E aí pessoal vocês estiverem me vendo bem me ouvindo bem me avisem aí através dos comentários Boa [Música] noite estão me ouvindo tão me vendo me avisa aí por favor deve estar com um pequeno delay né para beleza Beleza tá beleza ótimo maravilha então sh de Boela Ah que bom que bom beleza Tá todo mundo todo mundo atento aí Maravilha deix o pessoal chegando deix o pessoal chegar ótimo beleza Tá pessoal já me assistindo Pela terceira vez hoje é mesmo já foram duas lives mas essa né estamos estamos que estamos mesmo com bloqueio do Instagram
fazer o qu né Vocês não vão ficar sem mim então Eh É isso aí vamos embora isso aí Pessoal põe o chapéu Aí e vamos começar É acho que tá melhor agora tá melhor agora né táa Muito cima tava muito cima Beleza bora vamos lá tá bom beleza perfeito vamos lá pessoal vamos começar Então nossa Live de quinta né como como já de costume eh todas as quintas-feiras aqui a gente dá nossa aula de psicologia só ansioso para que a gente prossiga nas cartas do Tarot né Agora Lembrando que na Live passada cujo número já
me esqueço já não sei que Live foi a Live passada eh sétima houve sexta s é foi a Live passada houve uma interrupção ali motivada sabe se lá Deus por qual demônio e acabou a Live no meio no meio do caminho e a gente tem sempre duas possibilidades continuar ou não continuar eu não vou fazer nenhuma nem outra tá eu vou fazer que eu quiser aqui então eh não vou continuar exatamente da onde eu parei mas também não vou fazer Uma ruptura absoluta com o assunto do qual a gente estava tratando né na na semana
passada mas a gente já engancha aqui numa a gente já engancha aqui numa numa outra coisa Tá bom então a gente já vamos Vamos pegar vamos fazer a continuidade com a Live passada mas sem nenhum tipo de compromisso né em continuar ali exatamente da onde a gente parou a coisa né Eu tô doido para entrar logo na quarta carta eh na quarta lâmina do Tarot que é uma lâmina muitíssimo importante que a gente tem muito a aprender com ela tem muito tem muito a se extraído dali de dentro né sobretudo pela própria posição do Imperador
é uma posição de que ele não tá nem sentado nem em pé ele tá com os pés cruzados ele tem apenas um cro sem nenhuma arma enfim é um assunto que a gente vai tratar no momento oportuno não hoje porque a gente simplesmente não conseguiu concluir o assunto da semana passada o que faz com Que corra o risco de que essa nossa aula seja um pouquinho mais curta mas é um risco também que pode ser que simplesmente não aconteça aí vai depender de muita coisa então logo logo né só sei que nada sei vamos embora
vamos começar essa aula aqui Como diria o bom e velho Aristóteles né nosso nosso parça nosso parceiro vamos iniciar aqui a nossa Live não vou iniciar a Live a a aula com nenhum gancho de nenhum acontecimento Contemporâneo frequente porque isso aqui não é o nosso intuito ainda que tenha tenha coisa que a gente pudesse comentar mas na ideia não é essa a ideia seguinte ó vamos lá lembrando da onde a gente parou na aula passada né a gente tava falando ali de uma coisa muitíssima importante né lembra é uma coisa mío importante vou fazer um
pequeno Resgate depois a gente continua tá eh a gente tava falando seguinte que que as 12 camadas entre entre outras coisas Elas são uma tecnologia muitíssimo profunda para que a gente possa chegar à conquista do eu para que a gente possa chegar a dizer eu né lembra que a gente tava tava conversando nesse sentido Olha o eu que se diz na primeira camada é um eu pouquíssimo pessoal o eu que se diz na sétima camada já se torna começa a se tornar um eu um pouquinho mais pessoal e aqui tá A grande questão que vale
a pena a gente retomar Ítalo mas porque diabos eu gostaria ou eu deveria ou eu deveria Prestar atenção em falar um eu por que que eu simplesmente não vivo né eu não vou vivendo sei lá toque de caixa né quer dizer eh eu eu vou vivendo norm normalmente eu eu acordo eu trabalho eu cumpro meus deveres eu por isso você tá entendendo porque tudo que você faz você faz diante de um eu nãoé quer dizer eu acordo eu faço o meu omelete eu sirvo na minha empresa eu ganho meu dinheiro eu sonho os meus sonhos
eu enterro os meus entes Queridos eu dou eu Gero vida no meu ventre eu Gero vida intelectual eu Gero vida afetiva eu eu eu entenda que esse eu ele é o contrário é o o contrário do eu egoísta oo contrário do eu egocêntrico né como o pessoal hoje em dia quem não tem treino né filosófico ou quem não tem treino psicológico associa a palavra Ego não é verdade a uma coisa muito negativa como se fosse assim ah o ego é um negócio ruim é ruim ter Ego não f não é que é ruim ter ego
meu filho O Problema é o seguinte A questão não é essa se é ruim ou se é bom ter ego a verdade é que tudo que você tem é um ego Você tá entendendo o que é importante é a gente conseguir construir um ego que faça sentido tá ponto o que é um ego que faça sentido O que é um ego de fato pleno o que que é um ego que vai fazer com que diante do leito de morte você possa olhar pra sua vida e fale assim olha fui eu que Vivi né é um
ego particularizado entendo uma coisa e aqui Eu vou fazer um juízo de valor tá vocês não se ofendam simplesmente analisem a coisa como ela é né como ela é Veja São só três dias no ano não tem problema nenhum veja quando a gente vai a um bloquinho de carnaval a uma festa de Carnaval quando a gente vai por exemplo né Você imagina que você é de uma torcida organizada dessas muito famosas que você é de uma torcida organizada dessas muito famosas né E você tá lá no no estádio vibrando com Todo mundo é muito bom
é muito gostoso né dá uma uma uma uma energia dá uma alegria assim uma coisa que é gostosa agora em que medida você pode dizer que aquilo ali quem faz é você não é É como se você comung gasse com a massa você e e todos os demais estão estão fazendo são a mesma coisa por assim dizer você num bloquinho de carnaval e é por isso que graças a Deus o carnaval e é graças a Deus mesmo né ele demora 3S 4 dias e a gente sabe que o Carnaval O destino o Destino daqueles três
dias de folia é um destino maravilhoso é como se fosse aquela ave mitológica a Fênix né ela ela vira cinza ela se desfaz completamente para Que ela possa Renascer depois com uma pessoa como uma pessoa com com um tom pessoal imagine veja bem Agora imagina faça um exercício de imaginação Imagine se todos os dias do ano se todos os dias do nosso ano fossem uma folia de carnaval fosse uma folha de carnaval o que que aconteceria 365 dias depois você Provavelmente olharia pra sua vida e você não conseguiria distinguir né a a sua vida da
vida o que quem é o batebola né quem é o arlequim quem é a a a odalisca quem é o o o sujeito fantasiado de de petralha quem que e e assim olha é é absol é absolutamente impessoal a coisa de absolutamente nunca é né mas assim mas é bastante impessoal a coisa é bastante pessoal coisa e é por isso que dura só três anos três dias fó três dias todo mundo aguenta não tem problema Nenhum você vai lá pula o carnaval eh se torna um folião cheio de purpurina né vai ficar com Purpurina o
ano inteiro mas aí eu não tem problema mas A grande questão é a seguinte fal Olha se você vive essa vida em toque de caixa né quer dizer a vida Imagina isso essa é uma imagem boa pra gente ter a vida do torcedor de torcida organizada a vida do folião de carnaval isso são coisas que são pontuais é para ser pontual essa coisa porque se não é pontual algo de Muito estranho tá acontecendo com a gente o que que tá acontecendo de estranho com a gente a gente tá perdendo aquilo que é o mais próprio
do ser humano Quando chega alguém no consultório quando chega um amigo nosso em sofrimento quando a gente mesmo tá em sofrimento você sempre aposta numa coisa essa pessoa ela tá com uma dificuldade grande Tá com uma dificuldade claríssima tá com uma dificuldade absurda de conseguir dizer eu né Ela tá Com uma falha na tá com uma falha em algum lugar da personalidade dela em algum lugar da personalidade dela ela não consegue falar eu né Ela não fala eu ela tá por assim dizer n nem imitando ela tá se movendo como todo mundo se move sem
jamais se questionar o motivo pelo qual ela vem fazendo isso né ela tá fazendo isso então isso isso é a grande tragédia do ser humano essa grande tragédia do ser humano é o que as 12 camadas da personalidade elas tentam de Algum modo solucionar elas tentam de algum modo lançar pra gente luzes nesse processo de amadurecimento volto a falar retomando A aula anterior o que que é Portanto o processo de amadurecimento processo o processo de amadurecimento é a gente tomar posse tomar posse desse domínio do espírito que apenas o homem tem ninguém ninguém além do
homem tem esse domínio do espírito um cão Por mais que você o ame Por mais que você goste do seu cachorrinho Por mais que você ame O tob Por mais que você ame éé o Floquinho Por mais que você ame o Apolo a gente ama nossos bichinhos de estimação Eu amo gato a gente ama esses bichinhos eles não tem uma faculdade eles não podem jamais falar eu né o tob ele não marca compromisso com você por quê Porque não tem um eu ali olha que coisa triste tem um indivíduo um indivíduo que pode ser amado
e que a gente ama um indivíduo que aceita a fé afeto inclusive o tob se transforma pelo Nosso afeto agora olha que coisa triste o tob ele nunca vai poder dizer eu te amo o ser eu te amo humano ele manifesta um afeto canino ele manifesta um afeto como todos os cães manifestam o afeto como quem diz o tob ele é um ele é um torcedor de torcida organizada ele é um folião de carnaval O que é um folião de carnaval senão alguém que anda para lá e para cá nas vielas e nas ruas nessa
poca aí balançando o rabinho né em troca de bisc de biscoito é um folião de carnaval É o tob é a mesma é a mesmíssima coisa né então assim não existe um princípio de personalização de pessoalização no cão no cachorro no gato no Animal Isso é o que distingue o homem dos demais animais Isso é o que distingue o homem das Samambaias Isso é o que distingue o homem das Pedras e dos minerais a gente tem uma condição muito esquisita dentro do nosso peito a gente tem a possibilidade de presta atenção a gente tem a
possibilidade de fazer um ato um Ato um ato pessoal o tob né o seu chihua o seu Lulu da pomerânea o seu labrador ele também age mas ele age presta atenção Ele age segundo a espécie dele o ato do tob o ato do cachorrinho ele é um ato da espécie o ato humano ele pode ser né um ato pouco pessoal ou um ato muitíssimo pessoal toda a conquista do amadurecimento Vai na direção da gente fazer com que os nossos atos sejam atos pessoals Simos e o que é Ítalo um ato Pessoals simo entenda o que
parece um paradoxo o ato pessoalo o ato mais pessoal que um ser humano pode ter o ato mais pessoal que o ser humano pode aspirar nessa vida é um ato sem Esperança o que parece um grande paradoxo o ato o ato humano sem esperança ele vem desde um lugar que é o centro mesmo que é o centro mesmo que toca que faz que toca que nos amarra ao ser vivemos dentro do ser isso é toda a filosofia do Lui lavelli que presença Total é essa da qual o lavelli fala o lavelli fala o seguinte olha
no fundo de tudo e tomando tudo e penetrando tudo existe o ser e não o nada mas é óbvio que existe o ser e não o nada porque basta respirar basta olhar basta um abraço basta você ver uma criança basta você dar uma esmola basta você ver uma flor germinando o sol que nasce e e se põe diariamente a lua que muda de Fases tudo isso é presença ora é presença de algo e não presença de Nada não se pode ter presença de nada isso é uma coisa que a própria inteligência humana mais tacanha mais
mais obtusa mais nécia consegue capturar existe o ser e não o nada Ítalo com que direito e com que autoridade você fala isso com direito e com a autoridade da realidade a realidade ela é presente a realidade ela é profundamente presente e o e o ato humano o ato humano ele se distingue dos demais Atos dos atos das Pedras a pedra ela age também mas o agir Da pedra a gente inclusive chama de padecer O que é uma pedra Olha só vamos lá uma pedra não mas esse cortador aqui que tem uma característica mineral metálica
né essa pedra esse esse esse cortador de charuto quando ele repousa sobre a minha mão ele está agindo na minha mão é claro que ele tá agindo na minha mão ele tem volume ele tem tem matéria ele tem dimensão ele age portanto é claro que ele age ele age agora a ação a ação desse desse Objeto a ação desse objeto é uma ação passiva é uma ação passiva a ação de um cachorro Ela já não é passiva a ação de um cachorro Ela é ativa como a ação pretende ser mas ela não é ainda uma
ação acompanha aqui não de escola a ação do cachorro ainda que seja de fato ativa ela não é pessoal o cachorro ele não age em primeira pessoa o cachorro a tartaruga o tatola a formiga Ele age segundo a espécie e não segundo o Indivíduo não segundo a pessoa o ser humano portanto é o único é o único sujeito que age age pessoalmente pessoalmente a gente age pessoalmente o nosso ato Portanto ele parece muito com o ato primeiro com o ato criador com o ato do ser em ato puro o ato do ser humano portanto é
um ato absolutamente Digno e todos todos os atos do ser humano são absolutamente dignos desde os atos mais intranscendente como por exemplo escovão um dente como por Exemplo sei lá raspar os pelos da orelha um ato de passar uma blusa o ato de um botão do elevador mesmo esses atos que são atos absolutamente cotidianos e que não vão preenchendo a nossa vida de história veja um h num homem maduro entenda isso num homem profundamente maduro no homem que foi acendendo as chamadas da personalidade cada ato desses compõe profundamente a biografia desse ser humano por quê
Porque o ato humano ele tem uma comunhão com o ser em Ato puro que é aquele que sustenta a gente na realidade é aquele que é o fundamento mesmo da realidade ora todas essas coisas que a gente fala aqui elas são desconhecidas pro homem contemporâneo ou são transformadas em linguagem vulgar por uma religião mal compreendida ou elas são desconhecidas pro homem contemporâneo que é claro vive entre máquinas entre telas entre displays entre seus afazeres entre preocupações financeiras entre doenças Entre sei lá cuidados com a materialidade eh entre seus egoísmos Isso é perfeitamente compreensível entendo isso
perfeitamente não como não entender que essa seja uma das dinâmicas mais preponderantes do nosso tempo ainda que seja uma tragédia ainda que seja uma tragédia ou ou existem aqueles homens revestidos por uma religião mal compreendida que atribuem tudo a Deus há coisas que não são absolutamente de Deus né a a maior parte das coisas que a Religião diz que são de Deus ou que são matéria de fé São simplesmente uma abdicação estão abdicando do esforço da Inteligência humana quando por exemplo a religião diz que P para conhecer a Deus Deus precisa de fé Isso é
abdicar isso é abdicar da Inteligência o Deus o Deus metafísico o ser em ato puro entenda uma coisa ele é um ente de razão ele é absolutamente demonstrável e muito mais do que demonstrável ele é percebido pelo olho humano sem a mais mínima Necessidade de que haja fé então esses revestimentos postiços de religião desses sujeitos jeitos que dizem que são profetas e que TM visões e que intercedem e que bem talvez um ou outro funcione mas 9999% das pessoas que eu conheci que se revestem desse manto eles estão profanando estão profanando não é nem a
religião estão profanando a humanidade mesma eles estão profanando aquilo que tem de mais íntimo no ser humano que é o Ato é o Ato no momento em que a gente entende que o ato o ato ele é a malha que compõe a Trama da nossa existência e veja o ato ele é a malha que compõe a Trama da nossa existência malha fio tecido há portanto diferenças diferença na qualidade desses tecidos existem aqueles atos escuros escurecidos aqueles atos que são como que trevas que vão compondo uma existência Nebulosa sombria triste sem esperança ou Como Diria o
Fernando Pessoa nosso poeta nosso porque é lzo apesar de não ser brasileiro como diria Fernando Pessoa aquela existência sem metafísica Ah o Esteves conheço aqu ele sem metafísica que triste uma existência assim que triste uma existência assim essa tudo isso que a gente vem falando aqui n nesse primeiro momento da aula isso já foi registrado na poesia eh contemporânea inúmeras vezes por que que Foi registrado na poesia contemporânea inúmeras vezes porque o benedeto croch não não por isso mas o próprio benedeto croch um enfim ele fala olha é que a poesia arte ela serve para
quê para registrar impressões impressões que tão aí impressões é claro que existe uma impressão no espírito do homem contemporâneo que é a falta da metafísica dito de outro modo dito do modo mais vulgar de too modo que eu e você possamos entender tomando um Café aqui agora né nessa às 9:30 da noite esquece a metafísica esquece a metafísica esquece esquece você não sabe o que é metafísica eu também não vou te explicar o que é metafísica hoje a gente não vai falar disso mas olha Quando eu digo assim o Esteves Ah aquele sem metafísica Esse
é esse é um verso do poema tabacaria do Fernando Pessoa esquece a metafísica a gente tá falando seguinte Olha entende-se que o homem contemporâneo por Tar sombriamente o mundo por terceira Trama da sua vida com nuvens sombrias e aves negras ele não consigue encontrar o sentido mesmo dessa vida ele não encontra o sentido mesmo dessa vida ainda que ele assista minhas aulas ainda que ele F assim nãoo o meu eixo narrativo é o eixo de servir e eu sei Ítalo que para servir eu vou precisar melhorar minha qualidade do meu personagem eu já não vou
ser mais um imitativo um um um irônico ou imitativo Baixo tudo que eu quero agora é ser um imitativo alto só vai compreender isso quem assistiu as aulas anteriores e entende-se isso no entanto há como que uma sombra como que uma treva que informa não só os olhos mas todo o ser é como se isso rabisc asse e entrasse e cortasse e amput asse e deixasse lesões profundíssima fôssemos bonecos de vodu na mão de demônios malignos que querem apenas o nosso mal e querem querem nos Controlar bem essa é um pouco a conversa do um
homem contemporâneo portanto quando chega um paciente no consultório chega um primo que sofre chega um amor que já já vai tateando a vida e e quer melhorar mas já não consegue e e assiste a primeira e a segunda live com ânimo e já na quarta Live entende que ah meu Deus eu não sei se o eu consigo dar conta entenda que em você habita a máquina do mundo a gente tá Acostumado aos versos fofinhos do Carlos drumon E agora José né a festa acabou o povo sumiu a luz apagou né são versos que a gente
conhece são uns versos fofinhos ah havia uma pedra no meio do caminho no meio do caminho havia uma pedra ou então versos fofinhos do Carlos drumon né que quando eu nasci veio um anjo torto daqueles um anjo meio meio meio torto e disse vai Carlos vai ser gxo na vida a gente conhece esses versos do Carlos drumon Mas existe um poema do Carlos drumon que talvez seja uma das maiores tragédias e não porque o poema seja ruim mas porque ele canta a nossa tragédia el canta tragédia Desse Olhar do homem que olha pras 12 camadas
que é aquilo entende que precisa se pessoalizar olha para as quatro narrativas possíveis entende que existem as cartas do tarô que são itinerário profundamente simbólico que a gente vai um dia uma vez atado ali a gente Ganha uma força profunda a gente entende isso tudo mas no espírito do homem humano parece que há uma espada que o corta atravessa uma espada Negra envenenada como que fosse minando como que fosse minando a nossa força a nossa energia fosse minando a esperança mesmo que habita em nós o verso o poema máquina do mundo do Carlos drumon é
um desses ápices é é é quase tão poderoso quanto a tabacaria do Fernando Pessoa a tabacaria do Fernando Pessoa ela é Poderosíssima mas ela ela ainda é um pouco ufanista demais pro brasileiro quando a gente lê a tabacaria do Fernando Pessoa e eu já tive eu já tive lá na praça do chiado em Lisboa em frente ao café brasileira e ao lado do café brasileira existe uma tabacaria Fernando Pessoa sentava-se ali naquelas mesinhas que até hoje estão lá e compunha os seus poemas ele compôs esse poema Talvez o poema mais excelente do Fernando Pessoa chamado
tabacaria ele Compôs ali eu obviamente fui até aquele lugar obviamente sentei à mesa que o Fernando Pessoa sentava olhei a a a paisagem entrei na tabacaria comprei charutos fumei charutos inclusive e com a graça do bom Deus pude dizer ao fim de toda aquela experiência sim graças a Deus Ítalo algo de metafísica você tem você não é como esteve né pela graça do bom Deus por um esforço eh Diário de exílio de meditação pelo convívio comess pessoas excelentes que eu tive a Oportunidade de de de cruzar na minha vida obviamente Professor Olávio de Carvalho Henrique
elfes e tantos outros amigos que puderam manter a metafísica o que que é metafísica metafísica é esse apontamento último pro sentido último da existência Ora se você ler a tabacaria do pessoa você vai entender isso que eu tô falando existe ali um niilismo o que que é o niilismo o niilismo é uma visão de mundo nihil niil do latim Nil em Latim é Nada nada é como quem diz ah é que havia uma tabuleta e por baixo dessa tabuleta havia uma uma uma uma uma uma venda e antes dessa venda havia e depois não havia
mais nada é o poema é a tabacaria do Fernando Pessoa né não havia nada agora é um poema muito pesado e um pouco ufanista é um pouco pra gente exagerado o brasileiro ele não é tão assim ele não é ele não é tão desesperançoso quanto o pesso quanto o Fernando Pessoa imerso em Todo aquele ocultismo imerso naquela Europa decadente imerso nos seus próprios demônios aquela disputa incrível entre Ah sou um filho do povo que rasgou os oceanos que cruzou os mares que enfrentou os dragões do horizontes que inflou as velas com a esperança do seu
coração e da sua fé e desbravou o mundo e levou o Cristo levou a cruz para lear bem a tudo aquilo no coração do pessoa e todo aquele drama de sou isso tudo e sou Também o nada eu sou aquele homem da mansarda e sou talvez aquele gênio que se concebe gênio para si mesmo mas que talvez essa genialidade jamais encontre a luz do dia esse é o pessoa Nós não somos assim a gente é um mineiro a gente é um mineirinho né a gente é o mineirinho e vale a pena aqui a gente ler
o poema a máquina do mundo por quê porque a máquina do mundo esse poema máquina do Mundo é aquilo que trava o nosso espírito Essa é a espada envenenada que transpassa a nossa alma a cada movimento que a gente tem de tentativa de nobreza a cada movimento que a gente tem de transcender Aquela nossa Miséria da cotidianidade que nos esmaga e nos Pressiona e nos mói nesta máquina do mundo então é importante que a gente leer Agora o poema do drumon que é um poema difícil é Um poema que De algum modo ele dialoga pela
estrutura claro né em apenas pela estrutura ele dialoga com A Divina Comédia mas não em nada se compara com A Divina Comédia apenas pela estrutura eh de escrita porque a gente não é a gente não é o pessoa é uma afetação também a gente achar que a gente é daquele jeito lá como ele descreve a gente não é a gente é só um mineirinho a gente é um mineirinho e e como eu pal humilhasse Vagamente uma estrada de Minas pedregosa e no fecho da tarde um sino rouco se misturasse ao som de meus sapatos que
era pausado e seco e aves parassem no céu de chumbo e e suas formas pretas lentamente se fossem diluindo na escuridão maior vinda dos montes e de meu próprio ser desenganado a máquina do mundo se entreabriu para quem de a romper já se esquivava e só de o ter pensado se carpia abriu-se majestosa e Circunspecta sem emitir um som que fosse impuro nem um clarão maior que o tolerável pelas pupilas nação contínua e dolorosa do deserto e pela mente Exausta de mentar toda uma realidade que transcende a própria imagem sua debada no rosto do Mistério
nos abismos abriu-se em calma pura e convidando quantos sentidos e intuições restavam a quem de os ter usado já os perdera e nem desejaria recobros seão Para repetimos os mesmos sem roteiros tristes périplos convidando-os a todos em corte a se aplicarem sobre o pasto inédito da natureza mítica das coisas assim me disse embora voz alguma ou sopro ou Eco ou simples percussão atestasse que alguém sobre a montanha a outro alguém noturno e miserável em colóquio se estava dirigindo o que procurastes em ti ou fora de teu estrito e nunca se mostrou Mesmo afetando dar-se ou
se rendendo e a cada instante mais se retraindo olha repara ao escuta essa riqueza sobrante a toda Pérola essa ciência Sublime e formidável mais hermética mais hermética essa Total explicação da vida esse nexo primeiro e singular que nem conceb mais pois tão esquivo se revelou ante a pesquisa ardente em que te consumiste vê contempla abre teu peito para agasalhar as mais soberbas pontes e Edifícios o que nas oficinas se elabora o que pensado foi e logo atinge distância superior ao pensamento os recursos da terra dominados e as paixões e os impulsos e os tormentos e
tudo que define o ser terrestre ou se prolonga até nos animais e chega à plantas para se embeber no sono rancoroso dos Minérios dá volta ao mundo e torna-se a engolfar na estranha ordem geométrica de tudo e o absurdo original e seus enigmas Suas verdades altas mais que todos monumentos erguidos à verdade e a memória dos deuses e o solene sentimento de morte que floresce no C da existência mais gloriosa tudo se apresentou nesse relance me chamou para seu reino Augusto Afinal submetido à vista humana Mas como eu relut asse em responder a tal apelo
assim maravilhoso pois a fé se abrandar e mesmo o Anseio a esperança mais mínima esse anelo de verde desvanecida a treva Espessa que entre os raios do sol ainda filtra como de funas crenças convocadas presto e fremente não se produzissem a de novo atingir a neutra Face que vou pelos caminhos demonstrando e como se outro ser não mais aquele habitante de mim há tantos anos passasse a comandar minha vontade que já de si volúvel se cerrava semelhante a Essas flores reticente em si mesmas abertas e fechadas como se um dom tardio já não For apetecível
antes despiciendo baixei os olhos Inc curioso laço desdenhando colher a coisa oferta que se abria gratuita a meu Engenho a treva mais estrita já pousar sobre a estrada de Minas pedregosa e a máquina do mundo repelida se foi miudamente recompondo enquanto eu avaliando que perdera seguia vagaroso de mãos pensas triste triste baixei os olhos em Curioso laço desdenhando colher a coisa oferta que se abria gratuita a meu Engenho Essa é a verdadeira máquina do mundo drumon a coisa se abre ao nosso Engenho dia após dia não como essa flor maligna Negra espinhosa que abre e
fecha que você descreve aqui poeticamente de modo maravilhoso essa flor que se abre e se Fecha não Drum não Drum a flor do mundo ela tá sempre aberta PR a gente perfumando o nosso ser alegrando os nossos dias exibindo toda a sua vivacidade o seu caule jogando pólen no céu para que mais flores possam ser germinadas temos nós homens uma Irmandade com o ser e esse ser ele não se abre malignamente e se fecha Como que numa comédia tirânica esse chão pedregoso do qual você descreve drumon É o chão do desamor o chão de Minas
não é assim qualquer pessoa que ten ido a Minas Gerais não percebe o chão pedregoso não percebe esse céu cinza com aves negras mas muito pelo contrário percebe aquele chão Maravilhoso vermelho aquele oceano rubro cor de sangue do sangue que jorrou da Cruz para nos salvar e nos redimir fonte da vida que poema é esse drumon o que que havia em você diante da Morte Por que que o mundo se fechou para você diante da morte porque essa percepção Dessa flor que se abre e se e se fecha numa paródia Demoníaca como se o Eu
agora vou tocar na flor é fonte da Vida a flor é o órgão Vital da planta do Vegetal a flor ela é a genitália o útero a genitália a vagina a flor é esse ente maravilhoso que tá sempre aberto para ser fecundado por um olhar de amor por que drumon por que que você conta pra gente sobre o chão pedregoso de Minas sobre essas aves negras que voam no céu como que fossem aves agoureiros de ma Agouro como que pronunciassem um fim trágico desolado uma sentença de viver esse verso ele é meu e ele é
teu obrigado drumão obrigado Esse verso diferente do tabacaria do Fernando Pessoa porque distante porque no fundo todo mundo tem alguma metafísica ninguém é o Steves ao contrário do verso tabacaria do Pessoa do pessoa o drumon conta a minha história tua a história daquele sujeito que olha para baixo e vê um chão pedregoso e que em certos momentos da vida perde a capacidade fecundante e culpa a flor que se fecha a culpa não é da flor há em todo o homem o ato o Ato é o pólen fecundante da vida o ato humano sem esperança e
quando eu digo sem esperança não é porque abre-se a falta da esperança é porque se sobrepõe a Esperança a caridade o amor um ato perfeito é aquele ato que não espera nada é aquele ato que age e constrói e edifica é aquele ato que faz com que a realidade mesma exista e se sustenta se sustente e óbvio que apenas um ato irmanado no ser pode ter essa força por isso a tragédia do drumon os atos desconectados do ser eles são uma brincadeira diabólica eles são esse acho não acho Não encontro essa flor que ora se
abre Ora se fecha eles são essa tristeza Essa é tristeza baixei os olhos Inc curioso já não havia mais a o fogo do primeiro amor o fogo do primeiro amor o que que é o fogo do Primeiro Amor é aquela chama que brilha nos nossos olhos e que faz com que a gente queira perscrutar entender dominar desejar consumir beijar a boca da Realidade o drumon ao fim do poema ele cultivou olhos Inc curiosos laços lachos relaxados aqui vai a dor de todo o poema lembra Esse é um poema de oitava camada ele tá se vendo
com o Destino último ele tá respondendo o que é eu neste mundo diante do ser da Morte esses olhos baixos Inc curiosos e lachos eles Aqui vai a dor de todo o poema eles desdenham colher a coisa oferta que se abria gratuitamente ao Engenho dele o que que isso significa a realidade a realidade meus amigos meus amores eu diria a realidade ela se oferta ao nosso Engenho todo santo dia desejando ser fecundada pelos nossos atos O que é um ato fecundo Ítalo é um ato sem esperança no dia de amanhã Haja sem esperança e você
vai ver que toda a realidade ela Brota como no Manancial Sereno porque o ato sem esperança não é o ato de um homem covarde não é um ato de alguém que abdicou de ser humano mas muito peloo é o ato daquele sujeito que se agarrou na única realidade que vai permanecer chamada caridade amor ora por que é que eu ajo Por que é que eu beijo um filho por que é que eu vou ao Trabalho porque é que eu faço as pazes com quem eu tô de mal porque diabos eu arranjo um emprego para servir
por amor se em um dia da face da terra todo mundo todos agissem agissem profundamente intensamente sem esperança só com caridade imagine a qualidade desse dia no globo terrestre como seria esse dia a perfeição desse dia como seria Perfeito esse dia por que esse dia seria perfeito porque ele seria o reflexo do ato do ser em ato puro daquele que é a fonte mesma da nossa existência ora quando entramos na existência porque ganhamos o ser esse ser ele só nos ama ele não espera nada da gente porque se ele Esperasse ele não nos criaria porque
ele sabe que a gente vai frustrar O ato fundacional de todo o Cosmos e mais o Ato fundacional da tua vida é um ato de amor não é um ato de esperança [Aplausos] O Confronto com oitava camada a pergunta que se abre na oitava camada é precisamente essa retifico ou ratifico é uma pergunta de morte é olhar para esse verso para esse poema a máquina do mundo do Drumon e dá uma resposta pessoal ele Ó eu vou aderir a essa desesperança Eu vou aderir a essa desesperança eu vou ver o mundo desse jeito que o
dmon tá vendo desdenhando colher a coisa oferta que se abre gratuitamente para mim é ele que diz isso mas ninguém ninguém ninguém desdenha da coisa oferta impunemente e ele sabe porque ele conclui se foi miudamente recompondo Enquanto eu avaliando o que perdera seguia vagaroso de mãos pensas é claro que é um destino Óbvio é claro que é um destino óbvio o poema máquina do mundo é uma versão terrível que pode aparecer pro sujeito que entra na oitava camada que foi onde a gente parou na aula na aula passada né desdenhar desdenhar do fato de estar
vivo de desdenhar do fato De acordar ao lado de alguém que abre os olhos e te procura desdenhar do fato de que você é responsável pela vida de tanta gente desdenhado o fato de que você tem aí essa sua vida esse seu lugar por mais que você acha que é um lugar intranscendente Olha você é um contador né os contadores acham que são intrascendentes porque Claro ficam no escritório fazendo conta o dia inteiro Não como diz né não se relaciona com gente que parece que hoje em dia é a coisa mais maravilhosa do mundo ó
você gosta de fazer o quê Ah eu gosto de trabalhar com gente desdenhar do fato entenda é dar um tapa na cara do Cristo mais uma vez é dar um tapa na cara da verdade é dar um tapa na cara do ser em ato puro cada vez que você reclama da realidade sabe o que você tá fazendo você tá dando um tapa na cara do Cristo Escarrando na cara dele porque ele é o Logos e a realidade é o Logos é claro que você perde força é claro que você não vai conseguir dar uma resposta
gente da oitava camada quando oitava camada aparecer para para você quando a pergunta da oitava camada aparecer para você que é o seguinte meu filho o que que você faz di Anes da Morte diante da Morte essa sua vida ela ela tem sentido ou Não entenda o sentido que se pede Na oitava camada não é mudar de mulher não é mudar de marido não é mudar de país não é mudar de de trabalho não é mudar de sei lá de sexo não é isso é pegar esse verso aqui ó é pegar esse verso do drumon
verso triste terrível meu e teu eu e você a gente tem esse verso a gente tem esse poema pulsando no nosso ventrículo Esquerdo dioturnamente Esse verso pulsa no meu e no teu coração no meu ventrículo esquerdo dia e noite desdenhando colher a coisa oferta que se abria gratuitamente ao meu Engenho a pergunta da oitava camada retifico ou ratifico não é não é vou mudar de mulher vou mudar de emprego vou mudar de marido vou para Portugal não sou mais agora banqueiro vou virar Coach não é Isso o retifico ou ratifico é a transformação desse verso
num outro verso num outro poema o poema do grande grande Antônio Machado os espanhóis do final do século do início do século XX toda a temática deles era sobre isso que a gente tá conversando aqui a Morte então quando por exemplo Pedro Salinas inaugura os seus poemas de amor e de romance ele está ele ele ele não tá simplesmente querendo aquela dama ele quer aquela dama para sempre para sempre não como uma Possessão humana mas ele quer conviver na mesma casa que ela no céu quando Julian Marias faz a sua antropologia metafísica ele fala olha
o destino do homem se faz ao responder uma pergunta Dupla que quando ela aparece uma como que anula a outra quando eu me pergunto quem sou eu eu me esqueço de para onde eu vou e quando eu me foco em responder para onde vou eu já esqueço quem eu sou veja é o equilíbrio dessa vida que tem uma tendência que vai para algo que vai para algo ou quando Gustavo Adolf Becker num versinho tão poderoso luminoso e rápido como um trovão diz pra gente al brilhar de um relâmpago Nasur fulgor quando morm ao brilhar de
um relâmpago nascemos ainda duro seu fugor quando morremos tão curto é o viver meus filhos os espis estão dessa realidade ol diante dessa realidade eu sou Drum ou eu sou Machado eu baixo a cabeça olhando as pedras do caminho daquele chão pedregoso de Minas com céu escuro e aves negras eu duvido que que houvessem Aves negras naquele Céu do drumon as aves de Minas São Belas o chão de Minas é vermelho cor de sangue onde tá esse esse chão pedregoso de minas que eu nunca vi quando você contempla Minas aquilo é um uma maravilha vermelha
Rubra uma amiga uma vez me escreveu um poema narrando justamente as praias de Minas praias cor de sangue e ela falava dessa realidade drumon drumon por Veja a resposta que o Antônio Machado dá para essa mesma realidade deante da Morte primeiro eu leio na língua na língua original que foi escrito em espanhol Depois eu pego as partes mais importantes então o nome do poema é retratos e ele vai falando da vida dele da vida dele até a momento derradeiro Retratos do Antônio Machado marque o contraponto entre entre A visão do drumon na máquina do mundo
e a visão do Machado no retratos ambos estão diante da morte ou daquilo que o Nossa pessoa chamaria de metafísica ambos estão assim diante dessa realidade não é vamos estão diante dessa realidade ó Isso aqui isso aqui não é oado isso aqui é o pessoa para que a gente esse aqui é o é o Fernando pessou para que a gente lembre né na tabacaria Estou estou perplexo como quem pensou e achou e esqueceu estou hoje dividido entre a lealdade que devo a tabacaria do outro lado da rua como coisa real por fora e a sensação
de que tudo é sonho como coisa real por dentro uma dúvida metafísica uma dúvida metafísica pessoa e ele completa e Ele se entristece e ele passa pra gente toda aquele aquelas trevas aqueles demônios interiores quando ele diz falhei em tudo como não fiz propósitos nenhum talvez Tudo fosse nada a aprendizagem que me deram desci pela janela das traseiras da casa fui até o campo com grandes propósitos mas lá Encontrei só ervas e árvores e quando havia gente era igual a outra saio da janela sento-me numa cadeira em que hei de pensar que sei eu do
que serei e eu que não sei o que sou ser o que penso Mas penso ser tanta coisa e há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos gênio n momento 100000 Cérebros se concebem sonhos gênios como eu e a história não marcará quem sabe nenhum nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras não não Cre em mim pessoa pessoa enquanto as mansardas e não mansardas no mundo não estão nesta hora gênios para se mesmo sonhando quantas aspirações altas e nobres e lúcidas sim verdadeiramente altas e Nobres lúcidas e quem sabe
se realizáveis nunca verão uma luz do sol real nem Acharão ouvidos de gente que tristeza não é uma pessoa porque pessoa fala e outros escutam pessoa fala e outros escutam no entanto o pessoa ele reafirma essa característica de não pessoa nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de Gente O m é para quem nasce para o conquistar e não para quem sonha que pode conquistá-lo ainda que tenha razão tenho sonhado mais que Napoleão fez Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo tenho feito filosofias em segredo que nenhum cant escreveu
mas sou e talvez Serei sempre o da mansarda ainda que não more nela Serei sempre o que não nasceu para isso Serei sempre só o que tinha qualidade Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta esperou esperou Cadê o ato Cadê o ato Onde está o ato sem esperança Fernando Pessoa esperou esperou e cantou a cantiga do infinito numa capoeira e ouviu a voz de Deus num poço tapado crer em mim não nem em nada derrame minha natureza sobre a cabeça ardente o seu sol a sua
chuva o vento que me acha o cabelo e o resto que venha se Viera ou tiver que vir ou não venha escravos cardíacos das Estrelas conquistamos todo mundo antes de nos levantar da Cama sonhos sonhos sonho nada com nada ele está delirando escravos cardíacos das Estrelas conquistamos todo mundo antes de nos levantar da cama pessoa antes de levantar a cama a gente faz uma oração ao bom Deus para que nos guie no caminho diante do Espírito Santo e para que a gente possa servir aos outros aos outros são esses que estão aqui ao nosso lado
pessoa escravos cardíacos das estrelas que Isso por isso a sua vida foi foi esse não ser Essa não vida esse esteve sem metafísica porque a metafísica ela não está nas Estrelas a metafísica tá num olhar de amor no serviço ao outro no cumprimento ao dever em retificar um erro em ser humilde pedir perdão para quem a gente errou para quem a gente magoou para quem a gente traiu e que teve ao nosso lado nos suportando nos sustentando na nossas falhas nas nossas misérias porque todo Mundo eu você todo mundo Todos nós somos capazes disso a
agora temos ser capazes do Inverso também em sustentar em amar quem a gente ama escravos cardíacos das Estrelas conquistamos todo mundo antes de nos levantar da cama não pessoa a gente só conquista o mundo depois que a gente levanta da cama inspirados e embalados para um oferecimento de obras Eu ofereço as minhas obras pro serviço pro Ato não antes durante pro depois mas Acordamos e ele é opaco é óbvio que ele é opaco é óbvio que ele é opaco você é um escravo cardíaco das Estrelas meu filho o seu coração bate o seu coração bate
numa prisão de uma constelação distante e não na constelação de amor daquele que tá ao seu lado que mora contigo que precisa do seu beijo do seu abraço do seu dinheiro do seu Serviço mas Acordamos e ele é opaco levantamo-nos e é alheio Saímos de casa e ele é a terra inteira mas o sistema solar e a Via Láctea e o indefinido aqui aqui aqui o Delírio de Fernando Pessoa que não entende que a vida ela é feita neste [Música] mundo que parece que o parece que o céu e a terra o céu e a
terra se tocam e se fundem lá longe no horizonte lá longe na Via lct Indefinido Quando não quando o céu e a terra quando ser em ato puro e eu que sua matéria quando o céu e a terra se fundem não no horizonte mas no coração de cada ser vivente é aqui que o céu e a terra se fundem e a partir desse lugar que o ato emerge um ato criador veja veja pessoa veja Fernando Pessoa Veja a falta de esperança do pessoa ele muda mais o sistema solar e a via lct e definido entre
parênteses come Chocolates pequena Come chocolate Olha que não há mais metafísicas no mundo senão chocolate Olha que as religiões todas não ensinam mais do que a confeitaria para você pessoa para você sim porque para você religião transcendência amor humanidade tá na Via Láctea tá no indefinido não tá na carne não tá na carne não tá encarnado Não é um Logos encarnado então para você pessoa realmente Olha que não há mais metafísicas no mundo senão chocolate Olha que as religiões todas não ensinam mais do que a confeitaria come pequena suja come pudesse eu comer chocolates com
a mesma verdade com Que comes mas eu penso e ao tirar o papel de prata que na verdade é de folha de estanho deito tudo para o chão como tenho deitado a vida mas ao menos fica da Amargura do Que nunca serei a a caligrafia rápida desses versos PTE partido para o impossível mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas um homem que não chora não é homem uma mulher que não chora não é mulher as lágrimas as lágrimas elas são aquela realidade usada para polir o nosso olho e só um olho
polido pode refletir a Grandeza daquela criação que ao contrário do drumon tá sempre aberta não é uma criação que se fecha e se abre como um jogo Demoníaco um joguete demoníaco um homem que não chora uma mulher que não chora não tem olhos polidos porque chorar é profundamente humano chorar é profundamente humano chorar diante de uma realidade de perda de uma alegria da Beleza simples do mundo que tá aí pra Gente que tem ser isso é profundamente humano um desprezo sem lágrimas Nobre ao menos no no gesto largo com que atiro a roupa suja que
sou sem rol para o decurso das coisas e fico em casa sem camisa tu que consolas que não existes e por isso consolas ou Deus agrega Concebida como estátua que fosse viva ou Patrícia Romana impossivelmente Nobre e nefasta ou princesa de trovadores gentils Sima e colorida ou Marquesa do século 18 decotada e longínqua ou cocote Célebre do tempo dos nossos pais ou não sei que moderno não concebo bem o quê tudo isso seja o que for que sejas se pode inspirar que inspires sempre há esperança veja que mesmo mesmo no meio dessas trevas há esperança
não sei bem o quê mas se pode inspirar que inspires meu coração é um baldeo despejado triste como os que invocam espíritos invocam espíritos invocam a mim mesmo e Não encontro nada claro pessoa invoque a realidade meu filho invoque um ato sem esperança invoque o Deus que te criou invoque a honra que você deve a seus pais invoque o amor que você deve a sua esposa invoque o serviço e o compromisso diante da comunidade não invoque a si mesmo porque invocar se a si mesmo é como invocar espíritos invocar espíritos e não encontrar nada chego
à janela E vejo a rua com uma nitidez absoluta a rua não é nada que nitidez a gente precisa para ver a rua qualquer imbecil vê uma rua de modo nítido a nitidez que a pessoa precisa não é essa é a nitidez metafísica e n de de encontrar um ato sem esperança um coração que pulsa um olhar que olha um amor que devolve ou aquilo que ele não concebe que possa Existir um ouvido que ouça o que ele tem a dizer vamos mudar de lado que ele seja esse ouvido que ouça essa é a inspiração
metafísica possível pro homem não o Delírio de um cardíaco das estrelas que procura nas vias lácteas e no infinito e no indefinido uma a que antecede o levantar pessoa que loucura chego a janela e vejo aa com uma nitidez absoluta vejo as lojas vejo os passeios vejo os carros que pass vejo os Entes vivos vestidos que se cruzam vejo os cães que também existem ele precisa afirmar que um cão existe ele precisa afirmar que um cão ele tá tão desesperado ele está tão desesperado ele precisa olhar para um cão e dizer que o cão existe
ele tá amedrontado diante da falta de metafísica porque um cão é óbvio que existe o medo dele é que não exista o amor que não existe o depois que não Exista o Deus que não exista o olhar para uma pessoa o ouvido de alguém que possa ouvi-lo e tudo isso me pesa como uma condenação ao degredo e tudo isso é estrangeiro como tudo tudo quanto existe e é material é estrangeiro como tudo pessoa tudo quanto existe é material é como como se nós vivêssemos numa terra de exílio a gente só está domiciliado e Exaltado no
sentido metafísico do mundo que não mora nas estrelas mas mora no amor nesse mundo no serviço no olhar para essa flor sempre aberta e não aberta e fechada como o drumão aponta pra gente e tudo é estrangeiro como tudo é claro que tudo é estrangeiro como tudo pessoa o seu olhar não está polido porque você é um homem que não chora você é um homem que não tem lágrimas você é um homem que não se emociona diante da realidade da beleza Da vida que triste sua vida Vivi estudei amei e até cri e hoje não
há mendigo que eu não inveje só por não ser eu ol a cada um dos andrajos e as Chagas e a mentira e Pens TZ Nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cres porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada diss TZ Tenhas existido apenas como a qu cortao queo para qu do Lagarto Remid a realidade se amputando a realidade se amputando diante da cara dele e ele deseja ser um mendigo pelo único fato de que o mendigo não é ele ele quer ser qualquer um que não seja ele até um
mendigo vestido em Andros até um rabo que se move remid porque há um princípio de vida num rabo que se de um lagarto que se mexe remid mesmo que não seja mais unido ao corpo esse rabo ainda se mexe ainda há Esperança esse rabo ainda age diferente do pessoa que mostra pra gente toda a sua ausência de metafísica que ele inveja o mendigo pelo simples fato de não ser ele fiz de mim o que não soube e aqui é um é é um drama fiz de mim o que não soube e o que podia fazer
de mim não o fiz o dominó que vestia era errado reconheceram me logo por quem não era e não desmenti e perdi-me quando quis tirar a máscara Estava pegada a cara quando atirei me vi ao espelho já tinha envelhecido estava bêbado já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado deitei fora a máscara e dormi no vestiário como um cão tolerado pela gerência por ser inofensivo e vou escrever essa história para provar que sou Sublime Essência musical dos meus versos inúteis sou Sublime Essência musical dos meus versos inúteis Olha o drama do meu peito
E do peito do pessoa porque toda essa realidade que ele tá narrando vive em mim tudo isso aqui que ele anda narrando vive em mim como um cão tolerado pela gerência todo o esforço do ser humano é não deixar com que essa máscara se colhe na nossa cara e quando a gente for tirar essa máscara a gente já não se reconheça mais porque envelheceu envelhecemos Envelhecemos a vida passou e agora a gente é um cão tolerado pela gerência olha que coisa Olha que coisa terrível já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado Olha
o drama o domin é roupa né É um tipo de roupa é tipo de pijama ele não sabia vestir mas ele não tirou o que que você tá falando pessoa você tá falando o seguinte você queria ter vestido esse dominor mas alguém Vestiu ele em você e agora vocês não sabem mais fazer isso porque você foi privado de uma vida de Atos Essência musical dos meus versos inú Quem me der encontrarte como coisa que eu fizesse e não ficasse sempre de fronte à tabacaria de fronte calcando aos pés a consciência de estar existindo como um
tapete em que um bêbado tropeça ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada mas o dono da tabacaria chegou à porta e ficou à porta olhou com O desconforto da cabeça mal voltada e com o desconforto da Alma mal entendendo ele morrerá eu morrerei olha aqui olha aqui ó o assunto do pessoa é oitava camada bicho ele tá fazendo um inventário da vida dele de diante da Morte Esse é o assunto da tabacaria ele tenta fugir desse assunto e chega nele agora ele morrerá e eu morrerei ele deixará a tabuleta e eu
deixarei versos a certa altura morrerá a Tabuleta também os versos Também depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta e a língua e que em que foram escritos os versos morrerá depois o planeta gerante que tudo isto se deu em outros satélites e outros sistemas qualquer coisa como gente continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas ele tá querendo entender o sentido do que ele faz el tá querendo entend o sentido que ele faz porque ele Escreve versos mas acabar o mundo acabar a língua na qual foram
escritos os versos e no limite outras haverá Outros Mundos no qual pessoas escrevem versos para que que eu faço versos sempre uma coisa de fronte da outra sempre uma coisa tão inútil quanto a outra sempre o impossível tão estúpido quanto o Real sempre o mistério do fundo Tão certo como o sono do Mistério da superfície sempre Isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem Outra mas um homem entrou na tabacaria para comprar tabaco e a realidade plausível cai de repente em cima de mim mim semi ergo-me enérgico convencido humano uma pessoa entra Os
devaneios dos cardíacos das estrelas e de conquistar os mundos e as Vial lácteas e as tabuletas e tudo aquilo que paira abstratamente sobre a cabeça perturbada do pessoa que quer entender o que é a sua vida diante da morte é Interrompida pela grande Maravilha que há nesse mundo uma pessoa entra um universo real profundamente real alguém que quer comprar tabaco alguém que age e a realidade plausível cai de repente em cima de mim sem ergo-me enérgico convencido humano e vou tensionar a escrever estes versos em que digo o contrário Esperança Esperança Esperança esperança no verso
acendo um cigarro ao pensar em Escrevê-los e saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos sigo o fumo como uma rota própria E gozo no momento sensitivo e competente a libertação de todas as especulações alívio e a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar Maldisposto não pessoa não não depois deito-me para trás na cadeira e continuo fumando enquanto o destino me Conceder continuarei fumando é o que ele tem de real pessoa pessoa o mundo tá aberto para você meu filho uma pessoa entrou na tabacaria você sabe o que que quebraria a
maldição desse escravo cardíaco das Estrelas olhar para aquela pessoa sorrir e oferecer um cigarro senta-te homem fale-me por que Passas por aqui qual Tabaco fumas já provastes este sabes que haverá um show na praça do chiado hoje à noite leva tua dama mas ele se inclina para trás depois deito-me para trás na cadeira e continuo fumando enquanto o destino me conceder continuarei fumando fumaça não tem consistência pessoa se eu casasse com a filha da lavadeira talvez fosse feliz visto isto levanto-me da cadeira vou à Janela o homem saiu da tabacaria metendo troco na algibeira das
calças Ah conheço conheço é o esteve sem metafísica o dono da tabacaria chegou à porta como por um instinto Divino o Steves voltou-se e viu-me acenou adeus e gritei Adeus Esteves e universo reconstruindo sem ideal nem esperança e o dono da tabacaria sorriu Por que que o Steves acha que por que que o pessoa acha que o Steves não tem Metafísica porque ele não tem olhos polidos ele não tem olhos de ver todo ser humano tem metafísica todo ser humano tem um sentido o gusdorf o grande o grande francês Jorge gusdorf mata charada aqui ó
que se a pessoa tivesse levado a sério não cairia nessa toda a vida humana toda a vida humana é interessante tem sentido se for bem contada Mas por que é que o pessoa olha Pro Esteves e diz ah ah é o Esteves sem metafísica porque o pessoa tá contando a vida dele sem metafísica ele fala aqui ó olha Cadê o verso aqui cadê a parte Cadê a parte come chocolates pequena Come chocolate Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates isso não é metafísica isso é uma coisa que você vai comer e vai
sair na latrina Olha que as religiões todas não Ensinam mais se a confeitaria come pequena suja come e aqui vem o drama pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com Que comes mas eu penso e ao tirar o papel de prata que é de folha de estanho aqui é o verso deito tudo para o chão como tenho deitado a vida Fernando Pessoa tá num drama terrível da oitava camada Elí tá um drama terrível da oitava camada percebe ou não ele morrerá eu Morrerei está no meio do poema tudo que tá para cima e tudo
que tá para baixo é um diálogo terrível eu não sei o que fazer com isso eu não sei eu não sei eu não eu não sei dar uma resposta para isso e o pessoa aposta no cavalo que vai perder o pessoa aposta numa vida sem ato numa vida de quem se reclina para trás e simplesmente Continuará fumando enquanto for concedido ele fumar Veja a diferença da força dos Versos de Machado aquele sujeito que ao contrário do drumon e do pessoa um espanhol olha pra vida desde a sua infância e traça uma linha que tenta encontrar
o sentido até o dia da sua [Música] morte posso posso falar lequinho na escola dos espanhóis Ortega J Marias PED Ramon GNA S hom que estão olhando para essa Mesma pergunta que o pessoa faz eu morrerei tu morrerás un namuno Miguel de unamuno só lhe interessa uma coisa tudo acaba ou eu duro ou seja é a pergunta da morte é a pergunta de Anes da morte a pergunta da oitava camada pode quando podia você fala é claro que esses versos que eu acabei de ler são versos muito lidos em colégio Né É uma pena no
final das contas porque são versos que enfraquecem veja veja a diferença entre esses dois poemas que são poemas profundíssimamente essa articulação entre a imanência entre esse chocolate que eu deito o papel dele na rua na verdade é folha de estanho não é de prata é folha de estanho como tenho deitado a vida quem não tem deitado a vida desperdiçado desperdiçado a Vida desperdiçado a vida come essa pequena suja que come o chocolate mas aqui tem um contraponto aqui a gente tem a força de um espain ao vivo dentro de uma tradição uma tradição que olha
pra razão Vital inaugurada por Ortega no seu livro meditações do quichote que fala jo em min circunstâncias eu sou minhas circunstâncias e se não salvo a edas se não salvo a elas não salvo a Mim Antônio e Manuel Machado os dois irmãos grandes poetas dão a luz esse poema que é um dos poemas mais fortes que trata desse assunto da morte é é um confronto verdadeiro sem fuga ele não foge da atenção em momento nenhum não é um poeminha açucarado como aqueles poeminhas açucar ah encontrarei a Deus na minha morte fut não você não sabe
se isso vai acontecer Criatura os versos de música gospel esses poeminhas pretensamente místicos e religiosos que açucar tudo tornam o Deus um pirulito tornam Deus um algodão doce tornam a religião um mundo de fantasias isso isso não interessa Nenhum de Nós a gente sabe que a vida não é assim não convence ninguém aquição retrat infancia recent 20 [Música] indument laob peral Sereno Uno saina seno pal AD her delto costic una nuin Gran [Música] atingos entre una disu Gril Gril cantando imagina que você tá ali no orto Você tá no orto Você cortou as velhas Rosas
do orto de ronar e você começou a ouvir o barulho dos Grilos e a sua atividade espiritual na noite começa a distinguir Entre todos aqueles grilos Todas aquelas Vozes solamente entre ele indica aqui ó aqui ele indica ele começa a indicar Lao BL del converso chee va conig fras solo solop mi aco con Mier trenta Leando del Timo vi lave Olha a diferença perceba a diferença entre um poema e outro entre os três poemas Machado nesse poema chamado retratos chamado retratos ele começa assim olha para começar ele não é um cardíaco das Estrelas ele não
tá fingindo que tá andando por um chão pedregoso Ora drumon por que é que tu olhastes esse chão Pedregoso se havia tantas coisas para olhar no caminho se havia os Carvalhos se havia os Camponeses se havia o céu então Machado começa do lugar perfeito de onde se começa ele começa pela infância e passa rapidamente a infância já não me interessa passei por ela ele fala a minha infância são recordações de um pátio de Sevilha um lugar provavelmente onde ele nasceu ele cresceu ele brincou com seus irmãos e também um Orto lá tinha um Pátio Zinho
Um Orto Claro aonde madura o o limoneiro lá o limão então ele deve ter lembranças daquilo pronto pronto pronto pronto e já passa pra Juventude me juvent for anos nas terras detil minha história alguns casos que recordar eu não quero para que dar voltas com as faltas que dos atos paraun no quero assim se leva a Vida é oitava camada meu amigo é diante da Morte você vai ficar realmente dando voltas com aqueles R 5 que a tua irmã te deve quando você emprestou para ela o dia que vocês foram na praia quando tinha 12
anos de idade Ah me pagou o mate e nunca Até hoje me devolveu Ah me pegou uma blusa e rasgou e agora não me meu filho a gente tá falando da morte a gente tá falando da tua história diante Da morte do que vale e do que não vale hist algunos quear e ele sabe ele nutar nem braddo ele também não é uma pessoa que tenha el Não viveu muitos amores muitos namoros mas mas ele também não é bobo ele sabe que ele recebeu mas rece que é claro el foi homem que am ele am
ele não saiu por a não um Ju você ent na tradi do Juan mas não é um ju sedutor Manara mas ele amou Por que que ele amou porque Ele é gente ele é pessoa e ele fala ele não nega AAS gotas de Sangre Jacobina ele tem no sangue dEle gotas jacobinas de Ira de revolta mas ele se equilibra porque ele sabe o que importa e ele dizeno mas o meu verso ele Brota de um manancial Sereno ele vai falando daquilo que Ele desdenha daquilo que Ele ama ele queria o que ele queria Era espada
poro vir que por docto del foror Prada ele tem uma pretensão ele é um poeta ele é um poeta Essa é a marca que ele vai deixar no mundo ele é um poeta e aqui entra aqui entra entra tudo entra toda a força da oitava camada soloa a di Dia veja ele não tem afetações de religião ele não tem afetações de religião ele não falou assim Ah agora eu Conheço tudo Trindade Deus f não F fala seguo ele sabe que no peito dele exe essa conão entre ele e o entre ele e o ser puro
haa solo espera a um dia ele não tem afetações de que ele já chegou nos pícaros da Glória am que aposta na metafísica real porque olha o que que ele fala aqui em sequência Olha que ele fala Assig seco filantropia o que ele tá falando aqui fal segu Olha esse homem que sempre comigo eu não distingo muito bem se ele é eu ou se ele é Deus eu não sei eu não sou tro não sei se é meu pensamento se issso sou eu o que que é eu sei que fando espera hablar a Deus um
dia e esse solilóquio esse falar sozinho Essa oração se você quiser falar desse modo é essa prática esse treino essa tentativa de intimidade com esse bom amigo que Ensinou para ele os segredos do amor que vai ensinando para ele os segredos do amor Que amor é esse verso seguinte estrofe seguinte e al cabo Olha a diferença desse verso para para as aspirações abstratas de um pessoa e de um drumon que tá querendo fazer a vida né olha lá olha olha o o pessoa falando Ah 100.000 cérebros que se concebem gênios em mansardas e não mansardas
eh ideias que jamais verão a luz do dia Eu sou um gênio incompreendido Ah olha o machado a minha vida é a tua é aqui que a gente entra é aqui que a resposta diante da Morte Vai ser dada essa é a resposta possível diante da Morte Essa é a intensidade diante da morte a mudança o retifico ou ratifico diante da morte não é como eu disse vou me mudar para Portugal vou mudar de mulher vou e agora vou mudar de profissão é uma mudança é uma mudança do centro do Ato é uma mudança do
ato abstrato que portanto não é ato para isso aqui que o machado faz al cabo nada acenta leando que ao fim ao cabo aquele amigo que ensinou ele o segredo do amor o conduziu para essa vida pegada no chão foi como eu disse parece meus filhos que é no horizonte que o céu e a terra se Juntam mas não é no coração do homem que trabalha o trabalho dele é um ofício de escritor você vai me pagar o que eu escrevi e com esse trabalho com esse trabalho ele compra as roupas dele ele paga o
aluguel da casaa que ele mor que me alimenta o a comida dele eoo e a cama que ele dorme é ali é aí que se dá a vida é aí que se dá a vida Humana a resposta diante da morte Portanto retifico ou ratifico que aparece na oitava camada como pergunta Central da oitava camada é essa ou eu retifico porque eu já venho vivendo assim uma prática uma prática com esse bom amigo uma prática de que quem Habla solo espera haar a deos um dia espera hablar a Deus um dia sem afetações de uma intimidade
que você Ainda não tem sem afetações de uma intimidade sem afetações mas ol onde acontece esse solilóquio e essa prática com esse bom amigo onde acontece no trabalho a trab acudo con din trit aliment é aí aí que acontece ais Então oitava cada retifico ou ratifico a fraude da qual John caroll falava a frae Vital da qual joh caroll sociólogo australiano que a gente citou na aula pass fal existe uma culpa existencial meu filho existe uma culpa existencial Essa é a culpa central da tua vida é a culpa de ser o escravo cardíaco das Estrelas
é daquele sujeito que olha come quisera eu quisera eu comer viver com a mesma vontade com que come Chocolate escravo cardíacos das Estrelas Ah que há uma tabuleta e depois haverá uma outra tabuleta e um uma um um país Um país que gira e depois não terá mais tabuleta nem versos nem língua onde foram escritos versos esse Isso é o que o John caroll fala essa é a traição Essa é a traição existencial o que parece belíssimo o que parece transcendente o que parece filosófico o que parece espiritual é traição é uma vida é uma
Vida que é traição porque é uma vida que é traição porque o nosso ato ele acontece no mundo quando deslocamos o nosso ato pra mente a gente tá usurpando o lugar daquele único sujeito que pensa e cria só tem um sujeito que pensa e cria que fala Fiat looks e a luz se faz que separa o material enxuto do material úmido que cria os luminares celestes que Cria as bestas e as árvores e as plantas esse sujeito pensa e faz o nosso ato o ato humano é esse ato aqui ó é esse ato aqui do
Machado e al cabo nada os devo Por que que não deve nada porque porque quando você fica quando você vira um escravo cardíaco das Estrelas Alguém tem que te sustentar lembra pessoa lembra do dominó que você queria vestir mas você já tá Vestido eu não sei vestir o dominó que eu já tô vestido porque Óbvio alguém precisou vestir para você você não serve para nada enquanto você tá reclinado para trás na cadeira fumando e observando Na Fumaça alguém tá pagando as suas contas alguém tá te sustentando você é um peso Essa é a traição Essa
é a traição Essa é a culpa da qual o John carroll fala pra gente essa é a culpa Existencial quando o sujeito desloca a vida dele para isso que parece maximamente intranscendente e vou dizer parece intranscendente e é intranscendente isso aqui olha só isso aqui só faz sentido preste atenção acompanha o verso isso aqui só faz sentido na estrofe final porque olha ele fala e al cabo nada os de deisme quanto escrito a trabo acudo con dinero pago traje que cu que Habito p que alimenta é a vida intranscendente de todos nós mas ela tá
entre dois versos ela tá entre duas estrofes a estrofe de cima éa sol amig queo de filantrop con amor é esse trabalho abnegado é não pesar para ninguém é você ser o Ato fundacional é você agir com amor Servindo aos demais e esses Esse verso do pam que me alimenta e de Yago ele se completa no último verso do poema belíssimo Talvez um dos versos mais belos já escritos e quando ligue aqui ó é o é mesma questão da Morte mas ele põe a morte no lugar certo a morte aqui tá no final a morte
aqui tá no final a morte é o fechamento da história dele ele começa na infância lembra infância sordos de um Dearo MMO juventud tias de casun cas que recordar BR conho indument el contando na história desde o início ele tá narrando a história dele e ao final ele fala e quando L dia del útimo Olha a força poética disso aqui ele trabalhou ele foi praticando a intimidade com esse bom amigo ele foi praticando a intimidade ele foi praticando no exílio lembra da aula do exílio ele foi praticando o Exílio ele conversava com esse bom amigo
e ele não distingue muito sa convo con con per PL sol tá praticando tá praticando e quando LG el dia del último viaj último dia um dia vai ser o último pode ser amanhã o nosso último dia pode ser amanhã o último dia pode ser hoje meu amigo pode ser hoje e se O Ant Machado fosse assaltado por esse último dia ao colocar o ponto final Delo quando o último dia chegar porque vai chegar para todo mundo como ele vai ser encontrado como aquelas como aquele sujeito que agiu porque presta atenção o ato humano ele
é um ato sem esperança as quinquilharias que a gente leva nas bagagens são as esperanças Malfadadas eu vou agir e eu espero que me reconheçam eu espero que Batam Palmas eu espero que joguem confetes e serpentinas eu espero que meu filho não seja um drogado eu espero que esse Espero que é justamente o inverso desse Liro de o que que é Liro de equip é sem bolsa equipagem é mala Não tem mala você não tem mala não tem o que carregar Por que que você não tem o que carregar porque tudo quanto você leva tá
dentro do teu peito tá na tua biografia portanto você pode você vai ser encontrado e pode ser encontrado de peito aberto como os filhos do mar imagine um filho do mar imagine aqueles Navegantes do Rio Tejo partindo em direção ao Horizonte rasgando o horizonte enfrentando os Dragões do caminho imagine o regresso deles para casa Imagine eles aportando eles voltando ao tejo os que voltavam os que sobreviviam o que que eles traziam na sua bagagem Eles não eram piratas hein pirata trilhar imagina um bom navegante Cristão português que vai e volta que cruza o cabo da
boa que cruza o cabo que enfrenta e mata o gigante Adamastor e retorna O que é que esse Sujeito traz na bagagem Qual é a bagagem dele é coração que viveu intensamente com e aqui oado é perfeito e ele diz e quando delo vi sai do Rio Tejo que encontra o oceano ele não vai voltar me encontrareis quem a morte não é isso e quando li dia del último vi é o último dia que a gente tem aqui nessa terra esteja para partir essa Caravela que nunca mais vai voltar a morte vai encontrá-lo aordo desudo
Como Machado ISO aqui é o exemplo daav cada isso aqui é oitava camada Essa é a resposta diante daa camada agora veja como a gente se confunde como a gente se confunde com drumon e pessoas da vida Porque porque é verdade ó é verdade tem uns pedregulhos no caminho é verdade drumon eu não discordo É verdade e como eu P humilhasse vagamente uma estrada de Minas pedregosa e no fecho da tarde um sino rouco se misturasse ao som de meus sapatos que era pausado e seco olha olha olha a pequenez disso E como eu pal
humilhasse vagamente a estrada de Minas pedregosa e no fecho da tarde um sino rouco se misturasse ao som de meus sapatos que era pausado e seco e aves pairem no céu de chumbo e suas formas pretas lentamente se fossem diluindo na escuridão maior tá anoitecendo hein Tá anoitecendo e ele tá com medo porque olha isso e suas formas pretas lentamente se fossem diluindo na escuridão maior vinda dos montes e de meu próprio ser desenganado a máquina do mundo se Entreabriu para quem de ar romper já se esquivava e só de o ter pensado se carpia
abriu-se majestosa ele confessa e circunspecta porque ele é circunspecto sem emitir um som que fosse impuro nem um clarão maior que o tolerável pelas pupilas gastas na inspeção contínua e dolorosa do deserto e pela mente Exausta de mentar que mente Exausta de mentar Essa que mente Exausta de pensar é essa Drum que pupilas gastas na expensão contínua e dolorosa do Deserto Que deserto Drum Que deserto Drum mi infancia recuerdos de Uno de Sevilla muerto Claro Mad limonero mi juventud 20 tierras de Castilla indument mas re laidas de Sangre Jacobina ver Brota de um manancial Sereno
Olha a diferença Olha a diferença de força Olha a diferença de instalação Vital Olha a traição biográfica de um lado olha olha a traição biográfica da máquina do mundo abriu-se em calma pura convidando quantos sentidos e intuições restavam a quem de os ter usado já perdera releio releio drumon falando abriu-se em calma pura e convidando ele tá falando a máquina do mundo abriu-se a máquina do mundo é claro ele tava ali andando pelas pedras Pela rua de Minas pisando em pedras olhou pro céu e viu aves negras e viu anoitecer passando e o anoitecer começou
a turvar as aves negras e um sino tocou lá no fundo mas a máquina do mundo se abriu como ela se abriu abriu-se em calma pura e convidando quantos sentidos intuições restavam a quem a ele mesmo a quem de os ter usado já os [Música] Perdera meu amado drumon Meu amado meu amado dmon você e eu todos os sentidos se perdem e trazem uma desesperança profunda quando eles buscam e cultivam bens exclusivamente desse mundo se tudo quanto você vê drumon é aquela pedra no meio do caminho havia uma pedra havia uma pedra no meio do
caminho drumon Drumon essa mesma pedra no meio do caminho ela foi recolhida por um jovem pequeno liderando um exército um exército minúsculo que pretendia enfrentar um gigante chamado Golias se esse jovem pequeno olhasse para essa pedra olhasse para essa pedra só com esses sentidos ó só com esses sentidos e intuições que restavam né de quem já os Usou e perdeu ele jamais teria vencido mas essa pedra no que para você é tropeço drumon para aquele jovem pequeno para aquele jovem pequeno Foi sinal de Vitória por quê Porque ele não se confundiu com esses sentidos gastos
ele viu além drumon drumon diante da pedra você tropeçou porque você não Agiu diante da pedra o jovem Rei inexperiente sem esperança fez o seu dever pegou a pedra rodou e lançou sem esperança ele cometeu um ato sem esperança e por isso venceu esse esse é o verso que a gente canta diante da pergunta da oitava camada retifico ou ratifico eu olho PR as pedras e lanço ou eu Tropeço e Caio abriu-se com calma pura e convidando quantos sentidos e intuições restavam a quem de os ter usad já os perdera e nem desejaria recobrá-la eu
nem desejaria recobrar esses sentidos porque se em vão a gente sempre repete os mesmos sem roteiros tristes que que a gente tá falando desde o dia um aqui nessas aulas O que é a substância da vida humana Narrativa a narrativa pede argumento e roteiro drumão não vive os mesmos sem roteiros 100 não é número 100 não é 100 ausência de roteiros para que recobrar para que recobrar esses sentidos perdidos se a minha vida não tem roteiro um decaimento profundíssima profundíssima acompanhe o decaimento do drumon aqui logo depois no Final ele vai de abismo em Abismo
em Abismo em Abismo as mais soberbas pontes e edifícios aqui nas oficinas se elabora o que foi o que pensado foi e logo atinge distância superior ao pensamento os recursos da terra dominados e as paixões e os impulsos e os tormentos e tudo que define o ser terrestre ou se prolonga até nos animais e chega às plantas para se beber no sono rancoroso dos Minérios dá volta ao mundo e torna se engolfar na na estranha ordem Geométrica de tudo é um descenso ele vai desde um Engenho que elabora edifícios a atividade profundamente humana depois uma
atividade animal depois uma atividade vegetal e chega as plantas para sim beber é o que planta faz planta borrifa e bebe água para terminar no no sono rancoroso dos Minérios minério não tem roteiro planta não tem roteiro um cachorro não tem Roteiro O que teria roteiro seria Realmente esse pensamento superior do homem e depois ele volta àquela máquina do mundo a essa estranha ordem geométrica de tudo ordem geométrica não tem roteiro um teorema de Pitágoras não tem roteiro e o absurdo original e seus enigmas Que absurdo é esse drumon absurdo é não amar absurdo é
não viver absurdo é não agir absurdo é escolher uma vida dessas na qual você acha que as Plantas abrem e fecham numa paródia Demoníaca e o absurdo original e seus enigmas suas verdades altas mais que todos os monumentos erguidos à verdade dois pontos e a memória dos deuses e o solene sentimento de morte mais uma vez a morte a morte é o tema que floresce no caulle da existência mais gloriosa tudo se apresentou nesse relance e me chamou para seu reino Augusto Afinal submetido à vista humana a esperança aqui ainda Mas tem sempre um mais
dá vontade de chorar dá vontade de chorar é é uma vida perdida ele viu ele viu Você viu eu vi a gente viu e a memória dos deuses e o solene sentimento de morte o solene sentimento de morte diferente do pessoa e já não acreditava mais em nada e solene sentimento de morte que floresce no caule da existência mais gloriosa ele tava vendo algum Santo ele tava vendo Algum herói ele lembrou de uma avó que sacrificou sua vida ele lembrou do seu pai ele lembrou de uma existência gloriosa tudo se apresentou nesse relance foi um
relance foi um relance foi só um relance ele não tava atento ele tava amedrontado diante da máquina do mundo que ele achava que era geométrica e me chamou pro seu reinado pro seu reino Augusto Afinal submetido à vista humana Mas como eu relot em tal Apelo assim maravilhoso Ele sabe que o apelo é maravilhoso mas como relutar responder a tavil assim maravilhoso pois a fé se abrandar e mesmo o Anseio a esperança mais mínima esse anelo de ver maneci treva espessa lembra ele comeou a olhar o cé de Minas e as trevas comearam confundir com
aquelas aves negras esse anelo de ver desvanecida a treva espessa que entre os raios de sol Ainda se filtra como defuntas crenças convocadas presto e fremente não se produzissem a de novo tingir a neutra Face Acabou acabou acabou que eu vou pelo caminhos demonstrando e como se outro ser não mais aquele habitante de mim há tantos anos passasse a comandar a minha vontade que já de si volúvel se cerrava semelhante a Essas flores Reticentes que vou pelos caminhos demonstrando e como se outro ser não mais aquele habitante de mim há tantos anos passasse a comandar
a minha vontade não é ele ele abdicou ele abdicou de ser gente ele abdicou do ato Ora drumon se não eu quem se não agora quando que Aves negras são essas que pairavam o céu de Minas da qual você fala das quais você fala seriam demônios seriam demônios porque isso G Fala pra gente a história humana ela é escrita a três mãos um terç é escrito por Deus o outro terço é escrito pelo diabo e o outro terço é a gente que escreve o que que você tá fazendo aqui Drum Você tá fazendo o que
100% das pessoas fazem no nosso tempo você tá entregando aquela parte que te cabe escrever para as aves negras que pairam o céu ter que Quea Ames asas aventuras os teus atos sem esper você entregando essa pen essas aves negas que se confundem as trevas me fho E aí você tem essa percepção de que passa a comandar a minha vontade que já de sivel claro que é volúvel porque é só um terço se crava semelhante a Essas flores reticentes em si mesmas abertas e fechadas como se um dom tardio já não For apetecível nada mais
apetece ao drumon ele entregou a pena para as aves negras por isso e é por isso é só por isso olha se você entrega a pena da tua história e aqui Independente se você é religioso ou não isso é o símbolo se você entrega a pena da tua história seja pro demônio seja pro nada seja pro acaso você não é autor do teu roteiro se a tua história é escrita A três mãos 1 terç Deus 1 terço demônio e 1 terço você você entrega essa parte com compete a você pro demônio pras aves negras que
rondam o céu de Minas é claro que você vai baixar os olhos Inc curioso laço desdenhando colher a coisa oferta que se abria gratuita ao seu Engenho porque é claro você não tem mais uma biografia agora aí a treva mais trita já pousar sobre a estrada de Minas Agora já é tarde meu Amigo a estrada que antes você não tinha notado direito você não notou direito você fala isso rapidamente lá em cima você fala assim é realmente é como que eu palmilhas vagamente uma estrada de Minas pedregosa e no fecho da tarde um sino rouco
essas pedras essas pedras elas voltam com toda a força e a gente lembra a gente lembra que aquela que a semente que cai entre pedras ela não germina Pedra é o elemento seco e frio é como a terra a diferença é que a terra ela pode ser arada a terra ela pode ser irrigada uma semente lançada na terra ela pode germinar aquela pedra do início do primeiro da primeira estrofe do poema do drumon deveria ter sido transmutada em Terra se o drumon tivesse de fato empenhado não cabisbaixo não Desesperançoso não Inc curioso não laxo ele
transformaria aquele solo pedregoso num Orto ainda que fosse aquele Orto do Antônio Machado no qual ele corta as flores de as rosas de ronart ronsard era um esteta ridículo que fazia uns ortos ridículos o machado nem isso ele aceita nem isso ele aceita ele fala adoro la hermosura adora adoro hermosura e Mod esttica vi rto erona erona aquas ras não Serv n caona mas amit act cosmética una ave deloin conf Machado Endo Modern mas ele não é um dess sujeit F manipulando os versos como uma aess G treinar g de gay né de espalha fatoso
ele não se confunde mas o drumon toda esan porque no início doema f Daqua e deo rou oo podia ter sido afinado e a PED podia ter sido transformado em solo arável irrigável mas não ao final ele fala a treva mais estrita já pousar sobre a estrada de Minas ele fecha a cortina Lembra as trevas do início do poema a a treva mais estrita já pousar sobre a estrada de Minas Pedregosa e a máquina do mundo repelida foi recompondo enquanto eu avaliando o que perdera seguia vagaroso de mãos pensas você veja aparece a pergunta pro
drumon ele é impelido pela oitava camada ele é impelido pela Moris ele não pode ratificar se o drumon ratifica essa vida ou seja se ele encontra pedra e não Transforma em solo arenoso em Solo irrigável se ele encontra um Olha o que acontece tava escurecendo não tava escuro e como que eu pal humilhasse vagamente uma estrada de Minas pedregosas se misturasse ao som de meus sapatos que era pausado e seco aves pirass no céu de chungo e suas formas pretas lentamente se fossem dilu estava escurecendo ele não foi assaltado pelas trevas é a pergunta da
oitava camada O que que você faz aqui você retifica ou Ratifica o que que o que que o drumão devia ter feito ele foi impelido pela pergunta da Morte Ele foi confrontado com um jeito de viver sem ato sem esperança veja o ato não tem que ter esperança a esperança tem que tá no nosso coração ele foi impelido por isso e o que que ele fez ele se lançou nessa máquina do mundo que ele mesmo criou e ao final do poema e ao final da vida aquela noite que comea a escurecer se Torna trevas completas
e aquelas pedras podam transformado pelo trabalho humano pelo trabalho humano decrit a mi trabo acudo con miero Trent o trabalho do Antônio Machado transformou as pedras do caminho o trabalho do Antônio Machado fez com que ele não carregasse nada na bagagem o Antônio Machado olha a Diferença de posição e quando delo vi ha Pari desnudo comoos de mar drumon se foi miudamente recompondo miudamente recompondo Cadê a expansão do Espírito Drum enquanto eu eu eu eu eu eu avaliando pensamento escravos das estr vias mansardas 100 cérebros que se concebem gênios mas que jamais verão a luz
do dia avaliando o que Perdera ol Machado pronto uso de mãos pensas Esse é o retifico ou ratifico da oitava camada Esse é o chamado vital essa essa é a traição da qual fala John carroll O que é escolher um enredo impossível O que é entrar numa narrativa que sempre vai te frustrar e que essa é a culpa que você vai experimentar na tua vida é a posição existencial do Drumon é não se abrir é estar fechado avaliando pensando se entristecendo portanto Porque a vida é ato a vida é ato então o John caroll ele
é muito preciso quando ele fala da culpa distension aquela culpa da qual o John Car Fala que Eu tratei na aula passada fal ass Olha é que tem um tipo de culpa que não adianta Você pode fazer tudo bonitinho você pode fazer tudo perfeitinho olha aqui o drumon aqui não fala nada de errado que ele fez não é tá falando nada errado que ele fez ele não fala um errinho da vida dele ele pode ter vivido bonitinho aqui esse poema tem um erro Olha o poema do do do mateado mient imado deando hist algun Recordar
confessou já confessado com Padre e ele fala el continuum hum indument Como diz assim olha eu não fui um Dom Juan você sabe que eu não me visto tão bem eu não tenho esse Garbo todo mas mas né também não sou de se jogar fora mas rece o Cido deu uma fadin nele aquelas que podiam recebê-lo na casa delas ele foi lá e amou você entende o que eu tô falando da primeira da aula Anterior aquela moral canana aquela moral do certo e do errado é uma primeira coisa francamente falando todo mundo sabe o que
que tá certo o que que tá errado ele mesmo diz aqui ó historia de 20 tierras de Castilla algunos casos que recordar nãoo nãoo ele não quer não quero mas dar aquela caba né como que diz assim eu não fui eu não fui um é um BR eu não fui um Juan Né mas conheci um meninas né imagina PR moral da época é algo de extravagante per palavra Bueno Em que sentido Ele tá dizendo que ele é bom aqui ele acaba de dizer lá em cima que ele andou deitando com quem não devia imagina a
moral da época por que é que ele diz que ele é Bueno bom porque ele tá diante da vida ele não Tá negando a vida Dele quebre uso quebe doctrina S sentido de palabra como olas de Sangre eu podia ter tocado US Zaralho aqui mas o meu verso Brota de um manancial Sereno porque eu sei o que eu quero da vida eu não vou me trair é [ __ ] é muito bonito é muito bonito ao passo que rão ele não aponta nada que ele fez errado você você entende que é uma vida falsa Ele
tá falseando a história dele ele tá falseando a história dele no no no no nesse poema na máquina do mundo ele tá falando da morte dele ele não consegue confessar a vida dele ele não confessa a vida dele a confissão é Clara concreta concisa rápida é o que o machado fez ó fando Son recuerdo de un pacho de sevill muerto Claro Madur limonero mi juventud 20 tias de castillos casos que recordar Quio no Hecho unor un brdo Ya conoc torp indumentario mas re fcha que me ass Cupido quant hospitalar rápido ele falou rápido el confessou
rápido não fica dando volta naquilo não é mental ele tá descrevendo os atos dele e passa adiante confessar-se é fundamental para isso tudo o o o drumon não confessa perceba que não há confissão no verso da máquina do mundo há o quê um medo do Escurecimento só uma coisa pode romper o escurecimento a luz de um ato quando a gente age com amor a gente é Reflexo do ser em ato puro um ato de amor dissipa todas as trevas um ato de entrega dissipa todas as trevas e aqui eu não faço mais poesia aqui eu
tô falando na concretude na concretude eu tô falando na concretude um serviço em casa uma ajuda no trabalho uma ligação despretenciosa Para alguém que já tá velho é um ato que ilumina todas as trevas aqueles pássaros que se confundem na noite de chumbo eles somem os Raios do Sol voltam a brilhar voltam a brilhar a gente se livra da maldição da máquina do mundo a tabacaria do pessoa não cola na gente a gente não vai andar por aí deitando nossa vida como Aquela pequena suja que deita as folhas de estanho no chão do chocolate que
ela come a gente vai Perceber que não não não não é verdade que há mais metafísica na Confeitaria do que na religião há muito mais metafísica numa vida entrega numa vida de entrega ao serviço do outro numa vida Olha você quer saber um ato profundamente humano O arrependimento O arrependimento a humilhação que o arrependimento exige não há nada que de mais as trevas que ilumine mais o Mundo do que um arrependimento um arrepender-se verdadeiramente um confessar-se um arrepender-se um retomar um voltar ao eixo Esses são os atos humanos Esses são os atos humanos agora dar
voltas nas estrelas nas galáxias se tornar escravo cardíaco que que é um escravo cardíaco das Estrelas pessoa que que é um escravo cardíaco das Estrelas pessoa pra gente pra gente responder a pergunta que pode se Apresentar e que se apresenta pode não ser a pergunta da oitava camada para você mas é uma pergunta profundamente humana e retifica ou ratifico como quem diz eu vou ter a vida da máquina do mundo do drumon ou vou ter a vida do retrato do Machado uma vida dessas que não vai carregando quinquilharias que não vai carregando atos cheios de
esperança no sentido de que eu cobro tudo dos outros o tempo todo ou cobro não não não é uma Vida entregue uma vida de trabalho uma vida de serviço uma vida de amor uma vida de religião uma vida de culto ao teu Deus uma vida de oração uma vida de précio uma vida de esmola essa é a pergunta da oitava camada por quê Porque isso tem sentido mesmo diante da Morte isso tem sentido mesmo diante da Morte isso tem sentido por quê Porque isso tem a consistência de um Ato e o ato fica aquilo que
é nunca mais vai descer um ato é eterno o cair de uma folha é eterno caiu tá caído um beijo na boca eterno beijou está beijado um pedido de perdão eterno falou tá falado ao passo que as miraba sões de um pensamento são como essas fumaças da tabacaria do pessoa não tem metafísica Não tem consistência não ficam não tem não tem substância por isso que para mim e para você no dia de hoje O que é entrar na vida entrar na vida é agir agir agir diante de quem a gente ama cumprir o nosso dever
e só aí a gente encontra a Nossa vocação Beleza então é isso meus amigos já foi 2 horas E3 de aula até a próxima fiem com fiquem com Deus e até mais