Quando tava acontecendo aquela briga, você não ficou com medo? >> Não, meu pai tá aqui. >> Porque o antídoto da [música] ansiedade >> é a segurança. >> É a segurança. O que aciona esse sistema de lutuga dentro da pessoa? >> Lá atrás. >> Vem de lá de trás. A infância é uma terra que a gente pisa a vida toda. [música] Olá, seja muito bem-vindo ao podcast no Divan com a Dra. Andreia Vermon. É um prazer estar aqui com você nesse espaço onde a gente disponibiliza conhecimento. Eu sempre tenho dito isso, conhecimento liberta. A gente padece
por falta de conhecimento. Eu acredito nisso como filosofia de vida. Quando a gente tem conhecimento, a gente faz melhores escolhas. E esse espaço aqui é exatamente para isso, para trazer para vocês conhecimento de qualidade. Se a Gente pode chamar conhecimento de entretenimento, então que seja um entretenimento de qualidade para que a gente, a partir do que a gente ouve aqui, a gente possa fazer melhores escolhas. Eu te agradeço por você estar nesse espaço. Curte, comenta, compartilha. Hoje nós vamos estar com uma convidada muito especial. Eu quero muitos comentários de vocês. Eu quero que vocês vão
contando aí durante o tempo do podcast o que vocês acharam, se Vocês gostaram, se vocês querem que ela volte. Será o maior prazer trazê-la de novo. Eu acho difícil o assunto esgotar num único podcast. Hoje nós estamos aqui com a querida Miriam Garcia. Ela que é psicóloga, filósofa, psicanalista, com uma carreira no digital que tem crescido assim grandemente, goza da minha da minha do meu carinho. Eu olho pro que ela faz, eu falo: "Gente, é muito bom". Até porque tem uma formação muito parecida com a minha. Então, quando eu Olho, eu digo: "Gente, eu pensaria
exatamente isso, desse fato". Então, eu gosto demais da fala da Miriam. A Mira é uma querida e eu quero que vocês também a partir de agora comecem a acompanhar o trabalho dela, que eu tenho certeza que vai acrescentar muito para cada um de nós. Ela tem uma visão bem inédita, se é que eu poderia dizer assim, inédita para os tempos atuais sobre a vida. Em tempos em que nós estamos correndo, em que nós estamos não refletindo, em que nós Estamos vivendo uma vida eh tão editada, a Mir traz algumas intervenções que para mim são cortantes
e que nos atravessam. Seja bem-vinda, Mir Garcia. >> Muito obrigada, Mir estar aqui. Foi uma surpresa muito boa receber o seu convite e que alegria tá aqui. >> Eu que agradeço, querida. Seja muito bem-vinda. Aproveite esse espaço que é seu. Te desejo assim um crescimento 20 vezes maior do que você tá tendo. Você Merece. >> O seu conteúdo. Realmente é muito bom. >> Eu tinha um professor quando eu era pequena, ele dizia assim: "André, as pessoas te perdem nos primeiros 5 minutos". E é verdade mesmo, eu tenho um time de distração que é uma coisa
louca. Se nos primeiros três a 5 minutos a conversa não for boa, eu fujo da palestra do eu fujo a alma, o corpo fica e o seu conteúdo, eu vou passando o feed, eu falo: "Quero ver o outro, agora Eu quero ver o outro, agora eu quero ver o outro". Então, sempre reflexões muito pertinentes. Então, muito obrigado por estudo que você tá fazendo. >> Eu que agradeço. A grande honra de estar aqui, minha querida. >> Querida, como que você escolheu filosofia? Primeiro assim, né? Que filosofia vamos falar como filósofas. >> Uhum. Filosofia é uma coisa
que teoricamente não dá dinheiro, né? >> É. Pois é. Ninguém escolhe filosofia Porque assim, ai, meu pai sonhou que eu que eu deveria ser filósofo. >> Infelizmente sempre falei que eu amo filosofia, mas o meu país não ama tanto, né? Eh, o sistema de educação não ama tanto, né? Mas parece que a gente já nasce assim, né, Andreia, com essa inclinação a essa reflexão, a esse senso crítico, a esse pensamento dialético. E eu sempre gostei muito de filosofia, mas na verdade tudo começou na minha história com a filosofia clínica. Olha Só, há muitos anos [limpando
a garganta] atrás eu precisei de terapia e na minha cidade tinha um filósofo clínico, que nada mais é que um filósofo graduado que tem essa especialização e que se instrumentaliza da filosofia como ferramenta terapêutica. >> E eu me apaixonei por isso, me fez muito bem a terapia me ajudou bastante em alguns conflitos e fui atrás da filosofia. Eu fiz a faculdade de filosofia e depois a pós-graduação em Filosofia aplicada. A filosofia aplicada, ela é um retorno à origem da filosofia, porque a origem da filosofia ela >> é aplicada, é um modo de vida, não é
uma matéria acadêmica. >> E não tem como a gente negar a a fundação da filosofia na pessoa de Sócrates. >> Uhum. séculos antes de Cristo, um homem peculiar, um homem excêntrico, que fazia Sempre a mesma coisa todos os dias. Todas as manhãs ele acordava e ia para o mercado, para a ágora. Questionar as pessoas do por que elas viviam da forma como viviam. Lá na Ágora se reunia toda a sociedade, cinco séculos antes de Cristo. E ele perguntava para todo tipo de gente, desde os mais ricos aos mais pobres, desde os generais, os proprietários até
os escravos, o por que eles viviam como viviam. E quase ninguém tinha resposta. E aí ele disse que uma Vida que não é refletida não vale a pena ser vivida. É aí que surge a filosofia. A filosofia ela deveria ser para todos. para toda a população. E muitas vezes a gente tem um certo preconceito com filosofia, porque ao passar dos anos depois desse nascimento da filosofia, aliás, século século V antes de Cristo, nós temos um grande acontecimento geopolítico, que é o surgimento da democracia. >> Uhum. [limpando a garganta] >> A filosofia, ela deveria ser popular
porque ela é essencialmente democrática. Só que com o passar do tempo, ela foi se afastando desse sentido popular e ela foi se confinando nos palácios acadêmicos reservada uma elite intelectual e afastada do povo. E aí em 1980 na Europa começa um movimento chamado filosofia prática, que é >> que vem ali com Lumarinofia. >> Isso. Exatamente. Em 1990 nós temos Marxot com café de Farres. >> Aham. >> Que ele fechou um bar em Paris. e propôs o debate filosófico das trivialidades da vida humana, do cotidiano das pessoas e foi maior sucesso. E lá nós temos o
retorno às origens da filosofia, porque a filosofia, Andreia, é ela sofre muito preconceito. Quando a gente fala de filosofia, as pessoas Falam: "Ah, é coisa difícil, é coisa para só para intelectual". De fato, a faculdade de filosofia ela é difícil. Você fez, você sabe. >> Nossa, >> né? Então, eh, comparando as faculdades que eu fiz, a filosofia é a mais difícil mais difícil, >> mas a proposta não é que todo mundo faça faculdade de filosofia, mas que todo mundo tenha >> um olhar filosófico, um pensamento Questionador que não aceite o óbvio, que questione. E aí,
Marxot, então, e esse movimento, Lumarinof, é um retorno à origem popular da filosofia. esteve sentada aqui na cadeira, eu assisti seu primeiro podcast, Dra. Ana Beatriz Barbosa, para mim é minha maior referência, >> minha mestra. >> Eu também. >> E você deu uma descrição dela que eu concordo com você. Você disse assim que Ela foi a responsável por democratizar saúde mental no Brasil, né? Assim como Marx Sotê democratizou filosofia. E eu vejo muito você nisso, Andreia. Eh, você democratizou psicanálise no Brasil e no mundo agora, né? >> Graças a Deus. Nunca se ouviu falar tanto
de psicanálise >> como nesse último tempo, né? >> Então, que bom que hoje nós estamos democratizando o conhecimento, porque é a partir daí que a sociedade será Transformada, porque é o conhecimento que liberta. Então, é necessário esses espaços de democratização do saber, de popularização desse conhecimento que deveria ser acessível a todos. Enfim, e a filosofia eh me abriu essa porta que me levou a filosofia prática, a psicanálise, a psicologia. E >> me dá um exemplo de filosofia prática, >> tá? Vamos lá. Alguém te chegou com uma queixa para você e na filosofia prática Você consegu
>> elucidar. Vamos pensar numa queixa que é muito atual dos dias de hoje. Ansiedade. >> Boa. Asiedade é algo natural. Então, nós temos uma glândula no nosso cérebro chamada míila cerebral, que libera uma alta dosagem de cortisoló adrenalina pro corpo quando nós estamos diante de uma potencial ameaça. >> Uhum. >> E a ansiedade ela é boa quando nós Estamos diante de uma potencial ameaça. Ela é circunstancial. Então eu vou fazer uma prova e fico ansiosa. Tenho um exame fico ansiosa. Só que tem outros dois tipos de ansiedade que é a ansiedade enquanto estilo de vida
e a ansiedade enquanto transtorno. Uma boa ferramenta da filosofia prática para tratar a ansiedade. Dicotomia do controle boa. Dos estóicos. Então os estoóicos eles recebem esse nome porque eles viviam nas ruas próximos a um Pórtico que é estoá. >> Eu amo estoicismo. Eu sou absolutamente estoica. É muito prático o estoicismo. >> Adoro. >> E aí os estoóicos vêm nos ensinar, principalmente epiteto, a dicotomia do controle, que é básico. >> Vamos lá, vamos fazer uma aulinha bem bem básica pro nosso povo, porque nós traduz mesmo, que é bem mineiro. >> Aí eu cheguei aqui, doutora, eu
tô super ansiosa, aí você vai me ensinar. Eu sou Uma dona de casa, eu não fiz nem graduação. Eu sou uma dona de casa, você vai me ensinar dicotomia do controle para me ajudar na minha ansiedade, sem ser teórica. >> Primeiramente, a gente precisa definir a angústia. Lacan dizia que angústia é o único sentimento que não mente, né? Ele não mente. Então, qual é a sua angústia, dona de casa? É isso. Eu tô preocupada com as contas. >> Entendi. >> Tá. Vamos pegar essa angústia e aplicar a dicotomia. A gente vai dividir essa angústia em
duas partes. Numa parte, como se fosse duas listas. E é bom até a pessoa fazer por escrito. Ela pega um papel, divide no meio e faz duas listas. dessa minha angústia, o que que está no meu poder de ação e de controle, eu coloco na lista do lado direito. O que que tá fora do meu poder de ação de controle? Lista do lado esquerdo. E eu vou focar na lista do lado direito. Epiteto dizia assim: "Saiba distinguir entre o que você tem, poder de ação de controle e o que não tem. E foca no que
você tem controle. >> Boa! Porque a verdadeira felicidade consiste em parar de se preocupar com aquilo que não está no meu controle. A verdadeira felicidade consiste em parar de se preocupar com aquilo que não está sob meu controle nu, né? Porque o nosso cérebro ele é um resolvedor de problemas. Pro nosso cérebro estar saudável, ele precisa estar resolvendo problemas. O tempo todo a gente tá resolvendo problemas. E a nossa ansiedade surge principalmente quando a gente tenta resolver problemas que estão fora do meu poder de ação, de controle. Então, os históicos dizem assim: "Saiba distinguir entre
o que está no seu controle e o que não está. Foca no que tá no seu controle. Se tá fora do meu controle, tá fora da minha cabeça. Se um problema possui solução, Epiteto dizia, nós não precisamos nos preocupar com ele. Agora, se ele não possui solução, >> nós não precisamos, >> de nada adianta nos preocuparmos com ele. Isso é dicotomia do controle. maravilhoso. Isso alivia muito boa parte das nossas angústias. Então, a ansiedade, na verdade, ela nos mostra aquilo que precisa ser arrumado na minha Vida, aquilo que tá fora do lugar. Porque de repente
a minha ansiedade ela é causada por um problema financeiro que eu preciso resolver. >> Uhum. >> Agora, dentro desse problema financeiro, o que que eu posso fazer hoje? Então, vou fazer. O que que eu não posso fazer hoje? Então eu não vou ocupar minha cabeça com isso. Agora entra a psicanálise. >> Boa. >> Muitas pessoas elas se utilizam da filosofia dessa forma e resolvem os seus conflitos e os seus sofrimentos. Só que muitas pessoas não conseguem resolver. Por quê? tem uma parte minha que a minha razão não alcança. E aí que entra o limite da
filosofia aplicada e a necessidade da psicanálise. Eu tava falando para você agora a pouco que eu acabei de escrever um livro, tá Na fase de edição, chamado Vida Plena e As duas Asas que nos levam até ela. E essas duas asas que eu surgiro no livro é justamente a filosofia e a maravilha. maravilhoso. >> E a o livro consiste numa tese que para a psicanálise de fato funcionar, eu preciso de um olhar filosófico. Então são as duas asas. Voltando ao nosso exemplo, a pessoa ela aplica a dicotomia do controle e continua sentindo ansiedade. E ela
diz assim: "Ó, tá tudo bem na minha vida, tá tudo organizado, tá tudo OK, eu não tô com problema financeiro, eu não tô com problema em relacionamento, tá tudo bem, mas mesmo assim eu continuo tendo crise de ansiedade no meio da noite. Mesmo assim eu tenho crises fortíssimas no mercado. De repente, da onde vem a minha ansiedade? Quando a minha razão ela não encontra nenhum motivo para aquilo que eu estou Sentindo, provavelmente o que eu tô sentindo tem raiz no meu inconsciente, que é onde a minha razão não alcança, >> que aí entra a psicanálise.
>> Exatamente. É como você tratar uma árvore doente, tirando as folhas secas e as frutas estragadas. >> Se a doença, se a doença tá na raiz, >> boa, >> é a raiz que eu preciso tratar. Só que a raiz tá abaixo da superfície da Terra, eu não enxergo. E assim são as raízes e as causas dos nossos transtornos, dos nossos sintomas. Lacan dizia, né, que o sintoma ele não é para ser aliviado, o sintoma é para ser decifrado. >> Uhum. ouvido, porque o meu sintoma tá dizendo que eu preciso olhar para algo que tá no
meu inconsciente. E quando a gente fala de ansiedade, Andreia, nós estamos falando [limpando a garganta] de um sistema de luta e fuga que é ativado, o sistema Nervoso simpático. >> Esse sistema de luta e fuga, quando ativado ele, a a amídala cerebral, ela dispara uma alta dosagem de cortisoló adrenalina no corpo, preparando esse corpo para entrar em luta e fuga dessa potencial ameaça. E o antídoto da ansiedade não é a calma, é a segurança. Por quê? É o sistema de luta e fuga. O antídoto desse sistema de luta e fuga é a segurança. É eu
me sentir segura. Aí a Pessoa diz assim: "Mas eu estou me sentindo insegura. Não tem nenhum indício de insegurança na minha vida. Da onde vem essa ativação involuntária, inconsciente dessa luta e fuga? Provavelmente vem lá da infância. Hum. Eu tenho um amigo, ele sofre muito de ansiedade desde a infância e ele toma remédios fortíssimos, gasta muito remédio, dinheiro com isso, né? E tem muitas crises de ansiedade, principalmente à noite. E uma vez eu Tava conversando com ele e eu falei assim: "Desde quando que você sofre assim com esse transtorno de ansiedade?" Ele falou: "Desde criança,
desde a minha infância". Aí eu perguntei para ele, quando foi a primeira vez que você teve uma crise de ansiedade? Ele falou: "Olha, a primeira vez eu era muito pequeno e ele conta que ele foi criado por uma mãe solo. Não que isso tenha algum problema." >> Uhum. >> Mas era uma mãe solo disfuncional. Isso compõe uma história. Era uma mãe que não exercia bem a função de mãe, porque era uma mãe narcisista, totalmente negligente, enfim. E ele contou que ele foi num bar, a mãe dele levou ele muito pequenininho e ele tava sentado no
bar desenhando com um outro amiguinho. E no bar, de repente começou a ter uma briga. Os homens começaram a brigar, uma gritaria, uma agressão, uma violência. E ele sem entender o que tava acontecendo, Ele teve uma crise de ansiedade, criança. Ele teve que ser socorrido naquele momento. Depois que ele se acalmou, ele foi que algo chamou a atenção dele, que quando tudo tava acontecendo, ele tava desesperado, ele olhou pro amiguinho dele e o amiguinho tava desenhando, continuou a desenhar no chão. Aí quando tudo passou, ele perguntou para o amiguinho dele, falou assim: "Viu, quando tava
acontecendo aquela briga, Você não ficou com medo?" Aí o amiguinho dele deu a seguinte resposta: "Não, meu pai tá aqui porque o antídoto da ansiedade é a segurança." >> É a segurança. Aí ele disse: "Aí eu percebi que o meu amiguinho tinha algo que eu não tinha. Pai, entendamos pai aqui como a função pai. >> Sim, >> a função paterna, que muitas vezes é a Mãe que exerce. >> E no caso dele não tinha. E por que que o sistema de luta e fuga dele foi ativado naquele momento? Porque ele não se sentiu amparado dentro
daquilo que dona de Winicot chama de ambiente facilitador. Ele não se sentiu seguro. E aí o sistema de lutuga foi ativado precocemente, gerando uma sequela pra vida toda. Eu falo que travou a manivela. >> Exatamente. >> Porque >> travou a manivela no simpático. Isso vai voltar. Uma criança não tem condições de lutar ou fugir. Por isso que a infância precisa ser protegida. >> Uhum. >> Por isso que o Inicot vai falar do ambiente facilitador, que é um ambiente que traga a criança uma sensação de segurança. Eu estou segura. Mas é tão é tão precioso isso
que você Tá falando e tão rico. Nunca tinha pensado sobre isso. A cura para ansiedade não é a calma, é a segurança. >> Você falando e eu fazendo um storelling aqui na minha cabeça, uma das poucas coisas que me deixa ansiosa é doença. Doença é um negócio complexo para mim porque é um negócio exatamente que foge do controle. Exato. >> Porque eu sou uma pessoa que tudo o que está dentro do meu controle, você pode ter certeza que eu faço. Eu vou na Médica, ah, tem que fazer isso. Pode ficar tranquilo, doutor. Eu vou fazer.
Aquilo que tá dentro do meu controle, eu faço. E doença é uma coisa que foge do controle. Eu tô com um terçol no olho e já alguns dias isso tá se arrastando e não melhora. Aí você falando, eu fiquei pensando, por que que hoje eu fiquei um pouco ansiosa com isso? Porque eu não tenho segurança. >> Uhum. Podia ser o pior terçol do mundo. Se ela dissesse assim, você vai pingar Esse remédio, vai demorar uns 10 dias, vai doer muito, mas certeza vai sarar e não complica. Eu não teria ficado ansiosa. Você falando, eu fui
construindo na minha cabeça, >> mas como ela não me deu essa segurança e o outro médico falou: "Olha, o olho é um negócio complexo porque tá muito perto do cérebro, pode evoluir para alguma coisa no SNC, isso me deixou muito insegura e isso me deixou ansiosa. falou e para mim colou assim, falei: "Realmente, o que que tá me deixando ansiosa nessa situação?" A insegurança. Se eu tivesse segurança, a dor eu estaria suportando, todas as outras coisas eu estaria suportando. Mas a insegurança realmente você matou para mim, você matou para mim, você deu uma resposta sobre
a ansiedade que eu nunca tinha pensado. E essa ansiedade que você sentiu, Andreia, é uma ansiedade circunstancial. Ela é OK. Existe uma circunstância, só Que tem muita gente que sofre de ansiedade generalizada, não tem circunstância e a pessoa tem todos os sintomas como se ela tivesse diante de um leão. Da onde vem? O que aciona esse sistema de lutuga dentro da pessoa? >> Lá atrás. >> Vem de lá de trás. Porque a infância é uma, você falou essa frase, a infância é uma terra que a gente pisa a vida toda, a vida toda. >> O
que acontece na infância não fica na infância, fica para sempre dentro da gente. >> E é engraçado que com essa fala sua a gente responde porque que o Brasil é o país mais ansioso do mundo. >> Exatamente. >> Segundo o MS, o Brasil é o país mais ansioso do mundo. Se a ansiedade tem a ver com segurança, a gente vive uma insegurança constante, financeira, política, econômica. Você sai na rua, Você não sabe se você volta vivo. Seu filho sai na rua, você não sabe. >> Matou. E a ansiedade ela retira o brilho da vida. A
pessoa que sofre de ansiedade generalizada, ela pode estar no melhor lugar do mundo, num resort pessoas que ela ama, ela vai tá nervosa, vai estar arrumando encrenca, vai est brigando porque tá com o cortisol lá em cima, porque o sistema simpático tá ativo. E aí a pessoa ela não encontra um motivo, Eu tô bem, eu tô no resort, eu tô com a minha família e tô ansiosa. Da onde vem? vem lá da infância, vem dessa parte nossa que a gente chama de criança interior, né? Criança, >> que eu acho lindo, eu vi você falando em
algumas perspectivas, queria te ouvir sobre isso. >> Criança interior é um termo que nós nos utilizamos prático, pra gente poder se comunicar, né? se refere a essa parte da minha memória. Memória não no sentido de Lembrar, porque muitas pessoas justamente se esquecem, porque o cérebro tenta proteger essa pessoa de um colapso, mas memória no sentido de armazenar essa parte da minha vida que tá dentro de mim, que se relaciona à minha infância, que eu chamo de criança interior. Essa parte minha, ela é muito determinante sobre a minha vida futura, minha vida presente. É isso que
vai Definir a decolagem da minha vida ou não? Tá dentro de mim. É como um tronco de uma árvore. Então, cada anel, quando a gente pega um um tronco de uma árvore, a gente percebe vários anéis. Cada anel representa um ano de vida daquela árvore. Então você pega uma árvore centenária de 100 anos, você corta, vai ter 100 anéis lá dentro. Cada anel representa um ano de vida daquela árvore. Aquela árvore de 100 anos, certa vez teve um, foi um Gravetinho, primeiro ano. Aí cresceu uma casca, segundo ano, e assim por diante. Ou seja, dentro
de uma árvore de 100 anos existe uma árvore de 15, de 8, de 5, de dois. Assim somos nós. Dentro dessa mulher de 41 anos, existe uma menina de oito, >> hum, >> de cinco, de três. E essa menina, ela vai tentar me proteger para que eu não sofra novamente a dor que ela sofreu lá atrás. E aí começa aquilo que na psicanálise nós chamamos de autossabotagem. Parece que tem uma parte minha que luta contra mim. Essa parte sua não luta. Essa parte sua tenta te proteger. É a sua criança interior de tudo aquilo que
pode de repente representar uma ameaça. E por isso que é inconsciente, porque eu não lembro. É o meu trauma que me bloqueia hoje ou algo que de repente o meu trauma se associou. Vou dar um exemplo de bloqueio. A pessoa que tem medo de piscina, de praia, então a pessoa ela vai pra praia, ela não consegue entrar no mar. Aí de repente os amigos convencem ela, falam assim: "Olha, essa praia ela não tem nenhum perigo, parece um rio, nem tem onda." E a gente vai segurando na sua mão, a gente só vai até a água
bater no seu joelho. E a pessoa vai, ela vê racionalmente que não tem o por ela ter medo daquela água. Não tem porque ela ter medo daquela praia, mas conforme ela vai entrando no que a água chega no tornozelo, ela trava, não vai nem pra frente, nem para trás. Que que trava ela nesse momento? A criança interior. É como se a criança dela segurasse ela para que ela não corresse o risco de se afogar novamente, porque lá atrás, na infância, ela tem um trauma com afogamento ou com algo que a água representa. Não necessariamente é
água. De repente, o inconsciente lincou com algo que a água representa. Freud atendeu um caso como esse, que é o caso do pequeno Hans. >> Uhum. >> Um menino que de repente começou a ter medo de cavalo e aí ele parou de sair de casa porque na época o principal meio de transporte era cavalo. >> Uhum. >> E Freud foi atender o menino e aí ele aplicou uma ludoterapia, falou pro Menino desenhar o cavalo e desenhou o cavalo e em cima da boca do cavalo o menino fez uma pequena rasura. Freud falou assim: "Nossa, seu
cavalo tem um bigode". E o menino morreu de rir. E o pai do menino com o belo de um bigode. Hum. E Freud percebeu que, na verdade, aquele cavalo >> era o pai, >> era uma representação totêmica do pai. Ele tava tendo uma uma questão conflituosa no desenvolvimento da Sexualidade dentro do complexo de Édo. Então, às vezes nem é a água, nem é o cavalo, mas eu chego diante de uma situação, eu me travo, eu pego no microfone e começo a gaguejar. Por que que você gagueja? O que que exposição representa para você? É a
minha criança interior. Agora, permita-me dizer uma coisa, Andreia. Eu acho que é importante a gente falar nesse momento do podcast, porque todas as vezes que eu posto alguma coisa sobre criança interior, Parece os haters, né? [risadas] >> Eles adoram, >> eles são maravilhosos, de graça, >> eles precisam de terapia, >> mídia de graça para você. E aí sempre aparece uns comentários assim: "Ah, ela vem ela de novo falar de criança interior, porque trauma educa, porque trauma fortalece. Trauma nunca educa, trauma nunca fortalece". Duas coisas importantes pra gente falar aqui sobre criança interior. Primeiro, Nós não
estamos propondo aqui uma educação permissiva. >> Uhum. Uma educação que você como mãe, permite seu filho fazer o que ele quiser. Agora, o trauma não educa. O que educa a frustração. >> Uhum. >> E há uma diferença entre trauma e frustração. Qual a diferença de trauma e frustração? Três coisas. Primeiro, o tipo de dor. Porque tem gente que fala assim: "Ah, eh, a diferença de um para outro é a dor." Não. Na frustração, a criança sente dor também. Ela sente a dor do não da mãe, do limite colocado pela mãe, mas é o tipo de
dor. Tem dores que são OK para criança, tem dores que não são. A frequência da dor e a presença do adulto ali dando um significado para aquela dor, traduzindo aquela dor pra criança. Se tiver esses três elementos, não traumatizo. Qual tipo de dor não é OK Pra criança? A dor de um abuso nunca será o quê. Jamais. Aí não eh mesmo o adulto interpretando, é uma marca muitas vezes imbelével. A dor de um tapa, de um uma punição física, esse é um assunto sensível, delicado. Eu penso que você tem mais propriedade para falar sobre isso
do que eu, porque você é a mãe, eu não sou. Mas a punição, Ela tem que tá sempre associada a uma tradução e a um acolhimento. Ela tem que sempre ser educativa. As pessoas falam assim: "Nossa, você foi muito rígida com Vira e mexe para essa pergunta. Você é rígida com seus filhos? Pelo jeito que você fala, não sei o que. Vira e mexe alguém pergunta. Você é a favor de bater, não sei o quê?" Falei: "Eu vou falar da minha experiência. Realmente sou muito firme com os meninos, mas sou extremamente amorosa. Eu eduquei meus
dois filhos sem dar um tapa. Eu agora tô te dando opinião pessoal, não é profissional. >> Eu acho uma covardia bater. Uhum. Eu eu assim, eu não consigo entender >> é >> o que um o que uma punição física possa reverberar psiquicamente. Eu falo que uma coisa é contenção. >> Um menino estribuchando no chão, dando birra, você segurar firme e falar: "Ó, Calma, calma, nós vamos conversar, preciso entender o que que tá se passando." Uma coisa é contenção. Ou vai pegar alguma coisa que machuca, ou atravessar uma rua, você precisa segurar. Contenção é uma coisa.
Agora bater, eu sempre digo assim: "Ah, você é contra o favor de bater?" Eu falo assim: "Faz o seguinte, quando uma criança te passar uma raiva, acontecer alguma coisa, você quiser bater, espera o outro dia. Se a vontade continuar, aí é com Você". >> Que em geral, quando mães e pais batem, batem por raiva, porque eles querem se redimir, não é para educar. Quando a raiva passar, se você ainda tiver com vontade de bater, >> é, >> eu acho meio complexo também essa punição física. Exatamente. E isso é muito eh determinante, Andreia, porque isso formula
a identidade da criança, essa relação Nos primeiros anos de vida. Então, é aquilo que a TCC vai falar sobre o sistema de crenças e que nós psicanalistas chamamos de identidade. Então, você falou da agressão física, mas também tem a agressão verbal. >> Uhum. que muitas vezes é tão prejudicial quanto porque isso vai se calcificar na identidade da criança. Então, Lacanã, ele vai trabalhar sobre a identidade através de uma expressão chamada relação Especular. Lacan fala que a identidade de uma criança, ela é formada por uma relação especular que vem de espelho. A criança, ela não sabe
quem ela é. Ela vai saber através dos olhos do cuidador. Os olhos do cuidador eles serão como espelhos que vão refletir a ela quem ela é no mundo. E aí começa os prejuízos. A mãe que chega pra menina e fala assim: "Olha só essa menina tão bonita, mas tão distraída, tão burrinha. O irmão dela Tira nota tão boa na escola, ela, nossa, ela é burra, não aprende. Que que a menina entende? Eu sou menina, bonita e burra. incapaz de de aprender. Eu sou ignorante. Se essa menina ela não se regula, ela não trabalha essa identidade
dela, isso pode gerar um bloqueio na vida adulta e ela pode ter as melhores escolas, os melhores acessos ao conhecimento. Se ela tiver com a mente bloqueada, ela não Aprende. >> E por isso que a questão da infância é tão importante, eu nem sei porque que as pessoas pegam no seu pé, porque para mim ela é ela é ela tá no fundamento. Exato. >> da saúde psíquica. Teve uma psiquiatra aqui há duas semanas atrás, ela é especialista em infância e adolescência. Ela falou, ela falava: "Doutor, eu não sei como que é para psicanálise, mas para
psiquiatria é fato. Aos 5 anos, 90% do cérebro já se formou". Ela falou, ela Falou, a gente não faz diagnóstico aos 5 anos, mas basicamente 90% do que tinha que se instalar como drive de psicopatologia já tá ali. Ela falou: "E aí eu eu estou falando mesmo de experiências que vão moldar esse cérebro". A psicanálise vai falar ali entre sete, alguma coisa por aí. Você imagina do zero ao sete, >> a gente determina o que vai ser a vida inteira. >> É. >> E aí ressignificar isso é aqui, ó. >> Uhum. ressignificar uma experiência. E
eu falava isso para ela, gente, assim, é muito pouco tempo, só 7 anos. Se precisar dar uma parada na vida, como diz o Wi, quando der um passo atrás para que a barriga possa crescer. >> Isso, >> eu ainda vou fazer isso ainda. Eu ainda vou desenvolver um projeto com algumas pessoas de referência e eu vou de dar de graça esse curso. >> Uhum. Escola para paz, ensinando o básico, esse básico aqui que nós estamos falando, ó, >> só para pedir assim, pelo amor de Deus, nesses 7 anos, por favor, proteja essa infância. >> É
>> a a a o maior, o sujeito mais importante, como diz oot aqui, é o bebê. Do zero ao sete, proteja essa criança. Você tá moldando um ser humano que vai colher >> a repercussão disso para uma vida inteira. E a gente sabe o preço de ressignificar isso. >> E ele usa uma outra expressão que é a mãe suficientemente boa, >> que eu amo. >> É uma mãe suficientemente boa. Suficiente, não precisa ser excelente, perfeita, ninguém é, >> né? >> Só que a criança, ela continua se desenvolvendo fora da barriga da mãe. É Diferente de
outros animais do reino animal. Por exemplo, o nascimento de uma girafa. Já viu >> não >> na TV? A a girafinha, ela acabou de nascer. A mãe girafa começa a dar cabeçada, chute, para que ela se firme nas patinhas e saia correndo, porque tem que correr, senão vem um leão e morde. Nós não somos assim. Nós, depois que a gente nasce, a gente continua se desenvolvendo fora da barriga da mãe. E Por isso é necessário esse ambiente facilitador de proteção da infância e também de tradução da vida. Agora você falou assim, não sei por que
as pessoas se incomodam tanto. Eu penso, Andreia, que é muita culpa não elaborada. >> Então Lacan diz que a negação também é uma forma de admitir alguma coisa. >> Boa. >> Então é é mãe e pai que traz uma culpa porque não aceitou a sua condição humana. O humano falha e tá tudo certo. >> Uhum. E nós não estamos aqui culpabilizando o pai e a mãe. A gente tem que legitimar o direito dos pais errarem, porque os pais vão errar. É ser humano vai errar. O perfeito é desumano, porque o humano erra. Agora, eh, é
necessário também os pais trabalharem isso. Eu lembro quando eu tava fazendo a faculdade de psicologia e a minha professora de psicanálise, ela engravidou e ela disse assim: "Gente, eu tô escolhendo os Traumas que eu vou causar na minha filha, porque algum eu vou causar, faz parte da vida, só que tem diferenças entre os traumas e minha professora de psicanálise também falou uma frase maravilhosa. Ela falava que não ia engravidar. Aí um belo dia ela chega lá falando que tinha feito o exame, que tava grávida. Aí a gente fal professora, você disse que não ia engravidar.
Ela falou: "Eu resolvi ter o direito de traumatizar o meu próprio ser humano. Agora eu quero eu traumatizar o meu." [risadas] >> Exatamente. >> Não tem como passar em conum, né? né? >> Tem um rapaz na internet que recentemente ele falou sobre uma charge que ele viu os quadrinhos e no primeiro quadrinho era um pai abraçando o menino, o filho e falando ass vou te abraçar bem forte para você quando ficar adulto não ter que levar isso pra análise aí no outro quadrinho, aquele menino adulto na Análise falando, eu vim aqui porque meu pai me
sufocava demais. [risadas] >> Faz parte da vida, >> né? a gente tem que entender a nossa natureza errante, né? Mas eh conforme a gente vai tendo acesso a conteúdos como esse, a gente vai melhorando, vai ressignificando. E muitas vezes a gente fala assim: "Tá, mas e aí, o que que a gente faz, né? Eh, quem falou isso? O que fazer? Não foi a gente, a Andreia, ela traduziu, mas quem Explicou foi Freud. Freud em 1914, quando ele escreve O caminho que todo psicanalista trilha, que é o título da sua obra, né? Recordar, repetir, elaborar. E
nesse texto Freud apresenta: "Quem não recorda repete." E nós psicanalistas, a gente sempre tá analisando as repetições. A gente nunca analisa um fato isolado e a gente tá o tempo todo repetindo. É como um remake de uma novela. É a mesma história, o Mesmo enredo, são os mesmos personagens, somos dos atores. >> Aham. >> E por que que eu repito as cenas da minha infância? Para tentar dar um final feliz. Então, um clássico exemplo que a gente sempre dá é a pessoa que sempre se relaciona com pessoas tóxicas. Aí a pessoa fala assim: "Por que
que eu só me apaixono por pessoas que me desprezam?" Porque lá atrás, no meu complexo de Édipo, quando eu me voltei pro meu pai, meu pai me desprezou. Aí eu procuro parceiros parecidos com ele para tentar dar um final feliz. >> Aham. Para tentar consertar essa história. Isso é psicanálise na veia aqui que a doutora tá nos dando e tantos outros exemplos. Aí a gente vai na psicanálise buscando encontrar a causa dos sintomas, das compulsões. Por exemplo, compulsão por compra. A pessoa compra, compra, compra, compra. Ela Gasta tudo que ela recebe para comprar o que
ela não precisa, para agradar quem ela não gosta. Tem base um trem, tem um trem desse? >> Tem base um trem desse. >> Por que que ela faz isso? Porque na verdade >> eu gosto muito de uma de um xingamento que a minha avó falava. Ela falava assim: Jacu, [risadas] isso é um jacu, hein? E a pessoa não percebe e ela vai Repetindo. Talvez essa pessoa lá na infância sofreu privação e foi rejeitada porque todo mundo tinha mochila, ela não tinha. Ela tinha uma sacola plástica, todo mundo tinha tênis e ela não tinha. E aí
hoje com essa necessidade de pertencimento que todos nós temos, ela previne, se previne de uma possível rejeição tendo coisas. Ou também um outro exemplo, a pessoa que tem dinheiro e não gasta. Então ela tem dinheiro e ela vai Guardando e ela vive o mínimo da vida com medo de viver a miséria que ela viveu na infância. Só que nessa ela vive uma vida miserável com dinheiro no banco para se proteger do quê? Da miséria. E aí Freud vem falar que a fuga é o instrumento mais seguro para se cair prisioneiro daquilo que se deseja evitar.
Hum. >> Então, como eu quero evitar, eu fujo e nisso eu vou repetindo esse ciclo. E por Isso que nós precisamos identificar as repetições >> e às vezes até ter bom humor com isso, né, Miriam? Porque você tá falando da gente ser bastante humano, né? Como o trauma, por exemplo, que a gente falou de vou escolher qual trauma que eu vou proporcionar. Eu acho que também é a gente entrar em contato com isso, eh, de certa forma ressignificar na medida que a gente consegue identificar e ter bom humor com isso e entender assim, isso é
Meu, eu vejo isso no meu dia a dia. Nós passamos muita privação na minha na infância e a minha mãe fazia sabão de bola para lavar roupa. E sabão de bola é aquele sabão feito de soda. E eu lembro que o nosso sonho era ter roupa cheirosa, porque ele cheirava soda. O meu marido morre de rim, fala: "Gente, você gosta mais de amaciante do que loja de perfume?" francês e é consciente. Eu morro de rir. Eu falo: "Gente, ostentação para mim é comprarciante. Aí Eu olho um, olho dois, eu goleo de 2 L. E eu
sei que eu sei de onde isso vem. >> Isso não é uma coisa que me fere, mas é uma coisa que eu admito e que eu olho para isso com muito bom humor. Eu falo, gente, eu ostentar ali, vou ali comprar meus amaciantes, mas eu consigo olhar para isso, fazer uma remissão tão clara do quanto isso tá ancorado lá atrás e o quanto a nossa infância realmente é um território que a gente pisa constantemente todos os dias e nos Marca, né? Você falou de mães narcisistas, pais narcisistas. Eu eu gosto muito dessa temática e o
nosso povo tem pedido muito sobre isso. Fala um pouco sobre a sua perspectiva disso, o que que você tem visto, como que você define, explana pra gente sobre essa essa temática. >> Os pais narcisistas, na verdade, eles têm uma ferida do ego, né, da visão deles com eles mesmos. Então, é algo que vem de lá de trás, não elaborado, >> que é especular também. Exatamente. E filhos e pais narcisistas sofrem demais porque há muita deficiência de amor, de acolhimento. Geralmente filhos e pais narcisistas, eles vão ter sérias sequelas na vida adulta de autoestima, porque o
pai narcisista, na verdade, o Narciso, ele odeia tudo aquilo que não é espelho, né? Então, o Pai vai querer que o Filho seja um espelho dele e toda a glória do filho seja remetido a ele, porque eu sou o Responsável dessa glória do Senhor, fui eu que fiz, né? Eu sou o autor. Então, eh, muitas vezes a gente tem mais que trabalhar com os filhos dos pais narcisistas do que com os pais narcisistas, porque geralmente eles não procuram terapia. É, defina um pai narcisista para mim, assim, características que você poderia dizer assim, red flag, aqui
eu olho e já fala: "Hum, é aquele pai que Toda vez que o filho chega com uma conquista, ele fala: "É, mas também foi fácil para você. Você, eu te dei toda a educação, eu te dei condições ou aquele pai que tem inveja, que tem inveja do filho. Eu no Instagram eu fiz uma [limpando a garganta] análise da Branca de Neve. Boa. Traga para nós. >> É, os irmãos Greens, eles escreveram a origem, né? O o a história original da Branca de Neve não é a madrasta, é a Mãe. A bruxa é a mãe dela.
>> Pesado. >> E aí de tão pesado que é, depois se mexeu nessa história e se colocou a madrasta. Mas na verdade a história original é a mãe. A mãe que tinha inveja da filha e que tentou matar a filha. E mãe narcisista tenta matar o filho, matando seus sonhos, matando a sua eh a sua capacidade de olhar para si com mais afeto, de reconhecer as suas habilidades. Então, é muito sério e é muito doloroso e é muito importante temas como esse, Andreia, tratados na internet. Sabe por quê? Porque sem consciência não há transformação. Tem
muita gente que vive essas relações dentro de casa, até mesmo com os pais ou com cônjuges ou com amigos narcisistas, como nós falamos, que é um transtorno. E a gente tem que ter muito cuidado porque também isso virou moda, né? >> Uhum. E muitas pessoas acabam rotulando pessoas indistintamente e a gente precisa tomar muito cuidado com isso. Mas muitas pessoas em contrapartida vivem situações de vida insalubres e nem sabe que vive isso porque tá acostumado, porque sempre foi assim. >> Mas é tão engraçado assim, se eu fosse definir numa linguagem bem simples, observando de fora
um pai e uma mãe narcisista, a sensação que eu tenho, sensação quase que intuitiva, é que Parece que ele ele odeia aquele filho. É. E não é um ódio, não é um ódio verbalizado, mas é um ódio simbólico, quase que transpirado. Ele é visível. Ele é tão visível que ele escapa. Ontem mesmo numa uma situação, eu eu pude ver isso e fiquei com muita pena. É um ódio transpirado, assim, o discurso é não, mas eu amo ela muito. Eu eu a amo demais. Ela é minha vida, ela é a melhor pessoa que eu conheço. Mas
>> mas >> e aí as ações do dia a dia, assim, uma pessoa, a filha tem uns 40, a mãe tem uns 80, mas o dia a dia, 40 anos, 40 anos de massacre. É. >> E agora a mãe já tá idosa, mesmo [limpando a garganta] assim massacrando. E esse massacre muitas vezes ele é até imperceptível. São pequenas frases e a filha ou filho, ele vai se sentindo numa dívida. Ela deu a minha a vida dela para mim. E aí começa a acontecer uma manipulação Eh no seguinte sentido: olha, eu anulei a minha vida quando
eu era jovem para ter você. Logo você deve a sua vida para mim. Não, amor não é dívida. Amor é dádiva. >> Hum. >> Amor não se cobra, mas pais narcisistas cobram. Cobram até o leite materno. Se bobeiar. >> Amor não é dívida. Amor é dádiva. Essa pessoa, uma vez eu dei um um fiz uma viagem e trouxe um espelho para ela, >> inclusive intuitivamente, porque depois eu fui mergulhar nessa história desse espelho, faltava para ela olhar-se. E eu trouxe esse espelho, um espelho bonito, broado, lindo de fora do país. E ela ficou tão feliz
com esse espelho e a hora que eu fui presentear, a mãe tava perto. E ela abriu o espelho e olhava e olhava e falava: "André, eu gostei mesmo, eu gostei muito, eu gostei." Ficou falando. A mãe dela olhou ela se olhando no espelho por aquele tempo e Disse assim: "Por que que você tá demorando tanto, te olhando tanto nesse espelho? Você acha que você é bonita?" Olha, é triste demais, né? >> Isso não é isso não, isso não é à toa. É >> uma frase dessa, não é à toa. Não é acaso. >> E você
sabe, >> é uma necessidade de destruir assim a autoestima. Parece que qualquer coisa que a pessoa Queira se estabelecer. E aí você falou uma coisa que para mim foi muito simbólico. Narcisa acha fake não é espelho, né? O narcisista tem muita dificuldade com quem não parece com ele. E essa é a história. Desde a infância a mãe sempre foi muito vaidosa. E ela nasceu e ela era uma menina, mas ela não era veidosa. Depois ela era uma adolescente que ficou obesa e a mãe sempre priorizou muito ser magra, o peso. E ela foi crescendo Sempre
diferente da mãe. E a história inteira foi essa essa desgraça toda. >> E muitas pessoas vivem situações como essa e nem fazem ideia. E por isso a importância disso >> é. Ué. a internet com conteúdos como esse. >> É, >> tem um filósofo chamado Empédoclis que ele diz, ele dizia que dentro de nós existe como que uma chama que se conecta a tudo que é similar do lado de fora e Esse similar do lado de fora ativa essa luz que eu tenho dentro de mim. >> Hum. Então, às vezes a pessoa ela tá passando por
isso num casamento ou numa amizade ou numa sua relação com seus pais e ela nem faz ideia disso. E de repente ela vê um vídeo da Dra. Andreia falando sobre as características da mãe narcisista e ela dá o checklist em todos os itens, gabarita e ela fala: "Oi, o que eu tava vivendo?" E >> eu costumo dizer assim, Mira, eu não sei O que que você pensa, até quero ouvir sua opinião, mas eu digo assim, numa relação com o narcisista, doutora, o que que eu faço? Eu falo afastes-e, >> afasta. Tem que afastar. Eu não
vejo outra solução. >> É porque o narcisista ele não consegue dialogar sobre as suas falhas. Ele nunca falha. É sempre o problema do outro. E [limpando a garganta] é por isso que é difícil a mudança do narcisista. Por Isso que eu digo que o tratamento tem que ser com filhos de pais narcisistas, com pessoas que se relacionam com o narcisista, porque o narcisista ele não quer reconhecer o próprio erro. Aquilo que nós dissemos do ser humano que é um é um ser falho, o narcisista ele não admite a sua falha. Por lá na infância, e
o narcisismo ele surge da infância, a criança quando ela se deparou com uma falha dela, ela não teve um adulto regulador Acolhendo ela naquela falha e ela escondeu essa falha. É daí que surge a disfunção do narcisismo. E ele tenta o tempo todo esconder a falha para que ninguém veja esse lado sombrio que ele tem e que todos temos. E por isso, por não olhar para suas trevas, ele não se ilumina. >> Uhum. Todos nós temos luzes e trevas dentro de nós e tá tudo certo. >> É, >> mas o narcisista ele não quer olhar
para suas trevas e por isso ele joga o holofote no outro, na culpa do outro, na falha do outro. E quem convive com uma pessoa narcisista tem uma sequela que é a culpa. Porque o narcisista ele não admite culpa. Então eu jogo toda a culpa nessa pessoa e essa pessoa vai sentir, sofrer e carregar essa sequela da culpa. Então é tem que se afastar >> e é por isso eh como nós estávamos dizendo, da importância de temas como Esse para que a pessoa se ilumine, porque às vezes ela tá acostumada a isso e ela não
consegue elaborar e ela vai repetindo esse ciclo tóxico e não sai desse relacionamento porque ela não faz ideia disso. E é tão verdadeiro isso que você tá falando, porque assim, eu eu fiquei vendo essa cena quando ela disse: "Por que que você tá se olhando tão demoradamente no espelho? Você acha que você é bonita?" Eu fiquei chocada com a fala, mas eu vi que ela aquilo era Costume para ela. >> Aí ela respondeu assim: "Não, mamãe, eu não acho que eu sou bonita, não. Nunca achei. É porque eu gostei muito do presente que Andreia me
deu. Aquilo me rasgou por dentro. Eu vi que para ela aquilo ali já era, já tinha virado do dia a dia dela. Ela já não identificava mais. Eu falo que a filosofia é a arte do espanto, né? >> É. >> É esse identificar e não se acostumar. O Costume, ele é um problema, especialmente quando você se acostuma com abuso. >> Exato. >> Quando você se acostuma com abuso, você já tem uma uma questão grave ali. E ali eu eu identifiquei nitidamente a ela não se assustou com aquela frase. Aquela frase para ela não foi chocante
como foi para mim. >> Uhum. >> Eh, nós temos a alegoria de Platão, que É aquela alegoria conhecida. Platão sugere uma cena. Existe uma caverna subterrânea. Para você entrar, você tem que descer. Dentro dessa caverna existe um muro e pessoas acorrentadas nesse muro. Essas pessoas não têm como se locomover. Elas enxergam a projeção de sombras no fundo da caverna e tem um indivíduo que se solta e sai da caverna. que ele sai da caverna, ele se ofusca com a luz e lá segue-se a alegoria de Platão. Mas o que Mais me surpreende nessa alegoria de
Platão, Andreia, é o fato de que ele descreve que as pessoas que estão dentro da caverna acorrentadas, elas não estão revoltadas, elas não estão sequer incomodadas porque elas estão acostumadas. Sempre foi assim. E esse é o grande vilão da vida plena que a gente fala, é o conformismo. Porque minha mãe era assim, minha avó era assim e tá tudo certo. [roncando] E Nós temos uma grande inclinação, adaptação. Isso tá no nosso DNA. Nossa espécie humana tá viva porque a gente tem uma grande capacidade de adaptação. Darwin falava que o animal que sobrevive na natureza não
é o mais forte, é o que mais se adapta. >> Uhum. Nós vamos nos adaptando e muitas vezes tolerando o intolerável, aceitando o inaceitável e se acostumando com as pessoas da caverna de Platão, porque sempre foi assim, porque todo >> Isso é tão real que é até físico. >> É, se você tomar álcool todo dia, o seu fígado se acostume. Se é homeostase. E a homeostase ela ocorre em todas as perspectivas, até emocionais. >> Se você é sempre abusado, o seu corpo sofre com abuso. E o corpo ele luta o tempo todo pela vida. Uhum.
>> Então ele joga o seu estress num nível para você suportar o abuso e você se acostuma com ele. É a homeostase do corpo como um todo, né? A biologia vai Fazer isso o tempo todo pra gente sobreviver. Exato. >> E aí nós vemos esses conteúdos que que estão aparecendo na internet, que muitas vezes são esse start, essa iluminação tão importante para pessoas que estão em casa e fala: "Será que o que eu vivo com essa pessoa não é um relacionamento tóxico, abusivo? Nós temos, por exemplo, o gaslighting. >> Uhum. >> Uma crueldade dentro do
relacionamento Tóxico. Porque o gaslight ele é tão cruel assim porque a vítima ela passa a duvidar da própria capacidade de percepção e memória. >> Uhum. Porque o manipulador vai falar assim: "Não, não falei isso. Imagina, você tá ficando louca, você tá exagerando". E a pessoa se acostuma isso, até de repente ver um vídeo falando sobre Geslet, porque o conhecimento que você disse no início, né? Conhecimento é Liberta. >> Liberta. E é por aí que a gente se liberta, tendo consciência principalmente dos padrões que nós repetimos da nossa infância e que a gente não vai percebendo.
Aí entra aquilo que nós chamamos de elaboração, que é tão importante na psicanálise, né? [roncando] Tá? Eu eh nasci em um lar disfuncional, eu tenho uma mãe narcisista ou um pai narcisista ou eu sofri o abandono, Rejeição. E aí, que que eu faço com isso? Sartre falava, né? Eu sou o que eu fiz com o que a vida fez em mim. Elaboração é reconhecer isso. >> É o recordar, repetir, elaborar. >> Elaborar. É. E esse elaborar é essa tomada de consciência. Que que eu tô repetindo? O que que não tá legal na minha vida? E
tem gente que nem sabe identificar, mas tá inquieto, tá insatisfeito. Então, vá atrás dessa insatisfação, olhe para ela, olhe para aquilo que ainda não aconteceu na sua vida. E isso acontece do lado de dentro. Então, Sartre, ele escreve um livro chamado Autranscendência do ego. Ele diz que dentro de nós existe, >> esse eu não conheço. Ele diz que dentro de nós existe um diálogo interno. O tempo todo a gente tá conversando com a gente, tem duas falas. O que que é elaboração? É você entrar nesse diálogo E assumir com protagonismo. É como uma central de
comandos. Então, nós tivemos aí recentemente o Artemis 2, que deu a volta ao Lua. >> Todo o trajeto daquele daquela espaçonave foi eh monitorado por uma central de comandos. Para aquela espaçonave pudesse decolar, a central de comandos teve que autorizar aquela decolagem, monitorar e corrigir dentro de nós >> e trazer de volta, né? Tá? Dentro de nós Existe uma central de comandos que igualmente vai monitorar todo o movimento da nossa vida, que vai autorizar a nossa decolagem ou vai nos bloquear quando nós estivermos diante de uma oportunidade. E o que que é elaboração? é entrar
nessa central de comandos com autoridade, porque o maior vilão da vida de uma pessoa não é a sua criança interior, é ela quando ela permite que uma criança sente na cadeira de direção dessa Central de comandos. >> Hum. >> E muitas vezes quem tá na direção da minha central de comandos é a minha criança, que quando vê que eu tô chegando perto de algo que machucou ela na infância, ela trava, ela impede para que essa minha vida possa alçar voo. Gente, deixa eu te dar um conselho que eu não tô nem fazendo intervenção. Minha intervenção
é pare, volte 10 vezes, ouça 10 vezes. Tá tão profundo Que tá tando igual comer pudim. Tem que ir devagarzinho assim para poder aproveitar, ó, de tão profundo que tá. É sério mesmo? Para, volta e ouça de novo. Fantástico isso. Fantástico. O problema não é a criança interior, é a criança na sala de comando. >> É eu permitindo. >> É a criança dirigindo no carro. Exato. >> Eu tenho um carro e eu solto na mão de uma criança. >> Eu sou uma porche, mas eu solto na mão De uma criança. >> Olha só, eu tô
aqui, eu receb, >> como que é o nome do livro? Repete, Mir, que as pessoas vão >> Autranscendência do ego. >> As gente comum vai conseguir ler. >> É bem técnico, mas você vai encontrar coisas no YouTube traduzindo. >> Ah, ótimo. >> Pessoas que traduzem o Sartre. >> Ótimo. Jogo lá no no >> É, olha só, eu tô aqui, eu recebi um Grande convite, uma grande oportunidade para mim. Para mim foi um susto e uma surpresa. Eu sempre fui uma criança tímida, extremamente tímida, com grandes questões da timidez. Nesse momento eu falei: "Sai, eu vou
sentar, eu vou eu vou conseguir, >> boa, fantástico, >> eu vou falar, porque eu sou uma pessoa adulta." Fantástico. >> E isso é elaboração, é entender que hoje É a minha vez, sou eu que regulo essa criança. E aí dentro da elaboração tem aquilo que a gente chama de autorregulação emocional, que é justamente isso. Sou eu que defino as regras agora. E essa relação especular de Lacan agora acontece dentro de mim. Essa minha criança interior vai olhar nos meus olhos dessa mulher de 41 anos e vai ouvir dela quem ela é, o que ela pode
e o que ela capaz nu >> porque sou eu que tô sentada na central de comandos e essa espaçonave vai decolar porque eu agora ensino para você criança daquilo que você é capaz ou não. >> Isso você ensina lá no seu curso. >> Sim. >> Já vou comprar seu curso. Acabar [risadas] aqui. Seu curso é sobre vida plena. >> Isso. >> Que que fala lá? Já me dá uns 1 spoiler que eu já tô [risadas] louca. Que que é Vida plena? >> Então, eh, o curso se chama Desbloqueando a vida plena. [roncando] Fala justamente sobre
isso. Então, eu passo por esse caminho do Freud com a filosofia e tudo mais. >> Tem muita referência bibliográfica? >> Tem bastante, bastante bastante psicanálise e bastante filosofia. >> E tem as referências. Ótimo. >> Tem sim. E a vida plena, na verdade, ela é uma possível tradução daquilo que os Filósofos tanto falavam, os filósofos filósofos gregos, né? desde Sócrates, Aristóteles, Platão, que éudaimonia. >> Uhum. >> Né? Que muita gente traduz como felicidade. >> Felicidade. >> É, pode ser traduzido como felicidade, mas não felicidade no sentido emocional, mas no sentido de plenitude da vida. Eu acho
felicidade um negócio grande. Eu prefiro vida plena. É isso, >> que eu sou plena, inclusive com as minhas questões que não estão tão legais, >> mas eu tô plenamente ali consciente, >> tentando fazer a melhor escolha, o que eu controlo, o que eu não controlo. Aí para mim fica mais tranquilo. Vida plena >> é mais leve de viver. >> Isso. Exatamente. E essa vida plena, ela é muito particular. O que é vida plena para você não é o que é vida plena para mim. >> Certeza. Assim como os filósofos, o que era vida plena para
Sócrates era algo interior. Para Platão era justiça, para Aristóteles era virtude. Então já eles já discordavam do do sentido de vida plena. Nós também o que é vida plena para mim não é o que é vida plena para você, mas a gente sabe quando a gente tá vivendo uma vida plena. Hoje eu tô, graças a Deus, vivendo uma vida plena, mas há uns anos atrás eu não tava. E para eu chegar nessa vida plena, eu Preciso dessas duas asas, de filosofia e de psicanálise. E a psicanálise, ela só funciona bem com filosofia. E junto disso
tem aí a sua área também, que é a neurociência. Por quando nós falamos de elaboração, nós também falamos, bom, a principal forma de elaboração é na análise, na associação livre. Freud vai colocar o sonho como uma possibilidade de elaboração também involuntáriamente, mas dentro da elaboração existe isso que se Chama autorregulação emocional. Isso é maravilhoso, que é você falar para você mesmo daquilo que você é capaz. É você mudar as narrativas. Isso é autorregulação emocional e inclusive autorregulação verbal. falar verbalmente, escrever. Quem faz isso são os grandes atletas. Tem uma cena, Andréia, não sei se você
já viu, da Simone Bos, aquela ginasta das Olimpíadas. Tem uma uma cena que ela tá prestes a fazer a performance dela nas Olimpíadas e a câmera foca no rosto dela e ela diz: "Você consegue". >> Hum. >> Para quem que ela tava falando aquela frase? para ela mesmo, pr ela mesmo, pra criança interior dela. Nesse momento, a Simone Bos entrou na central de comandos e falou: "Ó, você consegue, sai daí que eu vou dirigir, você consegue". Ela tá falando para ela mesmo >> e mudou a relação especular, né? Agora sou eu quem digo que o
que você pode. Fantástico. >> Exatamente. Exatamente. Porque é minha vez e esse adulto ele tem um poder de privilégio. Aquilo que a gente tava conversando antes. >> Maravilhoso. >> O que que é um poder de privilégio? é uma pessoa que tem um privilégio a mais do que eu, pegando minha mão e me puxando pro palco. Hoje eu, na minha relação com a minha criança interior, eu tenho um poder de privilégio, porque eu sou uma pessoa adulta. Eu já consigo lidar com esse sistema nervoso autônomo, chamado sistema nervoso simpático, porque os meus neurônios já estão formados,
porque eu já tenho biologicamente condições de lidar com o cortisol e tenho uma compreensão da vida. que me permite regular minha criança e dizer a ela aquilo que ela pode ou não fazer. E nós Temos condições de modular as nossas conexões neurais, aquilo que a neurociência chama de neur neuroplasticidade. >> Uhum. >> Através da repetição, eu consigo estabelecer novas sinapses, abrindo novos caminhos neurais. E tem uma parte do nosso cérebro, Andreia, que nos sabe distinguir imaginação de realidade. Então, foi feito um estudo em 2004 com Ressonância magnética. E lá descobriu-se que quando um indivíduo tá
imaginando uma cena, é ativado o córtex visual primário. É a mesma área do cérebro que é ativada quando o indivíduo tá vivendo aquela cena em menor proporção, mas a mesma área do cérebro. Ou seja, tem uma parte do meu cérebro que não sabe distinguir imaginação de realidade. E eu posso usar isso ao meu favor. Antes de começar, eu já imagino a vitória. Você consegue. Tô Lançando o comando. Então, essa parte do meu cérebro, ela pode ser usada a meu favor, porque o que faz o barco afundar não é água que tá fora, é água que
tá dentro. >> É água que tá dentro. E o jeito que seus pais falaram com você na sua infância é a voz que você ouve até hoje. Só que hoje você é a pessoa adulta. >> Boa, >> que vai ensinar pra sua criança. Maravilhoso. >> Maravilhoso. >> Mira, poder de privilégio é uma teoria sua ou é de alguém? Eu nunca tinha ouvido falar. É, fui eu que eu vi aqui, eu vi um vídeo da princesa Diane e ela tava eh tava sendo entrevistada junto com uma mulher do lado dela e aí a mulher ela fica
incomodada com os repórters e ela pega e afasta o microfone e faz um carinho nela. >> Eu vi. >> E aí eu falei: "Ó, é poder de Privilégio." E aí eu pensei nessa nossa relação com a gente mesmo, com a nossa criança, que é frágil, que é vulnerável. E hoje essa mulher adulta se utiliza desse poder de privilégio de ser adulto para se regular. >> Isso é tão maravilhoso porque se estende tanto, porque quando você falou disso e eu vi o vídeo, isso se estende ainda mais. É maravilhoso. Nunca tinha pensado na na criança. >>
Poder de privilégio. A Andreia hoje Nessa nessa altura da vida, eu tenho poder de privilégio sobre minha criança. Nunca tinha pensado nisso. Vou começar a usar. Mas isso se estende para outras relações também. falou e mostrou o vídeo da e eu fiquei pensando nos meus poderes de privilégio. Outro dia eu estava num restaurante com um grande empresário brasileiro, enfim, queria muito encontrar tal, ele queria. E aí até aí estava tudo muito bem, até que a garçonete veio à mesa, trouxe o pedido e Quando ela trouxe de novo, ela errou o pedido e ele tratou ela
muito mal. Ela obviamente não podia reagir. Era um prato de R$ 3.000, ela não ia poder reagir. Ela a condição. Eu me levantei e falei para ele: "Você me desculpa, eu não vou jantar com você, eu não faço negócio com você, eu nem falo com você mais". >> Au! >> Porque o jeito que você tratou ela é para mim é inadmissível. Se você me Trata de um jeito e trata ela de outro jeito, você não serve nem para ter meu WhatsApp. Você me desculpa, não. Você me desculpa, você me dá licença, eu vou pedir Uber,
eu tô indo embora. >> Muito bom. Porque ali eu tinha o poder do privilégio, ela não tinha. >> Eu achei tão maravilhosa essa teoria sua, porque todo mundo em alguma instância tem poder de privilégio. >> Exato. >> Todo mundo em alguma instância tem poder De privilégia. Patenteia essa ideia. Patenteia. [risadas] Se você patentear, pode patentear que essa ideia é fantástica. Eu escreveria um livro sobre isso, lindo. E aí duas leituras mais lindas ainda, porque assim, de verdade, muda algum, eu saio daqui com algumas coisas, alguns deveres de casa. Eu tenho poder de privilégio sobre a
minha criança. Ela passou por muita coisa. Eu a amo, eu a respeito, eu valido tudo que ela viveu. Mas amor, senta aqui no meu Colo. Quem precisa fazer isso agora sou eu, não é você. >> É, >> não dá para você fazer isso daqui, porque aqui não dá. Você é linda, você é maravilhosa, você é grande, você conseguiu, você venceu, mas agora eu preciso assumir aqui a sala de comando. Isso foi, isso foi para mim virada de chave assim. Parabéns por essa, >> essa reflexão para mim foi foi grandiosa, assim. >> Obado. E, e por
que desde o início, lá no início nós falamos eh comentamos sobre o livro? Por que que no livro eu apresento a hipótese de que a filosofia é indispensável para eficácia da psicanálise? Por dois motivos. Primeiro, porque esse adulto, essa adulta que eu sou hoje, ela precisa funcionar bem. Então, para enriquecer esse poder de privilégio, nada melhor que filosofia. para me ensinar a funcionar bem, a ser uma Adulta funcional, porque senão eu vou ser mais uma adulta disfuncional para minha criança. E a filosofia foi aquela que ao longo da história da humanidade nos ensinou como funcionar
bem em sociedade. Você pega uma república de Platão tratado sobre a justiça, ética nicoma como um tratado sobre a virtude, o imperativo categórico de Manuel Cantes, você entende o que que é ética. Então, a filosofia ela vai me ensinar a ser uma Adulta funcional, que funcione bem em sociedade, que funcione bem na minha relação comigo mesma. Ela dá o manual. Esse é o primeiro motivo. E segundo motivo do porque que a filosofia é indispensável paraa psicanálise, porque a gente precisa ter esse olhar transcendente, perguntar o que ninguém perguntou pra gente mesmo, >> fazer perguntas como
Sócrates. Por que Que eu tô vivendo isso? Por que que eu senti um negócio? Por que que eu tô sentindo isso? Da onde vem isso? >> Eu me recordo quando eu estudei filosofia na Federal de São Carlos, uma ótima faculdade federal fiscar. E eu tive o privilégio de estudar filosofia antiga, Aristóteles, com uma grande professora de filosofia chamada Dra. Marisa. E ela falou uma coisa no primeiro dia de Aula que eu nunca mais esqueci. Ela disse assim: "A boa faculdade de filosofia não ensina a filosofia, ensina a filosofar". ensina a pensar e isso deveria ser
acessível a todo mundo. Quem sabe filosofia é historiador de filosofia. >> É exatamente. >> Faculdade de filosofia precisa ensinar filosofia. >> Exatamente. É olhar através. Tem um livrinho que eu gosto muito, não sei se dá tempo de eu contar essa história. >> Dá >> chama uma janela para filosofia. >> Eu já vou adiantando para vocês. Geralmente os outros convidados eu peço para vocês falar que é para voltar. Essa eu não vou nem dar esse, [risadas] não vou dar esse, esse esse poder de privilégio para vocês, não. Eu já vou deixar agendado com ela, porque assim,
Ó, eu ficaria 18 horas aqui com a Mira e ouvind na Mira, você vai voltar. Eu já vou pedir para mim, a não ser que você não queira. Claro que quer. >> Vou pedir pra minha assessoria já fechar sua logística. >> Agradeço. >> Então, um livrinho chama Uma janela para filosofia. Eh, conta a história de um menino que foi aprender filosofia com filósofo. Chegou na casa do filósofo, um Caderninho bá do braço. >> Como que chama o livrinho? >> Uma janela para filosofia. É bem fininho o livrinho, um textinho. E conta essa história. O menino
chegou na casa do filósofo, falou: "Olha, eu queria aprender filosofia". Aí o filósofo falou: "Pois não, pode entrar". A hora que ele entrou, tem um monte de livro na sala. Aí o filósofo pegou, colocou a cadeira dele na frente da janela e falou assim: "Senta aqui, que que você vê Atravessa janela?" A menina falou assim: "Olha, eu vejo uma árvore com o lado direito branco, um rio com uma correnteza muito forte e uma chuvinha fraca. Tá? Então você vai ficar o dia inteiro agora olhando pr essa janela, no fim do dia a gente conversa". Chegou
no fim do dia, mesma pergunta. Menino, o que que você vê através da janela? Eu vejo uma árvore com o lado direito branco, um rio com uma correnteza forte, uma chuvinha que não para, tá? Manhã a Gente continua a aula. Voltou, dia seguinte a mesma cena. Na frente da janela, a mesma pergunta, a mesma resposta. No fim do dia, a mesma pergunta, a mesma resposta. E assim, no dia seguinte, esse menino começou a se questionar: "Por que que essa árvore tem só o lado direito branco, esse rio que não para e essa chuva que não
para?" Teve um dia que o menino se irritou, pegou a cadeira e jogou na janela, quebrou a janela. O filósofo assustou, Falou assim: "Agora coloca a sua cabeça fora da janela e me responde a seguinte pergunta: O que que você vê através da janela?" Ele colocou a cabeça fora, falou assim: "Olha, eu vejo uma árvore com o lado direito branco. Pera aí, do lado dessa árvore tem uma indústria e na verdade esse lado direito branco é essa fumaça que sai dessa indústria. Ai, pera aí. E não é um rio com uma correnteza forte, é uma
cachoeira e não é uma chuva, é o respingo da água da Cachoeira. Aí o menino falou assim: "Mas por será que essa indústria que fala tão bem de preservação ambiental tá poluindo tanto essa fumaça? >> E por que que esses funcionários saem com esse rosto tão abatido dessa indústria?" Aí o filósofo sorriu e falou assim: "Seja bem-vindo à filosofia. Agora vá atrás e resolver as suas novas inquietações." >> Hum. >> Isso é filosofia. É fazer perguntas que ninguém fez e encontrar respostas que ninguém fez. Todo mundo olhou e viu uma mulher doente, com estrabismo, com
dificuldade de fala, dificuldade de audição. Freud olhou e viu histeria na Berta Papenha, no caso Ana, Marcos zero da psicanálise que ele atendeu com Bryer. Todo mundo olhou e viu um menino com medo de cavalo. Freud olhou e viu. É uma questão com o pai. Todo mundo olhou e viu uma semente. Aristóteles viu ato e potência. Todo mundo viu crianças. Ah, eu sou apaixonada nisso. >> Todo mundo viu. >> Amo muito tudo isso. >> Todo mundo olhou e viu crianças brincando no chão. Melanie Klein viu um conflito desde a mais tenra infância. Todo mundo viu
uma mãe com uma criança no colo. Donald de Winicot viu uma mãe suficientemente boa. >> Hum. A filosofia é indispensável paraa Eficácia da psicanálise. Nós psicanalistas precisamos olhar >> para aquilo que a pessoa não tá falando. O que ela diz sem dizer é a tensão flutuante, é o que fura no discurso, é o ápso, é o esquecimento, ato falho. E isso não é só para psicanalistas, isso é para todo mundo, >> deveria ser para qualquer pessoa, >> todo mundo que deseja ter uma vida plena. Eu tô sentindo desconforto diante de uma pessoa. Por quê? Se
essa pessoa nunca me fez nada, o que que essa pessoa me remete? Eu tenho medo de água. Por que que eu tenho medo de água? Da onde vem esse medo de água? Eu tenho medo de falar em público, mas eu sei falar. Da onde vem isso? Esse é o pensamento filosófico que nos conduz à psicanálise e que nos leva a acessar essa vida plena, que só é possível para aquele que se desbloqueia internamente. É, gente, não há o que dizer. É tão profundo isso que você tá dizendo, né? É um novo olhar sobre os fatos.
Ontem eu acho que eu assisti uma das cenas mais lindas da televisão brasileira nos últimos tempos. Eu não sei se você viu. Eu sou, eu gosto muito de Big Brother Brasil. Eu acho uma leitura interessantíssima do se é muito material pra gente, né? >> Que aquilo ali é um laboratório. >> E ontem à noite, não sei se você viu, a Ana Paula Renault perdeu o pai e o Tadeus Schmit foi dar notícia. Eu chorei largado, mas eu chorei pelo que estava por trás daquela fala. Eu achei assim de uma sensibilidade >> sim, >> porque ele
quebra o protocolo e por trás do discurso dele que alguém só viu ele tentando, tentando não, ele anunciando para ela e contando da dor dele, eu fui um pouco além daquilo. Eu falei: "Gente, olha que lindo, porque o luto ele não tem explicação física, racional, Material, teológica. Eu acabei de perder minha irmã. Não há nada que se diga que te conforte. O luto não é para ser explicado, o luto é para ser vivido. Mas se tem uma coisa que conforta, e eu acho que a única coisa que as pessoas não fazem no momento de perda,
é dizer: "Eu estou aqui tão sem resposta quanto você, tão sofrido quanto você, tão sem entender quanto você, mas eu estou aqui." É o que você falou de se abaixar, né? >> É. E lá, e aí ontem, quando ele fala, eh, eu vou quebrar o protocolo, mas também há dois dias eu perdi uma das pessoas mais importantes da minha vida, que é o meu irmão. E eu queria te dizer que também tá doendo muito e que eu também não tô entendendo nada ali. Para mim, ele quebra, ele quebra a Globo, ele quebra o protocolo, ele
quebra o que se esperava dele, mas ele dá uma virada. Eh, e aí essa leitura, ela me permite ainda um pouco mais além. Nós estamos Falando que a leitura da filosofia e da e da psicanálise, né? Talvez por que personalidades como eu e você estão se destacando? Exatamente porque as pessoas estão cansadas dos personagens protocolares. >> Uhum. >> Por que que o por a minha leitura filosófica e psicanalítica ontem daquela atitude do Tadeu, por que que aquilo chamou tanta atenção? E hoje a internet só fala disso, porque as pessoas estão Cansadas de personagens protocolares. As
pessoas querem ver pessoas reais que pulsam de forma real, que sofrem de forma real, pessoas que parecem de verdade. Quando ele faz aquilo ontem, ele sai do patamar de apresentador e vai pro patamar de também não sei o que dizer, fique à vontade para fazer o que você quiser >> de gente, né? ali para mim ele quebra tudo. Então, quando você fala isso, é é realmente muito isso, assim, a filosofia E a psicanálise, ela ela te dá essa leitura, ela te faz ver o que o que muitas vezes o grande senso comum não está sendo
visto. A a ela te leva para um nível superior. Eu [roncando] tinha certeza que esse podcast com você ia ser fantástico, porque eu tenho muita, eu sinto muito, muita familiaridade com seu conteúdo. Eu muita familiaridade. >> Isso é uma honra para mim pelo seu poder de previdência. >> Muita familiaridade. Eu acho que pouca gente traz filosofia de uma forma tão prática. Se se o Freud explica e eu traduzo, o Platão explica ou você traduz. Você pode escrever seu livro. [risadas] E eu tô assim morrendo de ter que encerrar esse podcast porque fantástico, assim, uma aula.
E eu queria pedir para vocês a nossa audiência algumas coisas. Eu eu raramente peço, aliás, acho que eu nunca peço. Para você que chegou nesse Podcast até aqui, siga a Miriam. A Miram vai deixar aqui agora, vai tá na tela as redes sociais dela. Sigam a Miram. Amira tem um conteúdo de uma sensibilidade, eu acho que ela vai num lugar, num registro que poucas pessoas vão, que é um alto nível de inteligência, um alto nível de intelectualidade, um alto nível de sensibilidade e uma praticidade que é que é gostosa assim, você assiste, você dá vontade
de sair ali fazendo. Então isso para mim é é Atravessa, faz diferença. Então sigam a Miram, dê uma olhada no material dela, ela vai falar aqui agora sobre os cursos, sobre tudo que ela tá proporcionando. Divulguem os cortes, tudo que aparecer, porque é muito bom. De novo, gente boa, tem que ter seu lugar, porque a gente precisa levar conhecimento de graça para que as pessoas se libertem. Um podcast como esse nos dá uns 200 insightes pra gente sair daqui repensando a nossa vida. Então, Miriam, meu público agora é seu. Você fique à vontade, fale de
suas redes, fale do seu curso, divulgue o seu material, divulga o seu trabalho. É, é seu, aí você merece esse espaço. Agradeço. Então você pode me encontrar lá no meu Instagram, eu Miriam Garcia com M de Maria no final. lá eu tenho esse [limpando a garganta] esses vídeos, essas reflexões desse jeito, desse meu jeito de comunicar aquilo que eu recebi, que por Eu ter recebido eu preciso transmitir. E também lá tem a os conteúdos, as informações dos cursos e você será muito bem-vindo nesse Instagram que é o nosso ponto de encontro. >> O curso Vida
Plena, >> desbloqueando a vida plena. Esse curso é um curso e para todo aquele que deseja acessar a vida plena. Então, através justamente desse conteúdo que nós trouxemos aqui, misturando psicanálise, psicologia e filosofia, nós vamos Tratando os dilemas, aquilo que nos bloqueia. Então, nesse curso, por exemplo, nós tratamos sobre procrastinação. Por que que eu procrastino? Da onde vem a procrastinação? Então, nós buscamos encontrar as raízes, a causa e o tratamento, remédio lá na raiz, que é a elaboração. >> Qual outro assunto que tem lá? nós falamos de tudo, tem os relacionamentos, tem, por exemplo, eh,
Síndrome do impostor, eh tratamento da baixa autoestima. Nós temos também a questão do da produtividade, da do discernimento vocacional da profissão. Então, na verdade, é um curso com muitos assuntos. Todos eles são os bloqueios que nós trazemos que nos impedem de viver essa vida plena. E como que a gente se desbloqueia? Através desse caminho psicanalítico e filosófico. >> E se eu entrar lá no seu Insta, tá, o eu Vou achar e o curso tá aberto. >> No momento não tá aberto, mas ele >> vai abrir agora. Isso >> é a partir de agora eu já
tô informando [risadas] que ele estará aberto. A hora que você assistir esse podcast ele já estará aberto. Eu te recomendo desbloqueando a vida plena, ela vai abrir o curso porque nós precisamos invadir o curso dela e ela precisa, todo mundo precisa conhecer esse curso. >> Miram, no divã da Dra. Andreia sempre Tem alguma pergunta muito pessoal, porque afinal de contas é um divã. >> Esquecendo da Dra. Miram, que é psicóloga, filósofa, psicanalista, pensando na Miriam. >> Uhum. Qual o seu maior sonho na vida? Meu maior sonho é viver uma vida tranquila, em que eu possa
pensar claramente, dormir profundamente e viver silenciosamente em um mundo projetado para impedir todas essas Coisas. Esse é o meu projeto de vida, uma vida tranquila, [risadas] >> meus sonhos. Nossa, em um mundo projetado para te impedir de todas essas coisas. Viver, viver. tranquilamente, dormir calmamente e viver silenciosamente. >> Nossa Senhora. Preciso de um snorkel para entender essa mulher. Não, snorkel, não. Preciso de um escafandre para entender essa mulher. Não dá para mergulhar com snorkel nela, Não. Tem que pôr aquele negócio de oxigênio nas costas e lá pro absal assim, ó. Até eu vou assistir esse
podcast umas 20 vezes. Querida, que prazer, de verdade. Vai ser uma honra poder ouvi-la novamente. Nós exploramos nem 10% de tudo que a gente poderia falar. Assim, o Brasil precisa de você, as pessoas precisam te conhecer. Um conteúdo rico, rico, sensível, incrível. Tá de parabéns assim. Parabéns mesmo. Eu lembro da Bia Falando que foi exatamente numa frase assim, nós falamos de alguma coisa, ela falou assim: "Tem uma menina que fala alguma coisa muito boa sobre isso, ela é muito boa". E aí ela me indicou você e assim, fantástico, eu comecei a seguir. Muito bom mesmo.
Parabéns. Agradeço. >> Parabéns. E nós temos um presente, é super muito simples, mas é uma lembrancinha do nos >> Mais um presente. O presente está mais um presente ainda. >> É uma lembrança do nosso podcast. Que lindo. >> É a garrafinha aí do nosso instituto. >> Chique. >> E ela é legal que ela tem um magnético aqui, ó. Você cola aí o seu celular e grava vídeos onde você quiser. É ótimo. >> Muito obrigada. >> E beba água. Bastante água. >> É preciso. >> Porque você precisa durar. Você precisa viver muito que o mundo precisa
de você. Então hidrate. >> Agradeço coração. Muito obrigada. >> Eu quero agradecer você que esteve aqui até agora de novo. Curte, compartilha, comenta aí nos comentários. tudo que você achou desse podcast, do nível de profundidade de longe, assim, um dos melhores podcasts que a gente já gravou aqui, de um nível de de simplicidade, mas de profundidade constrangedor. É muito bom estar aqui com gente que realmente traz um conhecimento que tem a Ver com a nossa missão. Então, siga esse podcast, se inscreve nesse canal, divulga para outras pessoas. Tem gente precisando ser atingido por esse conteúdo
que é um um conteúdo gratuito e que liberta vidas. Na Bíblia tem uma frase que o profeta diz: "O meu povo padece por falta de conhecimento". Eu creio profundamente nisso. Eu acredito que a maioria das pessoas erra por desconhecer, não erra por querer errar, erra por ignorância. Então, vamos Libertar as pessoas da ignorância, vamos divulgar conteúdo bom. Muito obrigada. Fica com Deus. Deus abençoe. Obrigada por você estar aqui, confiar em tudo que a gente tá construindo juntos. Grande beijo. Fica com Deus. Yeah.