a sociedade brasileira é formada por diferentes grupos étnicos e raciais e cabe ao estado combater as discriminações e promover iguais condições de desenvolvimento a esses diversos grupos para sabermos mais sobre esse assunto nós vamos conversar agora com o professor de história e coordenador do núcleo de estudos afro-brasileiros da udesc paulino cardoso e aluna e integrante do grupo daiana breternitz sejam bem vindos ao nosso programa obrigado pela participação de vocês aqui hoje a nós agradecemos pelo convite estamos aqui à disposição do professor paulino as desigualdades às discriminações hoje no brasil elas ainda são muito fortes são
muito intensas na medida que nós temos aí um passado de 500 anos não é de dominação européia você não consegue eliminar essas diferenças em pouco tempo nós temos uma vantagem muito importante que a nova constituição a constituição cidadã de 1988 que colocou a liberdade ea igualdade não como algo formal mas como um projeto em que toda a sociedade é chamada a se engajar então é nós temos algum alguns avanços neojibá tanto no legislativo como judiciário como o executivo reconhece que as desigualdades raciais existem e estão comprometidos de algum modo com a sua erradicação de que
forma essas desigualdades essas discriminações elas são mais percebidas é bom três são as mais difíceis né em primeiro lugar na educação então mesmo com políticas de ação afirmativa né para o acesso ao ensino superior mas quando nós pensamos acesso permanência e sucesso na educação básica e você desagregue excitados por gênero e raça você percebe que os meninos negros estão lá na queda dos principais índices de pouco aproveitamento 'reprovação de existência e evasão né na na saúde nós temos uma formação médica que desconhece um conjunto de doenças que são prevalecentes população população negra o mais famosa
delas é a anemia falciforme mas também o impacto da violência da dessa do racismo nas no acesso à saúde o ministério da saúde é ela lançou há algum tempo atrás uma pesquisa com sucesso mostrando que na cidade do rio de janeiro as mulheres negras recebem menos anestesia na hora do pato fruto de uma visão equivocada de que as mulheres são mais fortes e consequentemente você - demoram muito mais para ser atendida têm menos acesso ao pré natal e tudo isso implica com que impacto na mortalidade materna mortalidade infantil eo terceiro ponto muito importante diz respeito
à segurança pública então enquanto as mulheres brancas nos últimos anos ela tem uma queda de 15 de mulheres brancas de 12 6 por cento se eu não me engano as mulheres negras nós tivemos um acréscimo de 20% do de homicídios então tudo isso faz com que a população ela seja é r vítima de uma fé e de é desigualdades que afeta sua qualidade de vida ea sua perspectiva de futuro diante desse cenário o professor quais são as políticas públicas que vêm surgindo nos últimos anos para combater essa discriminação essa desigualdade com relação às diversas etnias
que existem no brasil o brasil é acho que na medida que o governo né os diferentes níveis de governo inclusive começam a perceber que a população é diversa e essa diversidade nem sempre significa igualdade né pode-se implica em relações assimétricas os governos têm se engajado particularmente as políticas por exemplo é como o plano nacional de implemento de saúde integral da população negra tem contribuído por exemplo para formar é trabalhadores do sus pensando a questão é que um potencial e isso é muito importante levar em consideração nas diversas vezes agora o país vai poder entender as
especificidades que garantiria sofre com relação à saúde pública com certeza isso permite com que por exemplo que a gente nos de moscas né você já tenha um cadastro a gente espera que tenha um cadastro único dos das pessoas portadoras de trás conforme muito importante ou então é a inclusão alguns anos atrás do da dadá dessa forma no teste do pezinho e agora uma conquista muito importante pra nós foi no final do ano passado que foi e é a possibilidade de você usar a o transplante de medula óssea no tratamento da anemia falciforme só para o
público poder perceber anemia falar a doença falciforme produz uma série de doenças néon uma série de de problemas e de provocam muita dor e pessoas assim morrem é mais ou menos uma expectativa de vento de 46 anos apenas é isso foi um avanço muito importante o outro não tenha dúvida foi o acesso ao ensino superior por meio da utilização do fiéis lei do prouni dos sizo né nós tivemos uma oportunidade fantástica de ter algo inusitado seja milhões de estudantes negros estudando na universidade e isso é um aspecto importante agora nunca se prendeu tanto nunca se
encarcerou tanto na medida em que o judiciário ainda não se comprometeu plenamente com a mudança de paradigma principalmente uma visão é enxame de uma visão lombrosiana de uma criminalista quer que pensa é o criminoso como criminoso nato e esse criminoso é negro daiane na área da educação a legislação também avançou no sentido de trazer mais informações para a população a espanha da cultura e da história negra não só aquela história européia que até ainda ensinada nas escolas e nas universidades hoje em dia existem leis que obrigam que as escolas universidades ensinem também a história africana
história indígena fala pra gente dessa legislação e que avanços que modificações isso vem trazendo na educação é em 2003 a gente tem a lei 10.639 né que foi implementada com o intuito de que a cultura afro-brasileira e multicultural ela fosse é obrigatório em escolas de ensino básico e fundamental depois em 2008 ela foi contra aumentada é complementada na verdade com a inclusão da questão indígena não é da cultura indígena então assim é hoje é toda escola de ensino básico fundamental sendo ela pública ou privada é obrigatório que dentro da grade curricular dela exista tanto temática
sendo pautada quanto o tratamento desses alunos né e e sendo vistos enquanto protagonistas também eles fazem parte daquele espaço e espaço da escola também é para eles né porque a gente ainda tem uma minoria é é muito irônico nós somos em maioria teoricamente dentro da população porém nesses espaços nós ainda somos minorias são leis novas é uma legislação atual e ela vem sendo cumprida como é que está essa questão então é a gente através de alguns observatórios sociais a gente tem visto que é ainda é desconhecido por tanto pelos professores com os coordenadores pedagógicos é
a existência dessa legislação então é tempo é complicado e ao mesmo tempo alguns que sabem na maioria das vezes eles acreditam que a questão de imprimir da implementação e execução dessa legislação no dia a dia é simplesmente você acrescentar a temática na parte teórica né das duas das disciplinas que já existem e não necessariamente uma questão de status e conseguir lidar com essas crianças enfim com esses jovens né de modo que eles se sintam então somos todos fazemos parte dessa sociedade vamos ecos cada um complemento é e poder perceber essa cultura nos mais diversos campos
neto na alimentação vestimenta estilos musicais tipo coisas que estão ao nosso redor o tempo todo e não somente um dia como é feito com o indígena até hoje né a gente vai lá estudar naquele lindo dia depois a gente não toca mais no assunto com certeza e trabalhos como esse do grupo que vocês participam que é o núcleo de estudos afro brasileiro em contribuir para levar mais informações para a sociedade para as escolas em geral mas vou pedir um pequeno intervalo a gente volta a falar melhor sobre o trabalho do núcleo depois do intervalo nós
voltamos em instantes até já estamos de volta com conexão pública hoje falando sobre políticas públicas para diversidade étnico-racial nossos convidados são o professor de história e coordenador do núcleo de estudos afro brasileiro paulinho cardoso e aluna e integrante do grupo daiana breternitz professor o senhor então é coordenador é do núcleo conta pra gente como é que surgiu a idéia de formar esse núcleo como é que ele atua o núcleo ele é um movimento é não falar da nova universidade mas que hoje abrange cerca de uma centena de universidades brasileiras ou seja um momento em que
é aumentar a presença de pesquisadores negros e é negros na universidade e também de pesquisadores é que são anti racistas esses pesquisadores se reuniram nas suas universidades e aprovaram espaços que compõem uma do papel de um lado promover o diálogo acadêmico não entrou na cidade e fomentar pesquisa fomentar estudos mas ao mesmo tempo fomentar a extensão ou seja dia lugar com o restante da sociedade então nem abri cumprir esse papel de tornar a 1 10 que mais plural e fazer da udesc um instrumento político é um lugar onde você pode é tencionar o restante sociedade
para implementação de políticas de igualdade vocês realiza um trabalho importante dentro da universidade de apoio aos estudantes é que são de etnias ney tinha negra ou de outras etnias também há digamos assim ocupar melhor o espaço dele dentro da universidade como é que funciona esse trabalho porque o processo de adoção antigo reitor da ul deve sempre dizer que para as pessoas de comunidades vulneráveis mesma universidade pública é cara né mesmo porque porque ela tem uma dinâmica e aquelas que não conhecem a universidade porque vêm de comunidades vulneráveis não consegue aproveitar aquelas oportunidades que estão ali
disponíveis a nossa tarefa é fazer com que esse site nós não fala contribuímos para o tensional na cidade até políticas de promoção de igualdade e de acompanhamento desses estudantes e nova também vai fazer o acolhimento desses estudantes de tal modo que ele possa justamente aproveitar e conhecer e aproveitar seus direitos muitas vezes existem bolsas programas que os estudantes conhecem com certeza por exemplo nossa universidade oferece auxílio moradia a oferece ao filho alimentação ela tem algo que é muito legal é um programa de mobilidade estudantil internacional aí outras bolsas acadêmicas que se você não preparar esses
estudantes para perceber para formar para se organizar para ter um currículo que o torne desejar para os professores ele certamente é não aproveitar todo o potencial e não terá é o que todos nós é muito importante que é o sucesso acadêmico então não basta entrar não possa permanecer é preciso ter sucesso daí além do trabalho dentro da universidade vocês também realizam em diversos projetos fora da universidade né conta pra gente que projetos são estes nós temos um observatório de educação étnico-racial né que na verdade ele faz uma campanha momento nas instituições de ensino básico e
fundamental em santa catarina especificadamente é um trabalho com a secretaria de educação desses municípios e também com as coordenações e professores nem intuito de levar o conhecimento através de oficinas cursos de formação né os cursos de formação específica e liceu hoje é oferecidos à distância através da plataforma moodle da instituição e é em nível nacional então nós temos professores das mais diversas áreas também né não somente as áreas de humanas a e principalmente fazendo um acompanhamento aí já pessoalmente em santa catarina no sentido de verificar como essas políticas estão sendo implementadas nas escolas né e
o conhecimento como ele já havia dito é de quem está conseguindo implementar de quem conhece a lei mais a fundo e quais são as medidas que as instituições estão conseguindo executar no dia a dia você alonga da udesc é do curso de administração e participa do do grupo do núcleo nato é outros alunos também participam como é que cidades atuação de alunos da adesc dentro do núcleo em teu o núcleo ele faz parte da faed né que é a área de educação na verdade da instituição e o intuito na verdade que qualquer pessoa possa participar
qualquer a graduando ou até a pessoa se viu neve enquanto é parceiro da do núcleo é poder fazer a sua contribuição na diante dessa temática é eu na verdade reconhece o núcleo através da professora cláudia mortari é o convite foi através dela e não uma simplicidade de querer na verdade fazer um é prestar um serviço referente à administração a gestão das atividades do núcleo a parte financeira no núcleo né e no final acabei me apaixonando pela temática e é engrandecedor assim poder ver a interdisciplinaridade que isso pode causar é dentro de uma instituição tão que
recomenda a todos os graduandos em dúvida e alunos do 10 que o mesmo pessoas da comunidade que tem interesse em participar do núcleo como é que pode fazer pra obter mais informações entrar em contato e participar das atividades pode entrar em contato conosco através do portal desk né ou então através do do nosso telefone também que outras 321 8 5 25 da própria instituição a gente atende das 8 da manhã é fazer um trabalhinho do meio dia uma da tarde depois da uma da tarde até às 18 horas estão sempre tem gente de segunda a
sexta no núcleo disponível só sabe e é muito importante que nós temos grupos é que estão atuando no estatuto no flu e não obviamente tem um vínculo como a atividade específica e acadêmica vinculado a um curso então temos hoje por exemplo um grupo de estudos religiosos de religiões de matriz africana que são pessoas da comunidade que tem desenvolvido ações agora nós estamos montando um tribuno grupo que está formado por técnicas é como enfermeiras e outros que são joão é construir um grupo de trabalho sobre saúde da população negra então todas as pessoas que têm interesse
porque querem ter acesso à nossa produção produção de livros é que um é é usar os livros é só ficar distraia e participar de nove novos estamos ea universidade existe pra comunidade né quais os efeitos que vocês já perceberam aí dentro da comunidade acadêmica dos trabalhos que você desenvolve em núcleo 11 vou fazer vai fácil né eu acho que é o fato de nós termos graduandos que hoje estão ingressando em vários cursos de mestrado por todo o país já é excelente sem dúvida eles entrar conseguir entrar na universidade persistir conseguiram complementar e ainda serem aceitos
em outras instituições né pra darem continuidade e geralmente a gente percebe que é as pessoas que entram e acabam tendo esse amparo elas acabam ecker engrandecer sua temática que eu preciso é mostrar o protagonismo que essas populações têm em todos os lugares a gente vê que são as mais diversas áreas não é uma forma de trazer o assunto para debate né porque as pessoas conheçam tenho más atuações e perceba a importância é porque muitas vezes nos perguntamos por que estudar essa temática e não não se percebe na verdade a toda violência no brasil todo o
subproduto que isso gera que não é positivo a gente tem e os dados de emissão a gente tem a questão da violência contra a mulher negra a gente tem a questão quando se fala de sobre salário né no brasil ainda existe uma hierarquia racial sim com relação ao salário existe uma questão com um grupo indígena por exemplo que é a questão da não formalidade desses grupos na grande maioria deles não têm o cpf não tem um rg e conseqüentemente como é que você vai gerar uma carteira de trabalho tão pouco um pagamento para essa pessoa
que foi normalizado então são a série de questões que vão sendo avaliadas e vistas durante o processo é de estar com as pessoas que a gente consegue levar adiante e votar a resolução onde é que a gente vai buscar a solução para conseguir facilitar a inserção e integração das pessoas afinal de contas a cidade é uma só e a lei é feita para todos mas não necessariamente as ferramentas dadas para que tenha acesso a isso né vené talvez o a parte mais visível da atuação nossa é além desse é trabalho principalmente na educação mas não
seja municipal ou seja é está bom é buscar articulação junto com os outros núcleos de estudos afro brasileiros que existem no país permite com que a gente tenha influenciado em especial no governo federal para políticas públicas voltadas à população negra agora por exemplo nós é nós criamos juntos no ministério da educação um programa assinado programa abc dias nascimento que vai permitir que estudantes é indígena é afrodescendente e também pessoas é portadora de deficiência possam fazer mobilidade estudantil internacional em qualquer grande universidade do país do mundo e são algo muito novo algo bastante importante e recentemente
o governo federal é é um organismo ou uma comissão de anás inal de acompanhamento de todas as políticas de cotas de tal modo que a gente entenda não só a questão da festa mas também a permanência e mais recentemente querer uma uma outra comissão que não fazemos parte que é a comissão é da capes que é o órgão gestor da paralisação para pensarmos políticas de promoção é igual ao de igualdade na na prorrogação seja para ampliar o número de inércia e doutores e consequentemente de professores e outros profissionais de alta qualificação é negras e indígenas
são vários exemplos de conquistas mas muitas outras precisam surgir ainda é promessa eu eu sinceramente estou agora empolgado quem sabe a gente consegue trazer à assembleia legislativa de santa catarina para esse movimento de políticas de promoção de igualdade da eu é uma notícia que a assembléia legislativa do rio de janeiro aprovou nessa cota para na universidade estaduais para a pós-graduação então as universidades estaduais do rio de janeiro nelas pra variar estão à frente né nas políticas de promoção de igualdade nesse movimento de tornar o país mais o time não está certo infelizmente o tempo do
programa chegou ao fim agradeça participação e parabenizou pelo trabalho de vocês e padroniza os os estudantes não é porque sem eles sem empolgação sem um carinho de luz nós não teríamos não poderia fazer nada está certo entanto obrigado em conexão pública vai ficando por aqui nós voltamos na próxima no próximo programa é sempre com novos debates até lá