[Música] [Aplausos] [Música] Ora, muito boa noite. Está no ar mais uma edição do Semana em Análise, habitualmente com os meus convidados, Luís Gimo, boa noite. >> Boa noite, Faustino. É um prazer estar consigo e com a esta vasta audiência de cabina con diáspora que nos acompanham pela TPA e particularmente hoje dia dos Finados e vamos não só recordar mas viver na espiritualidade com aqueles que foram e cuidam de nós também espiritualmente. >> Eugéio Clement, boa noite. >> Boa noite, Faustino. Boa noite aos telespectadores da televisão pública de Angola. os que cáem na diáspora acompanham o
sinal da televisão e também eh aqueles que fazem a equipa deste programa, tal como fez menção o colega Boa noite, Luís. Eh, hoje é um dia em Que fizemos a reflexão baseando-se na espiritualidade, agradecendo a prestação enquanto vivos daqueles que cá estiveram e partiram mais cedo para a eternidade. Então é um dia que, apesar de tudo, nos faz ter uma reflexão ainda muito maior do que dos dias que passam por ser o dia dos finados em que as recordações tomam conta de todos nós. >> É um dia de recolhimento e um dia para lembrarmos também
que cada um de nós Carrega eh uma parte um pouco daqueles que dos nossos que partiram para a outra dimensão. Vamos então para os temas que trazemos para esta edição. O orçamento Geral de Estado proposta para 2026 já na Assembleia Nacional. Índice de produção nacional regista aumento de 12,35% este ano. Energia de Laúca, sistema interligado eh centro sul concluído. Eh, já isso com a barragem do GOV, financiamento de infraestruturas. Terceira Simeira arrecada 18.000 1 Milhões eh de dólares. Efigénia, Clement, Norberto, João, Daniel e Gerales, eleitos candidatos ao cargo do presidente do Tribunal eh Supremo. Comité
Central do MPLA analisa a vida interna do partido. Então aqui eu primeiro vou começar com Luís Gimbo, proposta do orçamento geral do Estado para 2026 que comporta receitas e despesa na ordem dos 33,2 bilhões de quem já na Assembleia Nacional para o exercício de mais um ano Económico. Isto o ano económico 20296. Sim. F. e vamos eh começar por analisar em função eh da comunicação pública, porquanto ainda não está publicado no site do Ministério das Finanças a proposta do para fazer uma uma análise mais detalhada, mas eh daquilo que é a comunicação eh do governo.
Ah, temos um OGE que reduziu comparadamente com comparativamente com o orçamento deste ano que está a terminar 2025, porquanto h ah está fixado em 33 bilhões e e esta A redução reflete no que deste ano cerca de 34ões600 milhões. Ora, mas h um outro dado é que também reduziu h a fixação do preço do barril de petróleo e reduziu a capacidade de produção de petróleo por dia. Ou seja, temos um OGE que, no meu entender, é um reflexo eh e é o primeiro impacto que estamos a viver no na real da conjuntura do período da
era Trump. Trump quando ah assumiu o poder as medidas económicas que tomou deber de Deliberar, por exemplo, a exploração de reservas eh eh nos Estados Unidos e a sua mensagem de que o negócio tem que acontecer nos Estados Unidos. Eh, já naquela altura, eh, os os economistas e eh que acompanham esta dinâmica eh apontavam que Angola vai ter consequências hh neste neste quesito, porque o preço do petróleo eh se tender para baixa eh obviamente os nossos cálculos vão ser complicados. E e o julgo que olhando para isto hoje é Entendo um reflexo de impacto e
eh externo da medida Trump, mas por outra h a medida ameaçadora é de que nós continuamos a depender muito do petróleo e também ainda metade do nosso orçamento geral do Estado depende do financiamento ou para pagar dívida. Eh, ora, eu julgo que h não é ser pessimista, mas todos os cálculos que o governo previa de forma muito animadora com h as novas equações que colocou na forma de eh projetar o OGE, eh outros outras medidas fizeram com que eh estamos na incerteza profunda da nossa economia. é é um orçamento muito cético, embora também na comunicação,
hã, vimos que o foram tomadas medidas de reduzir, por exemplo, ah, o o o global do dinheiro que se gasta no OGE para serviços e que eh reduziu cerca de 6%, segundo a ministra, e é uma medida assertiva. Eu tenho sido muito crítico com estes dinheiros que se gastam pelo governo, porque é aquelas Para pagar direito de passagem nos estrangeiros e aquela que é mais para regalias eh dos dos senhor ministro, mas infelizmente também temos ouvido prática todos os anos que se anuncia o senhor presidente e o conselho de ministro que ou não há subsídio
ou há uma redução de gastos ou contenção de gastos para o governo. A prática é diferente. A prática é diferente. Olhamos, sim, tomou-se uma medida de contenção de gastos no governo, mas há mais uma nova Frota de carros de cabindo ora. Esta a decisão e a prática do comportamento da gestão pública é muito desafiadora e ainda mais desafiadora para terminar nesta primeira parte é que agora temos 326 municípios e e é interessante que com mais municípios e mais províncias, 21 províncias, este orçamento tem um impacto financeiro reduzido comparado com a de a 2025 E isto
o governo tem que esclarecer como é que Como é que vamos nos safar. >> Muito bem, Luim. A a Eugênio Clement ainda aqui na cenda do desta apresentação já do OGE a na Casa das Leis, a um dos dados curiosos aqui, independentemente desta redução de 4,1% comparadamente o ao orçamento anterior, estamos a falar de 33 e v2 e dos bilhões e aqui em 2025 34,63 bilhões. Há esta redução de 4,1. Eh, mas um dado curioso na nessas previsões é a receitas não petrolíferas que eh superam As receitas e petrolíferas. Bom, primeiro porque, boa noite, há
um ambiente cada vez mais de confiança, independentemente das incertezas que se vão colocando relativamente ao desempenho da economia comparado com aquilo que tem a ver com o seu principal produto de exportação, que é o petróleo. Angola, do ponto de vista interno, continua a ser um país que demonstra uma tendência otimista do ponto de vista do desenvolvimento de outros setores e eu Acredito que com um pouco mais de esforço, e é importante que se diga isso, se calhar o o mais importante é mensurarmos e direcionarmos energias para aquelas áreas e para aquele ambiente que nos dá
conforto para uma certeza diferente do comportamento económico nacional. E aqui podemos dizer que independentemente de nós termos ainda um foco muito voltado para o petróleo, se nós e com medidas de estado organizarmos e Continuarmos a defender a redução, por exemplo, da atividade do garimpo de forma como é feito, quer o garimpo que se que se verifica ao nível da atividade diamantífera, quer o o garimpo que se verifica a nível da da da atividade da da da extração ilegal do do ouro, eu acredito que nós podíamos também encontrar um mecanismo diferenciado de começar a ver uma
melhor contribuição destes setores naquilo que é a balança da arrecadação do país. O outro aspecto Importante tem a ver com a sinalização, sinais positivos que a a a o desenvolvimento da indústria de minerais críticos se vem observando no país. Nós sabemos que estão em curso alguns projetos, como o projeto das pedras raras do do ambo, foi agora inaugurada a mina de cobre no foi inaugurada uma uma uma unidade industrial também de transformação do quartzo. Creio que aqui nas vudesas ou nas proximidades do Luanda, nós temos Aqui sinalizado caminhos que nos dão alguma confiança de que,
independentemente de que de termos o petróleo como principal indicador e hoje termos as receitas não petrolíferas com indicadores de crescimento para balança do nosso orçamento geral do Estado, há ainda sinais que outros setores podem criar equilíbrio. independentemente desta redução da da produção de toos e dos constrangimentos do mercado. >> Exatamente. Eu eu eu creio que nós nós Temos aqui que que que não perder a veia de sermos audazes naquilo que são as dinâmicas do mercado. Nós estamos a falar, eu eu eu mencionei aqui o setor dos recursos minerais, onde se enquadra também o setor petrolífero.
sinais reais de como é que os recursos minerais podem contribuir. Nota que, por exemplo, nós ao nível das rochas ornamentais há nas a estimativa de que o país tenha arrecadado cerca de 100 milhões de dólares. Mas veja, nós Arrecadamos 100 milhões de dólares, nós não quantificamos aquilo que perdemos com a exportação do bloco bruto para os mercados. Agora, se esses blocos, com o esforço que está a ser feito com a construção do Parque Industrial de Transformação de Rochas ornamentais no Namip e for aqui dimensionada uma indústria local que olhe para a transformação, se calhar esses
100 milhões de dólares daqui a mais uns anos poderão triplicar ou ou ou aumentar Ainda o número em demasiado. Eu eu eu não não posso olhar com alguma com algum receio sobre a projeção orçamental de 2025. O que eu posso dizer é o seguinte, é importante que o executivo olhe para o orçamento e o orçamento é sempre uma previsão que nos permite no decurso do ano o executivo em função das dinâmicas poder proceder uma revisão que tanto pode ser para cima ou para baixo. Estamos constantemente a ver que as revisões orçamentais são sempre feitas Para
baixo, mas temos que criar também um um um elemento de confiança para sinalizar que os investimentos, por exemplo, que estão projetados pelo setor do turismo, que nos deam resultados que em 2026, no primeiro trimestre de 2026, nós possamos dizer: "OK, o país deu aqui sinalização de uma abertura, há uma confiança no nosso mercado e já podemos inscrever". Então, eu não, eu, eu creio que os 33.2 2 bilhões de dólares para mim não é uma Preocupação, porque mesmo com pouco dinheiro pode-se fazer muito. O importante às vezes não é a quantidade de dinheiro disponível, mas é
a qualidade da despesa que se realiza. E se tiver essa capacidade de gerir e o governo continuar a prestar atenção a dois setores que é fundamental, houve uma atenção do executivo no setor da saúde, hoje há uma maior confiança dos cidadãos na capacidade de intervenção do setor da saúde em Angola. É importante Olhar para a educação, é importante criarmos aqui mecanismos para ver como é que o defice na questão da crianças fora do ensino, de de fora do ensino, por falta de escolas, pode ser resolvido, encontrar novas formas de participação. E aqui é importante, o
estado não pode ser sozinho a investir em toda uma estrutura de peso. É preciso encontrar novas formas de coletar investimento assente nas parcerias públicas ou privadas para equilibrar o peso da Participão da participação individual do Estado no desenvolvimento do país. Eu creio que para mim não é assustador. Quanto as despesas de desempenho, eu também não sou muito apologista que que se crie uma ideia de que e se compram muitos meios e que os meios e o país é muito grande, o país tem dificuldades muito grandes e nós não podemos de alguma forma achar que os
meios que o mais importante também é cuidar dos meios. Coloca-se muito a questão do das Viaturas que são compradas. As viaturas que são compradas, enquanto elas não atingirem o tempo de uso necessário para o abate, elas continuam a ser pertencentes do estado. É importante é o estado olhar para aquilo que compra num ano e qual é o défic que fica para comprar no ano no próximo ano. Mas eu digo assim, o exercício do desempenho da função pública para um país como o nosso, com a extensidade que tem e como o colega acaba de dizer bem,
alargamos Para 21 províncias e o número de municípios aumentou. Os nossos municípios estão em zonas muito distantes, ainda sem vias de comunicação. Os nossos agentes administrativos, administradores municipais, governos provinciais, acabam por ter uma necessidade de logística de meios muito grandes. O importante para mim não é que a despesa seja desbaratada, mas que seja uma despesa orientada e que tenha de alguma forma Efeitos sobre os resultados é que foi criado, né, por objetiva que foi. Agora eu pergunto, eu eu pergunto eu pergunto-vos aqui e e isso com óleo com óleo com olhos na nas fontes para
financiar o próprio o próprio orçamento dentro dessas projeções, o facto de estarmos a ver aqui o setor não petrolífero a a dar sinais e como por exemplo aqui no nos apanhados feitos e há na dentro das previsões 11.000 1000 milhões de dólares setores não Petrolífero e 8.000 1 milhões para o stop petrolífero. Esses sinais que a indústria vai dando, a indústria não petrolífero vai dando, eh sinaliza a necessidade de uma maior atenção do próprio executivo para o setor não petrolífero. Já vi fugindo aqui, driblando esta dependência total de petróleo. >> Sim, mas Faustino, se nós
se desfazeres esta contribuição do setor petrolífero, vais cair na mesma coisa. Quer dizer, na Mesma coisa qual é que eh ainda agricultura é insignificante, vais encontrar o setor extrativo. >> Não, por isso que eu pergunto, se sinaliza essa maior aposta, não? Se é um comportamento nos vários anos que tende, mas ainda nós temos potencial para mais. Mas e permita-me dizer algumas questões ainda no orçamento que julgo interessante que h eh se manter o foco eh eh me parece ser uma mudança que no comportamento da da planificação do a Ministra das finanças e o ministro do
planeamento apresentaram quatro prioridades na sua comunicação. A primeira tem a ver que vão fazer maior investimento, vão continuar a fazer investimento no setor eh social. H eh porque reconhece-se que se construiu muitos os hospitais eh tem que se continuar a construir umas escolas, mas mais do que isso, ah, tem que se continuar a a a se construir os hospitais na nos municípios, nas Comunas, não só os grandes hospitais. e e este linha de continuar a investir nestes setores eh principalmente da educação, espero que tenha impacto no aumento de crianças para a escola e no acesso
à merenda escolar. Uma outra prioridade eh que apresentaram tem a ver com os recursos humanos. Aumentaram para 10% ah o volume de dinheiro que se gasta com as pessoas. Eh, e aqui eu tenho recomendado várias vezes, o governo Precisa mudar a forma, a a o modelo eh estratégico de fazer hoje que eh as pessoas sempre digo, não vão comer dinheiro, eh, mas tendo a capacidade de rendimento, vão fazer investimento, ou vão fazer poupança. >> Mas quando fala olhar para as pessoas, as políticas são voltadas para Sim. quando quando fala olhar para as pessoas, as ações
são voltadas para os cidadãos, mas quando fal olhar para as pessoas Dizer o dinheiro do orçamento do OGE tem que ser calculado nesta linguagem que agora a ministra diz, aumento salarial de 10%, a valorização do rendimento dos trabalhadores e da família, como hoje é quanto é que nós fizemos de transferência, quanto é que nós fizemos e de salário, quanto é e depois calc Ular isto no ho é dizer assim, 60% dos 33 bilhões vai diretamente para o rendimento das pessoas para a outra parte ir o investimento não pode ser e Como o governo faz. Sim,
a prioridade, por exemplo, é vai infraestrutura na área de saúde, sempre um grande contrato de milhares e milhares com uma empresa para construir escola em todo o país. Assim não funciona. Mas se ela colocar este dinheiro no setor privado, no banco, outras formas que o governo sabe que estimule um empresário a ir construir e com o seu próprio dinheiro a crédito, o governo vai ganhar juro, o governo vai ganhar, quer dizer, e afinal E duas prioridades que também estão neste que julgo ser interessante reforçar é eh a questão do estímulo de criação de empresa. O
governo vai continuar a investir neste aspecto de apoiar as pequenas empresas, o financiamento como faz com o o o financiamento ao crédito. E, finalmente, o lá lá está o reforço do controle da gestão do orçamento. Quer dizer, ir atrás de quem está no peculato, ir atrás no desvios de como se faz os contratos Consigo mesmo, que prejudicam profundamente. Uma coisa que deveria custar 1000 na cultura dos nossos gestores públicos é normal pagar 10.000 porque se os se os 8.000 vai ficar eh não sei com ele, não sei, mas com quem pelo menos possa ficar e
o 1000 é que se vai usar. E pá, e por isso que às vezes eu concordo com que o o o Eugéio se referiu, há coisas no nosso país que no nosso nós temos um hoje é real das coisas que custam. E depois temos um OG Que é fectício, eh, que se acrescenta a oportunidade. Até os empresários sabe, se eu vou vender para um para o governo, eu faço o preço 10 vezes mais, porque o governo nem sei se me vai pagar is vamos falar agora da dívida interna. Isto fica lá quando tivemos um debate,
né? Mas era certas questões que queria realçar. >> Gente, que acrescentar, >> não? É assim, é e eu creio que nós de alguma forma também dentro de mais uns anos de exercício de governação, Poderemos sempre alcançar uma positividade, uma evolução na abordagem do orçamento. Eu compreendo o que Luís está a dizer. Bom, é comum nós de alguma forma quando acompanhamos o debate ou análise do orçamento geral do Estado em outras realidades, ver hoje os países muito centrados para aquilo que é a proteção social e o rendimento dos trabalhadores, porque esses países já ultrapassaram uma fase
que é uma fase de terem praticamente toda a infraestrutura Realizada. Nós ainda temos um orçamento geral do Estado que deve olhar primeiramente para o investimento. E é aqui que é que que surge o problema, é o peso do investimento que é feito. Por isso é que eu digo, o mais importante não está no quanto se gasta, somente na análise de quanto se gasta, mas na qualidade da despesa e na na longividade das infraestruturas que nós construímos com o investimento que nós alocamos. Mas Eugên neste este hoje é voluntado para o Investimento também é o a
fonte da nossa corrupção, porque sabe por duas coisas muito simples. A primeira é porque eh o investimento faz-se sempre com recurso ao dólar. Quem está a fazer alguma coisa aqui está a importar tudo lá fora para fazer aqui. Mas ainda nessa questão eu pergunto G, eu eu eu pergunto e e é perceptível isso. Eu pergunto e há bocadinho falou-se do do peculato, dos grandes desvios no próprio G, de que forma, com todas as formações que temos Estado a assistir e à preocupação eh das autoridades, do próprio Ministero das Finanças que reúne com as unidades orçamentais,
e eu pergunto, de que forma se pode trabalhar a cultura do gestor ou de que forma se pode fiscalizar eh para que se possa ter um orçamento mais voltado para aquilo que é o seu destino? Eh, sim. De que forma? Primeiro, todo o angolano tem que perceber como a como se deveria como se desvia o Dinheiro público para esta consciência ser uma prevenção geral. Ou seja, e por isso eh se nós percebermos que tudo que se constrói cá em Angola, 90% depende de comprar lá fora, então nós não temos, ou seja, quem tem o controle
do dinheiro lá fora, quem tem o controle do dólar, o nosso dólar que vendemos o petróleo está lá fora. Quem tem o controle e e usa-nos como estado, como angolano, como empresário. E depois há um outro fator, eh, as instituições que estão na cadeia Financeira, os bancos, eh, os grandes, eh, monopólios financeiros, eh, não são controlados por angolanos. Ora, esta o primeiro que tem interesse no lucro final de qualquer coisa que a gente paga lá fora, o beneficiário final tá lá fora. E depois, no meu entender, eu acho que há muitos ministros que e eh
influenciam-se por isso. Isto é uma questão de coragem, atitude política, eh política e judicial. Porque fora disto, eu sempre, eu sou ministro, amanhã Nomei-me como ministro. Eu vou estar perante um grande projeto para construir uma estrada. Estou na faculdade de decidir quem quanto vou pagar por essa estrada e quem vai construir esta estrada. Se eu colocar o meu interesse ali, eh, acabou. >> Sim, mas >> vamos então para outro. Ah, eu creio que saltamos para outro tema. Apesar de tudo, de todas as desconfianças e de todas as evidências que de alguma forma Podem ser levantadas,
nós também não podemos olhar para o orçamento para a perspectiva orçamental na base da desconfiança. E repito, o eu acredito que independentemente das vezes as pessoas não sentirem, mas o país felizmente tem instituições que independentemente de muit das vezes não ser na expectativa do cidadão, elas existem. Nós temos aqui, ela vão fazendo o seu trabalho. Nós temos a nível do da expensão geral do trabalho, ah, da Expensão geral do Estado, nós temos a a a a instrumentos de controlo para a análise ou para a busca de informação sobre a gestão ou o ou a responsabilização
dos gestores que é desconhecida. Nós temos mecanismos para uma uma prevenção do crime de de de de de de que que as pessoas não interm deixa ele dizer. eh o ano passado, no início do ano passado, foi debate aqui, me recordo muito bem deste relatório, um relatório de auditoria da Ernest Jong, >> eh que fez que concluiu que eh eh os bancos angolanos e as as empresas e a Sonangol eh são eh uma das maiores empresas cujos seus gestores >> mostram eh conflitos de interesse >> e e ameaça a a vários crimes eh internacionais. Qual
foi a iniciativa? Sim, mas assim, tu sabes que o quem é isso é bom esclarecer as pessoas. Quem é a Ernestang? A Ernestang é uma consultora, consultora no meio de big cinco consultoras que temos, Ernestang, Deloit, KPMG, desculpa pela publicidade. Então, como é que uma instituição vai se fiar num num relatório de uma instituição de consultoria que eventualmente pode elaborar um relatório porque não foi admitida como prestadora de serviço dessa companhia? Nós aqui também não vamos julgar, estamos a discutir o relator. Eu vou não. Ó Luu, quer que eu diga uma coisa? Mas o que
o tá a dizer é que ela é uma consultora que Dados é o Eugio. Eu chamo atenção às pessoas para terem, mas é preciso termos muito cuidado com a natureza da informação e dos relatórios. a natureza da informação e dos relatórios e sobretudo os relatórios que tendem contra os estados africanos, contra as empresas africanas, elas muitas das vezes têm conflitos de interesse com o objetivo de conquistar mercado. Mas então eu quero também agora pronto. Não, mas agora não, não, agora agora temos Quando quando e eu acho que vamos falar desses relatórios há outros relatórios. Não,
não, mas jáamos saímos doentão, mas permita-me só esta esta questão. Os relatores depois vamos criar um outro programa, aqueles que falam da falam da economia do crescimento, nós não julgamos a instituição. Julgamos a instituição assumos está no quarto ponto. Não, ex vamos Vamos tocar nessa questão, vamos entrar agora para pronto, pronto, que é o índice da de produção industrial, >> que registrou um aumento de 12,25% este ano. E aqui destaque para a indústria, a indústria extrativa e também transformadora. Eh, olhando um bocadinho naquilo que já falávamos eh desta sinalização que o setor não petrolífero vai
vai dando. >> Olha, deste relatório, este é o nosso relatório, este é do do Instituto Nacional de Estatística. E eu jogo que o desafio eh nesta questão eh da produção, primeiro que temos que esclarecer que eh a e a TPA fez uma reportagem eh principalmente para estes setores citados em que houve um aumento que é eh da são os setores eh h vamos detergentes, consumíveis, né? eh se fez uma reportagem de ir a estas fábricas e perguntar o o todo o todo os as os os os eh para nós temos a >> os meios de
produção ou a matéria prima. a matériapra, obrigada este o termo, todas as matérias que envolvem para produzir, por exemplo, o sabão. A conclusão é que e exceptuando a água e mais um ou duas componentes, das 20 componentes, tudo é importado. Ou seja, na verdade aquilo podemos dizer é produzido em Angola, mas já não podemos ir na categoria técnica de que é fabricado em Angola. e por outra, eh, ela tem um custo enorme. Voltando as Questões de de visa, estas empresas sobrecargam muito a a o Banco Nacional de Angola a tirar as nossas a pagar com
os nossos dólares que estamos lá fora, a as indústrias europei para mandarem para cá estes produtos. E esse debate honesto não há, não é? E e por isso quando eu acho eh vejo que sim, temos o índice que estamos a produzir eh mais papéis, mais detergentes, mais mas ela acaba não tendo impacto real. Mas eu pergunto >> na na naquilo que é naquilo que deveria Ser o efeito da economia, porque toda a matériapra não acredita não acredita nos ciclos, por exemplo, se antes eh eh comprava-se no mercado, comprava-se produtos já feitos, importados e hoje e
essas indústrias produzem localmente, comprando, em vez do produto final, compra-se a a granel para transformar compra matériapra que acaba sendo muito mais barato eh para poder produzir este ciclo eh de redução da compra do produto Acabado para compra de matériapra a grosso, com custo menor nos mercados internacionais para produzir, transformar no país. Este ciclo não não diz nada dentro desta dinâmica daquilo que é eh o começo da produção nacional. Ftino, o debate não é eh não acreditar e nem dizer nada. Sim, sim. Não, vou estou a responder. Eu estou a responder. Calma. Sim, sim. Ouvi.
Tá bem. Mas volto a repetir, o debate não é sobre não acreditar e e e e Não produzir nada. O debate é sobre se de facto estamos a fazer aquilo que é melhor para nós na economia. Aí vou vou lhe dizer, eu respondi, vou vou deix vou responder. A questão é, se olhares eh para esta forma, quem produz disto? Sabe, ele fica a depender de quem? Fica a depender da pauta aduaneira. Ah, o isto aconteceu com os gran, por exemplo, o trigo quando se decidiu que se poderia agora se eh eh não se poderia importar
a farinha. Poderia até se Importar. Mas é o grau, o grau de trigo. Eh, eh, eh, na verdade, estes empresários dependem da vontade da AGT. se tira mais taxas ou põe mais taxas e ela acaba em muitos produtos e fica mais barato comprar o o óleo engarrafado para vir vender do que o óleo a granel cujo as componentes de plástico que vais ter que importar da do engarrafamento que vais ter que importar de outras coisas que vais ter que importar o produto fica-te Mais caro. respondendo a festivo. Não, esta não é a equação económica ideal.
A equação sustentável da nossa economia deveria ser aquilo que nós já produzimos, eh, já exploramos, como por exemplo, quero ver agora na na política extrativa. Eh, e eu vi aquela mensagem que s agora já temos estamos a explorar o o o bronze se parece ter sido isso. E isto o cobre e a festa é para ligar o caminho de ferro de Benguela e mandar para os Estados Unidos diretamente. Isto É um retrocesso muito grande, mas se for para termos um nível de transformação do cobre, um nível de transformação do ferro, um nível de transformação do
euro, é o apoio que haja exploração. Fora disto, nós vamos viver nesta situação mais de 20 anos na pobreza por cima de grande riqueza. >> Uhum. Eugénio, eh olhando para este nosso tema, eh este tópico levantado do crescimento eh do índice da indústria em 12,25%. >> Não, nós só vamos nós só vamos resolver a preocupação, como apresenta o Dr. Luiz, com toda a naturalidade e verdade, não é? Se nós resolvemos um problema que temos, problema da formação, bom, essas máquinas, esses processos produtivos industriais, eles exigem um alto nível de conhecimento. Nós temos que deixar de
pôr na cabeça das pessoas um imediatismo. Nós temos que fazer contas com horizonte de que nós estamos aqui. temos que deixar um Legado e neste legado onde onde for possível perceber que se vai cumprir todo um um plano de orientação. Dr. Luís, não se pode querer uma indústria que se desenvolva e nós vamos continuar, como diz e bem, muitos reféns da dolarização da da da das de de ter que mandar devisas para fora por uma razão muito simples. Estamos um problema grave, conhecimento, quem transforma isso? que nós nós nós não produzimos os parafusos, nós produzimos
essas Máquinas, nós temos problemas com os detergentes, ou melhor com os químicos. O Dr. Luís sabe, tivemos juntos, estudamos o ensino médio, nós tivemos dificuldades nos laboratórios no ensino médio. Hoje ainda vemos que há essa dificuldade. Então, se nós queremos atingir realmente uma um indústria com pouca dependência externa na retirada de capitais, nós temos que fazer aqui um plano diretor de recursos humanos que nos permita definir de facto que Capacidades humanas Angola tem disponível para o seu processo de industrialização. Isto é muito profundo, porque se nós nós acharmos que os nossos engenheiros terminam a formação
tão somente para mexerem nas máquinas, nos processos de produção industrial cujos equipamentos são feitos por outros, são operacionaliz, quer dizer, nós não estamos a fazer nada, mas isso implica um alto compromisso do país para os próximos 20 anos assente num capital Humano que seja um capital humano visionário. Olhamos, por exemplo, para essas fábricas até aqui instaladas, quanto é que se ganha numa fábrica? Será que um um um um trabalhador industrial ganha o mesmo com um funcionário? Qual é o qual é o capital de salário? e e tocavas na questão do OGE, na questão da proteção
social, até que ponto é que toda essa esta perspectiva de desenvolvimento industrial leva os nossos jovens a aderirem a formação para Que possam fazer parte, venham a fazer parte das indústrias de futuro. Mas gente, isto seria muito fácil. Ali onde eu ligo, o investimento deveria estar Sim, sim. O investimento do hoje deveria estar ligado a isto. Vou dar o exemplo. Ah, bons exemplos, bons exemplos, não é? Mas que falha na na execução. E no em na na nas Londas foi inaugurado um centro de formação técnico eh profissional de não é que visa dar esse tipo
de capacidade de nós angolanos eh Transformarmos, usarmos aquilo que se extrai do ponto de vista mineral. Mas quais estão os primeiros cursos a ser administrados? gestão e direito. Olha, vamos vamos aqui o investimento da nossa da universidade eh do Dr. Agostinho Neto. tem um investimento que o presidente tem vindo a acompanhar na área dos laboratórios, mas qual foi até agora ainda não está concluído, mas qual foi a prioridade que se fez dos 50 milhões e De de dólares foi construir o centro de ciência e e tecnologia, que é só para ir ver a tecnologia, mas
em vez de se usar no laboratório para se aplicar tecnologia e e e é por isso eu digo, tem que ser soluções soluçõ Estamos a falar da indústria que cresce. Eh, aproveitamos >> também bem que cresce. Faustin aproveit aproveitamos aqui. Não, sem deixar os sinais que estão evidenciados pelas condições a que o País tem até agora, mas também não podemos deixar de fazer uma reflexão e apelar. São sinais. Sim. e apelar, por exemplo, por exemplo, ó Luís, quando tocamos aqui aqui para a questão da da indústria, estamos no mesmo tema, mas temos mais aqui três
temas para quero terminar. Sim, eu quero terminar dizendo o seguinte, por exemplo, na questão das rochas ornamentais, Angola, se quer ser um país forte, tem que pensar local e Agir global. Na questão das pedras, das rostas ornamentais, que são pedras, quando o mundo tá a reconstruir, eu não consigo perceber como é que h, nós temos relações boas hoje com os Emiratos Árabes Unidos e estamos a galgar também na região árabe. Quando o mundo tá a construir, é a altura de nós podermos entrarmos nesses mercados e vender pedra. Nós nem vender pedra, estamos a saber vender.
>> Vamos agora olhar para para inter Vamos, senão vamos perder aqui o tempo. Vai passando. >> Exato. Eh, estamos a olhar agora para esta interligação. Falamos a semana passada, tocamos na questão da energia de algum incidente. que a interligação eh do sistema eh central sul e muito se falava eh da na região sul as dificuldades com energia e tocamos a questão há pouco tempo na indústria. Não Há indústria sem que haja energia e vesso o potencial que existe nesta região do país. E Eugéniio, >> bom, eu acho que o Luís também e vai concordar. Nós
já tivemos ao nível sul momentos críticos, né? Praticamente vivíamos eh eh dos problemas da matala e e e era um problema grave. Bom, a interligação vai ajudar porque primeiro o país hoje deu um salto grande. Temos esta interligação que é feita, que encontra também o parque fotovoltaico Ainda no sul que está na na na região da da do caraculo. Bom, ele vai apoiar o aumento da produção e principiar novamente o que nós estamos aqui a dizer, o nascimento da indústria, que é uma indústria necessária. Nós temos desenvolvimentos enormes hoje no no polo no polo no
polo do corredor do do do do Lubito que estão esperados. Há uma grande expectativa do relançamento industrial fruto da produção que se espera do corredor do Lubito. Estamos a Falar também da necessidade energética para o surgimento de uma siderurgia na província do Namib. Quer dizer, este trabalho que está aqui a ser feito é o consolidar de um investimento que abre esperança de que grandes coisas poderão acontecer, porque a energia, a energia suficiente para dar resposta às necessidades industriais, esperava-se justamente com a interligação que está a ser feita junto da da da da central ou ou
do centro sul, não é, do do conforme Foi anunciado. Essas cidades acabam potenciando também o próprio setor industrial. É lógico, não tenhamos dúvidas que já ouviu falar e depois dos investimentos feitos dos portos do do do comercial do MAMIB e o Porto Mineraleiro, sabe que um dos grandes investimentos anunciados é o investimento da da siderurgia. A sidurgia do Namiba é esperada porê se nós temos um grande potencial do ferro do cuch e do ferro da jamba, nada mais e Para tirar também aquelas preocupações que muit das vezes o Dr. Luís levanta para não ser o
nosso a nossa matériapra a sair a bruto para ser transformada no no noutras geografias, toda a gente espera que a indústria do ferro venha a ser relançada. a parte da indústria do ferro, a própria indústria transformadora com o potencial agrícola que era existente no Namib, como também nas próprias regiões circovizinhas que existem, não é? >> Luís Gimo, eh a oferta de energia eh é um passo para o baratear também daquilo que é produzido no país? Olha, h sabe que eh esta é uma medida encorajadora para o governo, porque sabe que é o o desencorajador tem
sido sempre ouvirmos que temos cerca de 1 6000 pontos não sei mega não sei megaw não sei em quantidade qu mas depois e até pouco tempo o presidente da república eh no seu discurso, no tema que também vamos falar de infraestrutura Vurar, retirar que nós temos energia suficiente para vender para quase toda a África austral, mas lá em casa nós não temos energia. Porquê? Porque a a a o o a distribuição não chega. Ou seja, temos energia guardada e esta ligação dá agora uma convicção muito certa para as pessoas que a energia pode chegar lá
em casa. E outra questão, sim, a indústria, porque a a a energia também eh neste corredor onde vai passar a energia, eh vai ter que alimentar os polos eh e eh Industriais e espero que os polos industriais estejam desenhados também nestas rotas. E a outra questão essencial, eh também permita-me dizer, eh nós estamos a ter experiências muito tristes com quem paga energia, eh, principalmente, a energia pré-pago e mesmo até pós pago é inadmissível. Eu tenho situação e conheço pessoas que estão a pagar na energia pré-pago Estão a encontrar dívida acima de 100.000 quanas. Quer dizer,
se eu paguei a energia antes de consumir, como é que tenho que pagar uma dívida por uma energia consumida? Porquê? Porque estão a atualizar muitas coisas. Então, o governo está a colocar eh todos os custos eh na energia pós-pago e prépago, a taxa de lixo, a taxa de comunicação, a taxa e isto está tá a ficar o mal na fita ainda, mas na verdade e é uma é um tipo um outro AGT Da das famílias, né? tá ser a energia e eu acho que isto não há debate parlamentar sobre isso. Quer dizer, nós cidadãos nem
sabemos onde vamos falar sobre isto. E quando tu vais ao balcão da, o balcão da s responde o seguinte: é o sistema e com o sistema, contra o sistema e pá, e por isso eu espero que sim, que com essa energia agora distribuída, chegada lá em casa, vamos ver se vai ter impacto, mas permita-me tudo antes de terminar, é o o negócio Das energias eh fotovoltaic e e eu desencorajo, desencorajo. A energia tem que ser como aquela energia tem que ser como alternativa e em pontos locais. É escolas, por exemplo, estamos agora a expansão do
turismo no Namíb na Bahia vão colocar no Iona uma central forte voltado para alimentar toda aquela zonana, né, nos hospitais, nas escolas como fonte alternativa e não como se fez o negócio das energias renováveis. O Fino tá-me a batizar com os val >> porque não quase não estou a te deixar falar é uma forma de cortar a palavra quando pega >> não pacífico é o seguinte o o o Luís não deixa de >> e aqui apesar do grande esforço para que nós já vivemos momentos muito difíceis o Luís sabe o país sabe que a essa
altura, no aproximar do final do ano as pessoas tinham que ter um gerador porque senão tinham a certeza que a quadra festiva seria escura. Mas então, aproveito colar Aqui com a questão das infraestruturas e aqui este o sinal de financiamento de 18.000 milhões eh de dólares com o desafio das infraestruturas eh no continente africano. >> Bom, eu eu vou ter mesmo que fechar dizendo o seguinte: o Luís não deixa de fazer um apelo ao Ministério da Energia e Águas. É preciso que o ministério eleve a confiança do cidadão faça os investimentos que o executivo fez,
sobretudo porque, e diz bem, o Presidente da República tem estado sempre a dizer qual é o investimento feito e qual é o super hábito de energia que temos acumulado, mas continuamos a ter serviços com pouca resposta de confiança ao cidadão. as ruas escuras por falta de iluminação, pontos que deviam estar iluminados sem energia, quebras de sinal de energia. Então aqui realmente também há uma necessidade de elevar o investimento feito à confiança dos cidadãos, ver o que é que se passa Realmente com os serviços. Entrando no seu no tema porque sobre o financiamento das infraestruturas em
África, primeiro há que particularizar o seguinte: está de parabéns o país com a realização deste evento e eu creio que Angola devia aproveitar a sua posição na na na União Africana para sinalizar aqui tradicionais eventos dessa dimensão, os chamados eventos de alto nível, para que possamos não só ouvir, mas aprender, estar por dentro das dinâmicas Africanas. Aqui no que diz de respeito ao financiamento das infraestruturas, há um particular que foi que deve servir de de ponto de referência, o facto de ter sido unânime naquilo que foram as opiniões dos participantes dessas conferências de alto nível
terem deixado uma mensagem positiva aos angolanos. Vocês gozam de uma autoestima particular em África sobre a visão que vocês têm do país. Outro aspeto importante, a forma como Nós muitas das vezes comparamos o investimento e o custo do investimento. Olha, quando naquela sala ouvimos que há realidades do continente africano onde as estradas custam por quilómetros 2 milhões de dólares. e grande parte dos empresários e pessoas da própria estrutura de governança do país por dizerem: "Afinal não somos os mais caros". E realmente também foi dito algo que é importante. O mais Eu vou chegar aí, calma,
deixa chegar. >> O mais importante, isso é um tema. [Música] Ó Dr. Lu assim, o mais importante, foi dito e bem, não é o custo por quilómetro de estrada, é o tempo de vida. que devemos dar as infraestruturas que estamos a executar. E aqui não é ser apologista se uma estrada, uma estrada pode custar por quilómetro 2 milhões de de dólares. Depende da natureza do da estrada que estamos a falar. Estamos a Falar de uma estrada normal com dois sentidos, duas faixas de rodagem, mais uma de serviço. Estamos a falar de uma autoestrada com todas
as infraestruturas necessárias. Então, o problema não é o custo. O inerente aqui é olharmos para a qualidade da infraestrutura que vamos desenvolver. cumprindo todos os parâmetros técnicos. Eu creio que foi boa essa essa essa esta simeira no que diz respeito a financiamentos. Percebeu-seó aqui uma coisa, um Desfazamento dentro da África. Os bancos africanos, em vez de olharem para os seus fundos soberanos, olharem para os seus fundos de pensões que também têm capitalização, preferem muit das vezes recorrer a bancos de outras geografias, europeus, americanos e árabes ou mesmo asiáticos, em busca do financiamento, quando de alguma
forma podiam canalizar financiamento africano para desenvolvimento africano. Exatamente. Uhum. Uhum. Lu. >> Sim. Sim. É um contexto de África que temos que ser real. >> Preferimos sempre outro. Não. >> Sim. Não, não é que e eh nós os países afric primeiro são poucos países que se têm o privilégio, têm o privilégio e até têm a responsabilidade de dinamizar África. E Angola tem esta responsabilidade. Os outros países reconhecem isto de Angola, sempre reconheceram isto. A outra questão é que eh os países africanos aceitaram a Passividade de eh os países ocidentais negociarem com a África na base
de recursos extrativo. Isto é ponto. Ele olha para o seu país, tem o quê? tem diamante, tá bem, posso negociar consigo. Se não, se não me deres uma parcela de terra para fazer alguma coisa, extrair alguma coisa, não tenho a capacidade de negociar. E e é isto que faz com que o os nossos investimentos tornam muito caro e tornam dependente da vontade Financeira de quem financia. Eu acho a oportunidade que o presidente João Lourenço está a fazer nesta neste seu mandato da União Africana está a ser é a ousadia de colocar o desafio de que
nós africanos podemos mesmo nos autofinanciar até ali onde podemos e e e deu provas desta vontade política, por exemplo, quando no no este projeto corredor do Lubito e antes disto projeto corredor do Lubito, Mas também da refinaria de não não também do Lubito, onde publicamente foram convidados países na Míbia, Zâmbia para deu também prova na forma como não só eh na nível da SADEC, mas agora com a União Africana eh eh retomou este projeto de parcerias infraestruturais que que é nas zonas dos países em fronteiras poderem e e por isso o presidente tem vido a
anunciar retiradas vezes tem energia para a chegar aos outros países. Eu acho que é esta a ousadia que o presidente João Lourenço eh remeteu à União Africana, mas o desafio muito profundo continua de que na maioria dos países são profundamente dependentes e viciados em negociar com eh recursos estratégicos eh eh minerais que é favorável para o ocidente porque compra muito barato e depois com uma caixinha de medicamento de vacina está tudo pago. esta mentalidade, a mentalidade também é que tem que ser invertida e ameaça na Juventude de olhar que o Ocidente, a Europa e e
lá fora é a esperança da vida e da na forma, ou seja, o é muito interessante, concluindo, o os chefes de estados olham que eh os europeus, os os americanos estão a ficar eh bem da vida, eh, socialmente, porque nos pagam barato daquilo que custa caro e E as crianças estão a correr ansiosos para ir viver na Europa porque acham que aqui a gente não tem nada, não é esperança de vida, não é? >> Nós já vamos para para um outro tema agora, mas aqui a questão de desta atenção que o presidente João Lourenço chama
de dos africanos olharem entre si e o Osvaldo, o Eugéio lembrava a a a questão de pensar global e agir local e agir em África. com todos os receios e e e travões que as instituições financeiras africanas têm de apostar nas infraestruturas, mas há aqui essa ousadia do do presidente do do governo de Angola e também do presidente da Qualidade do presidente da União Africana em conseguir consensos para o financiamento. Eh, Eugênio, Sim. Não, o o mais importante não é só os consensos para o financiamento, o mais importante é que exista uma interpretação da União
Africana sobre o compromisso de Luanda relativamente a esta simeira. E dizia um dos participantes de um dos países que africanos que era: "Até que ponto é que este compromisso de Luanda será diferente aos compromissos já assinados Ou assumidos pela União Africana?" E o nosso problema da União Africana é, de alguma forma a falta de unidade. Continua saber que há poucos sinais da aceitação e e em todos os momentos da nossa vida. Nós temos que aceitar o caminho de um líder. Tem que existir um líder, tem que existir uma voz na nossa casa, independentemente da de
termos a esposa para coadovar, mas existe sempre um líder, alguém que lidera o processo. E e eu creio que o compromisso do traz Uma visão, uma visão diferente da forma de atuação. Olha bem, onde é que são guardadas ao longo de histórias as receitas das grandes reservas africanas? Fora Angola tem cerca ou Angola não, desculpa, foi mencionado na sala que a África, estima-se que a África tenha cerca de um trilhão de dólares guardados. Então, porque é que a África não cria vetores de desenvolvimento onde conseguem canalizar impacto de desenvolvimento estruturados, Desenvolvimento estruturado com resultados, com
qualidade de vida? E é esse esse compromisso do traz essa visão. E aqui é importante também dizer o seguinte, era para mim de todo espetante que antes de Angola fechar o seu mandato da União Africana que pudesse colocar também o pensamento dos jovens africanos das quer dizer quando falo jovem não estou a falar mas a a nata empresarial africana ouvir essa nata empresarial africana sobre o seu Pensamento. Temos estado a ouvir em cime de alto nível, sim, a participação de presidentes, altos executivos do banco, de alguns bancos africanos e instituições financeiras, mas a alta nata
africana não não expressou ainda de facto a sua voz sobre um minuto. Nesta questão, nesta questão, três questões que para mim é desafio para a primeira, nós temos que ter o nosso dinheiro enquanto continuarmos a Depender do euro e do dólar, para nós pagarmos, vamos depender do ocidente. Eu para comprar na Namíbia, se tiver que comprar em dólar, vai depender dos Estados Unidos. Se comprar é euro, então estaão tem que ser resolvido. Segundo aspecto, >> ah, há que haver vontade dos decisores políticos. Quem transfere todo este montante de dinheiros lá fora, 90% é alguém na
decisão política de tomar a medida de não transferir. Terceira eh Ponto e maior desafio. Sim, eu concordo consigo. E damos capacidade nessa juventude para sonharmos e sermos felizes cá em África. Vamos agora olhar para o Tribunal eh Supremo, os eleitos, os candidatos, Efigénia Clement e Norberto João e Daniel Modestos Geraldes. Luigi, >> olha, hum, a primeira nota que observei do processo eleitoral, ah, pronto, era expectável depois da do do anúncio de de do anúncio Da vacatura, mas a comissão eleitoral não divulgou e o os resultados, anunciou só quem está primeiro e segundo e às vezes
e aquilo é resultado é mesmo resultado. foram votos, tem que dizer que h eh o primeiro com x voto, o segundo com x votos e porque da forma como felo e eh cria uma ideia, não é, que eh pronto, só quem esteve lá, pelo menos o comunicado também diz isso, que tiveram observadores, tiveram, só quem esteve lá que consegue dizer que tiveram Eh só para ter uma ideia, se são cinco pessoas que votaram para quatro deles ou se são 17 ou 20 pessoas que votam aram para cinco candidatos. A segundo aspecto, ah, eu eu espero
que eh e já disse isso, volto a reiterar, é só é o que eu digo, né? Eu espero que o presidente da República eh eh nomeie na sua vontade que tem pela Constituição, mas nomeia aquele que foi mais votado. Pronto, se foi mais votado pela confiança daqueles que votaram que no Meio, porque eu acho que também pode ter sido isso. influenciou de que não digam quantos votos teve para não mostrar tanta diferença, mas seja como for, o importante repor a instituição a Tribunal e e Conselho Superior de Magistratura e espero que com esse passo, os
desafios profundos que este setor tenha, se começa uma nova ERAM. Eugéo, rapidinho mesmo para irmos aqui para o nosso último forma rápida e telegráfica também que o presidente no Uso das faculdades que a lei constitucional reserve encontre a melhor decisão justamente porque o Tribunal Supremo e o Conselho Superior da Magistratura consequentemente precisam de resgatar um encontro com a sociedade na base de toda uma confiança jurídica de que o país precisa, que que seja encontrado. Então, entre os três, em função da votação interna e do estabelecido por lei, que são três nomes que são colocados à
disposição do Presidente para sua indicação, que seja aquele que, de alguma forma tem a noção da grande responsabilidade que encontra de dirigir essa instituição, um pilar importante da democracia em Angola, não é? Vamos então, não podemos terminar sem olhar para a nona reunião do comitê central do do MPLA, que analisou a vida interna do partido e e aqui também é olhar para os desafios e definir estratégias para o Congresso de 2026. Luigi, olha, duas notas que eu posso dizer. Uma tem a ver com o discurso do presidente da República e outra com uma das decisões
de saída deste comitê central. sobre o discurso do presidente do Empelá, realçou-me o facto de que eh de facto para quem é eh para uma classe de mais velhos que ainda está aí, esta este comitê central parece ter sido aquele nas vésperas também da comemoração, da proclamação da independência porque Estamos a celebrar os 50 anos e teve esta carga, senti que teve esta carga de relembrar o histórico do mais do que isto, recordar a a a função ção e a missão do Estado de reconciliar o Estado. as palavras do presidente do MPL foram assertiva ah
quando citou a daquilo que se fez para a reconciliação, mas também ah voltou a apresentar críticas de forma muito direita de que aqueles que se excluem eh eh pelo direito que têm de de cidadãos angolanos Eh e como e repito eh e aqui estamos a falar, por exemplo, na na nas na comemoração das medalhas, quem Quem está a atribuir uma medalha a um cidadão é o país. Daqui a 50 anos nem se vai recordar e se memorizar que é o presidente João Lourenço. Será sempre o país em honra e dedicação e e e é um
direito de ser de cidadão e por isso acho que foi assertivo. Outra questão, a minha nota foi sobre a decisão de expulsão eh do do jovem, do membro do Comitê, que é membro do comitê central e chamou-me atenção que eh parece e eu já eu já sou um pouco mais velho, estou estou também quase a celebrar os 50 anos, mas é a primeira vez que eu escuto o lá a a expulsar o membro isso. dia que tive que idade de perguntar outros foram lá buscar os tempos da mais pesados do do lá e e que
e depois tenho vindo a constatar que houve até o e tanto os partidos têm esta coisa da crítica e autocrítica e parece que houve um Momento da autocrítica ah mas eh mesmo assim os membros foram duros em expulsar e eu acho que eh marca para mim marca um momento tenebroso. Eh, porquê? Porque há outros e que falam muito pior do que este jovem eh cônigo. Eh, não são, nunca foram expulsos do MPA, >> mas o MPA socorre-se dos próprios estatutos. Não, >> não. Pronto, mas estou a falar mesmo do MPLA com os seus estatutos. É
deles que Estou a falar. Eu vou dar isto aqui. Volto a reiterar tudo claro. >> Sim, sim. Obviamente o normalmente o tem uma prática de deixar-te, permita-me o termo, deixar-te no limbo. tu comporta-te mal. Ah, nem é, não é. depois quando vai precisar vocês deixa de receber convite, deixa de deixa de alguns privilégios, mas a expulsão eh e ainda mais alguém eh jovem, pronto, o que lhe resta é que é continua a ser cidadão angolano, eh continua ter o Direito de exercícios eh de políticos, direitos políticos, de ser eleitos e eleger e e que também
isso sirva de exemplo de que primeiro está a ser cidadão, depois é que está outras coisas, empresário, político e e eu acho que eh ficou a mensagem, mas espero, repito, espero que isso não seja um sinal para todos os outros do MPLA que criticam de forma aberta o MPA que eh duravante vão ser expulsos. seria eh para mim um retrocesso muito profundo Naquilo que é o que que o que é o para o futuro. Esta é a minha análise. Eh, estamos já a fechar. >> Não, agora vou vou merecer também um bocadinho do tempo gracioso
do Dr. >> Não, não vai tem um minuto. >> Não, eu é o seguinte, primeiro começar pelo discurso. Realmente o presidente da República quando no seu discurso volta a fazer referência daquelas pessoas que se excluem do todo um compromisso do do do país relativamente a todo um uma Calendarização para saudar os 50 anos e que isso de alguma forma não sinaliza todo um processo de de reconciliação, não deixa de ter razão. Eu acho que aqui, como diz o Dr. Luís e bem, a medalha é a medalha do país. Cada um de nós, aqueles que de
alguma forma se for foram foram foram indicados para serem merecedores deste desta medalha, em princípio, não deviam olhar essa medalha como a medalha do presidente João Lourenço. é a medalha de Angola, é a Medalha dos 50 anos e fazia todo sentido que na no alicerçar da nossa reconciliação nacional vísemos todas as forças aí representadas, contempladas a serem e brindadas com este importante símbolo da nação. Quanto aos desafios em curso, o MPA abordou também uma um elemento muito importante que é a questão do conteúdo local voltado em todo um uma trajetória dos temas que abordamos e
falou do conteúdo local, da sua importância, não apenas no setor Petrolífero, embora hoje o setor petrolífero também deixa assinais e indicadores de que é possível apostar no conteúdo local e diversificar para outras áreas, mas eu aqui vou buscar aquela máxima de que diz o Dr. acaba tudo por estar na mão do executivo. O executivo tem a soberana oportunidade de fazer um país em que nós possamos encontrar referências. Já uma vez alguém perguntava-me: "Vocês têm uma história grande em Angola, são grandes Produtores de petróleo, têm história no diamante, mas se eu perguntar qual é a família
de referência rica no setor do petróleo que pode servir de indicador para medir o peso de uma sociedade?" zero. Se perguntar qual é a família que pode ser uma referência para dizer, olha, aquela família no setor dos diamantes é a família angolana. Ele me perguntou, mostra-me cinco. Então isso leva, >> mas desculpa aqui um minuto nesta tua Referência mesmo os nossos ricos, pergunta-lhe qual é o produto. Exatamente. Produto, não tem uma marca de produção do seu produto. Esta reflexão, esta reflexão do comitê central é uma reflexão muito grande que para mim, no meu entender, devia-se
alargar para além da sala do Comitê Central. É preciso refletirmos aonde é que estão as referências da riqueza nacional. É preciso termos ricos. As pessoas não podem ter receio. Somos um País potencialmente rico em tudo. Então temos que ter ricos visíveis e ninguém pode ter medo da riqueza. Outro aspecto que é fundamental. Bom, essas >> mas temos ricos, >> não é? Sim, a sociedade precisa de boas referências também. Então, pronto, vamos lá. No quesito da da do tema que de alguma forma toda a gente tá a falar da expulsão do militante do MPL. Bem, eu
eu creio, Dr. Luís, que o agravante em tudo isso não é o facto do militante criticar Ou do militante e e manifestar a sua intenção de, mas eu creio que as circunstâncias agravantes foram para além desta manifestação e estas circunstâncias agravantes creio que fixaram-se na no peso da comissão e na expressão da votação em um elemento que é fundamental. a forma como o militante se dirigiu fora do hemiciclo que lhe é reservado à figura do seu presidente. O presidente João Lourenço, isso é como é nas nossas casas. Nós numa organização Devemos respeitar a organização tal
como respeitamos as nossas casas. Veja, por exemplo, o o Dr. Luís hoje tem filhos. O Dr. Luís não acredito que o seu filho vai lá fora no vizinho e apelidar com adjetivos que não. Os os irmãos não vão acreditar, não vão gostar. Vamos buscar outras realidades políticas, não só aqui. O Trump tá a fazer coisas dos Estados Unidos, também tem militantes de base lá no seu partido. Você não vê nenhum militante do Do de lá do partido do Trump a dizer, e eu creio que é isto que tem que ficar claro, o o o militante
Valdir tem um respeito dentro da sua organização, é aceito na sua organização, mas é foi reprovado, no entendimento dos seus pares pelo facto de ter criado circunstâncias agravantes face à personalidade do seu líder. que é o fundamento. Isso foi o único fundamento. Já estamos a passar do nosso tempo. As Duas posições foram Eugéio Clemente. O Luís agora diz que as duas posições foram ex Bom, eh, vai-me restar saudades. Boa noite e do militante, né? >> Boa noite aí. >> Obrigado. Obrigado. >> Boa noiteio. >> Obrigado. Obrigado. Bom domingo. Um domingo de reflexão, não é? >>
E assim, caro telespectador. E assim, Caro telespectador, renovamos o nosso muito boa noite com a promessa de voltarmos a cá estar no próximo domingo a olharmos para os outros temas e com esta análise descontraída mais aprofundada sobre muitos assuntos. Mais uma vez, boa noite. [Música]