Duas pessoas, que luxo, hein? Primeiro apresento aqui a nossa diretora de jornalismo, Stephanie Freita. Seja muito bem-vinda. >> Boa tarde. >> E o deputado federal Kim Cataguiri, que também é pré-candidato a governor do São Paulo. Tô certo? >> Tô certo. Então tá bom. >> Eh, seja bem-vindo, deputado Stephan. >> Eh, eu cedo a palavra para você então Começar essa entrevista exclusiva aqui no estúdio. Ah, só uma coisinha, a gente tem também daqui a pouquinho a deputada estadual Jandira Fegali do PCDB, que tá lá nos Estados Unidos. Ela entraria um pouquinho antes, mas me avisou que
tá um pouco atrasada. Então, durante a entrevista falaremos também com a Jandira Fegal. Espero que não haja incômodo da parte. Problemas. >> Então, tá bom. >> Bom, vamos lá, deputado. Obrigada pela Presença aqui na Rede TV. Vamos começar a nossa entrevista. Vou começar perguntando sobre o principal factual dessa semana, né? Trump e decidiu taxar mais uma vez o Brasil. Ainda não sabemos a porcentagem exata dessa taxação, mas é uma notícia negativa pro país. O governo federal ainda tá tentando negociar, né, essa taxa. Eh, essa notícia veio logo na sequência dele colocar eh o Comando Vermelho
e o PCC como terroristas. E eu gostaria de saber qual que é a avaliação Do senhor sobre as duas decisões. Taxar mais uma vez o Brasil e colocar Comando Vermelho e PCC como terroristas. >> Bom, acho que primeiro importante ressaltar que diferente do que o governo Lula diz, uma decisão não tem nada a ver com a outra, né? Primeiro você considerar que PCC e Comandos Vermelho são organizações terroristas era uma coisa que o próprio Brasil Brasil já deveria ter feito, que os Estados Unidos têm todo o direito de fazer, porque toda A nação tem o
direito de declarar que organizações são terroristas. Eh, o resbolar ele não é brasileiro e nós temos toda a capacidade de considerá-lo uma organização terrorista sem violar a soberania de países árabes. Da mesma maneira que os Estados Unidos têm o direito de fazer isso e é bom pro Brasil porque ajuda a asfixiar financeiramente, né, com o sistema financeiro internacional, eh, eh, a lavagem de dinheiro, tanto do PCC como do Comando Vermelho. Então, não tem nenhuma relação, né? É importante ressaltar isso porque o governo trabalha com a confusão da decisão dos Estados, aliás, não é uma decisão
ainda da sugestão preliminar de taxação eh por parte do governo Trump paraa declaração como organizações terroristas, que de fato são. Eh, sobre a taxação, obviamente é péssimo, né, pro Brasil. E acho que fazendo uma análise política é um presente que o Trump dá pro Lula, porque o governo Lula tá cheio De problemas internos, né? ele tá desesperado para aumentar sua popularidade. Tentou [música] com o pé de meia, depois com Vale Gás, depois com a exeição do imposto de renda, depois revogando a taxa das blusinhas que ele mesmo implementou. Eh, e agora num desespero final com
a a PEC da escala 6x1, que na prática não acaba com a escala 6x1, [música] mas infelizmente o governo Lula tá contando essa mentira pro trabalhador. Então, esse momento é Ruim que o governo Lula vive domesticamente eh faz com que as atenções sejam desviadas pro embate com Trump e com essa taxação, ainda mais com justificativas, na minha avaliação, esdrúchulas utilizadas pelo governo Trump, como, por exemplo, de que a gente não estaria eh concedendo e a concorrência o suficiente pros meios de pagamento dos Estados Unidos. É amplamente conhecido, né, a atuação desses meios de pagamento do
Brasil. Agora, não dá pra gente des eh prestigiar ou ou colocar alguma desvantagem deliberada no Pix, que de fato é um sistema muito superior ao que se tem em países desenvolvidos. Uma das poucas coisas que o Brasil tem para ensinar para países desenvolvidos, que é um sistema fácil, rápido, seguro, gratuito [música] e que não vai mudar. Não tem pressão de Trump, não tem pressão de China, não tem pressão de nenhum país desenvolvido que Vá a gente mudar o nosso meio de pagamento. Então, eh, acho isso péssimo pra economia do Brasil. Acho que o senador Flávio
Bolsonaro também entrega um presente pro Lula na medida em que ele eh defende essa taxação. Veja só, você é candidato à presidência da República do seu país. Você defende que um país estrangeiro sancione, prejudique os empresários do seu país só porque quem tá ocupando a presidência da República é um adversário seu, né? Eu Não jogo com esse quanto pior, melhor não. >> Deputado, eh você defende liberdade de expressão sem limites? Vou contextualizar. Eh, uma uma declaração mais antiga, né, que gerou polêmica, o senhor defendeu o direito de existir dos países nazistas na Alemanha. Eu quero
saber aqui no Brasil se o senhor acha que as pessoas têm o direito de falar o que quiser na internet. Eu falo isso porque na internet se pratica crimes de Ódio e também se publica notícias que são inventadas, vou nem dizer falsas. São notícias inventadas deliberadamente que podem manipular a população. Mas o senhor continua defendendo a liberdade de expressão sem limites? >> Vamos lá. Eu nunca defendi liberdade de expressão sem limites e nunca defendi o que você disse aí, aspas, de países nazistas na Alemanha. Isso sequer seria possível ter >> você ter também nunca defendi
partidos Políticos nazistas na Alemanha, né? O que eu defendi [música] foi que as pessoas pudessem ter acesso aos documentos históricos do nazismo, justamente para que entendo, entendendo a atrocidade que foi o nazismo, não só ele continue sendo criminalizado, nunca defendia a sua descriminalização, mas que as pessoas entendam a perversidade do que foi, a verdade do que foi o holocausto, porque infelizmente no Brasil você tem a banalização do Holocausto e da pesta de nazista, né? muitas vezes eh eh você vê isso principalmente por parte da esquerda, quando você diverge, né, das políticas públicas de esquerda, você
é tachado de fascista e de nazista. Isso diminui o peso histórico do que foi o nazismo, do que foi o holocausto, porque não existe paralelo de uma divergência política dentro do âmbito democrático do Brasil de você colocar a pecha de que uma pessoa defende um genocídio industrial Em massa sem paralelo na história, né? Então esse é o ponto. Segundo, nunca defendi liberdade de expressão irrestrita. inclusive nos próprios Estados Unidos em que é o país com que concede, né, a maior amplitude de liberdade de expressão, inclusive injúria de formação, por exemplo, não são crimes nos Estados
Unidos, mas ainda assim lá como direito constitucional não é irrestrito. E o exemplo mais comumente utilizado na doutrina é que nos Estados Unidos não existe o direito de você dentro de um cinema gritar fogo, né, que você vai causar perigo e dano pras outras pessoas, ainda que isso, em tese estivesse abarcado aí na liberdade de expressão. é aqui no Brasil, e eu defendo é uma doutrina que é mais compatível com o nosso ordenamento jurídico, que vem é, é do direito romano, do direito alemão, eh, que é você ser responsabilizado pelo dano que você causa quando
você acusa, por Exemplo, injustamente uma pessoa de crime, né? Quando você imputa falsamente uma conduta criminosa, se eu falo que uma pessoa roubou e não provo, que estuprou, matou e não provo, eu tenho tenho que ser responsabilizado por isso, né? Eh, eh, da mesma maneira se eu incito o crime, né? Se eu alicio pessoas pro crime organizado, se eu mando eh eh incentivo pessoas a usar droga, se incentivo pessoas a a a se faccionarem, né, ao PCC, ao Comando Vermelho, por Exemplo, não acho que tem que ter eh liberdade de expressão irrestrita, não. >> Só
aproveitar, voltando um pouquinho então, na questão das facções, das organizações criminosas, eh na avaliação do senhor, como que fica a soberania nacional? Não corre um risco? com essa decisão dos Estados Unidos, >> não? Eh, primeiro porque nós consideramos, eu acabei de citar para você o exemplo do resbolá, a gente não viola a soberania dos países árabes pelo Brasil considerar que o Resbolá seja uma organização terrorista como a a praticamente todo mundo livre considera, né? Então, é um ato unilateral de soberania do próprio país ele decidir quais organizações o seu país considera como terroristas ou não
terroristas. E não interessa se são nacionais ou são internacionais. E os Estados Unidos tomam essa decisão não porque tá preocupado com crime organizado no Brasil, é porque tá preocupado com a Exportação de drogas pros Estados Unidos, é porque tá preocupado com a lavagem de dinheiro nos Estados Unidos, é porque tá preocupado com os americanos. Que esse é um outro ponto também. Muitas vezes o discurso bolsonarista dá a entender e muitas, eu já escutei isso várias vezes, não. Se o Lula não conseguiu combater as facções criminosas, então vamos deixar o problema pro Trump. O Trump não
vai trazer nenhuma tropa aqui para trocar Tiro com faccionado. Ele não vai acabar com o crime organizado aqui. Só o Brasil é capaz de enfrentar as facções criminosas brasileiras. Os Estados Unidos vai enfrentar essas facções fora das nossas fronteiras no que interessar para os Estados Unidos. Não existe nenhum risco em relação à soberania, mesmo porque os Estados Unidos já invadiram países que ele não considerava que tinha organizações terroristas. Então, se o Trump quiser invadir um País, ele tem o poder bélico para isso. Ele não precisa declarar nenhuma organização terrorista. ele vai lá e invade, como
ele já demonstrou que pode fazer, né? Assim como e eh outros países desenvolvidos que tm capacidade bélica para isso, podem fazer também. Infelizmente, o Brasil, apesar desse discurso de soberania que o governo Lula faz, recentemente teve uma entrevista do ministro da defesa dizendo, aspas, não temos defesa. Ou seja, se o ministro da Defesa diz que a gente não tem defesa, nós não temos soberania, nós não mandamos nosso próprio território. 40 milhões de brasileiros estão sob o domínio de de territórios e eh dominados pelo crime organizado, né? Ao mesmo tempo, se qualquer país quiser invadir o
Brasil, qualquer país desenvolvido ou qualquer país que tenham Forças Armadas minimamente financiadas e estruturadas, eles vão invadir. Nós não temos soberania porque nós não temos como nos Defender. >> Uhum. >> Deputado, qual que é a sua opinião sobre o a anistia aos condenados do 8 de janeiro? >> Eu sou contra a anistia primeiro porque eu considero que crimes foram cometidos. Eu discordo do Supremo em achar que teve uma tentativa de golpe ali no 8 de janeiro. Acho que eles precisam responder por dano ao patrimônio, pelo vandalismo, pelo aqueles que agrediram Policiais, aqueles que ameaçaram os
policiais, aqueles que entraram em confronto com as forças de segurança. Todos esses precisam e responder pelos crimes que cometeram. Um um crime, aliás, eu acho que contra o país, foi aquele sujeito criminoso que destruiu o relógio que tá aí desde a época de Dom João VI, né? Ou seja, o relógio sobreviveu a a guerras mundiais, mas não sobreviveu a um maluco que foi lá eh eh invadir a Praça dos Três Poderes. Agora, O que eu defendo e o que eu votei a favor foi o PL da dosimetria, né, que de fato essas pessoas respondessem, né,
numa dosimetria de pena compatível com os crimes que cometeram. Agora, anistia, não defendo, porque anistia você parte da premissa de que os crimes foram cometidos e você quer perdoar. Eu não quero perdoar os crimes cometidos. Eu quero que eles respondam pelos crimes cometidos, que são diferentes dos crimes pelos quais eles foram condenados. >> Bom, eu falei que a gente teria Jandira Fegal por aqui, né? Por quê? Tem uma comitiva de deputados brasileiros que ontem já desembarcou em Washington e inicia hoje. É uma agenda extensa lá, com vários encontros, com deputados parlamentares americanos, com uma série
de assuntos na bagagem para discutir. Ainda mais de ontem para hoje, nós tivemos dois anúncios de propostas de tarifas contra os produtos brasileiros. E uma dessas parlamentares é a deputada Federal Jandira Fegal. Coloca aqui pra gente no nosso telão, vai aparecer aqui, ó. deputada Jandira Fegal, ela falei com a deputada ontem, olha, já agradeço de antemão a participação aqui conosco. Eh, nós estamos também com o deputado Quim Cataguira aqui no estúdio, então e eu tô aproveitando para fazer essa entrevista enquanto falava com ele, deputada, e ele gentilmente não se importou com isso. Claro. Eh, ontem
a senhora me disse: "Eu posso te atender por 15 minutos entre Uma agenda e outra, porque saindo dessa entrevista a senhora vai conversar com jornalistas correspondentes aí nos Estados Unidos." Então, você breve. Quero saber quais são os assuntos que serão tratados nessas agendas que vocês têm aí hoje e amanhã. [música] [música] >> Tá, pera aí. Ô deputada, deputada, acho que o seu áudio tá fechado aí, tá? Eu achei que fosse para mim apenas. Agora abriu. Pode começar de novo. Boa tarde. >> Abriu. Então, tá. Boa tarde. Eu quero cumprimentar vocês, agradecer o convite, essa repercussão
da nossa missão oficial aqui no >> Agora travou. >> Travou o canal. >> Eita nós. >> A internet americana tá tarifada, gente. Tá tarifada, deputado. Você viu? Já entrou em vigor a tarifa na internet. >> A gente tá sancionando os Estados Unidos agora. Não. Então vamos fa vamos fazer o seguinte, vamos continuar com o deputado aqui em Catagui Jandira Fegal, voltando ela entra aqui conosco. >> Então vamos pra próxima pauta, deputado. Quero perguntar pro senhor sobre o fim da escala 6 por1, né? Foi uma votação quase que unânime ali no na Câmara dos Deputados, mas
o senhor votou contra o fim da escala 6 por1. E eu quero entender do senhor eh se o senhor enxergou algum problema no texto da PEC Ou se o senhor simplesmente é contra que o trabalhador brasileiro tenha mais tempo de descanso sem sem ter esse valor descontado do seu salário? >> É até para corrigir, né? Eu não votei contra o fim da escala 6 por1, eu votei contra a PEC, que promete falsamente acabar com a escala 6 por1. É óbvio que ninguém defende que o trabalhador seja obrigado, né, a ser esfolado e trabalhar seis dias
na semana, é, sem ter o tempo para estudar, para descansar, para estar Com a sua família, para cuidar dos seus filhos. Agora, o que eu não fiz, né, eh, e modeste a parte, corajosamente, porque a maioria dos deputados foram covardes, inclusive muitos, aliás, a maioria que eu conheço que votaram a favor, não acreditam na PEC, não acham que ela vai ter efeitos positivos. Então tem uma diferença muito grande entre e e eu me separo muito desses deputados de que quem tem uma convicção e vota contra ela por populismo eleitoreiro, né, e quem e Eh tem
a convicção e e mantém essa convicção na hora da votação, que é o meu caso. Então, a PEC não acaba com a escala 6, porque acabar com a escala 61 envolve enriquecer o país, envolve uma mudança material, envolve uma mudança de dinheiro. E para ter uma mudança de dinheiro precisa ter corte de gasto e reverter esses gastos em infraestrutura, em qualificação de mão de obra, em ciência e tecnologia. Coisa que o Brasil nos últimos 40 anos não fez. A nossa Produtividade dos últimos 40 anos cresceu 18%, isso não é nada. Os nossos pares países em
desenvolvimento, cresceram 130%. Isso fez com que os trabalhadores dos outros países, eu não estou falando dos desenvolvidos, dos nossos pares, pudessem trabalhar menos e ganhar mais. colocar um texto na Constituição dizendo que está proibido, o que tem muita coisa que tá proibido no nosso país e que acontece na prática todos os dias, inclusive, né, Legalmente, você só poderia contratar via CLT. A gente tem a maioria esmagadora dos trabalhadores brasileiros que ou são informais ou são PJ. Porque a CLT faliu. Da mesma maneira que não adianta você colocar um texto na Constituição achando que aquilo vai
se transformar realidade se você não toma uma ação efetiva para aquilo se tornar realidade. Na Constituição a gente tem o direito à saúde, à educação, segurança, lazer, trabalho, moradia. Nada disso é Direito na realidade, é só no texto da Constituição. Então podem colocar o que quiserem no texto da Constituição. Se não tiver um governo que efetivamente vai trabalhar para aumentar a produtividade do trabalhador, a produtividade do país, a melhorar a nossa balança comercial, melhorar o nosso superavit primário, desvincular o nosso orçamento, ter espaço de gasto discricionário para fazer investimento em infraestrutura, não vai ter Trabalhador
trabalhando menos, né, e recebendo a mesma coisa. Isso é, inclusive e eu até coloquei na votação que se entrasse em vigor agora, imediatamente as pessoas iam ver claramente que não ia mudar a realidade delas. >> Vamos tentar de novo chamar a deputada federal Jandira Fegari do PCDB, que tá em missão parlamentar nos Estados Unidos. Espero que o áudio dela esteja chegando pra gente. Deputada, quais são Os assuntos que serão tratados? Tá travando, a gente vai tentar, tá? >> Quais são os assuntos que serão tratados nas agendas >> aí em Washington? Acho que não vai dar,
né? Vamos, vamos. É, infelizmente a o sinal tá muito ruim. Ela parece que tá no hotel, né? Daqui a pouco ela vai sair para atender jornalista, mas no hotel não tá funcionando e muito bem. Mas eu agradeço A presteza dela de tentar entrar conosco eh por videoconferência, mas não foi possível. Vamos seguir então com o deputado Kim Cataguiri. Eu vou te contar uma novidade, deputado. Eu não sei se você sabe, mas você é criticado pela esquerda. Seu movimento ajudou a eleger Jair Bolsonaro, né? Seu movimento e você era na época o principal expoente. Só que
determinado momento o MBL e o senhor romperam com bolsonarismo e agora Viraram alvo do bolsonarismo. Mas eu queria entender eh por que houve esse rompimento, qual que é a crítica que vocês fazem a essa ala da direita brasileira, que é a maior parte da direita brasileira hoje? Bom, nós tentamos eh a todo custo ter um outro candidato à direita, né, para que quem fosse no segundo turno em 2018 não fosse Jair Bolsonaro. Ele foi pro segundo turno. Tivemos que fazer o voto útil para derrotar o PT, que a gente tinha Acabado, né, de promover as
manifestações [música] pelo impeachman, colocar o Lula na prisão, derrubar a Dilma e a gente tinha uma esperança de que eh um novo governo pudesse trazer mudanças. eh, o nosso rompimento, né, com o Bolsonaro. E eu quero deixar claro, nunca fui um deputado da base do governo Bolsonaro, sempre fui independente, da independência, fui paraa oposição. Por quê? Porque ele próprio descumpriu as suas promessas de Campanha. No primeiro ano de mandato do Bolsonaro, eu vi eu vi ele acabar com a Lava-Jato, nomeando um procurador-geral da República petista, que proibiu modelos de força tarefa como da Lava-Jato. Eu
vi ele nomeando o Cásio Nunes pro Supremo, que todas as oportunidades que teve para votar a favor do Lula, [música] a favor dos investigados da Lava-Jato, votou, né? Eu vi e Bolsonaro e Paulo Guedes furando o teto de gastos no primeiro ano de Governo, porque muitas vezes os bolsonaristas falam: "Não, a gente furou na pandemia, porque é natural, justificável, qualquer governo teria furado o teto na pandemia, que foi uma coisa muito extraordinária, mas não foi antes." Foi antes, em 2019, e depois com a PEC Kamikazi, que se assemelha muito ao pacote de bondades que Lula
e Dilma sempre fizeram nos seus últimos anos de mandato, que criaram mais de R$ 100 bilhões deais de rombo e eles, que Sempre foram críticos do Bolsa Família, turbinaram o Bolsa Família como nunca antes, né, criando um roubo fiscal sem ter a receita suficiente para fazer isso com a PEC Kamikazi no último ano de mandato. Então, eh, mesmo na principal pauta deles, que era a segurança pública, não houve nenhum projeto pro endurecimento de penas. Não houve, pelo contrário, quando o Sérgio Moro mandou o pacote anticrime, a base do governo Bolsonaro votou a favor de uma
emenda do Deputado Marcelo Frecho do PSOL, eh, que criava o juiz de garantias. E o Bolsonaro sancionou porque o juiz de garantias ia beneficiar o Flávio, seu filho, que roubou dinheiro da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Fez parte do mesmo escândalo do PT, aliás, porque o presidente da Alegra era o André Ceciliano, que depois foi trabalhar na Gazzy Hoffman, agora no governo Lula, e Flávio Bolsonaro estava sob o comando de um deputado petista e juntos roubaram Dinheiro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e Jair Bolsonaro para blindar o próprio filho desse escândalo. favoreceu
todos os criminosos do país, sancionando o juiz de garantias e não aprovou nenhum grande projeto de aumento de pena. Eu, um deputado sozinho de um partido que tem [música] uma bancada de um homem só sendo de oposição, conseguir aprovar e ser sancionado agora o projeto de aumento de pena, de furto, roubo e receptação. Eu não sou presidente da República, eu não sou líder de uma grande bancada, eu sou líder de mim mesmo e ainda assim eu consegui fazer isso. Imagina ele com a caneta de presidente não fez por pura incompetência e por rabo preso também.
Nós aprovamos também eh eh na legislatura do do Jair Bolsonaro o fim das decisões monocráticas, a obrigatoriedade de submeter as decisões monocráticas ao pleno do Supremo. Ele vetou vetou a pedido de Dias Toffol. Então isso a família Bolsonaro não fala que uma das principais medidas, né, que são defendidas como contenção do Supremo, que é o fim das elões monocráticas, nós aprovamos e só não estava em vigor porque o Bolsonaro vetou a pedido do Diastofley, que ele se dizia grande inimigo, mas aí nos bastidores ia assistir junto o jogo do Palmeiras eh no Palácio do Planalto
com Dias Tofol. Então, eh, essa é a razão de apontar todas essas incoerências, de apontar o Despreparo, de apontar o falta de compromisso com a verdade, com as próprias propostas de Jair Bolsonaro, que levou a gente a ir à oposição. E a constatação também de que nós com as manifestações pelo impeachman, entregamos um país com o PT destruído, que escondia o vermelho e a estrela do partido nas eleições de 2016, com o Lula preso, inelegível, e Bolsonaro nos devolveu um país com o Lula presidente da República e o PT mais forte do que Nunca. Então,
se nós quisermos que o nosso país não seja mais refém, né, do Partido dos Trabalhadores, né, pro resto das nossas vidas, ou pelo menos pelos próximos ciclos eleitorais, nós precisamos tirar a família Bolsonaro da cabeça da direita brasileira. Uhum. Deputado, eh, entrando então um pouquinho na candidatura do Renan Santos, eh, a presidência da República. Eh, essa semana saiu uma pesquisa Real Time Big Data, que mostra ele como Principal nome da terceira via. Eh, porém o maior eh eleitorado dele é o público Kiko, elitizado do país. Como que vocês pretendem conquistar o a outra parte do
eleitorado, o público pobre, eh, o a baixa renda, que é o maior a maior parte do leitorado do Brasil, ou seja, vocês conversam só com o nicho, como vocês pretendem dialogar com o restante do país e ser conhecido no restante do país? Quero levantar dois pontos. O principal recorte do nosso Eleitorado não é de renda, o principal recorte é de idade. Os jovens, pobres e ricos, em regra, estão com o partido Missão, estão com a pré-candidatura do Renan Santos, né? Entre 16 e 24 anos, nós estamos em primeiro lugar com o Renan, tendo mais de
80% de desconhecimento. Primeiro lugar em todas as faixas de renda. Então, o primeiro ponto, o recorte do nosso partido inicial é geracional. Nós somos o primeiro partido que dialoga e Representa a geração Z em sua maioria. Depois, eh, eu vou discordar do critério que você utiliza para chamar de rico, porque para mim quem recebe de dois a cinco salários mínimos e de 5 a 10 salários mínimos não é nenhum milionário, não é nenhum rico. Como quando as pessoas escutam a palavra rico é diferente do critério do IBGE. Pro IBGE, né, uma pessoa que ganha cinco
salários mínimos é rico porque a gente tá num país miserável, né? Mas quando na Realidade cinco salários mínimos e eh um gerente de McDonald's nos Estados Unidos recebe mais do que isso, né? Eh, mas quando a gente vê os critérios da população em geral, só uma conexão que é o dado da pesquisa que eu trouxe aqui, não é a minha opinião sobre da pesquisa real. É por isso que eu tô explicando, porque esse critério de rico é utilizado pelo IBGE, né, que você tá utilizando como jornalista e todos os jornalistas Utilizam esse critério, mas só
para explicar, porque quando a pessoa escuta rico, parece que nós temos um grande apoio entre milionários e se a gente tivesse, não era nenhum da pesquisa que a gente não tem essa quantidade de milionário no Brasil. Então, o primeiro recorte é geracional. Segundo, eh, é natural que a gente tenha mais acesso e mais conhecimento, né, nas camadas mais pobres da população quando o Renan tiver nos debates da TV, inclusive espero que Tenha um debate na Rede TV e que ele esteja presente, porque vai alcançar o grande público. Ele nunca disputou uma eleição, nunca teve acesso
à televisão. O principal problema dele é o desconhecimento, porque quem conhece vota, né? O Renan é aquele que tem o maior nível, né, de conhecimento [música] por de voto por conhecimento dentre todos os candidatos. De longe, de longe, ele é o que tem o maior teto, ou seja, Ele tem a menor rejeição e ele tem um piso forte já, mesmo com nível de desconhecimento muito grande. Então, a nossa principal missão é tornar o Renan conhecido, porque em regra quem ouve entende que ele é superior aos outros pré-candidatos. Agora, eh, deputado, o pré-candidato do missão, que
é o Renan Santos, que é o seu pré-candidato à presidência da República, ele pode até ser desconhecido, né, da grande parte da população, mas ele é conhecido do Noticiário por algumas denúncias, entre elas tráfico de influência, lavagem de dinheiro e também é suspeito de gerir mal as empresas que ele tem posse, que ele é dono, porque ele quebrou algumas empresas. Primeiro, eu queria saber se o senhor põe a mão no fogo, porque a partir do momento que ele ficar conhecido, denúncias até desconhecidas podem virar conhecidas. Quero saber se o senhor põe a mão no fogo
e se ele quebrou empresas privadas tem capacidade De ir um país. >> Primeiro, não existe nenhuma denúncia contra Renan Santos e ele nunca quebrou nenhuma empresa. É preciso aqui estabelecer a verdade. Eh, houve uma denúncia de que contra o MBL de maneira geral denúncia existe, não houve condenação ainda. >> Não, acabou. Não tem processo, não tem denúncia. já foi absolvido em todas as instâncias. Então, a denúncia não existe. A partir do momento que aí tem a Absolução, tem o trânsito emjulgado, a denúncia deixa de existir, né? Ela existe enquanto eh o juiz ainda não analisa
a resposta da acusação e não tornou o sujeito ré, né? Então, dentro do nosso processo jurídico, formalmente não existe denúncia. eh, que foi na realidade uma acusação feita por um promotor bolsonarista de que a gente teria lavado R$ 400 milhões deais pelo super chat do YouTube. R 400 milhões deais é mais do que o faturamento do YouTube no Brasil inteiro. Então, denúncia estdrúxula foi rejeitada pelo juiz na primeira instância, na segunda instância também. E o promotor que na realidade foi punido e recebeu uma chamada em vez de nós do MBL que quando surgiu a denúncia
a gente fez muito diferente do que o Flávio Bolsonaro negando que tinha relação com o Vorcário, depois dizendo que só foi terminar as relações. A gente não, ó, vocês estão com suspeita sobre a gente, Toma as nossas contas, não precisa quebrar o nosso sigilo. A gente abriu pro judiciário, a gente abriu pro Ministério Público, não tinha absolutamente nada. Então, o primeiro ponto é esse. Não existe nenhuma denúncia. Fomos absolvidos em todas as instâncias pelo mérito e não por um problema processual, como foi o caso do Lula, né? Porque uma coisa é ah, prescreveu, achou uma
nulidade. Não, o nosso foi julgamento de mérito, né? Analisaram as contas e isso não havia nenhum problema. O outro ponto, o Renan nunca quebrou nenhuma empresa. Ele vivia de comprar empresas quebradas, fazer a recuperação dessas empresas e daí ele vivia da negociação desses ativos, né? Tanto que quando você vê as denúncias de empresa tem dívida de tanto e de tanto e de tanto, você vai ver as dívidas foram feitas, o Renan tinha 12 anos de idade, ele não fundou nenhuma dessas empresas, ele não [música] eh foi o responsável Por administrar nenhuma dessas empresas, era o
trabalho dele comprar dívida, comprar empresas quebradas para daí na recuperação judicial ele negociar os ativos e ficar com aquilo que que sobrasse. Então nunca quebrou nenhuma empresa, tem plena capacidade de administrar o país. baixo, né? Sem falar de toda a gestão que foi feita do movimento Brasil Livre dos anos durante os últimos 12 anos, que foi o único movimento que sobreviveu ao impeachment Da Dilma. Nenhum outro movimento que foi pra rua existe hoje, né? Só um movimento Brasil Livre e que elegeu parlamentares em todo o país e que fundou um partido político quando o presidente
da República, Jair Bolsonaro, com a caneta de presidente não conseguiu e o Renan conseguiu. Então tem plena capacidade. E eu digo mais, ele é o único que tem propostas. Eu peço para as pessoas analisarem as propostas, porque o Lula já desistiu de ter proposta há muito Tempo. E o Flávio Bolsonaro, quando perguntaram para ele qual que era a proposta dele, ele falou que não ia revelar para não ser atacado. As nossas propostas estão escancaradas, podem atacar que a gente tem plena capacidade de defender essas propostas. E o Renan, sem dúvida nenhuma, vai mostrar de longe,
e eu coloco a mão no fogo, não só em relação à honestidade, mas em relação à capacidade técnica do Renan, que vai ficar muito clara a distância abissal da Capacidade dele pros outros pré-candidatos. >> Deputado, aproveitando ainda sobre Renan Santos, se eleito, como vocês pretendem governar? Porque o senhor é muito conhecido por briga com diversos parlamentares de diversos [música] partidos, é oposição à esquerda, mas também não dialoga com eh a família Bolsonaro, com partidos ali desse desse espectro da direita ligadas à família Bolsonaro. Como que o senhor Eh e o partido Missão e o Renan
Santos, como vocês imaginam eh governar um país sem diálogo? Não, primeiro que não é sem diálogo. Eu citei um exemplo para você mais cedo, né? Eu, sem ser presidente da República, aprovei o projeto mais importante de crimes contra o patrimônio nos últimos 20 anos, que foi de pena de furto, roubo, recepitação. Aprovei com maioria folgada na Câmara, aprovei com maioria folgada no Senado e constrangula a sancionar, porque se ele vetasse, eu Teria maioria para derrubar o veto dele. Então, eu sou o deputado que mais aprovou relatórios e projetos de lei relevantes, mostrando minha capacidade de
articulação e sendo um deputado. Diferente do Lula, eu não tive cargo, eu não tive emenda, eu não tive nada para oferecer pros outros parlamentares, senão a minha capacidade de articulação e a minha capacidade de atrapalhar a vida deles, porque isso te dá poder de negociação. Eu nunca negocio o meu voto. Sempre que eu discordo, eu voto não. Mas eu tenho a capacidade, eu estudei o regimento interno da Câmara dos Deputados. Como assim? 99% dos deputados não fizeram. e eu tenho a capacidade de fazer uma votação que duraria 5 segundos, durar um mês com a minha
obstrução e com o meu conhecimento do regimento. E é essa obstrução que eu utilizo como arma, né, para negociar a aprovação dos meus projetos e relatórios na Câmara dos Deputados. Ao mesmo tempo, Eu vou te dar um exemplo de quando eu fui presidente da comissão de educação, eh tinha vários ministros da educação, né, e eh de Jair Bolsonaro envolvido em vários escândalos de corrupção. Vocês devem se lembrar também que teve uma dança das cadeiras diversa ali e principalmente no período que eu fui presidente da comissão de educação, que mais convocou ministros da educação para prestar
esclarecimentos em relação a escândalos. Quando eu, para dar uma Demonstração em relação à nossa habilidade de articulação, quando eu precisava convocar ministro do Bolsonaro para investigar a corrupção, eu construí a maioria da comissão me articulando com a esquerda e convocava. Quando eu precisava aprovar projetos de meritocracia no âmbito da educação, que eu acredito, eu me articulava com a direita e aprovava. Então, com o mesmo plenário, com o mesmo número de deputados, eu conseguia construir Maioria contra a direita ou contra a esquerda, dependendo daquilo que eu queria aprovar. Então essa habilidade nossa já tá atestada pelo
meu mandato, por outros mandatos que nós temos no movimento Brasil Livre ao redor do país. Com a caneta de presidente da República, o nosso poder se multiplica à milésima potência. Então não existe, nós somos duros, nós somos incisivos, a gente faz um enfrentamento muito forte. Agora, isso não significa que a gente não tem Capacidade de atipulação. >> É um poder multiplicado a milésima potência na mão de uma figura. Não é perigoso. >> Não, mas isso é a natureza do presidencialismo, né? Eh, é o poder de um deputado federal, claro que vai ser desproporcionalmente menor em
relação ao presidente e é natural que assim o seja, porque o presidente tem muito mais voto do que eu, tem mais legitimidade democrática para exercer esse poder. Portanto, >> agora na campanha que o senhor vai fazer para ser governador, o senhor vai ter que se contrapor a Tarcísio de Freitas, que divide uma parte do seu leitado, que é a direita. O que que o senhor vai fazer de diferente do Tarcísio? Ou o que ele fez de errado até agora nesse primeiro mandato? >> Primeiro, ele foi mais um governo tucano, né? Ele prometeu fazer grandes mudanças
em relação aos governos que nós Já tivemos, né, décadas de PSDB governando o nosso estado. Que que ele apresentou de novo? Absolutamente nada. Qual que é a marca da gestão de Tarciso de Freitas? Absolutamente nada. No ranking do IDEB, a gente tá ficando na educação para trás de vários outros estados. A educação continua caminhando de lado, como caminhava nos governos tucanos. Em relação à segurança pública, não preciso nem falar, a sensação de insegurança que nós temos na cidade de São Paulo e no estado de São Paulo é gigantesca. Nós tivemos, né, nós tínhamos a oportunidade
de quando teve um racha interno no PCC aqui em São Paulo, em que literalmente eles estavam trocando tiros entre faccionados, a gente teve a oportunidade de mandar a rota para fazer uma limpa no PCC em São Paulo. E o Tarcísio não teve coragem porque tava apanhando da imprensa, dos partidos de esquerda e das ONAS de direitos humanos falando sobre Letalidade policial. Se eu for governador de São Paulo, a letalidade policial vai aumentar muito, porque a gente vai fazer operação de retomada de território contra faccionados. Então a polícia vai matar muito, porque são criminosos que não
vão abrir mão dos do seu armamento, que não vão abrir mão de fazer a população de refém. E esses criminosos são mortos. Agora, outros criminosos que cometem crimes mais leves, que a polícia chega e que ele se Submete à prisão, aí ele vai ser preso e vai ser encaminhado pro judiciário. O outro criminoso que não aceita ser preso, que tá de fuzil na mão ameaçando a população, esse será morto e eu não vou ter nenhum receio de receber nenhum tipo de crítica de imprensa, de ninguém vai me desviar da minha convicção, como aliás a gente
acabou de falar sobre o pack 6x1. Acho que tá mais do que comprovado que eu não tenho nenhum medo de desgaste, ainda que isso me tire Votos, ainda que isso me tire popularidade para fazer o que eu acredito, assim eu faria na segurança pública, né? Eh, aliás, não existe nenhuma força de segurança pública que esteja mais insatisfeita com o governo estadual do que as forças paulistas, né? O governo Tarciso de Freitas prometeu equipamento, prometeu aumento de salário, prometeu grandes operações e não entregou absolutamente nada. Manteve todo o orçamento infraestrutura, que Também não teve grandes avanços,
né? Eh, eh, foi basicamente uma continuidade de obras que já haviam sido tocadas pelos governos tucanos, que já tinham contratos inclusive, né, em andamento. Não teve nenhum outro grande contrato feito pelo governo Tarciso de Freitas de uma grande obra de infraestrutura. Ele executou contratos de gestões passadas e retirou esse orçamento da segurança, que inclusive o próprio secretário fica de mãos atadas na hora de conceder esses Equipamentos e esses aumentos de salário a partir do momento que o governador manda contingenciar esses recursos para enviar pra infraestrutura. Então, teria muita coisa que eu faria diferente. Eh, eh,
eu vou reconhecer um avanço do governo Tarcísio, que foi a tabela do SUS paulista, né, que de fato a tabela do SUS está defasada há muito tempo em nível federal. Eh, o governo Lula, que tanto fala de SUS, nunca corrigiu essa tabela, né, da importância do sistema Único de saúde, nunca recorrigiu essa tabela. Mas tem um problema fundamental na tabela. Ela apenasção, mas não faz uma análise de qualidade, não faz uma qualidade, não faz uma análise de efetividade, não faz uma análise a fundo para saber foi o melhor procedimento, é aquele que vai evitar problemas
futuros ou só foi feito um procedimento qualquer e eu vou remunerar um mau hospital da mesma maneira que eu remunero um bom hospital, Independentemente do seu da sua efetividade, né? Eh, eh, isso eu eu mudaria estruturamente no Sistema Único eh de Saúde no estado de São Paulo. >> Fazer uma pergunta, voltar na resposta do senhor sobre o governo Tarcísio, que o senhor cita como mais um governo tucano de forma crítica, mas o senhor tá dialogando com PSDB para ser uma aliança aqui em São Paulo. Então, eu quero primeiro entender eh essa crítica ao PSDB, sendo
que você tá Dialogando uma parceria no estado de São Paulo com o PSDB. E também quero entender como que tá essa conversa entre o partido Missão, o Senhor e o PSDB. >> Primeiro que eu dialogo com Paulo Serra, que é um quadro que e fez uma boa gestão de dois mandatos em Santo André, que inclusive eu apoiei nas duas campanhas e que eu tenho certeza absoluta que [música] tem e ele já deu demonstrações na prática, não só no discurso, que tem uma atitude diferente dos governadores De São Paulo que já passaram por aí. Então, em
relação a a figuras com que trabalha a composição, a minha composição não é: "Olha, quero o PSDB e vocês me mandem quem vocês quiserem". Não. A minha composição é: eu negocio com o Paulo Serra. Se o PSDB quiser oferecer qualquer outro quadro que não seja o Paulo Serra, não tenho interesse, porque eu não vou aceitar qualquer coisa que seja seja entregue, porque eu não tenho nenhum alinhamento ideológico ou Político com o PSDB. Seria ótimo ter o PSDB entregando um quadro excelente, como é o Paulo Serra. Agora, negociação qualquer, isso não se faz mesmo, porque a
gente não precisa disso. Se o PSDB decidir não lançar a candidatura, por exemplo, como foi noticiado aí recentemente, eh, Partido Missão vai decidir o seu rumo independentemente de qualquer coligação, como a gente tá fazendo com a presidência da República, né? a gente não tem nenhuma dificuldade Ou necessidade de coligar ou de federar ou de tá junto com qualquer outro partido, porque a gente, diferente dos partidos do Centrão, a gente tem convicção. A gente não se elege com base emenda, a gente não se elege com base em aliciamento de prefeitos, de cidades pobres e pequenas, a
gente se elege com base nas nossas convicções. [música] E se não for para exercer as nossas convicções, a gente prefere perder com elas do que vencer sem elas. Eu quero Saber e candidato, como é que vai ser a relação do seu partido, do eventual presidente Renan Santos com o Supremo Tribunal Federal? >> Olha, vai ser uma posição dura de colocar o Supremo no seu lugar, porque o Supremo ele passou, ultrapassou das suas competências, né? Usurpou a competência de legislar, né? Dentro da Câmara dos Deputados, por exemplo, a gente teve o projeto de decreto legislativo que
derrubou o decreto do IOF, do aumento do IOF do governo Lula. foi revertido pelo ministro Alexandre de Moraes. Ministro Alexandre de Moraes não tinha esse direito, não tinha esse poder, né? O que nós defendemos é uma reforma do judiciário que retire o Supremo Tribunal Federal do Poder Judiciário. Porque no Brasil é um país que a gente concentra o modelo anglo-saxão, que é adotado nos Estados Unidos, na Inglaterra, né, em alguns outros países, com e eh o modelo da maior parte dos países da Europa, que É o o o de controle abstrato de constitucionalidade, em que
a Suprema Corte, na maior parte dos países europeus, aqueles que se baseiam no principalmente de direito alemão, eh ela só analisa casos abstratos, ela só julga leis, ela não julga pessoas, né? E a Suprema Corte americana, ela só julga casos concretos e a partir daqueles casos concretos toma decisões de constitucionalidade. No Brasil, o Supremo ele julga a constitucionalidade A partir de caso concreto, a partir de ação direta no Supremo, que aliás é uma avacalhação a quantidade de pessoas que são legitimadas para ingressar com ações no Supremo. Aqui sindicato, associação, as pessoas podem acionar diretamente o
Supremo Tribunal Federal. Não é para isso que serve uma Suprema Corte, para qualquer um que tem um questionamento e eh levar isso para lá e entupir a nossa corte de casos. Tem milhares de casos. Eu tive em janeiro no Japão, a Suprema Corte lá se julgou 50 casos. É muito, né? A nossa tem milhares de casos. E um terceiro poder que também o Supremo tem que perder de julgar pessoas com foro privilegiado. Eu sou contra a própria existência do foro, mas se ele vai existir, não pode ser o Supremo que vai julgar, porque senão o
Supremo faz o Senado de refém, faz a Câmara dos Deputados de refém. E se o Senado ameaça o impeachment de um ministro do Supremo, eh, o Supremo vai lá, desarquiva algum Processo contra algum senador, faz essa chantagem e o Senado fica de mãos atadas. Na hora de mãos atadas, não, né? Mas tem todos os elementos para se acovardar, né, na hora de enfrentar o Supremo Tribunal Federal. Então, a nossa proposta profunda de reforma do judiciário não adianta, nós defendemos que seja feito isso, que tenha impitment de ministro do Supremo, mas não adianta só fazer o
impeachment de ministro do Supremo, porque o problema não é um Ministro ou outro ministro apenas. O problema é [música] o poder que todos os ministros concentram pelo desenho institucional da Suprema Corte, que a nossa Constituição deu muito poderes para muitos poderes para ela. A gente precisa esvaziar esses poderes passando, e eu tenho uma proposta para isso, os poderes de julgar quem tem for pro Superior Tribunal de Justiça, proibindo o Supremo de julgar casos concretos e fazendo com que ele só analise a Constitucionalidade das leis, sem poder exacerbar os poderes do executivo ou do legislativo. Até
recuperei aqui uma notícia do poder 360 de 2021. O deputado Quinca na época do Democratas, eh, pediu ao Supremo que determine um prazo pro presidente da Câmara, Artur Lira, analisar os pedidos de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro, protocolados pela casa. Aqui não é uma lei, é uma, você tá pedindo pro Supremo interferir em regimentos internos do Legislativo. Não é contra o que o senhor defende? Não, na verdade, boa pergunta, porque a minha especialidade é o controle de constitucionalidade do devido processo legislativo. Eh, o Supremo, ele deve intervir quando o processo está previsto na Constituição.
Impeo que está previsto na Constituição. está previsto na Constituição materialmente e procedimentalmente, o Supremo tem e deve, né, e regulamentar o que a gente Chama de omissão constitucional quando o legislador deixa de estabelecer um prazo, que é um prazo que decorre da própria Constituição. Porque veja, o procedimento de impeachment de presidente da República é o seguinte: eu protocolo uma denúncia, qualquer cidadão protocola uma denúncia contra o presidente da República. Chega no presidente da Câmara, o presidente da Câmara tem o dever, ele não tem o poder, ele tem o dever de analisar a denúncia. Se ele
diz sim ou se ele diz não. Por que que criou-se essa prática inconstitucional do presidente da Câmara sentar em cima de pedido de impeachment? Porque se ele diz não, o plenário pode recorrer e o plenário recorrer, eu obrigo o plenário da Câmara a decidir sobre um pedido de impeachment do presidente, ainda que o presidente da Câmara tenha negado, né, a admissibilidade daquela denúncia. Isso é inconstitucional. Então eu não estou Pedindo pro Supremo tratorar o legislativo ou inventar algo que está fora dos seus poderes. Eu estou pedindo pro Supremo regulamentar um processo que está previsto na
Constituição. >> Deputado, aproveitando, né, falando um pouco sobre o Congresso também, como que o senhor avalia a gestão de Hugo Mota e ao Columb? Eu acho assim que não deixa nenhum grande legado pro país. Infelizmente só deixa um legado de populismo, de discurso vazio com a PEC Da escala 6x1. Mas Davi Columbr e Hugo Mota perderam a oportunidade de fazer, por exemplo, uma reforma administrativa, né, de acabar com super salários, de enfrentar os super salários do judiciário, do Ministério Público e fizeram o contrário. Foi votado na Câmara super salário para servidor do legislativo. Em vez
da gente acabar com dos outros poderes, a gente decidiu instituir os nossos próprios, né? que eu fui absolutamente contrário e um dos Únicos a votar contra dentro da Câmara dos Deputados. Então, eu acho que é uma gestão sem legado que passa apagado na história, porque quando for analisado, né, eu imagino daqui a 30 anos um livro de história falando sobre gestão de presidente da Câmara ou presidente do Senado. Por que haverá alguma notícia sobre essas duas gestões? Não existe razão, passou batido porque não deixou um legado estrutural pro país. Não é uma gestão que, por
exemplo, você pode Falar: "Eu não votei nem Artur Lira, nem o Rodrigo Maia", né? Eh, mas Artur Lira entregou a reforma tributária, né? Eh, pode, eu posso ter votado contra no segundo turno, mas ele entregou algo que estará nos livros de história. Rodrigo Maia entregou reforma trabalhista, reforma do ensino médio, reforma da previdência, coisas que estarão no livro de histórias. pode concordar ou você pode discordar. Na gestão do Hugo e da gestão do Davi, sequer tem elementos Para você ser a favor ou para você ser contra no mérito, porque passou batido. Não teve projetos de
grande relevância, não teve grandes conquistas pro país, ou não teve sequer e eh um um grande projeto ruim, que que seja ruim até grande o suficiente para entrar na perspectiva histórica e que eu com certeza obstruiria para se comentar. Então eu acho que é são gestões apagadas. Pode seguir, >> posso seguir? >> Pode. >> Eu quero voltar em mais uma resposta que o senhor deu, né, sobre segurança pública e aí como pré-candidato ao governo do estado de São Paulo. Então, só para entender qual que é a proposta de do senhor pra segurança pública, porque o
senhor fala em fazer limpa, em matar todo mundo em operações. Essa é a proposta do senhor paraa segurança pública. O senhor acha que isso vai Resolver? Já tivemos um exemplo no Rio de Janeiro de uma operação onde várias pessoas foram mortas, policiais mortos, feridos e que não resultou em absolutamente nada. Na semana seguinte, tudo voltou ao normal, o tráfico voltou ao normal, as armas voltaram para pras mãos dos bandidos. Então, eh, a proposta de segurança pública do senhor é matar todo mundo, >> não é matar faccionado, né? E eu acho que faltou o Rio de
Janeiro matar mais Faccionado, né? Porque aqueles que dominam o território, né, as forças armadas do crime organizado, elas só podem ser combatidas com violência, né? É diferente de um crime do dia a dia. E a gente defende nível nacional, até para você entender o nosso pensamento, a adoção do direito penal do inimigo. A gente não deve tratar um faccionado como um cidadão comum que comete um crime menor, né? a gente deve tratar um faccionado com uma lei de execução penal Própria, com um presídio de segurança máxima em que, por exemplo, ele só tem acesso ao
advogado, é, se for dentro de um parlatório, em que ele não tem acesso à liberdade, que ele não pode sair provisoriamente, em que ele não teminha, em que ele [música] não tem visita íntima, em que a fala dele é única e exclusivamente com o advogado por meio do parlatório num presídio de segurança máxima que a gente pretende criar o maior da América Latina e com um Processo específico profacionado, selecionando procurando adores, promotores, juízes e desembargadores especializados nas varas criminais hoje, que julgam esses faccionados, aqueles que tiverem os maiores índices de condenação, vão ser chamados por
uma justiça especializada que vai julgar esses faccionados. Então, é um tratamento muito diferente que tem que ser dado pro faccionado do criminoso, digamos assim, comum. Agora, um dos Pontos é a adoção de tecnologia e inteligência artificial, que é algo que eh a adoção de tecnologia nos governos brasileiros, não só no estado, mas nas prefeituras e e [música] no governo federal, é uma coisa que a gente tá muito, mas muito atrasado. A gente poderia ter muito menos servidores, a gente poderia enxugar muito a máquina pública, a gente poderia muito aumentar a eficiência eh se a gente
utilizasse desses instrumentos. Por exemplo, na Cidade de São Paulo, a gente já tem um sistema de câmeras com reconhecimento facial. No governo do estado a gente só tem o muralha paulista que identifica placas de carros, placas frias ou carros roubados ou furtados. Por que não tem o reconhecimento facial? Faltou o investimento nesse setor. Falta investimento também em equipamentos como o cromatógrafo, né? O cromatógrafo é aquele que analisa a composição química eh de uma substância que foi apreendida Para saber se ela é droga ou se não é droga. Porque o que que o crime tem feito?
Ele pega uma droga, ele muda alguns elementos, né, daquela droga, né, algumas moléculas. E aí quando a polícia apreende, ela não pode condenar por tráfico porque não tá no rol da Anvisa, do que é considerado droga. E a gente precisa colocar aquela nova composição química no rol da Anvisa para que nas próximas apreensões sejam considerados droga. Falta cromatógrafo pra polícia Científica e do estado de São Paulo. Falta drones que t a capacidade, né, de fazer um reconhecimento por calor até de de corpos que estão embaixo da terra, né? Então, o uso de tecnologia de de
inteligência artificial eh e o índice de resolução de crimes do estado de São Paulo mostra isso, né? É uma minoria eh muito pequena de crimes de homicídio e de roubo que são solucionados. Tanto que quantas pessoas você já não conhecem que já foram roubadas ou furtadas e que não Se deram ao trabalho de fazer um BO? Não se deram ao trabalho porque sabe que na maioria das vezes não vai dar em nada, né? a investigação não vai chegar no culpado e isso é é é é sintoma, né, do nosso modelo de inquérito policial fracassado, que
é o mesmo desde o império, do império em que a gente não tem o ciclo completo de polícia. Aliás, outro ponto, nós aprovamos uma lei federal que é a lei orgânica das polícias. O governo Tarcísio até agora Não regulamentou decentemente, né? As polícias estão inclusive pensando em judicializar, porque é uma proposta que unifica carreiras, que traz modernização, que ainda não é o mundo ideal do ciclo completo, mas é um grande avanço. E o governo do estado [música] se nega a fazer a regulamentação da lei orgânica das polícias, né? Então, o investimento não é só investimento
em patrulhamento ostensivo, não é só o investimento, né, para que os nossos Policiais tenham o equipamento, as condições jurídicas e e físicas, né, de fazer o o enfrentamento ao crime, principalmente em relação ao domínio de território, que tem que ser feito. E não tem outra solução que não seja matar, porque os criminosos, né, se coloque nessa situação. Existe um domínio de território. Você tá lá na favela do moinho, por exemplo, né? Hoje esse problema não existe mais. Mas vamos pegar esse exemplo, porque é um exemplo Que fica muito na minha cabeça, porque o Lula pediu
pro ministro negociar com o PCC para ele poder entrar na favela do MUI. Para mim é absurdo. Presidente da República pisa onde quiser. Todo o território é um território que o presidente da República tem que ter poder de pisar sem negociar com criminoso nenhum. Mas chega a polícia na favela do Mim controlado pelo PCC, mas vai ser recebido na bala, né? não eh não existe nenhuma possibilidade de nenhum Faccionado se render, aceitar ser preso, né? Ou ele mata ou ele morre, né? E se for pr para escolher entre a vida do criminoso e a vida
do policial, obviamente eu vou escolher a vida do policial. Então, em relação a essa a essas operações, o programa, evidentemente, é muito mais complexo do que mata tudo. Agora, quando tem faccionado dominando o território, a única solução é matá-lo. >> Mas, deputado, se o senhor entra com uma Equipe eh atirando eh sem ter o devido cuidado, inocentes podem morrer também. >> Mas quem disse que não vai ter o devido cuidado? Eu não sei. >> Da forma que o senhor tá falando que vai entrar atirando, que tem que entrar atirando e matando. Inocentes podem morrer. >>
Vamos lá. Se tem um faccionado com fuzil, eu não vou falar paraa minha polícia esperar ser alvejada para atirar nesse faccionado com fuzil. É óbvio que As nossas polícias são muito bem treinadas. A rota é é é a polícia de elite mais bem treinada do país, né? Geralmente quando você tem troca de tiros que matam inocentes, esses tiros partem dos traficantes que não tm o treinamento que os os policiais têm, né? Óbvio que todo cuidado vai ser tomado, né? Não tô falando para nenhum policial chegar lá com uma submetralhadora e atirar o Léo, colocando em
risco a vida dos cidadãos. Não, ele vai mirar com a Precisão que ele teve no treinamento dele, óbvio. >> E os membros do PCC que, por exemplo, usam gravata, qual que é a orientação pras forças de segurança? >> Atirar neles também. >> A gente, bom, se eles resistirem, né? A nossa orientação é o seguinte: o criminoso que não aceitar ser preso tem que ser morto. Se o sujeito de terno e gravata falar: "Não vou ser preso", atira. Não tem isso aí, não tem Negociação, não interessa qual é a classe do criminoso. Se é faccionado, a
gente defende a adoção do direito penal do inimigo para o faccionado. Não interessa se é o faccionado rico, se é o faccionado pobre, se é o faccionado que faz parte do exército ou da divisão das gravatas. Se você chega num banco na Faria Lima, né, e com a polícia com o fuzil na mão, aponta pro engravatado e ele não aceita ser preso, ele vai ser morto, né? Se ele vai resistir, se ele Vai sacar uma arma, então não há o que se fazer. Deputado, segurança pública, eh, o senhor avalia que é o principal problema do
estado? >> Eu acho que é um dos principais problemas, mas o que me entristece é ver que o estado de São Paulo ele, primeiro que ele caminha sozinho, independentemente de governo, mais produtivo do país, mas ele poderia ser muito mais do que ele é hoje, né? Eh, eh, você vê uma quantidade abissal de Dinheiro sendo jogado no lixo, que essa é uma das das críticas também que eu tenho ao governo Tarcísio, com super salário de juiz, de promotor e de daqueles que trabalham n nas carreiras jurídicas do poder executivo, né? Eh, o governo Tarcísio sempre
fez a sua base votar a favor desses privilégios. Ele nunca falou contra, ele sempre fez votações secretas, né, rapidamente dentro da assembleia e nunca fez nenhum enfrentamento. Eu farei questão de fazer O enfrentamento a qualquer corporação que queira receber o dinheiro do pagador de impostos, que é o dinheiro do mais pobre, porque a nossa tributação é concentrada no consumo, né? Então, proporcionalmente mais pobre paga mais impostos no Brasil. Eu me nego a mandar mais 1 centavos sequer desse trabalhador para quem já recebe R$ 46.000, né? Então, eh eh eu tenho uma frustração muito grande de
saber que o nosso estado não precisaria só ser o mais cico do País, ele poderia ser um dos mais ricos do mundo. E esse potencial nunca foi explorado. >> Nós estamos lidando aqui em São Paulo com greve nas universidades e saiu uma notícia essa semana que universidades motivadas pela falta de recursos caíram no ranking das melhores do mundo e as brasileiras estaduais paulistas eram bem conceituadas. Quero saber qual é a sua proposta. O senhor vai diminuir ainda mais recurso de universidade pública ou Vai fortalecer a pesquisa e o trabalho acadêmico? >> Bom, primeiro eu vou
discordar de você no pressuposto da pergunta que é de que a queda do ranking foi ocasionada por subfinanciamento. Outras universidades com orçamento menor do que as nossas universidades públicas subiram no ranking. Então nós temos fundamentalmente não é falta de recurso nas universidades eh eh públicas brasileiras, pelo contrário, né? Nós Temos um investimento muito maior nas universidades do que nós temos no ensino básico. O ensino básico, sim, poderia ter alguma reclamação em relação a recurso. Universidade é problema de gestão, é problema da reitoria, é o problema da Secretaria de Educação que não faz a gestão adequada
dos recursos que a universidade tem, né? Não é o problema de falta de orçamento, é o problema de um desastre, né? eh eh que precisa de reestruturação de carreiras, Que você precisa de aumentar a eficiência dentro dessas universidades e, né, em eu sendo governador, Renan sendo presidente, o nosso foco vai ser ciência, tecnologia, desenvolvimento daquilo que aumenta a produtividade do país e que gera riqueza, né? Eh, outros setores, e aqui e aqui eu falo contra a minha própria classe, né? Eh, eu sou advogado, mas assim, não faz sentido mais o Brasil investir em universidade de
direito. Nós já temos mais do quê? Centenas de milhares de advogados de bacharéis, né? Isso é sintoma de um país que tá doente pela burocracia. você precisar de tanto advogado é porque você tem leis tão confusas, tão complexas e uma insegurança jurídica tão grande que você precisa de um monte de gente com com sendo advogado para atuar num país. Um bom país, o país bem sucedido, ele tem programadores, ele tem engenheiros, ele trabalha em em agregar mais valor no seu serviço e na sua indústria. Ele não Tem um monte de advogado. Então, nós precisamos focar
os recursos públicos das universidades naquilo que gera retorno a longo prazo, naquilo que é o investimento que a iniciativa privada não faz, porque é muito intensivo em capital, precisa de muito dinheiro para você investir em infraestrutura, para você investir em ciência e tecnologia. Infraestrutura, você precisa de muito dinheiro e demora muito tempo para você ter retorno. Daí a necessidade de Investimento público, né? Porque o estado tá preocupado com o interesse público, não com o lucro, que a iniciativa privada legitimamente tem essa preocupação. Eh, ciência e tecnologia, a mesma coisa. das pesquisas que o estado vai
financiar, 99% vai dar errado, mas o 1% que tá certo traz um retorno gigantesco pro país. E a gente já teve duas experiências muito bem sucedidas, aliás, eu vou colocar três experiências muito bem sucedidas que o Brasil já teve, uma delas, especialmente no estado de São Paulo. Primeiro, medicina da USP, né, que é referência, né, pro mundo inteiro, atendimento de média e alta complexidade, os equipamentos, né, o nível de especialidade dos seus formados é é referência, né? Outro ponto, a agesquisa agropecuária, né? A Embrapa também, nosso agro é uma referência pro país. E é importante
as pessoas não caírem daquele mito de que nós fomos abençoados Com uma terra que é produtiva. Nós não fomos abençoados com uma terra que é produtiva. A gente teve que aprender do zero como fazer a agricultura no país tropical, né? A gente não teve a a oportunidade de aprender com europeus como se faz agricultura, porque o clima é diferente, a gente teve que se virar aqui, né? Então nós somos, é, é de fato, nós estamos na ponta de não é só, ah, tem um monte de terra e você planta um monte de coisa, dá e
por isso que o Brasil exporta, não. O Brasil exporta e produz muito, porque tem muita tecnologia, o aumento de produtividade do agro brasileiro é de 2,5% ao ano. >> Pesquisa pública da Embrapa, né? >> Pesquisa pública da RACA, da Embrapa. Eu tô falando de investimento público, né? Acabei de falar para você que o investimento privado ele é intensivo em capital, muito arriscado e demora para dar retorno. Por isso que tem que ser dinheiro público. E é por isso que Precisa ter ajuste nas contas públicas, porque hoje o orçamento tem muito gasto obrigatório e pouco e
pouco espaço discricionário. O investimento é feito com espaço discricionário, porque os gastos obrigatórios você precisa gastar no dia a dia e não dá retorno no longo prazo. Por isso que é importante ajustar as contas públicas para você ter o retorno do investimento público. Da mesma maneira. Outro exemplo, aviação civil, né, com o ITA, com a Imraer, Outra iniciativa de investimento estatal e pesado, principalmente em formação de capital humano. A gente trouxe professor do MIT, a gente trouxe professores brilhantes do mundo inteiro para fazer a fundação do ITA para formar um capitão humano de altíssima qualidade.
E esse capital humano de altíssima qualidade faz com que a gente seja referência em aviação civil no mundo inteiro. Curiosidade, dentre as sugestões de tarifa de 25% do relatório americano, Uma exceção é justamente a aviação civil. >> Exato. Bom, deputado, pra gente encerrar, uma pergunta. Eu sei que ainda tá muito cedo, ainda estamos na pré-campanha, mas se o senhor for eleito, qual é a primeira medida de forma objetiva que o senhor vai tomar na frente do governo do estado de São Paulo? >> A primeira medida é colocar uma rota para retomar cada centímetro de Território
que estiver dominado pelo primeiro comando da capital. Essa é a primeira medida. Tem uma grande operação e, aliás, em o Renan sendo presidente, eu faço questão de convidá-lo e tá comigo junto com as forças e eh eh com a Honda Ostensiva Tobias de Aguiar para promover, né, essa grande operação de retomada de todos, porque aqui é um problema mais simples do que o Rio de Janeiro, né? Eu eu para você no primeiro mês de governo não tem nenhum centímetro De território dominado pelo primeiro comando da capital ou por qualquer outra facção criminosa. E outra medida
fundamental, acabar com todos os superalários, mandar paraa Assembleia Legislativa um projeto de reforma administrativa em que ninguém recebe acima do teto e que as carreiras começam com o piso muito menor para ser compatível com a iniciativa privada. Hoje um servidor é público estadual, há exceções, obviamente, mas a regra, a Média é receber 40% mais do que se recebe na iniciativa privada. Isso precisa estar compatível. O servidor que menos recebe e que precisa ter mais salário para tá em nível de competitividade com a iniciativa privada é o municipal que recebe 5% menos. É as as únicas
carreiras, né, que em regra, óbvio, há exceções em todos os níveis, mas que tem um nível salarial abaixo do na iniciativa privada é o municipal. O estado tem mais, o federal nem se fala, Praticamente o dobro. >> Tá bom, tá bom. >> Finalizamos, [risadas] >> ó. Parece que já ouviu essa história, né? Rota na rua. >> Rota na rua. >> Rota na rua. Acho que >> conheç esse discurso. >> É, mas a gente tem a prática para justificar. >> Bemvindo isso aí. >> Obrigado, deputado. Vamos lá.