Confessando meus pecados para todas as pessoas que foram vítima da minha infância e adolescência. Parte 1. Quando eu era criança, eu tinha uma vontade de me tornar cada vez pior, porque eu era feia e pobre.
A minha única qualidade seria ser uma criança encapetada para todo mundo ter medo de mim ou não apanhar e não sofrer bullying. Hoje, meu primeiro pedido de perdão foi para o meu primo Lucas, que uma vez eu mandei ele subir na parede da nossa casa muito alto e eu falei para ele pular lá de cima que eu botaria o colchão para ele cair em cima. Ele subiu no momento em que ele pula, eu puxo o colchão e ele cai diretamente no piso.
Quase que ele quebra a perna. Ele passa uns quatro dias com a perna dele bancando. Me perdoe.
O próximo pedido de perdão vai para todas as meninas que eu doei roupa. Eu doava a roupa e quando elas usavam a roupa, eu chamava elas de ladroninha na frente de todo mundo. Eu falava: "Ei, ladroninha, tu roubou só minha roupa lá da corda, né, ladroninha?
" E eu tinha dado a roupa pra pessoa, mas eu queria assumir, não, eu queria chamar a pessoa de ladroninha, que na verdade a ladroninha era eu. Me perdoem, eu sei que você era muito feio, eu mudei. Hoje em dia, se eu der uma roupa para tu, se tu me fizer raiva, eu tomo.
O próximo pedido de perdão vai para um policiais que ficavam rodando na frente de casa, parava lá na frente de casa, ficava mexendo no celular dentro da viatura sem mostrar trabalho. Vi que ele estava sem fazer nada. Cheguei perto da viatura, falei que eu tinha sido assaltado e apontei pro mato.
Falei que os bandidos tinha corrido para lá, eles saíram correndo pro meio do mato, eu atrás dele. Quando eles paravam de correr, eu apontava para outro canto e falava: "Acabei de ver eles ali correndo para ali e ele corria nesse rumo. Eu não fui assaltada, não tinha bandido nenhum e nem celular eu tinha.
Me perdoe. " Próximo pedido de perdão vai para todas as pessoas que me ajudaram naquele dia que eu fingi que eu estava desmaiada na beira da rua. Eu não sofri nenhum atentado.
Eu só me joguei ali no chão mesmo, porque eu queria que alguém chamasse a ambulância, que meu sonho era andar de ambulância. Próximo pedido de perdão vai para todas as pessoas que me deu ingrediente para fazer bolo. Porque quando eu tinha uns 12 anos de idade, eu saía na rua com a minha amiga Sabrina falando que o meu aniversário de 15 anos estava muito próximo e meus pais não tinham condições e eu precisava muito do aniversário de 15 anos porque era meu sonho.
E eu saía na casa de um pedindo 1 kg de trigo, três ovos, um açúcar, uma manteiga e as pessoas iam me dando. Eu fazia bolo, comia. Foi assim que eu me tornei uma ótima boleira.
Se a vida de blogueira não der certo, eu vou vender bolo para vocês. O próximo pedido de perdão vai para a Lorena, que estudou comigo. Eu cheguei com ela e falei que eu queria um dinheiro para comprar um bombom.
Ela disse que não tinha um dinheiro. Eu falei para ela dar o jeito dela. Ela disse que não ia dar o jeito dela porque ela não tinha com quem conseguir o bombom.
Eu fui assim pro lado dela. Ela se assustou, saiu no rumo de conseguir um bombom. Foi com uns 10 minutos ela voltou com bombom daquele do cabeção.
Eu amava aquele bombom. Eu perguntei dela como que ela tinha conseguido. Ela falou que ela falou pro Bobzeiro que amanhã ela trazia o dinheiro para ele e ele vendeu o fiado para ela.
No outro dia ela trouxe o dinheiro para pagar o bombozeiro, só que eu percebi que o dinheiro tava na bolsa dela. Eu perguntei: "Tu trouxe o dinheiro para pagar o bombozeiro? " Ela disse: "Trosse.
" Eu falei: "Então me dá aqui que eu vou comprar outro bombom. Me perdoe. " O próximo pedido de perdão vai para minha mãe por todas as vezes que ela teve que secar o meu colchão, porque eu mijava no colchão.
Lá em casa era muito quente. Eu tinha muita vontade de dormir no molhado, mas quando eu falava pra minha mãe que eu ia dormir molhada, ela não deixava. Então eu deitava no colchão e dava um jeito de todo santo dia, aquele colchão ia pro sol e a minha mãe achava que eu tinha algum problema.
Não, eu tinha um problema da semvergonho, da encapetação, que não saía nem com reza brava. Não se preocupem que essas confissões não vão acabar agora. Eu tenho 25 anos de idade, tem muita coisa a contar.
Eu decidi confessar todos esses pecados porque era um karma terrível em cima de mim. Era não tava aguentando mais. Então, a única maneira que eu tinha de tirar esse karma era confessar meus pecados para ver se essas vítimas me perdoavam.
E quando acabar os pecados da infância e adolescência, eu vou confessar os pecados que eu cometi depois de ser adulta. Só que para isso eu já preciso estar rica, famosa milionária, porque corre risco de eu ir preso. Obrigada pela atenção de vocês.
Eu juro que eu mudei.