Olá, sejam todos muito bem-vindos e muito bem-vindas a mais uma conversa aberta. Eu sou o Roberto Lima, gerente de comunicação e marketing da ABIT. É um prazer estar com vocês aqui hoje para discutir esse tema super importante, a lei de incentivo à reciclagem. Lembrando que essa live está sendo transmitida ao vivo pelo Instagram, LinkedIn e canal da Abit no YouTube. Aliás, lá no YouTube é onde a live fica gravada logo após a Realização do programa. Quem tiver perguntas pode mandar pelo chat que a gente encaminha para os nossos convidados. Falando nisso, para discutir sobre a
lei de incentivo à reciclagem, no programa de hoje nós convidamos a Karina Dornelas, gerente de sustentabilidade da Riachuelo, o José Guilherme Teixeira, fundador e CEO da Cotonov e também, ali Castelani, analista de infraestrutura do Departamento de Gestão De Resíduos do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do clima. Quem conduz esse papo é o Fernando Pimentel, nosso diretor superintendente e presidente emérito da ABIT. Fernando, é com você. >> O microfone, por favor, Fernando, >> obrigado. Desculpa. Obrigado, Karine Lie, José Guilherme, Roberto, Leandro, eh, por estarem conosco aqui nessa 1662ª conversa aberta da ABIT e hoje para
tratar de um tema da mais alta relevância que tem a ver com a lei de Incentivo à reciclagem. Essa lei foi é de 2024, 14260/2021. Ela foi regulamentada em 2024 e tem como objetivo fortalecer a cadeia de reciclagem do Brasil, estimular a economia circular, fomentar investimento das empresas e pessoas físicas e iniciativas eh que promovam essa transformação dos subprodutos industriais em novos produtos. E esses incentivos eles podem ser tanto eh utilizados pelas pessoas físicas como Pelas pessoas jurídicas. E até temos aí, se não me engano, até segundo o MMA, as propostas poderão ser encaminhadas de
projetos até 30 de julho de 2026 pro ano que nós estamos vivenciando. Essa é uma agenda que o Brasil está inserida, assim como o mundo inteiro tá tratando do tema. A indústria tê confecção é uma grande eh, digamos assim, demandadora de recursos, gera Subprodutos. No ano passado, ou melhor, em 2024, foram mais de 130 milhões de toneladas de fibras têxteis consumidas em todo o mundo. O Brasil transformou em torno de 2 milhões de toneladas. Majoritariamente dessas 132 milhões de toneladas, cerca de 78 a 79 milhões foram de poliéster 25 milhões eh de algodão e o
restante de outras fibras como poliamide, elastano, linho, cânamo, rami, etc. Então essa construção não é uma construção simples, não é uma Construção imediata. Nenhum país pode se dizer pronto. A Europa tem capitaneado toda a parte de regulação nesse sentido. O acordo Mercosul, União Europeia vai nos trazer, eh, no momento em que tiver em funcionamento demandas eh exigidas pelas regras da União Europeia. Nós não podemos ficar subalternos a regras de terceiros, mas sabemos que no mundo eh onde os acordos internacionais estão se fazendo, você tem que compatibilizar aquilo que os mercados exigem. É uma Preocupação grande
essa pulverização de regulamentos e de certificações, mas enfim, esse é um trabalho que nós estamos aí dedicados a fazer como a BIT eh na cadeia produtiva de tes confeccionados e em parceria com as empresas. E aqui nós temos a Guararaps, eh, com a Carina e uma transformadora de subprodutos que é o Zé Guilherme. E teremos também a participação, óbvio, do nosso governo com que nós temos um diálogo muito intenso. Então, para Abrirmos aí o nosso encontro de hoje, que vai demorar 1 hora, 1 hora15, eh perguntas e respostas, já temos aí uma batelada de perguntas
que vieram antes mesmo da gente iniciar a live. Eu vou passar a palavra paraa Liege, para que ela faça as suas considerações iniciais, representando o governo brasileiro, mais especificamente Ministério do Meio Ambiente. Lge, por favor, obrigado por estar conosco mais uma vez. A palavra é sua. >> Boa noite. É um prazer estar aqui com vocês. É um prazer fazer parte desse fórum aqui de de transformadores das realidades, né? E a gente traz aí um pouquinho de informação. Hoje a conversa vai ser um pouco mais informal. Vamos levantar aí umas perguntas do pessoal que o pessoal
já enviou, né? Mas a gente tem o foco hoje de falar sobre a lei de incentivo à reciclagem, que se tornou minha especialidade nos últimos nos últimos no Último ano aí. É, né? É isso que eu tenho feito da minha vida, trabalhar para implantar a lei de incentivo à reciclagem. Então ela é ela é uma novidade ainda, ainda é uma novidade, né? E ela foi uma novidade pra gente do Ministério do Meio Ambiente também. Então quando assumíamos ali a responsabilidade, ela foi ela foi desenvolvida no legislativo. Então o executivo, o Ministério do Meio Ambiente recebeu
a lei de incentiva reciclagem Como um presente, né? Então ó, estamos aqui, vamos regulamentar e vamos operar. mas um presente, daqueles presentes que há muitos anos quem trabalha com resíduos sólidos queria ter ganhado, né? Então a gente tem o desafio de do zero, né, construir uma regulamentação, uma operação para que a gente consiga fazer rodar e fazer com que essa essa possibilidade de investimento privado seja de fato aplicada na gestão de resíduos sólidos num formato bastante Amplo, né? E aí eu confesso para vocês que a primeira vez que eu li a lei, a lei mesmo
14260, né? Ela é pequenininha, ela tem duas páginas, mas eu que já vim aí numa experiência de trabalhar com resíduos sólidos, fiquei assustadíssima. Fiquei impressionada com a amplitude de possibilidades que ela trazia, a quantidade de proponentes que ela contemplava, a quantidade de Possibilidades de investimento que ela contemplava. ela praticamente eh tem o objetivo de fazer investimento em todas as cadeias de resíduos sólidos do início ao fim. Então, do início lá na casa das pessoas deu dentro do processo produtivo a a destinação final. Então, em todos esses espaços é possível fazer investimento, fazer um projeto, aprovar
esse projeto, captar um recurso e executar um projeto dentro dessa dentro dessa dessa Possibilidade da lei de incentivo à reciclagem. Então, e dali, então, quando a gente pegou a primeira lei paraa gente começar a trabalhar aí a regulamentação que foi feita por meio de um decreto e depois mais detalhada com os detalhes de operação regramento mesmo por meio de uma portaria, ao mesmo tempo que foi sendo desenvolvido um sistema junto com o Ministério da Gestão para que a gente pudesse receber essas propostas, analisar essas propostas e utilizar Dessas informações de uma forma bem transparente também.
Então isso tudo levou aí praticamente o primeiro ano, a partir do momento que o Ministério do Meio Ambiente, né, assumiu a operação, a gestão pra gente eh implantar e operar. E a partir daí, então a gente vem eh dando um passo de cada vez. Então nós conseguimos hoje, qual que é a situação hoje no Ministério do Meio Ambiente? nós conseguimos regulamentar, conseguimos implantar o sistema, um pedaço dele, a Gente tem a primeira etapa dele implantada, ele vem ainda com a etapa de execução sendo desenvolvida, que vai ficar uma etapa de execução muito interessante, porque ela
vai ter um modelo muito próximo ao modelo de execução de recurso público, né? Então, traz você eh eh significa que você vai fazer a execução, você vai utilizar o recurso captado, o proponente vai utilizar o recurso captado dentro do sistema. a partir você sobe uma nota Fiscal, faz o pagamento do fornecedor paraa execução do projeto. Isso traz uma transparência e uma facilidade na prestação de contas que traz tranquilidade pro Ministério do Meio Ambiente e pro próprio incentivador, né, e pro próprio patrocinador. Então é bem interessante esse modelo que a gente tá chamando de OPP, ainda
não tá implantado, vai tá a o prazo dele para ser implantado é agora para início, para final de abril. Então Os os projetos que começarem a ser executados um pouquinho mais para frente já vão entrar num modelo novo. Então a gente conseguiu avançar, conseguimos abrir e analisar propostas e colocar uma quantidade grande de propostas em captação. Hoje nós temos praticamente 300 propostas, são 299, 300 propostas em captação de diferentes proponentes. Ali você tem catadores, você tem tanto associação como cooperativa, você pode ter ali eh entidades de pesquisa, eh Associações, eh eh as OSCS de qualquer
tipo, não exige que na podem ser proponentes. A lógica é que na lei de incentivo à reciclagem você tem que contemplar todo o cidadão ou proponente que tá próximo às questões de resíduos. E aí a pergunta que fica, quem é que não está, né, quem não lida com os problemas de resíduos sólidos? Então, a lei de cientivo à reciclagem trouxe essa lógica. A muitos proponentes podem fazer Propostas e tem pouquíssimas restrições, né? Então, a gente tá passando agora para uma nova etapa. Nós já temos, então, do ano passado para o próximo ano, eh, uma média
aí de 50 projetos com captação efetiva para execução. Então, estamos agora no esforço de implantar todo o processo de execução desses projetos. E dentre esses projetos todos, nós temos aí uma quantidade grande, até surpreendente. Nós temos aí são 15 Projetos especificamente para execução de gestão de resíduo textil. Então foi uma surpresa interessante pra gente também. E a gente entende que no âmbito de todas as possibilidades de resíduo, essa quantidade trabalhando com o resíduo texto é de fato bastante expressiva, demonstra a percepção dos proponentes e consequentemente da sociedade da necessidade de trabalhar esse assunto, da necessidade
de incluir O tema da gestão de resíduos têxtilos nos fóruns e na logística reversa e fazer investimentos para que isso acontecesse. Os projetos são bem interessantes, tá? Quando a gente considera aí o tempo, nós temos um ano de lei de incentivo à reciclagem, né? O tempo de captação, a gente percebe que a que a possibilidade de impulsionar este setor de resíduo txico dentro da lei de incentivo à reciclagem é altíssimo, porque a gente tem aqui o melhor dos Mundos, né? porque nós temos um setor movimentado por grandes patrocinadores e os proponentes interessados a executar projetos
nesse setor, né? Então, eh, é um MET total, né? Eh, e eu acho que daí a gente pode, eh, seguir em frente e responder algumas perguntas. A gente não tá trabalhando com nada especificamente, né? já foi falado, Fernando falou aí que estão abertas ainda as a recebimentos de propostas até o o meio do ano, por consequência aí do período De eleição, o período eleitoral desse ano, né? Mas eh nós temos ainda muitas propostas em análise que vieram, tá? E só para finalizar, Fernando, vou vou falar isso porque é uma pergunta que a gente recebe muito.
As propostas que foram enviadas em 2025, elas seguem em fila de análise, tá? O Ministério do Meio Ambiente está hoje trabalhando muito forte pra gente ampliar a capacidade de análise, tá? Tanto análise De admissibilidade como análise técnica, porque a gente amplia projetos em captação, a gente amplia o recurso dentro da área de execução de resíduos. Bom, >> obrigado, Liege. Muito boa sua intervenção inicial. Eh, só para esclarecer, se eu não tiver errado, eh, pessoas físicas podem destinar até 6% do seu imposto de renda devido a projetos nessa área e pessoas jurídicas no lucro real até
1% do imposto de renda devido. Eh, dentro dessa linha, eu gostaria de passar agora a palavra paraa Kina. Karina, vocês são talvez a maior confecção do país, além de serem varejistas, produzem aí em torno de 40 milhões de peças por ano lá no Rio Grande do Norte e tem, obviamente, um comprometimento grande com essa agenda do compliance, da sustentabilidade, trabalha conosco uma série de outros temas eh que são afeitos ao nosso sistema. Como é que você vê Essa lei? Eh, se vocês já estão de alguma maneira participando desses projetos, se não estão, se pretendem participar
e o que que isso traz de, digamos assim, de facilitação nessa agenda que não é simples. Eu vejo muit não, vamos lá, recicla, faz. Você tem um tripé aí, você tem tecnologia, você tem mercado, você tem regulação. Eh, não é assim, vai lá e transforma, tem a fábrica. Zé Guilherme pode falar muito melhor do que todos nós. O produto Vem assim, o produto vem com mistura de fibra, é um póscumo, vem com botão, com zíper, tem que descaracterizar, não é esse passeio no parque, mas tem que ser feito. Então, Carina, conta pra gente aí como
é que tá a sua agenda nesse tema e se essa tração, eh, que aparentemente tá sendo trazida pela lei eh de incentivo à reciclagem vai gerar mais frutos ainda dentro da política da Guararap. Se acho >> obrigada, Fernando. Obrigada a todos que estão aqui conosco. A gente estava falando anteriormente, né, da importância da gente fazer uma conexão genuína aqui nesse painel, porque o tema ele é tão rico e nos mobiliza tanto, há tantos anos, que seria muito bom que todos aqui realmente aproveitassem para fazer uma conexão real com cada um que tá aqui nessa mesa
e perguntas que funcionem agora, mas que se não funcionarem agora, que depois a gente responde com todo o prazer. A Guararaps, ela já está participando da Lei de incentiva reciclagem. A gente aproveitou todo esse trabalho, né, que, aliás, estava contando pra gente do MMA em aprovar propostas no final desse do ano de 2025. A gente já é um parceiro da Cotomve há um bastante tempo e o projeto plataforma eh 4.0 foi pra gente a grande oportunidade de virada de jogo e a gente conseguiu, né, aportar o que a gente tinha ali de imposto de renda,
né, até 1% dentro Desse projeto que estava perfeitamente aprovado e e atendendo, né, obviamente todas as exigências legais. E por que que isso se mostrou e se mostra pra gente uma oportunidade de muito engajamento e empenho, né? A legislação, essa legislação, ela fez um trabalho muito bom de tratar as dores de quem já trabalha com reciclagem há muito tempo. E Zé, por favor, depois me complementa ou me corrija, porque eu acho que ela traz dois mecanismos muito Inteligentes, que é o fomento a pesquisa, desenvolvimento tecnológico e infraestrutura para coleta e para triagem especificamente, porque é
algo que a gente carece ainda de fato de uma de uma força, né, que que coloque tudo isso de pé e acelere, mas também trouxe a oportunidade de organização e fortalecimento das corporativas dentro das cadeias produtivas já existentes. Então, as empresas, a, a Guararap, sim, é o maior parque texto da América Latina, como todas as grandes indústrias, a gente já tem, né, projetos de logística reversa acontecendo, a gente já, né, tá dedicado à conformidade, né, socioambiental de toda a nossa cadeia. Só que a questão da lei de incentivo, por que que ela é brilhante? Porque
ela traz como premissa uma adicionalidade estratégica, porque aquilo que eu Poderia usar como capex em inovação e eficiência, eu tô transformando imposto e investimento. E não só investimento na cadeia de de reciclagem, é um pouco do que eu falei antes, é investimento em problemas que são muito antigos de quem trabalha com isso, em dilemas que são, né, bastante já conhecidos. que é a falta de conexão entre os elos de toda a cadeia, desde quem planta até quem vende vende, a falta de estruturação da cooperativa, Né? Se a gente for para para existem estudos, né, que
90% do que de fato reciclamos depende dessa triagem realizada, né, pelas cooperativas de catadores e que se a cada um aumento de 1% na taxa de reciclagem poderia criar cerca de 9.000 empregos. Isso é quase como 10 bilhões anuais injetados na nossa economia. Então, quando a gente olha para essa oportunidade bilionária, né, se tem o se o resíduo texo como um todo zera, gera Um prejuízo de mais ou menos 5 bilhões anualmente, né, porque como próprio num projeto, né, que a gente decidiu aportar logo no começo, né, a gente se depara com dados que a
gente recicla menos de 1% do nosso resíduo texto como indústria. Isso equivalaria numa conta que eu fiz aqui mais ou menos em 5 bi anualmente. A gente tá sentado dessa em cima dessa oportunidade bilionária de usar o imposto como investimento para provocar modernização tecnológica, Rastreabilidade, né, impacto, entre outros benefícios. E quais são esses outros benefícios? projetos como esse que a gente resolveu incentivar, ele também tá ancorado na tecnologia blockchain, né, na rerabilidade tanto do que é desde o design da peça até o pós-consumo, né, desde o do da verdade desde o plantio até o pós-consumo.
Isso muda a experiência de marca com o consumidor, né? Isso traz um valor do Dado para dentro de casa também, que faz com que a gente consiga pensar em diversas outras soluções. Faz com que a gente também possa conscientizar essa cadeia, que a gente aqui sabe que essa responsabilidade é compartilhada. Existe uma expectativa de transferir ela para consumidor, muito pelo contrário, mas existe sim a expectativa de dizer: "Traga para dentro da minha loja aquela roupa que você não usa mais, porque aqui eu vou conseguir destinar o máximo que Eu puder para reciclagem". O Zé, ele
faz alertas que eu acompanho há algum tempo. Eh, Zé, espero que tudo bem te citar, né, várias vezes, porque a gente já trabalha junto, né, há muito tempo. Mas a doação tem um valor muito grande pra gente que é indivíduo, mas no final das contas, a maior parte do que a gente doa vai parar em aterro, né? Vai parar em lixão, já que metade dos municípios no Brasil trabalham com lixão. Então, a gente tem que estar muito atento para Aquilo que a gente vai doar. Vamos doar algo que é muito específico, mas vamos procurar reciclar
o máximo que a gente puder. E a gente faz isso com empresas, né, e com marcas e com empresas que eu digo, não só empresas como a minha, mas empresas como a do Zé, empresas que estão dentro de toda essa rede, que estão comprometidas em, de fato, fazer com que o ciclo se feche, né? E aí, para concluir a minha fala, se o Brasil é, né, como você, como o Jé falou Anteriormente, como você, Fernando, provocou, né, se a gente é a quinta maior indústria texto do mundo, se a gente é a maior cadeia texta
completa do ocidente, se é o segundo maior empregador da indústria de transformação. Agora, com a lei de incentivo à reciclagem, a gente é capaz de fechar o ciclo diferentemente do que Europa, Estados Unidos estão desesperadamente tentando Fazer, porque a gente já tem tudo aqui, desde, né, de da produção da matéria-prima até a indústria, até a confecção, até o varejo. Então, se a gente aproveitar esse incentivo, né, com colaboração radical, realmente, né, provocando essa governança setorial e se mobilizando com organizações como a BIT e até mesmo, né, outras multisetoriais, a gente consegue de fato, né, fechar
essa torneira e transformar algo que é um prejuízo bilionário em Uma grande oportunidade, né, financeira. E o que a sustentabilidade precisa é disso, né, de iniciativas que tragam inovação, eficiência e sejam economicamente viáveis. Obrigado, Karina, muito boa sua exposição, vindo da maior empresa eh confeccionista da América Latina, como você bem colocou. Eu só queria fazer uma, antes de passar pro Zé, queria fazer uma divisão nesses subprodutos, Eh, que nós geramos na cadeia produtiva. Os subprodutos de fiação e tecelagem, até pela maior concentração da produção, ele já tem uma história mais longa de reutilização dentro da
própria cadeia produtiva e de mercados. Eu já vendi muito resíduo, tá? Só para saber, não tô falando de teoria, não, não era vendedor de resíduo, era um subproduto que a gente tinha mercados para isso, inclusive em algumas áreas até para alimentação do gado, das sobras, eh, que Vinham lá da da fiação de algodão. Em alguns casos, quando você migra paraa confecção é uma fragmentação muito maior e a infraestrutura, logística, coleta, ela é muito mais complexa. E quando nós vamos pro pós consumo, nós vamos para 200 milhões de pessoas, eh, que poderão descartar de algum jeito
aquilo que elas não quiserem mais consumir. Então, quer dizer, o, o é uma é um Y. Você vem assim, você vem a fulano, depois você abre, ou melhor, você faz um V muito Acentuado quando você vai pros elos finais, que somos nós consumidores. Então, eh eh em algumas áreas isso já tá mais bem equacionado, mas nessas áreas mais finais a nós nós temos muito campo para progredir, porque os números são meio, eu não confio tanto nos números que são falados, a cada segundo um caminhão eh jogado num aterro. Nunca vi ninguém contando esse troço dessa
maneira, mas fiquemos com essas informações que estão disponíveis. Eu Também não tenho outra melhor para passar. Mas agora eu vou pass eu vou encaminhar para o Zé Guilherme que ele é um operador e ele é um pioneiro nessa nessa nessa agenda. Se dedica e se devota e tem projetos com várias empresas para fortalecer esse elo eh da economia circular, do reaproveitamento dos subprodutos desses. Zé com você. >> Obrigado, Pimentel. Primeiro agradecer a presença de todo mundo e a audiência, quem tá escutando a gente, que aqui a Gente tá fazendo história, né? Eh, reciclagem eh é
um um ponto muito importante, mas eu queria dar só uma contextualizada no que é a nossa empresa. Para quem não conhece, a gente tá aqui na nessa jornada já desde 2018, né? eh enfrentando esse desafio estrutural da indústria junto com a indústria têil de moda, tá? E nós temos quatro pilares aí de integração, porque o maior problema hoje Da reciclagem têxtil quando a gente fala de pós-consumo e um pouco também do do pré-consumo, porque não é a falta de integração, né? H, somente grandes empresas muito bem estruturadas conseguem fazer hoje a sua reciclagem do pré-consumo,
né, do produto que é feito eh principalmente na na parte na etapa de confecção, né? E depois, como o Pimentel falou, essa parte do Y, acho que nem é Y, viu? Pimentel, parece aquele raio no Céu assim quando brilha, né? Aquele monte de caminhos. É o que é a questão da logística. reversa eh no nosso país. Isso aqui é um continente, a gente não tá falando numa estrutura de um país como Portugal, que tem qu 14 milhões de habitantes, né? E uma área menor que São Paulo. Eh, nós temos dimensões continentais, né? Então, baseado nessa
integração, estudando isso, a gente começou a fazer uma operação com várias empresas, são indústrias, né? Eh, Varigistas, Riachuelo e outra, entre outras. E a gente criou um complexo, né, sistema de logística reversa para trazer eh essas roupas eh paraa nossa centro de triagem, né, e a gente poder avaliar o que que poderia ser feito com ela, né? Então, cada, na realidade a gente enfrenta esse problema, enfrenta a falta de tecnologia para reciclagem no setor. Pimentel sabe muito isso. Fibra sintética hoje é um problema. né? Ele é Um problema de saúde pública, né? Não é um
problema só de a questão de destinação, né? Ou ou do descarte. É uma matériapra que pode ser reaproveitada, mas a tecnologia para nós aquias brasileiros, ela tá num patamar aí eh muito que requer muitos investimentos, né? Então as primeiras plantas começaram a surgir na Europa, né? Mas enfim, vamos não vamos olhar lá e vamos olhar aqui o que a gente tá fazendo, que essa lei vai nos permite a Gente escalar essa operação que a gente já faz hoje com 900 pontos de entrega voluntários espalhados pelo Brasil. A nossa esperança no mínimo, é triplicar isso, né?
escalar isso, ter condição de conectar novos eh eh plays, novos parceiros, como as cooperativas, né, na parte de qualificação deles, inserindo eles, desenvolvendo produto com eles e colocando no nosso sistema comercial aí de economia circular, que hoje a gente consegue coletar o material, consegue Reciclar quando possível, consegue produzir novos fios, tecidos e produtos confeccionados e devolve ele ao ciclo, né, comercial, eh, de toda essa estrutura. Então, são esses quatro pilares, são as grandes empresas, os grandes varigistas, né, as cooperativas, os pequenos empresários, né, também as médias empresas são as que vêm nos suportando aí nos
longo desse tempo, desde 2018. e também educação por consumidor, né? Quando a gente fala aí No projeto eh da plataforma, ela não é só um sistema de restabilidade, ela não é só um sistema de integração, ela é um sistema também de educação, né? A gente pretende lançar uma uma versão que a gente consiga comunicar mais pro consumidor todo esse trabalho que a gente tá fazendo junto com a indústria, junto com o varejo e junto com agora com o governo federal, né? nos dando essa possibilidade, esse oxigênio, porque assim, o Brasil é muito grande, então a
Gente requer investimentos em tudo que é área, em tudo que é setor. Então são eh eh espero eu me candidatar sempre, né, a poder eh receber esse incentivo. Quem sabe no futuro, vou falar algo aqui que seja uma uma jornada que hoje é intangível, mas tem uma planta de reciclagem química, né? Porque a mecânica na fibra do algodão, nós somos hoje referência, o Brasil é referência, né? Nesse sistema de logística reversa que a gente montou com os váriistas no Brasil, nós somos referência, né? Nós somos hoje a eh a nossa empresa faz parte aí de
alguns grupos aí eh eh mundiais que discutem essa questão eh da logística reversa, de como fazer uma forma mais eficiente a baixo custo, né? Bom, são diversos desafios que a gente tem que fazer, são várias frentes, né? Eh, mas enfim, é aqui se eu começar a falar todos os detalhes, as dificuldades que o setor tem, né? Eh, eu vou ocupar um espaço eh maior aqui. E eu acho que o Motivo aqui, né, eu acho, não tenho certeza, mas é que a o motivo da gente estar aqui conversando é ouvir o que o nossa audiência tem
de curiosidade, né? e de eh como é que se a gente diz eh eh as informações que ele precisam sa para essa essa a ter o aproveitamento dessa lei do incentivo, né? Tô tentando resumir uma grande história numa pequena e passar aí já para um aproveitar esse esse grande bate-papo aqui, né? que isso aí é um momento histórico. >> Obrigado, Zé Guilherme. Eu gostaria só de fazer, antes de passar pro Roberto, para dar início as perguntas que nós já recebemos e as outras que estão chegando, eu gostaria de fazer menção a um tema, né? A
a a participação das cooperativas, das associações, dos catadores, ela tem uma relevância grande nesse ecossistema. Exato. >> E para que eles se interessem por este Negócio que ninguém vai catar para não ganhar dinheiro. Isso é uma fonte de renda. Pode ser que não seja a fonte de renda que nós entendamos que seja, mas é uma fonte de renda. Então, o Brasil é campeão na reciclagem de latas de alumínio, das cervejas, porque tem um mercado já quase que garantido para aquele produto que vai ser reciclado. Ah, na parte de pet, garrafas PET, também você tem uma
uma presença muito Forte, porque também tem um comprador ou compradores finais muito relevantes. Na indústria têxtilo, você tem o desafio de transformar este subproduto, este produto reciclado em algo que tenha preço e tenha qualidade, que o consumidor ele pode fazer o discurso da sustentabilidade, mas ele não vai botar o dinheiro dele num produto que eh não atenda suas demandas eh do sentido estético, do sentido de durabilidade, etc. E a gente Sabe que no final disso tudo os produtos não são recicláveis eternamente. Isso não é um looping, isso é um não é um o moto perpétuo.
Em algum momento as propriedades dos produtos que estão sendo retransformados elas se esgotam. E aí você vai ter então o último destino final a ser visto, que pode ser energia, pode ser alguma outra coisa. daí essa questão toda da construção do produto, já começar com essa visão da sustentabilidade, do Descarte, da biodegradabilidade e por aí aa vai. Então, eh, e também é uma ilusão as pessoas acharem que o produto feito com a matéria-prima reciclada, ele tem que ser de graça, porque a matéria-pra é reciclada, não. Ele é um processo industrial e muitas vezes mais oneroso
até do que o processo feito com a matériapra virgem. dadas essas questões qualitativas de rendimento nas máquinas e tudo mais, isto posto só para dar uma além dos desafios que o Zé Guilherme Colocou, Roberto, como é que estamos aí com a nossa audiência? >> Bom, vamos lá começar a nossa rodada de perguntas. Eh, vou pedir pro Leandro, por favor, colocar na tela pra gente, a gente acompanha junto tanto comentários como perguntas da audiência que estão chegando. Vamos lá, Leandro. >> É importante, é importante dar espaço para cada uma delas ser respondida pelos nossos convidados. Então,
temos que direcionar um pouco. >> Exatamente. Ó, o Eric diz o seguinte: aqui no Instituto SENAI de Tecnologia Têxtil, vestuário e Design de Santa Catarina, temos conversado com algumas prefeituras e indústrias sobre projetos de reciclagem de tecido têxtil. Esse é o comentário do Eric. Alguém quer comentar? Quero eh porque o caminho que o Eric fez, o que a gente tá vendo aqui hoje é eu confessar para vocês que é a primeira Vez que eu participo em um fórum onde a gente tem a gente que tá operando a lei de incentiva reciclagem, a gente tem um
proponente com uma proposta apta com captação feita pelo seu incentivador. Então a gente tá mostrando a realidade do que que pode acontecer. E essa daqui é a realidade, né? é essa daqui. Então, a lei de incentivo reciclagem, ela é um meio, né, de aproximar os interesses. E a gente, e eu costumo falar muito isso, mas eu nunca tinha Visto tão real acontecendo num momento. Porque eu costumo falar o seguinte, na lei de incentivo à reciclagem é genuíno dela e é e é interessante que seja assim, que a gente aproxime os interesses. Então é genuíno que
o incentivador, que a indústria têteil, no nosso caso aqui, entenda das suas dores, entenda quais são os seus problemas, desde desenvolvimento de tecnologia, desde desenvolvimento de de dos seus próprios Parceiros, quais são os seus problemas no na área de reciclagem de necessidade de logística reversa e busque e busque fazer o investimento nos seus próprios parceiros, como A Carina tá comentando com a gente que já tinha um trabalho com o Zé Guilherme há anos e hoje vai utilizar a lei de incentivo a reciclagem para ampliar esse processo. Então é importante também que os próprios proponentes que
querem e aí essa pergunta veia Calhar, que querem trabalhar e construir projetos que ao pensar um projeto entendam que nesse momento não é só lá na hora de buscar a captação que você tem que pensar o projeto, que na hora de pensar o projeto você já busque as possibilidades dos seus parceiros incentivadores, porque os seus parceiros incentivadores têm interesses e tem problemas com reciclagem a resolver. Então isso vai ser algo natural e comum Quando essa parceria já existe. Mas quando essa parceria ainda não existe, ela precisa ser construída neste caminho. Olha, eu quero trabalhar com
reciclagem. Qual que é, quais são as questões que eu posso trabalhar aqui, que eu posso ampliar a minha capacidade, que eu posso, entende? Então, num todo. E aí a gente veio falando aí até agora que é possível você fazer investimentos na lei da recicl por meio da lei de incentivo a reciclagem em todos os Eixos, né? Então você pode desenvolver tecnologia, faz o investimento numa universidade para desenvolvimento de tecnologia, pra gente tentar resolver aqui nacionalmente. É possível isso por meio da lei de incentivo à reciclagem, utilizando parte do imposto de renda, né? é possível que
você amplie o parque e o potencial de algum parceiro seu, de uma cooperativa principalmente, né? Porque a gente trouxe essa essa importância das cooperativas de Catadores para dentro da lei de incentivo reciclagem. Vocês percebam que toda proposta, independente de quem ela seja feita, ela precisa ter um vínculo com alguma cooperativa de catadores. Então, eles são protagonistas da reciclagem no Brasil e são protagonistas da lei de incentivo à reciclagem. Isso tá bem posto ali. Então essa essa questão da aproximação dos interesses entre quem faz os projetos, quem vai executar os projetos e os Interesses dos seus
patrocinadores, ela é genuína e ela é e ela tá eh descrita de uma forma que ela pode ser aplicada nesse formato, né? E eu acho que essa pergunta veio muito nesse sentido. Você está pensando num projeto, pense junto com alguns dos seus possíveis patrocinadores em Santa Catarina. Não falta. >> OK. Vamos lá. >> Bom, >> oi, Roberto. Só uma observação aqui Ainda sobre o comentário que não foi bem uma pergunta. Num país tão grande como o Zé Guilherme colocou, nós temos registros formais de atividade têxtil em cerca de 60% dos municípios, maior ou menor grau.
Informal tem todos, porque todo mundo costura alguma coisa, tá certo? Eh, mas digamos que registros IBGE, etc. Não há caminho mais eh eh viável do meu ponto de vista do que começar na cidade, no município. Depois expande pro estado, porque o projeto nacional vai ser construído com diversos atores em diversas regiões e até bairros, como a gente tem bairros em São Paulo com muita concentração de produção. Então não há uma solução única nacional. Olha aqui, eu agora há uma lei de incentivo que te permite buscar soluções locais com recursos eh do seu imposto de renda.
Então é isso que eu queria frisar. Quer dizer, é importante essa aproximação com os poderes locais. >> Roberto, >> vamos lá. Bom, antes de continuar com as perguntas, só lembrando para quem entrou depois, a live tá sendo transmitida agora ao vivo pelo Instagram, LinkedIn e YouTube, mas logo após ela fica gravada no YouTube, então todo mundo pode assistir quantas vezes quiser, encaminhar para todo mundo para aproveitar esse material, como a Lieg comentou. É um momento único aqui que a gente tá fechando o círculo aí de todas As pontas desse triângulo. Eh, lendra, por favor, eh,
Karina, essa direto para você. A Rachuelo está com algum ecoponto de resíduo têxtil ou programa de logística reversa de peças de roupa? >> Muito obrigada pela pergunta. Sim, a gente tem os nossos chamados coletores em quase 400 pontos que inclusive estão cadastrados na plataforma 4.0 da Cotomov. Esse cadastro é importante porque permite o gelferenciamento, ou seja, qualquer consumidor, seja de Qualquer marca, né, de qualquer produto que não seja L ou acessório especificamente, mas dependo, né, a gente vai abranger a maior parte, possa encontrar aquilo que tá mais perto de você e depositar naquele coletor. Então
são mais de 400 coletores que depois eles são recolhidos, vão pro nosso centro de distribuição. A gente junto com a plataforma da Cotomov, a gente faz uma triagem, né, Específica desses produtos. Tudo aquilo que não pode ser reciclado por uma característica específica ou dependendo da qualidade daquela peça, pode ser revertida para uma instituição de impacto social, no caso é a liga solidária, mas tudo aquilo que pode ser reciclado vai para reciclagem e ou para virar um novo fio ou para ser coprocessado, né, e gerar energia. E é legal a gente falar que esse coprocessamento pessoal
não é aquilo que A gente vê de grandes marcas que queimam seus estoques, não. A gente tá falando da roupa que já foi usada, né? Não é aquilo que tava parado meu estoque, aquela roupa que já foi usada inúmeras vezes, que chega em qualquer estado ali dentro daquele coletor que dependendo de como ela estiver, no limite ela vai ser coprocessada para virar energia, né? isso dentro de um sistema muito cuidadoso, obedecendo toda a legislação. Então, acho que é uma ótima Oportunidade, né, para qualquer pessoa de fazer uso realmente desse mecanismo e de fato ter a
garantia de que ele vai parar numa destinação ambientalmente segura. E como eu falei, a doação ela tem que ser algo muito bem pensado, porque a gente vive num país de grandes vulnerabilidades, né? a gente tem grandes desigualdades sociais, então a gente não pode perder de vista realmente as entidades voltadas para, né, atender famílias em condições De muita, muita vulnerabilidade. Mas essa doação ela é feita com muito cuidado para organizações que a gente sabe que no final das contas vão estar atentas ao máximo possível para essa forma, né, de descarte, mas que no final das contas
é como o José Guilherme falou que a gente precisa é de conscientização, né? Se todos nós no final da linha estivermos conscientizados de que tudo aquilo que a gente compra não vai para fora do país, Vai para algum lugar e a maioria hoje está indo para um lixão ou sendo aterrado, se a gente parar para pensar antes nisso, no final das contas, aquilo que a gente doar ou naquilo que a gente coletar dentro do colocar dentro de um coletor, vai ter uma destinação mais ambientalmente segura, né? Então, não estou indo contra a doação, estou mostrando
que existem caminhos hoje que são muito inteligentes e que vão garantir também no final das contas esse Fim social de uma forma ou de outra. Então, espero ter respondido a pergunta. Obrigado. >> OK. Vamos em frente. Eh, para o José Guilherme, poderia nos contar um pouco mais dos dos pontos de coleta, como são distribuídos, em que cidades estão atuando, de que maneira estão selecionando novas cidades para implementar? Tem um complemento. Novos pontos. Eh, novos pontos. as cooperativas podem entrar em contato Para dar conta de demandas reconhecidas em suas regiões. Guilherme, >> oi, Bia, obrigado pela
pergunta bem pertinente, né? Hoje a gente tem uma cobertura nas cinco regiões do país, são 900 pontos, eles estão geolocalizados no nosso AP. Eh, com recursos agora do do incentivador, a gente vai turbinar os recursos desse app, né? Eh, estendendo isso também, vou dar um spoiler aqui até o gerenciamento de logística reversa de Calçados, que a gente tá falando só do têxtil, todo mundo fala em roupa, camiseta e calça, mas o o cenário do calçado também é eh merece uma atenção, não é? Eh, não é não é acho que quase todo mundo já deve ter
passado em alguma rua que viu algum tênis jogado numa fiação elétrica pendurada. é uma coisa muito comum, né? Eh, a gente tem que educar também o pessoal para não fazer isso, né? Procurar um um destino correto para esse calçado Também, além das roupas. E reforçando o que a o que a o que a Karina colocou aí, existe um um processo de destinação na logística reversa. Ela não vai tudo para reciclar e não vai tudo para coprocessar, né? Eh, infelizmente, às vezes, a maioria dos lotes que a gente recebe são peças um final mesmo de ciclo
de uso. Então, eh, a gente tem esse caminho de doação, né, eh, junto com os nossos parceiros. E a questão dos catadores, né, a gente Tá fazendo um mapeamento hoje em em em regiões no país. nós temos eh uma ação em andamento já no norte do país, né, região Nordeste, no qual a que é muito carente nessa questão de logística reversa do setor têxtil, né, diferente das das outras regiões mais desenvolvidas, né, e vamos atuar também em pontos onde existe grandes concentrações, né, eh, de população. Vou citar um exemplo aqui. Se você pegar São Paulo
num raio de 400 km, nós estamos Aí, o Pimentel me corrige, mas estamos falando mais de 30 milhões de habitantes, né? 40 quase, né? Em 400 km acho que deve est mais isso. Eu não tenho número aqui na ponta do lápis. Então sim, a gente tá mapeando nessas regiões para eh fazer um um um parcerias emergenciais, né, que é onde a gente precisa entender também de como eh a gente coloca essa matéria-prima novamente no mercado. a gente já tem, né, alguns produtos específicos, mas Quando a gente fala de uma região de muita concentração, a gente
tem que ter, a gente tem um resultado de coleta de muito produto que talvez não seja aproveitável e talvez esse seja esse o caminho da gente eh levar essa qualificação pro com cooperativas para elas virarem a primeira etapa que é a triagem de qual matériapra a gente consegue seguir no ciclo de reciclagem e depois futuramente conectar ao sistema circular proposto pela nossa empresa. Eu Acho que é isso. >> OK. Ô, Roberto. >> Oi, Fernando. >> Eh, só para reforçar, nós temos uma obrigatoriedade, correto, de ter nos projetos a participação das cooperativas, das associações, dos catadores.
Só para reconfirmar isso. Tô correto no na fala. Exato. >> E esse ecossistema, ele tem que ser rentável também pros catadores. Então é É uma equação que tem que fechar porque senão eles não vão querer fazer esse trabalho. Vão fazer um outro tipo de coleta, outro tipo de triagem. E para isso tem que ter mercado. Então o mercado tem que crescer. Já conversei e você conhece, Zé Guilherme, não vou citar porque não não tem nada de errado, mas eu não vou citar. uma empresa fala: "Fernando, eu preciso de mais demanda, eu tô precisando de mais
demanda". quer dizer, essa demanda eh vir com uma um Sentido e aí entram questões outras eh como a parte tributária. Quer dizer, há uma disputa aí entre os produtores das matériaspras virgens, das recicladas, aí eu vou perder o mercado e plá pá plá, mas o fato é que você tem que criar mercado, senão você não vai conseguir expandir, escalar o processo, por mais que deseje. Então o mercado tem que vir junto com as tecnologias e com as regulações. Então são coisas, por exemplo, nas Compras públicas você pode ter um produto vai ter que ter eh
sei lá, 10% de matéria-pra reciclada. Tô dando exemplos que ninguém vai começar com 100%. Eh, é sustainable as possible dentro de uma jornada que é longa. Mas eu só queria fazer essa observação porque isso envolve mercado, isso envolve rentabilidade para todos os elos da cadeia, senão não vai rodar. Posso fazer uma complementação pimentel Sobre isso? >> Claro. >> Eu acho que assim a lei boa, né, é aquela que mexe naquilo que é desconfortável pra gente, mas para todo mundo, para que todo mundo melhore, né? E aí, nesse caso, quando eu vejo a lei de incentivo
à reciclagem provocando novas tecnologias, ou seja, permite que a cooperativa se fortaleza para fazer uma triagem, que é uma triagem mais qualificada, Ao mesmo tempo, permite que as empresas de reciclagem produzam o fio numa qualidade equivalente ao fio de uma friba virgem, promovendo uma experiência diferenciada. Os produtos que são reciclados, eles têm uma combinação mista em tese, né, com produtos de fibra, fibra, né, virgem. Isso faz os produtos, vamos lá, compar o raciocínio, eles têm, a gente tá falando, né, de uma melhoria de tecnologia dentro da cooperativa, a Gente tá falando de uma melhoria de
tecnologia dentro das empresas que reciclam a gente tá provocando um novo tecido que seja potencialmente competitivo e igualmente valorável. Ao mesmo tempo, quem tá na matéria prima virgem compete com uma rastrabilidade que precisa ser segura, uma produção que também precisa ser sustentável para casar essa conta. Ou seja, no final das contas, aquele problema de da onde vem o Meu algodão, meu algodão tá sendo produzido adequadamente, como é que é isso? Isso vai se fechar num ciclo onde obrigatória, obrigatoriamente todo mundo vai precisar dar uma resposta, porque no final das contas a tecnologia também vai tá
no produto, no dado e esse dado vai precisar fechar. Então, provoca uma mobilização multisetorial incrível. Por isso que eu acho que é uma grande oportunidade para de fato a gente mirar na solução Todo mundo junto, né? competir é necessário e mas eu quero competir principalmente com quem tá lá fora, porque aqui dentro eu tenho todos os recursos do meu país. Então o que a gente tá permitindo é que o Brasil realmente se coloque de uma forma como nunca se colocou dentro dessa indústria. Então acho que a sua provocação é brilhante e a gente pode passar
para a gente pode olhar de uma forma assim, cara, então agora vamos convergir, Gente, pela primeira vez, >> faz sentido. >> É, eu queria fazer um ponto nessa questão dos catadores. a gente fala que o assim a porta, né, o início, a primeira pegada, o primeiro passo, né, é qualificar a triagem. Mas você tem inúmeros caminhos de qualificação da cooperativa até tornar levar ela a ser um empreendedor também do nosso setor, né? Eles podem, por exemplo, eh, ser especialista em upycling, né? Criar Produtos a partir do que estão prontos, sem precisar eh a gente fazer
a reciclagem da fibra. Esse é um dos caminhos. Eles podem ser um operador logístico conectados com as prefeituras, né? Eles podem fazer logística reversa, por exemplo, para nós, transportar para nós. Eu acho que assim, o caminho eh Pimentel, tu vai concordar comigo. A gente conhece muito bem o setor tê de confecção, que atravessa hoje uma crise de mão de obra terrível, né? Temos hoje Também uma crise aí na do pequeno produtor de agro, né? H, que também não tem mão de obra no campo, mas a gente tem mão de obra na cidade e eu acho
que a gente tem condição de qualificar ele e entregar essas possibilidades de empreender junto com a gente, né? Eu vejo isso como um novo caminho. Pode, pode, pode ser que talvez a triagem não seja o melhor caminho, mas talvez ser uma oficina de costura prestando serviço para as empresas têxteis, né? Tem tem Muito caminho, muito caminho, muito caminho. Acho que, >> né? Eh, enfim, eu eu vejo assim uma jornada, não é uma coisa para fazer dois anos, >> é uma jornada, não tem não tem uma >> Todos esses projetos você falou são financiáveis pela lei
de incentiva reciclagem. Todos que a Karina comentou também, todos, todo o desenvolvimento de tecnologia, desenvolvimento de novos, novos tecidos, ampliar a capacidade dos Parceiros, dos catadores, todos esses projetos podem ser financiados por meio da lei inentiva respal. >> Agora, Liege, nós vamos ter que disputar eh com os impostos de renda, né, das empresas, porque elas também têm outros incentivos para aplicar, né? Então, quer dizer, nós temos uma disputa também, né? Nós temos que viabilizar projetos. Por exemplo, no caso aqui nós estamos falando de operadores do setor têxtil e dentro de toda a normativa é muito
Natural que venham, mas pra gente atrair outros capitais, eh, em vez do cara botar na lei tal, ele vai botar na lei tal, vai botar na nossa lei do incentivo ao resíduo, ou seja, também tem essa demanda, né? O a lei de incentivo à reciclagem, ela compete ainda, tá? Porque já foi alterada, mas não tá valendo. Ela compete com a lei de incentiva ao esporte exclusivamente, tá? As outras leis de incentivo, elas se somam num total, com As leis de incentivo federal, com imposto de renda federal, os incentivadores podem utilizar praticamente 10% do imposto de
renda. 10% do imposto de renda pode ser aplicado em projetos que o patrocinador escolha. Quais projetos? Lá da cultura, 4%. Lá do Ministério da Saúde, tem algumas projetos de saúde também lá, é 1%. no esporte 2% foi alterada a lei já para 3% sem concorrer com a lei de incentivo reciclagem. Na lei de Incentivo reciclagem ainda é um, né? Mas a gente tá começando, a gente é pequeninho ainda, vamos para frente, vamos ainda, né? Fazer, >> né? Mas então eles eles se acumulam, tá? E a gente tá competindo hoje com o esporte, realmente, mas a
partir de 2028 essa competição ela se extingue também. O esporte ampliou o percentual deles e a gente não vai mais competir, então cada um tem seu pedacinho. >> Muito bom esse esclarecimento. Muito Bom, Roberto. >> Vamos lá, Leandro, por favor. Yam Reis faz uma pergunta. Queria aqui enaltecer a presença da Yamê, que realiza o Rio Etical Fashion lá no Rio de Janeiro. Hoje uma super importante plataforma aí quando a gente fala da pauta da sustentabilidade. Pergunta da Yamela comenta: "Acho importante o ponto do Pimentel. pensar no resultado final desse produto reciclado. Estamos falando em soluções
Também para fora da indústria têxtil, certo? Quem começa? >> Zé, você, né? >> Não é totalmente, né? Tu imagin eu tenho visitado eh cooperativas >> pelo Brasil, né? E recentemente eu tive no Rio de Janeiro, visitei uma cooperativa na cidade de Niterói e eles têm lá um pouco, recebem plástico, recebe eletroeletrônico, ele recebe um pouco de têxtil. Exatamente. A lei tá e Eh o processo tá aí. A cooperativa vira hoje um centro de triagem, não é do têtxtil. O têtxtil também é com a valorização da matériapra, né? eh, pelo valor justo, pelo trabalho deles, não
é só no setor texo, setor eletroeletrônico, a parte de de plásticos ali agora com a com a com a lei da logística reversa de embalagens aí que o governo recentemente eh colocou em prática, né, mobilizando. tive, eu tive a oportunidade de ver eles Lá já separando o plástico, prensando e já eh chamando o parceiro, vendendo aquilo. E é isso, a cooperativa, ela pode ser multi ela multif assim, vários vários eh pontos de de reciclagem, vários matérias primas, né? Então, porque eles recebem isso, vem hoje, a gente não tem uma eficiente coleta seletiva e vem tudoado.
É, >> é importante frisar também que o sub o as transformações dos subprodutos da nossa área também atingem outros Segmentos. Exato. >> Acessórios, eh eh tijolos, eh materiais impermeabilizantes, eh abafadores de ruído. Quer dizer, tem muitos mercados que os subprodutos têxteis, vocês estão reparando que eu não falo resíduo, eu falo subproduto, >> tá? Porque eu não gosto de falar a palavra resíduo. Resíduo foi muito desvalorizado. Tem um final que é resíduo mesmo, mas são muitos subprodutos que se transforma em para Atender outros mercados através do seu processo de retransformação, por assim dizer. >> Exato. Isso
isso faz parte, ele ter acesso esse mercado, porque ele recebe esse produto. A gente conversa, eles recebem e às vezes não sabem o que fazer. O que que eu faço com isso, né? Então também é isso, a gente quer levar isso para eles, né? Eh, e mas assim, eu vejo a cooperativa como um grande centro de triagem e lá Ela pode fazer, né, pelo descarte doméstico ou industrial, que algumas têm grandes parcerias aí já eh com indústrias para fazer a destinação e poder revender e tirar dali o seu sustento, né, e provocar, por exemplo, essa
cooperativa que eu visitei tinha uma área de uma escola de balê, uma uma escola de artes marciais, tal, um programa de que montaram um pequeno museu, né? Acho que é muito interessante isso. Acho que esse é o caminho que a Gente tem. >> A gente tem falado, é no Ministério do Meio Ambiente muito da ampliação do escopo de atividade das cooperativas, né? >> Então você tem muitas possibilidades dentro de uma cooperativa. Vamos pensar numa cooperativa básica, estruturada que faz ali um beneficiamento básico, né, de plástico, de papelão e tal. você tem grandes possibilidades. O ponto
inicial ali é você começar a trabalhar com Resíduo orgânico, né? Já instala ali uma compostagem, então você já ampliou e você vai ampliando o escopo de atividades, você amplia a renda daquelas pessoas, amplia, amplia postos de trabalho, né? Eu conheço uma cooperativa em Palhoças, Santa Catarina, que já trabalha com vários escopos. Eles têm na própria cooperativa uma rede de costureiras e ali eles já trabalham com os produtos da reciclagem. ali naquele mesmo lugar eles têm eh eles produzem Sabão. Então eles têm ampliado o escopo e ampliado a possibilidade de beneficiamento daquilo que se recebe dentro
de uma cooperativa. Agora você imagina a quantidade de possibilidades. Então você vai começa a triturar e tudo é uma questão de ter recurso, né? E tudo é uma questão de fazer um investimento em determinado desenvolvimento, determinada eixo de algum de beneficiamento de algum produto, né? Então isso pode acontecer e isso que eu Queria que vocês entendessem também que os parceiros que já existem hoje, por menores que por menor que eles sejam sendo cooperativo ou sendo até pequenas e médias empresas, porque as pequenas e médias empresas podem ser proponentes da lei de incentiva reciclagem também, então
elas podem receber esse investimento, invistam nos seus parceiros para ampliar a capacidade de produção desses desses parceiros que já fazem parte dessa rede, né, dos Incentivadores >> e como as pessoas físicas também podem ser, né, incentivadores e aplicarem 6% proponente, não, cara. >> É, não incentivadores, né? E aí eu f >> Tem bastante, viu? Não, tem bastante, tem bastante pessoa física fazendo investimento. >> E aí o que eu acho que acontece assim quando eu penso no desenvolvimento da taxonomia sustentável no Brasil, né, que é aquele grande Adesivo que vai fazer o recorte cola, né, do
que que é realmente sustentável, do que que não é pro investidor colocar recurso, né, é o que a gente chama de taxonomia. Quando a gente olha para isso, a gente vê grandes setores como aço, eh, mineração, a gente vê químico, >> mas a indústria da moda, Exato. A indústria da moda não aparece em evidência, só que a indústria da moda move comportamento. Então, acho essa pergunta muito Pertinente, mas é também legal a gente olhar para uma outra ótica de que através da moda você consegue alcançar todas as pessoas, né? você consegue fazer com que todos
estejam guinados na mesma direção. E aí permitindo isso, você vai diversificar, né, onde você quer colocar seu recurso, onde você quer colocar o seu sonho, seu planejamento estratégico, né? Mas eu acho que a gente usar a moda e a indústria texo como essa ferramenta de conscientização atávica é Muito útil, inclusive para dentro, né, do movimento político, né, ministerial. E eu acho que cada vez mais é importante, né, a atuação dessa, atuações como essa da Bit para que a gente use todas as nossas ferramentas. >> Perfeito. >> E ô Pimentel, eu tenho uma pergunta, aproveitar aqui
que a Lieg tá aí que o pessoal me me pergunta e eu não consigo explicar de uma forma tão clara e isso, aliás, pode fazer aproveitar aqui. A Pessoa física quando faz a doação, ela tem um benefício na declaração completa, não tem? Acho que pouco, >> deduz deduz 100% do valor que ela que dentro do limite dela, né? Então ela tem ela >> da mesma forma que a que o CNPJ tem ali o limite de 1% do do valor do imposto de renda do lucro real. A pessoa física também precisa ser a pessoa física que
declara o seu imposto de renda no formato completo. O simplificado não vai Conseguir a dedução, tá? Então, naquele formato completo, ele pode disponibilizar 6% do valor do imposto de renda a projetos. E aí sim, nesse caso, Pimentel, eles competem, tá? É o 6%, aí você quer colocar no projeto da saúde, no projeto do esporte, é o 6%, né? Não pode, tem que votar só na reciclagem. Mas ok, >> perfeito. Vamos lá, gente. >> A gente bota todos os 6% na reciclagem. Mas aí o que que acontece? Esse esse Esse 6%, né? que você então colocou
num projeto, ele volta 100% para o seu imposto de renda no ano seguinte. Essa é uma dificuldade que a gente tem com a pessoa física, que você precisa tirar do bolso esse ano, né, para você receber de volta. Isso, exatamente. Vamos lá. Fernando, não tô te ouvindo >> também. Não tô. >> Fernando, >> 8 minutos. >> Oi. >> Ah, tava. A gente não tava te ouvindo, Fernando. >> Estão me ligando aqui. >> Ah, >> não. São 8:08 e nós temos aí muitas perguntas que eu vou já antecipar pros pra nossa audiência que nós vamos ter
que encaminhar, como fizemos da outra vez, eh, para os nossos palestrantes, para que eles respondam depois eh para os Perguntantes. Isso aí é tipo Odorico Paraguaçu, tá? muito perguntando. Então vamos aí continuar até umas 8:15, 8:20, porque todo mundo aí já tem o seu horário. Eh, mas eh 1 hora15, 1 hora20 é o nosso tempo normal de live. Aqui o assunto é extremamente estimulante. A gente pode prosseguir aí horas e horas, mas eh nós temos uma um regulamento, nós também temos regulamentos. Então vamos seguir com as perguntas e quanto for possível Vamos organizar aí para
daqui uns 10, 15 minutos partirmos para conclusão com as palavras finais dos nossos convidados e as perguntas que ficarem sem resposta nós temos que encaminhar para eles, para eles responderem a aqueles que fizerem a pergunta. Seguido. >> Combinado. Combinado. Vamos lá. Bom, a pergunta da Silvia Borielo. O Ministério do Meio Ambiente junto a Embrapi não poderia criar algum edital voltado à criação ou instalação de empresas de Tecnologia de reciclagem têxtil? >> Para mim essa, né? >> Mas eu te ajudo a responder. Eu te ajudo. >> Bora então. Então, bora. A Silvia é uma pessoa bem
conhecida aqui, bem rica, é uma jornalista que todo mundo gosta, tem um carinho por ela. Silvia, assim, o semana passada, acho que no início da eh semana segunda-feira ou terça-feira, no Rio de Janeiro, foi lançado FINEP pelo Brasil. O governo liberou 3.3 bilhões, né, de reais para projetos de inovação. E aí cabe um caminho, né, para empresas de tecnologia e reciclagem têxtil, né? Eh, claro, o reciclar de texo do algodão a gente já domina, né? Que é chover no vender areia no deserto, né? Mas a a gente tem que caminhar, é, tem que caminhar para
reciclagem de fibras sintéticas, né, fibras celulóicas, até para evitar de ficar fazendo fibra de Árvore, né, fazer fibra de roupa, né, dá para fazer isso. Essa tecnologia ela é tangível, né, precisa de recurso. Mas fica a dica aí, FINEP pelo Brasil foi acho que um dos maiores vou puxar para cá de volta, mas eu vou cá na reunião do conselho da BIT agora de dia 26. Nós vamos tratar desse assunto porque esse edital são 300 milhões paraa indústria texo voltado paraa área de tests técnicos, mas tem também uma área de mobilidade, cidades. Então é encaixar
os Projetos, tem que estar atento. São 3.3 B, como o Zé colocou, especificamente paraa agenda texto, em torno de R$ 300 milhões deais, >> mas que cabe aí você ajustar em algumas outras áreas como essa que estão sendo discutidas aqui. >> Fantástico, hein? E aí eu vou trazendo um pouquinho aqui de novo para a lei de incentivo à reciclagem. Silvia, este projeto de criação e instalação de empresas de tecnologia paraa área do Setor de reciclagem texto cabe como um projeto dentro da lei de incentivo à reciclagem. Hoje nós viemos trazer aqui essa novidade que é
um formato diferenciado de financiamento pro setor de gestão de resíduos têxtil e de todos os outros tipos de de resíduos, né? Mas a gente tem a possibilidade de que você não se utilize de um orçamento público, que hoje é o que a gente tem dificuldade, né? Essa é essa é a grande questão. Hoje você vê dentro do Ministério do Meio Ambiente o orçamento, a gente tem hoje na lei de incentivo à reciclagem uma renúncia fiscal maior do que o orçamento do Ministério do Meio Ambiente para aplicação em projetos na área de resíduos sólidos. Então, o
orçamento federal para você abrir edital, para você todo um processo um pouco mais complexo, a lei de incentivo à reciclagem veio ampliar essas possibilidades e cabe um projeto de instalação de desenvolvimento tecnologia De reciclagem texto dentro da lei, tá? E aí você eh tanto tem, então hoje se abre mais uma possibilidade que eh para além dos editais que a gente conhece. E o interessante da lei de incentivo à reciclagem que a renúncia fiscal ela se renova a cada ano, né? considerando que a lei vai ser prorrogada, tal, que ela tem aquele prazo ali, mas você
tem, quando você quando você consegue em um projeto um aporte de um patrocinador, esse patrocinador ele sendo seu Parceiro, ele pode ser um um projeto que tem aí pelo menos os 3 anos que a lei permite, sendo depois podendo ser reaplicado. Então ele é um projeto que a todo ano, né, não é um edital que você vai, ó, tem tantos milhões, pronto, acabou aquilo ali, né? Então, é algo que pode ser continuado. Então, você pode ter um projeto que esse ano teu patrocinador investe no teu projeto, o outro o ano seguinte ele tem mais 1%
para colocar no seu projeto, né? Ou se a Gente consegue ampliar esse valor na no nosso legislativo, ainda melhor. Então, o projeto continuado, ele tem mais chance de ser eh de sobrevivência por meio de leis de incentivo do que por meio de editais. Perfeito, Roberto. A última pergunta pra gente caminhar pro encerramento. >> Olha, infelizmente foi o que Fernando disse antes, eh, a gente tem hoje, eu acho que um volume recorde de perguntas. Agradeço aqui antecipadamente a todos Aqueles que participaram, que se dedicaram a enviar as perguntas antes da live, aos que entraram aqui ao
vivo. A gente recebeu perguntas pelo LinkedIn, pelo Instagram, pelo YouTube. Realmente a gente teria que ficar aqui mais, acho que umas duas horas, caso vocês concordem. para poder responder tudo. Como não vai ser possível, então a gente vai encaminhar as perguntas depois pros convidados. Então vamos para o último eleito de hoje. Leandro, por favor. Eh, grande parte dos produtos têteis europeus têm fibras recicladas na composição dos seus tecidos. >> Como funciona essa reciclagem? Importam subprodutos de outros países? Eu quero responder isso com uma brincadeira aqui, né? Eh, lá nos anos 90 eu fui um dos
pioneiros do algodão orgânico no Brasil, né? E tingimentos com corantes naturais. e passei o resto da minha existência aí procurando soluções sustentáveis paraa Nossa indústria. E num determinado momento eu andava nas na nas fazendo, claro, pesquisa de moda, de produto, nas nos varejistas europeus e encontrava algodão orgânico em tudo que é lógico. E a gente tinha naquela época a certeza que menos de 1% do algodão plantado no planeta, ele era orgânico. Então, se a gente plantava menos de 1% no mundo inteiro, como é que todas as lojas tinham algodão orgânico na loja? Então, ã, a
palavra Green washed, ela surgiu exatamente desse movimento dentro das redes europeias, americanas, em todos, né? Isso é no planeta inteiro, não é? exclusividade na nos têteis europeus, mas hoje nós temos uma legislação bem rígida, né, que é a responsabilidade do produtor e eles estão exigindo hoje a uma rastreabilidade do produto que é atribuído como sustentável. Então, se você falar que ele é orgânico, se ele tem químicos de baixo impacto, se ele Tem fibra reciclada, você tem que provar, né? Eh, porque nem tudo que que reluz é ouro, né? Então você pode ter certeza que a
grande maioria dos têteis que tinham a anterior aí a 2024, dessa eh 2023, dessas antes das normas europeias, muito era Green Washer. Ô, Zé e Karina. Aí eu acho que eu olhando para isso, a Europa hoje é um dos maiores importadores de vestuário do planeta. A a produção europeia típica tá muito em Portugal, atendendo aqui a Zara e outras marcas espanholas, mas a produção quando você roda os mercados é muita coisa importada. eh vendo em lojas de peso intermediário em termos de valor, eh eu olho etiqueta o tempo todo, até porque a maior parte dos
vendedores eh não é treinado para dizer qual é a composição do produto. Eles pegam uma peça, não, isso aqui é algodão puro, não. Você me falou aí do algodão Orgânico, me lembra um pouco o algodão pa, tudo tá cheio de algodão pima no mundo inteiro. eu falei, vai ter algodão p assim na conchinina, mas a gente sabe que tem >> tem o toque, a gente conhece, mas enfim. Então eu peguei uma etiqueta recente, tava lá na Premiere Vision e tantos por centéster reciclado, tantos por cent de poliéster virgem, eh um pouco de poliamida, etc. Mas
a roupa não foi fabricada na Europa. Algumas são, tá? Então, na verdade, isso vem lá de fora e eu espero que eles estejam eh, como você falou bem, rastreando, eh, para que tenha a composição adequada. Aliás, sobre essa questão de rastreabilidade, o movimento sou de algodão no Brasil, que é um movimento piloto, já tem uma rastreabilidade bem interessante da do algodão que sai da fazenda passando pela beneficiadora, indo paraa fiação, indo paraa tecelagem, para malharia, indo pra Confecção, chegando na ponta final do consumidor. Você tem lá um código, você lê o negócio é escalar isso.
Quer dizer, o Brasil tem encontrado já caminhos e soluções. Agora, é um desafio enorme, realmente, porque muita, muita matériapra transformada. Eh, já chegou-se na França um deputado que propôs uma legislação que não poderia ter mistura de fibras na fabricação de roupa para facilitar o processo de de reciclagem. Mas também você tá Inviabilizando o processo criativo. Quer dizer, se você tem gosto para tudo. Eh, mas olhando para esse para essa pergunta do Sérgio, eh, eu acho que olhando pro pra importação que eles têm, é muita coisa que vem de fora. E aí tem que ver se
a fábrica, que a se a indústria, o varegista tá realmente checando aquilo que tá chegando para ele poder colocar na etiqueta. É fundamental isso. Então, a nossa, o nosso mantra de uma certa maneira é se os produtos são globais, os Modos de fabricação, as comunicações, as certificação, terão que ser cada vez mais globais. É muito bonitinho o cara dizer que compra aí do de uma plataforma digital, não tem nada contra não. Veio para ficar e nós temos que explorar isso também. Mas aqui tem um monte de certificações, de exigência de lá não tem. Ah, mas
aqui lá é mais barato. É mais barato. E como é que é? como é que vai ser discutido isso? Mas enfim, isso é uma outra, isso é uma Outra conversa aberta. >> É, é outra conversa. Gente, eu acho que foi, tenho recebido aqui, às vezes vocês me ver baixando aqui, são comentários que chegam, eu fico monitorando um pouco também porque que a audiência ao vivo, se eles estão jogando ovo, se eles estão aplaudindo, mas graças a Deus na reunião da conversa de hoje só temos tido aí manifestações de de que é uma conversa muito interessante
e claro, o tempo não é suficiente para Tratar de tudo, mas esperta a chama. Então, pra gente caminhar pro final, eu pediria para cada um dos nossos convidados, começando pela LIE, passando pela Karina e terminando com o Zé, fizesse os seus eh tinha um jornalista que tinha um, terminava o programa dele, assim, um tema, uma palavra, não vamos ser tão inxutos assim, mas é só para dar aquele aquele recado final. Não é um tema uma palavra não, eu só tô Ele tinha essa esse mantra. Então, L, por favor, >> só agradecer e dizer que a
gente eh tá que tá nascendo uma política pública nova agora, né? Então tem muitas questões ainda para resolver, muitos desafios estruturais de operação da própria lei deentiva a reciclagem, de divulgação dela, de trazer os incentivadores para entender e fazer esses investimentos. Então, tem muito pano paraa manga ainda, que é o melhor ambiente para eu usar essa expressão. Nunca foi tão boa uma Expressão. Então, então agradecer pelo espaço, agradecer a Bit pela, pela acolhida e dizer que o Ministério do Meio Ambiente, como sempre, sempre tá de portas abertas e a gente tem eh nos últimos anos
aí tem trabalhado dentro do Ministério do Meio Ambiente com muita conversa, né? Então a gente sai daqui, a gente vem para falar, mas sai daqui com um aprendizado fantástico. Muito obrigado pelas falas de vocês, Carina. Eu tô apaixonada pela sua empolgação com a lei de cientivo reciclagem. Conta comigo. Se precisar de alguma coisa, me chama que a gente vai junto. Zé, você também. Vamos em frente. A gente tem ainda análise técnica do teu projeto colocar e ele em execução. Vamos pra frente. Tá na fila aqui. A gente não esqueceu. Estamos sabendo. E um abraço para
todo mundo. Muito obrigada aí pela pela oportunidade. >> Excelente. L. Eu queria já dizer que Você é muito simpática e abrilhantou muito a nossa conversa. Carina. É verdade, é verdade. Foi um grande prazer contar com a presença do Ministério do Meio Ambiente, Mudança do Clima, porque realmente é um pilar transformacional do que a gente quer ver pros próximos anos, né, no nosso país. Então, conte comigo também, aliás, qualquer momento com essa paixão do zero ao 100, 24x7. Agora, o que eu diria, né, se a gente for parar para pensar eh o que que a LIR,
né, tá proporcionando de fato o os municípios eles já precisam lidar com uma omissão recorrente, que é o fato de não conseguir, né, fazer a gestão adequada desses resíduos sólidos como um todo, né, isso equivale mais ou menos a 6% das nossas emissões no país. A indústria da moda já é responsável por mais ou menos 8% das nossas emissões e a maior parte tá dentro do da produção da Matéria-prima. Quando a gente consegue, né, usar a tecnologia, investimento que não sai diretamente do CAPX, né, mas é um investimento inteligente, que é o imposto virando, né,
recurso ativo para fazer com que eu consiga fazer com que essa matériapra, né, na verdade seja que eu não fique tão dependente dessa matéria-prima virgem e possa usar um ciclo fechado dentro da minha indústria. Eu tô trabalhando para Que município, terceiro setor, que são as cooperativas, empresas e o consumidor tenham soluções mais eficientes, mais eficazes, né, para que no final das contas a gente resolva o problema global, que são, né, as mudanças climáticas, que é algo que tá encarecendo tudo, que é um problema de todo mundo, né? Então, para concluir, eu acho que a gente
agora tá com os atributos necessários para que o produto final sustentável, reciclado, mantenha a Mesma qualidade, o toque que o cliente exija, né? Para que no final das contas a gente consiga resolver a complexidade da reciclagem de outras fibras diferentes do algodão. O algodão é o nosso protagonista e vai continuar sendo. Mas a gente tem essa questão, né, que atel trouxe. A moda é uma expressão de identidade, né? Então ali também vai resolver esse, tem a capacidade, o potencial de resolver a complexidade da reciclagem de outras fibras. E reciclar No Brasil não apenas uma gestão
de resíduos, ela é uma estratégia de descarbonização mais eficiente pro nosso setor como um todo. Então vamos a isso ao nosso favor, né? Vamos a isso como uma inovação, eficiência produtiva e de fato fazer com que no final das contas a gente bata, supere as nossas metas, tanto a nível privado quanto nacional, né, a nível de governo. >> Obrigado, Karina. Zé, >> bom, a Karina aí já me ajudou muito, né? Eu geralmente falo pouco, né? Mas eh bem ser muito feliz de est aqui debatendo com a BIT, né, Pimentel, toda a estrutura aí da BIT,
nosso grande parceiro, né, Guararapes Riachuelo. Lieg, foi um prazer ter esse contato com com você, com MMA. Tenho certeza, sim, a gente vai fazer o melhor, né? E agradecer a confiança do ministério no nosso projeto. E a gente também chama as empresas, pessoal das empresas que tá Assistindo a gente. Eh, a gente tem uma jornada e ela é colaborativa e a gente só vai sair do lugar e realmente tem impacto de números, né? quando todo mundo pensar nessa solução. >> Perfeito, Guilherme. Muito boas as considerações finais. Eh, e é como vocês todos colocaram, o Brasil,
a Karina colocou, você, Lédio, o Brasil tem o ecossistema formado. A gente participa de muitas discussões no exterior em que a peça foi fabricada ali, foi Comercializada cá. Não é que a gente seja contra o comércio, não, não tem nada disso. Nós somos contra eh o unfair commerce, free commerce but fair commerce, tá? Essa que é a nossa posição, mas não é simples, mas é uma posição clara do nosso conselho, de todos que pensam no Brasil. E o que eu fico muito satisfeito num encontro como esse é porque nós estamos vendo aí o governo junto
com a iniciativa privada e entendendo, criando projetos e propostas Que vão ao encontro daquilo que o Brasil precisa, crescer eh de forma constante, com sustentabilidade e também de forma sustentada. Sustentabilidade só vai existir se tiver resultados sustentáveis das empresas. Não é operação de caridade. Se não ganhar dinheiro, não vai ter investimento, tá? Então isso tem que combinar os tempos e movimentos. Nós estamos acompanhando muito o que tá acontecendo na Europa com todos os seus regramentos e estamos vendo aí o que que Os europeus estão fazendo para bloquear o acordo Mercosul União Europeia, principalmente a partir
da parte do agro, com uma série de acusações, etc, etc. Então, o mundo não é simples, nem é fácil, mas eu acho que o Brasil, como já foi dito aqui pela Carina, tem todas as oportunidades de ser um player que trata eh da cadeia produtiva como um todo, com energia limpa, com uma agenda de sustentabilidade, com uma agenda de Reciclagem, com uma agenda de redução da pegada de carbono e que possa ser um exemplo. Agora, isso tudo não é de graça. Isso tudo exige muito esforço, coordenação, participação. Grandes varegistas e produtores serão sempre fundamentais para
dar o exemplo. Aí é o é o é o exemplo que acaba arrastando os demais. Não vai vir todo mundo ao mesmo tempo. Vão vir por camadas. Alguns vão se sentir injustiçados porque tão tratando aquilo que todos deveriam Tratar e o outro tá jogando na porta da casa dele e você tá cuidando disso tudo. Ah, o preço meu. Essa confusão vai continuar, tá? Mas nós temos que ter esse movimento, mercado, tecnologia, regulação e que a lei seja aplicada para fortalecer aqueles que estão fazendo as coisas corretamente. Eu quero agradecer aqui ao Roberto, ao Leandro e
também quero agradecer a Camila que tá nos assistindo, porque foi dela a ideia de fazer essa conversa aberta sobre este Tema. Ela falou comigo, eu encampei e falei com fala com o Roberto, o Roberto botou para acontecer. Então foi uma boa coordenação, uma ideia, uma um estímulo à execução. E aí estamos concluindo às 8:30 a nossa 162ª conversa aberta com o tema da mais alta relevância. Obrigado a todos. >> Obrigado, pessoal.