitidos nas audiências dos tribunais senão quando Apresentam uma calção não participam então a não ser de um modo imperfeito dos direitos da cidade é mais ou menos o mesmo que acontece com as crianças que ainda não tem idade para serem inscritas na função cívica e com os velhos que pela idade estão isentos de qualquer serviço não podemos dizer simplesmente
que eles são cidadãos não são senão supranumerários uns são cidadãos em Esperança por causa de sua imperfeição outros são cidadãos Rejeitados por causa de sua decrepitude ter um nome que se quiser o nome não importa desde que sejamos compreendidos procuramos aqui o cidadão puro sem restrições nem modificações com mais forte razão devemos deliberadamente riscar dessa lista os infames e os banidos Portanto o que constitui propriamente o cidadão só qualidade verdadeiramente característica é o direito de voto nas assembleias e de participação no Exercício do poder Público em sua Pátria há dois tipos de poderes uns são
temporários só são atribuídos por certo tempo e não se podem obter duas vezes em seguida os outros não tem tempo fixo como de julgar nos tribunais ou de votar nas assembleias objetar se a talvez que esses últimos não são verdadeiros poderes e não participam de modo algum do governo Mas seria ridículo contestar essa denominação de quem se pronuncia sobre Os interesses maiores do Estado aliás pouco importa Essa é apenas uma questão de palavras não possuímos com efeito um termo comum sobre o qual possamos colocar a função de Juiz e a de membro da Assembleia Será
se se quiser um Poder Sem Nome ora chamamos Cidadão Quem quer que seja admitido nessa participação e é por ela principalmente que o distinguimos de qualquer outro habitante convém ainda notar que nas coisas cujo Sujeito pertence a espécies diferentes sem outra relação entre si se não que uma é a primeira a outra a segunda e assim por diante não há absolutamente nada ou muito pouco em comum é o que se observa nas formas de governo são de diferentes espécies umas primitivas outras posteriores entre essas últimas devem ser contadas as corrompidas e degeneradas que vem necessariamente
depois das que permaneceram sãs intactas explicaremos Mais adiante Em que consiste a degenerescência Portanto o cidadão não pode ser o mesmo em todas as formas de governo é sobretudo na democracia que é preciso procurar aquele de que falamos não que ele não possa ser encontrado também nos outros estados mas neles não se acha necessariamente em alguns deles o povo não é nada não há assembleia geral pelo menos ordinária mas simples convocações extraordinárias tudo se decide pelos diversos magistrados Segundo suas atribuições na cerimônia por exemplo o zéfiros tratam dos contratos os senadores os homicídios as outras
magistraturas das outras matérias acontece o mesmo em Cartago onde alguns magistrados decidem sobre tudo a definição do cidadão portanto é suscetível de maior ou menor extensão conforme o gênero do governo há alguns em que o número e o poder do juízes e dos membros da Assembleia não é Ilimitado mas restrito pela constituição o direito de julgar e deliberar cabe a todos ou apenas alguns e isso sobre todas as matérias ou somente sobre algumas por aí se pode ver a quem convém o nome de Cidadão em cada lugar é cidadão aquele que no país em que
reside É admitido na jurisdição e na deliberação é a universalidade desse tipo de gente com riqueza suficiente para viver de modo independente que constitui a cidade ou estado Comumente o costume é dar o nome de cidadão apenas aquele que nasceu de paz cidadãos de nada serviria que o pai ou fosse se a mãe não for em alguns lugares vai se ainda mais longe até dois avós ou a um grau maior surge então a dificuldade de saber como serão eles mesmos cidadãos este terceiro e este quarto avô gorgeas e Leon te dizia não se sabe se
a sério ou por brincadeira que assim como os caldeireiros fazem Caldeiras assim Também os habitantes de Larissa fabricavam larissanos e que era preciso que os larecianos fabricados tivessem os seus fabricantes de acordo com a nossa definição a coisa simples se participarem do poder público serão cidadãos a outra definição que exige que se tenha nascido de um cidadão ou de uma cidadã excluiria dessa categoria Em contrapartida os primeiros habitantes e os próprios fundadores da cidade A maior incerteza a respeito daqueles a quem foi concedido direito a cidadania durante uma revolução como fez clistines em Atenas quando
após a expulsão dos tiranos formou várias tribos novas estrangeiros e até de escravos e migrados quanto a eles a questão não é saber se são cidadãos mas se tornaram Tais com justiça ou não podemos também duvidar se ele se tornaram cidadãos de forma legal não Existindo então nenhuma diferença entre a ilegalidade e o erro existe no entanto uma distinção muito real com efeito vemos pessoas que alcançam a magistratura Por meios Ilegais e não deixamos porém de chamá-los de magistrados mas magistrados e legítimos sendo Portanto o cidadão caracterizado pelo atributo do poder pois é pela participação
do poder público que o definimos nada impede de contar entre o cidadãos as criaturas de Clístenes a questão de sua cidadania depende também do outro problema anunciado acima se devemos ou não imputar ao estado a sua admissão o que não é fácil de decidir quando o estado passa da oligarquia ou da tirania para a democracia Pois então o novo estado não quer nem pagar as dívidas contraídas anteriormente considerando-as como feitas não pela Cidade mas pelo tirano que recebeu o dinheiro nem quer manter os outros compromissos pretendendo que certos estados só subsistem por violência e não
pelo interesse comum portanto se o mesmo vício ocorrer na democracia Será preciso dizer de seus atos o que se diz dos da oligarquia e da monarquia absoluta ou tirânica as diversas espécies de cidadãos resta ainda uma dúvida sobre o Título de Cidadão apenas são os verdadeiros Cidadãos os que são admitidos nas funções públicas ou esta qualidade pode convir aos Operários se os contarmos entre o cidadãos sem desconferirmos os cargos essa prerrogativa não será mais o caráter distintivo do cidadão se não os contarmos em Que classes não são nem estrangeiros nem naturalizados losemos da mesma forma
não haveria inconvenientes é assim que excluímos os Escravos e os libertos do número do cidadãos pois não se deve julgar que sejam cidadãos todos aqueles de que a cidade não pode prescindir quanto a esta denominação distinguiremos até entre as crianças e os homens adultos Estes são cidadãos pura e simplesmente aqueles não o são senão em Esperança ou imperfeitamente antigamente entre alguns povos o artesão e O Operário estavam no mesmo pé que o Escravo e o estrangeiro ainda acontece o mesmo atualmente em muitos lugares e jamais um estado bem constituído fará de um artesão um cidadão
caso isso ocorra pelo menos não devemos esperar dele o civismo de que falaremos essa virtude não se encontra em toda parte ela suponha um homem não apenas livre mas cuja existência não o faça precisar dedicar-se aos trabalhos ora Que diferença há entre os artesãos ou outros Mercenários e os escravos A Não ser que estes pertencem a um particular e aqueles ao público por pouco que prestemos atenção a ela esta verdade se manifestará o desenvolvimento só pode torná-la mais evidente já dissemos que há várias espécies de constituição e de governo há certamente portanto vários tipos de
cidadãos sobretudo entre os que chamamos de súditos existem constituições pelas quais os operários e Os Mercenários Devem ser cidadãos mas existem outras pelas quais Isto é impossível por exemplo na aristocracia se é que ela existe assim como em qualquer outro estado em que se honrem o mérito e a virtude as obras a virtudes são em praticaveis para quem quer que leve uma vida mecânica e mercenária na oligarquia em que o bem conhecido como riqueza abre as portas para os melhores cargos o povo miúdo Não É admitido na classe do cidadãos mas os Artesãos não estão
incluídos eles podem enriquecer-se e se tornar cidadãos uma vez que tiverem feito Fortuna em Tebas o próprio comércio dificulta o acesso à cidadania havia uma lei que exigia que se tivesse fechado a loja e deixado de vender a 10 anos para ser admitido existem em compensação outros estados em que a lei atrai os estrangeiros pela perspectiva do direito de cidadania pelo menos para seus filhos em certas democracias por exemplo para Ser um cidadão basta ter nascido de uma mãe do lugar em outros lugares por falta de cidadãos legítimos os Bastardos são admitidos como Tais a
falta de homens força-os a usar desse recurso mas quando a população chega a sua justa quantidade pouco a pouco se despedem Primeiro as crianças nascidas de mãe ou de pais cravos depois os que só se ligam a pátria pela mãe e então só se reconhecem como cidadãos os que foram gerados por dois compatriotas Resulta de tudo isso que há várias espécies de cidadãos mas os verdadeiros são apenas os que participam dos cargos quando Homero fala de um fugitivo ou de um vagabundo é pela exclusão dos cargos públicos que o caracteriza tratado sem nenhum respeito excluído
da cidade quem quer que não participe dela com efeito é como um estrangeiro que acaba de chegar sem algum lugar escondem essa distinção fechando os olhos sobre os Domiciliados que os urbam a qualidade de cidadão é para iludi-los e disfarçar sua malignidade as virtudes que fazem o cidadão e o homem de bem os objetos que acabamos de tratar levam-nos agora a examinar-se as mesmas virtudes fazem o homem de bem e o bom cidadão e já que essa questão vale a pena tentemos de início traçar um ligeiro esboço das virtudes cívicas podemos comparar o cidadãos aos
Marinheiros Ambos são membros de uma comunidade ora embora os marinheiros tenham funções muito diferentes um empurrando o remo outros segurando Leme um terceiro vigiando a proa ou desempenhando alguma função que também tem seu nome é claro que as tarefas de cada um tem sua virtude própria Mas sempre há uma que é comum a todos dado que todos têm por objetivo a segurança da navegação a qual aspiram e concorrem cada um à sua Maneira de qual modo embora as funções do cidadãos sejam de semelhantes todos trabalham para a conservação de sua comunidade ou seja para a
salvação do Estado por consequente é a este interesse comum que deve relacionar-se a virtude do Cidadão portanto se há várias espécies de governo é impossível que as virtudes cívicas e o civismo perfeito sejam os mesmos em toda a parte o que ele se Confundam com a virtude absoluta pela qual distinguimos as pessoas nobres é evidente que se pode ser bom cidadão sem possuir virtude estão eminentes Porém para melhor discutir essa questão convém situado no melhor governo possível veremos por um lado que é impossível que o estado seja composto inteiramente de homens perfeitos e por outro
que é preciso que cada um Execute o melhor possível suas funções Uma vez que parece impossível que todo cidadão se assemelhem não pode o mesmo gênero de virtude fazer o bom cidadão e o homem de bem mas todos devem ser bons cidadãos é daí que provém a bondade intrínseca do Estado sem que seja necessário que haja Entre todos igualdade de mérito o mérito de um homem de bem e o de um bom cidadão são portanto coisas distintas o estado aliás é um composto de partes De semelhantes aproximadamente como animal se compõe da alma e do
corpo a alma de razão e de Paixões a família do homem e da mulher a casa do senhor e do escravo abrangendo o estado todas as partes e muitas outras de espécies diferentes não pode haver Portanto o mesmo gênero de virtudes para uns e para outros assim num grupo de dançarinos é preciso mais talento para o papel de Corifeu do que para o de corista A desigualdade de mérito é pois evidente mas não há nenhum lugar em que a virtude do bom cidadão seja a mesma que é do homem de bem quando falamos de um
bom Comandante entendemos por isso um homem de juízo de honra exigimos sobretudo a prudência naquele que governa alguns exigem ainda outras qualidades no governante máximo vêmulo pela educação dos filhos de reis que são criados no adestramento de cavalos e na disciplina militar que não Me ostenta em todos esses talentos vulgares que mostrem ao estado as virtudes necessárias o que supõe um treinamento particular para as pessoas desse nível se entre os autos funcionários o mesmo mérito faz o homem de bem e o bom cidadão se há demais a qualidade de súdito não exclui a de cidadão
a virtude cívica não será porém a mesma coisa que o que chamamos pura e simplesmente de mérito haverá sinonímia apenas em algum Cidadãos vale dizer nos que estão no governo do estado em qualquer outra classe as qualidades serão distintas talvez tenha sido isso que fez jasão dizer só conheço uma arte e só sei reinar no entanto é bom saber igualmente mandar e obedecer e um cidadão experimentado é aquele que é capaz de ambos os papéis suponhamos um homem de bem que só saiba comandar em um cidadão que saiba um e outro eles não terão o
mesmo valor já Que desses diferentes papéis é preciso que o homem destinado ao comando Aprenda um e seu súditos outro o cidadão que participa de ambos deve aprender-los de igual modo e conhecer os diversos tipos de comando pois há inicialmente o comando do Senhor que se exerce sobre o que chamamos de Empregados necessários não é preciso que aquele que o exerce saiba fazer os trabalhos basta que saiba utilizá-los cabe a seus servidores saber A execução assim como há vários tipos de funções civis há também vários tipos de escravos entre as pessoas que estão em Servidão
é preciso contar os trabalhadores manuais que vivem como indica seu nome do trabalho de suas mãos e os artesãos que se ocupam dos ofícios sórdidos assim em alguns lugares antigamente antes que o povo chegasse a Extrema licença os cargos ou poderes públicos não eram conferidos a esse tipo de gente Suas ocupações não convém nem ao homem de bem nem ao alto funcionário nem é o bom cidadão se não for para seu uso pessoal caso em que ele é ao mesmo tempo Senhor e servo mas há um outro tipo de comando que tem por súditos as
pessoas livres e de mesma condição é o que se chama o governo civil só se aprende Começando por obedecer assim pelo próprio serviço sobre as ordens do hiparca se aprende a comandar A cavalaria servindo sobre o general e os demais oficiais da infantaria aprende-se a comandar os diversos graus militares existe até uma máxima quanto a isto que diz que não é possível bem comandar se antes não se tiver obedecido ora Esses são dois gêneros diferentes de mérito e é preciso que um bom cidadão adquira ambos saiba obedecer e esteja em condições de comandar ambos também
convém ao homem de bem embora de modo diferente pois a Temperança e a justiça diferem até entre pessoas Livres das quais uma é superior e a outra inferior por exemplo entre homem e mulher a coragem de um homem se aproximaria da puselanimidade se fosse apenas igual a de uma mulher e a mulher passaria por atrevida se não fosse mais reservada do que um homem em suas palavras a administração doméstica em ambos os casos também deve apresentar alguma diferença sendo Um encarregado de Comprar outro de economizar e de conservar o mérito especial do que comanda é
a prudência as outras virtudes lhe são comuns com os que obedecem estes não precisam de prudência mas sim de confiança e de dossilidade São como os instrumentos ou então como fabricante de alaúdes e o homem que comanda é como executante sabemos agora se as qualidades do homem de bem e do bom cidadão são ou não as Mesmas como elas se assemelham e em que diferem da finalidade do Estado o homem é por sua natureza como dissemos desde o começo ao falarmos do governo doméstico e do dos escravos um animal feito para a sociedade civil assim
mesmo que não tivéssemos necessidade uns dos outros não deixaríamos de desejar viver juntos Na verdade o interesse comum também nos une Pois cada um aí encontra meios de Viver melhor eis Portanto o nosso fim principal comum a todos e a cada um em particular reunimos mesmo que seja só para pôr a vida em segurança a própria vida é uma espécie de dever para que eles a quem a natureza deu e quando não é excessivamente acumulada de misérias é um motivo suficiente para permanecer em sociedade ela conserva ainda os encantos e a doçura nesse estado de
sofrimento e Quantos males não suportamos para prolonga-la mas não é apenas para viver juntos mas sim para bem viver juntos que se fez o estado sem o que a sociedade compreenderia os escravos e até mesmo os outros animais ora não é assim esses seres não participam de forma alguma da Felicidade pública nem vivem conforme suas próprias vontades os homens tão pouco se reuniram para formar uma sociedade militar e se Precaver contra as agressões nem para estabelecer contratos e fazer trocas de coisas ou outros serviços caso contrário os tirenianos e os cartagineses e todos os outros
povos que comerciam uns com os outros seriam membros de uma mesma cidade eles possuem tratados redigidos por escrito com base nos quais importam e exportam suas mercadorias garantem nas uns aos outros prometendo defendê-las a mão armada mas não tem quanto a esses Objetos nenhum magistrado que ele seja comum cada um desses povos tem os seus em seu próprio território eles não se preocupam com que os outros são nem com o que fazem se são injustos ou corrompidos como particulares só fazendo questão da garantia que ambos os povos se deram mutuamente de não se lesarem aqueles
pelo contrário que se propõem dar aos Estados uma boa constituição prestam atenção principalmente nas Virtudes e nos vícios que interessam a sociedade civil e não há nenhuma dúvida de que a verdadeira cidade aqui não é somente de nome deve estimar acima de tudo a virtude sem isso não será mais do que uma liga ou Associação de armas deferindo das outras ligas apenas pelo lugar Isto é pela circunstância indiferente da proximidade ou do afastamento respectivo dos membros sua lei não é senão uma simples convenção de garantia capaz diz O sofista de mantê-los no dever recíproco mas
incapaz de torná-los bons e honestos cidadãos para tornar Isto mais claro suponhamos que aproximamos os lugares e que as cidades de Megara e Corinto se toquem essa proximidade não fará com que os dois estados se confundam mesmo que se acertassem casamentos entre uma e outra cidade apesar de esse ser um dos laços mais íntimos para a comunicação mútua Suponhamos até alguns homens Um Carpinteiro outro labrador outro sapateiro um quarto de alguma outra profissão suponhamos se quiser 10 mil deles residindo separadamente mas não há uma distância tão grande que não se possam comunicar eles fizeram um
pacto de não agressão no que toca seus comércios e até Prometeram tomar armas para sua mútua a defesa mas não tem outra comunicação a não ser o Comércio e seus tratados mais uma vez esta não será uma sociedade civil Por que então nesta hipótese não se dirá que sejam afastados demais para se comunicarem aproximando-se assim a casa de cada um deles assumiria o papel de cidade e ele se prestariam graças a sua Confederação ajuda contra as agressões injustas no entanto se não tivessem nessa aproximação uma comunicação mais importante do que a que tem quando Separados
esta ainda não seria exatamente uma cidade ou uma sociedade civil a cidade portanto não é precisamente uma comunidade de lugar nem foi instituída simplesmente para se defender contra as injustiças de outrem ou para estabelecer comércio tudo isso deve existir antes da formação do Estado mas não basta para constituí-lo a cidade é uma sociedade estabelecida com casas e famílias para viver bem Isto é para se levar uma vida perfeita e que Se baste a si mesma hora isto não pode acontecer senão pela proximidade de habitação e pelos casamentos foi para o mesmo fim que se instituíram
na cidades a sociedades particulares as corporações religiosas e profanas e todos os outros laços afinidades ou maneiras de viver uns com os outros obra da amizade assim como a própria amizade é o efeito de uma escolha recíproca o fim da sociedade civil é portanto Viver Bem todas as suas instituições não são apenas meios para isso e a própria cidade é apenas uma grande comunidade de famílias e de aldeias em que a vida encontra todos esses meios de perfeição e de suficiência é isso O que chamamos uma vida feliz e honesta a sociedade civil é pois
menos uma sociedade de vida comum do que na sociedade de Honra e de virtude as condições da Felicidade particular cremos ter estabelecido suficientemente Em outro lugar em que consiste a felicidade da vida com tentar nos vemos aqui em fazer a aplicação de nossos princípios ninguém contestará a divisão habitual entre os filósofos dos bens em três classes os da Alma os do corpo e os exteriores todos esses bens devem ser encontrados junto às pessoas felizes jamais se contará entre elas um homem que não tem coragem nem tem esperança nem injustiça nem prudência Quem tem Medo até
do voo das Moscas no ar quem se entrega a todos os excessos da bebida e da comida quem pelo mais viu interesse mataria seus melhores amigos quem demonstra ter tão pouca razão quanto as crianças e os furiosos mas embora estejamos de acordo sobre isso diferimos quanto ao mais e quanto ao menos a maioria pensando que eles basta ter um pouco de virtude deseja ultrapassar infinitamente os outros em riqueza em Poder em glória e outros que tais sobre isto é fácil saber o que pensar basta consultar a experiência todos vemos que não é pelos bens exteriores
que se adquirem e conservam as virtudes mas sim que é pelos talentos e Virtudes que se adquirem e conservam os bens exteriores e que quer se faça consistir a felicidade no prazer ou na virtude ou Em ambos os que têm inteligência e costumes excelentes a alcançam mais facilmente com uma fortuna Medíocre do que os que tem mais do que o necessário e carecem dos outros bens por pouco que atendemos a isto a razão basta para nos convencer os bens exteriores são apenas instrumentos úteis conformes até o fim a semelhantes a qualquer outro instrumento cuja excesso
necessariamente é nocivo Ou pelo menos inútil a quem os manipula os bens da Alma pelo contrário não são apenas honestos mas também úteis e quanto mais excederem a medida comum mas Serão utilidade em geral as melhores disposições e maneiras de ser seguem entre si as mesmas proporções e desproporções que seu sujeitos se portanto a alma por sua natureza e relativamente a nós tem um valor muito diferente do corpo e dos bens seus bons costumes ultrapassam igualmente os dessas outras substâncias Tais bens só são desejáveis por ela e todo homem os deseja para a alma e
não a alma para eles Consideremos pois como certo que a cada um cabe uma felicidade proporcional à virtude e a prudência que tiver e na medida em que age conforme mente a elas exemplo e prova disso é Deus que é feliz não por algum bem exterior mas por si mesmo e por seus atributos essenciais a felicidade é muito diferente da Boa Fortuna vem nos da Fortuna os bens exteriores mas ninguém é justo ou Prudente graças a ela nem por seu meio dos mesmos princípios Depende a Felicidade do estado é impossível que um estado seja feliz
se dele a honestidade for banida não há nada de bom a esperar dele nem tão pouco de um particular sem a virtude e a prudência a coragem a justiça e a prudência tem no estado o mesmo caráter e a mesma influência que nos particulares são exatamente os mesmos que merecem de nós a reputação de Corajosos justos e prudentes que isto nos sirva de prefácio não podemos deixar de lembrar estes Princípios como porém eles pertencem a uma outra teoria não nos estenderemos mais aqui sobre eles basta-nos agora ter estabelecido que a melhor existência para cada um
em particular e para todos os estados é a virtude com bastante riqueza para poder pratica-la Se alguém quiser contextá-lo nós lidaremos em seguida uma mais Ampla satisfação felicidade privada e felicidade pública resta nos explicar se a felicidade é Idêntica para o estado e para cada particular que devemos colocá-la entre os mesmos gêneros de bem é um ponto sobre o qual todos estão de acordo Os que colocam a felicidade do Homem nas riquezas só consideram Felizes os estados ricos os que a colocam no despotismo e na força pretendem que a suprema felicidade do estado é dominar
vários outros os que não vem outra felicidade para o homem que não a virtude chamam feliz Apenas o estado em que a virtude é honrada mas desde o primeiro passo surge uma questão para ser examinada que vida preferir aqui toma parte do governo e dos negócios públicos ou a vida retirada e livre de todos os embaraços do gênero não entra no plano da política determinar o que pode convir a cada indivíduo mas sim o que convém a pluralidade em nossa ética aliás tratamos do Primeiro ponto portanto nós o homem tiramos aqui para nos determos no
outro não há nenhuma dúvida de que o melhor governo seja aquele no qual cada um encontre a melhor maneira de viver feliz mas aqueles mesmos que concordam em preferir a vida virtuosa não chegam a um acordo sobre se devemos preferir a Vida ativa e política a vida contemplativa e livre da confusão dos negócios humanos Vida Esta que alguns consideram como a única digna do filósofo com efeito esses Dois gêneros de vida a vida filosófica e a carreira política foram Escolhidos por todos os que tanto antigos quanto modernos tiveram a ambição de se distinguir por seus
méritos e certamente não é de pouco importância saber onde está a verdade é própria da sabedoria tanto de cada homem particular quanto de todo estado em geral dirigir suas ações e sua conduta para o melhor fim ora muitos pensam que comandar seus Semelhantes se praticado com despotismo é uma grande injustiça mas que se comanda politicamente não é uma injustiça mas somente um obstáculo a própria tranquilidade alguns pelo contrário julgam que a Vida ativa e consagrada aos negócios públicos é a única digna do homem e que jamais se acharão na vida privada tantas ocasiões de exercer
cada virtude quanto no trato dos negócios públicos e no governo do estado Outros chegam a sustentar que o despotismo e o Império da força são para um povo a única maneira de ser feliz vemos com efeito que em alguns estados do governo e as leis tendem a preocupação única de dominar os vizinhos por mais que consideremos todas as constituições espalhadas por diversas regiões se suas leis em sua maioria bastante confusas tem um fim particular este fim sempre é dominar na laça demônia e encreta a quase Totalidade de sua disciplina e de suas numerosas é dirigida
para a guerra em todas as nações que tem o poder de crescer entre os citas entre os persas entre os trastes entre o celtas não há nenhuma profissão mais estimada do que a das Armas em alguns lugares existem leis para estimular a coragem guerreira em Cartago as pessoas são decoradas com tantos Anéis quanto foram as campanhas que fizeram Na Macedônia uma lei pretendia que aqueles que não houvessem matado nenhum inimigo tivessem que andar de cabresto entre os citas aquele que estivesse nesse caso sofria afronta de não beber a roda na taça das refeições solenes a
Ibéria nação belicosa levanta ao redor das tumbas tantos obeliscos quanto inimigos o defunto matou em outras partes encontramos instituições semelhantes coordenadas pelas leis ou estabelecidas pelo costume Contudo Se quisermos prestar atenção a isto parecerá muito absurdo que a política ensine a dominar seus vizinhos com ou sem a força com efeito como ele gira em máxima de estado ou em lei o que não é nem mesmo lícito ora é lícito comandar sem nenhum direito e ainda mais contra todo o direito uma vitória injusta não pode ser um motivo justo este absurdo não se observa em nenhuma
outra ciência não é Ofício nem do médico nem do piloto Persuadir ou fazer violência um a seus doentes o outro a seus marinheiros mas muitos parecem considerar a dominação como objeto da política e aquilo que não cremos nem justo nem útil para nós não temos vergonha de tentar contra os outros eles não querem Justiça no governo a não ser para eles próprios mas se se trata de comandar os outros ela é a coisa com que menos se preocupam absurdo revoltante a menos que a natureza não Tenha destinado uns a dominar e não tenha recusado a
outros esta aptidão se ela estabeleceu essa distinção pelo menos não se deve tentar dominar a todos mas apenas aos que só servem para serem submetidos é assim que não se vai a caça para pegar os homens e comê-los mas apenas para pegar os animais selvagens que são comestíveis não existe estado feliz por si mesmo senão o que se constitui sobre as bases da honestidade É possível encontrar algum cuja posição não permita nem guerrear nem pensar em vencer sua felicidade não deixará de estar garantida desde que ele use de civilidade e de leis Virtuosas portanto se
devemos considerar honestos os exercícios militares não é enquanto o fim último mas como estabelecidos para um fim melhor um legislador sábio só deve considerar no estado no gênero humano ou na sociedade particulares de que é composto A sua aptidão a vida feliz e o gênero de felicidade de que são capazes isto não significa que Deva haver a mesma Constituição e as mesmas leis em toda parte se houver povos vizinhos é prudente cuidar da maneira de se comportar para com eles dos exercícios militares que essas circunstância exige e do serviços que podemos prestar eles é o
que examinaremos logo mais ao tratar do fim a que deve entender uma boa Constituição A Vida Ativa Fonte das duas felicidades não tratamos aqui se não dos que concordam com o princípio de que devemos preferir a vida virtuosa a qualquer outra mas que não estão de acordo sobre sua aplicação uns não dão nenhuma importância aos cargos políticos e consideram a vida de um homem livre muito superior a que se leva na confusão do governo outros preferem a vida política não acreditando que seja possível não fazer nada nem por Tanto ser feliz quando não se faz
nada nem que se possa conceber a felicidade na inação Uns e Outros tem razão até certo ponto e se enganam sobre o resto os primeiros Têm razão ao dizer que mais vale viver livre do que mandar não há nada de Magnífico em se servir de um escravo enquanto escravo nem editar a lei a pessoas que são forçadas a obedecer Mas não se deve acreditar que todo mundo seja a dominação o domínio Exercido sobre homens livres difere tanto do exercício sobre escravos quanto o homem Nascido Para Liberdade difere do homem naturalmente escravo cuja definição demos no
começo deste livro Além disso não é exato elevar a inação acima da Vida Ativa já que a felicidade consiste em ação e as ações dos homens justos e moderados tem sempre fins honestos não devemos concluir daí como fazem os segundos que nada disso ocorre quando se Tem nas mãos o poder o meio mais seguro de executar projetos honestos que assim aquele que pode mandar não deve deixar o mando com um outro mas antes deve torná-lo dele mesmo que seja o pai aos seus filhos os filhos ao seu pai os amigos a seus amigos sem se
preocupar com todas essas considerações que devemos desejar exclusivamente o que há de melhor e não há nada comparável a felicidade que nos proporcionam mesmo contra a nossa vontade Isso poderia ser verdade se as empresas e atos de autoridade que nos chocam pudessem proporcionar nos efetivamente o que para nós é mais desejável ora isso é impossível e esses pretensos governos iludem-se a si mesmos para que seus procedimentos fossem intoleráveis seria preciso pelo menos que eles tivessem sobre nós o mesmo poder que tem o marido sobre a mulher o pai sobre os filhos o senhor sobre os
escravos sem isso Qualquer que seja o sucesso Ulterior não podem justificar a injúria que nos fizeram antecipadamente ao violar nossa liberdade entre semelhantes a honestidade e a justiça consistem em que cada um tem a sua vez apenas isto conserva a igualdade a desigualdade entre iguais e as distinções entre semelhantes são contra a natureza e Por conseguinte contra a honestidade se porém se encontrasse alguém que ultrapassasse todos os outros em mérito E em poder e tivesse provado o seu valor com grandes façanhas seria Belo ceder a ele e justo obedecer-lhe mas não basta ter mérito é
preciso ter bastante energia e atividade para estar certo do êxito isto posto sendo aliás indubitável que a felicidade consiste na ação a melhor vida tanto para o estado inteiro como para cada um em particular é sem dúvida a Vida Ativa a demais não devemos como alguns Imaginam restringir a Vida Ativa apenas as ações que terminam fora nem aos projetos que nascem da ocasião ela barca também as meditações que tratam dessas ações e desses projetos e que além do contentamento que por si mesmos proporcionam ainda tornam a execução mais perfeita jamais somos tão Senhores da ação
exterior do que quando ela foi precedida de exame e de reflexão é assim que em arquitetura o mérito das obras procede Da profunda meditação sobre as plantas os estados mais isolados não podem permanecer na ociosidade mesmo que queiram a não ser por frações de tempo e por intervalos se não tem comunicação com o exterior há ao menos comunicação necessária de uma parte a outra o mesmo ocorre com a cidades e com os indivíduos entre si nem mesmo o próprio Deus e o mundo inteiro seriam felizes se além de seus atos internos eles não se manifestassem
Exteriormente pelos seus benefícios é portanto claro que a fonte da Felicidade é a mesma para os estados e para os particulares da Eugenia e da Educação como é a própria virtude que em nosso sistema faz o bom cidadão o bom magistrado e o homem de bem e como é preciso começar a obedecendo antes de comandar O legislador Deve cuidar principalmente de formar pessoas honestas procurar saber por quais Exercícios tornará honestos o cidadãos e sobretudo conhecer bem qual é o ponto capital da vida feliz ah na alma duas partes distintas das quais uma por si mesma
possui a outra e outra não participa dela mas pode obedecer ele pertencem a essas duas partes as virtudes que caracterizam o homem de bem conforme essa distinção é fácil decidir em qual das duas reside o fim a que todo homem se deve propor O menos bom está sempre subordinado ao melhor por sua destinação observa-se isto tanto nas obras de arte quanto nas da natureza ora a parte que goza da razão é sem dúvida a melhor segundo o nosso sistema esta parte se subdivide em duas outras a parte ativa e a parte contemplativa ora os atos
devem corresponder as suas faculdades e seguir a mesma divisão aqueles que provém da parte mais excelente são por consequente Preferíveis quero os comparemos em bloco quero o confronto se faça de um por um toda a vida se divide entre o trabalho e repouso a guerra e a paz e todas as nossas ações se dividem em ações necessárias ações úteis ou ações honestas devemos estabelecer entre elas a mesma ordem que entre as partes de nossa alma e seus atos subordinar a guerra paz o trabalho é o repouso e o necessário ou útil ao honesto um legislador
deve levar tudo isso em Consideração ao escrever suas leis respeitar a distinção das partes da alma e de seus atos ter especialmente em vista o que há de melhor assim como o fim que deseja alcançar conservar a mesma ordem na divisão da vida e das ações dispor tudo de tal maneira que se possa tratar dos negócios e guerrear mas que se prefira sempre o repouso aos negócios a paz a guerra e as coisas honestas as coisas úteis e até as necessárias É de acordo com esse plano que se deve dirigir a educação das crianças e
a disciplina de todas as idades que dela precisam fim Pacífico da Educação Acho que nem aqueles dentre os povos da Grécia que hoje são considerados os mais bem constituídos politicamente nem os autores e suas constituições viram qual era o melhor objetivo da vida social e não dirigiram a ele nem suas leis nem suas instituições Longe de voltar a educação pública para universalidade das virtudes eles propenderam exageradamente para o que eles parecia útil e capaz de fortalecê-los as custas dos outros os que escreveram depois sobre isto tiveram a opinião mais ou menos parecida ao fazer o
elogio da Constituição lá sedema admiram legislador por ter relacionado todas as suas leis a guerra e a Vitória o erro é fácil de refutar pelo Raciocínio e os acontecimentos deste século o desgastaram ainda mais como a maioria dos homens tem mania de dominar os outros para obter todas as comodidades tibram e todos os que escreveram sobre o governo da lacendemônia parecem admirar seu legislador por ter aumentado muito o seu império tendo exercitado a nação nos perigos da guerra mas agora que os lancem demônios não dominam mais deixaram de ser felizes e seu legislador De merecer
sua reputação não é ridículo que persistindo sobre as leis de Licurgo e não tendo nada que os impedisse de valer-se delas eles têm o deixado escapar sua felicidade vemos pois que eles não têm ideias muito sadias sobre a honra que um legislador deve atribuir ao comando exercendo-se sobre pessoas Livres é incomparavelmente mais estimável e mais conforme a justiça do que o despotismo não é sobretudo nem uma felicidade para O estado nenhum sinal de Sabedoria para O legislador treinar seu povo para vencer seus vizinhos disso só podem resultar grandes males e aquele que for bem sucedido
não vai deixar de investir contra sua própria Pátria E se puder de assenhorar-se dela essa é a censura que os lancem demônios fazem ao rei pauzuânia cuja ambição não se contentou com este alto grau de honra não há pois nem política nem utilidade nem bom senso em semelhantes concepções Nem numa tal legislação um legislador deve imprimir profundamente no espírito de seu povo que o que é muito bom para cada um em particular ué também para o estado que não convém entregar seu treinamento militar a fim de sujeitar os que não o merecem que tais exercícios
devem ter como objeto apenas preservar a si mesmo da servidão e também tornar-se útil aos vencidos o objetivo não é dominar toda a terra Mas apenas os que não são capazes de bem usar de sua liberdade e mereceram a escravidão por sua maldade que todo legislador Deva subordinar a guerra e todas as suas outras leis ao repouso e a paz é o que prova a experiência juntamente com a razão ao fazer a guerra vários estados se conservaram mas assim que conquistaram a superioridade entraram em decadência semelhantes ao ferro que se enferruja pela inação Deve-se então
criticar O legislador que não lhe ensinou como viver em paz sendo o fim o mesmo tanto para a vida pública quanto para a vida privada a perfeição dos Estados não se pode definir de modo diferente dados particulares não resta dúvida por tanto de que se devam cultivar de preferência as virtudes pacíficas Como já se disse muitas vezes a paz deve ser o fim da guerra e o repouso o do trabalho Ora nada de mais útil ao repouso e a direção da vida do que as virtudes que tem uso não apenas no repouso mas sobretudo na
ocupação com efeito é preciso ter o necessário para depois poder gozar de algum lazer o estado precisa de temperança mas ainda mais de coragem e de paciência não há repouso para os escravos diz o provérbio ora os que não tem coragem para se expor aos perigos tornam-se escravos de seus agressores é preciso portanto coragem e Constância para os negócios filosofia para o lazer temperança e justiça para ambos os tempos mas sobretudo em tempo de paz e de repouso pois a guerra nos força a ser justos e temperantes pelo contrário na paz e no repouso é
comum que a prosperidade nos torne indolentes portanto os que parecem felizes e semelhantes aos habitantes das ilhas afortunadas de que falam os poetas gozam de tudo que pode contribuir para a Felicidade precisam mais do que os outros de justiça e de temperança quanto mais opulência e lazer tiverem mais precisarão de Filosofia de moderação e de justiça e o estado que quiser ser feliz e florescente deve invocar o máximo possível se há algo de ginóbil em não saber gozar das riquezas a bem mais ainda em fazer mau uso delas enquanto só se tem isso Para fazer
é revoltante que homens aliás dignos de estima nos trabalhos e nos perigos da guerra se comportam como escravos no descanso e na paz não convém exercer a virtude a maneira dos lancemônios na verdade estes não diferem dos outros pela opinião sobre soberano Mas pela espécie de e-mails ou de virtudes que escolheram para chegar a ele já que os verdadeiros bens vale dizer os Da Paz e do repouso são maiores do que os da Guerra o gozo deles também é preferível a qualquer outro e estes só tem valor em relação a aqueles trata-se portanto de examinar
como e por que meios devemos obtê-los dissemos Mas acima que três coisas devem contribuir para isto a natureza o hábito e a Razão dissemos também quais devem ser as disposições naturais resta saber se para formar os homens Mais vale começar pelo raciocínio ou pelo hábito duas coisas que devemos nos esforçar ao máximo para dar ao mesmo tempo a faculdade que recebe a influência da Razão pode com efeito afastar-se algumas vezes do fim e outras vezes também ceder ao domínio do hábito é evidente que neste caso assim como em qualquer outro o princípio de onde tudo
procede é a geração do homem mas não é o mesmo que aquele de que dependem seu fim e sua perfeição A razão e o intelecto são a principal e derradeira parte onde se manifesta para nós a obra da natureza cumpre portanto subordinares a obra da geração humana e a formação dos costumes da mesma forma que a alma e o corpo são duas substâncias distintas assim também a alma tem duas faculdades não menos distintas uma iluminada pela razão e outra que não tem essa luz por consequente há dois tipos de hábitos uns apaixonados ou provindos da
Sensibilidade outros intelectuais e assim como o corpo é gerado antes da alma a parte carente de razão o é igualmente antes da razoável isso se observa pelos rasgos de Cólera pelos desejos e pelas vontades mostradas pelas crianças tão logo nascem mas o raciocínio e a inteligência só lhes vem naturalmente com a idade convém portanto dar as primeiras atenções ao corpo a segundas aos instintos da Alma Recorrendo-se todavia ao intelecto ao tratar dos apetites e a alma ao tratar do corpo a regulamentação dos casamentos e dos nascimentos devendo legislador cuidar antes de tudo da boa confirmação
do corpo do súditos que deverá criar cabe-lhe começar por bem regular os casamentos determinando a idade e a compreensão dos que julgar admissíveis na sociedade conjugal para estabelecer boas leis sobre essa Associação é preciso em primeiro lugar a tentar para a idade e para as qualidades pessoais dos noivos para que eles se convenham em maturidade em força se por exemplo sendo o homem capaz de gerar a mulher não é estéril ou se pelo contrário podendo esta conceber não é o homem que é impotente esta má combinação só é boa para criar discórdia e Para Contrariar
da mesma forma deve preocupar-se com a sucessão das crianças que não haja entre elas e os pais uma Distância de idade grande demais pois neste caso os filhos não podem mostrar seu reconhecimento aos pais na velhice nem os pais podem ajudar seus filhos tanto quanto preciso as idades estão um pouco devem ser muito próximas essa proximidade acarreta dois grandes inconvenientes primeiro menos respeito dos filhos pelo pai e pela mãe que consideram como colegas segundo grandes altercações sobre a administração doméstica mas Retornemos ao ponto de onde partimos Isto é a boa conformação dos corpos que vão
nascer proposta pelo legislador esta e outras vantagens podem ser obtidas através de um mesmo meio o final da procriação ocorre para os homens aos 70 anos para as mulheres aos 50 sua união deve começar na mesma proporção a dos Adolescentes não vale nada para a progenitora em todas as espécies animais os frutos prematuros de sujeitos jovens demais sobretudo se se Tratar da fêmea são imperfeitos fracos e de pequena estatura o mesmo ocorre com a espécie humana observa-se com efeito essa imperfeição em todos os lugares em que as pessoas se casam jovens demais só nascem abortos
o parto das moças jovens é aliás penoso demais e elas morrem em maior número é assim que muitos interpretam a censura do Oráculo aos 13 anos de colher em seus frutos antes da Maturidade isto é de casar muitos jovens suas moças também Cabe para preservar o sexo dos perigos da incontinência esperar para acasalas um certo tempo após a puberdade aquelas que conhecem cedo demais o uso das familiaridades conjugais são de ordinário mais lascivas por outro lado nada retarda ou detém mais depressa o crescimento dos moços jovens do que se entregar cedo demais ao relacionamento com
as mulheres sem esperar que a natureza tenha deles elaborado completamente o licor Proflíquico há para o crescimento uma época precisa além da qual não se cresce mais a verdade para casar as moças é aos 18 anos e para os homens aos 37 aproximadamente com isso a conjunção dos corpos se fará em pleno vigor e a geração depois terminará num tempo conveniente tanto para um como para outro da mesma forma a sucessão dos filhos a seus pais estará melhor colocada se Nascer inconvenientemente no intervalo entre a força da idade e o declínio que começa por volta
dos 70 anos quanto a estação do ano própria geração o inverno é a que mais convém como hoje se observa quase em toda parte também será bom consultar sobre essa matéria os preceitos os físicos e dos médicos os médicos ensinam quais Estações e os físicos que ventos são favoráveis ao ato sexual por exemplo Eles preferem o vento do Norte ao sul A demais cabe a pedonômica prescrever que compleções mais convém a geração basta que dizer uma palavra diremos somente que a compreensão atlética não é útil nem a saúde nem a geração nem aos empregos civis
o mesmo ocorre com os corpos fracos acostumados ao regime médico é preciso Um bom meio uma compreensão por exemplo não habituado aos trabalhos violentos demais nem de uma mesma espécie tais como os exercícios os campeões mas sim variados Como as ocupações dos Homens Livres isto vale para os dois sexos convém também durante a gravidez fazer as mulheres ficarem atentas a sua Conservação tirá-las da ociosidade prescrever eles um regime alimentar substancial dar-lhes exercícios fazendo com que visitem todos os dias os templos os Deuses honrados para a geração se o corpo precisa de movimento o espírito necessita
de repouso e de tranquilidade No ventre da mãe os filhos recebem como os frutos da terra a impressão do bem e do Mal sobre o destino das Crianças recém-nascidas deve haver uma lei que decida os que serão expostos e os que serão criados não seja permitido criar nenhuma que nessa mutilada Isto é sem algum de seus membros determine-se pelo menos para evitar a sobrecarga do número excessivo se não for permitido pelas leis do país Abandoná-los até que número de filhos se pode ter e se faça abortarem as mães antes que seu fruto tenha sentimento e
vida pois é nisto que se distingue a supressão perdoável da que é a Cross já que determinamos para o bem e para a mulher a época inicial do casamento digamos também quanto tempo eles podem consagrar a geração e quando convém encerrá-la de fato os filhos as pessoas de idade são assim como os jovens demais Imperfeitos de corpo e de entendimento os filhos os muito velhos mostram-se absolutamente frágeis e débeis neste ponto devem se seguir as épocas da natureza e preferir aquela em que o Espírito e a inteligência adquiriram seu pleno vigor o que segundo certos
poetas que dividem a idade em semanas ou Centenários acontece de ordinário por volta dos 50 anos uma vez que se tenha passado em quatro ou cinco anos esta idade deve-se Renunciar a propagação da espécie e até o comércio com as mulheres seja por motivo de saúde ou algo semelhante quantas relações após o casamento com outra mulher ou outro homem que não aquela Ou aquele a que se está unido isto deve ser considerado como uma diversão absolutamente desonesta se ainda se estiverem em idade de ter filhos o adultério deve ser marcado de infâmia e punido segundo
a enormidade do crime A educação da infância uma vez nascidas as crianças são muito importantes para a sua formação os alimentos de que vão nutrir-se se consultarmos o exemplo dos outros animais e das Nações que se preocupam em formar o temperamento através dos exercícios da guerra notaremos que o leite em abundância é o alimento mais conveniente ao Corpo Em contrapartida o vinho não é bom para aquela idade assim deve se descartar seu Uso todos os movimentos possíveis são úteis para os bebês mas para prevenir as distorções dos membros enquanto eles ainda são delicados algumas Nações
fazem uso de instrumentos artificiais que mantém reto o corpo desde os primeiros momentos do Nascimento é bom acostumar as crianças ao frio isso faz um bem infinito a saúde e disponha as funções militares por isso a maior parte das Nações Bárbaras observa ou o costume de mergulha-las ao sair do ventre da mãe no Rio ou em água fresca ou de vesti-las ligeiramente como fazem o celtas Qualquer que seja prática em que se queira acostumá-las é preciso começar Desde há mais tempo que se vá aos poucos o calorinato coloca as naturalmente em condições de suportar o
frio é a estes pequenos cuidados que se limita à educação da primeira idade na idade Seguinte até os cinco anos não é conveniente dar nada para as crianças aprenderem nem submetê-las a qualquer trabalho isto poderia impedir seu crescimento basta mantê-las em movimento para preservar seus corpos da preguiça e do Peso este movimento deve consistir apenas as funções da vida e nas brincadeiras tomando cuidado somente para que elas não sejam nem desonestas nem penosas nem destituídas demais de Ação quantas conversas e as fábulas que podem convir a essa idade elas caberão aos pais donos ou serão
destinadas ao ensino das crianças todos esses primeiros esboços devem preparar para os futuros exercícios e a maior arte das brincadeiras devem ser apenas ensaios do que será preciso fazer quando chegar a hora em certos lugares comece o erro de Proibir a criança choro e os movimentos Expansivos todos esses atos servem para seu desenvolvimento e fazem parte por assim dizer dos exercícios corporais o ato de reter a respiração da força Os que trabalham isso também ocorre no próprio esforço das crianças para gritar em compensação uma coisa a que os pai donomos ou professores devem prestar muita
atenção na orientação das crianças que eles são confiadas é impedir muita conversa e familiaridade Sobretudo com os escravos a educação doméstica durará Até os sete anos ela afastará dos ouvidos e dos olhos das crianças tudo o que fere o pudor O legislador deve até mesmo banir do Estado todas as conversas indecentes assim como toda a impropriedade do gênero pois da licença verbal a das ações não há muita distância e se passa facilmente de uma a outra é preciso tomar um cuidado especial para que as crianças não digam nem Ouçam nada de parecido todo aquele que
for surpreendido dizendo Ou fazendo um ato proibido deve se for de condição livre mas ainda não admitido nos banquetes públicos ser excluído desta honra e fustigado que seja tratado se estiver acima da cidade com a pior ignomínia por ter se comportado com a imprudência de um escravo se proibimos as conversas indecentes com mais forte razão proibiremos as pinturas e as exibições do mesmo gênero os magistrados portanto não admitirão nem estátuas nem pinturas lúbricas a não ser As de certas divindades cujo culto à lei reserva aos homens adultos a quem ela permite sacrifícios tanto por eles
quanto por suas mulheres e crianças também se deve proibir aos jovens os teatros e sobretudo a comédia até que tenham atingido a idade de participar das refeições públicas e a boa educação os tenha colocado em condições de experimentar impunemente a bebedeira dos banquetes sem Contrariar a embriaguez ou os outros vícios que acompanham Passaremos rapidamente por esta matéria para voltar a ela uma outra vez e discutir se este costume deve ser mantido e como basta por enquanto pelo mencionado Teodoro ator trágico não errava ao não permitir que nenhum outro ator de sua companhia por mais raquítico
que fosse aparecesse em cena antes dele porque os espectadores se impressionam e se deixam conquistar pelo começo o mesmo ocorre no comércio da vida são as primeiras Impressões as que mais nos afetam deve-se portanto afastar dos jovens as más especialmente as que levam ao atrevimento e a maldade entre os cinco e os sete anos as crianças serão simplesmente espectadoras dos exercícios que eles devem ser ensinados mais tarde Aos sete anos a educação divide-se em dois grupos um até a puberdade outro da puberdade até os 21 anos não há de ser aprovar segundo cremos a partilha
que Fazem certas pessoas que dividem toda a vida de sete em sete anos mais vale seguir o ritmo da natureza ela apenas esboçou suas obras a obra da educação assim como a de todas as artes deve unicamente completar o que falta ao ser das obras da natureza caráter público e objeto da Educação em suas diversas fases a educação das crianças se revela um dos primeiros cuidados do legislador ninguém o contesta a negligência da cidade sobre Este ponto eles infinitamente nociva em toda parte a educação deve tomar como modelo a forma do governo cada estado tem
costumes que lhe são próprios de que dependem sua conservação e até a sua instituição são os costumes Democráticos que fazem a democracia e os costumes oligárquicos que fazem ao oligarquia quanto mais os costumes são bons mas o governo também é aliás como todos os talentos e artes tem suas tentativas preliminares pelas quais É preciso ter passado e as quais é preciso ter se habituado para depois executar facilmente suas operações e obras o mesmo deve acontecer com a virtude cujo aprendizado se deve fazer como não há se não um fim comum a todo o estado só
deve haver uma mesma educação para todos os súditos ela deve ser feita não em particular como hoje quando cada um cuida de seus filhos que educa segundo sua fantasia E conforme lhe agrada ela deve ser feita em público Tudo que é comum deve ter exercícios comuns é preciso a demais que todo cidadão se convença de que ninguém é de si mesmo mas todos pertencem ao estado de que cada um é parte e que Portanto o governo de cada parte deve naturalmente ter como modelo o governo do todo nunca se poderia louvar o suficiente os lances
demônios pelos cuidados que tomam com as crianças e pelo caráter público que imprimem a sua educação é um exemplo a imitar baseado no qual cada estado Deve fazer uma lei especial não se deve deixar ignorar o que é a educação nem como ela se deve realizar nem todos estão de acordo sobre este assunto Isto É sobre o que se deve ensinar a juventude para alcançar a virtude e a felicidade nem sobre sua meta Isto é se é a formação da inteligência ou a dos costumes que se deve atentar em primeiro lugar neste ponto a educação
atual não deixa De causar alguns embaraços não se sabe se se deve ensinar as crianças as coisas úteis à Vida ou as que conduzem a virtude ou as altas ciências que se podem dispensar cada uma dessas opiniões tem seus partidários não há nem mesmo nada de certo a respeito da virtude não sendo o mesmo gênero de virtude apreciado unanimemente também se diverte sobre o gênero de exercícios a praticar Não há dúvida de Que entre as coisas úteis se deve começar a aprendendo as necessárias mas nem todas distinguem as profissões honestas das não liberais deve se
limitar a educação aquelas cuja exercício não é aviltante e considerar viss toda arte e toda ciência que tornam o corpo a alma e a inteligência das pessoas livres e incapazes para o exercício e para a prática da virtude São desse gênero todos os trabalhos Mercenários e todos os ofícios que deformam o exterior e avilton ou fatigam o intelecto não é fora de propósito conceder algum tempo a certa ciências mas entregar-se a elas por inteiro e querer ser Consumado nelas não deixa de ter seus inconvenientes e pode ser nocivo as graças da Imaginação o fim que
nos propomos no que fazemos e no que ensinamos importa muito se é para nós mesmos para nossos amigos ou para adquirirmos algum mérito não há Inconvenientes Mas se for para os outros torna-se Mercenário e serviu o que se ensina atualmente é repetí-lo de natureza bastante duvidosa o papel da música há mais ou menos quatro coisas que de ordinário se ensinam as crianças Primeiro as letras segundo a ginástica terceiro a música alguns acrescentam em quarto a pintura a escrita e a pintura para as diversas circunstâncias da vida a ginástica por servir para educar a Coragem quanto
a música sua utilidade não é igualmente reconhecida muitos hoje aprendem apenas por prazer mas os antigos fizeram dela desde os primeiros tempos uma parte da educação pois a natureza como já dissemos várias vezes não procura apenas dar exatidão às ações mas também dignidade ao repouso a música É o princípio de todos os encantos da vida se o repouso e o trabalho são ambos Indispensáveis o repouso é pelo menos preferível e é uma questão importante saber em que se deve empregar o lazer certamente não no jogo senão o jogo seria o nosso fim último se possível
é melhor descartar o jogo entre as ocupações quem trabalha precisa de descanso o jogo não foi imaginado senão para isto o trabalho é acompanhado de fadiga e de esforços é preciso entremeá-lo convenientemente de recreações como um Remédio o descanso é o mesmo tempo um movimento da alma e um repouso pelo prazer de que se acompanha a sensação do trabalho é ela própria um prazer e faz parte da felicidade da vida felicidade é essa que não se pode apreciar Em meio às ocupações e que só é bem sentida nos momentos de lazer não nos entregamos ao
trabalho Senão com vistas algum fim a felicidade é um desses fins e essa felicidade não somente não contém nenhum desgosto como Também se apresenta ao espírito de todos acompanhada de prazer todavia Este prazer não é o mesmo para todos cada um o ajusta sua maneira de ser e a seus hábitos o homem de bem o coloca nas coisas honestas deve-se aprender portanto mesmo que seja para si mesmo a passar honesta e agradavelmente os momentos de lazer que se tiver na vida e também saber ocupar-se para utilidade dos outros é por isso que nossos pais fizeram
com Que a música entrasse na educação não que ela seja necessária ela não é não que ela tenha tanta importância quanto a escrita que serve para o comércio para a administração doméstica para a ciências e para a maioria das funções civis ou quanto a pintura que nos permite julgar melhor a obra dos artistas ou quanto a ginástica que ajuda a saúde e o desenvolvimento das forças a música não faz nada disso mas ela serve pelo menos para passar Agradavelmente o lazer é por isso que ela foi posta na moda ela apareceu a seus inventores a
diversão mais conveniente as pessoas Livres por isso Homero após ser descrito uma refeição suculenta e nomeado vários os que concorriam para alegria da festa acrescenta convidamos para o banquete um cantor harmonioso em outro trecho Ulisses não encontra espetáculo mais encantador do que ver todo mundo Alegre nem tempero mais Delicioso para os convivas do que ouvir a casa cheia de cantos de alegria é portanto evidente que a música é uma excelente parte da educação e deve ser ensinadas crianças senão como necessário útil para ganhar a vida pelo menos como liberal e honesta é a música A
única no gênero dos Talentos agradáveis e se houver várias outras espécies quais são elas é o que diremos mais adiante basta-nos agora ter apoiado autoridade dos antigos no plano da educação aqui Nos propomos especialmente quanto a música deve-se também fazer com que as crianças aprendam algum talento útil tal como a arte de ler e escrever não apenas pelo proveito que se pode tirar disso mas também como meio de chegar às outras ciências o mesmo ocorre com a pintura devemos ensiná-las a elas quer para evitar os erros em seus trabalhos deste gênero quer para que não
sejam enganadas na Compra e venda das obras dos outros querem fim para formar o gosto pela teoria das formas do Belo físico procurar em toda parte apenas o lucro é uma maneira de pensar que de modo algum convém as pessoas livres e bem nascidas já que se deve portanto começar por imprimir hábitos nas crianças antes de instruí-las pelo raciocínio e moldar seu exterior antes de trabalhar seu intelecto concluímos com a ginástica e a Pedro trípica uma fortifica o Temperamento a outra da Graça as ações os limites da ginástica Hoje os estados que parecem preocupar-se mais
com educação dos jovens procuram proporcionar eles o regime dos atletas o que deforma a pessoa e a impede de crescer ou como os lacedemônios não cometem esse erro mas brutalizam nos pelo excesso de fadiga como se esse fosse um meio de proporcionar coragem já dissemos várias vezes que não se deve limitar a educação nem a um gênero de Virtude nem sobretudo ao que acabamos de mencionar E caso a limitassemos não é certo que seríamos bem sucedidos com efeito não observamos nem nos outros animais nem entre os povos que a bravura seja o quinhão dos mais
ferozes pelo contrário ela se encontra mais como no caso dos leões ao lado da calma e da mansidão existem povos que não evitam os massacres e são ávidos de carne humana mas que quando atacados são tudo menos Valentes por exemplo os aqueus e os eniocos do ponto eucino e outras Nações mais distantes que pertencem as terras da mesma região sendo que as outras preferem a profissão de ladrões não vemos Hoje os próprios lacedemônios que se sobressaíram a todos enquanto foram o único povo que se exercitava se tornarem inferiores aos outros nos mesmos exercícios e combates
se tiveram a supremacia não foi porque exercitaram sua Juventude mas porque se defrontaram Com povos que não exercitavam as suas portanto não é a ferocidade mas sim a honestidade que deve ter a primazia na educação da Juventude não será nem o lobo nem algum outro animal feroz que vai expor seu perigo pela glória isto só se vê num homem educado para virtude aqueles que expõem demasia os jovens aos exercícios do ginásio e os deixam sem instrução sobre as coisas mais necessárias fazem deles na verdade apenas reles Guarda Costas que servem no Máximo para uma das
funções da vida civil uma função porém que se consultarmos a razão é a menor de todas não é por suas proezas antigas mas sim pelas do presente que devem ser julgados na época eles não tinham adversários neste ponto da disciplina mas hoje sim que seja preciso algo de ginástica e como estamos de acordo mas até a puberdade só se praticaram exercícios leves sem sujeitar os corpos aos excessos de alimentação nem aos Trabalhos violentos por temor de que isso impeça o crescimento a prova do efeito funesto desse regime forçado é que entre os que venceram nos
Jogos Olímpicos em sua Juventude dificilmente se encontraram dois ou três que também venceram numa idade mais avançada por que isso porque a violência dos exercícios a que se tinham submetido desde a infância esgotar a sua força e seu Rigor depois da puberdade quando Tiverem passado três anos ocupados com outros estudos com virá então ocupar a idade seguinte com os trabalhos e o regime prescritos pela lei do ginásio com efeito não se deve atormentar ao mesmo tempo o espírito e o corpo desses exercícios um impede o outro o do corpo é nociva ao espírito e o
do Espírito ao corpo das dimensões e da localização da cidade do mesmo modo que os outros trabalhadores por exemplo o tecelão ou Construtor de navios devem ter a mão a matéria que convém a sua obra e a obra é tanto mais bela quanto mais bem preparada for a matéria também é preciso que um fundador de estado e um legislador tenham já pronta e convenientemente elaborada a matéria que eles é própria seu primeiro elemento consiste no número e na qualidade dos habitantes quantos deles é preciso e de que espécie o segundo consiste na grandeza e na
Fertilidade da região do estado muitos consideram que a felicidade de um estado ou de uma cidade Depende de sua grandeza mas ignoram o que se deve chamar de grande ou de pequeno julgam pela população segundo eles trata-se de um grande estado ou de uma grande cidade quando nela se encontra uma grande multidão de habitantes todavia é bem menos a sua abundância do Que as suas funções e seus talentos que se devem considerar Pois cada estado tem sua obra especial assim deve se considerar o maior aquele que pode melhor realizá-la e Hipócrates quanto a estatura foi
talvez menor do que outro homem mas também um maior médico portanto Se quisermos estimar a grandeza de um estado ou de uma cidade pelo número de seus habitantes pelo menos não devemos contar qualquer pessoa entre eles Necessariamente se encontram na cidades muitos escravos domiciliados e estrangeiros não são cidadãos chamamos com este nome apenas aqueles que compõem realmente o estado como partes integrantes é o número Extraordinário de cidadãos que constitui uma grande cidade um grande estado não pensaremos em chamar de grande a cidade de onde vem muitos Operários e poucos guerreiros grande e povoado são duas
coisas distintas É difícil a experiência prova até que é quase impossível que um estado ou mesmo uma cidade muito povoada seja bem governada não vemos nenhuma cuja população seja excessiva neste ponto a razão se junta a experiência a lei é uma certa ordem e a boa civilidade para o cidadãos não é senão é excelência da ordem estabelecida entre eles Olha o número muito excessivo não é suscetível de ordem só o poder divino pode introduzi-la ali como fez no universo mas não é nem na extensão nem no número que se observa a beleza Por conseguinte é
necessariamente muito bela uma cidade onde se encontre a justa medida de grandeza esta proporção é determinada como em qualquer outro gênero por exemplo num gênero de animais de plantas de Instrumentos grande demais o pequeno demais cada um deles não tem mais a mesma eficiência perde até sua natureza e se torna inútil um navio que só tivesse um palmo ou que me disse dois estádios de comprimento deixaria de ser um navio pois sua pequenez ou sua excessiva grandeza o tornaria igualmente impróprio para a navegação o mesmo ocorre com uma cidade ou um estado sua propriedade essencial
é a Suficiência de seus meios se uma cidade tiver poucos habitantes pecará por penúria se os tiverem excesso poderá subsistir como nação se contar com as coisas necessárias mas já não será uma cidade com efeito não se poderá estabelecer nela uma boa ordem que General de exército conseguiria comandar uma multidão excessiva que homem conseguiria fazer se entender a menos que tivesse os pulmões de um extensor portanto a primeira condição para uma Cidade é ter uma quantidade de habitantes tal que possa bastar para todas as suas funções e proporcionar todas as comodidades da vida citadina por
certo ela pode exceder esse número e ainda passar por cidade mas isso não deve porém ir ao infinito a própria natureza das funções políticas indica o termo do crescimento [Música] Essas funções são ou as dos governantes ou as dos governados as dos primeiros São nomear para os cargos e supervisionar os julgamentos hora para ter bom juízes e para distribuir os cargos segundo o mérito é preciso que o cidadão se conheçam entre si e saibam o que vale Cada um sem o que os cargos não podem ser bem conferidos não é razoável proceder ligeiramente em nenhuma
dessas Duas escolhas como acontece evidentemente em toda cidade muito povoada a demais Ali se torna fácil para os Estrangeiros e para os recém-chegados dispersar-se na multidão E infiltrar-se nos cargos em suma a grandeza de um estado deve limitar-se a quantidade de habitantes que se pode alimentar facilmente e cujo o conjunto pode ser conhecido num só olhar quase o mesmo é o que deve ser dito de seu território a medida mais conveniente é sem dúvida a que satisfaz mais do que suficientemente As suas necessidades consistindo a suficiência em tirar de seu solo todo o necessário e
não haver falta de nada assim o território será fértil em todo gênero de produção e extenso bastante para que seus habitantes possam nele viver livremente e a vontade contendo-se nos limites da temperança é o que determinaremos com maior precisão na economia quando tratarmos as aquisições e dos meios de subsistência assim como do uso que deles podemos Permitir-nos pois não deixa de haver certa dúvida por causa da diversidade dos costumes que levam os homens as duas extremidades da suntuosidade e da mesquinharia quanto a localização do país deve-se seguir a opinião dos militares mais experientes que pretendem
que a sua entrada seja difícil para os inimigos e a saída fácil para os habitantes que a exemplo da população a extensão territorial possa ser apreendida com um Olhar para se poder perceber imediatamente onde é preciso socorro e levá-lo até lá a boa localização da cidade se estiver em nosso poder escolhê-la segundo desejo a situação da cidade deve ser próxima do mar e do campo assim a ajuda seria fácil de um lugar para outro e de toda a parte assim como a exportação e a importação das mercadorias haveria comodidade para transportar a Madeira e todos
os outros materiais do país no entanto alguns pretendem e até não param de repetir que a facilidade resultante da proximidade do mar é contrária a uma boa ordem e até a população o país é frequentado por estrangeiros educados em outras leis a comodidade do mar faz com que se Envie para o exterior ou se receba na cidade uma multidão de Mercadores O que é Igualmente pernicioso Para o estado mas não se podem evitar esses inconvenientes neste caso é evidente que a proximidade do mar é não apenas mais segura para a cidade e suas dependências mas
também mais propícia a abundância em primeiro lugar para resistir mais facilmente aos inimigos não é preciso que aqueles que têm que se defender possam facilmente receber auxílio tanto pela Terra quanto pelo mar se não puderem fazer uso dessas duas saídas ao Mesmo tempo pelo menos lhe será mais fácil possuindo as duas usar contra os agressores a mais rápida Além disso não é indispensável obter as coisas necessárias de que se carece e exportar o supérfluo Mas é para si mesmo e não para os outros que o estado deve comercial somente a atração do lucro faz com
que Estabeleça em seu território mercados abertos a todos ah aí uma avareza condenavel e não é Assim que um estado ou uma cidade devem praticar o comércio vemos hoje em várias localidades portos e Enseadas comodamente situados com relação à cidade nem dentro dela nem muito longe eles são fechados por muralhas e outras fortificações se a comunicação com estrangeiro pode ser de alguma utilidade ela a encontrará em tal disposição se apresenta alguns inconvenientes será fácil preservar-se deles com leis que Declarem Quais são aqueles a que se pretende permitir ou não a entrada pelo Ancoradouro e pelo
Porto forças marítimas são necessárias até certa quantidade não somente para si mas também para os vizinhos quer para ser temido por eles quer para lhe expressar auxílio tanto por mar quanto por terra o número e a grandeza dessas frotas devem ser proporcionais ao gênero de vida que adotam as pessoas do país se se tratar de uma capital que tem Domínio sobre as outras deve possuir algo com que sustentar essa posição todavia não é necessário que ela seja povoada de marinheiros pois tais pessoas não devem figurar entre o cidadãos os soldados da Marinha pelo contrário são
livres e assim como os seus oficiais provém da infantaria são eles que comandam os marinheiros quanto a tripulação é completada com camponeses e lavradores dos arredores é o que se pratica em certos lugares por Exemplo era Cleia cujas galeras estão sempre bem tripuladas embora a cidade seja muito menor do que várias outras quanto a sua comodidade intrínseca é Preciso com relação à situação da cidade prestar atenção a quatro coisas em primeiro lugar a salubridade é essencial por consequente devem se preferir à exposição e os ventos do oriente por serem mais saudáveis e subsidiariamente a exposição
do Norte por ser menos tempestuosa Convém de igual forma que agem em seu interior abundância de fontes ou na sua falta de ampla cisternas para receber toda a água da chuva a fim de que não haja falta da água em caso de cerco como essencial é primeiramente cuidar da saúde dos habitantes o que depende sobretudo da localização e da orientação e depois da boa qualidade das águas estes problemas merecem a maior atenção pois nada é mais importante para a saúde do que aquilo que é de uso cotidiano e Contínuo como o ar e a água
portanto se as águas são raras ou de diversas qualidades deve se separar como se faz na cidades bem cuidadas as que são boas para beber das que podem servir para outros usos em seguida é preciso que o local seja próprio para os exercícios e para as reuniões civis tem a saídas fáceis para o cidadãos e acesso difícil para os inimigos e seja ainda mais difícil de sitiar as fortalezas não convém de igual Maneira todo estado são as oligarquias e as monarquias que têm cidades altas e Cida delas as democracias amam os terrenos nivelados nenhum outros
agradam as aristocracias Elas preferem certo número de posições naturalmente fortes em terceiro lugar no que se refere as casas particulares Elas serão bem mais agradáveis e mais cômodas se seu espaço for bem distribuído com uma estrutura a maneira moderna ao gosto de hipódamos Não é que quantas segurança em caso de guerra elas antigamente não fossem melhor concebidas a entrada era difícil para os estrangeiros e a pilhagem para os inimigos seria bom misturar as duas práticas e quando se constrói imitar os vinhadeiros na disposição de suas cepas não se alinharão todas as ruas de um extremo
ao outro mas apenas certas partes tanto quanto permitir a segurança e o exigir a decoração enfim a respeito das muralhas dizer que Elas não são necessárias na cidades que se vangloriam de valor e de virtude é pensar um pouco demais a maneira antiga a experiência refutou sob nossos olhos essa fanfarronada nas próprias cidades que se já quitavam embora não seja muito honroso ou por muros de defesa Guerreiros da mesma tempera que não tem uma grande vantagem numérica é possível que o sitiantes consigam untar o acréscimo de forças que todo valor humano mas com poucas pessoas
não possa Resistires portanto se não se quer morrer nem se expor ao traje deve-se considerar como uma das medidas mais autorizadas pelas leis da Guerra manter suas muralhas no Melhor estado de fortificação principalmente hoje quando se imaginaram tantos instrumentos e máquinas engenhosas para atacar fortificações não querer cercar as cidades com muros é como abrir o país as incursões dos inimigos e retirar os obstáculos de sua Frente ou como se recusar a fechar com muros as casas particulares de medo que os que nelas habitam se tornem medrosos deve-se refletir também que os que têm muros ao
redor de sua cidades podem agir como se não os tivessem opção que falta aos que não possuem esta proteção a disposição interior de resto não basta sercar uma cidade de Muralhas é preciso fazer com que ela sirvam ao mesmo tempo para ornamento da cidade e para as necessidades da Guerra Tanto contra os antigos estratagemas como contra as invenções modernas pois assim como os assaltantes buscam todos os meios para vencer assim também é preciso fazer uso dos que foram descobertos e inventar outros para se defender raramente se tenta atacar os que estão bem preparados para resistir
os muros serão divididos em corpos de guarda e bastiões situados em distâncias e lugares cômodos Tal distribuição dará ensejo a que Alice instalem salas de refeições públicas já que para estas é preciso que a multidão do cidadãos seja dividida em companhias os templos os deuses e suas salas de aparato onde se realizam os banquetes os magistrados devem situar-se em lugar conveniente nas mesmas fortificações as mesas serão colocadas onde se quiser contanto que não seja no santuários ou em lugares reservados pela lei com o local do Tesouro e dos oráculos A melhor posição para esse tipo
de difícil seria uma eminência elevada ao bastante para ser a sede da virtude e bastante fortificada para defender as áreas com vizinhas convém que abaixo dessa Fortaleza haja como na Tessália uma praça livre para os passeios onde não haja nenhum Comércio e onde não sejam admitidos nem lavradores nem artesãos nem outras pessoas semelhantes Se não forem chamadas pelos magistrados Este lugar seria ainda mais agradável se tivesse um local para exercícios destinado a diversão dos anciãos em que a decência distribuiria os lugares de acordo com a idade os magistrados presidiam ali os exercícios os jovens e
os velhos se sentariam junto aos magistrados sua presença sim poria e manteria os atores e os espectadores dentro dos limites do respeito e da modéstia o mercado deve ficar separado dessa Praça num local cômodo e apropriado para que a ele se conduzam todas as mercadorias que vierem de todos os lugares por terra e por água sendo a parte eminente do Estado partilhada por sacerdotes e magistrados o refeitório do sacerdotes deve ficar perto dos templos mas a sala destinada a refeição dos magistrados e outros oficiais menos importantes tanto da recepção dos contratos ou sentenças quanto dos
Adiamentos ou outros desses Ministérios ou então do controle dos mercados e da cidade ficará nas proximidades de uma Encruzilhada e no lugar mais movimentado como mercado onde se vendem os artigos de primeira necessidade pois ao passo que a outra Praça de que falamos acima é vazia e livre esta pelo contrário fica no centro das transações a mesma ordem será observada no campo haverá pequenos fortes destinados ao mesmo tempo a proteger a região e a Abrigar tantos oficiais chamados florestais quanto os chamados agrônomos deve também haver templos nas aldeias consagrados uns aos Deuses outros aos heróis
Mas por que determo-nos neste ponto mas tempo esses projetos pertencem ao domínio dos desejos sua execução é um favor que só podemos esperar da sorte das funções e das classes sociais as diferentes partes que compõem os seres não pertencem todas de tal forma Sua essência que seja preciso a sua reunião absoluta para constituir um corpo organizado esta lei geral aplica-se a cidade embora úteis a sua organização Nem todas as partes que a compõem são elementos constituintes do corpo político em geral Nem todas as partes de um todo qualquer pertencem a essência do gênero com efeito
é evidente que existem elementos da cidade que são necessariamente comuns como os alimentos O solo e outras coisas de primeira necessidade Todos devem ter acesso a elas em todos os sistemas de igualdade ou de desigualdade quando porém duas coisas não tem outra relação se não a simples destinação de uma outra quando não tem nada em comum e uma se limita a fazer e a outra a receber não se pode dizer que elas pertencem ao mesmo todo assim o instrumento e o trabalhador não fazem Parte da obra nem o arquiteto da casa que não tem nada
em comum com ele e é apenas o fim proposto a sua arte pela mesma razão embora o estado precise de imóveis estes Imóveis não fazem parte do Estado o mesmo ocorre com os seres animados que fazem parte da riqueza e do patrimônio de cada um os elementos necessários à existência da cidade o estado ou cidade é uma sociedade de pessoas semelhantes com vistas a levar Juntas a melhor vida possível sendo portanto a felicidade o maior bem consistindo no exercício e no uso perfeito da virtude e sendo possível que alguns participem muito dela e outros pouco
ou absolutamente nada esta diversidade teve necessariamente que produzir várias espécies de Estados e de governos segundo o gênero de vida e os meios que cada povo emprega para alcançar o bem-estar vejamos pois Quais são as coisas que a Sociedade política não pode dispensar aqueles que chamamos de seus membros devem necessariamente ocupar-se delas para isso basta contar suas funções a enumeração colocará diante de nossos olhos o que buscamos a cidade precisa primeiro de viveres segundo de artes e ofícios pois a vida necessita de muitos instrumentos terceiro de armas quer para manter autoridade no interior e submeter
os Rebeldes que é para repelir os assaltos Injustos do exterior quarto de numerário para o comércio do cidadãos entre si e para os negócios da Guerra quinto de ministros e é por aí que Devíamos ter começado para o culto Divino Ministério que se chama sacerdócio sexto enfim o que é de uma necessidade ainda mais indispensável de conselhos e de tribunais que conheçam toda espécie de interesses e de direitos de cidadão Para cidadão Essas são aproximadamente as funções e os funcionários de que todo estado precisa pois mais uma vez um estado ou sociedade política não é
uma massa qualquer mas uma multidão que tem tudo de que precisa para subsistir por si mesma suficiência que não existe se faltar uma dessas coisas portanto já que são estas as funções e profissões que constituem o estado deve haver necessariamente em todo estado Muitos lavradores que lhe forneçam viveres artesãos militares pessoas ricas sacerdotes e gente que faça a inspeção das coisas necessárias e úteis a especialização das funções uma vez determinadas Essas funções precisamos ver se todas indiferentemente devem ser comuns a todas as pessoas pois poderia acontecer que todos fossem ao mesmo tempo lavradores artesãos membros
da Assembleia juízes ou se pelo contrário convém que cada um se Especialize ou ainda se algumas funções devem ser comuns e outras ser próprias atais e tais pessoas isso não ocorre uniformemente em todos os governos pois Como especificaremos pode haver governos e a efetivamente em que todos são admitidos em todos os cargos enquanto que em outros Alguns são reservados a determinada classe provém daí a diferença das formas de governo já que nas democracias todos participam de todos os cargos sem Exceção e o inverso ocorre nas oligarquias mas estamos procurando aqui a melhor constituição possível Isto
é aqui melhor Garanta a felicidade do Estado Ora como vimos é impossível separar a felicidade da virtude portanto é claro que num estado tão perfeitamente constituído que não admita como cidadãos se não pessoas de bem não apenas sobre certos aspectos mas integralmente virtuosos não devemos contar entre os cidadãos aqueles que exercem profissões Mecânicas ou comerciais sendo esse gênero de vida ignóbil e contrário a virtude nem mesmo os lavradores Pois é preciso mais lazer do que eles têm para adquirir virtudes e para o exercício dos cargos civis restam portanto os homens de guerra os membros do
Conselho que deliberam sobre o interesse público e os juízes que sentem siam sobre o direito dos pleiteantes são estes Sem dúvida os Principais membros do Estado pergunta se se Essas funções devem ser divididas ou se podem ser acumuladas é também evidente que uma vez que certas funções exigem idades diferentes uma exige prudência a outra coragem devem empregar-se pessoas diversas nada impede que elas passem em seguida de uns para outros é até bom que isto aconteça não podem permanecer sempre subordinadas pessoas que podem fazer violência ou impedir que afastam a si Próprias pois faz parte do
Poder das Forças Armadas conservar o estado ou derruba-lo o único recurso é confiar as duas partes do governo aos mesmos indivíduos não ao mesmo tempo mas em épocas diferentes segundo mérito e a Ordem da natureza primeiro na juventude o comando da Força Armada para defender o estado depois quando maduros autoridade para governá-lo tal distribuição não é apenas conforme as leis da natureza mas convém igualmente Ao interesse e a dignidade do Estado convém que o cidadãos também tenham riquezas devem gostar de certa prosperidade pois a cidadania não pode prostituir-se pelos trabalhadores manuais nem por outras pessoas
a quem a prática da virtude é desconhecida Esta é uma consequência de nossos princípios como a virtude é indispensável para a felicidade a felicidade do estado não deve limitar-se a uma de suas partes mas abarcar a Universalidade do cidadãos ou dos proprietários somente são verdadeiros cidadãos aqueles aos quais pertencem os imóveis pois a simples cultura quase que só pode convir a pessoas de condição servil ou Bárbara assim como aos camponeses que por Nascimento estão ligados à Terra de todas as funções que numeramos resta ainda a do sacerdotes sabemos por antecipação como devemos provê-la convém não
ligar ao culto divino se não Cidadãos e não se devem Educar para o sacerdócio nem lavradores que puxam arado nem trabalhadores que saem de sua forja tendo a universalidade do cidadão sido dividida em duas classes a dos homens de guerra e a dos homens de lei é aí que se devem tomar os ministros da religião é justo até mais proporcionar aos magistrados algum descanso após longo serviços e por consequente preferi-los para as tranquilas funções do sacerdócio Eis Quais são os elementos necessários para a composição de um estado e quais são os membros do corpo político
a classe dos instrumentos necessários pertencem os lavradores os artesãos e todos os Mercenários A do cidadãos os homens de guerra e de lei querem exerçam Essas funções de uma vez para sempre quer às vezes são alternadamente caráter tradicional das classes esta necessidade de dividir o estado em Classes diversas segundo a variedade das funções e de separar os homens de guerra dos lavradores não é uma invenção de hoje nenhum segredo recém descoberto pelos filósofos que se ocupam de política tal distinção foi introduzida no Egito pelas leis de ser Soccer atualmente nesses lugares remonta igualmente a mim
nos a instituição das refeições públicas todavia ela se realizavam na Itália Muito tempo antes os sábios do país contam que um certo ítalos foi reina e notria os habitantes tomaram seu nome e em vez de enotrianos se chamaram italianos o nome de Itália ficou também para a costa da Europa entre O golfo da siética e O golfo lamético distantes meia jornada um do outro segundo esses historiadores foi ítalos quem de Pastores errantes tornou os enotrianos Labradores sedentários Entre outras leis que lhes deu estabeleceu pela primeira vez que começam juntos este costume ainda hoje se observa
entre alguns de seus descendentes assim como algumas outras de suas leis os tópicos antigamente chamados ou cognominados aos sonhos nome que eles ficou habitavam a costa do terreno e Os calnianos descendentes os enotrianos a praia chamada cites entre ela pisa e a Jônia Foi portanto dessa região que veio a moda das refeições públicas assim como veio do Egito a divisão do Povo em classes e gêneros e isso bem antes de mimos que é muito posterior que muitas outras coisas foram inventadas várias vezes talvez ao infinito na longa sequência do séculos ao que parece inicialmente a
necessidade inventou as coisas necessárias em seguida por adjunção as que servem para um maior conforto e para ornamento o Mesmo ocorre com a legislação e as constituições civis podemos conjecturar como elas são antigas pelo exemplo dos egípcios que remontam a mais alta antiguidade E desde sempre tiveram leis e uma constituição cabe a nós aproveitar suas boas invenções e lhes acrescentar o que lhes falta a partilha dos bens se o país deve pertencer aos homens de guerra e aos que governam o estado não Pensamos porém como alguns que todas as riquezas devem ser comuns acreditamos apenas
que seu uso deve ser comunicado como que entre amigos de modo que a nenhum cidadão possa faltar o pão todos concordam que as mesas comuns e as refeições públicas convém as cidades bem organizadas politicamente isso também nos agrada mas é preciso que nelas todos os cidadãos sejam recebidos gratuitamente caso contrário não será fácil para aqueles que só tenham o Estrito necessário fornecer a sua parte e ainda arcar com o sustento de sua família outro tipo de despesa comum a todo estado é a do culto é portanto necessário dividir a terra primeiramente em duas partes deixando
uma em comum e consignando a outra aos particulares depois se subdividirá cada fração em duas outras das duas que restam para a nação uma será destinada às despesas do culto a outra as refeições públicas Quanto aos dois lotes de propriedades privadas não será nas fronteiras outro perto da cidade a fim de que cada qual tem a sua subsistência garantida nos dois lugares por esse meio sendo todos tratados Igualmente não haverá injustiça e se ocorrer uma guerra com os vizinhos e eles se entenderão melhor entre si agindo de outra maneira um se incomodaria um pouco com
a inimizade dos vizinhos enquanto outros a temeriam Muito mais do que convém assim em certos países existe uma lei que proíbe admitir cidadãos limítrofes dos países inimigos nas deliberações sobre a guerra ser feita daqueles lados por não serem capazes em razão de seus interesses particulares de bem discutir o assunto quanto aos cultivadores Se for possível escolher devem ser todos escravos mas nem de uma mesma nação ou de mesma tribo nem audaciosos demais Eles serão mais úteis nos trabalhos do Campo e menos inquietantes para o estado na falta de escravos tomar se não trabalhadores do país
vizinho de mesmo caráter que os acima os dos proprietários particulares despertem e cultivarão suas terras os da Nação serão escravos públicos e explorarão a gleba comum já indicamos como se deve usar dos escravos E por que é melhor dar-lhes a todos como recompensa a perspectiva da Liberdade Das diversas formas de governo a constituição integral diz primeiro de quem e de que espécie de pessoas um estado deve ser composto segundo como deve ser sente este segundo ponto de vista leva-nos naturalmente ao exame dessas questões Há apenas uma forma de governo ou várias se houver várias Quantas
e quais são quais são as diferenças entre elas começaremos pelas formas justas elas nos permitiram imediatamente conhecer os Excessos que as tornam injustas os critérios distintivos número e justiça o governo é o exercício do Poder Supremo do Estado este poder só poderia estar ou nas mãos de um só ou da minoria ou da maioria das pessoas quando monarca a minoria ou a maioria não buscam uns aos outros se não a felicidade geral o governo é necessariamente Justo mas se ele Visa o interesse particular do príncipe ou dos Outros chefes a um desvio o interesse deve
ser comum a todos ou se não o for não são mais cidadãos chamamos monarquia o estado em que o governo que Visa a este interesse comum pertence a um só aristocracia aquele em que ele é confiado a mais de um denominação tomada ou do fato de que as poucas pessoas a que o governo é confiado são escolhidas entre as mais honestas ou de que ela só tem em vista o maior bem do estado e de Seus membros República aquele em que a multidão governa para a utilidade pública este nome também é comum a todos os
estados todos esses termos são bem escolhidos poucos homens excelem em mérito contudo é possível que haja um ou alguns em pequeno número mas é difícil que se encontre muitos homens eminentes em todos os gêneros sobretudo na espécie de valor que a profissão militar exige Ele só pode ser adquirido nas Nações Guerreiras assim a parte principal de tal estado consiste em homens de guerra e seus primeiros cidadãos são os que portam armas essas três formas podem degenerar a monarquia e tirania a aristocracia em oligarquia a república em democracia a tirania não é de fato se não
a monarquia voltada para a utilidade do monarca ao oligarquia para utilidade dos ricos a Democracia para a utilidade dos Pobres Nenhuma das três se ocupa do Interesse público podemos dizer ainda de um modo um pouco diferente que a tirania é o governo despótico exercido por um homem sobre o estado que a oligarquia representa o governo dos ricos e a Democracia o dos Pobres ou das pessoas pouco favorecidas discussão dos critérios vale a pena de termo-nos em cada uma dessas formas para esclarecer as dúvidas que suscitam quando não nos limitamos a prática de uma arte mas
nos elevamos ao Conhecimento de seus princípios não devemos omitir nada nem nada tratar ligeiramente é preciso sobre cada ponto achar a verdade em sua maior evidência ex de início uma primeira crítica das definições que acabamos de dar significando a democracia propriamente o poder da multidão E a oligarquia o da minoria nossa definição não se revelaria falsa se houvesse mais ricos do que pobres E se fosse a maioria de ricos que Governasse ou ao contrário sendo eles superiores em número fossem governados por um número menor de pobres suponhamos ainda o menor número para os ricos e
a multidão para os pobres se não houver outras espécies de estado a não ser as seis que numeramos a que classe pertenceram as últimas que acabamos de imaginar aquela em que domina a multidão dos ricos ou aquela em que se sobressai uma minoria de pobres deveriamos inventar nomes para elas não É preciso a minoria e a maioria devem ser encaradas apenas como acidentes um da oligarquia outro da Democracia sendo comum em todos os lugares que haja poucos ricos e muitos pobres a esquisitiça desses casos particulares não deve portanto impedir que a oligarquia se distinga pela
riqueza e a Democracia pela pobreza assim quer forme a minoria ou a maioria se são os ricos que comandam será sempre ao oligarquia se são os pobres a democracia Mais uma vez é um acaso muito raro que haja poucos pobres e muitos ricos mas todos podem ser Livres ora a administração da coisa pública é disputada pela Liberdade e pela opulência a causa de tantas espécies de governo é a quantidade das diversas partes de cada estado pode se ver que eles são compostos de famílias que nesta multidão uns são ricos outros pobres e outros estão numa
Situação média que entre os pobres e os ricos um se dedicam a profissão das Armas outros permanecem civis que entre aqueles que formam o que chamamos de povo um são lavradores outros Mercadores outros ainda artesãos e trabalhadores manuais que entre os próprios nobres também a diferença pela riqueza e extensão do patrimônio que permite alguns deles entre outras coisas criar cavalos o que não é fácil para os de Fortuna medíocre Ao oligarquia por exemplo estabeleceu-se desde os tempos mais remotos em todos os lugares que tinham na cavalaria a sua principal força como zeretrianos os de cálcides
os magnésios do meandro e vários outros povos asiáticos montava se a cavalo para combater os inimigos dos arredores além das Diferenças de riqueza há também as que são criadas pelo Nascimento pelo mérito ou por qualquer outra Prerrogativa dissemos no capítulo precedente Quantas classes necessárias há em todo estado em alguns estados todas são admitidas ou admissíveis no governo em outros só algumas são aceitas donde se segue que há várias espécies de estados tão diferentes entre si Quanto são suas partes integrantes com efeito sua constituição não é se não a ordem dos poderes ou magistraturas que nela
se distribuem a todos ou então Segundo a espécie igualdade comum admitida quer entre os pobres querem entre os ricos querem ambos portanto deve haver tantas formas de governo quantas ordens estabelecidas segundo esta superioridades em qualquer gênero que for e segundo essas diferenças entre as partes integrantes a monarquia Eis o lugar natural para tratar da monarquia que colocamos entre os grandes governos devemos dizer inicialmente se Só há uma espécie de monarquia ou se há várias que haja muitas e nem toda se pareçam é algo muito fácil de observar no estado da laçada por exemplo há uma
monarquia das mais legítimas mas o poder do Rei Não é absoluto a não ser quando monarca estiver fora de seus estados e em situação de guerra Pois então ele tem autoridade Suprema sobre seu exército Além disso ele tem no interior a superintendência do culto e das coisas sagradas Esta espécie de monarquia não é pois se não um generalato Perpétuo com plenos poderes sem porém ter o direito de vida e de morte a não ser em certo domínio ou nas expedições militares quando se está combatendo como era costume antigamente é o que se chama lei do
golpe de mão Homero refere-se a ela segundo ele Agamenon na Assembleia do Povo tolerava as palavras menos respeitosas fora dali de armas na mão tinha o poder de morte sobre os soldados Delinquentes assim Homero o faz dizer aquele que ouvir perto dos Barcos sombrios furtar-se como covarde dos perigos e dos trabalhos de minha justa Cólera nada poderá salvá-lo sua vida estará em minhas mãos ele esperará em vão escapar aos Abutres conforme de carne os cães dispersarão seus restos mutilados o Comando Militar inamovível é portanto um primeiro tipo de monarquia sendo umas hereditárias e outras eletivas
Encontramos exemplos de outra espécie de monarquia junto alguns bárbaros os reis tem ali um poder que se aproxima do despotismo mas é legítimo e hereditário tendo Os Bárbaros naturalmente a alma mais serviu do que os gregos e os asiáticos eles suportam mais do que os europeus sem murmúrios que sejam governados pelos senhores é por isso que essas monarquias embora despóticas não deixam de ser estáveis e sólidas fundadas que são na lei e transmissíveis De pai para filho pela mesma razão sua guarda é real e não tirânica pois os reis São protegidos por cidadãos armados ao
passo que os déspotas recorrem a estrangeiros aqueles governam de acordo com a lei súditos de boa vontade estes pessoas que só obedecem contra feitas aqueles são protegidos pelo cidadãos estes cidadãos são portanto dois tipos diferentes de monarquia Outra espécie usual entre os antigos gregos é a que se chama icemia ou despotismo eletivo o poder concedido pelo povo era diferente do dos Reis bárbaros não por ser contra a lei Mas unicamente porque não era nem ordinário nem transmissível uns o conservavam por toda a vida outros por um prazo fixado ou apenas para alguns negócios como Pitaco
que os mitilenos elegeram contra os banidos chefiados por antimenides e pelo poeta Ao seu que cheio de fé e de furor o menciona em um de seus poemas ele censura seus con cidadãos por terem colocado sua miserável Pátria sobre a tirania de um Pitaco homem de baixa extração e sem maior mérito do que ter sido bajulador nas assembleias Estes principados são portanto ao mesmo tempo despóticos pela maneira com que a autoridade é exercida e reais pela eleição e pela submissão espontânea do povo A quarta espécie de monarquia real é a monarquia dos tempos heroicos que
por sua constituição era voluntária e hereditária os primeiros monarcas foram os benfeitores do Povo pelas Artes que lhe trouxeram pela guerra que travaram por ele pelo cuidado que tiveram de reunilo ou pelo território que lhe consignaram aceitos como Reis transmitiram por sucessão sua coroa a posteridade possuíam a Superintendência da guerra e Do sacrifícios que não os da alçada dos sacerdotes Além disso julgavam os processos uns sem jurar outros sob autoridade do Juramento que prestavam ao elevar o centro os reis dos primeiros séculos tinham autoridade sobre todos os negócios de estado tanto dentro quanto fora e
para sempre a partir daí quer porque abandonaram por si mesmos uma parte da autoridade quer porque tenham sido despojados dela pelo Povo foram reduzidos em alguns estados a simples qualidade de soberano sacrificadores ou pontífices e nos lugares onde se conservou o nome de rei a simples faculdade de comandar os exércitos além das fronteiras assim há quatro espécies de monarquia a primeira que é dos tempos heroicos procede de uma submissão livre voluntária mas limitada a certos objetos como a guerra o julgamentos e o culto a segunda a dos bárbaros ligada certa raça e despótica Mas conforme
a lei ou convenção primitiva a terceira a esse médica que é também um despotismo eletivo a aristocracia o nome de aristocracia convém perfeitamente ao regime que já mencionamos acima pois não se deve com efeito dar este nome se não a magistratura composta de pessoas de bem sem restrição e não essas boas pessoas em que toda a retidão se limita ao patriotismo na aristocracia o título de bom cidadão É sinônimo de nobreza os bons cidadãos dos outros estados só são bons para sua Constituição existem porém algumas outras repúblicas também honradas com o nome de aristocracias que
diferem dos estados e da República propriamente dita a quarta a maneira da laçademonia Isto é uma autoridade Perpétua e transmissível aos descendentes sobre as coisas da guerra mas existe ainda Uma quinta espécie é a soberania que uma cidade Isolada ou uma nação inteira conferem a um só sobre todas as pessoas e sobre as coisas comuns para governar a maneira do pai de família assim como o poder doméstico é de algum modo a monarquia de uma casa ou família assim também a monarquia é uma espécie de regime paternal e familiar de uma cidade de uma nação
ou de várias entre essas diferentes espécies de monarquias apenas duas merecem alguma atenção Estas de que acabamos de falar e a dalasse a demônia a maioria das outras não são senão espécies médias entre elas menores em poder do que a monarquia em sua Plenitude mas mais consideráveis do que a dilace demônia são aquelas em que os magistrados são eleitos não apenas em razão de sua riqueza Mas pelo mérito embora diferente das duas de que acabamos de falar esta forma também se chama aristocrática nos próprios Estados em que não se cuida Tanto da virtude não deixa
de haver pessoas com reputação de probidade há portanto um ar de aristocracia em toda parte onde se observa a virtude embora sejam prezadas também a riqueza e a popularidade como entre os laços demônios que unem a popularidade as considerações devidas a virtude são estas duas espécies de aristocracia além da primeira as únicas a merecerem o nome de excelente e perfeita República numa última forma serão compreendidas Que se inclinam um pouco mais para o oligarquia a república resta nos falar da República propriamente dita reservamos lá para o final não por ser uma depravação da aristocracia de
que acabamos de falar pois é normal começar como fizemos pelas formas puras e depois ir as formas desviadas mas porque ela reúne o que há de bom em dois regimes degenerados a oligarquia e a Democracia Assim a excelência deste governo será mais fácil de compreender mais adiante Quando tivermos exposto O que diz respeito aos dois sistemas de que ele é apenas uma mistura chamamos comumente republicanas as formas que se inclinam para a democracia e aristocráticas as que tendem para a oligarquia porque é mais comum encontrar saber e conhecimento entre os ricos até mais os ricos
são menos expostos à tentação de agir mal possuindo o que Seduz aos outros é por isso que os chamam de fidalgos cavalheiros e notáveis assim propondo-se aristocracia a dar preferência aos bons e honesto cidadãos e possuindo as oligarquias maior número de cidadãos do que outras é impossível que um estado governado por tais pessoas não tenha boas leis da mesma forma não podemos chamar de aristocracia o estado governado por mais leis seria uma ponerocracia Mas para que um estado seja bem organizado politicamente não basta que tenha boas leis se não cuidar da sua execução a submissão
às leis existentes é a primeira parte de uma boa ordem a segunda é o valor intrínseco das leis a que se está submetido com efeito pode se obedecer a más leis o que acontece de duas maneiras ou porque as circunstâncias não permitem melhores ou porque elas são simplesmente boas em si Sem convir as circunstâncias a aristocracia consiste principalmente em atribuir os cargos mais altos segundo mérito a virtude é seu primeiro objeto a riqueza o da oligarquia a liberdade o da democracia estes três governos têm por máxima comum decidir pela maioria das opiniões em todos os
três O que é decidido pela maioria dos que tem estatuto de cidadãos e nesta qualidade participam do governo adquire força de lei É principalmente Isto que caracteriza o verdadeiro estado só os estados mistos consideram ao mesmo tempo os ricos e os pobres a opulência e a liberdade pois os ricos quase em toda parte desempenham o papel de aristocratas como a três razões para Pretender a igualdade no governo a saber a liberdade a opulência e a virtude pois a nobreza tida como a quarta é apenas uma consequência da virtude unida a antiguidade da riqueza A combinação
de duas dessas razões Isto é dos Pobres com os ricos devem sem problemas chamar-se República a combinação das três aristocracia nome que ponto de lado a verdadeira e pura aristocracia de que falamos mais acima é que é a primeira de todas lhe convém bem mais do que qualquer outro apesar da mistura das formas o que dissemos leva-nos naturalmente a saber como a República se forma da democracia e da oligarquia e como ela Deve ser constituída ao mesmo tempo logo veremos como é preciso definir a democracia e a oligarquia e como se distinguem feita esta distinção
Basta fazer com que se ligue Isto é tomar alguma parte das duas e reuni-las teremos então a república que procuramos a três maneiras de fazer este amálgama ou combinação A primeira é reunir a legislação das duas sobre alguma matéria por exemplo Sobre a ordem judiciária na oligarquia a lei não concede aos pobres nenhum salário para administrar a justiça e estabelece penas contra os ricos casos se recusem a fazer parte de uma assembleia na democracia a lei dá um salário aos pobres mas não aplica nenhuma pena aos ricos a mistura conveniente ao estado que ocupa o
meio Entre esses governos e é composta pelos dois é conceder o salário aos pobres e aplicar a multa aos ricos Uma segunda maneira é ficar no meio do que ordenam os dois regimes entre admitir nas assembleias Gerais os que não tem nenhuma renda ou muito pouca e só aceitar os que tem muita a média é receber os de rendimentos modestos um terceiro modo é acolher do governo oligárquico e do democrático o que cada um tem de bom é democrático por exemplo escolher os magistrados por sorteio oligárquico elegê-los democrático não considerar a renda oligárquico pela em
Consideração portanto convirá a aristocracia e a república tomar emprestado das duas Isto é da oligarquia as eleições e da Democracia a elegibilidade sem consideração pela renda Estas são as maneiras de mesclar mas a perfeição do amálgama É não mais se poder dar o nome de oligarquia e de democracia ao governo misto que dela resulta a dificuldade de qualificação torna-se índice de excelência tomar os Dois extremos é também propriedade do justo meio é o que se observa no estado da laçada muitos com efeito o colocam na classe das democracias porque ele tem muitas instituições dessa natureza
na educação das Crianças a comida é a mesma para os filhos os ricos e para os pobres a mesma instrução a mesma severidade no trato na idade seguinte o mesmo gênero de vida quando se tornam homens O rico não tem ali nenhum sinal exterior que o distinga do pobre ambos comem da mesma carne nas refeições públicas vestem-se com os mesmos tecidos que o pobre Qualquer que seja ele pode com facilidade obter Além disso das duas maiores magistraturas o povo designa uma e participa da outra elege os senadores e administra a folia outros porém consideram oligarquico
este mesmo governo porque tem muitas coisas Em comum com a oligarquia principalmente que todos os seus magistrados são eleitos e nenhum é escolhido por sorteio poucos têm o poder de condenar a morte ou ao banimento etc num estado bem equilibrado é preciso que os dois elementos sejam observados em nenhum dos dois se sobressaia demais que ele tenha Além disso meios para se conservar a si mesmo sem precisar de auxílios de fora de maneira que ele Deva sua salvação não a benevolência dos Vizinhos o que pode acontecer com os estados depravados mas ao contentamento de todos
os seus membros dos quais não há nenhum que deseje outro governo a tirania resta nos estudar o que chamam oligarquia democracia e tirania em toda a extensão da corrupção é fácil ver qual é a pior e qual vem a seguir Quanto mais a monarquia se aproxima idealmente do governo Celeste mais sua alteração é detestável a monarquia não Passa de um vão nome se não se distingue pela grande excelência de quem reina o vício mais diametralmente contrário a sua instituição é a tirania portanto é também o pior dos governos trataremos dela não porque mereça longos discursos
Mas para não omitila tendo a anunciado na indicação do número dos governos ao tratar da monarquia propriamente dita distinguimos no mesmo passo duas espécies de tiranias bastante análogas Entre si e com relação a monarquia bastante sujeitas a passagem de uma a outra sendo ambas legítimas certos povos bárbaros elegem Reis aos quais concedem um poder absoluto entre os antigos gregos havia igualmente monarcas que eram chamados de iceminetas um pouco semelhantes a estes Reis o que distingue esses estados é que eles eram ao mesmo tempo legítimos por ter sido a monarquia concedida voluntariamente e tirânicos porque o
Poder se exercia dessticaticamente E conforme o arbítrio dos Príncipes a terceira espécie de tirania aquela que mantém propriamente o nome em oposição à monarquia e que mais o merece é a do homem sem qualquer responsabilidade ou censura que comanda em seu próprio interesse e não do de seus súditos outros seus semelhantes não raro melhores do que ele domínio que por isso mesmo é no que tange a eles involuntário pois Homens Livres não podem suportar de Boa vontade tal aviltamento a oligarquia ocupa o segundo lugar entre os governos depravados é bastante distinta da aristocracia a primeira
forma de oligarquia É aquela em que as magistraturas são dadas as grandes riquezas excluem se os pobres embora sejam maioria Mas quem quer que tenha alcançado o grau de riqueza prescrito é apto para os cargos tal índice mantém-se até nos limites da Mais simples mediocridade isto basta para ser admitido nos cargos como os participantes são a maioria é necessariamente A Lei e não o capricho que domina eles são tanto menos tentados a aspirar a monarquia quanto suas faculdades são mais modestas e não possuindo nem riqueza suficiente para viver em Desocupados nem tão pouco que seja
preciso alimentá-los a custa do público eles preferem a sua própria dominação a da lei A segunda espécie é aquela em que os proprietários são minoria mas mais ricos do que os da precedente sendo mais poderosos querem também ter mais autoridade para isso escolhem como colegas gente de seu tipo os postos são concedidos aos mais ricos e nomeiam a si próprios em caso de vacância se a escolha se fizesse Entre todos seria aristocrática o que a torna Oligárquica é que ela se faz numa classe Determinada todavia não sendo poderosos suficiente para governar sem leis transformam em
leis a preferência que se arrogam se seu número diminuir e sua riqueza tiver novos aumentos forma-se um terceiro grau de oligarquia no qual aproveitando ascendência que adquiriram por seus postos fazem com que se ordene por uma nova lei que seus filhos serão seu sucessores a quarta é aquela em que ocorrem as Mesmas coisas mas dominam os magistrados e não a lei tendo aumentado ainda mais sua riqueza seu crédito a potência dos oligarcas aproxima-se da monarquia este vício é semelhante tanto a tirania que se introduz nas monarquias quanto a última espécie de democracia de que falaremos
chama-se dinastia ou mais Exatamente pode tirania essa espécie de oligarquia a democracia Não se deve como costumavam fazer certas pessoas definir simplesmente a democracia como governo em que a maioria domina nas próprias oligarquias em qualquer outra parte é sempre a maioria que se sobressai nem tão pouco oligarquia é o regime da minoria seja um povo composto de 1.300 pessoas ao todo dentre essas 1300 pessoas suponhamos mil ricas que excluem do governo os 300 pobres embora livres e semelhantes a elas a qualquer outro Respeito ninguém dirá que isso é uma democracia da mesma forma se os
pobres embora Em menor número forem mais poderosos do que os ricos ninguém chamará a isso de oligarquia nenhuma outra cidade tão pouco seria se os ricos não fossem admitidos nos cargos portanto deve-se antes de chamar democracia o estado que os homens livres governam e eu oligarquia o que os ricos governam o acidente faz com que o número seja Maior ou menor sendo comum que o maior número seja dos homens livres e o menor dos ricos se os poderes se distribuíssem de acordo com a estatura como acontece segundo certos autores na Etiópia ou de acordo com
a beleza haveria oligarquia porque a beleza e a alta estatura não pertencem a maioria mas estas não são diferenças suficientes nem próprias para caracterizar esses estados Segundo a democracia como a oligarquia capaz de conter diversos elementos é preciso ter como certo que não há democracia numa nação onde poucos homens livres comandam o maior número de pessoas que não Ouçam comem Apologia no mar Júnior e intera cidades em que sem considerar a maioria os cargos se concentravam nas mãos de um pequeno número de habitantes mas todos nobres e de raízes muito antigas no lugar então um
pouco seria uma democracia se Os ricos só fossem superiores pelo número como ocorria antigamente em colofão onde antes da guerra dos vídeos a maior parte do cidadãos possuía grandes heranças Em contrapartida trata-se de uma democracia quando os homens livres e pobres formando a maioria são senhores de Estado ao passo que a oligarquia quando governam os ricos e os mais nobres embora inferiores em número eis portanto vários tipos de regimes Sabemos a razão disso para conhecer sua natureza e suas causas deve-se retomar o princípio evocado mais acima em virtude do qual um estado ou uma cidade
não é um todo homogêneo mas sim composto de várias partes como um animal Se quisermos formar as diferentes espécies de animais começariamos por separar tudo que este animal deve necessariamente ter como certos órgãos das Sensações as partes necessárias para receber e digerir os alimentos tais como A boca e o ventre além dos órgãos do movimento depois de ter esgotado a enumeração de todos os membros necessários e de todas as diferenças em cada espécie Isto é todos os gêneros de bocas de ventres e de órgãos tanto da sensação como do movimento o número de todas as
suas combinações possíveis dará a quantidade de esp écies animais Pois é impossível que o mesmo animal reúna várias diferenças de boca e de orelhas Portanto tomando todas essas combinações haverá tantas espécies de animais quantas combinações de partes necessárias o mesmo ocorre com os estados ou sociedades políticas Como já dissemos mais de uma vez elas são compostas de vários elementos há com efeito várias classes de plebeus ou de Nobres a primeira classe dos plebeus ocupada e nos proporcionar alimentos é numerosa compõem aos agricultores a segunda a dos Artesãos exerce os ofícios de primeira necessidade ou de
luxo ou de bem-estar que um estado não pode dispensar quer para viver quer para ter mais conforto a terceira a dos Comerciantes frequenta as Praças E aí expõe para comprar revender ou exportar as mercadorias ou os trabalhos dos outros a quarta dos homens de Mar dos quais uns são guerreiros outros Comerciantes outros fazem Transportes outros se dedicam a pesca Uns e Outros abundam em alguns lugares como os pescadores entrarento e em bizâncio os marinheiros em Atenas os negociantes na ilha de Gina e em que os barqueiros em tenedos devem se juntar a eles os trabalhadores
manuais e todos os que não são abastados o suficiente para ficar sem fazer nada os que não nasceram de pai e mãe e livres e toda espécie de população semelhante as classes dos Nobres enumeradas a Seguir se devem ou a riqueza ou ao Nascimento ou ao mérito ou ao saber ou alguma outra diferença igualmente notável a quinta a dos Guerreiros não é menos necessária que as outras a menos que se queira capitular diante do primeiro agressor pois não é impossível encontrar no interior de uma cidade um amontoado de covardes Nascidos Para escravidão enquanto o estado
deve bastar-se a si mesmo essas pessoas estão naturalmente Na dependência de outra uma sexta Classe A dos magistrados é necessária caso surjam litígios entre as cinco outras classes para que haja alguém que os termine e faça justiça a quem é devido assim como entre as partes do animal se deve colocar a alma numa posição bem superior ao corpo deve-se também na organização de um estado colocar bem antes e bem Acima das partes relativas às necessidades da vida corporal o Exército os tribunais e o conselho que são como que a alma da vida civil sobretudo conselho
que é como que o seu intelecto Se todas Essas funções são essenciais ao estado não resta dúvida de que o exército seja uma de suas partes integrantes a sétima classe é a dos ricos que satisfazem as necessidades do estado com suas riquezas a oitava é composta de oficiais Ministeriais e de Funcionários Públicos como o estado não pode existir sem magistrados e precisa de homens capazes de realizar suas funções precisa também de pessoas que executem suas ordens e estejam encarregadas do serviço quer para sempre quer alienadamente de resto para que essa parte da ordem pública de
que acabamos de falar que se divide entre a deliberação sobre os negócios de estado e o julgamento das contestações privadas seja bem Indevidamente administrada são necessárias personalidades versadas em direito e política parece e essa opinião de muitos que várias dessas faculdades são compatíveis e é possível por exemplo ser ao mesmo tempo soldado e Labrador ou artesão e a mesma pessoa pode igualmente ser Conselheiro do Estado Senador e Juiz não faltam pessoas que presumem tanto de si mesmas que acreditam ser capazes de várias magistraturas mas é possível que As mesmas pessoas sejam pobres e ricas os
pobres e os ricos parecem portanto formar a principal Divisão das classes do Estado aliás como de ordinário uns contam um número bem pequeno e outros um número bem maior é claro que são partes contrárias entre si assim é pela preponderância de cada um deles que distinguimos os regimes entre democracia e oligarquia mostramos agora como a democracia se divide ela própria em várias espécies Nós as distinguiremos conforme todas as classes do Povo participam do governo ou apenas algumas com exclusão das demais a primeira espécie é aquela em que os poderes se distribuem segundo as Posses até
certa mediocridade de modo que são admitidos todos aqueles que chegam a este ponto com exceção dos Que ficam abaixo e dos que se arruinaram quando os lavradores e outras pessoas de Fortuna Medíocre são admitidos o governo prossegue de acordo com a lei por um Lado trabalhando eles têm de que viver Mas por outro não tem condições de permanecer sem fazer nada de modo que uma vez feita a constituição só se reúnem para negócios urgentes e indispensáveis o acesso é aberto a todos assim que adquiram a renda prescrita pelas leis se alguém fosse excluído seria a
oligarquia de resto se não se tem nenhuma renda é quase impossível ter o lazer suficiente para se ocupar da coisa Pública esta admissibilidade de todos os proprietários é a primeira espécie de democracia a segunda espécie reconhece-se pelo direito de voto nas eleições que se realizam na Assembleia todos são admitidos se seu nascimento for Digno mas somente são elegíveis os que têm meios de viver sem trabalhar as leis são respeitadas nessa democracia porque os cargos só proporcionam e não Lucro a terceira espécie é a que admite no governo todos os que são livres mas não oferecendo
nenhum atrativo a cupidez não sofre a concorrência perigosa de um número excessivo de pretendentes de modo que a lei é necessariamente respeitada a quarta é aquela que se introduziu em último lugar na cidades que se tornaram maiores e mais opulentas do que eram nos primeiros tempos ela exibe a igualdade absoluta Isto é a lei coloca os pobres No mesmo nível que os ricos e pretende que uns não tenham mais direito ao governo do que os outros mas que a condição desses e daqueles seja semelhante pois se a alma da Democracia consiste como pensam alguns na
Liberdade sendo todos iguais a este respeito devem ter a mesma parte nos bens civis e principalmente nos grandes cargos e como o povo é superior em número e o que agrada pluralidade é lei tal estado deve Necessariamente ser popular mas se todos são indistintamente admitidos do governo é a massa que se sobressai e sem dos Pobres assalariados podem deixar o trabalho permanecer ociosos não os retendo em casa a preocupação com seus próprios negócios é pelo contrário um obstáculo para os ricos que não assistem as assembleias nem se preocupam com o papel de Juiz resulta daí
que o estado cai no domínio da multidão indigente e se vê subtraído Ao império das leis os demagogos calcam nas com os pés e fazem predominar os decretos tal gentalha é desconhecida nas democracias que a lei governa os melhores cidadãos têm ali o primeiro lugar mas onde as leis não tem força por lulam os demagogos o povo torna-se tirando trata-se de um ser composto de várias cabeças elas dominam não cada um separadamente mas toda juntas não se sabe se é dessa multidão ou do governo Alternado e singular de vários de que fala Homero quando diz
que não é bom ter vários senhores De qualquer modo o povo tem do sacudido o jugo da Lei quer governar só e se torna déspota seu governo não difere em nada da tirania os bajuladores são honrados os homens de bem sujeitados o mesmo arbítrio reina nos decretos do povo e nas ordens dos tiranos trata-se dos mesmos costumes O que fazem os bajuladores de corte junto a estes fazem Os demagogos junto ao povo gozam do mesmo crédito sugerem lhe o desprezo pelas leis reduzem tudo a sua vontade só respeitam seus decretos e depois de ter o
Tornado o senhor de tudo tendo suas opiniões e suas vontades entre as mãos tornam-se seus senhores por sua vez pelo hábito que se contraiu de obedecer eles não se limitam aos assuntos gerais atacam os magistrados em pessoa atribuem ao povo direito de julgá-los e como este se Pressa de bom grado a sua instigação terminam por dissolver tudo e tudo subverter não essa razão que se censura tal governo e de preferência o chamam democracia ao invés de república pois onde as leis não tem força não pode haver República já que esse regime não é se não
uma maneira de ser do estado em que as leis regulam todas as coisas em geral e os magistrados decidem sobre os casos particulares se no entanto pretendermos que a Democracia seja uma das formas de governo então não se deverá nem mesmo dar este nome a esse Caos em que tudo é governado pelos decretos do dia não sendo Então nem Universal nem Perpétua Nenhuma medida dos Três Poderes existentes em todo o governo em todo o governo existem três poderes essenciais cada um dos quais O legislador Prudente deve acomodar da maneira mais conveniente Quando essas Três partes
estão bem acomodadas necessariamente o governo vai bem e é das diferenças entre essas partes que provém as suas o primeiro desses três poderes É o que delibera sobre os negócios do Estado o segundo compreende todas as magistraturas ou poderes constituídos Isto é aqueles de que o estado precisa para agir suas atribuições e a maneira de satisfazê-las o terceiro abrange os cargos de jurisdição O poder deliberativo cabe a assembleia Decidir sobre a paz e a guerra contrair alianças ou rompeê-las fazer as leis de suprimilas decretar a pena de morte de banimento de Confisco assim como prestar
contas aos magistrados Essas deliberações são necessariamente da alçada de todos os cidadãos ou então são todas confiadas alguns funcionários que era um só quer a vários quer ainda umas alguns ou algumas a todos ou Algumas alguns quando todos são admitidos na deliberação sobre qualquer matéria a democracia o povo tenta a igualdade em tudo mas todos podem participar das deliberações de várias maneiras a primeira quando ao invés de virem todos juntos comparecem por sessão e sucessivamente como no sistema de teceluais de direito Além disso quem delibera é Assembleia dos magistrados mas todos chegam por seu turno
a Magistraturas venham da tribo que vierem e tenham a condição que tiverem sem efetuar os últimos até que todos os tenham ocupado a assembleia geral do Povo só ocorre quando da feitura das leis para retocar a constituição ou para ouvir as proclamações dos magistrados a segunda maneira consiste em deliberar todos em conjunto e em assembleia geral mas só reunir esta para as escolhas ou eleições de magistrados para legislação Para a paz ou para a guerra para auditoria das contas ou para a censura dos contadores tudo mais permanecem poderes sob a decisão cada um segundo a
sua competência dos magistrados escolhidos dentro do Povo ou por meio de sorteio ou por eleição [Música] a terceira maneira é que a assembleia geral do cidadãos só aconteça para nomeação e para a censura dos magistrados para guerra e para as Alianças sendo o resto administrado pelos magistrados eletivos e nomeados pelo povo como todos cujo cargo exige saber a quarta é reunir em se todos para deliberação sem que os magistrados possam decidir coisa alguma mas apenas opinar em primeiro lugar maneira usual na última espécie de democracia que corresponde como dissemos a oligarquia despótica e a monarquia
tirânica todas essas maneiras de deliberar São Democráticas Em contrapartida a oligarquia quando a deliberação sobre qualquer matéria cabe alguns dessa forma encontram-se também várias diferenças ao oligarquia revela-se republicana devido a sua moderação e ao respeito que se tem pela simples abastança se o poder couber as riquezas médias Se os seus membros forem eleitos se por causa dessa mediocridade contar em maior número se não empreenderem nada contrário a lei mas ao invés disso se conformarem Plenamente a ela se qualquer um que tiver o patrimônio requerido puder chegar ao governo ao oligarquia acentua-se se nem todos forem
admitidos na deliberação mas apenas alguns deputados eleitos que de resto se conformam a lei como na espécie anterior Ah enfim pura oligarquia se o Senado ou alguma outra Assembleia elege seus membros se o filho sucede ao pai e se esta Associação é Senhora das leis Pelo contrário quando os poderes estão divididos quando por exemplo a deliberação sobre a paz e a guerra e a censura dos magistrados são reservadas a todos e o resto entrega aos magistrados quer tirados por sorteio que era eleitos a ou aristocracia ou República a aristocracia mistura se República se certas matérias
são atribuídas a magistrados eleitos e outras a magistrados Escolhidos por sorteio quer simplesmente e de uma vez quer após a Eleição e entre vários eleitos ou ainda quando forem Escolhidos por aquele dos dois modos que tivesse sido preferido de comum acordo assim a assembleia é diferente conforme a natureza dos estados e cada estado é governado de uma ou de outra das maneiras determinadas a seguir no que se chama a democracia principalmente na de hoje em que o povo é senhor de tudo até das leis seria bom para se conseguirem boas deliberações Que as assembleias fossem
ordenadas e regulamentadas como os tribunais das oligarquias ou ainda melhor se possível ali são aplicadas penas aos que são nomeados para judicatura a fim de obrigá-los a julgar ao passo que na democracia é proposto um salário aos pobres ora delibera-se melhor quando todos deliberam em comum o povo com os nobres e os nobres com a multidão também seria bom que os membros da Assembleia fossem escolhidos de igual Forma ou por eleição ou por sorteio nas diversas classes do estado e se as pessoas do povo são maioria em relação às pessoas versadas na ciência do governo
é bom ou não dar salário a todos mas apenas a porção correspondente aos nobres ou então excluir mediante [Música] nas oligarquias convém tomar de preferência alguns membros dentre a multidão ou criar como em algumas repúblicas magistrados chamados Relatores preparadores ou depositários os projetos de lei para a seguir deliberar a partir de seus relatórios E pareceres com isso o povo terá vantagem de participar das deliberações sem ter a faculdade de Inovar coisa alguma no governo Além disso ele decidirá em conformidade com a opinião da comissão ou não a contrariará em nada pode-se ainda admitir a todos
na Assembleia mas só conceder voz deliberativa aos magistrados ou ainda Contrariamente ao costume das repúblicas que aprovam a absorção decretada por um pequeno número de juízes e só remetem ao povo o apelo sobre as condenações pode-se ratificar a sentença do Povo quando ele absorver e remeter a decisão aos magistrados quando ele condenar eis o que deve ser na minha opinião estabelecido acerca do corpo deliberativo o verdadeiro soberano do Estado O Poder Executivo após a assembleia vem as magistraturas Governamentais suscetíveis de várias diferenças em primeiro lugar que tempo deve se fixar para duração de seu exercício
alguns o pretendem semestral outros mais curtos outros anual outros mais longo resta também saber se deve haver exercícios perpétuos ou mesmo de longa duração ou nenhum nem outro se é preferível que as mesmas pessoas tornem a aparecer frequentemente ou que não assumam duas vezes o cargo mas apenas Uma quanto a escolha dos magistrados convém considerar de onde se deve tirá-los por quem e como devem ser escolhidos de quantas maneiras isso pode ser feito e qual a que mais convém a cada forma de governo já é difícil determinar Quem são os que devem chamar-se magistrados a
sociedade civil precisa de vários servidores o nome de magistrados não convém a todos Os que são nomeados por eleição ou por sorteio é o caso do sacerdotes sendo seu ministério de natureza diferente dos diretores de couro usar autos dos embaixadores embora também eles sejam eletivos entre os cargos políticos uns interessam a universalidade do cidadãos embora se limitem a um só gênero de negócios como de general de exército outros não interessam se não a particulares como de curador das mulheres e das crianças Os outros são relativos apenas ao governo dos interesses e dos negócios domésticos como
posto também eletivo de jurado mensurador de grãos ou de aferidor de líquidos outros finalmente não passam de ofícios ministeriais que os ricos quando nomeados para eles fazem com que sejam exercidos por seus escravos não se deve chamar propriamente de magistraturas se não as que participam do poder público quanto a certos objetos Para deliberar sobre eles julgá-los e sobretudo ordená-los Pois é humano o seu atributo característico é de pouco utilidade o modo como são chamados já que sua denominação que é discutível ainda não ficou bem decidida mas não é de pouco importância bem distinguir os seus
atributos primeiramente pergunta-se que magistratura se devem Criar e quantas para formar um estado Quais são as que sem ser absolutamente necessárias são no Entanto úteis para boa constituição quer do Estado inteiro quer de cada uma de suas partes e até das menores cidades algumas delas são essenciais sem as quais um estado não pode existir outras existem que foram criadas para boa ordem e para o bem-estar sem as quais a vida civil não seria muito agradável o primeiro cuidado do governo é fazer com que se encontrem nos mercados os viveres necessários para tanto deve haver um
magistrado que cuide de que Tudo seja feito de boa fé e que a decência seja observada em todas as cidades é indispensável comprar e vender para as respectivas necessidades Este é o meio mais curto de obter o bem-estar para o qual parece ter sido criada a vida civil o outro cuidado que deriva do precedente ou que o Segue de bem perto é a administração dos edifícios públicos e privados a fim de submetê-los a formas convenientes das casas em ruínas ruas em Mau estado para consertá-las e reconstruí-las dos limites que separam as propriedades a fim de
que cada um gosta e tranquilamente do que lhe pertence assim como dos outros objetos do mesmo gênero chama-se este Ofício polícia Urbana ele Abarca um grande número de partes que nas grandes cidades é preciso confiar a funcionários diferentes tais como O inspetor de construções o reparador de fontes e o Intendente dos portos Uma função Não menos necessária e bastante análoga a essa se exerce fora da cidade e nos campos os encarregados chamam-se agrônomos ou então guardas Florestais a um outro tipo de cargo para tratar das rendas públicas o encarregado chama-se tesoureiro ou recebedor é para
ele que se leva o dinheiro é ele que o guarda e o aplica para seus diversos fins Há também um funcionário para receber os contratos privados escrever os Julgamentos os tribunais e também redigir as petições e citações em justiça este cargo é em alguns lugares dividido em várias partes mas há um titular de que dependem todos os demais são chamados de hiero mineiros arquivistas secretários ou qualquer outro nome semelhante o Ofício que se segue imediatamente é de primeira necessidade mas também de enorme dificuldade é o de Executor da sentenças de Condenação o de Pregoeiro de
bens apreendidos e o de guarda das prisões é difícil prestar se a Essas funções por causa dos ódios aquelas expõem e não se aceitam semelhantes trabalhos a menos que sejam muito lucrativos quando são aceitos não se ousa a seguir o Rigor da lei que é porém algo indispensável de nada serviria sustentar uma causa e obter uma sentença se não houvesse ninguém para fazer com que ela fosse obedecida sem a execução é impossível Que a sociedade subsista portanto é preferível Que tantas funções não sejam confiadas a um só funcionário mas que eles possam servir a vários
tribunais da mesma forma devem se dividir todos os cargos que expõem o ódio tais como as vendas judiciárias empregar nessas funções a cada nova execução um novo funcionário transferi-lo de um juiz local para um outro juiz por exemplo se for o agrônomo quem Condena que seja o astino que Execute e reciprocamente por quanto menos ódio tiver que se passar para chegar à execução maior será a sua rapidez se a mesma pessoa condena e faz executar é alvo de um duplo ódio se se depara com o mesmo Executor em toda parte trata-se de um meio de
fazer com que ele seja universalmente odiado em vários lugares a profissão de carcereiro é separada da de Executor comem Atenas no tribunal dos 11 essa Separação é uma atenuação não menos necessária do que a precedente Tais ofícios tem a desvantagem de serem evitados pelas pessoas de bem tanto quanto possível e não é seguro confiá-los a malandros esses precisam muito mais ser eles próprios vigiados do que vigiarem os outros portanto Essas funções não devem pertencer a um cargo fixo nem estar sempre nas mesmas mãos mas sim ser Realizadas Ora por um Ora por outro principalmente dos
lugares em que a guarda da cidade é confiada a companhias de jovens Depois desses ofícios de maior urgência vem outros não menos necessários mas de uma ordem mais elevada e de um maior valor representativo pois exigem mais experiência e necessitam de maior confiança são os comandos de praça e dos outros oficiais militares eles são necessários tanto em tempo de paz como Em tempo de guerra para a Guarda dos portos e das fortificações Assim como para vigiar e manter em ordem o cidadãos aqui em maior ali Em menor número de acordo com a importância dos lugares
nos pequenos basta para todos um comandante em chefe chamam-se estes chefes extrategos ou polêmicas a cavalaria a Infantaria ligeira os arqueiros a Marinha Tem cada qual seus oficiais particulares chamados navarcas almirantes e parcas generais de Cavalaria taxi arcas coronéis e seus oficiais subterris locagos filacas e outros subordinados todos ocupados única e exclusivamente com os trabalhos de guerra embora Nem todas as funções de que acabamos de falar participem do manejo do dinheiro público mas como algumas estão amplamente envolvidas nisso é preciso que haja acima delas um outro magistrado que sem que ele mesmo administre coisa alguma
faça com que os Outros prestem contas de sua administração e a corrijam uns o chamam auditor outros inspetor de contas outros grande procurador Além disso uma magistratura Suprema de que dependam todas as outras é enfim necessária ela tem ao mesmo tempo o direito ordinário de impor os impostos e de inspecionar a Sua percepção em toda a parte onde o povo é senhor ela Preside as assembleias Pois é preciso que aqueles que as convocam tenham nelas A principal autoridade em alguns lugares ela é chamada a probulha ou consulta porque prepara as deliberações nas democracias em que
a massa decide soberanamente dão-lhe o nome de Senado após essas diversas espécies de magistraturas políticas Venham um outro tipo de Ministério Público relativo ao culto Divino que abrange depois dos sacerdócio a intendência das coisas sagradas o trabalho de conservar os Templos e os edifícios subsistentes e de reformar os que estão em Ruínas numa palavra tudo que diz respeito à religião algumas vezes todas Essas funções são Reunidas como nas pequenas cidades em outros lugares elas são separadas do sacerdócio como a do sacrificadores dos Guardiões e dos tesoureiros outro Ofício semelhante é o de superintendente do sacrifícios
públicos cuja lei não confiou aos sacerdotes mas Sim as comunidades de lar aqueles que presidem são chamados hora arcontes hora Reis ora Britânia recapitulando toda essa exposição constataremos que todos os ofícios do Ministérios necessários tem por objeto quer as honras devidas ao ser Supremo quero serviço militar quer administração das Finanças vale dizer a receita ou a despesa das rendas públicas quero abastecimento dos mercados ou a polícia da cidades dos portos e dos Campos além Da administração da Justiça o tabelionato dos contratos a execução da sentenças a guarda das prisões a auditoria e o exame das
contas a reforma dos abusos e das prevaricações enfim as deliberações sobre os negócios de estado os povos que gozam de maior lazer e de uma paz profunda ou que são em condições de sentir o secreto encanto do bem-estar e de obtê-lo para si mesmos tem ofícios próprios como a nomofilacia ou guarda das leis a inspeção do comportamento das Mulheres a disciplina das crianças o reitorado dos ginásios a intendência dos exercícios ginásticos das festas de barco e outros espetáculos do mesmo gênero desses oficios alguns como a disciplina das mulheres e das crianças não convém a democracia
cujo o povo quase só é composto de pobres que não tendo condições de se fazer servir por outros são forçados a empregar suas mulheres e suas crianças como domésticos Mais eminentes do que todas as outras A Conservação das leis a consulta e o Senado A primeira é própria aristocracia segunda ao oligarquia e a terceira a democracia nas grandes cidades que pelo grande número de cidadãos podem prover um em cada função não se deve conferir mais do que um cargo a cada um isto propicia Progresso a um maior número também é preciso que não se possa
retornar ao cargo em alguns casos se não após longos Intervalos e em outros ocupá-lo apenas uma vez na vida o trabalho é mais bem feito quando só nos ocupamos com um negócio do que quando somos obrigados a nos dividir em muitos na cidades pequenas a falta de gente força a que se confiram vários ofícios a mesma pessoa não se encontram pessoas nem para todas as funções nem para a sucessão de cada uma delas às vezes porém elas precisam das mesmas Magistraturas e da mesma constituição que as grandes com a única diferença de que uma são
com frequência forçadas a voltar sempre as mesmas pessoas e as outras só são obrigadas a isto após longos intervalos nada impede portanto que se acumula em vários cargos sobre uma mesma pessoa com tanto que suas funções não sejam incompatíveis é assim que se suspendem em o mesmo lustre várias velas se conseguimos Explicar bem quantas magistraturas são necessárias para toda a cidade e quantas sem serem necessárias são úteis compreende-se com maior facilidade Quais são as que podem combinar se e convém reunir na mesma pessoa é bom não ignorar tão pouco Quais são os ofícios cujas atribuições
segundo lugar deveriam ser aumentadas e Que objeto se devem por à disposição de uma única e mesmo autoridade por exemplo a vigilância da honestidade pública deve Pertencer o adorando o chefe de polícia unicamente nos mercados e praças públicas cabendo a outros funcionários em outros lugares ou deve ser exercida em todo lugar pelo mesmo será a coisa ou a pessoa que deve servir de regra para distinção será honestidade pública confiada a um inspetor No que diz respeito às mulheres e há um outro no que se refere as crianças também se deve saber se a diversidade das
formas de governo acarreta também alguma diferença Entre as magistraturas se suas atribuições são as mesmas na democracia na oligarquia na aristocracia e na monarquia sem maior diferença do que a aptidão das pessoas que não serão iguais nem semelhantes em toda parte mas diferentes em cada governo por exemplo na aristocracia serão escolhidos entre as pessoas instruídas na oligarquia entre os ricos na democracia entre os homens livres enfim há de se perguntar se a diferenças Entre essas magistraturas se há lugares em que elas convém outros em que se precise de diferentes ou se elas não apresentam outro
contraste se não ser conforme as dimensões dos Estados grandes em uns e pequenas em outros algumas são manifestamente particulares acertos estados como a de relator das leis ou pré consultor função que não é de modo algum democrática embora a deliberação Ou seja é bom no entanto que haja pessoas que examinam os problemas Antes do povo para que ele não perca em discussões do tempo de seu trabalho mas se forem poucos como devem ser será uma função oligárquica nos Estados onde há consulta e Senado os Consultores ficam acima dos senadores estes pertencem a uma instituição democrática
aqueles Oligárquica a autoridade do Senado perde-se nas democracias onde o povo reunido decide sobre todos os casos é o que acontece de ordinário quando os que compõem a Assembleia gozam de certa abastança ou eles conseguem um salário para assistir a ela pois quem tem lazer se reúne com prazer e participa de tudo é própria da aristocracia a inspeção das mulheres e das crianças tal função não é nem democrática nem Oligárquica como com efeito impedir as mulheres os pobres de saírem ou censurar as mulheres dos oligarquias acostumadas a viver no luxo mas isto é o suficiente
Sobre este ponto voltemos A Escolha dos magistrados ela apresenta três pontos examinar cuja combinação fornecerá todas as modalidades que procuramos A quem cabe nomear os magistrados de onde devem ser tirados como proceder cada um desses três pontos admite três soluções diferentes nomeação por todos os cidadãos ou apenas alguns dentre eles ou apenas dos de uma classe determinada quer pela renda quer do Nascimento quer Pelo mérito quer por alguma outra razão assim ouvem Megara alguns exilados que retornaram e subjugaram o povo pelo êxito de suas armas designação por eleição ou por sorteio essas diversidades podem combinar-se
duas a duas de modo que tais magistrado sejam eleitos por Tais cidadãos e os outros por todos uns escolhidos dentre eles outros tirados de tal classe uns Escolhidos por sorteio outros por eleição Cada uma dessas diferenças compreende ela a própria 4 modos pois ou todos escolheram entre todos por eleição ou todos entre todos pela sorte e entre todos juntos ou Entre todos divididos por sessões como tribos comunidades ou cúrias até que se tenha atingido a totalidade do cidadãos ou ainda entre todos mas parte pela primeira maneira parte pela segunda se a nomeação couber apenas alguns
eles nomearam ou Entre todos por eleição ou Entre todos pela sorte ou entre alguns quer por eleição quer pela sorte ou parte de um jeito parte de outro isso é dentre todos por eleição dentre alguns por sorteio isso de tal maneira que se pode chegar a 12 formas sem falar de suas combinações dentre essas formas duas são democráticas a nomeação por todos entre todos por eleição ou por sorteio ou das duas maneiras parte por eleição parte por sorteio Duas são republicanas a saber quando não são todos que nomeiam embora escolham dentre todos ou dentre alguns
quer por eleição quer por sorteio ou pelas duas maneiras quando escolhem alguns dentre todos e outros de uma classe especial e das duas maneiras isso é parte por sorteio parte por eleição a oligarquia escolhe apenas alguns dentre todos uns por eleição outros por sorteio ou das duas maneiras parte por sorteio parte por eleição é ainda mais Oligarquico empregar as duas maneiras a república aristocrática escolhe alguns dentre todos os cidadãos outros de uma classe particular ou alguns por eleição outros por sorteio que alguns escolham dentre alguns parte por sorteio parte das duas maneiras é oligárquico mas
já não é se alguns são escolhidos simplesmente dentre todos a aristocracia dá a todos a escolha dentre alguns O Poder Judiciário A ordem judiciária é o terceiro órgão da Constituição e do governo para estudá-la seguiremos aproximadamente o mesmo plano ele se reduz a estes três pontos de onde porque e como se escolhem os juízes de onde dentre todos ou em certa classe porque precisa-se de quantas espécies de tribunais como prover ao seu recrutamento por eleição ou por meio de sorteio comecemos pelas espécies de tribunais e De Juízes elas são oito a primeira para a apresentação
das contas e exame da conduta dos magistrados a segunda para as malversações financeiras a terceira para os crimes de estado ou atentados contra a Constituição a quarta para as multas contra as pessoas quer públicas quer privadas a quinta para os contratos de alguma importância entre particulares a sexta para os assassinos ou Tribunal Criminal distingue-se se o homicídio foi cometido na pessoa de um juiz ou de um particular se foi perpetrado premeditadamente ou involuntariamente se sendo certo fato só se trata da questão de direito se a ruptura de banimento Por parte dos exilados por assassino caso
quem Atenas se leva ao tribunal do poço ou frear o que só acontece raramente e apenas nas grandes cidades a sétima para os negócios dos Estrangeiros querem contra cidadãos além desses tribunais existem juízes para os casos mínimos tais como os de um até cinco dracmas ou pouco mais pois se é preciso julgar essas queixas elas não merecem porém ser levadas diante dos grandes tribunais falemos agora da nomeação do juízes objeto ainda mais interessante para o estado e que se mal concebido acarreta sedições e às vezes revoluções é preciso necessariamente que aqueles que devem Julgar todas
essas espécies de casos sejam nomeados ou por uma ou por outra dessas duas maneiras a eleição ou o sorteio ou para todas as espécies de matérias parte por eleição parte por sorteio ou para certos casos por uma ou outra dessas mesmas maneiras o que produz quatro diferentes procedimentos o mesmo tanto se produz no caso em que os juízes não são tirados da universalidade mas de certa classe de cidadãos pois Ou eles são tirados essa Classe para todas as naturezas de negócios e isto por eleição ou por sorteio ou parte por uma parte por outra maneira
ou o mesmo tribunal é formado de Juízes dos quais alguns foram eleitos e outros sorteados o que produz tantas diversidades quantas vimos mais acima as quais se devem acrescentar as que podem resultar das combinações por exemplo tal tribunal é formado de Juízes tomados indistintamente dentre o cidadãos tal outro de Juízes tirados de Certa classe tal outro é formado dessas duas maneiras Isto é parte pelo povo parte de tal classe e isto ou por eleição ou por sorteio ou das duas maneiras dessas maneiras possíveis de compor os tribunais as duas primeiras são democráticas os juízes são
escolhidos dentre todos e para todas as matérias os dois modos seguintes são oligárquicos pois os juízes são escolhidos de certa classe e tem uma competência Universal o Último modo é aristocrático ou Republicano o juízes são escolhidos dentre a universalidade do cidadãos e por outra parte então ou tal classe do melhor governo em toda a arte ou ciência que não se detém em qualquer dessas partes mas a barca o conjunto cabe considerar de um só golpe o que pertence a cada gênero por exemplo na ginástica deve-se saber qual pode ser o exercício do corpo para que
convém e qual o melhor Necessariamente o melhor convém a quem quer que tenha sido bem tratado pela natureza e dela tenha recebido as melhores disposições deve ser conveniente a todos e sobretudo ao maior número de resto se a exata ciência e o hábito dos exercícios de palestra não são do gosto de todos ao menos é preciso que o diretor do ginásio e o professor de exercícios que pretendem informar os outros na matéria tenham eles próprios Uma boa instrução sobre eles o mesmo deve dizer se da Medicina da arte de construir navios de costurar roupas ou
de qualquer outra arte No que diz respeito a arte política deve-se considerar não apenas qual é o melhor governo aquele que se deve preferir quando Nenhum obstáculo exterior se opõe mas também aquele que convém a cada povo pois nem todos são suscetíveis do melhor relatividade do melhor governo Cada povo recebeu da natureza certas disposições e a diferença dos caráteres é facilmente reconhecível se observarmos os mais famosos estados da Grécia e as diversas partes do mundo inteiro os povos que habitam as regiões frias principalmente da Europa São pessoas corajosas mas de pouco inteligência e poucos talentos
vivem melhor em liberdade pouco civilizados de resto e incapazes de governar seus vizinhos os asiáticos são mais inteligentes e mais Próprios para as artes mas nem um pouco corajosos e por isso mesmo são sujeitados por quase todos e estão sempre sob o domínio de algum Senhor situados entre as duas regiões os gregos também participam de ambas em sua maioria tem espírito e coragem consequentemente conservam sua liberdade e são muito civilizados poderiam mandar no mundo inteiro se formasse um só povo e tivessem um só governo no entanto eles têm entre si as Mesmas diferenças acima mencionadas
não tendo alguns se não uma das duas qualidades e possuindo os outros a ambas numa justa proporção é da Inteligência da coragem que depende a aptidão para casa civil certamente elas são necessárias para instituição de um legislador que queira estabelecer o reinado da virtude traçando o caráter dos guarda cívicos de sua República alguns pretendem que eles sejam mansos para com as pessoas Conhecidas e rudes para com Os desconhecidos o coração É de fato a faculdade da alma de que procede a benevolência e pela qual nós amamos quando porém ele se crê desprezado e irrita-se mais
contra as pessoas que são conhecidas e com as quais convive do que contra Os desconhecidos dirigindo-se aos seus o poeta aquiloco invectiva contra seus amigos de que tinha motivos para se queixar ó meu coração não é um amigo que te Ultraja em todos os homens procedem do coração humano e a liberdade é imperioso e Indomável assim não é verdade que se Deva ser Rude para com Os desconhecidos não se deve ser-lo para com ninguém e as pessoas de coração não Ouçam por sua natureza a menos que sejam ultrajadas por isso elas sentem mais o citados
a roubos contra seus desconhecidos quando deles recebem alguma ofensa há uma boa razão para isto não apenas se vê Frustradas pelo bem que esperavam deles mas também pelos danos aí tem origem os provérbios um ódio fraternal é o mais Implacável quem amava em excesso pode odiar eis aproximadamente quanto à formação de um estado as condições requeridas em sua matéria Isto é quantas pessoas o número e o caráter quanto ao lugar a grandeza e a qualidade dizemos aproximadamente pois não se deve buscar nas coisas sensíveis a mesma Precisão das coisas que estão no âmbito da Inteligência
a melhoria do regime estabelecido O legislador e o bom político não deve ignorar nem o governo que seja o melhor em si nem o que as circunstâncias permitem ou exigem nem finalmente Qual é o mérito daquele que é submetido ao seu exame quando lhes proponha examinar uma constituição já redigida é preciso que considere como ela pode existir desde a origem e como depois de seu Estabelecimento ela poderá conservar-se por longo tempo se por exemplo é verdade que o estado a que a destinam não é dos mais bem constituídos se carece do necessário se não sabe
tirar proveito de suas vantagens ou se tem outros defeitos é preciso sobretudo que conheçam a melhor forma de governo que possa convidar a todo estado o que escreveu a maioria dos autores o que disseram de bom e os erros de alguma importância em que caíram pois não é suficiente Conhecer a melhor forma é preciso ver em cada caso particular Qual é aquela que é possível estabelecer Qual é a mais fácil e a mais comum nos Estados existentes vemos hoje que alguns procuram unicamente a forma mais perfeita sem se preocupar em com os grandes custos de
que ela precisará outros preferem ela a uma mais comum subvertem todas as que existem e louvam acima de tudo abalar cerimônia ou outra qualquer parece-nos que se deveriam introduzir Constituições novas apenas na medida em que os povos após um exame ponderado de seus meios e de sua situação puderem e quiserem recebê-las de um acordo corrigir aqui existe não é menos incômodo do que instituir outras assim como é tão difícil perder quanto contrair hábitos um homem de estado deve ser em dúvida além do que já dissemos saber remediar os vícios do governo Ora como pode conseguir
isto se ignorar Quantas espécies de governo existem Nossos atuais políticos por exemplo só conhecem uma espécie de democracia e de oligarquia trata-se como vimos de um erro pois Existem várias portanto não se devem ignorar suas diferenças seu número nem de quantas maneiras elas se combinam Além disso deve-se saber quais são as boas leis e quais convém a cada forma de governo com efeito as leis devem ajustar se a constituição e não a constituição as leis a constituição é a ordem ou Distribuição dos poderes que existem no Estado Isto é a maneira como eles são divididos
a sede de soberania e o fim é que se propõe a sociedade civil as leis não são a mesma coisa que os artigos fundamentais da Constituição elas servem apenas de regra para os magistrados no Exercício do governo e também para conter os refratários donde se segue que as mesmas leis não podem convir a todas as oligarquias nem a todas as democracias portanto se esses Governos são de várias espécies é essencial conhecer suas diferenças para com elas combinar a legislação dificuldades de atribuição da soberania a principal dificuldade consiste em saber a quem deve saber o exercício
da soberania a massa aos ricos aos homens de bem ao homem mais eminente quanto ao mérito ou será preferível um monarca absoluto tudo isso apresenta graves inconvenientes se por serem superiores em número Aprovaram os pobres dividir os bens Os Ricos não será isso uma injustiça e se for preciso considerar justo todo o Decreto que emanar de tal soberano o que se qualificará de extrema iniquidade da mesma forma se na totalidade dos habitantes a maioria decide usurpar os pertences da parte menos numerosa isso não equivale a desagregar a sociedade ora sendo a justiça o principal bem
do estado não é possível que ela o dissolva ela não tolera tal roubo não é possível Que decretos tão injustos tenham valor de lei o mesmo pode ser dito das ações de um tirano sendo superior pela força Ele constrange o seu súditos será justo que algumas pessoas dominem em pequeno número por serem mais ricas e Se roubarem ao povo seus pertences não será a mesma injustiça se se perdoar a um porque não perdoar ao outro tudo isso é igualmente abusivo mas apenas os nobres devem governar e possuir toda autoridade Se for assim todos os outros
Cidadãos permanecerão sem participar dos cargos públicos pois chamam-se cargos públicos as magistraturas e uma vez que as mesmas pessoas governam constantemente todo o resto será eliminado será preferível que só haja um governante e que seja o mais Virtuoso E isto é ainda mais oligarquico e proporciona um número ainda maior de excluídos disse a talvez que cabe a lei dominar e Que não se pode agir de pior maneira do que substituindo-a pela vontade de um homem Sujeito como os demais as suas paixões Mas se a própria lei for ditada pelo espírito de oligarquia ou de democracia
de que nos servirá para elucidar a questão proposta haverá sempre os mesmos inconvenientes crítica das monarquias das 13 repressivas formas de governo a melhor é necessariamente a que é administrada pelos melhores funcionários Tais são aqueles que a sua frente tem um homem entre todos ou toda uma raça ou certo número de pessoas eminentes quanto a virtude estes capazes de comandar aqueles dispostos a obediência para levar conjuntamente a vida mais desejável sabe-se que na aristocracia as virtudes do homem de benção as mesmas do bom cidadão é evidente que os mesmos meios melhoram os particulares e os
estados que há uma enorme afinidade Entre a Monarquia e aristocracia que elas têm quase a mesma disciplina e os mesmos costumes e seu chefes não precisam de educação diferente da que forma o homem Virtuoso a monarquia é na nossa opinião um dos melhores regimes contudo é preciso examinar se é preferível para um para um povo que queiram ser bem governados ter ou não um rei se não há um sistema mais interessante ou se a monarquia sendo boa para uns não seria amar para os outros Vimos que praticamente só se devem considerar duas espécies de monarquia
aquela em que um só comanda como senhor de tudo onde o regime é uma administração por assim dizer familiar de um povo ou de um estado ou a que vigora na laçademonia assim o exame do valor da monarquia se reduz a esses dois pontos um se é bom que um só homem seja senhor de todos outro se é ou não vantajoso para um Estado ter um general Perpétuo escolhido Ou na mesma raça ou alternadamente em várias esta segunda questão relativa ao Comando Militar pertence mais a legislação do que a Constituição de um estado pois essa
dignidade pode existir em todas as formas de governo deixamos lá de lado portanto e detendo-nos na monarquia propriamente dita que é uma das três formas legítimas percorramos as dificuldades que se podem encontrar nela A superioridade da lei trataremos agora da questão do monarca absoluto que tudo decide conforme a sua vontade pois o que chamamos monarquia limitada não representa como acabamos de lembrar uma forma particular de governo podendo o comando Perpétuo dos exércitos ocorrer em qualquer República mesmo na democracia assim como na aristocracia com efeito a maioria confia a um só a autoridade do governo como
em epidauro Ponte onde ela é ainda mais restrita A chamada monarquia absoluta É aquela em que o rei faz tudo conforme a sua vontade a seu bel prazer ora alguns acham que não é natural que numa cidade composta de pessoas semelhantes apenas um seja senhor de todos os cidadãos entre semelhantes por natureza o direito dizem eles e a posição social devem ser os mesmos assim como seria pouco saudável que as pessoas desiguais tivessem a mesma quantidade de alimento ou como seria ridículo que Vestissem roupas o mesmo tamanho assim também quanto as magistraturas não seria justo
que os iguais participassem delas de forma desigual não deve haver para todos senão uma mesma medida de mando e de sujeição e cada qual deve ter a sua vez e isto decorre da ordem essencial das coisas e Por conseguinte é uma lei eterna a qual é preferível obedecer do que ter que sujeitar-se a um cidadão qualquer pela mesma razão se é preferível confiar O governo a certo o número de homens estes devem ser escolhidos apenas como Guardiões e ministros das leis pois não se pode passar sem magistrados mas que haja um só magistrado sendo todos
os cidadãos semelhantes é o que essas mesmas pessoas consideram injusto quanto ao que a lei parece não poder determinar ninguém que não for orientado por ela pode vangloriar-se de enxergar mais claro quando porém ela exprime claramente sua intenção entrega retidão Dos magistrados o julgamento do restante permite-lhes até suprir como julgar em melhor o seu silêncio se encontrarem algo melhor do que o que ela ordenou querer que o espírito comande equivale a querer que o comando pertence a Deus e as leis associá-lo ao animal irracional com efeito a paixão transforma todos os homens em Racionais A
animosidade principalmente torna cegos os altos funcionários até mesmo os mais íntegros A lei pelo contrário é o espírito desembaraçado de qualquer paixão citaram sim muito cabimento o exemplo das Artes especialmente o da Medicina acrescentando que na prática não se devem consultar os preceitos escritos e que é preferível confiar nos profissionais que tem experiência os médicos não fazem por amor ao doente nada contrário a razão sua primeira preocupação é curá-lo feito isto recebem seus honorários e se retiram ao passo Que aqueles que estão à frente do governo fazem muitas coisas por ódio ou por favor mas
se se suspeitasse que solicitados por inimigos os médicos matassem por dinheiro não se exitaria em preferir em encontrar a cura nos livros o que também causa certa prevenção contra os médicos é que eles próprios desconfiam de suas luzes quando estão doentes e recorrem a seus colegas também os professores esgrima recorrem a outros mestres de sua profissão quando querem Exercitar-se por não ser possível distinguir a verdade através de suas prevenções e não quererem ser juízes em seus próprios casos é claro que aqueles que só buscam a justiça procuram mediador entre os dois adversários ora este mediador
é a lei aliás passe necessária uma distinção entre as leis aquelas que estão impressas nos costumes dos povos tem uma autoridade bem maior e uma importância bem diferente das que estão escritas Se a intuição do chefe de estado for mais segura do que essas últimas não o será mais do que os costumes acrescente-se a isto que não é fácil que um só homem bate para inspeção de tantas coisas ele precisa de vários magistrados sob suas ordens que importa pois que este sejam designados desde o princípio ou que ele próprio os proveja depois de resto se
como já dissemos um homem Virtuoso é digno de governar pela superioridade de seu mérito com mais Forte razão como desomero dois bravos companheiros quando caminham juntos é isso também que faz com que hm não deseje ter 10 conselheiros sábios como Nestor ainda hoje temos magistrados autorizados a arbitrar como juízes em certas matérias sobre os casos não previstos pela lei já que não é possível que ela governe ou julgue perfeitamente pois no que ela pode definir não resta dúvida de que se Deva ceder a sua autoridade Existem porém coisas que podem constar de suas disposições e
outras que não é isto que faz com que se exite e se questione sobre se é preferível ser governado por excelentes leis ou por um homem excelente como não é possível fazer leis sobre casos particulares é preciso que o homem a Supra ninguém diz o contrário mas será um só ou serão vários por melhor que julgue o magistrado guiado pela lei seria estranho que um homem que só tem dois Olhos duas orelhas dois pés e duas mãos disse Ouvisse e decidisse melhor do que vários de órgãos atualmente mesmo os príncipes que detêm sozinhos as rédeas
do governo multiplicam seus olhos suas mãos e seus pés confiando a seus favoritos uma parte dos negócios de estado se estes não forem bem intencionados para com ele servi-loão mal se forem seus amigos serão também de seu estado a amizade supõe igualdade e Semelhança portanto se Os considera dignos de governar consigo reconhece que o governo pertence igualmente aos iguais e semelhantes em suma Tudo se resume em saber se é mais vantajoso para um Estado ser governado por um homem muito eminente quanto as virtudes ou por leis excelentes aqueles que preferem o governo monárquico se baseiam
no fato de que as leis sendo concebidas em termos Gerais não poderiam dar conta dos casos Particulares consideram uma loucura em qualquer arte que um homem procure nos livros o que deve ordenar no Egito os médicos só tem permissão de purgar seus doentes após o quarto dia se o fizerem antes é por sua própria conta e risco pela mesma razão não pode haver estado perfeitamente governado quando se está limitado a governar de acordo com o texto da Lei não que não se devam conhecer os princípios gerais e as regras um guia Desapaixonado é sempre mais
seguro do que aquele em que as paixões são inatas ora a lei não tem paixões o espírito humano pelo contrário está naturalmente sujeito a elas mas não é menos verdade que os casos particulares são melhor acertados pelos homens do que pela lei portanto é preciso que ele preencha seu silêncio ou então a totalidade do Povo entre nós é o povo que toma conhecimento dos negócios até mesmo o dos particulares delibera sobre eles e os Julga um homem Qualquer que seja ele comparado a multidão deve provavelmente hora o estado é formado pela multidão suas assembleias se
parecem com aqueles banquetes a que vários trazem suas contribuições e sempre superam qualquer mesa particular da mesma forma em muitas coisas a multidão julga melhor do que um particular Qualquer que seja ele além disso ela é menos fácil de se corromper Sendo semelhante a água que quanto mais é abundante menos está sujeita a corrupção quando um juiz se deixa levar pela Cólera ou por qualquer outra paixão sua sentença recebe necessariamente a marca disto numa multidão é difícil que todos os espíritos sejam coléricos ou suspeitos de erro suponhamos pois um povo composto de pessoas livres que
respeitam a lei e asseguem em todos os casos salvo os que escapam a sua previdência ou se este Povo não é fácil de encontrar suponhamos pelo menos vários homens de bem e bom cidadãos não serão eles mais fáceis de se corromper do que um só sendo todas as pessoas de bem e tendo a vantagem do número pois deve-se supor a seu lado uma maioria certa se argumentar em que um só não é sedicioso mas vários podemcê-lo responderei que as pessoas de bem também são uma só pela Unidade de espírito portanto quer se junte ao poder
de Comandar o de executar quer eles sejam separados a aristocracia que é o governo de várias pessoas de bem é preferível para todo estado a monarquia que é o governo de um só todo o problema está encontrá-las razão Histórica de ser da monarquia se antigamente se deixaram governar por Reis é sem dúvida porque raramente se encontravam ao mesmo tempo várias pessoas eminentes quanto ao mérito sobretudo nas pequenas cidades como eram As dos velhos tempos elegiam-se aliás como Reis homens assinalados por sua generosidade marca que cabe a pessoas de Skol mas quando os homens de mérito
começaram a se multiplicar não se quis mais aquele governo procurou se algo mais conveniente ao interesse comum e se formou uma república quando em seguida as repúblicas se corromperam pela cobiça dos funcionários que se locotavam as custas do Estado formaram-se ao que tudo Indica oligarquias em que as riquezas tiveram a primazia da oligarquia os grandes passaram ao despotismo e depois o despotismo deu lugar a democracia sua cupidez excitada pelos lucros ilícitos reduzindo aos poucos o número de colegas para ganhar mais insuflou o povo contra eles e determinou a apostar-se da autoridade é a única forma
que prevaleceu desde que a cidades cresceram e talvez tenha sido difícil substituí-la por outra se tu Pusermos porém que em geral a monarquia convém mais aos grandes estados que partido tomar com relação aos filhos dos Reis deve ser hereditário certo ficaremos expostos a cair nas mãos de mau sucessores como aconteceu algumas vezes Dirce a que o pai terá o poder de não lhe passar a coroa mas não devemos esperar por isto essa renúncia está muito acima da virtude que a natureza humana comporta A segunda questão relativa ao executivo consiste em saber de que força um
rei deve dispor para submeter os Rebeldes e como deve fazer o uso dela na execução do mando Pois por mais constitucional que o suponhamos não fazendo nada movido por sua própria vontade nem contra as disposições da Lei mesmo assim precisará de algum poder para manter as leis não é difícil determinar a força que ele é necessária ele deve ter uma força tal Que seja mais poderoso do que cada um em particular e do que a reunião de vários mas mais fraco do que a nação inteira Esta é a medida observada pelos antigos na vigilância que
exerciam sobre os que chamavam de tiranos ou iceminetas alguém aconselhou auxílio acusando que regulassem da mesma forma a importância da Guarda que lhe impedia conveniência da monarquia para certos povos eis aproximadamente o que se Alega Contra a monarquia mas isto pode ser verdade para alguns povos e não para outros alguns existem que são naturalmente dispostos ao governo despótico outros ao Republicano cada um desses governos tem sua justiça e sua conveniência apenas a monarquia absoluta e as repúblicas e moderadas não são naturais são antes contra a natureza conforme o que foi dito é claro que não
é nem justo nem útil que entre iguais e semelhantes um só seja senhor de todos Os outros tanto se ainda não tiverem E se ele tomar o lugar dela quanto Se tiverem sim uma lei tão pouco é justo ou útil que um homem de bem domine pessoas de bem ou que um ser sem virtude domine os de seus gênero mesmo que tenha sobre eles alguma espécie de mérito a apenas uma exceção sobre a qual já dissemos alguma coisa ela procede da distinção dos gêneros de súditos próprios para viver sobre um rei sobre a aristocracia ou
em república O povo próprio para viver sob o governo monárquico é aquele que está acostumado de nascença ao jugo de uma família reconhecidamente excelente na arte de governar o povo próprio para aristocracia é aquele que tolera naturalmente e sem dificuldade o governo de pessoas livres que tem num grau superior as virtudes próprias ao mando a nação destinada a República é aquela cujos homens são naturalmente belicosos igualmente próprios para mandar e Obedecer em conformidade com uma constituição que distribui os poderes aos ricos segundo os seus méritos assim quando toda uma raça ou um indivíduo entre outros
se sobressai pelo mérito a ponto de nenhum outro poder ser lhe comparado então não há dúvida de que esta raça e este homem devem ser preferidos e que se Deva fazer deles Reis absolutos e dar o cetro a um só é direito dos povos quando formam um estado optar entre a aristocracia a Oligarquia ou a democracia e entregar o poder a quem lhes parecer bastar ou exceler embora nem todos meçam com a mesma régua a suficiência ou a excelência estes princípios de direito não são apenas os nossos mas também os que todos os autores de
constituições seguiram seria Infame mandar matar banir ou afastar pelo ostracismo Tais personagens ou mesmo submetê-los alternância do mundo e da Obediência Embora não seja natural que a parte esteja acima do todo a exceção no caso daquele que possui tão eminentes títulos disso resulta pois que sozinho ele governe todos para sempre como o senhor absoluto da administração mas já falei bastante da monarquia examinamos suficientemente se ela convém a cidades a Quais delas e como crítica das repúblicas parece-nos a ver duas categorias notáveis de repúblicas pois assim como Distinguimos os ventos entre setentrionais e meridionais dos quais
os outros são apenas desvios ou variedades tais como Zefiro que relacionamos com o vento do norte e o Euro com o vento do sul assim também se dividem as repúblicas em duas classes a oligarquia sobre a qual se coloca aristocracia como sendo apenas um tipo de oligarquia e a Democracia cujo nome permanece ligado a outra espécie de república assim também como a harmonia é dividida Por alguns em dois modos o dórico e o frígio aos quais relacionam todos os demais e dão nome a todas as suas composições musicais de ordinário se formam a exemplo desses
dois modos todas as repúblicas mas é melhor só admitir como bem constituídas uma ou no máximo duas espécies as outras são como que desvios ou da boa Harmonia ou do bom governo as oligarquias por terem muita intensidade E muito despotismo E as democracias por Serem muito relaxadas e próximas da dissolução se ambas tem certa espécie de Justiça só possuem até certo ponto e não alcançam a justiça nem exata nem perfeita a igualdade e seus limites o bem É o fim de toda ciência ou arte o maior bem É o fim da política que supera todos
os outros o bem político é a justiça da Qual é inseparável interesse comum e muitos concordam em considerar a justiça como dissemos em nossa ética Como uma espécie de igualdade se há dizem os filósofos algo de Justo entre os homens é a igualdade de tratamento entre pessoas iguais hora em que consistem a igualdade e a desigualdade é o que devemos saber A questão não é nem alheia política nem destituída de dificuldade a igualdade parece ser a base do direito e o é efetivamente mas unicamente para os iguais e não para todos a desigualdade também é
mas apenas para os Desiguais ora Uns e Outros põem de lado essa restrição e se iludem Já que é sobre eles próprios que sentenciam pois de maneira bastante ordinária os homens são maus juízes a seu próprio respeito a igualdade da qual resulta a justiça ocorre como igualmente o demonstra Nossa ética nas pessoas e nas coisas concorda se facilmente sobre a igualdade das coisas sobre a das pessoas erguem se protestos porque mais uma vez os homens se tornam cegos sobre si mesmos e tendo De uma e de outra parte razão até certo ponto querem dar a
seu direito uma extensão ilimitada a igualdade política não dependeria apenas da pessoa mas também do patrimônio suponhamos que o patrimônio de 500 pessoas seja igual ao de mil outras deve-se em imaginação dividir o patrimônio de 500 em mil partes para que as mil pessoas que não têm cada uma serão um milésimo tenham juntas um poder Igual ao das 500 ou então fazendo abstração das riquezas só se deve em considerar as pessoas qual dessas três soluções convém mais a igualdade Popular os Democratas só consideram justo O que foi decidido pela maioria dos opinastes os partidários da
oligarquia pelo contrário O que foi desejado pela maior quantidade de propriedades não tendo o voto peso para eles se não em razão do que se possui em terras ambas as opiniões pecam por excesso e Por injustiça a dos oligarcas leva a tirania e tem como consequência que se um homem possui sozinho mais patrimônio do que os outros ricos será o único a ter direito de governar a dos Democratas abre caminho para a pilhagem se bastar ter maioria para ditar a lei os indigentes confiscarão os bens dos ricos que estão em minoria qual então pode ser
a igualdade com que as duas partes devem contentar-se é o que é preciso considerar segundo a própria Definição dos direitos sobre os quais Uns e Outros fundamentos suas pretensões a lei dizem eles é o que agrada a maioria dos cidadãos suponhamos verdadeiro este princípio Embora esteja longe disso já que o estado se compõe de dois tipos de pessoas os pobres e os ricos será a vontade de 11 e de outros ou da maior parte deles que ditará a lei se eles porém forem de opiniões contrárias será aquela tanto da maioria das pessoas Quanto dos que
tem a maior parte dos bens suponhamos por exemplo estes em número de 10 e aqueles em número de 20 que haja de um lado seis ricos e 15 pobres e do outro 5 pobres e quatro ricos basta somar a riqueza desses quatro ricos as dos cinco pobres assim como a dos seis ricos a dos 15 pobres e comparar as duas somas a preponderância caberá ao partido cujos bens forem superiores Qualquer que seja o número de pessoas do partido Adversário se forem iguais haverá a mesma incerteza que nos casos em que as opiniões de uma assembleia
ou de um tribunal estão divididas hipótese em que se deve recorrer ao sorteio ou algum outro recurso em matéria de igualdade e de Justiça não é fácil encontrar a verdade exata é bem mais fácil consultar a sorte do que persuadir os que podem ser os mais fortes os fracos não pedem mais do que Igualdade e justiça mas os mais fortes pouco se importam com isso se os homens tivessem se reunido em razão de seus bens e tivessem informado uma sociedade puramente real o cidadãos teriam na cidade um direito proporcional às suas Posses os oligarcas então
teriam certa razão em Pretender a Vitória pois não é justo que aquele que de 100 Minas só contribuiu com uma participe quanto ao principal e quanto aos lucros obtidos de forma igual ao que forneceu todo o Resto mas como vimos não é esta base do Estado também se fosse por causa de uma desigualdade pessoal qualquer que decorresse a divisão dos cargos Isto é se havendo a semelhança que houver entre duas pessoas sob qualquer aspecto a preferência fosse dada a quem fosse superior numa qualidade qualquer que não o mérito seria preciso escolher os homens pela cor
da pele pela altura ou por alguma outra superioridade Semelhante neste caso o erro seria Manifesto podemos convencer-nos disso pelo que se pratica quanto aos outros talentos quando se trata da superioridade entre flautistas não se consideram o nascimento por serem mais nobres não tocam melhor a flauta A preferência é concedida aos que são melhores no instrumento se isto não basta para demonstrar o que digo é suficiente levar mais adiante a comparação Tomemos um excelente flautista mas de beleza e nobreza inferiores embora a nobreza e a beleza estejam muito acima da Flauta e sejam apreciadas num grau
muito mais alto do que este talento será a capacidade musical que se darão as honras da flauta para levar em consideração o nascimento ou a riqueza da pessoa seria preciso que contribuíssem para o talento e para obra ora isto não acontece segundo mesmo sistema poderíamos Comparar qualquer vantagem Com Outra vantagem qualquer pois se a grandeza Vale alguma coisa ela também entrará em confronto com as riquezas e com a liberdade assim se um formar e superior em altura do que o outro em mérito e a vantagem de estatura superar a diferença de virtude nada mais haverá
que não se possa comparar pois se tal grandeza vence tal grau de mérito a igualdade também ocorrerá Entre esses diferentes gêneros Mas como Isto é absurdo é claro que uma desigualdade ou superioridade qualquer não é uma razão suficiente para Pretender os postos e os cargos públicos do fato de um ser mais pesado e outro mais rápido não se segue que se deve dar mais para este menos para aquele esta diferença é uma razão nos jogos ginásticos mas é nula em qualquer outra carreira para os cargos públicos a concorrência só pode ser concedida ao gênero de
mérito necessário a Constituição e a conservação dos estados e por consequente a nobreza a liberdade e as riquezas precisa-se de pessoas livres que tenham riqueza suficientes para sustentar os cargos não é possível que um estado subsista composto inteiramente de pobres nem totalmente formado de escravos se se precisa dessas pessoas precisa-se ainda mais de justiça e de forças armadas sem isso É totalmente impossível que um país seja habitável mas se passar sem Escravos e trabalhadores manuais é irreal é ainda mais difícil conseguir uma morada agradável sem aqueles que fazem pela força reinar a justiça as pretensões
concorrentes de fato tenho as maiores razões para duvidar de que o estado possa ser feliz sem uma boa disciplina e sem virtude portanto é preciso que os iguais num ponto evitem Pretender a igualdade em tudo e reciprocamente que as pessoas superiores em alguns gênero não Pretendam a superioridade absoluta todo estado em que os espíritos estão infectados com um ou outro destes dois erros é necessariamente vicioso cada tese tem para si como já foi dito certa aparência de Justiça mas não um direito puro e simples os ricos por possuírem a maior parte do território comum e
porque de ordinário se trata comercialmente com eles de preferência os homens livres e os nobres por serem mais próximos e mais afeiçoados ao Estado do que os de condição objeta por toda terra honram-se os nobres de sua região Além disso é moralmente certo que os fidalgos só geram fidalgos e a nobreza é uma virtude inerente ao sangue sustentamos igualmente que o mérito tem justos privilégios a probabilidade principalmente é uma virtude social que traz consigo todas as outras por outro lado a maioria deve sobrepujar a minoria se as compararmos a maioria como um todo será mais
poderosa e melhor Suponhamos Pois todos no mesmo estado por um lado tudo que houver de homens eminentes de pessoas ricas e de Nobres por outro lado o excedente dos indivíduos que formam a massa ou simples povo sabe-se a quem deve caber o governo a solução desse problema depende do gênero de constituição que se prefira todos os estados diferem entre si pela maneira com que os poderes são distribuídos sendo um dominado pelos Ricos outro pelos homens de mérito eminente e um terceiro por diversas pessoas e cada um resolverá indubitavelmente o problema de acordo com seus princípios
suponhamos no entanto um concurso simultâneo de todas essas espécies de gente como devemos determinar sua posição na sociedade Se as pessoas de mérito formarem a minoria que regra se deverá usar na divisão será preciso examinar se seu pequeno grupo basta para O governo ou se é grande o bastante para satisfazer a formação de um estado inteiro a concorrência dessas diversas pretensões é bastante delicada o direito baseado nas riquezas ou na nobreza é mais do que duvidoso se forem razões justas para pleitear autoridade Será preciso dizer que o mais rico de todos deve levar a melhor
contra todos os homens livres que como ele aspiram ao governo a aristocracia Apresenta os mesmos inconvenientes se houver alguém que ultrapasse os outros em mérito segue-se que o governo só pertence a Ele o mesmo ocorre com a multidão ou simples povo se for preciso por ser mais poderosa do que um punhado de particulares que ela faça lei seguir se há que se um só homem ou um grupo menos numeroso do que a multidão chegarem a se tornar mais poderosos terão mais direitos do que ela ao governo em tudo isso não há nenhuma Causa justa para
dar alguns o direito de mandar e para impor a outros a obrigação de obedecer o povo retorquirá aqueles que querem sob pretexto de superioridade quanto ao mérito ou a opulência por se a frente do estado que a multidão como é bem possível reúnem cada um em particular pelo menos todos juntos mais mérito e maior riqueza a mesma resposta servirá antecipadamente para uma outra questão Pergunta-se se nesse caso legislador que sinceramente desejar fazer a melhor constituição possível deve preferir visar ao interesse das pessoas de bem ou ao do Povo deve-se respeitar a Equidade ora a Equidade
manda que se prefiro o interesse do Estado inteiro Isto é o interesse comum de todos os cidadãos de resto embora em geral o cidadão seja aquele que participe da alternância entre governar e ser governado ele é Diferente em cada forma de governo na melhor delas é cidadão aquele que pode governar e que quer ser governado durante toda sua vida em conformidade com a virtude se houvesse um ou mais personagens em número reduzido demais para formar o estado sozinhos mas de um mérito maior do que qualquer outro tão grande que nem todos os outros juntos pudessem
ser comparados pela virtude ou pelo talento de governar a ele se for um só a eles se forem muitos seria preciso Por serem superiores a todos os outros membros do estado tirá-los da condição de simplicidade estando tão abaixo os outros estariam mal situados para quererem participar de igual forma que eles na distribuição dos cargos públicos tal personagem seria como um Deus entre os homens ora só cabe fazer leis entre Iguais por Nascimento e por talento não pode haver Tais leis para ele ele seria para si mesmo a sua própria lei quem Quer que tentasse prescrever-lhe
leis cairia no ridículo e poderiam responder-lhe como na fábula de antístenes responderam os leões as lebres que durante uma assembleia geral e por proposta de seus oradores haviam decretado que daí em diante todos os animais seriam iguais a exceção do gênio os estados Democráticos ostentam acima de tudo a igualdade foi este zelo que fez com que imaginassem o ostracismo É tolerada nem por riqueza nem por credibilidade nem por poder e desde que um homem alcance tal preponderância é banido por um tempo determinado pela lei a mitologia ensina-nos que foi este o motivo pelo qual os
argonautas devolveram Hércules a terra e o abandonaram não queria Remar com os outros no Argos acreditando-se muito acima dos Marinheiros Talvez não haja tanto mal como pretendem os inimigos da monarquia absoluta no Conselho de periandro atracípulo que lhe enviaram o embaixador para consultá-lo nada respondeu ao enviado mas tendo observado num campo algumas espigas maiores do que as outras abateu-as para igualar todos os talos com isso traz ídolo sem que o enviado lhe Contasse Nada Além do fato cujo motivo ele próprio ignorava compreendeu o que deveria desfazer-se de todos os personagens preeminentes Este recurso não é
apenas útil e Familiar aos tiranos como também é comum nas oligarquias e nas democracias o ostracismo tem por objeto apenas deter e afastar os que se distinguem demais o soberanos agem da mesma forma para com estados ou Nações inteiras foi assim que agiram os atenienses para com os de Samos de que os e de lesbos tão logo puderam os rebaixaram contra fé dos tratados da mesma forma o rei da Pérsia humilhou e saqueou os medos os babilônios e outros insolentes que não Se cuidaram durante a prosperidade é um problema saber se os estados mais bem
constituídos podem permitir se os mesmos remédios pois nos governos viciosos em que os potentados só pensam em sua própria utilidade Este é um recurso comum ele é também praticado nos que visam ao interesse público que nisso imitam as outras Artes ou ciências por mais notável que seja um pé por sua beleza um pintor jamais orar em seu quadro se Estiver fora de proporção com os outros membros nem o construtor de navios porá em seus estaleiros uma polpa ou outra parte grande demais nem o Corifeu reunirá a seu elenco um ator grande demais ou marcante demais
pela beleza de seu canto neste ponto Os Monarcas podem Agir como os outros governos se disso depender a segurança do estado e a tranquilidade de seu súditos quando surgem partidos ou indivíduos poderosos demais ostracismo não é inteiramente Destituído de razões políticas Sem dúvida seria melhor que desde a primeira instituição O legislador constituísse seu estado de maneira que jamais precisasse usar de tal remédio porém se a ocasião se apresentar deve usar melhor o remédio do que o fazem alguns estados que se preocupam muito pouco com o bem público e só empregam ostracismo para excitar rebeliões que
se trate de um remédio justo e útil aos Estados corrompidos Não há dúvida mas Certamente Não é justo em todos os casos a dificuldade seria maior num estado bem constituído não se trata da superioridade em qualquer outro gênero como enriquezas em poder em crédito suponhamos porém que um homem revele um mérito eminente demais que fazer em tal caso não se dirá por certo que seja preciso banilo ou submetê-lo ao poder de alguém seria mais ou menos como se alguns Aventureiros dividindo autoridade Suprema para exercê-la em rodízio quisessem mandarem Zeus só resta tomar um partido que
todos como parece ditar a natureza obedeçam sem reservas até o homem e que ele reine perpetuamente no estado os direitos do número quanto ao saber se não é preferível que o governo e a autoridade permaneçam com o povo a pertencerem as pessoas de bem quando Estas são minoria trata-se de uma dúvida que parece resolvida de antemão Pela afirmativa que tem alguma aparência de verdade com efeito pode acontecer que estando reunida a maioria da qual cada particular isoladamente pouco se preocupa com a virtude ela vale a mais coletivamente do que os poucos outros assim como jantar
Como já se disse aonde todos levam sua contribuição pode ser melhor do que aquele cujas despesas são pagas por um só no povo Cada um tem sua parte de prudência e de virtude e quando Estão reunidos o conjunto é mais ou menos como um homem que tivesse vários pés várias mãos e um número maior de sentidos a mesma estimativa deve ser feita sobre sua inteligência e seus hábitos Morais assim vemos que o público julga melhor do que ninguém sobre música ou poesia uns criticam um trecho os demais um outro e todos captam o forte e
o fraco do conjunto da obra as pessoas de bem diferem do vulgo quando as comparamos Uma uma assim como uma pessoa bonita difere de uma feia mas uma pintura é superior a realidade refiro-me a esses quadros onde se reuniram num único sujeito os traços de beleza dispersos entre vários objetos reais mesmo se as partes destes corpos o olho de um e tal outro membro de outro quando comparada separadamente com a obra de arte a ultrapassem Mas esta superioridade da maioria sobre algumas pessoas de bem será certo em Todos os povos e em toda a maioria
não usaríamos garanti-lo ela parece até mesmo impossível em alguns lugares caso contrário seria preciso conceder a mesma prioridade aos rebanhos de animais pois alguns povos pouco diferem deles quanto a estupidez em compensação a outras nações em que o que acabamos de dizer Pode ser perfeitamente verdadeiro é com esta distinção que se deve resolver a questão levantada determinar se há por seu intermédio O Que se deve deixar em poder dos homens livres e da maioria dos cidadãos tais como os que não tem nem Fortuna nem prestígio por um lado confiar-lhes os cargos mais importantes não é
seguro por causa de sua corrupção e de sua ignorância que fariam com que cometessem grandes injustiças e graves erros por outro lado privados de toda a participação seria perigoso pois onde se encontram muitos pobres e pessoas excluídas também se Encontram necessariamente Outros tantos inimigos do Estado portanto resta que eles sejam admitidos na deliberação e no julgamento é por isso que solo e alguns outros legisladores lhes concedem as eleições e a censura dos magistrados sem contudo tolerar que exerçam sozinhos alguma função pública embora cada um em particular não tenha condições de julgar reunidos eles têm bom
senso suficiente e juntamente com pessoas de melhor nível podem ser de alguma utilidade assim como Alimentos grosseiros misturados com outros finos alimentam melhor o corpo do que uma pequena quantidade de pratos delicados todavia este arranjo não deixa de apresentar dificuldades em primeiro lugar parece que julgar sobre o tratamento de uma doença só cabe ao homem que estiver ele próprio em condições de cuidar do doente e de curá-lo Isto é ao médico e isso também ocorre em todas as outras artes do Âmbito da experiência assim como médico não deve prestar contas de seu método se não
há outros médicos e não pode por tanto ser repreendido senão por eles assim também é diante de seus emullos que os outros praticantes de artes são responsáveis entendemos por médico tanto aquele que pratica medicina como artista como aquele que ordena e aquele que adquiriu conhecimentos na arte tais como se encontram em todos os demais esses Últimos não são menos competentes para julgar do que os doutores o mesmo deve ser dito a respeito das eleições bem eleger é próprio dos que sabem por exemplo dos geometras em matéria de geometria e dos pilotos em matéria de pilotagem
pois se a competência se achar no simples particulares pelo menos estes não julgam melhor do que as pessoas instruídas Parece pois que não se deveria deixar ao Vulgo nem a eleição nem a censura dos magistrados tudo isso talvez não fique sem resposta se tomarmos o povo coletivamente sobretudo se não tiver Nascido Para a servidão nem sido embrutecido pela escravidão Como já disse cada um será menos capaz de julgar do que os outros mas todos juntos julgarão melhor ou tão bem quanto eles Há muitas coisas em que o artista não é O único nem o maior
conhecedor outros são igualmente competentes sem exercer a mesma arte por exemplo quanto a uma casa não cabe ao arquiteto saber como ela deve ser mas sim a quem a usa ou o seu Intendente da mesma forma o piloto julga melhor sobre o Leme do que o carpinteiro e o dono da casa ou organizador do banquete do que o cozinheiro essa comparação basta para resolver a questão quanto a outra questão que depende dela Pode parecer absurdo que é a raia miúda Dispõe dos maiores interesses do Estado Não há nada mais importante do que a eleição e
a censura dos magistrados no entanto Em certas repúblicas elas são entregues ao povo a assembleia popular é Senhora de tudo pessoas de todas as idades e de renda mínima são nela admitidas deliberam e julgam enquanto que todos os outros cargos tais como a intendência do Tesouro público e o Comando do Exército são entregues apenas aos que tem grandes rendas Esta dúvida resolve-se da mesma forma e as coisas foram assim ordenadas provavelmente com razão quem Então faz a lei não é nem tal juiz nem tal Conselheiro nem tal assistente ou membro da Assembleia mas sim o
tribunal o conselho o povo do qual cada um deles é apenas uma parte Qualquer que seja sua dignidade e cuja renda é no conjunto maior do que a de qualquer dos particulares ou do pequeno número de Altos funcionários portanto em nossa Opinião é com sabedoria que as matérias mais importantes são reservadas ao povo o resultado de toda essa dissertação é que em geral é preciso que acima de tudo quando a lei tiver sido livremente Aceita seja ela a dominar só se deve entregar algum poder aos que governam monarcas ou outros para os casos particulares que
podem acontecer e não são fáceis de colocar numa expressão geral de resto não explicamos ainda quais as Leis que devem ser consideradas bem feitas assim o problema permanece de pé mas necessariamente é preciso que elas tomem o caráter da Constituição sejam boas ou mas justas ou injustas como ela e sejam adaptadas ao estado para o qual foram feitas assim se a forma de governo for boa Elas serão justas se for depravada serão injustas como numa consequência necessária a alternância do mundo e da Obediência dizem como mente que o fundamento do Governo democrático é a liberdade
como se só houvesse Liberdade nessa forma de governo dizem também que este é o alvo visado por toda a democracia ora um dos apanágios da liberdade é que todos alternadamente mandem e obedeçam dessa diferença entre perpetuidade e alternância dependem a disciplina e a instituição se houvesse uma raça de homens que superasse tantos outros quanto imaginamos que os deuses e os Heróis o fazem se essa superioridade se manifestasse primeiramente pelo porte e pela boa aparência depois pelas qualidades da alma e fosse indubitável para os inferiores o melhor sem contestação seria que seu governo fosse Perpétuo e
que as pessoas se submetessem a ele de uma vez por todas mas como com exceção segundo dos indianos de ordinários Reis Não apresentam superioridade tão acentuadas sobre seu súditos é preciso que todos os Cidadãos mandem e obedeçam alternadamente e isto por várias razões primeiro é essencial para a igualdade que só haja uma mesma condição entre semelhantes depois é difícil que um governador dure muito se for constituído contra este princípio de Equidade aos descontentes se soma a gente do campo sempre a vida de novidades e Qualquer que seja o número dos Altos funcionários não pode ser
grande o bastante para que eles sejam os mais Fortes Não há dúvida porém de que Deva haver uma diferença entre os governantes e os governados cabe ao legislador decidir como ela será e como repartirá os poderes já dissemos que a natureza manifestou sua opção pela diferença de idades que dá a espécie humana de um lado os jovens de outro os velhos cabe aos primeiros obedecer e ao segundo os mandar ninguém se zanga ou se sente desonrado por ceder Aos mais velhos na esperança de alcançar as mesmas honras quando tiver a idade conveniente pode-se portanto dizer
que os mesmos mandam e obedecem mas são porém diferentes assim a disciplina deve ser em parte a mesma e em parte diferente pois de acordo com o provérbio para bem comandar é preciso ter antes obedecido o comando como expusemos nos livros anteriores relaciona-se ou com o interesse do comandante ou quando o Comandado um é despótico outro é liberal a coisas ordenadas que diferem menos pela execução do que pelo princípio que determina que sejam executadas por isso várias funções que a primeira vista apareceria um serviço podem ser executadas honestamente por homens livres a honestidade e a
torpeza Residem menos na natureza do Ato do que no motivo que faz agir esta igualdade na alternância do mando e Da obediência é o primeiro atributo da Liberdade que os Democratas colocam como fundamento e como o fim da Democracia sua segunda característica é a faculdade de viver como se quer este direito também emana da liberdade e é até mesmo aí que reside toda sua energia pois só se a escravo porque não se pode viver conforme esse desejo donde resulta que um homem não deve se submeter a ninguém ou que isso só deve acontecer se houver
desforra Consequência necessária da Liberdade distribuída a todos em igual medida supostas esses princípios eis as máximas democráticas que deles decorrem primeiro que todos têm direito de escolher dentro de todos os seus magistrados segundo que todos têm poder sobre cada um e cada qual deve alternadamente governar os outros terceiro que os magistrados devem ser sorteados ou todos sem exceção Ou pelo menos aqueles cujo cargo não requer nem luzes nem experiência Quarto que não se deve ter a este respeito nenhuma consideração para com a fortuna ou então a menor das quais devem quinto que a mesma magistratura
não deve ser conferida mais de uma vez a mesma pessoa ou pelo menos que isto aconteça raramente e para pouquíssimos cargos a não ser os militares sexto que todos os cargos devem ser de curta duração Ou pelo menos aqueles Onde esta breve duração foi conveniente sétimo que todos devem passar pela Judicatura de qualquer classe que sejam e ter poder para julgar sobre todos os casos em qualquer matéria mesmo as causas da mais alta importância para o estado tais como as contas e a censura dos magistrados a reforma do governo assim como As convenções particulares oitavo
que a assembleia geral é Senhora de tudo e os magistrados de nada ou que pelo menos a assembleia seja única Decidir sobre os grandes interesses e não caibam aos magistrados senão os Negócios de pouco importância nono que os membros do estado não sejam indistintamente assalariados o salários arruinam o poder da magistratura o povo ávido de Salários atrai tudo para si como dissemos anteriormente décimo que no entanto um direito de presença seja concedido se as faculdades do povo assim o permitirem aos que assistirem a Assembleia do Senado e que sejam pagos os tribunais e os magistrados
Ou pelo menos os membros Principais tais como os que são obrigados a receber todos os que se apresentarem décimo primeiro que caracterizando-se a oligarquia pela nobreza pela riqueza e pelo de seus membros a democracia lhe é totalmente oposta distinguindo-se pelo baixo Nascimento pela pobreza e pela vulgaridade das profissões 12º que não se deve tolerar nenhuma magistratura Perpétua portanto se sobrar Alguma magistratura do antigo regime suas atribuições serão reduzidas e de eletiva passará a depender de sorteio Eis o espírito de todas as democracias o princípio sobre o qual elas unanimemente se baseiam é o direito que
retiram da Igualdade numérica quanto mais longe se levar essa igualdade mas a democracia será pronunciada pobres e ricos colocados em pé de igualdade outorga do Poder a todos para que um após outro o exerçam sem exclusões nem Disparidade assim são entendidas a igualdade e a liberdade a apreciação dos diversos tipos de democracia dos quatro tipos de democracia acima explicados a melhor é a que pusemos em primeiro lugar em nossa enumeração é também a mais antiga de todas tem a mesma posição que seu povo entre os outros povos sem contestação o melhor povo é o que
se ocupa da Agricultura existe pois disposição natural para Democracia em todos os lugares em que o povo tira sua subsistência da Agricultura ou da criação de gado exatamente por terem poucas riquezas essas pessoas são muito laboriosas e não realizam com frequência assembleias nacionais não tendo numerosos domésticos fazem elas próprias seu trabalho e não desejam o que pertence a outrem consideram mais agradável trabalhar do que permanecer sentadas de braços cruzados a deliberar sobre o governo ou Gerir magistraturas a menos que haja muito que ganhar nesse trabalho pois a maioria prefere o lucro a honra a prova
de sua despreocupação quando não se desperta sua culpidez é que suportaram muito bem seus antigos 10 e ainda hoje se acostumam com a oligarquia quando os deixam trabalhar e não tiram seus pertences então eles logo alcançam a riqueza Ou pelo menos há abastança Se tiverem Além disso alguma ambição ela É mais do que satisfeita pelo direito de voto que lhes dão nas eleições e na auditoria das contas e mesmo que nem todos tivessem direito de assistir a elas mas apenas o de ser voz deliberativa nas assembleias primárias com efeito é preciso considerar isto como uma
das formas do governo democrático era esta que havia em mantineia portanto importa o primeiro tipo de democracia e este sempre foi um de seus Costumes reservar a universalidade do cidadãos as eleições e a censura dos magistrados assim como a justiça não se Confiam Os mais altos cargos senão os mais ricos os segundos aos que o são há bastante ou então não se confia nenhum cargo através desse tipo de consideração mas apenas aos Que se mostram capazes um estado Só pode ser bem governado quando o é dessa maneira pois os cargos sempre serão preenchidos pelas pessoas
Mais honestas de acordo com o povo que não inveja aqueles que estima esta constituição deixará contentes os homens de bem E os nobres por um lado terão a vantagem de não serem governados por pessoas baixas por outro lado quando chegar a sua vez tomarão mais cuidado para governar equitativamente pois serão contas a prestar e outras pessoas que os julgarão Pois é bom depender de alguém e não ter toda a liberdade para fazer o que se quer essa liberdade indefinida É Uma garantia contra o fundo de maldade que todo homem traz consigo ao nascer resulta necessariamente
dessa precaução a maior vantagem para todo estado que é ser governado por pessoas de bem que a responsabilidade torna por assim dizer impecáveis e isso sem ameaçar a superioridade do povo é evidente que a melhor de todas as democracias é a que é assim constituída por quê Porque nela o povo tem sua importância querem consolidar e propagar Esse regime Agrícola dentre as excelentes leis que existiam antigamente entre vários povos observamos sobretudo as que não permitiam a ninguém possuir terras ou acima de certa quantidade ou a uma distância grande demais da cidade onde se mora em
vários estados era proibido alienar a herança paterna uma lei de óxidos cuja efeito é aproximadamente o mesmo proibia que se hipotecasse parte dela aos credores podemos retificá-la por um texto dos Afiteanos que vem bem a esse propósito esse povo embora numeroso possuía um território bastante pequeno todos eram lavradores mas nos registros do senso não constava totalidade de suas propriedades dividiam nas em certo número de partes disponíveis para que os pobres pudessem adquiri-las em quantidade suficiente para ultrapassar até mesmo os ricos depois dos Agricultores o melhor povo é o que leva a vida pastoril e explora
o Gado tem muitas afinidades com o primeiro ambos habituados ao trabalho corporal são excelentes para as expedições militares e resistem perfeitamente aos incômodos quase todos os outros povos que compõem o restante das democracias estão muito abaixo desses dois nada de mais viu nem de mais alheio a todo tipo de virtude do que essa multidão de Operários de Mercenários e de gente sem profissão Essa espécie de indivíduos corre sem parar pela cidade pelas praças públicas e só fica contente nas assembleias os lavradores pelo contrário dispersos pelo campo não se reúnem tão facilmente e não precisam de
Tais conciliados em todos os lugares onde a localização é tal que a grandes distâncias da cidade até as aldeias e lugarejos é bem mais fácil estabelecer uma boa democracia e um bom governo a multidão é obrigada a se dispersar Como que em colônias de modo que a turba da cidade embora acostumada a praça pública vendo-se sem apoio e até mesmo sem o concurso dos homens do campo não pode reunir-se em Assembleia vemos como deve ser constituída a primeira e a melhor democracia e também como podem selo as outras basta que nos afastemos gradualmente da primeira
e adicionemos aos poucos a população a medida que a democracia for piorando como a última espécie recebe toda Espécie exigente ela não pode nem convida todos os países nem substituir por muito tempo a menos que esteja submetida a boas leis e a bons costumes logo veremos como ela se degrada com a maior parte das outras para constituí-la e firmar o poder do Povo os governantes costumam receber o máximo possível de pessoas e conceder direito de cidadania não apenas aos que tenham Nascimento legítimo mas até aos Bastardos e aos mestiços de qualquer dos dois lados Paterno
ou materno essa prática é especialmente comum entre Tais povos pois seus demagogos não deixam de emprega-la contudo preciso introduzir atenuante de só admitir recém chegados na medida em que forem necessários para intimidar os nobres e a classe média sem jamais ultrapassar este limite se isso acontecer a desordem não tardará reinar por toda a parte os nobres que já tem muita dificuldade para suportar este governo se irritarão cada vez mais Esta foi a causa do levante de sirene fecham-se os olhos diante de um pequeno Inconveniente mas quando ele assume certa dimensão não podemos deixar de vê-lo
há ainda outras instituições capazes de manter e melhorar essa democracia como por exemplo a de clístenes em Atenas e a dos que fundaram a democracia em sirene deve se dividir o povo em tribos e curias dissolver Os cultos particulares e recondi-los a unidade do culto público Numa palavra imaginar todos os meios possíveis para unir todos os cidadãos e extinguir todas as corporações anteriores nem mesmo desdenhar certas invenções que embora de origem tirânica não deixam de ser populares como desregramento dos escravos que pode ser útil até certo ponto a emancipação das mulheres e das crianças a
conivência sobre o gênero de vida que agrada a cada um nada tem melhores efeitos para essa democracia a dissolução agrada a muito Mais gente do que uma conduta regrada as leis das oligarquias podem se inferir da Democracia quais devem ser aproximadamente as leis das oligarquias basta tomar disposições totalmente contrárias as de cada democracia e teremos ao oligarquia correspondente a primeira é a mais moderada de todas vale dizer a que mais se aproxima do que se chama propriamente de estado as classes de cidadãos devem ser distinguidas conforme a renda maior Ou menor dando essa última a
condição de chegar aos cargos necessários e a primeira aos grandes cargos de sorte que quem quer que alcance esse nível de riqueza possa aspirar a ocupá-los a divisão pelo senso deve ser tal que aqueles que tem a renda exigida sejam mais numerosos e mais fortes do que os que não são admissíveis mas também é preciso ter sempre a intenção de que aqueles que são associados ao governo venham somente da parte Sadia do Povo A oligarquia que vem depois dessa primeira deve ordenar-se quase da mesma forma a não ser restringindo um pouco mais o número dos
elegíveis aquela que corresponde a última forma de democracia tem muito do despotismo e da tirania quanto pior ela for mais precisa de precauções para se garantir assim como os corpos de bom temperamento e os navios de sólida construção suportam vários choques sem se destruírem e pelo contrário os de Compleição fracos navios apodrecidos e mal equipados não resistem aos menores abalos assim também as más formas de governo não podem durar sem muitos artifícios para se apoiar é o número e abundância de homens que salvam as democracias sua consistência vem de uma razão a oligarquia pelo contrário
só pode conservar-se pela melhor ordem de suas partes assim como a multidão se compõe Principalmente de quatro classes a saber primeira os agricultores segunda os ligados às Artes e ofícios terceira os Comerciantes quarta os trabalhadores manuais assim também existem quatro tipos de guerreiros a saber primeiro a cavalaria segundo os oplitas ou Infantaria armada dos pés à cabeça terceiro a Infantaria ligeira quarto a Marinha os lugares mais propícios a primeira espécie de oligarquias são os chamados Por suas Campinas a criação de cavalos esses lugares são propícios ao oligarquia mais poderosa seus habitantes São protegidos e conservados
pela cavalaria ora só a classe opulenta pode ter haras quando o lugar só oferece homens e armas a segunda oligarquia convém demais a armadura completa necessária a grande Infantaria só pode ser fornecida pelos ricos e ultrapassa os recursos dos pobres É a raia miúda que compõe a Infantaria ligeira e os marinheiros em toda a parte onde a bunda essa turba há perigo de democracia para os ricos se acontece alguma divisão os combates de ordinário terminam desfavoravelmente para eles para sanar este Inconveniente é preciso contar com a Bis generais que misturam a cavalaria e a Infantaria
pesada um número suficiente dessa tropa ligeira assim apoiada ela combate com maior desenvoltura Porém criar uma força Dessa espécie vinda do seio do povo é armar-se contra si mesmo e trabalhar para sua própria destruição nas sedições o povo vence os ricos através da infantaria ligeira ágil e Alerta ela facilmente domina cavalaria e a Infantaria pesada portanto distinguindo as idades é preciso encarregar os velhos de fazer com que seus filhos pratiquem os exercícios ligeiros e ao sair da Juventude tomem os Melhores desses alunos para colocá-los à frente dos outros quanto ao restante do Povo será admitido
Como já se disse no controle dos negócios públicos quando atingir a taxa do senso exigido ou como entre os tebanos depois que se tiver abstido das profissões mecânicas durante o número prescrito de anos ou como em Marselha quando tendo passado pela censura tivesse sido considerado digno do título de cidadãos e das funções cívicas Devem se impor as grandes dignidades pesados em cargos para que o povo renuncia eles de boa vontade e os deixe aos ricos como se assim ele pagassem os juros com efeito os ricos ao assumir o exercício oferecerão pomposos sacrifícios mandarão construir salas
de banquetes ou outros edifícios destinados ao público para que o povo convidado a esses banquetes encantado com a magnificência dos edifícios e outras Decorações Veja com prazer o governo perpetuar-se por seu lado os ricos encontrarão nisto a vantagem de despesas honradas por monumentos não é isso o que hoje fazem os grandes de nossas oligarquias procuram nas dignidades pelo contrário não menos o lucro do que a honra que são menos oligarquias do que democracias em transformação das virtudes do justo meio a melhor Constituição e o melhor regime Para a maioria dos Estados Assim como para a
maior parte dos particulares não se medem nem por virtudes acima do alcance do vulgo nem pelo saber que se adquire apenas com talentos naturais e com o auxílio da Fortuna nem por uma forma de governo qualquer mas sim por um gênero de vida que todos possam alcançar e pelo governo que o maior número de estados esteja disposto a receber os que se chamam aristocráticos estabeleceram-se em muitos países por Imitação de governos estrangeiros e se aproximam tanto da República propriamente dita que de agora em diante dessas duas formas como sendo uma só a decisão sobre as
questões acerca dessa matéria depende dos mesmos princípios o que dissemos de melhor em nossa ética é que a vida feliz consiste no livre exercício da virtude e a virtude na mediania segue-se necessariamente daí que a melhor vida deve ser a vida média encerrada nos limites de uma abastança Que todos possam conseguir o que dizemos da virtude do vício do Estado devemos dizer do governo que é a vida do Estado inteiro importância e excelência da classe média em todos os lugares encontram-se três tipos de homens alguns muito ricos outros muito pobres e outros ainda que ocupam
uma situação média Entre esses dois extremos é uma verdade reconhecida que a mediania é boa em tudo a abastança de riquezas é portanto a melhor de todas As situações é ela que se presta melhor aos conselhos da Razão nada lhes obedece mais dificilmente do que a beleza extrema a força incomparável a alta nobreza a excessiva riqueza e seus contrários à extrema pobreza a Extrema fraqueza e a grande infâmia desses extremos alguns conduzem a insolência e a pior improbidade outros a patifaria e a baixeza ora Essas são as duas fontes dos insultos e dos males que
Nos fazem pessoas desse tipo são aliás pouco interessadas em empregos e cargos públicos quer no serviço quer no conselho e por consequente são inúteis a pátria os da primeira classe favorecidos demais pela natureza ou pela Fortuna poderosos ricos e rodeados de amigos ou de protegidos não querem nem sabem obedecer desde a infância são tomados por essa arrogância doméstica e até o ponto Corrompidos pelo luxo que desdenham na escola até mesmo escutar o professor os da outra classe abatidos pela miséria e pelas preocupações curvam-se diante dos outros de modo que esses últimos incapazes de comandar só
sabem obedecer serviumente os primeiros pelo contrário não obedecem a nenhuma ordem mas mandam despoticamente consequentemente o estado compõe-se apenas de Servos e de 10 potes e de forma alguma de pessoas Livres Aqueles são ciumentos estes desprezadores vícios contrários a amizade e portanto ao regime político que tem sua origem na benevolência assim suspeitosos de inimizade mal aceitam caminhar juntos ora a sociedade deseja sobretudo membros iguais e semelhantes o que só se pode encontrar na mediania ela não poderia ser melhor governada do que por pessoas semelhantes aos que lideram origem são estes o cidadãos que com mais
segurança Se mantém não desejam o que é dos outros como os pobres nem estimulam a inveja de ninguém paixão como um dos Pobres contra os ricos e não correndo risco de emboscadas nem estando eles mesmos a espreita vivem sem perigo por isso fosse ele dizia que uma modesta bastante era o objeto de seus desejos só pedindo ao céu ser ele próprio Medíocre em sua Pátria nenhuma sociedade civil é melhor do que a que se compõem de tais pessoas nem mais própria para ser bem governada do Que quando superior em número e em poder ao restante
do cidadãos o ultrapassa em dois terços Ou pelo menos em um terço A Ascensão deste terço faz com que a balança penda para o seu lado e previna os excessos do partido contrário é portanto uma grande felicidade para o estado que nele se encontrem apenas fortunas medíocres e suficientes em toda parte onde uns tem demais e outros nada segue-se necessariamente que haja ou democracia exacerbada ou Violenta ou oligarquia ou então tirania pelo excesso de uma ou de outra pois a tirania surge de igual modo da insolente desenfreada democracia e da oligarquia desastre que como explicaremos
ao tratar das revoluções acontecem menos entre tais pessoas de nível médio a mediania é pois o melhor estado é o único que não sofre sedições com efeito não acontecem nem agitações nem divisão onde muito se encontram de posse de uma riqueza média Assim as grandes cidades são menos rediciosas porque nela se encontram mais pessoas abastadas as cidades pequenas pelo contrário dividem-se facilmente em dois partidos sem que ninguém permaneça neutro sendo quase todos ou pobres ou ricos pela mesma razão a mais segurança nas democracias do que nas oligarquias e elas duram mais tempo Porque os medíocres
são mais numerosos e participam mais dos cargos públicos do Que num estado oligárquico quando os pobres não têm esse contrapeso e começam a prevalecer pelo número tudo vai mal e a Democracia não tarda a cair no aniquilamento um poderoso argumento a favor da mediocridade é que os melhores legisladores foram cidadãos de média Fortuna solom declara-se tal em suas poesias Licurgo tornou-se tal quando parou de reinar e caro ondas Pode se compreender depois disso porque a maioria dos Estados são ou Democráticos ou oligárquicos é porque nele se encontram um pouco de simples abança e estando os
ricos e os pobres além e a quem da linha da medianhia atraem para si o governo e se segue daí a democracia ou a oligarquia de resto quando ocorre revoltas e combates entre os pobres e os ricos os que saem vencedores não toleram mais comunicação nem igualdade com os vencidos no governo Mas reservam para si como prêmio da Vitória o privilégio de governar se o vencedor for o povo ele estabelece uma democracia se forem os ricos faça uma oligarquia como aconteceu com todos os que conquistaram a soberania na Grécia ajustando ambos a forma de governo
a seu proveito particular sem de maneira nenhuma consultar o interesse do estado é por isso que jamais ou raramente aconteceu e entre muito poucos povos que se tenha optado por uma República média entre os príncipes não há um só exemplo desta moderação em toda antiguidade em todas as outras partes virou costume recusar a igualdade e procurar dominar quando se sai vencedor ou ceder e obedecer Quando se é vencido por tudo isso que acaba de ser dito vemos qual seja o melhor dentre os estados e o que faz a sua excelência essa noção servirá os outros
tanto no gênero democrático quanto no oligárquico para mostrar-lhes sua situação e fazer Com que se compreenda com facilidade Qual é depois dele o primeiro Qual o segundo e assim por diante será necessariamente o melhor o que mais se aproximar dele e o pior o que mais se afastar a menos que haja circunstâncias particulares de fato é possível que se encontre em circunstâncias Tais que o melhor não seja o mais útil nem o mais conveniente para certos povos a consequência natural do que precede seria examinar que gênero espécie convém A cada povo examinaremos porém inicialmente o
que convém a todos em geral pois é preciso que a parte de um estado que deseja a sua conservação seja mais poderosa do que a que não a deseja em todo estado há duas coisas a considerar a qualidade e a quantidade das pessoas a qualidade Isto é a liberdade a riqueza o saber a nobreza a quantidade Isto é a parte superior em número É possível que das duas partes de que um estado se compõe uma Seja superior pela qualidade e a outra pela quantidade que haja mais plebeus do que nobres mais pobres do que ricos
mas de maneira que não excedam em quantidade mais do que os que são inferiores pela qualidade é sobre esses dois aspectos que vamos compará-los quando a multidão dos Pobres predomina nessa proporção a democracia estabelece-se naturalmente ela é de espécie análoga a parte do povo que Predomina a saber a primeira espécie se for a massa dos Labradores a última se for a dos artesãos e dos trabalhadores manuais e assim das outras que ocupam uma situação intermediária entre essas duas mas quando os ricos e os pobres predominam mais em qualidade do que são superados em quantidade acontece
a oligarquia e de qual forma espécie de oligarquia em relação com o número da sociedade oligárquica em todos os casos quer se trate de fazer Uma constituição Oligárquica quer a pretendam democrática O legislador deve prestar atenção às pessoas de condição média se seu número for superior aos dos dois extremos ou ao de um deles a constituição será firme e estável não se deve temer que os ricos se entendam com os pobres contra os médios uns Jamais vão querer deixar se dominar pelos outros se procurassem outra constituição Não encontrariam nunca uma mais adaptada Ao interesse comum
do que esta nem os Democratas se deixarão governar pelos oligarquias nem estes pelos Democratas mesmo alternadamente devido a desconfiança mútua em todos os lugares é ao arbitro que as pessoas se dirigem e o árbitro mais conveniente é aquele que colocado entre dois não pende mais para um lado do que para o outro quanto mais o Poder Supremo for moderado por este intermediário mais a constituição será estável é um erro Mesmo nas constituições aristocráticas dar como fazem muitos muito aos ricos e muito pouco ao povo a longo prazo de coisas que só tem aparência de bem
resulta necessariamente um mal real o estado arruina-se mais pela cupidez dos ricos do que pela dos pobres o regime moderado pelo contrário ajusta moderação é reunir As instituições da oligarquia às da Democracia propondo um salário a uns impondo uma pena aos outros Mediante isso o governo ao invés de estar nas mãos de apenas uma parte será como a todos de resto não devem ser admitidos se não os que portam armas o senso não pode determinar se pura e simplesmente é preciso porém que o seja com a máxima amplitude possível para que os participantes sejam mais
numerosos do que os não participantes quanto aos pobres eles se consolam por não participarem e ficam cansados se não os ultrajam eles deixam os poucos bens que Possuem o que nem sempre acontece pois os indivíduos de condição que pretendem os cargos públicos às vezes não são nem corteses nem humanos resulta daí que se houver guerra os pobres a evitam a menos que o sustentem mas se o sustentarem passam a desejá-la em alguns lugares o governo é formado não apenas por aqueles que portam armas mas pelos que as portavam os Marianos escolhiam seu conselho dentre estes
e seus magistrados dentre os guerreiros em Atividade o primeiro estado entre os gregos foi organizado com essa espécie de cidadãos depois da extinção das monarquias e em primeiro lugar com Cavaleiros pois a força e a superioridade dos exércitos consistiam então na cavalaria pois as outras tropas de nada servem se não tiverem disciplina e antigamente não havia nem disciplina nem experiência na Infantaria de sorte que a cavalaria sozinha constituía toda a força do Estado mas como os estados cresceram e ganharam consideração através das outras armas o governo foi comunicado a um maior número de pessoas assim
o que hoje chamamos de república era então chamado de democracia no que se refere aos antigos estados Eram todos segundo sua aparência oligárquicos ou monárquicos com tão pouca gente não se podiam encontrar muitas pessoas abastadas de Modo que o povo pouco numeroso e quase sem distinção de categorias se deixava facilmente governar Eis que tinha a dizer sobre as causas dessa diversidade de estados bem maior do que a enumeração que tinha feito até agora pois há bem mais de uma espécie de democracia e mais de um tipo nos outros gêneros vemos agora suas diferenças e de
onde procedem seu nível sua preeminência e sua conveniência mais para tal povo do Que para tal outro da subversão e das conservações dos governos discutimos quase todas as questões de que Devíamos tratar para terminar é normal examinar de onde vem as revoluções dos Estados quantas causas podem provocá-las e quais são elas aqui depravações cada governo em particular está sujeito e quais são os meios de preservação os remédios Gerais e específicos para essas perturbações Em primeiro lugar deve se estabelecer como princípio que nas diversas formas de sociedade que foram adotadas geralmente houve um acordo para manter
o direito e garantir a igualdade proporcional muitos porém compreenderam no mal a democracia por exemplo decorre de que sendo todos iguais sobre alguns aspectos se consideraram absolutamente iguais e de que sendo todos livres de modo semelhante imaginaram ser absolutamente Semelhantes ao oligarquia pelo contrário decorre de que sendo certas pessoas desiguais em algumas coisas por exemplo em riqueza se acreditaram superiores em tudo onde se segue que alguns como iguais se creem dignos de participar igualmente de tudo e outros como desiguais querem ter mais em tudo pois mais é uma desigualdade Uns e Outros tem certa aparência
de razão mas se enganam tomando por Absolutamente justo o que o é apenas em parte a consequência disso é que quando não conseguem a parte que crê em seres de vida no governo provocam as sedições se houvesse uma causa justa para elas seria a excelência do mérito pois esta é a única superioridade absoluta todavia os homens que menos provocam revoltas são os que se sobressaem quanto ao mérito mas outros a que tem pretensões por causa do Nascimento como os nobres a que Os avós transmitiram brilho e riqueza toleram com grande impaciência a igualdade e sua
arrogância é fonte ordinária das agitações os estados mudam de duas maneiras às vezes passam de uma forma outra como da oligarquia para a Democracia para república ou para a aristocracia ou ainda desta para aquela às vezes sem mudar de forma nem de Constituição mas conservando-as substituem se os chefes e os senhores como quando se usa o trono Numa monarquia ou se forma um novo cenário nas oligarquias permanência do Estado através dos regimes uma questão prévia consiste em saber se depois de uma revolução tal como a de que trataremos a cidade permaneceu a mesma ou se
tornou outra devemos preocupar-nos tanto com o lugar quanto com as pessoas é possível que ocorra um desmembramento no território ou uma separação entre as pessoas Continuando algumas a morar no mesmo lugar e outras partindo para outro de resto basta simplificar a questão pois tendo a palavra cidade vários sentidos a solução será mais fácil com a distinção do fato de as pessoas habitarem o mesmo lugar não se segue que se trata de uma única e mesma cidade os muros não podem servir de critério pois todo Peloponeso poderia ser cercado por uma mesma Muralha não seria a
Primeira vez que vastos espaços seriam assim fechados assim são todas as grandes cidades que se parecem menos com cidades do que com uma nação inteira como Babilônia três dias já se haviam passado dizem desde que for a tomada e em vários bairros ainda de nada se sabia essa extensão dos estados e das cidades foi tratada alyres pois também Cabe a política determiná-la são também em questões de política saber se convence Um estado Só contém uma nação ovarias se continua a ser o mesmo Enquanto Conserva o mesmo gênero de habitantes apesar da morte de uns e
do nascimento de outros como os rios e as fontes cuja água corre sem cessar para dar lugar a água que sucede também é política enfim a questão de saber se continuando a ser as mesmas as pessoas a cidade pode mudar a cidade é um tipo de comunidade é a universalidade do cidadãos portanto se a Qualidade de cidadão variar conforme a forma de governo não será mais o mesmo estado quando o governo passar de uma forma outra assim como permanecendo os mesmos atores o couro não deixa de mudar quando passa do cômico ao trágico o mesmo
ocorre com todo o outro composto agregado cuja forma varia permanecendo as mesmas vozes e os mesmos instrumentos o canto não é mais o mesmo quando passa do modo dórico ao modo frígio isto posto é a forma e não a Matéria que decide se um estado permanece o mesmo e se deve apesar da identidade de habitantes chamá-lo de outro nome ou conservale o nome embora seus habitantes tenham mudado restaria ainda saber se a modificação de forma o dispensaria de manter seus compromissos o excesso de desigualdade causa principal da subversões as transformações fazem-se do mais para o
menos ou do menos para o mais isto é aumentando ou diminuindo a intensidade Da oligarquia ou da democracia ou ainda dos outros governos de modo que o estado se torne mais ou menos oligarquico mais ou menos democrático e assim por diante modifica-se ainda certa parte do sistema político querem inaugurando quer suprimindo alguma magistratura como dizem que nada cerimônia Lisandro tentou abolir a monarquia e pauzuânia foi também assim que em epidemino em lugar dos filares se criou um Senado e na democracia de Atenas se Manteve no Tribunal dos heliastas o costume de preencher os cargos vacantes
com pessoas que tivessem estado em outros cargos o ar contado que é a primeira dignidade nesse estado é outro resíduo da antiga oligarquia em todos os lugares é a desigualdade que ocasiona as redições quer porque não se respeite nenhuma proporção entre desiguais quer porque se estabeleçam muitas diferenças entre iguais pois a própria monarquia é uma desigualdade Chocante quando se estabelece entre iguais e para sempre para aqueles que buscam a igualdade por toda parte ela é uma fonte eterna de subversões a dois tipos de igualdade uma em número ou trem mérito em número quando se encontra
dos dois lados uma mesma multidão ou grandeza em mérito quando a proporção quer aritmética como entre três dois e um quer geométrica como entre 42 e 1 numa existe a mesma diferença noutra a mesma proporção pois Dois é metade de quatro assim como um é metade de dois concorda-se sobre a justiça simples ou igualdade numérica só há contestação Como já ficou dito sobre a justiça proporcional que se deve ao mérito uns por serem iguais sob certos aspectos imaginam ser inteiramente iguais outros por serem desiguais em algo se consideram superiores em tudo e dignos de todas
as preferências foi dessas duas pretensões Opostas que nasceram Principalmente a democracia e a oligarquia a nobreza e o mérito encontram-se em poucas pessoas a maioria não as têm não se encontrarão em parte algumas sem homens nobres e sem pessoas de mérito mas em toda parte os pobres pulam meramente a Constituição de um estado sobre uma ou outra igualdade a experiência o prova nenhum estado organizado assim é duradouro é fatal que partindo de um erro capital e de um Princípio vicioso se chegue a mais consequências portanto só se deve empregar a igualdade aritmética em algumas partes
e nas demais servir-se da Igualdade geométrica no entanto a democracia é mais segura e menos sujeita as sedições do que a oligarquia esta as velas serem dos dois lados umas da parte dos governantes entre si outras da parte do povo a democracia só sofre sedições da parte das minorias Oligárquicas e não do próprio povo e para falar exatamente neste caso não se trata nem mesmo de sedições o governo Republicano tirado da classe média aproxima-se mais da democracia do que da oligarquia assim é o mais seguro e o mais estável de todos os governos as outras
causas como nos propusemos examinar de onde nascem as sedições e as revoluções devemos começar vendo quais são em geral os seus princípios e causas São três Cujas características Inicialmente esboçaremos consideraremos um após outro a disposição dos Espíritos a sedição os motivos que os levam a ela e o começo das querelas e das perturbações civis em geral a causa dessa disposição a mudança é que uns Como já dissemos enfatuados pela igualdade se revoltam por se acreditar em menos bem tratados o que os outros o que consideram apenas seus iguais Estes que rendo conservar a desigualdade sua
preponderância se chocam por embora sendo superiores não ter mais e talvez até menos do que o vulgo Pode parecer justiça em suas pretensões sempre o que os dispõe a sedição é o esforço dos inferiores para serem iguais e dos iguais para se tornarem superiores o objeto de suas lutas é o lucro ou a honra e seus contrários querendo evitar para si ou para seus amigos alguma afronta ou desgraça insuflam revoltas e Perturbações no estado as causas que assim geram esses movimentos E essas comoções são em número de sete e até mais de um outro ponto
de vista duas são as que acabam ser expostas o lucro e a honra animam de diversas formas do cidadãos uns contra os outros pois nem sempre eles os pretendem para si mesmos como no caso precedente mas às vezes lutam porque os veem justa ou injustamente Distribuídos a outrem as outras causas São hora os ultrajes o terror O demasiado poder o crédito o desprezo os crescimentos recessivos ora os aborrecimentos o esquecimento o envelhecimento e a diferença de tratamento que se sente dentre essas razões para subversão já se presente que força tem Ultraje e acumulação de lucros
e como eles agem quando são os altos funcionários que ofendem o especulam o cidadão se Revoltam tanto Contra Eles como contra o governo que autoriza essa licença a avareza dos chefes manifesta-se Ora pela pilhagem dos bens privados Ora pela do Tesouro público sabemos também o quanto pode a ambição e como ela excita as revoltas os que não participam dos cargos públicos revoltam-se por vê-los todos serem concedidos a outros sua repartição só é justa quando se faz segundo mérito é injusta quando pessoa sem talentos Conseguem enquanto que os outros Apesar de sua virtude são excluídos a
sedição também acontece por demasiada proeminência quando um ou vários cidadão se levam a um grau de potência maior do que convém a dignidade e as forças do Estado o que comumente degenera em monarquia ou coalizão tirânica conhecida sob o nome de Dinastia ou politemia por isso é costume em alguns lugares como em Argos e em Atenas afastar a tempo esses personagens tipo de banimento chamado Ostracismo seria melhor porém como dissemos prevenir desde o princípio a superioridade do que remediá-la depois de tê-la experimentado outra causa de revolta é entre os culpados a consciência de um grande
crime e o medo de ser punido por ele ou ainda o perigo de que se está ameaçado e se quer prevenir foi assim que em Rodes os nobres conspiraram contra o povo para deter as perseguições judiciárias iniciadas Contra Eles Também o desprezo conduz da desobediência às conspirações e a sedição nas oligarquias quando os excluídos os cargos são maioria e se sentem os mais fortes nas democracias quando os ricos desprezam os membros do governo que desempenham mal suas funções ou os negligenciam assim em Tebas a democracia mal governada foi inteiramente arruinada depois a Batalha das vinhas
perturbações e sua anarquia Insira acusa antes da tirania em gelão em Rodes depois do motivo dos Nobres contra o povo e da Insurreição contra Atenas os crescimentos e as medidas de uma classe relativamente as outras também são causas de revolução assim os membros que compõem um corpo devem crescer proporcionalmente para que subsista a mesma comissura o animal morreria se o pé por exemplo crescesse até 4 côvados não tendo o resto do corpo Mais do que dois palmos poderia até degenerar em outra espécie se crescesse de tamanho e sofresse alteração de figura Além de sua proporção
natural assim também o estado sendo de maneira semelhante composto de partes altera-se e se enfraquece se algumas delas como frequentemente acontece crescem insensivelmente em detrimento das outras por exemplo a massa dos Pobres nas democracias e nas repúblicas o acaso às vezes traz essas mudanças Em tarento tendo sido a maior parte da nobreza pouco depois da guerra dos persas derrotada pelos lapises passou-se da república para a democracia em Argos depois do massacre feito pelo laço demônio sobre seu exército perto do abdome ou teatro os habitantes foram obrigados a admitir seus camponeses entre os cidadãos em Atenas
depois de ter perdido contra os espartanos A Batalha terrestre a nobreza que se recrutar para esta guerra Diminuiu consideravelmente e foi forçada a ceder ao povo as mesmas modificações ocorrem com as democracias mas são mais raras Por exemplo quando a quantidade de pobres aumenta e vários deles se tornam ricos ou então quando os bens Os Ricos aumentam de valor passa-se a oligarquia e até a oligarquia concentrada que chamamos tirania às vezes sem que haja sedição o governo muda em razão de seu aviltamento comem hereia onde começaram a se envergonhar Das eleições e os magistrados foram
depois sorteados por causa da torpeza dos eleitos o regime ainda se modifica por negligência quando se deixa que cheguem a suprema magistratura homens mal intencionados para com a pátria como heracleodoro em ureia o qual após sua promoção transformou a oligarquia em democracia algumas vezes a mudança se realiza através de Progressos imperceptíveis no Final fica se admirado vendo os costumes e as leis mudadas sem que se tem atentado para as causas ligeiras e silenciosas que preparam as mudanças na ambulância por exemplo depois de ter escolhido magistrados de pequena Fortuna passou-se a admitir Pouco a Pouco alguns
que não possuíam nada ora a pouca ou nenhuma diferença entre nada e muito pouco a diversidade de origem entre os habitantes também excita querelas até Que estejam bem acostumados a estarem juntos assim como um estado não se forma com toda espécie de gente tampou-se cria em um instante todos os que admitiram estrangeiros para residirem sua cidade foram quase sempre enganados por eles como os de trezena que em sibares receberam os aqueus foram obrigados a ceder eles o lugar quando o número deles aumentou o que causou a desgraça O sibaritas retiraram-se para Túlio e ali fizeram
a mesma tentativa Mas querendo dispor do território como senhores foram vencidos e expulsos os bizantinos sofreram algo semelhante da parte de estrangeiros e tiveram subitamente que recorrer as armas para repeli-los os antissianos que de modo semelhante haviam aceitados banidos de quilos também se viram obrigados a livrar-se deles pela força os anclianos foram vendidos e expulsos pelos de Salmos que os tinham recebido também foram estrangeiros que perturbaram os apolloniatas do ponto eucino o sircusanos após a expulsão de seus tiranos tendo Tornado cidadãos alguns soldados e Mercenários estrangeiros tiveram tantos aborrecimentos por causa disso que foi preciso
romper com eles Os de anfípolis foram quase todos expulsos pelos de cálcios por tê-los recebido em sua cidade Nas oligarquias quem conspira é o povo considerando injurioso que apesar de sua pretensa igualdade não o admitam nos mesmos postos nas democracias quem se revolta são os nobres por verem que são colocados no mesmo plano que os que não são Às vezes a sedição parece derivar da própria natureza do lugar que foi mal escolhido para habitação dos banhos detestam os da ilha incólofo a parte do Norte odeia do Sul Em Atenas o pneu é mais democrático do
que a cidade pois assim como num exército um Riacho mesmo bem pequeno pode romper a Falange assim também numa cidade qualquer diferença de habitação basta para quebrar o entendimento e o acordo entre os habitantes mas o que há de mais incompatível são em primeiro lugar a virtude e o vício depois das riquezas e a pobreza essas diferentes causas tem por sua vez cada Qual seus graus na própria classe dos Pobres um são piores do que os outros e isso como acabamos de dizer se deve habitar em bairros diferentes os pretextos e ocasiões as sedições não
nascem de Pequenas Causas mas às vezes tem pequenos começos ordinariamente elas repousam sobre grandes interesses e os menores ganham força quando elas se elevam entre os principais do país foi assim que antigamente insira acusa o estado foi Perturbado por dois jovens magistrados rivais em Amor durante a ausência de um o outro conquistou sua amada o despeito quando ele voltou sugeriu-lhe atrair e seduzir a mulher de seu rival tendo cada um deles conseguido apoio de outros magistrados a discórdia espalhou-se por toda a cidade portanto nunca é cedo demais para abafar as brigas os altos funcionários e
dos grandes O mal está na origem em tudo o que começou já está feito pela metade o Menor erro cometido no início repercute em tudo que se segue as brigas entre os poderosos de ordinário arrastam consigo Todo o estado foi o que aconteceu em este eia após a guerra dos persas quando dois irmãos disputavam uma herança o menos rico dos dois irritado por seu irmão desviar uma parte do despojo Especialmente o tesouro encontrado por seu pai atraiu para seu partido toda a raia miúda o outro que era opulento conseguiu o apoio de todos os ricos
Em Delfos uma disputa a respeito de um casamento foi também o princípio de todas as sedições que depois aconteceram o noivo por lhe ter impedido que a união lhe traria desgraça hesitou em tomar sua noiva e a deixou sem nada concluir os pais da moça considerando-se insultados acusaram falsamente o jovem de ter roubado durante a celebração de um sacrifício o dinheiro do Tesouro sagrado e o fizeram morrer como sacrílico em mitilene uma briga que surgiu por Causa de uma vutosíssima herança que coube a duas jovens a morte de timofane seu pai foi o começo dos
Desastres e da guerra contra os atenienses doxandre que havia pedido as duas moças em casamento para seus dois filhos vendo os recusados conspirou e insuflou contra sua Pátria os atenienses junto aos quais tinha direito de hospitalidade pública [Música] herdeira foi o começo da guerra Sagrada em epidemia um casamento também revirou O estado O Pai da Noiva tendo sido condenado a uma multa pelo pai do noivo que se tornará magistrado não pode conter seu ressentimento por esse pretenso Insulto e fez com que se revoltassem todos os que estavam excluídos os cargos surge uma grande ocasião para
mudar quer para oligarquia quer para a democracia ou para república a constituição dos Estados quando algum grupo de magistrados ou alguma classe numerosa de Cidadãos adquire para si novos graus de prestígio ou consegue aumentar seu poder assim agiu o areópago que tendo se glorificado na guerra dos persas tentou reduzir o governo a uma forma mais concentrada por seu lado a Plebe naval que contribuíra mais do que todos para a Vitória da Batalha de salamina orgulhosa De ter proporcionado a Ática por sua Marinha a preeminência sobre todos os estados da Grécia não deixou de Fortalecer a
democracia em Argos tem dos membros se distinguido na primeira batalha de mantineia contra os laços demônios tentaram arruinar a democracia [Música] o povo a quem se devia a vitória alcançada sobre os atenienses substituiu a forma republicana pela democracia em cálcios quando o povo expulsou tirando fotos junto com a nobreza tornou-se instantaneamente Senhor do Governo da mesma forma em andracia depois de ter expulsado tirando periandro e seus partidários o povo apossou-se do governo numa palavra e isto é bom que se saiba todos os quequer na condição privada quer na magistratura querem família querem tribo ou qualquer
outra Associação que possa ver proporcionarão ao estado algum acréscimo de potência sempre ocasionaram certa perturbação quero começar da por Invejosos quer por terem eles próprios envaidecidos com sucesso desdenhado permanecer nos limites da Igualdade os estados também sofrem comoções quando aquelas de suas partes que parecem contrárias Como os ricos e arraia miúda se contrabalançam e a classe média é ou nula ou muito pouco numerosa pois se uma das duas facções se torna muito superior a porção média não quer arriscar se contra quem tem uma superioridade evidente Aqueles aliás que excedem em méritos são sempre menos numerosos
do que os outros e por isso raramente insulfram delas essas diversas mudanças acontecem ou por força ou por astúcia por força ao constranger de repente ou após certo prazo o povo a se submeter por astúcia quer conquistando-o com belas palavras e conservando com lisonjas no estado a que o conduziram querem induzindo o primeiro a uma mudança voluntária para depois nela mantê-lo forçosamente e a contra Gosto depois que reconhece o erro foi assim que em Atenas os 400 lograram o povo com a falsa esperança de que o rei da Pérsia ajudaria com seu dinheiro os atenienses
a fazer em guerra contra os laços e Demônios E assim se apossaram do governo [Música] Estas são as mudanças comuns a todos os estados daqui para frente consideraremos separadamente as revoluções particulares a cada forma de governo Das revoluções próprias as repúblicas causas das revoluções na democracia a principal causa das mudanças é nos Estados Democráticos o atrevimento dos demagogos caluniam Os Ricos uns após os outros e os obrigam a fazer colisões pois o temor Diante Do perigo comum tem o efeito de reconciliar os maiores inimigos em seguida a motina publicamente o povo contra colisão como se
vê quase em toda parte Foi contar as maldades que forçaram em cós os nobres a conspirar e destruir a democracia em Rodes distribuíram aos soldados todo o dinheiro proveniente dos impostos e impediram que os capitães as galeras recebessem o que eles era devido acusando-os de vários delitos para evitar então a punição os acusados foram obrigados a conspirar contra a democracia e a derrubaram a democracia de aracleia também deveu a ruína a seus Demagogos depois de terem enfraquecido o estado com a partida das colônias tiveram a temeridade de arruinar e expulsar os nobres estes tendo se
reunido recuperaram forças e destruíram o poder do Povo em negar o mesmo resultado os demagogos baniram a maioria dos Nobres a fim de obter dinheiro pelo Confisco de seus bens Os banidos viram-se em número bastante elevado para fazer eles guerra venceram o povo voltaram a cidade e Estabeleceram a oligarquia de modo semelhante trazímaco arruinou a democracia de cumas se prestarmos atenção constataremos que as mesmas revoluções aconteceram em todas as outras partes da mesma maneira para bajular o povo Ora se apertam os ricos quer submetendo os bens de uns a leis agrárias e a nova partilhas
querem empregando as rendas dos outros no pagamento dos magistrados ou cumulando-os de impostos ora os caluniam Para ter ocasião de acusá-los e confissá-los [Música] antigamente quando mesmo personagem era demagogo e General de exército as democracias não deixavam de se transformar em Estados despóticos Com toda certeza os antigos tiranos originaram-se dos demagogos isso já não acontece com tanta frequência quanto antigamente Pois então não estando ainda exercitados comumente Na arte de bem falar as armas eram o único meio de se obter poder hoje que a eloquência foi levada ao mais alto grau de perfeição e goza da
maior estima são os oradores que governam o povo mas como não tem nenhum conhecimento da arte não ousam tentar nada contra o estado ou se o fizeram em algum lugar as tentativas foram rapidamente reprimidas assim as usurpações da suprema autoridade eram mais frequentes no Passado do que no presente Porque se davam alguns cidadãos magistraturas de alta importância como emileto a Britânia e se submetiam a decisão deles os maiores interesses aliás as cidades estavam longe de ser tão grandes já que o povo preferia morar no campo ocupando-se com seus trabalhos rústicos portanto se esses magistrados eram
guerreiros apostaram-se do governo Seu principal recurso era confiança que obtinha do Povo pelo Ódio que Demonstravam contra Os Ricos foi assim que pisera do obteve a tirania de Atenas querelando contra os habitantes da planície tergênio admegara mandando matar o gado dos proprietários quando encontrou passando a margem do rio e Dionísio a dizer acusa acusando de traição Dafne e os grandes artifícios que eram tidos como ímpetos de patriotismo e davam popularidade causas das revoluções na oligarquia quantas oligarquias há duas causas Manifestas de revolução a primeira da parte do Povo quando os homens do governo se mostram
injustos para com a multidão então o primeiro que aparece basta para insurgi-la sobretudo quando é um membro do Senado que se oferece como chefe como lig-dames de naxos que depois os urbou a soberania a segunda da parte dos ricos em consequência da existência de vários grupos entre eles a sedição parte dos que são apenas particulares sendo Frequentemente muito poucos os outros ricos que governam foi o que aconteceu em Marselha na estria em heráia e em outras cidades onde os que não participavam do governo não pararam de conspirar até que tivessem mudado as máximas e os
costumes uma das regras quase Gerais era que o pai e os filhos ou o filho mais velho e o mais moço não podiam ser magistrados ao mesmo tempo pelo menos Esse costume era observado em Muitos lugares mesmo naqueles em que a oligarquia era mais organizada politicamente nas cidades que acabamos de citar foi preciso admitir em primeiro lugar os irmãos mais velhos e depois os mais jovens disto resultou que na istia a oligarquia passou a ser uma democracia Quem era Cleia de um número menor de magistrados se passou a ter 600 que em que Nido ela
se transformou devido à dimensão entre Os nobres em razão do pequeno número de pessoas admissíveis no governo graças a exclusão mencionada do filho pelo pai e dos mais moços pelo mais velho o povo aproveitando-se de sua discórdia e tomando um dentre eles como chefe atacou os outros e os derrotou com o efeito toda a sociedade não deixa nunca de se enfraquecer quando é dilacerada pelas facções mais antigamente em eritreia durante a oligarquia dos basílidas que no entanto Governavam bem o povo indignado por estar sobre o jogo de um punhado de pessoas mudou essa forma de
governo as oligarquias também se destroem por si mesmas quando são ruínas pela demagogia de seu próprio chefe uma primeira maneira de as coisas acontecerem é adulação de seus colegas por algum membro de um Senado oligarquico e portanto pouco numeroso assim agiram Cáritas em Atenas no tempo dos 30 tiranos e cínicos na época dos 400 Outro modo de agir é garantir ao povo a complacência dos magistrados comem Larissa onde os guardiões do Estado bajulavam até a população porque ela dominava as eleições é o que sempre ocorre em toda oligarquia em que as designações Não se fazem
por cooptação mas sim pelo povo ou pelo exército em razão da importância da renda ou da classe de que se é membro A esse respeito temos o exemplo de Hábito o mesmo ocorre nos Estados em que o Poder judiciário não é conferido pelos magistrados ligados ao governo Então os bajuladores do povo para obter cargos nos tribunais incitam no a se apoderar de todos os poderes como aconteceu em Iraque do ponto também é arriscar-se uma revolução a tentativa de reduzir a oligarquia a um número menor Pois por serem de igual força os inovadores são sempre obrigados
a chamar o povo em seu auxílio outra oportunidade de revolução para as Oligarquias é a dissipação de seus bens em farras feitas pelos funcionários do governo seu recurso então está nas inovações inovam tanto que eles próprios se tornam senhores do estado ou escolhem alguém para apoderar-se dele como italiano fez com Dionísio em siracusa ou como um certo cleótimos após ser introduzidos colonos e cálcios em anfíbios [Música] E os ricos foi por esse mesmo meio que em Regina o estado esteve a ponto de Mudar em virtude de um tite de cáries esses intrigantes Tem sempre alguma
novidade a propor Às vezes pilham o tesouro público e entram em disputa por causa disso quer com seus próprios cúmplices quer com os que se opõe aos roubos como ocorreu em a Polônia do ponto mas quando a oligarquia está de acordo consigo mesma não é fácil destruí-la Temos um exemplo disto no estado de farsala onde poucos homens mantém grande número deles na obediência Porque estão em harmonia e se conduzem bem entre si o estado oligárquico periclita também quando no seio da primeira minoria nasce uma outra espécie de oligarquia ainda mais estreita o que acontece quando
apesar do pequeno número de magistrados os principais cargos e dignidades não são porém comuns a todos observamos em Élida onde o estado era Governado por só 90 senadores seu número foi ainda mais reduzido além de serem vitalícios sua eleição assemelhava-se ao despotismo assim como a do senadores da laçada essas mudanças se fazem tanto em Tempo de Guerra quanto em tempo de paz em Tempo de Guerra os magistrados desconfiando do povo são obrigados a chamar tropas estrangeiras e não raro aquele a quem Confiam o comando se torna seu tirano como timofanes em Corinto Se tal comando
é confiado a vários estes coalizam numa dinastia ou então temerosos de serem pegos no mesmo truque fazem com que o povo participe do governo para reconciliarem-se com ele em tempo de paz os oligarcas desconfiados uns dos outros entregam a guarda do Estado a seus soldados sobre o comando de algum General neutro o qual as vezes acaba por se tornar senhor dos dois partidos como aconteceu em Larissa sobre o comando dos elevadas de Samos em Hábito no tempo das facções das quais uma era de as sedições também nascem das vexações e dos insultos que os homens
do governo fazem uns aos outros além dos exemplos já citados temos a respeito do casamento o de diagoras que em semelhante a oportunidade derrubou a oligarquia dos Cavaleiros em eretria acerca de processo ou Condenação à sedição de heracleia em razão de adultério a de Tebas crime justamente Punido ignomiosa escandalosamente tanto em iracleia na pessoa de eurition quanto em Tebas na diárias onde seus inimigos levaram a animosidade ao ponto de prendê-los a vida em praça pública com coleiras de Ferro várias oligarquias como as de cnido e de que os também foram destruídas por serem despóticas demais
e isso por senadores irritados com a insolência dos outros enfim o curso ainda que for tuito dos acontecimentos traz mudanças tanto para As repúblicas quanto para as oligarquias que regulam pela renda a eleição de seus senadores de seu juízes e dos outros funcionários o índice de renda restringe bastante bem por algum tempo o acesso às magistraturas a poucas pessoas nas oligarquias e as pessoas de riqueza média nas repúblicas se porém pela felicidade da Paz ou por alguma outra prosperidade Inesperada os mesmos bens aumentam de valor então todos os Cidadãos se tornam admissíveis em todos os
cargos esta mudança Às vezes acontece aos poucos imperceptivelmente e outras vezes de repente mas a transformação das democracias e das oligarquias nem sempre resulta num governo contrário Às vezes o regime permanece sendo do mesmo gênero passa-se no entanto do domínio das leis ao do arbítrio ou reciprocamente como todas as constituições aristocráticas tem algo de oligárquico nelas os nobres Tem mais facilidade para se apropriarem do território na laça demônia por exemplo os bens São possuídos por um número bastante restrito de Nobres ali tem eles mais facilidade de fazerem o que querem e de assumirem aliança que
lhes agradar o casamento ali realizado por Dionísio arruinou o estado dos loucorianos isso não teria acontecido numa democracia ou numa aristocracia bem constituída a mudança é imperceptível nas Aristocracias quando se corrompem aos poucos é o que também acontece em toda república como vimos na enumeração das causas Gerais de mudança dentre as quais não nos esquecemos de mencionar a negligência pelas pequenas coisas quando se deixa passar algum ligeiro erro passa-se lenta e facilmente ao maior até que se tenha destruído toda ordem e revirado o estado completamente a república de túnel mais uma vez passou bastante por
isso sua lei proibia Prorrogar por mais de cinco anos o Comando do Exército alguns jovens que seguiam a carreira militar com boa reputação entre os soldados e cheios de desprezo pela magistratura decidiram primeiro revogar essa regra e perpetuar seu comando quase certos de que o povo de bom grado os reelegeria o senadores consultados A esse respeito de início o seu puseram mas depois consentiram imaginando que mudar da Lei não se tocaria No resto da Constituição Mas quando quiseram resistir as outras transformações que se continuavam a fazer foi em vão os inovadores conseguiram tornar despótica toda
a forma do governo em suma todas as repúblicas se destroem ou por si mesmas ou pelas potências de Fora que é vizinhas quer distantes que dispõe de força como aconteceu através dos atenienses e dos lacemônios suprimindo os primeiros por toda parte as oligarquias e os segundos as Democracias causas das revoluções na aristocracia não sendo aristocracia senão uma espécie de oligarquia Pois tanto numa quanto noutra só poucas pessoas participam dos cargos públicos e a diferença está apenas no motivo de sua escolha os casos de sedição São aproximadamente os mesmos uma primeira causa de perturbação relativa aos
cargos públicos provém pois do próprio pequeno número dos elegíveis a tranquilidade fica ameaçada quando são Excluídos muitos homens de almas elevadas que se consideram de igual valor como os que na laçademonia se chamavam parterianos pessoas de igual Nascimento que porém se virem excluídas conspiraram contra o estado e depois de descobertas foram expulsas para tarento a fim de ali fundar Uma colônia da mesma forma a desordem quando alguns grandes não menos recomendáveis pelo mérito do que pelo Nascimento são indignamente tratados Pelos de situação superior como foi Lisandro pelos Reis ou quando um homem de valor é
posto de lado como sinagon que sobilau foi autor da conspiração contra os lances um segundo motivo de perturbação ocorre quando alguns estão na extrema indigência e outros na opulência como na lata demônia durante a guerra de messênia conforme te deu em seu poema sobre a legislação muitas pessoas que essa guerra empobreceira exigiram então Uma nova partilha do território uma terceira razão surge quando um grande se colocou em condições de crescer ainda mais e de dominar sozinho como aparece a interprete General do Exército na guerra contra os persas e em Cartago a não mas o que
mais arruina a república e a aristocracia é o vício do pacto fundamental na República a má mistura que nela se faz de democracia e de oligarquia na aristocracia ausência de Combinação desses elementos com a virtude o germe de sua depravação é portanto uma mistura defeituosa para estes governos cuja espécies variadas são compostas de diversos elementos as aristocracias distinguem-se do Estado nisso que as primeiras pendem mais para o oligarquia e a segundas para a democracia assim essas são mais seguras e mais duradouras do que as outras sendo mais Numerosos os personagens aqui é confiado o governo
eles são mais fortes em razão mesmo da Igualdade mais fáceis de contentar aqueles pelo contrário que por causa de sua riqueza gozam de maior consideração estão mais dispostos a humilhar os outros e não tem escrúpulos eles tirar todos os lucros em geral Qualquer que seja o lado para o qual se incline a forma do governo nele cai e se transforma pois ambos os lados procuram Engrossar suas fileiras a república portanto transforma-se em democracia e a aristocracia em oligarquia ou pelo contrário a aristocracia transforma-se em democracia pela atração dos Pobres pois a minoria que se crê
lesada esforça-se para colocar o governo do seu lado e a república em oligarquia pela atração dos ricos o único estado estável é aquele que tem por base a igualdade proporcional com relação ao mérito e a vontade Geral de Dar a cada qual o que ele é devido os turianos experimentaram isto no começo só elegiam os magistrados dos de maior renda depois exigiram uma renda menor e tiveram maior número deles os nobres que contra a lei haviam comprado quase todas as terras e por essa razão tinham maior autoridade na forma Oligárquica ergueram-se contra essa mudança mas
o povo treinado do manejo das armas e muito aguerrido venceu a guarda e obrigou Os compradores De imóveis a entregar o que tinham em demasia das revoluções particulares as monarquias os meios de subversão são quase os mesmos tanto para monarquia e a tirania quanto para as repúblicas a monarquia assemelha-se a aristocracia a tirania decorre da oligarquia e da Democracia extremas Isto é de dois governos degenerados com efeito ela retém os abusos e os erros tanto de uma quanto de Outra Por conseguinte ela é muito funesta para seu súditos estas duas espécies de monarquia diferem por
sua origem e por seu fim a monarquia foi estabelecida contra a população em defesa das pessoas de bem foi dentre elas que se tirou o rei em razão da Excelência de suas virtudes do mérito de suas grandes ações ou do brilho de sua raça o tirano pelo contrário como a história nos ensina deve sua origem ao ódio Contra os Nobres para pôr o povo ao abrigo de suas vexações ele sempre saiu das multidões de fato quase todos os tiranos são demagogos que conseguiram crédito junto ao povo atacando os nobres das diversas espécies de tirania esta
é posterior à época do crescimento da cidades algumas delas são mais antigas e começaram no tempo em que os reis violando as condições impostas a seus pais ousaram governar mais despolicamente outras Nasceram quando os principais magistrados se permitiram abusar da longa duração que antigamente os povos davam as assembleias e aos cargos públicos outras ainda provém da supremacia que as oligarquias ao elegê-los sobre todas as outras autoridades pois de todas essas maneiras era-lhes fácil transformar sentir anos só precisavam querer tendo uns já todo o poder como Freedom em Argos e outros as Honras da dignidade real
como falares e os da Jônia panécio em Leôncio selo em Corinto em Atenas Dionísio em siracusa e outros mais que devem como acabamos de dizer a sua ascensão a demagogia portanto a monarquia tem em comum com o poder aristocrático o fato de se dar pelo mérito pessoal ou pelo dos avós pelos benefícios assinalados pelo poder ou por todos esses motivos juntos Pois todos os que haviam prestado grandes serviços ou podiam prestá-los as cidades E as nações alcançaram esta honra alguns como quadro impedindo através de suas façanhas guerreiras que as cidades caíssem na Servidão outros retirando-as
dessa condição como Ciro ouve ainda Reis fundadores de um estado ou conquistadores de um país como os reis da laçada e dos molossos [Música] a meta e o dever de um rei são zelar para que os proprietários não sejam Desapossados por agressores injustos e nem o povo seja ultrajado por pessoas insolentes o tirano pelo contrário como já ficou dito muitas vezes não se preocupa com o interesse público a não ser quando este está ligado ao seu próprio interesse a Volúpia e o dinheiro de todos eis o que busca o tirano honra eis o que é
necessário aos reis sua guarda é composta de cidadãos o tirano convoca estrangeiros para a sua a tirania reúne Os vícios da Democracia aos da oligarquia ela tem em comum com a segunda o fato de propor-se a opulência como o fim sem isso ela não teria condições de manter a guarda e a magnificência de desconfiar do Povo de desarmá-lo de oprimi-lo de expulsá-lo da cidades e dispersá-lo pelos Campos ou colônias da Garcia ela toma guerra aos nobres sua destruição aberta ou clandestina seu banimento considerando-os como rivais ou como Inimigos de seu governo de fato é de
ordinário dessa classe que procedem as conspirações querendo alguns deles dominarem eles próprios e outros temendo ser escravos assim vimos periandro aconselhar trazido a cortar as espigas mais altas Isto é desfazer-se do cidadãos mais eminentes causas comuns da monarquia e a tirania mais uma vez portanto são os mesmos princípios que produzem as revoluções nas monarquias e nas repúblicas Isto é a Injustiça o perigo ou desprezo da parte dos Reis incitam seu súditos a conspirarem Contra Eles a injustiça que acontece principalmente por Ultraje a pessoa do súdito ou a sua honra e às vezes pela espoliação de
seus bens as conspirações tendem aos mesmos fins dos dois regimes pois tendo Os Monarcas abundantes riquezas e honras todos querem tê-las da mesma forma que eles mas as conspirações fazem-se ou contra a pessoa dos Príncipes ou contra o estado Aquelas que tem por causa a injúria pessoal são de diversos tipos cada qual provocando um gênero de ressentimento os ofendidos conspiram na maioria dos casos para se vingarem e não em seu próprio proveito assim foi a conjuração contra os filhos de pisistato ela teve por causa a injúria feita a irmã de armódio e A Ofensa que
ele próprio sentirá na ocasião armodio armou-se para vingar a irmã aristogito para vingar armódio periandro Tirando de andracia permitiu que com jurassem contra ele por ter perguntado no banquete a uma de suas amantes estava grávida de um filho seu pauzuânia matou o rei Felipe porque este desdenhava vingava do traje que atalo lhe fizera dedas conspirou contra Amintas que se vangloriava de ter colhido a flor de sua Juventude evágoras de Chipre foi morto por eunucos cuja espada foram raptada pelo filho Daquele príncipe várias insurreições não tiveram outra causa além dos atentados os reis ao pudor de
outrem principalmente a de crateus contra Arquelau que o torturara para servir-se dele a injúria já era mais do que suficiente mas crateus já estava além disso a gastado pela recusa que ele fizer a Arquelau de suas duas filhas uma depois da outra embora ele tivesse prometido uma delas em casamento Premido pela guerra que tinha que sustentar contra Sierra e a Rabel arquelar o casou a mais velha com o rei de elemeia e a mais moça com o filho de Amintas pensando que trata os filhos de Cleópatra não ousaria hostiliza-lo Todavia o verdadeiro começo de sua
ruptura originou-se da ofensa e do ressentimento de crateus por ter sido solicitado a tolerar ações desonrosas e lá nocrata de Larissa participou da mesma conspiração pela mesma razão o Príncipe depois de ter abusado de sua Juventude prometer a mandá-lo de volta a sua Pátria o jovem achou que só o mantinha junto assim para se divertir e não por amá-lo Parro hieráclides de eno Mataram um cortes para vingar A Ofensa feita a seu pai a damasto igualmente o traiu por pelo castrado quando ainda era criança muitos outros indignados por terem sido maltratados e feridos mataram ou
tentaram matar nobres e Reis foi assim Que mitilene megacles em emboscada com seus amigos matou os pentálidas que enquanto passeavam se divertiam batendo nos passantes com varas de Ferro depois esmerdes fez outro tanto competilo que ordenar que fosse surrado por uma mulher a cujas indiscrições ele sempre cedera decânico e conduziu a conspiração contra Arquelau e foi o instigador de todos os outros assassinos o motivo de sua Cólera tinha origem no fato de que tendo se referido ao hálito infecto de Eurípedes Arquelar ou entregar aquele poeta vingativo que o mandou açoitar cruelmente muitos outros ainda por
causas semelhantes foram assassinados ou tiveram suas vidas ameaçadas os perigos e o medo às vezes também incitam a arruinar as monarquias assim como os outros estados xerxes bêbado de vinho encarregar a tabano de crucificar Dário a tábano Crendo que o príncipe se Esqueceria dessa ordem por ter sido dada no auge da embriaguez não é executou quando o xerxes deu mostras de sua Cólera por isso acaba no matou para evitar sua própria perda outras conspirações procedem do desprezo como que foi feito contra a sarda Ana Paula visto dizem os antigos mitólogos fiando no meio de um
grupo de mulheres se quanto a esse príncipe o fato é duvidoso pode ser verdadeiro quanto algum outro dia se pela mesma causa Contra Dionísio o jovem que estava sempre bêbado e era desprezado igualmente por todos os súditos o desprezo torna infiéis até mesmo protegidos a confiança com que são honrados de que poderão de repente tentar um golpe seguro o pouco caso que tem pelo monarca também torna audaciosos os que ganharam poder e acreditam poder tornar-se senhores do Estado o fato de sua situação colocá-los longe de todo perigo leva-os com maior Facilidade a fazer a tentativa
sobretudo os que tem o comando dos exércitos foi o que fez Ciro contra as Tiago cujos costumes eram desprezíveis e a incapacidade Evidente já que vivia na moleza e seu exército estava irritado com a ociosidade se eu teslacia ajuda a mesma forma contra amadoku cujas tropas comandava Às vezes a conjuração tem vários motivos ao desprezo junta-se a cobiça como no caso de nitridatis contra aribarsarem Ninguém É mais empreendedor do que usar audaciosos que tem valentia e foram educados por seus Mestres na carreira militar a magnanimidade somada ao poder transforma-se em ousadia essas duas qualidades os
levam a conjuração Por estarem certos do êxito os que conspiram para conseguir um nome são de uma espécie completamente diferente não atacam os tiranos pelas honras e pelas riquezas mas sim para conquistar a glória e fazer com que falem deles o Desejo de um grande nome e da memória da posteridade faz com que arrisca em grandes façanhas as pessoas desse tipo são raras é preciso estar como diaon o bravo disposto ao sacrifício da própria vida e a perder tudo se falhar o golpe a natureza não engemra facilmente almas tão heroicas ele atacou o Dionísio com
um punhado de homens declarando que lhe bastava chegado ao ponto que fosse ter vencido as dificuldades da Aventura Mesmo se morresse Depois do primeiro passo na corrida ele ambicionava a glória de uma morte tão bela a tirania também se é ruina como qualquer outro estado pelo exterior quando tem na vizinhança algum outro estado mais poderoso num sistema contrário o contraste das instituições faz nascer a vontade de agredir e quando toda uma nação almeja alguma coisa executa assim que pode os estados opostos por exemplo uma Democracia vizinha a uma tirania são tão inimigos quanto os oleiros
o São dos oleiros no dizer de hesíldo pois a última espécie de democracia é ela própria uma tirania o mesmo ocorre com a monarquia e aristocracia Por isso os laços demônios e o siracusanos enquanto foram bem governados destruíram várias tiranias algumas vezes a tirania morre por si mesma quando ocorre uma divisão entre os pretendentes como outrora a de gelão e em nossos dias a de Dionísio a De gelão foi destruída por trazido irmão de Heron bajulando o filho de gelão a maneira dos demagogos levava o a dissolução para reinar a família e os cortesãos do
jovem príncipe tentaram por certo reunir forças para salvar a tirania e se desfazer de trazer-lo mas os conjurados tenho encontrado uma ocasião favorável expulsaram-nos todos quanto adiam que a frente de um exército e com a ajuda do Povo expulsar o jovem Dionísio seu Cunhado também foi morto por sua vez como ódio desprezo são as duas causas principais pelas quais se conspira contra a tirania é necessariamente a pessoa dos tiranos que se liga o ódio no entanto sua ruína na maioria dos casos procede do desprezo prova disso é que quase todos os usurpadores conservaram a soberania
durante a vida apesar do ódio público mas quase todos os seus sucessores perderam na incontinência A vida de sua luta que levam faz com que caiam no desprezo e da mil ocasiões de os exterminar a cólera está ligada ao ódio e produz quase os mesmos efeitos mas é ainda mais energética os que são animados por ela em surgem-se com mais violência não podendo na perturbação da Paixão ouvir os conselhos da razão as pessoas deixam se levar pela impetuosidade da cólera principalmente por injúria essa reação tornou-se funesta para a tirania dos filhos de Pisistato e de
vários outros mas o ódio atinge com maior segurança os seus alvos ao passo que a cólera é acompanhada de uma dor que não permite raciocinar a animosidade isenta desse ardor calcula e age silenciosamente Enfim tudo que dissemos das causas que destroem ao oligarquia e moderada e a Extrema democracia pode convir a tirania pois elas próprias são espécies de tirania superioridade da monarquia A monarquia tem menos a temer das causas exteriores e por isso mesmo dura mais tempo mas de ordinário ela destrói a si mesma de duas maneiras quer pela divisão dos que dela participam quer
por sua tendência a tirania querendo os reis aumentar sem parar o seu poder a despeito das leis assim vemos hoje muito poucos estados governados por Reis se existem ainda Alguns são de preferência monarquias absolutas e tiranias a realeza é uma dignidade estabelecida Voluntariamente cujo poder se estende as maiores coisas Ora como a maioria dos homens se assemelha e raramente se encontra alguém tão perfeito para corresponder a grandeza e a dignidade do cargo as pessoas não se submetem de bom grado a semelhantes e instituições Se alguém quiser reinar por astúcia ou por violência não haverá monarquia
mas sim tirania quanto as monarquias hereditárias Elas Têm uma causa especial de enfraquecimento muitos Príncipes sem méritos se sucedem e não tendo seu poder sido adquirido por seus ancestrais através da tirania mas sim pela honra esquecem-se disso e revoltam seu súditos com sua insolência dissolve-se então com facilidade o pacto que os une não é mais Rei aquele a quem seu súdito se recusam a obedecer daí em diante não passa de um tirano que governa homens livres contra a vontade Pouca duração das tiranias historicamente a monarquia tirânica é juntamente com a oligarquia a forma de estado
menos duradoura a mais longa a tirania foi a de ortogoras e de seus descendentes durou 100 anos a causa dessa duração foi que essa dinastia tratou com moderação ou súditos e na maior parte dos casos se conformava com as leis esforçando-se por contentar o povo some-se a isto que christines não eram Guerreiro desprezível e a demais amava a justiça Dizem que ele chegou a coroar o juiz que ele fora adverso na adjudicação dos prêmios dos combates ginásticos segundo alguns este magistrado é aquele cujo estátua ainda se vê na Grande Praça de System conta-se igualmente que
pisistato citado diante do areópago se submeteu a sua jurisdição a segunda tirania quanto a longevidade é A doce em Corinto durou 73 anos e seis meses selo reinou 30 anos periandro 40 e pisamético filho de gorjeias 3 a causa dessa duração também foi que selo tratava o povo com bondade e todo o seu reinado transcorreu sem que contratasse guardas periandro teve os costumes de um tirano Mas foi bom General a terceira foi a dos piso estrates em Atenas mesmo assim a tirania de bizistra Do civil duas vezes interrompida por sua expulsão de modo que de
33 anos só reinou 17 e seus filhos 18 o que perfaz no total 35 anos a tirania de gelão e dinheirão em siracusa foi de apenas 18 anos gelão após ter reinado sete anos morreu no oitavo e eram reinou 10 anos traz ídolo foi expulso no décimo primeiro mês as outras tiranias foram igualmente de curta duração das leis ou práticas Salutaris as Repúblicas cabe ao legislador ou a quem quer que tenha sabido traçar o plano de um governo não apenas realizá-lo mas sobretudo prover a permanência de sua obra Qualquer que seja o governo escolhido não
é difícil fazê-lo durar um dois ou três meses portanto conforme o que dissemos acima sobre a dissolução dos Estados deve-se tentar garantir sua existência evitando tudo o que ele for pernicioso e tomando através de leis Escritas ou não escritas todas as medidas necessárias a sua conservação e não considerar tanto como democrático ou oligárquico o que confere este caráter a um estado A não ser que lhe Imprima por bastante tempo às vezes aliás acontece que o governo sem ser democrático por sua constituição se torne tal pelo fato e pelo hábito e inversamente tendo se constituído democraticamente
desde a origem seja na realidade e pelos costumes oligárquico o Que acontece depois as revoluções os homens não mudam bruscamente e se contentam no começo em assumir algumas vantagens sobre os demais as leis anteriores não são revogadas E no entanto os inovadores têm o comando o respeito às leis e a liberdade conhecendo os meios pelos quais se corrompem e se dissolvem os estados podemos também saber por que meios eles se conservam causas contrárias produzem efeitos contrários hora A Conservação é O contrário da corrupção deve-se portanto num estado bem constituído observar cuidadosamente que nada se faça
contra as leis e os costumes e sobretudo prestar atenção desde o começo nos abusos por pequenos que sejam a corrupção introduz-se imperceptivevelmente é que como as pequenas despesas repetidas consomem o patrimônio de uma família só se sente o mal quando Está Consumado como ele não acontece de uma vez seus Progressos Escapam ao entendimento e se parecem aqueles sofisma que do fato de cada parte ser pequena infere que o todo seja pequeno Ora se é indubitável que o total seja composto de coisas pequenas é falso que ele próprio seja pequeno o ponto capital portanto é deter
o mal desde o começo a atenção não deve ser menos vigilante contra as armadilhas que se armam contra o povo este de ordinário é enganado pelos ricos Em cinco ocasiões que são as assembleias as magistraturas os julgamentos o armamento e os exercícios Primeiro as assembleias permissão a todos para assistir a elas mas pena contra os ricos se não assistirem a elas e somente Contra Eles ou então uma pena maior do que para os outros segundo as magistraturas proibição aos que têm rendas de recusá-las mas que os pobres o possam terceiro os julgamentos pena para os
Ricos que se recusarem a ser juízes impunidade para os pobres ou pena maior para os primeiros menor para o segundos como na lei de caronas em alguns lugares todos os que estão inscritos no alistamento civil podem assistir as assembleias e ser juízes Mas apesar das multas contra os que estando inscritos não comparecerem ou não julgarem a fim de que a pena evite que se inscrevam e não estando inscritos sejam dispensados quarto as armas mesma Norma sobre as Armas e os exercícios permissão aos pobres de não terem armas e pena contra os ricos se não Se
tiverem preocupado em adquiri-las quinto os exercícios nenhuma pena contra os pobres se não comparecerem e pena contra os ricos se faltarem assim uns participam para evitar a pena outros não comparecem não tendo nada a temer nas democracias os legisladores usam de sutilezas Opostas propõe um salário aos Pobres que assistirem as assembleias ou que tiverem o Ofício de juiz e não impõe nenhuma pena aos ricos que se absverem todas essas astúcias são funestas as repúblicas outras práticas Salutaris cumpre observar que existem aristocracias e oligarquias que se sustentam menos pelo valor de sua Constituição do que pela
direção dos que as governam uma atitude sábia e moderada tanto para com os outros funcionários Públicos quanto para com o simples particulares consiste primeiro em não fazer nem injúria nem injustiça esses últimos e depois em deixar que os primeiros entrem por sua vez na administração dos negócios se forem capazes não privando nem de honras os ambiciosos nem de lucros a multidão e vivendo popularmente com seus colegas pois a igualdade que os homens populares ostentam para o povo não é justa apenas no estado democrático mas sim em toda a Parte entre semelhantes e importa eles observá-la
se portanto há vários oligarcas a frente do governo farão bem em pôr em prática uma boa parte das instituições democráticas como a renovação semestral das magistras a fim de que todos os seus semelhantes possam obtê-las alternadamente com efeito os iguais formam por assim dizer um povo entre eles assim com bastante frequência como Dissemos acima tem os seus demagogos aliás para as oligarquias e as democracias Este é o meio de não caírem no despotismo pois não é tão fácil maquinar uma intriga quando se tem pouco tempo para permanecer no cargo quanto quando nele se demora por
muito tempo essa longa duração precisamente é o que gera a tirania nas oligarquias e nas democracias umas e outras tornam-se presas dos Grandes nestas os demagogos naquelas os magistrados mais altos acabam por confiscar o poder quando lhes concedem tempo as boas instituições conservam-se não apenas pelo afastamento do que pode corrompê-las como também às vezes pela suposição de um perigo próximo o medo torna mais atento à segurança do Estado assim aqueles que velam pela sua segurança devem inventar de tempos em tempos alguns perigos e tornar mais próximos os perigos que estão distantes A fim de que
o cidadãos informados estejam sempre alertas como sentinelas noturnas também se deve se possível cuidar através de leis Ou pelo menos prestar atenção para que não surjam animosidades e expedições entre os grandes e abafadas antes até que tenham começado e atingido os que nada tinham com isso mas nem todos têm a capacidade de dar-se conta do mal em seu começo é o privilégio dos políticos profundos se Houver alguma variação na oligarquia ou no estado a respeito dos impostos e do censo como quando permanecendo o mesmo o imposto a abundância do numerário aumenta cumprir aumentar ou diminuir
a taxa através de uma nova ordenação proporcional ao aumento ou a diminuição do numerário Pois se não se seguir essa regra nas oligarquias e nas repúblicas acontecerá ou que no caso de aumento do senso a República se transforma em oligarquia e a oligarquia em despotismo Ou que no caso de diminuição a República se transforme em democracia e a oligarquia em república ou em democracia os homens facilmente se corrompem pela prosperidade pois nem todos são capazes de suportá-la portanto trata-se de uma Regra geral para todo o governo democrático oligárquico monárquico ou outro não valorizar demais quem
quer que seja e não distribuir nenhuma honra excessiva mesmo que breve se acumulam muitos cargos em uma só Pessoa Tais cargos devem ser e retirados aos poucos e não todos de uma vez será sobretudo conveniente estabelecer através das leis que ninguém possa adquirir poder crédito ou riqueza demais ou que sejam afastados os que tiverem demais e como da própria vida privada podem vir novidades perigosas é necessário que haja um magistrado para observar todo o gênero de vida que se chocar com a forma e o Espírito do governo Qualquer que Seja ele democrático Republicano oligárquico ou
outro a fim de manter a tranquilidade pública em todas as partes se alguma facção ou classe do Estado assume demasiado ascendência o remédio é confiar sempre ao partido contrário os cargos e os empregos ou por as pessoas distintas a massa e os pobres aos ricos misturar com os ricos a multidão dos indigentes ou fortalecer o partido médio para romper os projetos sediciosos da desigualdade mas em toda a política não A máxima mais importante do que fazer com que as magistraturas não sejam lucrativas isso convém sobretudo as oligarquias o vulgo zanga-se menos por estar excluído do
governo do que por ver os magistrados viverem as custas do Tesouro público é até muito cômodo dispor de todo tempo para cuidar dos negócios particulares mas se estiver persuadido de que os titulares os cargos públicos pilham o estado terá a dupla vexação de estar Afastado tanto dos cargos públicos quanto dos lucros pecuniários esta gratuidade é a única maneira de aliar por assim dizer a democracia a aristocracia ela concede aos nobres e ao vulgo o que desejam por um lado admite sem distinção todos no governo que é o procedimento da Democracia por outro lado o que
é uma concepção aristocrática só concede magistraturas aos nobres isso se torna fácil Se se retiram dos homens públicos todos os meios de tirar Proveito de suas magistraturas Então os pobres não se preocuparam com esses cargos mas preferiram exercer sua profissão e cuidar de seus negócios e os ricos não precisando de Salários para viver aceitarão mais facilmente os cargos Não pagos disto resultará também que os pobres tendo tempo para trabalhar alcançarão mais facilmente a riqueza e os nobres não correrão o risco de depender do primeiro que aparecer para prevenir a Espoliação do Tesouro público é preciso
que a receita seja feita a vista do público e as duplicatas dos impostos e dos recibos sejam entregues as corporações a centurias e as tribos de resto os magistrados serão menos tentados a tirar algum lucro de seus cargos se houveram honras propostas pela lei aos que os tiverem exercido liberalmente nas democracias deve-se ser Prudente com os bens Os Ricos e não submeter nem suas Propriedades nem suas rendas a nova partilha como se faz secretamente em algumas repúblicas e até mesmo proibir eles as que são apenas aparatosas sem serem úteis para o povo como espetáculos iluminações
e outras coisas semelhantes da mesma forma nas oligarquias é preciso ter muita atenção para com os indigentes e distribuir os empregos lucrativos no caso de algum ricos ultrajar será punido mais severamente do que se tivesse Insultado um igual é preciso que as heranças não se transmitam por Testamento a estrangeiros mas por sucessão as pessoas da família e que cada um só possa receber uma dessa forma haverá maior igualdade entre as riquezas em um maior número de pobres poderá tornar-se rico na democracia e na oligarquia convém que os que participam menos do governo Como os ricos
na democracia e na oligarquia os pobres sejam em tudo o mais tratados igualmente Senão melhor a menos que se trate da suprema autoridade que deve ser reservada aos que a forma do governo indica Isto é ao magistrado único ou ao Senado Os Atuais demagogos para fazer a corte ao povo proporcionam-lhe através dos tribunais muitos confiscos aqueles que se preocupam com a segurança do Estado devem agir de modo inverso e em vez de se apoderarem em proveito do povo dos bens Os Condenados consagá-los à Religião apenas será a mesma e deterá igualmente os crimes mas o
povo terá menos pressa para condenar pois não tirará nenhum proveito da sentença Além disso os legisladores devem fazer com que as acusações públicas se tornem muito raras estabelecendo penas pesadas contra os que agirem levianamente pois não são as pessoas do Povo mas sim as dos meios refinados que assim se costumam atacar e humilhar Deve se inspirar a todos e sobretudo ao cidadãos um afeto pelo governo tão grande quanto possível para ao menos se evitar que considerem os grandes como inimigos como as últimas espécies de democracia conta um povo numeroso e é quase impossível a todas
a gente assistir as assembleias sem pagamento as pessoas de certa situação correrão grandes riscos se o estado não tiver rendas só se subsidiará essa despesa esmagando-os com Impostos e mandando confiscar seus bens por tribunais vendidos a iniquidade isso já precipitou a subversão de muitas democracias portanto quando o estado Só tem poucos recursos só deve haver assembleias nacionais muito raramente e tribunais numerosos só por muito poucos dias os ricos temerão menos a despesa e verão sem maiores preocupações que não lição concedidos honorários mas apenas aos pobres isso também pode ter como efeito Fazer com que se
julguem muito melhor os processos os ricos não se ausentam de bom grado de suas casas por muito tempo mas se dispõe a isso quando se trata de um tempo bastante curto se houver renda suficiente não se deve como fazem os demagogos distribuir a raia miúda o dinheiro que sobrar mal recebem e já voltam a cair na indigência pois essas pessoas são tonéis furados a que essa liberalidade não traz nenhum proveito um Homem realmente Popular deve antes cuidar de que o povo não seja pobre demais a miséria é a fonte de todos os males na democracia
assim devem se encontrar meios de tornar todos abastados de maneira duradoura isso servirá aos próprios ricos o melhor emprego das rendas públicas quando a Sua percepção está terminada é auxiliar amplamente os pobres para colocá-los em condições ou de comprar um pedaço de terra ou os Instrumentos para lavoura ou de abrir um pequeno comércio Se não for possível ajudá-los a todos deve-se pelo menos ver ter o subsídios na caixa de alguma tribo ou cúria ou de alguma porção do Estado ora uma hora outra far-se-á com que os ricos contribuam para as despesas das assembleias necessárias de
preferência a esbanjamento frívolos por meio disso o governo cartagineers Tornou-se Popular empregando sempre alguém do Povo nas administrações provinciais para que aí fizessem Fortuna é próprio de um grande discernimento e de uma alma Nobre Quando se é rico proteger os pobres e eles oferecer oportunidade e meios para trabalhar o exemplo dos habitantes de talento revela-se assim muito digno de se imitar eles põem em comum alguns bens para uso dos pobres e com isto conquistam o afeto do Povo quantas seus magistrados Escolhem no de duas maneiras uns por eleição outros por sorteio o segundos para que
o povo possa participar e os primeiros para que os cargos sejam melhor preenchidos podem ser tomar ainda outras disposições sobre a mesma magistratura e conferi-la alternadamente por sorteio e por eleição a virtude e a educação três qualidades se impõe nos chefes de governo o apego a Constituição atual do Estado a maior habilidade adquirida com Exercício e a administração das funções de governo um gênero de virtude e de Justiça adaptada ao regime pois não sendo direito mesmo em todas as constituições a justiça deve necessariamente ser diferente uma primeira dificuldade aparece quando Nem todas as condições se
acham na mesma pessoa se por exemplo tal homem é capaz de Comandar um exército porém no mais não tem probidade e tem pouca atenção pelo governo e tal outros se revela Unicamente honesto e bem intencionado qual dos dois se escolherá para General acho que se devem considerar dois pontos o que se encontra mais comumente em todos os homens e o que se encontra menos assim para eleger um general de exército deve-se considerar mais a experiência Militar do que a virtude pois há menos Generais experientes do que homens virtuosos o caso é totalmente contrário No que
diz respeito à administração das Finanças pois aí é preciso mais probidade do que tem o comum dos homens quanto a ciência todos a têm em medidas suficiente para conservar o que lhes é confiável eis uma outra questão suponhamos que alguém tenha talentos suficientes para governar e também apego ao estado neste caso será preciso que tenha também virtude já que usando dessas duas primeiras qualidades essa pessoa se sai bem em suas funções não será mais Necessário que tenha virtude já que apesar desses dois méritos poderia não ter uma alma desinteressada sim sem dúvida pois pessoas sem
caráter com todo o seu saber não são senhoras de si mesmas e muitas vezes animais em seus próprios negócios sua paixão do que seu interesse fariam o mesmo na gestão dos negócios públicos em geral chamamos interesse público tudo o que é regulado pelas leis para a Conservação dos Estados o ponto essencial porém como já dissemos várias vezes é fazer com que a parte satisfeita com a situação presente seja mais poderosa do que a quem não estiver contente uma coisa que convém saber embora ignorada nos estados depravados que perderam de visto justo meio é que vários
meios considerados populares corrompem as democracias e vários meios considerados oligárquicos corrompem as oligarquias Toma-se muitas vezes por virtude e perfeição o que não passa de excesso o exemplo do nariz tornará mais clara a coisa um nariz que se afasta da linha reta que tende para o Aquilino ou é arrebitado ainda pode agradar mas se se alongar ou se encurtar demais primeiro sairá justa medida e por fim cairá tanto no excesso ou na falta que não será mais um nariz o mesmo ocorre com as outras partes do corpo e também com os regimes ao oligarquia e
a Democracia podem Subsistir embora se afastando de seu desígnio e de sua perfeição mas se dermos demasiada a extensão ao seu princípio primeiro tornaremos pior o governo e no final chegaremos a tal ponto que ele nem será mais Digno deste nome portanto O legislador e o homem de estado não deve ignorar Quais são os meios populares que conservam ou destroem a democracia e quais os procedimentos próprios a ela que Produzem o mesmo efeito na oligarquia nenhum nem outro desses dois estados podem existir sem homens ricos e sem o que se chama arraia miúda se as
riquezas se tornarem iguais necessariamente o estado mudará de forma destruindo os ricos ou o povo através de leis extremadas a Rui não se pois esses estados cometem-se grandes erros tanto num quanto no outro regime nas democracias trata-se de um erro dos demagogos tornar A massa Senhora das leis em vez de manter o estado dividido em dois partidos como fazem jogando os pobres contra os ricos sempre deveriam fingir que falam por eles nas oligarquias os oligarcas cometem o mesmo erro ao se preocupar em demais com interesse dos ricos seu juramento é concebido nesses termos serei inimigo
do povo e lhe farei todo o mal que puder deveriam pelo contrário jurar estar Sempre com o povo e jamais prejudicá-lo o mais importante meio para a conservação dos Estados mas também o mais negligenciado é fazer combinar em a educação do cidadãos e a constituição com efeito de que servem as melhores leis e os mais estimáveis decretos se não se acostumar o súditos a viver em segundo a forma de seu governo assim se a constituição for popular é preciso que sejam educados popularmente se for oligarquica oligárquicamente pois Se houver desregramento em um só súdito este
desgramento estará então em todo o estado ora educar o súditos em consonância com o estado não é adular os grandes ou o povo nem empenhar sem comprar Zelos mas acostumar o cidadãos a manter sua oligarquia ou sua democracia nossas atuais oligarquias educam os filhos os magistrados no luxo e nos Prazeres enquanto que os dos Pobres se exercitam e se enrijecem no trabalho ora É precisamente isto que dá Esses últimos mais vontade e mais facilidade para tentar e realizar novidades em nossas democracias sobretudo nas que passam por ser as mais populares a instrução não tem o
valor maior reina-li uma liberdade mal compreendida duas coisas parecem caracterizar Esse regime autoridade da maior parte do povo e a liberdade de cada um aqui a justiça parece consistir na igualdade Portanto tendo todos um direito igual é justo considerar como lei o que agradar a maioria a liberdade é a igualdade dão a cada um o direito de fazer o que quiser e assim nessa sociedade diz Eurípedes cada um vive a seu modo e como bem entende mas este é um sofisma miserável não se deve considerar como uma Servidão pois não é dobrar-se diante da forma
do governo pois disso Depende a segurança do Estado eis em resumo o que tinha a dizer sobre A conservação das repúblicas resta falar da Monarquia e do que a mantém de estado para as monarquias as monarquias também se conservam pelos meios contrários as causas de sua ruína principalmente pela sua redução a uma forma mais moderada quanto menos coisas submetidas a autoridade absoluta dos Reis houver mais autoridade deles será duradoura serão então menos imperiosos mais iguais a seu súditos quanto as maneiras e consequentemente menos Odiosos foi o que Manteve por tanto tempo a monarquia na moléstia
e nalacia demônia onde desde o começo a soberania Foi dividida entre dois titulares e depois moderada em muitos pontos pelo Rei ter o ponto sobretudo pelo contrapeso da magistratura dos éforos a diminuição do Poder dos Reis acarretou um crescimento da sua duração e até pode se dizer em certo sentido seu aumento esta é justamente a resposta dada por teu ponto As reprimendas de sua esposa não tem vergonha reclinava ela de deixar para teus filhos a realeza menor do que a receber o pai não retorqueu ele porque eu a deixo mais duradoura o recurso ao rigor
as tiranias conservam-se de duas maneiras Opostas quer pelo Rigor quer pela moderação o método do Rigor transmitiu-se de mão em mão e foi observado por vários tiranos em seus estados sua instituição é atribuída a Periandro de Corinto e também se encontram um exemplo dele no governo dos persas já indicamos mais acima algumas de suas máximas rebaixar os personagens mais eminentes enquanto possível e desfazer-se dos mais aves não permitir ao súditos nem banquetes nem associações nem instrução nem qualquer outra coisa semelhante afastar-se sobre tudo o que é próprio para elevar a alma e inspirar confiança proibir-lhes
a escola Assim como as Reuniões de distração tomar todas as medidas para impedir que os habitantes não se conheçam entre si Já que as relações só servem para torná-los mais confiantes ter Patrulhas que anda em dia e noite pelas ruas e escutem nas portas das casas a fim de que não haja nada de secreto no que fazem as pessoas aos poucos ele se acostumarão à escravidão o mesmo ocorre com outras práticas persas e bárbaras que cheiram a Tirania e têm a mesma eficácia deve-se manter Espiões por toda a parte saber tudo que se faz e
tudo que se diz destacar a gentes e Espiões como fazia e herão em siracusa colocando-os em toda parte onde havia uma reunião um conciliado não se é tão ousado quando se tem algo até meio editais vigilantes e quando se é fica se sabendo semear a discórdia entre os amigos entre a raia miúda e os nobres e entre os ricos uns contra os outros Empobrecer o cidadãos a fim de que não possam formar uma guarda armada e absorvidos nos trabalhos de que precisam para viver não tenham tempo de conspirar como exemplo dessas manobras temos as pirâmides
do Egito os templos dedicados aos Deuses pelos o dizer os olímpicos que são todas coisas que tendem aos mesmos fins de ocupação e empobrecimento aumentar o peso dos impostos convencida acusa no tempo de Dionísio o tirano onde em cinco anos foram obrigados a dar em Contribuições tudo que valia a terra guerrear outro artifício dos tiranos a fim de ocupar o súditos e mantê-los ininterruptamente na dependência de um general a realeza tem cortesãos como apoio mas é próprio do tirano desconfiar dos seus que tem como todo mundo vontade de matá-lo Mas além disso tem também o
poder de fazê-lo fazer uso dos recursos da Extrema democracia como a atribuição do governo doméstico as mulheres para que elas revelem o segredos de seus Maridos e com o afrouxamento da escravidão para que também os escravos denunciam seus senhores os escravos e as mulheres nada tramam contra os tiranos e até Se tiverem a felicidade de ser bem tratados por eles afeiçoam-se necessariamente a tirania ou a democracia pois o povo também pode ser um tirano os dois regimes estimam os aduladores o povo seus demagogos os tiranos os que rastejam diante deles um homem Franco e Leal
ama mas não adula Eles pelo contrário provocam a adulação e favorecem os malvados precisam deles para suas torpezas um prego expulsa outro diz o provérbio a gravidade e a franqueza desagradam-lhes querem ter esse privilégio sozinhos quem quer que use delas parece disputar com eles sua preeminência e seu despotismo tais pessoas são leodiosas como se atentassem contra tirania admitem em suas mesas os estrangeiros de preferência ao cidadãos encarando estes Como inimigos e aqueles como indiferentes e portanto só conseguem a eles o acesso à sua pessoa eis Por que meios todos eles gerados pela malignidade e pela
improbidade mais consumada se mantém a tirania podemos porém reduzi-los a três pois no fundo são apenas três as coisas de que se vale o tirano a primeira manter seu súditos no mais profundo avultamente um homem sem coragem não conspira nem trama contra ninguém A segunda fazer com que desconfiem uns dos outros pois a tirania não pode ser derrubada se não houver pessoas que tenham confiança recíproca assim os tiranos declaram guerra a todo homem de bem que tiver coragem essa categoria de pessoas é perniciosa a seu regime por não querer em deixar se tratar servelmente serem
Francos com todos sobretudo entre eles e não denunciarem ninguém a terceira não lhes deixar nenhum Poder Sem poder ninguém tentará arruinar a tirania porque não se tenta o impossível todos os desígnios dos tiranos tendem algum desses fins e todos os seus atos estão relacionados com eles nada de confiança entre cidadãos nada de poder nada de alma Eis o método de Rigor o uso de moderação o outro método inverso do primeiro consiste como dissemos na moderação concebe-se ela ao se considerar a maneira como se deprava a monarquia Assim como esta se arruina a medida que se
torna mais tirânica a tirania afirma-se ao se tornar mais Régia mantendo apenas a força necessária para se fazer obedecer tanto pelos que querem bem ao tirano quanto pelos outros poder que não pode perder sem ele próprio se perder isto posto é preciso que o tirano faça em parte O que fazem os reis e que quanto ao demais Salve as aparências simulando corretamente os sentimentos e os modos de um bom príncipe Em primeiro lugar que tenha o ar de se preocupar com bem público que evite as despesas que ferem o povo como a dilatação das Finanças
que se abstenha de fazer as custas os pobres que tem tanta dificuldade para economizar grandes gastos principalmente essas gênerosidades escandalosas como pensões para suas amantes e para os encarregados e seus prazeres para estrangeiros sem mérito para artesãos de corrupção e de imoralidade que Prestes contas da Percepção e do emprego dos impostos como alguns tiranos no passado por este meio ser atido por econômico e fará com que se esqueça sua tirania sendo Senhor do estado não deve Temer a falta de dinheiro mas vale para ele estar sem dinheiro para suas campanhas do que deixar em casa
tesouros empilhados com isso ficarão menos tentados de abusar desse dinheiro os que em sua ausência governaram o estado pessoas muito mais temíveis para ele do Que os meros cidadãos estes marcham com ele para o combate enquanto que aqueles ficam na retaguarda quanto a percepção dos impostos o tirano deve comportar-se como se só os aumentasse para a manutenção do estado e se ela ocorrer para as despesas de guerra numa palavra mostrar-se tal que seja considerado mais o guardião do que o senhor do Tesouro público que o tirano Tenha também uma abordagem fácil e um ar grave
de modo que os que Tiverem acesso a ele pareçam menos tem medo do que respeitá-lo o que os homens desprezíveis não conseguem facilmente se não se preocupar com nenhuma outra virtude que pelo menos seja Cortez tem a política de passar por Virtuoso e se abstenha não apenas ele mesmo de todo injúria contra seu súditos de qualquer sexo que for mas também não tolere que nenhum de seus domésticos ofenda ninguém e cuide de que suas mulheres se comportem da mesma maneira para com as Outras mulheres pois há injúrias feitas por mulheres de tiranos que arruinam a
tirania sobre a questão dos Prazeres sensuais que faça o contrário de seus êmulos de hoje que não se contentam em se entregar a eles de manhã à noite durante vários dias mas ainda querem que todos saibam a vida que levam para serem admirados como seres felizes que use moderadamente desse tipo de prazeres que pelo menos tem a aparência de não correr atrás Deles e até de procurar furtar-se a eles não se surpreende com facilidade e não se despreza um homem sóbrio mas sim um homem bêbado nenhum homem vigilante mas sim um homem sonolento numa palavra
deve agir de modo totalmente inverso do que dissemos mais acima conservar e adornar a cidade como se fosse o seu curador e não o tirano que demonstre principalmente muito zelo pela religião teme-se menos injustiça da parte de um Príncipe que se crê seja religioso e parece temer aos deuses e se está menos tentado a conspirar contra ele quando se presume que tem assistência e o favor do céu mas é preciso que sua Piedade não seja afetada Além disso que honre as pessoas de bem E os que se sobressaem por algum talento a ponto de convencê-los
de que não seriam melhor tratados por seus com cidadãos no estado da mais Ampla liberdade Que deixe para si mesmo a distribuição das honras e entregue a seus oficiais e aos juízes as punições outro Cuidado para conservação e a segurança de toda a monarquia consiste em não elevar ninguém ou então elevar mais de um pois assim ele se vigiaram mutuamente se por acaso só se puder fazer avançar um só que não seja nem arrogante nem audacioso Esses caráteres são em todas as coisas muito empreendedores se for Preciso rebaixar alguém e tirar o crédito e autoridade
que não seja de uma vez mas pouco a pouco é necessário sobre tudo abster-se de qualquer injúria principalmente de dois tipos uma bater em quem quer que seja outra desonrar a juventude por lubricidade este respeito é indispensável sobretudo para com as pessoas ambiciosas e nobres os avaros suportam com impaciência a injúria que toca na diminuição de seus bens e as pessoas sábias e honestas tudo O que atenta contra a sua honra a própria punição das faltas deve evitar o ultraje só se deve fazer uso dele com uma espécie de jeito paternal se acontecer que o
príncipe se deixe levar por alguma fraqueza com pessoa jovens que seja por amor e não por abuso de autoridade e se ferir a honra que indeniza com maiores honras entre aqueles que conspiram contra a vida do tirano os mais temíveis contra os quais mais se deve cuidar são os que Sacrificam a própria vida com tanto que seja para matar principalmente os que estão motivados pelo recentemente de alguma injúria dos seus nada se poupa quando a cólera e o despeito se misturam é difícil dizer aclito conter a cólera põe-se nela a vida como os estados são
compostos de duas partes pobres e ricos deve-se fazê-los compreender que sua salvação depende da Do estado e do Cuidado que tomarem para não se prejudicar em uns aos outros no que quer que seja mas que o príncipe traga para o seu lado os mais poderosos para que se acontecer uma sedução não seja forçado nem a libertar os escravos nem a desarmar o cidadãos se um dos partidos unir-se a ele suas forças lhe bastaram para resistir ao partido que ousar atacá-lo [Música] em suma não há esforços que não devam Ser feitos pelo tirano para que seus
súditos não se permita nenhum excesso seja Cortez com os nobres e amável com o povo com isso tornará mais florescente a sua autoridade e mais agradável e duradoura não estando mais exposto ao ódio que o temor inspira e reinando não sobre gente aviltada mas sobre sujeitos Livres gente de coragem e de bem enfim que regra de tal modo seus costumes e suas maneiras que se não for Bom o pareça pelo menos pela metade e se for mal só apareça pela metade Estas são aproximadamente todas as causas de subversão e os diversos meios de salvação para
as diversas formas de governo exame de algumas constituições que tiveram seu reinado ou que foram apenas projetadas pelos filósofos sendo nossa intenção examinar qual seja a melhor da sociedade políticas para os que podem levar o gênero de vida que Melhor eles convém devemos considerar rapidamente as constituições dos estados que passaram por ter boas leis assim como os projetos de alguns filósofos que se ocuparam deste assunto veremos o que se pode aproveitar disto deve ser nos permitido também procurar algo de melhor não para Ostentar uma van erudição mas para indicar o que pode haver para corrigir
em cada um exame das duas repúblicas de Platão comecemos pelo exame da questão que se Apresenta em primeiro lugar nessa discussão a saber se Tudo Deve Ser comum entre o cidadãos ou se não deve haver nada de comum ou se algumas coisas devemcê-lo e não outras nada a ver em comum é impossível o próprio estado não é senão uma espécie de comunidade aqui é necessário em primeiro lugar um local comum é esta unidade de lugar que faz com que todos pertençam igualmente a uma mesma cidade e os associa quanto ao território Num estado bem constituído
porém tudo que for suscetível de comunidade deve permanecer em comum ou a comunidade deve restringir-se a certas coisas sendo o restante próprio de cada um em sua República Platão propõe que as mulheres as crianças e os bens sejam comuns ao cidadãos de fato neste diálogo Sócrates preconiza a comunidade Total Qual é melhor este sistema ou o nosso costume a comunidade de mulheres oferece grandes dificuldades e se fosse preciso Estabelecê-la não seria pela razão apresentada por Sócrates o próprio fim suposto por Ele para Associação política torna impossível esse estabelecimento e assim ele nada diz de preciso
sobre este assunto seu princípio é que o maior bem que possa acontecer para um Estado qualquer é perfeita unidade Digo mesmo mas se levarem muito longe a sua unidade ela não será mais uma sociedade política que consiste essencialmente numa multidão de Pessoas de uma cidade podem fazer uma família e de uma família uma só pessoa com efeito a mais unidade Numa família do que num estado e numa só pessoa do que Numa família Ora se fosse possível estabelecer essa perfeita unidade entre os membros de um estado seria preciso evitá-lo e isso seria destruir a sociedade
política que por essência é constituída de pessoas não apenas em grande número Mas também de semelhantes e de espécies diferentes há muita diferença entre um estado e uma Liga A Liga compõe-se de gente da mesma espécie unida pelo pacto de se auxiliar mutuamente em caso de guerra quanto maior número de homens contar mais será forte semelhante assim aos pesos cuja força aumenta na razão de sua quantidade os bandos também diferem dos povos por não se dividir em cidades e aldeias Mas se dispersarem por cabanas como zardes Para que a unidade social seja vantajosa é preciso
que os membros Unidos defiram em espécie o que Conserva o estado é como dissemos em nossa ética a reciprocidade do serviços esta reciprocidade Deve existir entre pessoas livres e Iguais nem todos podem comandar ao mesmo tempo mas cada qual por sua vez por ano ou alguma outra divisão e Ordem de tempo dessa maneira todos participam da autoridade é como se o sapateiros e os serralheiros ao invés de permanecer Em toda a vida no trabalho que escolheram revezassem de profissão e já que é vantajoso que a sociedade política seja organizada dessa maneira é evidente que seria
preferível que todos pudessem mandar se fosse possível mas como a igualdade natural torna o governo comum impossível quanto As certas coisas e como é justo que cada qual participe da autoridade quer a julguemos um bem quer consideremos um fardo é necessário quanto ao que não pode ser ordenado por Todos que se faça alternar o poder de modo que homens que são iguais entre si mandem e obedeçam alternadamente como se tivessem Tornado outros homens observa também que aqueles que são investidos de autoridade exercem poderes diferentes é portanto claro que a unidade como alguns apresentam não pertence
a essência de um estado e o que chamam de seu maior bem É a sua ruína O que é realmente bom conserva Outro raciocínio também prova que a unidade perfeita demais não convém ao estado uma família basta-se mais a si mesma do que um indivíduo e um estado mais do que uma família até mesmo não há verdadeiro estado senão quando a sociedade tem todos os bens de que precisa para satisfazer as suas necessidades portanto se esta suficiência preferível a tudo menos unidade é mais desejável do que unidade de mais Se isso pusessemos que o maior
bem de um estado é ser reduzido a unidade esta não seria demonstrada pela hipótese de que todos os cidadãos concordassem em dizer isto é e não é meu linguagem que Sócrates considera sinal de sua perfeita unidade a palavra a todos tem dois significados se a tomarmos distributivamente haverá alguma verdade nas palavras de Sócrates podendo cada um de fato dizer de sua mulher e de seu filho que são seus e o Mesmo sobre seus bens e sobre o que ele diz respeito pessoalmente mas os que tivessem mulheres e crianças em comum não poderiam dizer o mesmo
a palavra a todos não tem a ideia de cada um deles em particular emprega-la neste caso é um paralogismo encontra-se a mesma ambiguidade em um casal que significa hora os dois indivíduos hora o seu conjunto consequentemente um número par no primeiro sentido e ímpar no segundo o Que pode ocasionar grandes equívocos Sem dúvida é permitido a todos e a cada um falar da mesma forma pois isto é bom em si mas a coisa é impossível e inútil para uniformidade de sentimentos a outro Inconveniente na comunidade socrática preocupamos pouco com o que é como uma muitos
e só damos valor ao que nos pertence ou se nos preocupamos com que nos é comum é unicamente pela parte que podemos ter de resto descansamos um Sobre os outros e normalmente acontece o que se observa no serviço doméstico onde quanto mais empregados houver menos o trabalho é bem feito da mesma forma achando se cada cidadão de posse de milhares de filhos que não são mais dele do que dos outros todos desenharam de igual do seu trato e a sua educação Além disso cada qual vai querer ter como filhos os que prosperarem e rejeitará os
outros como entre os milhares ou mais de Crianças não se terá certeza sobre a paternidade e nem a quem se deve a sua conservação não haverá preocupação de saber quem é quem e se dirá ao acaso Este é meu Este é dele ora pergunto o que é preferível para uma criança entre duas ou 10 mil outras que cada qual a chame seu filho ou ter como entre nós um pai conhecido ser chamado por um de filho por outro de irmão por um terceiro de sobrinho e ser designado pelos diversos graus de consanguinidade De parentesco ou
de afinidade pelos laços de cúria e de tribo haveria alguma dúvida em preferir a mera qualidade de prima em nosso costume AD filho no de Sócrates será até mesmo impossível apagar perfeitamente os indícios da verdadeira origem e impedir que se reconheçam seus pais seus irmãos e seus filhos a semelhança de uns com os outros trairá sua consanguinidade como em algumas regiões da alta Líbia onde de acordo com Os relatos os Viajantes apesar da comunidade de mulheres se distinguem as crianças pela semelhança de traços entre os outros animais existem também fêmeas como as jumentas E as
vacas que imprimem em suas crias a figura dos que as geraram Como fazia a Jumenta de farsala chamada ajusta a outros inconvenientes ainda mais graves e igualmente inevitáveis nessa comunidade proposta em primeiro lugar a rixas e assassinos Voluntários ou não combates o trajes bem mais graves contra um pai ou outros parentes próximos do que contra estranhos esses crimes serão bem mais comuns se ignorar a filiação do que se ela for conhecida cometidos por erro não poderão ser expiados através da cerimônias de costume por não serem reconhecidos outro absurdo da comunidade de crianças é só se
ter proibido o comércio amoroso Dos dois sexos e não o amor e suas intimidades de pai para filho de irmão para irmão que são o cúmulo da indecência e da torpeza ora não é estranho proibir as relações entre os dois sexos em razão dos perigos da Volúpia excessiva e ser indiferente sobre essas familiaridades entre pai e filho irmão a comunidade das mulheres e das crianças pareceria mais útil aos agricultores do que aos guerreiros a menos apego Recíproco nessa comunidade e esta é uma sábia precaução para tornar o cidadãos mais submissos e menos propensos as revoluções
enfim a comunidade de mulheres e de crianças produz necessariamente o efeito contrário ao que se deve propor todo legislador e que o próprio Sócrates pretendeu o maior bem que se possa fazer a sociedade política é preservá-la de toda essa edição e cultivar a benevolência mútua A unidade tão recomendada por Sócrates é como ele diz segundo aristófanes Obra do Amor ou da Amizade aqueles que se amam procuram unir-se de maneira a tornar-se um é preciso que desapareça um dos dois ou ambos ao mesmo tempo ora a amizade numa tão vasta comunidade onde o pai não sabe
qual é o seu filho nem o filho Quem é seu pai não passa de uma gota de licor que se torna insípida numa grande quantidade de água o pai não mais se preocupa com o filho o Filho desdenha seu pai os irmãos são indiferentes um para com o outro pois sobretudo duas coisas despertam a solicitude e afeição entre os homens um objeto digno de ser amado e sua propriedade o que não pode existir com semelhantes instituições quanto as transferências os filhos de lavradores ou de artesãos para a classe dos Guerreiros ou da dos filhos destes
para a classe daqueles não podem realizar-se sem grandes problemas Aqueles que dão os filhos querem saber para quem e esta é outra fonte de querelas de assassinos ou de amores ilícitos os transferidos não chamam mais de irmãos filhos pais ou mães os que os entregam a outros cidadãos e perdem todas as considerações devidas a consanguinidade eis o que tinha a dizer sobre a comunidade das mulheres e dos filhos o objeto que numa boa constituição deve ser regulado Imediatamente a seguir é o dos bens devem ou não ser comuns este problema é independente da mesma questão
sobre os filhos e as mulheres admitindo a atribuição distinta desses últimos a cada Pai de Família o que acontece hoje em toda parte o que é melhor que os bens e seu uso permaneçam em comum que os campos sejam possuídos separadamente os frutos sejam comuns como Em certas Nações ou pelo contrário que o terreno seja comum e os frutos Divididos para uso próprio de cada um como segundo dizem se faz entre alguns bárbaros ou finalmente que os frutos sejam comuns Se não fossem o cidadãos que labrassem os campos a questão seria mais fácil de resolver
mas se são os cidadãos que lavam para eles próprios a questão das propriedades fica mais difícil existindo desigualdade entre o trabalho e uso fruto Os que trabalham muito e recebem pouco protestaram contra os que Trabalham pouco e ganham muito em geral é difícil viver junto e possuir em comum as coisas que são de uso dos homens sobretudo essas que tocam de perto a vida não quero outra prova ou outro exemplo disso que não as caravanas de Viajantes que brigam a cada instante por coisas insignificantes e as altercações perpétuas que é preciso tolerar no serviço alternado
desses domésticos que tem vários senhores a comunidade de posse gera naturalmente Todas essas dificuldades a maneira como se vive hoje principalmente se somarem os benefícios os bons costumes e das boas leis é muito preferível por ser capaz de nos proporcionar a um só tempo essas duas vantagens a da comunidade e a da propriedade com efeito é preciso que sob certos aspectos os bens sejam comuns mas que em geral pertençam a particulares por um lado a repartição e separação dos Campos Evita toda ocasião de disputa entre os cultivadores e os bens não param de se valorizar
quando cada um os explora Por sua conta por outro lado conforme o provérbio a virtude torna o uso comum entre amigos Essa maneira de viver não é nem praticável nem carece de exemplos nos estados mais bem constituídos ela existe de fato Ou então pode ser facilmente introduzida na laça demônia por exemplo embora cada um tem as suas próprias Propriedades elas são partilhadas com os amigos e se faz uso dos bens deles como dos seus próprios da mesma forma servem-se dos escravos dos cavalos e dos cães uns dos outros ou dos viveres se for preciso como
quando se está em campanha e se carece do necessário é muito conveniente pois que as Posses sejam particulares mas que sejam comuns para o uso Como podem tornar-se assim cabe ao legislador resolvê-lo o encanto da propriedade é inexprimível não é em Vão que cada um ama a si mesmo tal amor é inato só é repreensível o excesso chamado amor próprio que consiste em se amar mais do que convém tampou é proibido amar o dinheiro nem outra coisa da mesma natureza todos o fazem mas é uma grande satisfação poder servir a um vizinho a um estrangeiro
como é possível quando se a proprietário fonte desconhecida de prazer no sistema que para melhor unir o cidadãos dá tudo a sociedade política Esse sistema aliás fecha as portas para duas virtudes eminentes primeiro a continência de fato é um Nobre esforço abster-se da mulher de outro e depois a liberalidade pois como ser Liberal se não se tem nada a disposição o aspecto sedutor da comunidade de todos os bens vem de que ela aparece a primeira vista convidar todos os homens a se amarem também contribui o preconceito existente de que os vícios que graçam em certos
regimes procedem da Propriedade como esses eternos processos que sempre renascem entre o cidadãos por ocasião dos contratos a corrupção de Testemunhas e a adulação a que as pessoas se rebaixam diante dos ricos Mas não é da propriedade dos bens que derivam esses males mas da improbidade dos homens observamos essas disputas e outras ainda maiores entre aqueles que tem os bens em comum elas são até mais comuns e mais renitentes entre eles embora sejam Poucos do que entre os proprietários que são muito mais numerosos até mais não passaria indicar os males que a comunidade de bens
remediaria seria justo falar também das vantagens e que nos priva ela até parece se tornar a existência absolutamente impossível o que Enganou a Sócrates foi que ele partiu de um princípio que não é exatamente verdadeiro Sem dúvida tanto na sociedade política como na sociedade doméstica é necessária alguma unidade Mas não a unidade em tudo de tanto reduzir lá a unidade Face com que não seja mais uma sociedade seus vícios aumentam na medida de sua redução mais ou menos como se se reduzisse um concerto a uma voz ou um verso a um pé já que a
sociedade civil supõe Como já ficou dito uma grande multidão de homens é preciso torná-la una pelos princípios e pela instrução comum aquele que tem tanto discipliná-la se gaba de torná-la virtuosa Por meios Diferentes da filosofia dos bons costumes e das boas leis engana-se redondamente assim agiram O legislador de Creta e o da laça demônia que limitaram a comunidade dos bens um apenas aos Fundos destinados à despesa com as refeições públicas outro ao uso familiar das Posses de cada um deve-se aliás atentar para longa sequência dos séculos e dos anos anteriores ao nosso e persuadir-se de
que as boas instituições não escaparam a Sagacidade dos que nos antecederam quase tudo foi imaginado mas dos diversos projetos propostos uns não foram aceitos outros foram abandonados após algumas tentativas da mesma forma basta submeter a uma tentativa à comunidade socrática e se terá a prova de que ela é em praticável com efeito jamais se formará um estado se não se começar por classificar os homens e partilhar os bens destinando alguns ao uso público e distribuindo o Restante as curias e as tribos particulares assim nada resta que possamos conservar do sistema de Sócrates A não ser
que não se deve permitir a agricultura aos militares como os laços demônios começam a estabelecer entre eles de resto Sócrates não explica e não deixa entrever facilmente qual será a forma de governo entre seus comunistas embora A grande maioria seja formada por cidadãos não destinados ao manejo das Armas Ele não disse os bens dos lavradores devem ser particulares ou comuns e se entre eles também haverá comunidade de mulheres de filhos devendo tudo ser comum entre todos qual será a diferença entre Uns e Outros que vantagem terão os chefes e que aprendizado farão do comando a
menos que se imitem os cretenses que admitem seus escravos em tudo só lhes proibindo os exercícios do ginásio e a faculdade de portar armas que reservam a si próprios Se se praticarem distinções comem outros lugares qual será então o modo de comunidade não haverá necessariamente dois estados em um só em oposição um com outro de fato Sócrates faz de seus Guardiões ou militares como que os protetores do estado e coloca no grupo dos meros cidadãos os lavradores os artesãos e os demais haverá nesse regime acusações processos e todos os outros males que Sócrates Encontra nos
outros estados embora o seu segundo diz formado pela sua disciplina só vai precisar de muito poucas leis tais como as da polícia da cidades e dos mercados e outros objetos semelhantes ele atribui a seus guerreiros a Superintendência da educação pública aos lavradores dá todos os imóveis a custa do imposto territorial evidentemente este serão pessoas de outra categoria bem mais altivos do que os dotas Os Penetras e outras espécies De escravos mas Sócrates não determina se tudo isso será igualmente necessário ou não nem Qual será o governo a disciplina e as leis das pessoas que lhe
serão subordinadas o que no entanto não é fácil de subentender nem de Pouca importância para conservar o bom entendimento com os guerreiros tão pouco explica se os lavradores terão as mulheres em comum e as terras em particular supondo que tudo seja comum Quem cuidará da casa enquanto os maridos trabalharem na cultura dos Campos é indecente tomar o exemplo dos animais e sujeitar as mulheres as mesmas funções que os homens sobretudo já que estes se abstendas domésticas sua magistratura é Concebida da maneira mais perigosa sua perpetuidade é um germe de sedução para os que ainda não
adquiriram nenhuma consideração e com mais forte razão para as pessoas valorosas que já prestaram serviço Esta herança é até uma consequência necessária de seus princípios pois segundo ele os deuses não repartiram indistintamente seus dons mais preciosos a todo mundo ora para uns ora para outros mas sempre para os mesmos [Música] as qualidades intelectuais são o apanágio de alguns que as recebem exclusivamente no Nascimento Um zoouro outros a prata o bronze e o ferro vão para os que devem ser lavradores ou Artesãos embora pretenda que a legislação torne felizes a todos Sócrates retira de seus Guardiões
com os trabalhos de que os cumula toda esperança de felicidade é impossível que um estado seja feliz se todas as suas partes ou a maior parte delas não o são não se dá o mesmo que com os números pares de que todas as partes podem ser ímpares é preciso que pelo menos algumas e suas partes sejam felizes se seus Guardiões não são que Outros poderão selo certamente não serão nem os artesãos nem os assalariados Platão ou se quiserem Sócrates que ele faz calar tão pouco trata de uma maneira satisfatória das revoluções ou das transformações de
estado não indica nenhuma causa de mudança própria ao que chama a primeira e melhor República é diz ele da Ordem da natureza que nada seja eterno e tudo mude após certo período de tempo a mudança ocorre quando o número elementar epiterário combinado Com o número quinário dá dois acordes e é elevado ao cubo então a natureza da Luz seres maus cuja Malícia não poderia ser corrigida pela educação talvez Sócrates diga a verdade pois pode haver homens tão mal nascidos que sejam incapazes de qualquer instrução e de qualquer virtude Mas por que a Revolução ocorreria em
sua república e não em qualquer outra quanto ao tempo fixado por Ele para a mudança mudarão simultaneamente as Constituições que não começaram juntas como se tivessem toda sido inauguradas um dia antes dos solstício e Por que essa República passaria a ter a forma lacendemônia se a maior parte das outras se transforma no estado contrário e não no que se eles aproxima deve haver a mesma razão em toda a mudança segundo ele a forma lá cerimônia se transformará em oligarquia ao oligarquia em democracia a democracia em tirania embora também se transformem no Sentido contrário a saber
a democracia em oligarquia Mais até do que em monarquia Além disso não fala da tirania e não disse sofre ou não mutação nem porque causa nem em que espécie de república deixa este ponto indeterminado como algo em que a exatidão não seja fácil segundo ele a mudança deveria retornar a primeira e melhor espécie de tal forma que haveria um circuito continua mas a tirania algumas vezes dá lugar a outra Tirania como insiste um admiram sucedeu adrícenes ou a uma oligarquia como em caos ou uma democracia como em ser acusa a de gelo ou a aristocracia
e também em Cartago a oligarquia passa a tirania como se vê na Cecília em quase todas as antigas oligarquias as de leão te transformaram-se na tirania de panécio em gelo na dicleandro em Régis na de Anaxilau o mesmo ocorrendo em vários outros lugares não é verdade que essas transformações se devam a avareza e a ambição dos que estão investidos as magistraturas públicas antes acontecem porque os que superam os demais em riqueza não gostam que os pobres tenham uma parte igual no governo em várias oligarquias não é permitido aos ricos exercerem Artes lucrativas a leis que
o proíbem mas em Cartago que é Governada democraticamente essas profissões lição permitidas e isto ainda não causou nenhuma mudança naquela República também é falso que a oligarquia contém a dois estados ou dos ricos e dos pobres por que isso ocorreria mais nessa espécie de república do que na laçada ou alguma outra onde nem todos são iguais nem quanto aos bens nem quanto ao mérito suponhamos que ninguém se torne mais pobre do que antes mas que a massa dos Pobres aumente a oligarquia não deixará de se ter transformado em democracia assim como a democracia se transformará
em oligarquia se houver mais ricos do que pobres e um Sony mais negligentes e outros mais aves na busca de seus interesses das diferentes causas de revolução porém Sócrates só trata de uma a saber o empobrecimento pela prodigalidade ou pela usura como se todos ou a maioria tivessem sido ricos desde o começo o que Não é verdade vê-se que quando alguns dos principais dissiparam seus bens pensam em novidades mas o mesmo não acontece com os demais eles não causam nenhuma perturbação e tão pouco aspiram a democracia mais do que a qualquer outra forma de governo
O que leva as sedições e a revoluções mesmo entre aqueles que não consumiram suas riquezas é a exclusão dos cargos públicos são os outros tipos de injustiça é a excessiva liberdade ou Licença de fazer impunemente tudo que se quer assim apesar da diversidade entre as oligarquias e as democracias Sócrates expõe as suas mudanças da mesma maneira que se essas duas formas de governo pretendessem ambas a mesma espécie as leis que Platão escreveu depois são aproximadamente do mesmo gênero que a república portanto basta que nos limitemos aqui algumas observações sobre a Constituição Civil que delas Sócrates
que Platão faz falar em sua República não abordou-se não pouquíssimos pontos como a comunidade das mulheres e dos filhos a dos bens e a distribuição dos poderes com efeito ele divide a generalidade dos habitantes em duas classes a dos lavradores e a dos Guerreiros da qual ele extrai uma terceira classe que é do Conselho em que coloca Suprema autoridade não disse os lavradores e os artesãos são ou não admitidos em alguma magistratura nem se Devem ter armas e tomar parte nos trabalhos de guerra ou deles serem afastados pretende no entanto que as mulheres sejam guerreiras
como seus maridos e educadas nos mesmos exercícios que Os Guardiões da nação é na formação desses últimos que ele principalmente se detém o resto da discussão está cheio de inutilidades de coisas acessórias os livros das leis em sua maioria só Contém disposições de detalhe e quase nada sobre a forma de governo a não ser quando querendo oferecer algo que possa convir a todos os estados pende imperceptivelmente para uma outra espécie de república todavia não há mudanças notáveis No que diz respeito à comunidade de mulheres e de bens o resto é quase o mesmo a mesma
disciplina a mesma incompatibilidade entre as funções honestas do governo e do serviço público por um lado e os Trabalhos necessários mas sórdidos das Artes mecânicas por outro as mesmas reuniões de comensais acrescentando porém banquetes para as mulheres com a diferença de que numa de suas duas repúblicas Há apenas mil guerreiros ao passo que na outra ele pretende ter 5.000 todas as palavras que neste livro atribui a Sócrates são cheias de superfluidades s e de novidades problemáticas cuja Apologia talvez fosse difícil fazer para não falar na multidão com que compõem sua República seria preciso nada menos
do que os campos de Babilônia ou de algum lugar igualmente vasto para alimentar na ociosidade 5 mil homens numa cidade com bandos bem mais numerosos de mulheres e de criados em matéria de suposição Sem dúvida é permitido dar livre curso à imaginação mas pelo menos nos devemos deter nos limites do possível Sócrates diz também que o legislador ao fazer suas leis deve dirigir sua atenção para duas coisas o lugar e os homens seria preciso acrescentar a circun vizinhança se pretende que a cidade conserve sua condição política entre outras coisas ela deve servir-se de armas que
são convenientes não apenas dentro dela mas que podem ser úteis em outra região se nem todos aprovam essa Força Armada no interior para defesa privada ou para O serviço público pelo menos é preciso que haja uma força formidável nas fronteiras para opola aos inimigos quando invadirem ou quando se retirarem quanto aos patrimônios não seria possível determinar melhor e mais claramente sua extensão cada um diz ele deve ter o suficiente para viver frugalmente é como se dissesse para viver bem mas a fórmula é muito vaga Pois é possível ser frugal e miserável seria melhor ter explicitado
para viver Frugalmente e na abastança expressões das quais uma se assemelha ao Luxo outra pobreza e Por conseguinte caracterizam melhor os hábitos relativos ao uso dos bens ao qual Não cabe Nem fraqueza nem Rigor mas sim tem esperança e liberalidade existe também inconsequência ao introduzir a partilha igual dos bens em nada determinar sobre o número do cidadãos e em não colocar nenhum limite na proliferação como se as esterilidades E as mortes devessem compensar exatamente os nascimentos Isso parece efetivamente ocorrer no presente estado de nossas cidades Mas não seria mais a mesma coisa no futuro a
razão é que sendo divididas as propriedades proporcionalmente ao número de herdeiros não há mais pobres quanto ao presente ao passo que não sendo mais possível para o futuro os que nascessem em regime comunista não teriam nada fosse qual fosse o número desses Extra Numerados dever se ia portanto determinar a geração das Crianças pela possibilidade de Sobrevivência para que ninguém excedesse a cota prescrita com a condição de deduzir deste cálculos acidentes de morte e de esterilidade sem isso necessariamente ocorrerá como vimos na maioria dos estados que o cidadãos cairão na indigência ora a indigência gera a
sedição e a improbidade também fidam de Corinto um dos mais Antigos legisladores era favorável a manter as famílias na igualdade e fazer com que o número de cidadãos fosse sempre aproximadamente o mesmo embora fossem diferentes os lotes de terra no começo nas leis de Platão é exatamente o contrário mas falaremos em outro lugar dessa igualdade mostraremos o que de melhor se pode prescrever a respeito o mesmo autor contenta se condizer que assim como a cadeia difere da trama pela Lã deve haver algum atributo que distinga os que mandam e os que obedecem mas não Explicita
quais são essas marcas distintivas de resto já que permite o aumento da riqueza mobiliária até o quíntuplo porque não autoriza que se aumentem os bens fundiários da mesma proporção Ou pelo menos até certa concorrência a repartição feita por ele do terreno para construção tão pouco me parece conveniente a comodidade nem a economia Dá a cada qual dois lugares distintos ora o mesmo homem não habita duas casas sua forma de governo não é nenhuma democracia nenhuma oligarquia mas um regime médio que ele chama propriamente de Republicano composto inteiramente de militares se propôs essa forma por ser
a mais geralmente consagrada em todas as sociedades civis talvez tenha razão se foi como a melhor depois a primeira adiar República ele está enganado Sem contestação preferir se ia o estado dos lacerdemônios ou algum outro mais aristocrático alguns pensam que a melhor constituição é a que se compõe de todas as outras e por essa razão louvam a da laça demônia uma mistura de oligarquia de monarquia e de democracia sendo o primeiro destes poderes exercido pelo Senado o segundo pelo rei e o terceiro pelos éforos e situam a Democracia nas refeições públicas e na vida comum
e cotidiana As leis de Platão consideram como a mais excelente constituição um governo misto de tirania e de democracia formas que ninguém julga ser as de um verdadeiro governo ou então considera como a pior de todas são mais sensatos os que misturam todas as formas de fato é melhor a que reúne todas as demais a sua não tem nada de monarquico não é senão Oligárquica e democrática inclina-se principalmente para a Primeira o que se reconhece pela maneira como são conferidas as magistraturas é como uma oligarquia e a Democracia sortear os magistrados mas é oligárquico que
os ricos sejam obrigados a assistir às assembleias a nomear os magistrados e a se ocupar das outras funções públicas sendo os demais dispensados também é oligárquico querer que a maioria dos magistrados seja escolhida dentre os ricos e que os melhores postos na eleição dos membros do Senado sejam Reservados a maior opulência na verdade todos são convocados para as eleições mas são obrigados a escolher primeiro entre a primeira classe de ricos depois na segunda e depois na terceira os da terceira e da quarta classes porém não são forçados a dar seu voto e só é permitido
aos da primeira e da segunda eleger entre os da quarta é preciso apenas que cada classe forneça o mesmo número de eleitos portanto a maioria e os principais saíram do grupo Dos mais ricos não se envolvendo o povo na eleição porque a lei não oforça isso também a seleção entre os candidatos têm os seus riscos por pouco que alguns queiram entender-se e conspirar até mesmo em pequeno número sempre comandaram as eleições é evidente que este não é um governo meio monárquico meio democrático e isso ficará ainda mais claro pelo exame que fizemos deste assunto assim
é a república de Platão com as modificações trazidas Exame da Constituição de falés de calcedônia houve outras constituições imaginadas tanto por particulares quanto por filósofos ou homens verçados na direção dos negócios públicos essas constituições aproximam-se muito mais das que existiram no passado ou que ainda estão em vigor do que as duas precedentes pois ninguém havia pensado em tornar as mulheres e as Crianças comuns nem em propor banquetes públicos Para as primeiras ocuparam-se com coisas mais necessárias segundo alguns desses autores o ponto capital é bem ordenar os patrimônios pretendem que é daí que nascem todas as
distensões civis Este também foi o primeiro objeto em que pensou falés de calcedônia falei as pretende a igualdade de riqueza Entre todos os cidadãos coisa fácil de se conseguir dizia ele se começar desde a fundação de um estado mais difícil Quando ele já estiver estabelecido mas ainda assim praticado decretando que os ricos farão doações e não as receberam enquanto que os pobres as receberam e não ajudarão Platão como vimos permitir em suas leis aumentar a riqueza até certo ponto mas não queria que o aumento fosse além do quíntuplo dos menores patrimônios os que propõem leis
sobre essa matéria não deveriam esquecer como ocorre hoje que fixando o nível das riquezas também Convém determinar o número de filhos pois se o número de filhos exceder a quantidade de patrimônio a lei necessariamente revogará a si mesma além da sua violação também ocorrerá O Inconveniente de muitos ricos se tornarem pobres o que acarretará a revoluções essa importância do nível das riquezas para tranquilidade pública foi bem percebida pelos antigos Solon fez dele um artigo de sua Constituição outros proibiram a aquisição ilimitada de imóveis é necessário restringir-se ao que permitem as leis pela mesma razão proíbem
como entre os locreanos que se vendam os bens principalmente a herança dos Pais exceto em caso de uma calamidade bem evidente por se terem descuidado sobre este ponto os de leuca de caíram no excesso da Democracia não foi mais pelo senso que se teve acesso aos cargos públicos Pode acontecer que sem duas fortunas iguais sejam excessivas e demasiado favoráveis ao Luxo ou que minguadas demais se aproximem da miséria assim não é bastante reduzi-las a igualdade é preciso que alcance uma justa média de nada serve que O legislador reduz as fortunas à igualdade se não reduzir
também as paixões o que só é possível através da boa educação cujo plano deve ser traçado pelas leis faleiás talvez dica que tomou Providência sobre isto pois quero a igualdade em duas coisas nas propriedades e na instrução seria preciso então que ele declarasse o que se deve ensinar a juventude o que importa é que a educação seja uma e a mesma para todos se inspirar ou fomentar o desejo de riquezas e de honras ou até mesmo dos dois ao mesmo tempo pois não é apenas a desigualdade das fortunas mas também a das honras que está
na origem das revoluções com a Diferença porém de que a desigualdade dos bens choca mais a massa e pelo contrário a identidade de tratamento é o que mais ofende as pessoas de mérito como quando o bravo e o covarde tem honras iguais não é apenas para obter o necessário que eles falta que os homens se entregam a ações injustas como roubo quando são levados Pelo frio ou pela fome o que falei as procuras solucionar pela igual repartição dos bens também são incitados a isso pelo prazer e para Satisfação de suas paixões pois se o desejo
ultrapassa necessidade passarão por cima dos princípios de justiça para satisfazê-las Principalmente se o prazer que esperam não lhes parecer unido a nenhuma amargura qual será então o remédio para esses três males ou suprir através do talento para ganhar a vida A modéstia de riqueza ou adaptar-se as privações e a frugalidade ou então caso se Aspire ao prazer puro procurá-lo por si mesmo na filosofia Pois os outros Prazeres só se obtém através dos outros a demais não é para satisfazer a simples necessidades mas sim para aplacar paixões e moderadas que se chega aos grandes crimes por
exemplo não se chega a tirania para evitar o frio mas para aplacar grandes paixões assim não é pela morte de um ladrão Mas pela dos usurpadores a soberania que se conferem as grandes honras a Constituição de falés portanto só é Boa contra as pequenas trapaças ela contém muitas outras medidas que podem passar para que o cidadão se governem entre si mas também seria preciso pensar nos vizinhos nos estrangeiros que frequentam o país e em tudo que vem de fora é sobretudo essencial a constituição do estado possuir uma força militar que bate para defesa em caso
de guerra e sobre isto ele não fala quanto a riqueza do estado não deve ser nem grande demais a ponto de Despertar a Cobiça dos vizinhos ou de alguma outra potência nem Medíocre a ponto de não passar para cobrir as despesas de uma guerra contra seus iguais e semelhantes faleias tão poucos diz algo sobre isto contudo seria bom calcular bem sobre este ponto talvez a melhor medida fosse arrumar as coisas de tal sorte que a dificuldade os gastos de ataque ultrapassem os lucros da Vitória consideração de eubulo que fez com que autofradades ao se deparar
para sediar a Tánia desistisse da empresa veja disse-lhe que essa Praça não vale o tempo que nela se perderá a igualdade de riquezas entre cidadãos Sem dúvida tem seus méritos para prevenir as revoluções mas não é tão grande como se poderia pensar as pessoas que se destacam por algum talento suportam na com impaciência por não serem feitas para a igualdade por isso Muitas vezes os vemos envolvidas em revoltas e Semeando a confusão Por outro lado a improbidade humana é insaciável no começo os mendigos lhe dizem que só precisam de dois óvulos para viver uma vez
que os tenham conseguido querem mais em seguida não põe mais freio em seus desejos e passam a vida correndo atrás da Fortuna é bem menos importante igualar as riquezas do que este e para o desejo das pessoas honestas e dos Malandros o poder de acumular é o que acontecerá se mantivermos esses últimos na Inferioridade e se não os provocarmos a demais por alguma injustiça falei as nem mesmo concebeu bem a sua igualdade não estabelece se não nas terras e outros Imóveis mas as riquezas consistem também em escravos em rebanhos em dinheiro e em tudo que
chamamos de mobiliário seria bom estabelecer também enquanto a isso a igualdade ou prescrever limites ou então deixar tudo isso de lado Além disso reduz Todo o estado há muito Poucas cabeças por sua maneira de classificar os homens põe os artesãos no grupo dos escravos públicos sem lhes dar nenhum lugar entre o cidadãos quanto aos que se empregam nos trabalhos públicos vá lá mas mesmo assim isso deve ser feito como se estabeleceu em epidemino ou como diofante determinou antigamente em Atenas com isso se pode julgar bem ou mal constituída exame da Constituição de Hipódromo de Mileto
E podamo de Mileto filho de eurifon é um inventor da divisão dos Estados por classe de cidadãos foi também ele quem traçou o plano do piru original em todas as épocas de sua vida muito sofisticado na elegância fazia se notar pela abundância da cabeleira e pelo luxo das roupas não apenas no inverno como também no verão exibia a maior erudição em tudo que se relacionasse com a História Natural foi o primeiro entre as pessoas de condição Privada que sem nunca ter ocupado cargos públicos tenha tentado conceber Constituição primeiro suponha uma cidade de 10 mil homens
dividindo-a em três classes uma de artesãos outra de lavradores e a terceira de guerreiros e funcionários do exército segundo divide também a terra em três partes uma consagrada religião outra ao uso público e a terceira Dada como propriedade aos particulares a primeira se destina as despesas do Culto e do sacrifícios a segunda a alimentação e ao sol do exército e a terceira aos lavradores digo ao modo reparte as leis assim como os processos criminais em três espécies uma por injúrias outra paradanos e a terceira para homicídios e outros atentados contra a pessoa quarto estabelece ainda
um tribunal supremo para o qual seriam conduzidas as apelações contra os primeiros julgamentos e o compõem de certo número De anciãos eleitos pelo povo não deseja que os julgamentos se façam por meio de bolas pretende que cada um Traga uma tabuleta onde inscreva-se simplesmente condenar ou então indique Que condena sobre o principal e absorve Quanto ao resto condena a forma empregada em nossos tribunais pela qual diz ele o juízes não raro são forçados a julgar contra a consciência e contra o juramento que prestaram Quinto uma de suas leis pretende que se confiram honras a quem
quer quem invente algo de útil à Pátria e que os filhos os que morrerem na guerra sejam criados as custas do Tesouro público lei esta que ainda não for a pensada E desde então foi promulgada tanto em Atenas quanto nos outros estados sexto confere ao povo composto pelas três classes a eleição dos magistrados atribui a estes a administração das coisas comuns a inspeção dos Estrangeiros e a educação dos órfãos Estes são aproximadamente os principais e mais memoráveis pontos da Constituição de Hipódromo sua divisão da universalidade do cidadãos não carece de dificuldade os artesãos os lavradores
e os militares parecem todos participar do governo os lavradores no entanto não possuem armas os artesãos nem armas nem terras tornar-se-ão por consequente como que escravos os homens armados Portanto não é possível que participem de todas as funções públicas será necessariamente dentre os guerreiros que se escolheram os generais de exército Os oficiais da polícia civil e quase todos os principais magistrados Ora se as duas outras classes não participam de forma alguma da administração como poderão se afeiçoar a pátria Será preciso que a classe dos Guerreiros seja mais poderosa por si só do que as duas
outras juntas o que será Difícil se não as ultrapassa pelo número se porém ela for mais numerosa do que as duas outras para que serve admiti-los na participação da coisa pública eles deixaram a nomeação dos magistrados depois qual será a importância dos Labradores quanto aos artesãos podem ser dispensados que conseguirão como em outros lugares ganhar a vida com seu trabalho quanto aos cultivadores se fornecessem o alimento aos guerreiros haveria alguma Aparência de razão para torná-los cidadãos Mas neste caso apenas os proprietários lavram particularmente para si próprios por outro lado seaporã pública das terras destinada a
alimentação e ao soldo das tropas foi lavrada pelos próprios guerreiros esses já não serão uma classe distinta como pretendia O legislador inversamente os proprietários fundiários que não são nem lavradores nem Guerreiros formariam uma quarta classe que não participaria de nada e seria como que alheia ao estado pretende ser enfim que sejam os mesmos lavradores que explorem as terras públicas juntamente com as suas próprias isto equivaleria a entregar a sorte o abastecimento de duas famílias pelo qual o cultivador é responsável por que então ao invés de dois lotes não desconfiar logo a totalidade das terras para
que forneçam alimento ao exército e a si Próprios eis uma divisão bastante confusa a forma de opinar em juízo não é muito melhor e podamo transforma o juiz em árbitro pela faculdade que lhe confere de dividir o objeto litigioso apesar da unidade das conclusões isso é possível na arbitragem procedimento que é sempre precedido de algum entendimento amistoso mas não nos tribunais onde a lei proíbe quase que em toda parte aos juízes esses colóquios Como sair da indecisão se tem do requerente pedido 20 Minas um juiz acha que ele é devido uma parte mas não tudo
por exemplo 10 em lugar de 20 se dentre os outros juízes este concede mais aquele menos um cinco outro quatro ou indo de um extremo ao outro um concede tudo ao requerente e nada ao outro como então unificar as opiniões reduzindo-as a uma só acrescento que ninguém força o juiz a romper seu juramento se a demanda for Simples e sem conclusões subsidiárias pode ou condenar ou absorver o réu absorvendo da demanda não julga que nada deve mas sim que não deve 20 Minas só haveria perjúrio no caso em que julgando em sua consciência que as
20 Minas não são devidas O condenasse porém apagá-las quantas Recompensas e honras para os inventores de coisas úteis a pátria trata-se de algo fácil de dizer mas perigoso de se decretar Tais leis poderiam abrir caminho para Acusações fraudulentas e até mesmo a maquinações contra o estado a este respeito devemos perguntar se é bom ou nocivo ao estado mudar sua antiga constituição quando se acredita ter encontrado uma melhor não é fácil aderir imediatamente a tal inovação se não for conveniente mudar as regras pode acontecer que pessoas sistemáticas proponham como um bem geral a revogação das leis
e a recreação total do sistema De governo já que caímos nessa matéria seria bom que nos detivéssemos nela por um momento ela é como já dissemos suscetível de controvérsia a mudança pode parecer vantajosa as outras ciências deram-se bem a medicina por exemplo a ginástica e todas as artes e talentos ganharam ao reformar suas velhas máximas ocupando pois a política um lugar entre a ciências parece que também ela Pode admitir o mesmo princípio De fato os antigos estados mudaram muito de feição o que há de mais ingênuo e de mais grosseiro do que suas leis e
costumes primitivos mesmo as os gregos que antigamente andavam cobertos de Ferro o que existe de mais pobre e de mais imbecil do que sua jurisprudência como em Cubas onde para condenar a morte um homem acusado de homicídio bastava que o acusador apresentasse várias testemunhas tomadas de sua própria família Além disso O que se procura por toda parte não é se algo vem de nossos ancestrais mas se é bom é muito provável que os primeiros homens tantos que saíram do seio da terra quantos que escaparam da calamidade geral da espécie humana eram tão rudes quanto vulgo
de hoje Como são representados os antigos gigantes seria uma extravagância limitarmos a seus decretos as leis escritas estão um pouco devem ter o privilégio da Imutabilidade em matéria de Constituição como em todas as outras é impossível que tudo seja posto por escrito só se podem escrever generalidades as ações pelo contrário dizem sempre respeito a objetos e circunstâncias particulares que podem mostrar a imperfeição das leis e a necessidade de introduzir modificações mas se considerarmos essas mudanças de um outro ponto de vista ficaremos aterrorizados com seus perigos não há Quase nada ganhar e pelo contrário há muito
que perder com os frequentes esbarrões que se dão nos Estados é infinitamente preferível fechar os olhos para os erros dos legisladores e do governo o maior mal é enfraquecer as leis e acostumar o povo a desobedecer a elas o exemplo extraído das Artes é ilusório a muita diferença entre a Reforma das Artes e a mudança da Constituição a lei não tem por si mesma nenhuma força Para se fazer obedecer Tira toda a sua força do respeito e da Obediência que se torna hábito e só se firma depois de um longo tempo equivale portanto a tirar
das leis dessa vantagem desgastá-las com facilidade para substituí-las por novas disposições mesmo que houvesse correções a fazer ainda seria problemático se todo estado comportasse essas mudanças se é no todo ou em parte que se deve tentar e se isso Deve ser permitido ao primeiro que aparecer ou apenas As certas pessoas pois há em tudo isso grandes distinções a observar que foram tratadas em outro lugar exame das constituições da laçademonia decreta e de Cartago há duas coisas a considerar na forma do governo dos laços demônios na dos cretenses e em quase todas as outras primeiro se
são intrinsecamente bem ou mal constituídas E conforme aos bons Princípios segundo se tomarão ou não as medidas cabíveis a meta proposta primeiro é um princípio que todo estado bem constituído não deve inquietar-se com as pessoas chamadas necessárias Isto é domésticos e assalariados como porém obter essa segurança não é fácil sabe-lo os tessalhos sofreram frequentes insurreições de seus penetas e os laços demônios e seus hilotas que parecem espreitar continuamente o que posso ocorrer de mal para seu senhores Nunca porém aconteceu semelhante levante entre os cretenses de certo porque não interessa aos Estados vizinhos que também tem
seus escravos favorecer os Rebeldes até mesmo quando esses estados estão em guerra por medo que o mesmo aconteça com eles próprios desde o começo os laços demônios tiveram como inimigos todos os vizinhos os de Argos os de messênia e da Arcadia os tessallhos também tiveram que sustentar guerras contra os aqueus os perremos e Os magnésios O que propiciou as revoltas de seus pedestres se houvesse apenas essa malevolência não seria fácil decidir-se sobre como comportar-se para contar as pessoas se as tratamos com muita consideração tornam-se insolentes igualam-se a seus senhores se somos rígidos elas conspiram e
traem já que os laços demônios têm tantos perigos a temer da parte de seus hilotas fica evidente que não tomaram a seu respeito medidas muito boas Segundo a despreocupação com a conduta das mulheres não é menos nociva prosperidade do estado do que a felicidade da cidades como o homem e a mulher fazem parte de cada família é de se esperar que o estado esteja dividido em dois metade homens metade mulheres donde se segue que todo estado em que as mulheres não tem leis está na anarquia pela metade é o que acontece na lata demônia Licurgo
que pretendia enrijecer seu povo com todos os trabalhos penosos Só pensou nos homens e não prestou nenhuma atenção nas mulheres elas se entregam a todos os excessos da intemperança e da dissolução assim em tal estado é necessário que as riquezas sejam honradas Principalmente quando as mulheres dominarem como acontece na maioria das Nações guerreiras com exceção dos Celtas e dos povos em que o amor pelos rapazes está publicamente em uso não é sem razão que a fábula associa Marte a Vênus Pois todos os povos guerreiros são Dados tanto ao amor dos jovens quanto ao amor das
mulheres este mal manifestou-se ainda mais na lança demônia onde desde a origem as mulheres se envolveram em tudo pois o que importa que as mulheres mandem Ou que os que mandam sejam comandados pelas mulheres é a mesma coisa enquanto a Audácia não serve para nada nos negócios ordinários a não ser na guerra Audácia das mulheres Lacendemônias é sempre nociva como vimos no tempo da invasão dos tebanos quando longe de servir melhor do que as mulheres de outros lugares deram mais trabalho do que os próprios inimigos qual pode ter sido a causa desta excessiva liberdade que
os laços demônios deram as suas mulheres sem dúvida a necessidade em que se viram de se ausentar por longo tempo de casa durante as guerras contra Argos messênia e Arcádia depois da Paz acharam-se Totalmente preparados para manter sua Constituição Militar gênero de vida que abre as portas para Grandes Virtudes dizem que Licurgo tentar a sujeitar as mulheres as suas leis mas a resistência delas fez com que abandonasse a tentativa daí toda desordem que se seguiu nossa intenção não é de modo algum decidir quem se deve desculpar mas apenas examinar o que está bem ou mal
estabelecido se as mulheres são indisciplinadas trata-se e repito não Somente de uma indecência para o estado Mas também de um germe de cobiça e de corrupção terceiro outro vício a observar é a desigualdade de riquezas uns são muito ricos outros não tem quase nada todo o país pertence a um pequeno número de cidadãos a culpa é da Lei considera muito pouco honroso comprar e vender imóveis e nisso talvez tenha razão mas permite a quem eu queira doá-los por Testamento disso resultam os mesmos Inconvenientes estando a lacônia dividida em Cinco partes ou tribos duas delas passaram
quase que inteiramente para as mulheres através das heranças que lhes couberam além dos ricos dotes que eles deram seria melhor ou proibir inteiramente esses últimos ou só permiti-los quando forem muito modicos ou no máximo medíocres atualmente é permitido dar tudo que se tem a quem se quiser por Testamento e Até entre vivos sem que se precise instituir herdeiro disso resultou que o país que podia alimentar 1.500 Cavaleiros e 30 mil infantes não alimenta mais do que mil no total a experiência tornou Evidente o vício do regime atual reduzido a esta escassez de homens o estado
desde então não pode evitar nenhum fracasso nem sua Total ruína dizem que desde os tempos os primeiros Reis para solucionar o problema do Despovoamento a cidadania foi concedida a vários estrangeiros de sorte que apesar da longa duração das Guerras Não houve falta de homens chegou-se a contar 10 mil espartanos não garanto nenhum desses fatos porém em verdadeiros ou falsos seria antes pela partilha equitativa dos bens territoriais que se deveria repovoar o estado a lei que para encorajar a fecundidade multiplicar os nascimentos dispensa do serviço de guarda quem tiver Três filhos e de todos os impostos
quem tiver quatro vai diretamente contra o seu objetivo quanto mais crianças nascerem mais pobres haverá quarto aeforia é outro ponto mal ordenado embora nenhum outro poder tenha tão grandes atribuições é do simples povo que saem os que são elevados a essa Superintendência daí ocorrer muitas vezes que os mais pobres alcancem mas em seguida a pobreza os transforma em almas Penais isso Ficou claro muitíssimas vezes no passado e ainda se vê Principalmente nos banquetes públicos chamados Andrés muitos dentre eles conquistados pelo dinheiro empenharam-se com todos os seus poderes para a ruína do Estado como o seu
poder é excessivo e se aproxima do despotismo os próprios Reis são forçados a fazer-lhes a corte causaram os maiores males ao estado que Por culpa deles passou de aristocrático a democrático por outro lado não se pode negar que essa magistratura tem uma influência salutar o povo mantém-se tranquilo quando participa do exercício da autoridade Suprema assim quero os éforos tenham sido instituídos por Licurgo desde sua primeira legislação quer sejam de criação mais recente não foram inúteis a prosperidade da Nação quando se pretende que um estado dure por muito Tempo é preciso interessar todas as suas partes
na sua conservação e fazer com que a desejem aqui os reis interessam-se por sua preeminência as pessoas de mérito de nascimento por entrar no senado honra que só se confere ao mais alto mérito e até mesmo simples povo interessa se pela euforia na Qual É admitido como qualquer outra classe essa dignidade é eletiva mas a escolha deveria fazer-se de um modo um pouco Menos pueril e mais sensato do que agora outro absurdo não menos lamentável é ver pessoas colhidas ao acaso julgando em última instância aos maiores casos seria necessário pelo menos que tivessem um código
e julgar sem de acordo com leis escritas em vez de decidir como fazem de acordo com seus Caprichos o comportamento particular dos éforos não corresponde às intenções de sua instituição ele é desregrado demais e quando desfrutam de comida abundante são Duros para com os outros fazendo os observar uma frugalidade insuportável e reduzindo-os a se compensarem em segredo com excessos de libertinagem quinto O Senado não está melhor não se pode negar que tem alguma importância para o estado que seus membros sejam pessoas de mérito e que seja preciso para nele ser admitido ter adquirido hábitos virtuosos
mas do fato de eles terem tido o comando do Supremos interesses e dos maiores negócios não se Segue Com certeza que se Deva deixar com eles estes comandos por toda a vida o espírito envelhece como o corpo o caso é ainda pior Se tiverem vivido desde a juventude de maneira deixar dúvidas sobre sua probidade vários dentre eles deixaram se corromper por presentes e distribuíram entre eles gordas gratificações dos dinheiros públicos seria pois conveniente obrigá-los a prestar contas sem porém dá-las a Conhecer aos éforos pois embora esses pareçam ser os sensores natos de todos os outros
magistrados seria uma prerrogativa exorbitante estender sua inspeção até o Senado portanto não achamos que devo caber a eles auditoria das contas quanto ao discernimento do mérito a eleição dos senadores não é mais séria do que a dos éforos Aliás não fica bem pedir como é de costume na laçademonia um lugar ao qual Deveríamos ser chamados Pela estima pública quem quer que mereça magistratura deve ser magistrado quer queira quer não por este convite às candidaturas O legislador parece ter se afastado do objetivo de sua Constituição e ter se esforçado por tornar ambiciosos confia as eleições dos
senadores a intriga somente os ambiciosos podem vir propor-se a si mesmos hora a maioria dos crimes que se cometem entre os homens provém da ambição ou da avareza sexto quanta Realeza não é este o lugar De examinar se essa forma de governo é a menos ou a mais vantajosa para um Estado julga-se porém melhora o mérito dos Reis pela vida e pelas façanhas de cada um deles do que como aqui pela nobreza da raia O legislador nem mesmo acreditou que podia tornar os seus bens nem bons nem virtuosos parece até desconfiar deles como de pessoas
que não tem virtudes bastante foi por essa mesma razão que na política lá sedemônia se associavam na mesma Embaixada pessoas inimigas e ali sempre se considerou a discórdia dos Reis como a salvação da República sétimo asfidias ou banquetes públicos não foram estabelecidas sobre bons princípios seria preferível que ocorressem como encreta a custa do público entre os laços demônios cada qual deve trazer a sua parte mas a cidadãos tão pobres que não podem arcar com essa despesa a intenção do legislador que quis fazer Desses banquetes uma escola de democracia acaba tendo efeito contrário populares é o
que eles menos são quando os pobres não podem comparecer some-se a isso que uma das leis fundamentais exclui de qualquer função pública quem não estiver em condições de contribuir para esses banquetes oitavo também se censurou com justiça como fonte de discussões a lei que retira os reis embora chefes de guerra o departamento da Marinha para entregá-lo A um Almirante distinto Isto é constituir por assim dizer uma outra Realeza nono também é digno de censura o próprio princípio de que parte O legislador e Platão não o poupou em seu tratado das leis as virtudes guerreiras a
que se relaciona toda a Constituição de Licurgo não são senão uma parte da virtude integral e são boas apenas para dominar os outros homens assim os lances demônios conservaram-se Bastante bem enquanto guerreiravam mas quando submeteram a seu domínio todos os seus vizinhos começaram a ter cair não sabendo o que fazer de seu ócio não tendo aprendido Nada melhor do que os exercícios militares outro erro igualmente grave consiste em acreditar que as conquistas são antes frutos da virtude do que da maldade mas admitido isso acreditar que a presa seja preferível a virtude é enganar-se ainda mais
Décimo enfim nada há de mais mal arrumado do que suas Finanças não tem tesouro público nem dinheiro disponível para as guerras que são forçados a sustentar os impostos são muito mal pagos os contribuintes possuindo a maior parte do território só impõe e só exigem subsídios como uns para com os outros portanto O legislador permaneceu longe do alvo a que se propunha fez apenas um estado pobre e particulares avarentos Estes são aproximadamente os vícios da Constituição a constituição dos cretenses tem muitas semelhanças com a precedente menos alguns artigos uns equivalentes outros concebidos de maneira menos Clara
a Constituição da laça demônia parece ter sido como se disse sua cópia e a maioria das coisas antigas não são tão perfeitamente desenhadas como as mais recentes a tradição diz que Licurgo abandonou a tutela do Rei cadilau para viajar e Permaneceu muito tempo em Creta junto aos lidianos por causa de sua afinidade com os laços demônios de que são uma antiga colônia esta colônia submeter-se as leis dos antigos habitantes leis essas de que ainda hoje fazem usos periecos ou homens do campo tais como minos as deu a Creta desde o começo a Ilha de Creta
parece ter sido disposta pela natureza para comandar a Grécia cujos povos em sua quase totalidade habitam as costas do mar por um lado ela Está situada a pouca distância do Peloponeso por outro lado ela toca na Ásia confinando com triópia e Rodes foi graças a esta posição que minos se tornou o senhor do mar reduziu quase todas as outras Ilhas a obediência ou as povo ou com suas colônias pensava também em se apoderar da sicília quando morreu perto de canico a semelhança entre as duas constituições decreta e adalace demônia é visível primeiro os hilotas lavram
para os Lacemônios assim como os periecos para os cretenses segundo os dois povos têm os mesmos banquetes públicos banquetes estes que os laços demônios hoje chamam de fidites mas que antigamente chamavam como os cretenses de Andreas prova de que tiraram de lá este costume terceiro a divisão dos poderes é aproximadamente a mesma os que são chamados de éforos na laçademonia chamam-se Cosmos encreta com a única diferença de que são somente cinco na laça demônia e 10 São os mesmos senadores antes os cretenses tinham seis mais tarde suprimiram a realeza e entregaram aos Cosmos o comando
dos exércitos quarto a assembleia nacional é aberta a todos os particulares mas sua influência limita-se a ratificar ou rejeitar os decretos dos senadores e dos Cosmos A diferença é que primeiro os banquetes públicos são mais bem ordenados em Creta do que na laçademonia aqui cada qual traz sua parte segundo a tabela sem o Que como já dissemos é excluído dos cargos públicos encreta pelo contrário o banquete é mais Cívico segundo de todas as frutas e animais que os periquos oferecem que provém tanto das terras públicas que exploram quanto das terras particulares fazem-se duas partes uma
destinada às despesas culto e outros gastos públicos outra aos banquetes comuns assim todos homens mulheres e crianças são alimentados as custas do Tesouro público Para alimentar todos primeiro legislador deu ênfase a sobriedade por ser útil à saúde depois ao isolamento das mulheres para que tivessem menos filhos e depois ainda a dissolução dos homens entre si recurso que a lei tolera e sobre o qual nos explicamos em outro lugar pelo menos é certo que Creta é superior a laça demônia No que diz respeito a banquetes públicos mas a instituição dos Cosmos é muito pior do que
a dos éforos os vícios de Uma também se encontram na outra mas a dos Cosmos não tem a vantagem da euforia na laçada o povo que escolhe o Zéfiro os tem também a faculdade de escolhê-los dentre aqueles que bem quiser e Por conseguinte de sua própria classe assim como de todas as outras o que faz com que tenha interesse em conservar o estado encreta pelo contrário os Cosmos provém não de todas as classes mas sim de certas famílias dos que foram Cosmos Tiram-se os senadores dos quais se pode dizer tudo que se disse dos da
laça demônia a dispensa da prestação de contas e a perpetuidade são prerrogativas muito acima de seu mérito a falta de leis que possam servirs de regra para julgar e o caráter arbitrário de seus julgamentos não dão nenhuma segurança a seus Réus do fato de que o povo que está excluído dessa magistratura não pareça importar-se com isso não decorre nenhuma Prova de que ela seja bem constituída isto ocorre porque ela não oferece nada a sua ambição residindo numa ilha os Cosmos estão mais afastados dos que poderiam suborná-los através de presentes como se corrompem os éforos o
remédio contra o suborno é aliás bastante propício a desencorajar do cargo é um remédio não razoável caçam-se os Cosmos sem processo e de ordinário pela Insurreição de outros Cosmos ou de particulares amotinados a única graça que lhes concedem a deixar eles antes da expulsão a faculdade de se demitir seria melhor sem dúvida que isso ocorresse em virtude da Lei e não por capricho Já que as vontades particulares não podem nunca ser uma regra muito segura o pior de todos os males que essas destituições frequentes acarretam é não se poder assim obter justiça contra os poderosos
o que apesar das aparências Revela mais um estado despótico do que uma verdadeira República o costume dos grandes é quando são perseguidos ou condenados criaram um partido para si mesmos entre o povo e seus amigos estabelecem na chefia alguém a quem conferem a autoridade Suprema Depois disso subvertem tudo e se entregam a combates não equivale isso a dissolver temporariamente a sociedade civil e não correria ela o perigo de Morrer para Sempre se houvesse por certo alguma potência em condições e com a intenção de se apoderar dela felizmente o estado é defendido pela natureza do lugar
e pela dificuldade de acesso que não permite invasões súbitas Eis Porque os periecos permanecem obedientes enquanto os hilotas não param de se revoltar Além disso os cretenses não tem nenhuma comunicação fora de sua Ilha nada prova melhor a debilidade de sua Constituição do que a guerra Exterior que eles aconteceu há pouco eis o que tínhamos a dizer dessa forma de governo os cartagineses também parecem muito bem constituídos politicamente sobre muitos aspectos sua República é superior a dos outros povos em alguns pontos se aproxima da dos lancem demônios pois essas três repúblicas a discreta a dilace
demonia e a de Cartago tem muitas semelhanças entre si e muitas diferenças com relação às outras O regime de Cartago em geral a pedra de toque de uma boa constituição é a perseverança voluntária e livre do Povo na ordem estabelecida sem que jamais tenha ocorrido nem algumas sedução notável de sua parte nem opressão da parte dos que há governam a república de Cartago tem em comum com a dalacia demônia primeiro o que nessa se chama fidites ou refeições públicas entre pessoas da mesma classe segundo seu centro virato que corresponde ao Colégio dos éforos com a
diferença de ser composto de 140 membros e de ser melhor recrutado Isto é não escolhido ao acaso e dentre o vulgo mas sim dentre o que há de mais eminente em matéria de mérito terceiro seus reis e seus senados são como na laça demônia mas escolhidos de modo bem melhor tendo Cartago criado uma lei que determina que seus reis não sejam tirados nem da mesma raça nem de uma raça indiferente mas dentre uma elite distinta levando mais em Consideração o talento do que a idade Não há nada demais nociva ao estado do que as pessoas
sem mérito a que se Confiam os maiores interesses a laça demônia sofreu por isso vezes sem conta a maior parte dos pontos que criticamos por se afastarem dos princípios de toda boa constituição são comuns as três repúblicas no entanto embora todas elas tenham um jeito de aristocracia ou de república inclinam-se um pouco mais para a democracia sob certos aspectos e sob Outros para oligarquia encargo pertence ao poder dos Reis e do Senado levaram ou não suas deliberações até o povo pois se estiverem de acordo se tornam lei Mas se tiverem opiniões diferentes cabe ao povo
decidir Ele é senhor não apenas de não aprovar nenhuma das opiniões dos Reis ou do Senado Mas também de sentenciar de modo totalmente diferente depois de uma discussão na qual quem quer que seja pode pedir a palavra e combater as opiniões Submetidas a exame o que está próximo da democracia e não ocorre nenhuma das duas outras repúblicas a oligarquia também se revela primeiro no fato de que é pelos Reis e pelo Senado que se escolhem os membros a pentarquia segundo no fato de que ela por sua vez Escolhe os 100 um grupo também eminente terceiro
no fato de que o poder desses pentarcas dura mais do que os outros começando desde o instante da nomeação e continuando mesmo depois Do tempo prescrito a aristocracia só aparece no fato de que os magistrados não são assalariados nem sorteados além disso eles não se dividem como na laça demônia para julgar as diversas causas mas todos os conhecem e se pronunciam sobre todas todavia ela própria degenera em oligarquia pela opinião quase Geral de que para elegibilidade se deve considerar não apenas o mérito mas também as riquezas pois não se acredita Que o pobre possa ficar
sem nada fazer e desempenhar sua função pública com desinteresse ora é aristocrático só considerar o mérito e oligárquico só eleger de acordo com a opulência a constituição dos cartagineses portanto parece formaram uma terceira espécie mista pois elegem seus primeiros magistrados e até seus reis e Generais exército pelo mérito e pela opulência este desvio com relação aos princípios da aristocracia deve atribuir-se ao erro Do legislador que deveria ter percebido desde o começo que as pessoas de bem devem estar acima da Tentação da Necessidade quando ocupam um cargo público E mesmo quando voltam a ser simples particulares
Além disso se deve considerar a riqueza porque proporciona o ócio não deixa de ser absurdo admitir a venalidade nos grandes cargos tais como a realeza e o comando dos exércitos Tais leis fazem com que a riqueza seja mais estimada do que o mérito e torna um Cidadãos muito desejosos de se enriquecerem tudo que é estimado pelos que governam os outros domina imediatamente a opinião pública ora o governo aristocrático não está bem garantido no lugar em que a virtude não está em primeiro lugar o bom senso mostra que aqueles que compram os cargos vão curar ter
de volta o que lhes custou para alcançá-los não é absurdo que um homem de mérito seja tentado quando é pobre e um homem sem mérito não Ou seja Quando tem muitas despesas não se deveriam oferecer os cargos senão aos que podem ocupá-los com honra mas se O legislador desconfiasse da pobreza dos homens de bem seria preciso pelo menos providenciar para que seus magistrados estivessem em condições de renunciar as suas ocupações domésticas para se entregarem inteiramente aos deveres de seus cargos trata-se também de um abuso tolerar a pluralidade dos cargos nas mãos de um só Acúmulo
de que se orgulham em Cartago uma função nunca é melhor preenchida do que por quem só tem uma É nisso que O legislador Deveria ter pensado não se deve exigir que o mesmo homem seja flautista e sapateiro assim quando um estado não é pequeno demais é mais político e mais popular admitir nas funções públicas Um maior número de pessoas o trabalho mais uma vez faça melhor e mais rapidamente Isto é evidente Sobretudo no caso militar e da marinha é o único meio de fazer passar todo mundo pelos cargos de modo que cada qual mande e
obedeça alternadamente de resto embora a república de Cartago se incline bastante para oligarquia ela escapa com bastante agilidade dos seus inconvenientes através das colônias de pobres que envia para que façam Fortuna na cidades de sua dependência este recurso prolonga a duração do Estado mas é confiar demais no acaso devem se Abolir pela própria constituição todas as causas de sedição se acontecer alguma calamidade e a Massa se revoltar contra a autoridade não haverá leis que possam deter sua Audácia nem remediar a desordem eis o que tinha a dizer das três repúblicas lá cerimônia Creta e Cartago
que gozaram de tão Justa e tão Universal reputação Notas Sobre Licurgo e alguns outros legisladores dentre aqueles que escreveram sobre o Governo civil alguns sempre levaram uma vida privada sem participar em nada dos negócios públicos passamos quase todos em revista ao menos os que deixaram escritos dignos de atenção os outros foram legisladores querem sua própria Pátria querem outro lugar dentre estes alguns foram simplesmente autores de leis outros autores de Constituição como Licurgo e solo falamos bastante do primeiro quando Tratamos da República lacendemônia alguns contam o segundo entre os bons legisladores por ter destruído a oligarquia
e moderada demais os atenienses libertado o povo da servidão e estabelecido uma democracia bem temperada pela mistura das outras formas aproximadamente tal como era antigamente o conselho ou Senado do areópago É de fato oligárquico a eleição dos magistrados aristocrática e a administração da Justiça muito popular o Areópago existia antes dele assim como o modo de eleição dos magistrados Ele parece só ter tido o mérito de sua conservação no entanto foi com certeza ele quem reergueu o povo ao determinar que o juízes fossem tirados de todas as classes assim censura ou não por ter ele próprio
arruinado um ou outro ou mesmo os dois outros poderes de sua constituição entregando ao sorteio quanto ao terceiro a nomeação dos juízes e pondo todos Sobre a autoridade deles mal essa inovação foi recebida e já fez nascer a raça dos demagogos que adulando o povo como se adulam os tiranos reduziram o estado a democracia atual e Péricles rebaixaram o areópago o mesmo Péricles fez com que fossem dados salários aos juízes imitando todos os outros demagogos aumentaram a autoridade do povo a ponto de trazerem o regime popular de que somos testemunhas todavia sua instituição não parece
ter Estado entre as intenções de Solon ela é antes efeito das circunstâncias tendo contribuído muito para o sucesso da Esquadra naval contra os persas o povo começou a ser envaidecer e a dar ouvidos apesar das sábias advertências de seus magistrados aos conselhos pérfidos de seus instigadores Sem dúvida era necessário entregar ao povo como fez Solon a nomeação e a censura dos magistrados sem o que ele seria escravo e consequentemente Inimigo Do Estado mas só não quis ao mesmo tempo que os magistrados fossem escolhidos dentro dos Nobres e os ricos aqueles que possuíssem 500 medinos de
renda os que podiam alimentar um par de bois ou Zeus e enfim Os Cavaleiros que formavam a terceira Classe A quarta classe composta de trabalhadores manuais não tinha acesso a nenhuma magistratura os outros legisladores memoráveis são os aleuco para os lockrianos epis e filhos e carondas de Catânia para seus com Cidadãos e para as colônias dos caucídios na Itália e na sicília alguns tentam fazer que onomacrito de locris tenha sido o primeiro a saber fazer leis e que tendo passado de sua Pátria Acre pôs a prova este talento embora não tivesse vindo se não para
trabalhar como adivinho dizem também que teve por companheiro Thales cujos discípulos foram Licurgo e zaleuco que por sua vez teve carona porém muitos anacronismos nessa história Filo Law natural de Corinto da raça dos baquedas também deu leis aos tebanos apaixonou-se por dia ou Cris vencedor nos Jogos Olímpicos que detestando o amor incestuoso de Alcione sua mãe deixou sua cidade e o seguiu até Tebas onde ambos morreram ainda hoje se mostram seus túmulos um em frente ao outro mas colocados de tal forma que apenas de um deles se pode ver o istmo de Corinto dizem que
isso foi assim arranjado por Eles próprios sobretudo por díocles em memória de sua desgraça para subtrair seus sepulcro dos olhares de Corinto pela interposição do mausoléu de filo Law esta foi a causa de sua estada em Tebas as leis dadas por filo Law a seus habitantes chamavam-se proletárias e atingiam entre outras coisas a multidão das crianças ele cuidou Especialmente na partilha das terras de que os patrimônios fossem Mantidos no mesmo número caro ondas só tem de notável as penas contra os falsos testemunhos foi o primeiro a propolas de resto foi até mais correto e Zeloso
em suas leis do que os legisladores de hoje apresenta de particular a desigualdade das riquezas Platão a comunidade das mulheres das crianças e dos bens além dos banquetes públicos femininos também é conhecida a sua lei contra embriaguez além em favor da sobriedade dos Presidentes de banquetes e a que diz respeito aos exercícios militares e ao uso das duas mãos pois ele não podia tolerar que se servissem de uma e a outra permanecesse inútil existem também algumas leis de drácon que ele acrescentou por assim dizer a constituição existente distinguem-se pela extrema severidade das penas Pitaco é
também mais autor de leis do que fundador de república Cita-se uma lei Sua contra os bêbados que diz que as brigas entre eles em estado de embriaguez serão punidas mais severamente do que se não tivessem bebido considerou menos a gravidade do que a frequência do delito já que se insulta com mais frequência quando se está bêbado do que quando se está sóbrio androgamas de Régio também elaborou leis para os caucídios da trácia elas dispõem sobre o homicídio e as heranças das Jovens mas ignoramos as suas disposições